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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6º da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6º da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/STF. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do STF. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/STF. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/STF. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/STF. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/STF. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9783610
2015-10-20T00:00:00
2015-11-13T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329041
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 819784 ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/11/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
913758
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 913758 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. Recuperação judicial. Pedido de suspensão da execução fiscal. Necessidade do revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que a natureza da matéria versada nos autos reveste-se de índole infraconstitucional. No agravo regimental, sustenta-se violação direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Aponta-se que as execuções movidas contra a parte agravante precisam de ser sobrestadas, de modo a viabilizar a concretização do plano de recuperação da empresa. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6... da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Nesse sentido, cumpre esclarecer que a regra prevista no art. 6... da Lei 11.101/2005, prevê que, após o deferimento do pedido de recuperação judicial, as execuções contra o devedor não podem prosseguir, ainda que exista prévia penhora (…) Logo, contrariamente ao afirmado pela agravante, não existe óbice algum à continuidade da execução fiscal, vedados somente os atos de expropriação que impeçam ou inviabilizem o plano de recuperação judicial, com vistas à preservação da continuidade da empresa, conforme indica abalizada jurisprudência acerca do tema (...)”. (P. 190-191). No caso dos autos, ademais, não há como se falar em risco à recuperação judicial da agravante, tendo em vista que nenhum ato expropriatório, ao que consta, foi praticado pelo juízo a quo, mormente pelo fato de que este pautou-se, inclusive, em determinação de intimação do Administrador Judicial, para que informasse se há proposta de pagamento dos créditos tributários, ainda que de forma parcelada. Também não há nos autos qualquer indicação de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF tenha ocorrido penhora ou bloqueio de bens da executada/agravante” (eDOC 4, p. 28-29). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, para se concluir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que é inviável no âmbito do recurso extraordinário. Constato também que divergir do entendimento adotado pelo Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada na via extraordinária, a teor do disposto no Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. PEDIDO DE COMPENSAÇÃO INDEFERIDO. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO. EXECUÇÃO FISCAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. A questão constitucional alegada no recurso extraordinário não foi objeto de análise pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou que o pedido suscitado pela parte foi indeferido na esfera administrativa, de modo que não seria possível formalizar a compensação na forma prevista pela Lei de Execuções Fiscais. Frustrada a pretensão, registrou-se a impossibilidade de reconhecer a suspensão da exigibilidade do crédito após a ciência da recusa. Com efeito, dissentir da conclusão exposta demandaria um juízo interpretativo sobre a legislação infraconstitucional pertinente, bem como o 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Supremo Tribunal Federal ARE 913758 AGR / DF revolvimento do contexto fático e probatório constante dos autos. Mostra-se aplicável ao caso a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Embargos a que se nega provimento”. (AI 819.784-ED/PR, rel. min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 25.6.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913.758 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687900 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 913 . 758", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 913 . 758", "RECURSO", "ARE 913758 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 913758 AGR / DF", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 282 E 356 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 913758 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 819 . 784 - ED / PR", "ARE 913758 AGR /", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 819 . 784 - ED / PR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 11 . 101 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei 11 . 101 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Execuções Fiscais", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "NEW WORK COMÉRCIO E PARTICIPAÇÕES LTDA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Roberto Barroso", "Roberto Barroso", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "RODRIGO CAMPOS DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "6", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante nº 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante nº 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2ª Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento nº 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração nº 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível nº 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível nº 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento nº 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento nº 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento nº 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração nº 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível nº 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível nº 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento nº 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento nº 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento nº 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento nº 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2º, e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (CF, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (CF, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801508
2015-09-29T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur329644
- Acórdão(s) citado(s): (DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, DECISÃO, AFASTAMENTO, APLICAÇÃO DA LEI) AI 473019 AgR (1ªT), RE 432597 AgR (1ªT), RTJ 169/756 (RE 240096). (DESCUMPRIMENTO, PRINCÍPIO DA RESERVA DO PLENÁRIO, NULIDADE ABSOLUTA, DECISÃO JUDICIAL, ÓRGÃO FRACIONÁRIO) RTJ 58/499 (RE 71948), RTJ 71/233 (RE 77935), RTJ 110/226 (RE 97245), RTJ 117/265 (RE 103568), RTJ 135/297 (RE 111060), RTJ 169/756 (RE 240096). (DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, LEI, ATO, RESERVA DE PLENÁRIO) RF 193/131, RTJ 95/859 (RE 91057), RTJ 96/1188 (RE 88160), RT 508/217, RTJ 150/223 (HC 70249). (INTERPRETAÇÃO, NORMA INFRACONSTITUCIONAL, AUSÊNCIA, VIOLAÇÃO, RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 6944 (TP). (IMPOSSIBILIDADE, RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 1591 (TP), Rcl 724 AgR (2ªT), Rcl 1852 AgR (2ªT), Rcl 5465 ED (TP), Rcl 5684 AgR (TP), Rcl 6534 AgR (TP), RTJ 134/1033 (RCL 336), RTJ 168/718 (RCL 603). (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) AI 825520 AgR-ED (2ªT), ARE 791637 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (INTERPRETAÇÃO, NORMA INFRACONSTITUCIONAL, AUSÊNCIA, VIOLAÇÃO, RESERVA DE PLENÁRIO) Rcl 8791. (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) Rcl 6955, Rcl 3430, Rcl 6425. Número de páginas: 15. Análise: 24/11/2015, AOR.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
20266
[ "LEG-FED CF ANO-1934\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00097 ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00267 INC-00004\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-010406 ANO-2002\n ART-00193\n CC-2002 CÓDIGO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 20266 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – PARECER DA PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA PELA IMPROCEDÊNCIA DA PRESENTE AÇÃO – DECISÃO DO RELATOR QUE SE REPORTA AOS FUNDAMENTOS QUE DERAM SUPORTE AO PARECER DO MINISTÉRIO PÚBLICO – MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM” – LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL DESSA TÉCNICA DE MOTIVAÇÃO – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – INADMISSIBILIDADE DO INSTRUMENTO RECLAMATÓRIO COMO SUCEDÂNEO DA AÇÃO RESCISÓRIA, DE RECURSOS OU DE AÇÕES JUDICIAIS EM GERAL – EXTINÇÃO DO PROCESSO DE RECLAMAÇÃO – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante n 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) :SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, negou seguimento à reclamação ajuizada pela parte ora recorrente, porque manifestamente incabível. Sustenta a parte ora agravante, em suas razões recursais, em síntese, o que se segue: “Na petição da Reclamação, os Reclamantes procederam a uma necessária narrativa da moldura processual, fática e de direito, na qual insertas as r. Decisões em que se deu a violação à Súmula Vinculante n 10, e assim o fizeram, ‘data venia’, até com certo excesso de zelo, com o fim de permitir a identificação da forma em que as decisões transgrediram o enunciado da Súmula, as quais deram origem à propositura da Reclamação. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2... Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Com o desiderato de reunir o maior número de informações processuais possíveis, para identificar em todos os seus pontos sensíveis o panorama no qual situadas as Decisões objeto da Reclamação, os Reclamantes narraram as principais decisões exaradas nos feitos distribuídos no primeiro grau de jurisdição. Nesse passo, informaram ao Pretório Excelso as ações distribuídas em face da Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda., a primeira delas extinta sem resolução do mérito por ausência de pressupostos processuais, com decreto de extinção confirmado pelo Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ora Reclamado. Posteriormente, o mesmo autor distribuiu ação idêntica à primeira, extinta por ausência de pressupostos processuais e ainda sem apego a um mínimo rigorismo das formas, de tal sorte a afastar a interrupção da prescrição. E, após a segunda ação mencionada, distribuíram outras duas, estas duas últimas em face dos três Reclamantes, encontrando- se estas três em tramitação e em fase recursal. O histórico destes feitos, sumariados em introdução à Reclamação Constitucional, foi necessário para identificar os pontos em que, quando utilizada fundamentação aliunde, houve remissão expressa a outros julgados, reproduzindo a violação da Súmula nos julgados subsequentes. Da descrição dos feitos, como retratados nas decisões em primeiro grau de jurisdição, destaca-se um deles, no qual, em V. Acórdão prolatado pelo Egrégio Tribunal reclamado, houve o descumprimento da Súmula Vinculante. Esta ação é a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, que foi proposta então sob o no. 003.08.117060-9, perante a Egrégia 2... Vara Cível do Foro Regional III – Jabaquara, da Comarca da Capital, São Paulo. Assim como houve exposição minuciosa sobre os autos, quando em tramitação no primeiro grau de jurisdição, assim também em relação à fase recursal, ora em um misto de desejo de informar e necessidade de descrever o afastamento da eficácia de decisões da Corte Suprema, em julgamentos no segundo grau. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento n 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração n 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível n 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível n 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento n 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento n 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Ao mencionado processo de origem, de número 0117060- -10.2008.8.26.0003, os Reclamantes ofertaram suas respostas, ensejando os recursos cabíveis, como mencionados na Reclamação: a. A Reclamante Glauce Maria Lemos Roggério, que ofertou sua defesa por meio de exceção de pré-executividade, interpôs o Agravo de Instrumento n 0190361- -28.2010.8.26.0000 (na proposição sob o número 990.10.190361-0) e os Embargos de Declaração n 990.10.190361-0/50000. b. O Reclamante Paulo Roberto Roggério, que apresentou sua defesa por meio de Embargos à Execução, interpôs a Apelação Cível n 0101238-44.2009.8.26.0003. c. A Reclamante Notre Dame Indústria e Participações Ltda. apresentou sua defesa por meio de embargos à execução, e interpôs a Apelação Cível n 0101236-74.2009.8.26.0003. Posteriormente, a Reclamante Notre Dame apresentou Exceção de pré-executividade, ora para acusar o defeito de representação postulatória da parte autora, pois a falta de representação processual já o fora deduzida em embargos à execução, à qual opôs o Agravo de Instrumento n 0276995- -90.2011.8.26.0000. Todos os recursos mencionados foram julgados pelo mesmo órgão fracionário do Egrégio Tribunal reclamado, sendo que três destes quatro recursos trazem fundamentação ‘per relationem’ do recurso julgado por primeiro, qual seja o Agravo de Instrumento n 0190361-28.2010.8.26.0000. E, ‘data maxima venia’, a desobediência à Súmula Vinculante ocorreu neste julgamento, repetindo-se nos julgamentos posteriores devido à fundamentação ‘per relationem’ deste. Assim, com o devido respeito, da mesma forma que, para os efeitos desta Reclamação, das quatro ações originárias pode ser selecionada apenas a de número 0117060-10.2008.8.26.0003, raiz do recurso no qual afrontada a Súmula Vinculante, da mesma forma, também dos V. Acórdãos prolatados em segunda instância, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento n 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pode ser selecionado o que julgou o Agravo de Instrumento n 990.10.190361-0, com número atual 0190361- -28.2010.8.26.0000, pois neste situada a desobediência, repetida nos demais V. Arestos. Por estas razões, pedem ‘venia’ os Reclamantes para, nesta petição de Agravo Regimental, cingir-se a este Acórdão, porque os demais encontram-se descritos na peça da Reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas pela parte ora agravante, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Tal como tive o ensejo de enfatizar na decisão recorrida, o exame dos fundamentos subjacentes à presente causa leva- me a reconhecer a inexistência, na espécie, de situação caracterizadora de desrespeito ao enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Na realidade, esta Suprema Corte tem entendido equivaler à própria declaração de inconstitucionalidade o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público sob alegação de conflito com critérios resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanada de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário, inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Ocorre, no entanto, que, no caso ora em exame, as decisões reclamadas não declararam a inconstitucionalidade do art. 193 do Código Civil e do art. 267, IV, do Código de Processo Civil, eis que, limitando-se a interpretar normas infraconstitucionais, consideraram inaplicáveis tais dispositivos às hipóteses impugnadas na presente sede processual. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP Cabe assinalar, por relevante, que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar a Rcl 6.944/DF, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, fixou entendimento que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora agravante: “RECLAMAÇÃO. SÚMULA VINCULANTE N. 10. REVISÃO DE BENEFÍCIO. LEI N. 9.032/95. DECISÃO DA SEXTA TURMA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO CONFIGURADO O DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, apenas por isso, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. 2. Para caracterização da contrariedade à súmula vinculante n. 10, do Supremo Tribunal Federal, é necessário que a decisão fundamente-se na incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na ação e a Constituição. 3. O Superior Tribunal de Justiça não declarou a inconstitucionalidade ou afastou a incidência dos arts. 273, § 2..., e 475-O, do Código de Processo Civil e do art. 115, da Lei n. 8.213/91, restringindo-se a considerá-los inaplicáveis ao caso. 4. Reclamação julgada improcedente.” (grifei) Impende enfatizar, quanto a esse ponto, trecho do parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. PAULO GUSTAVO GONET BRANCO que bem esclarece essa específica questão: “A leitura dos acórdãos reclamados não demonstra ter havido a recusa, com base em fundamentação constitucional, da aplicação de norma legal. Apenas se entendeu, na origem, que o caso retrataria situação fático-jurídica diversa da que o reclamante 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP pretende ter ocorrido. A atividade de interpretação de lei, para fixar o seu âmbito normativo, caracteriza exercício inerente à judicatura, que não se põe em conflito com a Súmula Vinculante 10.” (grifei) Vê-se, desse modo, que o órgão reclamado não realizou exame de constitucionalidade das normas indicadas pelos reclamantes, o que afastava – por ausente qualquer ato de controle constitucional – a necessidade de observância do postulado da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). Vale referir, ainda, ante a pertinência de seu conteúdo, fragmento da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no julgamento da Rcl 8.791/MG, de que foi Relator: “A simples ausência de aplicação de uma dada norma jurídica ao caso sob exame não caracteriza, tão-somente por si, violação da orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal. Para caracterização da ofensa ao art. 97 da Constituição, que estabelece a reserva de Plenário (‘full bench’) para declaração de inconstitucionalidade, é necessário que a causa seja decidida sob critérios diversos, alegadamente extraídos da Constituição, de modo a levar ao afastamento implícito ou explícito da norma por incompatibilidade com a Constituição.” (grifei) Cumpre destacar, por relevante, um outro aspecto, que, assinalado em sucessivas decisões desta Corte, afasta a possibilidade jurídico-processual de emprego da reclamação, notadamente naqueles casos em que a parte reclamante busca a revisão de certo ato decisório, por entendê-lo incompatível com a jurisprudência do Supremo Tribunal. Considerada a ausência, na espécie, dos pressupostos que poderiam legitimar o ajuizamento da reclamação, este remédio constitucional não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto desta Suprema Corte. Com efeito, a reclamação – constitucionalmente vocacionada a cumprir a dupla função a que alude o art. 102, I, “l”, da Carta Política (RTJ 134/1033) – não se qualifica como sucedâneo recursal nem configura instrumento viabilizador do reexame do conteúdo do ato reclamado, eis que tal finalidade revela-se estranha à destinação constitucional subjacente à instituição dessa medida processual, consoante adverte a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECLAMAÇÃO: NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO OU DE AÇÃO RESCISÓRIA. I. – A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso ou de ação rescisória. II. – Reclamação não conhecida.” (RTJ 168/718, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno – grifei) “Não cabe reclamação destinada a invalidar decisão de outro Tribunal, que haja porventura divergido da jurisprudência do Supremo Tribunal, firmada no julgamento de causa diferente, mesmo em se tratando de controvérsias de porte constitucional. Também não é a reclamação instrumento idôneo de uniformização de jurisprudência, tampouco sucedâneo de recurso ou rescisória, não utilizados tempestivamente pelas partes.” (Rcl 724-AgR/ES, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI, Pleno – grifei) “O despacho acoimado de ofender a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal negou seguimento, por razões processuais suficientes, ao recurso ordinário interposto contra acórdão em mandado de segurança. Por esse fundamento não é cabível reclamação, eis que a decisão da Corte Maior não cuida da matéria. ....................................................................................................... 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP A reclamação não pode servir de sucedâneo de recursos e ações cabíveis, como decidiu esse Plenário nas Rcl Ag.Rg 1852, relator Maurício Correa, e Rcl Ag.Rg. 724, rel. Min. Octavio Gallotti. (...).” (Rcl 1.591/RN, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Pleno – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. ....................................................................................................... A questão da responsabilidade do Estado pelas dívidas da instituição financeira estatal revela tema afeto ao processo de execução que tramita na Justiça do Trabalho, não guardando pertinência com o objeto da presente ação. A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis.” (Rcl 1.852-AgR/RN, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA, Pleno – grifei) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECLAMAÇÃO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INEXISTÊNCIA DE AFRONTA AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. ....................................................................................................... 3. O instituto da Reclamação não se presta para substituir recurso específico que a legislação tenha posto à disposição do jurisdicionado irresignado com a decisão judicial proferida pelo juízo ‘a quo’. ....................................................................................................... 5. Agravo regimental não provido.” (Rcl 5.465-ED/ES, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Pleno – grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Supremo Tribunal Federal RCL 20266 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I – A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. ....................................................................................................... III – Reclamação improcedente. IV – Agravo regimental improvido.” (Rcl 5.684-AgR/PE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Pleno – grifei) “(...) – O remédio constitucional da reclamação não pode ser utilizado como um (inadmissível) atalho processual destinado a permitir, por razões de caráter meramente pragmático, a submissão imediata do litígio ao exame direto do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. (…).” (Rcl 6.534-AgR/MA, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Sendo assim, em face das razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, cujos fundamentos adoto como razão de decidir, valendo-me, para tanto, da técnica da motivação “per relationem” (AI 825.520-AgR-ED/SP – ARE 791.637-AgR/DF – Rcl 3.430/RN – Rcl 6.425/SP – Rcl 6.955/RO, v.g.), nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9784493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.266 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NOTRE DAME INDÚSTRIA E PARTICIPAÇÕES LTDA. E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DÉBORA ROGGERIO AGDO.(A/S) : SHOPPING INN FLOREAT EMPREENDIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ COELHO BOGGI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509215 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10", "RECLAMAÇÃO 20 . 266 SÃO", "Súmula Vinculante n 10", "0117060", "-", "10", ".", "2008", ".", "8", ".", "26", ".", "0003", "-", "10", ".", "Agravo de Instrumento n 0190361 - - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Apelação Cível n 0101238 - 44 . 2009 . 8", "Apelação Cível n 0101236 - 74 . 2009 . 8 . 26 . 0003", "Agravo de Instrumento n 0276995 - - 90 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "Embargos de Declaração n 990 . 10 . 190361 - 0 / 50000", "Apelação Cível n 0101238 - 44 . 2009 . 8 . 26 . 0003 .", "Apelação Cível n 0101236 - 74 . 2009 . 8 . 26 . 0003", "Agravo de Instrumento n 0276995 - - 90 . 2011 . 8 . 26 . 0000", "Agravo de Instrumento n 0190361 - 28 . 2010 . 8 . 26 . 0000", "-", "10", ".", "2008", ".", "8", ".", "RCL 20266 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 990 . 10 . 190361 - 0", "2010 .", "RCL", "Agravo de Instrumento n 990 . 10 . 190361 - 0", "AG", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 432 . 597 - AgR / SP", "AI 473 . 019 - AgR / SP", "RTJ 169 / 756 - 757", "AG", "RECLAMAÇÃO 20 . 266", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 432 . 597 - AgR / SP", "AI 473 . 019 - AgR / SP", "RTJ 169 / 756 - 757", "RCL 20266", "RTJ 58 / 499", "RTJ 169 / 756", "RTJ", "RCL 20266 AGR / SP", "RF 193 / 131", "RTJ 95 / 859", "RTJ 96 / 1188", "RT 508 / 217", "RTJ 150 / 223 - 224", "RF 193 / 131", "RTJ 95 / 859", "RT 508 / 217", "RTJ 150 / 223 - 224", "Rcl 6 . 944 / DF", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "súmula vinculante n . 10 ,", "Rcl 6 . 944 / DF", "SÚMULA VINCULANTE N . 10", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO", "Súmula Vinculante 10 .", "RCL 20266", "Súmula Vinculante 10 .", "Rcl 8 . 791 / MG", "RCL", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "RCL 20266 AGR / SP", "RTJ 134 / 1033", "RTJ 168 / 718", "Rcl 724 - AgR / ES", "Rcl Ag . 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"PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CÁRMEN LÚCIA", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CARLOS VELLOSO", "OCTAVIO GALLOTTI", "CELSO DE MELLO", "Maurício Correa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "Maurício Correa", "Octavio Gallotti", "ELLEN GRACIE", "MAURÍCIO CORRÊA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "DÉBORA ROGGERIO", "ANDRÉ COELHO BOGGI", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", 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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação reflexa à Constituição. Necessidade de interpretação das normas infraconstitucionais e locais. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Inviabilidade em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso, ao fundamento de que a pretensão do recorrente demandaria a revisão de interpretação dada a normas infraconstitucionais e locais, além de implicar ofensa meramente reflexa à Constituição. Reiterou-se, ainda, a jurisprudência do Supremo no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Finalmente, decidiu-se que divergir do entendimento de origem demandaria o reexame dos fatos e provas constantes nos autos, o que implica o óbice do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, o agravante se limita a reiterar os termos do recurso extraordinário, de que a decisão contraria (a) a declaração incidental de inconstitucionalidade do § 2º, artigo 171, da Emenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso, ao fundamento de que a pretensão do recorrente demandaria a revisão de interpretação dada a normas infraconstitucionais e locais, além de implicar ofensa meramente reflexa à Constituição. Reiterou-se, ainda, a jurisprudência do Supremo no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Finalmente, decidiu-se que divergir do entendimento de origem demandaria o reexame dos fatos e provas constantes nos autos, o que implica o óbice do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, o agravante se limita a reiterar os termos do recurso extraordinário, de que a decisão contraria (a) a declaração incidental de inconstitucionalidade do § 2º, artigo 171, da Emenda Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Constitucional estadual 16/99; (b) o princípio da legalidade; (c) o princípio da irredutibilidade de vencimentos; (d) a responsabilidade civil do Estado – art. 37, § 6º; e (e) o devido processo legal. Por fim, requer-se a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental para que seja reformada a decisão recorrida e, admitido o recurso extraordinário, a ele seja dado provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Constitucional estadual 16/99; (b) o princípio da legalidade; (c) o princípio da irredutibilidade de vencimentos; (d) a responsabilidade civil do Estado – art. 37, § 6º; e (e) o devido processo legal. Por fim, requer-se a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental para que seja reformada a decisão recorrida e, admitido o recurso extraordinário, a ele seja dado provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Enunciado da Súmula 636 do STF). Ademais, convém reproduzir o assentado pelo tribunal de origem: “Com efeito, fixada a inexistência de direito adquirido à forma de cálculo de vantagem remuneratória por parte dos servidores públicos, resta salientar que a gratificação pleiteada pelo agravante já se encontra incorporada ao provento do mesmo, sob a denominação de parcela autônoma de vantagem pessoal, observando-se ainda o fato de que não ficou comprovado nos autos que tal transformação tenha acarretado decesso remuneratório ao mesmo. Desta feita, ao incorporar o valor nominal do adicional de inatividade ao soldo, o Estado não promoveu qualquer decesso remuneratório nos proventos dos militares, pois passou o soldo a ter valor maior quando somado ao adicional em tela. O que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1º.8.2013. Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Enunciado da Súmula 636 do STF). Ademais, convém reproduzir o assentado pelo tribunal de origem: “Com efeito, fixada a inexistência de direito adquirido à forma de cálculo de vantagem remuneratória por parte dos servidores públicos, resta salientar que a gratificação pleiteada pelo agravante já se encontra incorporada ao provento do mesmo, sob a denominação de parcela autônoma de vantagem pessoal, observando-se ainda o fato de que não ficou comprovado nos autos que tal transformação tenha acarretado decesso remuneratório ao mesmo. Desta feita, ao incorporar o valor nominal do adicional de inatividade ao soldo, o Estado não promoveu qualquer decesso remuneratório nos proventos dos militares, pois passou o soldo a ter valor maior quando somado ao adicional em tela. O que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE ocorreu, na verdade, foi uma alteração da forma da composição salarial dos militares” (eDOC 2, p. 101). Sendo assim, constato que o acórdão recorrido não diverge da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não há direito adquirido a regime jurídico, desde que não haja decesso remuneratório. Nesse sentido, o RE-RG 563.965, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 20.3.2009; e o ARE 849461 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.5.2015. Finalmente, segundo orientação sumulada do STF, não cabe recurso extraordinário para simples reexame de prova (Súmula 279), sendo certo que para entender de forma diversa ao que assento o Tribunal a quo, faz- se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: RE 165.460, Rel. Min. Sydney Sanches, 1a Turma, DJ de 19.9.1997; RE 102.542, Rel. Min. Djaci Falcão, 2a Turma, DJ de 27.9.1985; RE-AgR 593.550, Rel. Min. Eros Grau, 2a Turma, DJe de 27.2.2009; e AI-AgR 767.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1a Turma, DJe de 5.2.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE ocorreu, na verdade, foi uma alteração da forma da composição salarial dos militares” (eDOC 2, p. 101). Sendo assim, constato que o acórdão recorrido não diverge da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não há direito adquirido a regime jurídico, desde que não haja decesso remuneratório. Nesse sentido, o RE-RG 563.965, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 20.3.2009; e o ARE 849461 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.5.2015. Finalmente, segundo orientação sumulada do STF, não cabe recurso extraordinário para simples reexame de prova (Súmula 279), sendo certo que para entender de forma diversa ao que assento o Tribunal a quo, faz- se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: RE 165.460, Rel. Min. Sydney Sanches, 1a Turma, DJ de 19.9.1997; RE 102.542, Rel. Min. Djaci Falcão, 2a Turma, DJ de 27.9.1985; RE-AgR 593.550, Rel. Min. Eros Grau, 2a Turma, DJe de 27.2.2009; e AI-AgR 767.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1a Turma, DJe de 5.2.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9686139
2015-09-29T00:00:00
2015-11-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação reflexa à Constituição. Necessidade de interpretação das normas infraconstitucionais e locais. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Inviabilidade em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur327169
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. (SERVIDOR PÚBLICO, DIREITO ADQUIRIDO À REGIME JURÍDICO) RE 563965 RG, ARE 849461 AgR (1ªT). (SÚMULA 279) RE 165460 (2ªT), RE 593550 AgR (2ªT), AI 767152 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
872812
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 872812 AgR-segundo
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AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Agravo regimental em agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Violação reflexa à Constituição. Necessidade de interpretação das normas infraconstitucionais e locais. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Inviabilidade em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso, ao fundamento de que a pretensão do recorrente demandaria a revisão de interpretação dada a normas infraconstitucionais e locais, além de implicar ofensa meramente reflexa à Constituição. Reiterou-se, ainda, a jurisprudência do Supremo no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Finalmente, decidiu-se que divergir do entendimento de origem demandaria o reexame dos fatos e provas constantes nos autos, o que implica o óbice do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, o agravante se limita a reiterar os termos do recurso extraordinário, de que a decisão contraria (a) a declaração incidental de inconstitucionalidade do § 2..., artigo 171, da Emenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) :ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso, ao fundamento de que a pretensão do recorrente demandaria a revisão de interpretação dada a normas infraconstitucionais e locais, além de implicar ofensa meramente reflexa à Constituição. Reiterou-se, ainda, a jurisprudência do Supremo no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico. Finalmente, decidiu-se que divergir do entendimento de origem demandaria o reexame dos fatos e provas constantes nos autos, o que implica o óbice do Enunciado 279 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, o agravante se limita a reiterar os termos do recurso extraordinário, de que a decisão contraria (a) a declaração incidental de inconstitucionalidade do § 2..., artigo 171, da Emenda Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Constitucional estadual 16/99; (b) o princípio da legalidade; (c) o princípio da irredutibilidade de vencimentos; (d) a responsabilidade civil do Estado – art. 37, § 6...; e (e) o devido processo legal. Por fim, requer-se a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental para que seja reformada a decisão recorrida e, admitido o recurso extraordinário, a ele seja dado provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE Constitucional estadual 16/99; (b) o princípio da legalidade; (c) o princípio da irredutibilidade de vencimentos; (d) a responsabilidade civil do Estado – art. 37, § 6...; e (e) o devido processo legal. Por fim, requer-se a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental para que seja reformada a decisão recorrida e, admitido o recurso extraordinário, a ele seja dado provimento. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, convém reproduzir o assentado pelo tribunal de origem: “Com efeito, fixada a inexistência de direito adquirido à forma de cálculo de vantagem remuneratória por parte dos servidores públicos, resta salientar que a gratificação pleiteada pelo agravante já se encontra incorporada ao provento do mesmo, sob a denominação de parcela autônoma de vantagem pessoal, observando-se ainda o fato de que não ficou comprovado nos autos que tal transformação tenha acarretado decesso remuneratório ao mesmo. Desta feita, ao incorporar o valor nominal do adicional de inatividade ao soldo, o Estado não promoveu qualquer decesso remuneratório nos proventos dos militares, pois passou o soldo a ter valor maior quando somado ao adicional em tela. O que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral (tema 660), que não há repercussão geral em relação à violação dos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal quando o julgamento da causa depender de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais, conforme o ARE-RG 748.371, de minha relatoria, DJe 1....8.2013. Demais disso, é entendimento sumulado desta Corte que “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (Enunciado da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, convém reproduzir o assentado pelo tribunal de origem: “Com efeito, fixada a inexistência de direito adquirido à forma de cálculo de vantagem remuneratória por parte dos servidores públicos, resta salientar que a gratificação pleiteada pelo agravante já se encontra incorporada ao provento do mesmo, sob a denominação de parcela autônoma de vantagem pessoal, observando-se ainda o fato de que não ficou comprovado nos autos que tal transformação tenha acarretado decesso remuneratório ao mesmo. Desta feita, ao incorporar o valor nominal do adicional de inatividade ao soldo, o Estado não promoveu qualquer decesso remuneratório nos proventos dos militares, pois passou o soldo a ter valor maior quando somado ao adicional em tela. O que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE ocorreu, na verdade, foi uma alteração da forma da composição salarial dos militares” (eDOC 2, p. 101). Sendo assim, constato que o acórdão recorrido não diverge da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não há direito adquirido a regime jurídico, desde que não haja decesso remuneratório. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário-RG 563.965, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 20.3.2009; e o ARE 849461 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.5.2015. Finalmente, segundo orientação sumulada do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário para simples reexame de prova (Súmula 279), sendo certo que para entender de forma diversa ao que assento o Tribunal a quo, faz- se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 165.460, Rel. Min. Sydney Sanches, 1a Turma, DJ de 19.9.1997; Recurso Extraordinário 102.542, Rel. Min. Djaci Falcão, 2a Turma, DJ de 27.9.1985; Recurso Extraordinário-AgR 593.550, Rel. Min. Eros Grau, 2a Turma, DJe de 27.2.2009; e AI-AgR 767.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1a Turma, DJe de 5.2.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Supremo Tribunal Federal ARE 872812 AGR-SEGUNDO / PE ocorreu, na verdade, foi uma alteração da forma da composição salarial dos militares” (eDOC 2, p. 101). Sendo assim, constato que o acórdão recorrido não diverge da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não há direito adquirido a regime jurídico, desde que não haja decesso remuneratório. Nesse sentido, o Recurso Extraordinário-RG 563.965, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 20.3.2009; e o ARE 849461 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 7.5.2015. Finalmente, segundo orientação sumulada do Supremo Tribunal Federal, não cabe recurso extraordinário para simples reexame de prova (Súmula 279), sendo certo que para entender de forma diversa ao que assento o Tribunal a quo, faz- se imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: Recurso Extraordinário 165.460, Rel. Min. Sydney Sanches, 1a Turma, DJ de 19.9.1997; Recurso Extraordinário 102.542, Rel. Min. Djaci Falcão, 2a Turma, DJ de 27.9.1985; Recurso Extraordinário-AgR 593.550, Rel. Min. Eros Grau, 2a Turma, DJe de 27.2.2009; e AI-AgR 767.152, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1a Turma, DJe de 5.2.2010. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9671014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.812 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSE REINALDO SANTOS ADV.(A/S) : ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAFIN - FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : FUNAPE - FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872 . 812", "ARE 872812 AGR - SEGUNDO / PE", "ARE 872812 AGR - SEGUNDO / PE", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "RG 748 . 371", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - RG 563 . 965", "ARE 849461 AgR", "Recurso Extraordinário 165 . 460", "Recurso Extraordinário 102 . 542", "Recurso Extraordinário - AgR 593 . 550", "AI", "-", "AgR 767 . 152", "ARE 872812 AGR - SEGUNDO / PE", "Recurso Extraordinário - RG 563 . 965", "ARE 849461 AgR", "Recurso Extraordinário 165 . 460", "Recurso Extraordinário 102 . 542", "Recurso Extraordinário - AgR 593 . 550", "AI", "-", "AgR 767 . 152" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Emenda", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Argentina", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Argentina" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "FUNAFIN", "FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO", "FUNAPE", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "Supremo Tribunal 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"SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1a Turma", "2a Turma", "2a Turma", "1a Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1a Turma", "2a Turma", "2a Turma", "1a Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FUNAFIN", "FUNDO FINANCEIRO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO", "FUNAPE", "FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DO ESTADO DE PERNAMBUCO", "Procuradoria", "-", "Geral da Cidade de Buenos Aires", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo 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"Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOSE REINALDO SANTOS", "ELIZABETH DE CARVALHO SIMPLÍCIO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "09", "/", "2015", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2009", "7", ".", "5", ".", "2015", "19", ".", "9", ".", "1997", "27", ".", "9", ".", "1985", "27", ".", "2", ".", "2009", "5", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "3", ".", "2009", "7", ".", "5", ".", "2015", "19", ".", "9", ".", "1997", "27", ".", "9", ".", "1985", "27", ".", "2", ".", "2009", "5", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689180. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra (fls. 173/175), que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento em entendimento pacífico da Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a existência de violação ao art. 40, § 1º, III, da CF/1988. Defende-se, também, que “O dispositivo constitucional é claro ao estabelecer que a redução é aplicável à hipótese de aposentadoria voluntária integral! Sendo certo que é necessário que a servidora tenha cumprido os 25 anos de contribuição, em função de magistério, não se mostra possível utilizar a referida redução para as hipóteses de aposentadoria proporcional” (fl. 180v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689181. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra (fls. 173/175), que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento em entendimento pacífico da Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a existência de violação ao art. 40, § 1º, III, da CF/1988. Defende-se, também, que “O dispositivo constitucional é claro ao estabelecer que a redução é aplicável à hipótese de aposentadoria voluntária integral! Sendo certo que é necessário que a servidora tenha cumprido os 25 anos de contribuição, em função de magistério, não se mostra possível utilizar a referida redução para as hipóteses de aposentadoria proporcional” (fl. 180v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como demonstrado pela decisão ora agravada, a Corte fixou entendimento no sentido de que as aposentadorias proporcionais de professores públicos — que exerçam função exclusiva de magistério — deverão ser calculadas com base na aposentadoria com proventos integrais. A decisão impugnada encontra-se assim fundamentada: “A presente irresignação não merece prosperar. Isso porque a decisão do Tribunal de origem está de acordo com o entendimento desta Corte Suprema, no sentido de que os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Por oportuno, confiram-se julgados de ambas as Turmas: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como demonstrado pela decisão ora agravada, a Corte fixou entendimento no sentido de que as aposentadorias proporcionais de professores públicos — que exerçam função exclusiva de magistério — deverão ser calculadas com base na aposentadoria com proventos integrais. A decisão impugnada encontra-se assim fundamentada: “A presente irresignação não merece prosperar. Isso porque a decisão do Tribunal de origem está de acordo com o entendimento desta Corte Suprema, no sentido de que os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Por oportuno, confiram-se julgados de ambas as Turmas: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896743 AGR / MG jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II Agravo regimental improvido’. (RE 717.701- ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/3/2013) ‘ADMINISTRATIVO. PROFESSORA PÚBLICA. APOSENTADORIA AOS SESSENTA ANOS DE IDADE, COM PROVENTOS PROPORCIONAIS. ART. 40, III, D, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (REDAÇÃO ORIGINAL). Proventos que deverão ser calculados com base nos 25 anos de serviço em funções de magistério, exigidos dos membros do magistério público, do sexo feminino, pela alínea b do dispositivo constitucional sob enfoque. Recurso não conhecido. (RE 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000).’ (eDOC 11)” (fls. 173/175). Cito, em sentido semelhante, os seguintes precedentes de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 1. Os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos, que exerçam função exclusiva de magistério, deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Precedentes: RE 717.701-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/3/2013, e RE 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000. 2. (...)” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal ARE 896743 AGR / MG jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II Agravo regimental improvido’. (RE 717.701- ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/3/2013) ‘ADMINISTRATIVO. PROFESSORA PÚBLICA. APOSENTADORIA AOS SESSENTA ANOS DE IDADE, COM PROVENTOS PROPORCIONAIS. ART. 40, III, D, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (REDAÇÃO ORIGINAL). Proventos que deverão ser calculados com base nos 25 anos de serviço em funções de magistério, exigidos dos membros do magistério público, do sexo feminino, pela alínea b do dispositivo constitucional sob enfoque. Recurso não conhecido. (RE 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000).’ (eDOC 11)” (fls. 173/175). Cito, em sentido semelhante, os seguintes precedentes de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 1. Os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos, que exerçam função exclusiva de magistério, deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Precedentes: RE 717.701-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/3/2013, e RE 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000. 2. (...)” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896743 AGR / MG (ARE 738.222 AgR, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12.6.2014); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (RE 717.701 ED, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013). Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal ARE 896743 AGR / MG (ARE 738.222 AgR, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12.6.2014); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (RE 717.701 ED, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013). Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687984 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719767
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur327790
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, EXCLUSIVAMENTE MAGISTÉRIO, APOSENTADORIA PROPORCIONAL, CÁLCULO) RE 717701 ED (2ªT), ARE 738222 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 11/11/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
896743
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 896743 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Professores públicos. Função exclusiva de magistério. 3. Aposentadoria proporcional calculada com base no tempo de serviço relativo à aposentadoria com proventos integrais. 4. Jurisprudência da Corte. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689180. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra (fls. 173/175), que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento em entendimento pacífico da Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a existência de violação ao art. 40, § 1..., III, da Constituição Federal de 1988/1988. Defende-se, também, que “O dispositivo constitucional é claro ao estabelecer que a redução é aplicável à hipótese de aposentadoria voluntária integral! Sendo certo que é necessário que a servidora tenha cumprido os 25 anos de contribuição, em função de magistério, não se mostra possível utilizar a referida redução para as hipóteses de aposentadoria proporcional” (fl. 180v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689181. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha lavra (fls. 173/175), que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento em entendimento pacífico da Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a existência de violação ao art. 40, § 1..., III, da Constituição Federal de 1988/1988. Defende-se, também, que “O dispositivo constitucional é claro ao estabelecer que a redução é aplicável à hipótese de aposentadoria voluntária integral! Sendo certo que é necessário que a servidora tenha cumprido os 25 anos de contribuição, em função de magistério, não se mostra possível utilizar a referida redução para as hipóteses de aposentadoria proporcional” (fl. 180v). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689181. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como demonstrado pela decisão ora agravada, a Corte fixou entendimento no sentido de que as aposentadorias proporcionais de professores públicos — que exerçam função exclusiva de magistério — deverão ser calculadas com base na aposentadoria com proventos integrais. A decisão impugnada encontra-se assim fundamentada: “A presente irresignação não merece prosperar. Isso porque a decisão do Tribunal de origem está de acordo com o entendimento desta Corte Suprema, no sentido de que os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Por oportuno, confiram-se julgados de ambas as Turmas: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Como demonstrado pela decisão ora agravada, a Corte fixou entendimento no sentido de que as aposentadorias proporcionais de professores públicos — que exerçam função exclusiva de magistério — deverão ser calculadas com base na aposentadoria com proventos integrais. A decisão impugnada encontra-se assim fundamentada: “A presente irresignação não merece prosperar. Isso porque a decisão do Tribunal de origem está de acordo com o entendimento desta Corte Suprema, no sentido de que os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Por oportuno, confiram-se julgados de ambas as Turmas: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896743 AGR / MG jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II Agravo regimental improvido’. (Recurso Extraordinário 717.701- ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/3/2013) ‘ADMINISTRATIVO. PROFESSORA PÚBLICA. APOSENTADORIA AOS SESSENTA ANOS DE IDADE, COM PROVENTOS PROPORCIONAIS. ART. 40, III, D, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (REDAÇÃO ORIGINAL). Proventos que deverão ser calculados com base nos 25 anos de serviço em funções de magistério, exigidos dos membros do magistério público, do sexo feminino, pela alínea b do dispositivo constitucional sob enfoque. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000).’ (eDOC 11)” (fls. 173/175). Cito, em sentido semelhante, os seguintes precedentes de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 1. Os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos, que exerçam função exclusiva de magistério, deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Precedentes: Recurso Extraordinário 717.701-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/3/2013, e Recurso Extraordinário 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000. 2. (...)” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal ARE 896743 AGR / MG jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II Agravo regimental improvido’. (Recurso Extraordinário 717.701- ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 11/3/2013) ‘ADMINISTRATIVO. PROFESSORA PÚBLICA. APOSENTADORIA AOS SESSENTA ANOS DE IDADE, COM PROVENTOS PROPORCIONAIS. ART. 40, III, D, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL (REDAÇÃO ORIGINAL). Proventos que deverão ser calculados com base nos 25 anos de serviço em funções de magistério, exigidos dos membros do magistério público, do sexo feminino, pela alínea b do dispositivo constitucional sob enfoque. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000).’ (eDOC 11)” (fls. 173/175). Cito, em sentido semelhante, os seguintes precedentes de ambas as Turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. PROFESSOR. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA PROPORCIONAL. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DIVERGÊNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA SUPREMA CORTE. 1. Os proventos da aposentadoria proporcional de professores públicos, que exerçam função exclusiva de magistério, deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria dessa categoria profissional. Precedentes: Recurso Extraordinário 717.701-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11/3/2013, e Recurso Extraordinário 214.852, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26/5/2000. 2. (...)” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 896743 AGR / MG (ARE 738.222 AgR, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12.6.2014); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 717.701 ED, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013). Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Supremo Tribunal Federal ARE 896743 AGR / MG (ARE 738.222 AgR, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 12.6.2014); “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. APOSENTADORIA PROPORCIONAL DE PROFESSORES PÚBLICOS. FUNÇÃO EXCLUSIVA DE MAGISTÉRIO. CONSIDERAÇÃO DO TEMPO EXIGIDO PARA A APOSENTADORIA COM PROVENTOS INTEGRAIS DOS PROFESSORES. AGRAVO IMPROVIDO. I - A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, na aposentadoria proporcional de professores públicos que exerçam função exclusiva de magistério, os proventos deverão ser calculados com base no tempo exigido para a aposentadoria com proventos integrais dos professores. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 717.701 ED, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 11.3.2013). Não há, dessa forma, o que prover quanto às alegações recursais. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687984 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.743 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : IVETE CAMPOS ATHAYDE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 896743 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 717 . 701 - ED", "Recurso Extraordinário 214 . 852", "Recurso Extraordinário 717 . 701 - ED", "Recurso Extraordinário 214 . 852", "ARE 896743 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 717 . 701 - ED", "Recurso Extraordinário 214 . 852", "Recurso Extraordinário 717 . 701 - ED", "Recurso Extraordinário 214 . 852", "ARE 738 . 222 AgR", "Recurso Extraordinário 717 . 701 ED", "ARE 896743 AGR / MG", "ARE 738 . 222 AgR", "Recurso Extraordinário 717 . 701 ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 1 . . . , III , da Constituição Federal de 1988 / 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , III , D , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 40 , III , D , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES DA RESPONSABILIDADE. SÚMULA 279/STF. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228- RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou que “Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional”. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 496203 AGR / RJ Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Supremo Tribunal Federal RE 496203 AGR / RJ Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento por entender que incide, no caso, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera as alegações postas no recurso extraordinário. Alega que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e sustenta que, “Buscando demonstrar justamente que não havia certeza do nexo de causalidade entre a apontada conduta causadora do dano (transfusão de sangue em hospital estadual público) e o dano causado (contração do vírus da AIDS), foi pleiteada prova testemunhal. Esta prova foi inadmitida. Assim, tendo havido o cerceamento de defesa do ora recorrente, pois não pode comprovar, por todos os meios admitidos em direito, que não era certa a vinculação entre o ato danoso e o agir do Estado. Evidente, portanto, a ofensa ao art. 5º, LIV e LV, pelo indeferimento de tão importante prova”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753741. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento por entender que incide, no caso, a Súmula 279/STF. 2. A parte agravante reitera as alegações postas no recurso extraordinário. Alega que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e sustenta que, “Buscando demonstrar justamente que não havia certeza do nexo de causalidade entre a apontada conduta causadora do dano (transfusão de sangue em hospital estadual público) e o dano causado (contração do vírus da AIDS), foi pleiteada prova testemunhal. Esta prova foi inadmitida. Assim, tendo havido o cerceamento de defesa do ora recorrente, pois não pode comprovar, por todos os meios admitidos em direito, que não era certa a vinculação entre o ato danoso e o agir do Estado. Evidente, portanto, a ofensa ao art. 5º, LIV e LV, pelo indeferimento de tão importante prova”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. Veja-se, nesse sentido, a ementa do AI 734.689-AgR-ED, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello: “INADMISSIBILIDADE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO ELEMENTOS ESTRUTURAIS TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO FATO DANOSO ( MORTE ) PARA O OFENDIDO ( MENOR IMPÚBERE ) RESULTANTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO EM HOSPITAL PÚBLICO PRESTAÇÃO DEFICIENTE , PELO DISTRITO FEDERAL, DO DIREITO FUNDAMENTAL A SAÚDE, INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim , viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes . - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. Veja-se, nesse sentido, a ementa do AI 734.689-AgR-ED, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello: “INADMISSIBILIDADE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO ELEMENTOS ESTRUTURAIS TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO FATO DANOSO ( MORTE ) PARA O OFENDIDO ( MENOR IMPÚBERE ) RESULTANTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO EM HOSPITAL PÚBLICO PRESTAÇÃO DEFICIENTE , PELO DISTRITO FEDERAL, DO DIREITO FUNDAMENTAL A SAÚDE, INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim , viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes . - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 496203 AGR / RJ compreendem ( a ) a alteridade do dano, ( b ) a causalidade material entre o eventus damni e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, ( c ) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição , incidido em conduta comissiva ou omissiva , independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e ( d ) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes . A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição , hajam causado a terceiros. Doutrina . Precedentes . - A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o eventus damni ocorra em hospitais públicos ( ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado , ministrado por funcionário público, ou , então, resulte de conduta positiva ( ação ) ou negativa ( omissão ) imputável a servidor público com atuação na área médica. - Configuração de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva do Poder Público, o que faz emergir o dever de indenização pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido. 3. No caso, o Tribunal de origem decidiu sobre a existência dos elementos ensejadores da responsabilidade objetiva do Estado nos seguintes termos (fls. 459/460): “No mérito, tenho que a robusta prova produzida nos autos, revela que o menor (Alexandre), filho do recorrido foi contaminado em razão de sucessivas transfusões de sangue, realizadas em razão da homofilia grave que era acometido. Nessa particular, parece-me indiferente que o menor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal RE 496203 AGR / RJ compreendem ( a ) a alteridade do dano, ( b ) a causalidade material entre o eventus damni e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, ( c ) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição , incidido em conduta comissiva ou omissiva , independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e ( d ) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes . A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição , hajam causado a terceiros. Doutrina . Precedentes . - A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o eventus damni ocorra em hospitais públicos ( ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado , ministrado por funcionário público, ou , então, resulte de conduta positiva ( ação ) ou negativa ( omissão ) imputável a servidor público com atuação na área médica. - Configuração de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva do Poder Público, o que faz emergir o dever de indenização pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido. 3. No caso, o Tribunal de origem decidiu sobre a existência dos elementos ensejadores da responsabilidade objetiva do Estado nos seguintes termos (fls. 459/460): “No mérito, tenho que a robusta prova produzida nos autos, revela que o menor (Alexandre), filho do recorrido foi contaminado em razão de sucessivas transfusões de sangue, realizadas em razão da homofilia grave que era acometido. Nessa particular, parece-me indiferente que o menor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 496203 AGR / RJ (Alexandre) tenha contraído a doença nas dependências do Instituto Estadual de Hematologia, visto que a Lei nº 7.649/88 fixa a obrigatoriedade de realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando prevenir a propagação de doenças, e estabelece que os bancos de sangue, os serviços de hemoterapia e entidades afins procedam ao cadastramento de doadores e realizem provas de laboratório, visando prevenir a propagação, dentre outras, da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), a cargo do Ministério da Saúde. A Lei nº 1.215/87, obriga, também, o Estado do Rio de Janeiro a fiscalizar o sangue, garantindo, solidariamente, com a União Federal a qualidade do sangue usado no tratamento hemoterápico. Eis o nexo de causalidade, a falha no serviço prestado pelo Estado, no âmbito da Unidade da Federação e pela União, ante deficitário controle e fiscalização do sangue hemotransfundido, o que ocasionou o dano morte ao menor (Alexandre). O conjunto de provas presentes nos autos confirmam que a vítima (Alexandre) iniciou as transfusões no ano de 1987, quando o vírus da AIDS já era conhecido de todos, principalmente pela comunidade médica/científica e pelo Poder Público, e no ano de 1989, teve alterado o seu quadro patológico, vindo a ser confirmada a contaminação pelo HIV no ano de 1990. Irrefutável, desta forma, o reconhecimento do direito do recorrido à reparação pelo mal sofrido, na esteira do que determina jo art. 37, § 6º, da Carta de 1988.” 4. Desse modo, tal como constatou a decisão agravada, para divergir desse entendimento, faz-se necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, procedimento inviável neste momento processual, nos termos da Súmula 279/STF. 5. Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se a ementa do AI 843.918-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal RE 496203 AGR / RJ (Alexandre) tenha contraído a doença nas dependências do Instituto Estadual de Hematologia, visto que a Lei nº 7.649/88 fixa a obrigatoriedade de realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando prevenir a propagação de doenças, e estabelece que os bancos de sangue, os serviços de hemoterapia e entidades afins procedam ao cadastramento de doadores e realizem provas de laboratório, visando prevenir a propagação, dentre outras, da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), a cargo do Ministério da Saúde. A Lei nº 1.215/87, obriga, também, o Estado do Rio de Janeiro a fiscalizar o sangue, garantindo, solidariamente, com a União Federal a qualidade do sangue usado no tratamento hemoterápico. Eis o nexo de causalidade, a falha no serviço prestado pelo Estado, no âmbito da Unidade da Federação e pela União, ante deficitário controle e fiscalização do sangue hemotransfundido, o que ocasionou o dano morte ao menor (Alexandre). O conjunto de provas presentes nos autos confirmam que a vítima (Alexandre) iniciou as transfusões no ano de 1987, quando o vírus da AIDS já era conhecido de todos, principalmente pela comunidade médica/científica e pelo Poder Público, e no ano de 1989, teve alterado o seu quadro patológico, vindo a ser confirmada a contaminação pelo HIV no ano de 1990. Irrefutável, desta forma, o reconhecimento do direito do recorrido à reparação pelo mal sofrido, na esteira do que determina jo art. 37, § 6º, da Carta de 1988.” 4. Desse modo, tal como constatou a decisão agravada, para divergir desse entendimento, faz-se necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, procedimento inviável neste momento processual, nos termos da Súmula 279/STF. 5. Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se a ementa do AI 843.918-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 496203 AGR / RJ Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. 1. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa ao princípio do juiz natural: análise do Regimento Interno do Tribunal a quo : inviabilidade. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 6. Outros precedentes: ARE 738.121-AgR. Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 842.715-AgR; Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e ARE 723.824-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 7. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228-RG, assentou a ausência de repercussão geral da matéria referente ao indeferimento de produção de prova requeridos no âmbito do processo judicial. Veja-se a ementa do mencionado paradigma: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal RE 496203 AGR / RJ Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. 1. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa ao princípio do juiz natural: análise do Regimento Interno do Tribunal a quo : inviabilidade. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 6. Outros precedentes: ARE 738.121-AgR. Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 842.715-AgR; Rel.ª Min.ª Rosa Weber; e ARE 723.824-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 7. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228-RG, assentou a ausência de repercussão geral da matéria referente ao indeferimento de produção de prova requeridos no âmbito do processo judicial. Veja-se a ementa do mencionado paradigma: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 496203 AGR / RJ 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal RE 496203 AGR / RJ 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729588 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9800843
2015-10-27T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES DA RESPONSABILIDADE. SÚMULA 279/STF. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/STF. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228-RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou que “Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional”. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329590
- Acórdão(s) citado(s): (INDEFERIMENTO DE DE PRODUÇÃO DE PROVAS) ARE 639228 RG. (RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO) AI 734689 AgR-ED (2ªT). (RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO, NEXO CAUSAL) AI 843918 AgR (1ªT), AI 842715 AgR (1ªT), ARE 738121 AgR (2ªT), ARE 723824 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 24/11/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
496203
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 496203 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. VERIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONFIGURADORES DA RESPONSABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRO E DA AMPLA DEFESA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A resolução da controvérsia demandaria o reexame dos fatos e do material probatório constantes nos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228- RG, Rel. Min. Cezar Peluso, assentou que “Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional”. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento por entender que incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera as alegações postas no recurso extraordinário. Alega que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e sustenta que, “Buscando demonstrar justamente que não havia certeza do nexo de causalidade entre a apontada conduta causadora do dano (transfusão de sangue em hospital estadual público) e o dano causado (contração do vírus da AIDS), foi pleiteada prova testemunhal. Esta prova foi inadmitida. Assim, tendo havido o cerceamento de defesa do ora recorrente, pois não pode comprovar, por todos os meios admitidos em direito, que não era certa a vinculação entre o ato danoso e o agir do Estado. Evidente, portanto, a ofensa ao art. 5..., LIV e LV, pelo indeferimento de tão importante prova”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753741. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que negou seguimento ao agravo de instrumento por entender que incide, no caso, a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 2. A parte agravante reitera as alegações postas no recurso extraordinário. Alega que a solução da controvérsia prescinde da análise de provas e sustenta que, “Buscando demonstrar justamente que não havia certeza do nexo de causalidade entre a apontada conduta causadora do dano (transfusão de sangue em hospital estadual público) e o dano causado (contração do vírus da AIDS), foi pleiteada prova testemunhal. Esta prova foi inadmitida. Assim, tendo havido o cerceamento de defesa do ora recorrente, pois não pode comprovar, por todos os meios admitidos em direito, que não era certa a vinculação entre o ato danoso e o agir do Estado. Evidente, portanto, a ofensa ao art. 5..., LIV e LV, pelo indeferimento de tão importante prova”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. Veja-se, nesse sentido, a ementa do AI 734.689-AgR-ED, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello: “INADMISSIBILIDADE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO ELEMENTOS ESTRUTURAIS TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO FATO DANOSO ( MORTE ) PARA O OFENDIDO ( MENOR IMPÚBERE ) RESULTANTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO EM HOSPITAL PÚBLICO PRESTAÇÃO DEFICIENTE , PELO DISTRITO FEDERAL, DO DIREITO FUNDAMENTAL A SAÚDE, INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim , viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes . - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O Supremo Tribunal Federal já assentou que os elementos configuradores da responsabilidade objetiva do Estado são: (i) existência de dano; (ii) prova da conduta da Administração; (iii) presença do nexo causal entre a conduta administrativa e o dano ocorrido; e (iv) ausência de causa excludente da responsabilidade. Veja-se, nesse sentido, a ementa do AI 734.689-AgR-ED, julgado sob a relatoria do Ministro Celso de Mello: “INADMISSIBILIDADE RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO PODER PÚBLICO ELEMENTOS ESTRUTURAIS TEORIA DO RISCO ADMINISTRATIVO FATO DANOSO ( MORTE ) PARA O OFENDIDO ( MENOR IMPÚBERE ) RESULTANTE DE TRATAMENTO MÉDICO INADEQUADO EM HOSPITAL PÚBLICO PRESTAÇÃO DEFICIENTE , PELO DISTRITO FEDERAL, DO DIREITO FUNDAMENTAL A SAÚDE, INDISSOCIÁVEL DO DIREITO À VIDA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS . - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim , viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes . - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ compreendem ( a ) a alteridade do dano, ( b ) a causalidade material entre o eventus damni e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, ( c ) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição , incidido em conduta comissiva ou omissiva , independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e ( d ) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes . A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição , hajam causado a terceiros. Doutrina . Precedentes . - A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o eventus damni ocorra em hospitais públicos ( ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado , ministrado por funcionário público, ou , então, resulte de conduta positiva ( ação ) ou negativa ( omissão ) imputável a servidor público com atuação na área médica. - Configuração de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva do Poder Público, o que faz emergir o dever de indenização pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido. 3. No caso, o Tribunal de origem decidiu sobre a existência dos elementos ensejadores da responsabilidade objetiva do Estado nos seguintes termos (fls. 459/460): “No mérito, tenho que a robusta prova produzida nos autos, revela que o menor (Alexandre), filho do recorrido foi contaminado em razão de sucessivas transfusões de sangue, realizadas em razão da homofilia grave que era acometido. Nessa particular, parece-me indiferente que o menor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ compreendem ( a ) a alteridade do dano, ( b ) a causalidade material entre o eventus damni e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, ( c ) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição , incidido em conduta comissiva ou omissiva , independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e ( d ) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes . A omissão do Poder Público, quando lesiva aos direitos de qualquer pessoa, induz à responsabilidade civil objetiva do Estado, desde que presentes os pressupostos primários que lhe determinam a obrigação de indenizar os prejuízos que os seus agentes, nessa condição , hajam causado a terceiros. Doutrina . Precedentes . - A jurisprudência dos Tribunais em geral tem reconhecido a responsabilidade civil objetiva do Poder Público nas hipóteses em que o eventus damni ocorra em hospitais públicos ( ou mantidos pelo Estado), ou derive de tratamento médico inadequado , ministrado por funcionário público, ou , então, resulte de conduta positiva ( ação ) ou negativa ( omissão ) imputável a servidor público com atuação na área médica. - Configuração de todos os pressupostos primários determinadores do reconhecimento da responsabilidade civil objetiva do Poder Público, o que faz emergir o dever de indenização pelo dano pessoal e/ou patrimonial sofrido. 3. No caso, o Tribunal de origem decidiu sobre a existência dos elementos ensejadores da responsabilidade objetiva do Estado nos seguintes termos (fls. 459/460): “No mérito, tenho que a robusta prova produzida nos autos, revela que o menor (Alexandre), filho do recorrido foi contaminado em razão de sucessivas transfusões de sangue, realizadas em razão da homofilia grave que era acometido. Nessa particular, parece-me indiferente que o menor 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ (Alexandre) tenha contraído a doença nas dependências do Instituto Estadual de Hematologia, visto que a Lei n 7.649/88 fixa a obrigatoriedade de realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando prevenir a propagação de doenças, e estabelece que os bancos de sangue, os serviços de hemoterapia e entidades afins procedam ao cadastramento de doadores e realizem provas de laboratório, visando prevenir a propagação, dentre outras, da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), a cargo do Ministério da Saúde. A Lei n 1.215/87, obriga, também, o Estado do Rio de Janeiro a fiscalizar o sangue, garantindo, solidariamente, com a União Federal a qualidade do sangue usado no tratamento hemoterápico. Eis o nexo de causalidade, a falha no serviço prestado pelo Estado, no âmbito da Unidade da Federação e pela União, ante deficitário controle e fiscalização do sangue hemotransfundido, o que ocasionou o dano morte ao menor (Alexandre). O conjunto de provas presentes nos autos confirmam que a vítima (Alexandre) iniciou as transfusões no ano de 1987, quando o vírus da AIDS já era conhecido de todos, principalmente pela comunidade médica/científica e pelo Poder Público, e no ano de 1989, teve alterado o seu quadro patológico, vindo a ser confirmada a contaminação pelo HIV no ano de 1990. Irrefutável, desta forma, o reconhecimento do direito do recorrido à reparação pelo mal sofrido, na esteira do que determina jo art. 37, § 6..., da Carta de 1988.” 4. Desse modo, tal como constatou a decisão agravada, para divergir desse entendimento, faz-se necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, procedimento inviável neste momento processual, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se a ementa do AI 843.918-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ (Alexandre) tenha contraído a doença nas dependências do Instituto Estadual de Hematologia, visto que a Lei n 7.649/88 fixa a obrigatoriedade de realização de exames laboratoriais no sangue coletado, visando prevenir a propagação de doenças, e estabelece que os bancos de sangue, os serviços de hemoterapia e entidades afins procedam ao cadastramento de doadores e realizem provas de laboratório, visando prevenir a propagação, dentre outras, da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), a cargo do Ministério da Saúde. A Lei n 1.215/87, obriga, também, o Estado do Rio de Janeiro a fiscalizar o sangue, garantindo, solidariamente, com a União Federal a qualidade do sangue usado no tratamento hemoterápico. Eis o nexo de causalidade, a falha no serviço prestado pelo Estado, no âmbito da Unidade da Federação e pela União, ante deficitário controle e fiscalização do sangue hemotransfundido, o que ocasionou o dano morte ao menor (Alexandre). O conjunto de provas presentes nos autos confirmam que a vítima (Alexandre) iniciou as transfusões no ano de 1987, quando o vírus da AIDS já era conhecido de todos, principalmente pela comunidade médica/científica e pelo Poder Público, e no ano de 1989, teve alterado o seu quadro patológico, vindo a ser confirmada a contaminação pelo HIV no ano de 1990. Irrefutável, desta forma, o reconhecimento do direito do recorrido à reparação pelo mal sofrido, na esteira do que determina jo art. 37, § 6..., da Carta de 1988.” 4. Desse modo, tal como constatou a decisão agravada, para divergir desse entendimento, faz-se necessário o reexame do conjunto fático probatório dos autos, procedimento inviável neste momento processual, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Nesse sentido, e sobre a mesma controvérsia, veja-se a ementa do AI 843.918-AgR, julgado sob a relatoria da Ministra Cármen 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. 1. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa ao princípio do juiz natural: análise do Regimento Interno do Tribunal a quo : inviabilidade. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 6. Outros precedentes: ARE 738.121-AgR. Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 842.715-AgR; Rel. Min. Rosa Weber; e ARE 723.824-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 7. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228-RG, assentou a ausência de repercussão geral da matéria referente ao indeferimento de produção de prova requeridos no âmbito do processo judicial. Veja-se a ementa do mencionado paradigma: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ Lúcia: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO. TRANSFUSÃO DE SANGUE. TRANSMISSÃO DE HIV. 1. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Ofensa ao princípio do juiz natural: análise do Regimento Interno do Tribunal a quo : inviabilidade. Ofensa constitucional indireta. Precedentes. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” 6. Outros precedentes: ARE 738.121-AgR. Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 842.715-AgR; Rel. Min. Rosa Weber; e ARE 723.824-AgR, Rel. Min. Luiz Fux. 7. Ademais, o Supremo Tribunal Federal, ao julgar o ARE 639.228-RG, assentou a ausência de repercussão geral da matéria referente ao indeferimento de produção de prova requeridos no âmbito do processo judicial. Veja-se a ementa do mencionado paradigma: “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional.” 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ 8. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753742. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729588 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496.203 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELO DEALTRY TURRA INTDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729588 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203", "SÚMULA 279 / Supremo", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 639 . 228 - RG", "Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203", "AI 734 . 689 - AgR - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 496 . 203", "AI 734 . 689 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 496203", "Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 843 . 918 - AgR", "Recurso Extraordinário 496203 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 843 . 918 - AgR", "Recurso Extraordinário 496203 AGR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 738 . 121 - AgR", "AI 842 . 715 - AgR", "ARE 723 . 824 - AgR", "ARE 639 . 228 - RG", "Recurso Extraordinário 496203 AGR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal 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Fux", "ROBERTO BARROSO", "ROBERTO BARROSO", "ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA", "MARCELO DEALTRY TURRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROBERTO BARROSO", "ADEILDO JOSÉ DE OLIVEIRA", "MARCELO DEALTRY TURRA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1987", "1989", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666868. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ contra julgado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que decidiu ser possível a revisão judicial de cláusulas contratuais abusivas e onerosas para o consumidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ contra julgado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que decidiu ser possível a revisão judicial de cláusulas contratuais abusivas e onerosas para o consumidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 914237 AGR / MS 7. O art. 5º, inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1º, e 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 351-355). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.9.2015, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ interpõe, em 5.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS 7. O art. 5º, inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1º, e 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 351-355). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.9.2015, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ interpõe, em 5.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 914237 AGR / MS 3. A Agravante afirma que “a manutenção da segurança jurídica dos contratos e a sua obediência está assegurada pelo artigo 5º, inciso XXXVI da Constituição Federal, que é questão relevante do ponto de vista social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa, restando assim demonstrada a repercussão geral da matéria exigida pelo § 3º do artigo 102 da Constituição Federal”. Assevera que, “apesar de ser instado a se pronunciar sobre a ofensa aos dispositivos constitucionais tidos por violados pela entidade recorrente, o E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul rechaçou as alegações formuladas nos embargos de declaração ofertados pela entidade agravante, declarando a inexistência de omissão no v. acórdão recorrido, e ao proceder de tal maneira, aquele E. Tribunal de Justiça negou vigência ao artigo 535 do Código de Processo Civil e, consequentemente, ao artigo 5º, incisos XXXV, LIV e LV e artigo 93, inciso IX, todos da Constituição Federal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS 3. A Agravante afirma que “a manutenção da segurança jurídica dos contratos e a sua obediência está assegurada pelo artigo 5º, inciso XXXVI da Constituição Federal, que é questão relevante do ponto de vista social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa, restando assim demonstrada a repercussão geral da matéria exigida pelo § 3º do artigo 102 da Constituição Federal”. Assevera que, “apesar de ser instado a se pronunciar sobre a ofensa aos dispositivos constitucionais tidos por violados pela entidade recorrente, o E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul rechaçou as alegações formuladas nos embargos de declaração ofertados pela entidade agravante, declarando a inexistência de omissão no v. acórdão recorrido, e ao proceder de tal maneira, aquele E. Tribunal de Justiça negou vigência ao artigo 535 do Código de Processo Civil e, consequentemente, ao artigo 5º, incisos XXXV, LIV e LV e artigo 93, inciso IX, todos da Constituição Federal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Como também afirmado na decisão agravada, o art. 5º, inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Como também afirmado na decisão agravada, o art. 5º, inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914237 AGR / MS efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ademais, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ademais, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1º.8.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) : NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) : GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645995 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) : NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) : GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645995 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9710361
2015-10-20T00:00:00
2015-11-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur327521
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) RE 140370 (1ªT). (PREQUESTIONAMENTO) AI 580465 AgR (1ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 10/11/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
914237
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 914237 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) : NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) : GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. PREQUESTIONAMENTO NÃO DEMONSTRADO. SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666868. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ contra julgado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que decidiu ser possível a revisão judicial de cláusulas contratuais abusivas e onerosas para o consumidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) :NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) :GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 17.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ contra julgado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que decidiu ser possível a revisão judicial de cláusulas contratuais abusivas e onerosas para o consumidor. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão de direito não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 914237 AGR / MS 7. O art. 5..., inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1..., e 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 351-355). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.9.2015, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ interpõe, em 5.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS 7. O art. 5..., inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 8. No julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e arts. 21, § 1..., e 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 351-355). 2. Publicada essa decisão no DJe de 29.9.2015, a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ interpõe, em 5.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 914237 AGR / MS 3. A Agravante afirma que “a manutenção da segurança jurídica dos contratos e a sua obediência está assegurada pelo artigo 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal, que é questão relevante do ponto de vista social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa, restando assim demonstrada a repercussão geral da matéria exigida pelo § 3... do artigo 102 da Constituição Federal”. Assevera que, “apesar de ser instado a se pronunciar sobre a ofensa aos dispositivos constitucionais tidos por violados pela entidade recorrente, o E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul rechaçou as alegações formuladas nos embargos de declaração ofertados pela entidade agravante, declarando a inexistência de omissão no v. acórdão recorrido, e ao proceder de tal maneira, aquele E. Tribunal de Justiça negou vigência ao artigo 535 do Código de Processo Civil e, consequentemente, ao artigo 5..., incisos XXXV, LIV e LV e artigo 93, inciso IX, todos da Constituição Federal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS 3. A Agravante afirma que “a manutenção da segurança jurídica dos contratos e a sua obediência está assegurada pelo artigo 5..., inciso XXXVI da Constituição Federal, que é questão relevante do ponto de vista social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa, restando assim demonstrada a repercussão geral da matéria exigida pelo § 3... do artigo 102 da Constituição Federal”. Assevera que, “apesar de ser instado a se pronunciar sobre a ofensa aos dispositivos constitucionais tidos por violados pela entidade recorrente, o E. Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul rechaçou as alegações formuladas nos embargos de declaração ofertados pela entidade agravante, declarando a inexistência de omissão no v. acórdão recorrido, e ao proceder de tal maneira, aquele E. Tribunal de Justiça negou vigência ao artigo 535 do Código de Processo Civil e, consequentemente, ao artigo 5..., incisos XXXV, LIV e LV e artigo 93, inciso IX, todos da Constituição Federal”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666869. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Como também afirmado na decisão agravada, o art. 5..., inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário n. 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 3. Como também afirmado na decisão agravada, o art. 5..., inc. XXXV, da Constituição da República, suscitado no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914237 AGR / MS efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ademais, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Supremo Tribunal Federal ARE 914237 AGR / MS efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 4. Ademais, no julgamento do Agravo em Recurso Extraordinário n. 748.371, Relator o Ministro Gilmar Mendes, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral nas alegações de contrariedade aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, quando o exame da questão depende de prévia análise da adequada aplicação de normas infraconstitucionais: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (DJe 1....8.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666870. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) : NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) : GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645995 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.237 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : ALCEU LUIZ CARREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA AGDO.(A/S) : NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO ADV.(A/S) : GUSTAVO MARQUES FERREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645995 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 282", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "ARE 914237 AGR / MS", "Súmulas ns . 282", "AI 580 . 465 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "ARE 914237 AGR / MS", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 580 . 465 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "ARE 914237 AGR / MS", "ARE 914237 AGR / MS", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Súmulas ns . 282", "Recurso Extraordinário n . 140 . 370", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 580 . 465 - AgR", "Agravo em Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "ARE 914237 AGR / MS", "AI n . 580 . 465 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição da República", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição da República", "art . 327 ,", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo", "Civil", "arts . 21 , § 1 . . . , e", "327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal", "§ 3 . . . do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , incisos XXXV , LIV e LV e artigo 93 , inciso IX , todos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI da Constituição Federal", "§ 3 . . . do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 535 do Código de Processo Civil", "artigo 5 . . . , incisos XXXV , LIV e LV e artigo 93 , inciso IX , todos da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "art . 5 . . . , inc . XXXV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . 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Turma", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS", "BANCO DO BRASIL", "PREVI", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "ALCEU LUIZ CARREIRA", "ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA", "NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO", "GUSTAVO MARQUES FERREIRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALCEU LUIZ CARREIRA", "ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA", "NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO", "GUSTAVO MARQUES FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "ALCEU LUIZ CARREIRA", "ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA", "NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO", "GUSTAVO MARQUES FERREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA ARE 914237", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "ALCEU LUIZ CARREIRA", "ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA", "NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO", "GUSTAVO MARQUES FERREIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "ALCEU LUIZ CARREIRA", "ANTÔNIO DE CASTRO VIEIRA", "NEILA MARIA FERREIRA DE CASTRO", "GUSTAVO MARQUES FERREIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "17", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "17", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "29", ".", "9", ".", "2015", "5", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "29", ".", "9", ".", "2015", "5", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. PRECEDENTES. MORTE EM SERVIÇO. CUMULAÇÃO DE PENSÃO PREVIDENCIÁRIA COM PENSÃO INDENIZATÓRIA. LEI ESTADUAL Nº 7.138/1978. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670690. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. CUMULAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DESTA CORTE. OFENSA REFLEXA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como deseja o recorrente quanto ao percebimento de duas modalidades de pensão (caráter previdenciário e caráter indenizatório do Estado), necessário seria o reexame da legislação local que o orientou, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : ‘por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. CUMULAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DESTA CORTE. OFENSA REFLEXA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como deseja o recorrente quanto ao percebimento de duas modalidades de pensão (caráter previdenciário e caráter indenizatório do Estado), necessário seria o reexame da legislação local que o orientou, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : ‘por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 732269 AGR / RS decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o ARE 676.563, Rel.(a) Min.(a) Rosa Weber, Dje de 11/12/12. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, (fl. 73): ‘APELAÇÃO CÍVEL. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INSTITUIDOR DO BENEFÍCIO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INTEGRALIDADE PENSÃO INDENIZATÓRIA. Direito à Integralização da Pensão Indenizatória – O direito à integralidade subsiste, haja vista que ambas as pensões (previdenciária e indenizatória), embora decorram de causa comum, qual seja o óbito do servidor público, se referem a direitos e relações jurídicas distintas. É possível a cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, assegurada à família do servidor público falecido em razão do exercício de suas funções. Prequestionamento – Observado o princípio do livre convencimento motivado, são considerados devidamente prequestionados os dispositivos suscitados pelas partes. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO PELO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. UNÂNIME.’ 5 . Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese que “o apelo estatal volta-se exclusivamente contra a parte da decisão local que entendeu possível a cumulação de pensões de modo a ignorar o limite disposto pelo art. 40, § 2º” (fl. 124-v). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Supremo Tribunal Federal RE 732269 AGR / RS decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o ARE 676.563, Rel.(a) Min.(a) Rosa Weber, Dje de 11/12/12. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, (fl. 73): ‘APELAÇÃO CÍVEL. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INSTITUIDOR DO BENEFÍCIO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INTEGRALIDADE PENSÃO INDENIZATÓRIA. Direito à Integralização da Pensão Indenizatória – O direito à integralidade subsiste, haja vista que ambas as pensões (previdenciária e indenizatória), embora decorram de causa comum, qual seja o óbito do servidor público, se referem a direitos e relações jurídicas distintas. É possível a cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, assegurada à família do servidor público falecido em razão do exercício de suas funções. Prequestionamento – Observado o princípio do livre convencimento motivado, são considerados devidamente prequestionados os dispositivos suscitados pelas partes. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO PELO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. UNÂNIME.’ 5 . Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese que “o apelo estatal volta-se exclusivamente contra a parte da decisão local que entendeu possível a cumulação de pensões de modo a ignorar o limite disposto pelo art. 40, § 2º” (fl. 124-v). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis contida no art. 40, § 2º, da Constituição Federal. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. DIREITO À ACUMULAÇÃO DE PENSÕES PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULAS 279 E 280/STF. PREDEDENTES. O Supremo Tribunal Federal já assentou que não se aplica aos militares a vedação estabelecida para os servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição. Precedentes. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação pertinente (Leis estaduais nºs 7.138/78, 7.366/80 e 10.990/97) e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 814.740-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/10/2014). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis contida no art. 40, § 2º, da Constituição Federal. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. DIREITO À ACUMULAÇÃO DE PENSÕES PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULAS 279 E 280/STF. PREDEDENTES. O Supremo Tribunal Federal já assentou que não se aplica aos militares a vedação estabelecida para os servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição. Precedentes. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação pertinente (Leis estaduais nºs 7.138/78, 7.366/80 e 10.990/97) e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 814.740-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/10/2014). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 732269 AGR / RS "Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor Militar. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade. Pensões. Acumulações. Diferentes fundamentos legais. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (RE 635.187-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 5/12/2013). Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu pela possibilidade de cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, com fundamento na legislação infraconstitucional de regência (Lei Complementar Estadual nº 10.990/1997 e Lei Estadual nº 7.138/1978). Destaco passagem ilustrativa da sentença de primeiro grau: "No mérito, o dependente do servidor militar falecido em serviço tem direito à dúplice pensão, isto é, a pensão paga pelo IPERGS, de natureza previdenciária, prevista no art. 79 da Lei 7.138/78, e mais a pensão de natureza infortunística, com cunho indenizatório, paga pelo Estado, prevista no art. 80 da mesma lei, estando, atualmente, reproduzido tal dispositivo no art. 85 da LC 10.990/97. ” (Fl. 42v). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal RE 732269 AGR / RS "Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor Militar. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade. Pensões. Acumulações. Diferentes fundamentos legais. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (RE 635.187-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 5/12/2013). Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu pela possibilidade de cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, com fundamento na legislação infraconstitucional de regência (Lei Complementar Estadual nº 10.990/1997 e Lei Estadual nº 7.138/1978). Destaco passagem ilustrativa da sentença de primeiro grau: "No mérito, o dependente do servidor militar falecido em serviço tem direito à dúplice pensão, isto é, a pensão paga pelo IPERGS, de natureza previdenciária, prevista no art. 79 da Lei 7.138/78, e mais a pensão de natureza infortunística, com cunho indenizatório, paga pelo Estado, prevista no art. 80 da mesma lei, estando, atualmente, reproduzido tal dispositivo no art. 85 da LC 10.990/97. ” (Fl. 42v). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 732269 AGR / RS "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 694.950-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 22/10/2013). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido." (RE 752.805-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal RE 732269 AGR / RS "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/STF: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 694.950-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 22/10/2013). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do STF. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido." (RE 752.805-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 732269 AGR / RS "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Policial militar morto em serviço. Parcelas que compõem a pensão paga. Questão decidida com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto n. 20.910/32 e Lei Complementar n. 10.990/97). 3. Necessidade do reexame prévio da legislação local. Óbice da Súmula 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 814.183-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/9/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal RE 732269 AGR / RS "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Policial militar morto em serviço. Parcelas que compõem a pensão paga. Questão decidida com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto n. 20.910/32 e Lei Complementar n. 10.990/97). 3. Necessidade do reexame prévio da legislação local. Óbice da Súmula 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (RE 814.183-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/9/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686000 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686000 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719707
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. PRECEDENTES. MORTE EM SERVIÇO. CUMULAÇÃO DE PENSÃO PREVIDENCIÁRIA COM PENSÃO INDENIZATÓRIA. LEI ESTADUAL Nº 7.138/1978. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 280 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur327755
- Acórdão(s) citado(s): (PENSÕES, ACUMULO, SERVIDOR PÚBLICO MILITAR) RE 635187 AgR (1ªT), RE 814740 AgR (1ªT). (SÚMULA 280) ARE 694950 AgR (1ªT), RE 752805 AgR (2ªT), RE 814183 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/11/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
732269
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-010990 ANO-1997\n LEI COMPLEMENTAR, RS\n\n", "LEG-EST LEI-007138 ANO-1978\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
RE-AgR
acordaos
RE 732269 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. PRECEDENTES. MORTE EM SERVIÇO. CUMULAÇÃO DE PENSÃO PREVIDENCIÁRIA COM PENSÃO INDENIZATÓRIA. LEI ESTADUAL n 7.138/1978. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670690. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. CUMULAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DESTA CORTE. OFENSA REFLEXA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como deseja o recorrente quanto ao percebimento de duas modalidades de pensão (caráter previdenciário e caráter indenizatório do Estado), necessário seria o reexame da legislação local que o orientou, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : ‘por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) :FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão que prolatei, assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. PENSÃO POR MORTE. CUMULAÇÃO. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DESTA CORTE. OFENSA REFLEXA A CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. Deveras, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido como deseja o recorrente quanto ao percebimento de duas modalidades de pensão (caráter previdenciário e caráter indenizatório do Estado), necessário seria o reexame da legislação local que o orientou, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : ‘por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o ARE 676.563, Rel.(a) Min.(a) Rosa Weber, Dje de 11/12/12. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, (fl. 73): ‘APELAÇÃO CÍVEL. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INSTITUIDOR DO BENEFÍCIO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INTEGRALIDADE PENSÃO INDENIZATÓRIA. Direito à Integralização da Pensão Indenizatória – O direito à integralidade subsiste, haja vista que ambas as pensões (previdenciária e indenizatória), embora decorram de causa comum, qual seja o óbito do servidor público, se referem a direitos e relações jurídicas distintas. É possível a cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, assegurada à família do servidor público falecido em razão do exercício de suas funções. Prequestionamento – Observado o princípio do livre convencimento motivado, são considerados devidamente prequestionados os dispositivos suscitados pelas partes. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO PELO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. UNÂNIME.’ 5 . Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese que “o apelo estatal volta-se exclusivamente contra a parte da decisão local que entendeu possível a cumulação de pensões de modo a ignorar o limite disposto pelo art. 40, § 2...” (fl. 124-v). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o ARE 676.563, Rel.(a) Min.(a) Rosa Weber, Dje de 11/12/12. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou, (fl. 73): ‘APELAÇÃO CÍVEL. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. INSTITUIDOR DO BENEFÍCIO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. INTEGRALIDADE PENSÃO INDENIZATÓRIA. Direito à Integralização da Pensão Indenizatória – O direito à integralidade subsiste, haja vista que ambas as pensões (previdenciária e indenizatória), embora decorram de causa comum, qual seja o óbito do servidor público, se referem a direitos e relações jurídicas distintas. É possível a cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, assegurada à família do servidor público falecido em razão do exercício de suas funções. Prequestionamento – Observado o princípio do livre convencimento motivado, são considerados devidamente prequestionados os dispositivos suscitados pelas partes. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO PELO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. UNÂNIME.’ 5 . Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese que “o apelo estatal volta-se exclusivamente contra a parte da decisão local que entendeu possível a cumulação de pensões de modo a ignorar o limite disposto pelo art. 40, § 2...” (fl. 124-v). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670691. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis contida no art. 40, § 2..., da Constituição Federal. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. DIREITO À ACUMULAÇÃO DE PENSÕES PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PREDEDENTES. O Supremo Tribunal Federal já assentou que não se aplica aos militares a vedação estabelecida para os servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição. Precedentes. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação pertinente (Leis estaduais ns 7.138/78, 7.366/80 e 10.990/97) e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 814.740-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/10/2014). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, pontuo que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se orienta no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis contida no art. 40, § 2..., da Constituição Federal. Nesse sentido, em casos análogos ao dos autos, menciono os seguintes julgados: "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO ADMINISTRATIVO. INAPLICABILIDADE DO ART. 40, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL AOS SERVIDORES MILITARES. DIREITO À ACUMULAÇÃO DE PENSÕES PREVISTO NA LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. PREDEDENTES. O Supremo Tribunal Federal já assentou que não se aplica aos militares a vedação estabelecida para os servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição. Precedentes. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise da legislação pertinente (Leis estaduais ns 7.138/78, 7.366/80 e 10.990/97) e o reexame dos fatos e provas constantes dos autos, o que é vedado em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 814.740-AgR, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 2/10/2014). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor Militar. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade. Pensões. Acumulações. Diferentes fundamentos legais. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (Recurso Extraordinário 635.187-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 5/12/2013). Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu pela possibilidade de cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, com fundamento na legislação infraconstitucional de regência (Lei Complementar Estadual n 10.990/1997 e Lei Estadual n 7.138/1978). Destaco passagem ilustrativa da sentença de primeiro grau: "No mérito, o dependente do servidor militar falecido em serviço tem direito à dúplice pensão, isto é, a pensão paga pelo IPERGS, de natureza previdenciária, prevista no art. 79 da Lei 7.138/78, e mais a pensão de natureza infortunística, com cunho indenizatório, paga pelo Estado, prevista no art. 80 da mesma lei, estando, atualmente, reproduzido tal dispositivo no art. 85 da Lei Complementar 10.990/97. ” (Fl. 42v). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor Militar. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade. Pensões. Acumulações. Diferentes fundamentos legais. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (Recurso Extraordinário 635.187-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 5/12/2013). Demais disso, consoante afirmado na decisão agravada, o Tribunal de origem concluiu pela possibilidade de cumulação da pensão de caráter previdenciário, por morte do segurado, com a pensão indenizatória, com fundamento na legislação infraconstitucional de regência (Lei Complementar Estadual n 10.990/1997 e Lei Estadual n 7.138/1978). Destaco passagem ilustrativa da sentença de primeiro grau: "No mérito, o dependente do servidor militar falecido em serviço tem direito à dúplice pensão, isto é, a pensão paga pelo IPERGS, de natureza previdenciária, prevista no art. 79 da Lei 7.138/78, e mais a pensão de natureza infortunística, com cunho indenizatório, paga pelo Estado, prevista no art. 80 da mesma lei, estando, atualmente, reproduzido tal dispositivo no art. 85 da Lei Complementar 10.990/97. ” (Fl. 42v). Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional local torna inadmissível o recurso extraordinário, a teor da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, trago, além dos já citados na decisão monocrática, os seguintes precedentes: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 694.950-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 22/10/2013). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido." (Recurso Extraordinário 752.805-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "DIREITO PREVIDENCIÁRIO. POLICIAL CIVIL MORTO EM SERVIÇO. PENSÃO. LEGISLAÇÃO ESTADUAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 10.11.2011. Controvérsia limitada à aplicação de legislação local a inviabilizar o reexame da matéria na via extraordinária. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Precedentes. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de prequestionamento e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.’ (ARE 694.950-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 22/10/2013). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. MILITAR. MORTE EM SERVIÇO. PENSÃO PREVIDENCIÁRIA CUMULADA COM INDENIZATÓRIA. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 7.366/1980. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, não opostos embargos declaratórios para suprir a omissão, é inviável o recurso, nos termos da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. II – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais locais que fundamentam a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. III – Agravo regimental improvido." (Recurso Extraordinário 752.805-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 20/8/2013). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Policial militar morto em serviço. Parcelas que compõem a pensão paga. Questão decidida com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto n. 20.910/32 e Lei Complementar n. 10.990/97). 3. Necessidade do reexame prévio da legislação local. Óbice da Súmula 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 814.183-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/9/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS "Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Policial militar morto em serviço. Parcelas que compõem a pensão paga. Questão decidida com fundamento na legislação infraconstitucional (Decreto n. 20.910/32 e Lei Complementar n. 10.990/97). 3. Necessidade do reexame prévio da legislação local. Óbice da Súmula 280. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento." (Recurso Extraordinário 814.183-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 5/9/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686000 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732.269 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : RAFAELA ROMERO DA ROSA ADV.(A/S) : FERNANDA FONSECA DUTRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686000 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 . 269", "SÚMULA n 280 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 . 269", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 . 269", "SÚMULA 280 DESTA CORTE", "Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "ARE 676 . 563", "Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "ARE 676 . 563", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 . 269", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 814 . 740 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 732 .", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 814 . 740 - AgR", "Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 635 . 187 - AgR", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 732269 AGR / RS", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo 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"7", ".", "366", "/", "80", "10", ".", "990", "/", "97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal .", "Lei Complementar Estadual n 10 . 990 / 1997", "Lei Estadual n 7 . 138 / 1978", "art . 79 da Lei 7 . 138 / 78", "art . 85 da Lei Complementar 10 . 990 / 97", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Artigo 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n 10 . 990 / 1997", "Lei Estadual n 7 . 138 / 1978", "art . 79 da Lei 7 . 138 / 78", "art . 85 da Lei Complementar 10 . 990 / 97", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS 7 . 138 / 1978", "7", ".", "366", "/", "1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "LEIS ESTADUAIS 7 . 138 / 1978", "7", ".", "366", "/", "1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666943. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 4.9.2015, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Município de Timon/MA contra sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA, pela qual se teria desrespeitado a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.395. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante pede a cassação da sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA. Esse título judicial reclamado não mais subsiste, por ter sido substituído pelo acórdão proferido pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Em 13.4.2015, antes do ajuizamento da presente reclamação, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinou a competência da Justiça do Trabalho para o deslinde da controvérsia, nos termos seguintes: ‘Aduz o recorrente, em síntese, que o caso dos autos trata- se de relação jurídico-administrativa, portanto, alheia à competência desta Justiça Especializada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 4.9.2015, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Município de Timon/MA contra sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA, pela qual se teria desrespeitado a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.395. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante pede a cassação da sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA. Esse título judicial reclamado não mais subsiste, por ter sido substituído pelo acórdão proferido pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Em 13.4.2015, antes do ajuizamento da presente reclamação, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinou a competência da Justiça do Trabalho para o deslinde da controvérsia, nos termos seguintes: ‘Aduz o recorrente, em síntese, que o caso dos autos trata- se de relação jurídico-administrativa, portanto, alheia à competência desta Justiça Especializada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA É sabido que para a configuração de uma relação estatutária, faz-se necessária a observância de dois requisitos: prévia aprovação em concurso público e a existência de um Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Município devidamente publicado. Quanto à primeira exigência, restou incontroverso nos autos, que a contratação se deu sem prévia submissão a concurso público, em desacordo com o previsto no art.37, II, §2º, da Constituição Federal de 1988, configurando-se, assim, um contrato nulo, conforme sustentado pelo recorrente em seu apelo (fls. 30/31). Em relação ao segundo requisito, não se desincumbiu, o Município recorrente do encargo de comprovar a publicação oficial da Lei instituidora do Regime Jurídico Estatutário, condição para sua validade e eficácia, a teor do art.1º da LINDB. Deixo de analisar os documentos de fls. 38/53 ante o teor da Súmula nº 8 do c. TST. Está assente em nossa Jurisprudência a competência da Justiça Trabalhista para o deslinde de controvérsias relacionadas a contrato nulo, porém devendo as verbas trabalhistas ser limitadas àquelas definidas na Súmula nº 363, do C. TST. Como se sabe, com o advento da Emenda Constitucional nº 45, de 31.12.2004, ocorreu significativa ampliação da competência da Justiça do Trabalho, abarcando o caso em análise, consoante podemos inferir da redação do art. 114, inciso I da Carta Magna em vigor, in verbis:Art. 114. Compete à Justiça do trabalho processar e julgar:I - As ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Insta assinalar que o Presidente do STF concedeu liminar, referendada pelo Plenário, na ADIN nº 3395, proposta pela AJUFE, nos seguintes termos: não há que se entender que justiça trabalhista, a partir do texto promulgado, possa analisar questões relativas aos servidores públicos. Essas demandas vinculadas a questões funcionais a eles pertinentes, regidos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA É sabido que para a configuração de uma relação estatutária, faz-se necessária a observância de dois requisitos: prévia aprovação em concurso público e a existência de um Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Município devidamente publicado. Quanto à primeira exigência, restou incontroverso nos autos, que a contratação se deu sem prévia submissão a concurso público, em desacordo com o previsto no art.37, II, §2º, da Constituição Federal de 1988, configurando-se, assim, um contrato nulo, conforme sustentado pelo recorrente em seu apelo (fls. 30/31). Em relação ao segundo requisito, não se desincumbiu, o Município recorrente do encargo de comprovar a publicação oficial da Lei instituidora do Regime Jurídico Estatutário, condição para sua validade e eficácia, a teor do art.1º da LINDB. Deixo de analisar os documentos de fls. 38/53 ante o teor da Súmula nº 8 do c. TST. Está assente em nossa Jurisprudência a competência da Justiça Trabalhista para o deslinde de controvérsias relacionadas a contrato nulo, porém devendo as verbas trabalhistas ser limitadas àquelas definidas na Súmula nº 363, do C. TST. Como se sabe, com o advento da Emenda Constitucional nº 45, de 31.12.2004, ocorreu significativa ampliação da competência da Justiça do Trabalho, abarcando o caso em análise, consoante podemos inferir da redação do art. 114, inciso I da Carta Magna em vigor, in verbis:Art. 114. Compete à Justiça do trabalho processar e julgar:I - As ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Insta assinalar que o Presidente do STF concedeu liminar, referendada pelo Plenário, na ADIN nº 3395, proposta pela AJUFE, nos seguintes termos: não há que se entender que justiça trabalhista, a partir do texto promulgado, possa analisar questões relativas aos servidores públicos. Essas demandas vinculadas a questões funcionais a eles pertinentes, regidos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA são pela Lei nº 8.112/90 e pelo direito administrativo, são diversas dos contratos de trabalho regidos pela CLT. Assim, exclui-se da competência desta Justiça Especializada tão somente demandas funcionais de servidores públicos, cuja base contratual seja de natureza jurídico- administrativa, ou seja, regida por estatuto próprio, o que não é o caso dos autos. Diante disso, resta mantida a competência desta Justiça Especializada, conforme já tem entendido a jurisprudência pátria, como se vê no aresto abaixo: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - RECURSO DE REVISTA - DESCABIMENTO - 1- SERVIDORES PÚBLICOS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - REGIME DE CONTRATAÇÃO - Não delineada a natureza jurídico-administrativa da relação mantida entre as partes, resta preservada a competência desta especializada para a apreciação de pedidos que encontram lastro na legislação trabalhista, conforme prevê o art. 114 da Carta Magna. (TST - AIRR 1563-26.2010.5.12.0032 - rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - Dje 09.08.2013 - p. 397).’ No caso dos autos, ante a inexistência de elementos caracterizadores da relação de trabalho como de natureza estatutária ou administrativa, esta nos moldes do art. 37, IX, CF, deve prevalecer o entendimento da aplicação das normas celetistas ao caso em comento, firmando a competência da Justiça Laboral. Ademais, a reclamante, à fl. 10, confessou que foi contratada e não que prestou concurso público. Isto demonstra tratar-se de contrato nulo o vínculo mantido entre o Município e a reclamante , o que afasta a natureza estatutária da relação. Preliminar rejeitada’. 5. No art. 512 do Código de Processo Civil, dispõe-se que ‘o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso’. (...) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA são pela Lei nº 8.112/90 e pelo direito administrativo, são diversas dos contratos de trabalho regidos pela CLT. Assim, exclui-se da competência desta Justiça Especializada tão somente demandas funcionais de servidores públicos, cuja base contratual seja de natureza jurídico- administrativa, ou seja, regida por estatuto próprio, o que não é o caso dos autos. Diante disso, resta mantida a competência desta Justiça Especializada, conforme já tem entendido a jurisprudência pátria, como se vê no aresto abaixo: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - RECURSO DE REVISTA - DESCABIMENTO - 1- SERVIDORES PÚBLICOS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - REGIME DE CONTRATAÇÃO - Não delineada a natureza jurídico-administrativa da relação mantida entre as partes, resta preservada a competência desta especializada para a apreciação de pedidos que encontram lastro na legislação trabalhista, conforme prevê o art. 114 da Carta Magna. (TST - AIRR 1563-26.2010.5.12.0032 - rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - Dje 09.08.2013 - p. 397).’ No caso dos autos, ante a inexistência de elementos caracterizadores da relação de trabalho como de natureza estatutária ou administrativa, esta nos moldes do art. 37, IX, CF, deve prevalecer o entendimento da aplicação das normas celetistas ao caso em comento, firmando a competência da Justiça Laboral. Ademais, a reclamante, à fl. 10, confessou que foi contratada e não que prestou concurso público. Isto demonstra tratar-se de contrato nulo o vínculo mantido entre o Município e a reclamante , o que afasta a natureza estatutária da relação. Preliminar rejeitada’. 5. No art. 512 do Código de Processo Civil, dispõe-se que ‘o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso’. (...) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA A jurisprudência deste Supremo Tribunal sobre a matéria consolidou-se no seguinte sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DO ATO RECLAMADO POR NOVO TÍTULO JUDICIAL: ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n. 17.600-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.8.2014). ‘RECLAMAÇÃO. ELEITORAL. PROCESSUAL. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR Nº 135/10 ÀS ELEIÇÕES DE 2010. REGRA DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (CF, ART. 16). ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DERA PROVIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO COLEGIADO DE AGRAVO REGIMENTAL. EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS (CPC, ART. 512). RECLAMAÇÃO JULGADA PREJUDICADA’ (Rcl n. 12.727, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 23.11.2011). A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinou o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicado, por óbvio, o requerimento de medida liminar“ (doc. 10). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.10.2015, o Município de Timon/MA, interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 12). 3. O Agravante alega que, “ao contrário do firmado na decisão agravada, a Justiça do Trabalho é incompetente para apreciar pedidos relativos à lide entre o ente público e a pessoa física. Com efeito, o Município de Timon, conforme vem decidindo os demais Ministros do Supremo Tribunal Federal, são patentes ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA A jurisprudência deste Supremo Tribunal sobre a matéria consolidou-se no seguinte sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DO ATO RECLAMADO POR NOVO TÍTULO JUDICIAL: ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n. 17.600-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.8.2014). ‘RECLAMAÇÃO. ELEITORAL. PROCESSUAL. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR Nº 135/10 ÀS ELEIÇÕES DE 2010. REGRA DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (CF, ART. 16). ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DERA PROVIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO COLEGIADO DE AGRAVO REGIMENTAL. EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS (CPC, ART. 512). RECLAMAÇÃO JULGADA PREJUDICADA’ (Rcl n. 12.727, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 23.11.2011). A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinou o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicado, por óbvio, o requerimento de medida liminar“ (doc. 10). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.10.2015, o Município de Timon/MA, interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 12). 3. O Agravante alega que, “ao contrário do firmado na decisão agravada, a Justiça do Trabalho é incompetente para apreciar pedidos relativos à lide entre o ente público e a pessoa física. Com efeito, o Município de Timon, conforme vem decidindo os demais Ministros do Supremo Tribunal Federal, são patentes ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA julgar as reclamações aviadas em demandas símiles, independentemente da existência de regime jurídico estatutário no âmbito dos entes públicos, em qualquer hipótese, a competência para julgamento é da Justiça Comum” (fl. 10, doc. 12). Sustenta que “a parte reclamante, como os demais servidores da administração pública direta, submetem-se, por imposição constitucional, ao regime estatutário, avulta a incompetência da Justiça do Trabalho para a apreciação da lide. O fato de a parte autora não ter ingressado por concurso público não desloca a competência para a Justiça Trabalhista, uma vez que não foi este o critério adotado pela Constituição” (fl. 12, doc. 12). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA julgar as reclamações aviadas em demandas símiles, independentemente da existência de regime jurídico estatutário no âmbito dos entes públicos, em qualquer hipótese, a competência para julgamento é da Justiça Comum” (fl. 10, doc. 12). Sustenta que “a parte reclamante, como os demais servidores da administração pública direta, submetem-se, por imposição constitucional, ao regime estatutário, avulta a incompetência da Justiça do Trabalho para a apreciação da lide. O fato de a parte autora não ter ingressado por concurso público não desloca a competência para a Justiça Trabalhista, uma vez que não foi este o critério adotado pela Constituição” (fl. 12, doc. 12). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A decisão agravada teve como fundamento para negar seguimento à reclamação a circunstância de ter a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinado o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 3. O Agravante deixou de impugnar, nas razões recursais, o fundamento da decisão agravada, tornando inviável o agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A decisão agravada teve como fundamento para negar seguimento à reclamação a circunstância de ter a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região examinado o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 3. O Agravante deixou de impugnar, nas razões recursais, o fundamento da decisão agravada, tornando inviável o agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 21847 AGR / MA próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido” (Rcl 5.684-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 15.8.2008). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido” (Rcl 5.684-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 15.8.2008). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) : SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645959 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) : SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9718602
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1º, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur328299
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTO) Rcl 4754 AgR (TP), Rcl 5684 AgR (TP). Número de páginas: 9. Análise: 10/11/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
21847
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00317 PAR-00001\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 21847 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) : SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666943. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 4.9.2015, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Município de Timon/MA contra sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA, pela qual se teria desrespeitado a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.395. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante pede a cassação da sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA. Esse título judicial reclamado não mais subsiste, por ter sido substituído pelo acórdão proferido pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região. Em 13.4.2015, antes do ajuizamento da presente reclamação, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinou a competência da Justiça do Trabalho para o deslinde da controvérsia, nos termos seguintes: ‘Aduz o recorrente, em síntese, que o caso dos autos trata- se de relação jurídico-administrativa, portanto, alheia à competência desta Justiça Especializada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) :HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) :SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 4.9.2015, neguei seguimento à reclamação ajuizada pelo Município de Timon/MA contra sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA, pela qual se teria desrespeitado a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 3.395. A decisão agravada tem a seguinte fundamentação: “4. O Reclamante pede a cassação da sentença proferida na Reclamação Trabalhista n. 0047100-68.2013.5.16.0019 pelo Juízo da Vara do Trabalho de Timon/MA. Esse título judicial reclamado não mais subsiste, por ter sido substituído pelo acórdão proferido pela Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região. Em 13.4.2015, antes do ajuizamento da presente reclamação, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinou a competência da Justiça do Trabalho para o deslinde da controvérsia, nos termos seguintes: ‘Aduz o recorrente, em síntese, que o caso dos autos trata- se de relação jurídico-administrativa, portanto, alheia à competência desta Justiça Especializada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA É sabido que para a configuração de uma relação estatutária, faz-se necessária a observância de dois requisitos: prévia aprovação em concurso público e a existência de um Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Município devidamente publicado. Quanto à primeira exigência, restou incontroverso nos autos, que a contratação se deu sem prévia submissão a concurso público, em desacordo com o previsto no art.37, II, §2..., da Constituição Federal de 1988, configurando-se, assim, um contrato nulo, conforme sustentado pelo recorrente em seu apelo (fls. 30/31). Em relação ao segundo requisito, não se desincumbiu, o Município recorrente do encargo de comprovar a publicação oficial da Lei instituidora do Regime Jurídico Estatutário, condição para sua validade e eficácia, a teor do art.1... da LINDB. Deixo de analisar os documentos de fls. 38/53 ante o teor da Súmula n 8 do c. Tribunal Superior do Trabalho. Está assente em nossa Jurisprudência a competência da Justiça Trabalhista para o deslinde de controvérsias relacionadas a contrato nulo, porém devendo as verbas trabalhistas ser limitadas àquelas definidas na Súmula n 363, do C. Tribunal Superior do Trabalho. Como se sabe, com o advento da Emenda Constitucional n 45, de 31.12.2004, ocorreu significativa ampliação da competência da Justiça do Trabalho, abarcando o caso em análise, consoante podemos inferir da redação do art. 114, inciso I da Carta Magna em vigor, in verbis:Art. 114. Compete à Justiça do trabalho processar e julgar:I - As ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Insta assinalar que o Presidente do Supremo Tribunal Federal concedeu liminar, referendada pelo Plenário, na ADIN n 3395, proposta pela AJUFE, nos seguintes termos: não há que se entender que justiça trabalhista, a partir do texto promulgado, possa analisar questões relativas aos servidores públicos. Essas demandas vinculadas a questões funcionais a eles pertinentes, regidos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA É sabido que para a configuração de uma relação estatutária, faz-se necessária a observância de dois requisitos: prévia aprovação em concurso público e a existência de um Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Município devidamente publicado. Quanto à primeira exigência, restou incontroverso nos autos, que a contratação se deu sem prévia submissão a concurso público, em desacordo com o previsto no art.37, II, §2..., da Constituição Federal de 1988, configurando-se, assim, um contrato nulo, conforme sustentado pelo recorrente em seu apelo (fls. 30/31). Em relação ao segundo requisito, não se desincumbiu, o Município recorrente do encargo de comprovar a publicação oficial da Lei instituidora do Regime Jurídico Estatutário, condição para sua validade e eficácia, a teor do art.1... da LINDB. Deixo de analisar os documentos de fls. 38/53 ante o teor da Súmula n 8 do c. Tribunal Superior do Trabalho. Está assente em nossa Jurisprudência a competência da Justiça Trabalhista para o deslinde de controvérsias relacionadas a contrato nulo, porém devendo as verbas trabalhistas ser limitadas àquelas definidas na Súmula n 363, do C. Tribunal Superior do Trabalho. Como se sabe, com o advento da Emenda Constitucional n 45, de 31.12.2004, ocorreu significativa ampliação da competência da Justiça do Trabalho, abarcando o caso em análise, consoante podemos inferir da redação do art. 114, inciso I da Carta Magna em vigor, in verbis:Art. 114. Compete à Justiça do trabalho processar e julgar:I - As ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Insta assinalar que o Presidente do Supremo Tribunal Federal concedeu liminar, referendada pelo Plenário, na ADIN n 3395, proposta pela AJUFE, nos seguintes termos: não há que se entender que justiça trabalhista, a partir do texto promulgado, possa analisar questões relativas aos servidores públicos. Essas demandas vinculadas a questões funcionais a eles pertinentes, regidos que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA são pela Lei n 8.112/90 e pelo direito administrativo, são diversas dos contratos de trabalho regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. Assim, exclui-se da competência desta Justiça Especializada tão somente demandas funcionais de servidores públicos, cuja base contratual seja de natureza jurídico- administrativa, ou seja, regida por estatuto próprio, o que não é o caso dos autos. Diante disso, resta mantida a competência desta Justiça Especializada, conforme já tem entendido a jurisprudência pátria, como se vê no aresto abaixo: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - RECURSO DE REVISTA - DESCABIMENTO - 1- SERVIDORES PÚBLICOS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - REGIME DE CONTRATAÇÃO - Não delineada a natureza jurídico-administrativa da relação mantida entre as partes, resta preservada a competência desta especializada para a apreciação de pedidos que encontram lastro na legislação trabalhista, conforme prevê o art. 114 da Carta Magna. (Tribunal Superior do Trabalho - AIRR 1563-26.2010.5.12.0032 - rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - Dje 09.08.2013 - p. 397).’ No caso dos autos, ante a inexistência de elementos caracterizadores da relação de trabalho como de natureza estatutária ou administrativa, esta nos moldes do art. 37, IX, Constituição Federal de 1988, deve prevalecer o entendimento da aplicação das normas celetistas ao caso em comento, firmando a competência da Justiça Laboral. Ademais, a reclamante, à fl. 10, confessou que foi contratada e não que prestou concurso público. Isto demonstra tratar-se de contrato nulo o vínculo mantido entre o Município e a reclamante , o que afasta a natureza estatutária da relação. Preliminar rejeitada’. 5. No art. 512 do Código de Processo Civil, dispõe-se que ‘o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso’. (...) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA são pela Lei n 8.112/90 e pelo direito administrativo, são diversas dos contratos de trabalho regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. Assim, exclui-se da competência desta Justiça Especializada tão somente demandas funcionais de servidores públicos, cuja base contratual seja de natureza jurídico- administrativa, ou seja, regida por estatuto próprio, o que não é o caso dos autos. Diante disso, resta mantida a competência desta Justiça Especializada, conforme já tem entendido a jurisprudência pátria, como se vê no aresto abaixo: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - RECURSO DE REVISTA - DESCABIMENTO - 1- SERVIDORES PÚBLICOS - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO - REGIME DE CONTRATAÇÃO - Não delineada a natureza jurídico-administrativa da relação mantida entre as partes, resta preservada a competência desta especializada para a apreciação de pedidos que encontram lastro na legislação trabalhista, conforme prevê o art. 114 da Carta Magna. (Tribunal Superior do Trabalho - AIRR 1563-26.2010.5.12.0032 - rel. Min. Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira - Dje 09.08.2013 - p. 397).’ No caso dos autos, ante a inexistência de elementos caracterizadores da relação de trabalho como de natureza estatutária ou administrativa, esta nos moldes do art. 37, IX, Constituição Federal de 1988, deve prevalecer o entendimento da aplicação das normas celetistas ao caso em comento, firmando a competência da Justiça Laboral. Ademais, a reclamante, à fl. 10, confessou que foi contratada e não que prestou concurso público. Isto demonstra tratar-se de contrato nulo o vínculo mantido entre o Município e a reclamante , o que afasta a natureza estatutária da relação. Preliminar rejeitada’. 5. No art. 512 do Código de Processo Civil, dispõe-se que ‘o julgamento proferido pelo tribunal substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso’. (...) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA A jurisprudência deste Supremo Tribunal sobre a matéria consolidou-se no seguinte sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DO ATO RECLAMADO POR NOVO TÍTULO JUDICIAL: ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n. 17.600-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....8.2014). ‘RECLAMAÇÃO. ELEITORAL. PROCESSUAL. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR n 135/10 ÀS ELEIÇÕES DE 2010. REGRA DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (Constituição Federal de 1988, ART. 16). ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DERA PROVIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO COLEGIADO DE AGRAVO REGIMENTAL. EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS (Código de Processo Civil, ART. 512). RECLAMAÇÃO JULGADA PREJUDICADA’ (Rcl n. 12.727, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 23.11.2011). A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinou o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicado, por óbvio, o requerimento de medida liminar“ (doc. 10). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....10.2015, o Município de Timon/MA, interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 12). 3. O Agravante alega que, “ao contrário do firmado na decisão agravada, a Justiça do Trabalho é incompetente para apreciar pedidos relativos à lide entre o ente público e a pessoa física. Com efeito, o Município de Timon, conforme vem decidindo os demais Ministros do Supremo Tribunal Federal, são patentes ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA A jurisprudência deste Supremo Tribunal sobre a matéria consolidou-se no seguinte sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. SUBSTITUIÇÃO DO ATO RECLAMADO POR NOVO TÍTULO JUDICIAL: ART. 512 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Rcl n. 17.600-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....8.2014). ‘RECLAMAÇÃO. ELEITORAL. PROCESSUAL. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR n 135/10 ÀS ELEIÇÕES DE 2010. REGRA DA ANTERIORIDADE ELEITORAL (Constituição Federal de 1988, ART. 16). ALEGAÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO MONOCRÁTICA QUE DERA PROVIMENTO A RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUPERVENIÊNCIA DO JULGAMENTO COLEGIADO DE AGRAVO REGIMENTAL. EFEITO SUBSTITUTIVO DOS RECURSOS (Código de Processo Civil, ART. 512). RECLAMAÇÃO JULGADA PREJUDICADA’ (Rcl n. 12.727, Relator o Ministro Luiz Fux, Plenário, DJe 23.11.2011). A Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinou o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a esta reclamação (art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), prejudicado, por óbvio, o requerimento de medida liminar“ (doc. 10). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....10.2015, o Município de Timon/MA, interpõe, tempestivamente, agravo regimental (doc. 12). 3. O Agravante alega que, “ao contrário do firmado na decisão agravada, a Justiça do Trabalho é incompetente para apreciar pedidos relativos à lide entre o ente público e a pessoa física. Com efeito, o Município de Timon, conforme vem decidindo os demais Ministros do Supremo Tribunal Federal, são patentes ao 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RCL 21847 AGR / MA julgar as reclamações aviadas em demandas símiles, independentemente da existência de regime jurídico estatutário no âmbito dos entes públicos, em qualquer hipótese, a competência para julgamento é da Justiça Comum” (fl. 10, doc. 12). Sustenta que “a parte reclamante, como os demais servidores da administração pública direta, submetem-se, por imposição constitucional, ao regime estatutário, avulta a incompetência da Justiça do Trabalho para a apreciação da lide. O fato de a parte autora não ter ingressado por concurso público não desloca a competência para a Justiça Trabalhista, uma vez que não foi este o critério adotado pela Constituição” (fl. 12, doc. 12). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA julgar as reclamações aviadas em demandas símiles, independentemente da existência de regime jurídico estatutário no âmbito dos entes públicos, em qualquer hipótese, a competência para julgamento é da Justiça Comum” (fl. 10, doc. 12). Sustenta que “a parte reclamante, como os demais servidores da administração pública direta, submetem-se, por imposição constitucional, ao regime estatutário, avulta a incompetência da Justiça do Trabalho para a apreciação da lide. O fato de a parte autora não ter ingressado por concurso público não desloca a competência para a Justiça Trabalhista, uma vez que não foi este o critério adotado pela Constituição” (fl. 12, doc. 12). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do agravo regimental. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A decisão agravada teve como fundamento para negar seguimento à reclamação a circunstância de ter a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinado o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 3. O Agravante deixou de impugnar, nas razões recursais, o fundamento da decisão agravada, tornando inviável o agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 MARANHÃO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. A decisão agravada teve como fundamento para negar seguimento à reclamação a circunstância de ter a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16... Região examinado o mérito da controvérsia relativa à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa, pelo que o acórdão proferido substituiu a sentença reclamada, tornando-se o único processualmente impugnável nos termos da legislação vigente. 3. O Agravante deixou de impugnar, nas razões recursais, o fundamento da decisão agravada, tornando inviável o agravo regimental, nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4/DF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 317, § 1..., DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Rcl 4.754-AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 26.3.2010). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. A RECLAMAÇÃO NÃO É SUCEDÂNEO DE RECURSO PRÓPRIO. RECURSO IMPROVIDO. I - A reclamação constitucional não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RCL 21847 AGR / MA próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido” (Rcl 5.684-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 15.8.2008). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Supremo Tribunal Federal RCL 21847 AGR / MA próprio para conferir eficácia à jurisdição invocada nos autos da decisão de mérito. II - Não impugnação de todos os fundamentos da decisão agravada. Fundamentação recursal deficiente (Súmula 287). III - Reclamação improcedente. IV - Agravo regimental improvido” (Rcl 5.684-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Plenário, DJe 15.8.2008). 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) : SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645959 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 21.847 PROCED. : MARANHÃO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE TIMON PROC.(A/S)(ES) : HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA AGDO.(A/S) : SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO TRABALHO DE TIMON ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 21 . 847", "Reclamação Trabalhista n . 0047100 - 68 . 2013 . 5 . 16 . 0019", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 395", "Reclamação Trabalhista n . 0047100 - 68 . 2013 . 5 . 16 . 0019", "RECLAMAÇÃO 21 . 847", "Reclamação Trabalhista n . 0047100 - 68 . 2013 . 5 . 16 . 0019", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n . 3 . 395", "Reclamação Trabalhista n . 0047100", "-", "Súmula n 8 do c . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 363 , do C . Tribunal Superior do Trabalho", "ADIN n 3395", "RCL 21847", "Súmula n 8 do c . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula n 363 , do C . 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Região", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "VARA DO TRABALHO DE TIMON", "Vara do Trabalho de", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . Região", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "AJUFE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "AJUFE", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "MA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Segunda Turma", "Plenário", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Plenário", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "MA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 .", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 16 . . . 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Turma", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VARA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA", "SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA", "SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA", "SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira", "Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN", "LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA", "SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "HEONIR BASILIO DA SILVA ROCHA", "SALVINA MATIAS DO NASCIMENTO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "4", ".", "9", ".", "2015", "13", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "4", ".", "9", ".", "2015", "13", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "12", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "12", ".", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "8", ".", "2014", "2010", "23", ".", "11", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2014", "2010", "23", ".", "11", ".", "2011", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "26", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "8", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834981. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834982. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. É que o acórdão recorrido em sede recursal extraordinária – ao apreciar a questão suscitada nos presentes autos – decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas neles existentes, reconhecendo que: “No caso, muito embora haja notícia de que o serviço de entrega estivesse sendo executado por uma transportadora contratada pela empresa pública no momento do delito (‘Van Cooper Cooperativa de Transportes’ – fls. 251), ainda assim as encomendas subtraídas se encontravam sob a responsabilidade da EBCT, sendo o serviço postal efetivamente lesionando pela ação criminosa. Diante disso, permanece federal a competência para o processo e julgamento do fato e seus autores.” Não custa rememorar, neste ponto, que o pronunciamento jurisdicional emanado do Tribunal recorrido reveste-se de caráter soberano no tocante aos elementos fáticos subjacentes à causa (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.), sendo incompatível, com a natureza do recurso extraordinário, o reexame de matéria de índole probatória. Tal circunstância obsta o próprio conhecimento do recurso extraordinário em questão, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. É que o acórdão recorrido em sede recursal extraordinária – ao apreciar a questão suscitada nos presentes autos – decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas neles existentes, reconhecendo que: “No caso, muito embora haja notícia de que o serviço de entrega estivesse sendo executado por uma transportadora contratada pela empresa pública no momento do delito (‘Van Cooper Cooperativa de Transportes’ – fls. 251), ainda assim as encomendas subtraídas se encontravam sob a responsabilidade da EBCT, sendo o serviço postal efetivamente lesionando pela ação criminosa. Diante disso, permanece federal a competência para o processo e julgamento do fato e seus autores.” Não custa rememorar, neste ponto, que o pronunciamento jurisdicional emanado do Tribunal recorrido reveste-se de caráter soberano no tocante aos elementos fáticos subjacentes à causa (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.), sendo incompatível, com a natureza do recurso extraordinário, o reexame de matéria de índole probatória. Tal circunstância obsta o próprio conhecimento do recurso extraordinário em questão, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 912308 AGR / SP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Supremo Tribunal Federal ARE 912308 AGR / SP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645942 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645942 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9863244
2015-10-20T00:00:00
2015-11-26T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/STF – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório.
sjur330952
Número de páginas: 5. Análise: 01/12/2015, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
912308
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 912308 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITO CONSTITUCIONAL – REEXAME DE FATOS E PROVAS – IMPOSSIBILIDADE – SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal – INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AGRAVO IMPROVIDO. – Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de discutir questões de fato ou de examinar matéria de caráter probatório. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834981. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834982. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, manifestamente inadmissível, deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834982. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. É que o acórdão recorrido em sede recursal extraordinária – ao apreciar a questão suscitada nos presentes autos – decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas neles existentes, reconhecendo que: “No caso, muito embora haja notícia de que o serviço de entrega estivesse sendo executado por uma transportadora contratada pela empresa pública no momento do delito (‘Van Cooper Cooperativa de Transportes’ – fls. 251), ainda assim as encomendas subtraídas se encontravam sob a responsabilidade da EBCT, sendo o serviço postal efetivamente lesionando pela ação criminosa. Diante disso, permanece federal a competência para o processo e julgamento do fato e seus autores.” Não custa rememorar, neste ponto, que o pronunciamento jurisdicional emanado do Tribunal recorrido reveste-se de caráter soberano no tocante aos elementos fáticos subjacentes à causa (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.), sendo incompatível, com a natureza do recurso extraordinário, o reexame de matéria de índole probatória. Tal circunstância obsta o próprio conhecimento do recurso extraordinário em questão, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, na matéria ora em exame. É que o acórdão recorrido em sede recursal extraordinária – ao apreciar a questão suscitada nos presentes autos – decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas neles existentes, reconhecendo que: “No caso, muito embora haja notícia de que o serviço de entrega estivesse sendo executado por uma transportadora contratada pela empresa pública no momento do delito (‘Van Cooper Cooperativa de Transportes’ – fls. 251), ainda assim as encomendas subtraídas se encontravam sob a responsabilidade da EBCT, sendo o serviço postal efetivamente lesionando pela ação criminosa. Diante disso, permanece federal a competência para o processo e julgamento do fato e seus autores.” Não custa rememorar, neste ponto, que o pronunciamento jurisdicional emanado do Tribunal recorrido reveste-se de caráter soberano no tocante aos elementos fáticos subjacentes à causa (RTJ 152/612 – RTJ 153/1019 – RTJ 158/693, v.g.), sendo incompatível, com a natureza do recurso extraordinário, o reexame de matéria de índole probatória. Tal circunstância obsta o próprio conhecimento do recurso extraordinário em questão, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 912308 AGR / SP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Supremo Tribunal Federal ARE 912308 AGR / SP Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9834983. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645942 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912.308 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : BRENO REZENDE DE PAULA PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645942 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912 . 308", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 912 . 308", "AGRAVO 912 . 308", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RTJ 152 / 612", "RTJ 153 / 1019", "RTJ 158 / 693", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 912308", "ARE 912308 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "LEI n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Van Cooper Cooperativa de Transportes ’", "EBCT", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Van Cooper Cooperativa de Transportes", "EBCT", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "BRENO REZENDE DE PAULA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BRENO REZENDE DE PAULA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BRENO REZENDE DE PAULA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "BRENO REZENDE DE PAULA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "BRENO REZENDE DE PAULA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 100, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIUBNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de promover-se execução individual em sede de processos coletivos. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622429. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar o acórdão recorrido alinhado aos precedentes desta Corte. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. Sustenta que, “ao contrário do que afirmado em vosso decisum, a jurisprudência emanada desse Excelso Supremo Tribunal Federal concede pleno amparo à tese esposada”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622430. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar o acórdão recorrido alinhado aos precedentes desta Corte. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. Sustenta que, “ao contrário do que afirmado em vosso decisum, a jurisprudência emanada desse Excelso Supremo Tribunal Federal concede pleno amparo à tese esposada”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve ser mantido pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim ementado (fls. 153): ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA HAVIDA EM AÇÃO COLETIVA. AJUIZAMENTO INDIVIDUAL PELOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FRACIONAMENTO. ART. 100, §8º, DA CF (EC 62/2009). INEXISTÊNCIA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DESCABIMENTO. BASE DE CÁLCULO EMBASADA EM DECISÃO DO STJ. COISA JULGADA. IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. I - Tratando-se de execuções individuais de sentença proferida em ação coletiva, promovida pelos servidores/beneficiários, não há que se falar em fracionamento de execução vedado pelo §8º do art. 100 da CF (redação de acordo com a EC 62/2009, antigo §4º do art. 100). O que não se permite é o fracionamento da execução individual, ainda que fundada em sentença coletiva, de modo a burlar o regime de pagamento próprio (precatório ou RPV). Precedentes do STJ; II - verificado que o valor atribuído à gratificação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve ser mantido pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim ementado (fls. 153): ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA HAVIDA EM AÇÃO COLETIVA. AJUIZAMENTO INDIVIDUAL PELOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FRACIONAMENTO. ART. 100, §8º, DA CF (EC 62/2009). INEXISTÊNCIA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DESCABIMENTO. BASE DE CÁLCULO EMBASADA EM DECISÃO DO STJ. COISA JULGADA. IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. I - Tratando-se de execuções individuais de sentença proferida em ação coletiva, promovida pelos servidores/beneficiários, não há que se falar em fracionamento de execução vedado pelo §8º do art. 100 da CF (redação de acordo com a EC 62/2009, antigo §4º do art. 100). O que não se permite é o fracionamento da execução individual, ainda que fundada em sentença coletiva, de modo a burlar o regime de pagamento próprio (precatório ou RPV). Precedentes do STJ; II - verificado que o valor atribuído à gratificação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 803697 AGR / MA judiciária nas planilhas de cálculo apresentadas pelos embargados/exequentes atende ao comando constante da coisa julgada (acórdão exequendo), em cujo teor foi reconhecido o direito ao pagamento da vantagem de acordo com as quantias fixadas na Portaria nº 05/2004 (nível médio A - R$ 1.000,00; nível médio B - R$ 800,00; nível médio C - R$ 600,00; nível médio D - R$ 400,00 e nível médio E - R$ 300,00), é incogitável falar-se em excesso de execução; III - embargos à execução improcedentes.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 100, § 8º, da Constituição. O recurso extraordinário não deve ser admitido, tendo em vista que que o acórdão está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do RE 568.645- RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, entendeu que a execução de valores singularizados a integrantes de litisconsórcio facultativo não viola o § 8º do art. 100 da Constituição, que trata da regra de pagamento por meio de precatório. Veja-se, por oportuno, a ementa do referido julgado: ‘REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal RE 803697 AGR / MA judiciária nas planilhas de cálculo apresentadas pelos embargados/exequentes atende ao comando constante da coisa julgada (acórdão exequendo), em cujo teor foi reconhecido o direito ao pagamento da vantagem de acordo com as quantias fixadas na Portaria nº 05/2004 (nível médio A - R$ 1.000,00; nível médio B - R$ 800,00; nível médio C - R$ 600,00; nível médio D - R$ 400,00 e nível médio E - R$ 300,00), é incogitável falar-se em excesso de execução; III - embargos à execução improcedentes.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 100, § 8º, da Constituição. O recurso extraordinário não deve ser admitido, tendo em vista que que o acórdão está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do RE 568.645- RG, Rel.ª Min.ª Cármen Lúcia, entendeu que a execução de valores singularizados a integrantes de litisconsórcio facultativo não viola o § 8º do art. 100 da Constituição, que trata da regra de pagamento por meio de precatório. Veja-se, por oportuno, a ementa do referido julgado: ‘REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 803697 AGR / MA Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, e não de ação com litisconsórcio facultativo. Porém, o caso merece o mesmo tratamento do julgado supracitado, tendo em vista que a lógica da decisão é a mesma, ao concluir que ‘a execução promovida deve considerar cada litigante autonomamente, sem importar em fracionamento, pois será dado a cada um o que é devido segundo a sentença proferida’. Nesse sentido, veja-se o RE 700.416-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL POSSIBILIDADE JURÍDICA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM PROCESSO COLETIVO. - O fato de tratar-se de mandado de segurança coletivo não representa obstáculo para que o interessado, favorecido pela sentença mandamental coletiva, promova , ele próprio, desde que integrante do grupo ou categoria processualmente substituídos pela parte 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal RE 803697 AGR / MA Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, e não de ação com litisconsórcio facultativo. Porém, o caso merece o mesmo tratamento do julgado supracitado, tendo em vista que a lógica da decisão é a mesma, ao concluir que ‘a execução promovida deve considerar cada litigante autonomamente, sem importar em fracionamento, pois será dado a cada um o que é devido segundo a sentença proferida’. Nesse sentido, veja-se o RE 700.416-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL POSSIBILIDADE JURÍDICA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM PROCESSO COLETIVO. - O fato de tratar-se de mandado de segurança coletivo não representa obstáculo para que o interessado, favorecido pela sentença mandamental coletiva, promova , ele próprio, desde que integrante do grupo ou categoria processualmente substituídos pela parte 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 803697 AGR / MA impetrante, a execução individual desse mesmo julgado. Doutrina . Precedentes.’ Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. Ademais, o óbice ao fracionamento, na linha da jurisprudência desta Corte, impossibilita a adoção por um mesmo credor e para um mesmo crédito dos regimes de execução por precatório e de requisição de pequeno valor de modo concomitante, a fim de assegurar a estrita observância da ordem cronológica de pagamento dos precatórios. Nessa linha são os precedentes citados na peça recursal. No entanto, não é o que ocorre nos autos. 3. Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, sem qualquer fracionamento do valor devido a cada um dos beneficiários, situação que não viola o disposto no art. 100, § 8º, da Constituição Federal, nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido e tratando de controvérsia análoga à dos autos, confira-se o seguinte precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (CF, ART. 100, § 3º) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO RE 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (CPC, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO.“ (RE 861.054-AgR, Rel. Min. Celso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal RE 803697 AGR / MA impetrante, a execução individual desse mesmo julgado. Doutrina . Precedentes.’ Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do CPC e no art. 21, § 1º, do RI/STF, nego seguimento ao recurso.” 2. Ademais, o óbice ao fracionamento, na linha da jurisprudência desta Corte, impossibilita a adoção por um mesmo credor e para um mesmo crédito dos regimes de execução por precatório e de requisição de pequeno valor de modo concomitante, a fim de assegurar a estrita observância da ordem cronológica de pagamento dos precatórios. Nessa linha são os precedentes citados na peça recursal. No entanto, não é o que ocorre nos autos. 3. Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, sem qualquer fracionamento do valor devido a cada um dos beneficiários, situação que não viola o disposto no art. 100, § 8º, da Constituição Federal, nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido e tratando de controvérsia análoga à dos autos, confira-se o seguinte precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (CF, ART. 100, § 3º) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO RE 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (CPC, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO.“ (RE 861.054-AgR, Rel. Min. Celso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO RE 803697 AGR / MA de Mello) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal RE 803697 AGR / MA de Mello) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601811 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9661262
2015-10-06T00:00:00
2015-10-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 100, § 8º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIUBNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de promover-se execução individual em sede de processos coletivos. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur326406
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA) RE 861054 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 06/11/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
803697
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00100 PAR-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 803697 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA EM AÇÃO COLETIVA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO ART. 100, § 8..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. DECISÃO ALINHADA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIUBNAL FEDERAL. 1. O acórdão recorrido alinha-se com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de promover-se execução individual em sede de processos coletivos. Precedentes. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622429. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar o acórdão recorrido alinhado aos precedentes desta Corte. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. Sustenta que, “ao contrário do que afirmado em vosso decisum, a jurisprudência emanada desse Excelso Supremo Tribunal Federal concede pleno amparo à tese esposada”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622430. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) :EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao recurso, tendo em vista estar o acórdão recorrido alinhado aos precedentes desta Corte. 2. A parte agravante limita-se a reiterar as razões do recurso extraordinário. Sustenta que, “ao contrário do que afirmado em vosso decisum, a jurisprudência emanada desse Excelso Supremo Tribunal Federal concede pleno amparo à tese esposada”. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622430. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve ser mantido pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim ementado (fls. 153): ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA HAVIDA EM AÇÃO COLETIVA. AJUIZAMENTO INDIVIDUAL PELOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FRACIONAMENTO. ART. 100, §8..., DA Constituição Federal de 1988 (EC 62/2009). INEXISTÊNCIA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DESCABIMENTO. BASE DE CÁLCULO EMBASADA EM DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça. COISA JULGADA. IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. I - Tratando-se de execuções individuais de sentença proferida em ação coletiva, promovida pelos servidores/beneficiários, não há que se falar em fracionamento de execução vedado pelo §8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988 (redação de acordo com a EC 62/2009, antigo §4... do art. 100). O que não se permite é o fracionamento da execução individual, ainda que fundada em sentença coletiva, de modo a burlar o regime de pagamento próprio (precatório ou RPV). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça; II - verificado que o valor atribuído à gratificação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo regimental não pode ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. Nessas condições, deve ser mantido pelos seus próprios fundamentos o decisum recorrido, assim transcrito: “Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, assim ementado (fls. 153): ‘PROCESSO CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. FAZENDA PÚBLICA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA HAVIDA EM AÇÃO COLETIVA. AJUIZAMENTO INDIVIDUAL PELOS SERVIDORES. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FRACIONAMENTO. ART. 100, §8..., DA Constituição Federal de 1988 (EC 62/2009). INEXISTÊNCIA. EXCESSO DE EXECUÇÃO. DESCABIMENTO. BASE DE CÁLCULO EMBASADA EM DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça. COISA JULGADA. IMPROCEDÊNCIA DOS EMBARGOS. I - Tratando-se de execuções individuais de sentença proferida em ação coletiva, promovida pelos servidores/beneficiários, não há que se falar em fracionamento de execução vedado pelo §8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988 (redação de acordo com a EC 62/2009, antigo §4... do art. 100). O que não se permite é o fracionamento da execução individual, ainda que fundada em sentença coletiva, de modo a burlar o regime de pagamento próprio (precatório ou RPV). Precedentes do Superior Tribunal de Justiça; II - verificado que o valor atribuído à gratificação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA judiciária nas planilhas de cálculo apresentadas pelos embargados/exequentes atende ao comando constante da coisa julgada (acórdão exequendo), em cujo teor foi reconhecido o direito ao pagamento da vantagem de acordo com as quantias fixadas na Portaria n 05/2004 (nível médio A - R$ 1.000,00; nível médio B - R$ 800,00; nível médio C - R$ 600,00; nível médio D - R$ 400,00 e nível médio E - R$ 300,00), é incogitável falar-se em excesso de execução; III - embargos à execução improcedentes.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 100, § 8..., da Constituição. O recurso extraordinário não deve ser admitido, tendo em vista que que o acórdão está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 568.645- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, entendeu que a execução de valores singularizados a integrantes de litisconsórcio facultativo não viola o § 8... do art. 100 da Constituição, que trata da regra de pagamento por meio de precatório. Veja-se, por oportuno, a ementa do referido julgado: ‘REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA judiciária nas planilhas de cálculo apresentadas pelos embargados/exequentes atende ao comando constante da coisa julgada (acórdão exequendo), em cujo teor foi reconhecido o direito ao pagamento da vantagem de acordo com as quantias fixadas na Portaria n 05/2004 (nível médio A - R$ 1.000,00; nível médio B - R$ 800,00; nível médio C - R$ 600,00; nível médio D - R$ 400,00 e nível médio E - R$ 300,00), é incogitável falar-se em excesso de execução; III - embargos à execução improcedentes.’ O recurso busca fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal. A parte recorrente alega violação ao art. 100, § 8..., da Constituição. O recurso extraordinário não deve ser admitido, tendo em vista que que o acórdão está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, no julgamento do Recurso Extraordinário 568.645- RG, Rel. Min. Cármen Lúcia, entendeu que a execução de valores singularizados a integrantes de litisconsórcio facultativo não viola o § 8... do art. 100 da Constituição, que trata da regra de pagamento por meio de precatório. Veja-se, por oportuno, a ementa do referido julgado: ‘REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, e não de ação com litisconsórcio facultativo. Porém, o caso merece o mesmo tratamento do julgado supracitado, tendo em vista que a lógica da decisão é a mesma, ao concluir que ‘a execução promovida deve considerar cada litigante autonomamente, sem importar em fracionamento, pois será dado a cada um o que é devido segundo a sentença proferida’. Nesse sentido, veja-se o Recurso Extraordinário 700.416-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL POSSIBILIDADE JURÍDICA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM PROCESSO COLETIVO. - O fato de tratar-se de mandado de segurança coletivo não representa obstáculo para que o interessado, favorecido pela sentença mandamental coletiva, promova , ele próprio, desde que integrante do grupo ou categoria processualmente substituídos pela parte 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento.’ Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, e não de ação com litisconsórcio facultativo. Porém, o caso merece o mesmo tratamento do julgado supracitado, tendo em vista que a lógica da decisão é a mesma, ao concluir que ‘a execução promovida deve considerar cada litigante autonomamente, sem importar em fracionamento, pois será dado a cada um o que é devido segundo a sentença proferida’. Nesse sentido, veja-se o Recurso Extraordinário 700.416-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, assim ementado: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL POSSIBILIDADE JURÍDICA RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO . POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA PROFERIDA EM PROCESSO COLETIVO. - O fato de tratar-se de mandado de segurança coletivo não representa obstáculo para que o interessado, favorecido pela sentença mandamental coletiva, promova , ele próprio, desde que integrante do grupo ou categoria processualmente substituídos pela parte 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA impetrante, a execução individual desse mesmo julgado. Doutrina . Precedentes.’ Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. Ademais, o óbice ao fracionamento, na linha da jurisprudência desta Corte, impossibilita a adoção por um mesmo credor e para um mesmo crédito dos regimes de execução por precatório e de requisição de pequeno valor de modo concomitante, a fim de assegurar a estrita observância da ordem cronológica de pagamento dos precatórios. Nessa linha são os precedentes citados na peça recursal. No entanto, não é o que ocorre nos autos. 3. Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, sem qualquer fracionamento do valor devido a cada um dos beneficiários, situação que não viola o disposto no art. 100, § 8..., da Constituição Federal, nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido e tratando de controvérsia análoga à dos autos, confira-se o seguinte precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (Constituição Federal de 1988, ART. 100, § 3...) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (Código de Processo Civil, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO.“ (Recurso Extraordinário 861.054-AgR, Rel. Min. Celso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA impetrante, a execução individual desse mesmo julgado. Doutrina . Precedentes.’ Diante do exposto, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil e no art. 21, § 1..., do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso.” 2. Ademais, o óbice ao fracionamento, na linha da jurisprudência desta Corte, impossibilita a adoção por um mesmo credor e para um mesmo crédito dos regimes de execução por precatório e de requisição de pequeno valor de modo concomitante, a fim de assegurar a estrita observância da ordem cronológica de pagamento dos precatórios. Nessa linha são os precedentes citados na peça recursal. No entanto, não é o que ocorre nos autos. 3. Na espécie, trata-se de execução individual decorrente de ação coletiva, sem qualquer fracionamento do valor devido a cada um dos beneficiários, situação que não viola o disposto no art. 100, § 8..., da Constituição Federal, nos termos da jurisprudência desta Corte. Nesse sentido e tratando de controvérsia análoga à dos autos, confira-se o seguinte precedente: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (Constituição Federal de 1988, ART. 100, § 3...) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (Código de Processo Civil, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO.“ (Recurso Extraordinário 861.054-AgR, Rel. Min. Celso 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA de Mello) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA de Mello) 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601811 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803.697 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DO MARANHÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO MARANHÃO AGDO.(A/S) : EMANOEL JANSEN RODRIGUES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : DORIANA DOS SANTOS CAMELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601811 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 568 . 645 - RG", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 803697", "Recurso Extraordinário 700 . 416 - AgR", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 700 . 416 - AgR", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 861 . 054 - AgR", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "Recurso Extraordinário 729 . 107 - - RG / DF", "Recurso Extraordinário 861 . 054 - AgR", "Recurso Extraordinário 803697", "Recurso Extraordinário 803697 AGR / MA", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 803 . 697" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 100 , § 8 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PARA O CARGO CONCORRIDO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581709. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, que decidiu serem equivalentes os títulos de Técnico em Petróleo e Gás e de Técnico Químico, para os efeitos do edital do concurso ao qual se submeteu o Agravado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do edital e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, que decidiu serem equivalentes os títulos de Técnico em Petróleo e Gás e de Técnico Químico, para os efeitos do edital do concurso ao qual se submeteu o Agravado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do edital e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 910443 AGR / RN 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SARGENTO DE POLÍCIA MILITAR. EXAME FÍSICO. CRITÉRIOS ESTIPULADOS EM EDITAL. REEXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. (...). IV - Agravo regimental improvido” (RE 541.350-AgR/RR, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, Primeira Turma, DJ 11.4.2011). (...) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.9.2015, Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás interpõe, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma ser “evidente que a análise das violações por parte do v. acórdão recorrido prescinde do exame do conjunto fático-probatório constante dos autos, como também de qualquer interpretação de cláusula editalícia, bastando, simplesmente, o seu enquadramento jurídico à exegese dos dispositivos constitucionais supramencionados”. Assevera-se que “a constatação de que os dispositivos constitucionais foram violados, decorre do confronto das razões recursais apresentadas pela Recorrente com os termos v. acórdão recorrido, termos esses que não deixam dúvidas de que o Poder Judiciário extrapolou o limite do mero exame da legalidade ao engendrar em uma análise eminentemente técnica para decidir pela permanência do Recorrido no certame sem o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SARGENTO DE POLÍCIA MILITAR. EXAME FÍSICO. CRITÉRIOS ESTIPULADOS EM EDITAL. REEXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. (...). IV - Agravo regimental improvido” (RE 541.350-AgR/RR, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, Primeira Turma, DJ 11.4.2011). (...) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.9.2015, Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás interpõe, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma ser “evidente que a análise das violações por parte do v. acórdão recorrido prescinde do exame do conjunto fático-probatório constante dos autos, como também de qualquer interpretação de cláusula editalícia, bastando, simplesmente, o seu enquadramento jurídico à exegese dos dispositivos constitucionais supramencionados”. Assevera-se que “a constatação de que os dispositivos constitucionais foram violados, decorre do confronto das razões recursais apresentadas pela Recorrente com os termos v. acórdão recorrido, termos esses que não deixam dúvidas de que o Poder Judiciário extrapolou o limite do mero exame da legalidade ao engendrar em uma análise eminentemente técnica para decidir pela permanência do Recorrido no certame sem o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 910443 AGR / RN atendimento a qualificação profissional especificada no edital, violando a seara da Administração Pública, em clara ofensa ao princípio da separação dos poderes (art. 2º da Constituição Federal)”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN atendimento a qualificação profissional especificada no edital, violando a seara da Administração Pública, em clara ofensa ao princípio da separação dos poderes (art. 2º da Constituição Federal)”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “No mérito, como bem explana o Ministério Público, o edital não limita o exercício do cargo a uma só área de conhecimento, mas permite a atuação profissional de técnicos dos mais variados cursos, tais como Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Inspeção de Equipamentos, Mecânica, Metalurgia, Fabricação Mecânica, Mecatrônica ou Química. Além disso, o edital requer o registro no respectivo Conselho de Classe, como técnico. Assim, o cargo de técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior pode ser exercido por profissionais com atuação em áreas diversas. É de se notar que a qualificação do impetrante corresponde às atividades da apelada e está diretamente ligada à atuação dos técnicos em Química, tanto que o impetrante está inscrito nos Conselhos Federal e Regional de Química. Além disso, há nos autos declaração do Presidente do Conselho Regional de Química no sentido de que o impetrante está habilitado a executar as atribuições do cargo para o qual ele fez o concurso”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise e interpretação das cláusulas do edital do concurso e reexame do conjunto probatório. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “No mérito, como bem explana o Ministério Público, o edital não limita o exercício do cargo a uma só área de conhecimento, mas permite a atuação profissional de técnicos dos mais variados cursos, tais como Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Inspeção de Equipamentos, Mecânica, Metalurgia, Fabricação Mecânica, Mecatrônica ou Química. Além disso, o edital requer o registro no respectivo Conselho de Classe, como técnico. Assim, o cargo de técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior pode ser exercido por profissionais com atuação em áreas diversas. É de se notar que a qualificação do impetrante corresponde às atividades da apelada e está diretamente ligada à atuação dos técnicos em Química, tanto que o impetrante está inscrito nos Conselhos Federal e Regional de Química. Além disso, há nos autos declaração do Presidente do Conselho Regional de Química no sentido de que o impetrante está habilitado a executar as atribuições do cargo para o qual ele fez o concurso”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise e interpretação das cláusulas do edital do concurso e reexame do conjunto probatório. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 910443 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA DE CURSO MÉDIO NO CARGO DE TÉCNICO EM METALURGIA OU MECÂNICA. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULA 454 DO SUPREMO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. (...) 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 706.187-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APTIDÃO PARA O CARGO DE OPERADOR DA PETROBRÁS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 804.227- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Aptidão laborativa. Normas aplicáveis. Cláusulas do instrumento convocatório. Análise. Impossibilidade. Fatos e provas. Reexame. Inviabilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nas normas pertinentes e no edital do certame, bem como nos fatos e nas provas dos autos, que o ora agravado era apto para o exercício do cargo para o qual prestou concurso público. 2. Inviável a revisão de tal entendimento, haja vista os óbices das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 773.002-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.4.2014). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA DE CURSO MÉDIO NO CARGO DE TÉCNICO EM METALURGIA OU MECÂNICA. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULA 454 DO SUPREMO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. (...) 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 706.187-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APTIDÃO PARA O CARGO DE OPERADOR DA PETROBRÁS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 804.227- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Aptidão laborativa. Normas aplicáveis. Cláusulas do instrumento convocatório. Análise. Impossibilidade. Fatos e provas. Reexame. Inviabilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nas normas pertinentes e no edital do certame, bem como nos fatos e nas provas dos autos, que o ora agravado era apto para o exercício do cargo para o qual prestou concurso público. 2. Inviável a revisão de tal entendimento, haja vista os óbices das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 773.002-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.4.2014). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 910443 AGR / RN “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Concurso público para provimento do cargo de técnico de projeto, construção e montagem I – mecânica – da PETROBRÁS. 3. Laudo pericial que atestou a capacidade laborativa da candidata. Controvérsia que depende do exame prévio de normas editalícias e da revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 749.897-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.8.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Concurso público para provimento do cargo de técnico de projeto, construção e montagem I – mecânica – da PETROBRÁS. 3. Laudo pericial que atestou a capacidade laborativa da candidata. Controvérsia que depende do exame prévio de normas editalícias e da revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 749.897-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.8.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) : TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) : ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553093 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) : TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) : ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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2015-10-06T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PARA O CARGO CONCORRIDO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur325294
- Acórdão(s) citado(s): (CONCURSO PÚBLICO, HABILITAÇÃO TÉCNICA) ARE 706187, ARE 749897 AgR (2ªT), ARE 773002 AgR (1ªT), ARE 804227 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/10/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
910443
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910443 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) : TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) : ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. HABILITAÇÃO PARA O CARGO CONCORRIDO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NO CONJUNTO PROBATÓRIO E NAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CONCURSO. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581709. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, que decidiu serem equivalentes os títulos de Técnico em Petróleo e Gás e de Técnico Químico, para os efeitos do edital do concurso ao qual se submeteu o Agravado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do edital e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) :TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) :ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 10.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, que decidiu serem equivalentes os títulos de Técnico em Petróleo e Gás e de Técnico Químico, para os efeitos do edital do concurso ao qual se submeteu o Agravado. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, das cláusulas do edital e da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Civil), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incidem as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. OBSERVÂNCIA DAS REGRAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. SÚMULAS NS. 279 E 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 910443 AGR / RN 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SARGENTO DE POLÍCIA MILITAR. EXAME FÍSICO. CRITÉRIOS ESTIPULADOS EM EDITAL. REEXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. (...). IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 541.350-AgR/RR, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, Primeira Turma, DJ 11.4.2011). (...) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.9.2015, Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás interpõe, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma ser “evidente que a análise das violações por parte do v. acórdão recorrido prescinde do exame do conjunto fático-probatório constante dos autos, como também de qualquer interpretação de cláusula editalícia, bastando, simplesmente, o seu enquadramento jurídico à exegese dos dispositivos constitucionais supramencionados”. Assevera-se que “a constatação de que os dispositivos constitucionais foram violados, decorre do confronto das razões recursais apresentadas pela Recorrente com os termos v. acórdão recorrido, termos esses que não deixam dúvidas de que o Poder Judiciário extrapolou o limite do mero exame da legalidade ao engendrar em uma análise eminentemente técnica para decidir pela permanência do Recorrido no certame sem o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN 784.815-AgR/BA, de minha relatoria, Segunda Turma, DJ 24.2.2014). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. SARGENTO DE POLÍCIA MILITAR. EXAME FÍSICO. CRITÉRIOS ESTIPULADOS EM EDITAL. REEXAME DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOVAÇÃO DE MATÉRIA EM AGRAVO REGIMENTAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. (...). IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 541.350-AgR/RR, Relator o Ministro Ricardo Lewandwski, Primeira Turma, DJ 11.4.2011). (...) 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.9.2015, Petróleo Brasileiro S/A Petrobrás interpõe, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante afirma ser “evidente que a análise das violações por parte do v. acórdão recorrido prescinde do exame do conjunto fático-probatório constante dos autos, como também de qualquer interpretação de cláusula editalícia, bastando, simplesmente, o seu enquadramento jurídico à exegese dos dispositivos constitucionais supramencionados”. Assevera-se que “a constatação de que os dispositivos constitucionais foram violados, decorre do confronto das razões recursais apresentadas pela Recorrente com os termos v. acórdão recorrido, termos esses que não deixam dúvidas de que o Poder Judiciário extrapolou o limite do mero exame da legalidade ao engendrar em uma análise eminentemente técnica para decidir pela permanência do Recorrido no certame sem o 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 910443 AGR / RN atendimento a qualificação profissional especificada no edital, violando a seara da Administração Pública, em clara ofensa ao princípio da separação dos poderes (art. 2... da Constituição Federal)”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN atendimento a qualificação profissional especificada no edital, violando a seara da Administração Pública, em clara ofensa ao princípio da separação dos poderes (art. 2... da Constituição Federal)”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581710. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “No mérito, como bem explana o Ministério Público, o edital não limita o exercício do cargo a uma só área de conhecimento, mas permite a atuação profissional de técnicos dos mais variados cursos, tais como Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Inspeção de Equipamentos, Mecânica, Metalurgia, Fabricação Mecânica, Mecatrônica ou Química. Além disso, o edital requer o registro no respectivo Conselho de Classe, como técnico. Assim, o cargo de técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior pode ser exercido por profissionais com atuação em áreas diversas. É de se notar que a qualificação do impetrante corresponde às atividades da apelada e está diretamente ligada à atuação dos técnicos em Química, tanto que o impetrante está inscrito nos Conselhos Federal e Regional de Química. Além disso, há nos autos declaração do Presidente do Conselho Regional de Química no sentido de que o impetrante está habilitado a executar as atribuições do cargo para o qual ele fez o concurso”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise e interpretação das cláusulas do edital do concurso e reexame do conjunto probatório. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 RIO GRANDE DO NORTE V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Federal Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “No mérito, como bem explana o Ministério Público, o edital não limita o exercício do cargo a uma só área de conhecimento, mas permite a atuação profissional de técnicos dos mais variados cursos, tais como Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Inspeção de Equipamentos, Mecânica, Metalurgia, Fabricação Mecânica, Mecatrônica ou Química. Além disso, o edital requer o registro no respectivo Conselho de Classe, como técnico. Assim, o cargo de técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações Júnior pode ser exercido por profissionais com atuação em áreas diversas. É de se notar que a qualificação do impetrante corresponde às atividades da apelada e está diretamente ligada à atuação dos técnicos em Química, tanto que o impetrante está inscrito nos Conselhos Federal e Regional de Química. Além disso, há nos autos declaração do Presidente do Conselho Regional de Química no sentido de que o impetrante está habilitado a executar as atribuições do cargo para o qual ele fez o concurso”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise e interpretação das cláusulas do edital do concurso e reexame do conjunto probatório. A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incidem na espécie as Súmulas ns. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 910443 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA DE CURSO MÉDIO NO CARGO DE TÉCNICO EM METALURGIA OU MECÂNICA. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULA 454 DO SUPREMO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. (...) 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 706.187-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APTIDÃO PARA O CARGO DE OPERADOR DA PETROBRÁS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 804.227- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Aptidão laborativa. Normas aplicáveis. Cláusulas do instrumento convocatório. Análise. Impossibilidade. Fatos e provas. Reexame. Inviabilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nas normas pertinentes e no edital do certame, bem como nos fatos e nas provas dos autos, que o ora agravado era apto para o exercício do cargo para o qual prestou concurso público. 2. Inviável a revisão de tal entendimento, haja vista os óbices das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 773.002-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.4.2014). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA DE CURSO MÉDIO NO CARGO DE TÉCNICO EM METALURGIA OU MECÂNICA. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS DO EDITAL DO CERTAME. SÚMULA 454 DO SUPREMO. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DESTA CORTE. (...) 7. Agravo regimental desprovido” (ARE n. 706.187-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 2.10.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APTIDÃO PARA O CARGO DE OPERADOR DA PETROBRÁS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 804.227- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 15.8.2014). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concurso público. Aptidão laborativa. Normas aplicáveis. Cláusulas do instrumento convocatório. Análise. Impossibilidade. Fatos e provas. Reexame. Inviabilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento nas normas pertinentes e no edital do certame, bem como nos fatos e nas provas dos autos, que o ora agravado era apto para o exercício do cargo para o qual prestou concurso público. 2. Inviável a revisão de tal entendimento, haja vista os óbices das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n. 773.002-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 28.4.2014). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 910443 AGR / RN “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Concurso público para provimento do cargo de técnico de projeto, construção e montagem I – mecânica – da PETROBRÁS. 3. Laudo pericial que atestou a capacidade laborativa da candidata. Controvérsia que depende do exame prévio de normas editalícias e da revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 749.897-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.8.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Supremo Tribunal Federal ARE 910443 AGR / RN “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Concurso público para provimento do cargo de técnico de projeto, construção e montagem I – mecânica – da PETROBRÁS. 3. Laudo pericial que atestou a capacidade laborativa da candidata. Controvérsia que depende do exame prévio de normas editalícias e da revisão do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência da súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 749.897-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 12.8.2013). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581711. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) : TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) : ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553093 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.443 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : PETROLEO BRASILEIRO S/A PETROBRAS ADV.(A/S) : TACIANA MATIAS BRAZ DE ALMEIDA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MACIANO DANTAS DA SILVA ADV.(A/S) : ALDEMAR XAVIER DE PAIVA NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553093 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS NS . 279", "SÚMULAS NS . 279", "Súmulas ns . 279", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 910443 AGR / RN 784 . 815 - AgR / BA", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 541 . 350 - AgR / RR", "ARE 910443 AGR / RN 784 . 815 - AgR / BA", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 541 . 350 - AgR / RR", "ARE 910443 AGR / RN", "Súmulas ns . 279", "Súmulas ns . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910443 AGR / RN", "SÚMULA 454 DO SUPREMO", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "ARE n . 706 . 187 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 804 . 227 - AgR", "Súmulas ns 636 , 454", "ARE 910443 AGR / RN", "SÚMULA 454 DO SUPREMO", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "ARE n . 706 . 187 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 804 . 227 - AgR", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 773 . 002 - AgR", "ARE 910443 AGR / RN", "ARE n . 749 . 897 - AgR", "ARE 910443 AGR /", "ARE n . 749 . 897 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Restauração de autos. Existência de cópia autêntica do feito. Desnecessidade de observância do procedimento previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. Cópia autêntica que se considera como original (art. 541, § 1º, CPP). Nulidade inexistente. Alegada ausência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença, do qual constaria o desejo do recorrente de apelar da sentença. Questão relevante, diante do reconhecimento da intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Matéria, todavia, não suscitada quando da restauração dos autos. Controvérsia a respeito da existência dessa manifestação de vontade. Questão insuscetível de resolução na via estreita do habeas corpus, por demandar dilação probatória. Recurso não provido. 1. A existência de cópia autêntica dos autos torna dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não admite, na via estreita do habeas corpus, questão controvertida que demande dilação probatória. Precedentes. 3. O caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez (RHC nº 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). 4. Diante da ausência, nos autos restaurados, de cópia do verso do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 125241 / GO mandado de intimação da sentença, do qual supostamente constaria o desejo do recorrente de apelar, a controvérsia a respeito da tempestiva interposição desse recurso pelo próprio réu é insuscetível de resolução em sede de habeas corpus. 5. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário e determinar a correção da autuação, com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO mandado de intimação da sentença, do qual supostamente constaria o desejo do recorrente de apelar, a controvérsia a respeito da tempestiva interposição desse recurso pelo próprio réu é insuscetível de resolução em sede de habeas corpus. 5. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário e determinar a correção da autuação, com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu parcialmente do HC nº 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Aduz o recorrente que, após extravio dos autos do processo em que figurava como réu perante a 8ª Vara Criminal de Goiânia/GO, procedeu- se à sua restauração com cópias tão somente do anverso das peças processuais, “ficando prejudicada[s] as manifestações, data de juntada, certidões, que foram apostas no verso das páginas”. Sustenta o recorrente que houve cerceamento de defesa, uma vez que o Tribunal de Justiça de Goiás não conheceu de sua apelação em razão da intempestividade do recurso interposto por seu defensor, quando o próprio recorrente, nos termos do art. 578 do Código de Processo Penal, já havia manifestado perante o oficial de justiça, em 19/11/10, no verso do mandado de intimação, o desejo de apelar. Afirma o recorrente que “a nulidade do processo de restauração de autos é questão de ordem pública, não se convalesce com o tempo”. Relata que a própria escrivã da 8ª Vara Criminal de Goiânia, em cumprimento a determinação daquele juízo, certificou que “houve interposição de recurso de apelação por alguns dos sentenciados, sendo que não me recordo quem recorreu da sentença”. Prossegue o recorrente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu parcialmente do HC nº 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Aduz o recorrente que, após extravio dos autos do processo em que figurava como réu perante a 8ª Vara Criminal de Goiânia/GO, procedeu- se à sua restauração com cópias tão somente do anverso das peças processuais, “ficando prejudicada[s] as manifestações, data de juntada, certidões, que foram apostas no verso das páginas”. Sustenta o recorrente que houve cerceamento de defesa, uma vez que o Tribunal de Justiça de Goiás não conheceu de sua apelação em razão da intempestividade do recurso interposto por seu defensor, quando o próprio recorrente, nos termos do art. 578 do Código de Processo Penal, já havia manifestado perante o oficial de justiça, em 19/11/10, no verso do mandado de intimação, o desejo de apelar. Afirma o recorrente que “a nulidade do processo de restauração de autos é questão de ordem pública, não se convalesce com o tempo”. Relata que a própria escrivã da 8ª Vara Criminal de Goiânia, em cumprimento a determinação daquele juízo, certificou que “houve interposição de recurso de apelação por alguns dos sentenciados, sendo que não me recordo quem recorreu da sentença”. Prossegue o recorrente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 125241 / GO “Bem verdade ainda que o art. 541, § 1º, [do Código de Processo Penal] aduz que se houver e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo, será uma ou outra considerada como original. Todavia, as dúvidas são lançadas pela própria escrivã que afirma que não sabe dizer quem apelou (...). Ora, se a escrivã certifica que não sabe quem apelou, o disposto no art. 541 § 1º está comprometido (...). Não se trata de preclusão, da defesa não se insurgir, trata[-se] de questão de ordem pública, de segurança jurídica.” Ante o exposto, requer que se conheça do recurso e que a ele seja dado provimento, com a concessão da ordem de habeas corpus para o “fim de anular o processo desde o momento em que a restauração não foi feita” ou, alternativamente, para determinar que a apelação do recorrente seja analisada. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. O recorrente, em 17/6/15, por intermédio da petição nº 30.466/15 – STF, promoveu a juntada de novos documentos aos autos, aduzindo “trata[r]-se de ocorrência policial que ficou escondida das visas dos paciente e seus advogados, que só foi descoberta em decorrência de buscas e requerimentos junto a delegacias de policia em Goiânia, bem ainda a representação do Sr. Delegado de Policia pela busca e apreensão a fim de conseguir partes do processo extraviado. Nas declarações da escrivã em delegacia a mesma informa que não possui copias dos autos, depois de conseguido o intento por força policial (busca e apreensão), a mesma relata no processo (em fase de restauração) que possuía copias autênticas”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO “Bem verdade ainda que o art. 541, § 1º, [do Código de Processo Penal] aduz que se houver e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo, será uma ou outra considerada como original. Todavia, as dúvidas são lançadas pela própria escrivã que afirma que não sabe dizer quem apelou (...). Ora, se a escrivã certifica que não sabe quem apelou, o disposto no art. 541 § 1º está comprometido (...). Não se trata de preclusão, da defesa não se insurgir, trata[-se] de questão de ordem pública, de segurança jurídica.” Ante o exposto, requer que se conheça do recurso e que a ele seja dado provimento, com a concessão da ordem de habeas corpus para o “fim de anular o processo desde o momento em que a restauração não foi feita” ou, alternativamente, para determinar que a apelação do recorrente seja analisada. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. O recorrente, em 17/6/15, por intermédio da petição nº 30.466/15 – STF, promoveu a juntada de novos documentos aos autos, aduzindo “trata[r]-se de ocorrência policial que ficou escondida das visas dos paciente e seus advogados, que só foi descoberta em decorrência de buscas e requerimentos junto a delegacias de policia em Goiânia, bem ainda a representação do Sr. Delegado de Policia pela busca e apreensão a fim de conseguir partes do processo extraviado. Nas declarações da escrivã em delegacia a mesma informa que não possui copias dos autos, depois de conseguido o intento por força policial (busca e apreensão), a mesma relata no processo (em fase de restauração) que possuía copias autênticas”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 125241 / GO É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu em parte do HC nº 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. INCIDENTE DE RESTAURAÇÃO DOS AUTOS. CARÁTER SUBSIDIÁRIO. DESNECESSIDADE QUANDO EXISTE CÓPIA INTEGRAL DO PROCESSO EM CARTÓRIO. PREJUÍZO DECORRENTE DA FALTA DE RESTAURAÇÃO DA INTIMAÇÃO DO RÉU DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. MATÉRIA SUSCITADA ORIGINALMENTE PERANTE O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE DEMANDA DILAÇÃO PROBATÓRIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO APELO RECONHECIDA COM FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E DENEGADA. 1. Dispõe o Código de Processo Penal - art. 541, caput, e § 1º -, que sendo os autos originais de ação penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. O incidente de restauração dos autos possui caráter subsidiário, sendo providência dispensável na hipótese, pela existência de cópia integral do Processo em cartório. 2. O alegado prejuízo decorrente da eventual ausência de restauração do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, onde o Paciente teria dado o seu ciente e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu em parte do HC nº 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. INCIDENTE DE RESTAURAÇÃO DOS AUTOS. CARÁTER SUBSIDIÁRIO. DESNECESSIDADE QUANDO EXISTE CÓPIA INTEGRAL DO PROCESSO EM CARTÓRIO. PREJUÍZO DECORRENTE DA FALTA DE RESTAURAÇÃO DA INTIMAÇÃO DO RÉU DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. MATÉRIA SUSCITADA ORIGINALMENTE PERANTE O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE DEMANDA DILAÇÃO PROBATÓRIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO APELO RECONHECIDA COM FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E DENEGADA. 1. Dispõe o Código de Processo Penal - art. 541, caput, e § 1º -, que sendo os autos originais de ação penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. O incidente de restauração dos autos possui caráter subsidiário, sendo providência dispensável na hipótese, pela existência de cópia integral do Processo em cartório. 2. O alegado prejuízo decorrente da eventual ausência de restauração do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, onde o Paciente teria dado o seu ciente e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO manifestado tempestivamente a intenção de recorrer, além de demandar dilação probatória para seu reconhecimento, não foi suscitado nas instâncias ordinárias, o que impede esta Corte Superior de apreciar originariamente a matéria, sob pena de supressão de instância. 3. Ademais, a intempestividade do apelo defensivo foi reconhecida nos exatos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último ocorrer, independentemente da ordem em que realizada. No caso, intimado em primeiro lugar o Defensor, a fluência do prazo se condicionou à intimação do réu, sendo o recurso apresentado após escoar o quinquídio legal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e denegado”. Essa é a razão por que se insurge o recorrente. A alegada nulidade do procedimento de restauração dos autos não vinga. O art. 541, § 1º, do Código de Processo Penal, ao dispor sobre a restauração de autos extraviados, determina que, se existir e for exibida cópia autêntica do processo, será considerada como original. Na espécie, em face da subtração dos autos, foi ordenada sua restauração, mas, como a serventia obteve sua cópia, o juízo de primeiro grau considerou-a original e, corretamente, deu seguimento ao feito. Embora, ao que conste dos novos documentos apresentados pelo recorrente, por intermédio da petição nº 30.466/15-STF, essa cópia aparentemente não estivesse em poder da serventia, mas sim do Conselho Regional de Medicina de Goiás, não há dúvida razoável quanto à sua autenticidade, máxime considerando-se que essa cópia teria sido encaminhada àquele Conselho pelo próprio juízo de primeiro grau para a adoção de providências de caráter disciplinar em relação ao recorrente, que é médico. Aliás, o próprio recorrente, em petição ao “Conselheiro Instrutor do Processo Ético Profissional nº 042/2007”, datada de 14/2/11, admite que os documentos que estavam em poder do Conselho Regional de Medicina 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO manifestado tempestivamente a intenção de recorrer, além de demandar dilação probatória para seu reconhecimento, não foi suscitado nas instâncias ordinárias, o que impede esta Corte Superior de apreciar originariamente a matéria, sob pena de supressão de instância. 3. Ademais, a intempestividade do apelo defensivo foi reconhecida nos exatos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último ocorrer, independentemente da ordem em que realizada. No caso, intimado em primeiro lugar o Defensor, a fluência do prazo se condicionou à intimação do réu, sendo o recurso apresentado após escoar o quinquídio legal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e denegado”. Essa é a razão por que se insurge o recorrente. A alegada nulidade do procedimento de restauração dos autos não vinga. O art. 541, § 1º, do Código de Processo Penal, ao dispor sobre a restauração de autos extraviados, determina que, se existir e for exibida cópia autêntica do processo, será considerada como original. Na espécie, em face da subtração dos autos, foi ordenada sua restauração, mas, como a serventia obteve sua cópia, o juízo de primeiro grau considerou-a original e, corretamente, deu seguimento ao feito. Embora, ao que conste dos novos documentos apresentados pelo recorrente, por intermédio da petição nº 30.466/15-STF, essa cópia aparentemente não estivesse em poder da serventia, mas sim do Conselho Regional de Medicina de Goiás, não há dúvida razoável quanto à sua autenticidade, máxime considerando-se que essa cópia teria sido encaminhada àquele Conselho pelo próprio juízo de primeiro grau para a adoção de providências de caráter disciplinar em relação ao recorrente, que é médico. Aliás, o próprio recorrente, em petição ao “Conselheiro Instrutor do Processo Ético Profissional nº 042/2007”, datada de 14/2/11, admite que os documentos que estavam em poder do Conselho Regional de Medicina 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO de Goiás haviam sido extraídos do processo criminal contra ele movido (vide anexo 34, fl. 8). O fato de a escrivã, no boletim de ocorrência lavrado em razão da subtração dos autos (anexo 34, fl. 1/2), ter inicialmente mencionado que não dispunha de autos suplementares não obstava que, posteriormente, pudesse localizar, na própria serventia, cópias do feito. Não bastasse isso, há certidão datada de 3/2/11 dando conta de que a escrivã recebeu do Promotor de Justiça diversas cópias do processo para juntada aos autos restaurados em momento oportuno (anexo 27, fl. 3). Dessa feita, em que pese o esforço do recorrente, diante da existência de elementos idôneos de convicção a respeito da autenticidade das cópias obtidas, efetivamente era dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. Nesse sentido, aliás, o magistério de Hélio Tornaghi (Curso de Processo Penal. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 292). Como salientou o julgado ora hostilizado: “No caso, os autos foram subtraídos no dia 28 de janeiro de 2011, após a prolação da sentença, em 12 de novembro de 2010, e a intimação pessoal de todos os réus, inclusive do Paciente, que foi o último a tomar ciência do teor da condenação, no dia 19 de novembro de 2010. Dispõe o Código de Processo Penal que sendo os autos originais de processo penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. Como não havia a necessidade de qualquer diligência, uma vez que existia no Cartório Judicial cópia autenticada de todo o processo, o MM Juiz processante dispensou o procedimento de restauração dos autos, aplicando o disposto no art. 541, caput, e § 1º do Código de Processo Penal. A Defesa de todos acusados foi intimada dessa decisão, sem qualquer irresignação. Contudo, posteriormente, a Defensora do Paciente requereu a aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do Código de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO de Goiás haviam sido extraídos do processo criminal contra ele movido (vide anexo 34, fl. 8). O fato de a escrivã, no boletim de ocorrência lavrado em razão da subtração dos autos (anexo 34, fl. 1/2), ter inicialmente mencionado que não dispunha de autos suplementares não obstava que, posteriormente, pudesse localizar, na própria serventia, cópias do feito. Não bastasse isso, há certidão datada de 3/2/11 dando conta de que a escrivã recebeu do Promotor de Justiça diversas cópias do processo para juntada aos autos restaurados em momento oportuno (anexo 27, fl. 3). Dessa feita, em que pese o esforço do recorrente, diante da existência de elementos idôneos de convicção a respeito da autenticidade das cópias obtidas, efetivamente era dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. Nesse sentido, aliás, o magistério de Hélio Tornaghi (Curso de Processo Penal. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 292). Como salientou o julgado ora hostilizado: “No caso, os autos foram subtraídos no dia 28 de janeiro de 2011, após a prolação da sentença, em 12 de novembro de 2010, e a intimação pessoal de todos os réus, inclusive do Paciente, que foi o último a tomar ciência do teor da condenação, no dia 19 de novembro de 2010. Dispõe o Código de Processo Penal que sendo os autos originais de processo penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. Como não havia a necessidade de qualquer diligência, uma vez que existia no Cartório Judicial cópia autenticada de todo o processo, o MM Juiz processante dispensou o procedimento de restauração dos autos, aplicando o disposto no art. 541, caput, e § 1º do Código de Processo Penal. A Defesa de todos acusados foi intimada dessa decisão, sem qualquer irresignação. Contudo, posteriormente, a Defensora do Paciente requereu a aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do Código de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO Processo Penal, para que pudesse se manifestar sobre a reprodução do processo apresentado. O pedido foi indeferido pelo MM Magistrado de primeiro grau, nos seguintes termos ‘1) A defesa do réu ANTONIO CLARET pleiteou a dilação do prazo de vista dos autos, alegando que o prazo de cinco dias concedido por este Juízo é pequeno. Requereu ainda a aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do CPP, com a citação das partes para o processo de restauração de autos, bem como a designação de audiência para oitiva das partes, onde far-se-ão referência a todos os pontos em que estiverem concordes e a conferência das certidões de demais reproduções do processo apresentado. Verifica-se a partir da decisão de fls. 1623/1624 que o procedimento de restauração de autos foi dispensado, tendo em vista que as cópias juntadas aos autos são autênticas, aplicando-se o disposto no art. 541, ‘caput’ e § 1º, do CPP, não sendo o caso de aplicar-se o art. 541, § 2º, do CPP, somente incidente em falta de cópia autêntica, o que não é o caso. Além disso, da decisão que considerou o processo restaurado houve a intimação das partes (fls. 1644/1645), encontrando-se precluso o prazo para questionamento acerca da restauração. Portanto, indefiro o pedido de aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do CPP.’ (fl. 1.773). Correta a decisão. Como bem ressaltou o acórdão que julgou o apelo dos corréus, "as providências descritas no § 2º, do art. 541, do CPP, tem caráter subsidiário, ou seja, devem ser observada somente na hipótese de inexistência de cópias autenticadas ou certidão do processo, fazendo nascer, dessa forma, um procedimento mais complexo de restauração" (fl .2.015), o que não é o caso, posto que existente cópia integral do processo em cartório.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO Processo Penal, para que pudesse se manifestar sobre a reprodução do processo apresentado. O pedido foi indeferido pelo MM Magistrado de primeiro grau, nos seguintes termos ‘1) A defesa do réu ANTONIO CLARET pleiteou a dilação do prazo de vista dos autos, alegando que o prazo de cinco dias concedido por este Juízo é pequeno. Requereu ainda a aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do CPP, com a citação das partes para o processo de restauração de autos, bem como a designação de audiência para oitiva das partes, onde far-se-ão referência a todos os pontos em que estiverem concordes e a conferência das certidões de demais reproduções do processo apresentado. Verifica-se a partir da decisão de fls. 1623/1624 que o procedimento de restauração de autos foi dispensado, tendo em vista que as cópias juntadas aos autos são autênticas, aplicando-se o disposto no art. 541, ‘caput’ e § 1º, do CPP, não sendo o caso de aplicar-se o art. 541, § 2º, do CPP, somente incidente em falta de cópia autêntica, o que não é o caso. Além disso, da decisão que considerou o processo restaurado houve a intimação das partes (fls. 1644/1645), encontrando-se precluso o prazo para questionamento acerca da restauração. Portanto, indefiro o pedido de aplicação do disposto no art. 541, § 2º, do CPP.’ (fl. 1.773). Correta a decisão. Como bem ressaltou o acórdão que julgou o apelo dos corréus, "as providências descritas no § 2º, do art. 541, do CPP, tem caráter subsidiário, ou seja, devem ser observada somente na hipótese de inexistência de cópias autenticadas ou certidão do processo, fazendo nascer, dessa forma, um procedimento mais complexo de restauração" (fl .2.015), o que não é o caso, posto que existente cópia integral do processo em cartório.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO Outrossim, o recorrente teve a possibilidade de conferir as cópias utilizadas para a recomposição dos autos, de impugnar eventuais omissões ou incorreções e de juntar documentos ”para provar o teor do processo extraviado ou destruído” (art. 543, V, do Código de Processo Penal), mas quedou-se inerte. Registre-se que o juízo de primeiro grau, atendendo ao pleito do defensor do recorrente, que alegou ser insuficiente o prazo de cinco dias para conferência das cópias utilizadas para a recomposição dos autos, concedeu-lhe vista dos autos pelo prazo de quinze dias (anexo 27, fl. 64). Não cabe agora, após o reconhecimento da intempestividade do recurso interposto pelo seu então defensor, verberar contra a suposta inexistência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença. Aliás, em suas razões de apelação, insurgiu-se o ora recorrente, genericamente, contra a inobservância do art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal, sem qualquer referência específica ao mandado de intimação da sentença (anexo 27, fls. 159/160 ou e-STJ fls. 1.868/1.869) Por sua vez, a certidão da escrivã da 8ª Vara Criminal não tem a força probante que lhe pretende emprestar o recorrente, que busca infirmar a decisão que declarou originais as cópias apresentadas (anexo 27, fl. 17). Tanto isso é verdade que o art. 541, § 2º, “a”, do Código de Processo Penal determina que “o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua lembrança, e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros”. Ademais, embora a escrivã não se recordasse de quem exatamente teria apelado da sentença, a reconstituição dos autos permitiu elucidar essa questão, sem que houvesse impugnação específica e oportuna do recorrente. É bem verdade que, nos termos dos arts. 577 e 578 do Código de Processo Penal, o recurso também pode ser interposto pessoalmente pelo réu, por termo nos autos. Como salienta Guilherme de Souza Nucci, ao rechaçar o apego 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO Outrossim, o recorrente teve a possibilidade de conferir as cópias utilizadas para a recomposição dos autos, de impugnar eventuais omissões ou incorreções e de juntar documentos ”para provar o teor do processo extraviado ou destruído” (art. 543, V, do Código de Processo Penal), mas quedou-se inerte. Registre-se que o juízo de primeiro grau, atendendo ao pleito do defensor do recorrente, que alegou ser insuficiente o prazo de cinco dias para conferência das cópias utilizadas para a recomposição dos autos, concedeu-lhe vista dos autos pelo prazo de quinze dias (anexo 27, fl. 64). Não cabe agora, após o reconhecimento da intempestividade do recurso interposto pelo seu então defensor, verberar contra a suposta inexistência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença. Aliás, em suas razões de apelação, insurgiu-se o ora recorrente, genericamente, contra a inobservância do art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal, sem qualquer referência específica ao mandado de intimação da sentença (anexo 27, fls. 159/160 ou e-STJ fls. 1.868/1.869) Por sua vez, a certidão da escrivã da 8ª Vara Criminal não tem a força probante que lhe pretende emprestar o recorrente, que busca infirmar a decisão que declarou originais as cópias apresentadas (anexo 27, fl. 17). Tanto isso é verdade que o art. 541, § 2º, “a”, do Código de Processo Penal determina que “o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua lembrança, e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros”. Ademais, embora a escrivã não se recordasse de quem exatamente teria apelado da sentença, a reconstituição dos autos permitiu elucidar essa questão, sem que houvesse impugnação específica e oportuna do recorrente. É bem verdade que, nos termos dos arts. 577 e 578 do Código de Processo Penal, o recurso também pode ser interposto pessoalmente pelo réu, por termo nos autos. Como salienta Guilherme de Souza Nucci, ao rechaçar o apego 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO desmesurado às formalidades processuais, “outra situação comum é tomar ciência da decisão – seja o acusado, seu defensor ou até mesmo o promotor – colocando a expressão ‘recorro’, o que possibilita considerar interposto o apelo, aguardando-se a formalização” (Código de Processo Penal comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015, p. 1152). Prossegue o referido autor: “Pode o réu recorrer da sentença condenatória assinando o termo que lhe é apresentado pelo Oficial de Justiça, por ocasião de sua intimação pessoal, Assim agindo, recebe o juiz o apelo e abre vista à defesa técnica para, em oito dias, apresentar as razões, ou seja, os fundamentos jurídicos do seu inconformismo” (op. cit., p. 1202). Logo, caso efetivamente o ora recorrente tivesse manifestado, no mandado de intimação da sentença condenatória, o desejo inequívoco de recorrer, não haveria que se falar em intempestividade da apelação 1pelo fato de seu defensor ter apresentado extemporaneamente sua própria petição de recurso, em que manifestou o desejo de arrazoá-la em segunda instância (art. 600, § 4º, do Código de Processo Penal). Mutatis mutandis, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que, interposta apelação por termo nos autos, a tardia apresentação das razões de apelação configura mera irregularidade HC nº 85.006/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/3/05). Como destacado nesse julgado, “é pacífico nesta Corte que as razões de apelação intempestivas não devem ser desconsideradas, constituindo mera irregularidade, o que não compromete o recebimento do recurso, nem o seu conhecimento, sob pena de ofensa ao 1 Dr. Rodrigo, retirei a vírgula, o que muda um pouco o sentido do texto. Avalie a propriedade dessa alteração (Alexandre). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO desmesurado às formalidades processuais, “outra situação comum é tomar ciência da decisão – seja o acusado, seu defensor ou até mesmo o promotor – colocando a expressão ‘recorro’, o que possibilita considerar interposto o apelo, aguardando-se a formalização” (Código de Processo Penal comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015, p. 1152). Prossegue o referido autor: “Pode o réu recorrer da sentença condenatória assinando o termo que lhe é apresentado pelo Oficial de Justiça, por ocasião de sua intimação pessoal, Assim agindo, recebe o juiz o apelo e abre vista à defesa técnica para, em oito dias, apresentar as razões, ou seja, os fundamentos jurídicos do seu inconformismo” (op. cit., p. 1202). Logo, caso efetivamente o ora recorrente tivesse manifestado, no mandado de intimação da sentença condenatória, o desejo inequívoco de recorrer, não haveria que se falar em intempestividade da apelação 1pelo fato de seu defensor ter apresentado extemporaneamente sua própria petição de recurso, em que manifestou o desejo de arrazoá-la em segunda instância (art. 600, § 4º, do Código de Processo Penal). Mutatis mutandis, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que, interposta apelação por termo nos autos, a tardia apresentação das razões de apelação configura mera irregularidade HC nº 85.006/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/3/05). Como destacado nesse julgado, “é pacífico nesta Corte que as razões de apelação intempestivas não devem ser desconsideradas, constituindo mera irregularidade, o que não compromete o recebimento do recurso, nem o seu conhecimento, sob pena de ofensa ao 1 Dr. Rodrigo, retirei a vírgula, o que muda um pouco o sentido do texto. Avalie a propriedade dessa alteração (Alexandre). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO princípio da ampla defesa. Neste sentido: HC 68.244, Rel. Min. Sidney Sanches, DJ 03.05.91 e HC 60.449, Rel. Min. Oscar Correa, DJ 25.02.83” Também no julgamento do HC nº 75.220/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 22/8/97, o Supremo Tribunal Federal afastou o óbice da intempestividade da apelação quando, embora extemporânea a apresentação das razões de apelação, o réu tenha, pessoal e tempestivamente, manifestado o desejo de recorrer. Ocorre que há fundada dúvida a respeito da existência ou não dessa manifestação por parte do recorrente nos autos originais. Essa questão, inclusive, nem sequer foi analisada pelas instâncias ordinárias, haja vista que o Tribunal de Justiça de Goiás se limitou a reconhecer a intempestividade do recurso interposto pelo defensor constituído. Confira-se: "Inicialmente, em relação ao apelante ANTÔNIO CLARET DE LIMA, do exame dos pressupostos de admissibilidade, vejo que o recurso é adequado à espécie, todavia, se mostra intempestivo. Como se sabe, o prazo para a interposição da apelação criminal é de cinco (05) dias, segundo o disposto no artigo 593 do Código de Processo Penal, tratando-se de prazo contínuo e peremptório, lapso esse que deve ser computado à partir da última intimação, seja do acusado ou do seu defensor (art. 798, § 5º, ’a’, do CPP). No presente caso, o defensor constituído do sentenciado foi devidamente intimado da sentença condenatória proferida às fls. 1.429/1.542, via Diário da Justiça, em 12 de novembro de 2010 (fi. 1.551 - volume VII), enquanto que Antônio Claret de Lima foi intimado pessoalmente no dia 19 de novembro de 2010 (sexta-feira), conforme certidão de fi. 1.593, ficando demonstrado, portanto, que este foi o último a tomar ciência da sentença. Considerando que a intimação do apelante realizou-se no 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO princípio da ampla defesa. Neste sentido: HC 68.244, Rel. Min. Sidney Sanches, DJ 03.05.91 e HC 60.449, Rel. Min. Oscar Correa, DJ 25.02.83” Também no julgamento do HC nº 75.220/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 22/8/97, o Supremo Tribunal Federal afastou o óbice da intempestividade da apelação quando, embora extemporânea a apresentação das razões de apelação, o réu tenha, pessoal e tempestivamente, manifestado o desejo de recorrer. Ocorre que há fundada dúvida a respeito da existência ou não dessa manifestação por parte do recorrente nos autos originais. Essa questão, inclusive, nem sequer foi analisada pelas instâncias ordinárias, haja vista que o Tribunal de Justiça de Goiás se limitou a reconhecer a intempestividade do recurso interposto pelo defensor constituído. Confira-se: "Inicialmente, em relação ao apelante ANTÔNIO CLARET DE LIMA, do exame dos pressupostos de admissibilidade, vejo que o recurso é adequado à espécie, todavia, se mostra intempestivo. Como se sabe, o prazo para a interposição da apelação criminal é de cinco (05) dias, segundo o disposto no artigo 593 do Código de Processo Penal, tratando-se de prazo contínuo e peremptório, lapso esse que deve ser computado à partir da última intimação, seja do acusado ou do seu defensor (art. 798, § 5º, ’a’, do CPP). No presente caso, o defensor constituído do sentenciado foi devidamente intimado da sentença condenatória proferida às fls. 1.429/1.542, via Diário da Justiça, em 12 de novembro de 2010 (fi. 1.551 - volume VII), enquanto que Antônio Claret de Lima foi intimado pessoalmente no dia 19 de novembro de 2010 (sexta-feira), conforme certidão de fi. 1.593, ficando demonstrado, portanto, que este foi o último a tomar ciência da sentença. Considerando que a intimação do apelante realizou-se no 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO dia 19/11/2010 (sexta-feira), o prazo para interposição do recurso findou-se em 26 de novembro do referido ano sexta-feira), sendo este o termo final para a interposição do apelo. Somente no dia 02 de dezembro de 2010 (sexta-feira - fl. 1.553 - volume VII), o advogado constituído protocolizou a presente apelação, porém, como o prazo recursal já havia se esgotado, necessário reconhecer que o apelo é extemporâneo em relação ao sentenciado ANTÔNIO CLARET DE LIMA, o que importa no não conhecimento do recurso." De todo modo, como já exposto, nos autos do processo restaurado não consta cópia do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, mas sim de seu anverso, no qual o recorrente se limitou a apor sua assinatura. Por sua vez, o oficial de justiça certificou que, em cumprimento ao mandado, procedeu à intimação do recorrente, que recebeu a contrafé e exarou “sua nota de ciente”, sem qualquer referência à interposição de recurso (anexo 26, fl. 131). É certo que o recorrente instruiu o habeas corpus e o presente recurso com uma cópia – que, como visto, não apresentou oportunamente no processo de restauração de autos em primeiro grau – do que seria o verso do mandado de intimação, e de que supostamente constaria o seu inequívoco desejo de apelar. Todavia, o recorrente não justificou em que tempo e de que modo obteve essa cópia, nem por que razão não a apresentou tempestivamente quando da recomposição dos autos. E não há como se aferir, na via estreita do habeas corpus, se essa cópia apresentada pelo recorrente efetivamente corresponde ao verso do mandado de intimação original. Como ressaltado no julgado ora impugnado, “para apurar a veracidade da alegação do Impetrante faz- se necessária dilação probatória que só é possível nas instâncias 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO dia 19/11/2010 (sexta-feira), o prazo para interposição do recurso findou-se em 26 de novembro do referido ano sexta-feira), sendo este o termo final para a interposição do apelo. Somente no dia 02 de dezembro de 2010 (sexta-feira - fl. 1.553 - volume VII), o advogado constituído protocolizou a presente apelação, porém, como o prazo recursal já havia se esgotado, necessário reconhecer que o apelo é extemporâneo em relação ao sentenciado ANTÔNIO CLARET DE LIMA, o que importa no não conhecimento do recurso." De todo modo, como já exposto, nos autos do processo restaurado não consta cópia do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, mas sim de seu anverso, no qual o recorrente se limitou a apor sua assinatura. Por sua vez, o oficial de justiça certificou que, em cumprimento ao mandado, procedeu à intimação do recorrente, que recebeu a contrafé e exarou “sua nota de ciente”, sem qualquer referência à interposição de recurso (anexo 26, fl. 131). É certo que o recorrente instruiu o habeas corpus e o presente recurso com uma cópia – que, como visto, não apresentou oportunamente no processo de restauração de autos em primeiro grau – do que seria o verso do mandado de intimação, e de que supostamente constaria o seu inequívoco desejo de apelar. Todavia, o recorrente não justificou em que tempo e de que modo obteve essa cópia, nem por que razão não a apresentou tempestivamente quando da recomposição dos autos. E não há como se aferir, na via estreita do habeas corpus, se essa cópia apresentada pelo recorrente efetivamente corresponde ao verso do mandado de intimação original. Como ressaltado no julgado ora impugnado, “para apurar a veracidade da alegação do Impetrante faz- se necessária dilação probatória que só é possível nas instâncias 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO ordinárias, sendo a estreita e célere via do habeas corpus inadequada para tal mister”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, na via estreita do habeas corpus, não admite questão controvertida que demande dilação probatória (HC nº 118.436/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 14/11/14; HC nº 108.402/RJ, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/5/12). Trata-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano (HC nº 122.541/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14), de modo que “o caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez” (RHC nº 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). Finalmente, sendo, por ora , controverso se de fato houve interposição de recurso pelo próprio recorrente, correta a conclusão de que “o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último recorrer, independentemente da ordem em que realizada”, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC nº 83.619/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 12/4/13), o que efetivamente conduz à intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Determino à Secretaria que providencie a reautuação do feito, com a inserção, por extenso, do nome do recorrente, uma vez que não se verificam quaisquer das hipóteses que autorizam, em relação a ele, a manutenção de sigilo, que, de resto, continua a alcançar as vítimas. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO ordinárias, sendo a estreita e célere via do habeas corpus inadequada para tal mister”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, na via estreita do habeas corpus, não admite questão controvertida que demande dilação probatória (HC nº 118.436/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 14/11/14; HC nº 108.402/RJ, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/5/12). Trata-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano (HC nº 122.541/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14), de modo que “o caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez” (RHC nº 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). Finalmente, sendo, por ora , controverso se de fato houve interposição de recurso pelo próprio recorrente, correta a conclusão de que “o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último recorrer, independentemente da ordem em que realizada”, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC nº 83.619/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 12/4/13), o que efetivamente conduz à intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Determino à Secretaria que providencie a reautuação do feito, com a inserção, por extenso, do nome do recorrente, uma vez que não se verificam quaisquer das hipóteses que autorizam, em relação a ele, a manutenção de sigilo, que, de resto, continua a alcançar as vítimas. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) : ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) : EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e determinou a correção da autuação com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo recorrente, o Dr. Ismerino Roriz. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595472 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) : ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) : EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e determinou a correção da autuação com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo recorrente, o Dr. Ismerino Roriz. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595472 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9807186
2015-10-06T00:00:00
2015-11-18T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e determinou a correção da autuação com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo recorrente, o Dr. Ismerino Roriz. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Restauração de autos. Existência de cópia autêntica do feito. Desnecessidade de observância do procedimento previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. Cópia autêntica que se considera como original (art. 541, § 1º, CPP). Nulidade inexistente. Alegada ausência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença, do qual constaria o desejo do recorrente de apelar da sentença. Questão relevante, diante do reconhecimento da intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Matéria, todavia, não suscitada quando da restauração dos autos. Controvérsia a respeito da existência dessa manifestação de vontade. Questão insuscetível de resolução na via estreita do habeas corpus, por demandar dilação probatória. Recurso não provido. 1. A existência de cópia autêntica dos autos torna dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2º, do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não admite, na via estreita do habeas corpus, questão controvertida que demande dilação probatória. Precedentes. 3. O caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez (RHC nº 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). 4. Diante da ausência, nos autos restaurados, de cópia do verso do mandado de intimação da sentença, do qual supostamente constaria o desejo do recorrente de apelar, a controvérsia a respeito da tempestiva interposição desse recurso pelo próprio réu é insuscetível de resolução em sede de habeas corpus. 5. Recurso não provido.
sjur329776
- Acórdão(s) citado(s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) RHC 106398 (2ªT), HC 108402 (1ªT), HC 122541 (2ªT), HC 118436 AgR (2ªT). (INTEMPESTIVIDADE, RAZÕES, APELAÇÃO, PROCESSO PENAL) HC 75220 (1ªT), HC 85006 (2ªT). (TERMO INICIAL, PRAZO, APELAÇÃO, PROCESSO PENAL) HC 83619 (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 19/11/2015, AMA.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
125241
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00541 PAR-00001 PAR-00002 LET-A \n ART-00543 INC-00005 ART-00577 ART-00578 \n ART-00600 PAR-00004\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 125241
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RECTE.(S) : ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) : ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) : EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Recurso ordinário em habeas corpus. Processual Penal. Restauração de autos. Existência de cópia autêntica do feito. Desnecessidade de observância do procedimento previsto no art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal. Cópia autêntica que se considera como original (art. 541, § 1..., CPP). Nulidade inexistente. Alegada ausência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença, do qual constaria o desejo do recorrente de apelar da sentença. Questão relevante, diante do reconhecimento da intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Matéria, todavia, não suscitada quando da restauração dos autos. Controvérsia a respeito da existência dessa manifestação de vontade. Questão insuscetível de resolução na via estreita do habeas corpus, por demandar dilação probatória. Recurso não provido. 1. A existência de cópia autêntica dos autos torna dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, não admite, na via estreita do habeas corpus, questão controvertida que demande dilação probatória. Precedentes. 3. O caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez (RHC n 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). 4. Diante da ausência, nos autos restaurados, de cópia do verso do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 125241 / GO mandado de intimação da sentença, do qual supostamente constaria o desejo do recorrente de apelar, a controvérsia a respeito da tempestiva interposição desse recurso pelo próprio réu é insuscetível de resolução em sede de habeas corpus. 5. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário e determinar a correção da autuação, com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO mandado de intimação da sentença, do qual supostamente constaria o desejo do recorrente de apelar, a controvérsia a respeito da tempestiva interposição desse recurso pelo próprio réu é insuscetível de resolução em sede de habeas corpus. 5. Recurso não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso ordinário e determinar a correção da autuação, com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu parcialmente do HC n 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Aduz o recorrente que, após extravio dos autos do processo em que figurava como réu perante a 8... Vara Criminal de Goiânia/GO, procedeu- se à sua restauração com cópias tão somente do anverso das peças processuais, “ficando prejudicada[s] as manifestações, data de juntada, certidões, que foram apostas no verso das páginas”. Sustenta o recorrente que houve cerceamento de defesa, uma vez que o Tribunal de Justiça de Goiás não conheceu de sua apelação em razão da intempestividade do recurso interposto por seu defensor, quando o próprio recorrente, nos termos do art. 578 do Código de Processo Penal, já havia manifestado perante o oficial de justiça, em 19/11/10, no verso do mandado de intimação, o desejo de apelar. Afirma o recorrente que “a nulidade do processo de restauração de autos é questão de ordem pública, não se convalesce com o tempo”. Relata que a própria escrivã da 8... Vara Criminal de Goiânia, em cumprimento a determinação daquele juízo, certificou que “houve interposição de recurso de apelação por alguns dos sentenciados, sendo que não me recordo quem recorreu da sentença”. Prossegue o recorrente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) :ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) :ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) :EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu parcialmente do HC n 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Aduz o recorrente que, após extravio dos autos do processo em que figurava como réu perante a 8... Vara Criminal de Goiânia/GO, procedeu- se à sua restauração com cópias tão somente do anverso das peças processuais, “ficando prejudicada[s] as manifestações, data de juntada, certidões, que foram apostas no verso das páginas”. Sustenta o recorrente que houve cerceamento de defesa, uma vez que o Tribunal de Justiça de Goiás não conheceu de sua apelação em razão da intempestividade do recurso interposto por seu defensor, quando o próprio recorrente, nos termos do art. 578 do Código de Processo Penal, já havia manifestado perante o oficial de justiça, em 19/11/10, no verso do mandado de intimação, o desejo de apelar. Afirma o recorrente que “a nulidade do processo de restauração de autos é questão de ordem pública, não se convalesce com o tempo”. Relata que a própria escrivã da 8... Vara Criminal de Goiânia, em cumprimento a determinação daquele juízo, certificou que “houve interposição de recurso de apelação por alguns dos sentenciados, sendo que não me recordo quem recorreu da sentença”. Prossegue o recorrente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 125241 / GO “Bem verdade ainda que o art. 541, § 1..., [do Código de Processo Penal] aduz que se houver e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo, será uma ou outra considerada como original. Todavia, as dúvidas são lançadas pela própria escrivã que afirma que não sabe dizer quem apelou (...). Ora, se a escrivã certifica que não sabe quem apelou, o disposto no art. 541 § 1... está comprometido (...). Não se trata de preclusão, da defesa não se insurgir, trata[-se] de questão de ordem pública, de segurança jurídica.” Ante o exposto, requer que se conheça do recurso e que a ele seja dado provimento, com a concessão da ordem de habeas corpus para o “fim de anular o processo desde o momento em que a restauração não foi feita” ou, alternativamente, para determinar que a apelação do recorrente seja analisada. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. O recorrente, em 17/6/15, por intermédio da petição n 30.466/15 – Supremo Tribunal Federal, promoveu a juntada de novos documentos aos autos, aduzindo “trata[r]-se de ocorrência policial que ficou escondida das visas dos paciente e seus advogados, que só foi descoberta em decorrência de buscas e requerimentos junto a delegacias de policia em Goiânia, bem ainda a representação do Sr. Delegado de Policia pela busca e apreensão a fim de conseguir partes do processo extraviado. Nas declarações da escrivã em delegacia a mesma informa que não possui copias dos autos, depois de conseguido o intento por força policial (busca e apreensão), a mesma relata no processo (em fase de restauração) que possuía copias autênticas”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO “Bem verdade ainda que o art. 541, § 1..., [do Código de Processo Penal] aduz que se houver e for exibida cópia autêntica ou certidão do processo, será uma ou outra considerada como original. Todavia, as dúvidas são lançadas pela própria escrivã que afirma que não sabe dizer quem apelou (...). Ora, se a escrivã certifica que não sabe quem apelou, o disposto no art. 541 § 1... está comprometido (...). Não se trata de preclusão, da defesa não se insurgir, trata[-se] de questão de ordem pública, de segurança jurídica.” Ante o exposto, requer que se conheça do recurso e que a ele seja dado provimento, com a concessão da ordem de habeas corpus para o “fim de anular o processo desde o momento em que a restauração não foi feita” ou, alternativamente, para determinar que a apelação do recorrente seja analisada. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não provimento do recurso. O recorrente, em 17/6/15, por intermédio da petição n 30.466/15 – Supremo Tribunal Federal, promoveu a juntada de novos documentos aos autos, aduzindo “trata[r]-se de ocorrência policial que ficou escondida das visas dos paciente e seus advogados, que só foi descoberta em decorrência de buscas e requerimentos junto a delegacias de policia em Goiânia, bem ainda a representação do Sr. Delegado de Policia pela busca e apreensão a fim de conseguir partes do processo extraviado. Nas declarações da escrivã em delegacia a mesma informa que não possui copias dos autos, depois de conseguido o intento por força policial (busca e apreensão), a mesma relata no processo (em fase de restauração) que possuía copias autênticas”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 125241 / GO É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706735. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu em parte do HC n 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. INCIDENTE DE RESTAURAÇÃO DOS AUTOS. CARÁTER SUBSIDIÁRIO. DESNECESSIDADE QUANDO EXISTE CÓPIA INTEGRAL DO PROCESSO EM CARTÓRIO. PREJUÍZO DECORRENTE DA FALTA DE RESTAURAÇÃO DA INTIMAÇÃO DO RÉU DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. MATÉRIA SUSCITADA ORIGINALMENTE PERANTE O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE DEMANDA DILAÇÃO PROBATÓRIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO APELO RECONHECIDA COM FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E DENEGADA. 1. Dispõe o Código de Processo Penal - art. 541, caput, e § 1... -, que sendo os autos originais de ação penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. O incidente de restauração dos autos possui caráter subsidiário, sendo providência dispensável na hipótese, pela existência de cópia integral do Processo em cartório. 2. O alegado prejuízo decorrente da eventual ausência de restauração do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, onde o Paciente teria dado o seu ciente e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 GOIÁS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, interposto por Antônio Claret de Lima contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, da relatoria da Ministra Laurita Vaz, em que se conheceu em parte do HC n 273.583/GO e, quanto a essa parte, se denegou a ordem. Transcrevo a ementa do julgado ora impugnado: “HABEAS CORPUS. INCIDENTE DE RESTAURAÇÃO DOS AUTOS. CARÁTER SUBSIDIÁRIO. DESNECESSIDADE QUANDO EXISTE CÓPIA INTEGRAL DO PROCESSO EM CARTÓRIO. PREJUÍZO DECORRENTE DA FALTA DE RESTAURAÇÃO DA INTIMAÇÃO DO RÉU DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. MATÉRIA SUSCITADA ORIGINALMENTE PERANTE O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUE DEMANDA DILAÇÃO PROBATÓRIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO APELO RECONHECIDA COM FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E DENEGADA. 1. Dispõe o Código de Processo Penal - art. 541, caput, e § 1... -, que sendo os autos originais de ação penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. O incidente de restauração dos autos possui caráter subsidiário, sendo providência dispensável na hipótese, pela existência de cópia integral do Processo em cartório. 2. O alegado prejuízo decorrente da eventual ausência de restauração do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, onde o Paciente teria dado o seu ciente e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO manifestado tempestivamente a intenção de recorrer, além de demandar dilação probatória para seu reconhecimento, não foi suscitado nas instâncias ordinárias, o que impede esta Corte Superior de apreciar originariamente a matéria, sob pena de supressão de instância. 3. Ademais, a intempestividade do apelo defensivo foi reconhecida nos exatos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último ocorrer, independentemente da ordem em que realizada. No caso, intimado em primeiro lugar o Defensor, a fluência do prazo se condicionou à intimação do réu, sendo o recurso apresentado após escoar o quinquídio legal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e denegado”. Essa é a razão por que se insurge o recorrente. A alegada nulidade do procedimento de restauração dos autos não vinga. O art. 541, § 1..., do Código de Processo Penal, ao dispor sobre a restauração de autos extraviados, determina que, se existir e for exibida cópia autêntica do processo, será considerada como original. Na espécie, em face da subtração dos autos, foi ordenada sua restauração, mas, como a serventia obteve sua cópia, o juízo de primeiro grau considerou-a original e, corretamente, deu seguimento ao feito. Embora, ao que conste dos novos documentos apresentados pelo recorrente, por intermédio da petição n 30.466/15-Supremo Tribunal Federal, essa cópia aparentemente não estivesse em poder da serventia, mas sim do Conselho Regional de Medicina de Goiás, não há dúvida razoável quanto à sua autenticidade, máxime considerando-se que essa cópia teria sido encaminhada àquele Conselho pelo próprio juízo de primeiro grau para a adoção de providências de caráter disciplinar em relação ao recorrente, que é médico. Aliás, o próprio recorrente, em petição ao “Conselheiro Instrutor do Processo Ético Profissional n 042/2007”, datada de 14/2/11, admite que os documentos que estavam em poder do Conselho Regional de Medicina 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO manifestado tempestivamente a intenção de recorrer, além de demandar dilação probatória para seu reconhecimento, não foi suscitado nas instâncias ordinárias, o que impede esta Corte Superior de apreciar originariamente a matéria, sob pena de supressão de instância. 3. Ademais, a intempestividade do apelo defensivo foi reconhecida nos exatos termos do entendimento do Superior Tribunal de Justiça, segundo o qual o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último ocorrer, independentemente da ordem em que realizada. No caso, intimado em primeiro lugar o Defensor, a fluência do prazo se condicionou à intimação do réu, sendo o recurso apresentado após escoar o quinquídio legal. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e denegado”. Essa é a razão por que se insurge o recorrente. A alegada nulidade do procedimento de restauração dos autos não vinga. O art. 541, § 1..., do Código de Processo Penal, ao dispor sobre a restauração de autos extraviados, determina que, se existir e for exibida cópia autêntica do processo, será considerada como original. Na espécie, em face da subtração dos autos, foi ordenada sua restauração, mas, como a serventia obteve sua cópia, o juízo de primeiro grau considerou-a original e, corretamente, deu seguimento ao feito. Embora, ao que conste dos novos documentos apresentados pelo recorrente, por intermédio da petição n 30.466/15-Supremo Tribunal Federal, essa cópia aparentemente não estivesse em poder da serventia, mas sim do Conselho Regional de Medicina de Goiás, não há dúvida razoável quanto à sua autenticidade, máxime considerando-se que essa cópia teria sido encaminhada àquele Conselho pelo próprio juízo de primeiro grau para a adoção de providências de caráter disciplinar em relação ao recorrente, que é médico. Aliás, o próprio recorrente, em petição ao “Conselheiro Instrutor do Processo Ético Profissional n 042/2007”, datada de 14/2/11, admite que os documentos que estavam em poder do Conselho Regional de Medicina 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO de Goiás haviam sido extraídos do processo criminal contra ele movido (vide anexo 34, fl. 8). O fato de a escrivã, no boletim de ocorrência lavrado em razão da subtração dos autos (anexo 34, fl. 1/2), ter inicialmente mencionado que não dispunha de autos suplementares não obstava que, posteriormente, pudesse localizar, na própria serventia, cópias do feito. Não bastasse isso, há certidão datada de 3/2/11 dando conta de que a escrivã recebeu do Promotor de Justiça diversas cópias do processo para juntada aos autos restaurados em momento oportuno (anexo 27, fl. 3). Dessa feita, em que pese o esforço do recorrente, diante da existência de elementos idôneos de convicção a respeito da autenticidade das cópias obtidas, efetivamente era dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal. Nesse sentido, aliás, o magistério de Hélio Tornaghi (Curso de Processo Penal. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 292). Como salientou o julgado ora hostilizado: “No caso, os autos foram subtraídos no dia 28 de janeiro de 2011, após a prolação da sentença, em 12 de novembro de 2010, e a intimação pessoal de todos os réus, inclusive do Paciente, que foi o último a tomar ciência do teor da condenação, no dia 19 de novembro de 2010. Dispõe o Código de Processo Penal que sendo os autos originais de processo penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. Como não havia a necessidade de qualquer diligência, uma vez que existia no Cartório Judicial cópia autenticada de todo o processo, o MM Juiz processante dispensou o procedimento de restauração dos autos, aplicando o disposto no art. 541, caput, e § 1... do Código de Processo Penal. A Defesa de todos acusados foi intimada dessa decisão, sem qualquer irresignação. Contudo, posteriormente, a Defensora do Paciente requereu a aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do Código de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO de Goiás haviam sido extraídos do processo criminal contra ele movido (vide anexo 34, fl. 8). O fato de a escrivã, no boletim de ocorrência lavrado em razão da subtração dos autos (anexo 34, fl. 1/2), ter inicialmente mencionado que não dispunha de autos suplementares não obstava que, posteriormente, pudesse localizar, na própria serventia, cópias do feito. Não bastasse isso, há certidão datada de 3/2/11 dando conta de que a escrivã recebeu do Promotor de Justiça diversas cópias do processo para juntada aos autos restaurados em momento oportuno (anexo 27, fl. 3). Dessa feita, em que pese o esforço do recorrente, diante da existência de elementos idôneos de convicção a respeito da autenticidade das cópias obtidas, efetivamente era dispensável o procedimento de restauração previsto no art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal. Nesse sentido, aliás, o magistério de Hélio Tornaghi (Curso de Processo Penal. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 1987, p. 292). Como salientou o julgado ora hostilizado: “No caso, os autos foram subtraídos no dia 28 de janeiro de 2011, após a prolação da sentença, em 12 de novembro de 2010, e a intimação pessoal de todos os réus, inclusive do Paciente, que foi o último a tomar ciência do teor da condenação, no dia 19 de novembro de 2010. Dispõe o Código de Processo Penal que sendo os autos originais de processo penal extraviados ou destruídos, a cópia autenticada do processo, se existir e for apresentada, será considerada como original. Como não havia a necessidade de qualquer diligência, uma vez que existia no Cartório Judicial cópia autenticada de todo o processo, o MM Juiz processante dispensou o procedimento de restauração dos autos, aplicando o disposto no art. 541, caput, e § 1... do Código de Processo Penal. A Defesa de todos acusados foi intimada dessa decisão, sem qualquer irresignação. Contudo, posteriormente, a Defensora do Paciente requereu a aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do Código de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO Processo Penal, para que pudesse se manifestar sobre a reprodução do processo apresentado. O pedido foi indeferido pelo MM Magistrado de primeiro grau, nos seguintes termos ‘1) A defesa do réu ANTONIO CLARET pleiteou a dilação do prazo de vista dos autos, alegando que o prazo de cinco dias concedido por este Juízo é pequeno. Requereu ainda a aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do CPP, com a citação das partes para o processo de restauração de autos, bem como a designação de audiência para oitiva das partes, onde far-se-ão referência a todos os pontos em que estiverem concordes e a conferência das certidões de demais reproduções do processo apresentado. Verifica-se a partir da decisão de fls. 1623/1624 que o procedimento de restauração de autos foi dispensado, tendo em vista que as cópias juntadas aos autos são autênticas, aplicando-se o disposto no art. 541, ‘caput’ e § 1..., do CPP, não sendo o caso de aplicar-se o art. 541, § 2..., do CPP, somente incidente em falta de cópia autêntica, o que não é o caso. Além disso, da decisão que considerou o processo restaurado houve a intimação das partes (fls. 1644/1645), encontrando-se precluso o prazo para questionamento acerca da restauração. Portanto, indefiro o pedido de aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do CPP.’ (fl. 1.773). Correta a decisão. Como bem ressaltou o acórdão que julgou o apelo dos corréus, "as providências descritas no § 2..., do art. 541, do CPP, tem caráter subsidiário, ou seja, devem ser observada somente na hipótese de inexistência de cópias autenticadas ou certidão do processo, fazendo nascer, dessa forma, um procedimento mais complexo de restauração" (fl .2.015), o que não é o caso, posto que existente cópia integral do processo em cartório.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO Processo Penal, para que pudesse se manifestar sobre a reprodução do processo apresentado. O pedido foi indeferido pelo MM Magistrado de primeiro grau, nos seguintes termos ‘1) A defesa do réu ANTONIO CLARET pleiteou a dilação do prazo de vista dos autos, alegando que o prazo de cinco dias concedido por este Juízo é pequeno. Requereu ainda a aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do CPP, com a citação das partes para o processo de restauração de autos, bem como a designação de audiência para oitiva das partes, onde far-se-ão referência a todos os pontos em que estiverem concordes e a conferência das certidões de demais reproduções do processo apresentado. Verifica-se a partir da decisão de fls. 1623/1624 que o procedimento de restauração de autos foi dispensado, tendo em vista que as cópias juntadas aos autos são autênticas, aplicando-se o disposto no art. 541, ‘caput’ e § 1..., do CPP, não sendo o caso de aplicar-se o art. 541, § 2..., do CPP, somente incidente em falta de cópia autêntica, o que não é o caso. Além disso, da decisão que considerou o processo restaurado houve a intimação das partes (fls. 1644/1645), encontrando-se precluso o prazo para questionamento acerca da restauração. Portanto, indefiro o pedido de aplicação do disposto no art. 541, § 2..., do CPP.’ (fl. 1.773). Correta a decisão. Como bem ressaltou o acórdão que julgou o apelo dos corréus, "as providências descritas no § 2..., do art. 541, do CPP, tem caráter subsidiário, ou seja, devem ser observada somente na hipótese de inexistência de cópias autenticadas ou certidão do processo, fazendo nascer, dessa forma, um procedimento mais complexo de restauração" (fl .2.015), o que não é o caso, posto que existente cópia integral do processo em cartório.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO Outrossim, o recorrente teve a possibilidade de conferir as cópias utilizadas para a recomposição dos autos, de impugnar eventuais omissões ou incorreções e de juntar documentos ”para provar o teor do processo extraviado ou destruído” (art. 543, V, do Código de Processo Penal), mas quedou-se inerte. Registre-se que o juízo de primeiro grau, atendendo ao pleito do defensor do recorrente, que alegou ser insuficiente o prazo de cinco dias para conferência das cópias utilizadas para a recomposição dos autos, concedeu-lhe vista dos autos pelo prazo de quinze dias (anexo 27, fl. 64). Não cabe agora, após o reconhecimento da intempestividade do recurso interposto pelo seu então defensor, verberar contra a suposta inexistência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença. Aliás, em suas razões de apelação, insurgiu-se o ora recorrente, genericamente, contra a inobservância do art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal, sem qualquer referência específica ao mandado de intimação da sentença (anexo 27, fls. 159/160 ou e-Superior Tribunal de Justiça fls. 1.868/1.869) Por sua vez, a certidão da escrivã da 8... Vara Criminal não tem a força probante que lhe pretende emprestar o recorrente, que busca infirmar a decisão que declarou originais as cópias apresentadas (anexo 27, fl. 17). Tanto isso é verdade que o art. 541, § 2..., “a”, do Código de Processo Penal determina que “o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua lembrança, e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros”. Ademais, embora a escrivã não se recordasse de quem exatamente teria apelado da sentença, a reconstituição dos autos permitiu elucidar essa questão, sem que houvesse impugnação específica e oportuna do recorrente. É bem verdade que, nos termos dos arts. 577 e 578 do Código de Processo Penal, o recurso também pode ser interposto pessoalmente pelo réu, por termo nos autos. Como salienta Guilherme de Souza Nucci, ao rechaçar o apego 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO Outrossim, o recorrente teve a possibilidade de conferir as cópias utilizadas para a recomposição dos autos, de impugnar eventuais omissões ou incorreções e de juntar documentos ”para provar o teor do processo extraviado ou destruído” (art. 543, V, do Código de Processo Penal), mas quedou-se inerte. Registre-se que o juízo de primeiro grau, atendendo ao pleito do defensor do recorrente, que alegou ser insuficiente o prazo de cinco dias para conferência das cópias utilizadas para a recomposição dos autos, concedeu-lhe vista dos autos pelo prazo de quinze dias (anexo 27, fl. 64). Não cabe agora, após o reconhecimento da intempestividade do recurso interposto pelo seu então defensor, verberar contra a suposta inexistência de cópia do verso do mandado de intimação da sentença. Aliás, em suas razões de apelação, insurgiu-se o ora recorrente, genericamente, contra a inobservância do art. 541, § 2..., do Código de Processo Penal, sem qualquer referência específica ao mandado de intimação da sentença (anexo 27, fls. 159/160 ou e-Superior Tribunal de Justiça fls. 1.868/1.869) Por sua vez, a certidão da escrivã da 8... Vara Criminal não tem a força probante que lhe pretende emprestar o recorrente, que busca infirmar a decisão que declarou originais as cópias apresentadas (anexo 27, fl. 17). Tanto isso é verdade que o art. 541, § 2..., “a”, do Código de Processo Penal determina que “o escrivão certifique o estado do processo, segundo a sua lembrança, e reproduza o que houver a respeito em seus protocolos e registros”. Ademais, embora a escrivã não se recordasse de quem exatamente teria apelado da sentença, a reconstituição dos autos permitiu elucidar essa questão, sem que houvesse impugnação específica e oportuna do recorrente. É bem verdade que, nos termos dos arts. 577 e 578 do Código de Processo Penal, o recurso também pode ser interposto pessoalmente pelo réu, por termo nos autos. Como salienta Guilherme de Souza Nucci, ao rechaçar o apego 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO desmesurado às formalidades processuais, “outra situação comum é tomar ciência da decisão – seja o acusado, seu defensor ou até mesmo o promotor – colocando a expressão ‘recorro’, o que possibilita considerar interposto o apelo, aguardando-se a formalização” (Código de Processo Penal comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015, p. 1152). Prossegue o referido autor: “Pode o réu recorrer da sentença condenatória assinando o termo que lhe é apresentado pelo Oficial de Justiça, por ocasião de sua intimação pessoal, Assim agindo, recebe o juiz o apelo e abre vista à defesa técnica para, em oito dias, apresentar as razões, ou seja, os fundamentos jurídicos do seu inconformismo” (op. cit., p. 1202). Logo, caso efetivamente o ora recorrente tivesse manifestado, no mandado de intimação da sentença condenatória, o desejo inequívoco de recorrer, não haveria que se falar em intempestividade da apelação 1pelo fato de seu defensor ter apresentado extemporaneamente sua própria petição de recurso, em que manifestou o desejo de arrazoá-la em segunda instância (art. 600, § 4..., do Código de Processo Penal). Mutatis mutandis, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que, interposta apelação por termo nos autos, a tardia apresentação das razões de apelação configura mera irregularidade HC n 85.006/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/3/05). Como destacado nesse julgado, “é pacífico nesta Corte que as razões de apelação intempestivas não devem ser desconsideradas, constituindo mera irregularidade, o que não compromete o recebimento do recurso, nem o seu conhecimento, sob pena de ofensa ao 1 Dr. Rodrigo, retirei a vírgula, o que muda um pouco o sentido do texto. Avalie a propriedade dessa alteração (Alexandre). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO desmesurado às formalidades processuais, “outra situação comum é tomar ciência da decisão – seja o acusado, seu defensor ou até mesmo o promotor – colocando a expressão ‘recorro’, o que possibilita considerar interposto o apelo, aguardando-se a formalização” (Código de Processo Penal comentado. 14. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2015, p. 1152). Prossegue o referido autor: “Pode o réu recorrer da sentença condenatória assinando o termo que lhe é apresentado pelo Oficial de Justiça, por ocasião de sua intimação pessoal, Assim agindo, recebe o juiz o apelo e abre vista à defesa técnica para, em oito dias, apresentar as razões, ou seja, os fundamentos jurídicos do seu inconformismo” (op. cit., p. 1202). Logo, caso efetivamente o ora recorrente tivesse manifestado, no mandado de intimação da sentença condenatória, o desejo inequívoco de recorrer, não haveria que se falar em intempestividade da apelação 1pelo fato de seu defensor ter apresentado extemporaneamente sua própria petição de recurso, em que manifestou o desejo de arrazoá-la em segunda instância (art. 600, § 4..., do Código de Processo Penal). Mutatis mutandis, o Supremo Tribunal Federal já decidiu que, interposta apelação por termo nos autos, a tardia apresentação das razões de apelação configura mera irregularidade HC n 85.006/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/3/05). Como destacado nesse julgado, “é pacífico nesta Corte que as razões de apelação intempestivas não devem ser desconsideradas, constituindo mera irregularidade, o que não compromete o recebimento do recurso, nem o seu conhecimento, sob pena de ofensa ao 1 Dr. Rodrigo, retirei a vírgula, o que muda um pouco o sentido do texto. Avalie a propriedade dessa alteração (Alexandre). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO princípio da ampla defesa. Neste sentido: HC 68.244, Rel. Min. Sidney Sanches, DJ 03.05.91 e HC 60.449, Rel. Min. Oscar Correa, DJ 25.02.83” Também no julgamento do HC n 75.220/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 22/8/97, o Supremo Tribunal Federal afastou o óbice da intempestividade da apelação quando, embora extemporânea a apresentação das razões de apelação, o réu tenha, pessoal e tempestivamente, manifestado o desejo de recorrer. Ocorre que há fundada dúvida a respeito da existência ou não dessa manifestação por parte do recorrente nos autos originais. Essa questão, inclusive, nem sequer foi analisada pelas instâncias ordinárias, haja vista que o Tribunal de Justiça de Goiás se limitou a reconhecer a intempestividade do recurso interposto pelo defensor constituído. Confira-se: "Inicialmente, em relação ao apelante ANTÔNIO CLARET DE LIMA, do exame dos pressupostos de admissibilidade, vejo que o recurso é adequado à espécie, todavia, se mostra intempestivo. Como se sabe, o prazo para a interposição da apelação criminal é de cinco (05) dias, segundo o disposto no artigo 593 do Código de Processo Penal, tratando-se de prazo contínuo e peremptório, lapso esse que deve ser computado à partir da última intimação, seja do acusado ou do seu defensor (art. 798, § 5..., ’a’, do CPP). No presente caso, o defensor constituído do sentenciado foi devidamente intimado da sentença condenatória proferida às fls. 1.429/1.542, via Diário da Justiça, em 12 de novembro de 2010 (fi. 1.551 - volume VII), enquanto que Antônio Claret de Lima foi intimado pessoalmente no dia 19 de novembro de 2010 (sexta-feira), conforme certidão de fi. 1.593, ficando demonstrado, portanto, que este foi o último a tomar ciência da sentença. Considerando que a intimação do apelante realizou-se no 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO princípio da ampla defesa. Neste sentido: HC 68.244, Rel. Min. Sidney Sanches, DJ 03.05.91 e HC 60.449, Rel. Min. Oscar Correa, DJ 25.02.83” Também no julgamento do HC n 75.220/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 22/8/97, o Supremo Tribunal Federal afastou o óbice da intempestividade da apelação quando, embora extemporânea a apresentação das razões de apelação, o réu tenha, pessoal e tempestivamente, manifestado o desejo de recorrer. Ocorre que há fundada dúvida a respeito da existência ou não dessa manifestação por parte do recorrente nos autos originais. Essa questão, inclusive, nem sequer foi analisada pelas instâncias ordinárias, haja vista que o Tribunal de Justiça de Goiás se limitou a reconhecer a intempestividade do recurso interposto pelo defensor constituído. Confira-se: "Inicialmente, em relação ao apelante ANTÔNIO CLARET DE LIMA, do exame dos pressupostos de admissibilidade, vejo que o recurso é adequado à espécie, todavia, se mostra intempestivo. Como se sabe, o prazo para a interposição da apelação criminal é de cinco (05) dias, segundo o disposto no artigo 593 do Código de Processo Penal, tratando-se de prazo contínuo e peremptório, lapso esse que deve ser computado à partir da última intimação, seja do acusado ou do seu defensor (art. 798, § 5..., ’a’, do CPP). No presente caso, o defensor constituído do sentenciado foi devidamente intimado da sentença condenatória proferida às fls. 1.429/1.542, via Diário da Justiça, em 12 de novembro de 2010 (fi. 1.551 - volume VII), enquanto que Antônio Claret de Lima foi intimado pessoalmente no dia 19 de novembro de 2010 (sexta-feira), conforme certidão de fi. 1.593, ficando demonstrado, portanto, que este foi o último a tomar ciência da sentença. Considerando que a intimação do apelante realizou-se no 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO dia 19/11/2010 (sexta-feira), o prazo para interposição do recurso findou-se em 26 de novembro do referido ano sexta-feira), sendo este o termo final para a interposição do apelo. Somente no dia 02 de dezembro de 2010 (sexta-feira - fl. 1.553 - volume VII), o advogado constituído protocolizou a presente apelação, porém, como o prazo recursal já havia se esgotado, necessário reconhecer que o apelo é extemporâneo em relação ao sentenciado ANTÔNIO CLARET DE LIMA, o que importa no não conhecimento do recurso." De todo modo, como já exposto, nos autos do processo restaurado não consta cópia do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, mas sim de seu anverso, no qual o recorrente se limitou a apor sua assinatura. Por sua vez, o oficial de justiça certificou que, em cumprimento ao mandado, procedeu à intimação do recorrente, que recebeu a contrafé e exarou “sua nota de ciente”, sem qualquer referência à interposição de recurso (anexo 26, fl. 131). É certo que o recorrente instruiu o habeas corpus e o presente recurso com uma cópia – que, como visto, não apresentou oportunamente no processo de restauração de autos em primeiro grau – do que seria o verso do mandado de intimação, e de que supostamente constaria o seu inequívoco desejo de apelar. Todavia, o recorrente não justificou em que tempo e de que modo obteve essa cópia, nem por que razão não a apresentou tempestivamente quando da recomposição dos autos. E não há como se aferir, na via estreita do habeas corpus, se essa cópia apresentada pelo recorrente efetivamente corresponde ao verso do mandado de intimação original. Como ressaltado no julgado ora impugnado, “para apurar a veracidade da alegação do Impetrante faz- se necessária dilação probatória que só é possível nas instâncias 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO dia 19/11/2010 (sexta-feira), o prazo para interposição do recurso findou-se em 26 de novembro do referido ano sexta-feira), sendo este o termo final para a interposição do apelo. Somente no dia 02 de dezembro de 2010 (sexta-feira - fl. 1.553 - volume VII), o advogado constituído protocolizou a presente apelação, porém, como o prazo recursal já havia se esgotado, necessário reconhecer que o apelo é extemporâneo em relação ao sentenciado ANTÔNIO CLARET DE LIMA, o que importa no não conhecimento do recurso." De todo modo, como já exposto, nos autos do processo restaurado não consta cópia do verso do mandado de intimação da sentença condenatória, mas sim de seu anverso, no qual o recorrente se limitou a apor sua assinatura. Por sua vez, o oficial de justiça certificou que, em cumprimento ao mandado, procedeu à intimação do recorrente, que recebeu a contrafé e exarou “sua nota de ciente”, sem qualquer referência à interposição de recurso (anexo 26, fl. 131). É certo que o recorrente instruiu o habeas corpus e o presente recurso com uma cópia – que, como visto, não apresentou oportunamente no processo de restauração de autos em primeiro grau – do que seria o verso do mandado de intimação, e de que supostamente constaria o seu inequívoco desejo de apelar. Todavia, o recorrente não justificou em que tempo e de que modo obteve essa cópia, nem por que razão não a apresentou tempestivamente quando da recomposição dos autos. E não há como se aferir, na via estreita do habeas corpus, se essa cópia apresentada pelo recorrente efetivamente corresponde ao verso do mandado de intimação original. Como ressaltado no julgado ora impugnado, “para apurar a veracidade da alegação do Impetrante faz- se necessária dilação probatória que só é possível nas instâncias 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RHC 125241 / GO ordinárias, sendo a estreita e célere via do habeas corpus inadequada para tal mister”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, na via estreita do habeas corpus, não admite questão controvertida que demande dilação probatória (HC n 118.436/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 14/11/14; HC n 108.402/RJ, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/5/12). Trata-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano (HC n 122.541/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14), de modo que “o caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez” (RHC n 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). Finalmente, sendo, por ora , controverso se de fato houve interposição de recurso pelo próprio recorrente, correta a conclusão de que “o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último recorrer, independentemente da ordem em que realizada”, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC n 83.619/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 12/4/13), o que efetivamente conduz à intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Determino à Secretaria que providencie a reautuação do feito, com a inserção, por extenso, do nome do recorrente, uma vez que não se verificam quaisquer das hipóteses que autorizam, em relação a ele, a manutenção de sigilo, que, de resto, continua a alcançar as vítimas. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Supremo Tribunal Federal RHC 125241 / GO ordinárias, sendo a estreita e célere via do habeas corpus inadequada para tal mister”. Esse entendimento se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, na via estreita do habeas corpus, não admite questão controvertida que demande dilação probatória (HC n 118.436/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 14/11/14; HC n 108.402/RJ, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/5/12). Trata-se de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano (HC n 122.541/MG, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/8/14), de modo que “o caráter documental do processo de habeas corpus torna inviável o exame de fatos despojados da necessária liquidez” (RHC n 106.398/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe de 3/4/12). Finalmente, sendo, por ora , controverso se de fato houve interposição de recurso pelo próprio recorrente, correta a conclusão de que “o prazo para interpor recurso inicia-se com a intimação que por último recorrer, independentemente da ordem em que realizada”, na esteira da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC n 83.619/MS, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 12/4/13), o que efetivamente conduz à intempestividade da apelação interposta pelo defensor. Com essas considerações, nego provimento ao recurso. Determino à Secretaria que providencie a reautuação do feito, com a inserção, por extenso, do nome do recorrente, uma vez que não se verificam quaisquer das hipóteses que autorizam, em relação a ele, a manutenção de sigilo, que, de resto, continua a alcançar as vítimas. É como voto. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706736. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) : ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) : EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e determinou a correção da autuação com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo recorrente, o Dr. Ismerino Roriz. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595472 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125.241 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI RECTE.(S) : ANTONIO CLARET DE LIMA ADV.(A/S) : ISMERINO RORIZ SOARES DE C. E TOLEDO ADV.(A/S) : EDILAINE CAETANO DA SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso ordinário e determinou a correção da autuação com a inserção do nome completo do recorrente, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo recorrente, o Dr. Ismerino Roriz. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595472 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 241 GOIÁS", "RHC n 106", ".", "SP", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RECURSO ORDINÁRIO EM", "HABEAS CORPUS 125 . 241 GOIÁS", "HC n 273 . 583 / GO", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 241 GOIÁS", "HC n 273 . 583 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 /", "HC n 273 . 583 / GO", "HC n", "RHC 125241 / GO", "petição n 30 . 466 / 15", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "RHC 125241 / GO", "HC n 85 . 006 / MS", "RHC 125241 / GO", "HC n 85 . 006 / MS", "RHC 125241 / GO", "HC 68 . 244", "HC 60 . 449", "HC n 75 . 220 / MS", "RHC 125241 / GO", "HC 68 . 244", "HC 60 . 449", "HC n 75 . 220 / MS", "RHC 125241 / GO", "HC n 118 . 436 / DF - AgR", "HC n 108 . 402 / RJ", "HC n 122 . 541 / MG", "RHC n 106 . 398 / SP", "HC n 83 . 619 / MS", "RHC 125241 / GO", "HC n 118 . 436 / DF - AgR", "HC n 108 . 402 / RJ", "HC n 122 . 541 / MG", "RHC n 106 . 398 / SP", "HC n 83 . 619 / MS", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 125 . 241", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 541 , § 2 . . . , do Código de Processo Penal", "art . 541 , § 1 . . . , CPP", "art . 541 , § 2 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 578 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 578 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 541 , § 1 . . . , [ do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 541 , § 1 . . . , [ do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal - art . 541 , caput , e § 1 . . . -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "Código de Processo Penal - art . 541 , caput , e", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 541 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 541 , § 1 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 541 , § 2 . . . , do Código de Processo Penal", "Código de Processo Penal", "art . 541 , caput , e § 1 . . . do Código de Processo Penal", "art . 541 , § 2 . . . , do Código de 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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2 / 2001", "Código de Processo Penal comentado", "art . 600 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 600 , § 4 . . . , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 do Código de Processo Penal", "art . 798 , § 5 . . . , ’ a ’ , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 do Código de Processo Penal", "art . 798 , § 5 . . . , ’ a ’ , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "Goiânia", "Goiânia", "GOIÁS", "Goiás", "São Paulo", "Goiás", "São Paulo", "Rio de Janeiro", "Rio de Janeiro", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "8", ".", "Tribunal de Justiça de Goiás", "8", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "8", "Vara Criminal de Goiânia / GO", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Vara Criminal de Goiânia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal", "Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional de Medicina de Goiás", "Conselho Regional de Medicina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional de Medicina de Goiás", "Conselho Regional de Medicina", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Saraiva", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "e", "Superior Tribunal de Justiça", "8", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "e", "Superior", "8", ".", ". . Vara Criminal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET DE LIMA", "ISMERINO RORIZ SOARES DE C .", "TOLEDO", "EDILAINE CAETANO DA SILVA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET DE LIMA", "ISMERINO RORIZ SOARES DE C . E TOLEDO", "EDILAINE CAETANO DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "Antônio Claret de Lima", "Laurita Vaz", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET DE LIMA", "ISMERINO RORIZ SOARES DE C . E TOLEDO", "EDILAINE CAETANO DA SILVA", "DIAS TOFFOLI", "Antônio Claret de Lima", "Laurita Vaz", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Antônio Claret de Lima", "Laurita Vaz", "DIAS TOFFOLI", "Antônio Claret de Lima", "Laurita Vaz", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Hélio Tornaghi", "Hélio Tornaghi", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET", "ANTONIO CLARET", "DIAS TOFFOLI", "Guilherme de Souza Nucci", "Guilherme de Souza Nucci", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Rodrigo", "Gilmar Mendes", "Rodrigo", "DIAS TOFFOLI", "Sidney Sanches", "Oscar Correa", "Marco Aurélio", "ANTÔNIO CLARET DE LIMA", "Antônio Claret de Lima", "Sidney Sanches", "Oscar Correa", "Marco Aurélio", "ANTÔNIO CLARET DE LIMA", "Antônio Claret de Lima", "DIAS TOFFOLI", "ANTÔNIO CLARET DE LIMA", "ANTÔNIO CLARET DE LIMA", "DIAS TOFFOLI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET DE LIMA", "ISMERINO RORIZ SOARES DE C .", "EDILAINE CAETANO DA SILVA", "Ismerino Roriz", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ANTONIO CLARET DE LIMA", "ISMERINO RORIZ SOARES DE C . E TOLEDO", "EDILAINE CAETANO DA SILVA", "Ismerino Roriz", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "10", "/", "2015", "3", "/", "4", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "19", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "19", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "11", "1987", "28 de janeiro de 2011", "12 de novembro de 2010", "19 de novembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "11", "1987", "28 de janeiro de 2011", "12 de novembro de 2010", "19 de novembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "11", "/", "3", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "2015", "11", "/", "3", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "91", "25", ".", "02", ".", "83", "22", "/", "8", "/", "97", "12 de novembro de 2010", "19 de novembro de 2010", "sexta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "05", ".", "91", "25", ".", "02", ".", "83", "22", "/", "8", "/", "97", "12 de novembro de 2010", "19 de novembro de 2010", "sexta", "-", "feira", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2010", "sexta", "-", "feira", "26 de novembro do referido", "sexta", "-", "feira", "02 de dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "11", "/", "2010", "sexta", "-", "feira", "26 de novembro do referido ano", "sexta", "-", "feira", "02 de dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "14", "23", "/", "5", "/", "12", "15", "/", "8", "/", "14", "3", "/", "4", "/", "12", "12", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "11", "/", "14", "23", "/", "5", "/", "12", "15", "/", "8", "/", "14", "3", "/", "4", "/", "12", "12", "/", "4", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Compensação. Tributos. Precatório. Necessidade de reexame da contenda à luz da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739046. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CESSÃO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO RELATIVO A PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM DÉBITO TRIBUTÁRIO. POSSIBILIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA, EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA, DEFERIR-SE O PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Possível a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, porquanto a compensação, além de se constituir em direito constitucional assegurado pela Carta Maior, é, também, consequência natural de uma relação jurídica em que duas pessoas sejam, ao mesmo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CESSÃO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO RELATIVO A PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM DÉBITO TRIBUTÁRIO. POSSIBILIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA, EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA, DEFERIR-SE O PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Possível a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, porquanto a compensação, além de se constituir em direito constitucional assegurado pela Carta Maior, é, também, consequência natural de uma relação jurídica em que duas pessoas sejam, ao mesmo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 597732 AGR / RS tempo, credor e devedor uma da outra. Prescindível a existência de lei infraconstitucional a regulamentar a matéria. O simples fato de o Estado se furtar a regulamentar, no plano infraconstitucional, a matéria relativa à compensação, não pode importar em violação a direito constitucionalmente garantido ao contribuinte. Inteligência do art. 170, do CTN. Possibilidade de compensação admitida pelo art. 78, § 2º, do ADCT, da CF/88. Abrangência da expressão “entidade devedora” lá contida. Estando demonstrado o pedido de habilitação da cessionária na execução respectiva, bem assim a ciência que deu ao devedor quanto à cessão havida, possível deferir o pedido de compensação. Presença de direito líquido e certo. SENTENÇA CONFIRMADA EM REEXAME NECESSÁRIO, POR MAIORIA. VOTO VENCIDO.’ O Estado recorrente alega que o acórdão recorrido contrariou as regras veiculadas no art. 100, da parte permanente e do art. 78, § 2º do ADCT. Sustenta que a Corte Estadual ao considerar possível compensar precatório vencido titulado por devedor da Fazenda Pública mediante cessão de terceiro, para o pagamento de ICMS, não obstante a inexistência de lei autorizativa em âmbito estadual, e sem respeito à ordem cronológica de sua expedição, acabou por violar o art. 100 da Constituição. Aduz se injustificável apontar o art. 78, § 2º, do ADCT para justificar a dispensa da lei reclamada pelo art. 170 do Código Tributário Nacional. Decido. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a questão com base em normas infraconstitucionais, notadamente o art. 170, CTN; 290 a 292, CC. Concluiu, ainda, no sentido de autorizar a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS tempo, credor e devedor uma da outra. Prescindível a existência de lei infraconstitucional a regulamentar a matéria. O simples fato de o Estado se furtar a regulamentar, no plano infraconstitucional, a matéria relativa à compensação, não pode importar em violação a direito constitucionalmente garantido ao contribuinte. Inteligência do art. 170, do CTN. Possibilidade de compensação admitida pelo art. 78, § 2º, do ADCT, da CF/88. Abrangência da expressão “entidade devedora” lá contida. Estando demonstrado o pedido de habilitação da cessionária na execução respectiva, bem assim a ciência que deu ao devedor quanto à cessão havida, possível deferir o pedido de compensação. Presença de direito líquido e certo. SENTENÇA CONFIRMADA EM REEXAME NECESSÁRIO, POR MAIORIA. VOTO VENCIDO.’ O Estado recorrente alega que o acórdão recorrido contrariou as regras veiculadas no art. 100, da parte permanente e do art. 78, § 2º do ADCT. Sustenta que a Corte Estadual ao considerar possível compensar precatório vencido titulado por devedor da Fazenda Pública mediante cessão de terceiro, para o pagamento de ICMS, não obstante a inexistência de lei autorizativa em âmbito estadual, e sem respeito à ordem cronológica de sua expedição, acabou por violar o art. 100 da Constituição. Aduz se injustificável apontar o art. 78, § 2º, do ADCT para justificar a dispensa da lei reclamada pelo art. 170 do Código Tributário Nacional. Decido. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a questão com base em normas infraconstitucionais, notadamente o art. 170, CTN; 290 a 292, CC. Concluiu, ainda, no sentido de autorizar a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 597732 AGR / RS entendendo que a Lei Estadual nº 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único seria expressa em responsabilizar, mesmo subsidiariamente, o Estado do Rio Grande do Sul pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, caindo por terra um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas. A jurisprudência da Corte vêm se posicionado no sentido da natureza infraconstitucional da controvérsia envolvendo a compensação de créditos tributários com precatórios expedidos por ente diverso do credor do tributo, como se vê dos precedentes que seguem: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS entendendo que a Lei Estadual nº 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único seria expressa em responsabilizar, mesmo subsidiariamente, o Estado do Rio Grande do Sul pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, caindo por terra um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas. A jurisprudência da Corte vêm se posicionado no sentido da natureza infraconstitucional da controvérsia envolvendo a compensação de créditos tributários com precatórios expedidos por ente diverso do credor do tributo, como se vê dos precedentes que seguem: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 597732 AGR / RS CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 789.021/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe 23/4/15 -grifei). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE ICMS. PRECATÓRIO EXPEDIDO POR ENTE PÚBLICO DIVERSO DO CREDOR DO TRIBUTO. ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 736.781-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje 1º/4/14). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 831.300/RS, Rel. Min. Teori Zavascki , DJe 27/3/15; ARE nº 798.914/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes , DJe 10/2/15; AI nº 763.637/RS, Rel. Min. Roberto Barroso , DJe 13/3/15. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os precedentes invocados na decisão recorrida tratam de situação diversa, “ainda que sutilmente diversa”. Segundo entende, naqueles casos o tribunal origem teria decidido não 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE nº 789.021/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe 23/4/15 -grifei). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE ICMS. PRECATÓRIO EXPEDIDO POR ENTE PÚBLICO DIVERSO DO CREDOR DO TRIBUTO. ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 736.781-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje 1º/4/14). Ainda no mesmo sentido: ARE nº 831.300/RS, Rel. Min. Teori Zavascki , DJe 27/3/15; ARE nº 798.914/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes , DJe 10/2/15; AI nº 763.637/RS, Rel. Min. Roberto Barroso , DJe 13/3/15. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os precedentes invocados na decisão recorrida tratam de situação diversa, “ainda que sutilmente diversa”. Segundo entende, naqueles casos o tribunal origem teria decidido não 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 597732 AGR / RS haver lei autorizando a compensação e que, no presente recurso extraordinário, o Estado teria aduzido afronta ao art. 100, da Constituição e ao art. 78, § 2º do ADCT. Refere que, “[a]o analisar a repercussão geral do RE 566.349, a e. Ministra Cármen Lúcia destacou que ainda que o Supremo Tribunal Federal compreendesse pela aplicabilidade imediata do art. 78, § 2º, do ADCT, restaria uma segunda questão constitucional, que consiste em “saber se precatórios decorrentes de crédito de natureza alimentar podem ser compensados com débitos tributários.” Aduz o agravante que, mesmo havendo lei estadual autorizadora, os créditos de natureza alimentar não poderiam ser compensados com créditos tributários. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS haver lei autorizando a compensação e que, no presente recurso extraordinário, o Estado teria aduzido afronta ao art. 100, da Constituição e ao art. 78, § 2º do ADCT. Refere que, “[a]o analisar a repercussão geral do RE 566.349, a e. Ministra Cármen Lúcia destacou que ainda que o Supremo Tribunal Federal compreendesse pela aplicabilidade imediata do art. 78, § 2º, do ADCT, restaria uma segunda questão constitucional, que consiste em “saber se precatórios decorrentes de crédito de natureza alimentar podem ser compensados com débitos tributários.” Aduz o agravante que, mesmo havendo lei estadual autorizadora, os créditos de natureza alimentar não poderiam ser compensados com créditos tributários. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios de terceiros, no caso o IPERGS, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Com efeito, assim se pronunciou o Tribunal de origem: “Não obstante, embora diversas as pessoas e, por consequência, as responsabilidades de cada uma delas, não é possível desconsiderar, na solução da quaestio, que a Lei nº 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único, é expressa em responsabilizar o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, naquelas circunstâncias em que a Autarquia não disponha de recursos próprios para quitá-lo. É bem verdade que a responsabilidade é subsidiária. Mas, existe! Por aí já se vê que, embora distintas as pessoas jurídicas, na impossibilidade de pagamento pela Autarquia Previdenciária, responde o ente maior. Até porque, pela criatura, ao fim e ao cabo, é responsável seu criador. Cai por terra, assim, ao meu sentir, um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas.” Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios de terceiros, no caso o IPERGS, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Com efeito, assim se pronunciou o Tribunal de origem: “Não obstante, embora diversas as pessoas e, por consequência, as responsabilidades de cada uma delas, não é possível desconsiderar, na solução da quaestio, que a Lei nº 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único, é expressa em responsabilizar o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, naquelas circunstâncias em que a Autarquia não disponha de recursos próprios para quitá-lo. É bem verdade que a responsabilidade é subsidiária. Mas, existe! Por aí já se vê que, embora distintas as pessoas jurídicas, na impossibilidade de pagamento pela Autarquia Previdenciária, responde o ente maior. Até porque, pela criatura, ao fim e ao cabo, é responsável seu criador. Cai por terra, assim, ao meu sentir, um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas.” Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 597732 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL COM CRÉDITO DE PRECATÓRIO EMITIDO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 752.366/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: ’PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL COM CRÉDITO DE PRECATÓRIO EMITIDO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 752.366/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: ’PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 597732 AGR / RS SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 789.021/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 23/4/15). No mais, observo que o recorrente não se insurgiu contra a parte do acórdão recorrido que concluiu pela possibilidade de compensação de créditos de natureza alimentícia, com débitos tributários. Assim, não se cogita, no caso, de questão constitucional remanescente a ensejar o enquadramento na repercussão geral reconhecida nos autos do RE nº 566.349, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal RE 597732 AGR / RS SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE nº 789.021/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 23/4/15). No mais, observo que o recorrente não se insurgiu contra a parte do acórdão recorrido que concluiu pela possibilidade de compensação de créditos de natureza alimentícia, com débitos tributários. Assim, não se cogita, no caso, de questão constitucional remanescente a ensejar o enquadramento na repercussão geral reconhecida nos autos do RE nº 566.349, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) : GABRIELI KURZ PERES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720203 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) : GABRIELI KURZ PERES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801386
2015-10-27T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Compensação. Tributos. Precatório. Necessidade de reexame da contenda à luz da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido.
sjur329630
- Acórdão(s) citado(s): (CRÉDITO TRIBUTÁRIO, COMPENSAÇÃO, PRECATÓRIO) ARE 752366 AgR (2ªT), ARE 789021 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 23/11/2015, MAD.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
597732
null
RE-AgR
acordaos
RE 597732 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) : GABRIELI KURZ PERES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Compensação. Tributos. Precatório. Necessidade de reexame da contenda à luz da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739046. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CESSÃO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO RELATIVO A PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM DÉBITO TRIBUTÁRIO. POSSIBILIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA, EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA, DEFERIR-SE O PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Possível a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, porquanto a compensação, além de se constituir em direito constitucional assegurado pela Carta Maior, é, também, consequência natural de uma relação jurídica em que duas pessoas sejam, ao mesmo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) :GABRIELI KURZ PERES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Rio Grande do Sul interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto de acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CESSÃO DE CRÉDITO PREVIDENCIÁRIO RELATIVO A PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM DÉBITO TRIBUTÁRIO. POSSIBILIDADE. PRESENÇA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA, EM SEDE DE MANDADO DE SEGURANÇA, DEFERIR-SE O PEDIDO DE COMPENSAÇÃO. Possível a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, porquanto a compensação, além de se constituir em direito constitucional assegurado pela Carta Maior, é, também, consequência natural de uma relação jurídica em que duas pessoas sejam, ao mesmo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS tempo, credor e devedor uma da outra. Prescindível a existência de lei infraconstitucional a regulamentar a matéria. O simples fato de o Estado se furtar a regulamentar, no plano infraconstitucional, a matéria relativa à compensação, não pode importar em violação a direito constitucionalmente garantido ao contribuinte. Inteligência do art. 170, do CTN. Possibilidade de compensação admitida pelo art. 78, § 2..., do ADCT, da Constituição Federal de 1988/88. Abrangência da expressão “entidade devedora” lá contida. Estando demonstrado o pedido de habilitação da cessionária na execução respectiva, bem assim a ciência que deu ao devedor quanto à cessão havida, possível deferir o pedido de compensação. Presença de direito líquido e certo. SENTENÇA CONFIRMADA EM REEXAME NECESSÁRIO, POR MAIORIA. VOTO VENCIDO.’ O Estado recorrente alega que o acórdão recorrido contrariou as regras veiculadas no art. 100, da parte permanente e do art. 78, § 2... do ADCT. Sustenta que a Corte Estadual ao considerar possível compensar precatório vencido titulado por devedor da Fazenda Pública mediante cessão de terceiro, para o pagamento de ICMS, não obstante a inexistência de lei autorizativa em âmbito estadual, e sem respeito à ordem cronológica de sua expedição, acabou por violar o art. 100 da Constituição. Aduz se injustificável apontar o art. 78, § 2..., do ADCT para justificar a dispensa da lei reclamada pelo art. 170 do Código Tributário Nacional. Decido. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a questão com base em normas infraconstitucionais, notadamente o art. 170, CTN; 290 a 292, Código Civil Brasileiro. Concluiu, ainda, no sentido de autorizar a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS tempo, credor e devedor uma da outra. Prescindível a existência de lei infraconstitucional a regulamentar a matéria. O simples fato de o Estado se furtar a regulamentar, no plano infraconstitucional, a matéria relativa à compensação, não pode importar em violação a direito constitucionalmente garantido ao contribuinte. Inteligência do art. 170, do CTN. Possibilidade de compensação admitida pelo art. 78, § 2..., do ADCT, da Constituição Federal de 1988/88. Abrangência da expressão “entidade devedora” lá contida. Estando demonstrado o pedido de habilitação da cessionária na execução respectiva, bem assim a ciência que deu ao devedor quanto à cessão havida, possível deferir o pedido de compensação. Presença de direito líquido e certo. SENTENÇA CONFIRMADA EM REEXAME NECESSÁRIO, POR MAIORIA. VOTO VENCIDO.’ O Estado recorrente alega que o acórdão recorrido contrariou as regras veiculadas no art. 100, da parte permanente e do art. 78, § 2... do ADCT. Sustenta que a Corte Estadual ao considerar possível compensar precatório vencido titulado por devedor da Fazenda Pública mediante cessão de terceiro, para o pagamento de ICMS, não obstante a inexistência de lei autorizativa em âmbito estadual, e sem respeito à ordem cronológica de sua expedição, acabou por violar o art. 100 da Constituição. Aduz se injustificável apontar o art. 78, § 2..., do ADCT para justificar a dispensa da lei reclamada pelo art. 170 do Código Tributário Nacional. Decido. Verifico que o Tribunal de origem decidiu a questão com base em normas infraconstitucionais, notadamente o art. 170, CTN; 290 a 292, Código Civil Brasileiro. Concluiu, ainda, no sentido de autorizar a compensação de crédito tributário com valores relativos a precatórios havidos por cessão onerosa de credores do IPERGS, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS entendendo que a Lei Estadual n 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único seria expressa em responsabilizar, mesmo subsidiariamente, o Estado do Rio Grande do Sul pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, caindo por terra um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas. A jurisprudência da Corte vêm se posicionado no sentido da natureza infraconstitucional da controvérsia envolvendo a compensação de créditos tributários com precatórios expedidos por ente diverso do credor do tributo, como se vê dos precedentes que seguem: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS entendendo que a Lei Estadual n 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único seria expressa em responsabilizar, mesmo subsidiariamente, o Estado do Rio Grande do Sul pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, caindo por terra um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas. A jurisprudência da Corte vêm se posicionado no sentido da natureza infraconstitucional da controvérsia envolvendo a compensação de créditos tributários com precatórios expedidos por ente diverso do credor do tributo, como se vê dos precedentes que seguem: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 789.021/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe 23/4/15 -grifei). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE ICMS. PRECATÓRIO EXPEDIDO POR ENTE PÚBLICO DIVERSO DO CREDOR DO TRIBUTO. ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 736.781-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje 1.../4/14). Ainda no mesmo sentido: ARE n 831.300/RS, Rel. Min. Teori Zavascki , DJe 27/3/15; ARE n 798.914/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes , DJe 10/2/15; AI n 763.637/RS, Rel. Min. Roberto Barroso , DJe 13/3/15. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os precedentes invocados na decisão recorrida tratam de situação diversa, “ainda que sutilmente diversa”. Segundo entende, naqueles casos o tribunal origem teria decidido não 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 4. Agravo regimental DESPROVIDO’ (ARE n 789.021/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux , DJe 23/4/15 -grifei). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO COM CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS DE ICMS. PRECATÓRIO EXPEDIDO POR ENTE PÚBLICO DIVERSO DO CREDOR DO TRIBUTO. ANÁLISE DE NORMAS LOCAIS. INVIABILIDADE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE 736.781-AgR, Segunda Turma, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje 1.../4/14). Ainda no mesmo sentido: ARE n 831.300/RS, Rel. Min. Teori Zavascki , DJe 27/3/15; ARE n 798.914/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes , DJe 10/2/15; AI n 763.637/RS, Rel. Min. Roberto Barroso , DJe 13/3/15. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os precedentes invocados na decisão recorrida tratam de situação diversa, “ainda que sutilmente diversa”. Segundo entende, naqueles casos o tribunal origem teria decidido não 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS haver lei autorizando a compensação e que, no presente recurso extraordinário, o Estado teria aduzido afronta ao art. 100, da Constituição e ao art. 78, § 2... do ADCT. Refere que, “[a]o analisar a repercussão geral do Recurso Extraordinário 566.349, a e. Ministra Cármen Lúcia destacou que ainda que o Supremo Tribunal Federal compreendesse pela aplicabilidade imediata do art. 78, § 2..., do ADCT, restaria uma segunda questão constitucional, que consiste em “saber se precatórios decorrentes de crédito de natureza alimentar podem ser compensados com débitos tributários.” Aduz o agravante que, mesmo havendo lei estadual autorizadora, os créditos de natureza alimentar não poderiam ser compensados com créditos tributários. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS haver lei autorizando a compensação e que, no presente recurso extraordinário, o Estado teria aduzido afronta ao art. 100, da Constituição e ao art. 78, § 2... do ADCT. Refere que, “[a]o analisar a repercussão geral do Recurso Extraordinário 566.349, a e. Ministra Cármen Lúcia destacou que ainda que o Supremo Tribunal Federal compreendesse pela aplicabilidade imediata do art. 78, § 2..., do ADCT, restaria uma segunda questão constitucional, que consiste em “saber se precatórios decorrentes de crédito de natureza alimentar podem ser compensados com débitos tributários.” Aduz o agravante que, mesmo havendo lei estadual autorizadora, os créditos de natureza alimentar não poderiam ser compensados com créditos tributários. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios de terceiros, no caso o IPERGS, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Com efeito, assim se pronunciou o Tribunal de origem: “Não obstante, embora diversas as pessoas e, por consequência, as responsabilidades de cada uma delas, não é possível desconsiderar, na solução da quaestio, que a Lei n 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único, é expressa em responsabilizar o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, naquelas circunstâncias em que a Autarquia não disponha de recursos próprios para quitá-lo. É bem verdade que a responsabilidade é subsidiária. Mas, existe! Por aí já se vê que, embora distintas as pessoas jurídicas, na impossibilidade de pagamento pela Autarquia Previdenciária, responde o ente maior. Até porque, pela criatura, ao fim e ao cabo, é responsável seu criador. Cai por terra, assim, ao meu sentir, um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas.” Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Conforme consignei na decisão agravada, a jurisprudência da Corte é firme no sentido de que a análise acerca da compensação de tributos com precatórios de terceiros, no caso o IPERGS, demanda o reexame da legislação infraconstitucional. Com efeito, assim se pronunciou o Tribunal de origem: “Não obstante, embora diversas as pessoas e, por consequência, as responsabilidades de cada uma delas, não é possível desconsiderar, na solução da quaestio, que a Lei n 9.127/90, em seu art. 10, parágrafo único, é expressa em responsabilizar o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL pelo pagamento dos precatórios do IPERGS, naquelas circunstâncias em que a Autarquia não disponha de recursos próprios para quitá-lo. É bem verdade que a responsabilidade é subsidiária. Mas, existe! Por aí já se vê que, embora distintas as pessoas jurídicas, na impossibilidade de pagamento pela Autarquia Previdenciária, responde o ente maior. Até porque, pela criatura, ao fim e ao cabo, é responsável seu criador. Cai por terra, assim, ao meu sentir, um dos óbices à compensação, qual seja o de serem diversas as pessoas jurídicas.” Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL COM CRÉDITO DE PRECATÓRIO EMITIDO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 752.366/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: ’PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. COMPENSAÇÃO DE TRIBUTO ESTADUAL COM CRÉDITO DE PRECATÓRIO EMITIDO PELO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL. ACÓRDÃO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 752.366/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. PRECATÓRIO. COMPENSAÇÃO. CRÉDITOS E DÉBITOS TITULARIZADOS POR ENTES DE NATUREZA DISTINTA. ESTADO E AUTARQUIA. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO AUTORIZATIVA. QUESTÃO DECIDIDA PELO TRIBUNAL A QUO À LUZ DA INTERPRETAÇÃO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. NÃO CABIMENTO DO EXTRAORDINÁRIO. 1. A conclusão pela impossibilidade de compensação de créditos tributários de ICMS com precatórios devidos por ente jurídico de natureza distinta, ante a inexistência de lei autorizativa, constitui fundamento suficiente para a manutenção do acórdão e foi decidida à luz de interpretação de normas infraconstitucionais. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivos infraconstitucionais encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. Precedentes específicos sobre a matéria, envolvendo precatórios emitidos contra o IPERGS. ARE 680.937, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe de 04/06/2014 e ARE 715697-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 26/04/2013. 3. In casu, o acórdão recorrido extraordinariamente assentou: ’PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO A DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. VEDAÇÃO. ICMS. COMPENSAÇÃO. PRECATÓRIO DEVIDO PELO IPERGS. CRÉDITO TRIBUTÁRIO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 789.021/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 23/4/15). No mais, observo que o recorrente não se insurgiu contra a parte do acórdão recorrido que concluiu pela possibilidade de compensação de créditos de natureza alimentícia, com débitos tributários. Assim, não se cogita, no caso, de questão constitucional remanescente a ensejar o enquadramento na repercussão geral reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário n 566.349, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS SUL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPENSAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO’. 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (ARE n 789.021/RS–AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 23/4/15). No mais, observo que o recorrente não se insurgiu contra a parte do acórdão recorrido que concluiu pela possibilidade de compensação de créditos de natureza alimentícia, com débitos tributários. Assim, não se cogita, no caso, de questão constitucional remanescente a ensejar o enquadramento na repercussão geral reconhecida nos autos do Recurso Extraordinário n 566.349, de relatoria da Ministra Cármen Lúcia. Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9739044. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) : GABRIELI KURZ PERES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720203 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597.732 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : COOPERATIVA VITI-VINÍCOLA POMPÉIA LTDA ADV.(A/S) : GABRIELI KURZ PERES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720203 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 732", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 732", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 732", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "ARE 680 . 937", "ARE 715697 - AgR", "Recurso Extraordinário 597732", "ARE 680 . 937", "ARE 715697 - AgR", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "ARE n 789 . 021 / RS - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 736", ".", "-", "AgR", "ARE n 831 . 300 / RS", "ARE n 798 . 914 / RS", "AI n 763 . 637 / RS", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "ARE n 789 . 021 / RS - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 736 . 781 - AgR", "ARE n 831 . 300 / RS", "ARE n 798 . 914 / RS", "AI n 763 . 637 / RS", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 566 . 349", "Recurso Extraordinário 597732 AGR", "Recurso Extraordinário 566 . 349", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 732", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 597 . 732", "Recurso Extraordinário 597732 AGR / RS", "ARE n 752 . 366 / SC - 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VINÍCOLA POMPÉIA LTDA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA VITI - VINÍCOLA POMPÉIA LTDA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA VITI - VINÍCOLA POMPÉIA LTDA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "RS", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "IPERGS", "IPERGS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COOPERATIVA VITI - 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJE DE 13/8/2010). VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (LEI 8.629/1993 E CÓDIGO FLORESTAL). OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 878799 AGR / GO agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) inocorrência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal; (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o acolhimento do recurso demandaria análise dos fatos da causa em cotejo com a legislação pertinente, incidindo o óbice da Súmula 279 do STF. A parte agravante sustenta, em suma, que houve afronta direta à CF/88. No mais, repisa os argumentos expendidos nos recursos anteriores. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565019. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF; (b) inocorrência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal; (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o acolhimento do recurso demandaria análise dos fatos da causa em cotejo com a legislação pertinente, incidindo o óbice da Súmula 279 do STF. A parte agravante sustenta, em suma, que houve afronta direta à CF/88. No mais, repisa os argumentos expendidos nos recursos anteriores. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF/88 e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 878799 AGR / GO DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da CF/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da CF/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 878799 AGR / GO Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 5. Por fim, o acolhimento da pretensão recursal impõe a análise de fatos e da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.629/93 e Código Florestal), o que não é cabível em recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Cálculo em separado da terra nua. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.(RE 595199 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 11-10-2011). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 5. Por fim, o acolhimento da pretensão recursal impõe a análise de fatos e da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.629/93 e Código Florestal), o que não é cabível em recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Cálculo em separado da terra nua. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.(RE 595199 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 11-10-2011). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) : ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595607 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) : ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9611523
2015-10-06T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJE DE 13/8/2010). VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (LEI 8.629/1993 E CÓDIGO FLORESTAL). OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur325300
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 27/10/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
878799
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-004771 ANO-1965\n CFL-1965 CÓDIGO FLORESTAL\n\n", "LEG-FED LEI-008629 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 878799 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) : ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO AI 791.292 QO - RG (MIN. REL. GILMAR MENDES, DJE DE 13/8/2010). VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, À COISA JULGADA OU AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL (LEI 8.629/1993 E CÓDIGO FLORESTAL). OFENSA CONSTITUCIONAL MERAMENTE REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 878799 AGR / GO agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) inocorrência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal; (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o acolhimento do recurso demandaria análise dos fatos da causa em cotejo com a legislação pertinente, incidindo o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que houve afronta direta à Constituição Federal de 1988/88. No mais, repisa os argumentos expendidos nos recursos anteriores. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565019. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) :ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) inocorrência de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal; (c) o objeto do recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Tema 660), por se tratar de questão infraconstitucional; e (d) o acolhimento do recurso demandaria análise dos fatos da causa em cotejo com a legislação pertinente, incidindo o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em suma, que houve afronta direta à Constituição Federal de 1988/88. No mais, repisa os argumentos expendidos nos recursos anteriores. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O recurso não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988/88 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 878799 AGR / GO DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. No que toca à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, deve ser observado entendimento assentado por esta Corte, do qual não divergiu o acórdão recorrido, no julgamento do AI 791.292 QO - RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13/8/2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que: (…) o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 878799 AGR / GO Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 5. Por fim, o acolhimento da pretensão recursal impõe a análise de fatos e da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.629/93 e Código Florestal), o que não é cabível em recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Cálculo em separado da terra nua. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.(Recurso Extraordinário 595199 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 11-10-2011). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Supremo Tribunal Federal ARE 878799 AGR / GO Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 5. Por fim, o acolhimento da pretensão recursal impõe a análise de fatos e da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 8.629/93 e Código Florestal), o que não é cabível em recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Administrativo. Desapropriação. Reforma agrária. Perícia. Valor da indenização. Cobertura vegetal. Cálculo em separado da terra nua. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.(Recurso Extraordinário 595199 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 11-10-2011). 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) : ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595607 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 878.799 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCO AURELIO CARDOSO AGTE.(S) : ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDMAR TEIXEIRA DE PAULA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI 791 . 292 QO", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 878799", "ARE 878799 AGR / GO", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "ARE 878799 AGR / GO", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "AI 791 . 292 QO - RG", "ARE 748 . 371 -", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário 595199 AgR", "ARE 878799 AGR / GO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário 595199 AgR", "AGRAVO 878 . 799" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "LEI 8 . 629 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988 / 88", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 629 / 93", "Código Florestal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 629 / 93", "Código Florestal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "GO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURELIO CARDOSO", "ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS", "EDMAR TEIXEIRA DE PAULA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURELIO CARDOSO", "ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS", "EDMAR TEIXEIRA DE PAULA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURELIO CARDOSO", "ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS", "EDMAR TEIXEIRA DE PAULA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS", "TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURELIO CARDOSO", "ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS", "EDMAR TEIXEIRA DE PAULA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURELIO CARDOSO", "ELIANE RODRIGUES DOS SANTOS", "EDMAR TEIXEIRA DE PAULA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "06", "/", "10", "/", "2015", "13", "/", "8", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "13", "/", "8", "/", "2010", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "13", "/", "8", "/", 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmulas 282 e 356 do STF. 2. O recurso extraordinário esbarra no óbice previsto na Súmula 279 do STF, por demandar o reexame de fatos e provas. 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 907274 ED / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (eDOC 29) opostos em face de decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo (eDOC 26), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 18, p. 857): ‘POLICIAL MILITAR – Dormir em serviço – Condenação em Primeira Instância – Apelo apontando preliminarmente a inobservância do princípio da igualdade – Recurso pleiteando a absolvição por não constituir o fato infração penal – Preliminares rejeitadas – Prática do crime previsto no art. 203 do CPM suficientemente comprovada – Análise do conjunto probatório que torna inquestionável a condenação dos policiais militares – Recurso de apelação que não comporta provimento.’ Não foram opostos embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (eDOC 29) opostos em face de decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo (eDOC 26), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 18, p. 857): ‘POLICIAL MILITAR – Dormir em serviço – Condenação em Primeira Instância – Apelo apontando preliminarmente a inobservância do princípio da igualdade – Recurso pleiteando a absolvição por não constituir o fato infração penal – Preliminares rejeitadas – Prática do crime previsto no art. 203 do CPM suficientemente comprovada – Análise do conjunto probatório que torna inquestionável a condenação dos policiais militares – Recurso de apelação que não comporta provimento.’ Não foram opostos embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 907274 ED / SP No recurso extraordinário, interposto por Claudio Edson de Souza Filho com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, XLVI, da Constituição. Sustenta-se que “o recorrente apenas atendeu à determinação de um superior, a qual, por conta das condições de hora e tempo, não se mostrou de plano ilegal, não sendo de se cogitar qualquer traço de má- fé ou desídia em sua conduta.” (eDOC 18, p. 870). Afirma-se, ademais, que não há provas nos autos de que o recorrente estivesse dormindo, e que a pena aplicada carece de razoabilidade e proporcionalidade. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP inadmitiu o recurso por configurar ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, e por incidência da Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Observo que as questões referentes à violação do dispositivo constitucional apontado não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Ademais, constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC, e 21, §1º, RISTF. ” O embargante sustenta que a decisão impugnada, embora tenha confirmado os fundamentos para a inadmissão do recurso extraordinário, nos termos do art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC, tratou de tema diverso daqueles apontados pelo Tribunal a quo para negar seguimento ao RE, e sobre os quais versou a petição de agravo. Alega ser o caso de cabimento dos embargos de declaração e não de agravo regimental, que só deve ser interposto após a complementação da decisão embargada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP No recurso extraordinário, interposto por Claudio Edson de Souza Filho com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5º, XLVI, da Constituição. Sustenta-se que “o recorrente apenas atendeu à determinação de um superior, a qual, por conta das condições de hora e tempo, não se mostrou de plano ilegal, não sendo de se cogitar qualquer traço de má- fé ou desídia em sua conduta.” (eDOC 18, p. 870). Afirma-se, ademais, que não há provas nos autos de que o recorrente estivesse dormindo, e que a pena aplicada carece de razoabilidade e proporcionalidade. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP inadmitiu o recurso por configurar ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, e por incidência da Súmula 279 do STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Observo que as questões referentes à violação do dispositivo constitucional apontado não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). Ademais, constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC, e 21, §1º, RISTF. ” O embargante sustenta que a decisão impugnada, embora tenha confirmado os fundamentos para a inadmissão do recurso extraordinário, nos termos do art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC, tratou de tema diverso daqueles apontados pelo Tribunal a quo para negar seguimento ao RE, e sobre os quais versou a petição de agravo. Alega ser o caso de cabimento dos embargos de declaração e não de agravo regimental, que só deve ser interposto após a complementação da decisão embargada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 907274 ED / SP É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Converto os presentes embargos de declaração em agravo regimental, conforme pacífica jurisprudência desta Corte: ARE 851.092-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 03.09.2015, RE 890.435-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12.08.2015; ARE 884.854-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 03.08.2015; AI 539.514-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25.06.2015. Sem razão a parte agravante. Conforme anteriormente consignado, o Tribunal a quo inadmitiu o recurso extraordinário sob fundamento de que a alegada violação seria meramente reflexa ao texto constitucional e de que incidiria, no caso, a Súmula 279 do STF. Apenas para efeito ilustrativo, passo a transcrever os seguintes trechos da decisão de admissibilidade (eDOC 18, p. 893-894): “A arguição de afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não configura ofensa direta e formal à Constituição Federal, mas, sim, por via reflexa, na medida em que as alegações sobre a descriminalização da conduta de dormir em serviço demanda o exame do art. 203 do Código Penal Militar. Ainda que superável fosse o impedimento supratranscrito, a estreita via do recurso extraordinário não viabiliza a análise do pleito com base em considerações sobre a prova dos autos (circunstâncias de tempo, lugar, obediência hierárquica), porque o exame de todo o alegado ampliaria o efeito devolutivo de modo a caracterizar como terceira instância revisora uma via constitucionalmente fixada como extraordinária. Destarte, a Câmara julgadora firmou seu entendimento com base nas provas coligidas nos autos, e toda a matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Converto os presentes embargos de declaração em agravo regimental, conforme pacífica jurisprudência desta Corte: ARE 851.092-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 03.09.2015, RE 890.435-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12.08.2015; ARE 884.854-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 03.08.2015; AI 539.514-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25.06.2015. Sem razão a parte agravante. Conforme anteriormente consignado, o Tribunal a quo inadmitiu o recurso extraordinário sob fundamento de que a alegada violação seria meramente reflexa ao texto constitucional e de que incidiria, no caso, a Súmula 279 do STF. Apenas para efeito ilustrativo, passo a transcrever os seguintes trechos da decisão de admissibilidade (eDOC 18, p. 893-894): “A arguição de afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não configura ofensa direta e formal à Constituição Federal, mas, sim, por via reflexa, na medida em que as alegações sobre a descriminalização da conduta de dormir em serviço demanda o exame do art. 203 do Código Penal Militar. Ainda que superável fosse o impedimento supratranscrito, a estreita via do recurso extraordinário não viabiliza a análise do pleito com base em considerações sobre a prova dos autos (circunstâncias de tempo, lugar, obediência hierárquica), porque o exame de todo o alegado ampliaria o efeito devolutivo de modo a caracterizar como terceira instância revisora uma via constitucionalmente fixada como extraordinária. Destarte, a Câmara julgadora firmou seu entendimento com base nas provas coligidas nos autos, e toda a matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 907274 ED / SP alegada reclamaria a análise do conjunto fático-probatório, o que é incabível nas instâncias extraordinárias, consoante o enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. […] Desta forma, não seria possível afastar a incidência do óbice da Sumula 279 da Excelsa Corte, pois, no caso presente, não se cogitam de fatos incontestes que necessitem meramente de revaloração, mas, sim, de reexame. [...]” Na decisão ora atacada, asseverei que para se chegar a conclusão diversa daquela adotada pelo juízo a quo seria necessário o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie. Observei, ainda, em acréscimo às razões já apontadas, que a matéria constitucional trazida no recurso extraordinário não havia sido objeto de apreciação pelo acórdão recorrido. Embora esse último argumento não tenha sido veiculado no juízo de admissibilidade, ressalto que o exame realizado pelo Tribunal de origem não vincula o Supremo Tribunal Federal, podendo o relator do recurso reexaminar a admissibilidade já feita e apreciar, se for o caso, o extraordinário. Nesse sentido: RE 751.604, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 05.11.2013; RE 452.668, Rel. Min Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 16.11.2010. Inconsistentes, portanto, os fundamentos apresentados na petição de embargos de declaração. Ultrapassado esse ponto, por economia processual, retomo os fundamentos utilizados para negar provimento ao ARE. Com efeito, as premissas sobre a quais se firmou o acórdão recorrido não fazem expressa referência ao artigo da Constituição tido por violado e não foram opostos embargos de declaração para suprir a omissão. Inexiste, portanto, no recurso interposto pelo recorrente, o necessário prequestionamento, o que inviabiliza a admissão do extraordinário, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP alegada reclamaria a análise do conjunto fático-probatório, o que é incabível nas instâncias extraordinárias, consoante o enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. […] Desta forma, não seria possível afastar a incidência do óbice da Sumula 279 da Excelsa Corte, pois, no caso presente, não se cogitam de fatos incontestes que necessitem meramente de revaloração, mas, sim, de reexame. [...]” Na decisão ora atacada, asseverei que para se chegar a conclusão diversa daquela adotada pelo juízo a quo seria necessário o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie. Observei, ainda, em acréscimo às razões já apontadas, que a matéria constitucional trazida no recurso extraordinário não havia sido objeto de apreciação pelo acórdão recorrido. Embora esse último argumento não tenha sido veiculado no juízo de admissibilidade, ressalto que o exame realizado pelo Tribunal de origem não vincula o Supremo Tribunal Federal, podendo o relator do recurso reexaminar a admissibilidade já feita e apreciar, se for o caso, o extraordinário. Nesse sentido: RE 751.604, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 05.11.2013; RE 452.668, Rel. Min Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 16.11.2010. Inconsistentes, portanto, os fundamentos apresentados na petição de embargos de declaração. Ultrapassado esse ponto, por economia processual, retomo os fundamentos utilizados para negar provimento ao ARE. Com efeito, as premissas sobre a quais se firmou o acórdão recorrido não fazem expressa referência ao artigo da Constituição tido por violado e não foram opostos embargos de declaração para suprir a omissão. Inexiste, portanto, no recurso interposto pelo recorrente, o necessário prequestionamento, o que inviabiliza a admissão do extraordinário, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 907274 ED / SP termos das Súmulas 282 e 356 do STF. Ademais, o acórdão recorrido, ao confirmar a sentença condenatória, assim concluiu (eDOC 18, p. 860): “[...] a prática do crime restou suficientemente comprovada não havendo dúvidas sobre o fato dos acusados terem dormido durante o serviço, tendo o conjunto probatório demonstrado de forma clara e insofismável a conduta delitiva, o que restou muito bem fundamento na decisão de primeiro grau, que abordou com propriedade todos os aspectos relacionados com a prática do crime em pauta [...]”. Nessa perspectiva, como já assentado na decisão agravada, chegar à conclusão diversa daquela proclamada no acórdão recorrido implica incursão na seara fática, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. Da mesma forma, quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, XLVI, a partir da ótica da razoabilidade e proporcionalidade na condenação, verifico que suposta violação à Constituição, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido: RE 829.226-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 06.03.2015; ARE 742.871-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 03.10.2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP termos das Súmulas 282 e 356 do STF. Ademais, o acórdão recorrido, ao confirmar a sentença condenatória, assim concluiu (eDOC 18, p. 860): “[...] a prática do crime restou suficientemente comprovada não havendo dúvidas sobre o fato dos acusados terem dormido durante o serviço, tendo o conjunto probatório demonstrado de forma clara e insofismável a conduta delitiva, o que restou muito bem fundamento na decisão de primeiro grau, que abordou com propriedade todos os aspectos relacionados com a prática do crime em pauta [...]”. Nessa perspectiva, como já assentado na decisão agravada, chegar à conclusão diversa daquela proclamada no acórdão recorrido implica incursão na seara fática, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. Da mesma forma, quanto à alegação de ofensa ao art. 5º, XLVI, a partir da ótica da razoabilidade e proporcionalidade na condenação, verifico que suposta violação à Constituição, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido: RE 829.226-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 06.03.2015; ARE 742.871-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 03.10.2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) : DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601872 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) : DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601872 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9611376
2015-10-06T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmulas 282 e 356 do STF. 2. O recurso extraordinário esbarra no óbice previsto na Súmula 279 do STF, por demandar o reexame de fatos e provas. 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur325340
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) AI 539514 ED (1ªT), ARE 851092 ED (2ªT), RE 890435 ED (1ªT), ARE 884854 ED (2ªT). (VINCULAÇÃO, STF, JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE, RE, TRIBUNAL DE ORIGEM) RE 452668 ED (2ªT), RE 751604 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 742871 AgR (1ªT), RE 829226 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 10/11/2015, AMS.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
907274
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 907274 ED
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EMBTE.(S) : CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) : DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. É inadmissível o recurso extraordinário quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. O recurso extraordinário esbarra no óbice previsto na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, por demandar o reexame de fatos e provas. 3. É inviável o processamento do apelo extremo quando sua análise implica rever a interpretação de normas infraconstitucionais que fundamentaram a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. 3. Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 907274 ED / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (eDOC 29) opostos em face de decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo (eDOC 26), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 18, p. 857): ‘POLICIAL MILITAR – Dormir em serviço – Condenação em Primeira Instância – Apelo apontando preliminarmente a inobservância do princípio da igualdade – Recurso pleiteando a absolvição por não constituir o fato infração penal – Preliminares rejeitadas – Prática do crime previsto no art. 203 do CPM suficientemente comprovada – Análise do conjunto probatório que torna inquestionável a condenação dos policiais militares – Recurso de apelação que não comporta provimento.’ Não foram opostos embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) :CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) :DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração (eDOC 29) opostos em face de decisão em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo (eDOC 26), nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado (eDOC 18, p. 857): ‘POLICIAL MILITAR – Dormir em serviço – Condenação em Primeira Instância – Apelo apontando preliminarmente a inobservância do princípio da igualdade – Recurso pleiteando a absolvição por não constituir o fato infração penal – Preliminares rejeitadas – Prática do crime previsto no art. 203 do CPM suficientemente comprovada – Análise do conjunto probatório que torna inquestionável a condenação dos policiais militares – Recurso de apelação que não comporta provimento.’ Não foram opostos embargos de declaração. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 907274 ED / SP No recurso extraordinário, interposto por Claudio Edson de Souza Filho com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., XLVI, da Constituição. Sustenta-se que “o recorrente apenas atendeu à determinação de um superior, a qual, por conta das condições de hora e tempo, não se mostrou de plano ilegal, não sendo de se cogitar qualquer traço de má- fé ou desídia em sua conduta.” (eDOC 18, p. 870). Afirma-se, ademais, que não há provas nos autos de que o recorrente estivesse dormindo, e que a pena aplicada carece de razoabilidade e proporcionalidade. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP inadmitiu o recurso por configurar ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Observo que as questões referentes à violação do dispositivo constitucional apontado não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. ” O embargante sustenta que a decisão impugnada, embora tenha confirmado os fundamentos para a inadmissão do recurso extraordinário, nos termos do art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil, tratou de tema diverso daqueles apontados pelo Tribunal a quo para negar seguimento ao Recurso Extraordinário, e sobre os quais versou a petição de agravo. Alega ser o caso de cabimento dos embargos de declaração e não de agravo regimental, que só deve ser interposto após a complementação da decisão embargada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP No recurso extraordinário, interposto por Claudio Edson de Souza Filho com base no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa ao art. 5..., XLVI, da Constituição. Sustenta-se que “o recorrente apenas atendeu à determinação de um superior, a qual, por conta das condições de hora e tempo, não se mostrou de plano ilegal, não sendo de se cogitar qualquer traço de má- fé ou desídia em sua conduta.” (eDOC 18, p. 870). Afirma-se, ademais, que não há provas nos autos de que o recorrente estivesse dormindo, e que a pena aplicada carece de razoabilidade e proporcionalidade. A Presidência da Seção de Direito Criminal do TJSP inadmitiu o recurso por configurar ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, e por incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Observo que as questões referentes à violação do dispositivo constitucional apontado não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Falta-lhes, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, constato que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie, o que inviabiliza o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. ” O embargante sustenta que a decisão impugnada, embora tenha confirmado os fundamentos para a inadmissão do recurso extraordinário, nos termos do art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil, tratou de tema diverso daqueles apontados pelo Tribunal a quo para negar seguimento ao Recurso Extraordinário, e sobre os quais versou a petição de agravo. Alega ser o caso de cabimento dos embargos de declaração e não de agravo regimental, que só deve ser interposto após a complementação da decisão embargada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 907274 ED / SP É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583306. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Converto os presentes embargos de declaração em agravo regimental, conforme pacífica jurisprudência desta Corte: ARE 851.092-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 03.09.2015, Recurso Extraordinário 890.435-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12.08.2015; ARE 884.854-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 03.08.2015; AI 539.514-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25.06.2015. Sem razão a parte agravante. Conforme anteriormente consignado, o Tribunal a quo inadmitiu o recurso extraordinário sob fundamento de que a alegada violação seria meramente reflexa ao texto constitucional e de que incidiria, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Apenas para efeito ilustrativo, passo a transcrever os seguintes trechos da decisão de admissibilidade (eDOC 18, p. 893-894): “A arguição de afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não configura ofensa direta e formal à Constituição Federal, mas, sim, por via reflexa, na medida em que as alegações sobre a descriminalização da conduta de dormir em serviço demanda o exame do art. 203 do Código Penal Militar. Ainda que superável fosse o impedimento supratranscrito, a estreita via do recurso extraordinário não viabiliza a análise do pleito com base em considerações sobre a prova dos autos (circunstâncias de tempo, lugar, obediência hierárquica), porque o exame de todo o alegado ampliaria o efeito devolutivo de modo a caracterizar como terceira instância revisora uma via constitucionalmente fixada como extraordinária. Destarte, a Câmara julgadora firmou seu entendimento com base nas provas coligidas nos autos, e toda a matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Converto os presentes embargos de declaração em agravo regimental, conforme pacífica jurisprudência desta Corte: ARE 851.092-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe de 03.09.2015, Recurso Extraordinário 890.435-ED, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12.08.2015; ARE 884.854-ED, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 03.08.2015; AI 539.514-ED, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe de 25.06.2015. Sem razão a parte agravante. Conforme anteriormente consignado, o Tribunal a quo inadmitiu o recurso extraordinário sob fundamento de que a alegada violação seria meramente reflexa ao texto constitucional e de que incidiria, no caso, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Apenas para efeito ilustrativo, passo a transcrever os seguintes trechos da decisão de admissibilidade (eDOC 18, p. 893-894): “A arguição de afronta aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade não configura ofensa direta e formal à Constituição Federal, mas, sim, por via reflexa, na medida em que as alegações sobre a descriminalização da conduta de dormir em serviço demanda o exame do art. 203 do Código Penal Militar. Ainda que superável fosse o impedimento supratranscrito, a estreita via do recurso extraordinário não viabiliza a análise do pleito com base em considerações sobre a prova dos autos (circunstâncias de tempo, lugar, obediência hierárquica), porque o exame de todo o alegado ampliaria o efeito devolutivo de modo a caracterizar como terceira instância revisora uma via constitucionalmente fixada como extraordinária. Destarte, a Câmara julgadora firmou seu entendimento com base nas provas coligidas nos autos, e toda a matéria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 907274 ED / SP alegada reclamaria a análise do conjunto fático-probatório, o que é incabível nas instâncias extraordinárias, consoante o enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. […] Desta forma, não seria possível afastar a incidência do óbice da Sumula 279 da Excelsa Corte, pois, no caso presente, não se cogitam de fatos incontestes que necessitem meramente de revaloração, mas, sim, de reexame. [...]” Na decisão ora atacada, asseverei que para se chegar a conclusão diversa daquela adotada pelo juízo a quo seria necessário o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie. Observei, ainda, em acréscimo às razões já apontadas, que a matéria constitucional trazida no recurso extraordinário não havia sido objeto de apreciação pelo acórdão recorrido. Embora esse último argumento não tenha sido veiculado no juízo de admissibilidade, ressalto que o exame realizado pelo Tribunal de origem não vincula o Supremo Tribunal Federal, podendo o relator do recurso reexaminar a admissibilidade já feita e apreciar, se for o caso, o extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 751.604, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 05.11.2013; Recurso Extraordinário 452.668, Rel. Min Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 16.11.2010. Inconsistentes, portanto, os fundamentos apresentados na petição de embargos de declaração. Ultrapassado esse ponto, por economia processual, retomo os fundamentos utilizados para negar provimento ao ARE. Com efeito, as premissas sobre a quais se firmou o acórdão recorrido não fazem expressa referência ao artigo da Constituição tido por violado e não foram opostos embargos de declaração para suprir a omissão. Inexiste, portanto, no recurso interposto pelo recorrente, o necessário prequestionamento, o que inviabiliza a admissão do extraordinário, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP alegada reclamaria a análise do conjunto fático-probatório, o que é incabível nas instâncias extraordinárias, consoante o enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. […] Desta forma, não seria possível afastar a incidência do óbice da Sumula 279 da Excelsa Corte, pois, no caso presente, não se cogitam de fatos incontestes que necessitem meramente de revaloração, mas, sim, de reexame. [...]” Na decisão ora atacada, asseverei que para se chegar a conclusão diversa daquela adotada pelo juízo a quo seria necessário o reexame de fatos e provas e da legislação processual aplicável à espécie. Observei, ainda, em acréscimo às razões já apontadas, que a matéria constitucional trazida no recurso extraordinário não havia sido objeto de apreciação pelo acórdão recorrido. Embora esse último argumento não tenha sido veiculado no juízo de admissibilidade, ressalto que o exame realizado pelo Tribunal de origem não vincula o Supremo Tribunal Federal, podendo o relator do recurso reexaminar a admissibilidade já feita e apreciar, se for o caso, o extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 751.604, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 05.11.2013; Recurso Extraordinário 452.668, Rel. Min Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 16.11.2010. Inconsistentes, portanto, os fundamentos apresentados na petição de embargos de declaração. Ultrapassado esse ponto, por economia processual, retomo os fundamentos utilizados para negar provimento ao ARE. Com efeito, as premissas sobre a quais se firmou o acórdão recorrido não fazem expressa referência ao artigo da Constituição tido por violado e não foram opostos embargos de declaração para suprir a omissão. Inexiste, portanto, no recurso interposto pelo recorrente, o necessário prequestionamento, o que inviabiliza a admissão do extraordinário, nos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 907274 ED / SP termos das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, o acórdão recorrido, ao confirmar a sentença condenatória, assim concluiu (eDOC 18, p. 860): “[...] a prática do crime restou suficientemente comprovada não havendo dúvidas sobre o fato dos acusados terem dormido durante o serviço, tendo o conjunto probatório demonstrado de forma clara e insofismável a conduta delitiva, o que restou muito bem fundamento na decisão de primeiro grau, que abordou com propriedade todos os aspectos relacionados com a prática do crime em pauta [...]”. Nessa perspectiva, como já assentado na decisão agravada, chegar à conclusão diversa daquela proclamada no acórdão recorrido implica incursão na seara fática, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. Da mesma forma, quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., XLVI, a partir da ótica da razoabilidade e proporcionalidade na condenação, verifico que suposta violação à Constituição, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 829.226-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 06.03.2015; ARE 742.871-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 03.10.2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Supremo Tribunal Federal ARE 907274 ED / SP termos das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, o acórdão recorrido, ao confirmar a sentença condenatória, assim concluiu (eDOC 18, p. 860): “[...] a prática do crime restou suficientemente comprovada não havendo dúvidas sobre o fato dos acusados terem dormido durante o serviço, tendo o conjunto probatório demonstrado de forma clara e insofismável a conduta delitiva, o que restou muito bem fundamento na decisão de primeiro grau, que abordou com propriedade todos os aspectos relacionados com a prática do crime em pauta [...]”. Nessa perspectiva, como já assentado na decisão agravada, chegar à conclusão diversa daquela proclamada no acórdão recorrido implica incursão na seara fática, o que é vedado pela Súmula 279 desta Corte. Da mesma forma, quanto à alegação de ofensa ao art. 5..., XLVI, a partir da ótica da razoabilidade e proporcionalidade na condenação, verifico que suposta violação à Constituição, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 829.226-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 06.03.2015; ARE 742.871-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 03.10.2013. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9583307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) : DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601872 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.274 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN EMBTE.(S) : CLAUDIO EDSON DE SOUSA FILHO ADV.(A/S) : DIRCEU AUGUSTO DA CÂMARA VALLE E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601872 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 907274 ED / SP", "ARE 907274", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907 . 274 SÃO", "ARE 907274 ED / SP", "eDOC 18", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmulas 279", "ARE 907274 ED / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "ARE 907274 ED / SP", "ARE 907274 ED / SP", "ARE 851 . 092 - ED", "Recurso Extraordinário 890 . 435 - ED", "ARE 884 . 854 - ED", "AI 539 . 514 - ED", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 851 . 092 - ED", "Recurso Extraordinário 890 . 435 - ED", "ARE 884 . 854 - ED", "AI 539 . 514 - ED", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Sumula 279 da Excelsa Corte", "Recurso Extraordinário 751 . 604", "Recurso Extraordinário 452 . 668", "ARE 907274 ED / SP", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 751 . 604", "Recurso 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Homicídio duplamente qualificado. Concurso de agentes. Condenação. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1º de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 900.679. Consta dos autos que Eliandro Carlos Almeida Ferreira e Neusa de Almeida Ferreira foram pronunciados pela prática, em tese, do delito previsto no artigo 121, § 2°, incisos II e IV, c/c artigo 29, todos do Código Penal. Submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Osasco/SP, sobreveio condenação à pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido violou o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 900.679. Consta dos autos que Eliandro Carlos Almeida Ferreira e Neusa de Almeida Ferreira foram pronunciados pela prática, em tese, do delito previsto no artigo 121, § 2°, incisos II e IV, c/c artigo 29, todos do Código Penal. Submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Osasco/SP, sobreveio condenação à pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido violou o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 900679 AGR / SP O Tribunal a quo julgou prejudicada a irresignação no que concerne à suposta ofensa à garantia da fundamentação das decisões judiciais (art. 93, inciso IX, da CF), aplicando o art. 543-B, § 3º, do CPC. Ademais, assinalou deficiência na fundamentação. Contra a referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo nos próprios autos, que repisa a tese exposta no recurso extraordinário. Em 5.8.2015, não conheci do agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, alega-se violação ao artigo 93, inciso IX, do texto constitucional. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP O Tribunal a quo julgou prejudicada a irresignação no que concerne à suposta ofensa à garantia da fundamentação das decisões judiciais (art. 93, inciso IX, da CF), aplicando o art. 543-B, § 3º, do CPC. Ademais, assinalou deficiência na fundamentação. Contra a referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo nos próprios autos, que repisa a tese exposta no recurso extraordinário. Em 5.8.2015, não conheci do agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, alega-se violação ao artigo 93, inciso IX, do texto constitucional. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): As razões do agravo regimental não trouxeram novos argumentos aptos a evidenciar desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante visa apenas a rediscutir a matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Tribunal, insistindo na tese da ausência de fundamentação. Conforme exposto na decisão agravada, quanto à suposta lesão ao inciso IX do artigo 93 da Carta Maior, o agravo se insurge contra decisão do Tribunal de origem que aplicou entendimento já fixado em repercussão geral. Nessa esteira, esta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, sedimentou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o art. 543-B do CPC, assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): As razões do agravo regimental não trouxeram novos argumentos aptos a evidenciar desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante visa apenas a rediscutir a matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Tribunal, insistindo na tese da ausência de fundamentação. Conforme exposto na decisão agravada, quanto à suposta lesão ao inciso IX do artigo 93 da Carta Maior, o agravo se insurge contra decisão do Tribunal de origem que aplicou entendimento já fixado em repercussão geral. Nessa esteira, esta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, sedimentou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o art. 543-B do CPC, assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3º do art. 543-B, do CPC, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 900679 AGR / SP aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem”. (Grifamos). Nesse sentido, ressalto que não cabe o agravo previsto no artigo 544 do CPC contra decisão de tribunal originário que aplica a sistemática da repercussão geral. No caso, sequer a conversão do recurso em agravo regimental dirigido àquele Tribunal é possível, uma vez que a irresignação foi interposta após entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal que definiu o meio processual adequado a questionar referidas decisões. Ademais, esta Corte consolidou entendimento de não existir nulidade ou qualquer ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal no fato de o provimento judicial utilizar-se de fundamentação ou motivação per relationem. A esse propósito, cito precedentes: ARE 850.086/BA AgR, Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015; ARE 742.212/DF AgR, Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.10.2014 e ARE 727.030/RS AgR, Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 3.12.2013. Ressalto que o Tribunal a quo apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP aplica decisão de mérito do STF em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do STF, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao STF apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem”. (Grifamos). Nesse sentido, ressalto que não cabe o agravo previsto no artigo 544 do CPC contra decisão de tribunal originário que aplica a sistemática da repercussão geral. No caso, sequer a conversão do recurso em agravo regimental dirigido àquele Tribunal é possível, uma vez que a irresignação foi interposta após entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal que definiu o meio processual adequado a questionar referidas decisões. Ademais, esta Corte consolidou entendimento de não existir nulidade ou qualquer ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal no fato de o provimento judicial utilizar-se de fundamentação ou motivação per relationem. A esse propósito, cito precedentes: ARE 850.086/BA AgR, Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015; ARE 742.212/DF AgR, Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.10.2014 e ARE 727.030/RS AgR, Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 3.12.2013. Ressalto que o Tribunal a quo apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 900679 AGR / SP do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) : ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) : JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9365006 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) : ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) : JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9365006 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9371915
2015-09-01T00:00:00
2015-09-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Homicídio duplamente qualificado. Concurso de agentes. Condenação. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do CPC. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da CF. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur319342
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, APLICAÇÃO DE REPERCUSSÃO GERAL) AI 760358 QO (TP). (MOTIVAÇÃO “PER RELATIONEM”) ARE 727030 AgR (2ªT), ARE 742212 AgR (1ªT), ARE 850086 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 17/09/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
900679
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00035 INC-00060 ART-00093 \n INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B ART-00544\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 900679 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) : ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) : JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Penal e Processual Penal. Homicídio duplamente qualificado. Concurso de agentes. Condenação. 3. Não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. 4. Alegação de violação ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988. Acórdão recorrido suficientemente motivado. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1... de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355971. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 900.679. Consta dos autos que Eliandro Carlos Almeida Ferreira e Neusa de Almeida Ferreira foram pronunciados pela prática, em tese, do delito previsto no artigo 121, § 2..., incisos II e IV, c/c artigo 29, todos do Código Penal. Submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Osasco/SP, sobreveio condenação à pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A 6... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido violou o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) :ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) :JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 900.679. Consta dos autos que Eliandro Carlos Almeida Ferreira e Neusa de Almeida Ferreira foram pronunciados pela prática, em tese, do delito previsto no artigo 121, § 2..., incisos II e IV, c/c artigo 29, todos do Código Penal. Submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Osasco/SP, sobreveio condenação à pena de 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. A 6... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou provimento à apelação. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, alega-se que o acórdão recorrido violou o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 900679 AGR / SP O Tribunal a quo julgou prejudicada a irresignação no que concerne à suposta ofensa à garantia da fundamentação das decisões judiciais (art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988), aplicando o art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. Ademais, assinalou deficiência na fundamentação. Contra a referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo nos próprios autos, que repisa a tese exposta no recurso extraordinário. Em 5.8.2015, não conheci do agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, alega-se violação ao artigo 93, inciso IX, do texto constitucional. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP O Tribunal a quo julgou prejudicada a irresignação no que concerne à suposta ofensa à garantia da fundamentação das decisões judiciais (art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988), aplicando o art. 543-B, § 3..., do Código de Processo Civil. Ademais, assinalou deficiência na fundamentação. Contra a referida decisão de inadmissibilidade, foi interposto agravo nos próprios autos, que repisa a tese exposta no recurso extraordinário. Em 5.8.2015, não conheci do agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, alega-se violação ao artigo 93, inciso IX, do texto constitucional. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355972. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): As razões do agravo regimental não trouxeram novos argumentos aptos a evidenciar desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante visa apenas a rediscutir a matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Tribunal, insistindo na tese da ausência de fundamentação. Conforme exposto na decisão agravada, quanto à suposta lesão ao inciso IX do artigo 93 da Carta Maior, o agravo se insurge contra decisão do Tribunal de origem que aplicou entendimento já fixado em repercussão geral. Nessa esteira, esta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, sedimentou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o art. 543-B do Código de Processo Civil, assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): As razões do agravo regimental não trouxeram novos argumentos aptos a evidenciar desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. A agravante visa apenas a rediscutir a matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica deste Tribunal, insistindo na tese da ausência de fundamentação. Conforme exposto na decisão agravada, quanto à suposta lesão ao inciso IX do artigo 93 da Carta Maior, o agravo se insurge contra decisão do Tribunal de origem que aplicou entendimento já fixado em repercussão geral. Nessa esteira, esta Corte, na Questão de Ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, sedimentou entendimento de que não cabe ao Supremo Tribunal Federal rever decisão que, na origem, aplica o art. 543-B do Código de Processo Civil, assim ementado: “Questão de Ordem. Repercussão Geral. Inadmissibilidade de agravo de instrumento ou reclamação da decisão que aplica entendimento desta Corte aos processos múltiplos. Competência do Tribunal de origem. Conversão do agravo de instrumento em agravo regimental. 1. Não é cabível agravo de instrumento da decisão do tribunal de origem que, em cumprimento do disposto no § 3... do art. 543-B, do Código de Processo Civil, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 900679 AGR / SP aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem”. (Grifamos). Nesse sentido, ressalto que não cabe o agravo previsto no artigo 544 do Código de Processo Civil contra decisão de tribunal originário que aplica a sistemática da repercussão geral. No caso, sequer a conversão do recurso em agravo regimental dirigido àquele Tribunal é possível, uma vez que a irresignação foi interposta após entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal que definiu o meio processual adequado a questionar referidas decisões. Ademais, esta Corte consolidou entendimento de não existir nulidade ou qualquer ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal no fato de o provimento judicial utilizar-se de fundamentação ou motivação per relationem. A esse propósito, cito precedentes: ARE 850.086/BA AgR, Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015; ARE 742.212/DF AgR, Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.10.2014 e ARE 727.030/RS AgR, Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 3.12.2013. Ressalto que o Tribunal a quo apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP aplica decisão de mérito do Supremo Tribunal Federal em questão de repercussão geral. 2. Ao decretar o prejuízo de recurso ou exercer o juízo de retratação no processo em que interposto o recurso extraordinário, o tribunal de origem não está exercendo competência do Supremo Tribunal Federal, mas atribuição própria, de forma que a remessa dos autos individualmente ao Supremo Tribunal Federal apenas se justificará, nos termos da lei, na hipótese em que houver expressa negativa de retratação. 3. A maior ou menor aplicabilidade aos processos múltiplos do quanto assentado pela Suprema Corte ao julgar o mérito das matérias com repercussão geral dependerá da abrangência da questão constitucional decidida. 4. Agravo de instrumento que se converte em agravo regimental, a ser decidido pelo tribunal de origem”. (Grifamos). Nesse sentido, ressalto que não cabe o agravo previsto no artigo 544 do Código de Processo Civil contra decisão de tribunal originário que aplica a sistemática da repercussão geral. No caso, sequer a conversão do recurso em agravo regimental dirigido àquele Tribunal é possível, uma vez que a irresignação foi interposta após entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal que definiu o meio processual adequado a questionar referidas decisões. Ademais, esta Corte consolidou entendimento de não existir nulidade ou qualquer ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal no fato de o provimento judicial utilizar-se de fundamentação ou motivação per relationem. A esse propósito, cito precedentes: ARE 850.086/BA AgR, Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 8.6.2015; ARE 742.212/DF AgR, Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 9.10.2014 e ARE 727.030/RS AgR, Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 3.12.2013. Ressalto que o Tribunal a quo apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 900679 AGR / SP do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Supremo Tribunal Federal ARE 900679 AGR / SP do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da recorrente. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação ou violação à inafastabilidade jurisdicional. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355973. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) : ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) : JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9365006 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900.679 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA AGTE.(S) : ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA ADV.(A/S) : JOÃO ROBERTO CAROBENI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9365006 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 900 . 679", "Agravo", "RECURSO", "Agravo", "Recurso Extraordinário 900 . 679", "ARE 900679", "ARE 900679 AGR", "AI 760 . 358", "ARE 900679 AGR / SP", "ARE 850 . 086 / BA AgR", "ARE 742 . 212 / DF AgR", "ARE 727 . 030 / RS AgR", "ARE 900679 AGR / SP", "ARE 850 . 086 / BA AgR", "ARE 742 . 212 / DF AgR", "ARE 727 . 030 / RS AgR", "ARE 900679 AGR / SP", "ARE 900679 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c artigo 29 , todos do Código Penal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV , c / c artigo 29 , todos do Código Penal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 93 , inciso IX , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal de 1988", "art . 543 - B , § 3 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 93 , inciso IX ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do artigo 93 da Carta Maior", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código", "de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso IX do artigo 93 da Carta Maior", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "§ 3 . . . do art . 543 - B , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 do Código de Processo Civil", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 544 do Código de Processo Civil", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 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ROBERTO CAROBENI", "GILMAR MENDES", "Eliandro Carlos Almeida Ferreira", "Neusa de Almeida Ferreira", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA", "ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA", "JOÃO ROBERTO CAROBENI", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "NEUSA DE ALMEIDA FERREIRA", "ELIANDRO CARLOS ALMEIDA FERREIRA", "JOÃO ROBERTO CAROBENI", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "1 . . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA PARA A EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART. VALIDADE DE EXIGÊNCIA. LEI 6.994/1982. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – RE 838.284-RG/SC (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.6.2013. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada no RE 838.284-RG/SC (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 891045 ED / PR Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Em seguida, por unanimidade, negou-se provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Em seguida, por unanimidade, negou-se provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR, alegando omisso o julgado. Ataca a decisão, ao argumento de que ausente de apreciação a questão da modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART por meio de ato infralegal (doc. 10, fl. 03). Sustenta que a modulação dos efeitos é de extrema importância para a embargante, “(...) uma vez que as taxas de ART, juntamente com as anuidades, constituem praticamente e principalmente toda a renda dos Conselhos de Engenharia e Agronomia, posto que este, em regra, não recebem repasses de quaisquer outros entes públicos (...)” (doc. 10, fl. 04). Requer “(...) a modulação requerida (...) e que eventual declaração de inconstitucionalidade sejam apenas futuros, respeitadas as situações jurídicas até a data do presente julgamento (...)” (doc. 11, fl. 05). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR, alegando omisso o julgado. Ataca a decisão, ao argumento de que ausente de apreciação a questão da modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART por meio de ato infralegal (doc. 10, fl. 03). Sustenta que a modulação dos efeitos é de extrema importância para a embargante, “(...) uma vez que as taxas de ART, juntamente com as anuidades, constituem praticamente e principalmente toda a renda dos Conselhos de Engenharia e Agronomia, posto que este, em regra, não recebem repasses de quaisquer outros entes públicos (...)” (doc. 10, fl. 04). Requer “(...) a modulação requerida (...) e que eventual declaração de inconstitucionalidade sejam apenas futuros, respeitadas as situações jurídicas até a data do presente julgamento (...)” (doc. 11, fl. 05). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 891045 ED / PR TÉCNICA (ART). TAXA. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS ACIMA DO LIMITE LEGAL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. SENTENÇA RETIFICADA. 1. É legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis nº s 6.994, de 1982 (art. 2º, parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11). 2. Hipótese em que os valores pagos referentes às taxas de expedição de anotação de responsabilidade técnica, nos cinco anos que precederam ao ajuizamento da ação, que estiverem além do limite previsto pelas leis nº s 6.994, de 1982 e 12.514, de 2011, devem ser restituídos ao autor com incidência da taxa SELIC. 3. Diante do caso dos autos, com a restituição parcial dos valores pagos, fica declarada a sucumbência recíproca.” (doc.02, fl. 432) Acórdão recorrido publicado em 26.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR TÉCNICA (ART). TAXA. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS ACIMA DO LIMITE LEGAL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. SENTENÇA RETIFICADA. 1. É legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis nº s 6.994, de 1982 (art. 2º, parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11). 2. Hipótese em que os valores pagos referentes às taxas de expedição de anotação de responsabilidade técnica, nos cinco anos que precederam ao ajuizamento da ação, que estiverem além do limite previsto pelas leis nº s 6.994, de 1982 e 12.514, de 2011, devem ser restituídos ao autor com incidência da taxa SELIC. 3. Diante do caso dos autos, com a restituição parcial dos valores pagos, fica declarada a sucumbência recíproca.” (doc.02, fl. 432) Acórdão recorrido publicado em 26.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 05.3.2012) Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR “Vistos etc. Contra a decisão monocrática, na qual foi negado seguimento ao recurso com fulcro no art. 557, caput do CPC, maneja agravo regimental o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR . Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a possibilidade de modulação para o futuro dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica. É o relatório. Assiste razão. A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no RE 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli (Tema 829). Ante o exposto, torno sem efeito a decisão recorrida para aplicar o paradigma da repercussão geral. Devolvam-se os autos ao Tribunal a quo para os fins previstos no art. 543-B do CPC. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido. Segue transcrita o teor da manifestação da existência de repercussão geral no RE 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI Nº 6.994/82. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. FIXAÇÃO DE VALOR MÁXIMO. Possui repercussão geral a matéria alusiva à validade da exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), baseada na Lei nº 6.994/82 a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR “Vistos etc. Contra a decisão monocrática, na qual foi negado seguimento ao recurso com fulcro no art. 557, caput do CPC, maneja agravo regimental o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR . Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a possibilidade de modulação para o futuro dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica. É o relatório. Assiste razão. A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no RE 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli (Tema 829). Ante o exposto, torno sem efeito a decisão recorrida para aplicar o paradigma da repercussão geral. Devolvam-se os autos ao Tribunal a quo para os fins previstos no art. 543-B do CPC. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido. Segue transcrita o teor da manifestação da existência de repercussão geral no RE 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI Nº 6.994/82. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. FIXAÇÃO DE VALOR MÁXIMO. Possui repercussão geral a matéria alusiva à validade da exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), baseada na Lei nº 6.994/82 a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR qual estabeleceu limites máximos para a ART, até o valor de 5 MVR, considerada a exigência do art. 150, I, da Constituição. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário fundado nas letras a e c do permissivo constitucional interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, o qual aplicou precedente de seu Órgão Especial (Incidente nº 5001195- 22.2011.404.7203/SC) em que esse reconhecia a constitucionalidade do parágrafo único do art. 2º da Lei nº 6.994/82, ao argumento de que, em se tratando de taxa, o princípio da legalidade tributária deve ser flexibilizado, 'sendo suficiente para seu atendimento que a lei formal indique o seu valor máximo, como feito pelas leis nº 6.994, de 1982, (art. 2º, parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11), com o que se propicia seja ele mais adequadamente quantificado pelo órgão regulamentar competente, baseado em estudos técnicos, atendendo-se melhor aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da capacidade contributiva. O acórdão restou assim ementado: TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI Nº 6.994/82. CONSTITUCIONALIDADE. É válida a exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica, a partir da Lei nº 6.994/82, até o valor de 5 MVR. O recorrente alega afronta ao art. 150, I, da Constituição e divergência com a jurisprudência da Corte. Sustenta que o Tribunal Regional, ao reconhecer a constitucionalidade do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 6.994/82, entendendo, por decorrência, pela validade da exigência da taxa de ART desde 1982, desde que limitadas a 5 MRV até 31/12/2011, data da edição da Lei nº 12.514, quando o limite passou a ser de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), acabou por ferir o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR qual estabeleceu limites máximos para a ART, até o valor de 5 MVR, considerada a exigência do art. 150, I, da Constituição. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário fundado nas letras a e c do permissivo constitucional interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, o qual aplicou precedente de seu Órgão Especial (Incidente nº 5001195- 22.2011.404.7203/SC) em que esse reconhecia a constitucionalidade do parágrafo único do art. 2º da Lei nº 6.994/82, ao argumento de que, em se tratando de taxa, o princípio da legalidade tributária deve ser flexibilizado, 'sendo suficiente para seu atendimento que a lei formal indique o seu valor máximo, como feito pelas leis nº 6.994, de 1982, (art. 2º, parágrafo único) e nº 12.514, de 2011 (art. 11), com o que se propicia seja ele mais adequadamente quantificado pelo órgão regulamentar competente, baseado em estudos técnicos, atendendo-se melhor aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da capacidade contributiva. O acórdão restou assim ementado: TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI Nº 6.994/82. CONSTITUCIONALIDADE. É válida a exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica, a partir da Lei nº 6.994/82, até o valor de 5 MVR. O recorrente alega afronta ao art. 150, I, da Constituição e divergência com a jurisprudência da Corte. Sustenta que o Tribunal Regional, ao reconhecer a constitucionalidade do art. 2º, parágrafo único, da Lei nº 6.994/82, entendendo, por decorrência, pela validade da exigência da taxa de ART desde 1982, desde que limitadas a 5 MRV até 31/12/2011, data da edição da Lei nº 12.514, quando o limite passou a ser de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), acabou por ferir o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR legalidade, pois referida lei teria delegado aos conselhos a competência para fixar os valores da taxa, mantendo, dessa forma, os mesmos vícios da Lei nº 6.496/77, já declarada inconstitucional por este Supremo Tribunal Federal nos autos do RE nº 748.445/SC, com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Em preliminar, aduz que, notoriamente, a matéria possui repercussão geral, uma vez que cria precedente que atinge toda uma coletividade de profissionais e empresas da área de engenharia interessadas na forma de tributação das chamadas taxas de anotação de responsabilidade (ART), ao mesmo tempo que reflete na segurança jurídica tanto do cidadão-litigante quanto do Estado-Juiz. Passo a me manifestar. No RE nº 748.445/SC, o Plenário Virtual ratificou a jurisprudência da Corte de que a anotação de responsabilidade técnica, instituída pela Lei nº 6.496/77, tem natureza de taxa - submetendo-se, assim, ao princípio da legalidade -, mas não apreciou a legislação posterior, qual seja a Lei nº 6.994/82. Reconheço a existência de alguns precedentes da Corte, os quais, com base no citado RE nº 748.445/SC, concluíram que a Lei nº 6.994/82 teria mantido os mesmos vícios de sua antecessora (RE nº 826.299/RS- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de 7/5/15; ARE nº 804.854/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/14). Todavia, é inegável que a Lei nº 6.994/82, aplicável a todos os conselhos profissionais, foi uma primeira tentativa de uniformização da matéria relativa à cobrança de anuidades e da taxa objeto do presente recurso extraordinário, uma vez que essa lei estabeleceu limites máximos para as anuidades e para as ART. Se, por um lado, o princípio da legalidade não pode ser ignorado - pelo contrário, é ele indispensável -, de outro é de se colocar a discussão sobre o tipo e o grau de legalidade que satisfazem a exigência do art. 150, I, da Constituição, como fez o órgão especial do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR legalidade, pois referida lei teria delegado aos conselhos a competência para fixar os valores da taxa, mantendo, dessa forma, os mesmos vícios da Lei nº 6.496/77, já declarada inconstitucional por este Supremo Tribunal Federal nos autos do RE nº 748.445/SC, com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Em preliminar, aduz que, notoriamente, a matéria possui repercussão geral, uma vez que cria precedente que atinge toda uma coletividade de profissionais e empresas da área de engenharia interessadas na forma de tributação das chamadas taxas de anotação de responsabilidade (ART), ao mesmo tempo que reflete na segurança jurídica tanto do cidadão-litigante quanto do Estado-Juiz. Passo a me manifestar. No RE nº 748.445/SC, o Plenário Virtual ratificou a jurisprudência da Corte de que a anotação de responsabilidade técnica, instituída pela Lei nº 6.496/77, tem natureza de taxa - submetendo-se, assim, ao princípio da legalidade -, mas não apreciou a legislação posterior, qual seja a Lei nº 6.994/82. Reconheço a existência de alguns precedentes da Corte, os quais, com base no citado RE nº 748.445/SC, concluíram que a Lei nº 6.994/82 teria mantido os mesmos vícios de sua antecessora (RE nº 826.299/RS- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de 7/5/15; ARE nº 804.854/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/14). Todavia, é inegável que a Lei nº 6.994/82, aplicável a todos os conselhos profissionais, foi uma primeira tentativa de uniformização da matéria relativa à cobrança de anuidades e da taxa objeto do presente recurso extraordinário, uma vez que essa lei estabeleceu limites máximos para as anuidades e para as ART. Se, por um lado, o princípio da legalidade não pode ser ignorado - pelo contrário, é ele indispensável -, de outro é de se colocar a discussão sobre o tipo e o grau de legalidade que satisfazem a exigência do art. 150, I, da Constituição, como fez o órgão especial do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR Ou seja, é de se analisar se o princípio da legalidade é absoluto, ou se o legislador tributário poderia se valer, em determinadas hipóteses, de cláusulas gerais e de conceitos indeterminados. De outro giro, nos autos do RE nº 704.292, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, e da ADI nº 3.408, também de minha relatoria, o tema da cobrança de anuidades pelos conselhos de categorias profissionais, à luz do princípio da legalidade, será amplamente debatido, o que torna prudente a inclusão do presente recurso extraordinário no Plenário Virtual, para o reconhecimento ou não da repercussão geral do tema constitucional e seu eventual julgamento conjunto no Plenário físico da Corte, considerando-se, inclusive, a decisão do órgão especial do Tribunal regional. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de matéria constitucional e pela repercussão geral do tema, submetendo o caso à apreciação dos demais Ministros da Corte.” (decisão do Tribunal Virtual em 02.8.2015) O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR Ou seja, é de se analisar se o princípio da legalidade é absoluto, ou se o legislador tributário poderia se valer, em determinadas hipóteses, de cláusulas gerais e de conceitos indeterminados. De outro giro, nos autos do RE nº 704.292, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, e da ADI nº 3.408, também de minha relatoria, o tema da cobrança de anuidades pelos conselhos de categorias profissionais, à luz do princípio da legalidade, será amplamente debatido, o que torna prudente a inclusão do presente recurso extraordinário no Plenário Virtual, para o reconhecimento ou não da repercussão geral do tema constitucional e seu eventual julgamento conjunto no Plenário físico da Corte, considerando-se, inclusive, a decisão do órgão especial do Tribunal regional. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de matéria constitucional e pela repercussão geral do tema, submetendo o caso à apreciação dos demais Ministros da Corte.” (decisão do Tribunal Virtual em 02.8.2015) O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do CPC, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1ª Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o RE 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (RE 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do CPC. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) : BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) : SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) : ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335946 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) : BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) : SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) : ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9352740
2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA PARA A EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART. VALIDADE DE EXIGÊNCIA. LEI 6.994/1982. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – RE 838.284-RG/SC (ARTS. 543-B DO CPC E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.6.2013. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada no RE 838.284-RG/SC (arts. 543-B do CPC e 328 do RISTF). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur318807
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 841137 ED (TP), ARE 656354 ED (1ªT). (TAXA, ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA) RE 838284 RG. (SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL) RE 540410 QO (TP). - Decisões monocráticas citadas: (SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL) RE 587144 ED, AI 809009 AgR, ARE 654205 AgR, AI 724356 AgR. Número de páginas: 12. Análise: 17/09/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
891045
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543B\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-006994 ANO-1982\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00328\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 891045 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) : BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) : SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) : ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO TRIBUTÁRIO. TAXA PARA A EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA – ART. VALIDADE DE EXIGÊNCIA. LEI 6.994/1982. AGRAVO REGIMENTAL. INSURGÊNCIA VEICULADA CONTRA A APLICAÇÃO DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL – Recurso Extraordinário 838.284-RG/SC (ARTS. 543-B DO Código de Processo Civil E 328 DO RISTF). ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 26.6.2013. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte firmou-se no sentido de que incabíveis embargos de declaração opostos em face de decisão monocrática. Recebimento como agravo regimental com fundamento no princípio da fungibilidade. 2. Exaustivamente examinados os argumentos veiculados no agravo regimental, porque adequada à espécie, merece manutenção a sistemática da repercussão geral aplicada no Recurso Extraordinário 838.284-RG/SC (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF). 3. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 891045 ED / PR Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Em seguida, por unanimidade, negou-se provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental. Vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Em seguida, por unanimidade, negou-se provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277658. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR, alegando omisso o julgado. Ataca a decisão, ao argumento de que ausente de apreciação a questão da modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART por meio de ato infralegal (doc. 10, fl. 03). Sustenta que a modulação dos efeitos é de extrema importância para a embargante, “(...) uma vez que as taxas de ART, juntamente com as anuidades, constituem praticamente e principalmente toda a renda dos Conselhos de Engenharia e Agronomia, posto que este, em regra, não recebem repasses de quaisquer outros entes públicos (...)” (doc. 10, fl. 04). Requer “(...) a modulação requerida (...) e que eventual declaração de inconstitucionalidade sejam apenas futuros, respeitadas as situações jurídicas até a data do presente julgamento (...)” (doc. 11, fl. 05). O Tribunal Regional Federal da 4... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) :BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) :SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) :ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra o comando pelo qual aplicada ao feito a sistemática da repercussão geral (arts. 543-B do Código de Processo Civil e 328 do RISTF), opõe embargos de declaração o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR, alegando omisso o julgado. Ataca a decisão, ao argumento de que ausente de apreciação a questão da modulação dos efeitos da decisão que declarou inconstitucional a fixação do valor da taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART por meio de ato infralegal (doc. 10, fl. 03). Sustenta que a modulação dos efeitos é de extrema importância para a embargante, “(...) uma vez que as taxas de ART, juntamente com as anuidades, constituem praticamente e principalmente toda a renda dos Conselhos de Engenharia e Agronomia, posto que este, em regra, não recebem repasses de quaisquer outros entes públicos (...)” (doc. 10, fl. 04). Requer “(...) a modulação requerida (...) e que eventual declaração de inconstitucionalidade sejam apenas futuros, respeitadas as situações jurídicas até a data do presente julgamento (...)” (doc. 11, fl. 05). O Tribunal Regional Federal da 4... Região julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “TRIBUTÁRIO. ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 891045 ED / PR TÉCNICA (ART). TAXA. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS ACIMA DO LIMITE LEGAL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. SENTENÇA RETIFICADA. 1. É legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis n s 6.994, de 1982 (art. 2..., parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11). 2. Hipótese em que os valores pagos referentes às taxas de expedição de anotação de responsabilidade técnica, nos cinco anos que precederam ao ajuizamento da ação, que estiverem além do limite previsto pelas leis n s 6.994, de 1982 e 12.514, de 2011, devem ser restituídos ao autor com incidência da taxa SELIC. 3. Diante do caso dos autos, com a restituição parcial dos valores pagos, fica declarada a sucumbência recíproca.” (doc.02, fl. 432) Acórdão recorrido publicado em 26.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR TÉCNICA (ART). TAXA. CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. RESTITUIÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS ACIMA DO LIMITE LEGAL. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA. SENTENÇA RETIFICADA. 1. É legítima a estipulação do valor da taxa de polícia devida ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), correspondente à anotação de Responsabilidade Técnica (ART), pelo Conselho Federal correspondente, dentro do limite máximo estabelecido sucessivamente pelas leis n s 6.994, de 1982 (art. 2..., parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11). 2. Hipótese em que os valores pagos referentes às taxas de expedição de anotação de responsabilidade técnica, nos cinco anos que precederam ao ajuizamento da ação, que estiverem além do limite previsto pelas leis n s 6.994, de 1982 e 12.514, de 2011, devem ser restituídos ao autor com incidência da taxa SELIC. 3. Diante do caso dos autos, com a restituição parcial dos valores pagos, fica declarada a sucumbência recíproca.” (doc.02, fl. 432) Acórdão recorrido publicado em 26.6.2013. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277659. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PARANÁ VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo como agravo regimental os embargos de declaração, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841.137-ED/RS, rel. Min. Presidente Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 19.9.2011) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. (...) Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011).” (ARE 656.354-ED/BA, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 05.3.2012) Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor do comando pelo qual aplicada ao caso a sistemática da repercussão geral: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR “Vistos etc. Contra a decisão monocrática, na qual foi negado seguimento ao recurso com fulcro no art. 557, caput do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR . Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a possibilidade de modulação para o futuro dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica. É o relatório. Assiste razão. A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli (Tema 829). Ante o exposto, torno sem efeito a decisão recorrida para aplicar o paradigma da repercussão geral. Devolvam-se os autos ao Tribunal a quo para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido. Segue transcrita o teor da manifestação da existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI n 6.994/82. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. FIXAÇÃO DE VALOR MÁXIMO. Possui repercussão geral a matéria alusiva à validade da exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), baseada na Lei n 6.994/82 a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR “Vistos etc. Contra a decisão monocrática, na qual foi negado seguimento ao recurso com fulcro no art. 557, caput do Código de Processo Civil, maneja agravo regimental o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná - CREA/PR . Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a possibilidade de modulação para o futuro dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da cobrança da Taxa de Anotação de Responsabilidade Técnica. É o relatório. Assiste razão. A matéria restou submetida ao Plenário Virtual para análise quanto à existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli (Tema 829). Ante o exposto, torno sem efeito a decisão recorrida para aplicar o paradigma da repercussão geral. Devolvam-se os autos ao Tribunal a quo para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil. ” Irrepreensível a decisão agravada. A matéria tratada no presente feito, de fato, é idêntica à submetida ao Plenário Virtual para análise da repercussão geral, a teor do asseverado no comando agravado acima reproduzido. Segue transcrita o teor da manifestação da existência de repercussão geral no Recurso Extraordinário 838.284- RG/SC, Rel. Min. Dias Toffoli, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI n 6.994/82. PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. FIXAÇÃO DE VALOR MÁXIMO. Possui repercussão geral a matéria alusiva à validade da exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), baseada na Lei n 6.994/82 a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR qual estabeleceu limites máximos para a ART, até o valor de 5 MVR, considerada a exigência do art. 150, I, da Constituição. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário fundado nas letras a e c do permissivo constitucional interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, o qual aplicou precedente de seu Órgão Especial (Incidente n 5001195- 22.2011.404.7203/SC) em que esse reconhecia a constitucionalidade do parágrafo único do art. 2... da Lei n 6.994/82, ao argumento de que, em se tratando de taxa, o princípio da legalidade tributária deve ser flexibilizado, 'sendo suficiente para seu atendimento que a lei formal indique o seu valor máximo, como feito pelas leis n 6.994, de 1982, (art. 2..., parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11), com o que se propicia seja ele mais adequadamente quantificado pelo órgão regulamentar competente, baseado em estudos técnicos, atendendo-se melhor aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da capacidade contributiva. O acórdão restou assim ementado: TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI n 6.994/82. CONSTITUCIONALIDADE. É válida a exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica, a partir da Lei n 6.994/82, até o valor de 5 MVR. O recorrente alega afronta ao art. 150, I, da Constituição e divergência com a jurisprudência da Corte. Sustenta que o Tribunal Regional, ao reconhecer a constitucionalidade do art. 2..., parágrafo único, da Lei n 6.994/82, entendendo, por decorrência, pela validade da exigência da taxa de ART desde 1982, desde que limitadas a 5 MRV até 31/12/2011, data da edição da Lei n 12.514, quando o limite passou a ser de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), acabou por ferir o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR qual estabeleceu limites máximos para a ART, até o valor de 5 MVR, considerada a exigência do art. 150, I, da Constituição. MANIFESTAÇÃO Trata-se de recurso extraordinário fundado nas letras a e c do permissivo constitucional interposto contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, o qual aplicou precedente de seu Órgão Especial (Incidente n 5001195- 22.2011.404.7203/SC) em que esse reconhecia a constitucionalidade do parágrafo único do art. 2... da Lei n 6.994/82, ao argumento de que, em se tratando de taxa, o princípio da legalidade tributária deve ser flexibilizado, 'sendo suficiente para seu atendimento que a lei formal indique o seu valor máximo, como feito pelas leis n 6.994, de 1982, (art. 2..., parágrafo único) e n 12.514, de 2011 (art. 11), com o que se propicia seja ele mais adequadamente quantificado pelo órgão regulamentar competente, baseado em estudos técnicos, atendendo-se melhor aos princípios constitucionais da proporcionalidade e da capacidade contributiva. O acórdão restou assim ementado: TRIBUTÁRIO. TAXA PARA EMISSÃO DE ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA. LEI n 6.994/82. CONSTITUCIONALIDADE. É válida a exigência da taxa para expedição da Anotação de Responsabilidade Técnica, a partir da Lei n 6.994/82, até o valor de 5 MVR. O recorrente alega afronta ao art. 150, I, da Constituição e divergência com a jurisprudência da Corte. Sustenta que o Tribunal Regional, ao reconhecer a constitucionalidade do art. 2..., parágrafo único, da Lei n 6.994/82, entendendo, por decorrência, pela validade da exigência da taxa de ART desde 1982, desde que limitadas a 5 MRV até 31/12/2011, data da edição da Lei n 12.514, quando o limite passou a ser de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais), acabou por ferir o princípio da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR legalidade, pois referida lei teria delegado aos conselhos a competência para fixar os valores da taxa, mantendo, dessa forma, os mesmos vícios da Lei n 6.496/77, já declarada inconstitucional por este Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário n 748.445/SC, com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Em preliminar, aduz que, notoriamente, a matéria possui repercussão geral, uma vez que cria precedente que atinge toda uma coletividade de profissionais e empresas da área de engenharia interessadas na forma de tributação das chamadas taxas de anotação de responsabilidade (ART), ao mesmo tempo que reflete na segurança jurídica tanto do cidadão-litigante quanto do Estado-Juiz. Passo a me manifestar. No Recurso Extraordinário n 748.445/SC, o Plenário Virtual ratificou a jurisprudência da Corte de que a anotação de responsabilidade técnica, instituída pela Lei n 6.496/77, tem natureza de taxa - submetendo-se, assim, ao princípio da legalidade -, mas não apreciou a legislação posterior, qual seja a Lei n 6.994/82. Reconheço a existência de alguns precedentes da Corte, os quais, com base no citado Recurso Extraordinário n 748.445/SC, concluíram que a Lei n 6.994/82 teria mantido os mesmos vícios de sua antecessora (Recurso Extraordinário n 826.299/RS- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de 7/5/15; ARE n 804.854/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/14). Todavia, é inegável que a Lei n 6.994/82, aplicável a todos os conselhos profissionais, foi uma primeira tentativa de uniformização da matéria relativa à cobrança de anuidades e da taxa objeto do presente recurso extraordinário, uma vez que essa lei estabeleceu limites máximos para as anuidades e para as ART. Se, por um lado, o princípio da legalidade não pode ser ignorado - pelo contrário, é ele indispensável -, de outro é de se colocar a discussão sobre o tipo e o grau de legalidade que satisfazem a exigência do art. 150, I, da Constituição, como fez o órgão especial do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR legalidade, pois referida lei teria delegado aos conselhos a competência para fixar os valores da taxa, mantendo, dessa forma, os mesmos vícios da Lei n 6.496/77, já declarada inconstitucional por este Supremo Tribunal Federal nos autos do Recurso Extraordinário n 748.445/SC, com repercussão geral reconhecida, de relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski. Em preliminar, aduz que, notoriamente, a matéria possui repercussão geral, uma vez que cria precedente que atinge toda uma coletividade de profissionais e empresas da área de engenharia interessadas na forma de tributação das chamadas taxas de anotação de responsabilidade (ART), ao mesmo tempo que reflete na segurança jurídica tanto do cidadão-litigante quanto do Estado-Juiz. Passo a me manifestar. No Recurso Extraordinário n 748.445/SC, o Plenário Virtual ratificou a jurisprudência da Corte de que a anotação de responsabilidade técnica, instituída pela Lei n 6.496/77, tem natureza de taxa - submetendo-se, assim, ao princípio da legalidade -, mas não apreciou a legislação posterior, qual seja a Lei n 6.994/82. Reconheço a existência de alguns precedentes da Corte, os quais, com base no citado Recurso Extraordinário n 748.445/SC, concluíram que a Lei n 6.994/82 teria mantido os mesmos vícios de sua antecessora (Recurso Extraordinário n 826.299/RS- AgR, Rel. Min. Teori Zavascki, Dje de 7/5/15; ARE n 804.854/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 16/12/14). Todavia, é inegável que a Lei n 6.994/82, aplicável a todos os conselhos profissionais, foi uma primeira tentativa de uniformização da matéria relativa à cobrança de anuidades e da taxa objeto do presente recurso extraordinário, uma vez que essa lei estabeleceu limites máximos para as anuidades e para as ART. Se, por um lado, o princípio da legalidade não pode ser ignorado - pelo contrário, é ele indispensável -, de outro é de se colocar a discussão sobre o tipo e o grau de legalidade que satisfazem a exigência do art. 150, I, da Constituição, como fez o órgão especial do Tribunal Regional Federal da Quarta Região. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR Ou seja, é de se analisar se o princípio da legalidade é absoluto, ou se o legislador tributário poderia se valer, em determinadas hipóteses, de cláusulas gerais e de conceitos indeterminados. De outro giro, nos autos do Recurso Extraordinário n 704.292, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, e da ADI n 3.408, também de minha relatoria, o tema da cobrança de anuidades pelos conselhos de categorias profissionais, à luz do princípio da legalidade, será amplamente debatido, o que torna prudente a inclusão do presente recurso extraordinário no Plenário Virtual, para o reconhecimento ou não da repercussão geral do tema constitucional e seu eventual julgamento conjunto no Plenário físico da Corte, considerando-se, inclusive, a decisão do órgão especial do Tribunal regional. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de matéria constitucional e pela repercussão geral do tema, submetendo o caso à apreciação dos demais Ministros da Corte.” (decisão do Tribunal Virtual em 02.8.2015) O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR Ou seja, é de se analisar se o princípio da legalidade é absoluto, ou se o legislador tributário poderia se valer, em determinadas hipóteses, de cláusulas gerais e de conceitos indeterminados. De outro giro, nos autos do Recurso Extraordinário n 704.292, de minha relatoria, com repercussão geral reconhecida, e da ADI n 3.408, também de minha relatoria, o tema da cobrança de anuidades pelos conselhos de categorias profissionais, à luz do princípio da legalidade, será amplamente debatido, o que torna prudente a inclusão do presente recurso extraordinário no Plenário Virtual, para o reconhecimento ou não da repercussão geral do tema constitucional e seu eventual julgamento conjunto no Plenário físico da Corte, considerando-se, inclusive, a decisão do órgão especial do Tribunal regional. Diante do exposto, manifesto-me pela existência de matéria constitucional e pela repercussão geral do tema, submetendo o caso à apreciação dos demais Ministros da Corte.” (decisão do Tribunal Virtual em 02.8.2015) O art. 328 do RISTF autoriza a devolução dos recursos extraordinários e dos agravos de instrumento aos Tribunais ou Turmas Recursais de origem para os fins previstos no art. 543-B do Código de Processo Civil, entendimento assentado nos precedentes proferidos por membros desta egrégia 1... Turma, dentre os quais o ARE 654.205-AgR/DF, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe 19.4.2012, o AI 724.356-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 08.02.2012, o AI 809.009-AgR/RS, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 19.8.2011 e o Recurso Extraordinário 587.144-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 10.6.2010, decisões monocráticas, esta última exarada nestes termos: “REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. QUESTÃO SUSCETÍVEL DE REPRODUZIR-SE EM MÚLTIPLOS FEITOS. ART. 543-B DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ART. 328, PARÁGRAFO ÚNICO, DO REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM. (...) Apreciada a matéria posta em exame, DECIDO. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR No julgamento eletrônico do Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada neste recurso extraordinário. Reconhecida a repercussão geral do tema, os autos deverão retornar à origem para aguardar o julgamento do mérito e, após a decisão, observar o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Apesar de afirmar que o caso dos autos é diferente do discutido no Recurso Extraordinário 606.358, Relatora a Ministra Ellen Gracie, os temas são idênticos. A pretensa existência de diferença na argumentação jurídica não é suficiente para obstar a devolução dos autos à origem, pois o instituto da repercussão geral tem por objeto consolidar o exame da matéria em um único julgamento considerando todas as premissas relacionadas ao tema. Pelo exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, em juízo de reconsideração, anulo a decisão agravada, mantendo a matéria sub judice, e determino a devolução destes autos ao Tribunal a quo para que seja observado o art. 543-B do Código de Processo Civil, nos termos do art. 328, parágrafo único, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Ficam prejudicados os embargos declaratórios opostos contra o despacho de sobrestamento.” Cito, ainda, precedente do Plenário desta Corte, assim ementado, verbis: “RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 891045 ED / PR reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Supremo Tribunal Federal ARE 891045 ED / PR reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007.” (Recurso Extraordinário 540.410- QO/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Tribunal Pleno, DJe 17.10.2008). Considerada a identidade material havida entre a controvérsia travada no presente feito e o debate do recurso paradigma no qual reconhecida a existência de repercussão geral no Plenário Virtual desta Corte, irrepreensível a decisão agravada, mediante a qual aplicado o art. 543-B do Código de Processo Civil. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) : BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) : SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) : ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335946 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.045 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DO PARANÁ - CREA/PR ADV.(A/S) : BARBARA FERREIRA DAVET E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : NILTON PICKLER EMBDO.(A/S) : SOVIFER - CONSTRUTORA E METALÚRGICA LTDA ADV.(A/S) : ETIENNE WALLACE PASCUTTI E OUTRO(A/S) Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335946 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 045", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "ARE 891045 ED /", "ARE 891045 ED /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 045", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "AI 841 . 137 - ED / RS", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 656 . 354 - ED / BA", "ARE 891045 ED / PR", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "ARE 891045 ED / PR", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 838 . 284 - RG / SC", "Incidente n 5001195 - 22 . 2011 . 404 . 7203 / SC", "ARE 891045 ED / PR", "Incidente n 5001195 - 22 . 2011 . 404 . 7203 / SC", "Recurso Extraordinário n 748 . 445 / SC", "Recurso Extraordinário n 748 . 445 / SC", "Recurso Extraordinário n 748 . 445 / SC", "Recurso Extraordinário n 826 . 299 / RS - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná", "CREA", "/", "PR", "Plenário Virtual", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná", "CREA", "/", "PR", "Plenário Virtual", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal", "Regional Federal da Quarta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da Quarta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Primeira Turma", "Tribunal Regional Federal da Quarta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Primeira Turma", "Tribunal Regional Federal da Quarta Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual", "Plenário físico da", "Tribunal Virtual", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Plenário físico da Corte", "Tribunal Virtual", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO ESPECIAL. RENDA CERTA. EXTENSÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos, do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 1º de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 892947 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Supremo Tribunal Federal ARE 892947 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que “o detido exame do v. Acórdão recorrido e das razões recursais revela que a alegada ofensa aos artigos ditos violados da Constituição da República, se existisse, seria reflexa, vez que necessariamente precedida de afronta a dispositivo de legislação infraconstitucional”. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442163. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que “o detido exame do v. Acórdão recorrido e das razões recursais revela que a alegada ofensa aos artigos ditos violados da Constituição da República, se existisse, seria reflexa, vez que necessariamente precedida de afronta a dispositivo de legislação infraconstitucional”. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar nº 109/2001), o reexame do conjunto fático-probatório e a análise das cláusulas do regulamento da entidade de previdência privada. Incidem, portanto, na espécie, as Súmulas 279 e 454/STF. Nesse sentido, vejam-se o ARE 782.348, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e ARE 644.841-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ESTATUTO E REGULAMENTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do reexame dos fatos e provas constantes dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais da entidade de previdência privada, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar nº 109/2001), o reexame do conjunto fático-probatório e a análise das cláusulas do regulamento da entidade de previdência privada. Incidem, portanto, na espécie, as Súmulas 279 e 454/STF. Nesse sentido, vejam-se o ARE 782.348, Relª. Minª. Cármen Lúcia; e ARE 644.841-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ESTATUTO E REGULAMENTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do reexame dos fatos e provas constantes dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais da entidade de previdência privada, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 892947 AGR / RJ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Supremo Tribunal Federal ARE 892947 AGR / RJ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) : ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) : OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) : MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372677 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) : ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) : OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) : MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372677 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9459461
2015-09-01T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO ESPECIAL. RENDA CERTA. EXTENSÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/STF. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos, do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321628
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 644881 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (SÚMULA 279, SÚMULA 454) ARE 782348. Número de páginas: 6. Análise: 05/10/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
892947
[ "LEG-FED LCP-000109 ANO-2001\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 892947 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) : ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) : OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) : MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. BENEFÍCIO ESPECIAL. RENDA CERTA. EXTENSÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional, o reexame dos fatos, do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 1... de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 892947 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Supremo Tribunal Federal ARE 892947 AGR / RJ MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que “o detido exame do v. Acórdão recorrido e das razões recursais revela que a alegada ofensa aos artigos ditos violados da Constituição da República, se existisse, seria reflexa, vez que necessariamente precedida de afronta a dispositivo de legislação infraconstitucional”. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442163. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) :DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) :ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) :OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) :MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que negou provimento ao agravo, tendo em vista estar correta a decisão do Tribunal de origem que inadmitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que “o detido exame do v. Acórdão recorrido e das razões recursais revela que a alegada ofensa aos artigos ditos violados da Constituição da República, se existisse, seria reflexa, vez que necessariamente precedida de afronta a dispositivo de legislação infraconstitucional”. 2. A parte agravante afasta o entendimento da decisão agravada, reafirmando as razões do recurso extraordinário. 3. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n 109/2001), o reexame do conjunto fático-probatório e a análise das cláusulas do regulamento da entidade de previdência privada. Incidem, portanto, na espécie, as Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se o ARE 782.348, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 644.841-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ESTATUTO E REGULAMENTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do reexame dos fatos e provas constantes dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais da entidade de previdência privada, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente se limita a repetir as alegações do recurso extraordinário, sem trazer novos argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. No caso, concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar n 109/2001), o reexame do conjunto fático-probatório e a análise das cláusulas do regulamento da entidade de previdência privada. Incidem, portanto, na espécie, as Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, vejam-se o ARE 782.348, Rel. Min. Cármen Lúcia; e ARE 644.841-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. ESTATUTO E REGULAMENTOS. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do reexame dos fatos e provas constantes dos autos e a interpretação de cláusulas contratuais da entidade de previdência privada, o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 892947 AGR / RJ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Supremo Tribunal Federal ARE 892947 AGR / RJ 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) : ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) : OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) : MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372677 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892.947 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL - PREVI ADV.(A/S) : DALENE FRAGA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NESTOR PAULO SCHERP AGDO.(A/S) : ARIETE TEREZINHA D´AGOSTINI AGDO.(A/S) : OSVALDO BATISTA VALLIM ADV.(A/S) : MARIANNE SARAIVA LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372677 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 892 . 947", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 892947 AGR / RJ", "ARE 892947 AGR / RJ", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 782 . 348", "ARE 644 . 841 - AgR", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 782 . 348", "ARE 644 . 841 - AgR", "SÚMULAS 279" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 109 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n 109 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADVOGADO DATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 1º de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 898504 AGR / PE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. O Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou seguimento ao recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral; (ii) a alegação de ofensa aos dispositivos constitucionais “não prescinde do exame de matéria sob o ponto de vista processual, e, por conseguinte, se ofensa eventual tivesse havido ao referido dispositivo constitucional, seria de forma indireta e reflexa, situação esta que impõe óbice ao processamento do recurso excepcional”; (iii) incidência a Súmula 282/STF, em face da ausência de prequestionamento; (iv) incidência das Súmulas 284 e 279/STF, no tocante ao art. 134 da Constituição; (v) o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento do STF no sentido de que “é devida pela Fazenda Estadual a verba honorária aos defensores dativos nomeados em processos criminais para prestarem serviços de atribuição do Estado”. 3. A parte agravante defende que “há debate constitucional a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. O Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou seguimento ao recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral; (ii) a alegação de ofensa aos dispositivos constitucionais “não prescinde do exame de matéria sob o ponto de vista processual, e, por conseguinte, se ofensa eventual tivesse havido ao referido dispositivo constitucional, seria de forma indireta e reflexa, situação esta que impõe óbice ao processamento do recurso excepcional”; (iii) incidência a Súmula 282/STF, em face da ausência de prequestionamento; (iv) incidência das Súmulas 284 e 279/STF, no tocante ao art. 134 da Constituição; (v) o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento do STF no sentido de que “é devida pela Fazenda Estadual a verba honorária aos defensores dativos nomeados em processos criminais para prestarem serviços de atribuição do Estado”. 3. A parte agravante defende que “há debate constitucional a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 898504 AGR / PE viabilizar o recurso, ante a violação aos arts. 37, caput, II e XI, bem como ao art. 5º, LV, e 134, todos da Magna Carta – veiculados também em embargos de declaração prequestionadores”. Afirma que “a interposição dos embargos, e não o acolhimento que faz prequestionada a matéria, conforme se depreende, a contrariu sensu, do disposto na Súmula 356 Egrégio Supremo Tribunal Federal.” 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE viabilizar o recurso, ante a violação aos arts. 37, caput, II e XI, bem como ao art. 5º, LV, e 134, todos da Magna Carta – veiculados também em embargos de declaração prequestionadores”. Afirma que “a interposição dos embargos, e não o acolhimento que faz prequestionada a matéria, conforme se depreende, a contrariu sensu, do disposto na Súmula 356 Egrégio Supremo Tribunal Federal.” 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, observo que cabe ao relator o exame de admissibilidade do agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a; art. 557 do CPC e § 1º do art. 21 do RI/STF). 3. Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. No caso, a parte agravante não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, observo que cabe ao relator o exame de admissibilidade do agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4º, I e II, a; art. 557 do CPC e § 1º do art. 21 do RI/STF). 3. Ademais, não se configura violação aos arts. 5º, XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (RE 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; RE 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. No caso, a parte agravante não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 898504 AGR / PE de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 5. Seja como for, a solução da controvérsia acerca da condenação ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em favor de advogado dativo, pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 715.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 736.368-AgR, Relª Minª Rosa Weber; e RE 425.277-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/STF). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 5. Seja como for, a solução da controvérsia acerca da condenação ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em favor de advogado dativo, pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 715.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 736.368-AgR, Relª Minª Rosa Weber; e RE 425.277-AgR, Rel.ª Min.ª Ellen Gracie. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9459217
2015-09-01T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADVOGADO DATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/STF. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/STF), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur321636
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO) RE 179557 (2ªT), AI 179379 AgR (2ªT), RE 790913 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 695632 AgR (1ªT). (HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, DEFENSOR DATIVO) RE 425277 AgR (2ªT), ARE 715171 AgR (1ªT), ARE 736368 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/10/2015, MAD.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
898504
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 898504 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ADVOGADO DATIVO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A petição de agravo regimental não impugnou os fundamentos da decisão ora agravada. Nesses casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. A solução da controvérsia pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Ministro Luiz Fux. Brasília, 1... de setembro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 898504 AGR / PE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442182. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. O Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou seguimento ao recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral; (ii) a alegação de ofensa aos dispositivos constitucionais “não prescinde do exame de matéria sob o ponto de vista processual, e, por conseguinte, se ofensa eventual tivesse havido ao referido dispositivo constitucional, seria de forma indireta e reflexa, situação esta que impõe óbice ao processamento do recurso excepcional”; (iii) incidência a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal, em face da ausência de prequestionamento; (iv) incidência das Súmulas 284 e 279/Supremo Tribunal Federal, no tocante ao art. 134 da Constituição; (v) o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “é devida pela Fazenda Estadual a verba honorária aos defensores dativos nomeados em processos criminais para prestarem serviços de atribuição do Estado”. 3. A parte agravante defende que “há debate constitucional a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) :RILENE AQUERY CORRÊA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão que conheceu de agravo, mas lhe negou provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil), sob o fundamento de que a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário “está correta e alinhada aos precedentes firmados por esta Corte”. 2. O Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco negou seguimento ao recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (i) deficiência na fundamentação da preliminar de repercussão geral; (ii) a alegação de ofensa aos dispositivos constitucionais “não prescinde do exame de matéria sob o ponto de vista processual, e, por conseguinte, se ofensa eventual tivesse havido ao referido dispositivo constitucional, seria de forma indireta e reflexa, situação esta que impõe óbice ao processamento do recurso excepcional”; (iii) incidência a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal, em face da ausência de prequestionamento; (iv) incidência das Súmulas 284 e 279/Supremo Tribunal Federal, no tocante ao art. 134 da Constituição; (v) o acórdão recorrido está alinhado com o entendimento do Supremo Tribunal Federal no sentido de que “é devida pela Fazenda Estadual a verba honorária aos defensores dativos nomeados em processos criminais para prestarem serviços de atribuição do Estado”. 3. A parte agravante defende que “há debate constitucional a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 898504 AGR / PE viabilizar o recurso, ante a violação aos arts. 37, caput, II e XI, bem como ao art. 5..., LV, e 134, todos da Magna Carta – veiculados também em embargos de declaração prequestionadores”. Afirma que “a interposição dos embargos, e não o acolhimento que faz prequestionada a matéria, conforme se depreende, a contrariu sensu, do disposto na Súmula 356 Egrégio Supremo Tribunal Federal.” 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE viabilizar o recurso, ante a violação aos arts. 37, caput, II e XI, bem como ao art. 5..., LV, e 134, todos da Magna Carta – veiculados também em embargos de declaração prequestionadores”. Afirma que “a interposição dos embargos, e não o acolhimento que faz prequestionada a matéria, conforme se depreende, a contrariu sensu, do disposto na Súmula 356 Egrégio Supremo Tribunal Federal.” 4. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442183. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, observo que cabe ao relator o exame de admissibilidade do agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a; art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. No caso, a parte agravante não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (Relator): 1. O presente agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. De início, observo que cabe ao relator o exame de admissibilidade do agravo, podendo não conhecê-lo ou negar-lhe provimento quando manifestamente inadmissível ou se correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário (art. 544, § 4..., I e II, a; art. 557 do Código de Processo Civil e § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal). 3. Ademais, não se configura violação aos arts. 5..., XXXV, e 93, IX, da Constituição Federal, quando o relator utiliza os fundamentos da decisão agravada com razão de decidir. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que a técnica da motivação por remissão se alinha com o princípio constitucional da obrigatoriedade da fundamentação das decisões judiciais (Recurso Extraordinário 790.913, Rel. Min. Celso de Mello; Recurso Extraordinário 179.557, Rel. Min. Ilmar Galvão; AI 179.379-AgR, Rel. Min. Celso de Mello). 4. No caso, a parte agravante não impugna todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses casos, é inadmissível o agravo, conforme a orientação do Supremo Tribunal Federal. Veja-se, nesse sentido, passagem da ementa do ARE 695.632-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Luiz Fux: “1. O princípio da dialeticidade recursal impõe ao recorrente o ônus de evidenciar os motivos de fato e de direito suficientes à reforma da decisão objurgada, trazendo à baila novas argumentações capazes de infirmar todos os fundamentos do decisum que se pretende modificar, sob pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO ARE 898504 AGR / PE de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 5. Seja como for, a solução da controvérsia acerca da condenação ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em favor de advogado dativo, pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 715.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 736.368-AgR, Rel Min Rosa Weber; e Recurso Extraordinário 425.277-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Supremo Tribunal Federal ARE 898504 AGR / PE de vê-lo mantido por seus próprios fundamentos. 2. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 3. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relatora: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010.” 5. Seja como for, a solução da controvérsia acerca da condenação ao pagamento de honorários advocatícios, arbitrados em favor de advogado dativo, pressupõe, necessariamente, a análise de legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos, do material probatório contantes dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que torna inviável o processamento do recurso extraordinário. Precedentes: ARE 715.171-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 736.368-AgR, Rel Min Rosa Weber; e Recurso Extraordinário 425.277-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie. 6. Diante do exposto, voto pelo desprovimento do agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9442184. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372687 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.504 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA ADV.(A/S) : RILENE AQUERY CORRÊA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372687 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 284", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 284 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 898504", "Súmula 356 Egrégio Supremo Tribunal Federal .", "ARE 898504", "Súmula 356 Egrégio", "Recurso Extraordinário 790 . 913", "Recurso Extraordinário 179 . 557", "AI 179 . 379 - AgR", "ARE 695 . 632 - AgR", "Recurso Extraordinário 790 . 913", "Recurso Extraordinário 179 . 557", "AI 179 . 379 - AgR", "ARE 695 . 632 - AgR", "ARE 898504 AGR / PE", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 171 - AgR", "ARE 736 . 368 - AgR", "Recurso Extraordinário 425 . 277 - AgR", "ARE 898504 AGR /", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 171 - AgR", "ARE 736 . 368 - AgR", "Recurso Extraordinário 425 . 277 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 134 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , II , a , do Código de Processo Civil", "art . 134 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "arts . 37 ,", "art . 5 . . . , LV , e 134 , todos da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 37 , caput", "art . 5 . . . , LV , e 134 , todos da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , I e II , a ;", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "arts . 5 . . . , XXXV , e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Assistência. Requisitos. Infraconstitucional. Pressupostos de admissibilidade de recursos de cortes diversas. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual), o que não se admite em sede de recurso extraordinário. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 881853 AGR / DF notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos XXI e LXXVI, e 153, inciso III, Constituição Federal Decido. A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, entendeu que a recorrente não demonstrou interesse jurídico para atuar no feito e, assim, indeferiu seu pedido de admissão na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração opostos. Por esclarecedor, transcrevo a ementa do acórdão recorrido: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR TERCEIRO, QUE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos XXI e LXXVI, e 153, inciso III, Constituição Federal Decido. A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, entendeu que a recorrente não demonstrou interesse jurídico para atuar no feito e, assim, indeferiu seu pedido de admissão na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração opostos. Por esclarecedor, transcrevo a ementa do acórdão recorrido: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR TERCEIRO, QUE Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF AFIRMA POSSUIR LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA PARA INGRESSAR COMO ASSISTENTE SIMPLES. OPOSIÇÃO DE UMA DAS PARTES. INTERESSE JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil) contra acórdão que deu provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. 2. A entidade associativa não é parte; na própria petição dos aclaratórios, afirma que deve ser admitido o seu ingresso, na condição de assistente simples da recorrida. 3. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. 4. Por outro lado, a possibilidade de utilização do caso concreto como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da ARPEN BRASIL como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. 5. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração. 6. Embargos de Declaração não conhecidos’. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF AFIRMA POSSUIR LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA PARA INGRESSAR COMO ASSISTENTE SIMPLES. OPOSIÇÃO DE UMA DAS PARTES. INTERESSE JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil) contra acórdão que deu provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. 2. A entidade associativa não é parte; na própria petição dos aclaratórios, afirma que deve ser admitido o seu ingresso, na condição de assistente simples da recorrida. 3. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. 4. Por outro lado, a possibilidade de utilização do caso concreto como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da ARPEN BRASIL como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. 5. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração. 6. Embargos de Declaração não conhecidos’. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF insuficiente para amparar o apelo extraordinário. Nesse sentido: RE nº 551.692/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10; AI nº 641.299/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 3/8/07. Corroborando o entendimento, anote-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 14/8/09, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Admissibilidade de recurso de competência de Tribunal diverso: impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Tema constitucional sem repercussão geral (RE 598.365-RE, Rel. Min. Carlos Britto)’ (AI nº 614.562/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/11/09). Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que requereu seu ingresso na lide como assistente simples. Aduz que a controvérsia reside na incidência ou não do imposto de renda sobre valores ressarcidos à Tabeliã pelo Fundo Notarial e Registral (FUNORE) em virtude de atos notarias gratuitos, por força da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF insuficiente para amparar o apelo extraordinário. Nesse sentido: RE nº 551.692/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10; AI nº 641.299/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 3/8/07. Corroborando o entendimento, anote-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 14/8/09, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Admissibilidade de recurso de competência de Tribunal diverso: impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Tema constitucional sem repercussão geral (RE 598.365-RE, Rel. Min. Carlos Britto)’ (AI nº 614.562/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/11/09). Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que requereu seu ingresso na lide como assistente simples. Aduz que a controvérsia reside na incidência ou não do imposto de renda sobre valores ressarcidos à Tabeliã pelo Fundo Notarial e Registral (FUNORE) em virtude de atos notarias gratuitos, por força da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF Lei Estadual nº 12.692/06. Assevera que houve violação frontal do texto constitucional. Sustenta que não há necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Refere que a sua inadmissão no feito, pela decisão que não conheceu dos embargos de declaração no REsp nº 1.465.592/RS, impediu “o escrutínio jurídico-constitucional da violação ao art. 5º, inc. LXXVI, e ao art. 153, inc. III, ambos da CF”. Defende que o art. 5º, XXI, da Constituição Federal tem eficácia direta e imediata, conferindo “às associações legitimação material e processual para a ampla defesa dos direitos dos seus associados tanto como representante dos associados como assistente simples”. Assevera que seu recurso extraordinário reúne as condições de admissibilidade. Entende que “o ressarcimento dos atos notariais e registrais gratuitos configura verba meramente indenizatória”. Afirma que o pagamento do FUNORE realizado à tabeliã Patrícia Seckler dá-se à “título de indenização por dano material (indenização reposição do patrimônio consumido pela prática de atos gratuitos)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Lei Estadual nº 12.692/06. Assevera que houve violação frontal do texto constitucional. Sustenta que não há necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Refere que a sua inadmissão no feito, pela decisão que não conheceu dos embargos de declaração no REsp nº 1.465.592/RS, impediu “o escrutínio jurídico-constitucional da violação ao art. 5º, inc. LXXVI, e ao art. 153, inc. III, ambos da CF”. Defende que o art. 5º, XXI, da Constituição Federal tem eficácia direta e imediata, conferindo “às associações legitimação material e processual para a ampla defesa dos direitos dos seus associados tanto como representante dos associados como assistente simples”. Assevera que seu recurso extraordinário reúne as condições de admissibilidade. Entende que “o ressarcimento dos atos notariais e registrais gratuitos configura verba meramente indenizatória”. Afirma que o pagamento do FUNORE realizado à tabeliã Patrícia Seckler dá-se à “título de indenização por dano material (indenização reposição do patrimônio consumido pela prática de atos gratuitos)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, com base na legislação processual de regência, negou o pedido da agravante de ingresso no feito na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração por ela opostos, especialmente em razão da ausência de demonstração do interesse jurídico na causa. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “Ao requerer, na petição do próprio recurso, a sua admissão, naturalmente a entidade associativa sujeita a própria sorte dos Embargos de Declaração ao prévio acolhimento do quanto requerido. E, no caso, merece acolhida a impugnação da Fazenda Nacional. Com efeito, o ingresso de terceiro, na condição de assistente simples, exige demonstração de interesse jurídico na causa. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. Por outro lado, a possibilidade de sua utilização como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da entidade associativa como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, com base na legislação processual de regência, negou o pedido da agravante de ingresso no feito na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração por ela opostos, especialmente em razão da ausência de demonstração do interesse jurídico na causa. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “Ao requerer, na petição do próprio recurso, a sua admissão, naturalmente a entidade associativa sujeita a própria sorte dos Embargos de Declaração ao prévio acolhimento do quanto requerido. E, no caso, merece acolhida a impugnação da Fazenda Nacional. Com efeito, o ingresso de terceiro, na condição de assistente simples, exige demonstração de interesse jurídico na causa. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. Por outro lado, a possibilidade de sua utilização como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da entidade associativa como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração.” A agravante, por sua vez, sustenta que possui interesse em atuar na lide como assistente simples e que tem o direito de interpor os recursos cabíveis. Conforme consignei na decisão agravada, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Essa questão não desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Sobre o tema, cito também os seguintes julgados: AI nº 498.455/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 29/4/05; AI nº 731.917/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/6/11; RE nº 556.262/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/13; ARE nº 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/4/14, esse último assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Processual. Falta de interesse de agir. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/4/14 – grifei). Ademais, reitero que o Plenário deste Tribunal, no julgamento do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração.” A agravante, por sua vez, sustenta que possui interesse em atuar na lide como assistente simples e que tem o direito de interpor os recursos cabíveis. Conforme consignei na decisão agravada, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Essa questão não desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Sobre o tema, cito também os seguintes julgados: AI nº 498.455/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 29/4/05; AI nº 731.917/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/6/11; RE nº 556.262/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/13; ARE nº 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/4/14, esse último assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Processual. Falta de interesse de agir. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1º/4/14 – grifei). Ademais, reitero que o Plenário deste Tribunal, no julgamento do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. A propósito, anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 855.132/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/2/15 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 1. ARE interposto na origem. RE intempestivo. 2. ARE interposto no STJ. RE contra decisão em que não se admitiu o REsp. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Precedentes. 1. ARE interposto na origem: o agravante não observou o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário. 2. ARE interposto no STJ: o Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No caso, o STJ assentou a intempestividade do recurso especial. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 810.140/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/11/14 – grifei). Na mesma direção: ARE nº 894.376/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 24/8/15; ARE nº 788.523/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/3/14. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. A propósito, anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 855.132/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/2/15 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 1. ARE interposto na origem. RE intempestivo. 2. ARE interposto no STJ. RE contra decisão em que não se admitiu o REsp. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Precedentes. 1. ARE interposto na origem: o agravante não observou o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário. 2. ARE interposto no STJ: o Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No caso, o STJ assentou a intempestividade do recurso especial. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 810.140/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/11/14 – grifei). Na mesma direção: ARE nº 894.376/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 24/8/15; ARE nº 788.523/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/3/14. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) : ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595481 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) : ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9752220
2015-10-06T00:00:00
2015-11-11T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Assistência. Requisitos. Infraconstitucional. Pressupostos de admissibilidade de recursos de cortes diversas. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual), o que não se admite em sede de recurso extraordinário. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido.
sjur328492
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) AI 498455 AgR (1ªT), RE 598365 RG, RE 556262 AgR (2ªT), AI 731917 AgR (1ªT), ARE 729649 ED (1ªT), ARE 788523 AgR (2ªT), ARE 810140 AgR (1ªT), ARE 855132 AgR (2ªT), ARE 894376 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 18/11/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
881853
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 881853 AgR
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AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) : ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual Civil. Assistência. Requisitos. Infraconstitucional. Pressupostos de admissibilidade de recursos de cortes diversas. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual), o que não se admite em sede de recurso extraordinário. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 881853 AGR / DF notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos XXI e LXXVI, e 153, inciso III, Constituição Federal Decido. A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, entendeu que a recorrente não demonstrou interesse jurídico para atuar no feito e, assim, indeferiu seu pedido de admissão na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração opostos. Por esclarecedor, transcrevo a ementa do acórdão recorrido: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR TERCEIRO, QUE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) :ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos XXI e LXXVI, e 153, inciso III, Constituição Federal Decido. A irresignação não merece prosperar. O acórdão recorrido, com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie, entendeu que a recorrente não demonstrou interesse jurídico para atuar no feito e, assim, indeferiu seu pedido de admissão na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração opostos. Por esclarecedor, transcrevo a ementa do acórdão recorrido: ‘PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS POR TERCEIRO, QUE Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF AFIRMA POSSUIR LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA PARA INGRESSAR COMO ASSISTENTE SIMPLES. OPOSIÇÃO DE UMA DAS PARTES. INTERESSE JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil) contra acórdão que deu provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. 2. A entidade associativa não é parte; na própria petição dos aclaratórios, afirma que deve ser admitido o seu ingresso, na condição de assistente simples da recorrida. 3. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. 4. Por outro lado, a possibilidade de utilização do caso concreto como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da ARPEN BRASIL como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. 5. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração. 6. Embargos de Declaração não conhecidos’. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF AFIRMA POSSUIR LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA PARA INGRESSAR COMO ASSISTENTE SIMPLES. OPOSIÇÃO DE UMA DAS PARTES. INTERESSE JURÍDICO. INEXISTÊNCIA. RECURSO NÃO CONHECIDO. 1. Trata-se de Embargos de Declaração opostos pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (ARPEN Brasil) contra acórdão que deu provimento ao Recurso Especial da Fazenda Nacional. 2. A entidade associativa não é parte; na própria petição dos aclaratórios, afirma que deve ser admitido o seu ingresso, na condição de assistente simples da recorrida. 3. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. 4. Por outro lado, a possibilidade de utilização do caso concreto como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da ARPEN BRASIL como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. 5. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração. 6. Embargos de Declaração não conhecidos’. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a pretensão recursal, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF insuficiente para amparar o apelo extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 551.692/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10; AI n 641.299/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 3/8/07. Corroborando o entendimento, anote-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 14/8/09, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Admissibilidade de recurso de competência de Tribunal diverso: impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Tema constitucional sem repercussão geral (Recurso Extraordinário 598.365-Recurso Extraordinário, Rel. Min. Carlos Britto)’ (AI n 614.562/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/11/09). Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que requereu seu ingresso na lide como assistente simples. Aduz que a controvérsia reside na incidência ou não do imposto de renda sobre valores ressarcidos à Tabeliã pelo Fundo Notarial e Registral (FUNORE) em virtude de atos notarias gratuitos, por força da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF insuficiente para amparar o apelo extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário n 551.692/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10; AI n 641.299/PR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 3/8/07. Corroborando o entendimento, anote-se que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, concluída em 14/8/09, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Admissibilidade de recurso de competência de Tribunal diverso: impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Tema constitucional sem repercussão geral (Recurso Extraordinário 598.365-Recurso Extraordinário, Rel. Min. Carlos Britto)’ (AI n 614.562/RJ, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/11/09). Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que requereu seu ingresso na lide como assistente simples. Aduz que a controvérsia reside na incidência ou não do imposto de renda sobre valores ressarcidos à Tabeliã pelo Fundo Notarial e Registral (FUNORE) em virtude de atos notarias gratuitos, por força da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 881853 AGR / DF Lei Estadual n 12.692/06. Assevera que houve violação frontal do texto constitucional. Sustenta que não há necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Refere que a sua inadmissão no feito, pela decisão que não conheceu dos embargos de declaração no REsp n 1.465.592/RS, impediu “o escrutínio jurídico-constitucional da violação ao art. 5..., inc. LXXVI, e ao art. 153, inc. III, ambos da Constituição Federal de 1988”. Defende que o art. 5..., XXI, da Constituição Federal tem eficácia direta e imediata, conferindo “às associações legitimação material e processual para a ampla defesa dos direitos dos seus associados tanto como representante dos associados como assistente simples”. Assevera que seu recurso extraordinário reúne as condições de admissibilidade. Entende que “o ressarcimento dos atos notariais e registrais gratuitos configura verba meramente indenizatória”. Afirma que o pagamento do FUNORE realizado à tabeliã Patrícia Seckler dá-se à “título de indenização por dano material (indenização reposição do patrimônio consumido pela prática de atos gratuitos)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Lei Estadual n 12.692/06. Assevera que houve violação frontal do texto constitucional. Sustenta que não há necessidade de reexame da legislação infraconstitucional. Refere que a sua inadmissão no feito, pela decisão que não conheceu dos embargos de declaração no REsp n 1.465.592/RS, impediu “o escrutínio jurídico-constitucional da violação ao art. 5..., inc. LXXVI, e ao art. 153, inc. III, ambos da Constituição Federal de 1988”. Defende que o art. 5..., XXI, da Constituição Federal tem eficácia direta e imediata, conferindo “às associações legitimação material e processual para a ampla defesa dos direitos dos seus associados tanto como representante dos associados como assistente simples”. Assevera que seu recurso extraordinário reúne as condições de admissibilidade. Entende que “o ressarcimento dos atos notariais e registrais gratuitos configura verba meramente indenizatória”. Afirma que o pagamento do FUNORE realizado à tabeliã Patrícia Seckler dá-se à “título de indenização por dano material (indenização reposição do patrimônio consumido pela prática de atos gratuitos)”. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, com base na legislação processual de regência, negou o pedido da agravante de ingresso no feito na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração por ela opostos, especialmente em razão da ausência de demonstração do interesse jurídico na causa. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “Ao requerer, na petição do próprio recurso, a sua admissão, naturalmente a entidade associativa sujeita a própria sorte dos Embargos de Declaração ao prévio acolhimento do quanto requerido. E, no caso, merece acolhida a impugnação da Fazenda Nacional. Com efeito, o ingresso de terceiro, na condição de assistente simples, exige demonstração de interesse jurídico na causa. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. Por outro lado, a possibilidade de sua utilização como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da entidade associativa como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Compulsando os autos, verifico que o Tribunal de origem, com base na legislação processual de regência, negou o pedido da agravante de ingresso no feito na condição de assistente simples e não conheceu dos embargos de declaração por ela opostos, especialmente em razão da ausência de demonstração do interesse jurídico na causa. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “Ao requerer, na petição do próprio recurso, a sua admissão, naturalmente a entidade associativa sujeita a própria sorte dos Embargos de Declaração ao prévio acolhimento do quanto requerido. E, no caso, merece acolhida a impugnação da Fazenda Nacional. Com efeito, o ingresso de terceiro, na condição de assistente simples, exige demonstração de interesse jurídico na causa. A assertiva de que a decisão proferida neste recurso afetará os demais registradores é improcedente, pois o resultado do julgamento do Recurso Especial possui eficácia intra partes. Por outro lado, a possibilidade de sua utilização como precedente jurisprudencial, por si só, não possui aptidão jurídica para autorizar o ingresso da entidade associativa como assistente simples, pois, nessa hipótese, o instituto seria banalizado, uma vez que em grande parte dos casos os interesses individuais sub judice não são personalíssimos. Não demonstrado o interesse jurídico, deve ser indeferido o pedido de admissão da Associação Nacional dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração.” A agravante, por sua vez, sustenta que possui interesse em atuar na lide como assistente simples e que tem o direito de interpor os recursos cabíveis. Conforme consignei na decisão agravada, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Essa questão não desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Sobre o tema, cito também os seguintes julgados: AI n 498.455/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 29/4/05; AI n 731.917/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/6/11; Recurso Extraordinário n 556.262/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/13; ARE n 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../4/14, esse último assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Processual. Falta de interesse de agir. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../4/14 – grifei). Ademais, reitero que o Plenário deste Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Registradores de Pessoas Naturais – ARPEN BRASIL, e, por consequência, não se deve conhecer dos Embargos de Declaração.” A agravante, por sua vez, sustenta que possui interesse em atuar na lide como assistente simples e que tem o direito de interpor os recursos cabíveis. Conforme consignei na decisão agravada, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, sobretudo acerca do preenchimento ou não dos requisitos para a admissão da recorrente no feito como assistente simples e acerca da observância dos pressupostos de admissibilidade do recurso de competência daquela Corte, seria necessário o reexame da causa à luz da legislação infraconstitucional de regência (notadamente, da legislação processual). Essa questão não desafia recurso extraordinário, haja vista que a afronta ao texto constitucional se daria, caso houvesse, de forma indireta ou reflexa. Sobre o tema, cito também os seguintes julgados: AI n 498.455/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 29/4/05; AI n 731.917/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 17/6/11; Recurso Extraordinário n 556.262/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 9/4/13; ARE n 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../4/14, esse último assim ementado: “Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Processual. Falta de interesse de agir. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise de legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 729.649/RS-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1.../4/14 – grifei). Ademais, reitero que o Plenário deste Tribunal, no julgamento do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. A propósito, anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 855.132/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/2/15 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 1. ARE interposto na origem. Recurso Extraordinário intempestivo. 2. ARE interposto no Superior Tribunal de Justiça. Recurso Extraordinário contra decisão em que não se admitiu o REsp. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Precedentes. 1. ARE interposto na origem: o agravante não observou o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário. 2. ARE interposto no Superior Tribunal de Justiça: o Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No caso, o Superior Tribunal de Justiça assentou a intempestividade do recurso especial. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 810.140/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/11/14 – grifei). Na mesma direção: ARE n 894.376/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 24/8/15; ARE n 788.523/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/3/14. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. A propósito, anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. FATO GERADOR. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 855.132/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/2/15 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 1. ARE interposto na origem. Recurso Extraordinário intempestivo. 2. ARE interposto no Superior Tribunal de Justiça. Recurso Extraordinário contra decisão em que não se admitiu o REsp. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Precedentes. 1. ARE interposto na origem: o agravante não observou o prazo de 15 dias para a interposição do recurso extraordinário. 2. ARE interposto no Superior Tribunal de Justiça: o Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, entendeu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. No caso, o Superior Tribunal de Justiça assentou a intempestividade do recurso especial. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 810.140/RJ-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/11/14 – grifei). Na mesma direção: ARE n 894.376/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 24/8/15; ARE n 788.523/DF- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 25/3/14. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 881853 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Supremo Tribunal Federal ARE 881853 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) : ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595481 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.853 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS REGISTRADORES DE PESSOAS NATURAIS - ARPEN BRASIL ADV.(A/S) : ISABELA MARRAFON E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595481 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881 . 853", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 881853 AGR / DF", "ARE 881853 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 551 . 692 / RS - AgR", "AI n 641 . 299 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - Recurso Extraordinário", "AI n 614 . 562 / RJ", "ARE 881853 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n 551 . 692 / RS - AgR", "AI n 641 . 299 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Recurso Extraordinário 598 . 365 - Recurso Extraordinário", "AI n 614 . 562 / RJ", "ARE 881853 AGR / DF", "REsp n 1 . 465 . 592 / RS", "ARE 881853 AGR / DF", "REsp n 1 . 465 . 592 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI n 498 . 455 / SP - AgR", "AI n 731 . 917 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 556 . 262 / SP - AgR", "ARE n 729 . 649 / RS - ED", "ARE n 729 . 649 / RS - ED", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE 881853 AGR / DF Registradores", "AI n 498 . 455 / SP - AgR", "AI n 731 . 917 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 556 . 262 / SP - AgR", "ARE n 729 . 649 / RS - ED", "ARE n 729 . 649 / RS - ED", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE n 855 . 132 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE n 810 . 140 / RJ - AgR", "ARE n 894 . 376 / DF - AgR", "ARE n 788 . 523 / DF - AgR", "ARE 881853 AGR / DF", "ARE n 855 . 132 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "ARE n 810 . 140 / RJ - AgR", "ARE n 894 . 376 / DF - AgR", "ARE n 788 . 523 / DF - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXI e LXXVI , e 153 , inciso III , Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos XXI e LXXVI , e 153 , inciso III , Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 12 . 692 / 06", "art . 5 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Certidão da dívida ativa. Inclusão dos sócios/administradores. Circunstâncias do art. 135 do CTN. Ônus da prova. Questão infraconstitucional. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Súmula 279/STF. 1.O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia exclusivamente com base no art. 135, CTN. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2.Para dissentir do que decidido na origem, necessário seria o revolvimento do conjunto fático probatório, providência vedada, a teor da Súmula nº 279 do STF. 3.Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 877839 AGR / DF Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, LV, e 37 da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ’PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO FISCAL – SÓCIO-GERENTE – REDIRECIONAMENTO DA DÍVIDA EXECUTADA – POSSIBILIDADE – NOME CONSTA NA CDA – PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA – TEMA SUBMETIDO AO RITO DO ART. 543-C DO CPC – AGRAVANTES – APENAS EMPREGADOS – VERIFICAÇÃO – SÚMULA 7/STJ. 1. 'A orientação da Primeira Seção desta Corte firmou-se no sentido de que, se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, LV, e 37 da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ’PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO FISCAL – SÓCIO-GERENTE – REDIRECIONAMENTO DA DÍVIDA EXECUTADA – POSSIBILIDADE – NOME CONSTA NA CDA – PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA – TEMA SUBMETIDO AO RITO DO ART. 543-C DO CPC – AGRAVANTES – APENAS EMPREGADOS – VERIFICAÇÃO – SÚMULA 7/STJ. 1. 'A orientação da Primeira Seção desta Corte firmou-se no sentido de que, se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1°.4.2009.) 2. Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida tributária. 3. Aferir os documentos que instruíram a causa, para verificar que os agravantes eram apenas empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático- probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/STJ. Agravo regimental improvido.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ’AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1°.4.2009.) 2. Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida tributária. 3. Aferir os documentos que instruíram a causa, para verificar que os agravantes eram apenas empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático- probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/STJ. Agravo regimental improvido.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ’AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11). Ademais, observo que o Superior Tribunal de Justiça solucionou a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão: ’Todavia, a jurisprudência desta Corte Superior é remansosa no sentido de que a responsabilidade patrimonial do sócio sob o ângulo do ônus da prova reclama sua aferição, sob dupla ótica, a saber: I) quando a Certidão de Dívida Ativa não contempla o seu nome, e a execução é voltada contra ele, embora admissível, cabe à Fazenda Pública comprovar a ocorrência de atos ultra vires societatis, fraude à lei, ao contrato social ou ao estatuto, bem assim a irregularidade da dissolução da pessoa jurídica II) quando a CDA consagra a sua responsabilidade, na qualidade de coobrigado, circunstância que inverte o ônus da prova, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, uma vez que a certidão que instrui o executivo fiscal é dotada de presunção de liquidez e certeza. (…) Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11). Ademais, observo que o Superior Tribunal de Justiça solucionou a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão: ’Todavia, a jurisprudência desta Corte Superior é remansosa no sentido de que a responsabilidade patrimonial do sócio sob o ângulo do ônus da prova reclama sua aferição, sob dupla ótica, a saber: I) quando a Certidão de Dívida Ativa não contempla o seu nome, e a execução é voltada contra ele, embora admissível, cabe à Fazenda Pública comprovar a ocorrência de atos ultra vires societatis, fraude à lei, ao contrato social ou ao estatuto, bem assim a irregularidade da dissolução da pessoa jurídica II) quando a CDA consagra a sua responsabilidade, na qualidade de coobrigado, circunstância que inverte o ônus da prova, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, uma vez que a certidão que instrui o executivo fiscal é dotada de presunção de liquidez e certeza. (…) Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF tributária’. Nesse caso, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: ’DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF tributária’. Nesse caso, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: ’DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 837.053/RN- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). Na mesma direção: AI nº 844.255/MG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/8/11; AI nº 817.753/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/10/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante alega que conforme constou do v. Acórdão proferido pelo TRF-3, a inclusão do sócios na CDA aconteceu com base no art. 13 da Lei nº 8.620/1993 (automática) e que este dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 562.276/PR, julgado sob a sistemática da repercussão geral. Aduz que o Superior Tribunal de Justiça teria desconsiderado “esta relevante questão tratada no v. Acórdão recorrido, que diz respeito à causa da inclusão dos sócios/administradores na CDA e apenas se apegou a questão de haver ou não menção no título executivo extrajudicial (fls. 181 e 186).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI nº 837.053/RN- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). Na mesma direção: AI nº 844.255/MG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/8/11; AI nº 817.753/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/10/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante alega que conforme constou do v. Acórdão proferido pelo TRF-3, a inclusão do sócios na CDA aconteceu com base no art. 13 da Lei nº 8.620/1993 (automática) e que este dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no RE nº 562.276/PR, julgado sob a sistemática da repercussão geral. Aduz que o Superior Tribunal de Justiça teria desconsiderado “esta relevante questão tratada no v. Acórdão recorrido, que diz respeito à causa da inclusão dos sócios/administradores na CDA e apenas se apegou a questão de haver ou não menção no título executivo extrajudicial (fls. 181 e 186).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça julgou a causa exclusivamente com base no art. 135 do Código Tributário Nacional, assentando que, “se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1°.4.2009.)” Ademais, sobre a alegação de que o julgado recorrido teria reconhecido que a inclusão dos sócios na CDA se deu de forma automática com base no art. 13 da Lei nº 8.620/93, transcrevo o seguinte trecho do acórdão proferido nos embargos de declaração opostos na origem (STJ): “Da simples leitura das razões lançadas no recurso especial, bem como das lançadas no agravo regimental, verifica- se que não há qualquer manifestação quanto à alegada nulidade apresentada no título executivo extrajudicial, qual seja, que a inclusão na CDA teria se dado com base no artigo 13 da Lei nº 8.620/93, dispositivo supostamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça julgou a causa exclusivamente com base no art. 135 do Código Tributário Nacional, assentando que, “se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1°.4.2009.)” Ademais, sobre a alegação de que o julgado recorrido teria reconhecido que a inclusão dos sócios na CDA se deu de forma automática com base no art. 13 da Lei nº 8.620/93, transcrevo o seguinte trecho do acórdão proferido nos embargos de declaração opostos na origem (STJ): “Da simples leitura das razões lançadas no recurso especial, bem como das lançadas no agravo regimental, verifica- se que não há qualquer manifestação quanto à alegada nulidade apresentada no título executivo extrajudicial, qual seja, que a inclusão na CDA teria se dado com base no artigo 13 da Lei nº 8.620/93, dispositivo supostamente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF inconstitucional. Na verdade, os embargantes limitaram-se nas seguintes alegações: que o executado Nelson Roberto Correia da Silva era empregado da empresa, não exercendo função de administração ou de gerência, como plenamente demonstrado nos autos da ação principal; e que o Sr. Jachson Bleker não mais fazia parte do quadro de empregados, desde 4.5.1999, não podendo ser responsabilizado por débitos, cujos fatos geradores ocorreram após o seu desligamento. Com efeito, não há que se falar em omissão quando a tese não consta das razões do recurso especial, muito menos foi apresentada quando da interposição do agravo regimental, tratando-se de inovação recursal.” Como se vê, a questão relativa à inconstitucionalidade do art. 13 da Lei nº 8.620/93 não foi sequer cogitada no acórdão recorrido. O agravante suscitou a discussão, pela primeira vez, em sede de embargos de declaração, o que implica a inovação recursal, como assentado no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, consideradas as balizas do acórdão recorrido, reitero que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE SÓCIO NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. ART. 135 DO CTN. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO. 1. O acórdão recorrido fundamentou-se nos requisitos previstos no art. 135, III, do Código Tributário Nacional, admitindo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF inconstitucional. Na verdade, os embargantes limitaram-se nas seguintes alegações: que o executado Nelson Roberto Correia da Silva era empregado da empresa, não exercendo função de administração ou de gerência, como plenamente demonstrado nos autos da ação principal; e que o Sr. Jachson Bleker não mais fazia parte do quadro de empregados, desde 4.5.1999, não podendo ser responsabilizado por débitos, cujos fatos geradores ocorreram após o seu desligamento. Com efeito, não há que se falar em omissão quando a tese não consta das razões do recurso especial, muito menos foi apresentada quando da interposição do agravo regimental, tratando-se de inovação recursal.” Como se vê, a questão relativa à inconstitucionalidade do art. 13 da Lei nº 8.620/93 não foi sequer cogitada no acórdão recorrido. O agravante suscitou a discussão, pela primeira vez, em sede de embargos de declaração, o que implica a inovação recursal, como assentado no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, consideradas as balizas do acórdão recorrido, reitero que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE SÓCIO NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. ART. 135 DO CTN. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO. 1. O acórdão recorrido fundamentou-se nos requisitos previstos no art. 135, III, do Código Tributário Nacional, admitindo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF que a inserção dos sócios na Certidão de Dívida Ativa gozaria do atributo da presunção de legitimidade, cabendo aos responsáveis o ônus de demonstrar a inocorrência do fato gerador da responsabilidade. 2. Nessas condições, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada nesta fase processual. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 793.498/PR – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 20/5/15) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 837.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF que a inserção dos sócios na Certidão de Dívida Ativa gozaria do atributo da presunção de legitimidade, cabendo aos responsáveis o ônus de demonstrar a inocorrência do fato gerador da responsabilidade. 2. Nessas condições, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada nesta fase processual. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 793.498/PR – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 20/5/15) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 837.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595480 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595480 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9752230
2015-10-06T00:00:00
2015-11-11T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Certidão da dívida ativa. Inclusão dos sócios/administradores. Circunstâncias do art. 135 do CTN. Ônus da prova. Questão infraconstitucional. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Súmula 279/STF. 1.O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia exclusivamente com base no art. 135, CTN. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2.Para dissentir do que decidido na origem, necessário seria o revolvimento do conjunto fático probatório, providência vedada, a teor da Súmula nº 279 do STF. 3.Agravo regimental não provido.
sjur328493
- Acórdão(s) citado(s): (CDA, INCLUSÃO DE SÓCIO) AI 837053 AgR (1ªT), ARE 793498 AgR (1ªT). Número de páginas: 12. Análise: 17/11/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
877839
[ "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008620 ANO-1993\n ART-00013\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 877839 AgR
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AGTE.(S) : EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Certidão da dívida ativa. Inclusão dos sócios/administradores. Circunstâncias do art. 135 do CTN. Ônus da prova. Questão infraconstitucional. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1.O Superior Tribunal de Justiça decidiu a controvérsia exclusivamente com base no art. 135, CTN. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2.Para dissentir do que decidido na origem, necessário seria o revolvimento do conjunto fático probatório, providência vedada, a teor da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 3.Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 877839 AGR / DF Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706703. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., LV, e 37 da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ’PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO FISCAL – SÓCIO-GERENTE – REDIRECIONAMENTO DA DÍVIDA EXECUTADA – POSSIBILIDADE – NOME CONSTA NA CDA – PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA – TEMA SUBMETIDO AO RITO DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil – AGRAVANTES – APENAS EMPREGADOS – VERIFICAÇÃO – SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. 1. 'A orientação da Primeira Seção desta Corte firmou-se no sentido de que, se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com os seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., LV, e 37 da Constituição Federal. Anote-se a ementa do acórdão recorrido: ’PROCESSUAL CIVIL – EXECUÇÃO FISCAL – SÓCIO-GERENTE – REDIRECIONAMENTO DA DÍVIDA EXECUTADA – POSSIBILIDADE – NOME CONSTA NA CDA – PRESUNÇÃO DE LIQUIDEZ E CERTEZA – TEMA SUBMETIDO AO RITO DO ART. 543-C DO Código de Processo Civil – AGRAVANTES – APENAS EMPREGADOS – VERIFICAÇÃO – SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. 1. 'A orientação da Primeira Seção desta Corte firmou-se no sentido de que, se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1....4.2009.) 2. Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida tributária. 3. Aferir os documentos que instruíram a causa, para verificar que os agravantes eram apenas empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático- probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Agravo regimental improvido.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ’AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1....4.2009.) 2. Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida tributária. 3. Aferir os documentos que instruíram a causa, para verificar que os agravantes eram apenas empregados, demandaria o reexame de todo o contexto fático- probatório dos autos, o que é defeso a esta Corte em vista do óbice da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Agravo regimental improvido.’ Decido. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ’AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11). Ademais, observo que o Superior Tribunal de Justiça solucionou a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão: ’Todavia, a jurisprudência desta Corte Superior é remansosa no sentido de que a responsabilidade patrimonial do sócio sob o ângulo do ônus da prova reclama sua aferição, sob dupla ótica, a saber: I) quando a Certidão de Dívida Ativa não contempla o seu nome, e a execução é voltada contra ele, embora admissível, cabe à Fazenda Pública comprovar a ocorrência de atos ultra vires societatis, fraude à lei, ao contrato social ou ao estatuto, bem assim a irregularidade da dissolução da pessoa jurídica II) quando a CDA consagra a sua responsabilidade, na qualidade de coobrigado, circunstância que inverte o ônus da prova, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, uma vez que a certidão que instrui o executivo fiscal é dotada de presunção de liquidez e certeza. (…) Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11). Ademais, observo que o Superior Tribunal de Justiça solucionou a lide com fundamento na legislação infraconstitucional e nas provas dos autos, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão: ’Todavia, a jurisprudência desta Corte Superior é remansosa no sentido de que a responsabilidade patrimonial do sócio sob o ângulo do ônus da prova reclama sua aferição, sob dupla ótica, a saber: I) quando a Certidão de Dívida Ativa não contempla o seu nome, e a execução é voltada contra ele, embora admissível, cabe à Fazenda Pública comprovar a ocorrência de atos ultra vires societatis, fraude à lei, ao contrato social ou ao estatuto, bem assim a irregularidade da dissolução da pessoa jurídica II) quando a CDA consagra a sua responsabilidade, na qualidade de coobrigado, circunstância que inverte o ônus da prova, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, uma vez que a certidão que instrui o executivo fiscal é dotada de presunção de liquidez e certeza. (…) Na hipótese dos autos, constam da CDA os nomes dos sócios da empresa como corresponsáveis pela dívida 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF tributária’. Nesse caso, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: ’DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF tributária’. Nesse caso, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: ’DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 877839 AGR / DF dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 837.053/RN- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). Na mesma direção: AI n 844.255/MG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/8/11; AI n 817.753/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/10/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante alega que conforme constou do v. Acórdão proferido pelo TRF-3, a inclusão do sócios na CDA aconteceu com base no art. 13 da Lei n 8.620/1993 (automática) e que este dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n 562.276/PR, julgado sob a sistemática da repercussão geral. Aduz que o Superior Tribunal de Justiça teria desconsiderado “esta relevante questão tratada no v. Acórdão recorrido, que diz respeito à causa da inclusão dos sócios/administradores na CDA e apenas se apegou a questão de haver ou não menção no título executivo extrajudicial (fls. 181 e 186).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido’ (AI n 837.053/RN- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). Na mesma direção: AI n 844.255/MG, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 24/8/11; AI n 817.753/RJ, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/10/10. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante alega que conforme constou do v. Acórdão proferido pelo TRF-3, a inclusão do sócios na CDA aconteceu com base no art. 13 da Lei n 8.620/1993 (automática) e que este dispositivo foi declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário n 562.276/PR, julgado sob a sistemática da repercussão geral. Aduz que o Superior Tribunal de Justiça teria desconsiderado “esta relevante questão tratada no v. Acórdão recorrido, que diz respeito à causa da inclusão dos sócios/administradores na CDA e apenas se apegou a questão de haver ou não menção no título executivo extrajudicial (fls. 181 e 186).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça julgou a causa exclusivamente com base no art. 135 do Código Tributário Nacional, assentando que, “se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1....4.2009.)” Ademais, sobre a alegação de que o julgado recorrido teria reconhecido que a inclusão dos sócios na CDA se deu de forma automática com base no art. 13 da Lei n 8.620/93, transcrevo o seguinte trecho do acórdão proferido nos embargos de declaração opostos na origem (Superior Tribunal de Justiça): “Da simples leitura das razões lançadas no recurso especial, bem como das lançadas no agravo regimental, verifica- se que não há qualquer manifestação quanto à alegada nulidade apresentada no título executivo extrajudicial, qual seja, que a inclusão na CDA teria se dado com base no artigo 13 da Lei n 8.620/93, dispositivo supostamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. O agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que foi decidido. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça julgou a causa exclusivamente com base no art. 135 do Código Tributário Nacional, assentando que, “se a execução foi ajuizada apenas contra a pessoa jurídica, mas o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus da prova de que não ficou caracterizada nenhuma das circunstâncias previstas no art. 135 do CTN, ou seja, não houve a prática de atos 'com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos' (REsp 1.104.900/ES, Rel. Ministra Denise Arruda, Primeira Seção, julgado em 25.3.2009, DJe 1....4.2009.)” Ademais, sobre a alegação de que o julgado recorrido teria reconhecido que a inclusão dos sócios na CDA se deu de forma automática com base no art. 13 da Lei n 8.620/93, transcrevo o seguinte trecho do acórdão proferido nos embargos de declaração opostos na origem (Superior Tribunal de Justiça): “Da simples leitura das razões lançadas no recurso especial, bem como das lançadas no agravo regimental, verifica- se que não há qualquer manifestação quanto à alegada nulidade apresentada no título executivo extrajudicial, qual seja, que a inclusão na CDA teria se dado com base no artigo 13 da Lei n 8.620/93, dispositivo supostamente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF inconstitucional. Na verdade, os embargantes limitaram-se nas seguintes alegações: que o executado Nelson Roberto Correia da Silva era empregado da empresa, não exercendo função de administração ou de gerência, como plenamente demonstrado nos autos da ação principal; e que o Sr. Jachson Bleker não mais fazia parte do quadro de empregados, desde 4.5.1999, não podendo ser responsabilizado por débitos, cujos fatos geradores ocorreram após o seu desligamento. Com efeito, não há que se falar em omissão quando a tese não consta das razões do recurso especial, muito menos foi apresentada quando da interposição do agravo regimental, tratando-se de inovação recursal.” Como se vê, a questão relativa à inconstitucionalidade do art. 13 da Lei n 8.620/93 não foi sequer cogitada no acórdão recorrido. O agravante suscitou a discussão, pela primeira vez, em sede de embargos de declaração, o que implica a inovação recursal, como assentado no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, consideradas as balizas do acórdão recorrido, reitero que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE SÓCIO NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. ART. 135 DO CTN. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO. 1. O acórdão recorrido fundamentou-se nos requisitos previstos no art. 135, III, do Código Tributário Nacional, admitindo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF inconstitucional. Na verdade, os embargantes limitaram-se nas seguintes alegações: que o executado Nelson Roberto Correia da Silva era empregado da empresa, não exercendo função de administração ou de gerência, como plenamente demonstrado nos autos da ação principal; e que o Sr. Jachson Bleker não mais fazia parte do quadro de empregados, desde 4.5.1999, não podendo ser responsabilizado por débitos, cujos fatos geradores ocorreram após o seu desligamento. Com efeito, não há que se falar em omissão quando a tese não consta das razões do recurso especial, muito menos foi apresentada quando da interposição do agravo regimental, tratando-se de inovação recursal.” Como se vê, a questão relativa à inconstitucionalidade do art. 13 da Lei n 8.620/93 não foi sequer cogitada no acórdão recorrido. O agravante suscitou a discussão, pela primeira vez, em sede de embargos de declaração, o que implica a inovação recursal, como assentado no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, consideradas as balizas do acórdão recorrido, reitero que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como das normas ordinárias aplicáveis à espécie, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. INCLUSÃO DE SÓCIO NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA. ART. 135 DO CTN. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. REEXAME DO ACERVO PROBATÓRIO. 1. O acórdão recorrido fundamentou-se nos requisitos previstos no art. 135, III, do Código Tributário Nacional, admitindo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF que a inserção dos sócios na Certidão de Dívida Ativa gozaria do atributo da presunção de legitimidade, cabendo aos responsáveis o ônus de demonstrar a inocorrência do fato gerador da responsabilidade. 2. Nessas condições, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada nesta fase processual. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 793.498/PR – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 20/5/15) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 837.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF que a inserção dos sócios na Certidão de Dívida Ativa gozaria do atributo da presunção de legitimidade, cabendo aos responsáveis o ônus de demonstrar a inocorrência do fato gerador da responsabilidade. 2. Nessas condições, dissentir das conclusões adotadas demandaria o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional correlata, providência vedada nesta fase processual. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 793.498/PR – AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 20/5/15) “DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. REFORMA DA SENTENÇA DE MÉRITO. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO PARA OS SÓCIOS. NOME DOS SÓCIOS NA CERTIDÃO DE DÍVIDA ATIVA - CDA. PRESUNÇÃO DE CERTEZA E LIQUIDEZ. ART. 135 DO CTN. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.02.2010. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Divergir do entendimento do Tribunal a quo acerca do redirecionamento da execução para o sócios da empresa executada promovida pelo Estado demandaria a análise de normas infraconstitucionais e da moldura fática dos autos. Na hipótese, consta a indicação do nome dos sócios na Certidão de Dívida Ativa - CDA que nos termos do art. 135 do Código Tributário Nacional – CTN preencheu os requisitos indispensáveis e essenciais de validade, razão pela qual não há falar em exclusão de responsabilidade dos sócios da empresa executada. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 837.053/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 11/11/14). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 877839 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Supremo Tribunal Federal ARE 877839 AGR / DF Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9706701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595480 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877.839 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EMPAX EMBALAGENS LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO RICARDO NUTTI MARANGONI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EDUARDO DE ALBUQUERQUE PARENTE AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595480 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 877 . 839", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 877839 AGR / DF", "ARE 877839", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 877839 AGR / DF", "REsp 1 . 104 . 900 / ES", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 877839 AGR / DF", "REsp 1 . 104 . 900 / ES", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 877839 AGR", "AI n 812 . 481 / RJ - AgR", "ARE 877839 AGR / DF", "AI n 812 . 481 / RJ - AgR", "ARE 877839 AGR / DF", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 877839 AGR / DF", "Súmula n 279 desta Corte", "ARE 877839 AGR / DF", "AI n 837 . 053 / RN - AgR", "AI n 844 . 255 / MG", "AI n 817 . 753 / RJ", "Recurso Extraordinário n 562 . 276 / PR", "ARE 877839 AGR / DF", "AI n 837 . 053 / RN - AgR", "AI n 844 . 255 / MG", "AI n 817 . 753 / RJ", "Recurso Extraordinário n 562 . 276 / PR", "REsp 1 . 104 . 900 / ES", "REsp 1 . 104 . 900 / ES", 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 135 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , IX , da Constituição", "art . 135 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 135 DO CTN", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 135 DO CTN", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "art", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "art . 135 do CTN", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "artigo 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "ART . 135 DO CTN", "art . 135 , III , do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei n 8 . 620 / 93", "ART", "art . 135 , III , do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 135 DO CTN", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 135 DO CTN", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "art . 135 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APURAÇÃO DE SUPOSTOS CRIMES COMETIDOS POR AUTORIDADES COM PRERROGATIVA DE FORO. INVESTIGAÇÃO DE DELITOS CONEXOS RELATIVOS AOS DEMAIS ACUSADOS. PROCESSAMENTO PELA JUSTIÇA DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA CORTE OU DE OFENSA À AUTORIDADE DE SUAS DECISÕES. 1. A atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. 2. Conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 20175 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação aos fundamentos de que (a) “a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 (…)” (fl. 2, doc. 23); (b) “no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado (…)” (fl. 3, doc. 23); (c) “apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado” (fl. 5, doc. 23). No agravo regimental, sustenta-se, em suma, que (a) o ato reclamado violou frontalmente a autoridade da decisão proferida no Inquérito 3.989, que determinou a concentração das investigações relacionadas ao núcleo político (agentes políticos com prerrogativa de foro e ex-parlamentares); (b) a ausência de requerimento de retorno, a esta Corte, dos termos de colaboração em que foi citado o agravante configura mero equívoco material cometido pela Procuradoria-Geral da República no pedido de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação aos fundamentos de que (a) “a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 (…)” (fl. 2, doc. 23); (b) “no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado (…)” (fl. 3, doc. 23); (c) “apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado” (fl. 5, doc. 23). No agravo regimental, sustenta-se, em suma, que (a) o ato reclamado violou frontalmente a autoridade da decisão proferida no Inquérito 3.989, que determinou a concentração das investigações relacionadas ao núcleo político (agentes políticos com prerrogativa de foro e ex-parlamentares); (b) a ausência de requerimento de retorno, a esta Corte, dos termos de colaboração em que foi citado o agravante configura mero equívoco material cometido pela Procuradoria-Geral da República no pedido de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 20175 AGR / PR instauração do Inquérito 3.989, não alterando o posicionamento do órgão de acusação sobre a necessidade de concentração da investigação dos fatos lá delineados; (c) o agravante é alvo de duas investigações, uma perante o Supremo Tribunal Federal, outra perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, por fatos idênticos que, supostamente, configurariam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; (d) a conexão entre as condutas que lhe foram atribuídas e os delitos supostamente cometidos por agentes políticos com prerrogativa de foro recomenda que a investigação daquelas seja feita perante o STF. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR instauração do Inquérito 3.989, não alterando o posicionamento do órgão de acusação sobre a necessidade de concentração da investigação dos fatos lá delineados; (c) o agravante é alvo de duas investigações, uma perante o Supremo Tribunal Federal, outra perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, por fatos idênticos que, supostamente, configurariam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; (d) a conexão entre as condutas que lhe foram atribuídas e os delitos supostamente cometidos por agentes políticos com prerrogativa de foro recomenda que a investigação daquelas seja feita perante o STF. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado por Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto em face de ato do juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, nos autos do Pedido de Busca e Apreensão 5014474- 63.2015.4.04.7000/PR. Em linhas gerais, alega-se, em síntese, que: (a) houve violação da competência do Supremo Tribunal Federal e da autoridade de suas decisões em razão de a autoridade reclamada ter decretado a prisão preventiva do reclamante “pelos mesmos e exatos fatos” que estão sendo investigados nesta Corte nos autos do Inq 3.989; (b) a prisão preventiva do reclamante foi decretada com base em depoimentos prestados no âmbito de colaborações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal nos autos de Pet 5.245 e Pet 5.210; (c) em relação ao reclamante, apesar de não haver autorização para prosseguimento das investigações perante o juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, este continuou deferindo diligências e colhendo provas; (d) os fatos citados na decisão reclamada “dizem respeito à suposta distribuição de propina ao PP e a seus agentes políticos. Tais fatos, todavia foram igualmente examinados e delineados por esta Suprema Corte quando da abertura do Inquérito 3989”; (e) a decisão proferida por esta Corte no Inquérito 3.989 determinou “a reunião das investigações sobre aqueles fatos, até mesmo com relação aos [investigados] que não tinham prerrogativa de foro”, como é o caso do reclamante. Requer-se, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e “qualquer ato investigatório até aqui praticado”. No mérito, pede-se a anulação da decisão que determinou a prisão preventiva do reclamante e de todos os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado por Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto em face de ato do juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, nos autos do Pedido de Busca e Apreensão 5014474- 63.2015.4.04.7000/PR. Em linhas gerais, alega-se, em síntese, que: (a) houve violação da competência do Supremo Tribunal Federal e da autoridade de suas decisões em razão de a autoridade reclamada ter decretado a prisão preventiva do reclamante “pelos mesmos e exatos fatos” que estão sendo investigados nesta Corte nos autos do Inq 3.989; (b) a prisão preventiva do reclamante foi decretada com base em depoimentos prestados no âmbito de colaborações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal nos autos de Pet 5.245 e Pet 5.210; (c) em relação ao reclamante, apesar de não haver autorização para prosseguimento das investigações perante o juízo da 13ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, este continuou deferindo diligências e colhendo provas; (d) os fatos citados na decisão reclamada “dizem respeito à suposta distribuição de propina ao PP e a seus agentes políticos. Tais fatos, todavia foram igualmente examinados e delineados por esta Suprema Corte quando da abertura do Inquérito 3989”; (e) a decisão proferida por esta Corte no Inquérito 3.989 determinou “a reunião das investigações sobre aqueles fatos, até mesmo com relação aos [investigados] que não tinham prerrogativa de foro”, como é o caso do reclamante. Requer-se, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e “qualquer ato investigatório até aqui praticado”. No mérito, pede-se a anulação da decisão que determinou a prisão preventiva do reclamante e de todos os Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR atos investigatórios praticados perante o juízo reclamado. O provimento liminar foi indeferido em 20.4.2015. Requisitadas informações à autoridade reclamada (art. 14, I, da Lei 8.038/1990), foram prestadas, segundo consta, no dia 12.5.2015. Instado, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da Constituição da República), assim como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, da Constituição da República). 3. Segundo o reclamante, o magistrado reclamado teria violado a competência desta Corte e autoridade da decisão proferida na Pet 5.260 em 6.3.2015, que determinou a instauração do Inq 3989. Contudo, não prospera a insurgência do reclamante. Como destacado na decisão que indeferiu o pedido liminar, a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos de Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. Cumpre registrar que o reclamante foi mencionado em diversos “termos” dos depoimentos prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada homologados nesta Corte (autos de Pets 5.210 e 5.245). Em relação a ele, conforme requerido pelo Procurador-Geral da República, houve 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR atos investigatórios praticados perante o juízo reclamado. O provimento liminar foi indeferido em 20.4.2015. Requisitadas informações à autoridade reclamada (art. 14, I, da Lei 8.038/1990), foram prestadas, segundo consta, no dia 12.5.2015. Instado, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da Constituição da República), assim como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, da Constituição da República). 3. Segundo o reclamante, o magistrado reclamado teria violado a competência desta Corte e autoridade da decisão proferida na Pet 5.260 em 6.3.2015, que determinou a instauração do Inq 3989. Contudo, não prospera a insurgência do reclamante. Como destacado na decisão que indeferiu o pedido liminar, a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos de Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. Cumpre registrar que o reclamante foi mencionado em diversos “termos” dos depoimentos prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada homologados nesta Corte (autos de Pets 5.210 e 5.245). Em relação a ele, conforme requerido pelo Procurador-Geral da República, houve 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR encaminhamento de cópias desses termos (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) ao juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba para prosseguimento das investigações. Ressalta-se, ainda, que, no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado, como ocorreu em relação a outros investigados não detentores de foro por prerrogativa de função nesta Corte. 4. Nesse linha, como esclareceu a autoridade reclamada, os fatos investigados naquele juízo e que ensejaram a prisão preventiva do reclamante dizem respeito à prática, em tese, dos crimes do corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por oportuno, destacam-se os seguintes trechos das informações prestadas: “[...] - este Juízo recebeu, em janeiro de 2015, cópia de depoimentos prestados em acordo de colaboração por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e que incluíam revelação de supostos crimes praticados por Pedro Correa, isso em decorrência de decisão de V.Exª de cisão processual da prova resultante dos acordos, como consta nos processos identificados como Petição 5.245 e Petição 5.210 no Supremo Tribunal Federal. Os termos de depoimentos relativos à Pedro Correa (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) foram inclusive encaminhados expressamente a este Juízo em decorrência de solicitação da Procuradoria Geral da República para prosseguir com a apuração dos fatos relativos a pessoas sem foro privilegiado (Ofícios 4/2015 e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR encaminhamento de cópias desses termos (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) ao juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba para prosseguimento das investigações. Ressalta-se, ainda, que, no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado, como ocorreu em relação a outros investigados não detentores de foro por prerrogativa de função nesta Corte. 4. Nesse linha, como esclareceu a autoridade reclamada, os fatos investigados naquele juízo e que ensejaram a prisão preventiva do reclamante dizem respeito à prática, em tese, dos crimes do corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por oportuno, destacam-se os seguintes trechos das informações prestadas: “[...] - este Juízo recebeu, em janeiro de 2015, cópia de depoimentos prestados em acordo de colaboração por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e que incluíam revelação de supostos crimes praticados por Pedro Correa, isso em decorrência de decisão de V.Exª de cisão processual da prova resultante dos acordos, como consta nos processos identificados como Petição 5.245 e Petição 5.210 no Supremo Tribunal Federal. Os termos de depoimentos relativos à Pedro Correa (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) foram inclusive encaminhados expressamente a este Juízo em decorrência de solicitação da Procuradoria Geral da República para prosseguir com a apuração dos fatos relativos a pessoas sem foro privilegiado (Ofícios 4/2015 e 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR 10/2015 de 11 e 12 de janeiro de 2015/STF). Esclareça-se que, em relação a Pedro Correa, a investigação perante este Juízo iniciou-se, antes mesmo do recebimento dos termos de depoimento do acordo, apenas porque baseada em prova independente, especificamente mensagens eletrônicas trocadas por ele com Alberto Youssef, o que motivou diligências de quebra de sigilo fiscal e bancário no processo 5072512-05.2014.404.7000 (mensagem citada na decisão atacada). Não tendo este Juízo conhecimento do conteúdo dos depoimentos do acordo de colaboração premiada antes de janeiro de 2015, não vislumbrou qualquer problema na realização da investigação sobre pessoa sem foro privilegiado. Quanto ao Inquérito 3.989 em trâmite no Supremo Tribunal Federal, observa-se que tem origem na Petição 5.260/DF, na qual o Exmo. Sr. Procurador Geral da República representou pela instauração de inquérito. Em princípio, aparenta a este julgador que, em relação às pessoas sem foro privilegiado, como Pedro Correa, o inquérito tem por objetivo exclusivo a apuração de crime de associação criminosa com as demais pessoas ali relacionadas, inclusive detentores de foro por prerrogativa de função, já que anteriormente encaminhadas cópias de depoimentos dos acusados colaboradores relativamente a Pedro Correa, para prosseguir, no primeiro grau de jurisdição, na apuração dos crimes por ele supostamente praticados. Informalmente, este julgador foi informado que o inquérito no Supremo Tribunal Federal quanto a Pedro Correa se limitaria ao crime de associação criminosa. Observo que este julgador não tem e não teve acesso ao próprio inquérito e petição, nem foi informado de nada oficial quanto a eventual avocação das provas quanto à Pedro Correa que lhe foram anteriormente remetidas. Assim, se isso for correto, o objeto do inquérito, limitado, quanto a Pedro Correa, ao crime de associação 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR 10/2015 de 11 e 12 de janeiro de 2015/STF). Esclareça-se que, em relação a Pedro Correa, a investigação perante este Juízo iniciou-se, antes mesmo do recebimento dos termos de depoimento do acordo, apenas porque baseada em prova independente, especificamente mensagens eletrônicas trocadas por ele com Alberto Youssef, o que motivou diligências de quebra de sigilo fiscal e bancário no processo 5072512-05.2014.404.7000 (mensagem citada na decisão atacada). Não tendo este Juízo conhecimento do conteúdo dos depoimentos do acordo de colaboração premiada antes de janeiro de 2015, não vislumbrou qualquer problema na realização da investigação sobre pessoa sem foro privilegiado. Quanto ao Inquérito 3.989 em trâmite no Supremo Tribunal Federal, observa-se que tem origem na Petição 5.260/DF, na qual o Exmo. Sr. Procurador Geral da República representou pela instauração de inquérito. Em princípio, aparenta a este julgador que, em relação às pessoas sem foro privilegiado, como Pedro Correa, o inquérito tem por objetivo exclusivo a apuração de crime de associação criminosa com as demais pessoas ali relacionadas, inclusive detentores de foro por prerrogativa de função, já que anteriormente encaminhadas cópias de depoimentos dos acusados colaboradores relativamente a Pedro Correa, para prosseguir, no primeiro grau de jurisdição, na apuração dos crimes por ele supostamente praticados. Informalmente, este julgador foi informado que o inquérito no Supremo Tribunal Federal quanto a Pedro Correa se limitaria ao crime de associação criminosa. Observo que este julgador não tem e não teve acesso ao próprio inquérito e petição, nem foi informado de nada oficial quanto a eventual avocação das provas quanto à Pedro Correa que lhe foram anteriormente remetidas. Assim, se isso for correto, o objeto do inquérito, limitado, quanto a Pedro Correa, ao crime de associação 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR criminosa, não se confunde com o objeto da investigação em primeira instância, que dizem respeito aos eventuais crimes de corrupção e lavagem por ele praticados (processo 5014474-63.2015.4.04.7000)”. Igualmente o Procurador-Geral da República, dominus litis, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consigna expressamente que “em relação ao ora reclamante, o pedido de instauração de inquérito perante o STF foi unicamente no que se refere à organização criminosa, não abrangendo, quanto a ele, outros fatos que, de forma autônoma, estão em trâmite e apuração perante a 13ª Vara Federal de Curitiba/PR”. 5. De fato, em análise do ato reclamado e das decisões que deferiram os pedidos de cisão processual nas Pets. 5.210 e 5.245, conclui-se que, apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado. 6. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1º, RISTF). 2. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos. Conforme assentado na decisão agravada, a atuação do juízo reclamado deu-se nos limites da decisão prolatada por esta Corte nas Pets 5.210 e 5.245, nas quais determinou-se que apenas os termos em que figurassem detentores de prerrogativa de foro permanecessem no Supremo Tribunal Federal. Com base nessa decisão, o Procurador-Geral da República requereu o encaminhamento de cópias dos termos nos quais citado o agravante (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) à 13ª Vara Federal de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR criminosa, não se confunde com o objeto da investigação em primeira instância, que dizem respeito aos eventuais crimes de corrupção e lavagem por ele praticados (processo 5014474-63.2015.4.04.7000)”. Igualmente o Procurador-Geral da República, dominus litis, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consigna expressamente que “em relação ao ora reclamante, o pedido de instauração de inquérito perante o STF foi unicamente no que se refere à organização criminosa, não abrangendo, quanto a ele, outros fatos que, de forma autônoma, estão em trâmite e apuração perante a 13ª Vara Federal de Curitiba/PR”. 5. De fato, em análise do ato reclamado e das decisões que deferiram os pedidos de cisão processual nas Pets. 5.210 e 5.245, conclui-se que, apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13ª Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado. 6. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1º, RISTF). 2. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos. Conforme assentado na decisão agravada, a atuação do juízo reclamado deu-se nos limites da decisão prolatada por esta Corte nas Pets 5.210 e 5.245, nas quais determinou-se que apenas os termos em que figurassem detentores de prerrogativa de foro permanecessem no Supremo Tribunal Federal. Com base nessa decisão, o Procurador-Geral da República requereu o encaminhamento de cópias dos termos nos quais citado o agravante (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) à 13ª Vara Federal de 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR Curitiba, para que prosseguissem as investigações. 3. Consoante salientado pela decisão agravada, a Procuradoria-Geral da República requereu expressamente, nos autos do Inquérito 3.989, a devolução dos termos de colaboração anteriormente remetidos à primeira instância que envolvessem os fatos apurados no procedimento que tramita perante esta Corte. É o que ocorreu, por exemplo, quanto aos depoimentos em que foi citado Mário Negromonte, cujo retorno foi pleiteado pelo Ministério Público “a fim de que sejam apurados em conjunto com os demais elementos existentes”. Tal medida, todavia, não foi requerida relativamente aos termos referentes ao agravante, os quais permanecem na primeira instância. Não há, ademais, como imputar qualquer equívoco ou lapso ao órgão de acusação em postular o retorno dessas peças ao STF, uma vez que o próprio Procurador-Geral da República, em parecer oferecido nestes autos, asseverou que, no Inquérito 3.989, “o pedido de apuração quanto ao reclamante foi exclusivamente sua participação no delito de associação criminosa”, devendo “todas as demais condutas (…) ser analisadas pelo juízo de primeiro grau” (fl. 1, doc. 19). 4. Por outro lado, a existência de eventual conexão entre os crimes investigados no Inquérito 3.989 e os fatos apurados perante o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba não é hábil a atrair ao STF a competência para julgar os réus que não gozam da prerrogativa de foro. É que, conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 5. Desse modo, embora os fatos investigados pelo juízo reclamado 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR Curitiba, para que prosseguissem as investigações. 3. Consoante salientado pela decisão agravada, a Procuradoria-Geral da República requereu expressamente, nos autos do Inquérito 3.989, a devolução dos termos de colaboração anteriormente remetidos à primeira instância que envolvessem os fatos apurados no procedimento que tramita perante esta Corte. É o que ocorreu, por exemplo, quanto aos depoimentos em que foi citado Mário Negromonte, cujo retorno foi pleiteado pelo Ministério Público “a fim de que sejam apurados em conjunto com os demais elementos existentes”. Tal medida, todavia, não foi requerida relativamente aos termos referentes ao agravante, os quais permanecem na primeira instância. Não há, ademais, como imputar qualquer equívoco ou lapso ao órgão de acusação em postular o retorno dessas peças ao STF, uma vez que o próprio Procurador-Geral da República, em parecer oferecido nestes autos, asseverou que, no Inquérito 3.989, “o pedido de apuração quanto ao reclamante foi exclusivamente sua participação no delito de associação criminosa”, devendo “todas as demais condutas (…) ser analisadas pelo juízo de primeiro grau” (fl. 1, doc. 19). 4. Por outro lado, a existência de eventual conexão entre os crimes investigados no Inquérito 3.989 e os fatos apurados perante o juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba não é hábil a atrair ao STF a competência para julgar os réus que não gozam da prerrogativa de foro. É que, conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 5. Desse modo, embora os fatos investigados pelo juízo reclamado 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR relacionem-se àqueles apurados no âmbito do Inquérito 3.989, a atuação do magistrado de primeira instância ocorreu em conformidade com o que assentado por esta Corte nas decisões prolatadas nas Pets 5.210 e 5.245. Não houve, portanto, usurpação da competência do STF ou ofensa à autoridade de suas decisões. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR relacionem-se àqueles apurados no âmbito do Inquérito 3.989, a atuação do magistrado de primeira instância ocorreu em conformidade com o que assentado por esta Corte nas decisões prolatadas nas Pets 5.210 e 5.245. Não houve, portanto, usurpação da competência do STF ou ofensa à autoridade de suas decisões. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319845 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319845 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9342948
2015-08-25T00:00:00
2015-09-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APURAÇÃO DE SUPOSTOS CRIMES COMETIDOS POR AUTORIDADES COM PRERROGATIVA DE FORO. INVESTIGAÇÃO DE DELITOS CONEXOS RELATIVOS AOS DEMAIS ACUSADOS. PROCESSAMENTO PELA JUSTIÇA DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA CORTE OU DE OFENSA À AUTORIDADE DE SUAS DECISÕES. 1. A atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. 2. Conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30-10-2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur318574
- Acórdão(s) citado(s): (PRERROGATIVA DE FORO, DESMEMBRAMENTO DO PROCESSO) AP 871 QO (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 16/09/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
20175
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 20175 AgR
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AGTE.(S) : PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO PERANTE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. APURAÇÃO DE SUPOSTOS CRIMES COMETIDOS POR AUTORIDADES COM PRERROGATIVA DE FORO. INVESTIGAÇÃO DE DELITOS CONEXOS RELATIVOS AOS DEMAIS ACUSADOS. PROCESSAMENTO PELA JUSTIÇA DE PRIMEIRO GRAU. AUSÊNCIA DE USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA DESTA CORTE OU DE OFENSA À AUTORIDADE DE SUAS DECISÕES. 1. A atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. 2. Conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão RCL 20175 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação aos fundamentos de que (a) “a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 (…)” (fl. 2, doc. 23); (b) “no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado (…)” (fl. 3, doc. 23); (c) “apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13... Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado” (fl. 5, doc. 23). No agravo regimental, sustenta-se, em suma, que (a) o ato reclamado violou frontalmente a autoridade da decisão proferida no Inquérito 3.989, que determinou a concentração das investigações relacionadas ao núcleo político (agentes políticos com prerrogativa de foro e ex-parlamentares); (b) a ausência de requerimento de retorno, a esta Corte, dos termos de colaboração em que foi citado o agravante configura mero equívoco material cometido pela Procuradoria-Geral da República no pedido de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação aos fundamentos de que (a) “a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos da Pet 5.210 e Pet 5.245 (…)” (fl. 2, doc. 23); (b) “no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado (…)” (fl. 3, doc. 23); (c) “apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13... Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado” (fl. 5, doc. 23). No agravo regimental, sustenta-se, em suma, que (a) o ato reclamado violou frontalmente a autoridade da decisão proferida no Inquérito 3.989, que determinou a concentração das investigações relacionadas ao núcleo político (agentes políticos com prerrogativa de foro e ex-parlamentares); (b) a ausência de requerimento de retorno, a esta Corte, dos termos de colaboração em que foi citado o agravante configura mero equívoco material cometido pela Procuradoria-Geral da República no pedido de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório RCL 20175 AGR / PR instauração do Inquérito 3.989, não alterando o posicionamento do órgão de acusação sobre a necessidade de concentração da investigação dos fatos lá delineados; (c) o agravante é alvo de duas investigações, uma perante o Supremo Tribunal Federal, outra perante a 13... Vara Federal de Curitiba, por fatos idênticos que, supostamente, configurariam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; (d) a conexão entre as condutas que lhe foram atribuídas e os delitos supostamente cometidos por agentes políticos com prerrogativa de foro recomenda que a investigação daquelas seja feita perante o Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR instauração do Inquérito 3.989, não alterando o posicionamento do órgão de acusação sobre a necessidade de concentração da investigação dos fatos lá delineados; (c) o agravante é alvo de duas investigações, uma perante o Supremo Tribunal Federal, outra perante a 13... Vara Federal de Curitiba, por fatos idênticos que, supostamente, configurariam os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; (d) a conexão entre as condutas que lhe foram atribuídas e os delitos supostamente cometidos por agentes políticos com prerrogativa de foro recomenda que a investigação daquelas seja feita perante o Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271626. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado por Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto em face de ato do juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, nos autos do Pedido de Busca e Apreensão 5014474- 63.2015.4.04.7000/PR. Em linhas gerais, alega-se, em síntese, que: (a) houve violação da competência do Supremo Tribunal Federal e da autoridade de suas decisões em razão de a autoridade reclamada ter decretado a prisão preventiva do reclamante “pelos mesmos e exatos fatos” que estão sendo investigados nesta Corte nos autos do Inq 3.989; (b) a prisão preventiva do reclamante foi decretada com base em depoimentos prestados no âmbito de colaborações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal nos autos de Pet 5.245 e Pet 5.210; (c) em relação ao reclamante, apesar de não haver autorização para prosseguimento das investigações perante o juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, este continuou deferindo diligências e colhendo provas; (d) os fatos citados na decisão reclamada “dizem respeito à suposta distribuição de propina ao PP e a seus agentes políticos. Tais fatos, todavia foram igualmente examinados e delineados por esta Suprema Corte quando da abertura do Inquérito 3989”; (e) a decisão proferida por esta Corte no Inquérito 3.989 determinou “a reunião das investigações sobre aqueles fatos, até mesmo com relação aos [investigados] que não tinham prerrogativa de foro”, como é o caso do reclamante. Requer-se, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e “qualquer ato investigatório até aqui praticado”. No mérito, pede-se a anulação da decisão que determinou a prisão preventiva do reclamante e de todos os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido liminar, ajuizado por Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto em face de ato do juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, nos autos do Pedido de Busca e Apreensão 5014474- 63.2015.4.04.7000/PR. Em linhas gerais, alega-se, em síntese, que: (a) houve violação da competência do Supremo Tribunal Federal e da autoridade de suas decisões em razão de a autoridade reclamada ter decretado a prisão preventiva do reclamante “pelos mesmos e exatos fatos” que estão sendo investigados nesta Corte nos autos do Inq 3.989; (b) a prisão preventiva do reclamante foi decretada com base em depoimentos prestados no âmbito de colaborações premiadas homologadas no Supremo Tribunal Federal nos autos de Pet 5.245 e Pet 5.210; (c) em relação ao reclamante, apesar de não haver autorização para prosseguimento das investigações perante o juízo da 13... Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba, este continuou deferindo diligências e colhendo provas; (d) os fatos citados na decisão reclamada “dizem respeito à suposta distribuição de propina ao PP e a seus agentes políticos. Tais fatos, todavia foram igualmente examinados e delineados por esta Suprema Corte quando da abertura do Inquérito 3989”; (e) a decisão proferida por esta Corte no Inquérito 3.989 determinou “a reunião das investigações sobre aqueles fatos, até mesmo com relação aos [investigados] que não tinham prerrogativa de foro”, como é o caso do reclamante. Requer-se, liminarmente, a suspensão dos efeitos da decisão reclamada e “qualquer ato investigatório até aqui praticado”. No mérito, pede-se a anulação da decisão que determinou a prisão preventiva do reclamante e de todos os Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR atos investigatórios praticados perante o juízo reclamado. O provimento liminar foi indeferido em 20.4.2015. Requisitadas informações à autoridade reclamada (art. 14, I, da Lei 8.038/1990), foram prestadas, segundo consta, no dia 12.5.2015. Instado, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da Constituição da República), assim como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição da República). 3. Segundo o reclamante, o magistrado reclamado teria violado a competência desta Corte e autoridade da decisão proferida na Pet 5.260 em 6.3.2015, que determinou a instauração do Inq 3989. Contudo, não prospera a insurgência do reclamante. Como destacado na decisão que indeferiu o pedido liminar, a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos de Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. Cumpre registrar que o reclamante foi mencionado em diversos “termos” dos depoimentos prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada homologados nesta Corte (autos de Pets 5.210 e 5.245). Em relação a ele, conforme requerido pelo Procurador-Geral da República, houve 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR atos investigatórios praticados perante o juízo reclamado. O provimento liminar foi indeferido em 20.4.2015. Requisitadas informações à autoridade reclamada (art. 14, I, da Lei 8.038/1990), foram prestadas, segundo consta, no dia 12.5.2015. Instado, o Procurador-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l , da Constituição da República), assim como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., da Constituição da República). 3. Segundo o reclamante, o magistrado reclamado teria violado a competência desta Corte e autoridade da decisão proferida na Pet 5.260 em 6.3.2015, que determinou a instauração do Inq 3989. Contudo, não prospera a insurgência do reclamante. Como destacado na decisão que indeferiu o pedido liminar, a atuação do juízo reclamado deu-se com base em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em 19.12.2014, nos autos de Pet 5.210 e Pet 5.245 que, acolhendo manifestação do Procurador-Geral da República, dominus litis, deferiu “os requerimentos de cisão processual, mantendo-se no Supremo Tribunal Federal aqueles termos em que figurem detentores de prerrogativa de foro correspondente (item VII, h), com remessa dos demais aos juízos e tribunais indicados”. Cumpre registrar que o reclamante foi mencionado em diversos “termos” dos depoimentos prestados no âmbito de acordo de colaboração premiada homologados nesta Corte (autos de Pets 5.210 e 5.245). Em relação a ele, conforme requerido pelo Procurador-Geral da República, houve 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR encaminhamento de cópias desses termos (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) ao juízo da 13... Vara Federal de Curitiba para prosseguimento das investigações. Ressalta-se, ainda, que, no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado, como ocorreu em relação a outros investigados não detentores de foro por prerrogativa de função nesta Corte. 4. Nesse linha, como esclareceu a autoridade reclamada, os fatos investigados naquele juízo e que ensejaram a prisão preventiva do reclamante dizem respeito à prática, em tese, dos crimes do corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por oportuno, destacam-se os seguintes trechos das informações prestadas: “[...] - este Juízo recebeu, em janeiro de 2015, cópia de depoimentos prestados em acordo de colaboração por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e que incluíam revelação de supostos crimes praticados por Pedro Correa, isso em decorrência de decisão de V.Ex de cisão processual da prova resultante dos acordos, como consta nos processos identificados como Petição 5.245 e Petição 5.210 no Supremo Tribunal Federal. Os termos de depoimentos relativos à Pedro Correa (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) foram inclusive encaminhados expressamente a este Juízo em decorrência de solicitação da Procuradoria Geral da República para prosseguir com a apuração dos fatos relativos a pessoas sem foro privilegiado (Ofícios 4/2015 e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR encaminhamento de cópias desses termos (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) ao juízo da 13... Vara Federal de Curitiba para prosseguimento das investigações. Ressalta-se, ainda, que, no pedido de instauração de Inquérito 3.989, o Procurador-Geral da República, embora não tenha indicado ao primeiro grau o conhecimento de determinadas condutas ou tipos penais, tampouco requereu o retorno das peças encaminhadas ao juízo reclamado para prosseguimento das investigações no Supremo Tribunal Federal de fatos em que o reclamante é mencionado, como ocorreu em relação a outros investigados não detentores de foro por prerrogativa de função nesta Corte. 4. Nesse linha, como esclareceu a autoridade reclamada, os fatos investigados naquele juízo e que ensejaram a prisão preventiva do reclamante dizem respeito à prática, em tese, dos crimes do corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por oportuno, destacam-se os seguintes trechos das informações prestadas: “[...] - este Juízo recebeu, em janeiro de 2015, cópia de depoimentos prestados em acordo de colaboração por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e que incluíam revelação de supostos crimes praticados por Pedro Correa, isso em decorrência de decisão de V.Ex de cisão processual da prova resultante dos acordos, como consta nos processos identificados como Petição 5.245 e Petição 5.210 no Supremo Tribunal Federal. Os termos de depoimentos relativos à Pedro Correa (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) foram inclusive encaminhados expressamente a este Juízo em decorrência de solicitação da Procuradoria Geral da República para prosseguir com a apuração dos fatos relativos a pessoas sem foro privilegiado (Ofícios 4/2015 e 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR 10/2015 de 11 e 12 de janeiro de 2015/Supremo Tribunal Federal). Esclareça-se que, em relação a Pedro Correa, a investigação perante este Juízo iniciou-se, antes mesmo do recebimento dos termos de depoimento do acordo, apenas porque baseada em prova independente, especificamente mensagens eletrônicas trocadas por ele com Alberto Youssef, o que motivou diligências de quebra de sigilo fiscal e bancário no processo 5072512-05.2014.404.7000 (mensagem citada na decisão atacada). Não tendo este Juízo conhecimento do conteúdo dos depoimentos do acordo de colaboração premiada antes de janeiro de 2015, não vislumbrou qualquer problema na realização da investigação sobre pessoa sem foro privilegiado. Quanto ao Inquérito 3.989 em trâmite no Supremo Tribunal Federal, observa-se que tem origem na Petição 5.260/DF, na qual o Exmo. Sr. Procurador Geral da República representou pela instauração de inquérito. Em princípio, aparenta a este julgador que, em relação às pessoas sem foro privilegiado, como Pedro Correa, o inquérito tem por objetivo exclusivo a apuração de crime de associação criminosa com as demais pessoas ali relacionadas, inclusive detentores de foro por prerrogativa de função, já que anteriormente encaminhadas cópias de depoimentos dos acusados colaboradores relativamente a Pedro Correa, para prosseguir, no primeiro grau de jurisdição, na apuração dos crimes por ele supostamente praticados. Informalmente, este julgador foi informado que o inquérito no Supremo Tribunal Federal quanto a Pedro Correa se limitaria ao crime de associação criminosa. Observo que este julgador não tem e não teve acesso ao próprio inquérito e petição, nem foi informado de nada oficial quanto a eventual avocação das provas quanto à Pedro Correa que lhe foram anteriormente remetidas. Assim, se isso for correto, o objeto do inquérito, limitado, quanto a Pedro Correa, ao crime de associação 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR 10/2015 de 11 e 12 de janeiro de 2015/Supremo Tribunal Federal). Esclareça-se que, em relação a Pedro Correa, a investigação perante este Juízo iniciou-se, antes mesmo do recebimento dos termos de depoimento do acordo, apenas porque baseada em prova independente, especificamente mensagens eletrônicas trocadas por ele com Alberto Youssef, o que motivou diligências de quebra de sigilo fiscal e bancário no processo 5072512-05.2014.404.7000 (mensagem citada na decisão atacada). Não tendo este Juízo conhecimento do conteúdo dos depoimentos do acordo de colaboração premiada antes de janeiro de 2015, não vislumbrou qualquer problema na realização da investigação sobre pessoa sem foro privilegiado. Quanto ao Inquérito 3.989 em trâmite no Supremo Tribunal Federal, observa-se que tem origem na Petição 5.260/DF, na qual o Exmo. Sr. Procurador Geral da República representou pela instauração de inquérito. Em princípio, aparenta a este julgador que, em relação às pessoas sem foro privilegiado, como Pedro Correa, o inquérito tem por objetivo exclusivo a apuração de crime de associação criminosa com as demais pessoas ali relacionadas, inclusive detentores de foro por prerrogativa de função, já que anteriormente encaminhadas cópias de depoimentos dos acusados colaboradores relativamente a Pedro Correa, para prosseguir, no primeiro grau de jurisdição, na apuração dos crimes por ele supostamente praticados. Informalmente, este julgador foi informado que o inquérito no Supremo Tribunal Federal quanto a Pedro Correa se limitaria ao crime de associação criminosa. Observo que este julgador não tem e não teve acesso ao próprio inquérito e petição, nem foi informado de nada oficial quanto a eventual avocação das provas quanto à Pedro Correa que lhe foram anteriormente remetidas. Assim, se isso for correto, o objeto do inquérito, limitado, quanto a Pedro Correa, ao crime de associação 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR criminosa, não se confunde com o objeto da investigação em primeira instância, que dizem respeito aos eventuais crimes de corrupção e lavagem por ele praticados (processo 5014474-63.2015.4.04.7000)”. Igualmente o Procurador-Geral da República, dominus litis, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consigna expressamente que “em relação ao ora reclamante, o pedido de instauração de inquérito perante o Supremo Tribunal Federal foi unicamente no que se refere à organização criminosa, não abrangendo, quanto a ele, outros fatos que, de forma autônoma, estão em trâmite e apuração perante a 13... Vara Federal de Curitiba/PR”. 5. De fato, em análise do ato reclamado e das decisões que deferiram os pedidos de cisão processual nas Pets. 5.210 e 5.245, conclui-se que, apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13... Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado. 6. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1..., RISTF). 2. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos. Conforme assentado na decisão agravada, a atuação do juízo reclamado deu-se nos limites da decisão prolatada por esta Corte nas Pets 5.210 e 5.245, nas quais determinou-se que apenas os termos em que figurassem detentores de prerrogativa de foro permanecessem no Supremo Tribunal Federal. Com base nessa decisão, o Procurador-Geral da República requereu o encaminhamento de cópias dos termos nos quais citado o agravante (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) à 13... Vara Federal de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR criminosa, não se confunde com o objeto da investigação em primeira instância, que dizem respeito aos eventuais crimes de corrupção e lavagem por ele praticados (processo 5014474-63.2015.4.04.7000)”. Igualmente o Procurador-Geral da República, dominus litis, no âmbito do Supremo Tribunal Federal, consigna expressamente que “em relação ao ora reclamante, o pedido de instauração de inquérito perante o Supremo Tribunal Federal foi unicamente no que se refere à organização criminosa, não abrangendo, quanto a ele, outros fatos que, de forma autônoma, estão em trâmite e apuração perante a 13... Vara Federal de Curitiba/PR”. 5. De fato, em análise do ato reclamado e das decisões que deferiram os pedidos de cisão processual nas Pets. 5.210 e 5.245, conclui-se que, apesar de os fatos investigados no Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Inq 3.989, possuírem correlação com aqueles que são objeto de investigação perante a 13... Vara Federal de Curitiba, não houve demonstração de descumprimento, pela autoridade reclamada, de decisão ou violação da competência desta Corte, tendo em vista que agiu conforme expressamente autorizado. 6. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação (art. 21, § 1..., RISTF). 2. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos. Conforme assentado na decisão agravada, a atuação do juízo reclamado deu-se nos limites da decisão prolatada por esta Corte nas Pets 5.210 e 5.245, nas quais determinou-se que apenas os termos em que figurassem detentores de prerrogativa de foro permanecessem no Supremo Tribunal Federal. Com base nessa decisão, o Procurador-Geral da República requereu o encaminhamento de cópias dos termos nos quais citado o agravante (termo de depoimento 21 de Paulo Roberto Costa e os termos de depoimento 1, 14 e 17 de Alberto Youssef) à 13... Vara Federal de 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR Curitiba, para que prosseguissem as investigações. 3. Consoante salientado pela decisão agravada, a Procuradoria-Geral da República requereu expressamente, nos autos do Inquérito 3.989, a devolução dos termos de colaboração anteriormente remetidos à primeira instância que envolvessem os fatos apurados no procedimento que tramita perante esta Corte. É o que ocorreu, por exemplo, quanto aos depoimentos em que foi citado Mário Negromonte, cujo retorno foi pleiteado pelo Ministério Público “a fim de que sejam apurados em conjunto com os demais elementos existentes”. Tal medida, todavia, não foi requerida relativamente aos termos referentes ao agravante, os quais permanecem na primeira instância. Não há, ademais, como imputar qualquer equívoco ou lapso ao órgão de acusação em postular o retorno dessas peças ao Supremo Tribunal Federal, uma vez que o próprio Procurador-Geral da República, em parecer oferecido nestes autos, asseverou que, no Inquérito 3.989, “o pedido de apuração quanto ao reclamante foi exclusivamente sua participação no delito de associação criminosa”, devendo “todas as demais condutas (…) ser analisadas pelo juízo de primeiro grau” (fl. 1, doc. 19). 4. Por outro lado, a existência de eventual conexão entre os crimes investigados no Inquérito 3.989 e os fatos apurados perante o juízo da 13... Vara Federal de Curitiba não é hábil a atrair ao Supremo Tribunal Federal a competência para julgar os réus que não gozam da prerrogativa de foro. É que, conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 5. Desse modo, embora os fatos investigados pelo juízo reclamado 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR Curitiba, para que prosseguissem as investigações. 3. Consoante salientado pela decisão agravada, a Procuradoria-Geral da República requereu expressamente, nos autos do Inquérito 3.989, a devolução dos termos de colaboração anteriormente remetidos à primeira instância que envolvessem os fatos apurados no procedimento que tramita perante esta Corte. É o que ocorreu, por exemplo, quanto aos depoimentos em que foi citado Mário Negromonte, cujo retorno foi pleiteado pelo Ministério Público “a fim de que sejam apurados em conjunto com os demais elementos existentes”. Tal medida, todavia, não foi requerida relativamente aos termos referentes ao agravante, os quais permanecem na primeira instância. Não há, ademais, como imputar qualquer equívoco ou lapso ao órgão de acusação em postular o retorno dessas peças ao Supremo Tribunal Federal, uma vez que o próprio Procurador-Geral da República, em parecer oferecido nestes autos, asseverou que, no Inquérito 3.989, “o pedido de apuração quanto ao reclamante foi exclusivamente sua participação no delito de associação criminosa”, devendo “todas as demais condutas (…) ser analisadas pelo juízo de primeiro grau” (fl. 1, doc. 19). 4. Por outro lado, a existência de eventual conexão entre os crimes investigados no Inquérito 3.989 e os fatos apurados perante o juízo da 13... Vara Federal de Curitiba não é hábil a atrair ao Supremo Tribunal Federal a competência para julgar os réus que não gozam da prerrogativa de foro. É que, conforme firme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente, o que determina o desmembramento do processo criminal sempre que possível, mantendo-se sob a jurisdição especial, em regra e segundo as circunstâncias de cada caso, apenas o que envolva autoridades indicadas na Constituição” (AP 871 QO, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 30- 10-2014). 5. Desse modo, embora os fatos investigados pelo juízo reclamado 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 20175 AGR / PR relacionem-se àqueles apurados no âmbito do Inquérito 3.989, a atuação do magistrado de primeira instância ocorreu em conformidade com o que assentado por esta Corte nas decisões prolatadas nas Pets 5.210 e 5.245. Não houve, portanto, usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal ou ofensa à autoridade de suas decisões. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Supremo Tribunal Federal RCL 20175 AGR / PR relacionem-se àqueles apurados no âmbito do Inquérito 3.989, a atuação do magistrado de primeira instância ocorreu em conformidade com o que assentado por esta Corte nas decisões prolatadas nas Pets 5.210 e 5.245. Não houve, portanto, usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal ou ofensa à autoridade de suas decisões. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9271627. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319845 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 20.175 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PEDRO DA SILVA CORRÊA DE OLIVEIRA ANDRADE NETO ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA OLIVEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JUIZ FEDERAL DA 13... VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA PROC.(A/S)(ES) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319845 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 20 . 175", "Pet 5 . 210", "Pet 5 . 245", "AP 871 QO", "RECLAMAÇÃO 20 . 175", "Pet 5 . 210", "Pet 5 . 245", "Inq 3 . 989", "Inquérito 3 . 989", "Pet 5 . 210", "Pet 5 . 245", "RECLAMAÇÃO", "Pedido de", "Pet 5", "Pet 5 . 210", "Pedido", "Pet", "Pet 5 . 260", "Pet 5 . 210", "Pet 5 . 245", "Inquérito 3 . 989", "Petição 5 . 260 / DF", "RCL 20175", "Inquérito 3 . 989", "Petição 5 . 260 / DF", "processo 5014474 - 63 . 2015 . 4 . 04 . 7000", "processo 5014474 - 63 . 2015 . 4 . 04 . 7000", "Inquérito", "Inquérito", "AP 871 QO", "Inquérito 3 . 989", "Inquérito 3 . 989", "AP 871 QO", "RCL 20175 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , I , da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 102 , I , l , da Constituição da República", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 14 , I , da Lei 8 . 038 / 1990", "art . 102 , I , l , da Constituição da República", "art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "CURITIBA", "PARANÁ", "PARANÁ", "Curitiba", "Curitiba", "PARANÁ", "CURITIBA", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE CURITIBA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ".", "Vara Federal de Curitiba", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "13", ".", ". . VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Federal de Curitiba", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ".", ".", "Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ".", ".", "Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba", "PP", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Federal da Subseção Judiciária de Curitiba", "PP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "13", ".", ". . Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "13", ". . . Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ". . Vara Federal de Curitiba / PR", "Supremo Tribunal Federal", "13", "Vara Federal de Curitiba", "Supremo Tribunal Federal", "Vara Federal de 5", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "13", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial de policial civil, idade mínima. 3. Necessidade de análise de lei local – Lei Complementar do Estado de São Paulo 1.062/2008 e do conjunto fático probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 das Súmula de Jurisprudência desta Corte. 4. Carência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha relatoria (fls. 229/231) que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de incidência das súmulas 279, 280 e 284. No agravo regimental, defende-se, em síntese, que a questão discutida nos autos cuida de tema constitucional e que o acórdão recorrido está em flagrante confronto com a jurisprudência do STF. Sustenta-se ainda a não incidência da Súmula 284, pois o recurso enfrentou o fundamento do acórdão recorrido, bem como pela não aplicabilidade das súmulas 279 e 280, haja vista tratar-se de matéria de direito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280987. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha relatoria (fls. 229/231) que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de incidência das súmulas 279, 280 e 284. No agravo regimental, defende-se, em síntese, que a questão discutida nos autos cuida de tema constitucional e que o acórdão recorrido está em flagrante confronto com a jurisprudência do STF. Sustenta-se ainda a não incidência da Súmula 284, pois o recurso enfrentou o fundamento do acórdão recorrido, bem como pela não aplicabilidade das súmulas 279 e 280, haja vista tratar-se de matéria de direito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O recorrente suscitou, nas razões do recurso extraordinário, que o autor não faz jus à concessão de aposentadoria com paridade e integralidade, enquanto que, na decisão impugnada, discutiu o direito do servidor à expedição de certidão de contagem e liquidação de tempo de serviço pelo Departamento de Administração da Delegacia-Geral de Polícia – DAP, a fim de lhe garantir a aposentadoria. Assim, estando as razões recursais dissociadas dos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem para negar provimento ao recurso inominado, mantendo a sentença em sua integralidade. Incide o óbice da Súmula 284. Ademais, consoante afirmado na decisão monocrática, a sentença mantida pelo acórdão recorrido deu provimento ao pedido com fundamento no contexto fático-probatório dos autos, na Lei Complementar Federal 51/85 e na Lei Complementar estadual 1062/08, conforme consta do seguinte trecho da decisão: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O recorrente suscitou, nas razões do recurso extraordinário, que o autor não faz jus à concessão de aposentadoria com paridade e integralidade, enquanto que, na decisão impugnada, discutiu o direito do servidor à expedição de certidão de contagem e liquidação de tempo de serviço pelo Departamento de Administração da Delegacia-Geral de Polícia – DAP, a fim de lhe garantir a aposentadoria. Assim, estando as razões recursais dissociadas dos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem para negar provimento ao recurso inominado, mantendo a sentença em sua integralidade. Incide o óbice da Súmula 284. Ademais, consoante afirmado na decisão monocrática, a sentença mantida pelo acórdão recorrido deu provimento ao pedido com fundamento no contexto fático-probatório dos autos, na Lei Complementar Federal 51/85 e na Lei Complementar estadual 1062/08, conforme consta do seguinte trecho da decisão: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 822263 AGR / SP “A Lei Complementar 51/85, que dispõe sobre a aposentadoria do policial civil, reza que ela se dá após o cumprimento de 30 anos de serviço, desde que o servidor conte com 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial (Art. 1º, I). (…) Ressalte-se que a norma do artigo 3º da Lei 1062/08, repetindo a disposição constitucional, dispensa o requisito idade para aqueles que entraram a polícia civil antes da Emenda Constitucional nº 41/03, como é o caso do autor.” (Fls. 152/154). Assim, para se entender de forma diversa do consignado no Tribunal a quo, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie e o revolvimento do conjunto fático-probatório, o que é vedado pelas súmulas 279, 280 desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Policial civil. Aposentadoria Especial. Lei Complementar nº 51/85. Recepção pela CF/88. Adicional de permanência. Requisitos. Preenchimento. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o art. 1º, inciso I, da Lei Complementar nº 51/85 foi recebido pela Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 814.145-AgR, rel. min. Dias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal ARE 822263 AGR / SP “A Lei Complementar 51/85, que dispõe sobre a aposentadoria do policial civil, reza que ela se dá após o cumprimento de 30 anos de serviço, desde que o servidor conte com 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial (Art. 1º, I). (…) Ressalte-se que a norma do artigo 3º da Lei 1062/08, repetindo a disposição constitucional, dispensa o requisito idade para aqueles que entraram a polícia civil antes da Emenda Constitucional nº 41/03, como é o caso do autor.” (Fls. 152/154). Assim, para se entender de forma diversa do consignado no Tribunal a quo, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie e o revolvimento do conjunto fático-probatório, o que é vedado pelas súmulas 279, 280 desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Policial civil. Aposentadoria Especial. Lei Complementar nº 51/85. Recepção pela CF/88. Adicional de permanência. Requisitos. Preenchimento. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o art. 1º, inciso I, da Lei Complementar nº 51/85 foi recebido pela Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 814.145-AgR, rel. min. Dias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 822263 AGR / SP Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.4.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal ARE 822263 AGR / SP Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.4.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) : LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319959 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) : LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9354006
2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial de policial civil, idade mínima. 3. Necessidade de análise de lei local – Lei Complementar do Estado de São Paulo 1.062/2008 e do conjunto fático probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 das Súmula de Jurisprudência desta Corte. 4. Carência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur318897
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL, CARREIRA POLICIAL) AI 814145 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/09/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
822263
[ "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LCP-001062 ANO-2008\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 822263 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) : LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial de policial civil, idade mínima. 3. Necessidade de análise de lei local – Lei Complementar do Estado de São Paulo 1.062/2008 e do conjunto fático probatório. Incidência dos enunciados 279 e 280 das Súmula de Jurisprudência desta Corte. 4. Carência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280986. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha relatoria (fls. 229/231) que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de incidência das súmulas 279, 280 e 284. No agravo regimental, defende-se, em síntese, que a questão discutida nos autos cuida de tema constitucional e que o acórdão recorrido está em flagrante confronto com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta-se ainda a não incidência da Súmula 284, pois o recurso enfrentou o fundamento do acórdão recorrido, bem como pela não aplicabilidade das súmulas 279 e 280, haja vista tratar-se de matéria de direito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280987. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) :LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo de regimental interposto contra decisão monocrática de minha relatoria (fls. 229/231) que negou provimento a agravo em recurso extraordinário sob o fundamento de incidência das súmulas 279, 280 e 284. No agravo regimental, defende-se, em síntese, que a questão discutida nos autos cuida de tema constitucional e que o acórdão recorrido está em flagrante confronto com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta-se ainda a não incidência da Súmula 284, pois o recurso enfrentou o fundamento do acórdão recorrido, bem como pela não aplicabilidade das súmulas 279 e 280, haja vista tratar-se de matéria de direito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O recorrente suscitou, nas razões do recurso extraordinário, que o autor não faz jus à concessão de aposentadoria com paridade e integralidade, enquanto que, na decisão impugnada, discutiu o direito do servidor à expedição de certidão de contagem e liquidação de tempo de serviço pelo Departamento de Administração da Delegacia-Geral de Polícia – DAP, a fim de lhe garantir a aposentadoria. Assim, estando as razões recursais dissociadas dos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem para negar provimento ao recurso inominado, mantendo a sentença em sua integralidade. Incide o óbice da Súmula 284. Ademais, consoante afirmado na decisão monocrática, a sentença mantida pelo acórdão recorrido deu provimento ao pedido com fundamento no contexto fático-probatório dos autos, na Lei Complementar Federal 51/85 e na Lei Complementar estadual 1062/08, conforme consta do seguinte trecho da decisão: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão recorrida. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O recorrente suscitou, nas razões do recurso extraordinário, que o autor não faz jus à concessão de aposentadoria com paridade e integralidade, enquanto que, na decisão impugnada, discutiu o direito do servidor à expedição de certidão de contagem e liquidação de tempo de serviço pelo Departamento de Administração da Delegacia-Geral de Polícia – DAP, a fim de lhe garantir a aposentadoria. Assim, estando as razões recursais dissociadas dos fundamentos utilizados pelo Tribunal de origem para negar provimento ao recurso inominado, mantendo a sentença em sua integralidade. Incide o óbice da Súmula 284. Ademais, consoante afirmado na decisão monocrática, a sentença mantida pelo acórdão recorrido deu provimento ao pedido com fundamento no contexto fático-probatório dos autos, na Lei Complementar Federal 51/85 e na Lei Complementar estadual 1062/08, conforme consta do seguinte trecho da decisão: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 822263 AGR / SP “A Lei Complementar 51/85, que dispõe sobre a aposentadoria do policial civil, reza que ela se dá após o cumprimento de 30 anos de serviço, desde que o servidor conte com 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial (Art. 1..., I). (…) Ressalte-se que a norma do artigo 3... da Lei 1062/08, repetindo a disposição constitucional, dispensa o requisito idade para aqueles que entraram a polícia civil antes da Emenda Constitucional n 41/03, como é o caso do autor.” (Fls. 152/154). Assim, para se entender de forma diversa do consignado no Tribunal a quo, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie e o revolvimento do conjunto fático-probatório, o que é vedado pelas súmulas 279, 280 desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Policial civil. Aposentadoria Especial. Lei Complementar n 51/85. Recepção pela Constituição Federal de 1988/88. Adicional de permanência. Requisitos. Preenchimento. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o art. 1..., inciso I, da Lei Complementar n 51/85 foi recebido pela Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 814.145-AgR, rel. min. Dias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal ARE 822263 AGR / SP “A Lei Complementar 51/85, que dispõe sobre a aposentadoria do policial civil, reza que ela se dá após o cumprimento de 30 anos de serviço, desde que o servidor conte com 20 anos de exercício em cargo de natureza estritamente policial (Art. 1..., I). (…) Ressalte-se que a norma do artigo 3... da Lei 1062/08, repetindo a disposição constitucional, dispensa o requisito idade para aqueles que entraram a polícia civil antes da Emenda Constitucional n 41/03, como é o caso do autor.” (Fls. 152/154). Assim, para se entender de forma diversa do consignado no Tribunal a quo, seria necessária a análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie e o revolvimento do conjunto fático-probatório, o que é vedado pelas súmulas 279, 280 desta Corte. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Policial civil. Aposentadoria Especial. Lei Complementar n 51/85. Recepção pela Constituição Federal de 1988/88. Adicional de permanência. Requisitos. Preenchimento. Legislação local. Ofensa reflexa. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisprudência da Corte é no sentido de que o art. 1..., inciso I, da Lei Complementar n 51/85 foi recebido pela Constituição Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 814.145-AgR, rel. min. Dias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 822263 AGR / SP Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.4.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Supremo Tribunal Federal ARE 822263 AGR / SP Toffoli, Primeira Turma, DJe 4.4.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9280988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) : LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319959 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822.263 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : GERVASIO FÁVARO ADV.(A/S) : LEOZINO MARIOTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319959 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 822 . 263", "RECURSO", "ARE 822263 AGR / SP", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 814 . 145 - AgR", "ARE 822263 AGR / SP", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 814 . 145 - AgR", "ARE 822263 AGR", "ARE 822263 AGR /" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar do Estado de São Paulo", "1", ".", "062", "/", "2008", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal 51 / 85", "Lei Complementar estadual 1062 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal 51 / 85", "Lei Complementar estadual 1062 / 08", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51 / 85", "artigo 3 . . . da Lei 1062 / 08", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "Lei Complementar n 51 / 85", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . . . , inciso I , da Lei Complementar n 51 / 85", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 51 / 85", "artigo 3 . . . da Lei 1062 / 08", "Emenda Constitucional n 41 / 03", "Lei Complementar n 51 / 85", "Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 1 . . . , inciso I , da Lei Complementar n 51 / 85", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Departamento de Administração da Delegacia - Geral de Polícia", "DAP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Departamento de Administração da Delegacia - Geral de Polícia", "DAP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SP", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SP", "Primeira Turma", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GERVASIO FÁVARO", "LEOZINO MARIOTO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GERVASIO FÁVARO", "LEOZINO MARIOTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GERVASIO FÁVARO", "LEOZINO MARIOTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Toffoli", "Toffoli", "GILMAR MENDES", "GERVASIO FÁVARO", "LEOZINO MARIOTO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "GERVASIO FÁVARO", "LEOZINO MARIOTO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "4", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO MANDADO DE SEGURANÇA – COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO – RELATÓRIO PARCIAL – INADEQUAÇÃO. O mandado de segurança não é meio hábil para questionar relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo trabalho, presente o § 3º do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305958. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Márcio Tancredi insurge-se contra esta decisão: MANDADO DE SEGURANÇA – INADEQUAÇÃO. 1. As causas de pedir expendidas na inicial deste mandado de segurança e o aditamento apresentado direcionam, necessariamente, à formação de juízo quanto aos dados levantados pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos e que conduziram à conclusão sobre a prática de delito pelo impetrante. Em síntese, afirma-se que a referência a ele, no relatório parcial aprovado pela Comissão, não possuiu justa causa, tendo sido omitida "a conduta que se pretende punir". Alude-se, ainda, à "inexistência de destaque ou emenda em favor do impetrante" e o risco, à própria imagem e honra, que advém do fato de as ilações da Comissão, constantes do mencionado documento, veicularem o respectivo nome. 2. O mandado de segurança não é meio hábil a tais questionamentos, mesmo porque o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito, como previsto no § 3º do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. Parte o impetrante da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Márcio Tancredi insurge-se contra esta decisão: MANDADO DE SEGURANÇA – INADEQUAÇÃO. 1. As causas de pedir expendidas na inicial deste mandado de segurança e o aditamento apresentado direcionam, necessariamente, à formação de juízo quanto aos dados levantados pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos e que conduziram à conclusão sobre a prática de delito pelo impetrante. Em síntese, afirma-se que a referência a ele, no relatório parcial aprovado pela Comissão, não possuiu justa causa, tendo sido omitida "a conduta que se pretende punir". Alude-se, ainda, à "inexistência de destaque ou emenda em favor do impetrante" e o risco, à própria imagem e honra, que advém do fato de as ilações da Comissão, constantes do mencionado documento, veicularem o respectivo nome. 2. O mandado de segurança não é meio hábil a tais questionamentos, mesmo porque o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito, como previsto no § 3º do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. Parte o impetrante da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório MS 25991 AGR / DF premissa de que o entendimento final da Comissão, contido no relatório, há de corresponder a verdadeira culpa formada. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. Argui a insubsistência do pronunciamento, afirmando a adequação da via eleita, ante os potenciais prejuízos à honra e à imagem. Enfatiza a insubsistência da fundamentação do relatório parcial da denominada “CPI dos Bingos”. Aponta arbitrária a imputação de crimes. Evoca precedentes do Tribunal no tocante aos limites das comissões parlamentares de inquérito. Evoca o inciso X do artigo 5º da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Supremo Tribunal Federal MS 25991 AGR / DF premissa de que o entendimento final da Comissão, contido no relatório, há de corresponder a verdadeira culpa formada. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. Argui a insubsistência do pronunciamento, afirmando a adequação da via eleita, ante os potenciais prejuízos à honra e à imagem. Enfatiza a insubsistência da fundamentação do relatório parcial da denominada “CPI dos Bingos”. Aponta arbitrária a imputação de crimes. Evoca precedentes do Tribunal no tocante aos limites das comissões parlamentares de inquérito. Evoca o inciso X do artigo 5º da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo assinado em lei. Observem os parâmetros do caso concreto. O mandado de segurança dirige-se contra relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, no qual mencionado o nome do impetrante e a ele imputadas práticas delituosas. No agravo, ao serem reproduzidos os argumentos da peça primeira, reafirmou-se a indevida intenção de impedir, por vias transversas, a legítima atuação investigatória do Poder Legislativo. Reitero que descabe a paralisação de procedimento apuratório em virtude da elaboração de relatório parcial. O mandado de segurança não é meio hábil aos questionamentos veiculados. Não se deve presumir que o entendimento da Comissão, contido no ato questionado, há de corresponder a verdadeira culpa formada. Conheço do regimental e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305960. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo assinado em lei. Observem os parâmetros do caso concreto. O mandado de segurança dirige-se contra relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, no qual mencionado o nome do impetrante e a ele imputadas práticas delituosas. No agravo, ao serem reproduzidos os argumentos da peça primeira, reafirmou-se a indevida intenção de impedir, por vias transversas, a legítima atuação investigatória do Poder Legislativo. Reitero que descabe a paralisação de procedimento apuratório em virtude da elaboração de relatório parcial. O mandado de segurança não é meio hábil aos questionamentos veiculados. Não se deve presumir que o entendimento da Comissão, contido no ato questionado, há de corresponder a verdadeira culpa formada. Conheço do regimental e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) : JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335791 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) : JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335791 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9353881
2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
MANDADO DE SEGURANÇA – COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO – RELATÓRIO PARCIAL – INADEQUAÇÃO. O mandado de segurança não é meio hábil para questionar relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo trabalho, presente o § 3º do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo.
sjur318854
Número de páginas: 5. Análise: 17/09/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
25991
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00058 PAR-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
MS-AgR
acordaos
MS 25991 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) : JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO MANDADO DE SEGURANÇA – COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO – RELATÓRIO PARCIAL – INADEQUAÇÃO. O mandado de segurança não é meio hábil para questionar relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, cujo trabalho, presente o § 3... do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305958. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Márcio Tancredi insurge-se contra esta decisão: MANDADO DE SEGURANÇA – INADEQUAÇÃO. 1. As causas de pedir expendidas na inicial deste mandado de segurança e o aditamento apresentado direcionam, necessariamente, à formação de juízo quanto aos dados levantados pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos e que conduziram à conclusão sobre a prática de delito pelo impetrante. Em síntese, afirma-se que a referência a ele, no relatório parcial aprovado pela Comissão, não possuiu justa causa, tendo sido omitida "a conduta que se pretende punir". Alude-se, ainda, à "inexistência de destaque ou emenda em favor do impetrante" e o risco, à própria imagem e honra, que advém do fato de as ilações da Comissão, constantes do mencionado documento, veicularem o respectivo nome. 2. O mandado de segurança não é meio hábil a tais questionamentos, mesmo porque o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito, como previsto no § 3... do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. Parte o impetrante da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) :JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Márcio Tancredi insurge-se contra esta decisão: MANDADO DE SEGURANÇA – INADEQUAÇÃO. 1. As causas de pedir expendidas na inicial deste mandado de segurança e o aditamento apresentado direcionam, necessariamente, à formação de juízo quanto aos dados levantados pela Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos e que conduziram à conclusão sobre a prática de delito pelo impetrante. Em síntese, afirma-se que a referência a ele, no relatório parcial aprovado pela Comissão, não possuiu justa causa, tendo sido omitida "a conduta que se pretende punir". Alude-se, ainda, à "inexistência de destaque ou emenda em favor do impetrante" e o risco, à própria imagem e honra, que advém do fato de as ilações da Comissão, constantes do mencionado documento, veicularem o respectivo nome. 2. O mandado de segurança não é meio hábil a tais questionamentos, mesmo porque o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito, como previsto no § 3... do artigo 58 da Constituição Federal, deve ser conclusivo. Parte o impetrante da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório MS 25991 AGR / DF premissa de que o entendimento final da Comissão, contido no relatório, há de corresponder a verdadeira culpa formada. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. Argui a insubsistência do pronunciamento, afirmando a adequação da via eleita, ante os potenciais prejuízos à honra e à imagem. Enfatiza a insubsistência da fundamentação do relatório parcial da denominada “CPI dos Bingos”. Aponta arbitrária a imputação de crimes. Evoca precedentes do Tribunal no tocante aos limites das comissões parlamentares de inquérito. Evoca o inciso X do artigo 5... da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Supremo Tribunal Federal MS 25991 AGR / DF premissa de que o entendimento final da Comissão, contido no relatório, há de corresponder a verdadeira culpa formada. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. Argui a insubsistência do pronunciamento, afirmando a adequação da via eleita, ante os potenciais prejuízos à honra e à imagem. Enfatiza a insubsistência da fundamentação do relatório parcial da denominada “CPI dos Bingos”. Aponta arbitrária a imputação de crimes. Evoca precedentes do Tribunal no tocante aos limites das comissões parlamentares de inquérito. Evoca o inciso X do artigo 5... da Constituição Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305959. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo assinado em lei. Observem os parâmetros do caso concreto. O mandado de segurança dirige-se contra relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, no qual mencionado o nome do impetrante e a ele imputadas práticas delituosas. No agravo, ao serem reproduzidos os argumentos da peça primeira, reafirmou-se a indevida intenção de impedir, por vias transversas, a legítima atuação investigatória do Poder Legislativo. Reitero que descabe a paralisação de procedimento apuratório em virtude da elaboração de relatório parcial. O mandado de segurança não é meio hábil aos questionamentos veiculados. Não se deve presumir que o entendimento da Comissão, contido no ato questionado, há de corresponder a verdadeira culpa formada. Conheço do regimental e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305960. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo assinado em lei. Observem os parâmetros do caso concreto. O mandado de segurança dirige-se contra relatório parcial de Comissão Parlamentar de Inquérito, no qual mencionado o nome do impetrante e a ele imputadas práticas delituosas. No agravo, ao serem reproduzidos os argumentos da peça primeira, reafirmou-se a indevida intenção de impedir, por vias transversas, a legítima atuação investigatória do Poder Legislativo. Reitero que descabe a paralisação de procedimento apuratório em virtude da elaboração de relatório parcial. O mandado de segurança não é meio hábil aos questionamentos veiculados. Não se deve presumir que o entendimento da Comissão, contido no ato questionado, há de corresponder a verdadeira culpa formada. Conheço do regimental e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9305960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) : JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335791 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 25.991 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MÁRCIO TANCREDI ADV.(A/S) : JULIANA TAVARES ALMEIDA AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - CPI DOS BINGOS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335791 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 25991 AGR / DF", "MS 25991 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "§ 3 . . . do artigo 58 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 3 . . . do artigo 58 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso X do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso X do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO", "CPI DOS BINGOS", "UNIÃO", "COMISSÃO PARLAMENTAR", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO", "CPI DOS BINGOS", "UNIÃO", "Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO", "CPI DOS BINGOS", "UNIÃO", "Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos", "Comissão Parlamentar de Inquérito", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CPI dos Bingos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CPI dos Bingos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO", "CPI DOS BINGOS", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO", "CPI DOS BINGOS", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO TANCREDI", "JULIANA TAVARES ALMEIDA", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO TANCREDI", "JULIANA TAVARES ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "Márcio Tancredi", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO TANCREDI", "JULIANA TAVARES ALMEIDA", "MARCO AURÉLIO", "Márcio Tancredi", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO TANCREDI", "JULIANA TAVARES ALMEIDA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO TANCREDI", "JULIANA TAVARES ALMEIDA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. IRPJ e CSL. 4. Supressão da correção monetária das demonstrações financeiras. Art. 4º da Lei 9.249/95. Impossibilidade de fixação de índices pelo Poder Judiciário. Ausência de previsão legal. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou em que não compete ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras para fins de dedução do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro (fls. 298-300). Nas razões do agravo regimental, sustenta-se, inicialmente, que a matéria não se encontra pacificada nesta Corte, motivo pelo qual seria necessário aguardar o fim do julgamento do RE 208.526. No mérito, insiste-se na alegação de que o Poder Judiciário deve reconhecer a aplicação da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelos índices que reflitam a inflação da época. A esse propósito, aduz-se o seguinte: “Acontece, porém, que o Agravante, no presente caso, não pretende que o Poder Judiciário invada a competência do Poder Legislativo, mas apenas requer que seja aplicado o índice que reflete a real inflação na época. Ora, compete ao Estado-Juiz, quando provocado, em nome da segurança jurídica, aplicar a justiça ao caso concreto, para garantir ao contribuinte a aplicação do índice que reflete a real desvalorização da moeda, respeitando, assim, o verdadeiro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou em que não compete ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras para fins de dedução do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro (fls. 298-300). Nas razões do agravo regimental, sustenta-se, inicialmente, que a matéria não se encontra pacificada nesta Corte, motivo pelo qual seria necessário aguardar o fim do julgamento do RE 208.526. No mérito, insiste-se na alegação de que o Poder Judiciário deve reconhecer a aplicação da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelos índices que reflitam a inflação da época. A esse propósito, aduz-se o seguinte: “Acontece, porém, que o Agravante, no presente caso, não pretende que o Poder Judiciário invada a competência do Poder Legislativo, mas apenas requer que seja aplicado o índice que reflete a real inflação na época. Ora, compete ao Estado-Juiz, quando provocado, em nome da segurança jurídica, aplicar a justiça ao caso concreto, para garantir ao contribuinte a aplicação do índice que reflete a real desvalorização da moeda, respeitando, assim, o verdadeiro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 468600 AGR / MG fato gerador do Imposto de Renda e da Contribuição Social, que é o lucro. A única maneira de resguardar o direito do Agravante é o reconhecimento do Poder Judiciário da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelo índice que melhor espelha a inflação da época”. (Fl. 306). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Supremo Tribunal Federal RE 468600 AGR / MG fato gerador do Imposto de Renda e da Contribuição Social, que é o lucro. A única maneira de resguardar o direito do Agravante é o reconhecimento do Poder Judiciário da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelo índice que melhor espelha a inflação da época”. (Fl. 306). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada esta Corte já firmou orientação de que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras. Ademais, ambas as turmas já fixaram entendimento de que a questão referente à revogação da correção monetária pelo art. 4º da Lei nº 9.249/95 repousa na esfera da legalidade. A afronta ao texto constitucional, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. SUPRESSÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. LEI Nº 9.249/1995. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE ÍNDICES PELO JUDICIÁRIO DIANTE DA AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Lei nº 9.249/1995 suprimiu a atualização monetária das demonstrações financeiras para fins de definição da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Nos termos da jurisprudência da Corte, a aferição de eventual distorção da materialidade dos tributos nos termos propostos demandaria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada esta Corte já firmou orientação de que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras. Ademais, ambas as turmas já fixaram entendimento de que a questão referente à revogação da correção monetária pelo art. 4º da Lei nº 9.249/95 repousa na esfera da legalidade. A afronta ao texto constitucional, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. SUPRESSÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. LEI Nº 9.249/1995. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE ÍNDICES PELO JUDICIÁRIO DIANTE DA AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Lei nº 9.249/1995 suprimiu a atualização monetária das demonstrações financeiras para fins de definição da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Nos termos da jurisprudência da Corte, a aferição de eventual distorção da materialidade dos tributos nos termos propostos demandaria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 468600 AGR / MG disposições infraconstitucionais. Ademais, não cabe ao Poder Judiciário fixar índice de correção monetária nos casos em que não há previsão legal. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 509973, relator(a): min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08-2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4º DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 599.850, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje-14.8.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Supremo Tribunal Federal RE 468600 AGR / MG disposições infraconstitucionais. Ademais, não cabe ao Poder Judiciário fixar índice de correção monetária nos casos em que não há previsão legal. Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 509973, relator(a): min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08-2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4º DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 599.850, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje-14.8.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319908 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319908 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. IRPJ e CSL. 4. Supressão da correção monetária das demonstrações financeiras. Art. 4º da Lei 9.249/95. Impossibilidade de fixação de índices pelo Poder Judiciário. Ausência de previsão legal. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur318892
- Acórdão(s) citado(s): (DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA, CORREÇÃO MONETÁRIA) RE 599850 AgR (2ªT), RE 509973 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/09/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
468600
[ "LEG-FED LEI-009249 ANO-1995\n ART-00004\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 468600 AgR
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AGTE.(S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. IRPJ e CSL. 4. Supressão da correção monetária das demonstrações financeiras. Art. 4... da Lei 9.249/95. Impossibilidade de fixação de índices pelo Poder Judiciário. Ausência de previsão legal. 5. Matéria infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou em que não compete ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras para fins de dedução do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro (fls. 298-300). Nas razões do agravo regimental, sustenta-se, inicialmente, que a matéria não se encontra pacificada nesta Corte, motivo pelo qual seria necessário aguardar o fim do julgamento do Recurso Extraordinário 208.526. No mérito, insiste-se na alegação de que o Poder Judiciário deve reconhecer a aplicação da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelos índices que reflitam a inflação da época. A esse propósito, aduz-se o seguinte: “Acontece, porém, que o Agravante, no presente caso, não pretende que o Poder Judiciário invada a competência do Poder Legislativo, mas apenas requer que seja aplicado o índice que reflete a real inflação na época. Ora, compete ao Estado-Juiz, quando provocado, em nome da segurança jurídica, aplicar a justiça ao caso concreto, para garantir ao contribuinte a aplicação do índice que reflete a real desvalorização da moeda, respeitando, assim, o verdadeiro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :BANCO BMG S/A ADV.(A/S) :ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento a recurso extraordinário, com fundamento na jurisprudência desta Corte, que se firmou em que não compete ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras para fins de dedução do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro (fls. 298-300). Nas razões do agravo regimental, sustenta-se, inicialmente, que a matéria não se encontra pacificada nesta Corte, motivo pelo qual seria necessário aguardar o fim do julgamento do Recurso Extraordinário 208.526. No mérito, insiste-se na alegação de que o Poder Judiciário deve reconhecer a aplicação da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelos índices que reflitam a inflação da época. A esse propósito, aduz-se o seguinte: “Acontece, porém, que o Agravante, no presente caso, não pretende que o Poder Judiciário invada a competência do Poder Legislativo, mas apenas requer que seja aplicado o índice que reflete a real inflação na época. Ora, compete ao Estado-Juiz, quando provocado, em nome da segurança jurídica, aplicar a justiça ao caso concreto, para garantir ao contribuinte a aplicação do índice que reflete a real desvalorização da moeda, respeitando, assim, o verdadeiro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG fato gerador do Imposto de Renda e da Contribuição Social, que é o lucro. A única maneira de resguardar o direito do Agravante é o reconhecimento do Poder Judiciário da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelo índice que melhor espelha a inflação da época”. (Fl. 306). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG fato gerador do Imposto de Renda e da Contribuição Social, que é o lucro. A única maneira de resguardar o direito do Agravante é o reconhecimento do Poder Judiciário da correção monetária integral das demonstrações financeiras pelo índice que melhor espelha a inflação da época”. (Fl. 306). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada esta Corte já firmou orientação de que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras. Ademais, ambas as turmas já fixaram entendimento de que a questão referente à revogação da correção monetária pelo art. 4... da Lei n 9.249/95 repousa na esfera da legalidade. A afronta ao texto constitucional, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. SUPRESSÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. LEI n 9.249/1995. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE ÍNDICES PELO JUDICIÁRIO DIANTE DA AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Lei n 9.249/1995 suprimiu a atualização monetária das demonstrações financeiras para fins de definição da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Nos termos da jurisprudência da Corte, a aferição de eventual distorção da materialidade dos tributos nos termos propostos demandaria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme já demonstrado na decisão agravada esta Corte já firmou orientação de que não cabe ao Poder Judiciário atuar como legislador positivo, ausente previsão legal, para determinar a correção monetária das demonstrações financeiras. Ademais, ambas as turmas já fixaram entendimento de que a questão referente à revogação da correção monetária pelo art. 4... da Lei n 9.249/95 repousa na esfera da legalidade. A afronta ao texto constitucional, se ocorresse, seria meramente reflexa. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURÍDICA. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO. SUPRESSÃO DA CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. LEI n 9.249/1995. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO CONSTITUCIONAL IMEDIATA. IMPOSSIBILIDADE DE FIXAÇÃO DE ÍNDICES PELO JUDICIÁRIO DIANTE DA AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. A Lei n 9.249/1995 suprimiu a atualização monetária das demonstrações financeiras para fins de definição da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Nos termos da jurisprudência da Corte, a aferição de eventual distorção da materialidade dos tributos nos termos propostos demandaria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG disposições infraconstitucionais. Ademais, não cabe ao Poder Judiciário fixar índice de correção monetária nos casos em que não há previsão legal. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 509973, relator(a): min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08-2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4... DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 599.850, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje-14.8.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG disposições infraconstitucionais. Ademais, não cabe ao Poder Judiciário fixar índice de correção monetária nos casos em que não há previsão legal. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 509973, relator(a): min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, julgado em 05/08/2014, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-162 DIVULG 21-08-2014 PUBLIC 22-08-2014); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CORREÇÃO MONETÁRIA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS. REVOGAÇÃO. ART. 4... DA LEI 9.249/1995. PODER JUDICIÁRIO. ATUAÇÃO COMO LEGISLADOR POSITIVO. IMPOSSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A jurisprudência desta Corte é firme no sentido da impossibilidade de o Poder Judiciário atuar como legislador positivo. Precedentes. II – Este Tribunal possui entendimento no sentido de que matéria em discussão é de índole infraconstitucional. Assim, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 599.850, rel. min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, Dje-14.8.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9321040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319908 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468.600 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : BANCO BMG S/A ADV.(A/S) : ELZA ALVES MARQUES GUEDES AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319908 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468 . 600", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468 . 600", "Recurso Extraordinário 208 . 526", "Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG", "Recurso Extraordinário - AgR 509973", "Recurso Extraordinário - AgR 599 . 850", "Recurso Extraordinário 468600 AGR / MG", "Recurso Extraordinário - AgR 509973", "Recurso Extraordinário - AgR 599 . 850", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468 . 600", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 468 . 600" ], "LEGISLACAO": [ "Art . 4 . . . da Lei 9 . 249 / 95", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei n 9 . 249 / 95", "LEI n 9 . 249 / 1995", "Lei n 9 . 249 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 4 . . . da Lei n 9 . 249 / 95", "LEI n 9 . 249 / 1995", "Lei n 9 . 249 / 1995", "Medida Provisória n 2", "ART . 4 . . . DA", "LEI 9 . 249 / 1995", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 9 . 249 / 1995", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO BMG S / A", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO BMG S / A", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO BMG S / A", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BANCO BMG S / A", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO BMG S / A", "UNIÃO", "República", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ELZA ALVES MARQUES GUEDES", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ELZA ALVES MARQUES GUEDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ELZA ALVES MARQUES GUEDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ROBERTO BARROSO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "ELZA ALVES MARQUES GUEDES", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ELZA ALVES MARQUES GUEDES", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "21", "-", "08", "-", "2014", "22", "-", "08", "-", "2014", "14", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "08", "/", "2014", "21", "-", "08", "-", "2014", "22", "-", "08", "-", "2014", "14", ".", "8", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – INTERPRETAÇÃO – DIVERGÊNCIA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. Envolvida norma de interpretação controvertida, incabível é a rescisória – Verbete 343 da súmula do Supremo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na ação rescisória, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de 24 de março de 2015, neguei seguimento à ação rescisória, consignando: AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – DIVERGÊNCIA INTERPRETATIVA – DESCABIMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou as seguintes informações: A União busca a rescisão do acórdão relativo ao Mandado de Segurança nº 32.267, relator ministro Celso de Mello, julgado pela Segunda Turma. Evoca o artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Esclarece ter Valdemiro Celestino dos Santos formalizado a impetração objetivando o reconhecimento do direito à incorporação de determinada vantagem na remuneração. Informa deferimento da segurança, sob o fundamento de não possuir o Tribunal de Contas da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de 24 de março de 2015, neguei seguimento à ação rescisória, consignando: AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – DIVERGÊNCIA INTERPRETATIVA – DESCABIMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou as seguintes informações: A União busca a rescisão do acórdão relativo ao Mandado de Segurança nº 32.267, relator ministro Celso de Mello, julgado pela Segunda Turma. Evoca o artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Esclarece ter Valdemiro Celestino dos Santos formalizado a impetração objetivando o reconhecimento do direito à incorporação de determinada vantagem na remuneração. Informa deferimento da segurança, sob o fundamento de não possuir o Tribunal de Contas da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF União autoridade para rever decisão judicial transitada em julgado nem para determinar suspensão de benefício garantido por sentença judicial coberta pela preclusão maior. Afirma ter interposto agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento, reafirmando o entendimento impugnado, nos seguintes termos: MANDADO DE SEGURANÇA – APRECIAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA – DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO QUE RECONHECE A INCORPORAÇÃO, À REMUNERAÇÃO DA PARTE IMPETRANTE, DA VANTAGEM PECUNIÁRIA QUESTIONADA PELO TCU – INTEGRAL OPONIBILIDADE DA ‘RES JUDICATA’ AO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA – EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES JUDICATA’ – ‘TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT’ – CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO, NOTADAMENTE EM SEDE ADMINISTRATIVA, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF União autoridade para rever decisão judicial transitada em julgado nem para determinar suspensão de benefício garantido por sentença judicial coberta pela preclusão maior. Afirma ter interposto agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento, reafirmando o entendimento impugnado, nos seguintes termos: MANDADO DE SEGURANÇA – APRECIAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA – DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO QUE RECONHECE A INCORPORAÇÃO, À REMUNERAÇÃO DA PARTE IMPETRANTE, DA VANTAGEM PECUNIÁRIA QUESTIONADA PELO TCU – INTEGRAL OPONIBILIDADE DA ‘RES JUDICATA’ AO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA – EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES JUDICATA’ – ‘TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT’ – CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO, NOTADAMENTE EM SEDE ADMINISTRATIVA, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE DE DESCONSTITUIÇÃO, NA VIA ADMINISTRATIVA, DA AUTORIDADE DA COISA JULGADA – PRECEDENTES – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA MANDAMENTAL DECIDIR, EM ATO SINGULAR, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA EM SEDE REGIMENTAL, PELA SUPREMA CORTE (RISTF, ART. 205, ‘CAPUT’, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 28/2009) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O Tribunal de Contas da União não dispõe, constitucionalmente, de poder para rever decisão judicial transitada em julgado (RTJ 193/556-557) nem para determinar a suspensão de benefícios garantidos por sentença revestida da autoridade da coisa julgada (RTJ 194/594), ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória. Precedentes. - A norma inscrita no art. 474 do CPC impossibilita a instauração de nova demanda para rediscutir a controvérsia, mesmo que com fundamento em novas alegações, pois o instituto da coisa julgada material – considerada a finalidade prática que o informa – absorve, necessariamente, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE DE DESCONSTITUIÇÃO, NA VIA ADMINISTRATIVA, DA AUTORIDADE DA COISA JULGADA – PRECEDENTES – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA MANDAMENTAL DECIDIR, EM ATO SINGULAR, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA EM SEDE REGIMENTAL, PELA SUPREMA CORTE (RISTF, ART. 205, ‘CAPUT’, NA REDAÇÃO DADA PELA ER Nº 28/2009) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O Tribunal de Contas da União não dispõe, constitucionalmente, de poder para rever decisão judicial transitada em julgado (RTJ 193/556-557) nem para determinar a suspensão de benefícios garantidos por sentença revestida da autoridade da coisa julgada (RTJ 194/594), ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória. Precedentes. - A norma inscrita no art. 474 do CPC impossibilita a instauração de nova demanda para rediscutir a controvérsia, mesmo que com fundamento em novas alegações, pois o instituto da coisa julgada material – considerada a finalidade prática que o informa – absorve, necessariamente, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF ‘tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser’ (LIEBMAN), mas não o foram. - A autoridade da coisa julgada em sentido material estende-se, por isso mesmo, tanto ao que foi efetivamente arguido pelas partes quanto ao que poderia ter sido questionado, mas não o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo (‘tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat’). Aplicação, ao caso, do art. 474 do CPC. Doutrina. Precedentes (Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 32.267, relator ministro Celso de Mello). Informa o trânsito em julgado do acórdão em 14 de outubro de 2013, sustentando a oportunidade da rescisória para desconstituí-lo. Destaca o exame do mérito quando do julgamento pela Segunda Turma. Consoante alega, o pronunciamento implicou afronta direta e frontal a disposição de lei. Quanto ao tema de fundo, enfatiza não ter o Tribunal de Contas da União violado a coisa julgada, e sim adequado o pagamento do reajuste salarial aos limites da sentença proferida no processo originário. Aduz ter o benefício garantido ao réu, mediante sentença, natureza jurídica de mera antecipação salarial, sendo absorvido no decorrer do tempo pelos reajustes posteriormente concedidos. Evoca o Verbete nº 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a revelar serem devidos os reajustes salariais decorrentes de URPs, previstos legalmente como antecipação, apenas até a data-base de cada categoria. Reafirma não haver o Tribunal de Contas da União ofendido a coisa julgada, porquanto somente afastou os pagamentos de vantagens econômicas advindas de URPs por encontrar-se cessado o suporte fático justificador de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF ‘tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser’ (LIEBMAN), mas não o foram. - A autoridade da coisa julgada em sentido material estende-se, por isso mesmo, tanto ao que foi efetivamente arguido pelas partes quanto ao que poderia ter sido questionado, mas não o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo (‘tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat’). Aplicação, ao caso, do art. 474 do CPC. Doutrina. Precedentes (Agravo Regimental no Mandado de Segurança nº 32.267, relator ministro Celso de Mello). Informa o trânsito em julgado do acórdão em 14 de outubro de 2013, sustentando a oportunidade da rescisória para desconstituí-lo. Destaca o exame do mérito quando do julgamento pela Segunda Turma. Consoante alega, o pronunciamento implicou afronta direta e frontal a disposição de lei. Quanto ao tema de fundo, enfatiza não ter o Tribunal de Contas da União violado a coisa julgada, e sim adequado o pagamento do reajuste salarial aos limites da sentença proferida no processo originário. Aduz ter o benefício garantido ao réu, mediante sentença, natureza jurídica de mera antecipação salarial, sendo absorvido no decorrer do tempo pelos reajustes posteriormente concedidos. Evoca o Verbete nº 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a revelar serem devidos os reajustes salariais decorrentes de URPs, previstos legalmente como antecipação, apenas até a data-base de cada categoria. Reafirma não haver o Tribunal de Contas da União ofendido a coisa julgada, porquanto somente afastou os pagamentos de vantagens econômicas advindas de URPs por encontrar-se cessado o suporte fático justificador de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF tal medida econômica. Sob o ângulo do risco, discorre acerca de possível dano ao erário, porque, uma vez efetivado o pagamento de vantagem indevida a servidor público, será difícil e incerta a recuperação, por tratar-se de valores salariais de caráter alimentar. O processo encontra-se concluso para a apreciação do pedido liminar. 2. A decisão rescindenda transitou em julgado em 12 de dezembro de 2013. A ação foi ajuizada no dia 19 de fevereiro de 2015, com observância, portanto, do prazo decadencial versado no artigo 495 do Código de Processo Civil. O pronunciamento implicou o exame do mérito da ação, daí a competência originária do Supremo para julgar a rescisória. O pano de fundo diz respeito à problemática do poder do Tribunal de Contas da União para rever sentença judicial transitada em julgado, assim como determinar a suspensão de benefícios nela garantidos. No agravo regimental interposto contra ato formalizado no Mandado de Segurança nº 32.267, a Segunda Turma do Tribunal reafirmou o entendimento do relator, ministro Celso de Mello, de que o Órgão de contas não dispõe de tal atribuição, “ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória.” A matéria, de fato, é objeto de divergência no Tribunal. A Primeira Turma, no julgamento do Mandado de Segurança nº 31.642/DF, adotou óptica diversa, nos termos do voto do relator, ministro Luiz Fux, que ficou assim resumida: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF tal medida econômica. Sob o ângulo do risco, discorre acerca de possível dano ao erário, porque, uma vez efetivado o pagamento de vantagem indevida a servidor público, será difícil e incerta a recuperação, por tratar-se de valores salariais de caráter alimentar. O processo encontra-se concluso para a apreciação do pedido liminar. 2. A decisão rescindenda transitou em julgado em 12 de dezembro de 2013. A ação foi ajuizada no dia 19 de fevereiro de 2015, com observância, portanto, do prazo decadencial versado no artigo 495 do Código de Processo Civil. O pronunciamento implicou o exame do mérito da ação, daí a competência originária do Supremo para julgar a rescisória. O pano de fundo diz respeito à problemática do poder do Tribunal de Contas da União para rever sentença judicial transitada em julgado, assim como determinar a suspensão de benefícios nela garantidos. No agravo regimental interposto contra ato formalizado no Mandado de Segurança nº 32.267, a Segunda Turma do Tribunal reafirmou o entendimento do relator, ministro Celso de Mello, de que o Órgão de contas não dispõe de tal atribuição, “ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória.” A matéria, de fato, é objeto de divergência no Tribunal. A Primeira Turma, no julgamento do Mandado de Segurança nº 31.642/DF, adotou óptica diversa, nos termos do voto do relator, ministro Luiz Fux, que ficou assim resumida: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. [...] 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI Nº 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. [...] 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5º, XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei nº 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. A despeito da controvérsia interpretativa envolvendo a matéria de fundo, não há violação a literal disposição de lei. Ao expor os fundamentos para cabimento da rescisória, o próprio autor aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5º, XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Nos termos do Verbete nº 343 da Súmula do Supremo, a rescindibilidade por ofensa a literal previsão de lei pressupõe que a interpretação conferida no ato rescindendo seja extravagante, o que não ocorre na espécie. Como já fiz notar em outros julgados, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever pronunciamento do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A recorrente, no regimental, reproduz os argumentos veiculados na ação rescisória. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contrarrazões. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. A despeito da controvérsia interpretativa envolvendo a matéria de fundo, não há violação a literal disposição de lei. Ao expor os fundamentos para cabimento da rescisória, o próprio autor aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5º, XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Nos termos do Verbete nº 343 da Súmula do Supremo, a rescindibilidade por ofensa a literal previsão de lei pressupõe que a interpretação conferida no ato rescindendo seja extravagante, o que não ocorre na espécie. Como já fiz notar em outros julgados, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever pronunciamento do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A recorrente, no regimental, reproduz os argumentos veiculados na ação rescisória. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contrarrazões. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Conforme assentado, no caso, não há violação a literal disposição de lei. Ao lançar os fundamentos para cabimento da rescisória, a própria autora aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5º, XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Então, em face das balizas objetivas, a solução direciona à observância do Verbete nº 343 da Súmula do Supremo. Embora se reconheça o descompasso considerados pronunciamentos, no Tribunal, a respeito do tema de fundo, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever ato do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270645. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Conforme assentado, no caso, não há violação a literal disposição de lei. Ao lançar os fundamentos para cabimento da rescisória, a própria autora aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5º, XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Então, em face das balizas objetivas, a solução direciona à observância do Verbete nº 343 da Súmula do Supremo. Embora se reconheça o descompasso considerados pronunciamentos, no Tribunal, a respeito do tema de fundo, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever ato do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335788 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335788 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9352391
2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – INTERPRETAÇÃO – DIVERGÊNCIA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. Envolvida norma de interpretação controvertida, incabível é a rescisória – Verbete 343 da súmula do Supremo.
sjur318821
Número de páginas: 10. Análise: 17/09/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
2435
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00485 INC-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000343 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AR-AgR
acordaos
AR 2435 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – INTERPRETAÇÃO – DIVERGÊNCIA – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. Envolvida norma de interpretação controvertida, incabível é a rescisória – Verbete 343 da súmula do Supremo. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental na ação rescisória, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de 24 de março de 2015, neguei seguimento à ação rescisória, consignando: AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – DIVERGÊNCIA INTERPRETATIVA – DESCABIMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou as seguintes informações: A União busca a rescisão do acórdão relativo ao Mandado de Segurança n 32.267, relator ministro Celso de Mello, julgado pela Segunda Turma. Evoca o artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Esclarece ter Valdemiro Celestino dos Santos formalizado a impetração objetivando o reconhecimento do direito à incorporação de determinada vantagem na remuneração. Informa deferimento da segurança, sob o fundamento de não possuir o Tribunal de Contas da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de 24 de março de 2015, neguei seguimento à ação rescisória, consignando: AÇÃO RESCISÓRIA – VIOLAÇÃO A LITERAL DISPOSITIVO DE LEI – DIVERGÊNCIA INTERPRETATIVA – DESCABIMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O assessor Dr. Marcelo Novelino Camargo prestou as seguintes informações: A União busca a rescisão do acórdão relativo ao Mandado de Segurança n 32.267, relator ministro Celso de Mello, julgado pela Segunda Turma. Evoca o artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. Esclarece ter Valdemiro Celestino dos Santos formalizado a impetração objetivando o reconhecimento do direito à incorporação de determinada vantagem na remuneração. Informa deferimento da segurança, sob o fundamento de não possuir o Tribunal de Contas da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF União autoridade para rever decisão judicial transitada em julgado nem para determinar suspensão de benefício garantido por sentença judicial coberta pela preclusão maior. Afirma ter interposto agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento, reafirmando o entendimento impugnado, nos seguintes termos: MANDADO DE SEGURANÇA – APRECIAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA – DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO QUE RECONHECE A INCORPORAÇÃO, À REMUNERAÇÃO DA PARTE IMPETRANTE, DA VANTAGEM PECUNIÁRIA QUESTIONADA PELO TCU – INTEGRAL OPONIBILIDADE DA ‘RES JUDICATA’ AO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA – EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES JUDICATA’ – ‘TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT’ – CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO, NOTADAMENTE EM SEDE ADMINISTRATIVA, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF União autoridade para rever decisão judicial transitada em julgado nem para determinar suspensão de benefício garantido por sentença judicial coberta pela preclusão maior. Afirma ter interposto agravo regimental, ao qual a Segunda Turma negou provimento, reafirmando o entendimento impugnado, nos seguintes termos: MANDADO DE SEGURANÇA – APRECIAÇÃO, PELO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, DA LEGALIDADE DO ATO DE CONCESSÃO INICIAL DE APOSENTADORIA – DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO QUE RECONHECE A INCORPORAÇÃO, À REMUNERAÇÃO DA PARTE IMPETRANTE, DA VANTAGEM PECUNIÁRIA QUESTIONADA PELO TCU – INTEGRAL OPONIBILIDADE DA ‘RES JUDICATA’ AO TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL QUE AMPARA E PRESERVA A AUTORIDADE DA COISA JULGADA – EXIGÊNCIA DE CERTEZA E DE SEGURANÇA JURÍDICAS – VALORES FUNDAMENTAIS INERENTES AO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – EFICÁCIA PRECLUSIVA DA ‘RES JUDICATA’ – ‘TANTUM JUDICATUM QUANTUM DISPUTATUM VEL DISPUTARI DEBEBAT’ – CONSEQUENTE IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO, NOTADAMENTE EM SEDE ADMINISTRATIVA, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE DE DESCONSTITUIÇÃO, NA VIA ADMINISTRATIVA, DA AUTORIDADE DA COISA JULGADA – PRECEDENTES – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA MANDAMENTAL DECIDIR, EM ATO SINGULAR, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA EM SEDE REGIMENTAL, PELA SUPREMA CORTE (RISTF, ART. 205, ‘CAPUT’, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 28/2009) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O Tribunal de Contas da União não dispõe, constitucionalmente, de poder para rever decisão judicial transitada em julgado (RTJ 193/556-557) nem para determinar a suspensão de benefícios garantidos por sentença revestida da autoridade da coisa julgada (RTJ 194/594), ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória. Precedentes. - A norma inscrita no art. 474 do Código de Processo Civil impossibilita a instauração de nova demanda para rediscutir a controvérsia, mesmo que com fundamento em novas alegações, pois o instituto da coisa julgada material – considerada a finalidade prática que o informa – absorve, necessariamente, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF DE CONTROVÉRSIA JÁ APRECIADA EM DECISÃO TRANSITADA EM JULGADO, AINDA QUE PROFERIDA EM CONFRONTO COM A JURISPRUDÊNCIA PREDOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – INADMISSIBILIDADE DE DESCONSTITUIÇÃO, NA VIA ADMINISTRATIVA, DA AUTORIDADE DA COISA JULGADA – PRECEDENTES – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – POSSIBILIDADE, EM TAL HIPÓTESE, DE O RELATOR DA CAUSA MANDAMENTAL DECIDIR, EM ATO SINGULAR, A CONTROVÉRSIA JURÍDICA – COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DELEGADA EM SEDE REGIMENTAL, PELA SUPREMA CORTE (RISTF, ART. 205, ‘CAPUT’, NA REDAÇÃO DADA PELA ER n 28/2009) – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - O Tribunal de Contas da União não dispõe, constitucionalmente, de poder para rever decisão judicial transitada em julgado (RTJ 193/556-557) nem para determinar a suspensão de benefícios garantidos por sentença revestida da autoridade da coisa julgada (RTJ 194/594), ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória. Precedentes. - A norma inscrita no art. 474 do Código de Processo Civil impossibilita a instauração de nova demanda para rediscutir a controvérsia, mesmo que com fundamento em novas alegações, pois o instituto da coisa julgada material – considerada a finalidade prática que o informa – absorve, necessariamente, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF ‘tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser’ (LIEBMAN), mas não o foram. - A autoridade da coisa julgada em sentido material estende-se, por isso mesmo, tanto ao que foi efetivamente arguido pelas partes quanto ao que poderia ter sido questionado, mas não o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo (‘tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat’). Aplicação, ao caso, do art. 474 do Código de Processo Civil. Doutrina. Precedentes (Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 32.267, relator ministro Celso de Mello). Informa o trânsito em julgado do acórdão em 14 de outubro de 2013, sustentando a oportunidade da rescisória para desconstituí-lo. Destaca o exame do mérito quando do julgamento pela Segunda Turma. Consoante alega, o pronunciamento implicou afronta direta e frontal a disposição de lei. Quanto ao tema de fundo, enfatiza não ter o Tribunal de Contas da União violado a coisa julgada, e sim adequado o pagamento do reajuste salarial aos limites da sentença proferida no processo originário. Aduz ter o benefício garantido ao réu, mediante sentença, natureza jurídica de mera antecipação salarial, sendo absorvido no decorrer do tempo pelos reajustes posteriormente concedidos. Evoca o Verbete n 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a revelar serem devidos os reajustes salariais decorrentes de URPs, previstos legalmente como antecipação, apenas até a data-base de cada categoria. Reafirma não haver o Tribunal de Contas da União ofendido a coisa julgada, porquanto somente afastou os pagamentos de vantagens econômicas advindas de URPs por encontrar-se cessado o suporte fático justificador de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF ‘tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser’ (LIEBMAN), mas não o foram. - A autoridade da coisa julgada em sentido material estende-se, por isso mesmo, tanto ao que foi efetivamente arguido pelas partes quanto ao que poderia ter sido questionado, mas não o foi, desde que tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo (‘tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat’). Aplicação, ao caso, do art. 474 do Código de Processo Civil. Doutrina. Precedentes (Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 32.267, relator ministro Celso de Mello). Informa o trânsito em julgado do acórdão em 14 de outubro de 2013, sustentando a oportunidade da rescisória para desconstituí-lo. Destaca o exame do mérito quando do julgamento pela Segunda Turma. Consoante alega, o pronunciamento implicou afronta direta e frontal a disposição de lei. Quanto ao tema de fundo, enfatiza não ter o Tribunal de Contas da União violado a coisa julgada, e sim adequado o pagamento do reajuste salarial aos limites da sentença proferida no processo originário. Aduz ter o benefício garantido ao réu, mediante sentença, natureza jurídica de mera antecipação salarial, sendo absorvido no decorrer do tempo pelos reajustes posteriormente concedidos. Evoca o Verbete n 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho, a revelar serem devidos os reajustes salariais decorrentes de URPs, previstos legalmente como antecipação, apenas até a data-base de cada categoria. Reafirma não haver o Tribunal de Contas da União ofendido a coisa julgada, porquanto somente afastou os pagamentos de vantagens econômicas advindas de URPs por encontrar-se cessado o suporte fático justificador de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF tal medida econômica. Sob o ângulo do risco, discorre acerca de possível dano ao erário, porque, uma vez efetivado o pagamento de vantagem indevida a servidor público, será difícil e incerta a recuperação, por tratar-se de valores salariais de caráter alimentar. O processo encontra-se concluso para a apreciação do pedido liminar. 2. A decisão rescindenda transitou em julgado em 12 de dezembro de 2013. A ação foi ajuizada no dia 19 de fevereiro de 2015, com observância, portanto, do prazo decadencial versado no artigo 495 do Código de Processo Civil. O pronunciamento implicou o exame do mérito da ação, daí a competência originária do Supremo para julgar a rescisória. O pano de fundo diz respeito à problemática do poder do Tribunal de Contas da União para rever sentença judicial transitada em julgado, assim como determinar a suspensão de benefícios nela garantidos. No agravo regimental interposto contra ato formalizado no Mandado de Segurança n 32.267, a Segunda Turma do Tribunal reafirmou o entendimento do relator, ministro Celso de Mello, de que o Órgão de contas não dispõe de tal atribuição, “ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória.” A matéria, de fato, é objeto de divergência no Tribunal. A Primeira Turma, no julgamento do Mandado de Segurança n 31.642/DF, adotou óptica diversa, nos termos do voto do relator, ministro Luiz Fux, que ficou assim resumida: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF tal medida econômica. Sob o ângulo do risco, discorre acerca de possível dano ao erário, porque, uma vez efetivado o pagamento de vantagem indevida a servidor público, será difícil e incerta a recuperação, por tratar-se de valores salariais de caráter alimentar. O processo encontra-se concluso para a apreciação do pedido liminar. 2. A decisão rescindenda transitou em julgado em 12 de dezembro de 2013. A ação foi ajuizada no dia 19 de fevereiro de 2015, com observância, portanto, do prazo decadencial versado no artigo 495 do Código de Processo Civil. O pronunciamento implicou o exame do mérito da ação, daí a competência originária do Supremo para julgar a rescisória. O pano de fundo diz respeito à problemática do poder do Tribunal de Contas da União para rever sentença judicial transitada em julgado, assim como determinar a suspensão de benefícios nela garantidos. No agravo regimental interposto contra ato formalizado no Mandado de Segurança n 32.267, a Segunda Turma do Tribunal reafirmou o entendimento do relator, ministro Celso de Mello, de que o Órgão de contas não dispõe de tal atribuição, “ainda que o direito reconhecido pelo Poder Judiciário não tenha o beneplácito da jurisprudência prevalecente no âmbito do Supremo Tribunal Federal (MS 23.665/DF, v.g.), pois a ‘res judicata’, em matéria civil, só pode ser legitimamente desconstituída mediante ação rescisória.” A matéria, de fato, é objeto de divergência no Tribunal. A Primeira Turma, no julgamento do Mandado de Segurança n 31.642/DF, adotou óptica diversa, nos termos do voto do relator, ministro Luiz Fux, que ficou assim resumida: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. [...] 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF DIREITO ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. PROVENTOS. APOSENTADORIA. REGISTRO. ACÓRDÃO DO TCU QUE DETERMINOU A IMEDIATA INTERRUPÇÃO DO PAGAMENTO DA URP DE FEVEREIRO DE 1989 (26,05%). NATUREZA DE ANTECIPAÇÃO SALARIAL. PREVISÃO LEGAL. DECISÃO JUDICIAL. ALCANCE. PRAZO DECADENCIAL. ARTIGO 54 DA LEI n 9.784/99. INAPLICABILIDADE. COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL ATRIBUÍDA À CORTE DE CONTAS. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. ALEGADA OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO, AMPLA DEFESA, COISA JULGADA, SEGURANÇA JURÍDICA E IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS. INOCORRÊNCIA. PLANOS ECONÔMICOS. REAJUSTES SALARIAIS. VANTAGEM SALARIAL RECONHECIDA POR DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. REMUNERAÇÃO. ALCANCE. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO À COISA JULGADA. SEGURANÇA DENEGADA. [...] 6. A garantia fundamental da coisa julgada (CRFB/88, art. 5..., XXXVI) não resta violada nas hipóteses em que ocorrerem modificações no contexto fático-jurídico em que produzida - como as inúmeras leis que reestruturam as carreiras dos servidores do Poder Judiciário da União e fixam novos regimes jurídicos de remuneração. 7. In casu, restou demonstrado nos autos a improcedência do pedido de continuidade do pagamento da URP, tendo em vista, sobretudo, os reajustes salariais advindos após à sua concessão, com destaque ao aumento salarial provocado pela reestruturação de carreira dos docentes em universidades federais - verbi gratia, Lei n 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Relatório AR 2435 AGR / DF 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. A despeito da controvérsia interpretativa envolvendo a matéria de fundo, não há violação a literal disposição de lei. Ao expor os fundamentos para cabimento da rescisória, o próprio autor aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5..., XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Nos termos do Verbete n 343 da Súmula do Supremo, a rescindibilidade por ofensa a literal previsão de lei pressupõe que a interpretação conferida no ato rescindendo seja extravagante, o que não ocorre na espécie. Como já fiz notar em outros julgados, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever pronunciamento do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A recorrente, no regimental, reproduz os argumentos veiculados na ação rescisória. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contrarrazões. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Supremo Tribunal Federal AR 2435 AGR / DF 11.784/2008 -, que vieram a incorporar o valor que era pago em separado a título de antecipação salarial. A despeito da controvérsia interpretativa envolvendo a matéria de fundo, não há violação a literal disposição de lei. Ao expor os fundamentos para cabimento da rescisória, o próprio autor aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5..., XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Nos termos do Verbete n 343 da Súmula do Supremo, a rescindibilidade por ofensa a literal previsão de lei pressupõe que a interpretação conferida no ato rescindendo seja extravagante, o que não ocorre na espécie. Como já fiz notar em outros julgados, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever pronunciamento do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. 3. Ante o quadro, nego seguimento ao pedido. 4. Publiquem. A recorrente, no regimental, reproduz os argumentos veiculados na ação rescisória. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contrarrazões. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270644. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Conforme assentado, no caso, não há violação a literal disposição de lei. Ao lançar os fundamentos para cabimento da rescisória, a própria autora aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5..., XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Então, em face das balizas objetivas, a solução direciona à observância do Verbete n 343 da Súmula do Supremo. Embora se reconheça o descompasso considerados pronunciamentos, no Tribunal, a respeito do tema de fundo, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever ato do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270645. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Conforme assentado, no caso, não há violação a literal disposição de lei. Ao lançar os fundamentos para cabimento da rescisória, a própria autora aduz que a decisão rescindenda “não se valeu [...] do método interpretativo mais adequado à hipótese, apegando-se à literalidade da norma (art. 5..., XXXVI, da Constituição), quando melhor seria a sua interpretação teleológica.” Então, em face das balizas objetivas, a solução direciona à observância do Verbete n 343 da Súmula do Supremo. Embora se reconheça o descompasso considerados pronunciamentos, no Tribunal, a respeito do tema de fundo, descabe potencializar o disposto no artigo 485, inciso V, do Código de Processo Civil. A pretensão, na rescisória, de rever ato do Supremo com fundamento em divergência interpretativa não merece prosperar. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9270645. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335788 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.435 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALDEMIRO CELESTINO DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335788 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 435", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 435", "Mandado de Segurança n 32 . 267", "Mandado de Segurança n 32 . 267", "RTJ 193 / 556 - 557", "RTJ 194 / 594", "MS 23 . 665 / DF", "MS 23 . 665 / DF", "Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 32 . 267", "Verbete n 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho", "Agravo Regimental no Mandado de Segurança n 32 . 267", "Verbete n 302 da Súmula do Tribunal Superior do Trabalho", "Mandado", "MS 23 . 665 / DF", "Mandado", "de Segurança n 31 . 642 / DF", "Mandado de Segurança n 32 . 267", "MS 23 . 665 / DF", "Mandado de Segurança n 31 . 642 / DF", "Verbete n 343 da Súmula do Supremo", "Verbete n 343 da Súmula do Supremo", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 435", "Verbete n 343 da Súmula do Supremo", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 435", "Verbete n 343 da Súmula do Supremo", "AÇÃO RESCISÓRIA 2 . 435" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 485 , inciso V , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 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"08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24 de março de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de outubro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2013", "19 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de dezembro de 2013", "19 de fevereiro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "FEVEREIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "FEVEREIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AI 852733 AGR-ED-ED / PB Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Supremo Tribunal Federal AI 852733 AGR-ED-ED / PB Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A parte embargante reitera as razões invocadas nos primeiros embargos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422786. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A parte embargante reitera as razões invocadas nos primeiros embargos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de terceiro recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que ficou decidido ao se negar seguimento ao agravo de instrumento. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra- se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (RE 179.502 ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente insuscetíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de terceiro recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que ficou decidido ao se negar seguimento ao agravo de instrumento. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra- se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (RE 179.502 ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente insuscetíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 852733 AGR-ED-ED / PB TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min.LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Supremo Tribunal Federal AI 852733 AGR-ED-ED / PB TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min.LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) : KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) : FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458564 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) : KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) : FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458564 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9464338
2015-09-15T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO.
sjur321866
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO DA DECISÃO INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO) AI 458072 ED-AgR-EDv-ED (TP), AI 852123 AgR-ED-ED (1ªT), AI 818606 AgR-ED-ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 05/10/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
852733
null
AI-AgR-ED-ED
acordaos
AI 852733 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) : KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) : FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO
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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO EMENTA: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO. RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL. EMBARGOS NÃO CONHECIDOS, COM DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS, INDEPENDENTEMENTE DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer dos embargos de declaração e determinar a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AI 852733 AGR-ED-ED / PB Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Supremo Tribunal Federal AI 852733 AGR-ED-ED / PB Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A parte embargante reitera as razões invocadas nos primeiros embargos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422786. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) :KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) :FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) :TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) :WALTER SERRANO RIBEIRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra acórdão cuja ementa é a seguinte: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE QUAISQUER DOS VÍCIOS DO ART. 619 DO CPP. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. A parte embargante reitera as razões invocadas nos primeiros embargos. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de terceiro recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que ficou decidido ao se negar seguimento ao agravo de instrumento. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra- se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (Recurso Extraordinário 179.502 ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente insuscetíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PARAÍBA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de terceiro recurso que, mais uma vez, não está apto a desconstituir o que ficou decidido ao se negar seguimento ao agravo de instrumento. Estes embargos de declaração, a exemplo dos declaratórios anteriormente opostos, revelam-se inteiramente impertinentes, por não haver qualquer fundamento relevante e adequado que justifique a sua interposição. Com efeito, o comportamento da parte embargante mostra- se, na verdade, manifestamente descabido, demonstrando flagrante abuso de direito de recorrer ou de demandar e constitui-se em visível afronta ao dever de prestação jurisdicional. O propósito é o de, tão somente, postergar, indefinidamente, a formação da coisa julgada contrária aos seus interesses. Para coibir práticas como essas, o Supremo Tribunal Federal, construiu, há tempos (Recurso Extraordinário 179.502 ED-ED-ED/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES, Plenário, unânime, DJ de 8/9/2000), importante jurisprudência para dar concretude e efetividade a decisões inquestionavelmente insuscetíveis de alteração, como é o caso, a justificar, de forma excepcional, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo (AI 818.606 AgR-ED-ED/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 14/5/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CARÁTER MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. USO ABSUSIVO DO DIREITO DE RECORRER. POSSIBILIDADE DE IMEDIATO CUMPRIMENTO DA DECISÃO EMANADA DO SUPREMO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 852733 AGR-ED-ED / PB TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min.LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Supremo Tribunal Federal AI 852733 AGR-ED-ED / PB TRIBUNAL FEDERAL. EMBARGOS DECLARATÓRIOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL, A QUE SE NEGA PROVIMENTO. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS. I – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. II – O recurso interposto pelo recorrente possui natureza meramente procrastinatória, sem nenhum conteúdo jurídico que viabilize o seu conhecimento, tampouco o seu provimento. Tenta-se, na verdade, a todo custo, impedir o trânsito em julgado da condenação. III – A interposição de sucessivos recursos com finalidade meramente protelatória, autoriza o imediato cumprimento da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. IV – Embargos declaratórios recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento. Determinação de baixa imediata dos autos à origem, independentemente da publicação deste acórdão. No mesmo sentido: AI 852.123 AgR-ED-ED/RJ, Rel. Min.LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 15/5/2013 e AI 458.072 ED-AgR-EDv-ED/CE, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Pleno, DJe de 27/2/2013. 2. Diante do exposto, não conheço dos embargos de declaração e determino a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9422787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) : KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) : FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458564 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 852.733 PROCED. : PARAÍBA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : LUIZ NAVARRO DA SILVA ADV.(A/S) : KLEBERT MARQUES DE FRANÇA EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA PARAÍBA INTDO.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA INTDO.(A/S) : FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO INTDO.(A/S) : TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA ADV.(A/S) : WALTER SERRANO RIBEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu dos embargos de declaração e determinou a imediata restituição dos autos à origem para o cumprimento do acórdão recorrido, independentemente de sua publicação, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458564 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "AI 852733 AGR - ED - ED", "AI 852733 AGR - ED - ED / PB", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "Recurso Extraordinário 179 . 502 ED - ED - ED / SP", "AI 818 . 606 AgR - ED - ED / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "Recurso Extraordinário 179 .", "ED", "-", "ED", "-", "ED", "/", "SP", "AI 818 . 606 AgR - ED - ED / SP", "AI 852 . 123 AgR - ED - ED / RJ", "AI 458 . 072 ED - AgR - EDv - ED / CE", "AI 852733 AGR - ED - ED / PB", "AI 852 . 123 AgR - ED - ED / RJ", "AI 458 . 072 ED -", "AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 852 . 733" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 619 DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 619 DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Brasília", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Suécia", "PARAÍBA", "ESTADO DA PARAÍBA", "Suécia" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "2", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial dos Estados Membros", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA", "Internacional", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA", "2", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial dos Estados Membros", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA Internacional", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ NAVARRO DA SILVA", "KLEBERT MARQUES DE FRANÇA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA", "FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO", "TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "CELSO DE MELLO", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ NAVARRO DA SILVA", "KLEBERT MARQUES DE FRANÇA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA", "FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO", "TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ NAVARRO DA SILVA", "KLEBERT MARQUES DE FRANÇA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA", "FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO", "TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MOREIRA ALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "MOREIRA ALVES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ NAVARRO DA SILVA", "KLEBERT MARQUES DE FRANÇA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA", "FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO", "TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ NAVARRO DA SILVA", "KLEBERT MARQUES DE FRANÇA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "HENRIQUE CAVALCANTI DE SANTANA", "FABYOLLA VANESSA TAVARES SERRANO RIBEIRO", "TARCISIO JOSÉ DE ARAÚJO PEREIRA", "WALTER SERRANO RIBEIRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "8", "/", "9", "/", "2000", "14", "/", "5", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "8", "/", "9", "/", "2000", "14", "/", "5", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2013", "27", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "5", "/", "2013", "27", "/", "2", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", 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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. ÍNDICE APLICÁVEL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AFRONTA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465975. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou à Agravante a restituição, ao Agravado, das contribuições vertidas para o plano de previdência complementar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Cumpre afastar o óbice da decisão agravada quanto ao prequestionamento, por ter sido a matéria objeto de oportuna impugnação. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para o provimento da pretensão da Agravante. 7. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 582.504, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo, pela natureza infraconstitucional da matéria: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 9.10.2009). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou à Agravante a restituição, ao Agravado, das contribuições vertidas para o plano de previdência complementar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Cumpre afastar o óbice da decisão agravada quanto ao prequestionamento, por ter sido a matéria objeto de oportuna impugnação. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para o provimento da pretensão da Agravante. 7. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 582.504, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo, pela natureza infraconstitucional da matéria: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 9.10.2009). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 896642 AGR / GO Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 14.8.2015, Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega que “a decisão merece ser revisitada para corrigir a premissa equivocada de aplicabilidade do decidido nos autos do RE 582.504, pois este trata de matéria diversa da trazida nos presentes autos. O Em. Ministro Cezar Peluso sintetizou o conteúdo do RE 582.504 como sendo referente, apenas, ao índice de correção monetária a ser utilizada naquele caso, porém, o Recurso Extraordinário aqui agravado discute a possibilidade de, apesar do ato jurídico perfeito, representado pelo contrato entre as partes, o Recorrido violar o acordo, ao requerer o resgate de suas contribuições sem se desligar da Caixa Econômica Federal. Portanto, aqui se trata da proteção ao ato jurídico e não ao índice de correção aplicável”. Argumenta que “O contrato entre o ente de previdência complementar e o beneficiário é de tal importância que o constituinte o elevou à matéria constitucional, trazendo conceitos como o de necessária fonte de custeio, facultatividade, entre outros. Essa realidade constitucional, por si só, já faz admissível o Recurso Extraordinário, porém, mais do que isso, a repercussão geral, e consequente admissibilidade, é demonstrada pela abrangência da lide no mundo jurídico dos aposentados do país. (…) Além disso, no presente caso, ainda se tem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1º do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 14.8.2015, Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega que “a decisão merece ser revisitada para corrigir a premissa equivocada de aplicabilidade do decidido nos autos do RE 582.504, pois este trata de matéria diversa da trazida nos presentes autos. O Em. Ministro Cezar Peluso sintetizou o conteúdo do RE 582.504 como sendo referente, apenas, ao índice de correção monetária a ser utilizada naquele caso, porém, o Recurso Extraordinário aqui agravado discute a possibilidade de, apesar do ato jurídico perfeito, representado pelo contrato entre as partes, o Recorrido violar o acordo, ao requerer o resgate de suas contribuições sem se desligar da Caixa Econômica Federal. Portanto, aqui se trata da proteção ao ato jurídico e não ao índice de correção aplicável”. Argumenta que “O contrato entre o ente de previdência complementar e o beneficiário é de tal importância que o constituinte o elevou à matéria constitucional, trazendo conceitos como o de necessária fonte de custeio, facultatividade, entre outros. Essa realidade constitucional, por si só, já faz admissível o Recurso Extraordinário, porém, mais do que isso, a repercussão geral, e consequente admissibilidade, é demonstrada pela abrangência da lide no mundo jurídico dos aposentados do país. (…) Além disso, no presente caso, ainda se tem 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 896642 AGR / GO uma ingerência inconstitucional sobre o contrato firmado entre as partes, quando o Judiciário impõe que a FUNCEF cumpra com a obrigação de restituir inteiramente as contribuições, sendo que esta não é prevista em seu acordo com o ora agravado, violando o art. 5°, incs. II, XXII e XXXVI, da Constituição Federal, e em conflito direto com o que o Brasil constitucional concebe como democracia republicana, ao criar uma nova regra sem passar sequer pelo Legislativo, mas ignorando a vontade compilada no contrato”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO uma ingerência inconstitucional sobre o contrato firmado entre as partes, quando o Judiciário impõe que a FUNCEF cumpra com a obrigação de restituir inteiramente as contribuições, sendo que esta não é prevista em seu acordo com o ora agravado, violando o art. 5°, incs. II, XXII e XXXVI, da Constituição Federal, e em conflito direto com o que o Brasil constitucional concebe como democracia republicana, ao criar uma nova regra sem passar sequer pelo Legislativo, mas ignorando a vontade compilada no contrato”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está fundamentado nos termos seguintes: “A Apelante (…) sustenta que a sua condenação para que efetue de imediato a restituição das contribuições prestadas pelo apelado, antes da extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal, contraria frontalmente a disposição regulamentar pertinente. Em que pesem os argumentos da apelante, entendo que os mesmos não merecem prosperar. A pretensão do apelado não se trata de qualquer pleito dotado de ilegalidade, sendo perfeitamente admissível, no ordenamento jurídico pátrio, a restituição dos valores pagos por ele à apelante, a título de contribuição para a previdência complementar. Tal procedimento não constitui prevalência dos interesses individuais do apelado em detrimento dos interesses daqueles que permanecem no plano, como quer fazer crer a apelante, uma vez que é direito do apelado se desligar do plano de previdência complementar, não estando o desligamento do recorrido vinculado à extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal. Cumpre ressaltar, também, que a apelante não fora sequer condenada à restituição dos rendimentos que auferiu enquanto gestora do fundo previdenciário do participante, devendo reembolsá-lo, tão somente, dos valores reais percebidos no transcorrer do pacto previdenciário. Muito embora a recorrente tenha liberdade para estabelecer os critérios na devolução das contribuições, não pode exercer esse direito de forma arbitrária e abusiva, criando regras para que as contribuições sejam restituídas sem o alcance da real desvalorização, sob pena de ensejar enriquecimento ilícito. A Lei nº 6.435/77, citada pela recorrente e que, à época, regulava as entidades de previdência provada fechada, previa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está fundamentado nos termos seguintes: “A Apelante (…) sustenta que a sua condenação para que efetue de imediato a restituição das contribuições prestadas pelo apelado, antes da extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal, contraria frontalmente a disposição regulamentar pertinente. Em que pesem os argumentos da apelante, entendo que os mesmos não merecem prosperar. A pretensão do apelado não se trata de qualquer pleito dotado de ilegalidade, sendo perfeitamente admissível, no ordenamento jurídico pátrio, a restituição dos valores pagos por ele à apelante, a título de contribuição para a previdência complementar. Tal procedimento não constitui prevalência dos interesses individuais do apelado em detrimento dos interesses daqueles que permanecem no plano, como quer fazer crer a apelante, uma vez que é direito do apelado se desligar do plano de previdência complementar, não estando o desligamento do recorrido vinculado à extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal. Cumpre ressaltar, também, que a apelante não fora sequer condenada à restituição dos rendimentos que auferiu enquanto gestora do fundo previdenciário do participante, devendo reembolsá-lo, tão somente, dos valores reais percebidos no transcorrer do pacto previdenciário. Muito embora a recorrente tenha liberdade para estabelecer os critérios na devolução das contribuições, não pode exercer esse direito de forma arbitrária e abusiva, criando regras para que as contribuições sejam restituídas sem o alcance da real desvalorização, sob pena de ensejar enriquecimento ilícito. A Lei nº 6.435/77, citada pela recorrente e que, à época, regulava as entidades de previdência provada fechada, previa Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO a devolução das contribuições nas hipóteses de afastamento voluntário do plano, sem que ocorresse qualquer restrição ou limitação a esse direito. (…) Assim, o resgate deve ser feito na integralidade das contribuições efetivadas pelo associado, conforme estabelecido na sentença. (…) Conforme já explicitado acima, as parcelas a serem restituídas devem ser corrigidas monetariamente e acrescidas de juros, como estabelecidos na sentença, sob pena de enriquecimento ilícito da apelante”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a matéria relativa à incidência de correção monetária na devolução de contribuições para planos de previdência complementar não tem repercussão geral: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (RE 582.504-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.10.2009). 4. A alegada afronta ao ato jurídico perfeito pela determinação de devolução das contribuições para o plano de previdência complementar também não pode ser apreciada no recurso extraordinário, pois o atendimento ao pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.435/1977 e Decreto n. 81.240/1978) e do contrato celebrado entre as partes. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO a devolução das contribuições nas hipóteses de afastamento voluntário do plano, sem que ocorresse qualquer restrição ou limitação a esse direito. (…) Assim, o resgate deve ser feito na integralidade das contribuições efetivadas pelo associado, conforme estabelecido na sentença. (…) Conforme já explicitado acima, as parcelas a serem restituídas devem ser corrigidas monetariamente e acrescidas de juros, como estabelecidos na sentença, sob pena de enriquecimento ilícito da apelante”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a matéria relativa à incidência de correção monetária na devolução de contribuições para planos de previdência complementar não tem repercussão geral: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (RE 582.504-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.10.2009). 4. A alegada afronta ao ato jurídico perfeito pela determinação de devolução das contribuições para o plano de previdência complementar também não pode ser apreciada no recurso extraordinário, pois o atendimento ao pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.435/1977 e Decreto n. 81.240/1978) e do contrato celebrado entre as partes. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. COMPATIBILIDADE DA PORTARIA Nº 1.160/1978 DO MPAS COM O DECRETO Nº 72.771/1973. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO DA LEGALIDADE. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a análise de cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 454/STF Situa-se no âmbito da legalidade, e não da constitucionalidade, discussão que envolve eventual extrapolação por parte de norma regulamentadora em face de comando legal regulamentado. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 728.013-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.10.2014). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DEVOLUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA/STF 454. 1. O debate acerca do resgate contribuições para plano de previdência privada que obedeça ao disposto em cláusula contratual ou estatutária não autoriza a interposição de recurso extraordinário ante a incidência da Súmula/STF 454 e a exigência de interpretação de norma infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (RE 587.803-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 28.11.2008). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. COMPATIBILIDADE DA PORTARIA Nº 1.160/1978 DO MPAS COM O DECRETO Nº 72.771/1973. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO DA LEGALIDADE. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/STF), bem como a análise de cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 454/STF Situa-se no âmbito da legalidade, e não da constitucionalidade, discussão que envolve eventual extrapolação por parte de norma regulamentadora em face de comando legal regulamentado. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 728.013-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.10.2014). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DEVOLUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA/STF 454. 1. O debate acerca do resgate contribuições para plano de previdência privada que obedeça ao disposto em cláusula contratual ou estatutária não autoriza a interposição de recurso extraordinário ante a incidência da Súmula/STF 454 e a exigência de interpretação de norma infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (RE 587.803-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 28.11.2008). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) : SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412418 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) : SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9487731
2015-09-15T00:00:00
2015-09-30T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. ÍNDICE APLICÁVEL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AFRONTA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur322377
- Acórdão(s) citado(s): (RESGATE, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, CORREÇÃO MONETÁRIA) RE 582504 RG. (SÚMULA 454) RE 587803 AgR (2ªT), AI 728013 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 08/10/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
896642
[ "LEG-FED LEI-006435 ANO-1977\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEC-081240 ANO-1978\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 896642 AgR
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AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) : SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. ÍNDICE APLICÁVEL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ALEGADA AFRONTA AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465975. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou à Agravante a restituição, ao Agravado, das contribuições vertidas para o plano de previdência complementar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Cumpre afastar o óbice da decisão agravada quanto ao prequestionamento, por ter sido a matéria objeto de oportuna impugnação. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para o provimento da pretensão da Agravante. 7. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 582.504, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo, pela natureza infraconstitucional da matéria: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 9.10.2009). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) :SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 14.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que determinou à Agravante a restituição, ao Agravado, das contribuições vertidas para o plano de previdência complementar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Cumpre afastar o óbice da decisão agravada quanto ao prequestionamento, por ter sido a matéria objeto de oportuna impugnação. A superação desse fundamento, todavia, não é suficiente para o provimento da pretensão da Agravante. 7. No julgamento do Recurso Extraordinário n. 582.504, Relator o Ministro Cezar Peluso, este Supremo Tribunal assentou inexistir repercussão geral na questão discutida neste processo, pela natureza infraconstitucional da matéria: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (DJe 9.10.2009). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 896642 AGR / GO Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 14.8.2015, Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega que “a decisão merece ser revisitada para corrigir a premissa equivocada de aplicabilidade do decidido nos autos do Recurso Extraordinário 582.504, pois este trata de matéria diversa da trazida nos presentes autos. O Em. Ministro Cezar Peluso sintetizou o conteúdo do Recurso Extraordinário 582.504 como sendo referente, apenas, ao índice de correção monetária a ser utilizada naquele caso, porém, o Recurso Extraordinário aqui agravado discute a possibilidade de, apesar do ato jurídico perfeito, representado pelo contrato entre as partes, o Recorrido violar o acordo, ao requerer o resgate de suas contribuições sem se desligar da Caixa Econômica Federal. Portanto, aqui se trata da proteção ao ato jurídico e não ao índice de correção aplicável”. Argumenta que “O contrato entre o ente de previdência complementar e o beneficiário é de tal importância que o constituinte o elevou à matéria constitucional, trazendo conceitos como o de necessária fonte de custeio, facultatividade, entre outros. Essa realidade constitucional, por si só, já faz admissível o Recurso Extraordinário, porém, mais do que isso, a repercussão geral, e consequente admissibilidade, é demonstrada pela abrangência da lide no mundo jurídico dos aposentados do país. (…) Além disso, no presente caso, ainda se tem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO Declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos nos quais suscitada a mesma questão constitucional devem ter o seguimento negado pelos respectivos relatores, conforme o § 1... do art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. I, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 14.8.2015, Fundação dos Economiários Federais – FUNCEF interpõe, em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega que “a decisão merece ser revisitada para corrigir a premissa equivocada de aplicabilidade do decidido nos autos do Recurso Extraordinário 582.504, pois este trata de matéria diversa da trazida nos presentes autos. O Em. Ministro Cezar Peluso sintetizou o conteúdo do Recurso Extraordinário 582.504 como sendo referente, apenas, ao índice de correção monetária a ser utilizada naquele caso, porém, o Recurso Extraordinário aqui agravado discute a possibilidade de, apesar do ato jurídico perfeito, representado pelo contrato entre as partes, o Recorrido violar o acordo, ao requerer o resgate de suas contribuições sem se desligar da Caixa Econômica Federal. Portanto, aqui se trata da proteção ao ato jurídico e não ao índice de correção aplicável”. Argumenta que “O contrato entre o ente de previdência complementar e o beneficiário é de tal importância que o constituinte o elevou à matéria constitucional, trazendo conceitos como o de necessária fonte de custeio, facultatividade, entre outros. Essa realidade constitucional, por si só, já faz admissível o Recurso Extraordinário, porém, mais do que isso, a repercussão geral, e consequente admissibilidade, é demonstrada pela abrangência da lide no mundo jurídico dos aposentados do país. (…) Além disso, no presente caso, ainda se tem 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 896642 AGR / GO uma ingerência inconstitucional sobre o contrato firmado entre as partes, quando o Judiciário impõe que a FUNCEF cumpra com a obrigação de restituir inteiramente as contribuições, sendo que esta não é prevista em seu acordo com o ora agravado, violando o art. 5..., incs. II, XXII e XXXVI, da Constituição Federal, e em conflito direto com o que o Brasil constitucional concebe como democracia republicana, ao criar uma nova regra sem passar sequer pelo Legislativo, mas ignorando a vontade compilada no contrato”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO uma ingerência inconstitucional sobre o contrato firmado entre as partes, quando o Judiciário impõe que a FUNCEF cumpra com a obrigação de restituir inteiramente as contribuições, sendo que esta não é prevista em seu acordo com o ora agravado, violando o art. 5..., incs. II, XXII e XXXVI, da Constituição Federal, e em conflito direto com o que o Brasil constitucional concebe como democracia republicana, ao criar uma nova regra sem passar sequer pelo Legislativo, mas ignorando a vontade compilada no contrato”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465976. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está fundamentado nos termos seguintes: “A Apelante (…) sustenta que a sua condenação para que efetue de imediato a restituição das contribuições prestadas pelo apelado, antes da extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal, contraria frontalmente a disposição regulamentar pertinente. Em que pesem os argumentos da apelante, entendo que os mesmos não merecem prosperar. A pretensão do apelado não se trata de qualquer pleito dotado de ilegalidade, sendo perfeitamente admissível, no ordenamento jurídico pátrio, a restituição dos valores pagos por ele à apelante, a título de contribuição para a previdência complementar. Tal procedimento não constitui prevalência dos interesses individuais do apelado em detrimento dos interesses daqueles que permanecem no plano, como quer fazer crer a apelante, uma vez que é direito do apelado se desligar do plano de previdência complementar, não estando o desligamento do recorrido vinculado à extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal. Cumpre ressaltar, também, que a apelante não fora sequer condenada à restituição dos rendimentos que auferiu enquanto gestora do fundo previdenciário do participante, devendo reembolsá-lo, tão somente, dos valores reais percebidos no transcorrer do pacto previdenciário. Muito embora a recorrente tenha liberdade para estabelecer os critérios na devolução das contribuições, não pode exercer esse direito de forma arbitrária e abusiva, criando regras para que as contribuições sejam restituídas sem o alcance da real desvalorização, sob pena de ensejar enriquecimento ilícito. A Lei n 6.435/77, citada pela recorrente e que, à época, regulava as entidades de previdência provada fechada, previa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de origem está fundamentado nos termos seguintes: “A Apelante (…) sustenta que a sua condenação para que efetue de imediato a restituição das contribuições prestadas pelo apelado, antes da extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal, contraria frontalmente a disposição regulamentar pertinente. Em que pesem os argumentos da apelante, entendo que os mesmos não merecem prosperar. A pretensão do apelado não se trata de qualquer pleito dotado de ilegalidade, sendo perfeitamente admissível, no ordenamento jurídico pátrio, a restituição dos valores pagos por ele à apelante, a título de contribuição para a previdência complementar. Tal procedimento não constitui prevalência dos interesses individuais do apelado em detrimento dos interesses daqueles que permanecem no plano, como quer fazer crer a apelante, uma vez que é direito do apelado se desligar do plano de previdência complementar, não estando o desligamento do recorrido vinculado à extinção de seu contrato de trabalho com a Caixa Econômica Federal. Cumpre ressaltar, também, que a apelante não fora sequer condenada à restituição dos rendimentos que auferiu enquanto gestora do fundo previdenciário do participante, devendo reembolsá-lo, tão somente, dos valores reais percebidos no transcorrer do pacto previdenciário. Muito embora a recorrente tenha liberdade para estabelecer os critérios na devolução das contribuições, não pode exercer esse direito de forma arbitrária e abusiva, criando regras para que as contribuições sejam restituídas sem o alcance da real desvalorização, sob pena de ensejar enriquecimento ilícito. A Lei n 6.435/77, citada pela recorrente e que, à época, regulava as entidades de previdência provada fechada, previa Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO a devolução das contribuições nas hipóteses de afastamento voluntário do plano, sem que ocorresse qualquer restrição ou limitação a esse direito. (…) Assim, o resgate deve ser feito na integralidade das contribuições efetivadas pelo associado, conforme estabelecido na sentença. (…) Conforme já explicitado acima, as parcelas a serem restituídas devem ser corrigidas monetariamente e acrescidas de juros, como estabelecidos na sentença, sob pena de enriquecimento ilícito da apelante”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a matéria relativa à incidência de correção monetária na devolução de contribuições para planos de previdência complementar não tem repercussão geral: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 582.504-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.10.2009). 4. A alegada afronta ao ato jurídico perfeito pela determinação de devolução das contribuições para o plano de previdência complementar também não pode ser apreciada no recurso extraordinário, pois o atendimento ao pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.435/1977 e Decreto n. 81.240/1978) e do contrato celebrado entre as partes. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO a devolução das contribuições nas hipóteses de afastamento voluntário do plano, sem que ocorresse qualquer restrição ou limitação a esse direito. (…) Assim, o resgate deve ser feito na integralidade das contribuições efetivadas pelo associado, conforme estabelecido na sentença. (…) Conforme já explicitado acima, as parcelas a serem restituídas devem ser corrigidas monetariamente e acrescidas de juros, como estabelecidos na sentença, sob pena de enriquecimento ilícito da apelante”. 3. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a matéria relativa à incidência de correção monetária na devolução de contribuições para planos de previdência complementar não tem repercussão geral: “RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Plano de previdência privada. Resgate das contribuições. Índices de correção. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão de resgate de contribuição de plano de previdência privada, versa sobre matéria infraconstitucional” (Recurso Extraordinário 582.504-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.10.2009). 4. A alegada afronta ao ato jurídico perfeito pela determinação de devolução das contribuições para o plano de previdência complementar também não pode ser apreciada no recurso extraordinário, pois o atendimento ao pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei n. 6.435/1977 e Decreto n. 81.240/1978) e do contrato celebrado entre as partes. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 454 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. RESGATE DE CONTRIBUIÇÕES. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REAPRECIAÇÃO DOS FATOS E DO MATERIAL PROBATÓRIO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. COMPATIBILIDADE DA PORTARIA n 1.160/1978 DO MPAS COM O DECRETO n 72.771/1973. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO DA LEGALIDADE. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise de cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal Situa-se no âmbito da legalidade, e não da constitucionalidade, discussão que envolve eventual extrapolação por parte de norma regulamentadora em face de comando legal regulamentado. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 728.013-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.10.2014). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DEVOLUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA/Supremo Tribunal Federal 454. 1. O debate acerca do resgate contribuições para plano de previdência privada que obedeça ao disposto em cláusula contratual ou estatutária não autoriza a interposição de recurso extraordinário ante a incidência da Súmula/Supremo Tribunal Federal 454 e a exigência de interpretação de norma infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 587.803-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 28.11.2008). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO CONSTANTE DOS AUTOS. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. COMPATIBILIDADE DA PORTARIA n 1.160/1978 DO MPAS COM O DECRETO n 72.771/1973. QUESTÃO RESTRITA AO ÂMBITO DA LEGALIDADE. O recurso extraordinário é inadmissível, tendo em vista que, para chegar a conclusão diversa do acórdão recorrido, necessária seria a análise da legislação infraconstitucional pertinente e uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), bem como a análise de cláusulas do contrato firmado entre as partes demandantes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal Situa-se no âmbito da legalidade, e não da constitucionalidade, discussão que envolve eventual extrapolação por parte de norma regulamentadora em face de comando legal regulamentado. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 728.013-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 28.10.2014). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDÊNCIA PRIVADA. DEVOLUÇÃO DE CONTRIBUIÇÕES. CORREÇÃO MONETÁRIA. OFENSA REFLEXA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA/Supremo Tribunal Federal 454. 1. O debate acerca do resgate contribuições para plano de previdência privada que obedeça ao disposto em cláusula contratual ou estatutária não autoriza a interposição de recurso extraordinário ante a incidência da Súmula/Supremo Tribunal Federal 454 e a exigência de interpretação de norma infraconstitucional. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 587.803-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 28.11.2008). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 896642 AGR / GO 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Supremo Tribunal Federal ARE 896642 AGR / GO 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9465977. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) : SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412418 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 896.642 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ARI FRANCO ROMEIRO ALVES QUEIROZ ADV.(A/S) : SÉRGIO DE ARAÚJO LOPES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário n . 582 . 504", "Recurso Extraordinário n . 582 . 504", "ARE 896642 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 582 . 504", "Recurso Extraordinário 582 . 504", "ARE 896642 AGR /", "Recurso Extraordinário 582 . 504", "Recurso Extraordinário 582 . 504", "ARE", "ARE 896642 AGR", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896642 AGR / GO", "Recurso Extraordinário 582 . 504 - RG", "Súmula n . 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896642 AGR", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 728 . 013 - AgR", "Recurso Extraordinário 587 . 803 - AgR", "ARE 896642", "SÚMULAS 279", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 728 . 013 - AgR", "Súmula", "Recurso Extraordinário 587 . 803 - AgR", "ARE 896642 AGR /", "ARE 896642 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . I , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II , XXII e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . II , XXII e XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Lei n 6 . 435 / 77", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 6 . 435 / 77", "Medida Provisória n 2 . 200", "Lei n . 6 . 435 / 1977", "Decreto n . 81 . 240 / 1978", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 6", ".", "435", "/", "1977", "Decreto n . 81 . 240 / 1978", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA n 1 . 160 / 1978", "DECRETO n 72 . 771 / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA n 1 . 160 / 1978", "DECRETO n 72 . 771 / 1973", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Fundação dos Economiários Federais", "FUNCEF", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Fundação dos Economiários Federais", "FUNCEF", "Tribunal de Justiça de Goiás", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fundação dos Economiários Federais", "FUNCEF", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fundação dos Economiários Federais", "FUNCEF", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "FUNCEF", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", 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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS E M E N T A: CADERNETAS DE POUPANÇA – PAGAMENTO DA DIFERENÇA DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS DE JUNHO/87 E DE JANEIRO/89 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA (PROJUST) – SENTENÇA COLETIVA GENÉRICA, QUE A JULGOU PROCEDENTE, ESTENDENDO A SUA EFICÁCIA “A TODOS OS POUPADORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA”, MESMO ÀQUELES QUE NÃO SÃO ASSOCIADOS DE REFERIDA ENTIDADE – CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – SUPERVENIÊNCIA, NO ENTANTO, DE JULGAMENTO EMANADO DO PLENÁRIO VIRTUAL DESTA SUPREMA CORTE (ARE 901.963- -RG/SC, REL. MIN. TEORI ZAVASCKI), QUE ENTENDEU DESTITUÍDO DE REPERCUSSÃO GERAL LITÍGIO IDÊNTICO AO VERSADO NA PRESENTE CAUSA, POR TRATAR-SE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A repercussão geral, como pré-requisito de admissibilidade do apelo extremo, supõe a existência de litígio constitucional impregnado de transcendência econômica, política, social ou jurídica, assim declarada pelo Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A), de tal modo que, negada a sua existência em causa anterior, tornar-se-á insuscetível de conhecimento qualquer outro recurso extraordinário que veicule igual controvérsia, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 905429 AGR / SC significar, portanto, que a decisão que proclamar inexistente a repercussão geral valerá “para todos os recursos sobre questão idêntica” (RISTF, art. 326, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007). Precedentes: RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX (Pleno); ARE 904.731- -AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC significar, portanto, que a decisão que proclamar inexistente a repercussão geral valerá “para todos os recursos sobre questão idêntica” (RISTF, art. 326, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007). Precedentes: RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX (Pleno); ARE 904.731- -AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário deduzido pela Caixa Econômica Federal. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do apelo extremo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502034. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário deduzido pela Caixa Econômica Federal. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do apelo extremo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente. Com efeito, a Caixa Econômica Federal, ao deduzir o recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o texto da Constituição da República, ao decidir que o precedente firmado no RE 573.232/SC não abrange nem se estende à sentença genérica proferida em sede de ação civil coletiva ajuizada por entidade associativa (PROJUST), em virtude de o “decisum” achar-se protegido pela autoridade da coisa julgada, considerado o que se contém na parte dispositiva do ato sentencial em questão, alcançando, por isso mesmo, todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, não se limitando, em consequência, aos respectivos associados. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, não há como dar trânsito ao recurso extraordinário, eis que a parte agravante, na realidade, busca rescindir, de maneira absolutamente imprópria, o acórdão confirmatório da sentença proferida nos autos da ACP nº 2003.72.00.004511-8 (2ª Vara Federal de Florianópolis/SC), visando a um indevido reexame de questão já resolvida em decisão impregnada da autoridade da coisa julgada em sentido material. Na verdade, o que a Caixa Econômica Federal realmente pretende é desconsiderar a “res judicata” quando objetiva alterar o que a sentença genérica fez consignar em seu dispositivo, assegurando a “todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989”, o direito ao pagamento da diferença dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente. Com efeito, a Caixa Econômica Federal, ao deduzir o recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o texto da Constituição da República, ao decidir que o precedente firmado no RE 573.232/SC não abrange nem se estende à sentença genérica proferida em sede de ação civil coletiva ajuizada por entidade associativa (PROJUST), em virtude de o “decisum” achar-se protegido pela autoridade da coisa julgada, considerado o que se contém na parte dispositiva do ato sentencial em questão, alcançando, por isso mesmo, todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, não se limitando, em consequência, aos respectivos associados. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, não há como dar trânsito ao recurso extraordinário, eis que a parte agravante, na realidade, busca rescindir, de maneira absolutamente imprópria, o acórdão confirmatório da sentença proferida nos autos da ACP nº 2003.72.00.004511-8 (2ª Vara Federal de Florianópolis/SC), visando a um indevido reexame de questão já resolvida em decisão impregnada da autoridade da coisa julgada em sentido material. Na verdade, o que a Caixa Econômica Federal realmente pretende é desconsiderar a “res judicata” quando objetiva alterar o que a sentença genérica fez consignar em seu dispositivo, assegurando a “todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989”, o direito ao pagamento da diferença dos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC expurgos inflacionários concernentes aos depósitos mantidos em caderneta de poupança. Não custa enfatizar que a orientação jurisprudencial que prevaleceu no Plenário desta Suprema Corte quanto ao Tema nº 82 na sistemática da Repercussão Geral em nada aproveita à parte recorrente, eis que o ato sentencial proferido na ação civil coletiva de que resultou o título exequendo, examinado, precisamente, em razão do que se contém em sua parte dispositiva, apresenta-se revestido, no caso ora em exame, da autoridade da coisa julgada, o que o torna insuscetível de reforma, tal como corretamente assinalou o acórdão objeto do recurso extraordinário em questão. Disso resulta o significativo relevo que assume, na resolução do litígio, o conteúdo veiculado no dispositivo da sentença, pois é nele que o magistrado resolve as questões que as partes lhe submeteram (CPC, art. 458, III). É por isso que a coisa julgada em sentido material alcança a parte dispositiva, tal como esta Suprema Corte tem enfatizado: “A coisa julgada em sentido material restringe-se à parte dispositiva do ato sentencial ou àqueles pontos que, substancialmente, hajam sido objeto de provimento jurisdicional, quer de acolhimento, quer de rejeição do pedido” (RTJ 133/1311, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Não constitui demasia rememorar, no ponto, por oportuno, que a motivação da sentença acha-se excluída dos limites objetivos da coisa julgada material (RSTJ 90/199, Rel. Min. EDUARDO RIBEIRO – RSTJ 92/180, Rel. Min. NILSON NAVES, v.g.), pois – insista-se – “A coisa julgada incide apenas sobre o dispositivo propriamente dito da sentença, não sobre seus motivos ou sobre questão prejudicial, salvante, quanto a esta, a propositura de ação declaratória incidental” (RSTJ 140/405, Rel. Min. BARROS MONTEIRO – grifei). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC expurgos inflacionários concernentes aos depósitos mantidos em caderneta de poupança. Não custa enfatizar que a orientação jurisprudencial que prevaleceu no Plenário desta Suprema Corte quanto ao Tema nº 82 na sistemática da Repercussão Geral em nada aproveita à parte recorrente, eis que o ato sentencial proferido na ação civil coletiva de que resultou o título exequendo, examinado, precisamente, em razão do que se contém em sua parte dispositiva, apresenta-se revestido, no caso ora em exame, da autoridade da coisa julgada, o que o torna insuscetível de reforma, tal como corretamente assinalou o acórdão objeto do recurso extraordinário em questão. Disso resulta o significativo relevo que assume, na resolução do litígio, o conteúdo veiculado no dispositivo da sentença, pois é nele que o magistrado resolve as questões que as partes lhe submeteram (CPC, art. 458, III). É por isso que a coisa julgada em sentido material alcança a parte dispositiva, tal como esta Suprema Corte tem enfatizado: “A coisa julgada em sentido material restringe-se à parte dispositiva do ato sentencial ou àqueles pontos que, substancialmente, hajam sido objeto de provimento jurisdicional, quer de acolhimento, quer de rejeição do pedido” (RTJ 133/1311, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Não constitui demasia rememorar, no ponto, por oportuno, que a motivação da sentença acha-se excluída dos limites objetivos da coisa julgada material (RSTJ 90/199, Rel. Min. EDUARDO RIBEIRO – RSTJ 92/180, Rel. Min. NILSON NAVES, v.g.), pois – insista-se – “A coisa julgada incide apenas sobre o dispositivo propriamente dito da sentença, não sobre seus motivos ou sobre questão prejudicial, salvante, quanto a esta, a propositura de ação declaratória incidental” (RSTJ 140/405, Rel. Min. BARROS MONTEIRO – grifei). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC Daí a advertência dos Tribunais, cuja jurisprudência (RT 796/267) – apoiada no ensinamento da doutrina (NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”, p. 873, itens ns. 1 e 2, 14ª ed., 2014, RT, v.g.) – assim se tem pronunciado: “PROCESSUAL CIVIL. TRANSAÇÃO. COISA JULGADA MATERIAL. ‘OBITER DICTUM’. 1. O art. 469, I, do CPC é categórico ao preconizar que não fazem coisa julgada ‘os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença’, de forma que apenas o dispositivo é recoberto pela intangibilidade prevista no art. 467 do CPC. …................................................................................................... 3. No caso vertente, os motivos sobejaram a expressa decisão contida no dispositivo, e, nesse caso, a ambigüidade há de ser solucionada em favor deste último, o qual deve prevalecer em prejuízo da fundamentação. 4. Argumento de caráter narrativo que não constitui pressuposto lógico para atingir-se o provimento inserto no dispositivo consubstancia-se em verdadeiro ‘obiter dictum’, mera ponderação realizada pelo julgador, que não se reveste do manto da coisa julgada. (…).” (REsp 968.384/RJ, Rel. Min. CASTRO MEIRA – grifei) Há que se ter presente, desse modo, a parte dispositiva da sentença proferida na já mencionada ação civil pública (e mantida pelo E. TRF/4ª Região), cujo teor é o seguinte: “III – DISPOSITIVO Ante o exposto, (a) rejeito as preliminares, (b) afasto a argüição prescrição qüinqüenal, (c) acolho os pedidos e extingo o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC Daí a advertência dos Tribunais, cuja jurisprudência (RT 796/267) – apoiada no ensinamento da doutrina (NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”, p. 873, itens ns. 1 e 2, 14ª ed., 2014, RT, v.g.) – assim se tem pronunciado: “PROCESSUAL CIVIL. TRANSAÇÃO. COISA JULGADA MATERIAL. ‘OBITER DICTUM’. 1. O art. 469, I, do CPC é categórico ao preconizar que não fazem coisa julgada ‘os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença’, de forma que apenas o dispositivo é recoberto pela intangibilidade prevista no art. 467 do CPC. …................................................................................................... 3. No caso vertente, os motivos sobejaram a expressa decisão contida no dispositivo, e, nesse caso, a ambigüidade há de ser solucionada em favor deste último, o qual deve prevalecer em prejuízo da fundamentação. 4. Argumento de caráter narrativo que não constitui pressuposto lógico para atingir-se o provimento inserto no dispositivo consubstancia-se em verdadeiro ‘obiter dictum’, mera ponderação realizada pelo julgador, que não se reveste do manto da coisa julgada. (…).” (REsp 968.384/RJ, Rel. Min. CASTRO MEIRA – grifei) Há que se ter presente, desse modo, a parte dispositiva da sentença proferida na já mencionada ação civil pública (e mantida pelo E. TRF/4ª Região), cujo teor é o seguinte: “III – DISPOSITIVO Ante o exposto, (a) rejeito as preliminares, (b) afasto a argüição prescrição qüinqüenal, (c) acolho os pedidos e extingo o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC processo com julgamento do mérito, a teor do art. 269, I, do CPC. Por conseguinte: ‘1) condeno a Caixa Econômica Federal a reajustar os depósitos mantidos em caderneta de poupança por todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989, pelos percentuais de: – 26,06% referente à diferença entre a correção paga com base na LBC e a que deveria ser aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.6.1987, inclusive; e – 42,72% concernente à diferença entre a correção efetivamente paga pela LFT e que deveria ter sido aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.1.1989, inclusive; 2) condeno também a caixa Econômica Federal, a pagar aos mesmos poupadores, as diferenças verificadas de acordo com os índices de correção referidos no item anterior, sobre as quais incidem os juros compensatórios da poupança (0,5% ao mês), desde a data em as respectivas diferenças eram devidas, e mais os juros moratórios de 0,5% ao mês, estes contados da citação neste processo.’ (…).” (grifei) Cabe insistir, de outro lado, na asserção de que a superveniência de julgamento plenário do Supremo Tribunal Federal em sede de fiscalização normativa abstrata, quer declarando a inconstitucionalidade, quer reconhecendo a constitucionalidade de determinado diploma normativo, quer, ainda, decidindo certa controvérsia jurídica com observância da sistemática da repercussão geral (CPC, art. 543-B), não se qualifica, por si só, como fator de invalidação da sentença proferida em momento anterior, pois indispensável, em tal caso, a utilização, pela parte interessada, do sistema recursal ou, em caso de trânsito em julgado, o ajuizamento, no prazo decadencial de 02 (dois) anos, da pertinente ação rescisória. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC processo com julgamento do mérito, a teor do art. 269, I, do CPC. Por conseguinte: ‘1) condeno a Caixa Econômica Federal a reajustar os depósitos mantidos em caderneta de poupança por todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989, pelos percentuais de: – 26,06% referente à diferença entre a correção paga com base na LBC e a que deveria ser aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.6.1987, inclusive; e – 42,72% concernente à diferença entre a correção efetivamente paga pela LFT e que deveria ter sido aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.1.1989, inclusive; 2) condeno também a caixa Econômica Federal, a pagar aos mesmos poupadores, as diferenças verificadas de acordo com os índices de correção referidos no item anterior, sobre as quais incidem os juros compensatórios da poupança (0,5% ao mês), desde a data em as respectivas diferenças eram devidas, e mais os juros moratórios de 0,5% ao mês, estes contados da citação neste processo.’ (…).” (grifei) Cabe insistir, de outro lado, na asserção de que a superveniência de julgamento plenário do Supremo Tribunal Federal em sede de fiscalização normativa abstrata, quer declarando a inconstitucionalidade, quer reconhecendo a constitucionalidade de determinado diploma normativo, quer, ainda, decidindo certa controvérsia jurídica com observância da sistemática da repercussão geral (CPC, art. 543-B), não se qualifica, por si só, como fator de invalidação da sentença proferida em momento anterior, pois indispensável, em tal caso, a utilização, pela parte interessada, do sistema recursal ou, em caso de trânsito em julgado, o ajuizamento, no prazo decadencial de 02 (dois) anos, da pertinente ação rescisória. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC Não custa rememorar, por relevante, que a sentença genérica, em sede de ação civil coletiva, foi proferida, no contexto ora em exame, em 05/08/2005, com trânsito em julgado consumado em 08/10/2012, ou seja, em momento que precedeu ao julgamento plenário do RE 573.232/SC, ocorrido em 14/05/2014. Vê-se, daí, que a pretensão recursal deduzida pela Caixa Econômica Federal conflita com diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte Suprema, inclusive por seu Egrégio Plenário: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE PRECEITO NORMATIVO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EFICÁCIA NORMATIVA E EFICÁCIA EXECUTIVA DA DECISÃO: DISTINÇÕES. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS AUTOMÁTICOS SOBRE AS SENTENÇAS JUDICIAIS ANTERIORMENTE PROFERIDAS EM SENTIDO CONTRÁRIO. INDISPENSABILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OU PROPOSITURA DE AÇÃO RESCISÓRIA PARA SUA REFORMA OU DESFAZIMENTO. 1. A sentença do Supremo Tribunal Federal que afirma a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo gera, no plano do ordenamento jurídico, a consequência (= eficácia normativa) de manter ou excluir a referida norma do sistema de direito. 2. Dessa sentença decorre também o efeito vinculante, consistente em atribuir ao julgado uma qualificada força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos administrativos ou judiciais (= eficácia executiva ou instrumental), que, para viabilizar-se, tem como instrumento próprio, embora não único, o da reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Carta Constitucional. 3. A eficácia executiva, por decorrer da sentença (e não da vigência da norma examinada), tem como termo inicial a data da publicação do acórdão do Supremo no Diário Oficial (art. 28 da Lei 9.868/1999). É, consequentemente, eficácia que atinge atos administrativos e decisões judiciais supervenientes a essa publicação, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC Não custa rememorar, por relevante, que a sentença genérica, em sede de ação civil coletiva, foi proferida, no contexto ora em exame, em 05/08/2005, com trânsito em julgado consumado em 08/10/2012, ou seja, em momento que precedeu ao julgamento plenário do RE 573.232/SC, ocorrido em 14/05/2014. Vê-se, daí, que a pretensão recursal deduzida pela Caixa Econômica Federal conflita com diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte Suprema, inclusive por seu Egrégio Plenário: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE PRECEITO NORMATIVO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EFICÁCIA NORMATIVA E EFICÁCIA EXECUTIVA DA DECISÃO: DISTINÇÕES. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS AUTOMÁTICOS SOBRE AS SENTENÇAS JUDICIAIS ANTERIORMENTE PROFERIDAS EM SENTIDO CONTRÁRIO. INDISPENSABILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OU PROPOSITURA DE AÇÃO RESCISÓRIA PARA SUA REFORMA OU DESFAZIMENTO. 1. A sentença do Supremo Tribunal Federal que afirma a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo gera, no plano do ordenamento jurídico, a consequência (= eficácia normativa) de manter ou excluir a referida norma do sistema de direito. 2. Dessa sentença decorre também o efeito vinculante, consistente em atribuir ao julgado uma qualificada força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos administrativos ou judiciais (= eficácia executiva ou instrumental), que, para viabilizar-se, tem como instrumento próprio, embora não único, o da reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Carta Constitucional. 3. A eficácia executiva, por decorrer da sentença (e não da vigência da norma examinada), tem como termo inicial a data da publicação do acórdão do Supremo no Diário Oficial (art. 28 da Lei 9.868/1999). É, consequentemente, eficácia que atinge atos administrativos e decisões judiciais supervenientes a essa publicação, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC não os pretéritos, ainda que formados com suporte em norma posteriormente declarada inconstitucional. 4. Afirma-se, portanto, como tese de repercussão geral, que a decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores que tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do CPC, observado o respectivo prazo decadencial (CPC, art. 495). Ressalva-se desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. 5. No caso, mais de dois anos se passaram entre o trânsito em julgado da sentença no caso concreto reconhecendo, incidentalmente, a constitucionalidade do artigo 9º da Medida Provisória 2.164-41 (que acrescentou o artigo 29-C na Lei 8.036/90) e a superveniente decisão do STF que, em controle concentrado, declarou a inconstitucionalidade daquele preceito normativo, a significar, portanto, que aquela sentença é insuscetível de rescisão. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 730.462/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “– A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade. – A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal, declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado como fundamento do título judicial questionado, ainda que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC não os pretéritos, ainda que formados com suporte em norma posteriormente declarada inconstitucional. 4. Afirma-se, portanto, como tese de repercussão geral, que a decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores que tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do CPC, observado o respectivo prazo decadencial (CPC, art. 495). Ressalva-se desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. 5. No caso, mais de dois anos se passaram entre o trânsito em julgado da sentença no caso concreto reconhecendo, incidentalmente, a constitucionalidade do artigo 9º da Medida Provisória 2.164-41 (que acrescentou o artigo 29-C na Lei 8.036/90) e a superveniente decisão do STF que, em controle concentrado, declarou a inconstitucionalidade daquele preceito normativo, a significar, portanto, que aquela sentença é insuscetível de rescisão. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (RE 730.462/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “– A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade. – A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal, declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado como fundamento do título judicial questionado, ainda que 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC impregnada de eficácia ‘ex tunc’ – como sucede, ordinariamente, com os julgamentos proferidos em sede de fiscalização concentrada (RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) –, não se revela apta, só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes. (…).” (RE 592.912-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Torna-se importante destacar, neste ponto, tal como fiz consignar em referidos julgamentos, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, objetivam criar situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed., 2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC impregnada de eficácia ‘ex tunc’ – como sucede, ordinariamente, com os julgamentos proferidos em sede de fiscalização concentrada (RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) –, não se revela apta, só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes. (…).” (RE 592.912-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Torna-se importante destacar, neste ponto, tal como fiz consignar em referidos julgamentos, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, objetivam criar situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51ª ed., 2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada, consoante adverte, em preciso magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora). Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do CPC, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que a parte poderia opor (…) à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada, consoante adverte, em preciso magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora). Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do CPC, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que a parte poderia opor (…) à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado”, p. 709, 10ª ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora). Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal vem proclamando, já há quatro (4) décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51ª ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11ª ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21ª ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2ª ed., 2000, Millennium Editora). Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal vem proclamando, já há quatro (4) décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado pretender-se o reconhecimento da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença transitada em julgado fundamentou-se em interpretação diversa 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (RE 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado pretender-se o reconhecimento da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença transitada em julgado fundamentou-se em interpretação diversa 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC daquela que esta Suprema Corte, em momento posterior (como no caso), veio a firmar. É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória), desde que utilizada esta, no entanto, pelo interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, que se revela insuscetível de modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da própria lei em que baseado o título judicial exequendo (ou veiculador de interpretação divergente), como observa JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: o entendimento desta Corte firmado a propósito de determinada questão constitucional no âmbito da sistemática de repercussão geral, veiculador de interpretação da Carta Política em sentido diverso daquele adotado por Tribunal de jurisdição inferior (como ocorre na espécie, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC daquela que esta Suprema Corte, em momento posterior (como no caso), veio a firmar. É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória), desde que utilizada esta, no entanto, pelo interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, que se revela insuscetível de modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da própria lei em que baseado o título judicial exequendo (ou veiculador de interpretação divergente), como observa JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2ª ed./2ª tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: o entendimento desta Corte firmado a propósito de determinada questão constitucional no âmbito da sistemática de repercussão geral, veiculador de interpretação da Carta Política em sentido diverso daquele adotado por Tribunal de jurisdição inferior (como ocorre na espécie, 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC tendo em vista o RE 573.232/SC), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte. Cabe destacar, no entanto, a ocorrência, na espécie, de situação impregnada de relevo processual, pois, em momento posterior ao da decisão ora agravada, o E. Plenário Virtual desta Suprema Corte, apreciando a existência, ou não, de controvérsia alegadamente revestida de transcendência e observando o procedimento a que se refere o art. 543-A do CPC, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 901.963-RG/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI (em tudo idêntica à matéria versada na presente causa), por tratar-se de litígio referente a tema de índole infraconstitucional. O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza, também por esse fundamento, o recurso extraordinário que a Caixa Econômica Federal interpôs na presente causa. Em situação como a que ora se registra neste processo, o Supremo Tribunal Federal tem recusado o apelo extremo, precisamente em razão de a controvérsia jurídica nele suscitada não se qualificar como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, portanto, em causa anterior (ARE 901.963-RG/SC), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio que ora se renova nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário em questão, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, em razão de o Plenário Virtual haver qualificado a matéria deduzida nos autos como controvérsia jurídica de perfil infraconstitucional, o que basta, por si só, para afastar a possibilidade 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC tendo em vista o RE 573.232/SC), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte. Cabe destacar, no entanto, a ocorrência, na espécie, de situação impregnada de relevo processual, pois, em momento posterior ao da decisão ora agravada, o E. Plenário Virtual desta Suprema Corte, apreciando a existência, ou não, de controvérsia alegadamente revestida de transcendência e observando o procedimento a que se refere o art. 543-A do CPC, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 901.963-RG/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI (em tudo idêntica à matéria versada na presente causa), por tratar-se de litígio referente a tema de índole infraconstitucional. O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, inviabiliza, também por esse fundamento, o recurso extraordinário que a Caixa Econômica Federal interpôs na presente causa. Em situação como a que ora se registra neste processo, o Supremo Tribunal Federal tem recusado o apelo extremo, precisamente em razão de a controvérsia jurídica nele suscitada não se qualificar como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, portanto, em causa anterior (ARE 901.963-RG/SC), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio que ora se renova nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário em questão, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, em razão de o Plenário Virtual haver qualificado a matéria deduzida nos autos como controvérsia jurídica de perfil infraconstitucional, o que basta, por si só, para afastar a possibilidade 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC processual de reconhecer-se configurada a presença de tema revestido de repercussão geral. Cumpre destacar, finalmente, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, que veicula regra no sentido de que a decisão que proclama inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 901.963-RG/SC, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade, na espécie, do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC processual de reconhecer-se configurada a presença de tema revestido de repercussão geral. Cumpre destacar, finalmente, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007, que veicula regra no sentido de que a decisão que proclama inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 901.963-RG/SC, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade, na espécie, do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARGARETH ROOS ADV.(A/S) : DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412650 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARGARETH ROOS ADV.(A/S) : DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412650 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9533710
2015-09-15T00:00:00
2015-10-07T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: CADERNETAS DE POUPANÇA – PAGAMENTO DA DIFERENÇA DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS DE JUNHO/87 E DE JANEIRO/89 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA (PROJUST) – SENTENÇA COLETIVA GENÉRICA, QUE A JULGOU PROCEDENTE, ESTENDENDO A SUA EFICÁCIA “A TODOS OS POUPADORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA”, MESMO ÀQUELES QUE NÃO SÃO ASSOCIADOS DE REFERIDA ENTIDADE – CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – SUPERVENIÊNCIA, NO ENTANTO, DE JULGAMENTO EMANADO DO PLENÁRIO VIRTUAL DESTA SUPREMA CORTE (ARE 901.963- -RG/SC, REL. MIN. TEORI ZAVASCKI), QUE ENTENDEU DESTITUÍDO DE REPERCUSSÃO GERAL LITÍGIO IDÊNTICO AO VERSADO NA PRESENTE CAUSA, POR TRATAR-SE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A repercussão geral, como pré-requisito de admissibilidade do apelo extremo, supõe a existência de litígio constitucional impregnado de transcendência econômica, política, social ou jurídica, assim declarada pelo Supremo Tribunal Federal (CPC, art. 543-A), de tal modo que, negada a sua existência em causa anterior, tornar-se-á insuscetível de conhecimento qualquer outro recurso extraordinário que veicule igual controvérsia, a significar, portanto, que a decisão que proclamar inexistente a repercussão geral valerá “para todos os recursos sobre questão idêntica” (RISTF, art. 326, na redação dada pela Emenda Regimental nº 21/2007). Precedentes: RE 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX (Pleno); ARE 904.731- -AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g..
sjur323336
- Acórdão(s) citado(s): (EFEITO, INEXISTÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL) RE 659109 RG-ED (TP), ARE 904731 AgR (2ªT). (ALCANCE, COISA JULGADA MATERIAL) RTJ 133/1311 (RE 117060), RSTJ 90/199, RSTJ 92/180, RSTJ 140/405, RT 796/267. (DESCONSTITUIÇÃO, COISA JULGADA INCONSTITUCIONAL) RE 592912 AgR (2ªT), RE 730462 (TP), RMS 17976 (3ªT). (EMBARGOS À EXECUÇÃO, SENTENÇA, FUNDAMENTO, LEI INCONSTITUCIONAL) RE 86056 (1ªT). (LIMITES DA COISA JULGADA) ARE 901963 RG. (LEGITIMIDADE ATIVA, EXECUÇÃO DE SENTENÇA, AÇÃO COLETIVA, AJUIZAMENTO, ENTIDADE ASSOCIATIVA) RE 573232 (TP). Número de páginas: 17. Análise: 29/10/2015, AMS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
905429
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00458 INC-00003 ART-00474 ART-0543A\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00322 REDAÇÃO DADA PELA EMR-21/2007\n ART-00326 REDAÇÃO DADA PELA EMR-21/2007\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\n EMENDA REGIMENTAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 905429 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARGARETH ROOS ADV.(A/S) : DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS
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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS E M E N T A: CADERNETAS DE POUPANÇA – PAGAMENTO DA DIFERENÇA DOS EXPURGOS INFLACIONÁRIOS DE JUNHO/87 E DE JANEIRO/89 – AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA POR ENTIDADE ASSOCIATIVA (PROJUST) – SENTENÇA COLETIVA GENÉRICA, QUE A JULGOU PROCEDENTE, ESTENDENDO A SUA EFICÁCIA “A TODOS OS POUPADORES DO ESTADO DE SANTA CATARINA”, MESMO ÀQUELES QUE NÃO SÃO ASSOCIADOS DE REFERIDA ENTIDADE – CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO – COISA JULGADA EM SENTIDO MATERIAL – INDISCUTIBILIDADE, IMUTABILIDADE E COERCIBILIDADE: ATRIBUTOS ESPECIAIS QUE QUALIFICAM OS EFEITOS RESULTANTES DO COMANDO SENTENCIAL – SUPERVENIÊNCIA, NO ENTANTO, DE JULGAMENTO EMANADO DO PLENÁRIO VIRTUAL DESTA SUPREMA CORTE (ARE 901.963- -RG/SC, REL. MIN. TEORI ZAVASCKI), QUE ENTENDEU DESTITUÍDO DE REPERCUSSÃO GERAL LITÍGIO IDÊNTICO AO VERSADO NA PRESENTE CAUSA, POR TRATAR-SE DE MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A repercussão geral, como pré-requisito de admissibilidade do apelo extremo, supõe a existência de litígio constitucional impregnado de transcendência econômica, política, social ou jurídica, assim declarada pelo Supremo Tribunal Federal (Código de Processo Civil, art. 543-A), de tal modo que, negada a sua existência em causa anterior, tornar-se-á insuscetível de conhecimento qualquer outro recurso extraordinário que veicule igual controvérsia, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 905429 AGR / SC significar, portanto, que a decisão que proclamar inexistente a repercussão geral valerá “para todos os recursos sobre questão idêntica” (RISTF, art. 326, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007). Precedentes: Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX (Pleno); ARE 904.731- -AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC significar, portanto, que a decisão que proclamar inexistente a repercussão geral valerá “para todos os recursos sobre questão idêntica” (RISTF, art. 326, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007). Precedentes: Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX (Pleno); ARE 904.731- -AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502033. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário deduzido pela Caixa Econômica Federal. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do apelo extremo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502034. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARGARETH ROOS ADV.(A/S) :DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário deduzido pela Caixa Econômica Federal. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do apelo extremo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502034. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente. Com efeito, a Caixa Econômica Federal, ao deduzir o recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o texto da Constituição da República, ao decidir que o precedente firmado no Recurso Extraordinário 573.232/SC não abrange nem se estende à sentença genérica proferida em sede de ação civil coletiva ajuizada por entidade associativa (PROJUST), em virtude de o “decisum” achar-se protegido pela autoridade da coisa julgada, considerado o que se contém na parte dispositiva do ato sentencial em questão, alcançando, por isso mesmo, todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, não se limitando, em consequência, aos respectivos associados. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, não há como dar trânsito ao recurso extraordinário, eis que a parte agravante, na realidade, busca rescindir, de maneira absolutamente imprópria, o acórdão confirmatório da sentença proferida nos autos da ACP n 2003.72.00.004511-8 (2... Vara Federal de Florianópolis/SC), visando a um indevido reexame de questão já resolvida em decisão impregnada da autoridade da coisa julgada em sentido material. Na verdade, o que a Caixa Econômica Federal realmente pretende é desconsiderar a “res judicata” quando objetiva alterar o que a sentença genérica fez consignar em seu dispositivo, assegurando a “todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989”, o direito ao pagamento da diferença dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente. Com efeito, a Caixa Econômica Federal, ao deduzir o recurso extraordinário, sustentou que o Tribunal “a quo” teria transgredido o texto da Constituição da República, ao decidir que o precedente firmado no Recurso Extraordinário 573.232/SC não abrange nem se estende à sentença genérica proferida em sede de ação civil coletiva ajuizada por entidade associativa (PROJUST), em virtude de o “decisum” achar-se protegido pela autoridade da coisa julgada, considerado o que se contém na parte dispositiva do ato sentencial em questão, alcançando, por isso mesmo, todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, não se limitando, em consequência, aos respectivos associados. Tal como ressaltado na decisão ora agravada, não há como dar trânsito ao recurso extraordinário, eis que a parte agravante, na realidade, busca rescindir, de maneira absolutamente imprópria, o acórdão confirmatório da sentença proferida nos autos da ACP n 2003.72.00.004511-8 (2... Vara Federal de Florianópolis/SC), visando a um indevido reexame de questão já resolvida em decisão impregnada da autoridade da coisa julgada em sentido material. Na verdade, o que a Caixa Econômica Federal realmente pretende é desconsiderar a “res judicata” quando objetiva alterar o que a sentença genérica fez consignar em seu dispositivo, assegurando a “todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989”, o direito ao pagamento da diferença dos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC expurgos inflacionários concernentes aos depósitos mantidos em caderneta de poupança. Não custa enfatizar que a orientação jurisprudencial que prevaleceu no Plenário desta Suprema Corte quanto ao Tema n 82 na sistemática da Repercussão Geral em nada aproveita à parte recorrente, eis que o ato sentencial proferido na ação civil coletiva de que resultou o título exequendo, examinado, precisamente, em razão do que se contém em sua parte dispositiva, apresenta-se revestido, no caso ora em exame, da autoridade da coisa julgada, o que o torna insuscetível de reforma, tal como corretamente assinalou o acórdão objeto do recurso extraordinário em questão. Disso resulta o significativo relevo que assume, na resolução do litígio, o conteúdo veiculado no dispositivo da sentença, pois é nele que o magistrado resolve as questões que as partes lhe submeteram (Código de Processo Civil, art. 458, III). É por isso que a coisa julgada em sentido material alcança a parte dispositiva, tal como esta Suprema Corte tem enfatizado: “A coisa julgada em sentido material restringe-se à parte dispositiva do ato sentencial ou àqueles pontos que, substancialmente, hajam sido objeto de provimento jurisdicional, quer de acolhimento, quer de rejeição do pedido” (RTJ 133/1311, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Não constitui demasia rememorar, no ponto, por oportuno, que a motivação da sentença acha-se excluída dos limites objetivos da coisa julgada material (RSTJ 90/199, Rel. Min. EDUARDO RIBEIRO – RSTJ 92/180, Rel. Min. NILSON NAVES, v.g.), pois – insista-se – “A coisa julgada incide apenas sobre o dispositivo propriamente dito da sentença, não sobre seus motivos ou sobre questão prejudicial, salvante, quanto a esta, a propositura de ação declaratória incidental” (RSTJ 140/405, Rel. Min. BARROS MONTEIRO – grifei). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC expurgos inflacionários concernentes aos depósitos mantidos em caderneta de poupança. Não custa enfatizar que a orientação jurisprudencial que prevaleceu no Plenário desta Suprema Corte quanto ao Tema n 82 na sistemática da Repercussão Geral em nada aproveita à parte recorrente, eis que o ato sentencial proferido na ação civil coletiva de que resultou o título exequendo, examinado, precisamente, em razão do que se contém em sua parte dispositiva, apresenta-se revestido, no caso ora em exame, da autoridade da coisa julgada, o que o torna insuscetível de reforma, tal como corretamente assinalou o acórdão objeto do recurso extraordinário em questão. Disso resulta o significativo relevo que assume, na resolução do litígio, o conteúdo veiculado no dispositivo da sentença, pois é nele que o magistrado resolve as questões que as partes lhe submeteram (Código de Processo Civil, art. 458, III). É por isso que a coisa julgada em sentido material alcança a parte dispositiva, tal como esta Suprema Corte tem enfatizado: “A coisa julgada em sentido material restringe-se à parte dispositiva do ato sentencial ou àqueles pontos que, substancialmente, hajam sido objeto de provimento jurisdicional, quer de acolhimento, quer de rejeição do pedido” (RTJ 133/1311, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Não constitui demasia rememorar, no ponto, por oportuno, que a motivação da sentença acha-se excluída dos limites objetivos da coisa julgada material (RSTJ 90/199, Rel. Min. EDUARDO RIBEIRO – RSTJ 92/180, Rel. Min. NILSON NAVES, v.g.), pois – insista-se – “A coisa julgada incide apenas sobre o dispositivo propriamente dito da sentença, não sobre seus motivos ou sobre questão prejudicial, salvante, quanto a esta, a propositura de ação declaratória incidental” (RSTJ 140/405, Rel. Min. BARROS MONTEIRO – grifei). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC Daí a advertência dos Tribunais, cuja jurisprudência (RT 796/267) – apoiada no ensinamento da doutrina (NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”, p. 873, itens ns. 1 e 2, 14... ed., 2014, RT, v.g.) – assim se tem pronunciado: “PROCESSUAL CIVIL. TRANSAÇÃO. COISA JULGADA MATERIAL. ‘OBITER DICTUM’. 1. O art. 469, I, do Código de Processo Civil é categórico ao preconizar que não fazem coisa julgada ‘os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença’, de forma que apenas o dispositivo é recoberto pela intangibilidade prevista no art. 467 do Código de Processo Civil. …................................................................................................... 3. No caso vertente, os motivos sobejaram a expressa decisão contida no dispositivo, e, nesse caso, a ambigüidade há de ser solucionada em favor deste último, o qual deve prevalecer em prejuízo da fundamentação. 4. Argumento de caráter narrativo que não constitui pressuposto lógico para atingir-se o provimento inserto no dispositivo consubstancia-se em verdadeiro ‘obiter dictum’, mera ponderação realizada pelo julgador, que não se reveste do manto da coisa julgada. (…).” (REsp 968.384/RJ, Rel. Min. CASTRO MEIRA – grifei) Há que se ter presente, desse modo, a parte dispositiva da sentença proferida na já mencionada ação civil pública (e mantida pelo E. TRF/4... Região), cujo teor é o seguinte: “III – DISPOSITIVO Ante o exposto, (a) rejeito as preliminares, (b) afasto a argüição prescrição qüinqüenal, (c) acolho os pedidos e extingo o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC Daí a advertência dos Tribunais, cuja jurisprudência (RT 796/267) – apoiada no ensinamento da doutrina (NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA DE ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado e Legislação Extravagante”, p. 873, itens ns. 1 e 2, 14... ed., 2014, RT, v.g.) – assim se tem pronunciado: “PROCESSUAL CIVIL. TRANSAÇÃO. COISA JULGADA MATERIAL. ‘OBITER DICTUM’. 1. O art. 469, I, do Código de Processo Civil é categórico ao preconizar que não fazem coisa julgada ‘os motivos, ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença’, de forma que apenas o dispositivo é recoberto pela intangibilidade prevista no art. 467 do Código de Processo Civil. …................................................................................................... 3. No caso vertente, os motivos sobejaram a expressa decisão contida no dispositivo, e, nesse caso, a ambigüidade há de ser solucionada em favor deste último, o qual deve prevalecer em prejuízo da fundamentação. 4. Argumento de caráter narrativo que não constitui pressuposto lógico para atingir-se o provimento inserto no dispositivo consubstancia-se em verdadeiro ‘obiter dictum’, mera ponderação realizada pelo julgador, que não se reveste do manto da coisa julgada. (…).” (REsp 968.384/RJ, Rel. Min. CASTRO MEIRA – grifei) Há que se ter presente, desse modo, a parte dispositiva da sentença proferida na já mencionada ação civil pública (e mantida pelo E. TRF/4... Região), cujo teor é o seguinte: “III – DISPOSITIVO Ante o exposto, (a) rejeito as preliminares, (b) afasto a argüição prescrição qüinqüenal, (c) acolho os pedidos e extingo o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC processo com julgamento do mérito, a teor do art. 269, I, do Código de Processo Civil. Por conseguinte: ‘1) condeno a Caixa Econômica Federal a reajustar os depósitos mantidos em caderneta de poupança por todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989, pelos percentuais de: – 26,06% referente à diferença entre a correção paga com base na LBC e a que deveria ser aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.6.1987, inclusive; e – 42,72% concernente à diferença entre a correção efetivamente paga pela LFT e que deveria ter sido aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.1.1989, inclusive; 2) condeno também a caixa Econômica Federal, a pagar aos mesmos poupadores, as diferenças verificadas de acordo com os índices de correção referidos no item anterior, sobre as quais incidem os juros compensatórios da poupança (0,5% ao mês), desde a data em as respectivas diferenças eram devidas, e mais os juros moratórios de 0,5% ao mês, estes contados da citação neste processo.’ (…).” (grifei) Cabe insistir, de outro lado, na asserção de que a superveniência de julgamento plenário do Supremo Tribunal Federal em sede de fiscalização normativa abstrata, quer declarando a inconstitucionalidade, quer reconhecendo a constitucionalidade de determinado diploma normativo, quer, ainda, decidindo certa controvérsia jurídica com observância da sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 543-B), não se qualifica, por si só, como fator de invalidação da sentença proferida em momento anterior, pois indispensável, em tal caso, a utilização, pela parte interessada, do sistema recursal ou, em caso de trânsito em julgado, o ajuizamento, no prazo decadencial de 02 (dois) anos, da pertinente ação rescisória. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC processo com julgamento do mérito, a teor do art. 269, I, do Código de Processo Civil. Por conseguinte: ‘1) condeno a Caixa Econômica Federal a reajustar os depósitos mantidos em caderneta de poupança por todos os poupadores do Estado de Santa Catarina, que tinham depósitos anteriores a 15.06.87 e/ou a 15.1.1989, pelos percentuais de: – 26,06% referente à diferença entre a correção paga com base na LBC e a que deveria ser aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.6.1987, inclusive; e – 42,72% concernente à diferença entre a correção efetivamente paga pela LFT e que deveria ter sido aplicada (IPC), para todas as cadernetas de poupança iniciadas ou com aniversário até 15.1.1989, inclusive; 2) condeno também a caixa Econômica Federal, a pagar aos mesmos poupadores, as diferenças verificadas de acordo com os índices de correção referidos no item anterior, sobre as quais incidem os juros compensatórios da poupança (0,5% ao mês), desde a data em as respectivas diferenças eram devidas, e mais os juros moratórios de 0,5% ao mês, estes contados da citação neste processo.’ (…).” (grifei) Cabe insistir, de outro lado, na asserção de que a superveniência de julgamento plenário do Supremo Tribunal Federal em sede de fiscalização normativa abstrata, quer declarando a inconstitucionalidade, quer reconhecendo a constitucionalidade de determinado diploma normativo, quer, ainda, decidindo certa controvérsia jurídica com observância da sistemática da repercussão geral (Código de Processo Civil, art. 543-B), não se qualifica, por si só, como fator de invalidação da sentença proferida em momento anterior, pois indispensável, em tal caso, a utilização, pela parte interessada, do sistema recursal ou, em caso de trânsito em julgado, o ajuizamento, no prazo decadencial de 02 (dois) anos, da pertinente ação rescisória. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC Não custa rememorar, por relevante, que a sentença genérica, em sede de ação civil coletiva, foi proferida, no contexto ora em exame, em 05/08/2005, com trânsito em julgado consumado em 08/10/2012, ou seja, em momento que precedeu ao julgamento plenário do Recurso Extraordinário 573.232/SC, ocorrido em 14/05/2014. Vê-se, daí, que a pretensão recursal deduzida pela Caixa Econômica Federal conflita com diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte Suprema, inclusive por seu Egrégio Plenário: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE PRECEITO NORMATIVO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EFICÁCIA NORMATIVA E EFICÁCIA EXECUTIVA DA DECISÃO: DISTINÇÕES. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS AUTOMÁTICOS SOBRE AS SENTENÇAS JUDICIAIS ANTERIORMENTE PROFERIDAS EM SENTIDO CONTRÁRIO. INDISPENSABILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OU PROPOSITURA DE AÇÃO RESCISÓRIA PARA SUA REFORMA OU DESFAZIMENTO. 1. A sentença do Supremo Tribunal Federal que afirma a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo gera, no plano do ordenamento jurídico, a consequência (= eficácia normativa) de manter ou excluir a referida norma do sistema de direito. 2. Dessa sentença decorre também o efeito vinculante, consistente em atribuir ao julgado uma qualificada força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos administrativos ou judiciais (= eficácia executiva ou instrumental), que, para viabilizar-se, tem como instrumento próprio, embora não único, o da reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Carta Constitucional. 3. A eficácia executiva, por decorrer da sentença (e não da vigência da norma examinada), tem como termo inicial a data da publicação do acórdão do Supremo no Diário Oficial (art. 28 da Lei 9.868/1999). É, consequentemente, eficácia que atinge atos administrativos e decisões judiciais supervenientes a essa publicação, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC Não custa rememorar, por relevante, que a sentença genérica, em sede de ação civil coletiva, foi proferida, no contexto ora em exame, em 05/08/2005, com trânsito em julgado consumado em 08/10/2012, ou seja, em momento que precedeu ao julgamento plenário do Recurso Extraordinário 573.232/SC, ocorrido em 14/05/2014. Vê-se, daí, que a pretensão recursal deduzida pela Caixa Econômica Federal conflita com diretriz jurisprudencial firmada por esta Corte Suprema, inclusive por seu Egrégio Plenário: “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE PRECEITO NORMATIVO PELO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EFICÁCIA NORMATIVA E EFICÁCIA EXECUTIVA DA DECISÃO: DISTINÇÕES. INEXISTÊNCIA DE EFEITOS AUTOMÁTICOS SOBRE AS SENTENÇAS JUDICIAIS ANTERIORMENTE PROFERIDAS EM SENTIDO CONTRÁRIO. INDISPENSABILIDADE DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO OU PROPOSITURA DE AÇÃO RESCISÓRIA PARA SUA REFORMA OU DESFAZIMENTO. 1. A sentença do Supremo Tribunal Federal que afirma a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo gera, no plano do ordenamento jurídico, a consequência (= eficácia normativa) de manter ou excluir a referida norma do sistema de direito. 2. Dessa sentença decorre também o efeito vinculante, consistente em atribuir ao julgado uma qualificada força impositiva e obrigatória em relação a supervenientes atos administrativos ou judiciais (= eficácia executiva ou instrumental), que, para viabilizar-se, tem como instrumento próprio, embora não único, o da reclamação prevista no art. 102, I, ‘l’, da Carta Constitucional. 3. A eficácia executiva, por decorrer da sentença (e não da vigência da norma examinada), tem como termo inicial a data da publicação do acórdão do Supremo no Diário Oficial (art. 28 da Lei 9.868/1999). É, consequentemente, eficácia que atinge atos administrativos e decisões judiciais supervenientes a essa publicação, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC não os pretéritos, ainda que formados com suporte em norma posteriormente declarada inconstitucional. 4. Afirma-se, portanto, como tese de repercussão geral, que a decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores que tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do Código de Processo Civil, observado o respectivo prazo decadencial (Código de Processo Civil, art. 495). Ressalva-se desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. 5. No caso, mais de dois anos se passaram entre o trânsito em julgado da sentença no caso concreto reconhecendo, incidentalmente, a constitucionalidade do artigo 9... da Medida Provisória 2.164-41 (que acrescentou o artigo 29-C na Lei 8.036/90) e a superveniente decisão do Supremo Tribunal Federal que, em controle concentrado, declarou a inconstitucionalidade daquele preceito normativo, a significar, portanto, que aquela sentença é insuscetível de rescisão. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 730.462/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “– A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade. – A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal, declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado como fundamento do título judicial questionado, ainda que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC não os pretéritos, ainda que formados com suporte em norma posteriormente declarada inconstitucional. 4. Afirma-se, portanto, como tese de repercussão geral, que a decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade de preceito normativo não produz a automática reforma ou rescisão das sentenças anteriores que tenham adotado entendimento diferente; para que tal ocorra, será indispensável a interposição do recurso próprio ou, se for o caso, a propositura da ação rescisória própria, nos termos do art. 485, V, do Código de Processo Civil, observado o respectivo prazo decadencial (Código de Processo Civil, art. 495). Ressalva-se desse entendimento, quanto à indispensabilidade da ação rescisória, a questão relacionada à execução de efeitos futuros da sentença proferida em caso concreto sobre relações jurídicas de trato continuado. 5. No caso, mais de dois anos se passaram entre o trânsito em julgado da sentença no caso concreto reconhecendo, incidentalmente, a constitucionalidade do artigo 9... da Medida Provisória 2.164-41 (que acrescentou o artigo 29-C na Lei 8.036/90) e a superveniente decisão do Supremo Tribunal Federal que, em controle concentrado, declarou a inconstitucionalidade daquele preceito normativo, a significar, portanto, que aquela sentença é insuscetível de rescisão. 6. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 730.462/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – grifei) “– A sentença de mérito transitada em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória) que haja sido proposta na fluência do prazo decadencial previsto em lei, pois, com o exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível de ulterior modificação, ainda que o ato sentencial encontre fundamento em legislação que, em momento posterior, tenha sido declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, quer em sede de controle abstrato, quer no âmbito de fiscalização incidental de constitucionalidade. – A superveniência de decisão do Supremo Tribunal Federal, declaratória de inconstitucionalidade de diploma normativo utilizado como fundamento do título judicial questionado, ainda que 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC impregnada de eficácia ‘ex tunc’ – como sucede, ordinariamente, com os julgamentos proferidos em sede de fiscalização concentrada (RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) –, não se revela apta, só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes. (…).” (Recurso Extraordinário 592.912-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Torna-se importante destacar, neste ponto, tal como fiz consignar em referidos julgamentos, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, objetivam criar situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed., 2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC impregnada de eficácia ‘ex tunc’ – como sucede, ordinariamente, com os julgamentos proferidos em sede de fiscalização concentrada (RTJ 87/758 – RTJ 164/506-509 – RTJ 201/765) –, não se revela apta, só por si, a desconstituir a autoridade da coisa julgada, que traduz, em nosso sistema jurídico, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, ‘in abstracto’, da Suprema Corte. Doutrina. Precedentes. (…).” (Recurso Extraordinário 592.912-AgR/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Torna-se importante destacar, neste ponto, tal como fiz consignar em referidos julgamentos, o alto significado de que se reveste, em nosso sistema jurídico, o instituto da “res judicata”, que constitui atributo específico da jurisdição e que se projeta na dupla qualidade que tipifica os efeitos emergentes do ato sentencial: a imutabilidade, de um lado, e a coercibilidade, de outro. Esses atributos que caracterizam a coisa julgada em sentido material, notadamente a imutabilidade dos efeitos inerentes ao comando sentencial, objetivam criar situação de certeza, de estabilidade e de segurança para as relações jurídicas. É por essa razão que HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/539-540, item n. 509, 51... ed., 2010, Forense), discorrendo sobre o fundamento da autoridade da coisa julgada, esclarece que o legislador, ao instituir a “res judicata”, objetivou atender, tão somente, “uma exigência de ordem prática (...), de não mais permitir que se volte a discutir acerca das questões já soberanamente decididas pelo Poder Judiciário”, expressando, desse modo, a verdadeira razão de ser do instituto em questão: preocupação em garantir a segurança nas relações jurídicas e em preservar a paz no convívio social. Mostra-se tão intensa a intangibilidade da coisa julgada que nem mesmo lei posterior – que haja alterado (ou, até mesmo, revogado) prescrições normativas que tenham sido aplicadas, jurisdicionalmente, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada, consoante adverte, em preciso magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora). Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que a parte poderia opor (…) à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC na resolução do litígio – tem o poder de afetar ou de desconstituir a autoridade da coisa julgada, consoante adverte, em preciso magistério, JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/329, item n. 687, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora). Não custa enfatizar, de outro lado, na perspectiva da eficácia preclusiva da “res judicata”, que, mesmo em sede de execução, não mais se justifica a renovação do litígio que foi objeto de resolução no processo de conhecimento, especialmente quando a decisão que apreciou a controvérsia apresenta-se revestida da autoridade da coisa julgada, hipótese em que, nos termos do art. 474 do Código de Processo Civil, “reputar-se-ão deduzidas e repelidas todas as alegações e defesas que a parte poderia opor (…) à rejeição do pedido” (grifei). Cabe ter presente, neste ponto, a advertência da doutrina (NELSON NERY JUNIOR/ROSA MARIA ANDRADE NERY, “Código de Processo Civil Comentado”, p. 709, 10... ed., 2007, RT), cujo magistério – em lição plenamente aplicável ao caso ora em exame – assim analisa o princípio do “tantum judicatum quantum disputatum vel disputari debebat”: “Transitada em julgado a sentença de mérito, as partes ficam impossibilitadas de alegar qualquer outra questão relacionada com a lide sobre a qual pesa a autoridade da coisa julgada. A norma reputa repelidas todas as alegações que as partes poderiam ter feito na petição inicial e contestação a respeito da lide e não o fizeram. Isto quer significar que não se admite a propositura de nova demanda para rediscutir a lide, com base em novas alegações.” (grifei) Esse entendimento – que sustenta a extensão da autoridade da coisa julgada em sentido material tanto ao que foi efetivamente arguido quanto ao que poderia ter sido alegado, mas não o foi, desde que, porém, tais alegações e defesas se contenham no objeto do processo – também encontra apoio no magistério doutrinário de outros eminentes autores, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora). Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal vem proclamando, já há quatro (4) décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC tais como HUMBERTO THEODORO JÚNIOR (“Curso de Direito Processual Civil”, vol. I/550-553, itens ns. 516/516-a, 51... ed., 2010, Forense), VICENTE GRECO FILHO (“Direito Processual Civil Brasileiro”, vol. 2/267, item n. 57.2, 11... ed., 1996, Saraiva), MOACYR AMARAL SANTOS (“Primeiras Linhas de Direito Processual Civil”, vol. 3/56, item n. 754, 21... ed., 2003, Saraiva), EGAS MONIZ DE ARAGÃO (“Sentença e Coisa Julgada”, p. 324/328, itens ns. 224/227, 1992, Aide) e JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/332, item n. 689, 2... ed., 2000, Millennium Editora). Lapidar, sob tal aspecto, a autorizadíssima lição de ENRICO TULLIO LIEBMAN (“Eficácia e Autoridade da Sentença”, p. 52/53, item n. 16, nota de rodapé, tradução de Alfredo Buzaid/Benvindo Aires, 1945, Forense), que, ao referir-se ao tema dos limites objetivos da coisa julgada, acentua que esta abrange “tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser”: “(…) se uma questão pudesse ser discutida no processo, mas de fato não o foi, também a ela se estende, não obstante, a coisa julgada, no sentido de que aquela questão não poderia ser utilizada para negar ou contestar o resultado a que se chegou naquele processo. Por exemplo, o réu não opôs uma série de deduções defensivas que teria podido opor, e foi condenado. Não poderá ele valer-se daquelas deduções para contestar a coisa julgada. A finalidade prática do instituto exige que a coisa julgada permaneça firme, embora a discussão das questões relevantes tenha sido eventualmente incompleta; absorve ela, desse modo, necessariamente, tanto as questões que foram discutidas como as que o poderiam ser.” (grifei) Cabe ter presente, neste ponto, o que a própria jurisprudência do Supremo Tribunal Federal vem proclamando, já há quatro (4) décadas, a respeito da invulnerabilidade da coisa julgada em sentido material, enfatizando, em tom de grave advertência, que sentenças transitadas em julgado, ainda que inconstitucionais, somente poderão ser invalidadas 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado pretender-se o reconhecimento da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença transitada em julgado fundamentou-se em interpretação diversa 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC mediante utilização de meio instrumental adequado, que é, no domínio processual civil, a ação rescisória. Com efeito, esta Suprema Corte, já em 1968, no julgamento do RMS 17.976/SP, Rel. Min. AMARAL SANTOS (RTJ 55/744), proferiu decisão na qual reconheceu a impossibilidade jurídico-processual de válida desconstituição da autoridade da coisa julgada, mesmo na hipótese de a sentença transitada em julgado haver resolvido o litígio com fundamento em lei declarada inconstitucional: “A suspensão da vigência da lei por inconstitucionalidade torna sem efeito todos os atos praticados sob o império da lei inconstitucional. Contudo, a nulidade da decisão judicial transitada em julgado só pode ser declarada por via de ação rescisória, sendo impróprio o mandado de segurança (…).” (grifei) Posteriormente, em 1977, o Supremo Tribunal Federal, reafirmando essa corretíssima orientação jurisprudencial, fez consignar a inadmissibilidade de embargos à execução naqueles casos em que a sentença passada em julgado apoiou-se, para compor a lide, em lei posteriormente declarada inconstitucional por esta Corte Suprema: “Recurso Extraordinário. Embargos à execução de sentença porque baseada, a decisão trânsita em julgado, em lei posteriormente declarada inconstitucional. A declaração da nulidade da sentença somente é possível via da ação rescisória. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. (…).” (Recurso Extraordinário 86.056/SP, Rel. Min. RODRIGUES ALCKMIN – grifei) Vê-se, a partir das considerações que venho de expor, que não se revela processualmente ortodoxo nem juridicamente adequado pretender-se o reconhecimento da inexigibilidade de título judicial, sob pretexto de que a sentença transitada em julgado fundamentou-se em interpretação diversa 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC daquela que esta Suprema Corte, em momento posterior (como no caso), veio a firmar. É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória), desde que utilizada esta, no entanto, pelo interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, que se revela insuscetível de modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da própria lei em que baseado o título judicial exequendo (ou veiculador de interpretação divergente), como observa JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: o entendimento desta Corte firmado a propósito de determinada questão constitucional no âmbito da sistemática de repercussão geral, veiculador de interpretação da Carta Política em sentido diverso daquele adotado por Tribunal de jurisdição inferior (como ocorre na espécie, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC daquela que esta Suprema Corte, em momento posterior (como no caso), veio a firmar. É que, em ocorrendo tal situação, a sentença de mérito tornada irrecorrível em face do trânsito em julgado só pode ser desconstituída mediante ajuizamento de uma específica ação autônoma de impugnação (ação rescisória), desde que utilizada esta, no entanto, pelo interessado, no prazo decadencial definido em lei, pois, esgotado referido lapso temporal, estar-se-á diante da coisa soberanamente julgada, que se revela insuscetível de modificação ulterior, ainda que haja sobrevindo julgamento do Supremo Tribunal Federal declaratório de inconstitucionalidade da própria lei em que baseado o título judicial exequendo (ou veiculador de interpretação divergente), como observa JOSÉ FREDERICO MARQUES (“Manual de Direito Processual Civil”, vol. III/344, item n. 698, 2... ed./2... tir., 2000, Millennium Editora): “Passando em julgado a sentença ou acórdão, há um julgamento com força de lei entre as partes, a que estas se encontram vinculadas imutavelmente. Permitido está, no entanto, que se ataque a ‘res iudicata’ (…), principalmente através de ação rescisória. (…). Esse prazo é de decadência e seu ‘dies a quo’ se situa na data em que ocorreu a ‘res iudicata’ formal. (…). Decorrido o biênio sem a propositura da rescisória, há coisa ‘soberanamente’ julgada, o que também se verifica depois de transitada em julgado decisão declarando improcedente a rescisória.” (grifei) Em suma: o entendimento desta Corte firmado a propósito de determinada questão constitucional no âmbito da sistemática de repercussão geral, veiculador de interpretação da Carta Política em sentido diverso daquele adotado por Tribunal de jurisdição inferior (como ocorre na espécie, 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC tendo em vista o Recurso Extraordinário 573.232/SC), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte. Cabe destacar, no entanto, a ocorrência, na espécie, de situação impregnada de relevo processual, pois, em momento posterior ao da decisão ora agravada, o E. Plenário Virtual desta Suprema Corte, apreciando a existência, ou não, de controvérsia alegadamente revestida de transcendência e observando o procedimento a que se refere o art. 543-A do Código de Processo Civil, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 901.963-RG/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI (em tudo idêntica à matéria versada na presente causa), por tratar-se de litígio referente a tema de índole infraconstitucional. O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza, também por esse fundamento, o recurso extraordinário que a Caixa Econômica Federal interpôs na presente causa. Em situação como a que ora se registra neste processo, o Supremo Tribunal Federal tem recusado o apelo extremo, precisamente em razão de a controvérsia jurídica nele suscitada não se qualificar como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, portanto, em causa anterior (ARE 901.963-RG/SC), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio que ora se renova nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário em questão, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, em razão de o Plenário Virtual haver qualificado a matéria deduzida nos autos como controvérsia jurídica de perfil infraconstitucional, o que basta, por si só, para afastar a possibilidade 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC tendo em vista o Recurso Extraordinário 573.232/SC), detém-se ante a autoridade da coisa julgada, que traduz, nesse contexto, limite insuperável à força retroativa resultante dos pronunciamentos que emanam, “in abstracto”, da Suprema Corte. Cabe destacar, no entanto, a ocorrência, na espécie, de situação impregnada de relevo processual, pois, em momento posterior ao da decisão ora agravada, o E. Plenário Virtual desta Suprema Corte, apreciando a existência, ou não, de controvérsia alegadamente revestida de transcendência e observando o procedimento a que se refere o art. 543-A do Código de Processo Civil, entendeu destituída de repercussão geral a questão suscitada no ARE 901.963-RG/SC, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI (em tudo idêntica à matéria versada na presente causa), por tratar-se de litígio referente a tema de índole infraconstitucional. O não atendimento desse pré-requisito de admissibilidade recursal, considerado o que dispõe o art. 322 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, inviabiliza, também por esse fundamento, o recurso extraordinário que a Caixa Econômica Federal interpôs na presente causa. Em situação como a que ora se registra neste processo, o Supremo Tribunal Federal tem recusado o apelo extremo, precisamente em razão de a controvérsia jurídica nele suscitada não se qualificar como tema revestido de repercussão geral. A rejeição, portanto, em causa anterior (ARE 901.963-RG/SC), do pretendido reconhecimento da existência de repercussão geral referente ao mesmo litígio que ora se renova nesta sede recursal impede que se conheça do recurso extraordinário em questão, mesmo porque a repercussão geral supõe, necessariamente, apelo extremo cognoscível, situação de todo inocorrente no caso, em razão de o Plenário Virtual haver qualificado a matéria deduzida nos autos como controvérsia jurídica de perfil infraconstitucional, o que basta, por si só, para afastar a possibilidade 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 905429 AGR / SC processual de reconhecer-se configurada a presença de tema revestido de repercussão geral. Cumpre destacar, finalmente, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, que veicula regra no sentido de que a decisão que proclama inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 901.963-RG/SC, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade, na espécie, do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Supremo Tribunal Federal ARE 905429 AGR / SC processual de reconhecer-se configurada a presença de tema revestido de repercussão geral. Cumpre destacar, finalmente, o que dispõe o art. 326 do RISTF, na redação dada pela Emenda Regimental n 21/2007, que veicula regra no sentido de que a decisão que proclama inexistente a repercussão geral, como aquela proferida no ARE 901.963-RG/SC, a que anteriormente aludi (em tudo aplicável ao presente caso), vale “para todos os recursos sobre questão idêntica”, tal como tem advertido o Plenário desta Corte Suprema (Recurso Extraordinário 659.109-RG-ED/BA, Rel. Min. LUIZ FUX), motivo pelo qual se mostra evidente a inadmissibilidade, na espécie, do recurso extraordinário em causa. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo. É o meu voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9502035. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARGARETH ROOS ADV.(A/S) : DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412650 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.429 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : CLÓVIS KONFLANZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARGARETH ROOS ADV.(A/S) : DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412650 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 901 . 963 - - RG / SC", "ARE 905429 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 659 . 109 - RG - ED / BA", "ARE 904 . 731 - - AgR / SC", "ARE 905429 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 659 . 109 - RG - ED / BA", "ARE 904 . 731 - - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 573 . 232 /", "ACP n 2003 . 72 . 00 . 004511 - 8", "ACP n 2003 . 72 . 00 . 004511 - 8", "ARE 905429 AGR / SC", "RTJ 133 / 1311", "RSTJ 90 / 199", "RSTJ 92 / 180", "RSTJ 140 / 405", "ARE 905429 AGR / SC", "RTJ 133 / 1311", "RSTJ 90 / 199", "RSTJ 92 / 180", "RSTJ 140 / 405", "ARE 905429 AGR / SC", "RT 796 / 267", "REsp 968 . 384 / RJ", "ARE 905429 AGR / SC", "RT 796 / 267", "REsp 968 . 384 / RJ", "ARE 905429 AGR / SC", "ARE 905429 AGR / SC", "ARE 905429", "Recurso Extraordinário 573 . 232 / SC", "ARE 905429 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 573 . 232 / SC", "Recurso Extraordinário 730 . 462 / SP", "ARE 905429 AGR", "Recurso Extraordinário 730 . 462 / SP", "ARE 905429 AGR / SC", "RTJ 87 / 758", "RTJ 164 / 506 - 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Vara Federal de Florianópolis / SC", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Caixa Econômica Federal", "2", ".", ".", ".", "Vara Federal de Florianópolis / SC", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário desta Suprema Corte", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "E", ".", "TRF", "/", "4", ".", ". . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "E", ".", "TRF", "/", "4", ".", ". . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Caixa Econômica Federal", "caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Caixa Econômica Federal", "caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "Caixa Econômica Federal", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Caixa Econômica Federal", "Plenário", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Forense", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Millennium Editora", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Millennium Editora", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SC", "Forense", "Saraiva", "Saraiva", "Aide", "Millennium Editora", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Forense", "Saraiva", "Saraiva", "Millennium Editora", "Forense", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Millennium Editora", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Suprema Corte", "Plenário Virtual desta Suprema Corte", "Caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Plenário Virtual desta Suprema Corte", "Caixa Econômica Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SC", "Plenário desta Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial dos Estados Membros", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA", "Internacional", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial dos Estados Membros", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "CLÓVIS KONFLANZ", "MARGARETH ROOS", "DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLÓVIS KONFLANZ", "MARGARETH ROOS", "DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CLÓVIS KONFLANZ", "MARGARETH ROOS", "DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO RIBEIRO", "NILSON NAVES", "BARROS MONTEIRO", "CELSO DE MELLO", "EDUARDO RIBEIRO", "NILSON NAVES", "BARROS MONTEIRO", "CELSO DE MELLO", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "CASTRO", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA DE ANDRADE NERY", "CASTRO MEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "ROSA MARIA ANDRADE NERY", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "NELSON NERY JUNIOR", "ROSA MARIA ANDRADE NERY", "CELSO DE MELLO", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "VICENTE GRECO FILHO", "MOACYR AMARAL SANTOS", "EGAS MONIZ DE ARAGÃO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "Alfredo Buzaid /", "Benvindo Aires", "HUMBERTO THEODORO JÚNIOR", "VICENTE GRECO FILHO", "MOACYR AMARAL SANTOS", "EGAS MONIZ DE ARAGÃO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "ENRICO TULLIO LIEBMAN", "Alfredo Buzaid", "Benvindo Aires", "CELSO DE MELLO", "AMARAL SANTOS", "RODRIGUES ALCKMIN", "AMARAL SANTOS", "RODRIGUES ALCKMIN", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "JOSÉ FREDERICO MARQUES", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CLÓVIS KONFLANZ", "MARGARETH ROOS", "DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "CLÓVIS KONFLANZ", "MARGARETH ROOS", "DIOGO HENRIQUE DOS SANTOS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "JUNHO", "/", "87", "JANEIRO", "/", "89", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "15", ".", "06", ".", "87", "15", ".", "1", ".", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "15", ".", "06", ".", "87", "15", ".", "1", ".", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. NECESSIDADE DE EXAURIMENTO DAS VIAS JURISDICIONAIS ANTECEDENTES. NÃO CONHECIMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO DA MOTIVAÇÃO POR INSTÂNCIA SUPERIOR. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. 1. A teor do artigo 102, I, “i”, CF, a norma constitucional, na perspectiva de regra de distribuição de competências, não consagra a incumbência jurisdicional originária do Supremo Tribunal Federal no que toca ao combate de decisão monocrática proferida por membro de Tribunal Superior. 2. Sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se inaugura com o esgotamento das instâncias antecedentes. Precedentes. 3. Configura constrangimento ilegal o decreto prisional, o qual deixa de apontar elementos fáticos concretos justificadores da indispensabilidade da custódia cautelar. 4. A Constituição Federal elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que não se admite, com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores. 5. Habeas corpus não conhecido, mas com concessão da ordem de ofício. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 129144 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, formulado em face de decisão monocrática, prolatada pelo Ministro Gurgel de Faria, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o Habeas Corpus 327.471/PR, forte na aplicação analógica da Súmula 691 desta Corte Constitucional. Narra o impetrante que a prisão preventiva do paciente foi decretada em conversão da prisão em flagrante pelo Juiz de Direito da Comarca de Piracicaba/SP. Acrescenta que, impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Desembargador-Relator indeferiu o pleito liminar, o que ensejou a impetração do mencionado novo mandamus indeferido liminarmente no STJ. Relata que o Juízo singular “não apontou sequer um elemento concreto para fundamentar sua decisão, e somente a motivou de forma genérica com base somente na gravidade abstrata do crime de tráfico”, de modo que as decisões judiciais posteriores são ilegais, na medida em que deixaram de coibir o ato antecedente. Deferi a liminar, por compreender que, de fato, o decreto segregatório revestiu-se de figurino incompatível com a fundamentação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, formulado em face de decisão monocrática, prolatada pelo Ministro Gurgel de Faria, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o Habeas Corpus 327.471/PR, forte na aplicação analógica da Súmula 691 desta Corte Constitucional. Narra o impetrante que a prisão preventiva do paciente foi decretada em conversão da prisão em flagrante pelo Juiz de Direito da Comarca de Piracicaba/SP. Acrescenta que, impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Desembargador-Relator indeferiu o pleito liminar, o que ensejou a impetração do mencionado novo mandamus indeferido liminarmente no STJ. Relata que o Juízo singular “não apontou sequer um elemento concreto para fundamentar sua decisão, e somente a motivou de forma genérica com base somente na gravidade abstrata do crime de tráfico”, de modo que as decisões judiciais posteriores são ilegais, na medida em que deixaram de coibir o ato antecedente. Deferi a liminar, por compreender que, de fato, o decreto segregatório revestiu-se de figurino incompatível com a fundamentação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 129144 / SP que a medida gravosa exige. Prestadas as informações (e.docs. 10, 13 e 14). A Procuradoria-Geral da República opina pelo não conhecimento do writ, com a concessão da ordem de ofício (e.doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP que a medida gravosa exige. Prestadas as informações (e.docs. 10, 13 e 14). A Procuradoria-Geral da República opina pelo não conhecimento do writ, com a concessão da ordem de ofício (e.doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Senhora Presidente, inicialmente, destaco que o mandamus não merece conhecimento, pois hostiliza decisão monocrática que indeferiu, liminarmente, habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça. Isso porque, em tais casos, exige-se que a parte impetrante esgote as vias jurisdicionais antecedentes e receba resposta denegatória imputável a órgão colegiado, de modo que não se admite a utilização da ação constitucional por sucedâneo de recurso, cuja solução incumbe a outro órgão jurisdicional. Na mesma linha de ideias: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5º, LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5º da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, i, da Constituição como regra de competência , estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Senhora Presidente, inicialmente, destaco que o mandamus não merece conhecimento, pois hostiliza decisão monocrática que indeferiu, liminarmente, habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça. Isso porque, em tais casos, exige-se que a parte impetrante esgote as vias jurisdicionais antecedentes e receba resposta denegatória imputável a órgão colegiado, de modo que não se admite a utilização da ação constitucional por sucedâneo de recurso, cuja solução incumbe a outro órgão jurisdicional. Na mesma linha de ideias: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5º, LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5º da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, i, da Constituição como regra de competência , estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (CF, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP artigo 102, inciso I, alínea i), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental.” (HC 114557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/08/2014) Desta feita, não conheço do habeas corpus. Ademais, apenas a título de esclarecimento, considerando a observação traçada pela ilustre Subprocuradora-Geral da República no sentido de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria julgado em definitivo o writ inicialmente lá impetrado, o que acarretaria, portanto, o surgimento de novo título prisional a desafiar impugnação própria, registro que, em consulta ao sítio virtual do mencionado Tribunal Estadual, na data de ontem, constatei que o Habeas Corpus 2120049-17.2015.8.26.0000 encontra-se concluso para o Eminente Desembargador-Relator, pendente, ainda, de julgamento pelo respectivo Colegiado. Em que pese o não conhecimento do remédio constitucional em exame, passo a avaliar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, providência que tem sido admitida por esta Corte nas hipóteses absolutamente teratológicas em que: “a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF” (HC 95009, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2008). Pontuo que, devido ao caráter excepcional de superação da orientação acima explicitada, a ilegalidade deve ser cognoscível de plano, sem a necessidade de produção de quaisquer provas ou colheita de informações. Nesse sentido, não pode ser atribuída a pecha de flagrante à ilegalidade que demande, para fins de reconhecimento, elucubrativo cotejamento dos autos ou, pior, que desafie a complementação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP artigo 102, inciso I, alínea i), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental.” (HC 114557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/08/2014) Desta feita, não conheço do habeas corpus. Ademais, apenas a título de esclarecimento, considerando a observação traçada pela ilustre Subprocuradora-Geral da República no sentido de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria julgado em definitivo o writ inicialmente lá impetrado, o que acarretaria, portanto, o surgimento de novo título prisional a desafiar impugnação própria, registro que, em consulta ao sítio virtual do mencionado Tribunal Estadual, na data de ontem, constatei que o Habeas Corpus 2120049-17.2015.8.26.0000 encontra-se concluso para o Eminente Desembargador-Relator, pendente, ainda, de julgamento pelo respectivo Colegiado. Em que pese o não conhecimento do remédio constitucional em exame, passo a avaliar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, providência que tem sido admitida por esta Corte nas hipóteses absolutamente teratológicas em que: “a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF” (HC 95009, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2008). Pontuo que, devido ao caráter excepcional de superação da orientação acima explicitada, a ilegalidade deve ser cognoscível de plano, sem a necessidade de produção de quaisquer provas ou colheita de informações. Nesse sentido, não pode ser atribuída a pecha de flagrante à ilegalidade que demande, para fins de reconhecimento, elucubrativo cotejamento dos autos ou, pior, que desafie a complementação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP caderno processual. No caso dos autos, a apontada ilegalidade pode ser aferida de pronto. A prisão preventiva foi imposta nos seguintes termos (sem grifo no original): “Vistos. Flagrante formalmente em ordem. Acusado preso em flagrante delito pela prática, em tese, do crime tipificado no artigo 33 da Lei de Drogas. Encontram-se presentes os requisitos necessários para a convolação da prisão em flagrante em preventiva. De fato, verifica-se pelos elementos de prova que policiais militares, em fiscalização de trânsito, lograram localizar no interior do veículo conduzido pelo indiciado um tijolo de maconha. Ainda, segundo os policiais, o autuado teria lhes confessado, informalmente, que iria vender a droga apreendida. Diante desse contexto e do laudo de constatação provisória, há indícios suficientes da prática do crime de tráfico de drogas e da materialidade delitiva. O delito de tráfico previsto na Lei de Drogas imputado ao indiciado é gravíssimo e equipara aos hediondos. Necessidade e adequação da medida se encontram presentes. Isso porque, o crime de tráfico de tráfico de entorpecentes, como sabido, é daqueles que vem assombrando a comunidade ordeira, destruindo famílias e fomentando a prática de inúmeros outros, principalmente aqueles contra o patrimônio, perpetrados pelos usuários, na ânsia de adquirirem mais droga. Por fim, as demais medidas cautelares inscritas nas recentes modificações do Código de Processo Penal não se mostram hábeis e suficientes a promover o restabelecimento da paz social, sendo a prisão cautelar a que mais se adequa ao caso concreto, levando-se em conta o que acima delineado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP caderno processual. No caso dos autos, a apontada ilegalidade pode ser aferida de pronto. A prisão preventiva foi imposta nos seguintes termos (sem grifo no original): “Vistos. Flagrante formalmente em ordem. Acusado preso em flagrante delito pela prática, em tese, do crime tipificado no artigo 33 da Lei de Drogas. Encontram-se presentes os requisitos necessários para a convolação da prisão em flagrante em preventiva. De fato, verifica-se pelos elementos de prova que policiais militares, em fiscalização de trânsito, lograram localizar no interior do veículo conduzido pelo indiciado um tijolo de maconha. Ainda, segundo os policiais, o autuado teria lhes confessado, informalmente, que iria vender a droga apreendida. Diante desse contexto e do laudo de constatação provisória, há indícios suficientes da prática do crime de tráfico de drogas e da materialidade delitiva. O delito de tráfico previsto na Lei de Drogas imputado ao indiciado é gravíssimo e equipara aos hediondos. Necessidade e adequação da medida se encontram presentes. Isso porque, o crime de tráfico de tráfico de entorpecentes, como sabido, é daqueles que vem assombrando a comunidade ordeira, destruindo famílias e fomentando a prática de inúmeros outros, principalmente aqueles contra o patrimônio, perpetrados pelos usuários, na ânsia de adquirirem mais droga. Por fim, as demais medidas cautelares inscritas nas recentes modificações do Código de Processo Penal não se mostram hábeis e suficientes a promover o restabelecimento da paz social, sendo a prisão cautelar a que mais se adequa ao caso concreto, levando-se em conta o que acima delineado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP Dessa forma, presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal e em obediência ao disposto no artigo 310, II, da mesma Lei, converto a prisão em flagrante do indiciado FLÁVIO ALVES ESTEVES em preventiva.” Quanto à generalidade do decisum, reporto-me aos fundamentos que apontei ao deferir a liminar: “A leitura do decreto preventivo revela que, por suas razões, a medida excepcional poderia ser estendida a qualquer pessoa que, em tese, tenha praticado o crime em apreço; ou seja, pelo teor da decisão atacada, as elementares típicas bastariam à imposição da medida excepcional. Não há na decisão rechaçada qualquer indicação de índole subjetiva (reincidência, maus antecedentes, indícios concretos de reiteração delituosa, periculosidade extraída a partir do modo de execução, etc) ou objetiva (considerações quanto à quantidade e/ou natureza da droga) apta a sustentar a indispensabilidade da custódia ou que aponte, de forma fundada, o risco do cometimento de novas infrações penais. Tampouco verifico qualquer signo de risco à aplicação da lei penal ou à instrução processual.“ Pondero que a Constituição da República (art. 5°, LXI) assegura que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”. Nessa toada, percebo que o vício de motivação configura, por si só, constrangimento ilegal, por consubstanciar ato violador do devido processo legal que, dentre outras consequências, subordina a imposição de ordem prisional, de forma expressa, à fundamentação escrita e exarada pela autoridade judiciária competente. Como se vê, a Constituição elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que, inclusive nos termos da jurisprudência desta Corte, não se admite, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP Dessa forma, presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal e em obediência ao disposto no artigo 310, II, da mesma Lei, converto a prisão em flagrante do indiciado FLÁVIO ALVES ESTEVES em preventiva.” Quanto à generalidade do decisum, reporto-me aos fundamentos que apontei ao deferir a liminar: “A leitura do decreto preventivo revela que, por suas razões, a medida excepcional poderia ser estendida a qualquer pessoa que, em tese, tenha praticado o crime em apreço; ou seja, pelo teor da decisão atacada, as elementares típicas bastariam à imposição da medida excepcional. Não há na decisão rechaçada qualquer indicação de índole subjetiva (reincidência, maus antecedentes, indícios concretos de reiteração delituosa, periculosidade extraída a partir do modo de execução, etc) ou objetiva (considerações quanto à quantidade e/ou natureza da droga) apta a sustentar a indispensabilidade da custódia ou que aponte, de forma fundada, o risco do cometimento de novas infrações penais. Tampouco verifico qualquer signo de risco à aplicação da lei penal ou à instrução processual.“ Pondero que a Constituição da República (art. 5°, LXI) assegura que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”. Nessa toada, percebo que o vício de motivação configura, por si só, constrangimento ilegal, por consubstanciar ato violador do devido processo legal que, dentre outras consequências, subordina a imposição de ordem prisional, de forma expressa, à fundamentação escrita e exarada pela autoridade judiciária competente. Como se vê, a Constituição elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que, inclusive nos termos da jurisprudência desta Corte, não se admite, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores: “É vedada, em habeas corpus, a utilização de fundamentos inovadores, para suprir vício de motivação das instâncias antecedentes, ou justificar a adoção do regime prisional mais gravoso, sob pena de reformatio in pejus. Precedentes” (HC 122626, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/10/2014). “Não cabe às instâncias superiores, em sede de habeas corpus, adicionar novos fundamentos à decisão de primeiro grau, visando a suprir eventual vício de fundamentação. Precedentes” (HC 113945, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 29/10/2013). “Uma vez que não cabe, em sede de habeas corpus, agregar fundamentos inovadores para complementar deficiência de fundamentação na dosimetria da pena, sua legalidade deve ser aferida estritamente à luz da motivação empregada na sentença” (RHC 123529, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/09/2014). Ademais, tal proceder, por importar gravame à situação processual do paciente, revela-se incompatível com a razão de ser do habeas corpus, garantia constitucional dirigida à proteção do cidadão em face do arbítrio estatal. De tal forma, não é razoável que o Estado-Juiz fortaleça o poderio persecutório estatal por meio da utilização deturpada de garantia posta à disposição do indivíduo. Feitas tais considerações, enfatizo que não é dado ao Supremo Tribunal Federal, ao se deparar com panorama processual que atinja ilicitamente a liberdade do paciente em razão de fundamentação deficiente, e com a finalidade inconfessável de justificar o meio pelo fim, mergulhar no conjunto probatório do caso concreto com o nítido intuito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores: “É vedada, em habeas corpus, a utilização de fundamentos inovadores, para suprir vício de motivação das instâncias antecedentes, ou justificar a adoção do regime prisional mais gravoso, sob pena de reformatio in pejus. Precedentes” (HC 122626, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/10/2014). “Não cabe às instâncias superiores, em sede de habeas corpus, adicionar novos fundamentos à decisão de primeiro grau, visando a suprir eventual vício de fundamentação. Precedentes” (HC 113945, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 29/10/2013). “Uma vez que não cabe, em sede de habeas corpus, agregar fundamentos inovadores para complementar deficiência de fundamentação na dosimetria da pena, sua legalidade deve ser aferida estritamente à luz da motivação empregada na sentença” (RHC 123529, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/09/2014). Ademais, tal proceder, por importar gravame à situação processual do paciente, revela-se incompatível com a razão de ser do habeas corpus, garantia constitucional dirigida à proteção do cidadão em face do arbítrio estatal. De tal forma, não é razoável que o Estado-Juiz fortaleça o poderio persecutório estatal por meio da utilização deturpada de garantia posta à disposição do indivíduo. Feitas tais considerações, enfatizo que não é dado ao Supremo Tribunal Federal, ao se deparar com panorama processual que atinja ilicitamente a liberdade do paciente em razão de fundamentação deficiente, e com a finalidade inconfessável de justificar o meio pelo fim, mergulhar no conjunto probatório do caso concreto com o nítido intuito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP de amealhar razões que desbordem da decisão atacada, visto que, ainda que se verifiquem fundamentos aptos a amparar a custódia ante tempus, a fundamentação inidônea constitui, isoladamente, constrangimento ilegal sanável via habeas corpus. Aduzo ainda que estou atento ao posicionamento deste Tribunal, inclusive desta Turma, quanto ao reconhecimento do caráter excepcionalíssimo da prisão preventiva. Ademais, isso se compatibiliza com os sérios efeitos deletérios, com os quais me sensibilizo, decorrentes da inflação do sistema carcerário. Contudo, ao meu sentir, a racionalização da imposição da prisão preventiva passa mais pela exigência de enfrentamento adequado e concreto da questão, posta ao Juiz da causa, do que pela mera revisão casuística e probatória empreendida pela Corte Constitucional. Sendo assim, não se alcançam os objetivos traçados pelas normas constitucionais pela integração indevida de decisões, proferidas por órgãos jurisdicionais submetidos ao Supremo, que não observem o figurino personalizado que a medida gravosa desafia. Em casos de tal jaez, em que a prisão processual deriva de mero jogo de palavras sem correspondência concreta ou base empírica, impõe-se a restituição do estado de liberdade do paciente, sem possibilidade de incursão no quadro probatório a fim de se robustecer o decreto prisional. Pelo exposto, não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento da ação penal, ressalvada a possibilidade de expedição de nova ordem de prisão por fundamento superveniente, e sem prejuízo da imposição, pelo Juiz da causa, de medidas cautelares alternativas. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP de amealhar razões que desbordem da decisão atacada, visto que, ainda que se verifiquem fundamentos aptos a amparar a custódia ante tempus, a fundamentação inidônea constitui, isoladamente, constrangimento ilegal sanável via habeas corpus. Aduzo ainda que estou atento ao posicionamento deste Tribunal, inclusive desta Turma, quanto ao reconhecimento do caráter excepcionalíssimo da prisão preventiva. Ademais, isso se compatibiliza com os sérios efeitos deletérios, com os quais me sensibilizo, decorrentes da inflação do sistema carcerário. Contudo, ao meu sentir, a racionalização da imposição da prisão preventiva passa mais pela exigência de enfrentamento adequado e concreto da questão, posta ao Juiz da causa, do que pela mera revisão casuística e probatória empreendida pela Corte Constitucional. Sendo assim, não se alcançam os objetivos traçados pelas normas constitucionais pela integração indevida de decisões, proferidas por órgãos jurisdicionais submetidos ao Supremo, que não observem o figurino personalizado que a medida gravosa desafia. Em casos de tal jaez, em que a prisão processual deriva de mero jogo de palavras sem correspondência concreta ou base empírica, impõe-se a restituição do estado de liberdade do paciente, sem possibilidade de incursão no quadro probatório a fim de se robustecer o decreto prisional. Pelo exposto, não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento da ação penal, ressalvada a possibilidade de expedição de nova ordem de prisão por fundamento superveniente, e sem prejuízo da imposição, pelo Juiz da causa, de medidas cautelares alternativas. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Admito, Presidente, a impetração porque o Relator revela que se tem quadro extravagante. A prisão preventiva, invertendo a ordem natural no que direciona apurar para, selada a culpa, prender, foi baseada em simples imputação. Admito o habeas corpus e defiro a ordem, sem qualquer ressalva. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9398615. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Admito, Presidente, a impetração porque o Relator revela que se tem quadro extravagante. A prisão preventiva, invertendo a ordem natural no que direciona apurar para, selada a culpa, prender, foi baseada em simples imputação. Admito o habeas corpus e defiro a ordem, sem qualquer ressalva. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9398615. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 129.144 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) : FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) : TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335806 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 129.144 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) : FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) : TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9486660
2015-08-25T00:00:00
2015-09-30T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. NECESSIDADE DE EXAURIMENTO DAS VIAS JURISDICIONAIS ANTECEDENTES. NÃO CONHECIMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO DA MOTIVAÇÃO POR INSTÂNCIA SUPERIOR. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. 1. A teor do artigo 102, I, “i”, CF, a norma constitucional, na perspectiva de regra de distribuição de competências, não consagra a incumbência jurisdicional originária do Supremo Tribunal Federal no que toca ao combate de decisão monocrática proferida por membro de Tribunal Superior. 2. Sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se inaugura com o esgotamento das instâncias antecedentes. Precedentes. 3. Configura constrangimento ilegal o decreto prisional, o qual deixa de apontar elementos fáticos concretos justificadores da indispensabilidade da custódia cautelar. 4. A Constituição Federal elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que não se admite, com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores. 5. Habeas corpus não conhecido, mas com concessão da ordem de ofício.
sjur322422
- Acórdão(s) citado(s): (HC, IMPUGNAÇÃO, DECISÃO MONOCRÁTICA, MEMBRO, TRIBUNAL SUPERIOR) HC 114557 AgR (1ªT). (CONCESSÃO, HABEAS CORPUS DE OFÍCIO, HIPÓTESE) HC 95009 (TP). (PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL, INSTÂNCIA SUPERIOR, INOVAÇÃO, FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO, INSTÂNCIA INFERIOR) HC 113945 (2ªT), HC 122626 (1ªT), RHC 123529 (1ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: TJSP: HC 2120049-17.2015.8.26.0000. Número de páginas: 12. Análise: 08/10/2015, JRS. Revisão: 30/11/2015, KBP.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
129144
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00061 ART-00102 INC-00001 \n LET-I\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 129144
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PACTE.(S) : FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) : TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE AGRAVO REGIMENTAL. NECESSIDADE DE EXAURIMENTO DAS VIAS JURISDICIONAIS ANTECEDENTES. NÃO CONHECIMENTO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. IMPOSSIBILIDADE DE COMPLEMENTAÇÃO DA MOTIVAÇÃO POR INSTÂNCIA SUPERIOR. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. 1. A teor do artigo 102, I, “i”, Constituição Federal de 1988, a norma constitucional, na perspectiva de regra de distribuição de competências, não consagra a incumbência jurisdicional originária do Supremo Tribunal Federal no que toca ao combate de decisão monocrática proferida por membro de Tribunal Superior. 2. Sob o prisma da autoridade coatora, a competência originária do Supremo Tribunal Federal somente se inaugura com o esgotamento das instâncias antecedentes. Precedentes. 3. Configura constrangimento ilegal o decreto prisional, o qual deixa de apontar elementos fáticos concretos justificadores da indispensabilidade da custódia cautelar. 4. A Constituição Federal elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que não se admite, com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores. 5. Habeas corpus não conhecido, mas com concessão da ordem de ofício. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 129144 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da impetração, mas conceder a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452073. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, formulado em face de decisão monocrática, prolatada pelo Ministro Gurgel de Faria, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o Habeas Corpus 327.471/PR, forte na aplicação analógica da Súmula 691 desta Corte Constitucional. Narra o impetrante que a prisão preventiva do paciente foi decretada em conversão da prisão em flagrante pelo Juiz de Direito da Comarca de Piracicaba/SP. Acrescenta que, impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Desembargador-Relator indeferiu o pleito liminar, o que ensejou a impetração do mencionado novo mandamus indeferido liminarmente no Superior Tribunal de Justiça. Relata que o Juízo singular “não apontou sequer um elemento concreto para fundamentar sua decisão, e somente a motivou de forma genérica com base somente na gravidade abstrata do crime de tráfico”, de modo que as decisões judiciais posteriores são ilegais, na medida em que deixaram de coibir o ato antecedente. Deferi a liminar, por compreender que, de fato, o decreto segregatório revestiu-se de figurino incompatível com a fundamentação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) :FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) :TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de concessão de liminar, formulado em face de decisão monocrática, prolatada pelo Ministro Gurgel de Faria, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu liminarmente o Habeas Corpus 327.471/PR, forte na aplicação analógica da Súmula 691 desta Corte Constitucional. Narra o impetrante que a prisão preventiva do paciente foi decretada em conversão da prisão em flagrante pelo Juiz de Direito da Comarca de Piracicaba/SP. Acrescenta que, impetrado habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, o Desembargador-Relator indeferiu o pleito liminar, o que ensejou a impetração do mencionado novo mandamus indeferido liminarmente no Superior Tribunal de Justiça. Relata que o Juízo singular “não apontou sequer um elemento concreto para fundamentar sua decisão, e somente a motivou de forma genérica com base somente na gravidade abstrata do crime de tráfico”, de modo que as decisões judiciais posteriores são ilegais, na medida em que deixaram de coibir o ato antecedente. Deferi a liminar, por compreender que, de fato, o decreto segregatório revestiu-se de figurino incompatível com a fundamentação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 129144 / SP que a medida gravosa exige. Prestadas as informações (e.docs. 10, 13 e 14). A Procuradoria-Geral da República opina pelo não conhecimento do writ, com a concessão da ordem de ofício (e.doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP que a medida gravosa exige. Prestadas as informações (e.docs. 10, 13 e 14). A Procuradoria-Geral da República opina pelo não conhecimento do writ, com a concessão da ordem de ofício (e.doc. 15). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Senhora Presidente, inicialmente, destaco que o mandamus não merece conhecimento, pois hostiliza decisão monocrática que indeferiu, liminarmente, habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça. Isso porque, em tais casos, exige-se que a parte impetrante esgote as vias jurisdicionais antecedentes e receba resposta denegatória imputável a órgão colegiado, de modo que não se admite a utilização da ação constitucional por sucedâneo de recurso, cuja solução incumbe a outro órgão jurisdicional. Na mesma linha de ideias: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5..., LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5... da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, i, da Constituição como regra de competência , estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Senhora Presidente, inicialmente, destaco que o mandamus não merece conhecimento, pois hostiliza decisão monocrática que indeferiu, liminarmente, habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça. Isso porque, em tais casos, exige-se que a parte impetrante esgote as vias jurisdicionais antecedentes e receba resposta denegatória imputável a órgão colegiado, de modo que não se admite a utilização da ação constitucional por sucedâneo de recurso, cuja solução incumbe a outro órgão jurisdicional. Na mesma linha de ideias: “É certo que a previsão constitucional do habeas corpus no artigo 5..., LXVIII, tem como escopo a proteção da liberdade. Contudo, não se há de vislumbrar antinomia na Constituição Federal, que restringiu a competência desta Corte às hipóteses nas quais o ato imputado tenha sido proferido por Tribunal Superior. Entender de outro modo, para alcançar os atos praticados por membros de Tribunais Superiores, seria atribuir à Corte competência que não lhe foi outorgada pela Constituição. Assim, a pretexto de dar efetividade ao que se contém no inciso LXVIII do artigo 5... da mesma Carta, ter-se-ia, ao fim e ao cabo, o descumprimento do que previsto no artigo 102, I, i, da Constituição como regra de competência , estabelecendo antinomia entre normas constitucionais. Ademais, com respaldo no disposto no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, pode o relator negar seguimento a pedido improcedente e incabível, fazendo-o como porta-voz do colegiado. Entretanto, há de ser observado que a competência do Supremo Tribunal Federal apenas exsurge se coator for o Tribunal Superior (Constituição Federal de 1988, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP artigo 102, inciso I, alínea i), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental.” (HC 114557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/08/2014) Desta feita, não conheço do habeas corpus. Ademais, apenas a título de esclarecimento, considerando a observação traçada pela ilustre Subprocuradora-Geral da República no sentido de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria julgado em definitivo o writ inicialmente lá impetrado, o que acarretaria, portanto, o surgimento de novo título prisional a desafiar impugnação própria, registro que, em consulta ao sítio virtual do mencionado Tribunal Estadual, na data de ontem, constatei que o Habeas Corpus 2120049-17.2015.8.26.0000 encontra-se concluso para o Eminente Desembargador-Relator, pendente, ainda, de julgamento pelo respectivo Colegiado. Em que pese o não conhecimento do remédio constitucional em exame, passo a avaliar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, providência que tem sido admitida por esta Corte nas hipóteses absolutamente teratológicas em que: “a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal” (HC 95009, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2008). Pontuo que, devido ao caráter excepcional de superação da orientação acima explicitada, a ilegalidade deve ser cognoscível de plano, sem a necessidade de produção de quaisquer provas ou colheita de informações. Nesse sentido, não pode ser atribuída a pecha de flagrante à ilegalidade que demande, para fins de reconhecimento, elucubrativo cotejamento dos autos ou, pior, que desafie a complementação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP artigo 102, inciso I, alínea i), e não a autoridade que subscreveu o ato impugnado. Assim, impunha-se a interposição de agravo regimental.” (HC 114557 AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 12/08/2014) Desta feita, não conheço do habeas corpus. Ademais, apenas a título de esclarecimento, considerando a observação traçada pela ilustre Subprocuradora-Geral da República no sentido de que o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo teria julgado em definitivo o writ inicialmente lá impetrado, o que acarretaria, portanto, o surgimento de novo título prisional a desafiar impugnação própria, registro que, em consulta ao sítio virtual do mencionado Tribunal Estadual, na data de ontem, constatei que o Habeas Corpus 2120049-17.2015.8.26.0000 encontra-se concluso para o Eminente Desembargador-Relator, pendente, ainda, de julgamento pelo respectivo Colegiado. Em que pese o não conhecimento do remédio constitucional em exame, passo a avaliar a possibilidade de concessão da ordem de ofício, providência que tem sido admitida por esta Corte nas hipóteses absolutamente teratológicas em que: “a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal” (HC 95009, Rel. Min. Eros Grau, Tribunal Pleno, julgado em 06/11/2008). Pontuo que, devido ao caráter excepcional de superação da orientação acima explicitada, a ilegalidade deve ser cognoscível de plano, sem a necessidade de produção de quaisquer provas ou colheita de informações. Nesse sentido, não pode ser atribuída a pecha de flagrante à ilegalidade que demande, para fins de reconhecimento, elucubrativo cotejamento dos autos ou, pior, que desafie a complementação do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP caderno processual. No caso dos autos, a apontada ilegalidade pode ser aferida de pronto. A prisão preventiva foi imposta nos seguintes termos (sem grifo no original): “Vistos. Flagrante formalmente em ordem. Acusado preso em flagrante delito pela prática, em tese, do crime tipificado no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Encontram-se presentes os requisitos necessários para a convolação da prisão em flagrante em preventiva. De fato, verifica-se pelos elementos de prova que policiais militares, em fiscalização de trânsito, lograram localizar no interior do veículo conduzido pelo indiciado um tijolo de maconha. Ainda, segundo os policiais, o autuado teria lhes confessado, informalmente, que iria vender a droga apreendida. Diante desse contexto e do laudo de constatação provisória, há indícios suficientes da prática do crime de tráfico de drogas e da materialidade delitiva. O delito de tráfico previsto na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) imputado ao indiciado é gravíssimo e equipara aos hediondos. Necessidade e adequação da medida se encontram presentes. Isso porque, o crime de tráfico de tráfico de entorpecentes, como sabido, é daqueles que vem assombrando a comunidade ordeira, destruindo famílias e fomentando a prática de inúmeros outros, principalmente aqueles contra o patrimônio, perpetrados pelos usuários, na ânsia de adquirirem mais droga. Por fim, as demais medidas cautelares inscritas nas recentes modificações do Código de Processo Penal não se mostram hábeis e suficientes a promover o restabelecimento da paz social, sendo a prisão cautelar a que mais se adequa ao caso concreto, levando-se em conta o que acima delineado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP caderno processual. No caso dos autos, a apontada ilegalidade pode ser aferida de pronto. A prisão preventiva foi imposta nos seguintes termos (sem grifo no original): “Vistos. Flagrante formalmente em ordem. Acusado preso em flagrante delito pela prática, em tese, do crime tipificado no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas). Encontram-se presentes os requisitos necessários para a convolação da prisão em flagrante em preventiva. De fato, verifica-se pelos elementos de prova que policiais militares, em fiscalização de trânsito, lograram localizar no interior do veículo conduzido pelo indiciado um tijolo de maconha. Ainda, segundo os policiais, o autuado teria lhes confessado, informalmente, que iria vender a droga apreendida. Diante desse contexto e do laudo de constatação provisória, há indícios suficientes da prática do crime de tráfico de drogas e da materialidade delitiva. O delito de tráfico previsto na Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) imputado ao indiciado é gravíssimo e equipara aos hediondos. Necessidade e adequação da medida se encontram presentes. Isso porque, o crime de tráfico de tráfico de entorpecentes, como sabido, é daqueles que vem assombrando a comunidade ordeira, destruindo famílias e fomentando a prática de inúmeros outros, principalmente aqueles contra o patrimônio, perpetrados pelos usuários, na ânsia de adquirirem mais droga. Por fim, as demais medidas cautelares inscritas nas recentes modificações do Código de Processo Penal não se mostram hábeis e suficientes a promover o restabelecimento da paz social, sendo a prisão cautelar a que mais se adequa ao caso concreto, levando-se em conta o que acima delineado. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP Dessa forma, presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal e em obediência ao disposto no artigo 310, II, da mesma Lei, converto a prisão em flagrante do indiciado FLÁVIO ALVES ESTEVES em preventiva.” Quanto à generalidade do decisum, reporto-me aos fundamentos que apontei ao deferir a liminar: “A leitura do decreto preventivo revela que, por suas razões, a medida excepcional poderia ser estendida a qualquer pessoa que, em tese, tenha praticado o crime em apreço; ou seja, pelo teor da decisão atacada, as elementares típicas bastariam à imposição da medida excepcional. Não há na decisão rechaçada qualquer indicação de índole subjetiva (reincidência, maus antecedentes, indícios concretos de reiteração delituosa, periculosidade extraída a partir do modo de execução, etc) ou objetiva (considerações quanto à quantidade e/ou natureza da droga) apta a sustentar a indispensabilidade da custódia ou que aponte, de forma fundada, o risco do cometimento de novas infrações penais. Tampouco verifico qualquer signo de risco à aplicação da lei penal ou à instrução processual.“ Pondero que a Constituição da República (art. 5..., LXI) assegura que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”. Nessa toada, percebo que o vício de motivação configura, por si só, constrangimento ilegal, por consubstanciar ato violador do devido processo legal que, dentre outras consequências, subordina a imposição de ordem prisional, de forma expressa, à fundamentação escrita e exarada pela autoridade judiciária competente. Como se vê, a Constituição elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que, inclusive nos termos da jurisprudência desta Corte, não se admite, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP Dessa forma, presentes os requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal e em obediência ao disposto no artigo 310, II, da mesma Lei, converto a prisão em flagrante do indiciado FLÁVIO ALVES ESTEVES em preventiva.” Quanto à generalidade do decisum, reporto-me aos fundamentos que apontei ao deferir a liminar: “A leitura do decreto preventivo revela que, por suas razões, a medida excepcional poderia ser estendida a qualquer pessoa que, em tese, tenha praticado o crime em apreço; ou seja, pelo teor da decisão atacada, as elementares típicas bastariam à imposição da medida excepcional. Não há na decisão rechaçada qualquer indicação de índole subjetiva (reincidência, maus antecedentes, indícios concretos de reiteração delituosa, periculosidade extraída a partir do modo de execução, etc) ou objetiva (considerações quanto à quantidade e/ou natureza da droga) apta a sustentar a indispensabilidade da custódia ou que aponte, de forma fundada, o risco do cometimento de novas infrações penais. Tampouco verifico qualquer signo de risco à aplicação da lei penal ou à instrução processual.“ Pondero que a Constituição da República (art. 5..., LXI) assegura que “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente”. Nessa toada, percebo que o vício de motivação configura, por si só, constrangimento ilegal, por consubstanciar ato violador do devido processo legal que, dentre outras consequências, subordina a imposição de ordem prisional, de forma expressa, à fundamentação escrita e exarada pela autoridade judiciária competente. Como se vê, a Constituição elegeu o Princípio do Juiz Natural como critério condicionante à relativização da regra da prisão penal, de modo que, inclusive nos termos da jurisprudência desta Corte, não se admite, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores: “É vedada, em habeas corpus, a utilização de fundamentos inovadores, para suprir vício de motivação das instâncias antecedentes, ou justificar a adoção do regime prisional mais gravoso, sob pena de reformatio in pejus. Precedentes” (HC 122626, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/10/2014). “Não cabe às instâncias superiores, em sede de habeas corpus, adicionar novos fundamentos à decisão de primeiro grau, visando a suprir eventual vício de fundamentação. Precedentes” (HC 113945, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 29/10/2013). “Uma vez que não cabe, em sede de habeas corpus, agregar fundamentos inovadores para complementar deficiência de fundamentação na dosimetria da pena, sua legalidade deve ser aferida estritamente à luz da motivação empregada na sentença” (RHC 123529, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/09/2014). Ademais, tal proceder, por importar gravame à situação processual do paciente, revela-se incompatível com a razão de ser do habeas corpus, garantia constitucional dirigida à proteção do cidadão em face do arbítrio estatal. De tal forma, não é razoável que o Estado-Juiz fortaleça o poderio persecutório estatal por meio da utilização deturpada de garantia posta à disposição do indivíduo. Feitas tais considerações, enfatizo que não é dado ao Supremo Tribunal Federal, ao se deparar com panorama processual que atinja ilicitamente a liberdade do paciente em razão de fundamentação deficiente, e com a finalidade inconfessável de justificar o meio pelo fim, mergulhar no conjunto probatório do caso concreto com o nítido intuito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP com assento no Princípio Acusatório, que o vício de fundamentação seja suprido, de ofício, pelas instâncias superiores: “É vedada, em habeas corpus, a utilização de fundamentos inovadores, para suprir vício de motivação das instâncias antecedentes, ou justificar a adoção do regime prisional mais gravoso, sob pena de reformatio in pejus. Precedentes” (HC 122626, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 07/10/2014). “Não cabe às instâncias superiores, em sede de habeas corpus, adicionar novos fundamentos à decisão de primeiro grau, visando a suprir eventual vício de fundamentação. Precedentes” (HC 113945, Relator(a): Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, julgado em 29/10/2013). “Uma vez que não cabe, em sede de habeas corpus, agregar fundamentos inovadores para complementar deficiência de fundamentação na dosimetria da pena, sua legalidade deve ser aferida estritamente à luz da motivação empregada na sentença” (RHC 123529, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, julgado em 30/09/2014). Ademais, tal proceder, por importar gravame à situação processual do paciente, revela-se incompatível com a razão de ser do habeas corpus, garantia constitucional dirigida à proteção do cidadão em face do arbítrio estatal. De tal forma, não é razoável que o Estado-Juiz fortaleça o poderio persecutório estatal por meio da utilização deturpada de garantia posta à disposição do indivíduo. Feitas tais considerações, enfatizo que não é dado ao Supremo Tribunal Federal, ao se deparar com panorama processual que atinja ilicitamente a liberdade do paciente em razão de fundamentação deficiente, e com a finalidade inconfessável de justificar o meio pelo fim, mergulhar no conjunto probatório do caso concreto com o nítido intuito 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. EDSON FACHIN HC 129144 / SP de amealhar razões que desbordem da decisão atacada, visto que, ainda que se verifiquem fundamentos aptos a amparar a custódia ante tempus, a fundamentação inidônea constitui, isoladamente, constrangimento ilegal sanável via habeas corpus. Aduzo ainda que estou atento ao posicionamento deste Tribunal, inclusive desta Turma, quanto ao reconhecimento do caráter excepcionalíssimo da prisão preventiva. Ademais, isso se compatibiliza com os sérios efeitos deletérios, com os quais me sensibilizo, decorrentes da inflação do sistema carcerário. Contudo, ao meu sentir, a racionalização da imposição da prisão preventiva passa mais pela exigência de enfrentamento adequado e concreto da questão, posta ao Juiz da causa, do que pela mera revisão casuística e probatória empreendida pela Corte Constitucional. Sendo assim, não se alcançam os objetivos traçados pelas normas constitucionais pela integração indevida de decisões, proferidas por órgãos jurisdicionais submetidos ao Supremo, que não observem o figurino personalizado que a medida gravosa desafia. Em casos de tal jaez, em que a prisão processual deriva de mero jogo de palavras sem correspondência concreta ou base empírica, impõe-se a restituição do estado de liberdade do paciente, sem possibilidade de incursão no quadro probatório a fim de se robustecer o decreto prisional. Pelo exposto, não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento da ação penal, ressalvada a possibilidade de expedição de nova ordem de prisão por fundamento superveniente, e sem prejuízo da imposição, pelo Juiz da causa, de medidas cautelares alternativas. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Supremo Tribunal Federal HC 129144 / SP de amealhar razões que desbordem da decisão atacada, visto que, ainda que se verifiquem fundamentos aptos a amparar a custódia ante tempus, a fundamentação inidônea constitui, isoladamente, constrangimento ilegal sanável via habeas corpus. Aduzo ainda que estou atento ao posicionamento deste Tribunal, inclusive desta Turma, quanto ao reconhecimento do caráter excepcionalíssimo da prisão preventiva. Ademais, isso se compatibiliza com os sérios efeitos deletérios, com os quais me sensibilizo, decorrentes da inflação do sistema carcerário. Contudo, ao meu sentir, a racionalização da imposição da prisão preventiva passa mais pela exigência de enfrentamento adequado e concreto da questão, posta ao Juiz da causa, do que pela mera revisão casuística e probatória empreendida pela Corte Constitucional. Sendo assim, não se alcançam os objetivos traçados pelas normas constitucionais pela integração indevida de decisões, proferidas por órgãos jurisdicionais submetidos ao Supremo, que não observem o figurino personalizado que a medida gravosa desafia. Em casos de tal jaez, em que a prisão processual deriva de mero jogo de palavras sem correspondência concreta ou base empírica, impõe-se a restituição do estado de liberdade do paciente, sem possibilidade de incursão no quadro probatório a fim de se robustecer o decreto prisional. Pelo exposto, não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para assegurar ao paciente o direito de aguardar em liberdade o julgamento da ação penal, ressalvada a possibilidade de expedição de nova ordem de prisão por fundamento superveniente, e sem prejuízo da imposição, pelo Juiz da causa, de medidas cautelares alternativas. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9452075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Admito, Presidente, a impetração porque o Relator revela que se tem quadro extravagante. A prisão preventiva, invertendo a ordem natural no que direciona apurar para, selada a culpa, prender, foi baseada em simples imputação. Admito o habeas corpus e defiro a ordem, sem qualquer ressalva. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9398615. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 129.144 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Admito, Presidente, a impetração porque o Relator revela que se tem quadro extravagante. A prisão preventiva, invertendo a ordem natural no que direciona apurar para, selada a culpa, prender, foi baseada em simples imputação. Admito o habeas corpus e defiro a ordem, sem qualquer ressalva. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9398615. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 129.144 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) : FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) : TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335806 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 129.144 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN PACTE.(S) : FLÁVIO ALVES ESTEVES IMPTE.(S) : TIAGO LEARDINI BELLUCCI COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 327471 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da impetração, mas concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que admitia e deferia a ordem. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335806 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 129 . 144", "HC n 327471 DO SUPERIOR", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HABEAS CORPUS 129 . 144 SÃO PAULO", "HC n 327471 DO SUPERIOR", "Habeas Corpus 327 . 471 / PR", "Súmula 691 desta Corte Constitucional", "HABEAS CORPUS 129 . 144 SÃO", "HC n 327471 DO SUPERIOR", "Habeas Corpus 327 . 471 / PR", "Súmula 691 desta Corte Constitucional", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HABEAS CORPUS 129 . 144", "HABEAS CORPUS 129 . 144", "HC 129144 / SP artigo 102", "HC 114557 AgR", "Habeas Corpus 2120049 - 17 . 2015 . 8 . 26 . 0000", "HC 95009", "HC 129144 / SP", "HC 114557 AgR", "Habeas Corpus 2120049 - 17 . 2015 . 8 . 26 . 0000", "HC 95009", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HC 122626", "HC 113945", "RHC 123529", "HC 129144 / SP", "HC 122626", "HC 113945", "RHC 123529", "HC 129144 / SP", "HC 129144 / SP", "HABEAS CORPUS 129 . 144 SÃO", "HABEAS CORPUS 129 . 144", "HABEAS CORPUS 129 . 144", "HC n 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da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LXI )", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 312 do Código de Processo Penal", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LXI )", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "Comarca de 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Ementa e Acórdão 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 15 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 812859 AGR / PE análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da ocorrência da prescrição, articulando com o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional. Sustenta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo, afirmando não pretender o reexame de fatos e provas, mas tão somente a respectiva revaloração. O Estado de Pernambuco, instado a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Supremo Tribunal Federal ARE 812859 AGR / PE análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da ocorrência da prescrição, articulando com o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional. Sustenta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo, afirmando não pretender o reexame de fatos e provas, mas tão somente a respectiva revaloração. O Estado de Pernambuco, instado a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco assentou, em síntese: EMENTA. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE REJEJTADA PELA INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE. PROCESSO PARALISADO HÁ MAIS DE DOZE ANOS. FALHA NO MECANISMO DA JUSTIÇA. PRESCRIÇÃO NÃO DECRETADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Agravo interposto contra a decisão terminativa que negou seguimento ao agravo de instrumento que atacava decisão que rejeitou exceção de pré-executividade. 2. Juízo a quo que desconsiderou a prescrição intercorrente alegada pela parte sob o fundamento de que a demora no processo da execução deveu-se a falha no mecanismo da justiça. 3. Aplicação ao caso da Súmula nº 106/STJ. 4. Execução Fiscal para cobrança de IPTU proposta no prazo prescricional a que alude o art. 174 do CTN. 5. Recurso improvido. 5. Manutenção da decisão proferida no agravo de instrumento em apenso. Não assiste razão à agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, assentou a inocorrência da prescrição. Nesse sentido, valorar a prova é atuar à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal local, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco assentou, em síntese: EMENTA. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE REJEJTADA PELA INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE. PROCESSO PARALISADO HÁ MAIS DE DOZE ANOS. FALHA NO MECANISMO DA JUSTIÇA. PRESCRIÇÃO NÃO DECRETADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Agravo interposto contra a decisão terminativa que negou seguimento ao agravo de instrumento que atacava decisão que rejeitou exceção de pré-executividade. 2. Juízo a quo que desconsiderou a prescrição intercorrente alegada pela parte sob o fundamento de que a demora no processo da execução deveu-se a falha no mecanismo da justiça. 3. Aplicação ao caso da Súmula nº 106/STJ. 4. Execução Fiscal para cobrança de IPTU proposta no prazo prescricional a que alude o art. 174 do CTN. 5. Recurso improvido. 5. Manutenção da decisão proferida no agravo de instrumento em apenso. Não assiste razão à agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, assentou a inocorrência da prescrição. Nesse sentido, valorar a prova é atuar à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal local, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 812859 AGR / PE Daí a incidência do Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Supremo Tribunal Federal ARE 812859 AGR / PE Daí a incidência do Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 15.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente o Senhor Ministro Roberto Barroso em razão de participação no “Global Constitutionalism Seminar”, na Universidade de Yale. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9466288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 15.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente o Senhor Ministro Roberto Barroso em razão de participação no “Global Constitutionalism Seminar”, na Universidade de Yale. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9466288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9518588
2015-09-15T00:00:00
2015-10-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 15.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur322974
Número de páginas: 6. Análise: 13/10/2015, BMP.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
812859
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 812859 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 15 de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498145. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) :RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 12 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 812859 AGR / PE análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da ocorrência da prescrição, articulando com o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional. Sustenta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo, afirmando não pretender o reexame de fatos e provas, mas tão somente a respectiva revaloração. O Estado de Pernambuco, instado a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Supremo Tribunal Federal ARE 812859 AGR / PE análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste na índole constitucional da controvérsia. Discorre acerca da ocorrência da prescrição, articulando com o disposto no artigo 174 do Código Tributário Nacional. Sustenta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo, afirmando não pretender o reexame de fatos e provas, mas tão somente a respectiva revaloração. O Estado de Pernambuco, instado a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco assentou, em síntese: EMENTA. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE REJEJTADA PELA INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE. PROCESSO PARALISADO HÁ MAIS DE DOZE ANOS. FALHA NO MECANISMO DA JUSTIÇA. PRESCRIÇÃO NÃO DECRETADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Agravo interposto contra a decisão terminativa que negou seguimento ao agravo de instrumento que atacava decisão que rejeitou exceção de pré-executividade. 2. Juízo a quo que desconsiderou a prescrição intercorrente alegada pela parte sob o fundamento de que a demora no processo da execução deveu-se a falha no mecanismo da justiça. 3. Aplicação ao caso da Súmula n 106/Superior Tribunal de Justiça. 4. Execução Fiscal para cobrança de IPTU proposta no prazo prescricional a que alude o art. 174 do CTN. 5. Recurso improvido. 5. Manutenção da decisão proferida no agravo de instrumento em apenso. Não assiste razão à agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, assentou a inocorrência da prescrição. Nesse sentido, valorar a prova é atuar à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal local, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco assentou, em síntese: EMENTA. DIREITO TRIBUTÁRIO. AGRAVO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE REJEJTADA PELA INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. IRRESIGNAÇÃO DA PARTE. PROCESSO PARALISADO HÁ MAIS DE DOZE ANOS. FALHA NO MECANISMO DA JUSTIÇA. PRESCRIÇÃO NÃO DECRETADA. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. Agravo interposto contra a decisão terminativa que negou seguimento ao agravo de instrumento que atacava decisão que rejeitou exceção de pré-executividade. 2. Juízo a quo que desconsiderou a prescrição intercorrente alegada pela parte sob o fundamento de que a demora no processo da execução deveu-se a falha no mecanismo da justiça. 3. Aplicação ao caso da Súmula n 106/Superior Tribunal de Justiça. 4. Execução Fiscal para cobrança de IPTU proposta no prazo prescricional a que alude o art. 174 do CTN. 5. Recurso improvido. 5. Manutenção da decisão proferida no agravo de instrumento em apenso. Não assiste razão à agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, assentou a inocorrência da prescrição. Nesse sentido, valorar a prova é atuar à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal local, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 812859 AGR / PE Daí a incidência do Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Supremo Tribunal Federal ARE 812859 AGR / PE Daí a incidência do Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9498147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 15.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente o Senhor Ministro Roberto Barroso em razão de participação no “Global Constitutionalism Seminar”, na Universidade de Yale. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9466288 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 812.859 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ALTRONIC S/A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ADV.(A/S) : RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 15.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente o Senhor Ministro Roberto Barroso em razão de participação no “Global Constitutionalism Seminar”, na Universidade de Yale. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9466288 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 812859", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Súmula n 106 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula n 106 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 812859 AGR", "AGRAVO 812 . 859" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 174 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 174 do Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 174 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "Estado de Pernambuco", "Estado de Pernambuco", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO", "ESTADO DE PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "Universidade de Yale", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ALTRONIC S / A EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS", "Universidade de Yale", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "RAIMUNDO DE SOUZA MEDEIROS JÚNIOR", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "12 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "12 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "15", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL PENAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INVIABILIDADE DO RECURSO NO QUAL NÃO SE IMPUGNAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 920615 AGR / DF Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2015, neguei seguimento aos agravo nos autos dos recursos extraordinários interpostos por José Jardel Astolpho contra julgados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e do Superior Tribunal de Justiça, por ausência de ofensa constitucional direta, o primeiro, e o segundo, por ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade aos arts. 1°, inc. III, e 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Código de Processo Penal), inviabiliza o recurso extraordinário, pois ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2015, neguei seguimento aos agravo nos autos dos recursos extraordinários interpostos por José Jardel Astolpho contra julgados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e do Superior Tribunal de Justiça, por ausência de ofensa constitucional direta, o primeiro, e o segundo, por ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade aos arts. 1°, inc. III, e 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Código de Processo Penal), inviabiliza o recurso extraordinário, pois ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 920615 AGR / DF indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). (…) 12. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 13. O Agravante não impugnou o único fundamento da decisão agravada quanto à incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Também demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse ponto deveria ser superado. A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se impugnam os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. Agravo regimental a que se nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). (…) 12. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 13. O Agravante não impugnou o único fundamento da decisão agravada quanto à incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Também demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse ponto deveria ser superado. A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se impugnam os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. Agravo regimental a que se nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 920615 AGR / DF provimento” (ARE n. 765.870-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 21.3.2014). (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Agravante. 14. Pelo exposto, nego seguimento a estes agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2015, José Jardel Astolpho interpõe, em 9.11.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma ser direta a ofensa constitucional apontada, pois o Tribunal de Justiça estadual, “ao não reconhecer a inépcia da denúncia formulada em desfavor do recorrente, infringiu a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, prevista no art. 5º, LV, da CF, assegurada em todos os processos judiciais e a também afronta o devido processo legal, também previsto no art. 5º, LIV, CF e via de consequência, a dignidade da pessoa humana, contemplada no art. 1º, inciso III, da CF”. Quanto ao fundamento de não impugnação da decisão pela qual se inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Agravante assevera que “a fundamentação utilizada nos respectivos recursos, satisfaz as exigências processuais, havendo sim impugnação específica e bem fundamentada de todas as questões levantadas em sede recursais”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF provimento” (ARE n. 765.870-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 21.3.2014). (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Agravante. 14. Pelo exposto, nego seguimento a estes agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2015, José Jardel Astolpho interpõe, em 9.11.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma ser direta a ofensa constitucional apontada, pois o Tribunal de Justiça estadual, “ao não reconhecer a inépcia da denúncia formulada em desfavor do recorrente, infringiu a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, prevista no art. 5º, LV, da CF, assegurada em todos os processos judiciais e a também afronta o devido processo legal, também previsto no art. 5º, LIV, CF e via de consequência, a dignidade da pessoa humana, contemplada no art. 1º, inciso III, da CF”. Quanto ao fundamento de não impugnação da decisão pela qual se inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Agravante assevera que “a fundamentação utilizada nos respectivos recursos, satisfaz as exigências processuais, havendo sim impugnação específica e bem fundamentada de todas as questões levantadas em sede recursais”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegada afronta aos princípios do contraditório e do devido processo legal, se dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional, como na espécie vertente, configura ofensa constitucional indireta e não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Constitucional. Processual Penal. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa (CF, art. 5º, incisos LIV e LV). Ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Ausência de repercussão geral reconhecida. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Está consolidado na Corte o entendimento de que “não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE nº 639.228/RJ-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 830.699-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.2.2015). “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegada afronta aos princípios do contraditório e do devido processo legal, se dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional, como na espécie vertente, configura ofensa constitucional indireta e não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Constitucional. Processual Penal. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa (CF, art. 5º, incisos LIV e LV). Ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Ausência de repercussão geral reconhecida. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Está consolidado na Corte o entendimento de que “não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE nº 639.228/RJ-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 830.699-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.2.2015). “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTOPROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTOPROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 761.970-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 20.10.2015). 3. Ademais, este Supremo Tribunal também assentou a inviabilidade do recurso pelo qual não se impugnam todos os fundamentos da decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados de forma específica todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário” (AI n. 680.102-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO - INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO - AGRAVO IMPROVIDO. - Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo de instrumento, a obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedentes” (AI n. 519.332-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 18.2.2005). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 761.970-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 20.10.2015). 3. Ademais, este Supremo Tribunal também assentou a inviabilidade do recurso pelo qual não se impugnam todos os fundamentos da decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados de forma específica todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário” (AI n. 680.102-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO - INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO - AGRAVO IMPROVIDO. - Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo de instrumento, a obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedentes” (AI n. 519.332-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 18.2.2005). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) : RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : RONEY FERREIRA ADV.(A/S) : MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) : HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCELO COSTA ALBANI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824444 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) : RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : RONEY FERREIRA ADV.(A/S) : MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) : HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCELO COSTA ALBANI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824444 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9907907
2015-11-17T00:00:00
2015-12-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL PENAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INVIABILIDADE DO RECURSO NO QUAL NÃO SE IMPUGNAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331444
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO) ARE 830699 AgR (1ªT), ARE 761970 ED (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS) AI 519332 AgR (2ªT), AI 680102 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 11/12/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
920615
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 920615 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) : RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : RONEY FERREIRA ADV.(A/S) : MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) : HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCELO COSTA ALBANI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PROCESSUAL PENAL. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. PRÉVIA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. INVIABILIDADE DO RECURSO NO QUAL NÃO SE IMPUGNAM OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA: SÚMULA N. 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 920615 AGR / DF Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849760. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2015, neguei seguimento aos agravo nos autos dos recursos extraordinários interpostos por José Jardel Astolpho contra julgados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e do Superior Tribunal de Justiça, por ausência de ofensa constitucional direta, o primeiro, e o segundo, por ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade aos arts. 1..., inc. III, e 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Código de Processo Penal), inviabiliza o recurso extraordinário, pois ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) :RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) :RONEY FERREIRA ADV.(A/S) :MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) :HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :MARCELO COSTA ALBANI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 19.10.2015, neguei seguimento aos agravo nos autos dos recursos extraordinários interpostos por José Jardel Astolpho contra julgados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo e do Superior Tribunal de Justiça, por ausência de ofensa constitucional direta, o primeiro, e o segundo, por ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. Este Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade aos arts. 1..., inc. III, e 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (Código de Processo Penal), inviabiliza o recurso extraordinário, pois ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 920615 AGR / DF indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). (…) 12. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 13. O Agravante não impugnou o único fundamento da decisão agravada quanto à incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Também demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse ponto deveria ser superado. A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se impugnam os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. Agravo regimental a que se nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF indireta: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que "Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada". Precedentes. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n. 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2008). (…) 12. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 13. O Agravante não impugnou o único fundamento da decisão agravada quanto à incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Também demonstrou, de forma específica e objetiva, por que esse ponto deveria ser superado. A jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de dever ser negado seguimento ao agravo no qual não se impugnam os fundamentos da decisão agravada. Incide, na espécie, a Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. Nos termos da orientação firmada nesta Corte, cabe à parte agravante impugnar todos os fundamentos da decisão agravada, o que não ocorreu no caso. Agravo regimental a que se nega 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 920615 AGR / DF provimento” (ARE n. 765.870-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 21.3.2014). (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Agravante. 14. Pelo exposto, nego seguimento a estes agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2015, José Jardel Astolpho interpõe, em 9.11.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma ser direta a ofensa constitucional apontada, pois o Tribunal de Justiça estadual, “ao não reconhecer a inépcia da denúncia formulada em desfavor do recorrente, infringiu a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, prevista no art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988, assegurada em todos os processos judiciais e a também afronta o devido processo legal, também previsto no art. 5..., LIV, Constituição Federal de 1988 e via de consequência, a dignidade da pessoa humana, contemplada no art. 1..., inciso III, da Constituição Federal de 1988”. Quanto ao fundamento de não impugnação da decisão pela qual se inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Agravante assevera que “a fundamentação utilizada nos respectivos recursos, satisfaz as exigências processuais, havendo sim impugnação específica e bem fundamentada de todas as questões levantadas em sede recursais”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF provimento” (ARE n. 765.870-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 21.3.2014). (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações do Agravante. 14. Pelo exposto, nego seguimento a estes agravos (art. 38 da Lei n. 8.038/1990 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.11.2015, José Jardel Astolpho interpõe, em 9.11.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante afirma ser direta a ofensa constitucional apontada, pois o Tribunal de Justiça estadual, “ao não reconhecer a inépcia da denúncia formulada em desfavor do recorrente, infringiu a garantia constitucional do contraditório e da ampla defesa, prevista no art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988, assegurada em todos os processos judiciais e a também afronta o devido processo legal, também previsto no art. 5..., LIV, Constituição Federal de 1988 e via de consequência, a dignidade da pessoa humana, contemplada no art. 1..., inciso III, da Constituição Federal de 1988”. Quanto ao fundamento de não impugnação da decisão pela qual se inadmitiu o recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça, o Agravante assevera que “a fundamentação utilizada nos respectivos recursos, satisfaz as exigências processuais, havendo sim impugnação específica e bem fundamentada de todas as questões levantadas em sede recursais”. Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849761. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegada afronta aos princípios do contraditório e do devido processo legal, se dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional, como na espécie vertente, configura ofensa constitucional indireta e não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Constitucional. Processual Penal. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa (Constituição Federal de 1988, art. 5..., incisos LIV e LV). Ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Ausência de repercussão geral reconhecida. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Está consolidado na Corte o entendimento de que “não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE n 639.228/RJ-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 830.699-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.2.2015). “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal assentou que a alegada afronta aos princípios do contraditório e do devido processo legal, se dependente da prévia análise da legislação infraconstitucional, como na espécie vertente, configura ofensa constitucional indireta e não tem repercussão geral. Assim, por exemplo: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Constitucional. Processual Penal. Indeferimento de diligência probatória. Cerceamento de defesa (Constituição Federal de 1988, art. 5..., incisos LIV e LV). Ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. Ausência de repercussão geral reconhecida. Precedentes. Agravo regimental não provido. 1. Está consolidado na Corte o entendimento de que “não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE n 639.228/RJ-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 31/8/11). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n. 830.699-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 12.2.2015). “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF Recurso Extraordinário 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTOPROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF Recurso Extraordinário 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTOPROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVOS REGIMENTAIS. RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS COM AGRAVO. JUÍZO DE CONHECIMENTO DO RECURSO ESPECIAL COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO DO JULGADO RECORRIDO NOS TERMOS DAS DIRETRIZES FIXADAS NO AI 791.292 RG (REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 339). VIOLAÇÃO AOS LIMITES DA COISA JULGADA E AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL E DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE E REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 761.970-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 20.10.2015). 3. Ademais, este Supremo Tribunal também assentou a inviabilidade do recurso pelo qual não se impugnam todos os fundamentos da decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados de forma específica todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário” (AI n. 680.102-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO - INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO - AGRAVO IMPROVIDO. - Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo de instrumento, a obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedentes” (AI n. 519.332-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 18.2.2005). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVOS REGIMENTAIS A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. 761.970-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 20.10.2015). 3. Ademais, este Supremo Tribunal também assentou a inviabilidade do recurso pelo qual não se impugnam todos os fundamentos da decisão agravada: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO QUE NÃO IMPUGNA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE NÃO ADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Inviável o agravo de instrumento no qual não são impugnados de forma específica todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário” (AI n. 680.102-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.6.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO - INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO QUE NÃO IMPUGNA AS RAZÕES DESSE ATO DECISÓRIO - AGRAVO IMPROVIDO. - Impõe-se, à parte recorrente, quando da interposição do agravo de instrumento, a obrigação processual de impugnar todas as razões em que se assentou a decisão veiculadora do juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário. Precedentes” (AI n. 519.332-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 18.2.2005). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 920615 AGR / DF 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Supremo Tribunal Federal ARE 920615 AGR / DF 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849762. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) : RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : RONEY FERREIRA ADV.(A/S) : MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) : HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCELO COSTA ALBANI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824444 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920.615 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : JOSÉ JARDEL ASTOLPHO ADV.(A/S) : RIVELINO AMARAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO INTDO.(A/S) : RONEY FERREIRA ADV.(A/S) : MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER INTDO.(A/S) : HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : MARCELO COSTA ALBANI Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824444 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 287 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 920615", "ARE 920615 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 920 . 615", "AGRAVO 920 . 615", "ARE 920615 AGR /", "AI n . 580 . 465 - AgR", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 920615", "SÚMULA 282 DESTE SUPREMO TRIBUNAL", "AI n . 580 . 465 - AgR", "Súmulas ns . 282", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 920615 AGR / DF", "ARE n . 765 . 870 - AgR", "ARE 920615 AGR / DF", "ARE n . 765 . 870 - AgR", "AGRAVO 920 . 615", "ARE n 639 . 228 / RJ - RG", "ARE n . 830 . 699 - AgR", "ARE n 639 . 228 / RJ - RG", "ARE n . 830 . 699 - AgR", "ARE 920615 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371", "ARE 920615 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "AI 791 . 292 RG", "ARE 748 . 371", "ARE 920615 AGR / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 761 . 970 - AgR", "AI n . 680 . 102 - AgR", "AI n . 519 . 332 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 761 . 970 - AgR", "AI n . 680 . 102 - AgR", "AI n . 519 .", "ARE 920615 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ". . , incs . LIV e LV , da Constituição da República", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , inc . III , e 5 . . . , incs . LIV e LV , da Constituição da República", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV , Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , inciso III , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n . 8 . 038 / 1990", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LIV , Constituição Federal de 1988", "art . 1 . . . , inciso III , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , incisos", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , incisos LIV e LV", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Tribunal de Justiça do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Tribunal de Justiça do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "JOSÉ JARDEL ASTOLPHO", "RIVELINO AMARAL", "RONEY FERREIRA", "MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER", "HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA", "MARCELO COSTA ALBANI", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LÚCIA", "JOSÉ JARDEL ASTOLPHO", "RIVELINO AMARAL", "RONEY FERREIRA", "MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER", "HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA", "MARCELO COSTA ALBANI", "CÁRMEN LÚCIA", "José Jardel Astolpho", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSÉ JARDEL ASTOLPHO", "RIVELINO AMARAL", "RONEY FERREIRA", "MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER", "HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA", "MARCELO COSTA ALBANI", "CÁRMEN LÚCIA", "José Jardel Astolpho", "Joaquim Barbosa", "José Jardel Astolpho", "Joaquim Barbosa", "José Jardel Astolpho", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "JOSÉ JARDEL ASTOLPHO", "RIVELINO AMARAL", "RONEY FERREIRA", "MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER", "HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA", "MARCELO COSTA ALBANI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "JOSÉ JARDEL ASTOLPHO", "RIVELINO AMARAL", "RONEY FERREIRA", "MARCIO AZEVEDO SCHNEIDER", "HILTON CARLOS ALMEIDA DE OLIVEIRA", "MARCELO COSTA ALBANI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "9", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "3", ".", "2014", "4", ".", "11", ".", "2015", "9", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "3", ".", "2014", "4", ".", "11", ".", "2015", "9", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "31", "/", "8", "/", "11", "12", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "31", "/", "8", "/", "11", "12", ".", "2", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "19", ".", "6", ".", "2009", "18", ".", "2", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "19", ".", "6", ".", "2009", "18", ".", "2", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.5.2014. 1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 844031 AGR / RS 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Sandro Heleno Auler. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 283/STF, pois “(...) não se discute matéria fática e muito menos legislação infraconstitucional, mas unicamente matéria estritamente jurídica e de cunho constitucional, qual seja, a inconstitucionalidade do art. 277, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro, que traz a previsão da presunção de embriaguez àquele que se nega a realizar o teste do bafômetro (...)” (fl. 243). Reitera a afronta ao art. 5º, LVII e LXIII, da Lei Maior. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. MULTA. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. AUTUAÇAO EM FLAGRANTE. RECUSA. TESTE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. 1. A recusa do condutor em se submeter ao teste de alcoolemia por etilômetro constitui infração administrativa que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Sandro Heleno Auler. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 283/STF, pois “(...) não se discute matéria fática e muito menos legislação infraconstitucional, mas unicamente matéria estritamente jurídica e de cunho constitucional, qual seja, a inconstitucionalidade do art. 277, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro, que traz a previsão da presunção de embriaguez àquele que se nega a realizar o teste do bafômetro (...)” (fl. 243). Reitera a afronta ao art. 5º, LVII e LXIII, da Lei Maior. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. MULTA. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. AUTUAÇAO EM FLAGRANTE. RECUSA. TESTE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. 1. A recusa do condutor em se submeter ao teste de alcoolemia por etilômetro constitui infração administrativa que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 844031 AGR / RS enseja a aplicação das penalidades previstas no art. 165 do CTB. Art. 277, § 3º, do CTB. Não há falar, portanto, em violação ao princípio constitucional da presunção da inocência, mas de inobservância do dever legal de se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro para certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência que sujeita o motorista às sanções legais. 2. No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. Súmula 312 do STJ. Res. 149 do CONTRAN. 3. A notificação da autuação pela prática de infração ao trânsito exaure-se com a assinatura do auto de infração (a) pelo condutor/proprietário e (b) pelo condutor/não proprietário na hipótese de infração decorrente de atos praticados na direção do veículo. 4. Se o infrator, notificado, não apresenta defesa, no processo de trânsito, a autoridade de trânsito expede notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Recurso desprovido.” (fl. 172) Acórdão recorrido publicado em 21.5.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS enseja a aplicação das penalidades previstas no art. 165 do CTB. Art. 277, § 3º, do CTB. Não há falar, portanto, em violação ao princípio constitucional da presunção da inocência, mas de inobservância do dever legal de se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro para certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência que sujeita o motorista às sanções legais. 2. No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. Súmula 312 do STJ. Res. 149 do CONTRAN. 3. A notificação da autuação pela prática de infração ao trânsito exaure-se com a assinatura do auto de infração (a) pelo condutor/proprietário e (b) pelo condutor/não proprietário na hipótese de infração decorrente de atos praticados na direção do veículo. 4. Se o infrator, notificado, não apresenta defesa, no processo de trânsito, a autoridade de trânsito expede notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Recurso desprovido.” (fl. 172) Acórdão recorrido publicado em 21.5.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LVII e LXIII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto probatório pertinente, a ensejar a aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a violação dos preceitos constitucionais apontados. Colho precedentes: ARE 675.702-AgR, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, LVII e LXIII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto probatório pertinente, a ensejar a aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a violação dos preceitos constitucionais apontados. Colho precedentes: ARE 675.702-AgR, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 17.5.2012, ARE 868.912-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 13.5.2015, ARE 659.175- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 21.3.2012, e o ARE 858.688-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 31.3.2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. A regularidade do procedimento administrativo, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista por esta Corte em razão do óbice da Súmula nº 279 do STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI 791.292- QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO. MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANULAÇÃO DE PENALIDADE POR AUSÊNCIA DE DECISÃO FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE RECURSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 17.5.2012, ARE 868.912-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 13.5.2015, ARE 659.175- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 21.3.2012, e o ARE 858.688-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 31.3.2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. A regularidade do procedimento administrativo, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista por esta Corte em razão do óbice da Súmula nº 279 do STF que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI 791.292- QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO. MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANULAÇÃO DE PENALIDADE POR AUSÊNCIA DE DECISÃO FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE RECURSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Ademais, suficiente o fundamento infraconstitucional adotado pelo acórdão recorrido e não interposto o adequado recurso especial, verifica-se o óbice da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 776.355-AgR, de minha lavra, 1ª Turma, DJe 29.8.2014) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Ademais, suficiente o fundamento infraconstitucional adotado pelo acórdão recorrido e não interposto o adequado recurso especial, verifica-se o óbice da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (RE 776.355-AgR, de minha lavra, 1ª Turma, DJe 29.8.2014) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão recorrido. Enunciado 283 da Súmula do STF. 3. Necessidade de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul. Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 729.526-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 12.5.2015) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pela Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, verbis: “(...) Todavia, tal entendimento não leva à inconstitucionalidade da Lei nº 11.708, de 2008, que introduziu o § 3º ao art. 277 do Código Brasileiro de Trânsito. Com efeito, não há falar, no caso, em violação ao princípio da presunção de inocência. É que a recusa a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput do art. 277 do aludido diploma legal se constitui em infração administrativa que sujeita o infrator às sanções legais. Em outras palavras, a violação ao dever legal de se submeter aos procedimentos legais atrai a aplicação das sanções do art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro. (...) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão recorrido. Enunciado 283 da Súmula do STF. 3. Necessidade de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul. Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 729.526-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 12.5.2015) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pela Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, verbis: “(...) Todavia, tal entendimento não leva à inconstitucionalidade da Lei nº 11.708, de 2008, que introduziu o § 3º ao art. 277 do Código Brasileiro de Trânsito. Com efeito, não há falar, no caso, em violação ao princípio da presunção de inocência. É que a recusa a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput do art. 277 do aludido diploma legal se constitui em infração administrativa que sujeita o infrator às sanções legais. Em outras palavras, a violação ao dever legal de se submeter aos procedimentos legais atrai a aplicação das sanções do art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro. (...) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Na espécie, o Extrato de Auto de Infração juntado à fl. 81 dá conta de que o Apelante recusou-se a realizar o teste de embriaguez por meio de etilômetro. Ao assim agir, expôs-se às sanções legais. 3. Processo administrativo. No processo administrativo de imposição de multa de trânsito, é jurisprudência pacífica que são necessárias duas notificações: 1ª: a notificação da lavratura do auto de infração de trânsito e; 2ª: a notificação da aplicação da penalidade. A Resolução nº 149, de 19 de setembro de 2003, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – que trata sobre ‘a uniformização do procedimento administrativo de lavratura do auto de infração, da expedição da Notificação da Autuação e da Notificação da Penalidade de multa e de advertência por infrações de responsabilidade do proprietário e do condutor do veículo e da identificação do condutor infrator’ – dispõe, no artigo 3º que ‘À exceção do disposto no §5º do artigo anterior, após a verificação da regularidade do Auto de Infração, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da Autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar, no mínimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica. (...)’. (...) Exige, portanto, a Resolução nº 149 do CONTRAN proceda a autoridade de trânsito à notificação da autuação da infração por meio da entrega no endereço registrado na repartição de trânsito sem necessidade de recebimento pessoal (art. 3º). A imposição da sanção somente terá lugar após a apreciação da defesa, oportunidade em que será, então, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Na espécie, o Extrato de Auto de Infração juntado à fl. 81 dá conta de que o Apelante recusou-se a realizar o teste de embriaguez por meio de etilômetro. Ao assim agir, expôs-se às sanções legais. 3. Processo administrativo. No processo administrativo de imposição de multa de trânsito, é jurisprudência pacífica que são necessárias duas notificações: 1ª: a notificação da lavratura do auto de infração de trânsito e; 2ª: a notificação da aplicação da penalidade. A Resolução nº 149, de 19 de setembro de 2003, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – que trata sobre ‘a uniformização do procedimento administrativo de lavratura do auto de infração, da expedição da Notificação da Autuação e da Notificação da Penalidade de multa e de advertência por infrações de responsabilidade do proprietário e do condutor do veículo e da identificação do condutor infrator’ – dispõe, no artigo 3º que ‘À exceção do disposto no §5º do artigo anterior, após a verificação da regularidade do Auto de Infração, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da Autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar, no mínimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica. (...)’. (...) Exige, portanto, a Resolução nº 149 do CONTRAN proceda a autoridade de trânsito à notificação da autuação da infração por meio da entrega no endereço registrado na repartição de trânsito sem necessidade de recebimento pessoal (art. 3º). A imposição da sanção somente terá lugar após a apreciação da defesa, oportunidade em que será, então, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS expedida a notificação da penalidade. Tal procedimento está em consonância com o disposto no artigo 282 do Código de Trânsito e com o enunciado da Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça, a cujo teor ‘No processo administrativo para imposição de multa de trânsito são necessárias as notificações de autuação e da aplicação da pena decorrente da infração’. No caso, o Apelante foi notificado pessoalmente, por ocasião da lavratura do auto de infração da responsabilidade do condutor (dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência), na forma do § 3º do artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro . O auto de infração foi, inclusive, assinado pelo Apelante (fl. 85). Exauriu-se, assim, a notificação da autuação, nos termos do § 5º, do artigo 2º da Resolução n.º 149/2003, do CONTRAN , em vigor à data da autuação. Não fosse isso, também foi remetida notificação do auto de infração de trânsito ao endereço do Apelante (fl. 82). Após frustradas três tentativas de notificação por via postal, procedeu-se à notificação por edital, em 17 de maio de 2012, conforme dá conta o Extrato de Auto de Infração de fl. 81. (…) Não há falar, ainda, em extemporaneidade da aplicação da multa. Isso porque o artigo 281, parágrafo único inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro refere-se apenas ao prazo para a notificação da infração e não da aplicação de penalidade . Registre-se que não há falar em ilegalidade pela inexistência de julgamento motivado do processo administrativo de imposição de multa de trânsito. Com efeito, a falta da apresentação de defesa do auto de infração leva à aplicação da penalidade por meio da expedição da respectiva notificação da sua imposição. É que, nesse caso, basta a expedição pela autoridade de trânsito da notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Com efeito, segundo o art. 10 da Resolução n.º 149/2003, do CONTRAN 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS expedida a notificação da penalidade. Tal procedimento está em consonância com o disposto no artigo 282 do Código de Trânsito e com o enunciado da Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça, a cujo teor ‘No processo administrativo para imposição de multa de trânsito são necessárias as notificações de autuação e da aplicação da pena decorrente da infração’. No caso, o Apelante foi notificado pessoalmente, por ocasião da lavratura do auto de infração da responsabilidade do condutor (dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência), na forma do § 3º do artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro . O auto de infração foi, inclusive, assinado pelo Apelante (fl. 85). Exauriu-se, assim, a notificação da autuação, nos termos do § 5º, do artigo 2º da Resolução n.º 149/2003, do CONTRAN , em vigor à data da autuação. Não fosse isso, também foi remetida notificação do auto de infração de trânsito ao endereço do Apelante (fl. 82). Após frustradas três tentativas de notificação por via postal, procedeu-se à notificação por edital, em 17 de maio de 2012, conforme dá conta o Extrato de Auto de Infração de fl. 81. (…) Não há falar, ainda, em extemporaneidade da aplicação da multa. Isso porque o artigo 281, parágrafo único inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro refere-se apenas ao prazo para a notificação da infração e não da aplicação de penalidade . Registre-se que não há falar em ilegalidade pela inexistência de julgamento motivado do processo administrativo de imposição de multa de trânsito. Com efeito, a falta da apresentação de defesa do auto de infração leva à aplicação da penalidade por meio da expedição da respectiva notificação da sua imposição. É que, nesse caso, basta a expedição pela autoridade de trânsito da notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Com efeito, segundo o art. 10 da Resolução n.º 149/2003, do CONTRAN 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS (…).” (fls. 172-7) Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido que restou precluso em virtude da não interposição do adequado recurso especial. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional – Código de Trânsito Brasileiro e Resolução do CONTRAN nº 149/2003 -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS (…).” (fls. 172-7) Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido que restou precluso em virtude da não interposição do adequado recurso especial. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula nº 283 do STF. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula nº 283/STF. 2. Agravo regimental não provido.” (RE 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do STF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 21.11.2008). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional – Código de Trânsito Brasileiro e Resolução do CONTRAN nº 149/2003 -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS extraordinário. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Infração de trânsito. Responsabilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 787.347-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 10.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DE MULTA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2009. Tendo a Corte de origem dirimido, à luz da legislação infraconstitucional, controvérsia acerca da aplicação de penalidade a infração de trânsito, obter decisão em sentido diverso demandaria a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, da Lei Maior. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 611.678-AgR/RS, acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 10.12.2013). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS extraordinário. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Infração de trânsito. Responsabilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 787.347-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 10.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DE MULTA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2009. Tendo a Corte de origem dirimido, à luz da legislação infraconstitucional, controvérsia acerca da aplicação de penalidade a infração de trânsito, obter decisão em sentido diverso demandaria a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, da Lei Maior. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (RE 611.678-AgR/RS, acórdão de minha lavra, 1ª Turma, DJe 10.12.2013). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) : FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335873 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) : FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335873 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9353976
2015-08-25T00:00:00
2015-09-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.5.2014. 1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/STF: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur318870
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) AI 487379 AgR (2ªT), RE 611560 AgR (1ªT). (MULTA DE TRÂNSITO) RE 611678 AgR (1ªT), ARE 787347 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 16/09/2015, MAD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
844031
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009503 ANO-1997\n CTB-1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO\n\n", "LEG-FED RES-000149 ANO-2003\n RESOLUÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO - CONTRAN\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 844031 AgR
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AGTE.(S) : SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) : FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. APLICAÇÃO DE MULTA. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 21.5.2014. 1. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional aplicável à espécie, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. 2. A jurisprudência desta Suprema Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Precedentes. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 844031 AGR / RS 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Luiz Fux. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277628. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Sandro Heleno Auler. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 283/Supremo Tribunal Federal, pois “(...) não se discute matéria fática e muito menos legislação infraconstitucional, mas unicamente matéria estritamente jurídica e de cunho constitucional, qual seja, a inconstitucionalidade do art. 277, § 3..., do Código de Trânsito Brasileiro, que traz a previsão da presunção de embriaguez àquele que se nega a realizar o teste do bafômetro (...)” (fl. 243). Reitera a afronta ao art. 5..., LVII e LXIII, da Lei Maior. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. MULTA. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. AUTUAÇAO EM FLAGRANTE. RECUSA. TESTE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. 1. A recusa do condutor em se submeter ao teste de alcoolemia por etilômetro constitui infração administrativa que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) :FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Sandro Heleno Auler. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustenta a inaplicabilidade das Súmulas 279 e 283/Supremo Tribunal Federal, pois “(...) não se discute matéria fática e muito menos legislação infraconstitucional, mas unicamente matéria estritamente jurídica e de cunho constitucional, qual seja, a inconstitucionalidade do art. 277, § 3..., do Código de Trânsito Brasileiro, que traz a previsão da presunção de embriaguez àquele que se nega a realizar o teste do bafômetro (...)” (fl. 243). Reitera a afronta ao art. 5..., LVII e LXIII, da Lei Maior. Requer o provimento do recurso. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. MULTA. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. AUTUAÇAO EM FLAGRANTE. RECUSA. TESTE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. 1. A recusa do condutor em se submeter ao teste de alcoolemia por etilômetro constitui infração administrativa que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 844031 AGR / RS enseja a aplicação das penalidades previstas no art. 165 do CTB. Art. 277, § 3..., do CTB. Não há falar, portanto, em violação ao princípio constitucional da presunção da inocência, mas de inobservância do dever legal de se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro para certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência que sujeita o motorista às sanções legais. 2. No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça. Res. 149 do CONTRAN. 3. A notificação da autuação pela prática de infração ao trânsito exaure-se com a assinatura do auto de infração (a) pelo condutor/proprietário e (b) pelo condutor/não proprietário na hipótese de infração decorrente de atos praticados na direção do veículo. 4. Se o infrator, notificado, não apresenta defesa, no processo de trânsito, a autoridade de trânsito expede notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Recurso desprovido.” (fl. 172) Acórdão recorrido publicado em 21.5.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS enseja a aplicação das penalidades previstas no art. 165 do CTB. Art. 277, § 3..., do CTB. Não há falar, portanto, em violação ao princípio constitucional da presunção da inocência, mas de inobservância do dever legal de se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro para certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência que sujeita o motorista às sanções legais. 2. No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração. Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça. Res. 149 do CONTRAN. 3. A notificação da autuação pela prática de infração ao trânsito exaure-se com a assinatura do auto de infração (a) pelo condutor/proprietário e (b) pelo condutor/não proprietário na hipótese de infração decorrente de atos praticados na direção do veículo. 4. Se o infrator, notificado, não apresenta defesa, no processo de trânsito, a autoridade de trânsito expede notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Recurso desprovido.” (fl. 172) Acórdão recorrido publicado em 21.5.2014. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277629. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LVII e LXIII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto probatório pertinente, a ensejar a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a violação dos preceitos constitucionais apontados. Colho precedentes: ARE 675.702-AgR, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., LVII e LXIII, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. As instâncias ordinárias decidiram a questão com fundamento na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto probatório pertinente, a ensejar a aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” A aplicação de tal legislação ao caso concreto, consideradas as circunstâncias jurídico-normativas da decisão recorrida, não enseja a violação dos preceitos constitucionais apontados. Colho precedentes: ARE 675.702-AgR, Rel. Min. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 17.5.2012, ARE 868.912-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 13.5.2015, ARE 659.175- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 21.3.2012, e o ARE 858.688-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 31.3.2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. A regularidade do procedimento administrativo, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista por esta Corte em razão do óbice da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI 791.292- QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO. MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANULAÇÃO DE PENALIDADE POR AUSÊNCIA DE DECISÃO FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE RECURSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 17.5.2012, ARE 868.912-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 13.5.2015, ARE 659.175- AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 21.3.2012, e o ARE 858.688-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 31.3.2015, que possui a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. REGULARIDADE DO PROCESSO ADMINISTRATIVO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX E X, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. A regularidade do procedimento administrativo, quando aferida pelas instâncias ordinárias, não pode ser revista por esta Corte em razão do óbice da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 3. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI 791.292- QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “RECURSO INOMINADO. MUNICÍPIO DE SÃO LEOPOLDO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. ANULAÇÃO DE PENALIDADE POR AUSÊNCIA DE DECISÃO FUNDAMENTADA. INEXISTÊNCIA DE RECURSO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA.” 5. Agravo regimental DESPROVIDO.” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Ademais, suficiente o fundamento infraconstitucional adotado pelo acórdão recorrido e não interposto o adequado recurso especial, verifica-se o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 776.355-AgR, de minha lavra, 1... Turma, DJe 29.8.2014) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Ademais, suficiente o fundamento infraconstitucional adotado pelo acórdão recorrido e não interposto o adequado recurso especial, verifica-se o óbice da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Colho precedentes: “DIREITO ADMINISTRATIVO. ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS. DISCUSSÃO ACERCA DA NATUREZA DOS CARGOS. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO VIABILIZA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO SUFICIENTE PARA MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. APLICAÇÃO DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.7.2009. O Tribunal a quo tratou de matéria infraconstitucional referente ao conceito legal de cargo público para fins de acumulação remuneratória. O exame da alegada ofensa a dispositivo constitucional dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada. Precedentes. A jurisprudência desta Corte não admite recurso extraordinário contra acórdão que contém fundamento infraconstitucional suficiente e este se torna imodificável. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles.” Precedentes. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.” (Recurso Extraordinário 776.355-AgR, de minha lavra, 1... Turma, DJe 29.8.2014) 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão recorrido. Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul. Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 729.526-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 12.5.2015) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pela Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, verbis: “(...) Todavia, tal entendimento não leva à inconstitucionalidade da Lei n 11.708, de 2008, que introduziu o § 3... ao art. 277 do Código Brasileiro de Trânsito. Com efeito, não há falar, no caso, em violação ao princípio da presunção de inocência. É que a recusa a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput do art. 277 do aludido diploma legal se constitui em infração administrativa que sujeita o infrator às sanções legais. Em outras palavras, a violação ao dever legal de se submeter aos procedimentos legais atrai a aplicação das sanções do art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro. (...) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Existência de fundamento infraconstitucional autônomo suficiente a manter o acórdão recorrido. Enunciado 283 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Necessidade de interpretar o art. 79 da Lei 1.102/1990 do Estado de Mato Grosso do Sul. Impossibilidade de análise da legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 729.526-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 12.5.2015) Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição parcial do acórdão proferido pela Vigésima Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, verbis: “(...) Todavia, tal entendimento não leva à inconstitucionalidade da Lei n 11.708, de 2008, que introduziu o § 3... ao art. 277 do Código Brasileiro de Trânsito. Com efeito, não há falar, no caso, em violação ao princípio da presunção de inocência. É que a recusa a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput do art. 277 do aludido diploma legal se constitui em infração administrativa que sujeita o infrator às sanções legais. Em outras palavras, a violação ao dever legal de se submeter aos procedimentos legais atrai a aplicação das sanções do art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro. (...) 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS Na espécie, o Extrato de Auto de Infração juntado à fl. 81 dá conta de que o Apelante recusou-se a realizar o teste de embriaguez por meio de etilômetro. Ao assim agir, expôs-se às sanções legais. 3. Processo administrativo. No processo administrativo de imposição de multa de trânsito, é jurisprudência pacífica que são necessárias duas notificações: 1...: a notificação da lavratura do auto de infração de trânsito e; 2...: a notificação da aplicação da penalidade. A Resolução n 149, de 19 de setembro de 2003, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – que trata sobre ‘a uniformização do procedimento administrativo de lavratura do auto de infração, da expedição da Notificação da Autuação e da Notificação da Penalidade de multa e de advertência por infrações de responsabilidade do proprietário e do condutor do veículo e da identificação do condutor infrator’ – dispõe, no artigo 3... que ‘À exceção do disposto no §5... do artigo anterior, após a verificação da regularidade do Auto de Infração, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da Autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar, no mínimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica. (...)’. (...) Exige, portanto, a Resolução n 149 do CONTRAN proceda a autoridade de trânsito à notificação da autuação da infração por meio da entrega no endereço registrado na repartição de trânsito sem necessidade de recebimento pessoal (art. 3...). A imposição da sanção somente terá lugar após a apreciação da defesa, oportunidade em que será, então, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS Na espécie, o Extrato de Auto de Infração juntado à fl. 81 dá conta de que o Apelante recusou-se a realizar o teste de embriaguez por meio de etilômetro. Ao assim agir, expôs-se às sanções legais. 3. Processo administrativo. No processo administrativo de imposição de multa de trânsito, é jurisprudência pacífica que são necessárias duas notificações: 1...: a notificação da lavratura do auto de infração de trânsito e; 2...: a notificação da aplicação da penalidade. A Resolução n 149, de 19 de setembro de 2003, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN – que trata sobre ‘a uniformização do procedimento administrativo de lavratura do auto de infração, da expedição da Notificação da Autuação e da Notificação da Penalidade de multa e de advertência por infrações de responsabilidade do proprietário e do condutor do veículo e da identificação do condutor infrator’ – dispõe, no artigo 3... que ‘À exceção do disposto no §5... do artigo anterior, após a verificação da regularidade do Auto de Infração, a autoridade de trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 (trinta) dias contados da data do cometimento da infração, a Notificação da Autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar, no mínimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica. (...)’. (...) Exige, portanto, a Resolução n 149 do CONTRAN proceda a autoridade de trânsito à notificação da autuação da infração por meio da entrega no endereço registrado na repartição de trânsito sem necessidade de recebimento pessoal (art. 3...). A imposição da sanção somente terá lugar após a apreciação da defesa, oportunidade em que será, então, 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS expedida a notificação da penalidade. Tal procedimento está em consonância com o disposto no artigo 282 do Código de Trânsito e com o enunciado da Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça, a cujo teor ‘No processo administrativo para imposição de multa de trânsito são necessárias as notificações de autuação e da aplicação da pena decorrente da infração’. No caso, o Apelante foi notificado pessoalmente, por ocasião da lavratura do auto de infração da responsabilidade do condutor (dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência), na forma do § 3... do artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro . O auto de infração foi, inclusive, assinado pelo Apelante (fl. 85). Exauriu-se, assim, a notificação da autuação, nos termos do § 5..., do artigo 2... da Resolução n. 149/2003, do CONTRAN , em vigor à data da autuação. Não fosse isso, também foi remetida notificação do auto de infração de trânsito ao endereço do Apelante (fl. 82). Após frustradas três tentativas de notificação por via postal, procedeu-se à notificação por edital, em 17 de maio de 2012, conforme dá conta o Extrato de Auto de Infração de fl. 81. (…) Não há falar, ainda, em extemporaneidade da aplicação da multa. Isso porque o artigo 281, parágrafo único inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro refere-se apenas ao prazo para a notificação da infração e não da aplicação de penalidade . Registre-se que não há falar em ilegalidade pela inexistência de julgamento motivado do processo administrativo de imposição de multa de trânsito. Com efeito, a falta da apresentação de defesa do auto de infração leva à aplicação da penalidade por meio da expedição da respectiva notificação da sua imposição. É que, nesse caso, basta a expedição pela autoridade de trânsito da notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Com efeito, segundo o art. 10 da Resolução n. 149/2003, do CONTRAN 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS expedida a notificação da penalidade. Tal procedimento está em consonância com o disposto no artigo 282 do Código de Trânsito e com o enunciado da Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça, a cujo teor ‘No processo administrativo para imposição de multa de trânsito são necessárias as notificações de autuação e da aplicação da pena decorrente da infração’. No caso, o Apelante foi notificado pessoalmente, por ocasião da lavratura do auto de infração da responsabilidade do condutor (dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência), na forma do § 3... do artigo 257 do Código de Trânsito Brasileiro . O auto de infração foi, inclusive, assinado pelo Apelante (fl. 85). Exauriu-se, assim, a notificação da autuação, nos termos do § 5..., do artigo 2... da Resolução n. 149/2003, do CONTRAN , em vigor à data da autuação. Não fosse isso, também foi remetida notificação do auto de infração de trânsito ao endereço do Apelante (fl. 82). Após frustradas três tentativas de notificação por via postal, procedeu-se à notificação por edital, em 17 de maio de 2012, conforme dá conta o Extrato de Auto de Infração de fl. 81. (…) Não há falar, ainda, em extemporaneidade da aplicação da multa. Isso porque o artigo 281, parágrafo único inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro refere-se apenas ao prazo para a notificação da infração e não da aplicação de penalidade . Registre-se que não há falar em ilegalidade pela inexistência de julgamento motivado do processo administrativo de imposição de multa de trânsito. Com efeito, a falta da apresentação de defesa do auto de infração leva à aplicação da penalidade por meio da expedição da respectiva notificação da sua imposição. É que, nesse caso, basta a expedição pela autoridade de trânsito da notificação da imposição de penalidade que deverá observar o disposto no artigo 280 do Código de Trânsito Brasileiro. Com efeito, segundo o art. 10 da Resolução n. 149/2003, do CONTRAN 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS (…).” (fls. 172-7) Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido que restou precluso em virtude da não interposição do adequado recurso especial. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional – Código de Trânsito Brasileiro e Resolução do CONTRAN n 149/2003 -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS (…).” (fls. 172-7) Verifico que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em fundamento infraconstitucional suficiente para a manutenção do acórdão recorrido que restou precluso em virtude da não interposição do adequado recurso especial. Aplicação da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles”. Colho precedentes: “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. ICMS. Transporte intermunicipal e interestadual de mercadorias destinadas à exportação. Isenção. Fundamento infraconstitucional suficiente. Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência desta Suprema Corte no sentido de não se admitir recurso extraordinário contra acórdão que contenha fundamento infraconstitucional suficiente à sua manutenção. Orientação da Súmula n 283/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” (Recurso Extraordinário 611560 AgR, Relator(a): Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 27-06-2013) “Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo fundado em fundamento constitucional e infraconstitucional. 3. Interposição simultânea de recurso especial e extraordinário. Recurso não- provido no Superior Tribunal de Justiça. Manutenção dos fundamentos infraconstitucionais. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 487.379-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 21.11.2008). A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional – Código de Trânsito Brasileiro e Resolução do CONTRAN n 149/2003 -, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS extraordinário. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Infração de trânsito. Responsabilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 787.347-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 10.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DE MULTA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2009. Tendo a Corte de origem dirimido, à luz da legislação infraconstitucional, controvérsia acerca da aplicação de penalidade a infração de trânsito, obter decisão em sentido diverso demandaria a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, da Lei Maior. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 611.678-AgR/RS, acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 10.12.2013). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS extraordinário. Colho precedentes: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Prequestionamento. Ausência. Direito Administrativo. Infração de trânsito. Responsabilidade. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 787.347-AgR/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 10.10.2014). “DIREITO ADMINISTRATIVO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. APLICAÇÃO DE MULTA. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.7.2009. Tendo a Corte de origem dirimido, à luz da legislação infraconstitucional, controvérsia acerca da aplicação de penalidade a infração de trânsito, obter decisão em sentido diverso demandaria a análise de matéria infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, da Lei Maior. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido” (Recurso Extraordinário 611.678-AgR/RS, acórdão de minha lavra, 1... Turma, DJe 10.12.2013). Constato, ademais, que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 844031 AGR / RS constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Supremo Tribunal Federal ARE 844031 AGR / RS constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário.” As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9277630. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) : FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335873 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844.031 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : SANDRO HELENO AULER ADV.(A/S) : FELIPE FLORIANI BECKER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DO RIO GRANDE DO SUL - DETRAN/RS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335873 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 844 . 031", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 844031 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Súmulas 279", "Súmulas 279 e 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 844031 AGR / RS", "Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 844031 AGR / RS", "Súmula 312 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 675 . 702 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 675 . 702 - AgR", "ARE 858 . 688 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "ARE 868 . 912 - AgR", "ARE 659 . 175 - AgR", "ARE 858 . 688 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 355 - AgR", "ARE 844031 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 776 . 355 - 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 22244 AGR / SP agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que cassou decisão da 2ª Vara do Trabalho de Bento Gonçalves que manteve a condenação subsidiária do Município ao pagamento de verbas trabalhistas inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços terceirizados, tendo em vista que o ato reclamado não se pautou em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública. Alega a parte agravante, em síntese, que: (a) tanto o acórdão reclamado quanto os pronunciamentos anteriores demonstraram estar configurada a culpa do Município, “tanto é que permitiu a contratação de centenas de trabalhadores sem registro, no falso papel de cooperativado”; (b) “diferentemente do entendimento consubstanciado na decisão agravada, não há que se falar em presunção de culpa, uma vez que, consoante destacado, tanto a culpa in eligendo quanto a culpa in vigilando encontram-se efetivamente demonstradas no caso em tela” (doc. 20, fl. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852508. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que cassou decisão da 2ª Vara do Trabalho de Bento Gonçalves que manteve a condenação subsidiária do Município ao pagamento de verbas trabalhistas inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços terceirizados, tendo em vista que o ato reclamado não se pautou em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública. Alega a parte agravante, em síntese, que: (a) tanto o acórdão reclamado quanto os pronunciamentos anteriores demonstraram estar configurada a culpa do Município, “tanto é que permitiu a contratação de centenas de trabalhadores sem registro, no falso papel de cooperativado”; (b) “diferentemente do entendimento consubstanciado na decisão agravada, não há que se falar em presunção de culpa, uma vez que, consoante destacado, tanto a culpa in eligendo quanto a culpa in vigilando encontram-se efetivamente demonstradas no caso em tela” (doc. 20, fl. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852508. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). No julgamento da ADC 16, esta Corte, além de declarar constitucional o art. 71, § 1º, da Lei 8666/1993, que afasta a responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica e por incidência de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências. Em sessão plenária de 19/11/2014, no julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que registrou em seu voto: “Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração. Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo, naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). No julgamento da ADC 16, esta Corte, além de declarar constitucional o art. 71, § 1º, da Lei 8666/1993, que afasta a responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica e por incidência de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências. Em sessão plenária de 19/11/2014, no julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que registrou em seu voto: “Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração. Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo, naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1º, da Lei nº 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP caso concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode, desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.” Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo decisório da ADC 16. Isso porque, conforme se depreende do trecho do ato reclamado abaixo transcrito, a condenação do reclamante resultou de genérica imputação de culpa in vigilando, sem específica atribuição de conduta dolosa ou culposa que teria resultado no inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços: (…) É certo que, por não negados os fatos por quaisquer das Reclamadas, afigurou-se comprovado nos autos que a primeira Reclamada deixou de recolher o salário do mês de agosto/2013, as verbas rescisórias, o aviso prévio especial previsto em norma coletiva, importâncias a título de FGTS referente ao mês da rescisão, bem como a multa de 40%. De outro lado, os documentos de fls. 125 e seguintes evidenciam que o Recorrente fiscalizava os serviços da Reclamada principal, tanto que é rescindiu o contrato com a prestadora de serviço, em 24/09/2013, em face do descumprimento do contrato firmado, conforme demonstram os documentos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP caso concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode, desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.” Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo decisório da ADC 16. Isso porque, conforme se depreende do trecho do ato reclamado abaixo transcrito, a condenação do reclamante resultou de genérica imputação de culpa in vigilando, sem específica atribuição de conduta dolosa ou culposa que teria resultado no inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços: (…) É certo que, por não negados os fatos por quaisquer das Reclamadas, afigurou-se comprovado nos autos que a primeira Reclamada deixou de recolher o salário do mês de agosto/2013, as verbas rescisórias, o aviso prévio especial previsto em norma coletiva, importâncias a título de FGTS referente ao mês da rescisão, bem como a multa de 40%. De outro lado, os documentos de fls. 125 e seguintes evidenciam que o Recorrente fiscalizava os serviços da Reclamada principal, tanto que é rescindiu o contrato com a prestadora de serviço, em 24/09/2013, em face do descumprimento do contrato firmado, conforme demonstram os documentos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP de fls. 110/120. Entretanto, tal circunstância revela que o Município não foi suficientemente diligente quanto à fiscalização da execução dos serviços contratados, na medida em que não tomou medidas oportunas e eficazes a obstar o sucessivo descumprimento das obrigações trabalhistas, pela empresa contratada, notadamente em relação às verbas rescisórias devidas. Afinal, embora a responsabilidade pelos encargos trabalhistas fosse da empregadora principal, cabia ao Município acompanhar a execução do contrato e velar pelo seu fiel cumprimento, respondendo subsidiariamente pelos eventuais inadimplementos, por ele não fiscalizados a contento (cf. Súmula 331, V, do C. TST). Logo, o reconhecimento da constitucionalidade do art. 71 da Lei 8.666/93 não afastou a responsabilidade subjetiva da Administração Pública, tendo em vista que referido dispositivo legal deve ser interpretado em consonância com o art. 67 da mesma lei para o qual a inércia do ente público quanto à fiscalização na execução contratual, configura sua culpa in vigilando. Portanto, tem a Administração, por meio desse representante, o poder/dever de verificar o cumprimento de todas as obrigações relativas aos empregados da contratada que lhe prestam serviços. Não se trata de prerrogativa, mas de obrigação. Cumpra ainda, destacar, que o próprio contrato celebrado entre as Reclamadas estabeleceu expressamente a obrigação do Recorrente de assumir a responsabilidade subsidiária da quitação final de quaisquer débitos oriundos do convênio, referente a salários e encargos, que porventura venham a serem cobrados do Instituto. Neste espeque, entendo que restou comprovada a conduta culposa da Administração Pública pelo efetivo descumprimento das obrigações contratuais e legais previstas na Lei nº 8.666/93 e não, apenas, pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas a cargo da empresa prestadora dos serviços, nos moldes da decisão proferida pelo STF na Ação Declaratória de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP de fls. 110/120. Entretanto, tal circunstância revela que o Município não foi suficientemente diligente quanto à fiscalização da execução dos serviços contratados, na medida em que não tomou medidas oportunas e eficazes a obstar o sucessivo descumprimento das obrigações trabalhistas, pela empresa contratada, notadamente em relação às verbas rescisórias devidas. Afinal, embora a responsabilidade pelos encargos trabalhistas fosse da empregadora principal, cabia ao Município acompanhar a execução do contrato e velar pelo seu fiel cumprimento, respondendo subsidiariamente pelos eventuais inadimplementos, por ele não fiscalizados a contento (cf. Súmula 331, V, do C. TST). Logo, o reconhecimento da constitucionalidade do art. 71 da Lei 8.666/93 não afastou a responsabilidade subjetiva da Administração Pública, tendo em vista que referido dispositivo legal deve ser interpretado em consonância com o art. 67 da mesma lei para o qual a inércia do ente público quanto à fiscalização na execução contratual, configura sua culpa in vigilando. Portanto, tem a Administração, por meio desse representante, o poder/dever de verificar o cumprimento de todas as obrigações relativas aos empregados da contratada que lhe prestam serviços. Não se trata de prerrogativa, mas de obrigação. Cumpra ainda, destacar, que o próprio contrato celebrado entre as Reclamadas estabeleceu expressamente a obrigação do Recorrente de assumir a responsabilidade subsidiária da quitação final de quaisquer débitos oriundos do convênio, referente a salários e encargos, que porventura venham a serem cobrados do Instituto. Neste espeque, entendo que restou comprovada a conduta culposa da Administração Pública pelo efetivo descumprimento das obrigações contratuais e legais previstas na Lei nº 8.666/93 e não, apenas, pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas a cargo da empresa prestadora dos serviços, nos moldes da decisão proferida pelo STF na Ação Declaratória de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP Constitucionalidade nº 16/DF, devendo a Município responder subsidiariamente pelos créditos devidos à Obreira (doc. 10, fl. 6). Com efeito, o acórdão não se pauta em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do julgamento da ADC 16. Na mesma linha de entendimento, a 2ª Turma desta Corte decidiu, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade subsidiária da Administração Pública. Ausência de comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF. Aplicação automática da Súmula 331 do TST. Atribuição de culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3. Agravo regimental não provido” (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, j. 3/2/2015). As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos, mormente o de que configura presunção de responsabilidade subsidiária a genérica atribuição de culpa in vigilando do poder público. Ademais, a tese de que a responsabilidade do ente público seria direta por conta cláusula contratual deve ser discutida nos autos em que proferido o ato reclamado, e não na presente reclamação. 2. A propósito, o entendimento da decisão agravada foi recentemente reiterado pela Segunda Turma: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP Constitucionalidade nº 16/DF, devendo a Município responder subsidiariamente pelos créditos devidos à Obreira (doc. 10, fl. 6). Com efeito, o acórdão não se pauta em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do julgamento da ADC 16. Na mesma linha de entendimento, a 2ª Turma desta Corte decidiu, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade subsidiária da Administração Pública. Ausência de comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF. Aplicação automática da Súmula 331 do TST. Atribuição de culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3. Agravo regimental não provido” (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, j. 3/2/2015). As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos, mormente o de que configura presunção de responsabilidade subsidiária a genérica atribuição de culpa in vigilando do poder público. Ademais, a tese de que a responsabilidade do ente público seria direta por conta cláusula contratual deve ser discutida nos autos em que proferido o ato reclamado, e não na presente reclamação. 2. A propósito, o entendimento da decisão agravada foi recentemente reiterado pela Segunda Turma: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 20905 AgR, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 10-08-2015) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 20905 AgR, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 10-08-2015) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) : ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) : ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) : FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881868 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) : ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) : ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) : FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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2015-11-17T00:00:00
2015-12-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido.
sjur331467
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, OBRIGAÇÃO TRABALHISTA) Rcl 20905 AgR (2ªT). - Veja ADC 16 do STF. Número de páginas: 9. Análise: 09/12/2015, IMC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
22244
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 22244 AgR
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AGTE.(S) : DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) : ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) : ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15ª REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) : FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 22244 AGR / SP agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que cassou decisão da 2... Vara do Trabalho de Bento Gonçalves que manteve a condenação subsidiária do Município ao pagamento de verbas trabalhistas inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços terceirizados, tendo em vista que o ato reclamado não se pautou em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública. Alega a parte agravante, em síntese, que: (a) tanto o acórdão reclamado quanto os pronunciamentos anteriores demonstraram estar configurada a culpa do Município, “tanto é que permitiu a contratação de centenas de trabalhadores sem registro, no falso papel de cooperativado”; (b) “diferentemente do entendimento consubstanciado na decisão agravada, não há que se falar em presunção de culpa, uma vez que, consoante destacado, tanto a culpa in eligendo quanto a culpa in vigilando encontram-se efetivamente demonstradas no caso em tela” (doc. 20, fl. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852508. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) :ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) :ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) :INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) :FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que cassou decisão da 2... Vara do Trabalho de Bento Gonçalves que manteve a condenação subsidiária do Município ao pagamento de verbas trabalhistas inadimplidas por empresa contratada para prestação de serviços terceirizados, tendo em vista que o ato reclamado não se pautou em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública. Alega a parte agravante, em síntese, que: (a) tanto o acórdão reclamado quanto os pronunciamentos anteriores demonstraram estar configurada a culpa do Município, “tanto é que permitiu a contratação de centenas de trabalhadores sem registro, no falso papel de cooperativado”; (b) “diferentemente do entendimento consubstanciado na decisão agravada, não há que se falar em presunção de culpa, uma vez que, consoante destacado, tanto a culpa in eligendo quanto a culpa in vigilando encontram-se efetivamente demonstradas no caso em tela” (doc. 20, fl. 5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852508. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). No julgamento da ADC 16, esta Corte, além de declarar constitucional o art. 71, § 1..., da Lei 8666/1993, que afasta a responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica e por incidência de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências. Em sessão plenária de 19/11/2014, no julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que registrou em seu voto: “Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração. Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo, naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). No julgamento da ADC 16, esta Corte, além de declarar constitucional o art. 71, § 1..., da Lei 8666/1993, que afasta a responsabilidade da Administração Pública pelo pagamento das verbas trabalhistas não adimplidas pelo contratado, também deixou clara a possibilidade de a Justiça do Trabalho apreciar eventual culpa na gestão e fiscalização do contrato e, com base nessa causa jurídica e por incidência de outras normas, atribuir responsabilidade pelas consequências. Em sessão plenária de 19/11/2014, no julgamento da Rcl 10.829 AgR (Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 10/2/2015), a Ministra Cármen Lúcia fixou balizas objetivas quanto ao alcance do conteúdo decisório da ADC 16, oportunidade em que registrou em seu voto: “Eu considerei que o Ministro Celso estabeleceu que, no caso examinado, estaria demostrada a culpa da Administração. Também já decidi assim. E o que nós estávamos discutindo, naquela ADC 16, foi que, por presunção, não se pode declarar a responsabilidade contratual do Estado, porque o artigo 71, § 1..., da Lei n 8.666 é constitucional. Reconhecemos sua constitucionalidade, ressalva feita à possibilidade de, num Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP caso concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode, desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.” Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo decisório da ADC 16. Isso porque, conforme se depreende do trecho do ato reclamado abaixo transcrito, a condenação do reclamante resultou de genérica imputação de culpa in vigilando, sem específica atribuição de conduta dolosa ou culposa que teria resultado no inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços: (…) É certo que, por não negados os fatos por quaisquer das Reclamadas, afigurou-se comprovado nos autos que a primeira Reclamada deixou de recolher o salário do mês de agosto/2013, as verbas rescisórias, o aviso prévio especial previsto em norma coletiva, importâncias a título de FGTS referente ao mês da rescisão, bem como a multa de 40%. De outro lado, os documentos de fls. 125 e seguintes evidenciam que o Recorrente fiscalizava os serviços da Reclamada principal, tanto que é rescindiu o contrato com a prestadora de serviço, em 24/09/2013, em face do descumprimento do contrato firmado, conforme demonstram os documentos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP caso concreto, ao se contratar - caso que nós já tivemos -, o Tribunal do Trabalho verificar que ficou provado que não houve, por exemplo, a fiscalização. O que não vale para mim, acho que também para o Ministro Toffoli - pelo menos temos partilhado da mesma conclusão -, é a só existência da afirmação: fica provado, sem fundamentação. Mas, se o Ministro examinou e verificou que nos casos dele estava provado, e por isso é que ele deu essa solução na reclamação, em agravo, eu penso e continuo pensando isto: Justiça do Trabalho não pode, desconhecendo o nosso julgamento, presumir o contrário do que é a presunção no Brasil. Os atos da Administração Pública presumem-se válidos até prova cabal e taxativa em contrário.” Assentadas essas premissas, o caso revela ofensa ao conteúdo decisório da ADC 16. Isso porque, conforme se depreende do trecho do ato reclamado abaixo transcrito, a condenação do reclamante resultou de genérica imputação de culpa in vigilando, sem específica atribuição de conduta dolosa ou culposa que teria resultado no inadimplemento das obrigações trabalhistas por parte da empresa prestadora de serviços: (…) É certo que, por não negados os fatos por quaisquer das Reclamadas, afigurou-se comprovado nos autos que a primeira Reclamada deixou de recolher o salário do mês de agosto/2013, as verbas rescisórias, o aviso prévio especial previsto em norma coletiva, importâncias a título de FGTS referente ao mês da rescisão, bem como a multa de 40%. De outro lado, os documentos de fls. 125 e seguintes evidenciam que o Recorrente fiscalizava os serviços da Reclamada principal, tanto que é rescindiu o contrato com a prestadora de serviço, em 24/09/2013, em face do descumprimento do contrato firmado, conforme demonstram os documentos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP de fls. 110/120. Entretanto, tal circunstância revela que o Município não foi suficientemente diligente quanto à fiscalização da execução dos serviços contratados, na medida em que não tomou medidas oportunas e eficazes a obstar o sucessivo descumprimento das obrigações trabalhistas, pela empresa contratada, notadamente em relação às verbas rescisórias devidas. Afinal, embora a responsabilidade pelos encargos trabalhistas fosse da empregadora principal, cabia ao Município acompanhar a execução do contrato e velar pelo seu fiel cumprimento, respondendo subsidiariamente pelos eventuais inadimplementos, por ele não fiscalizados a contento (cf. Súmula 331, V, do C. Tribunal Superior do Trabalho). Logo, o reconhecimento da constitucionalidade do art. 71 da Lei 8.666/93 não afastou a responsabilidade subjetiva da Administração Pública, tendo em vista que referido dispositivo legal deve ser interpretado em consonância com o art. 67 da mesma lei para o qual a inércia do ente público quanto à fiscalização na execução contratual, configura sua culpa in vigilando. Portanto, tem a Administração, por meio desse representante, o poder/dever de verificar o cumprimento de todas as obrigações relativas aos empregados da contratada que lhe prestam serviços. Não se trata de prerrogativa, mas de obrigação. Cumpra ainda, destacar, que o próprio contrato celebrado entre as Reclamadas estabeleceu expressamente a obrigação do Recorrente de assumir a responsabilidade subsidiária da quitação final de quaisquer débitos oriundos do convênio, referente a salários e encargos, que porventura venham a serem cobrados do Instituto. Neste espeque, entendo que restou comprovada a conduta culposa da Administração Pública pelo efetivo descumprimento das obrigações contratuais e legais previstas na Lei n 8.666/93 e não, apenas, pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas a cargo da empresa prestadora dos serviços, nos moldes da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Declaratória de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP de fls. 110/120. Entretanto, tal circunstância revela que o Município não foi suficientemente diligente quanto à fiscalização da execução dos serviços contratados, na medida em que não tomou medidas oportunas e eficazes a obstar o sucessivo descumprimento das obrigações trabalhistas, pela empresa contratada, notadamente em relação às verbas rescisórias devidas. Afinal, embora a responsabilidade pelos encargos trabalhistas fosse da empregadora principal, cabia ao Município acompanhar a execução do contrato e velar pelo seu fiel cumprimento, respondendo subsidiariamente pelos eventuais inadimplementos, por ele não fiscalizados a contento (cf. Súmula 331, V, do C. Tribunal Superior do Trabalho). Logo, o reconhecimento da constitucionalidade do art. 71 da Lei 8.666/93 não afastou a responsabilidade subjetiva da Administração Pública, tendo em vista que referido dispositivo legal deve ser interpretado em consonância com o art. 67 da mesma lei para o qual a inércia do ente público quanto à fiscalização na execução contratual, configura sua culpa in vigilando. Portanto, tem a Administração, por meio desse representante, o poder/dever de verificar o cumprimento de todas as obrigações relativas aos empregados da contratada que lhe prestam serviços. Não se trata de prerrogativa, mas de obrigação. Cumpra ainda, destacar, que o próprio contrato celebrado entre as Reclamadas estabeleceu expressamente a obrigação do Recorrente de assumir a responsabilidade subsidiária da quitação final de quaisquer débitos oriundos do convênio, referente a salários e encargos, que porventura venham a serem cobrados do Instituto. Neste espeque, entendo que restou comprovada a conduta culposa da Administração Pública pelo efetivo descumprimento das obrigações contratuais e legais previstas na Lei n 8.666/93 e não, apenas, pelo inadimplemento das obrigações trabalhistas a cargo da empresa prestadora dos serviços, nos moldes da decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Declaratória de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP Constitucionalidade n 16/DF, devendo a Município responder subsidiariamente pelos créditos devidos à Obreira (doc. 10, fl. 6). Com efeito, o acórdão não se pauta em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do julgamento da ADC 16. Na mesma linha de entendimento, a 2... Turma desta Corte decidiu, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade subsidiária da Administração Pública. Ausência de comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF. Aplicação automática da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Atribuição de culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3. Agravo regimental não provido” (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, j. 3/2/2015). As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos, mormente o de que configura presunção de responsabilidade subsidiária a genérica atribuição de culpa in vigilando do poder público. Ademais, a tese de que a responsabilidade do ente público seria direta por conta cláusula contratual deve ser discutida nos autos em que proferido o ato reclamado, e não na presente reclamação. 2. A propósito, o entendimento da decisão agravada foi recentemente reiterado pela Segunda Turma: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP Constitucionalidade n 16/DF, devendo a Município responder subsidiariamente pelos créditos devidos à Obreira (doc. 10, fl. 6). Com efeito, o acórdão não se pauta em elementos fáticos e probatórios para subsidiar a condenação da Administração Pública, o que evidencia, sem adentrar na discussão acerca do ônus da prova, a presunção de responsabilidade da ora reclamante – conclusão não admitida por esta Corte quando do julgamento da ADC 16. Na mesma linha de entendimento, a 2... Turma desta Corte decidiu, em acórdão assim ementado: “Agravo regimental em reclamação. 2. Responsabilidade subsidiária da Administração Pública. Ausência de comprovação do elemento subjetivo do ato ilícito imputável ao poder público. Ofensa ao que decidido na ADC 16/DF. Aplicação automática da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Atribuição de culpa ao ente público por presunção. Inadmissibilidade. 3. Agravo regimental não provido” (Rcl 14.522, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, j. 3/2/2015). As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos, mormente o de que configura presunção de responsabilidade subsidiária a genérica atribuição de culpa in vigilando do poder público. Ademais, a tese de que a responsabilidade do ente público seria direta por conta cláusula contratual deve ser discutida nos autos em que proferido o ato reclamado, e não na presente reclamação. 2. A propósito, o entendimento da decisão agravada foi recentemente reiterado pela Segunda Turma: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22244 AGR / SP RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 20905 AgR, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 10-08-2015) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Supremo Tribunal Federal RCL 22244 AGR / SP RECONHECIMENTO POR PRESUNÇÃO. AFRONTA À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA NA ADC 16. CONFIGURAÇÃO. 1. Afronta a autoridade da decisão proferida no julgamento da ADC 16 (Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe 9/9/2011) a transferência à Administração Pública da responsabilidade pelo pagamento de encargos trabalhistas sem a indicação de específica conduta que fundamente o reconhecimento de sua culpa. 2. Agravo regimental não provido. (Rcl 20905 AgR, Relator(a) p/ Acórdão: Min. TEORI ZAVASCKI, Segunda Turma, DJe 10-08-2015) 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) : ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) : ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) : FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881868 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.244 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DAIANE PRISCILA DA SILVA ADV.(A/S) : ANDRE DE SIQUEIRA MORAES ADV.(A/S) : ANA RITA MENIN MACHADO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE ITAPETININGA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE ITAPETININGA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15... REGIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS INTDO.(A/S) : INSTITUTO EDUCACIONAL, ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA ADV.(A/S) : FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881868 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 22 . 244", "ADC 16", "ADC 16", "RCL 22244", "RECLAMAÇÃO 22 . 244", "ADC 16", "Rcl 10 . 829 AgR", "ADC 16", "RECLAMAÇÃO 22 . 244", "ADC 16", "Rcl 10 . 829 AgR", "ADC 16", "ADC 16", "RCL 22244 AGR / SP", "ADC 16", "ADC 16", "Súmula 331 , V , do C . Tribunal Superior do Trabalho", "Súmula 331 , V , do C . Tribunal Superior do Trabalho", "ADC 16", "ADC 16 / DF", "Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho", "Rcl 14 . 522", "RCL 22244", "ADC 16", "ADC 16 / DF", "Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho", "Rcl 14 . 522", "RCL 22244 AGR / SP", "ADC 16", "ADC 16", "Rcl 20905 AgR", "RCL 22244 AGR / SP", "ADC 16", "ADC 16", "Rcl 20905 AgR", "RECLAMAÇÃO 22 . 244", "RECLAMAÇÃO 22 . 244" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8666 / 1993", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 71 , § 1 . . . , da Lei 8666 / 1993", "artigo 71 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 666", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 da Lei 8 . 666 / 93", "Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 da Lei 8 . 666 / 93", "Lei n 8 . 666 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPETININGA", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPETININGA", "ITAPETININGA", "SÃO PAULO", "ITAPETININGA", "MUNICÍPIO DE", "ITAPETININGA", "ITAPETININGA", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "ITAPETININGA", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE ITAPETININGA", "ITAPETININGA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "INSTITUTO EDUCACIONAL , ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 .", "INSTITUTO EDUCACIONAL , ASSISTENCIAL E SOCIAL DE", "2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .", "INSTITUTO EDUCACIONAL , ASSISTENCIAL", "2", ".", ".", "Vara do Trabalho de Bento Gonçalves", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal do Trabalho", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RCL", "AGR", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ". . Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .", "INSTITUTO EDUCACIONAL , ASSISTENCIAL E SOCIAL DE ITAPETININGA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 15 . .", "INSTITUTO EDUCACIONAL , ASSISTENCIAL E SOCIAL DE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "DAIANE PRISCILA DA SILVA", "ANDRE DE SIQUEIRA MORAES", "ANA RITA MENIN MACHADO", "FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DAIANE PRISCILA DA SILVA", "ANDRE DE SIQUEIRA MORAES", "ANA RITA MENIN MACHADO", "FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DAIANE PRISCILA DA SILVA", "ANDRE DE SIQUEIRA MORAES", "ANA RITA MENIN MACHADO", "FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso", "TEORI ZAVASCKI", "Toffoli", "Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DAIANE PRISCILA DA SILVA", "ANDRE DE SIQUEIRA MORAES", "ANA RITA MENIN MACHADO", "FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "DAIANE PRISCILA DA SILVA", "ANDRE DE SIQUEIRA MORAES", "ANA RITA MENIN MACHADO", "FÁBIO COELHO DE OLIVEIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "9", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", "/", "11", "/", "2014", "10", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", "/", "11", "/", "2014", "10", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto", "/", "2013", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto", "/", "2013", "24", "/", "09", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "10", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "9", "/", "2011", "10", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão especial (CPP, art. 295). Enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual, em face das informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC nº 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). 2. Não há qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 130386 AGR / MG Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marcos Aender dos Reis, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC nº 61.709/MG. O impetrante sustenta, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto justificam a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF. Assevera, ademais, que o paciente faz jus à concessão da prisão domiciliar, uma vez que se encontra preso no Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG, em local “insalubre, infecto, repleto de mofo, além de não possuir as mínimas condições de prisão especial” a que faz jus por força do art. 295, inciso II, do Código de Processo Penal. Requer, liminarmente, a concessão da ordem a fim de que a prisão preventiva do paciente seja substituída por prisão domiciliar. Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Afirma, ainda, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marcos Aender dos Reis, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC nº 61.709/MG. O impetrante sustenta, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto justificam a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF. Assevera, ademais, que o paciente faz jus à concessão da prisão domiciliar, uma vez que se encontra preso no Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG, em local “insalubre, infecto, repleto de mofo, além de não possuir as mínimas condições de prisão especial” a que faz jus por força do art. 295, inciso II, do Código de Processo Penal. Requer, liminarmente, a concessão da ordem a fim de que a prisão preventiva do paciente seja substituída por prisão domiciliar. Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Afirma, ainda, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 130386 AGR / MG “não é preciso revolvimento probatório para se demonstrar que o Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, não obstante comportar alojamento coletivo (o que não se discute por incontroverso), POR OUTRO LADO NÃO ATENDE TODAS AS CONDICIONANTES DO ARTIGO 295, II, CPP, eis que NÃO ATENDE os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3º)”. Em abono a esses argumentos, destaca o julgamento do “HC nº 123.391/MG, relator Min. Ricardo Lewandowski cuja decisão colocou em liberdade paciente (advogado) que também estava encarcerado no Pavilhão “H”, - no mesmo local onde se encontra o Paciente ora Agravante (...)” (grifos do autor). Defende que “NÃO [pode] PREVALECER UMA VERSÃO ISOLADA DO MAGISTRADO DE COMARCA DISTANTE (IGARAPÉ, AO PASSO QUE A PENITENCIÁRIA FICA SITUADA NA COMARCA DE CONTAGEM), sob o risco inaceitável de violar- se garantia constitucional – cláusula pétrea – insculpida no inciso XLIX do art. 5º da Magna Carta (...)”. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG “não é preciso revolvimento probatório para se demonstrar que o Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, não obstante comportar alojamento coletivo (o que não se discute por incontroverso), POR OUTRO LADO NÃO ATENDE TODAS AS CONDICIONANTES DO ARTIGO 295, II, CPP, eis que NÃO ATENDE os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3º)”. Em abono a esses argumentos, destaca o julgamento do “HC nº 123.391/MG, relator Min. Ricardo Lewandowski cuja decisão colocou em liberdade paciente (advogado) que também estava encarcerado no Pavilhão “H”, - no mesmo local onde se encontra o Paciente ora Agravante (...)” (grifos do autor). Defende que “NÃO [pode] PREVALECER UMA VERSÃO ISOLADA DO MAGISTRADO DE COMARCA DISTANTE (IGARAPÉ, AO PASSO QUE A PENITENCIÁRIA FICA SITUADA NA COMARCA DE CONTAGEM), sob o risco inaceitável de violar- se garantia constitucional – cláusula pétrea – insculpida no inciso XLIX do art. 5º da Magna Carta (...)”. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra ato do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC nº 61.709/MG. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte. A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao STJ, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC nº 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra ato do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC nº 61.709/MG. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte. A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao STJ, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC nº 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG Peluso, DJ de 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO STF. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC nº 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09) De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ao analisar a questão relativa à prisão especial do ora agravante, consignou que “[ele], na condição de Vereador Municipal, possui prerrogativa constante no Código de Processo Penal (art. 295, II, do CPP), de modo que, em se tratando de custódia cautelar, somente poderá ser recolhido em quartéis ou em prisão denominada especial. A propósito, citem-se os dispositivos que tratam acerca do assunto: Art.295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: (...) II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG Peluso, DJ de 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO STF. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC nº 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09) De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ao analisar a questão relativa à prisão especial do ora agravante, consignou que “[ele], na condição de Vereador Municipal, possui prerrogativa constante no Código de Processo Penal (art. 295, II, do CPP), de modo que, em se tratando de custódia cautelar, somente poderá ser recolhido em quartéis ou em prisão denominada especial. A propósito, citem-se os dispositivos que tratam acerca do assunto: Art.295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: (...) II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG (…) § 2º Não havendo estabelecimento específico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento. (...). No presente caso, constata-se que o paciente está custodiado no ‘Pavilhão H’, situado na Penitenciária Nelson Hungria, alojamento justamente destinado aos presos que possuem direito a chamada prisão especial. Ademais, muito embora o acusado não esteja em cela individual, o próprio artigo supra mencionado prevê que ‘a cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3º)” (fl. 239/240 – anexo 7). Destacou, ainda, que “conforme se extrai da decisão primeva, o MM. Juiz asseverou que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade (fls. 80/83-TJ). (...) Assim sendo, estando o paciente recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma do ordenamento jurídico pátrio, não há que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado pela via estreita do habeas corpus” (fl. 240 - anexo 7). Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual em relação às informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG (…) § 2º Não havendo estabelecimento específico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento. (...). No presente caso, constata-se que o paciente está custodiado no ‘Pavilhão H’, situado na Penitenciária Nelson Hungria, alojamento justamente destinado aos presos que possuem direito a chamada prisão especial. Ademais, muito embora o acusado não esteja em cela individual, o próprio artigo supra mencionado prevê que ‘a cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3º)” (fl. 239/240 – anexo 7). Destacou, ainda, que “conforme se extrai da decisão primeva, o MM. Juiz asseverou que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade (fls. 80/83-TJ). (...) Assim sendo, estando o paciente recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma do ordenamento jurídico pátrio, não há que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado pela via estreita do habeas corpus” (fl. 240 - anexo 7). Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual em relação às informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC nº 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). Outro não foi o entendimento do Parquet Federal. Lê-se no parecer: “8. Não há na hipótese situação de flagrante constrangimento ilegal a ensejar o pronunciamento originário dessa Corte Suprema, cabendo perfeitamente a aplicação da Súmula 691/STF. Isso porque o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou ‘que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade’ . 9. Assim, se o local onde o agravante está recolhido é dotado dos atributos exigidos pelo artigo 295 do Código de Processo Penal, que dispõe sobre a prisão especial, apresentando condições regulares de higiene e instalações sanitárias satisfatórias, como afirmou o Juízo originário, é inadequada sua transferência para a prisão domiciliar, que é medida de caráter excepcional, cabível somente em situações de extrema gravidade, notadamente em razão da dificuldade enfrentada pelas autoridades na fiscalização do seu efetivo cumprimento” (grifos da autora). Anote-se, por fim, que, ao apreciar a liminar no HC nº 123.391/MG, o Ministro Ricardo Lewandowski não concluiu que o “Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG” não atenderia à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, mas apenas afirmou, em decisão liminar, que o estabelecimento prisional em questão não atenderia ao disposto no art. 7º, inciso V, do Estatuto dos Advogados (Sala de Estado Maior), o que é bem diverso. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC nº 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). Outro não foi o entendimento do Parquet Federal. Lê-se no parecer: “8. Não há na hipótese situação de flagrante constrangimento ilegal a ensejar o pronunciamento originário dessa Corte Suprema, cabendo perfeitamente a aplicação da Súmula 691/STF. Isso porque o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou ‘que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade’ . 9. Assim, se o local onde o agravante está recolhido é dotado dos atributos exigidos pelo artigo 295 do Código de Processo Penal, que dispõe sobre a prisão especial, apresentando condições regulares de higiene e instalações sanitárias satisfatórias, como afirmou o Juízo originário, é inadequada sua transferência para a prisão domiciliar, que é medida de caráter excepcional, cabível somente em situações de extrema gravidade, notadamente em razão da dificuldade enfrentada pelas autoridades na fiscalização do seu efetivo cumprimento” (grifos da autora). Anote-se, por fim, que, ao apreciar a liminar no HC nº 123.391/MG, o Ministro Ricardo Lewandowski não concluiu que o “Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG” não atenderia à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, mas apenas afirmou, em decisão liminar, que o estabelecimento prisional em questão não atenderia ao disposto no art. 7º, inciso V, do Estatuto dos Advogados (Sala de Estado Maior), o que é bem diverso. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) : MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881891 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) : MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9984381
2015-11-17T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão especial (CPP, art. 295). Enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual, em face das informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC nº 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). 2. Não há qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur333358
- Acórdão(s) citado(s): (HC, PRODUÇÃO DE PROVA) HC 117959 (1ªT). (SÚMULA 691) HC 96992 (1ªT), HC 100600 (2ªT). - Decisão monocrática citada: (PRISÃO ESPECIAL) HC 123391 MC. Número de páginas: 9. Análise: 13/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
130386
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00295\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 130386 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) : MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC Nº 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Prisão especial (CPP, art. 295). Enunciado da Súmula n 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual, em face das informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC n 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). 2. Não há qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula n 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 130386 AGR / MG Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marcos Aender dos Reis, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC n 61.709/MG. O impetrante sustenta, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto justificam a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Assevera, ademais, que o paciente faz jus à concessão da prisão domiciliar, uma vez que se encontra preso no Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG, em local “insalubre, infecto, repleto de mofo, além de não possuir as mínimas condições de prisão especial” a que faz jus por força do art. 295, inciso II, do Código de Processo Penal. Requer, liminarmente, a concessão da ordem a fim de que a prisão preventiva do paciente seja substituída por prisão domiciliar. Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Afirma, ainda, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) :MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) :RELATOR DO RHC n 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Marcos Aender dos Reis, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC n 61.709/MG. O impetrante sustenta, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto justificam a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Assevera, ademais, que o paciente faz jus à concessão da prisão domiciliar, uma vez que se encontra preso no Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG, em local “insalubre, infecto, repleto de mofo, além de não possuir as mínimas condições de prisão especial” a que faz jus por força do art. 295, inciso II, do Código de Processo Penal. Requer, liminarmente, a concessão da ordem a fim de que a prisão preventiva do paciente seja substituída por prisão domiciliar. Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Afirma, ainda, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 130386 AGR / MG “não é preciso revolvimento probatório para se demonstrar que o Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, não obstante comportar alojamento coletivo (o que não se discute por incontroverso), POR OUTRO LADO NÃO ATENDE TODAS AS CONDICIONANTES DO ARTIGO 295, II, CPP, eis que NÃO ATENDE os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3...)”. Em abono a esses argumentos, destaca o julgamento do “HC n 123.391/MG, relator Min. Ricardo Lewandowski cuja decisão colocou em liberdade paciente (advogado) que também estava encarcerado no Pavilhão “H”, - no mesmo local onde se encontra o Paciente ora Agravante (...)” (grifos do autor). Defende que “NÃO [pode] PREVALECER UMA VERSÃO ISOLADA DO MAGISTRADO DE COMARCA DISTANTE (IGARAPÉ, AO PASSO QUE A PENITENCIÁRIA FICA SITUADA NA COMARCA DE CONTAGEM), sob o risco inaceitável de violar- se garantia constitucional – cláusula pétrea – insculpida no inciso XLIX do art. 5... da Magna Carta (...)”. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG “não é preciso revolvimento probatório para se demonstrar que o Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, não obstante comportar alojamento coletivo (o que não se discute por incontroverso), POR OUTRO LADO NÃO ATENDE TODAS AS CONDICIONANTES DO ARTIGO 295, II, CPP, eis que NÃO ATENDE os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3...)”. Em abono a esses argumentos, destaca o julgamento do “HC n 123.391/MG, relator Min. Ricardo Lewandowski cuja decisão colocou em liberdade paciente (advogado) que também estava encarcerado no Pavilhão “H”, - no mesmo local onde se encontra o Paciente ora Agravante (...)” (grifos do autor). Defende que “NÃO [pode] PREVALECER UMA VERSÃO ISOLADA DO MAGISTRADO DE COMARCA DISTANTE (IGARAPÉ, AO PASSO QUE A PENITENCIÁRIA FICA SITUADA NA COMARCA DE CONTAGEM), sob o risco inaceitável de violar- se garantia constitucional – cláusula pétrea – insculpida no inciso XLIX do art. 5... da Magna Carta (...)”. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer de lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964122. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra ato do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC n 61.709/MG. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte. A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC n 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra ato do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no RHC n 61.709/MG. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte. A decisão ora hostilizada não merece reparos, pois a questão foi resolvida nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC n 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG Peluso, DJ de 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC n 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09) De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ao analisar a questão relativa à prisão especial do ora agravante, consignou que “[ele], na condição de Vereador Municipal, possui prerrogativa constante no Código de Processo Penal (art. 295, II, do CPP), de modo que, em se tratando de custódia cautelar, somente poderá ser recolhido em quartéis ou em prisão denominada especial. A propósito, citem-se os dispositivos que tratam acerca do assunto: Art.295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: (...) II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG Peluso, DJ de 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC n 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09) De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, ao analisar a questão relativa à prisão especial do ora agravante, consignou que “[ele], na condição de Vereador Municipal, possui prerrogativa constante no Código de Processo Penal (art. 295, II, do CPP), de modo que, em se tratando de custódia cautelar, somente poderá ser recolhido em quartéis ou em prisão denominada especial. A propósito, citem-se os dispositivos que tratam acerca do assunto: Art.295. Serão recolhidos a quartéis ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão antes de condenação definitiva: (...) II - os governadores ou interventores de Estados ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários, os prefeitos municipais, os vereadores e os chefes de Polícia; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG (…) § 2... Não havendo estabelecimento específico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento. (...). No presente caso, constata-se que o paciente está custodiado no ‘Pavilhão H’, situado na Penitenciária Nelson Hungria, alojamento justamente destinado aos presos que possuem direito a chamada prisão especial. Ademais, muito embora o acusado não esteja em cela individual, o próprio artigo supra mencionado prevê que ‘a cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3...)” (fl. 239/240 – anexo 7). Destacou, ainda, que “conforme se extrai da decisão primeva, o MM. Juiz asseverou que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade (fls. 80/83-TJ). (...) Assim sendo, estando o paciente recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma do ordenamento jurídico pátrio, não há que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado pela via estreita do habeas corpus” (fl. 240 - anexo 7). Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual em relação às informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG (…) § 2... Não havendo estabelecimento específico para o preso especial, este será recolhido em cela distinta do mesmo estabelecimento. (...). No presente caso, constata-se que o paciente está custodiado no ‘Pavilhão H’, situado na Penitenciária Nelson Hungria, alojamento justamente destinado aos presos que possuem direito a chamada prisão especial. Ademais, muito embora o acusado não esteja em cela individual, o próprio artigo supra mencionado prevê que ‘a cela especial poderá consistir em alojamento coletivo, atendidos os requisitos de salubridade do ambiente, pela concorrência dos fatores de aeração, insolação e condicionamento térmico adequados à existência humana’ (§3...)” (fl. 239/240 – anexo 7). Destacou, ainda, que “conforme se extrai da decisão primeva, o MM. Juiz asseverou que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade (fls. 80/83-TJ). (...) Assim sendo, estando o paciente recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma do ordenamento jurídico pátrio, não há que se falar em constrangimento ilegal a ser sanado pela via estreita do habeas corpus” (fl. 240 - anexo 7). Diante da constatação do Tribunal de Justiça estadual em relação às informações do juízo de primeiro grau, de que o paciente está recolhido em cela distinta da prisão comum, em situação que atende à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, “qualquer outra versão instala controvérsia insuscetível de exame em sede de habeas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130386 AGR / MG corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC n 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). Outro não foi o entendimento do Parquet Federal. Lê-se no parecer: “8. Não há na hipótese situação de flagrante constrangimento ilegal a ensejar o pronunciamento originário dessa Corte Suprema, cabendo perfeitamente a aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Isso porque o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou ‘que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade’ . 9. Assim, se o local onde o agravante está recolhido é dotado dos atributos exigidos pelo artigo 295 do Código de Processo Penal, que dispõe sobre a prisão especial, apresentando condições regulares de higiene e instalações sanitárias satisfatórias, como afirmou o Juízo originário, é inadequada sua transferência para a prisão domiciliar, que é medida de caráter excepcional, cabível somente em situações de extrema gravidade, notadamente em razão da dificuldade enfrentada pelas autoridades na fiscalização do seu efetivo cumprimento” (grifos da autora). Anote-se, por fim, que, ao apreciar a liminar no HC n 123.391/MG, o Ministro Ricardo Lewandowski não concluiu que o “Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG” não atenderia à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, mas apenas afirmou, em decisão liminar, que o estabelecimento prisional em questão não atenderia ao disposto no art. 7..., inciso V, do Estatuto dos Advogados (Sala de Estado Maior), o que é bem diverso. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Supremo Tribunal Federal HC 130386 AGR / MG corpus, que, como é sabido, não comporta dilação probatória” (HC n 117.959/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 10/4/14). Outro não foi o entendimento do Parquet Federal. Lê-se no parecer: “8. Não há na hipótese situação de flagrante constrangimento ilegal a ensejar o pronunciamento originário dessa Corte Suprema, cabendo perfeitamente a aplicação da Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Isso porque o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou ‘que os reclusos provisórios desfrutam das condições mínimas necessárias para o resguardo de seus direitos básicos não atingidos pela medida constritiva e para a garantia da dignidade’ . 9. Assim, se o local onde o agravante está recolhido é dotado dos atributos exigidos pelo artigo 295 do Código de Processo Penal, que dispõe sobre a prisão especial, apresentando condições regulares de higiene e instalações sanitárias satisfatórias, como afirmou o Juízo originário, é inadequada sua transferência para a prisão domiciliar, que é medida de caráter excepcional, cabível somente em situações de extrema gravidade, notadamente em razão da dificuldade enfrentada pelas autoridades na fiscalização do seu efetivo cumprimento” (grifos da autora). Anote-se, por fim, que, ao apreciar a liminar no HC n 123.391/MG, o Ministro Ricardo Lewandowski não concluiu que o “Pavilhão H do Complexo Penitenciário Nelson Hungria/MG” não atenderia à finalidade da norma prevista no art. 295 do Código de Processo Penal, mas apenas afirmou, em decisão liminar, que o estabelecimento prisional em questão não atenderia ao disposto no art. 7..., inciso V, do Estatuto dos Advogados (Sala de Estado Maior), o que é bem diverso. Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) : MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881891 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.386 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARCOS AENDER DOS REIS ADV.(A/S) : MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM AGDO.(A/S) : RELATOR DO RHC n 61709 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881891 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61709", "Súmula n 691 da Suprema Corte", "HC n 117 . 959 / SP", "Súmula n 691 da Suprema Corte", "HC 130386 AGR / MG", "HC 130386 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61709", "RHC n 61 . 709 / MG", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61709", "RHC n 61 . 709 / MG", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 130386 AGR / MG", "HC n 123 . 391 / MG", "HC 130386 AGR / MG", "HC n 123 . 391 / MG", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61 . 709 / MG", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "HC n 100 . 600 / SP", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61 . 709 / MG", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "HC n 100 . 600 / SP", "HC 130386 AGR / MG", "SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC n 96 . 992 / SE", "HC 130386 AGR / MG Peluso", "SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC n 96 . 992 / SE", "HC 130386 AGR / MG", "HC 130386 AGR / MG", "HC 130386 AGR / MG", "HC n 117 . 959 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 123 . 391 / MG", "HC 130386 AGR / MG", "HC n 117 . 959 / SP", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 123 . 391 / MG", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61709", "HABEAS CORPUS 130 . 386", "RHC n 61709" ], "LEGISLACAO": [ "CPP , art . 295", "art . 295 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 295 , inciso II , do Código de Processo Penal", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 295 , inciso II , do Código de Processo Penal", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 295 , II , CPP", "inciso XLIX do art . 5 . . . da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 295 , II , CPP", "Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 295 , II , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "art . 295 , II , do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 295 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "MARCOS AENDER DOS REIS", "MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS AENDER DOS REIS", "MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM", "DIAS TOFFOLI", "Marcos Aender dos Reis", "Félix Fischer", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS AENDER DOS REIS", "MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM", "DIAS TOFFOLI", "Marcos Aender dos Reis", "Félix Fischer", "Ricardo Lewandowski", "Cláudia Sampaio Marques", "Ricardo Lewandowski", "Cláudia Sampaio Marques", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Félix Fischer", "Cezar", "DIAS TOFFOLI", "Félix Fischer", "Cezar", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS AENDER DOS REIS", "MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "MARCOS AENDER DOS REIS", "MAURO JORGE DE PAULA BOMFIM", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "10", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "16", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "16", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "4", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES AO PROCESSO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO DE “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O processo de “habeas corpus”, que tem caráter essencialmente documental, não se mostra juridicamente adequado quando utilizado com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 125131 AGR / DF negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A presente impetração insurge-se contra decisão emanada do E. Superior Tribunal de Justiça que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. ART. 557 DO CPC E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. POSSIBILIDADE. 2. HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO LAUDO DE EXAME DE LOCAL. NÃO VERIFICAÇÃO. LAUDO PRODUZIDO DENTRO DOS DITAMES LEGAIS. VELOCIDADE CONFIRMADA PELO DEPOIMENTO DO CARONA. 3. LAUDO DO IML QUE ATESTA A AUSÊNCIA DE EMBRIAGUEZ E A INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. INFORMAÇÃO APTA A DEMONSTRAR IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). 4. OFENSA AO ART. 155 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. UTILIZAÇÃO DE DEPOIMENTO NÃO RENOVADO JUDICIALMENTE. POSSIBILIDADE. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A presente impetração insurge-se contra decisão emanada do E. Superior Tribunal de Justiça que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. ART. 557 DO CPC E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. POSSIBILIDADE. 2. HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO LAUDO DE EXAME DE LOCAL. NÃO VERIFICAÇÃO. LAUDO PRODUZIDO DENTRO DOS DITAMES LEGAIS. VELOCIDADE CONFIRMADA PELO DEPOIMENTO DO CARONA. 3. LAUDO DO IML QUE ATESTA A AUSÊNCIA DE EMBRIAGUEZ E A INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. INFORMAÇÃO APTA A DEMONSTRAR IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). 4. OFENSA AO ART. 155 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. UTILIZAÇÃO DE DEPOIMENTO NÃO RENOVADO JUDICIALMENTE. POSSIBILIDADE. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 125131 AGR / DF INFORMAÇÕES QUE VÃO AO ENCONTRO DOS DEMAIS ELEMENTOS PROBATÓRIOS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 5. OFENSA AO ART. 13 DO CP. ALEGADA NÃO DEMONSTRAÇÃO DO NEXO CAUSAL. NÃO VERIFICAÇÃO. VELOCIDADE SUPERIOR À PERMITIDA NA VIA E INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. ELEMENTOS CONFIGURADORES DA IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). CONDUTA CULPOSA QUE CAUSOU O RESULTADO MORTE. NEXO CAUSAL DEVIDAMENTE DELINEADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DAS CONCLUSÕES DA ORIGEM NA VIA ELEITA. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. 6. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O art. 557 do Código de Processo Civil, a Lei n. 8.038/1990 e o próprio Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça autorizam a prolação de decisão monocrática pelo ministro relator. Outrossim, não há óbice ao exame dos temas do recurso especial no momento em que analisado o agravo, pois, verificada a inviabilidade do próprio recurso especial, não há porque se dar provimento ao agravo. 2. O laudo de exame de local de acidente de tráfego não padece de qualquer vício, descrevendo adequadamente o cenário encontrado após o acidente de trânsito. Ademais, a velocidade em que estava o carro também foi informada por testemunha, que era passageiro e amigo do recorrente. 3. O fato de o recorrente não estar embriagado no momento da realização do laudo pericial não tem o condão de mitigar a imprudência existente na ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir veículo automotor. 4. Não há óbice à utilização do depoimento prestado apenas na fase policial, pois o art. 155 do Código de Processo Penal afirma que o Magistrado não pode ‘fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação’. Contudo, o depoimento que não pôde ser repetido em juízo vai ao encontro do conjunto probatório dos autos, não se tratando, portanto, de prova exclusiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF INFORMAÇÕES QUE VÃO AO ENCONTRO DOS DEMAIS ELEMENTOS PROBATÓRIOS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 5. OFENSA AO ART. 13 DO CP. ALEGADA NÃO DEMONSTRAÇÃO DO NEXO CAUSAL. NÃO VERIFICAÇÃO. VELOCIDADE SUPERIOR À PERMITIDA NA VIA E INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. ELEMENTOS CONFIGURADORES DA IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). CONDUTA CULPOSA QUE CAUSOU O RESULTADO MORTE. NEXO CAUSAL DEVIDAMENTE DELINEADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DAS CONCLUSÕES DA ORIGEM NA VIA ELEITA. ÓBICE DA SÚMULA 7/STJ. 6. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O art. 557 do Código de Processo Civil, a Lei n. 8.038/1990 e o próprio Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça autorizam a prolação de decisão monocrática pelo ministro relator. Outrossim, não há óbice ao exame dos temas do recurso especial no momento em que analisado o agravo, pois, verificada a inviabilidade do próprio recurso especial, não há porque se dar provimento ao agravo. 2. O laudo de exame de local de acidente de tráfego não padece de qualquer vício, descrevendo adequadamente o cenário encontrado após o acidente de trânsito. Ademais, a velocidade em que estava o carro também foi informada por testemunha, que era passageiro e amigo do recorrente. 3. O fato de o recorrente não estar embriagado no momento da realização do laudo pericial não tem o condão de mitigar a imprudência existente na ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir veículo automotor. 4. Não há óbice à utilização do depoimento prestado apenas na fase policial, pois o art. 155 do Código de Processo Penal afirma que o Magistrado não pode ‘fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação’. Contudo, o depoimento que não pôde ser repetido em juízo vai ao encontro do conjunto probatório dos autos, não se tratando, portanto, de prova exclusiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 125131 AGR / DF 5. Quem imprime velocidade de 90 km/h em via com velocidade máxima de 60 km/h, após ter ingerido bebida alcoólica, age com imprudência. Dessa forma, sendo a imprudência um dos elementos da culpa, tem-se que a ação culposa do agravante foi considerada pelo Tribunal de origem a causa do resultado morte, estando devidamente delineado o nexo causal. Não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível, conforme dispõe a Súmula 7/STJ. 6. Agravo regimental improvido.” (AREsp 503.229-AgRg/DF, Rel. Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Desembargador convocado do TJ/SP – grifei) Busca-se, nesta sede processual, a concessão da ordem de “habeas corpus” para “(1) anular o laudo pericial nº 26.178/09, acarretando a nulidade do processo desde a sentença de 1º grau; (2) subsidiariamente, anular a condenação em 2º grau, impossibilitando-a de basear-se na suposta embriaguez do acusado (…); ou (3) anular a condenação ante a completa falta de demonstração do nexo causal” (grifei). Pede-se, subsidiariamente, o deferimento do “writ” para que “(4) seja decretada a admissibilidade e processamento do Recurso Especial perante o STJ, dado que o julgamento do mérito não poderia ter ocorrido em sede de Agravo Regimental, como ocorreu; ou (5) subsidiariamente, seja anulado o Acórdão guerreado, determinando-se novo julgamento do Agravo Regimental no AResp nº 503.229/DF, sem que possa adentrar no mérito fora das hipóteses legais previstas, ou que se fundamente a contento” (grifei). Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF 5. Quem imprime velocidade de 90 km/h em via com velocidade máxima de 60 km/h, após ter ingerido bebida alcoólica, age com imprudência. Dessa forma, sendo a imprudência um dos elementos da culpa, tem-se que a ação culposa do agravante foi considerada pelo Tribunal de origem a causa do resultado morte, estando devidamente delineado o nexo causal. Não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível, conforme dispõe a Súmula 7/STJ. 6. Agravo regimental improvido.” (AREsp 503.229-AgRg/DF, Rel. Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Desembargador convocado do TJ/SP – grifei) Busca-se, nesta sede processual, a concessão da ordem de “habeas corpus” para “(1) anular o laudo pericial nº 26.178/09, acarretando a nulidade do processo desde a sentença de 1º grau; (2) subsidiariamente, anular a condenação em 2º grau, impossibilitando-a de basear-se na suposta embriaguez do acusado (…); ou (3) anular a condenação ante a completa falta de demonstração do nexo causal” (grifei). Pede-se, subsidiariamente, o deferimento do “writ” para que “(4) seja decretada a admissibilidade e processamento do Recurso Especial perante o STJ, dado que o julgamento do mérito não poderia ter ocorrido em sede de Agravo Regimental, como ocorreu; ou (5) subsidiariamente, seja anulado o Acórdão guerreado, determinando-se novo julgamento do Agravo Regimental no AResp nº 503.229/DF, sem que possa adentrar no mérito fora das hipóteses legais previstas, ou que se fundamente a contento” (grifei). Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, considero que os pleitos deduzidos pelo ora recorrente – que, em última análise, objetivam a anulação do processo penal de conhecimento que resultou em sua condenação – apresentam-se destituídos da necessária liquidez, circunstância que torna inviável a utilização da ação de “habeas corpus”. Impõe-se destacar, por relevante, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera do “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova existentes no processo penal de conhecimento (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, considero que os pleitos deduzidos pelo ora recorrente – que, em última análise, objetivam a anulação do processo penal de conhecimento que resultou em sua condenação – apresentam-se destituídos da necessária liquidez, circunstância que torna inviável a utilização da ação de “habeas corpus”. Impõe-se destacar, por relevante, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera do “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova existentes no processo penal de conhecimento (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Com efeito, a pretensão do ora recorrente, tal como deduzida (apreciação das alegações de configuração de culpa, exclusiva ou concorrente, da vítima, de inexistência de nexo causal e de ocorrência de vícios que infirmariam a validade do laudo pericial), implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Na realidade, a refutação das premissas e das conclusões a que chegou o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios no julgamento das apelações deduzidas por ambas as partes torna-se inadmissível na via sumaríssima do processo de “habeas corpus”. A afirmação que venho de fazer reveste-se de inteira pertinência se se considerar o que decidiu o E. Tribunal de Justiça local, cujo julgamento – apoiado em amplo exame de fatos e dados probatórios e mantido pelo E. Superior Tribunal de Justiça – acha-se sintetizado em ementa que possui elementos suficientes, por si mesmos, para afastar qualquer possibilidade de impugnação em sede de “habeas corpus”. Eis, no ponto, a ementa desse julgado proferido no exame das apelações criminais interpostas no Processo nº 0001020-94.2009.807.0016, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Com efeito, a pretensão do ora recorrente, tal como deduzida (apreciação das alegações de configuração de culpa, exclusiva ou concorrente, da vítima, de inexistência de nexo causal e de ocorrência de vícios que infirmariam a validade do laudo pericial), implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Na realidade, a refutação das premissas e das conclusões a que chegou o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios no julgamento das apelações deduzidas por ambas as partes torna-se inadmissível na via sumaríssima do processo de “habeas corpus”. A afirmação que venho de fazer reveste-se de inteira pertinência se se considerar o que decidiu o E. Tribunal de Justiça local, cujo julgamento – apoiado em amplo exame de fatos e dados probatórios e mantido pelo E. Superior Tribunal de Justiça – acha-se sintetizado em ementa que possui elementos suficientes, por si mesmos, para afastar qualquer possibilidade de impugnação em sede de “habeas corpus”. Eis, no ponto, a ementa desse julgado proferido no exame das apelações criminais interpostas no Processo nº 0001020-94.2009.807.0016, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF cujo teor mostra-se bastante expressivo e revelador da inadequação do “writ” constitucional: “DIREITO PENAL. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. RECURSO MINISTERIAL. PROCEDÊNCIA. ACIDENTE DE VEÍCULO. ATROPELAMENTO COM VÍTIMA FATAL. LAUDO DE EXAME DE LOCAL. VELOCIDADE EXCESSIVA. COMPENSAÇÃO DE CULPAS. INVIABILIDADE. RECURSO PROVIDO. Do conjunto probatório se extrai que o condutor do veículo automotor não observou o dever de cuidado a que estava sujeito, porquanto trafegava em velocidade excessiva para a via, durante a madrugada e após a ingestão de bebidas alcoólicas, nada obstante não estar embriagado no momento em que realizou o teste. Em direito penal não se admite a compensação de culpas, motivo pelo qual o comportamento da vítima não influencia na condenação do acusado.” (grifei) Daí o parecer do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, cujos fundamentos põem em destaque esses aspectos que venho de mencionar: “4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Ressalta-se, de início, que o impetrante busca por meio do ‘writ’ uma reanálise dos fatos e provas para desconstituir a condenação, o que é vedado nesta via restrita. 6. O recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, II, ‘a’, da Constituição Federal, foi inadmitido por demandar reexame de matéria fático-probatória: ‘Tendo o acórdão local e a sentença de primeiro grau reconhecido a culpa do agente pelo crime de homicídio culposo ante a perpetração de conduta imprudente, inviável conclusão em sentido contrário quanto à afirmação de culpa exclusiva da vítima pelo acidente automobilístico, sem o revolvimento do material fático probatório dos autos, operação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF cujo teor mostra-se bastante expressivo e revelador da inadequação do “writ” constitucional: “DIREITO PENAL. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. RECURSO MINISTERIAL. PROCEDÊNCIA. ACIDENTE DE VEÍCULO. ATROPELAMENTO COM VÍTIMA FATAL. LAUDO DE EXAME DE LOCAL. VELOCIDADE EXCESSIVA. COMPENSAÇÃO DE CULPAS. INVIABILIDADE. RECURSO PROVIDO. Do conjunto probatório se extrai que o condutor do veículo automotor não observou o dever de cuidado a que estava sujeito, porquanto trafegava em velocidade excessiva para a via, durante a madrugada e após a ingestão de bebidas alcoólicas, nada obstante não estar embriagado no momento em que realizou o teste. Em direito penal não se admite a compensação de culpas, motivo pelo qual o comportamento da vítima não influencia na condenação do acusado.” (grifei) Daí o parecer do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, cujos fundamentos põem em destaque esses aspectos que venho de mencionar: “4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Ressalta-se, de início, que o impetrante busca por meio do ‘writ’ uma reanálise dos fatos e provas para desconstituir a condenação, o que é vedado nesta via restrita. 6. O recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, II, ‘a’, da Constituição Federal, foi inadmitido por demandar reexame de matéria fático-probatória: ‘Tendo o acórdão local e a sentença de primeiro grau reconhecido a culpa do agente pelo crime de homicídio culposo ante a perpetração de conduta imprudente, inviável conclusão em sentido contrário quanto à afirmação de culpa exclusiva da vítima pelo acidente automobilístico, sem o revolvimento do material fático probatório dos autos, operação 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF esta inviável na via do recurso especial ante o óbice previsto na Súmula n. 7 deste Tribunal Superior’. E o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do agravo no recurso especial, cuidou de refutar as teses do agravante, por ‘não ser possível invalidar ou desconstituir as provas trazidas aos autos, as quais foram devidamente analisadas pelo Tribunal de origem, que as considerou suficientes para justificar o édito condenatório. Dessarte, não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático- -probatório dos autos, o que não é possível’. …................................................................................................... 11. Isso posto, opino pela denegação.” (grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF esta inviável na via do recurso especial ante o óbice previsto na Súmula n. 7 deste Tribunal Superior’. E o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do agravo no recurso especial, cuidou de refutar as teses do agravante, por ‘não ser possível invalidar ou desconstituir as provas trazidas aos autos, as quais foram devidamente analisadas pelo Tribunal de origem, que as considerou suficientes para justificar o édito condenatório. Dessarte, não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático- -probatório dos autos, o que não é possível’. …................................................................................................... 11. Isso posto, opino pela denegação.” (grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509220 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9851976
2015-09-29T00:00:00
2015-11-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES AO PROCESSO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO DE “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O processo de “habeas corpus”, que tem caráter essencialmente documental, não se mostra juridicamente adequado quando utilizado com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.
sjur330852
- Acórdão(s) citado(s): (HC, ANÁLISE DE PROVA) HC 65887, HC 66381, HC 96820 (1ªT), RTJ 165/877, RTJ 168/863, RTJ 195/486,RTJ 140/893,. Número de páginas: 10. Análise: 01/12/2015, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
125131
null
HC-AgR
acordaos
HC 125131 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – SITUAÇÃO DE ILIQUIDEZ QUANTO AOS FATOS SUBJACENTES AO PROCESSO PENAL – CONTROVÉRSIA QUE IMPLICA EXAME APROFUNDADO DE FATOS E CONFRONTO ANALÍTICO DE MATÉRIA ESSENCIALMENTE PROBATÓRIA – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO PROCESSO DE “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O processo de “habeas corpus”, que tem caráter essencialmente documental, não se mostra juridicamente adequado quando utilizado com o objetivo (a) de promover a análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 125131 AGR / DF negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794660. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A presente impetração insurge-se contra decisão emanada do E. Superior Tribunal de Justiça que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. ART. 557 DO Código de Processo Civil E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. POSSIBILIDADE. 2. HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO LAUDO DE EXAME DE LOCAL. NÃO VERIFICAÇÃO. LAUDO PRODUZIDO DENTRO DOS DITAMES LEGAIS. VELOCIDADE CONFIRMADA PELO DEPOIMENTO DO CARONA. 3. LAUDO DO IML QUE ATESTA A AUSÊNCIA DE EMBRIAGUEZ E A INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. INFORMAÇÃO APTA A DEMONSTRAR IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). 4. OFENSA AO ART. 155 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. UTILIZAÇÃO DE DEPOIMENTO NÃO RENOVADO JUDICIALMENTE. POSSIBILIDADE. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) :PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão, por mim proferida, que indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em favor do paciente, ora agravante. A presente impetração insurge-se contra decisão emanada do E. Superior Tribunal de Justiça que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. 1. JULGAMENTO MONOCRÁTICO. ART. 557 DO Código de Processo Civil E ART. 34, XVIII, DO RISTJ. POSSIBILIDADE. 2. HOMICÍDIO CULPOSO NA DIREÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO LAUDO DE EXAME DE LOCAL. NÃO VERIFICAÇÃO. LAUDO PRODUZIDO DENTRO DOS DITAMES LEGAIS. VELOCIDADE CONFIRMADA PELO DEPOIMENTO DO CARONA. 3. LAUDO DO IML QUE ATESTA A AUSÊNCIA DE EMBRIAGUEZ E A INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. INFORMAÇÃO APTA A DEMONSTRAR IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). 4. OFENSA AO ART. 155 DO CPP. NÃO OCORRÊNCIA. UTILIZAÇÃO DE DEPOIMENTO NÃO RENOVADO JUDICIALMENTE. POSSIBILIDADE. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 125131 AGR / DF INFORMAÇÕES QUE VÃO AO ENCONTRO DOS DEMAIS ELEMENTOS PROBATÓRIOS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 5. OFENSA AO ART. 13 DO Código Penal Brasileiro. ALEGADA NÃO DEMONSTRAÇÃO DO NEXO CAUSAL. NÃO VERIFICAÇÃO. VELOCIDADE SUPERIOR À PERMITIDA NA VIA E INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. ELEMENTOS CONFIGURADORES DA IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). CONDUTA CULPOSA QUE CAUSOU O RESULTADO MORTE. NEXO CAUSAL DEVIDAMENTE DELINEADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DAS CONCLUSÕES DA ORIGEM NA VIA ELEITA. ÓBICE DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. 6. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O art. 557 do Código de Processo Civil, a Lei n. 8.038/1990 e o próprio Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça autorizam a prolação de decisão monocrática pelo ministro relator. Outrossim, não há óbice ao exame dos temas do recurso especial no momento em que analisado o agravo, pois, verificada a inviabilidade do próprio recurso especial, não há porque se dar provimento ao agravo. 2. O laudo de exame de local de acidente de tráfego não padece de qualquer vício, descrevendo adequadamente o cenário encontrado após o acidente de trânsito. Ademais, a velocidade em que estava o carro também foi informada por testemunha, que era passageiro e amigo do recorrente. 3. O fato de o recorrente não estar embriagado no momento da realização do laudo pericial não tem o condão de mitigar a imprudência existente na ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir veículo automotor. 4. Não há óbice à utilização do depoimento prestado apenas na fase policial, pois o art. 155 do Código de Processo Penal afirma que o Magistrado não pode ‘fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação’. Contudo, o depoimento que não pôde ser repetido em juízo vai ao encontro do conjunto probatório dos autos, não se tratando, portanto, de prova exclusiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF INFORMAÇÕES QUE VÃO AO ENCONTRO DOS DEMAIS ELEMENTOS PROBATÓRIOS DOS AUTOS. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 5. OFENSA AO ART. 13 DO Código Penal Brasileiro. ALEGADA NÃO DEMONSTRAÇÃO DO NEXO CAUSAL. NÃO VERIFICAÇÃO. VELOCIDADE SUPERIOR À PERMITIDA NA VIA E INGESTÃO DE BEBIDA ALCOÓLICA. ELEMENTOS CONFIGURADORES DA IMPRUDÊNCIA (ELEMENTO DA CULPA). CONDUTA CULPOSA QUE CAUSOU O RESULTADO MORTE. NEXO CAUSAL DEVIDAMENTE DELINEADO. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DAS CONCLUSÕES DA ORIGEM NA VIA ELEITA. ÓBICE DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. 6. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. O art. 557 do Código de Processo Civil, a Lei n. 8.038/1990 e o próprio Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça autorizam a prolação de decisão monocrática pelo ministro relator. Outrossim, não há óbice ao exame dos temas do recurso especial no momento em que analisado o agravo, pois, verificada a inviabilidade do próprio recurso especial, não há porque se dar provimento ao agravo. 2. O laudo de exame de local de acidente de tráfego não padece de qualquer vício, descrevendo adequadamente o cenário encontrado após o acidente de trânsito. Ademais, a velocidade em que estava o carro também foi informada por testemunha, que era passageiro e amigo do recorrente. 3. O fato de o recorrente não estar embriagado no momento da realização do laudo pericial não tem o condão de mitigar a imprudência existente na ingestão de bebida alcoólica antes de dirigir veículo automotor. 4. Não há óbice à utilização do depoimento prestado apenas na fase policial, pois o art. 155 do Código de Processo Penal afirma que o Magistrado não pode ‘fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação’. Contudo, o depoimento que não pôde ser repetido em juízo vai ao encontro do conjunto probatório dos autos, não se tratando, portanto, de prova exclusiva. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 125131 AGR / DF 5. Quem imprime velocidade de 90 km/h em via com velocidade máxima de 60 km/h, após ter ingerido bebida alcoólica, age com imprudência. Dessa forma, sendo a imprudência um dos elementos da culpa, tem-se que a ação culposa do agravante foi considerada pelo Tribunal de origem a causa do resultado morte, estando devidamente delineado o nexo causal. Não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível, conforme dispõe a Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 6. Agravo regimental improvido.” (AREsp 503.229-AgRg/DF, Rel. Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Desembargador convocado do TJ/SP – grifei) Busca-se, nesta sede processual, a concessão da ordem de “habeas corpus” para “(1) anular o laudo pericial n 26.178/09, acarretando a nulidade do processo desde a sentença de 1... grau; (2) subsidiariamente, anular a condenação em 2... grau, impossibilitando-a de basear-se na suposta embriaguez do acusado (…); ou (3) anular a condenação ante a completa falta de demonstração do nexo causal” (grifei). Pede-se, subsidiariamente, o deferimento do “writ” para que “(4) seja decretada a admissibilidade e processamento do Recurso Especial perante o Superior Tribunal de Justiça, dado que o julgamento do mérito não poderia ter ocorrido em sede de Agravo Regimental, como ocorreu; ou (5) subsidiariamente, seja anulado o Acórdão guerreado, determinando-se novo julgamento do Agravo Regimental no AResp n 503.229/DF, sem que possa adentrar no mérito fora das hipóteses legais previstas, ou que se fundamente a contento” (grifei). Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF 5. Quem imprime velocidade de 90 km/h em via com velocidade máxima de 60 km/h, após ter ingerido bebida alcoólica, age com imprudência. Dessa forma, sendo a imprudência um dos elementos da culpa, tem-se que a ação culposa do agravante foi considerada pelo Tribunal de origem a causa do resultado morte, estando devidamente delineado o nexo causal. Não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático-probatório dos autos, o que não é possível, conforme dispõe a Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. 6. Agravo regimental improvido.” (AREsp 503.229-AgRg/DF, Rel. Min. WALTER DE ALMEIDA GUILHERME, Desembargador convocado do TJ/SP – grifei) Busca-se, nesta sede processual, a concessão da ordem de “habeas corpus” para “(1) anular o laudo pericial n 26.178/09, acarretando a nulidade do processo desde a sentença de 1... grau; (2) subsidiariamente, anular a condenação em 2... grau, impossibilitando-a de basear-se na suposta embriaguez do acusado (…); ou (3) anular a condenação ante a completa falta de demonstração do nexo causal” (grifei). Pede-se, subsidiariamente, o deferimento do “writ” para que “(4) seja decretada a admissibilidade e processamento do Recurso Especial perante o Superior Tribunal de Justiça, dado que o julgamento do mérito não poderia ter ocorrido em sede de Agravo Regimental, como ocorreu; ou (5) subsidiariamente, seja anulado o Acórdão guerreado, determinando-se novo julgamento do Agravo Regimental no AResp n 503.229/DF, sem que possa adentrar no mérito fora das hipóteses legais previstas, ou que se fundamente a contento” (grifei). Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794661. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, considero que os pleitos deduzidos pelo ora recorrente – que, em última análise, objetivam a anulação do processo penal de conhecimento que resultou em sua condenação – apresentam-se destituídos da necessária liquidez, circunstância que torna inviável a utilização da ação de “habeas corpus”. Impõe-se destacar, por relevante, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera do “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova existentes no processo penal de conhecimento (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como tive a oportunidade de enfatizar na prolação da decisão ora questionada, considero que os pleitos deduzidos pelo ora recorrente – que, em última análise, objetivam a anulação do processo penal de conhecimento que resultou em sua condenação – apresentam-se destituídos da necessária liquidez, circunstância que torna inviável a utilização da ação de “habeas corpus”. Impõe-se destacar, por relevante, que eventuais divergências no exame do conjunto probatório produzido no âmbito do processo penal de conhecimento não se mostram suscetíveis de apreciação na esfera do “writ” constitucional. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal – desde que ausente situação de certeza objetiva quanto aos fatos – tem assinalado não se revelar compatível com o âmbito estreito do “habeas corpus” a apreciação jurisdicional que importe em indagação probatória, ou em análise aprofundada de matéria fática, ou, ainda, em exame valorativo dos elementos de prova existentes no processo penal de conhecimento (RTJ 165/877-878, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 168/863-865, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): “A ação de ‘habeas corpus’ constitui remédio processual inadequado, quando ajuizada com objetivo (a) de promover a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Com efeito, a pretensão do ora recorrente, tal como deduzida (apreciação das alegações de configuração de culpa, exclusiva ou concorrente, da vítima, de inexistência de nexo causal e de ocorrência de vícios que infirmariam a validade do laudo pericial), implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Na realidade, a refutação das premissas e das conclusões a que chegou o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios no julgamento das apelações deduzidas por ambas as partes torna-se inadmissível na via sumaríssima do processo de “habeas corpus”. A afirmação que venho de fazer reveste-se de inteira pertinência se se considerar o que decidiu o E. Tribunal de Justiça local, cujo julgamento – apoiado em amplo exame de fatos e dados probatórios e mantido pelo E. Superior Tribunal de Justiça – acha-se sintetizado em ementa que possui elementos suficientes, por si mesmos, para afastar qualquer possibilidade de impugnação em sede de “habeas corpus”. Eis, no ponto, a ementa desse julgado proferido no exame das apelações criminais interpostas no Processo n 0001020-94.2009.807.0016, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF análise da prova penal, (b) de efetuar o reexame do conjunto probatório regularmente produzido, (c) de provocar a reapreciação da matéria de fato e (d) de proceder à revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento. Precedentes.” (RTJ 195/486, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Com efeito, a pretensão do ora recorrente, tal como deduzida (apreciação das alegações de configuração de culpa, exclusiva ou concorrente, da vítima, de inexistência de nexo causal e de ocorrência de vícios que infirmariam a validade do laudo pericial), implicaria irrecusável análise da prova e importaria em aprofundada investigação dos fatos subjacentes à causa principal, o que se revela inadmissível – como anteriormente assinalado – na via angusta e sumaríssima do “habeas corpus” (RTJ 140/893, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 65.887/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – HC 66.381/SP, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 96.820/SP, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Na realidade, a refutação das premissas e das conclusões a que chegou o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios no julgamento das apelações deduzidas por ambas as partes torna-se inadmissível na via sumaríssima do processo de “habeas corpus”. A afirmação que venho de fazer reveste-se de inteira pertinência se se considerar o que decidiu o E. Tribunal de Justiça local, cujo julgamento – apoiado em amplo exame de fatos e dados probatórios e mantido pelo E. Superior Tribunal de Justiça – acha-se sintetizado em ementa que possui elementos suficientes, por si mesmos, para afastar qualquer possibilidade de impugnação em sede de “habeas corpus”. Eis, no ponto, a ementa desse julgado proferido no exame das apelações criminais interpostas no Processo n 0001020-94.2009.807.0016, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF cujo teor mostra-se bastante expressivo e revelador da inadequação do “writ” constitucional: “DIREITO PENAL. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. RECURSO MINISTERIAL. PROCEDÊNCIA. ACIDENTE DE VEÍCULO. ATROPELAMENTO COM VÍTIMA FATAL. LAUDO DE EXAME DE LOCAL. VELOCIDADE EXCESSIVA. COMPENSAÇÃO DE CULPAS. INVIABILIDADE. RECURSO PROVIDO. Do conjunto probatório se extrai que o condutor do veículo automotor não observou o dever de cuidado a que estava sujeito, porquanto trafegava em velocidade excessiva para a via, durante a madrugada e após a ingestão de bebidas alcoólicas, nada obstante não estar embriagado no momento em que realizou o teste. Em direito penal não se admite a compensação de culpas, motivo pelo qual o comportamento da vítima não influencia na condenação do acusado.” (grifei) Daí o parecer do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, cujos fundamentos põem em destaque esses aspectos que venho de mencionar: “4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Ressalta-se, de início, que o impetrante busca por meio do ‘writ’ uma reanálise dos fatos e provas para desconstituir a condenação, o que é vedado nesta via restrita. 6. O recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, II, ‘a’, da Constituição Federal, foi inadmitido por demandar reexame de matéria fático-probatória: ‘Tendo o acórdão local e a sentença de primeiro grau reconhecido a culpa do agente pelo crime de homicídio culposo ante a perpetração de conduta imprudente, inviável conclusão em sentido contrário quanto à afirmação de culpa exclusiva da vítima pelo acidente automobilístico, sem o revolvimento do material fático probatório dos autos, operação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF cujo teor mostra-se bastante expressivo e revelador da inadequação do “writ” constitucional: “DIREITO PENAL. ART. 302 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. RECURSO MINISTERIAL. PROCEDÊNCIA. ACIDENTE DE VEÍCULO. ATROPELAMENTO COM VÍTIMA FATAL. LAUDO DE EXAME DE LOCAL. VELOCIDADE EXCESSIVA. COMPENSAÇÃO DE CULPAS. INVIABILIDADE. RECURSO PROVIDO. Do conjunto probatório se extrai que o condutor do veículo automotor não observou o dever de cuidado a que estava sujeito, porquanto trafegava em velocidade excessiva para a via, durante a madrugada e após a ingestão de bebidas alcoólicas, nada obstante não estar embriagado no momento em que realizou o teste. Em direito penal não se admite a compensação de culpas, motivo pelo qual o comportamento da vítima não influencia na condenação do acusado.” (grifei) Daí o parecer do Ministério Público Federal, da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA, cujos fundamentos põem em destaque esses aspectos que venho de mencionar: “4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Ressalta-se, de início, que o impetrante busca por meio do ‘writ’ uma reanálise dos fatos e provas para desconstituir a condenação, o que é vedado nesta via restrita. 6. O recurso especial, interposto com fundamento no art. 105, II, ‘a’, da Constituição Federal, foi inadmitido por demandar reexame de matéria fático-probatória: ‘Tendo o acórdão local e a sentença de primeiro grau reconhecido a culpa do agente pelo crime de homicídio culposo ante a perpetração de conduta imprudente, inviável conclusão em sentido contrário quanto à afirmação de culpa exclusiva da vítima pelo acidente automobilístico, sem o revolvimento do material fático probatório dos autos, operação 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 125131 AGR / DF esta inviável na via do recurso especial ante o óbice previsto na Súmula n. 7 deste Tribunal Superior’. E o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do agravo no recurso especial, cuidou de refutar as teses do agravante, por ‘não ser possível invalidar ou desconstituir as provas trazidas aos autos, as quais foram devidamente analisadas pelo Tribunal de origem, que as considerou suficientes para justificar o édito condenatório. Dessarte, não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático- -probatório dos autos, o que não é possível’. …................................................................................................... 11. Isso posto, opino pela denegação.” (grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Supremo Tribunal Federal HC 125131 AGR / DF esta inviável na via do recurso especial ante o óbice previsto na Súmula n. 7 deste Tribunal Superior’. E o Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do agravo no recurso especial, cuidou de refutar as teses do agravante, por ‘não ser possível invalidar ou desconstituir as provas trazidas aos autos, as quais foram devidamente analisadas pelo Tribunal de origem, que as considerou suficientes para justificar o édito condenatório. Dessarte, não é possível na via eleita reverter as conclusões da Corte ‘a quo’, porquanto demandaria inevitável incursão no conjunto fático- -probatório dos autos, o que não é possível’. …................................................................................................... 11. Isso posto, opino pela denegação.” (grifei) Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9794662. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509220 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 125.131 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR ADV.(A/S) : PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509220 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 125 . 131", "HC 125131 AGR", "HC 125131 AGR /", "HABEAS CORPUS 125 . 131", "HABEAS CORPUS 125 . 131", "HC 125131 AGR / DF", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 125131 AGR / DF", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 125131 AGR / DF", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "AREsp 503 . 229 - AgRg / DF", "AResp n 503 . 229 / DF", "HC 125131 AGR / DF", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça .", "AREsp 503 . 229 - AgRg / DF", "AResp n 503 . 229 / DF", "HABEAS CORPUS 125 . 131", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HABEAS CORPUS 125 . 131", "RTJ 165 / 877 - 878", "RTJ 168 / 863 - 865", "HC 125131 AGR / DF", "RTJ 195 / 486", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 96 . 820 / SP", "Processo n 0001020 - 94 . 2009 . 807 . 0016", "HC 125131 AGR / DF", "RTJ 195 / 486", "RTJ 140 / 893", "HC 65 . 887 / SP", "HC 66 . 381 / SP", "HC 96 . 820 / SP", "Processo n 0001020 - 94 . 2009 . 807 . 0016", "HC 125131 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MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "CELSO DE MELLO", "WALTER DE ALMEIDA GUILHERME", "WALTER DE ALMEIDA GUILHERME", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "DJACI FALCÃO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "OCTAVIO GALLOTTI", "DJACI FALCÃO", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "EDSON OLIVEIRA DE ALMEIDA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "JOSÉ CARLOS SILVEIRA BARBOSA JÚNIOR", "PEDRO MACHADO DE ALMEIDA CASTRO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Art. 7º, XI, da Constituição. Norma não auto-aplicável. Participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa. Regulamentação. Lei nº 10.101/2000. Distribuição de lucros aos sócios e administradores. Lei nº 6.404/76. Contribuição previdenciária. Natureza jurídica da verba. Ausência de repercussão geral. Questão infraconstitucional. 1. O preceito contido no art. 7º, XI, da Constituição não é auto- aplicável e a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória nº 794/94, convertida na Lei nº 10.101/2000. 2. O instituto da participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa de que trata o art. 7º, XI, CF, a Lei nº 10.101/2000 e o art. 28, § 9º, Lei nº 8.212/91, não se confunde com a distribuição de lucros aos sócios e administradores autorizada no art. 152 da Lei nº 6.404/76. 3. A Corte tem, reiteradamente, negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas. Acolhimento da pretensão que passa, necessariamente, pela análise da natureza jurídica das verbas à luz da Lei nº 6.404/76. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Weg Indústrias S/A interpõe recurso extraordinário fundado na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DIRETORES NÃO EMPREGADOS. 1. Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7º da CF/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de- contribuição (art. 28, § 9º, letra “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.’ Aduz a recorrente que os administradores/diretores obtêm remuneração na forma de honorários mensais, cujo montante global é fixado na respectiva Assembléia Geral de Acionistas, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Weg Indústrias S/A interpõe recurso extraordinário fundado na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DIRETORES NÃO EMPREGADOS. 1. Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7º da CF/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de- contribuição (art. 28, § 9º, letra “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.’ Aduz a recorrente que os administradores/diretores obtêm remuneração na forma de honorários mensais, cujo montante global é fixado na respectiva Assembléia Geral de Acionistas, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF acrescidos de participação nos lucros das respectivas empresas. Sustenta, assim, que “o valor dessa participação não representa remuneração, estando desvinculada da mesma, e, por via de consequência, impossível é a exigência da contribuição à Previdência Social sobre tal montante.” Por fim, registra que o direito assegurado constitucionalmente estaria “devidamente regularizado pelos artigos 152 e 189 da Lei 6.404/76 e implantado na empresa pelo artigo 33 do seu Estatuto Social.” A Procuradoria Geral da República, em parecer da lavra do Procurador Geral Rodrigo Janot Monteiro de Barros, opina pelo não provimento do recurso extraordinário. Decido. No julgamento do RE nº 569.441/RS, com repercussão reconhecida, o Plenário da Corte entendeu que a eficácia do preceito veiculado no art. 7º, XI, da Constituição depende de regulamentação e que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória nº 794/94. O julgado restou assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. NATUREZA JURÍDICA PARA FINS TRIBUTÁRIOS. EFICÁCIA LIMITADA DO ART. 7º, XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ESSA ESPÉCIE DE GANHO ATÉ A REGULAMENTAÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL. 1. Segundo afirmado por precedentes de ambas as Turmas desse Supremo Tribunal Federal, a eficácia do preceito veiculado pelo art. 7º, XI, da CF – inclusive no que se refere à natureza jurídica dos valores pagos a trabalhadores sob a forma de participação nos lucros para fins tributários – depende de regulamentação. 2. Na medida em que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória 794/94 e que o fato gerador em causa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF acrescidos de participação nos lucros das respectivas empresas. Sustenta, assim, que “o valor dessa participação não representa remuneração, estando desvinculada da mesma, e, por via de consequência, impossível é a exigência da contribuição à Previdência Social sobre tal montante.” Por fim, registra que o direito assegurado constitucionalmente estaria “devidamente regularizado pelos artigos 152 e 189 da Lei 6.404/76 e implantado na empresa pelo artigo 33 do seu Estatuto Social.” A Procuradoria Geral da República, em parecer da lavra do Procurador Geral Rodrigo Janot Monteiro de Barros, opina pelo não provimento do recurso extraordinário. Decido. No julgamento do RE nº 569.441/RS, com repercussão reconhecida, o Plenário da Corte entendeu que a eficácia do preceito veiculado no art. 7º, XI, da Constituição depende de regulamentação e que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória nº 794/94. O julgado restou assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. NATUREZA JURÍDICA PARA FINS TRIBUTÁRIOS. EFICÁCIA LIMITADA DO ART. 7º, XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ESSA ESPÉCIE DE GANHO ATÉ A REGULAMENTAÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL. 1. Segundo afirmado por precedentes de ambas as Turmas desse Supremo Tribunal Federal, a eficácia do preceito veiculado pelo art. 7º, XI, da CF – inclusive no que se refere à natureza jurídica dos valores pagos a trabalhadores sob a forma de participação nos lucros para fins tributários – depende de regulamentação. 2. Na medida em que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória 794/94 e que o fato gerador em causa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF concretizou-se antes da vigência desse ato normativo, deve incidir, sobre os valores em questão, a respectiva contribuição previdenciária. 3. Recurso extraordinário a que se dá provimento’ (Pleno, Relator p/ acórdão Min. Teori Zavascki, Dje 10/2/15). No presente caso, a controvérsia reside na incidência (ou não) da contribuição previdenciária sobre verbas pagas aos administradores da empresa (sócios e administradores, não empregados), em período posterior à referida medida provisória, quando já em vigor a Lei nº 10.101/2000, a qual regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3º que “A participação de que trata o art. 2º não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.” Como se vê, a norma que regulamentou o art. 7º, XI da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores sem vínculo empregatício. Embora o art. 152 da Lei nº 6.404/76 autorize o estatuto a atribuir aos administradores “participação nos lucros da companhia”, esta dita “participação” não se confunde com a dos empregados que é regulamentada pela Lei nº 10.101/00, como registra Sérgio Pinto Martins (Direito do Trabalho (23ª edição, Ed. Atlas, p. 266): “A participação nos lucros dos empregados na empresa não se confunde com a participação nos lucros dos administradores, pois o parágrafo 1º do artigo 152 da Lei nº 6.404/76 e o artigo 190 da referida norma utilizam a mesma expressão. A participação nos lucros dos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF concretizou-se antes da vigência desse ato normativo, deve incidir, sobre os valores em questão, a respectiva contribuição previdenciária. 3. Recurso extraordinário a que se dá provimento’ (Pleno, Relator p/ acórdão Min. Teori Zavascki, Dje 10/2/15). No presente caso, a controvérsia reside na incidência (ou não) da contribuição previdenciária sobre verbas pagas aos administradores da empresa (sócios e administradores, não empregados), em período posterior à referida medida provisória, quando já em vigor a Lei nº 10.101/2000, a qual regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3º que “A participação de que trata o art. 2º não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.” Como se vê, a norma que regulamentou o art. 7º, XI da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores sem vínculo empregatício. Embora o art. 152 da Lei nº 6.404/76 autorize o estatuto a atribuir aos administradores “participação nos lucros da companhia”, esta dita “participação” não se confunde com a dos empregados que é regulamentada pela Lei nº 10.101/00, como registra Sérgio Pinto Martins (Direito do Trabalho (23ª edição, Ed. Atlas, p. 266): “A participação nos lucros dos empregados na empresa não se confunde com a participação nos lucros dos administradores, pois o parágrafo 1º do artigo 152 da Lei nº 6.404/76 e o artigo 190 da referida norma utilizam a mesma expressão. A participação nos lucros dos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF administradores é facultativa e dependente do estatuto, como se observa do § 1º do artigo 152 da Lei nº 6.404/76, porém os administradores terão o referido direito desde que o seu total não ultrapasse a remuneração anual dos administradores nem um décimo dos lucros, prevalecendo o limite que for menor. Será indevida no exercício em que não for assegurado o dividendo obrigatório aos acionistas. A participação nos lucros dos empregados, contudo diz respeito a pessoas que ajudaram a conseguir os lucros na empresa, porém não são administradores ou sócios da última, mas têm regime de subordinação para com ela” (ob. cit., p. 283). O mesmo autor critica o uso da expressão “participação” nos lucros no referido art. 152 da Lei nº 6.404/76, para denominar a “distribuição” de lucros aos sócios e administradores, como se vê: “...a melhor denominação não deveria ser participação nos lucros de administradores ou sócios, mas distribuição de lucros, como se verifica na legislação do imposto de renda. Representa mesmo distribuição, repartição, divisão entre pessoas que são sócias ou administradoras da sociedade, que se encontram em situação de igualdade, o que não ocorre no contrato de trabalho.” (Contribuição previdenciária e distribuição nos lucros de dirigentes ou sócios In RPS 258/360, ano XXVII, n. 258, maio 2002). Importa notar, ademais, que no julgamento do RE 166.772/RS, cujo Relator foi o Ministro Marco Aurélio, esta Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787/89, afirmou que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF administradores é facultativa e dependente do estatuto, como se observa do § 1º do artigo 152 da Lei nº 6.404/76, porém os administradores terão o referido direito desde que o seu total não ultrapasse a remuneração anual dos administradores nem um décimo dos lucros, prevalecendo o limite que for menor. Será indevida no exercício em que não for assegurado o dividendo obrigatório aos acionistas. A participação nos lucros dos empregados, contudo diz respeito a pessoas que ajudaram a conseguir os lucros na empresa, porém não são administradores ou sócios da última, mas têm regime de subordinação para com ela” (ob. cit., p. 283). O mesmo autor critica o uso da expressão “participação” nos lucros no referido art. 152 da Lei nº 6.404/76, para denominar a “distribuição” de lucros aos sócios e administradores, como se vê: “...a melhor denominação não deveria ser participação nos lucros de administradores ou sócios, mas distribuição de lucros, como se verifica na legislação do imposto de renda. Representa mesmo distribuição, repartição, divisão entre pessoas que são sócias ou administradoras da sociedade, que se encontram em situação de igualdade, o que não ocorre no contrato de trabalho.” (Contribuição previdenciária e distribuição nos lucros de dirigentes ou sócios In RPS 258/360, ano XXVII, n. 258, maio 2002). Importa notar, ademais, que no julgamento do RE 166.772/RS, cujo Relator foi o Ministro Marco Aurélio, esta Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787/89, afirmou que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF ‘a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários’ (DJ 16/12/94, p. 34896). Diante do exposto, nego provimento ao recurso extraordinário.” A agravante alega que não há jurisprudência consolidada acerca da natureza jurídica das verbas pagas aos diretores não empregados a título de PLR. Insurge-se contra as premissas adotadas na decisão agravada, sustentando que o precedente da Corte utilizado como paradigma, examinou a matéria à luz da Lei nº 10.101/2000, não partindo da Lei nº 6.404/1976. Aduz que o caso suscita a interpretação do art. 7º, XI, da Constituição sob o viés da Lei nº 6.404/76, o que reforçaria a necessidade de inclusão da matéria no Plenário Virtual, para reconhecimento da repercussão geral do tema. Reitera que o art. 7º, XI, da Constituição refere a trabalhadores e não a empregados. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF ‘a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários’ (DJ 16/12/94, p. 34896). Diante do exposto, nego provimento ao recurso extraordinário.” A agravante alega que não há jurisprudência consolidada acerca da natureza jurídica das verbas pagas aos diretores não empregados a título de PLR. Insurge-se contra as premissas adotadas na decisão agravada, sustentando que o precedente da Corte utilizado como paradigma, examinou a matéria à luz da Lei nº 10.101/2000, não partindo da Lei nº 6.404/1976. Aduz que o caso suscita a interpretação do art. 7º, XI, da Constituição sob o viés da Lei nº 6.404/76, o que reforçaria a necessidade de inclusão da matéria no Plenário Virtual, para reconhecimento da repercussão geral do tema. Reitera que o art. 7º, XI, da Constituição refere a trabalhadores e não a empregados. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Como decidido, nos autos do RE nº 569.441, o Plenário da Corte ratificou a sua jurisprudência da Corte no sentido de que o preceito contido no art. 7º, XI, da Constituição não é auto-aplicável e que a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória nº 794/94, convertida na Lei nº 10.101/2000. Referida Lei nº 10.101/2000, regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3º que essa participação não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista. Dando efetividade ao comando do art. 7º, VI, da Constituição, nos termos da lei regulamentadora, o art. 28, § 9º da Lei nº 8.212/91, exclui da base de incidência da contribuição previdenciária os valores recebidos pelo empregado, a título da participação nos lucros da empresa. É de se notar, portanto, que esse instituto em nada se confunde com a distribuição de lucros autorizada no art. 152 da Lei nº 6.404/76. Como decidido, a Lei nº 10.101/2000, que regulamentou o art. 7º, XI, da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores, sem vínculo empregatício. Dessa forma, sem reparos o acórdão do Tribunal de origem, o qual entendeu ser “Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7º da CF/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de-contribuição (art. 28, § 9º, letra Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Como decidido, nos autos do RE nº 569.441, o Plenário da Corte ratificou a sua jurisprudência da Corte no sentido de que o preceito contido no art. 7º, XI, da Constituição não é auto-aplicável e que a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória nº 794/94, convertida na Lei nº 10.101/2000. Referida Lei nº 10.101/2000, regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3º que essa participação não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista. Dando efetividade ao comando do art. 7º, VI, da Constituição, nos termos da lei regulamentadora, o art. 28, § 9º da Lei nº 8.212/91, exclui da base de incidência da contribuição previdenciária os valores recebidos pelo empregado, a título da participação nos lucros da empresa. É de se notar, portanto, que esse instituto em nada se confunde com a distribuição de lucros autorizada no art. 152 da Lei nº 6.404/76. Como decidido, a Lei nº 10.101/2000, que regulamentou o art. 7º, XI, da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores, sem vínculo empregatício. Dessa forma, sem reparos o acórdão do Tribunal de origem, o qual entendeu ser “Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7º da CF/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de-contribuição (art. 28, § 9º, letra Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.” Esse entendimento também está conforme o RE nº 166.772/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, no qual a Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787/89, afirmou que "a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários" (DJ 16/12/94, p. 34896). De mais a mais, a Corte tem reiteradamente negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas, dada a necessidade de análise da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional, no caso, a Lei nº 6.404/76. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Contribuição previdenciária. Verba de representação. Controvérsia acerca da natureza jurídica da verba. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Súmula nº 279 do STF. 1. Possui caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador quando pendente discussão sobre a natureza jurídica das verbas. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da natureza indenizatória da verba de representação, seria necessário, além de se reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional, se reanalisarem os fatos e as provas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.” Esse entendimento também está conforme o RE nº 166.772/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, no qual a Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3º da Lei nº 7.787/89, afirmou que "a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários" (DJ 16/12/94, p. 34896). De mais a mais, a Corte tem reiteradamente negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas, dada a necessidade de análise da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional, no caso, a Lei nº 6.404/76. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Contribuição previdenciária. Verba de representação. Controvérsia acerca da natureza jurídica da verba. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Súmula nº 279 do STF. 1. Possui caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador quando pendente discussão sobre a natureza jurídica das verbas. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da natureza indenizatória da verba de representação, seria necessário, além de se reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional, se reanalisarem os fatos e as provas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF constantes dos autos. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 600.976/ES – AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, Dje de 24/9/15). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 853.362-ED, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.3.2015). Neste mesmo sentido: RE nº 894.453/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 5/11/15; ARE nº 845.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 24/9/15. Em face do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal RE 636899 AGR-SEGUNDO / DF constantes dos autos. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (RE nº 600.976/ES – AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, Dje de 24/9/15). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 853.362-ED, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.3.2015). Neste mesmo sentido: RE nº 894.453/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 5/11/15; ARE nº 845.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 24/9/15. Em face do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) : CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881902 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) : CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881902 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9983891
2015-11-17T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Art. 7º, XI, da Constituição. Norma não auto-aplicável. Participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa. Regulamentação. Lei nº 10.101/2000. Distribuição de lucros aos sócios e administradores. Lei nº 6.404/76. Contribuição previdenciária. Natureza jurídica da verba. Ausência de repercussão geral. Questão infraconstitucional. 1. O preceito contido no art. 7º, XI, da Constituição não é auto-aplicável e a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória nº 794/94, convertida na Lei nº 10.101/2000. 2. O instituto da participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa de que trata o art. 7º, XI, CF, a Lei nº 10.101/2000 e o art. 28, § 9º, Lei nº 8.212/91, não se confunde com a distribuição de lucros aos sócios e administradores autorizada no art. 152 da Lei nº 6.404/76. 3. A Corte tem, reiteradamente, negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas. Acolhimento da pretensão que passa, necessariamente, pela análise da natureza jurídica das verbas à luz da Lei nº 6.404/76. 4. Agravo regimental não provido.
sjur333388
- Acórdão(s) citado(s): (VERBA DE REPRESENTAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) RE 853362 ED (1ªT), ARE 845907 AgR (1ªT), RE 600976 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (VERBA DE REPRESENTAÇÃO, NATUREZA JURÍDICA) RE 894453. Número de páginas: 11. Análise: 14/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
636899
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-006404 ANO-1976\n ART-00152\n LSAN-1976 LEI DAS SOCIEDADES ANÔNIMAS\n\n", "LEG-FED LEI-007787 ANO-1989\n ART-00003 INC-00001\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n ART-00028 PAR-00009\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-010101 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED MPR-000794 ANO-1994\n MEDIDA PROVISÓRIA CONVERTIDA NA LEI -10101/2000" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 636899 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) : CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Segundo agravo regimental no recurso extraordinário. Art. 7..., XI, da Constituição. Norma não auto-aplicável. Participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa. Regulamentação. Lei n 10.101/2000. Distribuição de lucros aos sócios e administradores. Lei n 6.404/76. Contribuição previdenciária. Natureza jurídica da verba. Ausência de repercussão geral. Questão infraconstitucional. 1. O preceito contido no art. 7..., XI, da Constituição não é auto- aplicável e a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória n 794/94, convertida na Lei n 10.101/2000. 2. O instituto da participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa de que trata o art. 7..., XI, Constituição Federal de 1988, a Lei n 10.101/2000 e o art. 28, § 9..., Lei n 8.212/91, não se confunde com a distribuição de lucros aos sócios e administradores autorizada no art. 152 da Lei n 6.404/76. 3. A Corte tem, reiteradamente, negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas. Acolhimento da pretensão que passa, necessariamente, pela análise da natureza jurídica das verbas à luz da Lei n 6.404/76. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Weg Indústrias S/A interpõe recurso extraordinário fundado na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DIRETORES NÃO EMPREGADOS. 1. Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7... da Constituição Federal de 1988/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de- contribuição (art. 28, § 9..., letra “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.’ Aduz a recorrente que os administradores/diretores obtêm remuneração na forma de honorários mensais, cujo montante global é fixado na respectiva Assembléia Geral de Acionistas, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) :CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto de decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Weg Indústrias S/A interpõe recurso extraordinário fundado na letra a do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS. DIRETORES NÃO EMPREGADOS. 1. Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7... da Constituição Federal de 1988/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de- contribuição (art. 28, § 9..., letra “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.’ Aduz a recorrente que os administradores/diretores obtêm remuneração na forma de honorários mensais, cujo montante global é fixado na respectiva Assembléia Geral de Acionistas, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF acrescidos de participação nos lucros das respectivas empresas. Sustenta, assim, que “o valor dessa participação não representa remuneração, estando desvinculada da mesma, e, por via de consequência, impossível é a exigência da contribuição à Previdência Social sobre tal montante.” Por fim, registra que o direito assegurado constitucionalmente estaria “devidamente regularizado pelos artigos 152 e 189 da Lei 6.404/76 e implantado na empresa pelo artigo 33 do seu Estatuto Social.” A Procuradoria Geral da República, em parecer da lavra do Procurador Geral Rodrigo Janot Monteiro de Barros, opina pelo não provimento do recurso extraordinário. Decido. No julgamento do Recurso Extraordinário n 569.441/RS, com repercussão reconhecida, o Plenário da Corte entendeu que a eficácia do preceito veiculado no art. 7..., XI, da Constituição depende de regulamentação e que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória n 794/94. O julgado restou assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. NATUREZA JURÍDICA PARA FINS TRIBUTÁRIOS. EFICÁCIA LIMITADA DO ART. 7..., XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ESSA ESPÉCIE DE GANHO ATÉ A REGULAMENTAÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL. 1. Segundo afirmado por precedentes de ambas as Turmas desse Supremo Tribunal Federal, a eficácia do preceito veiculado pelo art. 7..., XI, da Constituição Federal de 1988 – inclusive no que se refere à natureza jurídica dos valores pagos a trabalhadores sob a forma de participação nos lucros para fins tributários – depende de regulamentação. 2. Na medida em que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória 794/94 e que o fato gerador em causa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF acrescidos de participação nos lucros das respectivas empresas. Sustenta, assim, que “o valor dessa participação não representa remuneração, estando desvinculada da mesma, e, por via de consequência, impossível é a exigência da contribuição à Previdência Social sobre tal montante.” Por fim, registra que o direito assegurado constitucionalmente estaria “devidamente regularizado pelos artigos 152 e 189 da Lei 6.404/76 e implantado na empresa pelo artigo 33 do seu Estatuto Social.” A Procuradoria Geral da República, em parecer da lavra do Procurador Geral Rodrigo Janot Monteiro de Barros, opina pelo não provimento do recurso extraordinário. Decido. No julgamento do Recurso Extraordinário n 569.441/RS, com repercussão reconhecida, o Plenário da Corte entendeu que a eficácia do preceito veiculado no art. 7..., XI, da Constituição depende de regulamentação e que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória n 794/94. O julgado restou assim ementado: ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. NATUREZA JURÍDICA PARA FINS TRIBUTÁRIOS. EFICÁCIA LIMITADA DO ART. 7..., XI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INCIDÊNCIA DA CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE ESSA ESPÉCIE DE GANHO ATÉ A REGULAMENTAÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL. 1. Segundo afirmado por precedentes de ambas as Turmas desse Supremo Tribunal Federal, a eficácia do preceito veiculado pelo art. 7..., XI, da Constituição Federal de 1988 – inclusive no que se refere à natureza jurídica dos valores pagos a trabalhadores sob a forma de participação nos lucros para fins tributários – depende de regulamentação. 2. Na medida em que a disciplina do direito à participação nos lucros somente se operou com a edição da Medida Provisória 794/94 e que o fato gerador em causa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF concretizou-se antes da vigência desse ato normativo, deve incidir, sobre os valores em questão, a respectiva contribuição previdenciária. 3. Recurso extraordinário a que se dá provimento’ (Pleno, Relator p/ acórdão Min. Teori Zavascki, Dje 10/2/15). No presente caso, a controvérsia reside na incidência (ou não) da contribuição previdenciária sobre verbas pagas aos administradores da empresa (sócios e administradores, não empregados), em período posterior à referida medida provisória, quando já em vigor a Lei n 10.101/2000, a qual regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3... que “A participação de que trata o art. 2... não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.” Como se vê, a norma que regulamentou o art. 7..., XI da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores sem vínculo empregatício. Embora o art. 152 da Lei n 6.404/76 autorize o estatuto a atribuir aos administradores “participação nos lucros da companhia”, esta dita “participação” não se confunde com a dos empregados que é regulamentada pela Lei n 10.101/00, como registra Sérgio Pinto Martins (Direito do Trabalho (23... edição, Ed. Atlas, p. 266): “A participação nos lucros dos empregados na empresa não se confunde com a participação nos lucros dos administradores, pois o parágrafo 1... do artigo 152 da Lei n 6.404/76 e o artigo 190 da referida norma utilizam a mesma expressão. A participação nos lucros dos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF concretizou-se antes da vigência desse ato normativo, deve incidir, sobre os valores em questão, a respectiva contribuição previdenciária. 3. Recurso extraordinário a que se dá provimento’ (Pleno, Relator p/ acórdão Min. Teori Zavascki, Dje 10/2/15). No presente caso, a controvérsia reside na incidência (ou não) da contribuição previdenciária sobre verbas pagas aos administradores da empresa (sócios e administradores, não empregados), em período posterior à referida medida provisória, quando já em vigor a Lei n 10.101/2000, a qual regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3... que “A participação de que trata o art. 2... não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista, não se lhe aplicando o princípio da habitualidade.” Como se vê, a norma que regulamentou o art. 7..., XI da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores sem vínculo empregatício. Embora o art. 152 da Lei n 6.404/76 autorize o estatuto a atribuir aos administradores “participação nos lucros da companhia”, esta dita “participação” não se confunde com a dos empregados que é regulamentada pela Lei n 10.101/00, como registra Sérgio Pinto Martins (Direito do Trabalho (23... edição, Ed. Atlas, p. 266): “A participação nos lucros dos empregados na empresa não se confunde com a participação nos lucros dos administradores, pois o parágrafo 1... do artigo 152 da Lei n 6.404/76 e o artigo 190 da referida norma utilizam a mesma expressão. A participação nos lucros dos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF administradores é facultativa e dependente do estatuto, como se observa do § 1... do artigo 152 da Lei n 6.404/76, porém os administradores terão o referido direito desde que o seu total não ultrapasse a remuneração anual dos administradores nem um décimo dos lucros, prevalecendo o limite que for menor. Será indevida no exercício em que não for assegurado o dividendo obrigatório aos acionistas. A participação nos lucros dos empregados, contudo diz respeito a pessoas que ajudaram a conseguir os lucros na empresa, porém não são administradores ou sócios da última, mas têm regime de subordinação para com ela” (ob. cit., p. 283). O mesmo autor critica o uso da expressão “participação” nos lucros no referido art. 152 da Lei n 6.404/76, para denominar a “distribuição” de lucros aos sócios e administradores, como se vê: “...a melhor denominação não deveria ser participação nos lucros de administradores ou sócios, mas distribuição de lucros, como se verifica na legislação do imposto de renda. Representa mesmo distribuição, repartição, divisão entre pessoas que são sócias ou administradoras da sociedade, que se encontram em situação de igualdade, o que não ocorre no contrato de trabalho.” (Contribuição previdenciária e distribuição nos lucros de dirigentes ou sócios In RPS 258/360, ano XXVII, n. 258, maio 2002). Importa notar, ademais, que no julgamento do Recurso Extraordinário 166.772/RS, cujo Relator foi o Ministro Marco Aurélio, esta Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3... da Lei n 7.787/89, afirmou que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF administradores é facultativa e dependente do estatuto, como se observa do § 1... do artigo 152 da Lei n 6.404/76, porém os administradores terão o referido direito desde que o seu total não ultrapasse a remuneração anual dos administradores nem um décimo dos lucros, prevalecendo o limite que for menor. Será indevida no exercício em que não for assegurado o dividendo obrigatório aos acionistas. A participação nos lucros dos empregados, contudo diz respeito a pessoas que ajudaram a conseguir os lucros na empresa, porém não são administradores ou sócios da última, mas têm regime de subordinação para com ela” (ob. cit., p. 283). O mesmo autor critica o uso da expressão “participação” nos lucros no referido art. 152 da Lei n 6.404/76, para denominar a “distribuição” de lucros aos sócios e administradores, como se vê: “...a melhor denominação não deveria ser participação nos lucros de administradores ou sócios, mas distribuição de lucros, como se verifica na legislação do imposto de renda. Representa mesmo distribuição, repartição, divisão entre pessoas que são sócias ou administradoras da sociedade, que se encontram em situação de igualdade, o que não ocorre no contrato de trabalho.” (Contribuição previdenciária e distribuição nos lucros de dirigentes ou sócios In RPS 258/360, ano XXVII, n. 258, maio 2002). Importa notar, ademais, que no julgamento do Recurso Extraordinário 166.772/RS, cujo Relator foi o Ministro Marco Aurélio, esta Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3... da Lei n 7.787/89, afirmou que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF ‘a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários’ (DJ 16/12/94, p. 34896). Diante do exposto, nego provimento ao recurso extraordinário.” A agravante alega que não há jurisprudência consolidada acerca da natureza jurídica das verbas pagas aos diretores não empregados a título de PLR. Insurge-se contra as premissas adotadas na decisão agravada, sustentando que o precedente da Corte utilizado como paradigma, examinou a matéria à luz da Lei n 10.101/2000, não partindo da Lei n 6.404/1976. Aduz que o caso suscita a interpretação do art. 7..., XI, da Constituição sob o viés da Lei n 6.404/76, o que reforçaria a necessidade de inclusão da matéria no Plenário Virtual, para reconhecimento da repercussão geral do tema. Reitera que o art. 7..., XI, da Constituição refere a trabalhadores e não a empregados. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF ‘a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários’ (DJ 16/12/94, p. 34896). Diante do exposto, nego provimento ao recurso extraordinário.” A agravante alega que não há jurisprudência consolidada acerca da natureza jurídica das verbas pagas aos diretores não empregados a título de PLR. Insurge-se contra as premissas adotadas na decisão agravada, sustentando que o precedente da Corte utilizado como paradigma, examinou a matéria à luz da Lei n 10.101/2000, não partindo da Lei n 6.404/1976. Aduz que o caso suscita a interpretação do art. 7..., XI, da Constituição sob o viés da Lei n 6.404/76, o que reforçaria a necessidade de inclusão da matéria no Plenário Virtual, para reconhecimento da repercussão geral do tema. Reitera que o art. 7..., XI, da Constituição refere a trabalhadores e não a empregados. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Como decidido, nos autos do Recurso Extraordinário n 569.441, o Plenário da Corte ratificou a sua jurisprudência da Corte no sentido de que o preceito contido no art. 7..., XI, da Constituição não é auto-aplicável e que a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória n 794/94, convertida na Lei n 10.101/2000. Referida Lei n 10.101/2000, regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3... que essa participação não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista. Dando efetividade ao comando do art. 7..., VI, da Constituição, nos termos da lei regulamentadora, o art. 28, § 9... da Lei n 8.212/91, exclui da base de incidência da contribuição previdenciária os valores recebidos pelo empregado, a título da participação nos lucros da empresa. É de se notar, portanto, que esse instituto em nada se confunde com a distribuição de lucros autorizada no art. 152 da Lei n 6.404/76. Como decidido, a Lei n 10.101/2000, que regulamentou o art. 7..., XI, da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores, sem vínculo empregatício. Dessa forma, sem reparos o acórdão do Tribunal de origem, o qual entendeu ser “Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7... da Constituição Federal de 1988/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de-contribuição (art. 28, § 9..., letra Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Como decidido, nos autos do Recurso Extraordinário n 569.441, o Plenário da Corte ratificou a sua jurisprudência da Corte no sentido de que o preceito contido no art. 7..., XI, da Constituição não é auto-aplicável e que a sua regulamentação se deu com a edição da Medida Provisória n 794/94, convertida na Lei n 10.101/2000. Referida Lei n 10.101/2000, regula a participação dos empregados nos lucros ou resultados da empresa, dispondo em seu art. 3... que essa participação não substitui ou complementa a remuneração devida a qualquer empregado, nem constitui base de incidência de qualquer encargo trabalhista. Dando efetividade ao comando do art. 7..., VI, da Constituição, nos termos da lei regulamentadora, o art. 28, § 9... da Lei n 8.212/91, exclui da base de incidência da contribuição previdenciária os valores recebidos pelo empregado, a título da participação nos lucros da empresa. É de se notar, portanto, que esse instituto em nada se confunde com a distribuição de lucros autorizada no art. 152 da Lei n 6.404/76. Como decidido, a Lei n 10.101/2000, que regulamentou o art. 7..., XI, da Constituição refere a empregado, excluindo os integrantes de sociedades empresariais que ocupam a função de diretores/administradores, sem vínculo empregatício. Dessa forma, sem reparos o acórdão do Tribunal de origem, o qual entendeu ser “Inaplicável ao diretor não empregado o disposto no art. 7... da Constituição Federal de 1988/88, que alude ao trabalhador, bem como inaplicável a regra que da Lei 8.212/91 que dispõe que a participação nos lucros não integra o salário-de-contribuição (art. 28, § 9..., letra Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.” Esse entendimento também está conforme o Recurso Extraordinário n 166.772/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, no qual a Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3... da Lei n 7.787/89, afirmou que "a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários" (DJ 16/12/94, p. 34896). De mais a mais, a Corte tem reiteradamente negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas, dada a necessidade de análise da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional, no caso, a Lei n 6.404/76. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Contribuição previdenciária. Verba de representação. Controvérsia acerca da natureza jurídica da verba. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 1. Possui caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador quando pendente discussão sobre a natureza jurídica das verbas. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da natureza indenizatória da verba de representação, seria necessário, além de se reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional, se reanalisarem os fatos e as provas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF “j”), porquanto este é contribuinte individual e não faz parte da folha de salários, tampouco possui vínculo empregatício com a empresa.” Esse entendimento também está conforme o Recurso Extraordinário n 166.772/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, no qual a Corte, ao analisar a constitucionalidade das expressões "autônomos e administradores" contidas no inciso I do art. 3... da Lei n 7.787/89, afirmou que "a relação jurídica mantida com administradores e autônomos não resulta de contrato de trabalho e, portanto, de ajuste formalizado à luz da Consolidação das Leis do Trabalho. Daí a impossibilidade de se dizer que o tomador dos serviços qualifica-se como empregador e que a satisfação do que devido ocorra via folha de salários" (DJ 16/12/94, p. 34896). De mais a mais, a Corte tem reiteradamente negado repercussão geral a questões envolvendo a incidência da contribuição previdenciária sobre parcelas pagas a trabalhador, com habitualidade ou não, quando pende celeuma acerca da natureza jurídica das verbas, dada a necessidade de análise da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional, no caso, a Lei n 6.404/76. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Contribuição previdenciária. Verba de representação. Controvérsia acerca da natureza jurídica da verba. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 1. Possui caráter infraconstitucional a controvérsia relativa à cobrança de contribuição previdenciária sobre valores pagos pelo empregador quando pendente discussão sobre a natureza jurídica das verbas. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da natureza indenizatória da verba de representação, seria necessário, além de se reexaminar a causa à luz da legislação infraconstitucional, se reanalisarem os fatos e as provas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF constantes dos autos. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 600.976/ES – AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, Dje de 24/9/15). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 853.362-ED, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.3.2015). Neste mesmo sentido: Recurso Extraordinário n 894.453/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 5/11/15; ARE n 845.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 24/9/15. Em face do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636899 AGR-SEGUNDO / DF constantes dos autos. Eventual ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 600.976/ES – AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, Dje de 24/9/15). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA PATRONAL. NATUREZA JURÍDICA. CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA CONTROVÉRSIA. A controvérsia relativa à natureza jurídica das verbas percebidas pelo contribuinte, para fins de incidência da contribuição previdenciária, demanda o reexame do acervo probatório constante dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente, circunstância que impede a abertura da via extraordinária. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 853.362-ED, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 9.3.2015). Neste mesmo sentido: Recurso Extraordinário n 894.453/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 5/11/15; ARE n 845.907-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 24/9/15. Em face do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9963799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) : CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881902 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.899 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : WEG INDÚSTRIAS S/A ADV.(A/S) : CÉLIA GASCHO CASSULI AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881902 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 899", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário 636899 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 899", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 899", "Recurso Extraordinário 636899 AGR", "Recurso Extraordinário n 569 . 441 / RS", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário n 569 . 441 / RS", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário 636899", "RPS 258 / 360", "Recurso Extraordinário 166 . 772 / RS", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário 166 . 772 / RS", "Recurso Extraordinário 636899", "Recurso Extraordinário 636899 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 899", "Recurso Extraordinário n 569 . 441", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 899", "Recurso Extraordinário n 569 . 441", "Recurso Extraordinário 636899 AGR - SEGUNDO / DF", "Recurso Extraordinário n 166 . 772 / RS", 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Contrato Administrativo. Expectativa de inflação. Expurgos. Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95. Decreto Estadual 27.133/87 e 32177/90. Resoução SF/PGE 02/95 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional e infralegal. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. 4. Quebra do equilíbrio econômico-finaceiro do contrato. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. 5. Necessidade de análise das cláusulas contratuais. Súmula 454 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 777590 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Supremo Tribunal Federal RE 777590 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento nas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Nas razões recursais, insiste-se no provimento do recurso extraordinário, ao argumento de que a decisão objeto do recurso extraordinário baseou-se em presunção legal de que o expurgo era obrigatório. Sustenta que tal entendimento, sem investigar se estava mantida a condição efetiva da proposta ofertada em licitação, viola o art. 37, XXI, do texto constitucional. Alega, ainda, ofensa ao direito adquirido, o ato jurídico perfeito e o devido processo legal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883988. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento nas Súmulas 279, 280 e 454 do STF. Nas razões recursais, insiste-se no provimento do recurso extraordinário, ao argumento de que a decisão objeto do recurso extraordinário baseou-se em presunção legal de que o expurgo era obrigatório. Sustenta que tal entendimento, sem investigar se estava mantida a condição efetiva da proposta ofertada em licitação, viola o art. 37, XXI, do texto constitucional. Alega, ainda, ofensa ao direito adquirido, o ato jurídico perfeito e o devido processo legal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, a controvérsia cinge-se à interpretação das normas infraconstitucionais (Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95) e infralegais locais (Decretos Estaduais 27.133/1987 e 32.177/1990; e Resolução SF/PGE 02/95) aplicáveis à espécie, o que não dá margem à abertura da instância extraordinária, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Além do mais, inviável a pretendida reapreciação das provas periciais para concluir pela ocorrência de quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, sendo certo, ainda, que tal procedimento demandaria, invariavelmente, a necessidade de interpretar as cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que atrai a Súmula 454 desta Corte. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: "O acórdão impugnado decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional incidente (Leis nºs. 8.880/94 e 9.069/95). Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria o recurso. É que a causa foi decidida com base nos elementos factuais constantes dos autos, de modo que eventual ofensa à Constituição da República seria, aqui, apenas indireta, pois dependeria de reexame prévio de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, a controvérsia cinge-se à interpretação das normas infraconstitucionais (Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95) e infralegais locais (Decretos Estaduais 27.133/1987 e 32.177/1990; e Resolução SF/PGE 02/95) aplicáveis à espécie, o que não dá margem à abertura da instância extraordinária, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Além do mais, inviável a pretendida reapreciação das provas periciais para concluir pela ocorrência de quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, sendo certo, ainda, que tal procedimento demandaria, invariavelmente, a necessidade de interpretar as cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que atrai a Súmula 454 desta Corte. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: "O acórdão impugnado decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional incidente (Leis nºs. 8.880/94 e 9.069/95). Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria o recurso. É que a causa foi decidida com base nos elementos factuais constantes dos autos, de modo que eventual ofensa à Constituição da República seria, aqui, apenas indireta, pois dependeria de reexame prévio de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 777590 AGR / SP Pacífica é a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, pretensão de reexame de provas ou cláusulas contratuais (súmulas 279 e 454)." (AI 699.380/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 4.9.2012) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. AJUSTE DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO. EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO. LEIS 8.880/94, 9.069/95 E 8.666/93. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: (…) 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.(AI 813.836/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.11.2011) “(...) É que para se chegar à conclusão pretendida pela recorrente seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável ao presente caso (Medida Provisória nº 542/94, convertida na Lei nº 9.069/95; Lei nº 8.880/94; e Decreto nº 99.438/90). Logo, a ofensa ao Magno Texto, se existente, dar-se-ia de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. De outra parte, a solução da controvérsia exigiria o reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal RE 777590 AGR / SP Pacífica é a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, pretensão de reexame de provas ou cláusulas contratuais (súmulas 279 e 454)." (AI 699.380/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 4.9.2012) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. AJUSTE DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO. EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO. LEIS 8.880/94, 9.069/95 E 8.666/93. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454 DO STF. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: (…) 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.(AI 813.836/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.11.2011) “(...) É que para se chegar à conclusão pretendida pela recorrente seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável ao presente caso (Medida Provisória nº 542/94, convertida na Lei nº 9.069/95; Lei nº 8.880/94; e Decreto nº 99.438/90). Logo, a ofensa ao Magno Texto, se existente, dar-se-ia de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. De outra parte, a solução da controvérsia exigiria o reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 777590 AGR / SP probatório dos autos, bem como de cláusulas contratuais, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 454 desta excelsa Corte (...) (AI 680617, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ 14/11/2007). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal RE 777590 AGR / SP probatório dos autos, bem como de cláusulas contratuais, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 454 desta excelsa Corte (...) (AI 680617, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ 14/11/2007). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROPLANO S/A ADV.(A/S) : VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA COSTA BOMFIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881912 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROPLANO S/A ADV.(A/S) : VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA COSTA BOMFIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881912 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9937129
2015-11-17T00:00:00
2015-12-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Contrato Administrativo. Expectativa de inflação. Expurgos. Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95. Decreto Estadual 27.133/87 e 32177/90. Resoução SF/PGE 02/95 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional e infralegal. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do STF. 4. Quebra do equilíbrio econômico-finaceiro do contrato. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do STF. 5. Necessidade de análise das cláusulas contratuais. Súmula 454 do STF. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur332007
- Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 279, SÚMULA 454) AI 680617, AI 699380, AI 813836. Número de páginas: 7. Análise: 10/12/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
777590
[ "LEG-FED LEI-008880 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-009069 ANO-1995\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST DEC-027133 ANO-1987\n DECRETO, SP\n\n", "LEG-EST DEC-032177 ANO-1990\n DECRETO, SP\n\n", "LEG-EST RES-000002 ANO-1995\n RESOLUÇÃO DA SECRETARIA DA FAZENDA E DA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO - SF/PGE, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 777590 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROPLANO S/A ADV.(A/S) : VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA COSTA BOMFIM
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Contrato Administrativo. Expectativa de inflação. Expurgos. Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95. Decreto Estadual 27.133/87 e 32177/90. Resoução SF/PGE 02/95 3. Matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional e infralegal. Ofensa reflexa à Constituição Federal. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 4. Quebra do equilíbrio econômico-finaceiro do contrato. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 5. Necessidade de análise das cláusulas contratuais. Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883987. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento nas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, insiste-se no provimento do recurso extraordinário, ao argumento de que a decisão objeto do recurso extraordinário baseou-se em presunção legal de que o expurgo era obrigatório. Sustenta que tal entendimento, sem investigar se estava mantida a condição efetiva da proposta ofertada em licitação, viola o art. 37, XXI, do texto constitucional. Alega, ainda, ofensa ao direito adquirido, o ato jurídico perfeito e o devido processo legal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883988. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROPLANO S/A ADV.(A/S) :VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :RENATA COSTA BOMFIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, com fundamento nas Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, insiste-se no provimento do recurso extraordinário, ao argumento de que a decisão objeto do recurso extraordinário baseou-se em presunção legal de que o expurgo era obrigatório. Sustenta que tal entendimento, sem investigar se estava mantida a condição efetiva da proposta ofertada em licitação, viola o art. 37, XXI, do texto constitucional. Alega, ainda, ofensa ao direito adquirido, o ato jurídico perfeito e o devido processo legal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883988. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, a controvérsia cinge-se à interpretação das normas infraconstitucionais (Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95) e infralegais locais (Decretos Estaduais 27.133/1987 e 32.177/1990; e Resolução SF/PGE 02/95) aplicáveis à espécie, o que não dá margem à abertura da instância extraordinária, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Além do mais, inviável a pretendida reapreciação das provas periciais para concluir pela ocorrência de quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, sendo certo, ainda, que tal procedimento demandaria, invariavelmente, a necessidade de interpretar as cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que atrai a Súmula 454 desta Corte. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: "O acórdão impugnado decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional incidente (Leis ns. 8.880/94 e 9.069/95). Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria o recurso. É que a causa foi decidida com base nos elementos factuais constantes dos autos, de modo que eventual ofensa à Constituição da República seria, aqui, apenas indireta, pois dependeria de reexame prévio de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, a controvérsia cinge-se à interpretação das normas infraconstitucionais (Lei 8.880/94 e Lei 9.069/95) e infralegais locais (Decretos Estaduais 27.133/1987 e 32.177/1990; e Resolução SF/PGE 02/95) aplicáveis à espécie, o que não dá margem à abertura da instância extraordinária, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Além do mais, inviável a pretendida reapreciação das provas periciais para concluir pela ocorrência de quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato, em face do óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, sendo certo, ainda, que tal procedimento demandaria, invariavelmente, a necessidade de interpretar as cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que atrai a Súmula 454 desta Corte. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes: "O acórdão impugnado decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional incidente (Leis ns. 8.880/94 e 9.069/95). Ainda que assim não fosse, melhor sorte não teria o recurso. É que a causa foi decidida com base nos elementos factuais constantes dos autos, de modo que eventual ofensa à Constituição da República seria, aqui, apenas indireta, pois dependeria de reexame prévio de fatos e provas. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP Pacífica é a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, pretensão de reexame de provas ou cláusulas contratuais (súmulas 279 e 454)." (AI 699.380/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 4.9.2012) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. AJUSTE DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO. EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO. LEIS 8.880/94, 9.069/95 E 8.666/93. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: (…) 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.(AI 813.836/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.11.2011) “(...) É que para se chegar à conclusão pretendida pela recorrente seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável ao presente caso (Medida Provisória n 542/94, convertida na Lei n 9.069/95; Lei n 8.880/94; e Decreto n 99.438/90). Logo, a ofensa ao Magno Texto, se existente, dar-se-ia de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. De outra parte, a solução da controvérsia exigiria o reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP Pacífica é a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, pretensão de reexame de provas ou cláusulas contratuais (súmulas 279 e 454)." (AI 699.380/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe 4.9.2012) AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. AJUSTE DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO. EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO. LEIS 8.880/94, 9.069/95 E 8.666/93. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 2. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: (…) 4. Agravo de instrumento a que se nega seguimento.(AI 813.836/SP, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 30.11.2011) “(...) É que para se chegar à conclusão pretendida pela recorrente seria necessário o prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável ao presente caso (Medida Provisória n 542/94, convertida na Lei n 9.069/95; Lei n 8.880/94; e Decreto n 99.438/90). Logo, a ofensa ao Magno Texto, se existente, dar-se-ia de modo reflexo ou indireto, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. De outra parte, a solução da controvérsia exigiria o reexame do conjunto 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP probatório dos autos, bem como de cláusulas contratuais, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 454 desta excelsa Corte (...) (AI 680617, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ 14/11/2007). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP probatório dos autos, bem como de cláusulas contratuais, o que é inviável em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas 279 e 454 desta excelsa Corte (...) (AI 680617, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJ 14/11/2007). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883989. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROPLANO S/A ADV.(A/S) : VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA COSTA BOMFIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881912 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.590 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROPLANO S/A ADV.(A/S) : VALÉRIA HADLICH CAMARGO SAMPAIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : RENATA COSTA BOMFIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881912 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 590", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 590", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 590 SÃO", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 590", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 590", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal", "Súmula 454 desta Corte", "Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP", "AI 699 . 380 / SP", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 813 . 836 / SP", "Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP", "AI 699 . 380 / SP", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 813 . 836 / SP", "Recurso Extraordinário 777590 AGR / SP", "AI 680617", "AI 680617", "RECURSO", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8 . 880 / 94", "Lei 9 . 069 / 95", "Decreto Estadual 27 . 133 / 87", "32177", "/", "90", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XXI , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , XXI , do texto constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 880 / 94", "Lei 9 . 069 / 95", "Decretos Estaduais 27 . 133 / 1987", "32", ".", "177", "/", "1990", "Resolução SF / PGE 02 / 95", "Leis ns . 8 . 880 / 94", "9", ".", "069", "/", "95", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 880 / 94", "Lei 9 . 069 / 95", "Decretos Estaduais 27 . 133 / 1987", "32", ".", "177", "/", "1990", "Resolução", "SF /", "PGE 02 / 95", "Leis ns . 8 . 880 / 94", "9", ".", "069", "/", "95", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "LEIS 8 . 880 / 94", "9", ".", "069", "/", "95", "8", ".", "666", "/", "93", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 542 / 94", "Lei n 9 . 069 / 95", "Lei n 8 . 880 / 94", "Decreto n 99 . 438 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial do servidor público. 3. Omissão legislativa. Falta de Lei Complementar específica. Aplicação do art. 57 da Lei nº 8.213/91, no que couber. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão ocorrida. 5. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a decisão do Tribunal a quo, no tocante à aplicação do art. 57 da Lei nº 8.213/91 para suprir a omissão legislativa referente às condições para o implemento de aposentadoria especial, estava de acordo com a jurisprudência do STF. Nas razões recursais, o agravante sustenta, em síntese, que há questão processual não dirimida nos autos, sendo prejudicial ao exame do mérito em discussão. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689221. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a decisão do Tribunal a quo, no tocante à aplicação do art. 57 da Lei nº 8.213/91 para suprir a omissão legislativa referente às condições para o implemento de aposentadoria especial, estava de acordo com a jurisprudência do STF. Nas razões recursais, o agravante sustenta, em síntese, que há questão processual não dirimida nos autos, sendo prejudicial ao exame do mérito em discussão. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme amplamente demonstrado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem está de pleno acordo com a jurisprudência do STF. A inexistência de norma estadual que estabeleça critérios para aferição de condições especiais de trabalho não obsta o julgamento do mandado de injunção. Assim, configurada a referida omissão legislativa, é pacífico o entendimento no sentido de que é aplicável ao caso, no que couber, o disposto no art. 57 da Lei nº 8.213/91. Ademais, destaco que o agravante alega ofensa ao art. 93, IX da Constituição, limitando-se a afirmar, genericamente, que há questão processual não dirimida nos autos, configurando-se como questão prejudicial ao exame de mérito no recurso, sem, contudo, apresentar argumentos suficientes à reforma da decisão. Nesse sentido, destaco o entendimento firmado no paradigma AI nº 791.292 (tema 339), de minha relatoria, sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme amplamente demonstrado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem está de pleno acordo com a jurisprudência do STF. A inexistência de norma estadual que estabeleça critérios para aferição de condições especiais de trabalho não obsta o julgamento do mandado de injunção. Assim, configurada a referida omissão legislativa, é pacífico o entendimento no sentido de que é aplicável ao caso, no que couber, o disposto no art. 57 da Lei nº 8.213/91. Ademais, destaco que o agravante alega ofensa ao art. 93, IX da Constituição, limitando-se a afirmar, genericamente, que há questão processual não dirimida nos autos, configurando-se como questão prejudicial ao exame de mérito no recurso, sem, contudo, apresentar argumentos suficientes à reforma da decisão. Nesse sentido, destaco o entendimento firmado no paradigma AI nº 791.292 (tema 339), de minha relatoria, sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 910181 AGR / BA ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Ademais, reitero que a decisão do Tribunal a quo está em conformidade com a jurisprudência pacífica do STF. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados: MI 4.534, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2012; MI 3.784, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.3.2012; MI-AgR 1.169, Rel. Min. Cármen Lúcia, MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.5.2009; e, também, o MI-ED 1.286, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.2.2010. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Supremo Tribunal Federal ARE 910181 AGR / BA ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Ademais, reitero que a decisão do Tribunal a quo está em conformidade com a jurisprudência pacífica do STF. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados: MI 4.534, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2012; MI 3.784, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.3.2012; MI-AgR 1.169, Rel. Min. Cármen Lúcia, MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.5.2009; e, também, o MI-ED 1.286, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.2.2010. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JULIANA ROSA DE ALMEIDA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688008 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JULIANA ROSA DE ALMEIDA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9709562
2015-10-20T00:00:00
2015-11-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial do servidor público. 3. Omissão legislativa. Falta de Lei Complementar específica. Aplicação do art. 57 da Lei nº 8.213/91, no que couber. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão ocorrida. 5. Agravo Regimental a que se nega provimento.
sjur327492
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 791292 QO-RG. (APOSENTADORIA ESPECIAL, SERVIDOR PÚBLICO) MI 795 (TP), MI 1169 AgR (TP), MI 1286 ED (TP). Número de páginas: 5. Análise: 10/11/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
910181
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00057\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910181 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JULIANA ROSA DE ALMEIDA
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Aposentadoria especial do servidor público. 3. Omissão legislativa. Falta de Lei Complementar específica. Aplicação do art. 57 da Lei n 8.213/91, no que couber. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão ocorrida. 5. Agravo Regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689220. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a decisão do Tribunal a quo, no tocante à aplicação do art. 57 da Lei n 8.213/91 para suprir a omissão legislativa referente às condições para o implemento de aposentadoria especial, estava de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, o agravante sustenta, em síntese, que há questão processual não dirimida nos autos, sendo prejudicial ao exame do mérito em discussão. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689221. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :JULIANA ROSA DE ALMEIDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que a decisão do Tribunal a quo, no tocante à aplicação do art. 57 da Lei n 8.213/91 para suprir a omissão legislativa referente às condições para o implemento de aposentadoria especial, estava de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais, o agravante sustenta, em síntese, que há questão processual não dirimida nos autos, sendo prejudicial ao exame do mérito em discussão. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma da decisão agravada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689221. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme amplamente demonstrado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem está de pleno acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. A inexistência de norma estadual que estabeleça critérios para aferição de condições especiais de trabalho não obsta o julgamento do mandado de injunção. Assim, configurada a referida omissão legislativa, é pacífico o entendimento no sentido de que é aplicável ao caso, no que couber, o disposto no art. 57 da Lei n 8.213/91. Ademais, destaco que o agravante alega ofensa ao art. 93, IX da Constituição, limitando-se a afirmar, genericamente, que há questão processual não dirimida nos autos, configurando-se como questão prejudicial ao exame de mérito no recurso, sem, contudo, apresentar argumentos suficientes à reforma da decisão. Nesse sentido, destaco o entendimento firmado no paradigma AI n 791.292 (tema 339), de minha relatoria, sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme amplamente demonstrado na decisão agravada, a decisão do Tribunal de origem está de pleno acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. A inexistência de norma estadual que estabeleça critérios para aferição de condições especiais de trabalho não obsta o julgamento do mandado de injunção. Assim, configurada a referida omissão legislativa, é pacífico o entendimento no sentido de que é aplicável ao caso, no que couber, o disposto no art. 57 da Lei n 8.213/91. Ademais, destaco que o agravante alega ofensa ao art. 93, IX da Constituição, limitando-se a afirmar, genericamente, que há questão processual não dirimida nos autos, configurando-se como questão prejudicial ao exame de mérito no recurso, sem, contudo, apresentar argumentos suficientes à reforma da decisão. Nesse sentido, destaco o entendimento firmado no paradigma AI n 791.292 (tema 339), de minha relatoria, sistemática da repercussão geral: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 910181 AGR / BA ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Ademais, reitero que a decisão do Tribunal a quo está em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados: MI 4.534, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2012; MI 3.784, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.3.2012; MI-AgR 1.169, Rel. Min. Cármen Lúcia, MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.5.2009; e, também, o MI-ED 1.286, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.2.2010. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Supremo Tribunal Federal ARE 910181 AGR / BA ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” Ademais, reitero que a decisão do Tribunal a quo está em conformidade com a jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal. A esse respeito, confiram-se os seguintes julgados: MI 4.534, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 8.8.2012; MI 3.784, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 15.3.2012; MI-AgR 1.169, Rel. Min. Cármen Lúcia, MI 795, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 22.5.2009; e, também, o MI-ED 1.286, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.2.2010. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9689222. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JULIANA ROSA DE ALMEIDA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688008 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.181 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : JULIANA ROSA DE ALMEIDA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688008 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n 791 . 292", "AI n 791 . 292", "MI", "MI", "MI", "-", "AgR", "MI", "-", "ED", "MI", "MI", "MI", "-", "AgR", "MI", "-", "ED 1 . 286" ], "LEGISLACAO": [ "art . 57 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 93 , IX da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 93 , IX da Constituição", "Código de Processo Civil , art . 544 , § § 3 .", "incisos", "inciso IX do art . 93 da Constituição Federal", "art . 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BAHIA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Canadá", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA", "JULIANA ROSA DE ALMEIDA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA", "JULIANA ROSA DE ALMEIDA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA", "JULIANA ROSA DE ALMEIDA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA", "JULIANA ROSA DE ALMEIDA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARIA MADALENA FIUZA PERUNA DE OLIVEIRA", "JULIANA ROSA DE ALMEIDA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "8", ".", "2012", "15", ".", "3", ".", "2012", "22", ".", "5", ".", "2009", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", ".", "8", ".", "2012", "15", ".", "3", ".", "2012", "22", ".", "5", ".", "2009", "19", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.4.2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 910023 AGR / RJ Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Gustavo Pereira Nunes de Andrade. A discussão, em síntese, trata da ausência de indicação precisa dos dispositivos constitucionais tidos por violados e inexistência de impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. A matéria de fundo versa sobre anulação de questão de prova objetiva em concurso público. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação da Constituição Federal. Alega que “(...) o agravante fundamentou a controvérsia existente no julgado guerreado em relação ao seu pleito, permitindo sua exata compreensão” (doc. 24, fl. 3). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DE QUESTÃO DE PROVA OBJETIVA. IMPOSSIBILIDADE. MÉRITO ADMINISTRATIVO. NÃO CABE AO PODER JUDICIÁRIO SUBSTITUIR-SE À COMISSÃO EXAMINADORA DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Gustavo Pereira Nunes de Andrade. A discussão, em síntese, trata da ausência de indicação precisa dos dispositivos constitucionais tidos por violados e inexistência de impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. A matéria de fundo versa sobre anulação de questão de prova objetiva em concurso público. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação da Constituição Federal. Alega que “(...) o agravante fundamentou a controvérsia existente no julgado guerreado em relação ao seu pleito, permitindo sua exata compreensão” (doc. 24, fl. 3). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DE QUESTÃO DE PROVA OBJETIVA. IMPOSSIBILIDADE. MÉRITO ADMINISTRATIVO. NÃO CABE AO PODER JUDICIÁRIO SUBSTITUIR-SE À COMISSÃO EXAMINADORA DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 910023 AGR / RJ CERTAME, SOB PENA DE VIOLAR A SEPARAÇÃO DE PODERES. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE O TEMA. DECISÃO MONOCRÁTICA DA RELATORA EM CONFORMIDADE COM O ART. 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. RECURSO DE AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ” Acórdão recorrido publicado em 06.4.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ CERTAME, SOB PENA DE VIOLAR A SEPARAÇÃO DE PODERES. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE O TEMA. DECISÃO MONOCRÁTICA DA RELATORA EM CONFORMIDADE COM O ART. 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. RECURSO DE AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ” Acórdão recorrido publicado em 06.4.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 284/STF –, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 284/STF –, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do CPC, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4º No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF). Publique-se.” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO STF. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/STF). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; RE 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF). Publique-se.” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. Configurado o não atendimento da exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do Código de Processo Civil, impõe-se o não conhecimento do recurso extraordinário com agravo. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 26.6.2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. Configurado o não atendimento da exigência contida na parte final do inciso I do § 4º do art. 544 do Código de Processo Civil, impõe-se o não conhecimento do recurso extraordinário com agravo. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO STF. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do STF. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 26.6.2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.10.2014) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/STF. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do STF. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.10.2014) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563297 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9575860
2015-09-29T00:00:00
2015-10-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.4.2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287/STF. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur325395
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) ARE 680279 AgR (1ªT), ARE 816481 AgR (2ªT), ARE 778457 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 20/10/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
910023
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00544 PAR-00004 INC-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000287 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910023 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA AOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 287/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 06.4.2015. 1. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que inadmissível o agravo que não ataca especificamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. Incidência da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal. 2. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo, ao exame da admissibilidade do recurso, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 910023 AGR / RJ Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Gustavo Pereira Nunes de Andrade. A discussão, em síntese, trata da ausência de indicação precisa dos dispositivos constitucionais tidos por violados e inexistência de impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. A matéria de fundo versa sobre anulação de questão de prova objetiva em concurso público. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação da Constituição Federal. Alega que “(...) o agravante fundamentou a controvérsia existente no julgado guerreado em relação ao seu pleito, permitindo sua exata compreensão” (doc. 24, fl. 3). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DE QUESTÃO DE PROVA OBJETIVA. IMPOSSIBILIDADE. MÉRITO ADMINISTRATIVO. NÃO CABE AO PODER JUDICIÁRIO SUBSTITUIR-SE À COMISSÃO EXAMINADORA DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) :LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental Gustavo Pereira Nunes de Andrade. A discussão, em síntese, trata da ausência de indicação precisa dos dispositivos constitucionais tidos por violados e inexistência de impugnação aos fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário. A matéria de fundo versa sobre anulação de questão de prova objetiva em concurso público. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que demonstrada a violação da Constituição Federal. Alega que “(...) o agravante fundamentou a controvérsia existente no julgado guerreado em relação ao seu pleito, permitindo sua exata compreensão” (doc. 24, fl. 3). O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. PRETENSÃO DE ANULAÇÃO DE QUESTÃO DE PROVA OBJETIVA. IMPOSSIBILIDADE. MÉRITO ADMINISTRATIVO. NÃO CABE AO PODER JUDICIÁRIO SUBSTITUIR-SE À COMISSÃO EXAMINADORA DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 910023 AGR / RJ CERTAME, SOB PENA DE VIOLAR A SEPARAÇÃO DE PODERES. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE O TEMA. DECISÃO MONOCRÁTICA DA RELATORA EM CONFORMIDADE COM O ART. 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. RECURSO DE AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ” Acórdão recorrido publicado em 06.4.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ CERTAME, SOB PENA DE VIOLAR A SEPARAÇÃO DE PODERES. JURISPRUDÊNCIA PACÍFICA SOBRE O TEMA. DECISÃO MONOCRÁTICA DA RELATORA EM CONFORMIDADE COM O ART. 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. RECURSO DE AGRAVO INTERNO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ” Acórdão recorrido publicado em 06.4.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal –, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Deixou a parte agravante de impugnar o óbice oposto pela Corte de origem ao trânsito do recurso extraordinário – aplicação da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal –, em desalinho com a exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, verbis: “Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo nos próprios autos, no prazo de 10 (dez) dias. ... § 4... No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça, o julgamento do agravo obedecerá ao disposto no respectivo regimento interno, podendo o relator: I - não conhecer do agravo manifestamente inadmissível ou que não tenha atacado especificamente os fundamentos da decisão agravada;“ (destaquei) Nesse sentido: ARE 645.366-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 12.4.2012; ARE 665.547-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 06.3.2012; e AI 805.701- Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ AgR, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF). Publique-se.” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ AgR, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 23.4.2012, cuja ementa transcrevo: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. 1. O agravo de instrumento é inadmissível quando a sua fundamentação não impugna especificamente a decisão agravada. ‘Nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia’. (súmula 287/Supremo Tribunal Federal). 2. Precedentes desta Corte: AI 841690 AgR, Relator: Min. Ricardo Lewandowski, DJe- 01/08/2011; Recurso Extraordinário 550505 AgR, Relator: Min. Gilmar Mendes, DJe- 24/02/2011; AI 786044 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 25/06/2010. 3. In casu o acórdão recorrido assentou: DESAPROPRIAÇÃO – Juros compensatórios – Pretensão à exclusão – Ação julgada improcedente – Condenação da embargante nas penas de litigância de má-fé e determinação de extração de peças ao Ministério Público visando possibilidade de ofensa à Lei de Improbidade administrativa – procedência parcial – Juros compensatórios devidos – Manutenção da Justa indenização – Matéria ademais que transitou em julgado – Recurso improvido. (fl. 346). 4. Agravo regimental desprovido.” Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF). Publique-se.” Irrepreensível a decisão agravada. Da detida leitura das razões recursais, bem como dos fundamentos adotados pela Presidência da Corte a quo ao exame da admissibilidade do recurso, tal como já consignado na decisão agravada, verifico não impugnados os fundamentos da decisão pela qual inadmitido o extraordinário na origem. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. Configurado o não atendimento da exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, impõe-se o não conhecimento do recurso extraordinário com agravo. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 26.6.2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ O Supremo Tribunal Federal entende que o recorrente tem o dever de impugnar todos os fundamentos da decisão atacada. Configurado o não atendimento da exigência contida na parte final do inciso I do § 4... do art. 544 do Código de Processo Civil, impõe-se o não conhecimento do recurso extraordinário com agravo. Cito precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DEVER DE IMPUGNAR TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INOBSERVÂNCIA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal. CONCURSO PÚBLICO. APROVAÇÃO FORA DO NÚMERO DE VAGAS. CRIAÇÃO DE VAGAS NO PRAZO DE VALIDADE DO CERTAME. DIREITO À NOMEAÇÃO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – O agravo não atacou todos os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário, o que o torna inviável, conforme a Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. II – O direito à nomeação também se estende ao candidato aprovado fora do número de vagas previstas no edital, mas que passe a figurar entre as vagas em decorrência da criação de vagas no prazo de validade do concurso. Precedentes. III - Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 816.481-AgR/PB, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 21.8.2014). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. REAJUSTE DE VALE-REFEIÇÃO. 1. Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Incidência da Súmula n. 287 do Supremo Tribunal Federal. 2. Matéria de natureza infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 26.6.2012) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 910023 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.10.2014) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Supremo Tribunal Federal ARE 910023 AGR / RJ EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANO MORAL. AGRAVO QUE NÃO ATACA OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUM. 287/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A impugnação específica da decisão agravada, quando ausente, conduz à inadmissão do recurso extraordinário. Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes: ARE 680.279-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 22/5/2012, e ARE 735.978-AgR/PE, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 4/9/2013. 2. In casu, o acórdão recorrido condenou a recorrente ao pagamento de indenização por dano moral, em razão da inscrição indevida do nome do recorrido em serviço de proteção ao crédito. 3. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 778.457-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.10.2014) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9521303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563297 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.023 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE ADV.(A/S) : LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563297 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910 . 023", "SÚMULA 287 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 910023 AGR / RJ", "ARE 910023 AGR / RJ", "ARE 910023 AGR / RJ", "ARE 910023 AGR / RJ", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 645 . 366 - AgR", "ARE 665 . 547 - AgR", "AI 805 . 701 - Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "ARE 910023 AGR / RJ AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "súmula 287 / Supremo Tribunal Federal", "AI 841690 AgR", "Recurso Extraordinário 550505 AgR", "AI 786044 AgR", "SÚMULA 287 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816 . 481 - AgR / PB", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 910023 AGR / RJ", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 816 . 481 - AgR / PB", "Súmula n . 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 910023 AGR / RJ", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 - AgR / SP", "ARE 910023 AGR / RJ", "Súmula 287 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 680 . 279 - AgR / RS", "ARE 735 . 978 - AgR / PE", "ARE 778 . 457 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 CAPUT DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do § 4 . . . do", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do § 4 . . . do art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei de Improbidade", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do § 4 . . . do art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "366", "-", "2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "2", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUM", ".", "287", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUM", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "Rosa Weber", "Gustavo Pereira Nunes de Andrade", "ROSA WEBER", "GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "Rosa Weber", "Gustavo Pereira Nunes de Andrade", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER ARE", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "ROSA WEBER", "GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "GUSTAVO PEREIRA NUNES DE ANDRADE", "LEONARDO DE CARVALHO BARBOZA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "09", "/", "2015", "06", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "12", ".", "4", ".", "2012", "06", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "12", ".", "4", ".", "2012", "06", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "2012", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "4", ".", "2012", "01", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "02", "/", "2011", "25", "/", "06", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "26", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2014", "26", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "5", "/", "2012", "4", "/", "9", "/", "2013", "17", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 2. Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP. Matéria debatida pelo tribunal de origem, em mandado de segurança, que restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 280. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883798. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na Súmula 280 do STF. No agravo regimental, sustenta-se que o acórdão recorrido fundamentou-se em norma constitucional de repetição obrigatória na Lei Orgânica Municipal, o que autorizaria a admissão e processamento do recurso extraordinário em caso de ADI estadual. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883799. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na Súmula 280 do STF. No agravo regimental, sustenta-se que o acórdão recorrido fundamentou-se em norma constitucional de repetição obrigatória na Lei Orgânica Municipal, o que autorizaria a admissão e processamento do recurso extraordinário em caso de ADI estadual. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o acórdão recorrido, ao examinar a Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP entendeu que o ato administrativo criou desigualdades de remuneração entre os cargos do Legislativo e o Executivo municipal em desacordo com o diposto na lei orgânica do Município. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Incide, na hipótese, a Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito trecho do parecer proferido pela Procuradoria- Geral da República: “A tese de desrespeito ao art. 37, XII, da Carta, centra-se no argumento de que, se considerado o ‘vencimento base’ relevante, estaria caracterizado o respeito à isonomia entre os Poderes, imposta na norma da Lei Maior. Ocorre que, na origem, foi assegurado que os parâmetros dispostos na norma da Constituição Federal foram desrespeitados pelo ato impugnado na demanda. Dasautorizar essa assertiva demandaria estudo sobre o conteúdo de diplomas municipais – exercício estranho ao domínimio da sindicância cabível na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o acórdão recorrido, ao examinar a Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP entendeu que o ato administrativo criou desigualdades de remuneração entre os cargos do Legislativo e o Executivo municipal em desacordo com o diposto na lei orgânica do Município. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Incide, na hipótese, a Súmula 280 do STF. Nesse sentido, cito trecho do parecer proferido pela Procuradoria- Geral da República: “A tese de desrespeito ao art. 37, XII, da Carta, centra-se no argumento de que, se considerado o ‘vencimento base’ relevante, estaria caracterizado o respeito à isonomia entre os Poderes, imposta na norma da Lei Maior. Ocorre que, na origem, foi assegurado que os parâmetros dispostos na norma da Constituição Federal foram desrespeitados pelo ato impugnado na demanda. Dasautorizar essa assertiva demandaria estudo sobre o conteúdo de diplomas municipais – exercício estranho ao domínimio da sindicância cabível na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 677176 AGR / SP instância estraordinária”. (fl. 563) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Supremo Tribunal Federal ARE 677176 AGR / SP instância estraordinária”. (fl. 563) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) : MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881905 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) : MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9937166
2015-11-17T00:00:00
2015-12-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 2. Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP. Matéria debatida pelo tribunal de origem, em mandado de segurança, que restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 280. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur332005
Número de páginas: 5. Análise: 10/12/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
677176
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN RES-000002 ANO-2008\n RESOLUÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 677176 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) : MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Direito administrativo. 2. Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP. Matéria debatida pelo tribunal de origem, em mandado de segurança, que restringe-se ao âmbito infraconstitucional. Súmula 280. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883798. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se que o acórdão recorrido fundamentou-se em norma constitucional de repetição obrigatória na Lei Orgânica Municipal, o que autorizaria a admissão e processamento do recurso extraordinário em caso de ADI estadual. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883799. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) :MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, sustenta-se que o acórdão recorrido fundamentou-se em norma constitucional de repetição obrigatória na Lei Orgânica Municipal, o que autorizaria a admissão e processamento do recurso extraordinário em caso de ADI estadual. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o acórdão recorrido, ao examinar a Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP entendeu que o ato administrativo criou desigualdades de remuneração entre os cargos do Legislativo e o Executivo municipal em desacordo com o diposto na lei orgânica do Município. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Incide, na hipótese, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito trecho do parecer proferido pela Procuradoria- Geral da República: “A tese de desrespeito ao art. 37, XII, da Carta, centra-se no argumento de que, se considerado o ‘vencimento base’ relevante, estaria caracterizado o respeito à isonomia entre os Poderes, imposta na norma da Lei Maior. Ocorre que, na origem, foi assegurado que os parâmetros dispostos na norma da Constituição Federal foram desrespeitados pelo ato impugnado na demanda. Dasautorizar essa assertiva demandaria estudo sobre o conteúdo de diplomas municipais – exercício estranho ao domínimio da sindicância cabível na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado pela decisão ora agravada, o acórdão recorrido, ao examinar a Resolução n. 02/2008 da Câmara Municipal de Votorantim/SP entendeu que o ato administrativo criou desigualdades de remuneração entre os cargos do Legislativo e o Executivo municipal em desacordo com o diposto na lei orgânica do Município. Assim, verifica-se que a matéria debatida pelo tribunal de origem restringe-se ao âmbito infraconstitucional, de modo que a ofensa à Constituição, se existente, dar-se-ia de forma reflexa ou indireta, o que inviabiliza o processamento do presente recurso. Incide, na hipótese, a Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, cito trecho do parecer proferido pela Procuradoria- Geral da República: “A tese de desrespeito ao art. 37, XII, da Carta, centra-se no argumento de que, se considerado o ‘vencimento base’ relevante, estaria caracterizado o respeito à isonomia entre os Poderes, imposta na norma da Lei Maior. Ocorre que, na origem, foi assegurado que os parâmetros dispostos na norma da Constituição Federal foram desrespeitados pelo ato impugnado na demanda. Dasautorizar essa assertiva demandaria estudo sobre o conteúdo de diplomas municipais – exercício estranho ao domínimio da sindicância cabível na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 677176 AGR / SP instância estraordinária”. (fl. 563) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Supremo Tribunal Federal ARE 677176 AGR / SP instância estraordinária”. (fl. 563) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9883800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) : MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881905 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677.176 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM ADV.(A/S) : MARCELO LAMY E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOTORANTIM PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOTORANTIM Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881905 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 677 . 176", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 677176 AGR / SP", "ARE 677176 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Resolução n . 02 / 2008 da Câmara Municipal de Votorantim / SP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica Municipal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Orgânica Municipal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 02 / 2008 da Câmara Municipal de Votorantim / SP", "Constituição", "art . 37 , XII , da Carta", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 02 / 2008 da Câmara Municipal de Votorantim / SP", "Constituição", "art . 37 , XII , da Carta", "Lei Maior", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE VOTORANTIM", "VOTORANTIM", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE VOTORANTIM", "SÃO PAULO", "VOTORANTIM", "MUNICÍPIO DE VOTORANTIM", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO", "VOTORANTIM", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE VOTORANTIM", "MUNICÍPIO DE VOTORANTIM" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CÂMARA MUNICIPAL DE VOTORANTIM", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "MARCELO LAMY", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCELO LAMY", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCELO LAMY", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCELO LAMY", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "MARCELO LAMY", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS NS. 1.102/1990 E 2.157/2000. DIREITO ADQUIRIDO. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849610. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Mato Grosso do Sul contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu direito de servidor a receber adicional por tempo de serviço conforme previsto em lei estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Leis estaduais ns. 2.065/99 e 2.157/2000), procedimento inadmissível de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 851.387-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 15.9.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Mato Grosso do Sul contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu direito de servidor a receber adicional por tempo de serviço conforme previsto em lei estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Leis estaduais ns. 2.065/99 e 2.157/2000), procedimento inadmissível de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 851.387-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 15.9.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 903218 AGR / MS ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS N. 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5º, XXXVI, e 37, XIV, da CF/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (RE 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula n. 279 do STF. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido’ (RE n. 461.286-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). ‘CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90, 2.065/99 E 2.129/00. I. - Questão decidida com base em fundamento infraconstitucional, leis do estado de Mato Grosso do Sul, que não integram o contencioso constitucional. II. - Agravo não provido’ (RE n. 414.469-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 24.2.2006). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (doc. 47). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Mato Grosso do Sul interpõe, em 26.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante sustenta ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS N. 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5º, XXXVI, e 37, XIV, da CF/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (RE 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula n. 279 do STF. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido’ (RE n. 461.286-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). ‘CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90, 2.065/99 E 2.129/00. I. - Questão decidida com base em fundamento infraconstitucional, leis do estado de Mato Grosso do Sul, que não integram o contencioso constitucional. II. - Agravo não provido’ (RE n. 414.469-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 24.2.2006). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (doc. 47). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Mato Grosso do Sul interpõe, em 26.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante sustenta ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 903218 AGR / MS Federal. Assevera ter havido “afronta ao art. 37, XIV, da Constituição Federal ,que veda o cômputo de vantagens acumuladas, bem como que não ocorreu ofensa ao princípio da irredutibilidade de remuneração, inserido no artigo 37, XV, assim como impossibilidade de invocação do direito adquirido, inserido no artigo 37, XIV e artigo 17, do ADCT” (fl. 2, doc. 49). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS Federal. Assevera ter havido “afronta ao art. 37, XIV, da Constituição Federal ,que veda o cômputo de vantagens acumuladas, bem como que não ocorreu ofensa ao princípio da irredutibilidade de remuneração, inserido no artigo 37, XV, assim como impossibilidade de invocação do direito adquirido, inserido no artigo 37, XIV e artigo 17, do ADCT” (fl. 2, doc. 49). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Já no que diz respeito ao adicional por tempo de serviço, os apelantes sustentam que têm o direito de receber tal acréscimo sobre seus vencimentos totais, por terem adquirido o direito muito antes da publicação da Lei nº 2.157/00. Realmente, na redação origem, dispunha o art. 111 da Lei Estadual nº 1.102/90: (...) Assim, em respeito ao direito adquirido daqueles que haviam cumprido o interstício necessário para o recebimento da referida vantagem, antes da entrada em vigor da nova lei (2.157/2000), deve permanecer a fórmula de incidência prevista anteriormente, ou seja, o ATS deve continuar a incidir sobre o vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens de caráter permanente. Por outro lado, em relação aos adicionais a que faz jus o servidor a partir da entrada em vigor da Lei 2.157/2000 (27/10/2000), deve o mesmo ser calculado apenas sobre o vencimento base” (fls. 6-7, doc. 31). No julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.708, de minha relatoria, a matéria referente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça ao texto legal estadual quanto à base de cálculo do adicional por tempo de serviço foi afastada do julgamento, por se tratar de matéria de índole infraconstitucional: “3.1. A primeira observação a ser afastada é a que se relaciona à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Já no que diz respeito ao adicional por tempo de serviço, os apelantes sustentam que têm o direito de receber tal acréscimo sobre seus vencimentos totais, por terem adquirido o direito muito antes da publicação da Lei nº 2.157/00. Realmente, na redação origem, dispunha o art. 111 da Lei Estadual nº 1.102/90: (...) Assim, em respeito ao direito adquirido daqueles que haviam cumprido o interstício necessário para o recebimento da referida vantagem, antes da entrada em vigor da nova lei (2.157/2000), deve permanecer a fórmula de incidência prevista anteriormente, ou seja, o ATS deve continuar a incidir sobre o vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens de caráter permanente. Por outro lado, em relação aos adicionais a que faz jus o servidor a partir da entrada em vigor da Lei 2.157/2000 (27/10/2000), deve o mesmo ser calculado apenas sobre o vencimento base” (fls. 6-7, doc. 31). No julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.708, de minha relatoria, a matéria referente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça ao texto legal estadual quanto à base de cálculo do adicional por tempo de serviço foi afastada do julgamento, por se tratar de matéria de índole infraconstitucional: “3.1. A primeira observação a ser afastada é a que se relaciona à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS circunstância de que os Recorridos nunca teriam tido o direito de receber o adicional por tempo de serviço calculado sobre a remuneração, pois a Lei Estadual 1.102/1990 previa como base de cálculo o vencimento-base mais as vantagens permanentes, ou seja, estando de fora as parcelas temporárias, daí porque, segundo o Recorrente, nem se haveria de cogitar de direito adquirido. Essa argumentação configura típica questão de ofensa ao texto legal e não ao texto constitucional. A pretensão do Recorrente, nesse ponto, é a de que o Supremo Tribunal Federal corrija o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul quanto à interpretação dada a texto legal estadual, pois aquele órgão concluiu, expressamente, que a Lei Estadual 1.102/1990 fixava a remuneração tomando como base de cálculo do adicional por tempo de serviço. A alegação que se fez constar do acórdão recorrido que a Lei Estadual 1.102/1990 estabelecia a remuneração tomando como base de cálculo o adicional, o que deveria ser considerado por este Supremo Tribunal Federal para examinar a questão subsequente, qual seja, a aplicabilidade imediata da alteração do inciso XIV do art. 37 da Constituição República, não é aceitável, pois em recurso extraordinário não se pode modificar a interpretação que o Tribunal a quo conferiu à legislação infraconstitucional local, como reiteradamente vem decidindo este Supremo Tribunal: ‘RE: descabimento: alegação de violação reflexa da Constituição. Se – em matéria de competência concorrente – o acórdão recorrido aplicou a lei estadual, por afirmar inexistente, a respeito, lei federal de normas gerais -, a natureza infraconstitucional dessa premissa – inexistência de norma geral federal – não enseja o RE por alegada contrariedade a normas constitucionais que a ela dariam prevalência, que, a existir, configuraria violação reflexa, e não direta, da Constituição.” (RE 200.220, Relator para o acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 5.5.2000) “I. RE: DESCABIMENTO: OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO POR NORMA INTERPOSTA. O RE não é via adequada à apuração da inconstitucionalidade reflexa: se a Constituição, explícita ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS circunstância de que os Recorridos nunca teriam tido o direito de receber o adicional por tempo de serviço calculado sobre a remuneração, pois a Lei Estadual 1.102/1990 previa como base de cálculo o vencimento-base mais as vantagens permanentes, ou seja, estando de fora as parcelas temporárias, daí porque, segundo o Recorrente, nem se haveria de cogitar de direito adquirido. Essa argumentação configura típica questão de ofensa ao texto legal e não ao texto constitucional. A pretensão do Recorrente, nesse ponto, é a de que o Supremo Tribunal Federal corrija o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul quanto à interpretação dada a texto legal estadual, pois aquele órgão concluiu, expressamente, que a Lei Estadual 1.102/1990 fixava a remuneração tomando como base de cálculo do adicional por tempo de serviço. A alegação que se fez constar do acórdão recorrido que a Lei Estadual 1.102/1990 estabelecia a remuneração tomando como base de cálculo o adicional, o que deveria ser considerado por este Supremo Tribunal Federal para examinar a questão subsequente, qual seja, a aplicabilidade imediata da alteração do inciso XIV do art. 37 da Constituição República, não é aceitável, pois em recurso extraordinário não se pode modificar a interpretação que o Tribunal a quo conferiu à legislação infraconstitucional local, como reiteradamente vem decidindo este Supremo Tribunal: ‘RE: descabimento: alegação de violação reflexa da Constituição. Se – em matéria de competência concorrente – o acórdão recorrido aplicou a lei estadual, por afirmar inexistente, a respeito, lei federal de normas gerais -, a natureza infraconstitucional dessa premissa – inexistência de norma geral federal – não enseja o RE por alegada contrariedade a normas constitucionais que a ela dariam prevalência, que, a existir, configuraria violação reflexa, e não direta, da Constituição.” (RE 200.220, Relator para o acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 5.5.2000) “I. RE: DESCABIMENTO: OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO POR NORMA INTERPOSTA. O RE não é via adequada à apuração da inconstitucionalidade reflexa: se a Constituição, explícita ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS implicitamente, remete o trato de determinada matéria a lei ordinária, não cabe o recurso extraordinário por contrariedade a Lei Fundamental, se a aferição desta pressupõe a revisão da inteligência e da aplicação dadas a normas sub-constitucional interposta: análise da jurisprudência” (RE 147.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 2.4.1993). No mesmo sentido muitos são os julgados de ambas as Turmas deste Supremo Tribunal Federal”. Naquela assentada, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela aplicabilidade imediata da Emenda Constitucional n. 19/1998, na parte em que alterado o inc. XIV do art. 37 da Constituição, e manteve o acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto à aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990 até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. Confira-se excerto do julgado: “O acórdão recorrido, entretanto, há ser mantido na parte em que reconheceu a aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990, segundo a qual a remuneração dos Recorridos deveria ser adotada como base de cálculo para o adicional por tempo de serviço, com vigência até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. É que a alteração na forma de cálculo da remuneração e do adicional por tempo de serviço devido aos Recorridos naquele período importaria em contrariedade ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o que não é admitido pela pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Como fixado no acórdão recorrido, cumpre destacar que a forma de cálculo de remuneração então admitida não mais prevalece desde a promulgação da Lei estadual n. 2.157/2000, que, em harmonia com a Emenda Constitucional n. 19/1998 alterou a Lei estadual n. 1.102/1990” (Plenário, DJe 2.5.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS implicitamente, remete o trato de determinada matéria a lei ordinária, não cabe o recurso extraordinário por contrariedade a Lei Fundamental, se a aferição desta pressupõe a revisão da inteligência e da aplicação dadas a normas sub-constitucional interposta: análise da jurisprudência” (RE 147.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 2.4.1993). No mesmo sentido muitos são os julgados de ambas as Turmas deste Supremo Tribunal Federal”. Naquela assentada, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela aplicabilidade imediata da Emenda Constitucional n. 19/1998, na parte em que alterado o inc. XIV do art. 37 da Constituição, e manteve o acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto à aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990 até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. Confira-se excerto do julgado: “O acórdão recorrido, entretanto, há ser mantido na parte em que reconheceu a aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990, segundo a qual a remuneração dos Recorridos deveria ser adotada como base de cálculo para o adicional por tempo de serviço, com vigência até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. É que a alteração na forma de cálculo da remuneração e do adicional por tempo de serviço devido aos Recorridos naquele período importaria em contrariedade ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o que não é admitido pela pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Como fixado no acórdão recorrido, cumpre destacar que a forma de cálculo de remuneração então admitida não mais prevalece desde a promulgação da Lei estadual n. 2.157/2000, que, em harmonia com a Emenda Constitucional n. 19/1998 alterou a Lei estadual n. 1.102/1990” (Plenário, DJe 2.5.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824408 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9907637
2015-11-17T00:00:00
2015-12-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS NS. 1.102/1990 E 2.157/2000. DIREITO ADQUIRIDO. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331438
Número de páginas: 9. Análise: 10/12/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
903218
[ "LEG-EST LEI-001102 ANO-1990\n LEI ORDINÁRIA, MS\n\n", "LEG-EST LEI-002157 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA, MS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 903218 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS NS. 1.102/1990 E 2.157/2000. DIREITO ADQUIRIDO. IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849610. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Mato Grosso do Sul contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu direito de servidor a receber adicional por tempo de serviço conforme previsto em lei estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Leis estaduais ns. 2.065/99 e 2.157/2000), procedimento inadmissível de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 851.387-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 15.9.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) :ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 7.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Mato Grosso do Sul contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual reconheceu direito de servidor a receber adicional por tempo de serviço conforme previsto em lei estadual. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “4. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 5. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Leis estaduais ns. 2.065/99 e 2.157/2000), procedimento inadmissível de ser validamente adotado nessa via processual. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal: ‘DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que a resolução da controvérsia demandaria a análise de legislação infraconstitucional, procedimento inviável nesta fase recursal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 851.387-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 15.9.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 903218 AGR / MS ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS N. 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5..., XXXVI, e 37, XIV, da Constituição Federal de 1988/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (Recurso Extraordinário 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n. 461.286-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). ‘CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90, 2.065/99 E 2.129/00. I. - Questão decidida com base em fundamento infraconstitucional, leis do estado de Mato Grosso do Sul, que não integram o contencioso constitucional. II. - Agravo não provido’ (Recurso Extraordinário n. 414.469-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 24.2.2006). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (doc. 47). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Mato Grosso do Sul interpõe, em 26.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante sustenta ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS N. 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5..., XXXVI, e 37, XIV, da Constituição Federal de 1988/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (Recurso Extraordinário 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n. 461.286-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). ‘CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90, 2.065/99 E 2.129/00. I. - Questão decidida com base em fundamento infraconstitucional, leis do estado de Mato Grosso do Sul, que não integram o contencioso constitucional. II. - Agravo não provido’ (Recurso Extraordinário n. 414.469-AgR, Relator o Ministro Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 24.2.2006). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (doc. 47). 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Mato Grosso do Sul interpõe, em 26.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante sustenta ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 903218 AGR / MS Federal. Assevera ter havido “afronta ao art. 37, XIV, da Constituição Federal ,que veda o cômputo de vantagens acumuladas, bem como que não ocorreu ofensa ao princípio da irredutibilidade de remuneração, inserido no artigo 37, XV, assim como impossibilidade de invocação do direito adquirido, inserido no artigo 37, XIV e artigo 17, do ADCT” (fl. 2, doc. 49). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS Federal. Assevera ter havido “afronta ao art. 37, XIV, da Constituição Federal ,que veda o cômputo de vantagens acumuladas, bem como que não ocorreu ofensa ao princípio da irredutibilidade de remuneração, inserido no artigo 37, XV, assim como impossibilidade de invocação do direito adquirido, inserido no artigo 37, XIV e artigo 17, do ADCT” (fl. 2, doc. 49). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849611. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Já no que diz respeito ao adicional por tempo de serviço, os apelantes sustentam que têm o direito de receber tal acréscimo sobre seus vencimentos totais, por terem adquirido o direito muito antes da publicação da Lei n 2.157/00. Realmente, na redação origem, dispunha o art. 111 da Lei Estadual n 1.102/90: (...) Assim, em respeito ao direito adquirido daqueles que haviam cumprido o interstício necessário para o recebimento da referida vantagem, antes da entrada em vigor da nova lei (2.157/2000), deve permanecer a fórmula de incidência prevista anteriormente, ou seja, o ATS deve continuar a incidir sobre o vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens de caráter permanente. Por outro lado, em relação aos adicionais a que faz jus o servidor a partir da entrada em vigor da Lei 2.157/2000 (27/10/2000), deve o mesmo ser calculado apenas sobre o vencimento base” (fls. 6-7, doc. 31). No julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.708, de minha relatoria, a matéria referente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça ao texto legal estadual quanto à base de cálculo do adicional por tempo de serviço foi afastada do julgamento, por se tratar de matéria de índole infraconstitucional: “3.1. A primeira observação a ser afastada é a que se relaciona à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “Já no que diz respeito ao adicional por tempo de serviço, os apelantes sustentam que têm o direito de receber tal acréscimo sobre seus vencimentos totais, por terem adquirido o direito muito antes da publicação da Lei n 2.157/00. Realmente, na redação origem, dispunha o art. 111 da Lei Estadual n 1.102/90: (...) Assim, em respeito ao direito adquirido daqueles que haviam cumprido o interstício necessário para o recebimento da referida vantagem, antes da entrada em vigor da nova lei (2.157/2000), deve permanecer a fórmula de incidência prevista anteriormente, ou seja, o ATS deve continuar a incidir sobre o vencimento do cargo efetivo acrescido das vantagens de caráter permanente. Por outro lado, em relação aos adicionais a que faz jus o servidor a partir da entrada em vigor da Lei 2.157/2000 (27/10/2000), deve o mesmo ser calculado apenas sobre o vencimento base” (fls. 6-7, doc. 31). No julgamento do Recurso Extraordinário n. 563.708, de minha relatoria, a matéria referente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça ao texto legal estadual quanto à base de cálculo do adicional por tempo de serviço foi afastada do julgamento, por se tratar de matéria de índole infraconstitucional: “3.1. A primeira observação a ser afastada é a que se relaciona à Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS circunstância de que os Recorridos nunca teriam tido o direito de receber o adicional por tempo de serviço calculado sobre a remuneração, pois a Lei Estadual 1.102/1990 previa como base de cálculo o vencimento-base mais as vantagens permanentes, ou seja, estando de fora as parcelas temporárias, daí porque, segundo o Recorrente, nem se haveria de cogitar de direito adquirido. Essa argumentação configura típica questão de ofensa ao texto legal e não ao texto constitucional. A pretensão do Recorrente, nesse ponto, é a de que o Supremo Tribunal Federal corrija o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul quanto à interpretação dada a texto legal estadual, pois aquele órgão concluiu, expressamente, que a Lei Estadual 1.102/1990 fixava a remuneração tomando como base de cálculo do adicional por tempo de serviço. A alegação que se fez constar do acórdão recorrido que a Lei Estadual 1.102/1990 estabelecia a remuneração tomando como base de cálculo o adicional, o que deveria ser considerado por este Supremo Tribunal Federal para examinar a questão subsequente, qual seja, a aplicabilidade imediata da alteração do inciso XIV do art. 37 da Constituição República, não é aceitável, pois em recurso extraordinário não se pode modificar a interpretação que o Tribunal a quo conferiu à legislação infraconstitucional local, como reiteradamente vem decidindo este Supremo Tribunal: ‘Recurso Extraordinário: descabimento: alegação de violação reflexa da Constituição. Se – em matéria de competência concorrente – o acórdão recorrido aplicou a lei estadual, por afirmar inexistente, a respeito, lei federal de normas gerais -, a natureza infraconstitucional dessa premissa – inexistência de norma geral federal – não enseja o Recurso Extraordinário por alegada contrariedade a normas constitucionais que a ela dariam prevalência, que, a existir, configuraria violação reflexa, e não direta, da Constituição.” (Recurso Extraordinário 200.220, Relator para o acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 5.5.2000) “I. Recurso Extraordinário: DESCABIMENTO: OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO POR NORMA INTERPOSTA. O Recurso Extraordinário não é via adequada à apuração da inconstitucionalidade reflexa: se a Constituição, explícita ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS circunstância de que os Recorridos nunca teriam tido o direito de receber o adicional por tempo de serviço calculado sobre a remuneração, pois a Lei Estadual 1.102/1990 previa como base de cálculo o vencimento-base mais as vantagens permanentes, ou seja, estando de fora as parcelas temporárias, daí porque, segundo o Recorrente, nem se haveria de cogitar de direito adquirido. Essa argumentação configura típica questão de ofensa ao texto legal e não ao texto constitucional. A pretensão do Recorrente, nesse ponto, é a de que o Supremo Tribunal Federal corrija o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul quanto à interpretação dada a texto legal estadual, pois aquele órgão concluiu, expressamente, que a Lei Estadual 1.102/1990 fixava a remuneração tomando como base de cálculo do adicional por tempo de serviço. A alegação que se fez constar do acórdão recorrido que a Lei Estadual 1.102/1990 estabelecia a remuneração tomando como base de cálculo o adicional, o que deveria ser considerado por este Supremo Tribunal Federal para examinar a questão subsequente, qual seja, a aplicabilidade imediata da alteração do inciso XIV do art. 37 da Constituição República, não é aceitável, pois em recurso extraordinário não se pode modificar a interpretação que o Tribunal a quo conferiu à legislação infraconstitucional local, como reiteradamente vem decidindo este Supremo Tribunal: ‘Recurso Extraordinário: descabimento: alegação de violação reflexa da Constituição. Se – em matéria de competência concorrente – o acórdão recorrido aplicou a lei estadual, por afirmar inexistente, a respeito, lei federal de normas gerais -, a natureza infraconstitucional dessa premissa – inexistência de norma geral federal – não enseja o Recurso Extraordinário por alegada contrariedade a normas constitucionais que a ela dariam prevalência, que, a existir, configuraria violação reflexa, e não direta, da Constituição.” (Recurso Extraordinário 200.220, Relator para o acórdão o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 5.5.2000) “I. Recurso Extraordinário: DESCABIMENTO: OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO POR NORMA INTERPOSTA. O Recurso Extraordinário não é via adequada à apuração da inconstitucionalidade reflexa: se a Constituição, explícita ou 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS implicitamente, remete o trato de determinada matéria a lei ordinária, não cabe o recurso extraordinário por contrariedade a Lei Fundamental, se a aferição desta pressupõe a revisão da inteligência e da aplicação dadas a normas sub-constitucional interposta: análise da jurisprudência” (Recurso Extraordinário 147.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 2.4.1993). No mesmo sentido muitos são os julgados de ambas as Turmas deste Supremo Tribunal Federal”. Naquela assentada, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela aplicabilidade imediata da Emenda Constitucional n. 19/1998, na parte em que alterado o inc. XIV do art. 37 da Constituição, e manteve o acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto à aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990 até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. Confira-se excerto do julgado: “O acórdão recorrido, entretanto, há ser mantido na parte em que reconheceu a aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990, segundo a qual a remuneração dos Recorridos deveria ser adotada como base de cálculo para o adicional por tempo de serviço, com vigência até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. É que a alteração na forma de cálculo da remuneração e do adicional por tempo de serviço devido aos Recorridos naquele período importaria em contrariedade ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o que não é admitido pela pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Como fixado no acórdão recorrido, cumpre destacar que a forma de cálculo de remuneração então admitida não mais prevalece desde a promulgação da Lei estadual n. 2.157/2000, que, em harmonia com a Emenda Constitucional n. 19/1998 alterou a Lei estadual n. 1.102/1990” (Plenário, DJe 2.5.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS implicitamente, remete o trato de determinada matéria a lei ordinária, não cabe o recurso extraordinário por contrariedade a Lei Fundamental, se a aferição desta pressupõe a revisão da inteligência e da aplicação dadas a normas sub-constitucional interposta: análise da jurisprudência” (Recurso Extraordinário 147.684, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 2.4.1993). No mesmo sentido muitos são os julgados de ambas as Turmas deste Supremo Tribunal Federal”. Naquela assentada, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela aplicabilidade imediata da Emenda Constitucional n. 19/1998, na parte em que alterado o inc. XIV do art. 37 da Constituição, e manteve o acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso quanto à aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990 até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. Confira-se excerto do julgado: “O acórdão recorrido, entretanto, há ser mantido na parte em que reconheceu a aplicação da Lei estadual n. 1.102/1990, segundo a qual a remuneração dos Recorridos deveria ser adotada como base de cálculo para o adicional por tempo de serviço, com vigência até o advento da Lei estadual n. 2.157/2000. É que a alteração na forma de cálculo da remuneração e do adicional por tempo de serviço devido aos Recorridos naquele período importaria em contrariedade ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, o que não é admitido pela pacífica jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Como fixado no acórdão recorrido, cumpre destacar que a forma de cálculo de remuneração então admitida não mais prevalece desde a promulgação da Lei estadual n. 2.157/2000, que, em harmonia com a Emenda Constitucional n. 19/1998 alterou a Lei estadual n. 1.102/1990” (Plenário, DJe 2.5.2013). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 903218 AGR / MS 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Supremo Tribunal Federal ARE 903218 AGR / MS 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849612. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824408 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.218 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL AGDO.(A/S) : ALEXANDRE JUNIOR COSTA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903 . 218", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "AI n . 851 . 387 - AgR", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "AI n . 851 . 387 - AgR", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 437 . 384 - AgR / RS", "AI 135 . 632 - AgR / RS", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 461 . 286 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 414 . 469 - AgR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 437 . 384 - AgR / RS", "AI 135 . 632 - AgR / RS", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 461 . 286 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 414 . 469 - AgR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal 2", "ARE 903218 AGR / MS", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário n . 563 . 708", "Recurso Extraordinário n . 563 . 708", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 200 . 220", "ARE 903218 AGR", "Recurso Extraordinário 200 . 220", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 147 . 684", "ARE 903218 AGR / MS", "Recurso Extraordinário 147 . 684", "ARE 903218 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS ESTADUAIS NS . 1 . 102 / 1990", "2", ".", "157", "/", "2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis estaduais ns . 2 . 065 / 99", "2", ".", "157", "/", "2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis estaduais ns . 2 . 065 / 99", "2", ".", "157", "/", "2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS ESTADUAIS N . 1 . 102 / 90", "2", ".", "157", "/", "2000", "Arts . 5 . . . , XXXVI , e 37 , XIV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "Lei de", "Código Civil", "art . 37 , XIV , da Constituição", "Constituição", "LEIS ESTADUAIS 1 . 102 / 90", "2", ".", "065 /", "99", "2", ".", "129", "/", "00", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ALEXANDRE JUNIOR COSTA", "ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE JUNIOR COSTA", "ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE JUNIOR COSTA", "ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Carlos Velloso", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE JUNIOR COSTA", "ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE JUNIOR COSTA", "ANA SILVIA PESSOA SALGADO DE MOURA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "7", ".", "10", ".", "2015", "15", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "7", ".", "10", ".", "2015", "15", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "9", ".", "2006", "24", ".", "2", ".", "2006", "15", ".", "10", ".", "2015", "26", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "9", ".", "2006", "24", ".", "2", ".", "2006", "15", ".", "10", ".", "2015", "26", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "27", "/", "10", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "27", "/", "10", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "5", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "5", ".", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "4", ".", "1993", "2", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "4", ".", "1993", "2", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Serviços notariais e de registro. 3. Discussão acerca do preenchimento dos requisitos para aposentadoria antes do advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98. Necessidade do reexame do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732486. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar-lhe provimento nos termos da jurisprudência desta Corte. Confira-se trecho da decisão agravada: “(…) A irresignação não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento consolidado pelo STF. Esta Corte, no julgamento da ADI 2.602/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 31.3.2006, firmou o entendimento de que os notários e registradores não são titulares de cargo público, nem ocupam cargo público, consequentemente não podem ser considerados contribuintes do regime previdenciário próprio dos servidores públicos (art. 40 da CF/88), estando vinculados ao regime Geral de Previdência Social. Essa interpretação decorreria, em síntese, das modificações inerentes ao advento da EC 20/98. Ademais, ressalta-se que o artigo 40 da Lei 8.935/1994, incluiu os notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares no regime geral de previdência social, assegurando-lhes a contagem recíproca de tempo de serviço. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar-lhe provimento nos termos da jurisprudência desta Corte. Confira-se trecho da decisão agravada: “(…) A irresignação não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento consolidado pelo STF. Esta Corte, no julgamento da ADI 2.602/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 31.3.2006, firmou o entendimento de que os notários e registradores não são titulares de cargo público, nem ocupam cargo público, consequentemente não podem ser considerados contribuintes do regime previdenciário próprio dos servidores públicos (art. 40 da CF/88), estando vinculados ao regime Geral de Previdência Social. Essa interpretação decorreria, em síntese, das modificações inerentes ao advento da EC 20/98. Ademais, ressalta-se que o artigo 40 da Lei 8.935/1994, incluiu os notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares no regime geral de previdência social, assegurando-lhes a contagem recíproca de tempo de serviço. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 891459 AGR / RS Além disso, destaco que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico ou, como no caso em questão, a regime previdenciário estatutário”. (eDOC 9).] No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o agravante teria preenchido os requisitos para aposentadoria antes da edição da EC 20/98, motivo pelo qual deveria ser mantido o vínculo com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, à luz do princípio tempus regit actum. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS Além disso, destaco que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico ou, como no caso em questão, a regime previdenciário estatutário”. (eDOC 9).] No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o agravante teria preenchido os requisitos para aposentadoria antes da edição da EC 20/98, motivo pelo qual deveria ser mantido o vínculo com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, à luz do princípio tempus regit actum. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem, com base no acervo probatório constante dos autos, consignou que o ora agravante não comprovou o implemento dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria em momento anterior ao advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98, a saber: “Ambas as normas resguardaram os direitos daqueles que, no momento de sua entrada em vigor, já haviam implementado os requisitos necessários à obtenção dos benefícios. Esse não é o caso do demandante, que nas datas de promulgações da Lei e da Emenda Constitucional contava, respectivamente, com dezessete e vinte e um anos de serviço público, muito aquém do tempo exigido para a aposentadoria e também da possibilidade de aposentação proporcional. Como ainda não havia cumprido os requisitos para a obtenção do benefício previdenciário quando da mudança, não há direito adquirido ao regime anterior”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem, com base no acervo probatório constante dos autos, consignou que o ora agravante não comprovou o implemento dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria em momento anterior ao advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98, a saber: “Ambas as normas resguardaram os direitos daqueles que, no momento de sua entrada em vigor, já haviam implementado os requisitos necessários à obtenção dos benefícios. Esse não é o caso do demandante, que nas datas de promulgações da Lei e da Emenda Constitucional contava, respectivamente, com dezessete e vinte e um anos de serviço público, muito aquém do tempo exigido para a aposentadoria e também da possibilidade de aposentação proporcional. Como ainda não havia cumprido os requisitos para a obtenção do benefício previdenciário quando da mudança, não há direito adquirido ao regime anterior”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 891459 AGR / RS Nesses termos, para se entender de forma diversa do consignado na origem seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO PRÓPRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS: INAPLICAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE- AgR 832467, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 15.12.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Transferência para reserva remunerada. Adicional de inatividade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana nº 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS Nesses termos, para se entender de forma diversa do consignado na origem seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO PRÓPRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS: INAPLICAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE- AgR 832467, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 15.12.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Transferência para reserva remunerada. Adicional de inatividade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana nº 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 891459 AGR / RS e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 744.672, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 29.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 744.672, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 29.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687975 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687975 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9772848
2015-10-20T00:00:00
2015-11-12T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Serviços notariais e de registro. 3. Discussão acerca do preenchimento dos requisitos para aposentadoria antes do advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98. Necessidade do reexame do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur328775
- Acórdão(s) citado(s): (SERVENTIA JUDICIAL, APOSENTADORIA) ARE 744672 AgR (1ªT), ARE 832467 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 19/11/2015, MAD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
891459
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-008935 ANO-1994\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 891459 AgR
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AGTE.(S) : CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Serviços notariais e de registro. 3. Discussão acerca do preenchimento dos requisitos para aposentadoria antes do advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98. Necessidade do reexame do acervo fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732486. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar-lhe provimento nos termos da jurisprudência desta Corte. Confira-se trecho da decisão agravada: “(…) A irresignação não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal. Esta Corte, no julgamento da ADI 2.602/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 31.3.2006, firmou o entendimento de que os notários e registradores não são titulares de cargo público, nem ocupam cargo público, consequentemente não podem ser considerados contribuintes do regime previdenciário próprio dos servidores públicos (art. 40 da Constituição Federal de 1988/88), estando vinculados ao regime Geral de Previdência Social. Essa interpretação decorreria, em síntese, das modificações inerentes ao advento da EC 20/98. Ademais, ressalta-se que o artigo 40 da Lei 8.935/1994, incluiu os notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares no regime geral de previdência social, assegurando-lhes a contagem recíproca de tempo de serviço. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) :DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que conheceu do agravo para negar-lhe provimento nos termos da jurisprudência desta Corte. Confira-se trecho da decisão agravada: “(…) A irresignação não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal. Esta Corte, no julgamento da ADI 2.602/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 31.3.2006, firmou o entendimento de que os notários e registradores não são titulares de cargo público, nem ocupam cargo público, consequentemente não podem ser considerados contribuintes do regime previdenciário próprio dos servidores públicos (art. 40 da Constituição Federal de 1988/88), estando vinculados ao regime Geral de Previdência Social. Essa interpretação decorreria, em síntese, das modificações inerentes ao advento da EC 20/98. Ademais, ressalta-se que o artigo 40 da Lei 8.935/1994, incluiu os notários, oficiais de registro, escreventes e auxiliares no regime geral de previdência social, assegurando-lhes a contagem recíproca de tempo de serviço. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 891459 AGR / RS Além disso, destaco que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico ou, como no caso em questão, a regime previdenciário estatutário”. (eDOC 9).] No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o agravante teria preenchido os requisitos para aposentadoria antes da edição da EC 20/98, motivo pelo qual deveria ser mantido o vínculo com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, à luz do princípio tempus regit actum. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS Além disso, destaco que é pacífico o entendimento desta Corte no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico ou, como no caso em questão, a regime previdenciário estatutário”. (eDOC 9).] No agravo regimental, insiste-se na alegação de que o agravante teria preenchido os requisitos para aposentadoria antes da edição da EC 20/98, motivo pelo qual deveria ser mantido o vínculo com o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, à luz do princípio tempus regit actum. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem, com base no acervo probatório constante dos autos, consignou que o ora agravante não comprovou o implemento dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria em momento anterior ao advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98, a saber: “Ambas as normas resguardaram os direitos daqueles que, no momento de sua entrada em vigor, já haviam implementado os requisitos necessários à obtenção dos benefícios. Esse não é o caso do demandante, que nas datas de promulgações da Lei e da Emenda Constitucional contava, respectivamente, com dezessete e vinte e um anos de serviço público, muito aquém do tempo exigido para a aposentadoria e também da possibilidade de aposentação proporcional. Como ainda não havia cumprido os requisitos para a obtenção do benefício previdenciário quando da mudança, não há direito adquirido ao regime anterior”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem, com base no acervo probatório constante dos autos, consignou que o ora agravante não comprovou o implemento dos requisitos necessários à concessão da aposentadoria em momento anterior ao advento da Lei 8.935/94 e da EC 20/98, a saber: “Ambas as normas resguardaram os direitos daqueles que, no momento de sua entrada em vigor, já haviam implementado os requisitos necessários à obtenção dos benefícios. Esse não é o caso do demandante, que nas datas de promulgações da Lei e da Emenda Constitucional contava, respectivamente, com dezessete e vinte e um anos de serviço público, muito aquém do tempo exigido para a aposentadoria e também da possibilidade de aposentação proporcional. Como ainda não havia cumprido os requisitos para a obtenção do benefício previdenciário quando da mudança, não há direito adquirido ao regime anterior”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 891459 AGR / RS Nesses termos, para se entender de forma diversa do consignado na origem seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO PRÓPRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS: INAPLICAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE- AgR 832467, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 15.12.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Transferência para reserva remunerada. Adicional de inatividade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana n 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS Nesses termos, para se entender de forma diversa do consignado na origem seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. SERVIÇOS NOTARIAIS E DE REGISTRO. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO: INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REGIME PREVIDENCIÁRIO PRÓPRIO DOS SERVIDORES PÚBLICOS: INAPLICAÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE- AgR 832467, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 15.12.2014); “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor militar. Transferência para reserva remunerada. Adicional de inatividade. Direito adquirido a regime jurídico. Inexistência. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há direito adquirido a regime jurídico, inclusive o previdenciário, aplicando-se à aposentadoria a norma vigente à época do preenchimento dos requisitos para sua concessão. 2. O Tribunal de origem concluiu, com fundamento na Lei pernambucana n 10.426/90, na Constituição estadual e nos fatos e nas provas dos autos, que o adicional de inatividade pago aos militares que se transferiam para a reserva já havia sido revogado quando o ora agravante preencheu os requisitos para a aposentadoria. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 891459 AGR / RS e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 744.672, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 29.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Supremo Tribunal Federal ARE 891459 AGR / RS e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. (ARE-AgR 744.672, rel. min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 29.10.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9732488. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687975 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891.459 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CALIXTO WENZEL ADV.(A/S) : DÉCIO ANTÔNIO ERPEN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687975 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 459", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 459", "ADI 2 . 602 / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 891 . 459", "ADI 2 . 602 / MG", "ARE 891459", "ARE 891459", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 891459", "Súmula 279", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE", "-", "AgR 832467", "ARE 891459 AGR / RS", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE", "-", "AgR 832467", "Súmulas ns 280", "ARE", "-", "AgR 744 . 672", "ARE 891459 AGR", "Súmulas ns 280", "ARE", "-", "AgR 744 . 672" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 8 . 935 / 94", "EC 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 20 / 98", "artigo 40 da Lei 8 . 935 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 20 / 98", "artigo 40 da Lei 8 . 935 / 1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 935 / 94", "EC 20 / 98", "Emenda Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 935 / 94", "EC 20 / 98", "Emenda Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei pernambucana n 10 . 426 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei pernambucana n 10 . 426 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "IPERGS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RS", "Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "IPERGS", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "IPERGS", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CALIXTO WENZEL", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CALIXTO WENZEL", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "CALIXTO WENZEL", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "GILMAR MENDES", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "CALIXTO WENZEL", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "CALIXTO WENZEL", "DÉCIO ANTÔNIO ERPEN", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "31", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "31", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "10", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Militar. Estelionato (art. 251, § 3º, c/c art. 73, todos do CPM). 3. Alegação de incompetência da Justiça Militar. Inocorrência. Pleito que demanda reanálise da instrução probatória. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 792.667. Segundo os autos, o recorrente foi condenado, em primeira instância, pelo Conselho Permanente de Justiça da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo à pena de 3 anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 303, caput, do Código Penal Militar (peculato). A defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi dado parcial provimento para desclassificar o crime de peculato para estelionato (art. 251, § 3º, c/c art. 73, todos do CPM), motivo pelo qual reduziu-se a pena para 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão. Os embargos de declaração foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 792.667. Segundo os autos, o recorrente foi condenado, em primeira instância, pelo Conselho Permanente de Justiça da 4ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo à pena de 3 anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 303, caput, do Código Penal Militar (peculato). A defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi dado parcial provimento para desclassificar o crime de peculato para estelionato (art. 251, § 3º, c/c art. 73, todos do CPM), motivo pelo qual reduziu-se a pena para 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão. Os embargos de declaração foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 792667 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se violação aos arts. 5º, inciso LIII, e 125, § 5º, do texto constitucional. O recorrente insiste na alegação de incompetência do Juízo, ao argumento de que as vítimas do delito de estelionato teriam sido os donos da oficina (civis) e não a Administração Pública, motivo pelo qual a competência para julgamento do feito, em primeiro grau de jurisdição, seria do Juízo singular e não do Colegiado militar. O Tribunal a quo, com fundamento na Súmula 279 do STF, não admitiu o extraordinário. Em 25.9.2015, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa alega que, no caso, não incide o óbice da Súmula 279/STF. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Supremo Tribunal Federal ARE 792667 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se violação aos arts. 5º, inciso LIII, e 125, § 5º, do texto constitucional. O recorrente insiste na alegação de incompetência do Juízo, ao argumento de que as vítimas do delito de estelionato teriam sido os donos da oficina (civis) e não a Administração Pública, motivo pelo qual a competência para julgamento do feito, em primeiro grau de jurisdição, seria do Juízo singular e não do Colegiado militar. O Tribunal a quo, com fundamento na Súmula 279 do STF, não admitiu o extraordinário. Em 25.9.2015, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa alega que, no caso, não incide o óbice da Súmula 279/STF. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme exposto na decisão agravada, extrai-se do texto constitucional que à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Essa definição de crimes militares encontra-se disposta no Decreto-Lei n. 1.001/1969, art. 9º. Segundo as instâncias precedentes, a fixação da competência restou estabelecida porque o crime foi praticado por militar, em situação de atividade, contra o patrimônio sob administração militar, nos termos da alínea e, inciso II, do referido artigo 9º do CPM. Ainda, a competência ficou adstrita ao Conselho de Justiça nos termos do § 5º, do art. 125 da CF/88, em razão de o réu ser militar estadual e a suposta prática delitiva não ter sido praticada contra civis. No ponto, verifico que a subsunção do réu ao Conselho Permanente de Justiça restou fixada ante o confronto analítico das provas colhidas nos autos. Para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679792. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme exposto na decisão agravada, extrai-se do texto constitucional que à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Essa definição de crimes militares encontra-se disposta no Decreto-Lei n. 1.001/1969, art. 9º. Segundo as instâncias precedentes, a fixação da competência restou estabelecida porque o crime foi praticado por militar, em situação de atividade, contra o patrimônio sob administração militar, nos termos da alínea e, inciso II, do referido artigo 9º do CPM. Ainda, a competência ficou adstrita ao Conselho de Justiça nos termos do § 5º, do art. 125 da CF/88, em razão de o réu ser militar estadual e a suposta prática delitiva não ter sido praticada contra civis. No ponto, verifico que a subsunção do réu ao Conselho Permanente de Justiça restou fixada ante o confronto analítico das provas colhidas nos autos. Para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687934 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687934 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9730708
2015-10-20T00:00:00
2015-11-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Militar. Estelionato (art. 251, § 3º, c/c art. 73, todos do CPM). 3. Alegação de incompetência da Justiça Militar. Inocorrência. Pleito que demanda reanálise da instrução probatória. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur328037
Número de páginas: 5. Análise: 12/11/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
792667
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00125 PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00073 ART-00251 PAR-00003\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00009\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 792667 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Penal Militar. Estelionato (art. 251, § 3..., c/c art. 73, todos do CPM). 3. Alegação de incompetência da Justiça Militar. Inocorrência. Pleito que demanda reanálise da instrução probatória. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679790. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 792.667. Segundo os autos, o recorrente foi condenado, em primeira instância, pelo Conselho Permanente de Justiça da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo à pena de 3 anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 303, caput, do Código Penal Militar (peculato). A defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi dado parcial provimento para desclassificar o crime de peculato para estelionato (art. 251, § 3..., c/c art. 73, todos do CPM), motivo pelo qual reduziu-se a pena para 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão. Os embargos de declaração foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no Agravo em Recurso Extraordinário 792.667. Segundo os autos, o recorrente foi condenado, em primeira instância, pelo Conselho Permanente de Justiça da 4... Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo à pena de 3 anos de reclusão, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 303, caput, do Código Penal Militar (peculato). A defesa interpôs recurso de apelação, ao qual foi dado parcial provimento para desclassificar o crime de peculato para estelionato (art. 251, § 3..., c/c art. 73, todos do CPM), motivo pelo qual reduziu-se a pena para 2 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão. Os embargos de declaração foram rejeitados. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 792667 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se violação aos arts. 5..., inciso LIII, e 125, § 5..., do texto constitucional. O recorrente insiste na alegação de incompetência do Juízo, ao argumento de que as vítimas do delito de estelionato teriam sido os donos da oficina (civis) e não a Administração Pública, motivo pelo qual a competência para julgamento do feito, em primeiro grau de jurisdição, seria do Juízo singular e não do Colegiado militar. O Tribunal a quo, com fundamento na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, não admitiu o extraordinário. Em 25.9.2015, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa alega que, no caso, não incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Supremo Tribunal Federal ARE 792667 AGR / SP No recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, a, da Constituição Federal, aponta-se violação aos arts. 5..., inciso LIII, e 125, § 5..., do texto constitucional. O recorrente insiste na alegação de incompetência do Juízo, ao argumento de que as vítimas do delito de estelionato teriam sido os donos da oficina (civis) e não a Administração Pública, motivo pelo qual a competência para julgamento do feito, em primeiro grau de jurisdição, seria do Juízo singular e não do Colegiado militar. O Tribunal a quo, com fundamento na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, não admitiu o extraordinário. Em 25.9.2015, neguei provimento ao agravo em recurso extraordinário. No presente agravo regimental, a defesa alega que, no caso, não incide o óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679791. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme exposto na decisão agravada, extrai-se do texto constitucional que à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Essa definição de crimes militares encontra-se disposta no Decreto-Lei n. 1.001/1969, art. 9.... Segundo as instâncias precedentes, a fixação da competência restou estabelecida porque o crime foi praticado por militar, em situação de atividade, contra o patrimônio sob administração militar, nos termos da alínea e, inciso II, do referido artigo 9... do CPM. Ainda, a competência ficou adstrita ao Conselho de Justiça nos termos do § 5..., do art. 125 da Constituição Federal de 1988/88, em razão de o réu ser militar estadual e a suposta prática delitiva não ter sido praticada contra civis. No ponto, verifico que a subsunção do réu ao Conselho Permanente de Justiça restou fixada ante o confronto analítico das provas colhidas nos autos. Para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679792. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme exposto na decisão agravada, extrai-se do texto constitucional que à Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Essa definição de crimes militares encontra-se disposta no Decreto-Lei n. 1.001/1969, art. 9.... Segundo as instâncias precedentes, a fixação da competência restou estabelecida porque o crime foi praticado por militar, em situação de atividade, contra o patrimônio sob administração militar, nos termos da alínea e, inciso II, do referido artigo 9... do CPM. Ainda, a competência ficou adstrita ao Conselho de Justiça nos termos do § 5..., do art. 125 da Constituição Federal de 1988/88, em razão de o réu ser militar estadual e a suposta prática delitiva não ter sido praticada contra civis. No ponto, verifico que a subsunção do réu ao Conselho Permanente de Justiça restou fixada ante o confronto analítico das provas colhidas nos autos. Para se entender de forma diversa do consubstanciado nos autos, seria necessária a reanálise da instrução probatória, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário, tendo em vista o disposto na Súmula 279. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687934 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792.667 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687934 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792 . 667", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 792 . 667", "Agravo em Recurso Extraordinário 792 . 667", "Agravo", "Recurso Extraordinário 792 . 667", "ARE 792667", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 792667", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "art . 251 , § 3 . . . , c / c art . 73 , todos do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 , caput , do Código Penal Militar", "art . 251 , § 3 . . . , c / c", "art . 73 , todos do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 303 , caput , do Código Penal Militar", "art . 251 , § 3 . . . , c / c art . 73 , todos do CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 001 / 1969 ,", "artigo 9 . . . do CPM", "§ 5 . . . , do art . 125 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei n . 1 . 001 / 1969 , art", "artigo 9 . . . do CPM", "art . 125 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Conselho Permanente de Justiça da", "4", ".", ".", ".", "Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Conselho Permanente de Justiça da", "Estado de", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Conselho Permanente de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Conselho de Justiça", "Conselho Permanente de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "2", ".", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOSÉ ROBERTO SOUZA ROSADO", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Energia elétrica. Princípio da não cumulatividade. Inexistência de direito a creditamento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com base na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, verifico que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento”. (fl. 311) No agravo regimental, sustenta-se que, ao ser instituído o princípio da não cumulatividade, o constituinte visou a favorecer o contribuinte de direito, atenuando os custos da produção, o que consequentemente reflete no contribuinte de fato com a tributação de preços menos onerados pela carga tributária. (fl. 321) Afirma-se que, em razão do citado princípio, os estabelecimentos industriais podem creditar-se do imposto de matérias-primas, produtos intermediários que não integram um novo produto se forem consumidos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com base na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, verifico que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento”. (fl. 311) No agravo regimental, sustenta-se que, ao ser instituído o princípio da não cumulatividade, o constituinte visou a favorecer o contribuinte de direito, atenuando os custos da produção, o que consequentemente reflete no contribuinte de fato com a tributação de preços menos onerados pela carga tributária. (fl. 321) Afirma-se que, em razão do citado princípio, os estabelecimentos industriais podem creditar-se do imposto de matérias-primas, produtos intermediários que não integram um novo produto se forem consumidos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 488492 AGR / SC no processo da industrialização. (fl. 321v) Nesse argumenta-se que a energia elétrica integra o processo de industrialização do produto, uma vez que é necessária sua utilização para a produção. Alega-se assim que o texto constitucional, em seu art. 155, § 3º, ao conceder imunidade às operações que envolvam energia elétrica, não restringiu sua interpretação, permitindo o entendimento de que seus créditos poderiam ser aproveitados no processo industrial. (fl. 322) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Supremo Tribunal Federal RE 488492 AGR / SC no processo da industrialização. (fl. 321v) Nesse argumenta-se que a energia elétrica integra o processo de industrialização do produto, uma vez que é necessária sua utilização para a produção. Alega-se assim que o texto constitucional, em seu art. 155, § 3º, ao conceder imunidade às operações que envolvam energia elétrica, não restringiu sua interpretação, permitindo o entendimento de que seus créditos poderiam ser aproveitados no processo industrial. (fl. 322) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No caso, a parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, ressalto que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o seguinte: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS DESONERADOS (ENERGIA ELÉTRICA). AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-ED 708.107, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742075. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No caso, a parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, ressalto que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o seguinte: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS DESONERADOS (ENERGIA ELÉTRICA). AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (RE-ED 708.107, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687917 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687917 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9791526
2015-10-20T00:00:00
2015-11-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Energia elétrica. Princípio da não cumulatividade. Inexistência de direito a creditamento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329326
- Acórdão(s) citado(s): (IPI, ENERGIA ELÉTRICA) RE 708107 ED (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 26/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
488492
null
RE-AgR
acordaos
RE 488492 AgR
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AGTE.(S) : KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Tributário. 3. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Energia elétrica. Princípio da não cumulatividade. Inexistência de direito a creditamento. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com base na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, verifico que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento”. (fl. 311) No agravo regimental, sustenta-se que, ao ser instituído o princípio da não cumulatividade, o constituinte visou a favorecer o contribuinte de direito, atenuando os custos da produção, o que consequentemente reflete no contribuinte de fato com a tributação de preços menos onerados pela carga tributária. (fl. 321) Afirma-se que, em razão do citado princípio, os estabelecimentos industriais podem creditar-se do imposto de matérias-primas, produtos intermediários que não integram um novo produto se forem consumidos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) :DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão que negou seguimento a recurso, com base na jurisprudência desta Corte. Eis um trecho desse julgado: “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, verifico que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento”. (fl. 311) No agravo regimental, sustenta-se que, ao ser instituído o princípio da não cumulatividade, o constituinte visou a favorecer o contribuinte de direito, atenuando os custos da produção, o que consequentemente reflete no contribuinte de fato com a tributação de preços menos onerados pela carga tributária. (fl. 321) Afirma-se que, em razão do citado princípio, os estabelecimentos industriais podem creditar-se do imposto de matérias-primas, produtos intermediários que não integram um novo produto se forem consumidos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 488492 AGR / SC no processo da industrialização. (fl. 321v) Nesse argumenta-se que a energia elétrica integra o processo de industrialização do produto, uma vez que é necessária sua utilização para a produção. Alega-se assim que o texto constitucional, em seu art. 155, § 3..., ao conceder imunidade às operações que envolvam energia elétrica, não restringiu sua interpretação, permitindo o entendimento de que seus créditos poderiam ser aproveitados no processo industrial. (fl. 322) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 488492 AGR / SC no processo da industrialização. (fl. 321v) Nesse argumenta-se que a energia elétrica integra o processo de industrialização do produto, uma vez que é necessária sua utilização para a produção. Alega-se assim que o texto constitucional, em seu art. 155, § 3..., ao conceder imunidade às operações que envolvam energia elétrica, não restringiu sua interpretação, permitindo o entendimento de que seus créditos poderiam ser aproveitados no processo industrial. (fl. 322) É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No caso, a parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, ressalto que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o seguinte: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS DESONERADOS (ENERGIA ELÉTRICA). AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-ED 708.107, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742075. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. No caso, a parte agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão impugnada, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual inexiste direito constitucional ao crédito de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) decorrente da aquisição de insumos desonerados – incluindo, no caso, a energia elétrica – empregados no processo de fabricação de produtos industrializados onerados pelo imposto em suas saídas. Além disso, ressalto que a decisão recorrida não divergiu do entendimento pacífico deste Tribunal, segundo o qual a energia elétrica não pode ser considerada insumo para fins de creditamento. Nesse sentido, além dos precedentes citados na decisão impugnada, confira-se o seguinte: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS – IPI. AQUISIÇÃO DE INSUMOS DESONERADOS (ENERGIA ELÉTRICA). AUSÊNCIA DE DIREITO AO CREDITAMENTO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. (Recurso Extraordinário-ED 708.107, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 31.5.2013) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687917 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488.492 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : KAVO DO BRASIL S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO ADV.(A/S) : DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687917 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488 . 492", "Recurso Extraordinário 488492 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 488492 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488 . 492", "Recurso Extraordinário - ED 708 . 107", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488 . 492", "Recurso Extraordinário - ED 708 . 107", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 488 . 492" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "KAVO DO BRASIL S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "KAVO DO BRASIL S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "KAVO DO BRASIL S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "KAVO DO BRASIL S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "UNIÃO", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "KAVO DO BRASIL S / A INDÚSTRIA E COMÉRCIO", "UNIÃO", "2", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Canadá", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "DÉBORA SÁTIRO GONÇALVES", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "31", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "31", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Mero deslocamento de mercadoria sem transferência de titularidade. Inexistência de fato gerador. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Estado da Bahia contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento assentado nesta Corte. No agravo regimental, sustenta-se que “a operação interestadual, principalmente, necessita produzir arrecadação aos Estados envolvidos, tendo em vista se tratar o ICMS de tributo incidente sobre a circulação de mercadoria” (eDOC 14, p. 4). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754110. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Estado da Bahia contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento assentado nesta Corte. No agravo regimental, sustenta-se que “a operação interestadual, principalmente, necessita produzir arrecadação aos Estados envolvidos, tendo em vista se tratar o ICMS de tributo incidente sobre a circulação de mercadoria” (eDOC 14, p. 4). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não merece reforma a sentença no que toca à declaração de inexistência do fato gerador da tributação do ICMS. Quando se desloca mercadoria entre filiais é ausente a circulação jurídica, a qual pressupõe a transferência de titularidade da posse ou da propriedade da mercadoria. Desta forma, a hipótese de incidência do ICMS impõe ato de mercancia, vale dizer, a sua venda”. (eDOC 9, p. 273). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da jurisprudência desta Corte, no sentido de que o mero deslocamento físico de bens entre estabelecimentos, sem que haja a transferência efetiva de titularidade, não caracteriza operação de circulação de mercadorias sujeita à incidência do ICMS. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não merece reforma a sentença no que toca à declaração de inexistência do fato gerador da tributação do ICMS. Quando se desloca mercadoria entre filiais é ausente a circulação jurídica, a qual pressupõe a transferência de titularidade da posse ou da propriedade da mercadoria. Desta forma, a hipótese de incidência do ICMS impõe ato de mercancia, vale dizer, a sua venda”. (eDOC 9, p. 273). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da jurisprudência desta Corte, no sentido de que o mero deslocamento físico de bens entre estabelecimentos, sem que haja a transferência efetiva de titularidade, não caracteriza operação de circulação de mercadorias sujeita à incidência do ICMS. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 769582 AGR-SEGUNDO / BA REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ICMS. TRANSFERÊNCIA DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENTOS DE UM MESMO CONTRIBUINTE. FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o mero deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte, ainda que localizados em unidades distintas da Federação, não constitui fato gerador do ICMS. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Grifei; ARE 746.349-AgR/RS, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1º.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Supremo Tribunal Federal ARE 769582 AGR-SEGUNDO / BA REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ICMS. TRANSFERÊNCIA DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENTOS DE UM MESMO CONTRIBUINTE. FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o mero deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte, ainda que localizados em unidades distintas da Federação, não constitui fato gerador do ICMS. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Grifei; ARE 746.349-AgR/RS, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1º.10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) : VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687930 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) : VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=10012995
2015-10-20T00:00:00
2015-12-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Mero deslocamento de mercadoria sem transferência de titularidade. Inexistência de fato gerador. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur334189
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, TRANSFERÊNCIA DE MERCADORIA) ARE 746349 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 11/01/2016, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
769582
null
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 769582 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) : VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Tributário. 3. ICMS. Mero deslocamento de mercadoria sem transferência de titularidade. Inexistência de fato gerador. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754109. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Estado da Bahia contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento assentado nesta Corte. No agravo regimental, sustenta-se que “a operação interestadual, principalmente, necessita produzir arrecadação aos Estados envolvidos, tendo em vista se tratar o ICMS de tributo incidente sobre a circulação de mercadoria” (eDOC 14, p. 4). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754110. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) :VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo Estado da Bahia contra decisão que negou provimento a recurso, ao fundamento de que o acórdão recorrido não divergiu do entendimento assentado nesta Corte. No agravo regimental, sustenta-se que “a operação interestadual, principalmente, necessita produzir arrecadação aos Estados envolvidos, tendo em vista se tratar o ICMS de tributo incidente sobre a circulação de mercadoria” (eDOC 14, p. 4). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não merece reforma a sentença no que toca à declaração de inexistência do fato gerador da tributação do ICMS. Quando se desloca mercadoria entre filiais é ausente a circulação jurídica, a qual pressupõe a transferência de titularidade da posse ou da propriedade da mercadoria. Desta forma, a hipótese de incidência do ICMS impõe ato de mercancia, vale dizer, a sua venda”. (eDOC 9, p. 273). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da jurisprudência desta Corte, no sentido de que o mero deslocamento físico de bens entre estabelecimentos, sem que haja a transferência efetiva de titularidade, não caracteriza operação de circulação de mercadorias sujeita à incidência do ICMS. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. O Tribunal de origem consignou o seguinte: “Não merece reforma a sentença no que toca à declaração de inexistência do fato gerador da tributação do ICMS. Quando se desloca mercadoria entre filiais é ausente a circulação jurídica, a qual pressupõe a transferência de titularidade da posse ou da propriedade da mercadoria. Desta forma, a hipótese de incidência do ICMS impõe ato de mercancia, vale dizer, a sua venda”. (eDOC 9, p. 273). Assim, consoante afirmado na decisão monocrática, o entendimento firmado pelo Tribunal de origem não diverge da jurisprudência desta Corte, no sentido de que o mero deslocamento físico de bens entre estabelecimentos, sem que haja a transferência efetiva de titularidade, não caracteriza operação de circulação de mercadorias sujeita à incidência do ICMS. Nesse sentido, destaco, além dos precedentes citados na decisão agravada, o seguinte julgado: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 769582 AGR-SEGUNDO / BA REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ICMS. TRANSFERÊNCIA DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENTOS DE UM MESMO CONTRIBUINTE. FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o mero deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte, ainda que localizados em unidades distintas da Federação, não constitui fato gerador do ICMS. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Grifei; ARE 746.349-AgR/RS, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1....10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Supremo Tribunal Federal ARE 769582 AGR-SEGUNDO / BA REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). ICMS. TRANSFERÊNCIA DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENTOS DE UM MESMO CONTRIBUINTE. FATO GERADOR. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que o mero deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte, ainda que localizados em unidades distintas da Federação, não constitui fato gerador do ICMS. 2. Agravo regimental a que se nega provimento”. (Grifei; ARE 746.349-AgR/RS, rel. min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 1....10.2014). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9754111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) : VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687930 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769.582 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A-PETROBRAS ADV.(A/S) : VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687930 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 769 . 582", "AGRAVO 769 . 582", "ARE 769582", "ARE 748 . 371", "ARE 746 . 349 - AgR / RS", "ARE 769582 AGR", "ARE 748 . 371", "ARE 746 . 349 - AgR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Estado da Bahia", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S", "PETROBRAS", "Estado da Bahia", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "2", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Canadá", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "2", ".", ".", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Canadá", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "Teori Zavascki", "GILMAR MENDES", "VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "VANESSA APARECIDA MENDES BAESSE", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.02.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 903216 AGR / DF 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Distrito Federal. A matéria debatida, em síntese, diz com implementação de políticas públicas, determinadas pelo Poder Judiciário, consistentes em obrigação de fazer reformas estruturais em escola pública para adequá-la aos alunos portadores de necessidades especiais. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta ao art. 2º da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Distrito Federal. A matéria debatida, em síntese, diz com implementação de políticas públicas, determinadas pelo Poder Judiciário, consistentes em obrigação de fazer reformas estruturais em escola pública para adequá-la aos alunos portadores de necessidades especiais. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta ao art. 2º da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 903216 AGR / DF Acórdão recorrido publicado em 13.02.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF Acórdão recorrido publicado em 13.02.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 2º da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 13.4.2015 e RE 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 2º da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2ª Turma, DJe 13.4.2015 e RE 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2ª Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 903216 AGR / DF 29.4.2015, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF 29.4.2015, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729708 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729708 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9772321
2015-10-27T00:00:00
2015-11-12T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.02.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur328788
Número de páginas: 7. Análise: 17/11/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
903216
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 903216 AgR
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AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA CRISTALIZADA NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. PROCEDIMENTO VEDADO NA INSTÂNCIA EXTRAORDINÁRIA. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.02.2015. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. Entender de modo diverso demandaria a reelaboração da moldura fática delineada no acórdão de origem, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 903216 AGR / DF 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 27 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712041. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Distrito Federal. A matéria debatida, em síntese, diz com implementação de políticas públicas, determinadas pelo Poder Judiciário, consistentes em obrigação de fazer reformas estruturais em escola pública para adequá-la aos alunos portadores de necessidades especiais. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta ao art. 2... da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, maneja agravo regimental o Distrito Federal. A matéria debatida, em síntese, diz com implementação de políticas públicas, determinadas pelo Poder Judiciário, consistentes em obrigação de fazer reformas estruturais em escola pública para adequá-la aos alunos portadores de necessidades especiais. Ataca a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Insiste na afronta ao art. 2... da Lei Maior. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “DIREITO CONSTITUCIONAL. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. REFORMA E ADAPTAÇÃO DE ESCOLA PÚBLICA. ALUNOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. DIREITO À EDUCAÇÃO. OMISSÃO CARACTERIZADA. CONTROLE JUDICIAL DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE. EXCEPCIONALIDADE. LIMITES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES.” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 903216 AGR / DF Acórdão recorrido publicado em 13.02.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF Acórdão recorrido publicado em 13.02.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 2... da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 13.4.2015 e Recurso Extraordinário 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Conforme consignado, o entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não há falar em afronta aos preceitos constitucionais invocados no recurso, a teor da decisão que desafiou o agravo, verbis: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 2... da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 669.635-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 2... Turma, DJe 13.4.2015 e Recurso Extraordinário 850.215-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 2... Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 903216 AGR / DF 29.4.2015, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Supremo Tribunal Federal ARE 903216 AGR / DF 29.4.2015, com a seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. OBRIGAÇÃO DE FAZER: REFORMA DE ESCOLA EM SITUAÇÃO PRECÁRIA. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à ausência de ofensa a preceito da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9712043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729708 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903.216 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 27.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9729708 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 903 . 216", "ARE", "ARE 903216 AGR", "ARE 903216 AGR / DF", "ARE 903216 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 669 . 635 - AgR", "Recurso Extraordinário 850 . 215 - AgR", "Recurso Extraordinário 669 . 635 - AgR", "Recurso Extraordinário 850 . 215 - AgR", "ARE 903216 AGR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DISTRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS", "Distrito Federal", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Deborah Duprat", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "13", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "02", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "13", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "13", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AOS LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 908911 AGR / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Supremo Tribunal Federal ARE 908911 AGR / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi elaborada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), assim, a eventual ofensa à CF/88 seria meramente reflexa; e (c) a análise do recurso impõe o revolvimento de fatos e provas e a reapreciação de cláusulas contratuais, medida inviável nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) há repercussão geral; (b) houve violação direta à Constituição; e (c) as Súmulas 279 e 454/STF são inaplicáveis ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679374. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi elaborada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), assim, a eventual ofensa à CF/88 seria meramente reflexa; e (c) a análise do recurso impõe o revolvimento de fatos e provas e a reapreciação de cláusulas contratuais, medida inviável nos termos das Súmulas 279 e 454/STF. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) há repercussão geral; (b) houve violação direta à Constituição; e (c) as Súmulas 279 e 454/STF são inaplicáveis ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 908911 AGR / DF Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Por fim, o acolhimento do recurso impõe análise da legislação ordinária de regência, da matéria fático-probatória e a interpretação das cláusulas que regem o contrato estabelecido entre as partes, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Supremo Tribunal Federal ARE 908911 AGR / DF Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1º/8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Por fim, o acolhimento do recurso impõe análise da legislação ordinária de regência, da matéria fático-probatória e a interpretação das cláusulas que regem o contrato estabelecido entre as partes, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do STF. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688005 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688005 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719040
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AOS LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur327762
Número de páginas: 6. Análise: 09/11/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
908911
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 908911 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO INSUFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO, AO ATO JURÍDICO PERFEITO, AOS LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA CONSTITUCIONAL REFLEXA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. ARE 748.371 (REL. MIN. GILMAR MENDES - TEMA 660). REAPRECIAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INVIABILIDADE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 908911 AGR / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Supremo Tribunal Federal ARE 908911 AGR / DF Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi elaborada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), assim, a eventual ofensa à Constituição Federal de 1988/88 seria meramente reflexa; e (c) a análise do recurso impõe o revolvimento de fatos e provas e a reapreciação de cláusulas contratuais, medida inviável nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) há repercussão geral; (b) houve violação direta à Constituição; e (c) as Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal são inaplicáveis ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679374. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) :MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) :EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário aos fundamentos de que (a) a preliminar de repercussão geral não foi elaborada nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) o objeto deste recurso diz respeito a tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do ARE 748.371-RG (Rel. Min. GILMAR MENDES, Tema 660), assim, a eventual ofensa à Constituição Federal de 1988/88 seria meramente reflexa; e (c) a análise do recurso impõe o revolvimento de fatos e provas e a reapreciação de cláusulas contratuais, medida inviável nos termos das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. Sustenta a parte agravante, em suma, que (a) há repercussão geral; (b) houve violação direta à Constituição; e (c) as Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal são inaplicáveis ao caso. No mais, repisa os argumentos de mérito do extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679374. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal em que a parte recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação a dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595- AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/02/2013; ARE 696.263-AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/02/2013; AI 717.821-AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 908911 AGR / DF Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Por fim, o acolhimento do recurso impõe análise da legislação ordinária de regência, da matéria fático-probatória e a interpretação das cláusulas que regem o contrato estabelecido entre as partes, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Supremo Tribunal Federal ARE 908911 AGR / DF Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal e da inafastabilidade da jurisdição, uma vez que, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa, já que é imprescindível o exame de normas infraconstitucionais. Nesse sentido: ARE 748.371-RG/MT, Min. GILMAR MENDES, Tema 660, Plenário, DJe de 1.../8/2013; AI 796.905AgR/PE, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/5/2012; AI 622.814- AgR/PR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 8/3/2012; e ARE 642.062-AgR/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. 4. Por fim, o acolhimento do recurso impõe análise da legislação ordinária de regência, da matéria fático-probatória e a interpretação das cláusulas que regem o contrato estabelecido entre as partes, de modo que eventual ofensa à Constituição Federal seria, aqui, apenas indireta, incidindo a vedação estabelecida pelas Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 5. Diante do exposto, nego provimento ao agravo. O recurso não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679375. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688005 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.911 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : LEANDRO DA SILVA SOARES AGDO.(A/S) : MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS ADV.(A/S) : EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS - FUNCEF ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9688005 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908 . 911", "ARE 748 . 371", "SÚMULAS 279", "ARE 908911", "ARE 908911 AGR / DF", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "ARE 748 . 371 - RG", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 691 . 595 - AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR", "AI 717 . 821 - AgR", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal", "ARE 908911", "ARE 748 . 371 - RG / MT", "AI 796 . 905AgR / PE", "AI 622 . 814 - AgR / PR", "ARE 642 . 062 - AgR / RJ", "Súmulas 279" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CAIXA 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"Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS", "FUNCEF", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS", "EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "Dias Toffoli", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS", "EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS", "EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS", "EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "LEANDRO DA SILVA SOARES", "MARIA DO SOCORRO LOPES SOBRAL DOS PASSOS", "EDUARDO HENRIQUE MARQUES SOARES", "LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", "/", "02", "/", "2013", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "08", "/", "2012", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "08", "/", "2012", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2013", "21", "/", "5", "/", "2012", "8", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO NÃO CONHECIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 911287 ED-AGR / DF não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Reconsidero a decisão ora agravada, restando prejudicado, em consequência, o exame do recurso interposto. Passo a examinar, desse modo, o presente agravo. A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Reconsidero a decisão ora agravada, restando prejudicado, em consequência, o exame do recurso interposto. Passo a examinar, desse modo, o presente agravo. A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 911287 ED-AGR / DF podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RE 236.333/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula constitucional mencionada, a existência de repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – RE 236.333/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula constitucional mencionada, a existência de repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 911287 ED-AGR / DF (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Finalmente, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º, II, ‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010). ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Finalmente, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível (CPC, art. 544, § 4º, II, ‘b’, na redação dada pela Lei nº 12.322/2010). ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se assentou esse ato decisório. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se assentou esse ato decisório. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, na redação dada pela Lei nº 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 911287 ED-AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) : JOSE CARLOS SENTO SE SANTANA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645938 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) : JOSE CARLOS SENTO SE SANTANA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645938 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9937088
2015-10-20T00:00:00
2015-12-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO NÃO CONHECIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1º, ambos do CPC, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.
sjur332004
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) AI 257310 AgR (2ªT), AI 238454 AgR (2ªT), RTJ 126/864, RTJ 133/485, RTJ 146/320. Número de páginas: 8. Análise: 07/12/2015, MAD.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
911287
[ "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00545 ART-00557 PAR-00001\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-ED-AgR
acordaos
ARE 911287 ED-AgR
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AGTE.(S) : NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS EM QUE SE ASSENTOU O ATO DECISÓRIO QUESTIONADO – RECURSO NÃO CONHECIDO. O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 911287 ED-AGR / DF não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF não conhecer do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Reconsidero a decisão ora agravada, restando prejudicado, em consequência, o exame do recurso interposto. Passo a examinar, desse modo, o presente agravo. A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) :SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível. Eis o teor da decisão que sofreu a interposição do presente recurso de agravo: “Reconsidero a decisão ora agravada, restando prejudicado, em consequência, o exame do recurso interposto. Passo a examinar, desse modo, o presente agravo. A decisão de que se recorre negou trânsito a apelo extremo interposto pela parte ora agravante, no qual esta sustenta que o Tribunal ‘a quo’ teria transgredido preceitos inscritos na Constituição da República. Sob tal perspectiva, revela-se absolutamente inviável o recurso extraordinário em questão. É que o Supremo Tribunal Federal tem enfatizado, a propósito da questão pertinente à transgressão constitucional indireta, que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, do devido processo legal, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 911287 ED-AGR / DF podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula constitucional mencionada, a existência de repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, hipóteses em que não se revelará admissível o recurso extraordinário (AI 165.054/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 174.473/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 182.811/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 188.762-AgR/PR, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – Recurso Extraordinário 236.333/DF, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, v.g.). É por essa razão que a situação de ofensa indireta ao texto constitucional, quando ocorrente, não bastará, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Impõe-se observar, de outro lado, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a respeito do sentido que esta Corte tem dado à norma inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora recorrente, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos pelo eminente Relator do AI 791.292-QO-RG/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, em cujo âmbito se reconheceu, a propósito da cláusula constitucional mencionada, a existência de repercussão geral 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 911287 ED-AGR / DF (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Finalmente, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., II, ‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010). ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105- -AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Finalmente, o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos fatos e das provas existentes nos autos, circunstância esta que obsta o próprio conhecimento do apelo extremo, em face do que se contém na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, conheço do presente agravo, para negar seguimento ao recurso extraordinário, por manifestamente inadmissível (Código de Processo Civil, art. 544, § 4..., II, ‘b’, na redação dada pela Lei n 12.322/2010). ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se assentou esse ato decisório. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O presente recurso de agravo é inacolhível, eis que a parte ora agravante, ao insurgir-se contra a decisão ora questionada, deixou de ilidir todos os fundamentos jurídicos em que se assentou esse ato decisório. Ao assim proceder, a parte agravante descumpriu uma típica obrigação processual que lhe incumbia atender, pois, como se sabe, impõe-se ao recorrente afastar, pontualmente, cada uma das razões invocadas como suporte da decisão agravada (AI 238.454-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). O descumprimento desse dever jurídico – ausência de impugnação de cada um dos fundamentos em que se apoia o ato decisório agravado – conduz, nos termos da orientação jurisprudencial firmada por esta Suprema Corte, à inviabilidade do agravo interposto (RTJ 126/864 – RTJ 133/485 – RTJ 146/320): “O RECURSO DE AGRAVO DEVE IMPUGNAR, ESPECIFICADAMENTE, TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. – O recurso de agravo a que se referem os arts. 545 e 557, § 1..., ambos do Código de Processo Civil, na redação dada pela Lei n 9.756/98, deve infirmar todos os fundamentos jurídicos em que se assenta a decisão agravada. O descumprimento dessa obrigação processual, por parte do recorrente, torna inviável o recurso de agravo por ele interposto. Precedentes.” (AI 257.310-AgR/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 911287 ED-AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Supremo Tribunal Federal ARE 911287 ED-AGR / DF Sendo assim, tendo em consideração as razões expostas, não conheço do presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) : JOSE CARLOS SENTO SE SANTANA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645938 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 911.287 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : NATANIEL SOARES DOS SANTOS ADV.(A/S) : SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES ADV.(A/S) : JOSE CARLOS SENTO SE SANTANA Decisão: A Turma, por votação unânime, não conheceu do recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645938 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 911287 ED - AGR / DF", "ARE 911287 ED - AGR / DF", "AGRAVO 911 . 287", "ARE 911287 ED - AGR / DF", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "RTJ 170 / 627 - 628", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 . 788 - AgR / SC", "AI 842 . 316 - AgR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "AI 165 . 054 / SP", "AI 174 . 473 / MG", "AI 182 . 811 / SP", "AI 188 . 762 - AgR / PR", "Recurso Extraordinário 236 . 333 / DF", "RTJ 170 / 627 - 628", "RTJ 150 / 269", "AI 731 . 527 - AgR / RJ", "AI 838 . 209 - AgR / MA", "AI 840 . 788 - AgR / SC", "AI 842 . 316 - AgR / RJ", "AI 791 . 292 - QO - RG / PE", "ARE 911287 ED - AGR / DF", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - - AgR / CE", "AI 637 . 301 - AgR / GO", "Recurso Extraordinário 327 . 143 - AgR / PE", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal .", "ARE 911287 ED - AGR / DF", "RTJ 150 / 269", "AI 529 . 105 - - 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MELLO", "CELSO DE MELLO", "NATANIEL SOARES DOS SANTOS", "SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA", "POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES", "JOSÉ CARLOS SENTO SÉ SANTANA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "MARCO AURÉLIO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "MARCO AURÉLIO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NATANIEL SOARES DOS SANTOS", "SEBASTIÃO DUQUE NOGUEIRA DA SILVA", "POLLYANNA CRISTYAN DOS PRAZERES", 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Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ABERTURA DE PRAZO PARA CONTRARRAZÕES AO RECURSO INTERPOSTO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO APELO EXTREMO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534638. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA. contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESCONEXAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA Nº 284 DO STF. MATÉRIA SURGIDA ORIGINARIAMENTE NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Não houve, portanto, nenhum elemento não enfrentado pelo TRF5, pelo que era impossível a apreciação dos Declaratórios sob esse argumento. Ainda assim, de maneira lamentavelmente equivocada, aquela corte deu provimento aos Declaratórios para reformar seu acórdão e permitir a sanção mencionada, tudo isso sem intimar este Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA. contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESCONEXAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA Nº 284 DO STF. MATÉRIA SURGIDA ORIGINARIAMENTE NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Não houve, portanto, nenhum elemento não enfrentado pelo TRF5, pelo que era impossível a apreciação dos Declaratórios sob esse argumento. Ainda assim, de maneira lamentavelmente equivocada, aquela corte deu provimento aos Declaratórios para reformar seu acórdão e permitir a sanção mencionada, tudo isso sem intimar este Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 883230 AGR / PE Agravante para apresentar suas contrarrazões, o que seguramente não será admitido pelo Supremo Tribunal Federal. Não é que este Agravante esteja manifestando mera irresignação com o equivocado entendimento que permitiu sanção com caráter confiscatório (o que certamente será afastado por esta Corte quando da apreciação do recurso extraordinário que combate o referido mérito). É que houve reforma de acórdão sem a oportunização do contraditório. Não poderia haver ofensa maior ao devido processo legal e à ampla defesa. Se este absurdo processual começar a ser permitido pelas Cortes do país e por este Supremo Tribunal Federal, essa conquista secular dos povos civilizados restaria vulnerada com o passar do tempo. Firme-se,pois: quando há pretensão de reforma de acórdão/decisão embargada, o Embargado deve ser ouvido. O contrário não é possível. […] No presente Extraordinário, a negativa de prestação jurisdicional combatida ocorreu no âmbito do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, que negou-se a enfrentar a necessidade de intimação do Embargado nos casos em que se pretenda reforma de acórdão mediante Declaratórios e a impossibilidade de se atribuir efeitos infringentes ao referido recurso sobretudo diante de ausência de omissão. O equivocado julgamento do Colendo STJ, pois, constituiu interesse recursal deste Extraordinário, pelo que não deverá o Supremo Tribunal Federal permitir tão significante vulneração à esfera de defesa desse agravante." (Fl. 6-8, doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE Agravante para apresentar suas contrarrazões, o que seguramente não será admitido pelo Supremo Tribunal Federal. Não é que este Agravante esteja manifestando mera irresignação com o equivocado entendimento que permitiu sanção com caráter confiscatório (o que certamente será afastado por esta Corte quando da apreciação do recurso extraordinário que combate o referido mérito). É que houve reforma de acórdão sem a oportunização do contraditório. Não poderia haver ofensa maior ao devido processo legal e à ampla defesa. Se este absurdo processual começar a ser permitido pelas Cortes do país e por este Supremo Tribunal Federal, essa conquista secular dos povos civilizados restaria vulnerada com o passar do tempo. Firme-se,pois: quando há pretensão de reforma de acórdão/decisão embargada, o Embargado deve ser ouvido. O contrário não é possível. […] No presente Extraordinário, a negativa de prestação jurisdicional combatida ocorreu no âmbito do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, que negou-se a enfrentar a necessidade de intimação do Embargado nos casos em que se pretenda reforma de acórdão mediante Declaratórios e a impossibilidade de se atribuir efeitos infringentes ao referido recurso sobretudo diante de ausência de omissão. O equivocado julgamento do Colendo STJ, pois, constituiu interesse recursal deste Extraordinário, pelo que não deverá o Supremo Tribunal Federal permitir tão significante vulneração à esfera de defesa desse agravante." (Fl. 6-8, doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, observo que a ora recorrente se insurge quanto à ausência de intimação para apresentação das contrarrazões ao embargos de declaração opostos pela recorrida, providos pelo acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Desse modo, verifica-se que a referida controvérsia e eventual violação à Constituição não surgiram no julgamento do STJ, mas sim no exame do recurso interposto perante o Tribunal Regional. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia à parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, observo que a ora recorrente se insurge quanto à ausência de intimação para apresentação das contrarrazões ao embargos de declaração opostos pela recorrida, providos pelo acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Desse modo, verifica-se que a referida controvérsia e eventual violação à Constituição não surgiram no julgamento do STJ, mas sim no exame do recurso interposto perante o Tribunal Regional. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia à parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 883230 AGR / PE dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União.” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 17/12/2010). Demais disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CPC AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União.” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do STF, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 17/12/2010). Demais disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 883230 AGR / PE infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no quadragésimo terceiro da lista – o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 883.230. (...)"RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA" (...) Importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, sob o ângulo constitucional, adotou ou não entendimento. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9594227. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no quadragésimo terceiro da lista – o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 883.230. (...)"RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA" (...) Importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, sob o ângulo constitucional, adotou ou não entendimento. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9594227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563181 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563181 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9620806
2015-09-29T00:00:00
2015-10-21T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ABERTURA DE PRAZO PARA CONTRARRAZÕES AO RECURSO INTERPOSTO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO STJ. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO APELO EXTREMO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur325594
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, RECURSO) AI 718334 AgR (1ªT), AI 761983 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 8. Análise: 10/11/2015, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
883230
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 883230 AgR
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AGTE.(S) : SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. ABERTURA DE PRAZO PARA CONTRARRAZÕES AO RECURSO INTERPOSTO NO TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INVIABILIDADE DO APELO EXTREMO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534638. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA. contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESCONEXAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA n 284 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA SURGIDA ORIGINARIAMENTE NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Não houve, portanto, nenhum elemento não enfrentado pelo TRF5, pelo que era impossível a apreciação dos Declaratórios sob esse argumento. Ainda assim, de maneira lamentavelmente equivocada, aquela corte deu provimento aos Declaratórios para reformar seu acórdão e permitir a sanção mencionada, tudo isso sem intimar este Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA. contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. RAZÕES DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO DESCONEXAS DA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA n 284 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA SURGIDA ORIGINARIAMENTE NO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL. DESCABIMENTO DO RECURSO. PRECEDENTES. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. AGRAVO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Não houve, portanto, nenhum elemento não enfrentado pelo TRF5, pelo que era impossível a apreciação dos Declaratórios sob esse argumento. Ainda assim, de maneira lamentavelmente equivocada, aquela corte deu provimento aos Declaratórios para reformar seu acórdão e permitir a sanção mencionada, tudo isso sem intimar este Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 883230 AGR / PE Agravante para apresentar suas contrarrazões, o que seguramente não será admitido pelo Supremo Tribunal Federal. Não é que este Agravante esteja manifestando mera irresignação com o equivocado entendimento que permitiu sanção com caráter confiscatório (o que certamente será afastado por esta Corte quando da apreciação do recurso extraordinário que combate o referido mérito). É que houve reforma de acórdão sem a oportunização do contraditório. Não poderia haver ofensa maior ao devido processo legal e à ampla defesa. Se este absurdo processual começar a ser permitido pelas Cortes do país e por este Supremo Tribunal Federal, essa conquista secular dos povos civilizados restaria vulnerada com o passar do tempo. Firme-se,pois: quando há pretensão de reforma de acórdão/decisão embargada, o Embargado deve ser ouvido. O contrário não é possível. […] No presente Extraordinário, a negativa de prestação jurisdicional combatida ocorreu no âmbito do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, que negou-se a enfrentar a necessidade de intimação do Embargado nos casos em que se pretenda reforma de acórdão mediante Declaratórios e a impossibilidade de se atribuir efeitos infringentes ao referido recurso sobretudo diante de ausência de omissão. O equivocado julgamento do Colendo Superior Tribunal de Justiça, pois, constituiu interesse recursal deste Extraordinário, pelo que não deverá o Supremo Tribunal Federal permitir tão significante vulneração à esfera de defesa desse agravante." (Fl. 6-8, doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE Agravante para apresentar suas contrarrazões, o que seguramente não será admitido pelo Supremo Tribunal Federal. Não é que este Agravante esteja manifestando mera irresignação com o equivocado entendimento que permitiu sanção com caráter confiscatório (o que certamente será afastado por esta Corte quando da apreciação do recurso extraordinário que combate o referido mérito). É que houve reforma de acórdão sem a oportunização do contraditório. Não poderia haver ofensa maior ao devido processo legal e à ampla defesa. Se este absurdo processual começar a ser permitido pelas Cortes do país e por este Supremo Tribunal Federal, essa conquista secular dos povos civilizados restaria vulnerada com o passar do tempo. Firme-se,pois: quando há pretensão de reforma de acórdão/decisão embargada, o Embargado deve ser ouvido. O contrário não é possível. […] No presente Extraordinário, a negativa de prestação jurisdicional combatida ocorreu no âmbito do julgamento do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, que negou-se a enfrentar a necessidade de intimação do Embargado nos casos em que se pretenda reforma de acórdão mediante Declaratórios e a impossibilidade de se atribuir efeitos infringentes ao referido recurso sobretudo diante de ausência de omissão. O equivocado julgamento do Colendo Superior Tribunal de Justiça, pois, constituiu interesse recursal deste Extraordinário, pelo que não deverá o Supremo Tribunal Federal permitir tão significante vulneração à esfera de defesa desse agravante." (Fl. 6-8, doc. 9). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, observo que a ora recorrente se insurge quanto à ausência de intimação para apresentação das contrarrazões ao embargos de declaração opostos pela recorrida, providos pelo acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região. Desse modo, verifica-se que a referida controvérsia e eventual violação à Constituição não surgiram no julgamento do Superior Tribunal de Justiça, mas sim no exame do recurso interposto perante o Tribunal Regional. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia à parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. De início, observo que a ora recorrente se insurge quanto à ausência de intimação para apresentação das contrarrazões ao embargos de declaração opostos pela recorrida, providos pelo acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 5... Região. Desse modo, verifica-se que a referida controvérsia e eventual violação à Constituição não surgiram no julgamento do Superior Tribunal de Justiça, mas sim no exame do recurso interposto perante o Tribunal Regional. Consoante afirmado na decisão agravada, o recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça proferido em recurso especial só é cabível quando a questão constitucional objeto da controvérsia for diversa da decidida pela instância ordinária. Caso contrário, caberia à parte recorrente a interposição simultânea do recurso especial e do recurso extraordinário contra o acórdão proferido pelo Tribunal de origem, sob pena de preclusão do conteúdo constitucional. Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 883230 AGR / PE dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União.” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 17/12/2010). Demais disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE dos seguintes julgados: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DO ART. 741, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código de Processo Civil AFASTADA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO CONCOMITANTEMENTE AO RECURSO ESPECIAL. PRECLUSÃO DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial, somente legitima o uso do apelo extremo se versar questão constitucional diversa daquela debatida na anterior instância. A matéria constitucional autorizadora da abertura da via extraordinária há de surgir, originariamente, no julgamento do recurso especial - o que não se observa na presente hipótese. Agravo regimental a que se dá provimento para, reconhecida a preclusão da questão constitucional, negar provimento ao agravo de instrumento da União.” (AI 718.334-AgR, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 12/11/2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APELO EXTREMO MANEJADO CONTRA ACÓRDÃO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. PRECLUSÃO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS ALEGADAS. 1. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a admissibilidade do recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça está adstrita a discussões constitucionais inauguradas no julgamento do recurso especial. As matérias constitucionais que já foram objeto de análise pelas instâncias ordinárias precluem, ante a não interposição simultânea de recurso extraordinário e recurso especial. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido.” (AI 761.983-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 17/12/2010). Demais disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 883230 AGR / PE infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Supremo Tribunal Federal ARE 883230 AGR / PE infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes, o qual possui a seguinte ementa: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9534640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no quadragésimo terceiro da lista – o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 883.230. (...)"RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA" (...) Importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, sob o ângulo constitucional, adotou ou não entendimento. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9594227. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PERNAMBUCO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Estou a divergir no quadragésimo terceiro da lista – o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 883.230. (...)"RECURSO CONTRA ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL SURGIDA NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA" (...) Importante é saber se o Superior Tribunal de Justiça, sob o ângulo constitucional, adotou ou não entendimento. Por isso, provejo o agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9594227. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563181 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 883.230 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563181 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 284 DO Supremo Tribunal", "SÚMULA n 284 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 883230 AGR", "ARE 883230 AGR / PE", "ARE 883230 AGR / PE", "AI 718 . 334 - AgR", "AI 761 . 983 - AgR", "ARE 883230 AGR / PE", "AI 718 . 334 - AgR", "AI 761 . 983 - AgR", "ARE 748 . 371", "ARE 883230 AGR / PE", "ARE 748 . 371", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 883 . 230", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 883 . 230" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 741 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 741 , PARÁGRAFO ÚNICO , DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PERNAMBUCO", "Brasília", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO", "PERNAMBUCO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA .", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL", "TRF5", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA .", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL", "TRF5", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "PE", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 5 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SÃO MATEUS FRIGORÍFICO INDUSTRIAL LTDA", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "Rosa Weber", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUIZ FUX", "MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "MÁRCIO JOSÉ ALVES DE SOUZA", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "29", "/", "09", "/", "2015", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2012", "17", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "11", "/", "2012", "17", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PISO SALARIAL. LEI 4950-A/1966. ENGENHEIROS. BASE DE CÁLCULO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIO-MÍNIMO. REAJUSTES POR OUTROS ÍNDICES. DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, por ausência de ofensa à Súmula Vinculante 4, porquanto, conforme consta do acórdão impugnado e das informações prestadas pela autoridade reclamada, o salário-mínimo não foi utilizado como indexador do piso salarial requerido, mas apenas como base de cálculo. Sustenta o agravante, em síntese, que “não se compreende, data maxima venia, a diferença entre adotar o salário mínimo como ‘indexador do piso salarial da categoria’ e adotar o salário mínimo como ‘base de cálculo’ desse piso”, pois “trata-se, em ambos os casos, de atrelar a remuneração do empregado às variações do salário mínimo” (fl. 86). Requer a reconsideração da decisão agravada para que a reclamação seja julgada procedente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565042. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, por ausência de ofensa à Súmula Vinculante 4, porquanto, conforme consta do acórdão impugnado e das informações prestadas pela autoridade reclamada, o salário-mínimo não foi utilizado como indexador do piso salarial requerido, mas apenas como base de cálculo. Sustenta o agravante, em síntese, que “não se compreende, data maxima venia, a diferença entre adotar o salário mínimo como ‘indexador do piso salarial da categoria’ e adotar o salário mínimo como ‘base de cálculo’ desse piso”, pois “trata-se, em ambos os casos, de atrelar a remuneração do empregado às variações do salário mínimo” (fl. 86). Requer a reconsideração da decisão agravada para que a reclamação seja julgada procedente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação constitucional contra decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que teria desrespeitado os termos da súmula vinculante 4. O acórdão impugnado possui a seguinte ementa: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SALÁRIO PROFISSIONAL. DIFERENÇA SALARIAL. LEI Nº 4.950-A/66. A jurisprudência desta Corte vem se posicionando no sentido de que o piso salarial profissional previsto na Lei nº 4.950-A/66 não é incompatível com o art. 7º, IV, da Constituição Federal, haja vista que tão somente estabelece um mínimo profissional para a categoria, sem vincular os seus reajustes à variação do salário mínimo. Desse modo, a decisão regional que condenou a reclamada ao pagamento de diferenças salariais, por inobservância do salário profissional previsto na Lei nº 4.950-A/66, fundamentou sua decisão na jurisprudência sedimentada nesta Corte, por intermédio da Orientação Jurisprudencial nº 71 da SBDI-2. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” (grifei). Sustenta o reclamante, em síntese, que o TST teria determinado “(...) o uso do salário mínimo como indexador da remuneração básica percebida pelo empregado, autor da reclamação trabalhista, o que contraria a primeira parte da Súmula Vinculante nº 4.” O Ministro Ayres Britto solicitou informações à autoridade reclamada, que defendeu o ato impugnado. Em parecer do Dr. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação constitucional contra decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que teria desrespeitado os termos da súmula vinculante 4. O acórdão impugnado possui a seguinte ementa: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SALÁRIO PROFISSIONAL. DIFERENÇA SALARIAL. LEI Nº 4.950-A/66. A jurisprudência desta Corte vem se posicionando no sentido de que o piso salarial profissional previsto na Lei nº 4.950-A/66 não é incompatível com o art. 7º, IV, da Constituição Federal, haja vista que tão somente estabelece um mínimo profissional para a categoria, sem vincular os seus reajustes à variação do salário mínimo. Desse modo, a decisão regional que condenou a reclamada ao pagamento de diferenças salariais, por inobservância do salário profissional previsto na Lei nº 4.950-A/66, fundamentou sua decisão na jurisprudência sedimentada nesta Corte, por intermédio da Orientação Jurisprudencial nº 71 da SBDI-2. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” (grifei). Sustenta o reclamante, em síntese, que o TST teria determinado “(...) o uso do salário mínimo como indexador da remuneração básica percebida pelo empregado, autor da reclamação trabalhista, o que contraria a primeira parte da Súmula Vinculante nº 4.” O Ministro Ayres Britto solicitou informações à autoridade reclamada, que defendeu o ato impugnado. Em parecer do Dr. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 9674 AGR / SP Roberto Monteiro Gurgel Santos, a Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. Os autos vieram-me conclusos no dia 16/04/2013. 2. A Corte, no julgamento do RE 565.714 (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06/11/2008), que deu origem à edição da súmula vinculante 4, reconheceu a existência de vedação constitucional no tocante à utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Dispõe a súmula vinculante 4: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” No caso, porém, conforme explicitaram as informações prestadas e a ementa do acórdão impugnado, a decisão não adotou o salário mínimo como indexador do piso salarial da categoria, mas apenas como base de cálculo deste. É o que revelam as informações de fl. 36: “Essa decisão, ao contrário do que se alega, não contraria a Súmula nº 4 do STF, uma vez que não fixa a correção automática do salário pelo reajuste do salário mínimo (Aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 71 da SBDI-2).” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É que só haveria desrespeito à Súmula Vinculante 4 se a decisão reclamada determinasse as futuras correções do piso salarial da categoria pelos mesmos índices aplicados aos reajustes do salário-mínimo, o que não ocorreu na espécie. Citam-se, ainda, precedentes das Turmas desta Corte na mesma linha de consideração: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. (...) PISO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal RCL 9674 AGR / SP Roberto Monteiro Gurgel Santos, a Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. Os autos vieram-me conclusos no dia 16/04/2013. 2. A Corte, no julgamento do RE 565.714 (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06/11/2008), que deu origem à edição da súmula vinculante 4, reconheceu a existência de vedação constitucional no tocante à utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Dispõe a súmula vinculante 4: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” No caso, porém, conforme explicitaram as informações prestadas e a ementa do acórdão impugnado, a decisão não adotou o salário mínimo como indexador do piso salarial da categoria, mas apenas como base de cálculo deste. É o que revelam as informações de fl. 36: “Essa decisão, ao contrário do que se alega, não contraria a Súmula nº 4 do STF, uma vez que não fixa a correção automática do salário pelo reajuste do salário mínimo (Aplicação da Orientação Jurisprudencial nº 71 da SBDI-2).” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É que só haveria desrespeito à Súmula Vinculante 4 se a decisão reclamada determinasse as futuras correções do piso salarial da categoria pelos mesmos índices aplicados aos reajustes do salário-mínimo, o que não ocorreu na espécie. Citam-se, ainda, precedentes das Turmas desta Corte na mesma linha de consideração: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. (...) PISO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 9674 AGR / SP SALARIAL DE CATEGORIA PROFISSIONAL. FIXAÇÃO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS. INOCORRÊNCIA DE DESCUMPRIMENTO DAS SÚMULAS VINCULANTES NS. 4 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DA MEDIDA CAUTELAR NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL N. 53/PI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 18356 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20-11-2014) AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEI Nº 4.950-A/1966. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 4 E À ADPF 53. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão que aplica o piso salarial estabelecido no art. 5º da Lei 4.950/1966, mas ressalva a vedação de vinculação aos futuros aumentos do salário mínimo, está em consonância com o enunciado da Súmula Vinculante 4 e com a decisão proferida na ADPF 53 MC. Precedente do Tribunal Pleno: Rcl 14.075 AgR/SC, Rel. Min. Celso de Mello (DJe de 16/9/2014). 2. agravo regimental desprovido. (Rcl 19130 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 20-03-2015) 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal RCL 9674 AGR / SP SALARIAL DE CATEGORIA PROFISSIONAL. FIXAÇÃO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS. INOCORRÊNCIA DE DESCUMPRIMENTO DAS SÚMULAS VINCULANTES NS. 4 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DA MEDIDA CAUTELAR NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL N. 53/PI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 18356 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20-11-2014) AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEI Nº 4.950-A/1966. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE Nº 4 E À ADPF 53. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão que aplica o piso salarial estabelecido no art. 5º da Lei 4.950/1966, mas ressalva a vedação de vinculação aos futuros aumentos do salário mínimo, está em consonância com o enunciado da Súmula Vinculante 4 e com a decisão proferida na ADPF 53 MC. Precedente do Tribunal Pleno: Rcl 14.075 AgR/SC, Rel. Min. Celso de Mello (DJe de 16/9/2014). 2. agravo regimental desprovido. (Rcl 19130 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 20-03-2015) 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) : OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595587 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) : OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9602875
2015-10-06T00:00:00
2015-10-19T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PISO SALARIAL. LEI 4950-A/1966. ENGENHEIROS. BASE DE CÁLCULO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIO-MÍNIMO. REAJUSTES POR OUTROS ÍNDICES. DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur325119
- Acórdão(s) citado(s): (REMUNERAÇÃO, INDEXAÇÃO, SALÁRIO MÍNIMO) Rcl 18356 AgR (2ªT), Rcl 19130 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 19/10/2015, BMP. Número de páginas: 6. Análise: 03/11/2015, BMP.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
9674
[ "LEG-FED LEI-04950A ANO-1966\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUV-000004 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 9674 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) : OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. PISO SALARIAL. LEI 4950-A/1966. ENGENHEIROS. BASE DE CÁLCULO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIO-MÍNIMO. REAJUSTES POR OUTROS ÍNDICES. DESRESPEITO À SÚMULA VINCULANTE 4. NÃO CONFIGURAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9564970. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, por ausência de ofensa à Súmula Vinculante 4, porquanto, conforme consta do acórdão impugnado e das informações prestadas pela autoridade reclamada, o salário-mínimo não foi utilizado como indexador do piso salarial requerido, mas apenas como base de cálculo. Sustenta o agravante, em síntese, que “não se compreende, data maxima venia, a diferença entre adotar o salário mínimo como ‘indexador do piso salarial da categoria’ e adotar o salário mínimo como ‘base de cálculo’ desse piso”, pois “trata-se, em ambos os casos, de atrelar a remuneração do empregado às variações do salário mínimo” (fl. 86). Requer a reconsideração da decisão agravada para que a reclamação seja julgada procedente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565042. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) :OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, por ausência de ofensa à Súmula Vinculante 4, porquanto, conforme consta do acórdão impugnado e das informações prestadas pela autoridade reclamada, o salário-mínimo não foi utilizado como indexador do piso salarial requerido, mas apenas como base de cálculo. Sustenta o agravante, em síntese, que “não se compreende, data maxima venia, a diferença entre adotar o salário mínimo como ‘indexador do piso salarial da categoria’ e adotar o salário mínimo como ‘base de cálculo’ desse piso”, pois “trata-se, em ambos os casos, de atrelar a remuneração do empregado às variações do salário mínimo” (fl. 86). Requer a reconsideração da decisão agravada para que a reclamação seja julgada procedente. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565042. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação constitucional contra decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que teria desrespeitado os termos da súmula vinculante 4. O acórdão impugnado possui a seguinte ementa: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SALÁRIO PROFISSIONAL. DIFERENÇA SALARIAL. LEI n 4.950-A/66. A jurisprudência desta Corte vem se posicionando no sentido de que o piso salarial profissional previsto na Lei n 4.950-A/66 não é incompatível com o art. 7..., IV, da Constituição Federal, haja vista que tão somente estabelece um mínimo profissional para a categoria, sem vincular os seus reajustes à variação do salário mínimo. Desse modo, a decisão regional que condenou a reclamada ao pagamento de diferenças salariais, por inobservância do salário profissional previsto na Lei n 4.950-A/66, fundamentou sua decisão na jurisprudência sedimentada nesta Corte, por intermédio da Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI-2. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” (grifei). Sustenta o reclamante, em síntese, que o Tribunal Superior do Trabalho teria determinado “(...) o uso do salário mínimo como indexador da remuneração básica percebida pelo empregado, autor da reclamação trabalhista, o que contraria a primeira parte da Súmula Vinculante n 4.” O Ministro Ayres Britto solicitou informações à autoridade reclamada, que defendeu o ato impugnado. Em parecer do Dr. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação constitucional contra decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho que teria desrespeitado os termos da súmula vinculante 4. O acórdão impugnado possui a seguinte ementa: “AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. SALÁRIO PROFISSIONAL. DIFERENÇA SALARIAL. LEI n 4.950-A/66. A jurisprudência desta Corte vem se posicionando no sentido de que o piso salarial profissional previsto na Lei n 4.950-A/66 não é incompatível com o art. 7..., IV, da Constituição Federal, haja vista que tão somente estabelece um mínimo profissional para a categoria, sem vincular os seus reajustes à variação do salário mínimo. Desse modo, a decisão regional que condenou a reclamada ao pagamento de diferenças salariais, por inobservância do salário profissional previsto na Lei n 4.950-A/66, fundamentou sua decisão na jurisprudência sedimentada nesta Corte, por intermédio da Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI-2. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” (grifei). Sustenta o reclamante, em síntese, que o Tribunal Superior do Trabalho teria determinado “(...) o uso do salário mínimo como indexador da remuneração básica percebida pelo empregado, autor da reclamação trabalhista, o que contraria a primeira parte da Súmula Vinculante n 4.” O Ministro Ayres Britto solicitou informações à autoridade reclamada, que defendeu o ato impugnado. Em parecer do Dr. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 9674 AGR / SP Roberto Monteiro Gurgel Santos, a Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. Os autos vieram-me conclusos no dia 16/04/2013. 2. A Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714 (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06/11/2008), que deu origem à edição da súmula vinculante 4, reconheceu a existência de vedação constitucional no tocante à utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Dispõe a súmula vinculante 4: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” No caso, porém, conforme explicitaram as informações prestadas e a ementa do acórdão impugnado, a decisão não adotou o salário mínimo como indexador do piso salarial da categoria, mas apenas como base de cálculo deste. É o que revelam as informações de fl. 36: “Essa decisão, ao contrário do que se alega, não contraria a Súmula n 4 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que não fixa a correção automática do salário pelo reajuste do salário mínimo (Aplicação da Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI-2).” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É que só haveria desrespeito à Súmula Vinculante 4 se a decisão reclamada determinasse as futuras correções do piso salarial da categoria pelos mesmos índices aplicados aos reajustes do salário-mínimo, o que não ocorreu na espécie. Citam-se, ainda, precedentes das Turmas desta Corte na mesma linha de consideração: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. (...) PISO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal RCL 9674 AGR / SP Roberto Monteiro Gurgel Santos, a Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. Os autos vieram-me conclusos no dia 16/04/2013. 2. A Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 565.714 (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 06/11/2008), que deu origem à edição da súmula vinculante 4, reconheceu a existência de vedação constitucional no tocante à utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado. Dispõe a súmula vinculante 4: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” No caso, porém, conforme explicitaram as informações prestadas e a ementa do acórdão impugnado, a decisão não adotou o salário mínimo como indexador do piso salarial da categoria, mas apenas como base de cálculo deste. É o que revelam as informações de fl. 36: “Essa decisão, ao contrário do que se alega, não contraria a Súmula n 4 do Supremo Tribunal Federal, uma vez que não fixa a correção automática do salário pelo reajuste do salário mínimo (Aplicação da Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI-2).” As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. É que só haveria desrespeito à Súmula Vinculante 4 se a decisão reclamada determinasse as futuras correções do piso salarial da categoria pelos mesmos índices aplicados aos reajustes do salário-mínimo, o que não ocorreu na espécie. Citam-se, ainda, precedentes das Turmas desta Corte na mesma linha de consideração: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. (...) PISO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 9674 AGR / SP SALARIAL DE CATEGORIA PROFISSIONAL. FIXAÇÃO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS. INOCORRÊNCIA DE DESCUMPRIMENTO DAS SÚMULAS VINCULANTES NS. 4 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DA MEDIDA CAUTELAR NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL N. 53/PI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 18356 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20-11-2014) AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEI n 4.950-A/1966. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 4 E À ADPF 53. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão que aplica o piso salarial estabelecido no art. 5... da Lei 4.950/1966, mas ressalva a vedação de vinculação aos futuros aumentos do salário mínimo, está em consonância com o enunciado da Súmula Vinculante 4 e com a decisão proferida na ADPF 53 MC. Precedente do Tribunal Pleno: Rcl 14.075 AgR/SC, Rel. Min. Celso de Mello (DJe de 16/9/2014). 2. agravo regimental desprovido. (Rcl 19130 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 20-03-2015) 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Supremo Tribunal Federal RCL 9674 AGR / SP SALARIAL DE CATEGORIA PROFISSIONAL. FIXAÇÃO EM MÚLTIPLOS DE SALÁRIOS MÍNIMOS. INOCORRÊNCIA DE DESCUMPRIMENTO DAS SÚMULAS VINCULANTES NS. 4 E 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DA MEDIDA CAUTELAR NA ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL N. 53/PI. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Rcl 18356 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20-11-2014) AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. LEI n 4.950-A/1966. OFENSA À SÚMULA VINCULANTE n 4 E À ADPF 53. INEXISTÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A decisão que aplica o piso salarial estabelecido no art. 5... da Lei 4.950/1966, mas ressalva a vedação de vinculação aos futuros aumentos do salário mínimo, está em consonância com o enunciado da Súmula Vinculante 4 e com a decisão proferida na ADPF 53 MC. Precedente do Tribunal Pleno: Rcl 14.075 AgR/SC, Rel. Min. Celso de Mello (DJe de 16/9/2014). 2. agravo regimental desprovido. (Rcl 19130 AgR, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 20-03-2015) 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9565043. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) : OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595587 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.674 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : JOSÉ EDUARDO DIAS LOURENÇO ADV.(A/S) : OVIDIO PAULO RODRIGUES COLLESI INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9595587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 9 . 674", "RECLAMAÇÃO 9 . 674", "Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI - 2", "Súmula Vinculante n 4 .", "Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI", "Súmula Vinculante n 4 .", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "Súmula n 4 do Supremo Tribunal Federal", "Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI - 2", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "Súmula n 4 do Supremo Tribunal Federal", "Orientação Jurisprudencial n 71 da SBDI - 2", "SÚMULAS", "Rcl 18356 AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 4", "ADPF 53", "Súmula Vinculante 4", "ADPF 53 MC", "Rcl 14 . 075 AgR / SC", "Rcl 19130 AgR", "RCL 9674", "SÚMULAS VINCULANTES NS . 4", "Rcl 18356 AgR", "SÚMULA VINCULANTE n 4", "ADPF 53", "ADPF 53 MC", "Rcl 14 . 075 AgR / SC", "Rcl 19130 AgR", "RECLAMAÇÃO" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 4950 - A / 1966", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 4 . 950 - A / 66", "Lei n 4 . 950 - A / 66", "art . 7 . . . , IV , da Constituição Federal", "Lei n 4 . 950 - 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DEVIDO PROCESSO LEGAL. ITBI. FATO GERADOR. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. 1. A jurisprudência do STF se consolidou no sentido de que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral. Precedente: RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013. 2. A transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro público, momento em que incide o Imposto Sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI), de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Logo, a promessa de compra e venda não representa fato gerador idôneo para propiciar o surgimento de obrigação tributária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 807255 AGR / RJ Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão proferida por mim, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se recurso extraordinário com agravo interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO MUNICÍPIO- RECURSO DE AGRAVO INTERNO DE MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO CPC, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO DO MÉRITO - APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA DIREITO TRIBUTÁRIO - IMÓVEL ADQUIRIDO EM HASTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão proferida por mim, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se recurso extraordinário com agravo interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO MUNICÍPIO- RECURSO DE AGRAVO INTERNO DE MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO CPC, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO DO MÉRITO - APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA DIREITO TRIBUTÁRIO - IMÓVEL ADQUIRIDO EM HASTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ JUDICIAL - DISCUSSSÃO ACERCA DO MOMENTO DE ECLOSÃO DO FATO GERADOR DO ITBI - SUA NÃO OCORRÊNCIA NA ARREMATAÇÃO, QUE SÓ SE CONFIGURA COM REGISTRO DE TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL - NO CASO, TENDO OCORRIDO A ARREMATAÇÃO, SEM QUE TENHA HAVIDO O REGISTRO DA TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE, INDEVIDA A MULTA PELO ATRASO NO REGISTRO RESPECTIVO - INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.227 E 1.245, DO CÓDIGO CIVIL PREDEDENTES DESTA CORTE ASSIM TAMBÉM DO EGRÉGIO STJ - MANUTENÇÃO DO DECISUM - NEGA-SE PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.” (eDOC 8, pp. 2-3) No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5º, LV, e 150, §7º, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se que “com esteio no § 7o do art. 150 da Constituição da República é perfeitamente legal a exigência do ITBI trinta dias após a data da lavratura da promessa de compra e venda” (eDOC 13, p. 6). Alega-se, ainda, a infringência ao devido processo legal. A Terceira Vice-Presidência do TJRJ inadmitiu o recurso com base na jurisprudência do STF. Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, não haver ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que, configurada ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ JUDICIAL - DISCUSSSÃO ACERCA DO MOMENTO DE ECLOSÃO DO FATO GERADOR DO ITBI - SUA NÃO OCORRÊNCIA NA ARREMATAÇÃO, QUE SÓ SE CONFIGURA COM REGISTRO DE TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL - NO CASO, TENDO OCORRIDO A ARREMATAÇÃO, SEM QUE TENHA HAVIDO O REGISTRO DA TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE, INDEVIDA A MULTA PELO ATRASO NO REGISTRO RESPECTIVO - INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.227 E 1.245, DO CÓDIGO CIVIL PREDEDENTES DESTA CORTE ASSIM TAMBÉM DO EGRÉGIO STJ - MANUTENÇÃO DO DECISUM - NEGA-SE PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.” (eDOC 8, pp. 2-3) No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5º, LV, e 150, §7º, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se que “com esteio no § 7o do art. 150 da Constituição da República é perfeitamente legal a exigência do ITBI trinta dias após a data da lavratura da promessa de compra e venda” (eDOC 13, p. 6). Alega-se, ainda, a infringência ao devido processo legal. A Terceira Vice-Presidência do TJRJ inadmitiu o recurso com base na jurisprudência do STF. Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, não haver ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que, configurada ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constato que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do STF, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constato que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do STF, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ Teori Zavascki) Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “b”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” (eDOC 22) Sustenta-se, em síntese, que o STF já analisou casos acerca da antecipação de recolhimento de ITBI estipulada por município, chegando a entendimento diverso do apresentado na decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ Teori Zavascki) Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “b”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” (eDOC 22) Sustenta-se, em síntese, que o STF já analisou casos acerca da antecipação de recolhimento de ITBI estipulada por município, chegando a entendimento diverso do apresentado na decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constata-se que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do STF, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.08.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constata-se que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do STF, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 807255 AGR / RJ TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, quanto aos demais da lista, estou provendo o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 807.255. Entendo que a coisa julgada é ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do Judiciário, e tem proteção não estritamente legal, mas constitucional. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9628954. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, quanto aos demais da lista, estou provendo o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo nº 807.255. Entendo que a coisa julgada é ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do Judiciário, e tem proteção não estritamente legal, mas constitucional. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9628954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRE DA SILVA MORAES Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601812 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRE DA SILVA MORAES Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9686437
2015-10-06T00:00:00
2015-11-03T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DEVIDO PROCESSO LEGAL. ITBI. FATO GERADOR. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. 1. A jurisprudência do STF se consolidou no sentido de que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral. Precedente: RE-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013. 2. A transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro público, momento em que incide o Imposto Sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI), de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Logo, a promessa de compra e venda não representa fato gerador idôneo para propiciar o surgimento de obrigação tributária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur327133
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. (ITBI, FATO GERADOR) ARE 798004 AgR (2ªT), ARE 805859 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 13/11/2015, AMS.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
807255
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 807255 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRE DA SILVA MORAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. DEVIDO PROCESSO LEGAL. ITBI. FATO GERADOR. PROMESSA DE COMPRA E VENDA. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal se consolidou no sentido de que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral. Precedente: Recurso Extraordinário-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013. 2. A transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro público, momento em que incide o Imposto Sobre Transferência de Bens Imóveis (ITBI), de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Logo, a promessa de compra e venda não representa fato gerador idôneo para propiciar o surgimento de obrigação tributária. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 807255 AGR / RJ Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ Brasília, 6 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554250. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão proferida por mim, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se recurso extraordinário com agravo interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO MUNICÍPIO- RECURSO DE AGRAVO INTERNO DE MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO DO MÉRITO - APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA DIREITO TRIBUTÁRIO - IMÓVEL ADQUIRIDO EM HASTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRE DA SILVA MORAES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão proferida por mim, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Decisão: Trata-se recurso extraordinário com agravo interposto em face do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: “AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO DO MUNICÍPIO- RECURSO DE AGRAVO INTERNO DE MÉRITO PRÓPRIO, ORA DIALOGANDO COM OS REQUISITOS GENÉRICOS DA APLICAÇÃO DO ART. 557 DO Código de Processo Civil, ORA COM O PRÓPRIO MÉRITO DO RECURSO ORIGINÁRIO. ESSÊNCIA INFRINGENTE DO RECURSO DE AGRAVO INTERNO - NECESSIDADE DE LEVAR AO COLEGIADO DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO RELATOR - DECISÃO UNIPESSOAL QUE DEVE SER MANTIDA, JÁ QUE PREENCHEU OS REQUISITOS PARA A SUA APLICAÇÃO DO MÉRITO - APELAÇÃO CÍVEL - MANDADO DE SEGURANÇA DIREITO TRIBUTÁRIO - IMÓVEL ADQUIRIDO EM HASTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ JUDICIAL - DISCUSSSÃO ACERCA DO MOMENTO DE ECLOSÃO DO FATO GERADOR DO ITBI - SUA NÃO OCORRÊNCIA NA ARREMATAÇÃO, QUE SÓ SE CONFIGURA COM REGISTRO DE TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL - NO CASO, TENDO OCORRIDO A ARREMATAÇÃO, SEM QUE TENHA HAVIDO O REGISTRO DA TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE, INDEVIDA A MULTA PELO ATRASO NO REGISTRO RESPECTIVO - INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.227 E 1.245, DO CÓDIGO CIVIL PREDEDENTES DESTA CORTE ASSIM TAMBÉM DO EGRÉGIO Superior Tribunal de Justiça - MANUTENÇÃO DO DECISUM - NEGA-SE PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.” (eDOC 8, pp. 2-3) No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5..., LV, e 150, §7..., do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se que “com esteio no § 7o do art. 150 da Constituição da República é perfeitamente legal a exigência do ITBI trinta dias após a data da lavratura da promessa de compra e venda” (eDOC 13, p. 6). Alega-se, ainda, a infringência ao devido processo legal. A Terceira Vice-Presidência do TJRJ inadmitiu o recurso com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, não haver ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que, configurada ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ JUDICIAL - DISCUSSSÃO ACERCA DO MOMENTO DE ECLOSÃO DO FATO GERADOR DO ITBI - SUA NÃO OCORRÊNCIA NA ARREMATAÇÃO, QUE SÓ SE CONFIGURA COM REGISTRO DE TRANSMISSÃO DO BEM IMÓVEL - NO CASO, TENDO OCORRIDO A ARREMATAÇÃO, SEM QUE TENHA HAVIDO O REGISTRO DA TRANSMISSÃO DA PROPRIEDADE, INDEVIDA A MULTA PELO ATRASO NO REGISTRO RESPECTIVO - INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 1.227 E 1.245, DO CÓDIGO CIVIL PREDEDENTES DESTA CORTE ASSIM TAMBÉM DO EGRÉGIO Superior Tribunal de Justiça - MANUTENÇÃO DO DECISUM - NEGA-SE PROVIMENTO AO AGRAVO INTERNO.” (eDOC 8, pp. 2-3) No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 5..., LV, e 150, §7..., do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se que “com esteio no § 7o do art. 150 da Constituição da República é perfeitamente legal a exigência do ITBI trinta dias após a data da lavratura da promessa de compra e venda” (eDOC 13, p. 6). Alega-se, ainda, a infringência ao devido processo legal. A Terceira Vice-Presidência do TJRJ inadmitiu o recurso com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Decido. A pretensão recursal não merece prosperar. Inicialmente, ressalto que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, não haver ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, uma vez que, configurada ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constato que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constato que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório ARE 807255 AGR / RJ Teori Zavascki) Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “b”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” (eDOC 22) Sustenta-se, em síntese, que o Supremo Tribunal Federal já analisou casos acerca da antecipação de recolhimento de ITBI estipulada por município, chegando a entendimento diverso do apresentado na decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ Teori Zavascki) Ante o exposto, conheço do agravo para negar provimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “b”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” (eDOC 22) Sustenta-se, em síntese, que o Supremo Tribunal Federal já analisou casos acerca da antecipação de recolhimento de ITBI estipulada por município, chegando a entendimento diverso do apresentado na decisão agravada. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554251. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constata-se que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, ressalta-se que o Supremo Tribunal Federal já assentou, sob a sistemática da repercussão geral, que suposta ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e dos limites da coisa julgada, quando a violação é debatida sob a ótica infraconstitucional, não apresenta repercussão geral, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Confira-se, a propósito, a ementa do Recurso Extraordinário-RG 748.371, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....08.2013: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral.” Igualmente, constata-se que o acórdão recorrido não destoa da jurisprudência pacífica do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual a transmissão do imóvel somente ocorre com a transferência efetiva da propriedade no cartório de registro de imóveis, daí que se consuma o fato gerador do ITBI. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. IMPOSTO SOBRE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 807255 AGR / RJ TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Supremo Tribunal Federal ARE 807255 AGR / RJ TRANSMISSÃO DE BENS IMÓVEIS. FATO GERADOR PROMESSA DE COMPRA E VENDA. IMPOSSIBILIDADE. A obrigação tributária surge a partir da verificação de ocorrência da situação fática prevista na legislação tributária, a qual, no caso dos autos, deriva da transmissão da propriedade imóvel. Nos termos da legislação civil, a transferência do domínio sobre o bem torna-se eficaz a partir do registro. Assim, pretender a cobrança do ITBI sobre a celebração de contrato de promessa de compra e venda implica considerar constituído o crédito antes da ocorrência do fato imponível. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 805.859-AgR/RJ, Rel. Min. Luís Roberto Barroso) “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. TRIBUTÁRIO. ITBI. CONTRATOS DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. COBRANÇA INDEVIDA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. (ARE 798.004-AgR/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, quanto aos demais da lista, estou provendo o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 807.255. Entendo que a coisa julgada é ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do Judiciário, e tem proteção não estritamente legal, mas constitucional. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9628954. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, quanto aos demais da lista, estou provendo o Agravo Regimental no Recurso Extraordinário com Agravo n 807.255. Entendo que a coisa julgada é ato jurídico perfeito por excelência, porque emanado do Judiciário, e tem proteção não estritamente legal, mas constitucional. É como voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9628954. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRE DA SILVA MORAES Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601812 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 807.255 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : ROSÂNGELA BRAGA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRE DA SILVA MORAES Decisão: Por maioria de votos, a Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601812 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "245 , DO CÓDIGO CIVIL", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LV , e 150 , § 7 . . . , do Texto Constitucional", "§ 7o do art . 150 da Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGOS 1 . 227 E 1 . 245 , DO CÓDIGO CIVIL", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "arts . 5 . . . , LV , e 150 , § 7 . . . , do Texto Constitucional", "§ 7o do art . 150 da Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "21 , § 1 . . . , RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts .", "544 , § 4 . . . , II , “ b ” , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "HASTA", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO DO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "EGRÉGIO", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Vice - Presidência do TJRJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Terceira Vice - Presidência do TJRJ", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MUNICÍPIO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ROSÂNGELA BRAGA", "ALEXANDRE DA SILVA MORAES", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ROSÂNGELA BRAGA", "ALEXANDRE DA SILVA MORAES", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ROSÂNGELA BRAGA", "ALEXANDRE DA SILVA MORAES", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Luís Roberto Barroso", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "Luís Roberto Barroso", "Teori Zavascki", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "EDSON FACHIN", "ROSÂNGELA BRAGA", "ALEXANDRE DA SILVA MORAES", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "ROSÂNGELA BRAGA", "ALEXANDRE DA SILVA MORAES", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "10", "/", "2015", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "1", ".", ".", ".", ".", "08", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL INATIVO. EXTENSÃO DA VANTAGEM DENOMINADA GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS (GEE). AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 905345 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Oscar Gonçalves Filho e outro(a/s). A matéria debatida, em síntese, diz com o acréscimo representado pela Gratificação de Encargos Especiais (GEE) na remuneração dos atuais ocupantes de cargos em comissão e suposta violação do direito à paridade daqueles que, em atividade, exerceram tais funções e incorporaram as respectivas verbas. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema Corte. Reitera a afronta ao art. 7º da Emenda Constitucional nº 41/2003. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: Agravo Interno em Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidores inativos do Estado do Rio de Janeiro que, em atividade, incorporaram verbas relativas a cargos em comissão. Pedido de extensão de gratificações de encargos especiais criadas para remunerar gestores de diversos órgãos e autarquias da Administração Direta, em observância ao regime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Oscar Gonçalves Filho e outro(a/s). A matéria debatida, em síntese, diz com o acréscimo representado pela Gratificação de Encargos Especiais (GEE) na remuneração dos atuais ocupantes de cargos em comissão e suposta violação do direito à paridade daqueles que, em atividade, exerceram tais funções e incorporaram as respectivas verbas. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula nº 280 desta Suprema Corte. Reitera a afronta ao art. 7º da Emenda Constitucional nº 41/2003. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: Agravo Interno em Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidores inativos do Estado do Rio de Janeiro que, em atividade, incorporaram verbas relativas a cargos em comissão. Pedido de extensão de gratificações de encargos especiais criadas para remunerar gestores de diversos órgãos e autarquias da Administração Direta, em observância ao regime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 905345 AGR / RJ de paridade. Improcedência. direito à incorporação foi extinto no âmbito do Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro pela Lei 2.565/96 e a regra que vinculava o reajuste da verba incorporada à remuneração do cargo de origem foi suprimida pela Lei 3.185/99. 2- “O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo” (RE 640564 AgR, Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012). 3- A passagem à inatividade sob o regime da paridade assegura revisão de proventos vinculada aos reajustes concedidos ao pessoal da ativa, mas apenas no que toca aos vencimentos e demais verbas de natureza remuneratória atribuídos ao cargo paradigma. 4- “No caso de vantagens incorporadas, o paradigma para a aplicação da regra constitucional da paridade não é o servidor que exerce atualmente o cargo público, mas sim aquele que, ainda na ativa, teve incorporada aos seus vencimentos, nos mesmos termos em que o inativo, a vantagem em questão.” (ARE 696516 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 25/09/2012). 5- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ademais, é firme no sentido da inexistência de “direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados”. (RE 248285, Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, julgado em 05/10/1999). 6- Recurso desprovido.” Acórdão recorrido publicado em 31.3.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ de paridade. Improcedência. direito à incorporação foi extinto no âmbito do Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro pela Lei 2.565/96 e a regra que vinculava o reajuste da verba incorporada à remuneração do cargo de origem foi suprimida pela Lei 3.185/99. 2- “O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo” (RE 640564 AgR, Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012). 3- A passagem à inatividade sob o regime da paridade assegura revisão de proventos vinculada aos reajustes concedidos ao pessoal da ativa, mas apenas no que toca aos vencimentos e demais verbas de natureza remuneratória atribuídos ao cargo paradigma. 4- “No caso de vantagens incorporadas, o paradigma para a aplicação da regra constitucional da paridade não é o servidor que exerce atualmente o cargo público, mas sim aquele que, ainda na ativa, teve incorporada aos seus vencimentos, nos mesmos termos em que o inativo, a vantagem em questão.” (ARE 696516 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 25/09/2012). 5- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ademais, é firme no sentido da inexistência de “direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados”. (RE 248285, Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, julgado em 05/10/1999). 6- Recurso desprovido.” Acórdão recorrido publicado em 31.3.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 7º da Emenda Constitucional nº 41/2003. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 7º da Emenda Constitucional nº 41/2003. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 905345 AGR / RJ egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 826.784, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.8.2014; e RE 368.048-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 12.3.2012, com a seguinte ementa: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Gratificação de encargos especiais. Concessão por processo administrativo. Extensão a servidores militares inativos. Natureza jurídica da gratificação. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. É firme a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos militares inativos da gratificação de encargos especiais (GEE), concedida por processo administrativo aos coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, é matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 826.784, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.8.2014; e RE 368.048-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 12.3.2012, com a seguinte ementa: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Gratificação de encargos especiais. Concessão por processo administrativo. Extensão a servidores militares inativos. Natureza jurídica da gratificação. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. É firme a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos militares inativos da gratificação de encargos especiais (GEE), concedida por processo administrativo aos coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, é matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1º, do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 905345 AGR / RJ Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601869 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9611262
2015-10-06T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL INATIVO. EXTENSÃO DA VANTAGEM DENOMINADA GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS (GEE). AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA Nº 280/STF. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA Nº 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula nº 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur325343
Número de páginas: 8. Análise: 05/11/2015, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
905345
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-002565 ANO-1996\n LEI ORDINÁRIA, RJ\n\n", "LEG-EST LEI-003185 ANO-1999\n LEI ORDINÁRIA, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 905345 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL INATIVO. EXTENSÃO DA VANTAGEM DENOMINADA GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS (GEE). AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL. SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA n 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 31.3.2015. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 905345 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Oscar Gonçalves Filho e outro(a/s). A matéria debatida, em síntese, diz com o acréscimo representado pela Gratificação de Encargos Especiais (GEE) na remuneração dos atuais ocupantes de cargos em comissão e suposta violação do direito à paridade daqueles que, em atividade, exerceram tais funções e incorporaram as respectivas verbas. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema Corte. Reitera a afronta ao art. 7... da Emenda Constitucional n 41/2003. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: Agravo Interno em Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidores inativos do Estado do Rio de Janeiro que, em atividade, incorporaram verbas relativas a cargos em comissão. Pedido de extensão de gratificações de encargos especiais criadas para remunerar gestores de diversos órgãos e autarquias da Administração Direta, em observância ao regime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso, manejam agravo regimental Oscar Gonçalves Filho e outro(a/s). A matéria debatida, em síntese, diz com o acréscimo representado pela Gratificação de Encargos Especiais (GEE) na remuneração dos atuais ocupantes de cargos em comissão e suposta violação do direito à paridade daqueles que, em atividade, exerceram tais funções e incorporaram as respectivas verbas. Atacam a decisão agravada, ao argumento de que a violação dos preceitos da Constituição Federal se dá de forma direta. Sustentam inaplicável à espécie o óbice da Súmula n 280 desta Suprema Corte. Reitera a afronta ao art. 7... da Emenda Constitucional n 41/2003. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro julgou a controvérsia em decisão cuja ementa reproduzo: “EMENTA: Agravo Interno em Apelação Cível. Direito Administrativo. Servidores inativos do Estado do Rio de Janeiro que, em atividade, incorporaram verbas relativas a cargos em comissão. Pedido de extensão de gratificações de encargos especiais criadas para remunerar gestores de diversos órgãos e autarquias da Administração Direta, em observância ao regime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 905345 AGR / RJ de paridade. Improcedência. direito à incorporação foi extinto no âmbito do Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro pela Lei 2.565/96 e a regra que vinculava o reajuste da verba incorporada à remuneração do cargo de origem foi suprimida pela Lei 3.185/99. 2- “O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo” (Recurso Extraordinário 640564 AgR, Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012). 3- A passagem à inatividade sob o regime da paridade assegura revisão de proventos vinculada aos reajustes concedidos ao pessoal da ativa, mas apenas no que toca aos vencimentos e demais verbas de natureza remuneratória atribuídos ao cargo paradigma. 4- “No caso de vantagens incorporadas, o paradigma para a aplicação da regra constitucional da paridade não é o servidor que exerce atualmente o cargo público, mas sim aquele que, ainda na ativa, teve incorporada aos seus vencimentos, nos mesmos termos em que o inativo, a vantagem em questão.” (ARE 696516 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 25/09/2012). 5- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ademais, é firme no sentido da inexistência de “direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados”. (Recurso Extraordinário 248285, Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, julgado em 05/10/1999). 6- Recurso desprovido.” Acórdão recorrido publicado em 31.3.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ de paridade. Improcedência. direito à incorporação foi extinto no âmbito do Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro pela Lei 2.565/96 e a regra que vinculava o reajuste da verba incorporada à remuneração do cargo de origem foi suprimida pela Lei 3.185/99. 2- “O reajuste futuro desse benefício, uma vez desvinculado dos vencimentos do cargo em comissão que ensejou a sua incorporação, obedece aos critérios das revisões gerais de remuneração do funcionalismo” (Recurso Extraordinário 640564 AgR, Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012). 3- A passagem à inatividade sob o regime da paridade assegura revisão de proventos vinculada aos reajustes concedidos ao pessoal da ativa, mas apenas no que toca aos vencimentos e demais verbas de natureza remuneratória atribuídos ao cargo paradigma. 4- “No caso de vantagens incorporadas, o paradigma para a aplicação da regra constitucional da paridade não é o servidor que exerce atualmente o cargo público, mas sim aquele que, ainda na ativa, teve incorporada aos seus vencimentos, nos mesmos termos em que o inativo, a vantagem em questão.” (ARE 696516 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, julgado em 25/09/2012). 5- A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ademais, é firme no sentido da inexistência de “direito adquirido, em razão da estabilidade financeira, à percepção de vantagem financeira atribuída por lei local aos atuais ocupantes de cargos comissionados”. (Recurso Extraordinário 248285, Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, julgado em 05/10/1999). 6- Recurso desprovido.” Acórdão recorrido publicado em 31.3.2015. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576908. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 7... da Emenda Constitucional n 41/2003. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 7... da Emenda Constitucional n 41/2003. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 905345 AGR / RJ egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 826.784, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.8.2014; e Recurso Extraordinário 368.048-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 12.3.2012, com a seguinte ementa: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Gratificação de encargos especiais. Concessão por processo administrativo. Extensão a servidores militares inativos. Natureza jurídica da gratificação. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. É firme a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos militares inativos da gratificação de encargos especiais (GEE), concedida por processo administrativo aos coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, é matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: ARE 826.784, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 14.8.2014; e Recurso Extraordinário 368.048-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 12.3.2012, com a seguinte ementa: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Gratificação de encargos especiais. Concessão por processo administrativo. Extensão a servidores militares inativos. Natureza jurídica da gratificação. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. É firme a jurisprudência deste Tribunal no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos militares inativos da gratificação de encargos especiais (GEE), concedida por processo administrativo aos coronéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, é matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido.” Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento (art. 21, § 1..., do RISTF).” Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta ofensa aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 905345 AGR / RJ Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Supremo Tribunal Federal ARE 905345 AGR / RJ Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9576909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601869 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.345 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : OSCAR GONÇALVES FILHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOÃO PAULO DA SILVEIRA RIBEIRO DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601869 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905 . 345", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 905345 AGR / RJ", "ARE 905345 AGR / RJ", "AGRAVO 905 . 345", "Súmula n 280 desta Suprema Corte", "Súmula n 280 desta Suprema Corte", "ARE 905345 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 640564 AgR", "ARE 696516 AgR", "Recurso Extraordinário 248285", "ARE 905345 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 640564 AgR", "ARE 696516 AgR", "Recurso Extraordinário 248285", "ARE 905345 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 826 . 784", "Recurso Extraordinário 368 . 048 - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 905345 AGR / RJ", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 826 . 784", "Recurso Extraordinário 368 . 048 - AgR", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Estado do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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"ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Polícia Militar", "Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Polícia Militar", "Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO. ASCENSÃO. DIREITO ADQUIRIDO ANTES DA CF/88. PROVIMENTO. PRECEDENTES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586106. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. INGRESSO. PROCESSO SELETIVO. VAGAS. APROVEITAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLAÚSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULAS Nº 279 E Nº 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “a situação jurídica do autor, ora agravado, deve ser analisada à luz do regime jurídico vigente à época dos fatos, mais precisamente, a partir da Lei nº 5.645/70 e do Decreto nº 85.645/81- Decreto este que, conforme já demonstrado, foi invocado pelo autor-agravado desde a petição inicial para fundamentar seu pedido. Consequentemente, uma vez afastada a aplicação do art. 37, inc. II, da Constituição Federal ao presente caso, dever-se-ia ter passado a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. INGRESSO. PROCESSO SELETIVO. VAGAS. APROVEITAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLAÚSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULAS Nº 279 E Nº 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “a situação jurídica do autor, ora agravado, deve ser analisada à luz do regime jurídico vigente à época dos fatos, mais precisamente, a partir da Lei nº 5.645/70 e do Decreto nº 85.645/81- Decreto este que, conforme já demonstrado, foi invocado pelo autor-agravado desde a petição inicial para fundamentar seu pedido. Consequentemente, uma vez afastada a aplicação do art. 37, inc. II, da Constituição Federal ao presente caso, dever-se-ia ter passado a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF verificar se o autor-agravado preencheu todos os requisitos exigidos pela Lei nº 5.645/70 e pelo Decreto nº 85.645/81 para que a ascensão funcional fosse permitida.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Supremo Tribunal Federal RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF verificar se o autor-agravado preencheu todos os requisitos exigidos pela Lei nº 5.645/70 e pelo Decreto nº 85.645/81 para que a ascensão funcional fosse permitida.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo a ementa do acórdão da apelação para melhor percepção da questão tratada: “No caso em tela, o desvio de função ficou fartamente comprovado pelos documentos carreados aos autos. Contudo, diante da vedação constitucional - art. 37, inc. II - que só autoriza provimento em cargo público mediante prévia aprovação em concurso público, é impossível o almejado reenquadramento. No entanto, enquanto permanecer, o desvio de função gera direito à percepção das diferenças de vencimentos. Nesse sentido, a Súmula 223, do extinto TFR: "O empregado, durante o desvio funcional, tem direito à diferença salarial, ainda que o empregador possua quadro de pessoal organizado em carreira". Deste modo, reconheço o desvio de função a partir de 23.4.1979, data da colação de grau do autor, em razão de ser imprescindível a conclusão do curso superior de Direito para confecção dos pareceres juntados aos autos, os quais se mostram complexos. Nesse sentido, o autor, às fls. 956, manifesta-se: "Embora entenda a Ré bastante para a confecção dos pareceres a formação técnica em contabilidade, apenas após concluído o curso superior de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo a ementa do acórdão da apelação para melhor percepção da questão tratada: “No caso em tela, o desvio de função ficou fartamente comprovado pelos documentos carreados aos autos. Contudo, diante da vedação constitucional - art. 37, inc. II - que só autoriza provimento em cargo público mediante prévia aprovação em concurso público, é impossível o almejado reenquadramento. No entanto, enquanto permanecer, o desvio de função gera direito à percepção das diferenças de vencimentos. Nesse sentido, a Súmula 223, do extinto TFR: "O empregado, durante o desvio funcional, tem direito à diferença salarial, ainda que o empregador possua quadro de pessoal organizado em carreira". Deste modo, reconheço o desvio de função a partir de 23.4.1979, data da colação de grau do autor, em razão de ser imprescindível a conclusão do curso superior de Direito para confecção dos pareceres juntados aos autos, os quais se mostram complexos. Nesse sentido, o autor, às fls. 956, manifesta-se: "Embora entenda a Ré bastante para a confecção dos pareceres a formação técnica em contabilidade, apenas após concluído o curso superior de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF Ciências Jurídicas foi que se viu incumbido de tal mister." (grifos acrescidos) Evidente que divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula nº 279 do STF: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF Ciências Jurídicas foi que se viu incumbido de tal mister." (grifos acrescidos) Evidente que divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula nº 279 do STF: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2ª ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. REQUISITOS. CUMPRIMENTO AO TEMPO DA VIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ANTERIOR. SÚMULAS 279 E 280/STF. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 603.431, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.3.2014.) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal RE 602743 AGR-SEGUNDO / DF mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2ª ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula STJ-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14ª Edição, p. 137-138). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. REQUISITOS. CUMPRIMENTO AO TEMPO DA VIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ANTERIOR. SÚMULAS 279 E 280/STF. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280/STF. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 603.431, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.3.2014.) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) : DORIVAN MATIAS TELES Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) : DORIVAN MATIAS TELES Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9611204
2015-10-06T00:00:00
2015-10-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO. ASCENSÃO. DIREITO ADQUIRIDO ANTES DA CF/88. PROVIMENTO. PRECEDENTES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur325336
- Acórdão(s) citado(s): (PROVIMENTO, CARGO PÚBLICO, ASCENSÃO FUNCIONAL) RE 603431 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 04/11/2015, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
602743
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-segundo
acordaos
RE 602743 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) : DORIVAN MATIAS TELES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES EMENTA: SEGUNDO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. PROVIMENTO DE CARGO PÚBLICO. ASCENSÃO. DIREITO ADQUIRIDO ANTES DA Constituição Federal de 1988/88. PROVIMENTO. PRECEDENTES. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586106. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. INGRESSO. PROCESSO SELETIVO. VAGAS. APROVEITAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLAÚSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULAS n 279 E n 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “a situação jurídica do autor, ora agravado, deve ser analisada à luz do regime jurídico vigente à época dos fatos, mais precisamente, a partir da Lei n 5.645/70 e do Decreto n 85.645/81- Decreto este que, conforme já demonstrado, foi invocado pelo autor-agravado desde a petição inicial para fundamentar seu pedido. Consequentemente, uma vez afastada a aplicação do art. 37, inc. II, da Constituição Federal ao presente caso, dever-se-ia ter passado a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) :DORIVAN MATIAS TELES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela União contra decisão assim ementada, verbis: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. ENSINO SUPERIOR. INGRESSO. PROCESSO SELETIVO. VAGAS. APROVEITAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS E DE CLAÚSULAS DO EDITAL. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULAS n 279 E n 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. RECURSO DESPROVIDO.” Inconformada com a decisão supra, a agravante interpõe o recurso alegando, em síntese: “a situação jurídica do autor, ora agravado, deve ser analisada à luz do regime jurídico vigente à época dos fatos, mais precisamente, a partir da Lei n 5.645/70 e do Decreto n 85.645/81- Decreto este que, conforme já demonstrado, foi invocado pelo autor-agravado desde a petição inicial para fundamentar seu pedido. Consequentemente, uma vez afastada a aplicação do art. 37, inc. II, da Constituição Federal ao presente caso, dever-se-ia ter passado a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF verificar se o autor-agravado preencheu todos os requisitos exigidos pela Lei n 5.645/70 e pelo Decreto n 85.645/81 para que a ascensão funcional fosse permitida.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF verificar se o autor-agravado preencheu todos os requisitos exigidos pela Lei n 5.645/70 e pelo Decreto n 85.645/81 para que a ascensão funcional fosse permitida.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586107. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo a ementa do acórdão da apelação para melhor percepção da questão tratada: “No caso em tela, o desvio de função ficou fartamente comprovado pelos documentos carreados aos autos. Contudo, diante da vedação constitucional - art. 37, inc. II - que só autoriza provimento em cargo público mediante prévia aprovação em concurso público, é impossível o almejado reenquadramento. No entanto, enquanto permanecer, o desvio de função gera direito à percepção das diferenças de vencimentos. Nesse sentido, a Súmula 223, do extinto TFR: "O empregado, durante o desvio funcional, tem direito à diferença salarial, ainda que o empregador possua quadro de pessoal organizado em carreira". Deste modo, reconheço o desvio de função a partir de 23.4.1979, data da colação de grau do autor, em razão de ser imprescindível a conclusão do curso superior de Direito para confecção dos pareceres juntados aos autos, os quais se mostram complexos. Nesse sentido, o autor, às fls. 956, manifesta-se: "Embora entenda a Ré bastante para a confecção dos pareceres a formação técnica em contabilidade, apenas após concluído o curso superior de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que a agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Transcrevo a ementa do acórdão da apelação para melhor percepção da questão tratada: “No caso em tela, o desvio de função ficou fartamente comprovado pelos documentos carreados aos autos. Contudo, diante da vedação constitucional - art. 37, inc. II - que só autoriza provimento em cargo público mediante prévia aprovação em concurso público, é impossível o almejado reenquadramento. No entanto, enquanto permanecer, o desvio de função gera direito à percepção das diferenças de vencimentos. Nesse sentido, a Súmula 223, do extinto TFR: "O empregado, durante o desvio funcional, tem direito à diferença salarial, ainda que o empregador possua quadro de pessoal organizado em carreira". Deste modo, reconheço o desvio de função a partir de 23.4.1979, data da colação de grau do autor, em razão de ser imprescindível a conclusão do curso superior de Direito para confecção dos pareceres juntados aos autos, os quais se mostram complexos. Nesse sentido, o autor, às fls. 956, manifesta-se: "Embora entenda a Ré bastante para a confecção dos pareceres a formação técnica em contabilidade, apenas após concluído o curso superior de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF Ciências Jurídicas foi que se viu incumbido de tal mister." (grifos acrescidos) Evidente que divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2... ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF Ciências Jurídicas foi que se viu incumbido de tal mister." (grifos acrescidos) Evidente que divergir do entendimento do Tribunal a quo demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo se restringe à discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do referido verbete sumular, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2... ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula Superior Tribunal de Justiça-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 137-138). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. REQUISITOS. CUMPRIMENTO AO TEMPO DA VIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ANTERIOR. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 603.431, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.3.2014.) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602743 AGR-SEGUNDO / DF mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65)(Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2... ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula Superior Tribunal de Justiça-7.“ (Direito Sumular. São Paulo: Malheiros, 2012, 14... Edição, p. 137-138). EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ASCENSÃO FUNCIONAL. REQUISITOS. CUMPRIMENTO AO TEMPO DA VIGÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ANTERIOR. SÚMULAS 279 E 280/Supremo Tribunal Federal. Para dissentir da conclusão do Tribunal de origem, seria necessário nova apreciação dos fatos e do material probatório constantes dos autos, bem como o reexame da legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 603.431, Rel. Min. Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 27.3.2014.) Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9586108. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) : DORIVAN MATIAS TELES Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601789 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.743 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : JOSÉ ALBERTO FONTENELE MAGALHÃES ADV.(A/S) : DORIVAN MATIAS TELES Decisão: A Turma negou provimento ao segundo agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601789 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "SÚMULAS n 279", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "SÚMULAS n 279", "Recurso Extraordinário 602743 AGR", "Recurso Extraordinário 602743", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "Súmula 223 , do extinto TFR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "Súmula 223 , do extinto TFR", "Recurso Extraordinário 602743 AGR", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ 47 / 276", "Recurso Extraordinário 602743 AGR - SEGUNDO / DF", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ", "Recurso Extraordinário 602743 AGR - SEGUNDO / DF", "ERE 58 . 714", "RTJ", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "56", "/", "65", "SÚMULAS 279 E 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 603 . 431", "Recurso Extraordinário 602743 AGR - SEGUNDO / DF", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 603 . 431", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 743" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 5 . 645 / 70", "Decreto n 85 . 645 / 81", "art . 37 , inc . 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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 do STF. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria contida nos dispositivos constitucionais que nele se alega violados não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresa Weigel interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se recurso extraordinário no qual se sustenta violação do artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que concluiu pela falta de interesse de agir da ora recorrente. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. IRPJ. Ausência de prequestionamento. Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Reexame dos fatos e das provas dos autos e do contrato social. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. 1. Todos os dispositivos constitucionais indicados como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresa Weigel interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se recurso extraordinário no qual se sustenta violação do artigo 5º, XXXV, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que concluiu pela falta de interesse de agir da ora recorrente. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. IRPJ. Ausência de prequestionamento. Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Reexame dos fatos e das provas dos autos e do contrato social. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. 1. Todos os dispositivos constitucionais indicados como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 910617 AGR / RS violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para acolher a pretensão dos agravantes e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, que decidiu pela ausência de prova que demonstrasse “que não houve lucro, ou que a deliberação social foi no sentido de reverter os eventuais lucros para a própria sociedade, sem distribuí-los aos sócios-quotistas”, seria necessário o reexame das provas e dos fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 654.129/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/9/12)(Grifos não no original). ‘PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento. Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o "prequestionamento implícito" da questão constitucional. AI 413.963-AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo regimental improvido’ (RE nº 353.514/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1º/10/10) (Grifo nosso). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal RE 910617 AGR / RS violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. Para acolher a pretensão dos agravantes e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, que decidiu pela ausência de prova que demonstrasse “que não houve lucro, ou que a deliberação social foi no sentido de reverter os eventuais lucros para a própria sociedade, sem distribuí-los aos sócios-quotistas”, seria necessário o reexame das provas e dos fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 654.129/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/9/12)(Grifos não no original). ‘PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS STF 282 E 356. 1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento. Súmulas STF 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o "prequestionamento implícito" da questão constitucional. AI 413.963-AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1º.04.2005. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo regimental improvido’ (RE nº 353.514/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1º/10/10) (Grifo nosso). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 910617 AGR / RS Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que o prequestionamento não exige referência expressa e textual ao dispositivo violado e que a matéria teria sido realmente ventilada na instância ordinária. Sustenta que, no caso dos autos, de fato não haveria referência expressa ao art. 5º, inciso XXXV da CF/88 e que a matéria teria sido devida e exaustivamente abordada e decidida. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal RE 910617 AGR / RS Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que o prequestionamento não exige referência expressa e textual ao dispositivo violado e que a matéria teria sido realmente ventilada na instância ordinária. Sustenta que, no caso dos autos, de fato não haveria referência expressa ao art. 5º, inciso XXXV da CF/88 e que a matéria teria sido devida e exaustivamente abordada e decidida. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar, haja vista que a matéria constitucional contida no dispositivo indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar, haja vista que a matéria constitucional contida no dispositivo indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 910617 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Supremo Tribunal Federal RE 910617 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESA WEIGEL ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720338 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESA WEIGEL ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9984338
2015-10-27T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 do STF. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria contida nos dispositivos constitucionais que nele se alega violados não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur333349
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 411859 AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 14/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
910617
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 910617 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TERESA WEIGEL ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Ausência de prequestionamento. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando a matéria contida nos dispositivos constitucionais que nele se alega violados não está devidamente prequestionada. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965058. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresa Weigel interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se recurso extraordinário no qual se sustenta violação do artigo 5..., XXXV, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que concluiu pela falta de interesse de agir da ora recorrente. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. IRPJ. Ausência de prequestionamento. Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Reexame dos fatos e das provas dos autos e do contrato social. Incidência das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. 1. Todos os dispositivos constitucionais indicados como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TERESA WEIGEL ADV.(A/S) :LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Teresa Weigel interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se recurso extraordinário no qual se sustenta violação do artigo 5..., XXXV, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que concluiu pela falta de interesse de agir da ora recorrente. Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido: ‘EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. IRPJ. Ausência de prequestionamento. Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Reexame dos fatos e das provas dos autos e do contrato social. Incidência das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. 1. Todos os dispositivos constitucionais indicados como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para acolher a pretensão dos agravantes e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, que decidiu pela ausência de prova que demonstrasse “que não houve lucro, ou que a deliberação social foi no sentido de reverter os eventuais lucros para a própria sociedade, sem distribuí-los aos sócios-quotistas”, seria necessário o reexame das provas e dos fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 654.129/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/9/12)(Grifos não no original). ‘PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento. Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o "prequestionamento implícito" da questão constitucional. AI 413.963-AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 353.514/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1.../10/10) (Grifo nosso). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. Para acolher a pretensão dos agravantes e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, que decidiu pela ausência de prova que demonstrasse “que não houve lucro, ou que a deliberação social foi no sentido de reverter os eventuais lucros para a própria sociedade, sem distribuí-los aos sócios-quotistas”, seria necessário o reexame das provas e dos fatos dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 454 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 654.129/SP-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 13/9/12)(Grifos não no original). ‘PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NÃO OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 282 E 356. 1. Não tendo sido apreciadas, pela instância a quo, as questões constitucionais em que se apoia o extraordinário, é imprescindível a oposição de embargos de declaração para suprir o prequestionamento. Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. O Supremo Tribunal não admite o "prequestionamento implícito" da questão constitucional. AI 413.963-AgR/SC, rel. Min. Celso de Mello, DJ 1....04.2005. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando a parte recorrente opta por não atacar o fundamento infraconstitucional, arrastando para si a preclusão temporal para viabilizar, em tese, a sua pretensão. 4. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 353.514/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 1.../10/10) (Grifo nosso). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que o prequestionamento não exige referência expressa e textual ao dispositivo violado e que a matéria teria sido realmente ventilada na instância ordinária. Sustenta que, no caso dos autos, de fato não haveria referência expressa ao art. 5..., inciso XXXV da Constituição Federal de 1988/88 e que a matéria teria sido devida e exaustivamente abordada e decidida. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega a agravante que o prequestionamento não exige referência expressa e textual ao dispositivo violado e que a matéria teria sido realmente ventilada na instância ordinária. Sustenta que, no caso dos autos, de fato não haveria referência expressa ao art. 5..., inciso XXXV da Constituição Federal de 1988/88 e que a matéria teria sido devida e exaustivamente abordada e decidida. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar, haja vista que a matéria constitucional contida no dispositivo indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar, haja vista que a matéria constitucional contida no dispositivo indicado como violado no recurso extraordinário carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. No caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Por fim, registro que a Corte não admite a tese do chamado prequestionamento implícito. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESA WEIGEL ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720338 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910.617 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TERESA WEIGEL ADV.(A/S) : LUIZ FERNANDO ISER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720338 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910 . 617", "Súmulas ns 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "AI n 654 . 129 / SP - AgR", "AI 413 . 963 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário n 353 . 514", "Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS", "AI n 654 . 129 / SP - AgR", "AI 413 . 963 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário n 353 . 514 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910 . 617", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 910 . 617", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "Recurso Extraordinário 910617 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 3. Necessidade da prisão justificada pelo Juízo em exame preliminar (mérito pendente no STJ). Demora no encerramento da instrução criminal. Contribuição da defesa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1º de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366291. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao writ por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Conforme os autos, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos previstos no art. 288, caput, do Código Penal (quadrilha ou bando), no art. 90 da Lei 8.666/1993, por oito vezes (fraudar ou frustrar procedimento licitatório), no art. 1º, I e II, do Decreto-Lei 201/1967, por dez vezes, combinados com os arts. 62, I e II, e 69, todos do Código Penal. Isso porque, na época em que ocupava o cargo de Prefeito de Januária/MG, ter-se-ia articulado criminalmente com o Secretário Municipal de Educação, com o sócio da sociedade empresária vencedora da licitação e responsável pelas obras e com o engenheiro responsável pela fiscalização da obra para desviar verbas públicas. No curso da investigação policial, foi decretada a prisão temporária do paciente que, posteriormente, foi convertida em prisão preventiva. A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, alegando constrangimento ilegal em razão do excesso de prazo para formação da culpa, o qual não foi acolhido. Irresignada, a defesa impetrou novo habeas no STJ cujo pedido liminar foi indeferido, ao fundamento de inexistência de ilegalidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao writ por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Conforme os autos, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos previstos no art. 288, caput, do Código Penal (quadrilha ou bando), no art. 90 da Lei 8.666/1993, por oito vezes (fraudar ou frustrar procedimento licitatório), no art. 1º, I e II, do Decreto-Lei 201/1967, por dez vezes, combinados com os arts. 62, I e II, e 69, todos do Código Penal. Isso porque, na época em que ocupava o cargo de Prefeito de Januária/MG, ter-se-ia articulado criminalmente com o Secretário Municipal de Educação, com o sócio da sociedade empresária vencedora da licitação e responsável pelas obras e com o engenheiro responsável pela fiscalização da obra para desviar verbas públicas. No curso da investigação policial, foi decretada a prisão temporária do paciente que, posteriormente, foi convertida em prisão preventiva. A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, alegando constrangimento ilegal em razão do excesso de prazo para formação da culpa, o qual não foi acolhido. Irresignada, a defesa impetrou novo habeas no STJ cujo pedido liminar foi indeferido, ao fundamento de inexistência de ilegalidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 127923 AGR / MG manifesta. Em 29.4.2015, neguei seguimento ao writ por entender não se tratar de hipótese capaz de afastar a incidência da Súmula 691, deste Tribunal. No presente agravo regimental, a defesa reitera o pedido de concessão da liberdade pelo excesso de prazo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Supremo Tribunal Federal HC 127923 AGR / MG manifesta. Em 29.4.2015, neguei seguimento ao writ por entender não se tratar de hipótese capaz de afastar a incidência da Súmula 691, deste Tribunal. No presente agravo regimental, a defesa reitera o pedido de concessão da liberdade pelo excesso de prazo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é pela inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [ cf . HC (QO) 76.347/MS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e, HC 79.748/RJ, Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e, HC 88.229/SE, Marco Aurélio, redator do acórdão Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é pela inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [ cf . HC (QO) 76.347/MS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e, HC 79.748/RJ, Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do STF (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Cezar Peluso, DJ 1º.9.2006; e, HC 88.229/SE, Marco Aurélio, redator do acórdão Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127923 AGR / MG Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, à primeira vista, não se caracteriza nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691. Como bem pontuou a Corte superior: No caso, ao que parece, o excessivo retardo não decorreu por culpa exclusiva do Estado, como alegado pela defesa. Veja- se o que disse o Tribunal: da análise dos autos e, especialmente, das informações prestadas pelo magistrado a quo, às f. 151-153/TJ, verifico que o feito de origem contém algumas particularidades e que providências foram tomadas no sentido de buscar a celeridade processual como, por exemplo, a formação de autos apartados para a apreciação de tantos pedidos formulados pela defesa perante o juízo primevo (e-STJ fl. 15). Tais motivos, em princípio, afastam as alegações apresentadas na inicial. Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (CF, art. 102), descabe afastar a aplicação da Súmula. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Supremo Tribunal Federal HC 127923 AGR / MG Marco Aurélio, DJ 1º.8.2005). Na hipótese dos autos, à primeira vista, não se caracteriza nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691. Como bem pontuou a Corte superior: No caso, ao que parece, o excessivo retardo não decorreu por culpa exclusiva do Estado, como alegado pela defesa. Veja- se o que disse o Tribunal: da análise dos autos e, especialmente, das informações prestadas pelo magistrado a quo, às f. 151-153/TJ, verifico que o feito de origem contém algumas particularidades e que providências foram tomadas no sentido de buscar a celeridade processual como, por exemplo, a formação de autos apartados para a apreciação de tantos pedidos formulados pela defesa perante o juízo primevo (e-STJ fl. 15). Tais motivos, em princípio, afastam as alegações apresentadas na inicial. Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do STF ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (CF, art. 102), descabe afastar a aplicação da Súmula. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) : BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364924 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) : BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364924 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9389611
2015-09-01T00:00:00
2015-09-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 3. Necessidade da prisão justificada pelo Juízo em exame preliminar (mérito pendente no STJ). Demora no encerramento da instrução criminal. Contribuição da defesa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur319850
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 691) HC 79238 (1ªT), HC 79748 (1ªT), HC 79775 (1ªT), HC 79776 (1ªT), HC 85185 (TP), HC 88229 (1ªT), HC 84014 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 691) HC 85826 MC, HC 86213. Número de páginas: 6. Análise: 22/09/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
127923
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 127923 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) : BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu medida liminar no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. Precedentes. 3. Necessidade da prisão justificada pelo Juízo em exame preliminar (mérito pendente no Superior Tribunal de Justiça). Demora no encerramento da instrução criminal. Contribuição da defesa. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1... de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366291. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao writ por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Conforme os autos, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos previstos no art. 288, caput, do Código Penal (quadrilha ou bando), no art. 90 da Lei 8.666/1993, por oito vezes (fraudar ou frustrar procedimento licitatório), no art. 1..., I e II, do Decreto-Lei 201/1967, por dez vezes, combinados com os arts. 62, I e II, e 69, todos do Código Penal. Isso porque, na época em que ocupava o cargo de Prefeito de Januária/MG, ter-se-ia articulado criminalmente com o Secretário Municipal de Educação, com o sócio da sociedade empresária vencedora da licitação e responsável pelas obras e com o engenheiro responsável pela fiscalização da obra para desviar verbas públicas. No curso da investigação policial, foi decretada a prisão temporária do paciente que, posteriormente, foi convertida em prisão preventiva. A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, alegando constrangimento ilegal em razão do excesso de prazo para formação da culpa, o qual não foi acolhido. Irresignada, a defesa impetrou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça cujo pedido liminar foi indeferido, ao fundamento de inexistência de ilegalidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) :BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao writ por ser manifestamente incabível, nos termos da Súmula 691. Conforme os autos, o paciente foi denunciado pela prática, em tese, dos delitos previstos no art. 288, caput, do Código Penal (quadrilha ou bando), no art. 90 da Lei 8.666/1993, por oito vezes (fraudar ou frustrar procedimento licitatório), no art. 1..., I e II, do Decreto-Lei 201/1967, por dez vezes, combinados com os arts. 62, I e II, e 69, todos do Código Penal. Isso porque, na época em que ocupava o cargo de Prefeito de Januária/MG, ter-se-ia articulado criminalmente com o Secretário Municipal de Educação, com o sócio da sociedade empresária vencedora da licitação e responsável pelas obras e com o engenheiro responsável pela fiscalização da obra para desviar verbas públicas. No curso da investigação policial, foi decretada a prisão temporária do paciente que, posteriormente, foi convertida em prisão preventiva. A defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, alegando constrangimento ilegal em razão do excesso de prazo para formação da culpa, o qual não foi acolhido. Irresignada, a defesa impetrou novo habeas no Superior Tribunal de Justiça cujo pedido liminar foi indeferido, ao fundamento de inexistência de ilegalidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório HC 127923 AGR / MG manifesta. Em 29.4.2015, neguei seguimento ao writ por entender não se tratar de hipótese capaz de afastar a incidência da Súmula 691, deste Tribunal. No presente agravo regimental, a defesa reitera o pedido de concessão da liberdade pelo excesso de prazo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Supremo Tribunal Federal HC 127923 AGR / MG manifesta. Em 29.4.2015, neguei seguimento ao writ por entender não se tratar de hipótese capaz de afastar a incidência da Súmula 691, deste Tribunal. No presente agravo regimental, a defesa reitera o pedido de concessão da liberdade pelo excesso de prazo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366292. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é pela inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [ cf . HC (QO) 76.347/MS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e, HC 79.748/RJ, Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e, HC 88.229/SE, Marco Aurélio, redator do acórdão Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Preliminarmente, a jurisprudência desta Corte é pela inadmissibilidade da impetração de habeas corpus, nas causas de sua competência originária, contra decisão denegatória de liminar em ação de mesma natureza articulada perante tribunal superior, antes do julgamento definitivo do writ [ cf . HC (QO) 76.347/MS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 8.5.1998; HC 79.238/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 6.8.1999; HC 79.776/RS, Moreira Alves, Primeira Turma, unânime, DJ 3.3.2000; HC 79.775/AP, Maurício Corrêa, Segunda Turma, maioria, DJ 17.3.2000; e, HC 79.748/RJ, Celso de Mello, Segunda Turma, maioria, DJ 23.6.2000. Esse entendimento está representado na Súmula 691, in verbis: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. É bem verdade que o rigor na aplicação da Súmula tem sido abrandado por julgados desta Corte em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (cf. as decisões colegiadas: HC 84.014/MG, Primeira Turma, unânime, Marco Aurélio, DJ 25.6.2004; HC 85.185/SP, Pleno, por maioria, Cezar Peluso, DJ 1....9.2006; e, HC 88.229/SE, Marco Aurélio, redator do acórdão Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, maioria, DJ 23.2.2007; e as seguintes decisões monocráticas: HC 85.826/SP (MC), de minha relatoria, DJ 3.5.2005; e HC 86.213/ES (MC), Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 127923 AGR / MG Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, à primeira vista, não se caracteriza nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691. Como bem pontuou a Corte superior: No caso, ao que parece, o excessivo retardo não decorreu por culpa exclusiva do Estado, como alegado pela defesa. Veja- se o que disse o Tribunal: da análise dos autos e, especialmente, das informações prestadas pelo magistrado a quo, às f. 151-153/TJ, verifico que o feito de origem contém algumas particularidades e que providências foram tomadas no sentido de buscar a celeridade processual como, por exemplo, a formação de autos apartados para a apreciação de tantos pedidos formulados pela defesa perante o juízo primevo (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 15). Tais motivos, em princípio, afastam as alegações apresentadas na inicial. Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102), descabe afastar a aplicação da Súmula. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Supremo Tribunal Federal HC 127923 AGR / MG Marco Aurélio, DJ 1....8.2005). Na hipótese dos autos, à primeira vista, não se caracteriza nenhuma dessas situações ensejadoras do afastamento da incidência da Súmula 691. Como bem pontuou a Corte superior: No caso, ao que parece, o excessivo retardo não decorreu por culpa exclusiva do Estado, como alegado pela defesa. Veja- se o que disse o Tribunal: da análise dos autos e, especialmente, das informações prestadas pelo magistrado a quo, às f. 151-153/TJ, verifico que o feito de origem contém algumas particularidades e que providências foram tomadas no sentido de buscar a celeridade processual como, por exemplo, a formação de autos apartados para a apreciação de tantos pedidos formulados pela defesa perante o juízo primevo (e-Superior Tribunal de Justiça fl. 15). Tais motivos, em princípio, afastam as alegações apresentadas na inicial. Assim, não se tratando de decisão manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal ou de flagrante hipótese de constrangimento ilegal, salvo melhor juízo na apreciação de eventual impetração de novo pedido de habeas corpus a ser distribuído nos termos da competência constitucional desta Corte (Constituição Federal de 1988, art. 102), descabe afastar a aplicação da Súmula. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9366293. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) : BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364924 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 127.923 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA ADV.(A/S) : BRUNO DIAS CÂNDIDO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 320931 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364924 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 127 . 923", "HC n 320931", "HABEAS CORPUS 127 .", "HC n 320931 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 127 . 923 MINAS", "HC n 320931 DO SUPERIOR", "HC 127923 AGR / MG", "HC 127923 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 127 . 923", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC", "HC ( QO ) 76 . 347 / MS", "HC 79 . 238 / RS", "HC 79 . 776 / RS", "HC 79 . 775 / AP", "HC 79 . 748 / RJ", "HC 84 . 014 / MG", "HC 85 . 185 / SP", "HC 88 . 229 / SE", "HC 85 . 826 / SP", "HC 86 . 213 / ES", "HC 127923 AGR / MG", "HC 127923 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 127 . 923", "HC n 320931 DO", "HABEAS CORPUS 127 . 923", "HC n 320931" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 288 , caput , do Código Penal", "art . 90 da Lei 8 . 666 / 1993", "art . 1 . . . , I e II , do Decreto - Lei 201 / 1967", "arts . 62 , I e II , e 69 , todos 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DE ANDRADE ARRUDA", "BRUNO DIAS CÂNDIDO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Cezar Peluso", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "MAURÍLIO NERIS DE ANDRADE ARRUDA", "BRUNO DIAS", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "BRUNO DIAS CÂNDIDO", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "1", ". . . de setembro de 2015", 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. EFETIVAÇÃO, ANTES DE REMESSA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM E DA SUA DISTRIBUIÇÃO NESTA CORTE. FATO JURÍDICO PROCESSUAL QUE TRAZ COMO CONSEQUÊNCIA A PREJUDICIALIDADE DA IMPUGNAÇÃO ESTATAL. EMBARGOS PROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670682. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido em agravo de instrumento, no qual o ora embargante pleiteou o afastamento de suposto ato da Administração Pública, que viria suspender o pagamento da indenização, devida em virtude de licenças-prêmio não usufruídas quando o servidor se encontrava em atividade, que fora objeto de decisão judicial em mandado de segurança (folhas 02/48). O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao agravo de instrumento (folhas 243/247). A Fazenda Pública interpôs recursos extraordinário (folhas 252) e especial (folhas 267). Somente o recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (folhas 436/7 e 438/9). Nesta Corte, o recurso foi provido por ato monocrático que proferi (folhas 445/9), ante a necessidade de o pagamento da verba indenizatória deferida em mandado de segurança ser realizado mediante precatório. Contra a referida decisão, o servidor estadual protocolou agravo regimental (folhas 452/454), ao qual a Primeira Turma negou provimento (folhas 493/499). Em seguida, foram interpostos os embargos de declaração de folhas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido em agravo de instrumento, no qual o ora embargante pleiteou o afastamento de suposto ato da Administração Pública, que viria suspender o pagamento da indenização, devida em virtude de licenças-prêmio não usufruídas quando o servidor se encontrava em atividade, que fora objeto de decisão judicial em mandado de segurança (folhas 02/48). O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao agravo de instrumento (folhas 243/247). A Fazenda Pública interpôs recursos extraordinário (folhas 252) e especial (folhas 267). Somente o recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (folhas 436/7 e 438/9). Nesta Corte, o recurso foi provido por ato monocrático que proferi (folhas 445/9), ante a necessidade de o pagamento da verba indenizatória deferida em mandado de segurança ser realizado mediante precatório. Contra a referida decisão, o servidor estadual protocolou agravo regimental (folhas 452/454), ao qual a Primeira Turma negou provimento (folhas 493/499). Em seguida, foram interpostos os embargos de declaração de folhas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 602184 AGR-ED-ED / SP 501/503, em cujas razões é noticiado o pagamento da indenizatória, acenando-se com a impossibilidade de restituição, dado o princípio da irrepetibilidade de verba alimentar. A Fazenda do Estado de São Paulo, por meio da petição de folhas 510/512 se insurge contra a alegação de perda superveniente do objeto do recurso extraordinário em virtude do pagamento. Diz ser “evidente que no caso não houve perda superveniente do objeto do recurso extraordinário, pois, com a manutenção do acórdão [proferido no agravo regimental] que confirmou a decisão [monocrática] que lhe deu provimento, o Estado de São Paulo tomará as medidas judicais cabíveis nos autos do Mandado de Segurança, a fim de reaver o pagamento feito sem obedecer a ordem de pagamento dos precatórios prevista no artigo 100 e §§ da Constituição Federal”. Expedida comunicação ao Presidente do Tribunal de Justiça, veio ao processo a comprovação, por meio de documentos, quanto ao fato de haver sido realizado o pagamento da indenização , “por meio de 02 (dois) depósitos nos autos, datados de 14.11.08 e o 2º em 07.5.09, por sinal já levantados por este [o impetrante]”. Tendo em vista o pedido formalizado nos embargos declaratórios, de lhes conferir efeitos infringentes, trago o recurso para exame da Corte, tendo em conta também o acórdão proferido pela Primeira Turma no agravo regimental acima mencionado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Supremo Tribunal Federal RE 602184 AGR-ED-ED / SP 501/503, em cujas razões é noticiado o pagamento da indenizatória, acenando-se com a impossibilidade de restituição, dado o princípio da irrepetibilidade de verba alimentar. A Fazenda do Estado de São Paulo, por meio da petição de folhas 510/512 se insurge contra a alegação de perda superveniente do objeto do recurso extraordinário em virtude do pagamento. Diz ser “evidente que no caso não houve perda superveniente do objeto do recurso extraordinário, pois, com a manutenção do acórdão [proferido no agravo regimental] que confirmou a decisão [monocrática] que lhe deu provimento, o Estado de São Paulo tomará as medidas judicais cabíveis nos autos do Mandado de Segurança, a fim de reaver o pagamento feito sem obedecer a ordem de pagamento dos precatórios prevista no artigo 100 e §§ da Constituição Federal”. Expedida comunicação ao Presidente do Tribunal de Justiça, veio ao processo a comprovação, por meio de documentos, quanto ao fato de haver sido realizado o pagamento da indenização , “por meio de 02 (dois) depósitos nos autos, datados de 14.11.08 e o 2º em 07.5.09, por sinal já levantados por este [o impetrante]”. Tendo em vista o pedido formalizado nos embargos declaratórios, de lhes conferir efeitos infringentes, trago o recurso para exame da Corte, tendo em conta também o acórdão proferido pela Primeira Turma no agravo regimental acima mencionado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Com razão o embargante. Verifico, agora, que os pagamentos das verbas indenizatória foram, de fato, realizados em momento anterior à remessa do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, conforme se verifica às folhas 440, 442 e 443 dos autos. A pretensão deduzida na inicial deste processo fora efetivada em sua completude e, consectariamente, antes da distribuição do extraordinário já não se verificava mais a presença do binômio necessidade/utilidade da prestação jurisdicional requerida pela Fazenda Pública perante o Supremo Tribunal Federal. Esse fato – o pagamento da indenização - não foi noticiado pelo Estado de São Paulo, que obteve, via decisão monocrática, provimento favorável nesta Corte. Em agravo regimental, o servidor estadual alegou estar prejudicado o recurso, acenando também com a intempestividade da extraordinário. A extemporaneidade foi afastada tendo em conta as datas da publicação do acórdão recorrido e da impugnação, via recurso extraordinário, formalizada pelo Estado de São Paulo. Quanto à suposta prejudicialidade, não teria vindo ao processo qualquer comprovação do fato jurídico processual superveniente então alegado, que somente veio a lume agora com os embargos de declaração. Considera-se, então, que do acolhimento do pleito do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Pública estadual não poderia advir a consequência necessária pretendida, haja vista que neste processo apresenta-se incabível qualquer eventual pleito de restituição dos valores indenizatórios pagos. Logo, a providência judicial requerida no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Com razão o embargante. Verifico, agora, que os pagamentos das verbas indenizatória foram, de fato, realizados em momento anterior à remessa do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, conforme se verifica às folhas 440, 442 e 443 dos autos. A pretensão deduzida na inicial deste processo fora efetivada em sua completude e, consectariamente, antes da distribuição do extraordinário já não se verificava mais a presença do binômio necessidade/utilidade da prestação jurisdicional requerida pela Fazenda Pública perante o Supremo Tribunal Federal. Esse fato – o pagamento da indenização - não foi noticiado pelo Estado de São Paulo, que obteve, via decisão monocrática, provimento favorável nesta Corte. Em agravo regimental, o servidor estadual alegou estar prejudicado o recurso, acenando também com a intempestividade da extraordinário. A extemporaneidade foi afastada tendo em conta as datas da publicação do acórdão recorrido e da impugnação, via recurso extraordinário, formalizada pelo Estado de São Paulo. Quanto à suposta prejudicialidade, não teria vindo ao processo qualquer comprovação do fato jurídico processual superveniente então alegado, que somente veio a lume agora com os embargos de declaração. Considera-se, então, que do acolhimento do pleito do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Pública estadual não poderia advir a consequência necessária pretendida, haja vista que neste processo apresenta-se incabível qualquer eventual pleito de restituição dos valores indenizatórios pagos. Logo, a providência judicial requerida no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 602184 AGR-ED-ED / SP extraordinário apresentava-se desprovida de efetividade e de eficácia para reverter a situação jurídica estabelecida em sua completude neste processo. Manifesta, portanto, a prejudicialidade do recurso extraordinário, que chegou à distribuição nesta Corte quando já se encontrava exaurido o seu objeto, qual seja, impedir o pagamento de verba indenizatória. Saliento que consoante jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, “os embargos declaratórios não consubstanciam crítica ao ofício judicante, mas servem-lhe ao aprimoramento. Ao apreciá-los, o órgão deve fazê-lo com espírito de compreensão, atentando para fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (AI 163.047- Agr-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, 2ª Turma, DJ de 08.3.1996). Em virtude desse entendimento, “os embargos declaratórios são admissíveis para a correção de premissa equivocada de que haja partido a decisão embargada, atribuindo-se-lhes efeito modificativo quando tal premissa seja influente no resultado do julgamento” (RE 207.928-ED, Rel. Min Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ de 14.4.1998). Assim, recebo os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para DECLARAR a superveniente PERDA DO OBJETO do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo, cassando, em decorrência, as decisões anteriormente proferidas no âmbito desta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Supremo Tribunal Federal RE 602184 AGR-ED-ED / SP extraordinário apresentava-se desprovida de efetividade e de eficácia para reverter a situação jurídica estabelecida em sua completude neste processo. Manifesta, portanto, a prejudicialidade do recurso extraordinário, que chegou à distribuição nesta Corte quando já se encontrava exaurido o seu objeto, qual seja, impedir o pagamento de verba indenizatória. Saliento que consoante jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, “os embargos declaratórios não consubstanciam crítica ao ofício judicante, mas servem-lhe ao aprimoramento. Ao apreciá-los, o órgão deve fazê-lo com espírito de compreensão, atentando para fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (AI 163.047- Agr-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, 2ª Turma, DJ de 08.3.1996). Em virtude desse entendimento, “os embargos declaratórios são admissíveis para a correção de premissa equivocada de que haja partido a decisão embargada, atribuindo-se-lhes efeito modificativo quando tal premissa seja influente no resultado do julgamento” (RE 207.928-ED, Rel. Min Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ de 14.4.1998). Assim, recebo os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para DECLARAR a superveniente PERDA DO OBJETO do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo, cassando, em decorrência, as decisões anteriormente proferidas no âmbito desta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685989 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9739893
2015-10-20T00:00:00
2015-11-10T00:00:00
A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. EFETIVAÇÃO, ANTES DE REMESSA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM E DA SUA DISTRIBUIÇÃO NESTA CORTE. FATO JURÍDICO PROCESSUAL QUE TRAZ COMO CONSEQUÊNCIA A PREJUDICIALIDADE DA IMPUGNAÇÃO ESTATAL. EMBARGOS PROVIDOS.
sjur328269
- Acórdão(s) citado(s): (ED, REQUISITOS) RE 207928 ED (2ªT), AI 163047 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 19/11/2015, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
602184
null
RE-AgR-ED-ED
acordaos
RE 602184 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. EFETIVAÇÃO, ANTES DE REMESSA DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELO TRIBUNAL DE ORIGEM E DA SUA DISTRIBUIÇÃO NESTA CORTE. FATO JURÍDICO PROCESSUAL QUE TRAZ COMO CONSEQUÊNCIA A PREJUDICIALIDADE DA IMPUGNAÇÃO ESTATAL. EMBARGOS PROVIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670682. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido em agravo de instrumento, no qual o ora embargante pleiteou o afastamento de suposto ato da Administração Pública, que viria suspender o pagamento da indenização, devida em virtude de licenças-prêmio não usufruídas quando o servidor se encontrava em atividade, que fora objeto de decisão judicial em mandado de segurança (folhas 02/48). O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao agravo de instrumento (folhas 243/247). A Fazenda Pública interpôs recursos extraordinário (folhas 252) e especial (folhas 267). Somente o recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (folhas 436/7 e 438/9). Nesta Corte, o recurso foi provido por ato monocrático que proferi (folhas 445/9), ante a necessidade de o pagamento da verba indenizatória deferida em mandado de segurança ser realizado mediante precatório. Contra a referida decisão, o servidor estadual protocolou agravo regimental (folhas 452/454), ao qual a Primeira Turma negou provimento (folhas 493/499). Em seguida, foram interpostos os embargos de declaração de folhas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) :ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração nos embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido em agravo de instrumento, no qual o ora embargante pleiteou o afastamento de suposto ato da Administração Pública, que viria suspender o pagamento da indenização, devida em virtude de licenças-prêmio não usufruídas quando o servidor se encontrava em atividade, que fora objeto de decisão judicial em mandado de segurança (folhas 02/48). O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu provimento ao agravo de instrumento (folhas 243/247). A Fazenda Pública interpôs recursos extraordinário (folhas 252) e especial (folhas 267). Somente o recurso extraordinário foi admitido pelo Tribunal de origem (folhas 436/7 e 438/9). Nesta Corte, o recurso foi provido por ato monocrático que proferi (folhas 445/9), ante a necessidade de o pagamento da verba indenizatória deferida em mandado de segurança ser realizado mediante precatório. Contra a referida decisão, o servidor estadual protocolou agravo regimental (folhas 452/454), ao qual a Primeira Turma negou provimento (folhas 493/499). Em seguida, foram interpostos os embargos de declaração de folhas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 602184 AGR-ED-ED / SP 501/503, em cujas razões é noticiado o pagamento da indenizatória, acenando-se com a impossibilidade de restituição, dado o princípio da irrepetibilidade de verba alimentar. A Fazenda do Estado de São Paulo, por meio da petição de folhas 510/512 se insurge contra a alegação de perda superveniente do objeto do recurso extraordinário em virtude do pagamento. Diz ser “evidente que no caso não houve perda superveniente do objeto do recurso extraordinário, pois, com a manutenção do acórdão [proferido no agravo regimental] que confirmou a decisão [monocrática] que lhe deu provimento, o Estado de São Paulo tomará as medidas judicais cabíveis nos autos do Mandado de Segurança, a fim de reaver o pagamento feito sem obedecer a ordem de pagamento dos precatórios prevista no artigo 100 e §§ da Constituição Federal”. Expedida comunicação ao Presidente do Tribunal de Justiça, veio ao processo a comprovação, por meio de documentos, quanto ao fato de haver sido realizado o pagamento da indenização , “por meio de 02 (dois) depósitos nos autos, datados de 14.11.08 e o 2... em 07.5.09, por sinal já levantados por este [o impetrante]”. Tendo em vista o pedido formalizado nos embargos declaratórios, de lhes conferir efeitos infringentes, trago o recurso para exame da Corte, tendo em conta também o acórdão proferido pela Primeira Turma no agravo regimental acima mencionado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602184 AGR-ED-ED / SP 501/503, em cujas razões é noticiado o pagamento da indenizatória, acenando-se com a impossibilidade de restituição, dado o princípio da irrepetibilidade de verba alimentar. A Fazenda do Estado de São Paulo, por meio da petição de folhas 510/512 se insurge contra a alegação de perda superveniente do objeto do recurso extraordinário em virtude do pagamento. Diz ser “evidente que no caso não houve perda superveniente do objeto do recurso extraordinário, pois, com a manutenção do acórdão [proferido no agravo regimental] que confirmou a decisão [monocrática] que lhe deu provimento, o Estado de São Paulo tomará as medidas judicais cabíveis nos autos do Mandado de Segurança, a fim de reaver o pagamento feito sem obedecer a ordem de pagamento dos precatórios prevista no artigo 100 e §§ da Constituição Federal”. Expedida comunicação ao Presidente do Tribunal de Justiça, veio ao processo a comprovação, por meio de documentos, quanto ao fato de haver sido realizado o pagamento da indenização , “por meio de 02 (dois) depósitos nos autos, datados de 14.11.08 e o 2... em 07.5.09, por sinal já levantados por este [o impetrante]”. Tendo em vista o pedido formalizado nos embargos declaratórios, de lhes conferir efeitos infringentes, trago o recurso para exame da Corte, tendo em conta também o acórdão proferido pela Primeira Turma no agravo regimental acima mencionado. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670683. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Com razão o embargante. Verifico, agora, que os pagamentos das verbas indenizatória foram, de fato, realizados em momento anterior à remessa do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, conforme se verifica às folhas 440, 442 e 443 dos autos. A pretensão deduzida na inicial deste processo fora efetivada em sua completude e, consectariamente, antes da distribuição do extraordinário já não se verificava mais a presença do binômio necessidade/utilidade da prestação jurisdicional requerida pela Fazenda Pública perante o Supremo Tribunal Federal. Esse fato – o pagamento da indenização - não foi noticiado pelo Estado de São Paulo, que obteve, via decisão monocrática, provimento favorável nesta Corte. Em agravo regimental, o servidor estadual alegou estar prejudicado o recurso, acenando também com a intempestividade da extraordinário. A extemporaneidade foi afastada tendo em conta as datas da publicação do acórdão recorrido e da impugnação, via recurso extraordinário, formalizada pelo Estado de São Paulo. Quanto à suposta prejudicialidade, não teria vindo ao processo qualquer comprovação do fato jurídico processual superveniente então alegado, que somente veio a lume agora com os embargos de declaração. Considera-se, então, que do acolhimento do pleito do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Pública estadual não poderia advir a consequência necessária pretendida, haja vista que neste processo apresenta-se incabível qualquer eventual pleito de restituição dos valores indenizatórios pagos. Logo, a providência judicial requerida no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Com razão o embargante. Verifico, agora, que os pagamentos das verbas indenizatória foram, de fato, realizados em momento anterior à remessa do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, conforme se verifica às folhas 440, 442 e 443 dos autos. A pretensão deduzida na inicial deste processo fora efetivada em sua completude e, consectariamente, antes da distribuição do extraordinário já não se verificava mais a presença do binômio necessidade/utilidade da prestação jurisdicional requerida pela Fazenda Pública perante o Supremo Tribunal Federal. Esse fato – o pagamento da indenização - não foi noticiado pelo Estado de São Paulo, que obteve, via decisão monocrática, provimento favorável nesta Corte. Em agravo regimental, o servidor estadual alegou estar prejudicado o recurso, acenando também com a intempestividade da extraordinário. A extemporaneidade foi afastada tendo em conta as datas da publicação do acórdão recorrido e da impugnação, via recurso extraordinário, formalizada pelo Estado de São Paulo. Quanto à suposta prejudicialidade, não teria vindo ao processo qualquer comprovação do fato jurídico processual superveniente então alegado, que somente veio a lume agora com os embargos de declaração. Considera-se, então, que do acolhimento do pleito do recurso extraordinário apresentado pela Fazenda Pública estadual não poderia advir a consequência necessária pretendida, haja vista que neste processo apresenta-se incabível qualquer eventual pleito de restituição dos valores indenizatórios pagos. Logo, a providência judicial requerida no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 602184 AGR-ED-ED / SP extraordinário apresentava-se desprovida de efetividade e de eficácia para reverter a situação jurídica estabelecida em sua completude neste processo. Manifesta, portanto, a prejudicialidade do recurso extraordinário, que chegou à distribuição nesta Corte quando já se encontrava exaurido o seu objeto, qual seja, impedir o pagamento de verba indenizatória. Saliento que consoante jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, “os embargos declaratórios não consubstanciam crítica ao ofício judicante, mas servem-lhe ao aprimoramento. Ao apreciá-los, o órgão deve fazê-lo com espírito de compreensão, atentando para fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (AI 163.047- Agr-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, 2... Turma, DJ de 08.3.1996). Em virtude desse entendimento, “os embargos declaratórios são admissíveis para a correção de premissa equivocada de que haja partido a decisão embargada, atribuindo-se-lhes efeito modificativo quando tal premissa seja influente no resultado do julgamento” (Recurso Extraordinário 207.928-ED, Rel. Min Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ de 14.4.1998). Assim, recebo os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para DECLARAR a superveniente PERDA DO OBJETO do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo, cassando, em decorrência, as decisões anteriormente proferidas no âmbito desta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 602184 AGR-ED-ED / SP extraordinário apresentava-se desprovida de efetividade e de eficácia para reverter a situação jurídica estabelecida em sua completude neste processo. Manifesta, portanto, a prejudicialidade do recurso extraordinário, que chegou à distribuição nesta Corte quando já se encontrava exaurido o seu objeto, qual seja, impedir o pagamento de verba indenizatória. Saliento que consoante jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, “os embargos declaratórios não consubstanciam crítica ao ofício judicante, mas servem-lhe ao aprimoramento. Ao apreciá-los, o órgão deve fazê-lo com espírito de compreensão, atentando para fato de consubstanciarem verdadeira contribuição da parte em prol do devido processo legal” (AI 163.047- Agr-ED, Rel. Min. Marco Aurélio, 2... Turma, DJ de 08.3.1996). Em virtude desse entendimento, “os embargos declaratórios são admissíveis para a correção de premissa equivocada de que haja partido a decisão embargada, atribuindo-se-lhes efeito modificativo quando tal premissa seja influente no resultado do julgamento” (Recurso Extraordinário 207.928-ED, Rel. Min Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ de 14.4.1998). Assim, recebo os embargos de declaração, com efeitos modificativos, para DECLARAR a superveniente PERDA DO OBJETO do recurso extraordinário interposto pela Fazenda Pública do Estado de São Paulo, cassando, em decorrência, as decisões anteriormente proferidas no âmbito desta Corte. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9670684. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685989 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602.184 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ ADV.(A/S) : ROBERTO DUARTE BERTOTTI E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma acolheu os embargos de declaração para declarar a superveniente perda do objeto do recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 184 SÃO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 184", "Recurso Extraordinário 602184 AGR - ED - ED / SP 501 / 503", "Recurso Extraordinário 602184 AGR - ED - ED / SP 501 / 503", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 184", "Recurso Extraordinário 602184 AGR - ED - ED / SP", "AI 163 . 047 - Agr - ED", "Recurso Extraordinário 207 . 928 - ED", "Recurso Extraordinário 602184 AGR - ED - ED / SP", "AI 163 . 047 - Agr - ED", "Recurso Extraordinário 207 . 928 - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 184", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 602 . 184" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 e § § da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 100 e § § da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Fazenda Pública", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do", "Estado de", "Fazenda Pública", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Estado", "Fazenda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "1", ".", ". . Turma", "Fazenda Pública do Estado de São", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". Turma", "Fazenda Pública do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ", "ROBERTO DUARTE BERTOTTI", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ", "ROBERTO DUARTE BERTOTTI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ", "ROBERTO DUARTE BERTOTTI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Sepúlveda Pertence", "Marco Aurélio", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ", "ROBERTO DUARTE BERTOTTI", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ANTÔNIO JORDÃO SANCHEZ", "ROBERTO DUARTE BERTOTTI", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "11", ".", "08", "07", ".", "5", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "11", ".", "08", "07", ".", "5", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "1996", "14", ".", "4", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "3", ".", "1996", "14", ".", "4", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352792. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 881832 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado de Goiás, na minuta do regimental, discorre acerca da impossibilidade de cumulação de cargo público. Afirma que a Lei nº 7.934/95 deve ser interpretada em conformidade com os artigos 5º, inciso XIII, e 7º, inciso XIII, da Constituição Federal e sustenta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Supremo Tribunal Federal ARE 881832 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado de Goiás, na minuta do regimental, discorre acerca da impossibilidade de cumulação de cargo público. Afirma que a Lei nº 7.934/95 deve ser interpretada em conformidade com os artigos 5º, inciso XIII, e 7º, inciso XIII, da Constituição Federal e sustenta a impertinência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás consignou, em síntese: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO QUE DÁ PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELA AGRAVADA. MATÉRIA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE E DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. AUSÊNCIA DE FATO NOVO. CUMULAÇÃO DE CARGO PÚBLICO. TÉCNICO E AUXILIAR EM RADIOLOGIA. CARGA HORÁRIA SEMANAL QUE NÃO CONTRARIA NORMA CONSTITUCIONAL. ARTIGO 37, XVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COM REDAÇÃO CONFERIDA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 34, DE 2001. CUMULAÇÃO POSSÍVEL. 1- Deve-se improver o agravo regimental interposto, ante a inexistência de qualquer fato novo capaz de ilidir os fundamentos pelos quais foi proferido o julgamento do recurso de apelação cível. Ao contrário, clarificado está que busca o agravante a reapreciação da matéria, consubstanciada em dar provimento ao recurso em relação à questão agravada, por estar em consonância com a decisão majoritária desta Casa de Justiça e dos Tribunais Superiores. 2- A Constituição da República consagra o princípio da inacumulabilidade de cargos públicos e proventos, excepcionadas as hipóteses exaustivas previstas no art. 37, XVI. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás consignou, em síntese: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO QUE DÁ PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELA AGRAVADA. MATÉRIA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE E DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. AUSÊNCIA DE FATO NOVO. CUMULAÇÃO DE CARGO PÚBLICO. TÉCNICO E AUXILIAR EM RADIOLOGIA. CARGA HORÁRIA SEMANAL QUE NÃO CONTRARIA NORMA CONSTITUCIONAL. ARTIGO 37, XVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COM REDAÇÃO CONFERIDA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 34, DE 2001. CUMULAÇÃO POSSÍVEL. 1- Deve-se improver o agravo regimental interposto, ante a inexistência de qualquer fato novo capaz de ilidir os fundamentos pelos quais foi proferido o julgamento do recurso de apelação cível. Ao contrário, clarificado está que busca o agravante a reapreciação da matéria, consubstanciada em dar provimento ao recurso em relação à questão agravada, por estar em consonância com a decisão majoritária desta Casa de Justiça e dos Tribunais Superiores. 2- A Constituição da República consagra o princípio da inacumulabilidade de cargos públicos e proventos, excepcionadas as hipóteses exaustivas previstas no art. 37, XVI. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 881832 AGR / GO 3- In casu, a impetrante almeja cumular dois cargos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, em especial os cargos de Auxiliar e Técnico em Radiologia, os quais integram as exceções constitucionais, sendo, portanto, possível a cumulação. 4- Sendo o técnico e o auxiliar em radiologia, profissionais da área de saúde, com profissão regulamentada e, havendo compatibilidade de horários entre os cargos que se pretende agrupar, afigura-se legítima a acumulação de cargos pretendida, não se admitindo que norma infraconstitucional imponha restrições não previstas na Constituição Federal. 5- O Relator poderá dar provimento a recurso que estiver de acordo com a jurisprudência dominante do respectivo Tribunal e das Cortes Superiores, nos termos do § 1º-A, do artigo 557, do CPC. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO, MAS IMPROVIDO. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, à luz dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, e sob o ângulo estritamente legal, registrou a possibilidade de acumulação de cargos ante a existência de compatibilidade de horário. Nesse sentido, a conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Supremo Tribunal Federal ARE 881832 AGR / GO 3- In casu, a impetrante almeja cumular dois cargos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, em especial os cargos de Auxiliar e Técnico em Radiologia, os quais integram as exceções constitucionais, sendo, portanto, possível a cumulação. 4- Sendo o técnico e o auxiliar em radiologia, profissionais da área de saúde, com profissão regulamentada e, havendo compatibilidade de horários entre os cargos que se pretende agrupar, afigura-se legítima a acumulação de cargos pretendida, não se admitindo que norma infraconstitucional imponha restrições não previstas na Constituição Federal. 5- O Relator poderá dar provimento a recurso que estiver de acordo com a jurisprudência dominante do respectivo Tribunal e das Cortes Superiores, nos termos do § 1º-A, do artigo 557, do CPC. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO, MAS IMPROVIDO. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, à luz dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, e sob o ângulo estritamente legal, registrou a possibilidade de acumulação de cargos ante a existência de compatibilidade de horário. Nesse sentido, a conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) : FRANCISLEY FERREIRA NERY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372653 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) : FRANCISLEY FERREIRA NERY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372653 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9408586
2015-09-01T00:00:00
2015-09-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur320255
Número de páginas: 6. Análise: 23/09/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
881832
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 881832 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) : FRANCISLEY FERREIRA NERY
[ "" ]
Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352792. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) :PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) :FRANCISLEY FERREIRA NERY R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 5 de junho de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 881832 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado de Goiás, na minuta do regimental, discorre acerca da impossibilidade de cumulação de cargo público. Afirma que a Lei n 7.934/95 deve ser interpretada em conformidade com os artigos 5..., inciso XIII, e 7..., inciso XIII, da Constituição Federal e sustenta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Supremo Tribunal Federal ARE 881832 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Estado de Goiás, na minuta do regimental, discorre acerca da impossibilidade de cumulação de cargo público. Afirma que a Lei n 7.934/95 deve ser interpretada em conformidade com os artigos 5..., inciso XIII, e 7..., inciso XIII, da Constituição Federal e sustenta a impertinência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352793. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás consignou, em síntese: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO QUE DÁ PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELA AGRAVADA. MATÉRIA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE E DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. AUSÊNCIA DE FATO NOVO. CUMULAÇÃO DE CARGO PÚBLICO. TÉCNICO E AUXILIAR EM RADIOLOGIA. CARGA HORÁRIA SEMANAL QUE NÃO CONTRARIA NORMA CONSTITUCIONAL. ARTIGO 37, XVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COM REDAÇÃO CONFERIDA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL n 34, DE 2001. CUMULAÇÃO POSSÍVEL. 1- Deve-se improver o agravo regimental interposto, ante a inexistência de qualquer fato novo capaz de ilidir os fundamentos pelos quais foi proferido o julgamento do recurso de apelação cível. Ao contrário, clarificado está que busca o agravante a reapreciação da matéria, consubstanciada em dar provimento ao recurso em relação à questão agravada, por estar em consonância com a decisão majoritária desta Casa de Justiça e dos Tribunais Superiores. 2- A Constituição da República consagra o princípio da inacumulabilidade de cargos públicos e proventos, excepcionadas as hipóteses exaustivas previstas no art. 37, XVI. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procuradora estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás consignou, em síntese: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM APELAÇÃO CÍVEL EM MANDADO DE SEGURANÇA. DECISÃO QUE DÁ PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELA AGRAVADA. MATÉRIA EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DESTA CORTE E DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. AUSÊNCIA DE FATO NOVO. CUMULAÇÃO DE CARGO PÚBLICO. TÉCNICO E AUXILIAR EM RADIOLOGIA. CARGA HORÁRIA SEMANAL QUE NÃO CONTRARIA NORMA CONSTITUCIONAL. ARTIGO 37, XVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL COM REDAÇÃO CONFERIDA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL n 34, DE 2001. CUMULAÇÃO POSSÍVEL. 1- Deve-se improver o agravo regimental interposto, ante a inexistência de qualquer fato novo capaz de ilidir os fundamentos pelos quais foi proferido o julgamento do recurso de apelação cível. Ao contrário, clarificado está que busca o agravante a reapreciação da matéria, consubstanciada em dar provimento ao recurso em relação à questão agravada, por estar em consonância com a decisão majoritária desta Casa de Justiça e dos Tribunais Superiores. 2- A Constituição da República consagra o princípio da inacumulabilidade de cargos públicos e proventos, excepcionadas as hipóteses exaustivas previstas no art. 37, XVI. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 881832 AGR / GO 3- In casu, a impetrante almeja cumular dois cargos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, em especial os cargos de Auxiliar e Técnico em Radiologia, os quais integram as exceções constitucionais, sendo, portanto, possível a cumulação. 4- Sendo o técnico e o auxiliar em radiologia, profissionais da área de saúde, com profissão regulamentada e, havendo compatibilidade de horários entre os cargos que se pretende agrupar, afigura-se legítima a acumulação de cargos pretendida, não se admitindo que norma infraconstitucional imponha restrições não previstas na Constituição Federal. 5- O Relator poderá dar provimento a recurso que estiver de acordo com a jurisprudência dominante do respectivo Tribunal e das Cortes Superiores, nos termos do § 1...-A, do artigo 557, do Código de Processo Civil. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO, MAS IMPROVIDO. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, à luz dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, e sob o ângulo estritamente legal, registrou a possibilidade de acumulação de cargos ante a existência de compatibilidade de horário. Nesse sentido, a conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Supremo Tribunal Federal ARE 881832 AGR / GO 3- In casu, a impetrante almeja cumular dois cargos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, em especial os cargos de Auxiliar e Técnico em Radiologia, os quais integram as exceções constitucionais, sendo, portanto, possível a cumulação. 4- Sendo o técnico e o auxiliar em radiologia, profissionais da área de saúde, com profissão regulamentada e, havendo compatibilidade de horários entre os cargos que se pretende agrupar, afigura-se legítima a acumulação de cargos pretendida, não se admitindo que norma infraconstitucional imponha restrições não previstas na Constituição Federal. 5- O Relator poderá dar provimento a recurso que estiver de acordo com a jurisprudência dominante do respectivo Tribunal e das Cortes Superiores, nos termos do § 1...-A, do artigo 557, do Código de Processo Civil. AGRAVO REGIMENTAL CONHECIDO, MAS IMPROVIDO. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, à luz dos fatos e das provas, a esta altura inafastáveis, e sob o ângulo estritamente legal, registrou a possibilidade de acumulação de cargos ante a existência de compatibilidade de horário. Nesse sentido, a conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352794. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) : FRANCISLEY FERREIRA NERY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372653 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 881.832 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS AGDO.(A/S) : PATRICIA CAMARGO SALAZAR ADV.(A/S) : FRANCISLEY FERREIRA NERY Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372653 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 881832", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 881832 AGR / GO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Lei n 7 . 934 / 95", "artigos 5 . . . , inciso XIII , e 7 . . . , inciso XIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Lei n 7 . 934 / 95", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , XVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 34", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 37 , XVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "EMENDA CONSTITUCIONAL n 34", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "§ 1 . . . - A , do artigo 557 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 557 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Estado de Goiás", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "GO", "Supremo", "Estado", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "GO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Goiás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "PATRICIA CAMARGO SALAZAR", "FRANCISLEY FERREIRA NERY", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PATRICIA CAMARGO SALAZAR", "FRANCISLEY FERREIRA NERY", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PATRICIA CAMARGO SALAZAR", "FRANCISLEY FERREIRA NERY", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PATRICIA CAMARGO SALAZAR", "FRANCISLEY FERREIRA NERY", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "PATRICIA CAMARGO SALAZAR", "FRANCISLEY FERREIRA NERY", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "1 . . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "5 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "5 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "9", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "24", "/", "08", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE DESEMPENHO. NATUREZA JURÍDICA. INTEGRAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581699. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Maria Saraiva Delgado e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu que o Abono de Desempenho não integraria a base de cálculo do 13º salário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto Municipal n. 7.926/1998 e Lei Municipal n. 1.972/1972), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Maria Saraiva Delgado e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu que o Abono de Desempenho não integraria a base de cálculo do 13º salário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto Municipal n. 7.926/1998 e Lei Municipal n. 1.972/1972), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR/MG, de minha relatoria,Segunda Turma, DJ 24.8.2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Gratificação de Incentivo à Eficientização do Serviço (GIEFS). Base de cálculo. Décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. 4. Ofensa reflexa. Lei estadual n. 11.406/94. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.247-AgR/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 24.8.2015). (...) 7. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal: “Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula 284” (RE 148.355, Relator o Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 5.3.1993). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO (...) O Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 787.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.3.2014). 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.9.2015, Ana Maria Saraiva Delgado e outros interpõem, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR/MG, de minha relatoria,Segunda Turma, DJ 24.8.2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Gratificação de Incentivo à Eficientização do Serviço (GIEFS). Base de cálculo. Décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. 4. Ofensa reflexa. Lei estadual n. 11.406/94. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.247-AgR/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 24.8.2015). (...) 7. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal: “Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula 284” (RE 148.355, Relator o Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 5.3.1993). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO (...) O Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 787.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.3.2014). 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.9.2015, Ana Maria Saraiva Delgado e outros interpõem, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 909659 AGR / SP “a Súmula 280, utilizada para inadmitir o Agravo interposto, assim dispõe: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Ora, a própria literalidade da Súmula, e os precedentes deste E. Tribunal (que originaram o aludido verbete sumular) norteiam o interprete para a seguinte conclusão: somente quando alegada ofensa à direito local, é que não caberá Recurso Extraordinário. E, no caso em apreço, não se alega ofensa a direito local, mas sim ofensa à Constituição da República (art. 7º, inciso VIII e art. 39, § 3º), de forma que a Súmula 280 não há de ser aplicada”. Ponderam que “a interpretação adotada pela R. Decisão agravada, qual seja, de que basta mera análise de direito local para inadmitir-se Recurso Extraordinário é de todo equivocada, porquanto o próprio texto Constitucional diz o contrário (art. 102, III, c), motivo pelo qual a Súmula n. 280 não subsume ao caso”. Asseveram que, “conforme razões de recurso, tendo o art. 7º, VIII, da CR/88 assentado que os 13ºs salários devem ser pagos com base na ‘remuneração integral’, não se faz relevante saber se o abono desempenho seria incorporável ou não, de modo que a vedação à sua incorporação constante do art. 8º, da Lei Municipal nº 3.925/1995, bem como o falacioso caráter ‘pro labore faciendo’ atribuído pelo art. 1º da referida lei, não obstariam a pretensão”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP “a Súmula 280, utilizada para inadmitir o Agravo interposto, assim dispõe: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Ora, a própria literalidade da Súmula, e os precedentes deste E. Tribunal (que originaram o aludido verbete sumular) norteiam o interprete para a seguinte conclusão: somente quando alegada ofensa à direito local, é que não caberá Recurso Extraordinário. E, no caso em apreço, não se alega ofensa a direito local, mas sim ofensa à Constituição da República (art. 7º, inciso VIII e art. 39, § 3º), de forma que a Súmula 280 não há de ser aplicada”. Ponderam que “a interpretação adotada pela R. Decisão agravada, qual seja, de que basta mera análise de direito local para inadmitir-se Recurso Extraordinário é de todo equivocada, porquanto o próprio texto Constitucional diz o contrário (art. 102, III, c), motivo pelo qual a Súmula n. 280 não subsume ao caso”. Asseveram que, “conforme razões de recurso, tendo o art. 7º, VIII, da CR/88 assentado que os 13ºs salários devem ser pagos com base na ‘remuneração integral’, não se faz relevante saber se o abono desempenho seria incorporável ou não, de modo que a vedação à sua incorporação constante do art. 8º, da Lei Municipal nº 3.925/1995, bem como o falacioso caráter ‘pro labore faciendo’ atribuído pelo art. 1º da referida lei, não obstariam a pretensão”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “quanto à incorporação do beneficio aos vencimentos, verifica-se que o diploma instituidor do beneficio, Lei nº 3.925/95, em seu art. 1º, § 1º, deixa claro o seu caráter pro labore faciendo, considerada gratificação de serviço, que assim dispõe: (…) Portanto, dado o seu caráter pro faciendo, o abono-desempenho não deve se incorporar à remuneração. Seguindo esse raciocínio, se o abono-desempenho não compõe o valor dos vencimento, logicamente não deve integrar a base de cálculo para a apuração do 13º salário”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional local. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “quanto à incorporação do beneficio aos vencimentos, verifica-se que o diploma instituidor do beneficio, Lei nº 3.925/95, em seu art. 1º, § 1º, deixa claro o seu caráter pro labore faciendo, considerada gratificação de serviço, que assim dispõe: (…) Portanto, dado o seu caráter pro faciendo, o abono-desempenho não deve se incorporar à remuneração. Seguindo esse raciocínio, se o abono-desempenho não compõe o valor dos vencimento, logicamente não deve integrar a base de cálculo para a apuração do 13º salário”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional local. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.8.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República” (ARE n. 878.079-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.8.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE REGIME DE PLANTÃO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ASSISTENCIAL EM SAÚDE. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. ALEGAÇÃO DE INAPLICABILIDADE DA LEI 11.960/2009. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis municipais 11.716/1995 e 13.493/2003), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II - A questão que não foi debatida em momento processual anterior constitui inovação recursal, insuscetível de ser levantada nas razões do agravo regimental. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE n. 758.962-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). 4. Este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral do tema em debate: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Verba paga a título de plantão na área de saúde. Reflexos. Décimo terceiro salário. Adicional de férias. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.8.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República” (ARE n. 878.079-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.8.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE REGIME DE PLANTÃO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ASSISTENCIAL EM SAÚDE. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. ALEGAÇÃO DE INAPLICABILIDADE DA LEI 11.960/2009. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis municipais 11.716/1995 e 13.493/2003), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II - A questão que não foi debatida em momento processual anterior constitui inovação recursal, insuscetível de ser levantada nas razões do agravo regimental. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE n. 758.962-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). 4. Este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral do tema em debate: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Verba paga a título de plantão na área de saúde. Reflexos. Décimo terceiro salário. Adicional de férias. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 909659 AGR / SP infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a incidência de verba paga a título de plantão na área de saúde na base de cálculo do décimo terceiro salário e do adicional de férias, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 845.156-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.9.2011). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a incidência de verba paga a título de plantão na área de saúde na base de cálculo do décimo terceiro salário e do adicional de férias, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 845.156-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.9.2011). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553091 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9620312
2015-10-06T00:00:00
2015-10-21T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE DESEMPENHO. NATUREZA JURÍDICA. INTEGRAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur325549
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, GRATIFICAÇÃO, DÉCIMO TERCEIRO E TERÇO DE FÉRIAS) AI 845156 RG, ARE 758962 AgR (2ªT), ARE 878079 AgR (1ªT), ARE 879731 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 28/10/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
909659
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-001972 ANO-1972\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA, SP\n\n", "LEG-MUN DEC-007926 ANO-1998\n DECRETO DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 909659 AgR
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AGTE.(S) : ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE DESEMPENHO. NATUREZA JURÍDICA. INTEGRAÇÃO DA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Gilmar Mendes. Brasília, 06 de outubro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581699. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Maria Saraiva Delgado e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu que o Abono de Desempenho não integraria a base de cálculo do 13... salário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto Municipal n. 7.926/1998 e Lei Municipal n. 1.972/1972), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Maria Saraiva Delgado e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidiu que o Abono de Desempenho não integraria a base de cálculo do 13... salário. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Decreto Municipal n. 7.926/1998 e Lei Municipal n. 1.972/1972), procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR/MG, de minha relatoria,Segunda Turma, DJ 24.8.2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Gratificação de Incentivo à Eficientização do Serviço (GIEFS). Base de cálculo. Décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. 4. Ofensa reflexa. Lei estadual n. 11.406/94. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.247-AgR/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 24.8.2015). (...) 7. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal: “Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula 284” (Recurso Extraordinário 148.355, Relator o Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 5.3.1993). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO (...) O Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 787.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.3.2014). 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.9.2015, Ana Maria Saraiva Delgado e outros interpõem, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR/MG, de minha relatoria,Segunda Turma, DJ 24.8.2015). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Gratificação de Incentivo à Eficientização do Serviço (GIEFS). Base de cálculo. Décimo terceiro salário e terço constitucional de férias. 4. Ofensa reflexa. Lei estadual n. 11.406/94. Súmula 280. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.247-AgR/MG, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 24.8.2015). (...) 7. Tampouco se viabiliza o extraordinário pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição da República. Incide na espécie a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal: “Recurso extraordinário. - Inocorrência da hipótese prevista na alínea ‘c’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Falta de fundamentação, por isso mesmo, a esse respeito. Aplicação da Súmula 284” (Recurso Extraordinário 148.355, Relator o Ministro Moreira Alves, Primeira Turma, DJ 5.3.1993). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO (...) O Tribunal a quo não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição. Inadmissibilidade pela alínea c do inc. III do art. 102 da Constituição da República (Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal)” (ARE 787.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 5.3.2014). 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 23.9.2015, Ana Maria Saraiva Delgado e outros interpõem, em 28.9.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 909659 AGR / SP “a Súmula 280, utilizada para inadmitir o Agravo interposto, assim dispõe: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Ora, a própria literalidade da Súmula, e os precedentes deste E. Tribunal (que originaram o aludido verbete sumular) norteiam o interprete para a seguinte conclusão: somente quando alegada ofensa à direito local, é que não caberá Recurso Extraordinário. E, no caso em apreço, não se alega ofensa a direito local, mas sim ofensa à Constituição da República (art. 7..., inciso VIII e art. 39, § 3...), de forma que a Súmula 280 não há de ser aplicada”. Ponderam que “a interpretação adotada pela R. Decisão agravada, qual seja, de que basta mera análise de direito local para inadmitir-se Recurso Extraordinário é de todo equivocada, porquanto o próprio texto Constitucional diz o contrário (art. 102, III, c), motivo pelo qual a Súmula n. 280 não subsume ao caso”. Asseveram que, “conforme razões de recurso, tendo o art. 7..., VIII, da CR/88 assentado que os 13...s salários devem ser pagos com base na ‘remuneração integral’, não se faz relevante saber se o abono desempenho seria incorporável ou não, de modo que a vedação à sua incorporação constante do art. 8..., da Lei Municipal n 3.925/1995, bem como o falacioso caráter ‘pro labore faciendo’ atribuído pelo art. 1... da referida lei, não obstariam a pretensão”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP “a Súmula 280, utilizada para inadmitir o Agravo interposto, assim dispõe: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Ora, a própria literalidade da Súmula, e os precedentes deste E. Tribunal (que originaram o aludido verbete sumular) norteiam o interprete para a seguinte conclusão: somente quando alegada ofensa à direito local, é que não caberá Recurso Extraordinário. E, no caso em apreço, não se alega ofensa a direito local, mas sim ofensa à Constituição da República (art. 7..., inciso VIII e art. 39, § 3...), de forma que a Súmula 280 não há de ser aplicada”. Ponderam que “a interpretação adotada pela R. Decisão agravada, qual seja, de que basta mera análise de direito local para inadmitir-se Recurso Extraordinário é de todo equivocada, porquanto o próprio texto Constitucional diz o contrário (art. 102, III, c), motivo pelo qual a Súmula n. 280 não subsume ao caso”. Asseveram que, “conforme razões de recurso, tendo o art. 7..., VIII, da CR/88 assentado que os 13...s salários devem ser pagos com base na ‘remuneração integral’, não se faz relevante saber se o abono desempenho seria incorporável ou não, de modo que a vedação à sua incorporação constante do art. 8..., da Lei Municipal n 3.925/1995, bem como o falacioso caráter ‘pro labore faciendo’ atribuído pelo art. 1... da referida lei, não obstariam a pretensão”. Requerem o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581700. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “quanto à incorporação do beneficio aos vencimentos, verifica-se que o diploma instituidor do beneficio, Lei n 3.925/95, em seu art. 1..., § 1..., deixa claro o seu caráter pro labore faciendo, considerada gratificação de serviço, que assim dispõe: (…) Portanto, dado o seu caráter pro faciendo, o abono-desempenho não deve se incorporar à remuneração. Seguindo esse raciocínio, se o abono-desempenho não compõe o valor dos vencimento, logicamente não deve integrar a base de cálculo para a apuração do 13... salário”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional local. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal a quo fundamentou o voto nos termos seguintes: “quanto à incorporação do beneficio aos vencimentos, verifica-se que o diploma instituidor do beneficio, Lei n 3.925/95, em seu art. 1..., § 1..., deixa claro o seu caráter pro labore faciendo, considerada gratificação de serviço, que assim dispõe: (…) Portanto, dado o seu caráter pro faciendo, o abono-desempenho não deve se incorporar à remuneração. Seguindo esse raciocínio, se o abono-desempenho não compõe o valor dos vencimento, logicamente não deve integrar a base de cálculo para a apuração do 13... salário”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria prévia análise da legislação infraconstitucional local. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO À EFICIENTIZAÇÃO DOS SERVIÇOS – GIEFS. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO E DO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.8.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República” (ARE n. 878.079-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.8.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE REGIME DE PLANTÃO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ASSISTENCIAL EM SAÚDE. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE INAPLICABILIDADE DA LEI 11.960/2009. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis municipais 11.716/1995 e 13.493/2003), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - A questão que não foi debatida em momento processual anterior constitui inovação recursal, insuscetível de ser levantada nas razões do agravo regimental. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE n. 758.962-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). 4. Este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral do tema em debate: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Verba paga a título de plantão na área de saúde. Reflexos. Décimo terceiro salário. Adicional de férias. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP 879.731-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 24.8.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL. A apreciação do recurso extraordinário faz-se considerada a Constituição Federal, descabendo interpretar normas locais visando a concluir pelo enquadramento no permissivo do inciso III do artigo 102 da Carta da República” (ARE n. 878.079-AgR, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe 26.8.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL DE REGIME DE PLANTÃO. GRATIFICAÇÃO ESPECIAL POR PRESTAÇÃO DE SERVIÇO ASSISTENCIAL EM SAÚDE. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO E NO TERÇO DE FÉRIAS. IMPOSSIBILIDADE. ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE INAPLICABILIDADE DA LEI 11.960/2009. INOVAÇÃO RECURSAL. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis municipais 11.716/1995 e 13.493/2003), o que inviabiliza o extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - A questão que não foi debatida em momento processual anterior constitui inovação recursal, insuscetível de ser levantada nas razões do agravo regimental. Precedentes. III - Agravo regimental improvido” (ARE n. 758.962-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 16.10.2013). 4. Este Supremo Tribunal assentou a ausência de repercussão geral do tema em debate: “Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Verba paga a título de plantão na área de saúde. Reflexos. Décimo terceiro salário. Adicional de férias. Tema 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 909659 AGR / SP infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a incidência de verba paga a título de plantão na área de saúde na base de cálculo do décimo terceiro salário e do adicional de férias, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 845.156-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.9.2011). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Supremo Tribunal Federal ARE 909659 AGR / SP infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a incidência de verba paga a título de plantão na área de saúde na base de cálculo do décimo terceiro salário e do adicional de férias, versa sobre tema infraconstitucional” (AI n. 845.156-RG, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe 9.9.2011). 5. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9581701. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 06/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553091 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 909.659 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA MARIA SARAIVA DELGADO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE PIRACICABA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE PIRACICABA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 6.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9553091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 909659 AGR / SP 879 . 731 -", "AgR / MG", "ARE 882 . 247 - AgR / MG", "Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 148 . 355", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 787 . 886 - AgR", "ARE 909659 AGR / SP 879 . 731 - AgR / MG", "ARE 882 . 247 - AgR / MG", "Súmula n . 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 148 . 355", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 787 . 886 - AgR", "ARE 909659 AGR / SP", "Súmula 280", "Súmula 280", "ARE 909659 AGR / SP", "Súmula n . 280", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 909659 AGR / SP 879 . 731 - AgR", "ARE n . 878 . 079 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 758 . 962 - AgR", "ARE 909659 AGR / SP 879 . 731 - AgR", "ARE n . 878 . 079 - AgR", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n . 758 . 962 - AgR", "ARE 909659 AGR / SP", "AI n . 845 . 156 - RG", "ARE 909659", "AI n . 845 . 156 - RG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal n . 7 . 926 / 1998", "Lei Municipal n . 1 . 972 / 1972", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto Municipal n . 7 . 926 / 1998", "Lei Municipal n . 1 . 972 / 1972", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 11 . 406 / 94", "al", ". c do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "alínea ‘ c ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição", "alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 11 . 406 / 94", "al", "Constituição da República", "alínea ‘ c ’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição", "alínea c do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 7 . . . , inciso VIII e art . 39 , § 3 . . .", "art . 7 . . . , VIII , da CR / 88", "art . 8 . . . , da Lei Municipal n 3 . 925 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 7 . . . , inciso VIII e art . 39 , § 3 . . .", "texto", "art . 7 . . . , VIII , da CR / 88", "art . 8 . . . , da Lei Municipal n 3 . 925 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 925 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 925 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da Carta da República", "LEI 11 . 960 / 2009", "Constituição", "Leis municipais 11 . 716 / 1995", "13", ".", "493", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "inciso III do artigo 102 da 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ANA MARIA SARAIVA DELGADO", "ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA MARIA SARAIVA DELGADO", "ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Maria Saraiva Delgado", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA MARIA SARAIVA DELGADO", "ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Maria Saraiva Delgado", "Gilmar Mendes", "Moreira Alves", "Ana Maria Saraiva Delgado", "Gilmar Mendes", "Moreira Alves", "Ana Maria Saraiva Delgado", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA MARIA SARAIVA DELGADO", "ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA MARIA SARAIVA DELGADO", "ERICA SCHIAVUZZO GUALAZZI", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO E DE CLAÚSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessário a análise do material fático probatório constante dos autos, bem como do contrato firmado entre as partes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário em que se alega violação do disposto nos arts. 1º; 2º; 5º, caput, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV; 37, caput; 93, IX; 187, § 2º e 188, da Constituição federal. Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fls. 52): Ementa: ARRENDAMENTO ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM DESPEJO - OCUPAÇÃO DE TERRAS DEVOLUTAS - INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PARTICULAR. - Restando implementado o termo do contrato de renda de ocupação de terras devolutas e não demonstrando a Administração Pública interesse na sua renovação, no que encontra resistência da arrendatária, impõe-se que seja acolhida a rescisão do contrato com a decretação do despejo da arrendatária, até porque deve prevalecer o interesse público sobre o particular. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário em que se alega violação do disposto nos arts. 1º; 2º; 5º, caput, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV; 37, caput; 93, IX; 187, § 2º e 188, da Constituição federal. Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fls. 52): Ementa: ARRENDAMENTO ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM DESPEJO - OCUPAÇÃO DE TERRAS DEVOLUTAS - INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PARTICULAR. - Restando implementado o termo do contrato de renda de ocupação de terras devolutas e não demonstrando a Administração Pública interesse na sua renovação, no que encontra resistência da arrendatária, impõe-se que seja acolhida a rescisão do contrato com a decretação do despejo da arrendatária, até porque deve prevalecer o interesse público sobre o particular. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 847495 AGR / MG Anoto, inicialmente, que o recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende os preceitos dos arts. 1º; 2º; 188, versa questões constitucionais não ventiladas na decisão recorrida. Ao inovar nos autos, deduz matéria estranha à controvérsia, incidindo no óbice das Súmulas 282 e 356. Ademais, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5º, XXXV e 93, IX, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido, inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a parte ora agravante. Acrescento, ainda, que se mostra imprescindível perquirir a natureza do contrato firmado, se contrato de concessão ou de arrendamento rural, para definir o regime jurídico aplicável. Assim, para se analisar a matéria constitucional suscitada, é necessário o reexame prévio da interpretação das cláusulas contratuais adotada na decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, em face da vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte. A análise das supostas violações, tal como suscitadas, também demanda o exame prévio da legislação infraconstitucional e local, incidindo no óbice das Súmulas 636 e 280 desta Corte. Por fim, também implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmulas 279. Do exposto, nego seguimento ao agravo. “ 2. A parte agravante tenta demonstrar que a controvérsia foi devidamente prequestionada nas instâncias anteriores. Insiste na tese de que teria sido violado o princípio do contraditório e ampla defesa. Traz em seu recurso questões de fato e do contrato firmado entre as partes para rebater os fundamentos da decisão agravada. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Supremo Tribunal Federal AI 847495 AGR / MG Anoto, inicialmente, que o recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende os preceitos dos arts. 1º; 2º; 188, versa questões constitucionais não ventiladas na decisão recorrida. Ao inovar nos autos, deduz matéria estranha à controvérsia, incidindo no óbice das Súmulas 282 e 356. Ademais, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5º, XXXV e 93, IX, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido, inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a parte ora agravante. Acrescento, ainda, que se mostra imprescindível perquirir a natureza do contrato firmado, se contrato de concessão ou de arrendamento rural, para definir o regime jurídico aplicável. Assim, para se analisar a matéria constitucional suscitada, é necessário o reexame prévio da interpretação das cláusulas contratuais adotada na decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, em face da vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte. A análise das supostas violações, tal como suscitadas, também demanda o exame prévio da legislação infraconstitucional e local, incidindo no óbice das Súmulas 636 e 280 desta Corte. Por fim, também implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmulas 279. Do exposto, nego seguimento ao agravo. “ 2. A parte agravante tenta demonstrar que a controvérsia foi devidamente prequestionada nas instâncias anteriores. Insiste na tese de que teria sido violado o princípio do contraditório e ampla defesa. Traz em seu recurso questões de fato e do contrato firmado entre as partes para rebater os fundamentos da decisão agravada. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso não deve ser provido. De início, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 3. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, pois a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 4. Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso não deve ser provido. De início, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 3. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, pois a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 4. Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 847495 AGR / MG do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 5. Por fim, cabe registrar que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Supremo Tribunal Federal AI 847495 AGR / MG do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 5. Por fim, cabe registrar que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) : ABRAÃO SOARES DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601824 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) : ABRAÃO SOARES DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601824 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9660983
2015-10-06T00:00:00
2015-10-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO E DE CLAÚSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/STF. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessário a análise do material fático probatório constante dos autos, bem como do contrato firmado entre as partes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da CF/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur326407
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO) AI 839837 AgR (1ªT). (FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG. Número de páginas: 6. Análise: 06/11/2015, MJC.
ROBERTO BARROSO
Primeira Turma
847495
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 847495 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) : ABRAÃO SOARES DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO ADMINISTRATIVO. NECESSIDADE DE REEXAME DO MATERIAL PROBATÓRIO E DE CLAÚSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454/Supremo Tribunal Federal. DESCABIMENTO. 1. Hipótese em que para dissentir do acórdão recorrido e concluir pela existência das inconstitucionalidades apontadas, seria necessário a análise do material fático probatório constante dos autos, bem como do contrato firmado entre as partes, procedimentos inviáveis em sede de recurso extraordinário. 2. A decisão do Tribunal de origem está devidamente fundamentada, embora em sentido contrário aos interesses da parte agravante, circunstância que não configura violação ao art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 06 de outubro de 2015. MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO - RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622363. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário em que se alega violação do disposto nos arts. 1...; 2...; 5..., caput, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV; 37, caput; 93, IX; 187, § 2... e 188, da Constituição federal. Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fls. 52): Ementa: ARRENDAMENTO ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM DESPEJO - OCUPAÇÃO DE TERRAS DEVOLUTAS - INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PARTICULAR. - Restando implementado o termo do contrato de renda de ocupação de terras devolutas e não demonstrando a Administração Pública interesse na sua renovação, no que encontra resistência da arrendatária, impõe-se que seja acolhida a rescisão do contrato com a decretação do despejo da arrendatária, até porque deve prevalecer o interesse público sobre o particular. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) :ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) :SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) :ABRAÃO SOARES DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. Trata-se de agravo regimental cujo objeto é decisão monocrática do Ministro Joaquim Barbosa, relator originário do feito, que conheceu de agravo para negar seguimento a recurso extraordinário, pelos seguintes fundamentos: “Trata-se de agravo de instrumento interposto de decisão que inadmitiu recurso extraordinário em que se alega violação do disposto nos arts. 1...; 2...; 5..., caput, II, XXXV, XXXVI, LIV, LV; 37, caput; 93, IX; 187, § 2... e 188, da Constituição federal. Transcrevo a ementa do acórdão recorrido (fls. 52): Ementa: ARRENDAMENTO ADMINISTRATIVO - AÇÃO DE RESCISÃO DE CONTRATO CUMULADA COM DESPEJO - OCUPAÇÃO DE TERRAS DEVOLUTAS - INTERESSE PÚBLICO SOBRE O PARTICULAR. - Restando implementado o termo do contrato de renda de ocupação de terras devolutas e não demonstrando a Administração Pública interesse na sua renovação, no que encontra resistência da arrendatária, impõe-se que seja acolhida a rescisão do contrato com a decretação do despejo da arrendatária, até porque deve prevalecer o interesse público sobre o particular. Decido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 847495 AGR / MG Anoto, inicialmente, que o recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende os preceitos dos arts. 1...; 2...; 188, versa questões constitucionais não ventiladas na decisão recorrida. Ao inovar nos autos, deduz matéria estranha à controvérsia, incidindo no óbice das Súmulas 282 e 356. Ademais, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5..., XXXV e 93, IX, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido, inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a parte ora agravante. Acrescento, ainda, que se mostra imprescindível perquirir a natureza do contrato firmado, se contrato de concessão ou de arrendamento rural, para definir o regime jurídico aplicável. Assim, para se analisar a matéria constitucional suscitada, é necessário o reexame prévio da interpretação das cláusulas contratuais adotada na decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, em face da vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte. A análise das supostas violações, tal como suscitadas, também demanda o exame prévio da legislação infraconstitucional e local, incidindo no óbice das Súmulas 636 e 280 desta Corte. Por fim, também implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmulas 279. Do exposto, nego seguimento ao agravo. “ 2. A parte agravante tenta demonstrar que a controvérsia foi devidamente prequestionada nas instâncias anteriores. Insiste na tese de que teria sido violado o princípio do contraditório e ampla defesa. Traz em seu recurso questões de fato e do contrato firmado entre as partes para rebater os fundamentos da decisão agravada. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Supremo Tribunal Federal AI 847495 AGR / MG Anoto, inicialmente, que o recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende os preceitos dos arts. 1...; 2...; 188, versa questões constitucionais não ventiladas na decisão recorrida. Ao inovar nos autos, deduz matéria estranha à controvérsia, incidindo no óbice das Súmulas 282 e 356. Ademais, inexiste a alegada ofensa aos arts. 5..., XXXV e 93, IX, da Constituição, porquanto o acórdão recorrido, inequivocamente prestou jurisdição, tendo enfrentado as questões suscitadas com a devida fundamentação, ainda que com ela não concorde a parte ora agravante. Acrescento, ainda, que se mostra imprescindível perquirir a natureza do contrato firmado, se contrato de concessão ou de arrendamento rural, para definir o regime jurídico aplicável. Assim, para se analisar a matéria constitucional suscitada, é necessário o reexame prévio da interpretação das cláusulas contratuais adotada na decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso extraordinário, em face da vedação contida no enunciado da Súmula 454 desta Corte. A análise das supostas violações, tal como suscitadas, também demanda o exame prévio da legislação infraconstitucional e local, incidindo no óbice das Súmulas 636 e 280 desta Corte. Por fim, também implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida. Isso inviabiliza o processamento do recurso, ante a vedação contida no enunciado da Súmulas 279. Do exposto, nego seguimento ao agravo. “ 2. A parte agravante tenta demonstrar que a controvérsia foi devidamente prequestionada nas instâncias anteriores. Insiste na tese de que teria sido violado o princípio do contraditório e ampla defesa. Traz em seu recurso questões de fato e do contrato firmado entre as partes para rebater os fundamentos da decisão agravada. 3. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso não deve ser provido. De início, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 3. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, pois a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 4. Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUÍS ROBERTO BARROSO (RELATOR): 1. O agravo não deve ser provido, tendo em vista que a parte recorrente não traz argumentos suficientes para modificar a decisão ora agravada. 2. O recurso não deve ser provido. De início, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que afasta o cabimento de recurso extraordinário para o questionamento de alegadas violações à legislação infraconstitucional sem que se discuta o seu sentido à luz da Constituição. Nessa linha, veja-se a seguinte passagem da ementa do AI 839.837-AgR, julgado sob a relatoria do Ministro Ricardo Lewandowski: “[...] II - A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, em regra, seria indireta ou reflexa. Precedentes.” 3. Ademais, não foi ofendida a garantia da inafastabilidade do controle jurisdicional, pois a parte recorrente teve acesso a todos os meios de impugnação previstos na legislação processual, havendo o acórdão recorrido examinado todos os argumentos e motivado suas conclusões de forma satisfatória. 4. Quanto à alegação de ofensa ao art. 93, IX, da Constituição, o Plenário deste Tribunal já assentou o entendimento de que as decisões judiciais não precisam ser necessariamente analíticas, bastando que contenham fundamentos suficientes para justificar suas conclusões. Nesse sentido, reconhecendo a repercussão geral da matéria, veja-se a ementa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROBERTO BARROSO AI 847495 AGR / MG do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 5. Por fim, cabe registrar que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Supremo Tribunal Federal AI 847495 AGR / MG do AI 791.292-QO-RG, julgado sob a relatoria do Ministro Gilmar Mendes: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral.” 5. Por fim, cabe registrar que a parte recorrente se limita a postular uma nova apreciação dos fatos e do material probatório constante dos autos, bem como das cláusulas do contrato firmado entre as partes. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência das Súmulas 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9622365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) : ABRAÃO SOARES DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601824 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 847.495 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. ROBERTO BARROSO AGTE.(S) : ITAPEVA FLORESTAL LTDA ADV.(A/S) : SÉRGIO MASSARU TAKOI AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE TERRAS DE MINAS GERAIS - ITER/MG ADV.(A/S) : ABRAÃO SOARES DOS SANTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601824 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 847 . 495", "SÚMULAS 279", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 847 . 495", "AI 847495 AGR / MG", "Súmula 454 desta Corte", "AI 847495 AGR / MG", "Súmula 454 desta Corte", "AI 839 . 837 - AgR", "AI 839 . 837 - AgR", "AI 847495 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 847495 AGR", "AI 791 . 292 - QO - RG", "Súmulas 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 847 . 495", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 847 . 495" ], "LEGISLACAO": [ "art . 93 , IX , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV e 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , XXXV e 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Nulidade da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia. Reconhecimento pretendido. Alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Violação reflexa. Precedentes. Questão preclusa. Agravo regimental não provido. 1. A violação do art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, pois demanda o exame da legislação infraconstitucional, o que não enseja recurso extraordinário. Precedentes. 2. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória. 3. Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. 4. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. 5. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE nº 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 872203 AGR / SP há como se admitir recurso extraordinário contra julgado em que se indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1º de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP há como se admitir recurso extraordinário contra julgado em que se indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1º de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Thiago Bulcano dos Reis interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos seguintes: “Vistos. Thiago Bucalon dos Reis interpõe agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, que indeferiu seu pedido de revisão criminal. O agravante, nas razões do extraordinário, aduz, em síntese, que no curso da instrução processual houve a oitiva de testemunha de acusação não arrolada previamente, o que acarretou violação aos preceitos constitucionais suscitados, pois o juízo sentenciante teria agido ’de forma equivocada ao deferir o pedido ministerial, já que o momento processual oportuno para apresentar o rol de testemunhas já havia se encerrado e sequer o nome do Sr. CLEVER tinha sido mencionado pela primeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Thiago Bulcano dos Reis interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos seguintes: “Vistos. Thiago Bucalon dos Reis interpõe agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, que indeferiu seu pedido de revisão criminal. O agravante, nas razões do extraordinário, aduz, em síntese, que no curso da instrução processual houve a oitiva de testemunha de acusação não arrolada previamente, o que acarretou violação aos preceitos constitucionais suscitados, pois o juízo sentenciante teria agido ’de forma equivocada ao deferir o pedido ministerial, já que o momento processual oportuno para apresentar o rol de testemunhas já havia se encerrado e sequer o nome do Sr. CLEVER tinha sido mencionado pela primeira Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 872203 AGR / SP testemunha que fora ouvida, portanto, não poderia ele figurar como testemunha do juízo’ (fl. 614). Examinados os autos, decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso (AI nº 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. No caso, a irresignação não merece ser acolhida, uma vez que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha de entendimento anote-se: AI nº 603.952/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07; AI nº 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP testemunha que fora ouvida, portanto, não poderia ele figurar como testemunha do juízo’ (fl. 614). Examinados os autos, decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso (AI nº 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. No caso, a irresignação não merece ser acolhida, uma vez que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha de entendimento anote-se: AI nº 603.952/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI nº 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI nº 649.191/DF- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/6/07; AI nº 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07; AI nº 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 872203 AGR / SP 29/11/10, entre outros. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Em suas razões recursais, o aduz o agravante que, “[a] perpetuar-se a decisão aqui agravada[,] ter-se-á por ferido de morte o princípio da colegialidade, constitucionalmente protegido e, portanto, afetar-se-á, também – e de forma frontal –, a cláusula geral do devido processo legal. Ao contrário do que fundamenta o d. relator, a violação à Constituição Federal foi direta e imediata, ofendendo-se os princípios da ampla defesa e devido processo legal (artigo 5º, LV e LIV da Magna Carta)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP 29/11/10, entre outros. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Em suas razões recursais, o aduz o agravante que, “[a] perpetuar-se a decisão aqui agravada[,] ter-se-á por ferido de morte o princípio da colegialidade, constitucionalmente protegido e, portanto, afetar-se-á, também – e de forma frontal –, a cláusula geral do devido processo legal. Ao contrário do que fundamenta o d. relator, a violação à Constituição Federal foi direta e imediata, ofendendo-se os princípios da ampla defesa e devido processo legal (artigo 5º, LV e LIV da Magna Carta)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a questão à luz da legislação infraconstitucional, qual seja, do art. 209 do Código de Processo Penal. Portanto, a transgressão ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Esta Corte já reiterou, em inúmeras oportunidades, que a violação dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando requer a análise de normas infraconstitucionais para ser reconhecida como tal, configura ofensa oblíqua ao texto constitucional. Nesse sentido, destaco: “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 891.685/SP–ED, Segunda Turma, relator o Ministro Teori Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a questão à luz da legislação infraconstitucional, qual seja, do art. 209 do Código de Processo Penal. Portanto, a transgressão ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Esta Corte já reiterou, em inúmeras oportunidades, que a violação dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando requer a análise de normas infraconstitucionais para ser reconhecida como tal, configura ofensa oblíqua ao texto constitucional. Nesse sentido, destaco: “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 891.685/SP–ED, Segunda Turma, relator o Ministro Teori Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 872203 AGR / SP Zavascki, DJe de 10/8/15); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 618.985/ES–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/5/15). E não é só. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória (e-STJ, fl. 218, anexo 3). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP Zavascki, DJe de 10/8/15); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF, que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 618.985/ES–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/5/15). E não é só. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória (e-STJ, fl. 218, anexo 3). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 872203 AGR / SP Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE nº 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não há como se admitir recurso extraordinário contra julgado que indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. No mesmo sentido: ARE nº 890.698/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/15. Nesse contexto, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE nº 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não há como se admitir recurso extraordinário contra julgado que indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. No mesmo sentido: ARE nº 890.698/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/15. Nesse contexto, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364980 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364980 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9459355
2015-09-01T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 01.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Nulidade da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia. Reconhecimento pretendido. Alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Violação reflexa. Precedentes. Questão preclusa. Agravo regimental não provido. 1. A violação do art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, pois demanda o exame da legislação infraconstitucional, o que não enseja recurso extraordinário. Precedentes. 2. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória. 3. Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. 4. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. 5. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE nº 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não há como se admitir recurso extraordinário contra julgado em que se indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. 6. Agravo regimental não provido.
sjur321554
- Acórdão(s) citado(s): (RE, ACÓRDÃO DO STJ) ARE 665016 ED (1ªT), ARE 890698 AgR (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO) RE 618985 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 30/09/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
872203
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00054 INC-00055\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 872203 AgR
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AGTE.(S) : THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Nulidade da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia. Reconhecimento pretendido. Alegada ofensa aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório. Violação reflexa. Precedentes. Questão preclusa. Agravo regimental não provido. 1. A violação do art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, pois demanda o exame da legislação infraconstitucional, o que não enseja recurso extraordinário. Precedentes. 2. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória. 3. Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. 4. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. 5. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE n 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 872203 AGR / SP há como se admitir recurso extraordinário contra julgado em que se indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1... de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP há como se admitir recurso extraordinário contra julgado em que se indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. 6. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 1... de setembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438487. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Thiago Bulcano dos Reis interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos seguintes: “Vistos. Thiago Bucalon dos Reis interpõe agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, que indeferiu seu pedido de revisão criminal. O agravante, nas razões do extraordinário, aduz, em síntese, que no curso da instrução processual houve a oitiva de testemunha de acusação não arrolada previamente, o que acarretou violação aos preceitos constitucionais suscitados, pois o juízo sentenciante teria agido ’de forma equivocada ao deferir o pedido ministerial, já que o momento processual oportuno para apresentar o rol de testemunhas já havia se encerrado e sequer o nome do Sr. CLEVER tinha sido mencionado pela primeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) :MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Thiago Bulcano dos Reis interpõe agravo regimental contra a decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, sob os fundamentos seguintes: “Vistos. Thiago Bucalon dos Reis interpõe agravo contra decisão que não admitiu recurso extraordinário, assentado em contrariedade ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo, que indeferiu seu pedido de revisão criminal. O agravante, nas razões do extraordinário, aduz, em síntese, que no curso da instrução processual houve a oitiva de testemunha de acusação não arrolada previamente, o que acarretou violação aos preceitos constitucionais suscitados, pois o juízo sentenciante teria agido ’de forma equivocada ao deferir o pedido ministerial, já que o momento processual oportuno para apresentar o rol de testemunhas já havia se encerrado e sequer o nome do Sr. CLEVER tinha sido mencionado pela primeira Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 872203 AGR / SP testemunha que fora ouvida, portanto, não poderia ele figurar como testemunha do juízo’ (fl. 614). Examinados os autos, decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso (AI n 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. No caso, a irresignação não merece ser acolhida, uma vez que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha de entendimento anote-se: AI n 603.952/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07; AI n 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP testemunha que fora ouvida, portanto, não poderia ele figurar como testemunha do juízo’ (fl. 614). Examinados os autos, decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso (AI n 664.567/RS-QO, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07). Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. No caso, a irresignação não merece ser acolhida, uma vez que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação à Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Ressalte-se que a jurisprudência desta Suprema Corte é assente no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, não configura ofensa direta e frontal à Constituição da República. Nessa linha de entendimento anote-se: AI n 603.952/SP- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 27/6/08; AI n 651.927/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/5/08; AI n 649.191/DF- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../6/07; AI n 563.028/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 11/5/07; AI n 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 872203 AGR / SP 29/11/10, entre outros. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Em suas razões recursais, o aduz o agravante que, “[a] perpetuar-se a decisão aqui agravada[,] ter-se-á por ferido de morte o princípio da colegialidade, constitucionalmente protegido e, portanto, afetar-se-á, também – e de forma frontal –, a cláusula geral do devido processo legal. Ao contrário do que fundamenta o d. relator, a violação à Constituição Federal foi direta e imediata, ofendendo-se os princípios da ampla defesa e devido processo legal (artigo 5..., LV e LIV da Magna Carta)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP 29/11/10, entre outros. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Em suas razões recursais, o aduz o agravante que, “[a] perpetuar-se a decisão aqui agravada[,] ter-se-á por ferido de morte o princípio da colegialidade, constitucionalmente protegido e, portanto, afetar-se-á, também – e de forma frontal –, a cláusula geral do devido processo legal. Ao contrário do que fundamenta o d. relator, a violação à Constituição Federal foi direta e imediata, ofendendo-se os princípios da ampla defesa e devido processo legal (artigo 5..., LV e LIV da Magna Carta)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438484. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a questão à luz da legislação infraconstitucional, qual seja, do art. 209 do Código de Processo Penal. Portanto, a transgressão ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Esta Corte já reiterou, em inúmeras oportunidades, que a violação dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando requer a análise de normas infraconstitucionais para ser reconhecida como tal, configura ofensa oblíqua ao texto constitucional. Nesse sentido, destaco: “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 891.685/SP–ED, Segunda Turma, relator o Ministro Teori Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Consoante destacado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a questão à luz da legislação infraconstitucional, qual seja, do art. 209 do Código de Processo Penal. Portanto, a transgressão ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Esta Corte já reiterou, em inúmeras oportunidades, que a violação dos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, quando requer a análise de normas infraconstitucionais para ser reconhecida como tal, configura ofensa oblíqua ao texto constitucional. Nesse sentido, destaco: “PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. REPERCUSSÃO GERAL NEGADA (ARE 748.371, REL. MIN. GILMAR MENDES, TEMA 660). ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. VEDAÇÃO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 891.685/SP–ED, Segunda Turma, relator o Ministro Teori Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 872203 AGR / SP Zavascki, DJe de 10/8/15); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 618.985/ES–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/5/15). E não é só. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 218, anexo 3). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP Zavascki, DJe de 10/8/15); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TORTURA. LICITUDE DA PROVA EMPRESTADA. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A resolução da controvérsia atinente à licitude das provas demanda a análise aprofundada do conjunto fático- probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, que dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Precedente: AI 854.029-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 03/05/2012. 2. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, revelam uma violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal, o que torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: ARE 676.478 Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 24/5/2013, e ARE 715.175, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 22/5/2013. 3. In casu, o acórdão extraordinariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME DE TORTURA. Existindo provas suficientes a ensejar a prática de crime de tortura pelos recorridos, impõe-se a modificação da sentença de piso e a consequente condenação daqueles.” 4. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 618.985/ES–AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/5/15). E não é só. A suposta nulidade, suscitada no extraordinário, da inquirição de testemunha do juízo não arrolada na denúncia já havia sido enfrentada no julgamento da apelação interposta pelo recorrente contra a sentença condenatória (e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 218, anexo 3). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 872203 AGR / SP Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE n 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não há como se admitir recurso extraordinário contra julgado que indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. No mesmo sentido: ARE n 890.698/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/15. Nesse contexto, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Supremo Tribunal Federal ARE 872203 AGR / SP Dessa feita, a questão constitucional, se existente, teria surgido no julgamento da apelação, e não no julgamento da revisão criminal, contra o qual se volta o presente recurso extraordinário. Há muito, portanto, encontra-se preclusa essa questão, que deveria ter sido atacada pela parte no momento próprio. Assim como “não se admite recurso extraordinário interposto contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscita questão constitucional resolvida na decisão de segundo grau” (ARE n 665.016/PB-ED, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/5/12), não há como se admitir recurso extraordinário contra julgado que indefere pedido de revisão criminal no qual se suscite questão resolvida no julgamento da apelação. No mesmo sentido: ARE n 890.698/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/8/15. Nesse contexto, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 01/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364980 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872.203 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : THIAGO BUCALON DOS REIS ADV.(A/S) : MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 01.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9364980 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 872 . 203", "ARE n 665 . 016 / PB - ED", "ARE 872203", "ARE 872203", "AGRAVO 872 . 203", "ARE 872203 AGR / SP", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "AI n 813 . 850 / SP - AgR", "ARE 872203 AGR / SP", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "AI n 603 . 952 / SP - AgR", "AI n 651 . 927 / SP - AgR", "AI n 649 . 191 / DF - AgR", "AI n 563 . 028 / GO - AgR", "AI n 813 . 850 / SP - AgR", "ARE 872203 AGR / SP", "ARE 872203 AGR / SP", "ARE 748 . 371", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 891 . 685 / SP", "ARE 748 . 371", "ARE n 891 . 685 / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 854 . 029 - AgR", "ARE 676 . 478", "ARE 715 . 175", "Recurso Extraordinário n 618 . 985 / ES – AgR", "ARE 872203 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 854 . 029 - AgR", "ARE 676 . 478", "ARE 715 . 175", "Recurso Extraordinário n 618 . 985 / ES – AgR", "ARE 872203 AGR / SP", "ARE n 665 . 016 / PB - ED", "ARE n 890 .", "698", "/", "DF", "-", "AgR", "ARE 872203 AGR / SP", "ARE n 665 . 016 / PB - ED", "ARE n 890 . 698 / DF - AgR", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV e LIV da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV e LIV da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 209 do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 209 do Código de Processo Penal", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça do Estado de são Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Suprema", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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"MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS", "DIAS TOFFOLI", "Thiago Bulcano dos Reis", "Thiago Bucalon dos Reis", "CLEVER", "DIAS TOFFOLI", "THIAGO BUCALON DOS REIS", "MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS", "DIAS TOFFOLI", "Thiago Bulcano dos Reis", "Thiago Bucalon dos Reis", "CLEVER", "Sepúlveda Pertence", "Menezes Direito", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Menezes Direito", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Teori", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "Teori", "DIAS TOFFOLI", "Zavascki", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Zavascki", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "THIAGO BUCALON DOS REIS", "MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "THIAGO BUCALON DOS REIS", "MARIA CLÁUDIA DE SEIXAS", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "7", "/", "5", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . .", ". de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "27", "/", "6", "/", "08", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "11", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "27", "/", "6", "/", "08", "30", "/", "5", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "6", "/", "07", "11", "/", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL. AÇÃO ANULATÓRIA. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção do processo por decadência (art. 269, inc. IV, do Código de Processo Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. As matérias constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção do processo por decadência (art. 269, inc. IV, do Código de Processo Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. As matérias constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 887139 AGR / MG embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009); (...) 8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente fundamentada, ainda que contrária à pretensão do Agravante, com base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório: “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez por igual período. Pela leitura do dispositivo citado, verifica-se que o prazo máximo de validade do certame é de 4 (quatro) anos, ou seja, a validade do concurso expirou em 2002. Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de 15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi contraindicado. Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4). A apreciação do pleito recursal demandaria revolvimento de fatos e provas e a interpretação da legislação afeta à validade do concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Concurso Público. Prescrição e decadência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009); (...) 8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente fundamentada, ainda que contrária à pretensão do Agravante, com base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório: “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez por igual período. Pela leitura do dispositivo citado, verifica-se que o prazo máximo de validade do certame é de 4 (quatro) anos, ou seja, a validade do concurso expirou em 2002. Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de 15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi contraindicado. Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4). A apreciação do pleito recursal demandaria revolvimento de fatos e provas e a interpretação da legislação afeta à validade do concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Concurso Público. Prescrição e decadência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 887139 AGR / MG Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Raelmi Gardel da Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que os temas constitucionais foram devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1º do Decreto-Lei 20910/32”. Assevera não ser necessário o “revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do concurso, bastando verificar que a Eg. Câmara Julgadora errou ao julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto, como sabe que não é o caso, logo, não estará revolvendo os fatos e provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Raelmi Gardel da Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que os temas constitucionais foram devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1º do Decreto-Lei 20910/32”. Assevera não ser necessário o “revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do concurso, bastando verificar que a Eg. Câmara Julgadora errou ao julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto, como sabe que não é o caso, logo, não estará revolvendo os fatos e provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante pretende a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para afastar-se a decadência pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo pelo qual declarado fisicamente inapto para participar do curso de formação da polícia civil estadual. 3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos quanto à norma de regência da decadência possui natureza infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe 17.12.2007, e no REsp 897.129, Relator o Ministro Arnaldo Esteves, Quinta Turma, DJe 7.2.2008. Eventual afronta à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PRAZO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REVER SEUS ATOS. DECADÊNCIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. DESCABIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO . I – Esta Corte, por meio de remansosa jurisprudência, tem entendido que a discussão sobre o prazo decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante pretende a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para afastar-se a decadência pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo pelo qual declarado fisicamente inapto para participar do curso de formação da polícia civil estadual. 3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos quanto à norma de regência da decadência possui natureza infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe 17.12.2007, e no REsp 897.129, Relator o Ministro Arnaldo Esteves, Quinta Turma, DJe 7.2.2008. Eventual afronta à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PRAZO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REVER SEUS ATOS. DECADÊNCIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO STJ. DESCABIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO . I – Esta Corte, por meio de remansosa jurisprudência, tem entendido que a discussão sobre o prazo decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 887139 AGR / MG recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. Precedentes. III – Agravo regimental improvido” (AI 763.708-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 24.6.2011). “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA: DECADÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO. 1. O Recurso Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta Corte o exame de questão infraconstitucional, como a relativa à decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais, nenhum tema constitucional foi objeto de consideração no aresto, o que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como salientado na decisão agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação ou aplicação e mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido” (AI 375.459-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 14.6.2002). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via RE deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. Precedentes. III – Agravo regimental improvido” (AI 763.708-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 24.6.2011). “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA: DECADÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO. 1. O Recurso Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta Corte o exame de questão infraconstitucional, como a relativa à decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais, nenhum tema constitucional foi objeto de consideração no aresto, o que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como salientado na decisão agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação ou aplicação e mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido” (AI 375.459-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 14.6.2002). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9343533
2015-08-25T00:00:00
2015-09-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL. AÇÃO ANULATÓRIA. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318616
- Acórdão(s) citado(s): (DECADÊNCIA) AI 375459 AgR (1ªT), AI 763708 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 21/09/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
887139
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 887139 AgR
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AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PRAZO DECADENCIAL. AÇÃO ANULATÓRIA. CONCURSO PÚBLICO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291146. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção do processo por decadência (art. 269, inc. IV, do Código de Processo Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. As matérias constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) :MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.7.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Raelmi Gardel da Paixão contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que manteve a sentença de extinção do processo por decadência (art. 269, inc. IV, do Código de Processo Civil). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 7. As matérias constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos com a finalidade de comprovar ter havido, no ponto, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A matéria constitucional contida no recurso extraordinário não foi objeto de debate e exame prévios no Tribunal a quo. Tampouco foram opostos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 887139 AGR / MG embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009); (...) 8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente fundamentada, ainda que contrária à pretensão do Agravante, com base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório: “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez por igual período. Pela leitura do dispositivo citado, verifica-se que o prazo máximo de validade do certame é de 4 (quatro) anos, ou seja, a validade do concurso expirou em 2002. Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de 15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi contraindicado. Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4). A apreciação do pleito recursal demandaria revolvimento de fatos e provas e a interpretação da legislação afeta à validade do concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Concurso Público. Prescrição e decadência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG embargos de declaração, o que não viabiliza o extraordinário, por ausência do necessário prequestionamento” (AI 631.961-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 15.5.2009); (...) 8. O Tribunal de Justiça decidiu a lide de forma suficientemente fundamentada, ainda que contrária à pretensão do Agravante, com base na legislação infraconstitucional e no conjunto fático-probatório: “O prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez por igual período. Pela leitura do dispositivo citado, verifica-se que o prazo máximo de validade do certame é de 4 (quatro) anos, ou seja, a validade do concurso expirou em 2002. Todavia, o autor ajuizou a presente ação anulatória em data de 15.4.2003, ou seja, após o término da validade do concurso no qual foi contraindicado. Assim, tem-se que o apelante decaiu em seu direito, vez que não ajuizou a presente ação dentro do prazo legal” (14-17, vol. 4). A apreciação do pleito recursal demandaria revolvimento de fatos e provas e a interpretação da legislação afeta à validade do concurso público, atraindo o óbice das súmulas ns. 279 e 280 deste Supremo Tribunal: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Administrativo. Concurso Público. Prescrição e decadência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram examinados pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 da Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido” (AI 859522 AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 30.5.2014). Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 887139 AGR / MG Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Raelmi Gardel da Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que os temas constitucionais foram devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1... do Decreto-Lei 20910/32”. Assevera não ser necessário o “revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do concurso, bastando verificar que a Eg. Câmara Julgadora errou ao julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto, como sabe que não é o caso, logo, não estará revolvendo os fatos e provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2015, Raelmi Gardel da Paixão interpõe em 14.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que os temas constitucionais foram devidamente prequestionados e “a decisão foi contrária ao disposto na Carta Federal, uma vez que in casu, a aplicação do artigo 37, III, foi errada, pois o que se questiona é a ilegalidade, portanto, o prazo não é o previsto no inciso III do referido artigo, mas, sim, o de 5 (cinco) anos, previsto no artigo 1... do Decreto-Lei 20910/32”. Assevera não ser necessário o “revolvimento de fatos e provas e legislação afeta à validade do concurso, bastando verificar que a Eg. Câmara Julgadora errou ao julgar o recurso com base no artigo 37, III, da Carta Federal, portanto, como sabe que não é o caso, logo, não estará revolvendo os fatos e provas e nem legislação infraconstitucional para decidir, uma vez que dispositivos da Carta Federal foram infringidos de forma muito clara”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291147. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante pretende a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para afastar-se a decadência pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo pelo qual declarado fisicamente inapto para participar do curso de formação da polícia civil estadual. 3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos quanto à norma de regência da decadência possui natureza infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe 17.12.2007, e no REsp 897.129, Relator o Ministro Arnaldo Esteves, Quinta Turma, DJe 7.2.2008. Eventual afronta à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PRAZO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REVER SEUS ATOS. DECADÊNCIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. DESCABIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO . I – Esta Corte, por meio de remansosa jurisprudência, tem entendido que a discussão sobre o prazo decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante pretende a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais para afastar-se a decadência pronunciada e apreciar-se a alegada arbitrariedade do ato administrativo pelo qual declarado fisicamente inapto para participar do curso de formação da polícia civil estadual. 3. Como afirmado na decisão agravada, a questão posta nos autos quanto à norma de regência da decadência possui natureza infraconstitucional, tanto que é objeto de decisões do Superior Tribunal de Justiça, por exemplo, no REsp 984.946, Relatora Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma, DJe 17.12.2007, e no REsp 897.129, Relator o Ministro Arnaldo Esteves, Quinta Turma, DJe 7.2.2008. Eventual afronta à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os julgados a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PRAZO PARA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REVER SEUS ATOS. DECADÊNCIA. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. PRECEDENTES. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE ACÓRDÃO DO Superior Tribunal de Justiça. DESCABIMENTO. AGRAVO IMPROVIDO . I – Esta Corte, por meio de remansosa jurisprudência, tem entendido que a discussão sobre o prazo decadencial para a Administração rever seus atos, demanda a análise de normas infraconstitucionais. Precedentes. II - Somente admite-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 887139 AGR / MG recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. Precedentes. III – Agravo regimental improvido” (AI 763.708-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 24.6.2011). “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA: DECADÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO. 1. O Recurso Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta Corte o exame de questão infraconstitucional, como a relativa à decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais, nenhum tema constitucional foi objeto de consideração no aresto, o que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como salientado na decisão agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação ou aplicação e mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido” (AI 375.459-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 14.6.2002). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Supremo Tribunal Federal ARE 887139 AGR / MG recurso extraordinário de decisão do Superior Tribunal de Justiça se a questão constitucional impugnada for nova. Assim, a matéria constitucional impugnável via Recurso Extraordinário deve ter surgido, originariamente, no julgamento do recurso especial, o que não é o caso dos autos. Precedentes. III – Agravo regimental improvido” (AI 763.708-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 24.6.2011). “DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREQUESTIONAMENTO. AÇÃO RESCISÓRIA: DECADÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO. 1. O Recurso Extraordinário era de todo inviável, pois não poderia submeter a esta Corte o exame de questão infraconstitucional, como a relativa à decadência, em face do disposto no art. 102, III, da C.F. 2. Ademais, nenhum tema constitucional foi objeto de consideração no aresto, o que, também, o inviabiliza (Súmulas 282 e 356). 3. De resto, como salientado na decisão agravada, é pacífica a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de não admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação ou aplicação e mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. 4. Agravo improvido” (AI 375.459-AgR, Relator o Ministro Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 14.6.2002). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 887.139 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RAELMI GARDEL DA PAIXAO ADV.(A/S) : MOISÉS ELIAS PEREIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258803 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "Súmulas ns . 282", "SÚMULAS 282", "ARE 887139", "AI 631 . 961 - ED", "súmulas ns . 279", "Súmulas ns 282 e 356 da Corte", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 859522 AgR", "ARE 887139 AGR / MG", "AI 631 . 961 - ED", "súmulas ns . 279", "Súmulas ns 636", "AI 859522 AgR", "ARE 887139 AGR / MG", "ARE 887139 AGR / MG", "REsp 984 . 946", "REsp 897 . 129", "REsp 984 . 946", "REsp 897 . 129", "ARE 887139 AGR / MG", "AI 763 . 708 - AgR", "AI 375 . 459 - AgR", "ARE 887139 AGR / MG", "AI 763 . 708 - AgR", "AI 375 . 459 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , inc . IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 269 , inc . IV , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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F .", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", 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de Justiça de Minas Gerais", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Quinta Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "MOISÉS ELIAS PEREIRA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "MOISÉS ELIAS PEREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Raelmi Gardel da Paixão", "CÁRMEN LÚCIA", "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "MOISÉS ELIAS PEREIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "Raelmi Gardel da Paixão", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Raelmi Gardel da Paixão", "Raelmi Gardel da Paixão", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Laurita Vaz", "Arnaldo Esteves", "CÁRMEN LÚCIA", "Laurita Vaz", "Arnaldo Esteves", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Sydney Sanches", "Ricardo Lewandowski", "Sydney Sanches", "CÁRMEN LÚCIA", "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "MOISÉS ELIAS PEREIRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "RAELMI GARDEL DA PAIXAO", "MOISÉS ELIAS PEREIRA", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603420. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 24 de agosto de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Diante do quadro, conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta à Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 24 de agosto de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Diante do quadro, conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta à Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 868320 AGR / ES em virtude da extensão, aos serventuários de cartório não oficializado, de vantagens próprias de servidores públicos. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Supremo Tribunal Federal ARE 868320 AGR / ES em virtude da extensão, aos serventuários de cartório não oficializado, de vantagens próprias de servidores públicos. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo consignou, em síntese: APELAÇÕES CÍVEIS - SERVENTUÁRIA DE CARTÓRIO NÃO OFICIALIZADO - SEGURADA DO IPAJM - APOSENTADORIA POR INVALIDEZ - REAJUSTES DECORRENTES DE APOSENTADORIA - APOSENTADORIA ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DA EC 41⁄2003 - APELAÇÃO INTERPOSTA PELO IPAJM - DESPROVIMENTO - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA PARA R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) - APELAÇÃO INTERPOSTA PELA SEGURADA – PROVIMENTO. 1. Servidora de cartório não oficializado, que como segurada do IPAJM, contribuiu, na vigência da Lei Estadual nº 2.349⁄68, para a autarquia previdenciária estadual, passando para a inatividade antes da entrada em vigor da Lei Federal 8.935⁄1994 - que regulamentou o art. 236 da CF⁄88 - e da EC 41⁄2003, deve ser considerada, para todos os fins, aposentada pelo serviço público estadual, fazendo jus, portanto, a todos os reajustes previstos na legislação do Estado especialmente por ter contribuído durante todo o período de atividade para o regime previdenciário do IPAJM, conquistando, assim, o direito em paridade com os demais servidores estaduais. Precedentes do TJES. 2. Recurso do IPAJM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo consignou, em síntese: APELAÇÕES CÍVEIS - SERVENTUÁRIA DE CARTÓRIO NÃO OFICIALIZADO - SEGURADA DO IPAJM - APOSENTADORIA POR INVALIDEZ - REAJUSTES DECORRENTES DE APOSENTADORIA - APOSENTADORIA ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DA EC 41⁄2003 - APELAÇÃO INTERPOSTA PELO IPAJM - DESPROVIMENTO - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA PARA R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) - APELAÇÃO INTERPOSTA PELA SEGURADA – PROVIMENTO. 1. Servidora de cartório não oficializado, que como segurada do IPAJM, contribuiu, na vigência da Lei Estadual nº 2.349⁄68, para a autarquia previdenciária estadual, passando para a inatividade antes da entrada em vigor da Lei Federal 8.935⁄1994 - que regulamentou o art. 236 da CF⁄88 - e da EC 41⁄2003, deve ser considerada, para todos os fins, aposentada pelo serviço público estadual, fazendo jus, portanto, a todos os reajustes previstos na legislação do Estado especialmente por ter contribuído durante todo o período de atividade para o regime previdenciário do IPAJM, conquistando, assim, o direito em paridade com os demais servidores estaduais. Precedentes do TJES. 2. Recurso do IPAJM Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 868320 AGR / ES desprovido. 3. Consoante o disposto no art. 20, § 4º do CPC, "nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz”, não havendo necessidade de se observar os limites de 10% (dez por cento) e 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Considerando as peculiaridades do caso (local da prestação do serviço, complexidade da causa e tempo de tramitação do feito), é mister a majoração dos honorários advocatícios fixados no primeiro grau para o valor de R$ 2.000,00 (um mil reais). 4. Recurso do contribuinte provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Supremo Tribunal Federal ARE 868320 AGR / ES desprovido. 3. Consoante o disposto no art. 20, § 4º do CPC, "nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz”, não havendo necessidade de se observar os limites de 10% (dez por cento) e 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Considerando as peculiaridades do caso (local da prestação do serviço, complexidade da causa e tempo de tramitação do feito), é mister a majoração dos honorários advocatícios fixados no primeiro grau para o valor de R$ 2.000,00 (um mil reais). 4. Recurso do contribuinte provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) : RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) : SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601833 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) : RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) : SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9643110
2015-10-06T00:00:00
2015-10-23T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur325930
Número de páginas: 6. Análise: 12/11/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
868320
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00236\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-EST LEI-002349 ANO-1968\n LEI ORDINÁRIA, ES" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 868320 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) : RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) : SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 6 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603420. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 24 de agosto de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Diante do quadro, conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta à Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) :RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) :SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 24 de agosto de 2015, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Diante do quadro, conheço deste agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta à Constituição Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 868320 AGR / ES em virtude da extensão, aos serventuários de cartório não oficializado, de vantagens próprias de servidores públicos. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Supremo Tribunal Federal ARE 868320 AGR / ES em virtude da extensão, aos serventuários de cartório não oficializado, de vantagens próprias de servidores públicos. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo consignou, em síntese: APELAÇÕES CÍVEIS - SERVENTUÁRIA DE CARTÓRIO NÃO OFICIALIZADO - SEGURADA DO IPAJM - APOSENTADORIA POR INVALIDEZ - REAJUSTES DECORRENTES DE APOSENTADORIA - APOSENTADORIA ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DA EC 41⁄2003 - APELAÇÃO INTERPOSTA PELO IPAJM - DESPROVIMENTO - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA PARA R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) - APELAÇÃO INTERPOSTA PELA SEGURADA – PROVIMENTO. 1. Servidora de cartório não oficializado, que como segurada do IPAJM, contribuiu, na vigência da Lei Estadual n 2.349⁄68, para a autarquia previdenciária estadual, passando para a inatividade antes da entrada em vigor da Lei Federal 8.935⁄1994 - que regulamentou o art. 236 da Constituição Federal de 1988⁄88 - e da EC 41⁄2003, deve ser considerada, para todos os fins, aposentada pelo serviço público estadual, fazendo jus, portanto, a todos os reajustes previstos na legislação do Estado especialmente por ter contribuído durante todo o período de atividade para o regime previdenciário do IPAJM, conquistando, assim, o direito em paridade com os demais servidores estaduais. Precedentes do TJES. 2. Recurso do IPAJM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo consignou, em síntese: APELAÇÕES CÍVEIS - SERVENTUÁRIA DE CARTÓRIO NÃO OFICIALIZADO - SEGURADA DO IPAJM - APOSENTADORIA POR INVALIDEZ - REAJUSTES DECORRENTES DE APOSENTADORIA - APOSENTADORIA ANTERIOR À ENTRADA EM VIGOR DA EC 41⁄2003 - APELAÇÃO INTERPOSTA PELO IPAJM - DESPROVIMENTO - FIXAÇÃO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - MAJORAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA PARA R$ 2.000,00 (DOIS MIL REAIS) - APELAÇÃO INTERPOSTA PELA SEGURADA – PROVIMENTO. 1. Servidora de cartório não oficializado, que como segurada do IPAJM, contribuiu, na vigência da Lei Estadual n 2.349⁄68, para a autarquia previdenciária estadual, passando para a inatividade antes da entrada em vigor da Lei Federal 8.935⁄1994 - que regulamentou o art. 236 da Constituição Federal de 1988⁄88 - e da EC 41⁄2003, deve ser considerada, para todos os fins, aposentada pelo serviço público estadual, fazendo jus, portanto, a todos os reajustes previstos na legislação do Estado especialmente por ter contribuído durante todo o período de atividade para o regime previdenciário do IPAJM, conquistando, assim, o direito em paridade com os demais servidores estaduais. Precedentes do TJES. 2. Recurso do IPAJM Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 868320 AGR / ES desprovido. 3. Consoante o disposto no art. 20, § 4... do Código de Processo Civil, "nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz”, não havendo necessidade de se observar os limites de 10% (dez por cento) e 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Considerando as peculiaridades do caso (local da prestação do serviço, complexidade da causa e tempo de tramitação do feito), é mister a majoração dos honorários advocatícios fixados no primeiro grau para o valor de R$ 2.000,00 (um mil reais). 4. Recurso do contribuinte provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Supremo Tribunal Federal ARE 868320 AGR / ES desprovido. 3. Consoante o disposto no art. 20, § 4... do Código de Processo Civil, "nas causas de pequeno valor, nas de valor inestimável, naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública, e nas execuções, embargadas ou não, os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz”, não havendo necessidade de se observar os limites de 10% (dez por cento) e 20% (vinte por cento) do valor da condenação. Considerando as peculiaridades do caso (local da prestação do serviço, complexidade da causa e tempo de tramitação do feito), é mister a majoração dos honorários advocatícios fixados no primeiro grau para o valor de R$ 2.000,00 (um mil reais). 4. Recurso do contribuinte provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9603422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) : RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) : SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601833 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 868.320 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO - IPAJM ADV.(A/S) : RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CELESTE SALGADO ADV.(A/S) : SIMONE PAGOTTO RIGO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601833 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 868320 AGR / ES", "ARE 868320 AGR / ES", "ARE 868320 AGR / ES" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41⁄2003", "Lei Estadual n 2 . 349⁄68", "Lei Federal 8 . 935⁄1994", "art . 236 da Constituição Federal de 1988⁄88", "EC 41⁄2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC 41⁄2003", "Lei Estadual n 2 . 349⁄68", "Lei Federal 8 . 935⁄1994", "art . 236 da Constituição Federal de 1988⁄88", "EC 41⁄2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 20 , § 4 . . . do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "IPAJM", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "IPAJM", "Supremo", "Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "IPAJM", "Supremo", "Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Espírito Santo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "IPAJM", "IPAJM", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "IPAJM", "IPAJM", "TJES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "IPAJM", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO", "IPAJM", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE", "MARIA CELESTE SALGADO", "SIMONE PAGOTTO RIGO", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE", "MARIA CELESTE SALGADO", "SIMONE PAGOTTO RIGO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE", "MARIA CELESTE SALGADO", "SIMONE PAGOTTO RIGO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE", "MARIA CELESTE SALGADO", "SIMONE PAGOTTO RIGO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "RAFAEL PINA DE SOUZA FREIRE", "MARIA CELESTE SALGADO", "SIMONE PAGOTTO RIGO", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "10", "/", "2015", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1º de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352784. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 879909 AGR / SP recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, incisos II, V e X, 37, cabeça, 93, inciso IX, e 125, §5º, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Estado de São Paulo, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Supremo Tribunal Federal ARE 879909 AGR / SP recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5º, incisos II, V e X, 37, cabeça, 93, inciso IX, e 125, §5º, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Estado de São Paulo, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato demissionário e consequente reintegração ao cargo com indenização por danos morais - Agravo retido interposto pelo Autor para realização de prova testemunhal - Inequívoca ocorrência da prescrição quinquenal - Inteligência do Decreto 20.910/32 - A absolvição criminal não elidiu a presença de grave resíduo administrativo a justificar a mantença da decisão administrativa exclusória - Aplicação, in casu, da Súmula 18 do STF - Improvimento do agravo retido e do recurso — Votação unânime. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório, a esta altura inafastáveis, concluiu pela permanência de elementos aptos a justificar o ato demissionário. Nesse sentido, confiram com o Verbete nº 18 da Súmula do Supremo: Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato demissionário e consequente reintegração ao cargo com indenização por danos morais - Agravo retido interposto pelo Autor para realização de prova testemunhal - Inequívoca ocorrência da prescrição quinquenal - Inteligência do Decreto 20.910/32 - A absolvição criminal não elidiu a presença de grave resíduo administrativo a justificar a mantença da decisão administrativa exclusória - Aplicação, in casu, da Súmula 18 do STF - Improvimento do agravo retido e do recurso — Votação unânime. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório, a esta altura inafastáveis, concluiu pela permanência de elementos aptos a justificar o ato demissionário. Nesse sentido, confiram com o Verbete nº 18 da Súmula do Supremo: Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 879909 AGR / SP julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Supremo Tribunal Federal ARE 879909 AGR / SP julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DJALMA NERY ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372650 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DJALMA NERY ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372650 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9408535
2015-09-01T00:00:00
2015-09-18T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur320254
Número de páginas: 6. Análise: 24/09/2015, MAD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
879909
[ "LEG-FED SUV-000018 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 879909 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DJALMA NERY ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO DEVIDO PROCESSO LEGAL – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – NULIDADE – RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Se, de um lado, é possível haver situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária a interesses. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 1... de setembro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352784. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :DJALMA NERY ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 29 de junho de 2015, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 879909 AGR / SP recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., incisos II, V e X, 37, cabeça, 93, inciso IX, e 125, §5..., da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Estado de São Paulo, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Supremo Tribunal Federal ARE 879909 AGR / SP recurso. A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de violação aos artigos 5..., incisos II, V e X, 37, cabeça, 93, inciso IX, e 125, §5..., da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Estado de São Paulo, em contraminuta, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352785. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato demissionário e consequente reintegração ao cargo com indenização por danos morais - Agravo retido interposto pelo Autor para realização de prova testemunhal - Inequívoca ocorrência da prescrição quinquenal - Inteligência do Decreto 20.910/32 - A absolvição criminal não elidiu a presença de grave resíduo administrativo a justificar a mantença da decisão administrativa exclusória - Aplicação, in casu, da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal - Improvimento do agravo retido e do recurso — Votação unânime. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório, a esta altura inafastáveis, concluiu pela permanência de elementos aptos a justificar o ato demissionário. Nesse sentido, confiram com o Verbete n 18 da Súmula do Supremo: Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo consignou, em síntese: POLICIAL MILITAR - Pedido de anulação de ato demissionário e consequente reintegração ao cargo com indenização por danos morais - Agravo retido interposto pelo Autor para realização de prova testemunhal - Inequívoca ocorrência da prescrição quinquenal - Inteligência do Decreto 20.910/32 - A absolvição criminal não elidiu a presença de grave resíduo administrativo a justificar a mantença da decisão administrativa exclusória - Aplicação, in casu, da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal - Improvimento do agravo retido e do recurso — Votação unânime. Não assiste razão ao agravante. O Colegiado de origem, a partir da análise do conjunto fático-probatório, a esta altura inafastáveis, concluiu pela permanência de elementos aptos a justificar o ato demissionário. Nesse sentido, confiram com o Verbete n 18 da Súmula do Supremo: Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 879909 AGR / SP julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Supremo Tribunal Federal ARE 879909 AGR / SP julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9352786. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DJALMA NERY ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372650 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879.909 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : DJALMA NERY ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372650 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 909", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 879 . 909", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 879909 AGR / SP", "ARE 879909 AGR", "Verbete n 18 da Súmula do Supremo", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "Verbete n 18 da Súmula do Supremo", "ARE 879909 AGR", "ARE 879909" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , V e X , 37 , cabeça , 93 , inciso IX , e 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , incisos II , V e X , 37 , cabeça , 93 , inciso IX , e 125 , § 5 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 20 . 910 / 32", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "DJALMA NERY", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DJALMA NERY", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DJALMA NERY", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "DJALMA NERY", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "1 . . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "29 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "29 de junho de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", ".", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, CAPUT E INCS. LIV E LV, 37, CAPUT, 195, § 5º, E 201 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, o qual manteve a concessão do benefício de aposentadoria especial. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Recorrente, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). 5. A alegada contrariedade aos arts. 2º, 5º, caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5º, e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, o qual manteve a concessão do benefício de aposentadoria especial. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Recorrente, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). 5. A alegada contrariedade aos arts. 2º, 5º, caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5º, e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RE 894067 AGR / PE prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 475-478). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.8.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS interpõe, em 17.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 482-484). 3. O Agravante sustenta que, “Conforme se verifica das fls. 392/396 dos autos, foram opostos Embargos de Declaração acerca da matéria constitucional, mais precisamente para prequestionar os artigos 2º e 5º, caput; 195, § 5º e 201 da CF/88 visando atender aos ditames da súmula 356/STF. Não há óbice, portanto, para que as razões do recurso extraordinário sejam conhecidas em sua integralidade, mormente por se tratar de matéria já decidida pelo STF em RE com repercussão geral, qual seja, RE 664.335/SC” (fl. 483). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Supremo Tribunal Federal RE 894067 AGR / PE prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 475-478). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.8.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS interpõe, em 17.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 482-484). 3. O Agravante sustenta que, “Conforme se verifica das fls. 392/396 dos autos, foram opostos Embargos de Declaração acerca da matéria constitucional, mais precisamente para prequestionar os artigos 2º e 5º, caput; 195, § 5º e 201 da CF/88 visando atender aos ditames da súmula 356/STF. Não há óbice, portanto, para que as razões do recurso extraordinário sejam conhecidas em sua integralidade, mormente por se tratar de matéria já decidida pelo STF em RE com repercussão geral, qual seja, RE 664.335/SC” (fl. 483). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegada contrariedade aos arts. 2º, 5º, caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5º, e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 3. Diferente do sustentado pelo Agravante, os embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido não foram conhecidos por intempestividade. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291313. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegada contrariedade aos arts. 2º, 5º, caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5º, e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 3. Diferente do sustentado pelo Agravante, os embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido não foram conhecidos por intempestividade. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) : ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258814 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) : ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258814 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318547
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2º, 5º, CAPUT E INCS. LIV E LV, 37, CAPUT, 195, § 5º, E 201 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318158
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 580465 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 11/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
894067
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00002 ART-00005 \"CAPUT\" INC-00054 \n INC-00055 ART-00037 \"CAPUT\" ART-00195 \n PAR-00005 ART-00201\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 894067 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) : ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AOS ARTS. 2..., 5..., CAPUT E INCS. LIV E LV, 37, CAPUT, 195, § 5..., E 201 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS NS. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291311. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, o qual manteve a concessão do benefício de aposentadoria especial. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Recorrente, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). 5. A alegada contrariedade aos arts. 2..., 5..., caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5..., e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) :ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 9.7.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social – INSS contra julgado do Tribunal Regional Federal da Quinta Região, o qual manteve a concessão do benefício de aposentadoria especial. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão do Recorrente, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Firmou-se na jurisprudência deste Supremo Tribunal: ‘O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário 140.370, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 21.5.1993). 5. A alegada contrariedade aos arts. 2..., 5..., caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5..., e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório Recurso Extraordinário 894067 AGR / PE prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 475-478). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.8.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS interpõe, em 17.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 482-484). 3. O Agravante sustenta que, “Conforme se verifica das fls. 392/396 dos autos, foram opostos Embargos de Declaração acerca da matéria constitucional, mais precisamente para prequestionar os artigos 2... e 5..., caput; 195, § 5... e 201 da Constituição Federal de 1988/88 visando atender aos ditames da súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Não há óbice, portanto, para que as razões do recurso extraordinário sejam conhecidas em sua integralidade, mormente por se tratar de matéria já decidida pelo Supremo Tribunal Federal em Recurso Extraordinário com repercussão geral, qual seja, Recurso Extraordinário 664.335/SC” (fl. 483). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 894067 AGR / PE prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: ‘A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes’ (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). Nada há a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 475-478). 2. Juntado aos autos o mandado de intimação devidamente cumprido em 10.8.2015, o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS interpõe, em 17.8.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 482-484). 3. O Agravante sustenta que, “Conforme se verifica das fls. 392/396 dos autos, foram opostos Embargos de Declaração acerca da matéria constitucional, mais precisamente para prequestionar os artigos 2... e 5..., caput; 195, § 5... e 201 da Constituição Federal de 1988/88 visando atender aos ditames da súmula 356/Supremo Tribunal Federal. Não há óbice, portanto, para que as razões do recurso extraordinário sejam conhecidas em sua integralidade, mormente por se tratar de matéria já decidida pelo Supremo Tribunal Federal em Recurso Extraordinário com repercussão geral, qual seja, Recurso Extraordinário 664.335/SC” (fl. 483). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegada contrariedade aos arts. 2..., 5..., caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5..., e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 3. Diferente do sustentado pelo Agravante, os embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido não foram conhecidos por intempestividade. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291313. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PERNAMBUCO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a alegada contrariedade aos arts. 2..., 5..., caput e incs. LIV e LV, 37, caput, 195, § 5..., e 201 da Constituição da República, suscitada no recurso extraordinário, não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco os embargos de declaração opostos o foram com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem, na espécie vertente, as Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: “A jurisprudência deste Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. Precedentes” (AI 580.465-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 19.9.2008). 3. Diferente do sustentado pelo Agravante, os embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido não foram conhecidos por intempestividade. 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291313. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) : ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258814 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894.067 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MÁRIO EUGÊNIO EMERY LOPES ADV.(A/S) : ANTÔNIO ALMIR DO VALE REIS JÚNIOR E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258814 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 067", "SÚMULAS NS . 282", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 067", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "Recurso Extraordinário 894067 AGR / PE", "Súmulas ns . 282", "AI 580 . 465 - AgR", "súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 664 . 335 / SC", "Recurso Extraordinário 894067 AGR / PE", "Súmulas ns . 282", "AI 580 . 465 - AgR", "súmula 356 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 664 . 335 / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 894 . 067", "Súmulas ns . 282", "AI 580 . 465 - AgR", "Súmulas ns . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "AI 580 . 465 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "ARTS", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "arts . 2 . . . , 5 . . . , caput e incs . 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO. DUPLA FUNDAMENTAÇÃO: CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE À MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que decidiu não ter o Agravante direito ao recebimento de pensão pela morte do pai militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. O Tribunal de origem assentou: (...) A instância originária decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1º, da Carta de 1967 e art. 5º, inc. I, da Constituição de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7º da Lei n. 3.765/1960). O Recorrente não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional do acórdão recorrido. Portanto, além da matéria constitucional cuidada neste recurso, há o fundamento infraconstitucional aproveitado pelo Tribunal de origem, não afastado pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual subsiste, sendo suficiente para manutenção do acórdão recorrido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que decidiu não ter o Agravante direito ao recebimento de pensão pela morte do pai militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. O Tribunal de origem assentou: (...) A instância originária decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1º, da Carta de 1967 e art. 5º, inc. I, da Constituição de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7º da Lei n. 3.765/1960). O Recorrente não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional do acórdão recorrido. Portanto, além da matéria constitucional cuidada neste recurso, há o fundamento infraconstitucional aproveitado pelo Tribunal de origem, não afastado pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual subsiste, sendo suficiente para manutenção do acórdão recorrido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 888335 AGR / SP Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal: “PREVIDENCIÁRIO. CANCELAMENTO DE BENEFÍCIO. PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE. FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA 283 DO STF. I - O acórdão recorrido julgou legítimo o cancelamento do recebimento da pensão pela ora agravante com apoio em fundamentos infraconstitucional e constitucional. Manutenção do fundamento infraconstitucional. Incidência da Súmula 283 do STF” (RE 558.027-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 13.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO RECORRIDO BASEADO EM DUPLO FUNDAMENTO AUTÔNOMO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM O RECURSO EXTRAORDINÁRIO DELE INTERPOSTO. OCIOSIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. O acórdão recorrido assentou-se em fundamentos suficientes não impugnados no recurso extraordinário. Incidência da Súmula 283 desta Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 594.371-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.11.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 167-171). 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2015 (fl. 172), Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte interpõe, em 23.6.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 177-180). 3. O Agravante afirma que “o V. Acórdão hostilizado não está mais a discutir a constitucionalidade, em si, do artigo 7º da Lei n. 3.765/1960, o qual foi objeto da discussão em primeiro grau, mas apenas a interpretação do inciso I do artigo 5º da Constituição Federal, a fim de se perquirir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal RE 888335 AGR / SP Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal: “PREVIDENCIÁRIO. CANCELAMENTO DE BENEFÍCIO. PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE. FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA 283 DO STF. I - O acórdão recorrido julgou legítimo o cancelamento do recebimento da pensão pela ora agravante com apoio em fundamentos infraconstitucional e constitucional. Manutenção do fundamento infraconstitucional. Incidência da Súmula 283 do STF” (RE 558.027-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 13.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO RECORRIDO BASEADO EM DUPLO FUNDAMENTO AUTÔNOMO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM O RECURSO EXTRAORDINÁRIO DELE INTERPOSTO. OCIOSIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. O acórdão recorrido assentou-se em fundamentos suficientes não impugnados no recurso extraordinário. Incidência da Súmula 283 desta Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 594.371-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.11.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 167-171). 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2015 (fl. 172), Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte interpõe, em 23.6.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 177-180). 3. O Agravante afirma que “o V. Acórdão hostilizado não está mais a discutir a constitucionalidade, em si, do artigo 7º da Lei n. 3.765/1960, o qual foi objeto da discussão em primeiro grau, mas apenas a interpretação do inciso I do artigo 5º da Constituição Federal, a fim de se perquirir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 888335 AGR / SP viabilidade constitucional da distinção ali reconhecida como válida e eficaz até os dias de hoje. (…) Nesse sentido, cumpre a esta Excelsa Corte deslindar a questão constitucional suscitada e decidir se deve haver ou não a distinção amparada pelo V. Acórdão recorrido, manifestando-se, assim, sobre a possibilidade de legislação regular de modo distinto a concessão de benefícios previdenciários para dependente mulheres ainda nos dias de hoje ou se deve agora prevalecer a regra constitucional de igualdade perseguida desde o início da demanda” (fl. 179). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal RE 888335 AGR / SP viabilidade constitucional da distinção ali reconhecida como válida e eficaz até os dias de hoje. (…) Nesse sentido, cumpre a esta Excelsa Corte deslindar a questão constitucional suscitada e decidir se deve haver ou não a distinção amparada pelo V. Acórdão recorrido, manifestando-se, assim, sobre a possibilidade de legislação regular de modo distinto a concessão de benefícios previdenciários para dependente mulheres ainda nos dias de hoje ou se deve agora prevalecer a regra constitucional de igualdade perseguida desde o início da demanda” (fl. 179). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1º, da Carta de 1967 e art. 5º, inc. I, da Constituição da República de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7º da Lei n. 3.765/1960). 3. O Agravante não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional, o qual subsiste e é suficiente para a manutenção do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA COMINATÓRIA. CITAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. 1. O Tribunal de origem utilizou fundamento infraconstitucional suficiente para manter a decisão agravada, que não foi atacado pela parte recorrente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 283/ STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.283-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL – MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS – ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APOIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1º, da Carta de 1967 e art. 5º, inc. I, da Constituição da República de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7º da Lei n. 3.765/1960). 3. O Agravante não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional, o qual subsiste e é suficiente para a manutenção do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA COMINATÓRIA. CITAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/STF. 1. O Tribunal de origem utilizou fundamento infraconstitucional suficiente para manter a decisão agravada, que não foi atacado pela parte recorrente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 283/ STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.283-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL – MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS – ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APOIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 888335 AGR / SP ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL – PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL – SÚMULA 283/STF – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes” (ARE 842.658-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 20.4.2015). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Supremo Tribunal Federal RE 888335 AGR / SP ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL – PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL – SÚMULA 283/STF – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/STF), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes” (ARE 842.658-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 20.4.2015). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) : PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) : REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) : WILNEY DE ALMEIDA PRADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258807 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) : PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) : REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) : WILNEY DE ALMEIDA PRADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258807 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9318790
2015-08-25T00:00:00
2015-09-04T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO. DUPLA FUNDAMENTAÇÃO: CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE À MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur318163
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 283) ARE 842658 AgR (2ªT), ARE 882283 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 08/09/2015, MAD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
888335
[ "LEG-FED CF ANO-1967\n ART-00153 PAR-00001\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00001\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-003765 ANO-1960\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 888335 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) : PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) : REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) : WILNEY DE ALMEIDA PRADO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO. DUPLA FUNDAMENTAÇÃO: CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE À MANUTENÇÃO DO JULGADO. SÚMULA N. 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291299. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que decidiu não ter o Agravante direito ao recebimento de pensão pela morte do pai militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. O Tribunal de origem assentou: (...) A instância originária decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1..., da Carta de 1967 e art. 5..., inc. I, da Constituição de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7... da Lei n. 3.765/1960). O Recorrente não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional do acórdão recorrido. Portanto, além da matéria constitucional cuidada neste recurso, há o fundamento infraconstitucional aproveitado pelo Tribunal de origem, não afastado pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual subsiste, sendo suficiente para manutenção do acórdão recorrido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) :PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) :REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) :WILNEY DE ALMEIDA PRADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 16.6.2015, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto por Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte contra julgado do Tribunal Regional Federal da Terceira Região, que decidiu não ter o Agravante direito ao recebimento de pensão pela morte do pai militar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. O Tribunal de origem assentou: (...) A instância originária decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1..., da Carta de 1967 e art. 5..., inc. I, da Constituição de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7... da Lei n. 3.765/1960). O Recorrente não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional do acórdão recorrido. Portanto, além da matéria constitucional cuidada neste recurso, há o fundamento infraconstitucional aproveitado pelo Tribunal de origem, não afastado pelo Superior Tribunal de Justiça, o qual subsiste, sendo suficiente para manutenção do acórdão recorrido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal: “PREVIDENCIÁRIO. CANCELAMENTO DE BENEFÍCIO. PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE. FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. I - O acórdão recorrido julgou legítimo o cancelamento do recebimento da pensão pela ora agravante com apoio em fundamentos infraconstitucional e constitucional. Manutenção do fundamento infraconstitucional. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal” (Recurso Extraordinário 558.027-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 13.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO RECORRIDO BASEADO EM DUPLO FUNDAMENTO AUTÔNOMO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM O RECURSO EXTRAORDINÁRIO DELE INTERPOSTO. OCIOSIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou-se em fundamentos suficientes não impugnados no recurso extraordinário. Incidência da Súmula 283 desta Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.371-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.11.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 167-171). 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2015 (fl. 172), Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte interpõe, em 23.6.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 177-180). 3. O Agravante afirma que “o V. Acórdão hostilizado não está mais a discutir a constitucionalidade, em si, do artigo 7... da Lei n. 3.765/1960, o qual foi objeto da discussão em primeiro grau, mas apenas a interpretação do inciso I do artigo 5... da Constituição Federal, a fim de se perquirir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal: “PREVIDENCIÁRIO. CANCELAMENTO DE BENEFÍCIO. PERDA DA CONDIÇÃO DE DEPENDENTE. FUNDAMENTOS INFRACONSTITUCIONAL E CONSTITUCIONAL. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. I - O acórdão recorrido julgou legítimo o cancelamento do recebimento da pensão pela ora agravante com apoio em fundamentos infraconstitucional e constitucional. Manutenção do fundamento infraconstitucional. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal” (Recurso Extraordinário 558.027-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 13.6.2008). “AGRAVO REGIMENTAL. ACÓRDÃO RECORRIDO BASEADO EM DUPLO FUNDAMENTO AUTÔNOMO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL MANTIDO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPOSSIBILIDADE DE REVERSÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO COM O RECURSO EXTRAORDINÁRIO DELE INTERPOSTO. OCIOSIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. O acórdão recorrido assentou-se em fundamentos suficientes não impugnados no recurso extraordinário. Incidência da Súmula 283 desta Corte. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.371-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 4.11.2011). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 5. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 167-171). 2. Publicada essa decisão no DJe de 19.6.2015 (fl. 172), Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte interpõe, em 23.6.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 177-180). 3. O Agravante afirma que “o V. Acórdão hostilizado não está mais a discutir a constitucionalidade, em si, do artigo 7... da Lei n. 3.765/1960, o qual foi objeto da discussão em primeiro grau, mas apenas a interpretação do inciso I do artigo 5... da Constituição Federal, a fim de se perquirir a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP viabilidade constitucional da distinção ali reconhecida como válida e eficaz até os dias de hoje. (…) Nesse sentido, cumpre a esta Excelsa Corte deslindar a questão constitucional suscitada e decidir se deve haver ou não a distinção amparada pelo V. Acórdão recorrido, manifestando-se, assim, sobre a possibilidade de legislação regular de modo distinto a concessão de benefícios previdenciários para dependente mulheres ainda nos dias de hoje ou se deve agora prevalecer a regra constitucional de igualdade perseguida desde o início da demanda” (fl. 179). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP viabilidade constitucional da distinção ali reconhecida como válida e eficaz até os dias de hoje. (…) Nesse sentido, cumpre a esta Excelsa Corte deslindar a questão constitucional suscitada e decidir se deve haver ou não a distinção amparada pelo V. Acórdão recorrido, manifestando-se, assim, sobre a possibilidade de legislação regular de modo distinto a concessão de benefícios previdenciários para dependente mulheres ainda nos dias de hoje ou se deve agora prevalecer a regra constitucional de igualdade perseguida desde o início da demanda” (fl. 179). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1..., da Carta de 1967 e art. 5..., inc. I, da Constituição da República de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7... da Lei n. 3.765/1960). 3. O Agravante não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional, o qual subsiste e é suficiente para a manutenção do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA COMINATÓRIA. CITAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem utilizou fundamento infraconstitucional suficiente para manter a decisão agravada, que não foi atacado pela parte recorrente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 283/ Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.283-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL – MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS – ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APOIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Tribunal a quo decidiu a controvérsia com base em dois fundamentos: um constitucional (art. 153, § 1..., da Carta de 1967 e art. 5..., inc. I, da Constituição da República de 1988) e outro infraconstitucional (art. 7... da Lei n. 3.765/1960). 3. O Agravante não interpôs recurso especial para afastar o fundamento infraconstitucional, o qual subsiste e é suficiente para a manutenção do acórdão recorrido. Incide na espécie a Súmula n. 283 deste Supremo Tribunal. Assim, por exemplo: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. MULTA COMINATÓRIA. CITAÇÃO. FUNDAMENTAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem utilizou fundamento infraconstitucional suficiente para manter a decisão agravada, que não foi atacado pela parte recorrente. Nessas condições, a hipótese atrai a incidência da Súmula 283/ Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 882.283-AgR, Relator o Ministro Roberto Barroso, Primeira Turma, DJe 30.6.2015). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO E RECURSO ESPECIAL – MODALIDADES DE RECURSOS EXCEPCIONAIS QUE POSSUEM DOMÍNIOS TEMÁTICOS PRÓPRIOS – ACÓRDÃO EMANADO DE TRIBUNAL DE JURISDIÇÃO INFERIOR QUE SE APOIA EM VÁRIOS FUNDAMENTOS, DOS QUAIS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL – PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL – SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes” (ARE 842.658-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 20.4.2015). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP ALGUNS POSSUEM CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL – PRECLUSÃO QUE SE OPEROU, NA ESPÉCIE, EM RELAÇÃO AOS FUNDAMENTOS DE ÍNDOLE MERAMENTE LEGAL – SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – O recurso extraordinário e o recurso especial são institutos de direito processual constitucional. Trata-se de modalidades excepcionais de impugnação recursal, com domínios temáticos próprios que lhes foram constitucionalmente reservados. Assentando-se, o acórdão emanado de Tribunal inferior, em vários fundamentos, dos quais alguns de índole meramente ordinária, e tendo em vista a plena autonomia e a inteira suficiência daqueles de caráter infraconstitucional, mostra-se inadmissível o recurso extraordinário em tal contexto (Súmula 283/Supremo Tribunal Federal), eis que a decisão contra a qual se insurge o apelo extremo revela-se impregnada de condições suficientes para subsistir autonomamente, considerada, de um lado, a preclusão que se operou em relação aos fundamentos de índole legal e, de outro, a irreversibilidade que resulta dessa específica situação processual. Precedentes” (ARE 842.658-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 20.4.2015). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9291301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) : PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) : REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) : WILNEY DE ALMEIDA PRADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258807 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888.335 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI DUARTE ADV.(A/S) : PEDRO CARNEIRO DABUS AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE AGDO.(A/S) : REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO ADV.(A/S) : WILNEY DE ALMEIDA PRADO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258807 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335", "SÚMULA N . 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335", "Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP", "Súmula n . 283 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 558 . 027 - AgR", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 594 . 371 - AgR", "Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP", "Súmula n . 283 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 558 . 027 - AgR", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 594 . 371 - AgR", "Recurso Extraordinário 888335 AGR", "Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335", "Súmula n . 283 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 882 . 283 - AgR", "Súmula n . 283 deste Supremo Tribunal", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 882 . 283 - AgR", "Recurso Extraordinário 888335 AGR / SP", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 842 . 658 - AgR", "Recurso Extraordinário 888335 AGR", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 842 . 658 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 888 . 335" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 1 . . . , da Carta de 1967", "art . 5 . . . , inc . 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I , da Constituição da República de 1988", "art . 7 . . . da Lei n . 3 . 765 / 1960", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 153 , § 1 . . . , da Carta de 1967", "art . 5 . . . , inc . I , da Constituição da República de 1988", "art . 7 . . . da Lei n . 3 . 765 / 1960", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da Terceira Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da Terceira Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI", "PEDRO CARNEIRO", "VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE", "WILNEY DE ALMEIDA PRADO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI", "PEDRO CARNEIRO", "VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE", "WILNEY DE ALMEIDA PRADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI", "PEDRO CARNEIRO DABUS", "VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE", "WILNEY DE ALMEIDA PRADO", "CÁRMEN LÚCIA", "Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Alexandre Zarconi Cavalcanti Duarte", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Roberto Barroso", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI", "PEDRO CARNEIRO DABUS", "VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE", "LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO", "WILNEY DE ALMEIDA PRADO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "CÁRMEN LÚCIA", "ALEXANDRE ZARCONI CAVALCANTI", "PEDRO CARNEIRO DABUS", "VALÉRIA TÂNIA DUARTE SALOMONE", "REGINA LUCIA CAVALCANTI DUARTE VECCHIATO", "WILNEY DE ALMEIDA PRADO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "16", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "16", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2008", "4", ".", "11", ".", "2011", "19", ".", "6", ".", "2015", "23", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "6", ".", "2008", "4", ".", "11", ".", "2011", "19", ".", "6", ".", "2015", "23", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "30", ".", "6", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "4", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA EXTRADIÇÃO. NULIDADE DO JULGAMENTO POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES DO EMBARGANTE. PRECEDENTES. 1. A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição causa a nulidade apontada. 2. Impossibilidade de realização da defesa oral na sessão de julgamento. Necessidade de novo pronunciamento judicial. Precedentes. 3. Embargos acolhidos parcialmente com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela segunda turma nesta Extradição, com pedido de inclusão em pauta para julgamento futuro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher parcialmente os embargos de declaração, com efeitos infrigentes, para nova intimação do julgamento, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269691. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 23.6.2015, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal, por unanimidade, deferiu o pedido de extradição formulado pelo Governo dos Estados Unidos da América em desfavor de Kelly Alan Freese, nos termos seguintes: “EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELA JUSTIÇA NORTE-AMERICANA. TRATADO ESPECÍFICO: REQUISITOS ATENDIDOS. CRIMES DE FRAUDE BANCÁRIA E ALIENAÇÃO OU ONERAÇÃO FRAUDULENTA DE COISA PRÓPRIA. DUPLA TIPICIDADE. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. EXTRADIÇÃO DEFERIDA. 1. O pedido formulado pelos Estados Unidos da América atende aos pressupostos necessários ao deferimento, nos termos da Lei n. 6.815/1980 e do Tratado de Extradição específico, inexistindo irregularidades formais. 2. O Estado Requerente dispõe de competência jurisdicional para processar e julgar os crimes imputados ao Extraditando, que, naquele Estado, teria sido autor de atos configuradores, em tese, dos delitos previstos no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seções 1014 e 1344, conformando-se o caso ao disposto no art. 78, inc. I, da Lei n. 6.815/1980 e ao princípio de direito penal internacional da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 23.6.2015, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal, por unanimidade, deferiu o pedido de extradição formulado pelo Governo dos Estados Unidos da América em desfavor de Kelly Alan Freese, nos termos seguintes: “EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELA JUSTIÇA NORTE-AMERICANA. TRATADO ESPECÍFICO: REQUISITOS ATENDIDOS. CRIMES DE FRAUDE BANCÁRIA E ALIENAÇÃO OU ONERAÇÃO FRAUDULENTA DE COISA PRÓPRIA. DUPLA TIPICIDADE. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. EXTRADIÇÃO DEFERIDA. 1. O pedido formulado pelos Estados Unidos da América atende aos pressupostos necessários ao deferimento, nos termos da Lei n. 6.815/1980 e do Tratado de Extradição específico, inexistindo irregularidades formais. 2. O Estado Requerente dispõe de competência jurisdicional para processar e julgar os crimes imputados ao Extraditando, que, naquele Estado, teria sido autor de atos configuradores, em tese, dos delitos previstos no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seções 1014 e 1344, conformando-se o caso ao disposto no art. 78, inc. I, da Lei n. 6.815/1980 e ao princípio de direito penal internacional da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF territorialidade da lei penal. 3. Requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inc. II, da Lei n. 6.815/1980 cumprido: fatos delituosos imputados ao Extraditando correspondentes, no Brasil, aos crimes de fraude bancária e alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (art. 19 da Lei n. 7.492/1986, e art. 171, §2º, inc. II, do Código Penal Brasileiro). 4. Na extradição, este Supremo Tribunal Federal não detém competência para examinar o mérito da pretensão deduzida pelo Estado Requerente ou o contexto probatório no qual se apóia a postulação extradicional. Precendentes. 5. Extradição deferida.” (fl. 274). 2. Publicado esse acórdão no DJe de 3.8.2015, Kelly Alan Freese opôs, tempestivamente, em 10.8.2015, embargos de declaração com pedido de efeito modificativo (fls. 295-311). 3. Sustenta, preliminarmente, nulidade de julgamento porque “a intimação (mediante publicação do DJE) da inclusão do feito em pauta para julgamento (…) ocorreu em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. Aduz que “como se percebe da sucessão dos atos de constituição e substabelecimento de advogados ocorrida nos autos desta extradição, os Advogados Allan Pereira Guimarães, Sicilia Maria Andrade Tanaka, Luiz Felipe da Silva Andrade, Talita Sayuri Hamano e Gabriel Rabelo de Amorim renunciaram os poderes que lhes foram outorgados. Além disso, o embargante constituiu novos advogados, a dizer, os Drs. Velci José da Silva Neckel, Huldayse Pinheiro Hermsdorf e Jeremias de Souza Leite, aos quais outorgou procuração sem qualquer ressalva. Contudo, no momento da inclusão do feito em pauta para julgamento – que se deu no dia 15 de junho de 2015 – a intimação mediante publicação no DJE ocorreu apenas em nome do advogado Gabriel Rabelo de Amorim, ou seja, em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF territorialidade da lei penal. 3. Requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inc. II, da Lei n. 6.815/1980 cumprido: fatos delituosos imputados ao Extraditando correspondentes, no Brasil, aos crimes de fraude bancária e alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (art. 19 da Lei n. 7.492/1986, e art. 171, §2º, inc. II, do Código Penal Brasileiro). 4. Na extradição, este Supremo Tribunal Federal não detém competência para examinar o mérito da pretensão deduzida pelo Estado Requerente ou o contexto probatório no qual se apóia a postulação extradicional. Precendentes. 5. Extradição deferida.” (fl. 274). 2. Publicado esse acórdão no DJe de 3.8.2015, Kelly Alan Freese opôs, tempestivamente, em 10.8.2015, embargos de declaração com pedido de efeito modificativo (fls. 295-311). 3. Sustenta, preliminarmente, nulidade de julgamento porque “a intimação (mediante publicação do DJE) da inclusão do feito em pauta para julgamento (…) ocorreu em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. Aduz que “como se percebe da sucessão dos atos de constituição e substabelecimento de advogados ocorrida nos autos desta extradição, os Advogados Allan Pereira Guimarães, Sicilia Maria Andrade Tanaka, Luiz Felipe da Silva Andrade, Talita Sayuri Hamano e Gabriel Rabelo de Amorim renunciaram os poderes que lhes foram outorgados. Além disso, o embargante constituiu novos advogados, a dizer, os Drs. Velci José da Silva Neckel, Huldayse Pinheiro Hermsdorf e Jeremias de Souza Leite, aos quais outorgou procuração sem qualquer ressalva. Contudo, no momento da inclusão do feito em pauta para julgamento – que se deu no dia 15 de junho de 2015 – a intimação mediante publicação no DJE ocorreu apenas em nome do advogado Gabriel Rabelo de Amorim, ou seja, em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF Enfatiza ser “evidente a nulidade do julgamento desta extradição (…) diante desse grave equívoco processual, que consiste na intimação acerca da inclusão do feito em pauta para julgamento, mediante a publicação no Diário de Justiça Eletrônico em nome de advogado que não mais representava a defesa do ora embargante”. Ressalta, também, ter havido inobservância da regra de competência porque “o art. 83 da Lei 6.815/90 é taxativo: ‘nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre sua legalidade e procedência, não cabendo recurso na decisão”. Destaca que “ao deslocar para a turma a competência para processar e julgar a extradição o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal ofende as garantias processuais asseguradas pelo Estatuto do Estrangeiro”. Conclui postulando “o acolhimento d[as] quest[ões] de ordem a fim de [se] reconhecer a nulidade do julgamento desta extradição pela c. Segunda turma e posteriormente, deslocar a competência para o plenário deste c. Supremo Tribunal Federal”. 4. Afirma o embargante existir omissões no julgado porque “o v. Acórdão (...) omitiu-se quanto ao fato de que não há nos autos nenhum documento que comprove a existência de ordem de prisão preventiva do ora embargante”. Sustenta que “a tradução dos documentos apresentados pelo Estado requerente [é deficiente e] não corrobora qualquer prisão preventiva. Trata-se, a bem da verdade, de mandato (sic) de condução coercitiva para que o embargante receba a acusação formal que contra ele foi apresentada”. Assevera ter-se deixado de “observar que o ora embargante recebeu visto permanente no Brasil em 7 de fevereiro de 2002 e aqui reside desde então, de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF Enfatiza ser “evidente a nulidade do julgamento desta extradição (…) diante desse grave equívoco processual, que consiste na intimação acerca da inclusão do feito em pauta para julgamento, mediante a publicação no Diário de Justiça Eletrônico em nome de advogado que não mais representava a defesa do ora embargante”. Ressalta, também, ter havido inobservância da regra de competência porque “o art. 83 da Lei 6.815/90 é taxativo: ‘nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre sua legalidade e procedência, não cabendo recurso na decisão”. Destaca que “ao deslocar para a turma a competência para processar e julgar a extradição o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal ofende as garantias processuais asseguradas pelo Estatuto do Estrangeiro”. Conclui postulando “o acolhimento d[as] quest[ões] de ordem a fim de [se] reconhecer a nulidade do julgamento desta extradição pela c. Segunda turma e posteriormente, deslocar a competência para o plenário deste c. Supremo Tribunal Federal”. 4. Afirma o embargante existir omissões no julgado porque “o v. Acórdão (...) omitiu-se quanto ao fato de que não há nos autos nenhum documento que comprove a existência de ordem de prisão preventiva do ora embargante”. Sustenta que “a tradução dos documentos apresentados pelo Estado requerente [é deficiente e] não corrobora qualquer prisão preventiva. Trata-se, a bem da verdade, de mandato (sic) de condução coercitiva para que o embargante receba a acusação formal que contra ele foi apresentada”. Assevera ter-se deixado de “observar que o ora embargante recebeu visto permanente no Brasil em 7 de fevereiro de 2002 e aqui reside desde então, de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF modo que não há como conceber que os fatos apurados pelo Estado requerente pudessem ter ocorrido no período de 2003 a 2006”. Aduz ter o acórdão embargado equivocado-se “quanto a dupla tipicidade uma vez que deixou de observar que os crimes imputados ao embargante pelo Estado requerente não se subsumem aos crimes previstos na legislação brasileira nos artigos 19 da Lei n. 7.492/86 e 171, §2º, II do Código Penal”. Ressalta que “para a legislação norte-americana não há qualquer distinção entre financiamento e empréstimo, sendo crime a fraude para obter qualquer valor ou bem de instituição financeira. Para a legislação brasileira, todavia, a fraude contra instituição financeira só se revela quando é feita para obter financiamento, que não é o caso dos autos. Conforme se verifica no pedido de extradição, o ora embargante teria obtido empréstimos e não financiamento”. Assevera ser “o empréstimo [ao contrário do financiamento] uma operação realizada sem destinação específica ou vinculada à comprovação da aplicação de recursos. A sua concessão fica ordinariamente vinculada à existência de uma garantia de devolução e um prazo determinado e da forma contratada, mas possui destinação livre. A premissa fundamental é que se compreenda a distinção existente entre financiamento e empréstimo. Enquanto este tem, quanto a seu emprego, destinação livre, aquele se apresenta vinculado ao custeio de determinado empreendimento ou aquisição”. Destaca que “no que se refere ao disposto no inciso II do §2º do artigo 171 do Código Penal, resta claro que não há nos crimes suscitados pelo Estado Estrangeiro qualquer semelhança. Isso porque não há nos mencionados crimes estrangeiros qualquer menção a negociar bem inalienável sem que se esclareça as circunstâncias”. 5. Este o teor dos pedidos: “Por essas breves razões, invocando os doutos suprimentos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF modo que não há como conceber que os fatos apurados pelo Estado requerente pudessem ter ocorrido no período de 2003 a 2006”. Aduz ter o acórdão embargado equivocado-se “quanto a dupla tipicidade uma vez que deixou de observar que os crimes imputados ao embargante pelo Estado requerente não se subsumem aos crimes previstos na legislação brasileira nos artigos 19 da Lei n. 7.492/86 e 171, §2º, II do Código Penal”. Ressalta que “para a legislação norte-americana não há qualquer distinção entre financiamento e empréstimo, sendo crime a fraude para obter qualquer valor ou bem de instituição financeira. Para a legislação brasileira, todavia, a fraude contra instituição financeira só se revela quando é feita para obter financiamento, que não é o caso dos autos. Conforme se verifica no pedido de extradição, o ora embargante teria obtido empréstimos e não financiamento”. Assevera ser “o empréstimo [ao contrário do financiamento] uma operação realizada sem destinação específica ou vinculada à comprovação da aplicação de recursos. A sua concessão fica ordinariamente vinculada à existência de uma garantia de devolução e um prazo determinado e da forma contratada, mas possui destinação livre. A premissa fundamental é que se compreenda a distinção existente entre financiamento e empréstimo. Enquanto este tem, quanto a seu emprego, destinação livre, aquele se apresenta vinculado ao custeio de determinado empreendimento ou aquisição”. Destaca que “no que se refere ao disposto no inciso II do §2º do artigo 171 do Código Penal, resta claro que não há nos crimes suscitados pelo Estado Estrangeiro qualquer semelhança. Isso porque não há nos mencionados crimes estrangeiros qualquer menção a negociar bem inalienável sem que se esclareça as circunstâncias”. 5. Este o teor dos pedidos: “Por essas breves razões, invocando os doutos suprimentos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF Vossa Excelência e de seus eminentes pares, o embargante pede e espera, respeitosamente: a) o acolhimento da questão de ordem para decretar a nulidade do julgamento desta extradição, nos termos acima expostos, b) subsidiariamente, o conhecimento dos presentes embargos, eis que adequados e tempestivos, c) seu acolhimento, a fim de que as omissões, contradições e erros decorrentes de adoção de premissas equivocadas acima apontadas sejam supridos, d) caso o acolhimento dos embargos ora manejados implique novo julgamento da causa, que lhe sejam emprestados efeitos infrigentes, em face da fundamentação acima, a fim de que seja indeferida esta extradição. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF Vossa Excelência e de seus eminentes pares, o embargante pede e espera, respeitosamente: a) o acolhimento da questão de ordem para decretar a nulidade do julgamento desta extradição, nos termos acima expostos, b) subsidiariamente, o conhecimento dos presentes embargos, eis que adequados e tempestivos, c) seu acolhimento, a fim de que as omissões, contradições e erros decorrentes de adoção de premissas equivocadas acima apontadas sejam supridos, d) caso o acolhimento dos embargos ora manejados implique novo julgamento da causa, que lhe sejam emprestados efeitos infrigentes, em face da fundamentação acima, a fim de que seja indeferida esta extradição. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão assiste ao Embargante ao arguir a nulidade do julgamento da extradição n. 1388, ocorrido em 23.6.2015 na segunda Turma. 2. O advogado Gabriel Rabelo de Amorim, que foi intimado em 17.6.2015, via imprensa oficial, da inclusão em pauta desta Extradição (Pauta n. 19/2015), não mais representava, naquela data, o recorrente, porque pela Petição/STF 19140, renunciou ao mandato que lhe foi outorgado, destacando ser, a partir de então, o Dr. Velci José da Silva Neckel OAB/RO 3.844, o patrono do embargante, o qual juntou procuração à fl. 217. 3. Apesar da juntada da petição, a secretaria judiciária, por equívoco deixou de promover a exclusão dos antigos patronos e a inclusão dos novos constituídos na autuação do processo, certificando: “que examinados os autos, constatou-se que, após a juntada do termo de audiência de folhas 188/189, no qual consta como novo advogado do extraditando o Dr. Velci José da Silva Neckel, não houve retificação da autuação para incluí-lo. Certifico, ainda, que a autuação fora retificada em 23/06/2015, conforme certidão de folha n. 270. Sucede que, quando da mencionada retificação, já havia ocorrido a publicação da pauta de julgamento (em 17/06/2015) com o nome do patrono anterior. Certifico, por fim, que, neste ato, em razão do protocolado n. 38370/2015 incluí na autuação o Dr. Michel Saliba de Oliveira e outros” (fl. 317). 4. O art. 1º, inc. I, als. a e b, da Resolução n. 478 de 2011 estabelece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão assiste ao Embargante ao arguir a nulidade do julgamento da extradição n. 1388, ocorrido em 23.6.2015 na segunda Turma. 2. O advogado Gabriel Rabelo de Amorim, que foi intimado em 17.6.2015, via imprensa oficial, da inclusão em pauta desta Extradição (Pauta n. 19/2015), não mais representava, naquela data, o recorrente, porque pela Petição/STF 19140, renunciou ao mandato que lhe foi outorgado, destacando ser, a partir de então, o Dr. Velci José da Silva Neckel OAB/RO 3.844, o patrono do embargante, o qual juntou procuração à fl. 217. 3. Apesar da juntada da petição, a secretaria judiciária, por equívoco deixou de promover a exclusão dos antigos patronos e a inclusão dos novos constituídos na autuação do processo, certificando: “que examinados os autos, constatou-se que, após a juntada do termo de audiência de folhas 188/189, no qual consta como novo advogado do extraditando o Dr. Velci José da Silva Neckel, não houve retificação da autuação para incluí-lo. Certifico, ainda, que a autuação fora retificada em 23/06/2015, conforme certidão de folha n. 270. Sucede que, quando da mencionada retificação, já havia ocorrido a publicação da pauta de julgamento (em 17/06/2015) com o nome do patrono anterior. Certifico, por fim, que, neste ato, em razão do protocolado n. 38370/2015 incluí na autuação o Dr. Michel Saliba de Oliveira e outros” (fl. 317). 4. O art. 1º, inc. I, als. a e b, da Resolução n. 478 de 2011 estabelece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA EXT 1388 ED / DF ser atribuição da Secretaria Judiciária e da Secretaria das Sessões do Supremo Tribunal Federal a prática “[dos] seguintes atos cartorários oficiais de impulso ou de regularização processual que independam de despacho da autoridade judicial: I – alterar a autuação dos processos, para incluir ou excluir o nome de advogados: a) indicados em petição de substabelecimento, com ou ou sem reservas; b) para fins de publicação no Diário da Justiça Eletrônico”. 5. O feito, que depende de inclusão em pauta, foi levado a julgamento sem prévia ciência dos defensores, o que frustrou a possibilidade de eventual defesa oral. 6. Da jurisprudência deste Supremo colhe-se o entendimento de que a falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento representa causa de nulidade: “QUESTÃO DE ORDEM. EXTRADIÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO DOS ADVOGADOS DEVIDAMENTE CONSTITUÍDOS PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO EM PLENÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. NULIDADE DECLARADA. I – A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição é causa de nulidade, quando implica prejuízo à defesa. Precedentes. Súnula 523 desta Corte. II – Petição recebida como questão de ordem, para sujeitar o pedido de nulidade à Sessão Pelnária. III – Nulidade declarada, a partir da data de publicação da Pauta de Julgamento, omissa em relação à nova defensoria do extraditando. IV – Questão resolvida com determinação de novo julgamento, com a devida celeridade.” (Ext. 1.068 QO/República Argentina, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe. 27.6.2008) 7. O Plenário deste Supremo voltou a se manifestar sobre o tema em 5.8.2015, por ocasião do julgamento dos Embargos de Declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF ser atribuição da Secretaria Judiciária e da Secretaria das Sessões do Supremo Tribunal Federal a prática “[dos] seguintes atos cartorários oficiais de impulso ou de regularização processual que independam de despacho da autoridade judicial: I – alterar a autuação dos processos, para incluir ou excluir o nome de advogados: a) indicados em petição de substabelecimento, com ou ou sem reservas; b) para fins de publicação no Diário da Justiça Eletrônico”. 5. O feito, que depende de inclusão em pauta, foi levado a julgamento sem prévia ciência dos defensores, o que frustrou a possibilidade de eventual defesa oral. 6. Da jurisprudência deste Supremo colhe-se o entendimento de que a falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento representa causa de nulidade: “QUESTÃO DE ORDEM. EXTRADIÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO DOS ADVOGADOS DEVIDAMENTE CONSTITUÍDOS PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO EM PLENÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. NULIDADE DECLARADA. I – A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição é causa de nulidade, quando implica prejuízo à defesa. Precedentes. Súnula 523 desta Corte. II – Petição recebida como questão de ordem, para sujeitar o pedido de nulidade à Sessão Pelnária. III – Nulidade declarada, a partir da data de publicação da Pauta de Julgamento, omissa em relação à nova defensoria do extraditando. IV – Questão resolvida com determinação de novo julgamento, com a devida celeridade.” (Ext. 1.068 QO/República Argentina, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe. 27.6.2008) 7. O Plenário deste Supremo voltou a se manifestar sobre o tema em 5.8.2015, por ocasião do julgamento dos Embargos de Declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA EXT 1388 ED / DF opostos no RE 658.312/SC, ocasião em que o recurso foi acolhido “com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pelo Tribunal Pleno neste recurso extraordinário, determinando, ainda, sua inclusão em pauta para futuro julgamento, com a devida notificação e intimação das partes representantes que atuem no feito”. 8. Sem razão, contudo, o Embargante quanto à regra de competência do Plenário, alterada que foi a norma, remetendo às turmas o julgamento das Extradições, na forma da emenda regimental n. 45/2011. 9. Pelo exposto, voto no sentido de acolher parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantenho a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF opostos no RE 658.312/SC, ocasião em que o recurso foi acolhido “com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pelo Tribunal Pleno neste recurso extraordinário, determinando, ainda, sua inclusão em pauta para futuro julgamento, com a devida notificação e intimação das partes representantes que atuem no feito”. 8. Sem razão, contudo, o Embargante quanto à regra de competência do Plenário, alterada que foi a norma, remetendo às turmas o julgamento das Extradições, na forma da emenda regimental n. 45/2011. 9. Pelo exposto, voto no sentido de acolher parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantenho a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) : VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantida a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258505 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) : VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantida a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9382544
2015-08-25T00:00:00
2015-09-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, acolheu parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantida a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA EXTRADIÇÃO. NULIDADE DO JULGAMENTO POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES DO EMBARGANTE. PRECEDENTES. 1. A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição causa a nulidade apontada. 2. Impossibilidade de realização da defesa oral na sessão de julgamento. Necessidade de novo pronunciamento judicial. Precedentes. 3. Embargos acolhidos parcialmente com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela segunda turma nesta Extradição, com pedido de inclusão em pauta para julgamento futuro.
sjur319604
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA, INTIMAÇÃO, ADVOGADO, SESSÃO DE JULGAMENTO) Ext 1068 QO (TP), RE 658312 ED (TP). Número de páginas: 10. Análise: 24/09/2015, IMC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
1388
[ "LEG-FED RES-000478 ANO-2011\n ART-00001 INC-00001 LET-A LET-B\n RESOLUÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED EMR-000045 ANO-2011\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Ext-ED
acordaos
Ext 1388 ED
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EMBTE.(S) : KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) : VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA EXTRADIÇÃO. NULIDADE DO JULGAMENTO POR AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DOS DEFENSORES DO EMBARGANTE. PRECEDENTES. 1. A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição causa a nulidade apontada. 2. Impossibilidade de realização da defesa oral na sessão de julgamento. Necessidade de novo pronunciamento judicial. Precedentes. 3. Embargos acolhidos parcialmente com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela segunda turma nesta Extradição, com pedido de inclusão em pauta para julgamento futuro. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em acolher parcialmente os embargos de declaração, com efeitos infrigentes, para nova intimação do julgamento, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 25 de agosto de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269691. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 23.6.2015, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal, por unanimidade, deferiu o pedido de extradição formulado pelo Governo dos Estados Unidos da América em desfavor de Kelly Alan Freese, nos termos seguintes: “EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELA JUSTIÇA NORTE-AMERICANA. TRATADO ESPECÍFICO: REQUISITOS ATENDIDOS. CRIMES DE FRAUDE BANCÁRIA E ALIENAÇÃO OU ONERAÇÃO FRAUDULENTA DE COISA PRÓPRIA. DUPLA TIPICIDADE. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. EXTRADIÇÃO DEFERIDA. 1. O pedido formulado pelos Estados Unidos da América atende aos pressupostos necessários ao deferimento, nos termos da Lei n. 6.815/1980 e do Tratado de Extradição específico, inexistindo irregularidades formais. 2. O Estado Requerente dispõe de competência jurisdicional para processar e julgar os crimes imputados ao Extraditando, que, naquele Estado, teria sido autor de atos configuradores, em tese, dos delitos previstos no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seções 1014 e 1344, conformando-se o caso ao disposto no art. 78, inc. I, da Lei n. 6.815/1980 e ao princípio de direito penal internacional da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) :VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) :MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) :GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 23.6.2015, a Segunda Turma deste Supremo Tribunal, por unanimidade, deferiu o pedido de extradição formulado pelo Governo dos Estados Unidos da América em desfavor de Kelly Alan Freese, nos termos seguintes: “EXTRADIÇÃO INSTRUTÓRIA. PRISÃO PREVENTIVA DECRETADA PELA JUSTIÇA NORTE-AMERICANA. TRATADO ESPECÍFICO: REQUISITOS ATENDIDOS. CRIMES DE FRAUDE BANCÁRIA E ALIENAÇÃO OU ONERAÇÃO FRAUDULENTA DE COISA PRÓPRIA. DUPLA TIPICIDADE. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. EXTRADIÇÃO DEFERIDA. 1. O pedido formulado pelos Estados Unidos da América atende aos pressupostos necessários ao deferimento, nos termos da Lei n. 6.815/1980 e do Tratado de Extradição específico, inexistindo irregularidades formais. 2. O Estado Requerente dispõe de competência jurisdicional para processar e julgar os crimes imputados ao Extraditando, que, naquele Estado, teria sido autor de atos configuradores, em tese, dos delitos previstos no Título 18 do Código dos Estados Unidos, Seções 1014 e 1344, conformando-se o caso ao disposto no art. 78, inc. I, da Lei n. 6.815/1980 e ao princípio de direito penal internacional da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF territorialidade da lei penal. 3. Requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inc. II, da Lei n. 6.815/1980 cumprido: fatos delituosos imputados ao Extraditando correspondentes, no Brasil, aos crimes de fraude bancária e alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (art. 19 da Lei n. 7.492/1986, e art. 171, §2..., inc. II, do Código Penal Brasileiro). 4. Na extradição, este Supremo Tribunal Federal não detém competência para examinar o mérito da pretensão deduzida pelo Estado Requerente ou o contexto probatório no qual se apóia a postulação extradicional. Precendentes. 5. Extradição deferida.” (fl. 274). 2. Publicado esse acórdão no DJe de 3.8.2015, Kelly Alan Freese opôs, tempestivamente, em 10.8.2015, embargos de declaração com pedido de efeito modificativo (fls. 295-311). 3. Sustenta, preliminarmente, nulidade de julgamento porque “a intimação (mediante publicação do DJE) da inclusão do feito em pauta para julgamento (…) ocorreu em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. Aduz que “como se percebe da sucessão dos atos de constituição e substabelecimento de advogados ocorrida nos autos desta extradição, os Advogados Allan Pereira Guimarães, Sicilia Maria Andrade Tanaka, Luiz Felipe da Silva Andrade, Talita Sayuri Hamano e Gabriel Rabelo de Amorim renunciaram os poderes que lhes foram outorgados. Além disso, o embargante constituiu novos advogados, a dizer, os Drs. Velci José da Silva Neckel, Huldayse Pinheiro Hermsdorf e Jeremias de Souza Leite, aos quais outorgou procuração sem qualquer ressalva. Contudo, no momento da inclusão do feito em pauta para julgamento – que se deu no dia 15 de junho de 2015 – a intimação mediante publicação no DJE ocorreu apenas em nome do advogado Gabriel Rabelo de Amorim, ou seja, em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF territorialidade da lei penal. 3. Requisito da dupla tipicidade previsto no art. 77, inc. II, da Lei n. 6.815/1980 cumprido: fatos delituosos imputados ao Extraditando correspondentes, no Brasil, aos crimes de fraude bancária e alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria (art. 19 da Lei n. 7.492/1986, e art. 171, §2..., inc. II, do Código Penal Brasileiro). 4. Na extradição, este Supremo Tribunal Federal não detém competência para examinar o mérito da pretensão deduzida pelo Estado Requerente ou o contexto probatório no qual se apóia a postulação extradicional. Precendentes. 5. Extradição deferida.” (fl. 274). 2. Publicado esse acórdão no DJe de 3.8.2015, Kelly Alan Freese opôs, tempestivamente, em 10.8.2015, embargos de declaração com pedido de efeito modificativo (fls. 295-311). 3. Sustenta, preliminarmente, nulidade de julgamento porque “a intimação (mediante publicação do DJE) da inclusão do feito em pauta para julgamento (…) ocorreu em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. Aduz que “como se percebe da sucessão dos atos de constituição e substabelecimento de advogados ocorrida nos autos desta extradição, os Advogados Allan Pereira Guimarães, Sicilia Maria Andrade Tanaka, Luiz Felipe da Silva Andrade, Talita Sayuri Hamano e Gabriel Rabelo de Amorim renunciaram os poderes que lhes foram outorgados. Além disso, o embargante constituiu novos advogados, a dizer, os Drs. Velci José da Silva Neckel, Huldayse Pinheiro Hermsdorf e Jeremias de Souza Leite, aos quais outorgou procuração sem qualquer ressalva. Contudo, no momento da inclusão do feito em pauta para julgamento – que se deu no dia 15 de junho de 2015 – a intimação mediante publicação no DJE ocorreu apenas em nome do advogado Gabriel Rabelo de Amorim, ou seja, em nome de causídico sem poderes para representar o embargante em juízo”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF Enfatiza ser “evidente a nulidade do julgamento desta extradição (…) diante desse grave equívoco processual, que consiste na intimação acerca da inclusão do feito em pauta para julgamento, mediante a publicação no Diário de Justiça Eletrônico em nome de advogado que não mais representava a defesa do ora embargante”. Ressalta, também, ter havido inobservância da regra de competência porque “o art. 83 da Lei 6.815/90 é taxativo: ‘nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre sua legalidade e procedência, não cabendo recurso na decisão”. Destaca que “ao deslocar para a turma a competência para processar e julgar a extradição o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal ofende as garantias processuais asseguradas pelo Estatuto do Estrangeiro”. Conclui postulando “o acolhimento d[as] quest[ões] de ordem a fim de [se] reconhecer a nulidade do julgamento desta extradição pela c. Segunda turma e posteriormente, deslocar a competência para o plenário deste c. Supremo Tribunal Federal”. 4. Afirma o embargante existir omissões no julgado porque “o v. Acórdão (...) omitiu-se quanto ao fato de que não há nos autos nenhum documento que comprove a existência de ordem de prisão preventiva do ora embargante”. Sustenta que “a tradução dos documentos apresentados pelo Estado requerente [é deficiente e] não corrobora qualquer prisão preventiva. Trata-se, a bem da verdade, de mandato (sic) de condução coercitiva para que o embargante receba a acusação formal que contra ele foi apresentada”. Assevera ter-se deixado de “observar que o ora embargante recebeu visto permanente no Brasil em 7 de fevereiro de 2002 e aqui reside desde então, de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF Enfatiza ser “evidente a nulidade do julgamento desta extradição (…) diante desse grave equívoco processual, que consiste na intimação acerca da inclusão do feito em pauta para julgamento, mediante a publicação no Diário de Justiça Eletrônico em nome de advogado que não mais representava a defesa do ora embargante”. Ressalta, também, ter havido inobservância da regra de competência porque “o art. 83 da Lei 6.815/90 é taxativo: ‘nenhuma extradição será concedida sem prévio pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal sobre sua legalidade e procedência, não cabendo recurso na decisão”. Destaca que “ao deslocar para a turma a competência para processar e julgar a extradição o Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal ofende as garantias processuais asseguradas pelo Estatuto do Estrangeiro”. Conclui postulando “o acolhimento d[as] quest[ões] de ordem a fim de [se] reconhecer a nulidade do julgamento desta extradição pela c. Segunda turma e posteriormente, deslocar a competência para o plenário deste c. Supremo Tribunal Federal”. 4. Afirma o embargante existir omissões no julgado porque “o v. Acórdão (...) omitiu-se quanto ao fato de que não há nos autos nenhum documento que comprove a existência de ordem de prisão preventiva do ora embargante”. Sustenta que “a tradução dos documentos apresentados pelo Estado requerente [é deficiente e] não corrobora qualquer prisão preventiva. Trata-se, a bem da verdade, de mandato (sic) de condução coercitiva para que o embargante receba a acusação formal que contra ele foi apresentada”. Assevera ter-se deixado de “observar que o ora embargante recebeu visto permanente no Brasil em 7 de fevereiro de 2002 e aqui reside desde então, de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF modo que não há como conceber que os fatos apurados pelo Estado requerente pudessem ter ocorrido no período de 2003 a 2006”. Aduz ter o acórdão embargado equivocado-se “quanto a dupla tipicidade uma vez que deixou de observar que os crimes imputados ao embargante pelo Estado requerente não se subsumem aos crimes previstos na legislação brasileira nos artigos 19 da Lei n. 7.492/86 e 171, §2..., II do Código Penal”. Ressalta que “para a legislação norte-americana não há qualquer distinção entre financiamento e empréstimo, sendo crime a fraude para obter qualquer valor ou bem de instituição financeira. Para a legislação brasileira, todavia, a fraude contra instituição financeira só se revela quando é feita para obter financiamento, que não é o caso dos autos. Conforme se verifica no pedido de extradição, o ora embargante teria obtido empréstimos e não financiamento”. Assevera ser “o empréstimo [ao contrário do financiamento] uma operação realizada sem destinação específica ou vinculada à comprovação da aplicação de recursos. A sua concessão fica ordinariamente vinculada à existência de uma garantia de devolução e um prazo determinado e da forma contratada, mas possui destinação livre. A premissa fundamental é que se compreenda a distinção existente entre financiamento e empréstimo. Enquanto este tem, quanto a seu emprego, destinação livre, aquele se apresenta vinculado ao custeio de determinado empreendimento ou aquisição”. Destaca que “no que se refere ao disposto no inciso II do §2... do artigo 171 do Código Penal, resta claro que não há nos crimes suscitados pelo Estado Estrangeiro qualquer semelhança. Isso porque não há nos mencionados crimes estrangeiros qualquer menção a negociar bem inalienável sem que se esclareça as circunstâncias”. 5. Este o teor dos pedidos: “Por essas breves razões, invocando os doutos suprimentos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF modo que não há como conceber que os fatos apurados pelo Estado requerente pudessem ter ocorrido no período de 2003 a 2006”. Aduz ter o acórdão embargado equivocado-se “quanto a dupla tipicidade uma vez que deixou de observar que os crimes imputados ao embargante pelo Estado requerente não se subsumem aos crimes previstos na legislação brasileira nos artigos 19 da Lei n. 7.492/86 e 171, §2..., II do Código Penal”. Ressalta que “para a legislação norte-americana não há qualquer distinção entre financiamento e empréstimo, sendo crime a fraude para obter qualquer valor ou bem de instituição financeira. Para a legislação brasileira, todavia, a fraude contra instituição financeira só se revela quando é feita para obter financiamento, que não é o caso dos autos. Conforme se verifica no pedido de extradição, o ora embargante teria obtido empréstimos e não financiamento”. Assevera ser “o empréstimo [ao contrário do financiamento] uma operação realizada sem destinação específica ou vinculada à comprovação da aplicação de recursos. A sua concessão fica ordinariamente vinculada à existência de uma garantia de devolução e um prazo determinado e da forma contratada, mas possui destinação livre. A premissa fundamental é que se compreenda a distinção existente entre financiamento e empréstimo. Enquanto este tem, quanto a seu emprego, destinação livre, aquele se apresenta vinculado ao custeio de determinado empreendimento ou aquisição”. Destaca que “no que se refere ao disposto no inciso II do §2... do artigo 171 do Código Penal, resta claro que não há nos crimes suscitados pelo Estado Estrangeiro qualquer semelhança. Isso porque não há nos mencionados crimes estrangeiros qualquer menção a negociar bem inalienável sem que se esclareça as circunstâncias”. 5. Este o teor dos pedidos: “Por essas breves razões, invocando os doutos suprimentos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório EXT 1388 ED / DF Vossa Excelência e de seus eminentes pares, o embargante pede e espera, respeitosamente: a) o acolhimento da questão de ordem para decretar a nulidade do julgamento desta extradição, nos termos acima expostos, b) subsidiariamente, o conhecimento dos presentes embargos, eis que adequados e tempestivos, c) seu acolhimento, a fim de que as omissões, contradições e erros decorrentes de adoção de premissas equivocadas acima apontadas sejam supridos, d) caso o acolhimento dos embargos ora manejados implique novo julgamento da causa, que lhe sejam emprestados efeitos infrigentes, em face da fundamentação acima, a fim de que seja indeferida esta extradição. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF Vossa Excelência e de seus eminentes pares, o embargante pede e espera, respeitosamente: a) o acolhimento da questão de ordem para decretar a nulidade do julgamento desta extradição, nos termos acima expostos, b) subsidiariamente, o conhecimento dos presentes embargos, eis que adequados e tempestivos, c) seu acolhimento, a fim de que as omissões, contradições e erros decorrentes de adoção de premissas equivocadas acima apontadas sejam supridos, d) caso o acolhimento dos embargos ora manejados implique novo julgamento da causa, que lhe sejam emprestados efeitos infrigentes, em face da fundamentação acima, a fim de que seja indeferida esta extradição. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269692. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão assiste ao Embargante ao arguir a nulidade do julgamento da extradição n. 1388, ocorrido em 23.6.2015 na segunda Turma. 2. O advogado Gabriel Rabelo de Amorim, que foi intimado em 17.6.2015, via imprensa oficial, da inclusão em pauta desta Extradição (Pauta n. 19/2015), não mais representava, naquela data, o recorrente, porque pela Petição/Supremo Tribunal Federal 19140, renunciou ao mandato que lhe foi outorgado, destacando ser, a partir de então, o Dr. Velci José da Silva Neckel OAB/RO 3.844, o patrono do embargante, o qual juntou procuração à fl. 217. 3. Apesar da juntada da petição, a secretaria judiciária, por equívoco deixou de promover a exclusão dos antigos patronos e a inclusão dos novos constituídos na autuação do processo, certificando: “que examinados os autos, constatou-se que, após a juntada do termo de audiência de folhas 188/189, no qual consta como novo advogado do extraditando o Dr. Velci José da Silva Neckel, não houve retificação da autuação para incluí-lo. Certifico, ainda, que a autuação fora retificada em 23/06/2015, conforme certidão de folha n. 270. Sucede que, quando da mencionada retificação, já havia ocorrido a publicação da pauta de julgamento (em 17/06/2015) com o nome do patrono anterior. Certifico, por fim, que, neste ato, em razão do protocolado n. 38370/2015 incluí na autuação o Dr. Michel Saliba de Oliveira e outros” (fl. 317). 4. O art. 1..., inc. I, als. a e b, da Resolução n. 478 de 2011 estabelece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão assiste ao Embargante ao arguir a nulidade do julgamento da extradição n. 1388, ocorrido em 23.6.2015 na segunda Turma. 2. O advogado Gabriel Rabelo de Amorim, que foi intimado em 17.6.2015, via imprensa oficial, da inclusão em pauta desta Extradição (Pauta n. 19/2015), não mais representava, naquela data, o recorrente, porque pela Petição/Supremo Tribunal Federal 19140, renunciou ao mandato que lhe foi outorgado, destacando ser, a partir de então, o Dr. Velci José da Silva Neckel OAB/RO 3.844, o patrono do embargante, o qual juntou procuração à fl. 217. 3. Apesar da juntada da petição, a secretaria judiciária, por equívoco deixou de promover a exclusão dos antigos patronos e a inclusão dos novos constituídos na autuação do processo, certificando: “que examinados os autos, constatou-se que, após a juntada do termo de audiência de folhas 188/189, no qual consta como novo advogado do extraditando o Dr. Velci José da Silva Neckel, não houve retificação da autuação para incluí-lo. Certifico, ainda, que a autuação fora retificada em 23/06/2015, conforme certidão de folha n. 270. Sucede que, quando da mencionada retificação, já havia ocorrido a publicação da pauta de julgamento (em 17/06/2015) com o nome do patrono anterior. Certifico, por fim, que, neste ato, em razão do protocolado n. 38370/2015 incluí na autuação o Dr. Michel Saliba de Oliveira e outros” (fl. 317). 4. O art. 1..., inc. I, als. a e b, da Resolução n. 478 de 2011 estabelece Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA EXT 1388 ED / DF ser atribuição da Secretaria Judiciária e da Secretaria das Sessões do Supremo Tribunal Federal a prática “[dos] seguintes atos cartorários oficiais de impulso ou de regularização processual que independam de despacho da autoridade judicial: I – alterar a autuação dos processos, para incluir ou excluir o nome de advogados: a) indicados em petição de substabelecimento, com ou ou sem reservas; b) para fins de publicação no Diário da Justiça Eletrônico”. 5. O feito, que depende de inclusão em pauta, foi levado a julgamento sem prévia ciência dos defensores, o que frustrou a possibilidade de eventual defesa oral. 6. Da jurisprudência deste Supremo colhe-se o entendimento de que a falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento representa causa de nulidade: “QUESTÃO DE ORDEM. EXTRADIÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO DOS ADVOGADOS DEVIDAMENTE CONSTITUÍDOS PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO EM PLENÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. NULIDADE DECLARADA. I – A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição é causa de nulidade, quando implica prejuízo à defesa. Precedentes. Súnula 523 desta Corte. II – Petição recebida como questão de ordem, para sujeitar o pedido de nulidade à Sessão Pelnária. III – Nulidade declarada, a partir da data de publicação da Pauta de Julgamento, omissa em relação à nova defensoria do extraditando. IV – Questão resolvida com determinação de novo julgamento, com a devida celeridade.” (Ext. 1.068 QO/República Argentina, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe. 27.6.2008) 7. O Plenário deste Supremo voltou a se manifestar sobre o tema em 5.8.2015, por ocasião do julgamento dos Embargos de Declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF ser atribuição da Secretaria Judiciária e da Secretaria das Sessões do Supremo Tribunal Federal a prática “[dos] seguintes atos cartorários oficiais de impulso ou de regularização processual que independam de despacho da autoridade judicial: I – alterar a autuação dos processos, para incluir ou excluir o nome de advogados: a) indicados em petição de substabelecimento, com ou ou sem reservas; b) para fins de publicação no Diário da Justiça Eletrônico”. 5. O feito, que depende de inclusão em pauta, foi levado a julgamento sem prévia ciência dos defensores, o que frustrou a possibilidade de eventual defesa oral. 6. Da jurisprudência deste Supremo colhe-se o entendimento de que a falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento representa causa de nulidade: “QUESTÃO DE ORDEM. EXTRADIÇÃO. FALTA DE INTIMAÇÃO DOS ADVOGADOS DEVIDAMENTE CONSTITUÍDOS PARA A SESSÃO DE JULGAMENTO EM PLENÁRIO. DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO PARA A DEFESA. NULIDADE DECLARADA. I – A falta de intimação dos advogados constituídos para a sessão de julgamento da Extradição é causa de nulidade, quando implica prejuízo à defesa. Precedentes. Súnula 523 desta Corte. II – Petição recebida como questão de ordem, para sujeitar o pedido de nulidade à Sessão Pelnária. III – Nulidade declarada, a partir da data de publicação da Pauta de Julgamento, omissa em relação à nova defensoria do extraditando. IV – Questão resolvida com determinação de novo julgamento, com a devida celeridade.” (Ext. 1.068 QO/República Argentina, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe. 27.6.2008) 7. O Plenário deste Supremo voltou a se manifestar sobre o tema em 5.8.2015, por ocasião do julgamento dos Embargos de Declaração 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA EXT 1388 ED / DF opostos no Recurso Extraordinário 658.312/SC, ocasião em que o recurso foi acolhido “com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pelo Tribunal Pleno neste recurso extraordinário, determinando, ainda, sua inclusão em pauta para futuro julgamento, com a devida notificação e intimação das partes representantes que atuem no feito”. 8. Sem razão, contudo, o Embargante quanto à regra de competência do Plenário, alterada que foi a norma, remetendo às turmas o julgamento das Extradições, na forma da emenda regimental n. 45/2011. 9. Pelo exposto, voto no sentido de acolher parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantenho a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Supremo Tribunal Federal EXT 1388 ED / DF opostos no Recurso Extraordinário 658.312/SC, ocasião em que o recurso foi acolhido “com efeitos modificativos para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pelo Tribunal Pleno neste recurso extraordinário, determinando, ainda, sua inclusão em pauta para futuro julgamento, com a devida notificação e intimação das partes representantes que atuem no feito”. 8. Sem razão, contudo, o Embargante quanto à regra de competência do Plenário, alterada que foi a norma, remetendo às turmas o julgamento das Extradições, na forma da emenda regimental n. 45/2011. 9. Pelo exposto, voto no sentido de acolher parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantenho a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9269693. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) : VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantida a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258505 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA EXTRADIÇÃO 1.388 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : KELLY ALAN FREESE OU KELLY FREESE ADV.(A/S) : VELCI JOSÉ DA SILVA NECKEL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MICHEL SALIBA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : GABRIELA GUIMARAES PEIXOTO ADV.(A/S) : MARCUS VINÍCIUS BERNARDES GUSMÃO EMBDO.(A/S) : GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA Decisão: A Turma, por votação unânime, acolheu parcialmente os embargos, com efeitos modificativos, para, em razão do equívoco apontado, anular o acórdão proferido pela Segunda Turma nesta Extradição, requerendo, ainda, sua inclusão em pauta para julgamento futuro, prejudicadas as outras questões suscitadas nos declaratórios. Mantida a segregação cautelar do extraditando, que constitui condição de procedibilidade da extradição, nos termos e nos limites do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9258505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "EXTRADIÇÃO 1 . 388", "EXT 1388 ED / DF", "EXT 1388 ED / DF", "EXT 1388 ED / DF", "Ext", ". 1 . 068 QO / República Argentina", "EXT 1388 ED / DF", "Ext", "Recurso Extraordinário 658 . 312 / SC", "Recurso Extraordinário 658 . 312 / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 6 . 815 / 1980", "Título 18 do Código dos Estados Unidos , Seções 1014 e 1344", "art . 78 , inc . I , da Lei n . 6 . 815 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 6 . 815 / 1980", "Título 18 do Código dos Estados Unidos", "art . 78 , inc . I , da Lei n . 6 . 815 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 77 , inc . II , da Lei n . 6 . 815 / 1980", "art . 19 da Lei n . 7 . 492 / 1986", "art . 171 , § 2 . . . , inc . II , do Código Penal Brasileiro", "art . 77 , inc . II , da Lei n . 6 . 815 / 1980", "art . 19 da Lei n . 7 . 492 / 1986", "art . 171 , § 2 . . . , inc . 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355638. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. POLICIAIS MILITARES QUE COMPLETARAM OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O abono de permanência pago ao policial militar após completar os requisitos para a aposentadoria voluntária, quando sub judice a controvérsia, não viabiliza o acesso à instância extraordinária, por demandar a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: o ARE 698.716-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 27/9/2012, e o AI 811.602-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12/4/2011. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. POLICIAIS MILITARES QUE COMPLETARAM OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O abono de permanência pago ao policial militar após completar os requisitos para a aposentadoria voluntária, quando sub judice a controvérsia, não viabiliza o acesso à instância extraordinária, por demandar a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: o ARE 698.716-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 27/9/2012, e o AI 811.602-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12/4/2011. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 820887 AGR / RS 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. ABONO DE PERMANÊNCIA. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR NÚMERO 51/85, COMBINADA COM O ARTIGO 40, PARÁGRAFO 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS PREENCHIDOS. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 1º-F DA LEI NÚMERO 9.494/97, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/09.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ocorre que o § 19 do art. 40 da CRFB/88, que trata do abono da permanência (a precitada lei complementar não faz menção a esse direito, mas apenas à aposentadoria dos policiais), dispõe expressamente que o servidor que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária comum, estabelecidas pelo § 1º, III, 'a', e que opte por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória constantes do § 1º, II. Nesse sentido, o § 1º, III, 'a', do artigo 40 da CRFB preceitua que o servidor se aposentará voluntariamente quando cumprir o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, desde que tenha 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de contribuição, se mulher. Constata-se, portanto, que o dispositivo constitucional que trata do abono de permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1º, III, ‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de permanência não tem relação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS 102, III, § 3º, da CF). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. ABONO DE PERMANÊNCIA. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR NÚMERO 51/85, COMBINADA COM O ARTIGO 40, PARÁGRAFO 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS PREENCHIDOS. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 1º-F DA LEI NÚMERO 9.494/97, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/09.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ocorre que o § 19 do art. 40 da CRFB/88, que trata do abono da permanência (a precitada lei complementar não faz menção a esse direito, mas apenas à aposentadoria dos policiais), dispõe expressamente que o servidor que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária comum, estabelecidas pelo § 1º, III, 'a', e que opte por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória constantes do § 1º, II. Nesse sentido, o § 1º, III, 'a', do artigo 40 da CRFB preceitua que o servidor se aposentará voluntariamente quando cumprir o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, desde que tenha 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de contribuição, se mulher. Constata-se, portanto, que o dispositivo constitucional que trata do abono de permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1º, III, ‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de permanência não tem relação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 820887 AGR / RS alguma com a aposentadoria especial, conforme exposto na decisão recorrida. O constituinte reformador não determinou que o deferimento do abono de permanência do servidor está condicionado à sua aposentadoria (seja ela especial ou não), mas sim ao preenchimento das condições específicas previstas no § 1º, III, 'a', do artigo 40 da CRFB. Assim, não há a necessidade de se interpretar qualquer dispositivo da precitada lei complementar, bastando a essa Corte Suprema apenas aplicar o ordenamento constitucional (artigo 40, § 19, da CRFB/88) ao caso concreto." (Fls. 111-112). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS alguma com a aposentadoria especial, conforme exposto na decisão recorrida. O constituinte reformador não determinou que o deferimento do abono de permanência do servidor está condicionado à sua aposentadoria (seja ela especial ou não), mas sim ao preenchimento das condições específicas previstas no § 1º, III, 'a', do artigo 40 da CRFB. Assim, não há a necessidade de se interpretar qualquer dispositivo da precitada lei complementar, bastando a essa Corte Suprema apenas aplicar o ordenamento constitucional (artigo 40, § 19, da CRFB/88) ao caso concreto." (Fls. 111-112). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal a quo, com apoio na legislação infraconstitucional de regência e no conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora recorrido preencheu os requisitos necessários para o recebimento do abono de permanência. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “A Lei Complementar número 51/85 estabelece regras especiais de aposentadoria ao funcionário policial, instituindo que a modalidade voluntária, com proveitos integrais, ocorre após trinta anos de serviço, desde que conte, pelo menos, vinte anos em cargo de natureza estritamente policial. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral, relativamente à matéria, e entendeu pela recepção da Lei Complementar nº 51/1985 pela Constituição: [...] Sendo assim, foi assentado que a Constituição Federal só garantiria a aposentadoria especial, reconhecida pela Lei Complementar número 51/1985, ao servidor submetido a situações de risco ou sob condições que prejudiquem a saúde e a integridade física. Assim, da leitura da referida alteração constitucional, percebe-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal a quo, com apoio na legislação infraconstitucional de regência e no conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora recorrido preencheu os requisitos necessários para o recebimento do abono de permanência. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “A Lei Complementar número 51/85 estabelece regras especiais de aposentadoria ao funcionário policial, instituindo que a modalidade voluntária, com proveitos integrais, ocorre após trinta anos de serviço, desde que conte, pelo menos, vinte anos em cargo de natureza estritamente policial. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral, relativamente à matéria, e entendeu pela recepção da Lei Complementar nº 51/1985 pela Constituição: [...] Sendo assim, foi assentado que a Constituição Federal só garantiria a aposentadoria especial, reconhecida pela Lei Complementar número 51/1985, ao servidor submetido a situações de risco ou sob condições que prejudiquem a saúde e a integridade física. Assim, da leitura da referida alteração constitucional, percebe-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS que a legislação tão-somente exige que o servidor que opte por permanecer em atividade, tenha preenchido os requisitos para a concessão de aposentadoria e, ainda, conte com tempo de contribuição igual ou superior a vinte anos, nada referindo acerca de idade mínima. Nesse sentido, também, é o entendimento desta Turma Recursal da Fazenda Pública: [...] Da análise da ficha funcional da parte autora, fls. 18/27, depreende-se que está preenchido o requisito tempo de contribuição, porquanto exerce a função de Delegado de Polícia desde 29 de dezembro de 1990, tendo ingressado na Polícia Civil em 1º de agosto de 1979, fazendo jus ao abono de permanência pretendido na inicial. Ademais, salienta-se que o autor implementou os requisitos para recebimento do abono de permanência anteriormente à data fixada em sentença, sendo que esta não pode ser alterada, sob pena de violação do princípio do non reformatio in pejus.” (Fls. 75-76). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar nº 51/1985), o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS que a legislação tão-somente exige que o servidor que opte por permanecer em atividade, tenha preenchido os requisitos para a concessão de aposentadoria e, ainda, conte com tempo de contribuição igual ou superior a vinte anos, nada referindo acerca de idade mínima. Nesse sentido, também, é o entendimento desta Turma Recursal da Fazenda Pública: [...] Da análise da ficha funcional da parte autora, fls. 18/27, depreende-se que está preenchido o requisito tempo de contribuição, porquanto exerce a função de Delegado de Polícia desde 29 de dezembro de 1990, tendo ingressado na Polícia Civil em 1º de agosto de 1979, fazendo jus ao abono de permanência pretendido na inicial. Ademais, salienta-se que o autor implementou os requisitos para recebimento do abono de permanência anteriormente à data fixada em sentença, sendo que esta não pode ser alterada, sob pena de violação do princípio do non reformatio in pejus.” (Fls. 75-76). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar nº 51/1985), o que atrai a incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula nº 279 do STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados, em casos análogos ao dos autos: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 821.439-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 2/10/2014). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 798.574-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Lei Complementar 51/85. Recepção pela Constituição Federal. 4. Abono de permanência. Preenchimento dos requisitos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria Infraconstitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados, em casos análogos ao dos autos: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 821.439-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 2/10/2014). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 798.574-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Lei Complementar 51/85. Recepção pela Constituição Federal. 4. Abono de permanência. Preenchimento dos requisitos. Enunciado 279 da Súmula do STF. Matéria Infraconstitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 776.952-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/2/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 776.952-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/2/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335856 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335856 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9372365
2015-08-25T00:00:00
2015-09-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 25.8.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
sjur319326
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 776952 AgR (2ªT), ARE 798574 AgR (2ªT), ARE 821439 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/09/2015, BMP.
LUIZ FUX
Primeira Turma
820887
[ "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 820887 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355638. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. POLICIAIS MILITARES QUE COMPLETARAM OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O abono de permanência pago ao policial militar após completar os requisitos para a aposentadoria voluntária, quando sub judice a controvérsia, não viabiliza o acesso à instância extraordinária, por demandar a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: o ARE 698.716-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 27/9/2012, e o AI 811.602-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12/4/2011. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) :SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL contra decisão de minha relatoria, assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. POLICIAIS MILITARES QUE COMPLETARAM OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O abono de permanência pago ao policial militar após completar os requisitos para a aposentadoria voluntária, quando sub judice a controvérsia, não viabiliza o acesso à instância extraordinária, por demandar a análise da legislação infraconstitucional local. Precedentes: o ARE 698.716-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 27/9/2012, e o AI 811.602-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe 12/4/2011. 2. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 820887 AGR / RS 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. ABONO DE PERMANÊNCIA. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR NÚMERO 51/85, COMBINADA COM O ARTIGO 40, PARÁGRAFO 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS PREENCHIDOS. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 1...-F DA LEI NÚMERO 9.494/97, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/09.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ocorre que o § 19 do art. 40 da CRFB/88, que trata do abono da permanência (a precitada lei complementar não faz menção a esse direito, mas apenas à aposentadoria dos policiais), dispõe expressamente que o servidor que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária comum, estabelecidas pelo § 1..., III, 'a', e que opte por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória constantes do § 1..., II. Nesse sentido, o § 1..., III, 'a', do artigo 40 da CRFB preceitua que o servidor se aposentará voluntariamente quando cumprir o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, desde que tenha 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de contribuição, se mulher. Constata-se, portanto, que o dispositivo constitucional que trata do abono de permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1..., III, ‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de permanência não tem relação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDOR PÚBLICO. DELEGADO DE POLÍCIA. ABONO DE PERMANÊNCIA. APLICABILIDADE DA LEI COMPLEMENTAR NÚMERO 51/85, COMBINADA COM O ARTIGO 40, PARÁGRAFO 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS PREENCHIDOS. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 1...-F DA LEI NÚMERO 9.494/97, COM REDAÇÃO DADA PELA LEI 11.960/09.’ 4. Agravo DESPROVIDO.” Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o presente recurso, alegando, em síntese: "Ocorre que o § 19 do art. 40 da CRFB/88, que trata do abono da permanência (a precitada lei complementar não faz menção a esse direito, mas apenas à aposentadoria dos policiais), dispõe expressamente que o servidor que tenha completado as exigências para a aposentadoria voluntária comum, estabelecidas pelo § 1..., III, 'a', e que opte por permanecer em atividade, fará jus a um abono de permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária até completar as exigências para aposentadoria compulsória constantes do § 1..., II. Nesse sentido, o § 1..., III, 'a', do artigo 40 da CRFB preceitua que o servidor se aposentará voluntariamente quando cumprir o tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, desde que tenha 60 anos de idade e 35 anos de contribuição, se homem, e 55 anos de idade e 30 de contribuição, se mulher. Constata-se, portanto, que o dispositivo constitucional que trata do abono de permanência não estabelece que esse direito será concedido quando o servidor estiver apto a se aposentar, mas sim quando os requisitos impostos pelo § 1..., III, ‘a’, do artigo 40 da CRFB forem cumpridos. Vale dizer: o instituto do abono de permanência não tem relação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 820887 AGR / RS alguma com a aposentadoria especial, conforme exposto na decisão recorrida. O constituinte reformador não determinou que o deferimento do abono de permanência do servidor está condicionado à sua aposentadoria (seja ela especial ou não), mas sim ao preenchimento das condições específicas previstas no § 1..., III, 'a', do artigo 40 da CRFB. Assim, não há a necessidade de se interpretar qualquer dispositivo da precitada lei complementar, bastando a essa Corte Suprema apenas aplicar o ordenamento constitucional (artigo 40, § 19, da CRFB/88) ao caso concreto." (Fls. 111-112). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS alguma com a aposentadoria especial, conforme exposto na decisão recorrida. O constituinte reformador não determinou que o deferimento do abono de permanência do servidor está condicionado à sua aposentadoria (seja ela especial ou não), mas sim ao preenchimento das condições específicas previstas no § 1..., III, 'a', do artigo 40 da CRFB. Assim, não há a necessidade de se interpretar qualquer dispositivo da precitada lei complementar, bastando a essa Corte Suprema apenas aplicar o ordenamento constitucional (artigo 40, § 19, da CRFB/88) ao caso concreto." (Fls. 111-112). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355639. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal a quo, com apoio na legislação infraconstitucional de regência e no conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora recorrido preencheu os requisitos necessários para o recebimento do abono de permanência. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “A Lei Complementar número 51/85 estabelece regras especiais de aposentadoria ao funcionário policial, instituindo que a modalidade voluntária, com proveitos integrais, ocorre após trinta anos de serviço, desde que conte, pelo menos, vinte anos em cargo de natureza estritamente policial. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral, relativamente à matéria, e entendeu pela recepção da Lei Complementar n 51/1985 pela Constituição: [...] Sendo assim, foi assentado que a Constituição Federal só garantiria a aposentadoria especial, reconhecida pela Lei Complementar número 51/1985, ao servidor submetido a situações de risco ou sob condições que prejudiquem a saúde e a integridade física. Assim, da leitura da referida alteração constitucional, percebe-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. Em que pesem os argumentos expendidos no agravo, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual deve ela ser mantida, por seus próprios fundamentos. Com efeito, o Tribunal a quo, com apoio na legislação infraconstitucional de regência e no conjunto fático-probatório dos autos, concluiu que o ora recorrido preencheu os requisitos necessários para o recebimento do abono de permanência. Destaco passagem ilustrativa do acórdão recorrido: “A Lei Complementar número 51/85 estabelece regras especiais de aposentadoria ao funcionário policial, instituindo que a modalidade voluntária, com proveitos integrais, ocorre após trinta anos de serviço, desde que conte, pelo menos, vinte anos em cargo de natureza estritamente policial. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de repercussão geral, relativamente à matéria, e entendeu pela recepção da Lei Complementar n 51/1985 pela Constituição: [...] Sendo assim, foi assentado que a Constituição Federal só garantiria a aposentadoria especial, reconhecida pela Lei Complementar número 51/1985, ao servidor submetido a situações de risco ou sob condições que prejudiquem a saúde e a integridade física. Assim, da leitura da referida alteração constitucional, percebe-se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS que a legislação tão-somente exige que o servidor que opte por permanecer em atividade, tenha preenchido os requisitos para a concessão de aposentadoria e, ainda, conte com tempo de contribuição igual ou superior a vinte anos, nada referindo acerca de idade mínima. Nesse sentido, também, é o entendimento desta Turma Recursal da Fazenda Pública: [...] Da análise da ficha funcional da parte autora, fls. 18/27, depreende-se que está preenchido o requisito tempo de contribuição, porquanto exerce a função de Delegado de Polícia desde 29 de dezembro de 1990, tendo ingressado na Polícia Civil em 1... de agosto de 1979, fazendo jus ao abono de permanência pretendido na inicial. Ademais, salienta-se que o autor implementou os requisitos para recebimento do abono de permanência anteriormente à data fixada em sentença, sendo que esta não pode ser alterada, sob pena de violação do princípio do non reformatio in pejus.” (Fls. 75-76). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar n 51/1985), o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS que a legislação tão-somente exige que o servidor que opte por permanecer em atividade, tenha preenchido os requisitos para a concessão de aposentadoria e, ainda, conte com tempo de contribuição igual ou superior a vinte anos, nada referindo acerca de idade mínima. Nesse sentido, também, é o entendimento desta Turma Recursal da Fazenda Pública: [...] Da análise da ficha funcional da parte autora, fls. 18/27, depreende-se que está preenchido o requisito tempo de contribuição, porquanto exerce a função de Delegado de Polícia desde 29 de dezembro de 1990, tendo ingressado na Polícia Civil em 1... de agosto de 1979, fazendo jus ao abono de permanência pretendido na inicial. Ademais, salienta-se que o autor implementou os requisitos para recebimento do abono de permanência anteriormente à data fixada em sentença, sendo que esta não pode ser alterada, sob pena de violação do princípio do non reformatio in pejus.” (Fls. 75-76). Assim, para se chegar a conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e a análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar n 51/1985), o que atrai a incidência da Súmula n 279 desta Corte. Com efeito, a violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de recurso extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se à fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito, face ao óbice erigido pela Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados, em casos análogos ao dos autos: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 821.439-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 2/10/2014). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 798.574-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Lei Complementar 51/85. Recepção pela Constituição Federal. 4. Abono de permanência. Preenchimento dos requisitos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria Infraconstitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS Nesse sentido, aliás, é a jurisprudência desta Corte, como se infere dos seguintes julgados, em casos análogos ao dos autos: "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO." (ARE 821.439-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 2/10/2014). "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. ABONO DE PERMANÊNCIA. NECESSIDADE DE REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido quanto ao preenchimento dos requisitos para a concessão do abono de permanência seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei Complementar 51/1985), o que inviabiliza o extraordinário. Precedentes. II – Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 798.574-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 8/5/2014). "Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Previdenciário. 3. Lei Complementar 51/85. Recepção pela Constituição Federal. 4. Abono de permanência. Preenchimento dos requisitos. Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Matéria Infraconstitucional. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 820887 AGR / RS decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 776.952-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/2/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Supremo Tribunal Federal ARE 820887 AGR / RS decisão agravada. 6. Agravo regimental a que se nega provimento." (ARE 776.952-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 3/2/2014). Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9355640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335856 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 820.887 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : GERSON AVELINO CAVEDINE FRAGA ADV.(A/S) : SÉRGIO LUIS ZAMPIERI RIGO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 25.8.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9335856 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 698 . 716 - AgR", "AI 811 . 602 - AgR", "ARE 698 . 716 - AgR", "AI 811 . 602 - AgR", "ARE 820887 AGR / RS", "ARE", "ARE 820887 AGR / RS", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 AGR / RS", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 AGR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 821 . 439 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 798 . 574 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 AGR / RS", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 821 . 439 - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 798 . 574 - AgR", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 AGR / RS", "ARE 776 . 952 - AgR", "ARE 820887 AGR / RS", "ARE 776 .", "AGRAVO 820 . 887" ], "LEGISLACAO": [ 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agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "9", "/", "2012", "12", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "27", "/", "9", "/", "2012", "12", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de dezembro de 1990", "1", ".", ". . de agosto de 1979", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de dezembro de 1990", "1", ".", ". . de agosto de 1979", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", "/", "10", "/", "2014", "8", "/", "5", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "2", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", 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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. PERMUTA IRREGULAR ENTRE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. CUMPRIMENTO DA ORDEM DE DESFAZIMENTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. AUSÊNCIA DE NOVO ATO PRATICADO PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Com a vacância da serventia de destino do impetrante, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná adotou as providências práticas para a concretização de decisão proferida em 2009 que havia declarado irregular permuta anteriormente realizada. Inexistente novo ato do Conselho Nacional de Justiça a disciplinar a questão, não há competência jurisdicional desta Suprema Corte para o trato do tema. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Ementa e Acórdão MS 33200 ED / DF Brasília, 1º de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF Brasília, 1º de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, em que não conheci do mandado de segurança, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, opõe embargos de declaração Romão Otto Weiss (evento 24, e-STF). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado diante do não acolhimento das alegações reputadamente fundadas nas provas documentais coligidas com a inicial. Reitera ter ocorrido violação do devido processo legal por parte do Conselho Nacional de Justiça, na medida em que supostamente revisado entendimento anterior quanto à delegação ao impetrante da serventia de Registro de Imóveis de Rio Negro/PR, tida por provida em procedimento administrativo regular, sem oitiva do interessado. Reafirma ter sido surpreendido por decisão imotivada que alterou o status da serventia delegada de provida para vaga, em desrespeito a duas decisões anteriores do mesmo CNJ. Alega, ainda, que as informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça, sobre as quais se lastreiam as conclusões da decisão impugnada, apresentam erros de fato. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pela rejeição dos embargos, com a manutenção da decisão monocrática anterior. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344619. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, em que não conheci do mandado de segurança, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, opõe embargos de declaração Romão Otto Weiss (evento 24, e-STF). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado diante do não acolhimento das alegações reputadamente fundadas nas provas documentais coligidas com a inicial. Reitera ter ocorrido violação do devido processo legal por parte do Conselho Nacional de Justiça, na medida em que supostamente revisado entendimento anterior quanto à delegação ao impetrante da serventia de Registro de Imóveis de Rio Negro/PR, tida por provida em procedimento administrativo regular, sem oitiva do interessado. Reafirma ter sido surpreendido por decisão imotivada que alterou o status da serventia delegada de provida para vaga, em desrespeito a duas decisões anteriores do mesmo CNJ. Alega, ainda, que as informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça, sobre as quais se lastreiam as conclusões da decisão impugnada, apresentam erros de fato. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pela rejeição dos embargos, com a manutenção da decisão monocrática anterior. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344619. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841137 ED, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 18/08/2011, DJe-179 DIVULG 16-09-2011 PUBLIC 19-09-2011 EMENT VOL- 02589-04 PP-00633)”. “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE DEVOLUÇÃO DE PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841137 ED, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 18/08/2011, DJe-179 DIVULG 16-09-2011 PUBLIC 19-09-2011 EMENT VOL- 02589-04 PP-00633)”. “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE DEVOLUÇÃO DE PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 3. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07,: “II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita “à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal” (Art. 543-A, § 2º).” 4. In casu, o Tribunal a quo proferiu decisão monocrática indeferindo pedido de devolução de prazo para interposição de recurso especial e recurso em sentido estrito, em que se alegava que a parte foi impedida de ter acesso ao processo por conta de uma carga indevida dos autos realizada por advogado. 5. Agravo Regimental desprovido.” (ARE 656354 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 07/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-045 DIVULG 02-03-2012 PUBLIC 05-03- 2012)”. Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Nas razões recursais, reitera o recorrente as alegações contidas na petição inicial, segundo as quais o status da serventia por ele ocupada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 3. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07,: “II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita “à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal” (Art. 543-A, § 2º).” 4. In casu, o Tribunal a quo proferiu decisão monocrática indeferindo pedido de devolução de prazo para interposição de recurso especial e recurso em sentido estrito, em que se alegava que a parte foi impedida de ter acesso ao processo por conta de uma carga indevida dos autos realizada por advogado. 5. Agravo Regimental desprovido.” (ARE 656354 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 07/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-045 DIVULG 02-03-2012 PUBLIC 05-03- 2012)”. Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Nas razões recursais, reitera o recorrente as alegações contidas na petição inicial, segundo as quais o status da serventia por ele ocupada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF teria sido alterado no “Sistema Justiça” de provido para vago, de modo repentino e sem o devido processo legal. Em acréscimo, sustenta que erro de fato existente nas informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça teria acarretado falsa compreensão dos contornos da controvérsia, ensejando decisão equivocada. Sem razão. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (evento 11): “A petição inicial descreve a ocorrência de alteração no status da serventia em questão no Sistema Justiça Aberta, mas abdica, sob alegado desconhecimento, de informar as razões dessa providência. As informações prestadas preenchem essa lacuna. Transcrevo-as: ‘Esse Conselho Nacional de Justiça, no PCA nº 0001273-63.2008.2.00.0000, em que se analisou a validade das remoções por permuta sem concurso público das serventias extrajudiciais do Estado do Paraná, concluiu pela nulidade do Decreto Judiciário nº 467/93, determinando o retorno do serventuário Romão Otto Weiss do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro para o Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da Lagoa. Contudo, foi destacada a necessidade de modulação dos efeitos da decisão em relação ao Impetrante, em razão da impossibilidade de retorno imediato ao Serviço Distrital de Bela Vista, que se encontrava, à época, regularmente provido. Uma vez declarada a vacância da referida Serventia e, portanto, efetivada a condição suspensiva prevista na decisão do CNJ, foi editado o Decreto Judiciário nº 2169/2013 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando o retorno do Impetrante ao Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF teria sido alterado no “Sistema Justiça” de provido para vago, de modo repentino e sem o devido processo legal. Em acréscimo, sustenta que erro de fato existente nas informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça teria acarretado falsa compreensão dos contornos da controvérsia, ensejando decisão equivocada. Sem razão. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (evento 11): “A petição inicial descreve a ocorrência de alteração no status da serventia em questão no Sistema Justiça Aberta, mas abdica, sob alegado desconhecimento, de informar as razões dessa providência. As informações prestadas preenchem essa lacuna. Transcrevo-as: ‘Esse Conselho Nacional de Justiça, no PCA nº 0001273-63.2008.2.00.0000, em que se analisou a validade das remoções por permuta sem concurso público das serventias extrajudiciais do Estado do Paraná, concluiu pela nulidade do Decreto Judiciário nº 467/93, determinando o retorno do serventuário Romão Otto Weiss do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro para o Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da Lagoa. Contudo, foi destacada a necessidade de modulação dos efeitos da decisão em relação ao Impetrante, em razão da impossibilidade de retorno imediato ao Serviço Distrital de Bela Vista, que se encontrava, à época, regularmente provido. Uma vez declarada a vacância da referida Serventia e, portanto, efetivada a condição suspensiva prevista na decisão do CNJ, foi editado o Decreto Judiciário nº 2169/2013 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando o retorno do Impetrante ao Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF Lagoa, com a consequente declaração de vacância do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro. Referido ato teve sua legalidade questionada pelo Impetrante no MS 1168411-6, tendo o Órgão Especial do TJ/PR, em 04.08.2014, mantido a decisão unipessoal que negara a liminar, para manter hígido o Decreto Judiciário nº 2169/2013, que desconstituiu o Decreto Judiciário nº 467/1993. Do acórdão proferido, foi interposto recurso especial por Romão Otto Weiss, ainda pendente de juízo de admissibilidade. Todos esses fatos foram noticiados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Corregedoria Nacional de Justiça, em sede do PP 0000600-65.2011.2.00.0000, tendo o Corregedor Nacional de Justiça do TJ/PR requerido providências no sentido da atualização dos dados constantes no Sistema Justiça Aberta do CNJ, o que foi determinado pelo Min. Francisco Falcão, na decisão de 14.05.2014 (doc. 19)’. Nítida, portanto, a ausência de base à alegação da inicial no sentido de que, em exames administrativos anteriores, o CNJ teria considerado regular a delegação, por permuta, da serventia do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro-PR ao impetrante. Houve, apenas, suspensão da eficácia da desconstituição diante da impossibilidade fática momentânea de desfazimento da permuta ilegal, situação não mais ocorrente. Explicitada a razão da alteração no status da serventia referida, não existe qualquer ato coator a ser imputado ao Conselho Nacional de Justiça. Tal fato decorreu de mera comunicação do TJ/PR, onde praticados os atos de caráter decisório potencialmente ensejadores da violação de direito líquido e certo titularizado pelo impetrante. Não sem razão, aliás, a controvérsia se apresenta jurisdicionalizada em âmbito local. Não conheço do mandado de segurança, com fundamento 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF Lagoa, com a consequente declaração de vacância do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro. Referido ato teve sua legalidade questionada pelo Impetrante no MS 1168411-6, tendo o Órgão Especial do TJ/PR, em 04.08.2014, mantido a decisão unipessoal que negara a liminar, para manter hígido o Decreto Judiciário nº 2169/2013, que desconstituiu o Decreto Judiciário nº 467/1993. Do acórdão proferido, foi interposto recurso especial por Romão Otto Weiss, ainda pendente de juízo de admissibilidade. Todos esses fatos foram noticiados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Corregedoria Nacional de Justiça, em sede do PP 0000600-65.2011.2.00.0000, tendo o Corregedor Nacional de Justiça do TJ/PR requerido providências no sentido da atualização dos dados constantes no Sistema Justiça Aberta do CNJ, o que foi determinado pelo Min. Francisco Falcão, na decisão de 14.05.2014 (doc. 19)’. Nítida, portanto, a ausência de base à alegação da inicial no sentido de que, em exames administrativos anteriores, o CNJ teria considerado regular a delegação, por permuta, da serventia do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro-PR ao impetrante. Houve, apenas, suspensão da eficácia da desconstituição diante da impossibilidade fática momentânea de desfazimento da permuta ilegal, situação não mais ocorrente. Explicitada a razão da alteração no status da serventia referida, não existe qualquer ato coator a ser imputado ao Conselho Nacional de Justiça. Tal fato decorreu de mera comunicação do TJ/PR, onde praticados os atos de caráter decisório potencialmente ensejadores da violação de direito líquido e certo titularizado pelo impetrante. Não sem razão, aliás, a controvérsia se apresenta jurisdicionalizada em âmbito local. Não conheço do mandado de segurança, com fundamento 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF no art. 21, § 1º, do RISTF, e determino sua remessa ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, para redistribuição”. Não é possível reconhecer, portanto, violação do devido processo legal. A rigor, não houve novo procedimento no âmbito do CNJ, mas apenas o recebimento de comunicação, oriunda do Tribunal de Justiça local, indicando que decisão anterior, proferida em 2009, seria finalmente cumprida diante da remoção do óbice fático anteriormente existente. Conforme destacado na decisão ora impugnada, o impetrante manejou mandado de segurança no próprio TJ/PR para discutir essa determinação de cumprimento. Tal writ foi conhecido e denegado, o que demonstra a inexistência de qualquer ato decisório do CNJ a ser revisto nesta oportunidade. O alegado equívoco na assertiva de que apenas em 2013 teria sido possível desfazer a permuta declarada irregular alguns anos antes, diante da vacância da serventia de destino do impetrante, igualmente em nada socorre o ora recorrente. Ainda que a serventia de Bela Vista do Piquiri- PR, para onde determinada sua remoção, estivesse realmente ocupada por interino desde 1994, a única conclusão viável é a de que o impetrante teria sido beneficiado pelo equívoco, permanecendo por mais de quatro anos em serventia indevida. Em outras palavras, o suposto erro de fato teria operado em benefício do impetrante, dele não se extraindo qualquer fundamento para invalidar a decisão que, repita-se, foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, e não pelo Conselho Nacional de Justiça. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, do qual se conhece, mas com negativa de provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF no art. 21, § 1º, do RISTF, e determino sua remessa ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, para redistribuição”. Não é possível reconhecer, portanto, violação do devido processo legal. A rigor, não houve novo procedimento no âmbito do CNJ, mas apenas o recebimento de comunicação, oriunda do Tribunal de Justiça local, indicando que decisão anterior, proferida em 2009, seria finalmente cumprida diante da remoção do óbice fático anteriormente existente. Conforme destacado na decisão ora impugnada, o impetrante manejou mandado de segurança no próprio TJ/PR para discutir essa determinação de cumprimento. Tal writ foi conhecido e denegado, o que demonstra a inexistência de qualquer ato decisório do CNJ a ser revisto nesta oportunidade. O alegado equívoco na assertiva de que apenas em 2013 teria sido possível desfazer a permuta declarada irregular alguns anos antes, diante da vacância da serventia de destino do impetrante, igualmente em nada socorre o ora recorrente. Ainda que a serventia de Bela Vista do Piquiri- PR, para onde determinada sua remoção, estivesse realmente ocupada por interino desde 1994, a única conclusão viável é a de que o impetrante teria sido beneficiado pelo equívoco, permanecendo por mais de quatro anos em serventia indevida. Em outras palavras, o suposto erro de fato teria operado em benefício do impetrante, dele não se extraindo qualquer fundamento para invalidar a decisão que, repita-se, foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, e não pelo Conselho Nacional de Justiça. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, do qual se conhece, mas com negativa de provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No tocante ao primeiro da lista, estou a divergir. Foi formalizado mandado de segurança contra ato do Conselho Nacional de Justiça. Entendo que, de início, é cabível, no Supremo, esse mandado de segurança, porque, segundo o enunciado da lista, o Tribunal local teria apenas cumprido a ordem do CNJ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9409296. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No tocante ao primeiro da lista, estou a divergir. Foi formalizado mandado de segurança contra ato do Conselho Nacional de Justiça. Entendo que, de início, é cabível, no Supremo, esse mandado de segurança, porque, segundo o enunciado da lista, o Tribunal local teria apenas cumprido a ordem do CNJ. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9409296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) : MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372611 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) : MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9426491
2015-09-01T00:00:00
2015-09-22T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 1º.9.2015.
EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. PERMUTA IRREGULAR ENTRE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. CUMPRIMENTO DA ORDEM DE DESFAZIMENTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. AUSÊNCIA DE NOVO ATO PRATICADO PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Com a vacância da serventia de destino do impetrante, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná adotou as providências práticas para a concretização de decisão proferida em 2009 que havia declarado irregular permuta anteriormente realizada. Inexistente novo ato do Conselho Nacional de Justiça a disciplinar a questão, não há competência jurisdicional desta Suprema Corte para o trato do tema. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur320774
- Acórdão(s) citado(s): (ED, CONVERSÃO, AGR) AI 841137 ED (TP), ARE 656354 ED (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 28/09/2015, BMP.
ROSA WEBER
Primeira Turma
33200
null
MS-ED
acordaos
MS 33200 ED
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EMBTE.(S) : ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) : MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. MANDADO DE SEGURANÇA. PERMUTA IRREGULAR ENTRE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. CUMPRIMENTO DA ORDEM DE DESFAZIMENTO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA LOCAL. AUSÊNCIA DE NOVO ATO PRATICADO PELO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Com a vacância da serventia de destino do impetrante, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná adotou as providências práticas para a concretização de decisão proferida em 2009 que havia declarado irregular permuta anteriormente realizada. Inexistente novo ato do Conselho Nacional de Justiça a disciplinar a questão, não há competência jurisdicional desta Suprema Corte para o trato do tema. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e desprovê-lo, nos termos do voto da Relatora. Vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Ementa e Acórdão MS 33200 ED / DF Brasília, 1... de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF Brasília, 1... de setembro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344618. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Relatório 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, em que não conheci do mandado de segurança, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, opõe embargos de declaração Romão Otto Weiss (evento 24, e-Supremo Tribunal Federal). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado diante do não acolhimento das alegações reputadamente fundadas nas provas documentais coligidas com a inicial. Reitera ter ocorrido violação do devido processo legal por parte do Conselho Nacional de Justiça, na medida em que supostamente revisado entendimento anterior quanto à delegação ao impetrante da serventia de Registro de Imóveis de Rio Negro/PR, tida por provida em procedimento administrativo regular, sem oitiva do interessado. Reafirma ter sido surpreendido por decisão imotivada que alterou o status da serventia delegada de provida para vaga, em desrespeito a duas decisões anteriores do mesmo CNJ. Alega, ainda, que as informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça, sobre as quais se lastreiam as conclusões da decisão impugnada, apresentam erros de fato. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pela rejeição dos embargos, com a manutenção da decisão monocrática anterior. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344619. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) :MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, em que não conheci do mandado de segurança, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, opõe embargos de declaração Romão Otto Weiss (evento 24, e-Supremo Tribunal Federal). Com amparo no art. 535 do Código de Processo Civil, reputa omisso o julgado diante do não acolhimento das alegações reputadamente fundadas nas provas documentais coligidas com a inicial. Reitera ter ocorrido violação do devido processo legal por parte do Conselho Nacional de Justiça, na medida em que supostamente revisado entendimento anterior quanto à delegação ao impetrante da serventia de Registro de Imóveis de Rio Negro/PR, tida por provida em procedimento administrativo regular, sem oitiva do interessado. Reafirma ter sido surpreendido por decisão imotivada que alterou o status da serventia delegada de provida para vaga, em desrespeito a duas decisões anteriores do mesmo CNJ. Alega, ainda, que as informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça, sobre as quais se lastreiam as conclusões da decisão impugnada, apresentam erros de fato. O Parecer do Ministério Público Federal, de lavra do Procurador- Geral da República, Dr. Rodrigo Janot Monteiro de Barros, é pela rejeição dos embargos, com a manutenção da decisão monocrática anterior. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344619. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841137 ED, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 18/08/2011, DJe-179 DIVULG 16-09-2011 PUBLIC 19-09-2011 EMENT VOL- 02589-04 PP-00633)”. “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE DEVOLUÇÃO DE PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Na esteira do entendimento firmado por esta Corte, recebo, como agravo regimental, os embargos de declaração opostos contra decisão monocrática, aplicado o princípio da fungibilidade à espécie. Colho precedentes: “Ementa: RECURSO. Embargos de declaração. Caráter infringente. Embargos recebidos como agravo. Agravo de instrumento. Inadmissibilidade. Peças obrigatórias. Falta. Não conhecimento. Agravo regimental não provido. Aplicação da súmula 288. É ônus da parte agravante promover a integral e oportuna formação do instrumento, sendo vedada posterior complementação.” (AI 841137 ED, Relator(a): Min. CEZAR PELUSO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 18/08/2011, DJe-179 DIVULG 16-09-2011 PUBLIC 19-09-2011 EMENT VOL- 02589-04 PP-00633)”. “Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. PEDIDO DE DEVOLUÇÃO DE PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 3. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07,: “II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita “à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal” (Art. 543-A, § 2...).” 4. In casu, o Tribunal a quo proferiu decisão monocrática indeferindo pedido de devolução de prazo para interposição de recurso especial e recurso em sentido estrito, em que se alegava que a parte foi impedida de ter acesso ao processo por conta de uma carga indevida dos autos realizada por advogado. 5. Agravo Regimental desprovido.” (ARE 656354 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 07/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-045 DIVULG 02-03-2012 PUBLIC 05-03- 2012)”. Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Nas razões recursais, reitera o recorrente as alegações contidas na petição inicial, segundo as quais o status da serventia por ele ocupada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 6.9.07). 3. A jurisprudência do Supremo fixou entendimento no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento da Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07,: “II. Recurso extraordinário: repercussão geral: juízo de admissibilidade: competência. 1 . Inclui-se no âmbito do juízo de admissibilidade - seja na origem, seja no Supremo Tribunal - verificar se o recorrente, em preliminar do recurso extraordinário, desenvolveu fundamentação especificamente voltada para a demonstração, no caso concreto, da existência de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327). 2. Cuida-se de requisito formal, ônus do recorrente, que, se dele não se desincumbir, impede a análise da efetiva existência da repercussão geral, esta sim sujeita “à apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal” (Art. 543-A, § 2...).” 4. In casu, o Tribunal a quo proferiu decisão monocrática indeferindo pedido de devolução de prazo para interposição de recurso especial e recurso em sentido estrito, em que se alegava que a parte foi impedida de ter acesso ao processo por conta de uma carga indevida dos autos realizada por advogado. 5. Agravo Regimental desprovido.” (ARE 656354 ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 07/02/2012, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-045 DIVULG 02-03-2012 PUBLIC 05-03- 2012)”. Passo ao exame do mérito do agravo regimental. Nas razões recursais, reitera o recorrente as alegações contidas na petição inicial, segundo as quais o status da serventia por ele ocupada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF teria sido alterado no “Sistema Justiça” de provido para vago, de modo repentino e sem o devido processo legal. Em acréscimo, sustenta que erro de fato existente nas informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça teria acarretado falsa compreensão dos contornos da controvérsia, ensejando decisão equivocada. Sem razão. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (evento 11): “A petição inicial descreve a ocorrência de alteração no status da serventia em questão no Sistema Justiça Aberta, mas abdica, sob alegado desconhecimento, de informar as razões dessa providência. As informações prestadas preenchem essa lacuna. Transcrevo-as: ‘Esse Conselho Nacional de Justiça, no PCA n 0001273-63.2008.2.00.0000, em que se analisou a validade das remoções por permuta sem concurso público das serventias extrajudiciais do Estado do Paraná, concluiu pela nulidade do Decreto Judiciário n 467/93, determinando o retorno do serventuário Romão Otto Weiss do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro para o Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da Lagoa. Contudo, foi destacada a necessidade de modulação dos efeitos da decisão em relação ao Impetrante, em razão da impossibilidade de retorno imediato ao Serviço Distrital de Bela Vista, que se encontrava, à época, regularmente provido. Uma vez declarada a vacância da referida Serventia e, portanto, efetivada a condição suspensiva prevista na decisão do CNJ, foi editado o Decreto Judiciário n 2169/2013 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando o retorno do Impetrante ao Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF teria sido alterado no “Sistema Justiça” de provido para vago, de modo repentino e sem o devido processo legal. Em acréscimo, sustenta que erro de fato existente nas informações prestadas pela Corregedora Nacional de Justiça teria acarretado falsa compreensão dos contornos da controvérsia, ensejando decisão equivocada. Sem razão. Transcrevo o teor da decisão monocrática que desafiou o presente agravo regimental (evento 11): “A petição inicial descreve a ocorrência de alteração no status da serventia em questão no Sistema Justiça Aberta, mas abdica, sob alegado desconhecimento, de informar as razões dessa providência. As informações prestadas preenchem essa lacuna. Transcrevo-as: ‘Esse Conselho Nacional de Justiça, no PCA n 0001273-63.2008.2.00.0000, em que se analisou a validade das remoções por permuta sem concurso público das serventias extrajudiciais do Estado do Paraná, concluiu pela nulidade do Decreto Judiciário n 467/93, determinando o retorno do serventuário Romão Otto Weiss do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro para o Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da Lagoa. Contudo, foi destacada a necessidade de modulação dos efeitos da decisão em relação ao Impetrante, em razão da impossibilidade de retorno imediato ao Serviço Distrital de Bela Vista, que se encontrava, à época, regularmente provido. Uma vez declarada a vacância da referida Serventia e, portanto, efetivada a condição suspensiva prevista na decisão do CNJ, foi editado o Decreto Judiciário n 2169/2013 pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, determinando o retorno do Impetrante ao Serviço Distrital de Bela Vista do Piquiri da Comarca de Campina da 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF Lagoa, com a consequente declaração de vacância do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro. Referido ato teve sua legalidade questionada pelo Impetrante no MS 1168411-6, tendo o Órgão Especial do TJ/PR, em 04.08.2014, mantido a decisão unipessoal que negara a liminar, para manter hígido o Decreto Judiciário n 2169/2013, que desconstituiu o Decreto Judiciário n 467/1993. Do acórdão proferido, foi interposto recurso especial por Romão Otto Weiss, ainda pendente de juízo de admissibilidade. Todos esses fatos foram noticiados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Corregedoria Nacional de Justiça, em sede do PP 0000600-65.2011.2.00.0000, tendo o Corregedor Nacional de Justiça do TJ/PR requerido providências no sentido da atualização dos dados constantes no Sistema Justiça Aberta do CNJ, o que foi determinado pelo Min. Francisco Falcão, na decisão de 14.05.2014 (doc. 19)’. Nítida, portanto, a ausência de base à alegação da inicial no sentido de que, em exames administrativos anteriores, o CNJ teria considerado regular a delegação, por permuta, da serventia do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro-PR ao impetrante. Houve, apenas, suspensão da eficácia da desconstituição diante da impossibilidade fática momentânea de desfazimento da permuta ilegal, situação não mais ocorrente. Explicitada a razão da alteração no status da serventia referida, não existe qualquer ato coator a ser imputado ao Conselho Nacional de Justiça. Tal fato decorreu de mera comunicação do TJ/PR, onde praticados os atos de caráter decisório potencialmente ensejadores da violação de direito líquido e certo titularizado pelo impetrante. Não sem razão, aliás, a controvérsia se apresenta jurisdicionalizada em âmbito local. Não conheço do mandado de segurança, com fundamento 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF Lagoa, com a consequente declaração de vacância do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro. Referido ato teve sua legalidade questionada pelo Impetrante no MS 1168411-6, tendo o Órgão Especial do TJ/PR, em 04.08.2014, mantido a decisão unipessoal que negara a liminar, para manter hígido o Decreto Judiciário n 2169/2013, que desconstituiu o Decreto Judiciário n 467/1993. Do acórdão proferido, foi interposto recurso especial por Romão Otto Weiss, ainda pendente de juízo de admissibilidade. Todos esses fatos foram noticiados pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Corregedoria Nacional de Justiça, em sede do PP 0000600-65.2011.2.00.0000, tendo o Corregedor Nacional de Justiça do TJ/PR requerido providências no sentido da atualização dos dados constantes no Sistema Justiça Aberta do CNJ, o que foi determinado pelo Min. Francisco Falcão, na decisão de 14.05.2014 (doc. 19)’. Nítida, portanto, a ausência de base à alegação da inicial no sentido de que, em exames administrativos anteriores, o CNJ teria considerado regular a delegação, por permuta, da serventia do Registro de Imóveis da Comarca de Rio Negro-PR ao impetrante. Houve, apenas, suspensão da eficácia da desconstituição diante da impossibilidade fática momentânea de desfazimento da permuta ilegal, situação não mais ocorrente. Explicitada a razão da alteração no status da serventia referida, não existe qualquer ato coator a ser imputado ao Conselho Nacional de Justiça. Tal fato decorreu de mera comunicação do TJ/PR, onde praticados os atos de caráter decisório potencialmente ensejadores da violação de direito líquido e certo titularizado pelo impetrante. Não sem razão, aliás, a controvérsia se apresenta jurisdicionalizada em âmbito local. Não conheço do mandado de segurança, com fundamento 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. ROSA WEBER MS 33200 ED / DF no art. 21, § 1..., do RISTF, e determino sua remessa ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, para redistribuição”. Não é possível reconhecer, portanto, violação do devido processo legal. A rigor, não houve novo procedimento no âmbito do CNJ, mas apenas o recebimento de comunicação, oriunda do Tribunal de Justiça local, indicando que decisão anterior, proferida em 2009, seria finalmente cumprida diante da remoção do óbice fático anteriormente existente. Conforme destacado na decisão ora impugnada, o impetrante manejou mandado de segurança no próprio TJ/PR para discutir essa determinação de cumprimento. Tal writ foi conhecido e denegado, o que demonstra a inexistência de qualquer ato decisório do CNJ a ser revisto nesta oportunidade. O alegado equívoco na assertiva de que apenas em 2013 teria sido possível desfazer a permuta declarada irregular alguns anos antes, diante da vacância da serventia de destino do impetrante, igualmente em nada socorre o ora recorrente. Ainda que a serventia de Bela Vista do Piquiri- PR, para onde determinada sua remoção, estivesse realmente ocupada por interino desde 1994, a única conclusão viável é a de que o impetrante teria sido beneficiado pelo equívoco, permanecendo por mais de quatro anos em serventia indevida. Em outras palavras, o suposto erro de fato teria operado em benefício do impetrante, dele não se extraindo qualquer fundamento para invalidar a decisão que, repita-se, foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, e não pelo Conselho Nacional de Justiça. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, do qual se conhece, mas com negativa de provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Supremo Tribunal Federal MS 33200 ED / DF no art. 21, § 1..., do RISTF, e determino sua remessa ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, para redistribuição”. Não é possível reconhecer, portanto, violação do devido processo legal. A rigor, não houve novo procedimento no âmbito do CNJ, mas apenas o recebimento de comunicação, oriunda do Tribunal de Justiça local, indicando que decisão anterior, proferida em 2009, seria finalmente cumprida diante da remoção do óbice fático anteriormente existente. Conforme destacado na decisão ora impugnada, o impetrante manejou mandado de segurança no próprio TJ/PR para discutir essa determinação de cumprimento. Tal writ foi conhecido e denegado, o que demonstra a inexistência de qualquer ato decisório do CNJ a ser revisto nesta oportunidade. O alegado equívoco na assertiva de que apenas em 2013 teria sido possível desfazer a permuta declarada irregular alguns anos antes, diante da vacância da serventia de destino do impetrante, igualmente em nada socorre o ora recorrente. Ainda que a serventia de Bela Vista do Piquiri- PR, para onde determinada sua remoção, estivesse realmente ocupada por interino desde 1994, a única conclusão viável é a de que o impetrante teria sido beneficiado pelo equívoco, permanecendo por mais de quatro anos em serventia indevida. Em outras palavras, o suposto erro de fato teria operado em benefício do impetrante, dele não se extraindo qualquer fundamento para invalidar a decisão que, repita-se, foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, e não pelo Conselho Nacional de Justiça. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, do qual se conhece, mas com negativa de provimento. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9344620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No tocante ao primeiro da lista, estou a divergir. Foi formalizado mandado de segurança contra ato do Conselho Nacional de Justiça. Entendo que, de início, é cabível, no Supremo, esse mandado de segurança, porque, segundo o enunciado da lista, o Tribunal local teria apenas cumprido a ordem do CNJ. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9409296. Supremo Tribunal Federal 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – No tocante ao primeiro da lista, estou a divergir. Foi formalizado mandado de segurança contra ato do Conselho Nacional de Justiça. Entendo que, de início, é cabível, no Supremo, esse mandado de segurança, porque, segundo o enunciado da lista, o Tribunal local teria apenas cumprido a ordem do CNJ. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9409296. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491 Extrato de Ata - 01/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) : MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372611 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. EM MANDADO DE SEGURANÇA 33.200 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : ROMÃO OTTO WEISS ADV.(A/S) : MELINA BRECKENFELD RECK E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA - CNJ PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental e o desproveu, nos termos do voto da Relatora, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Afirmou suspeição o Senhor Ministro Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 1....9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Roberto Barroso e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9372611 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9426491
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MS 33200", "MS 33200", "AI 841137 ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "AI 841137 ED", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "Questão", "ARE 656354 ED", "MS 33200 ED", "AI n . 664 . 567", "AI n . 664 . 567", "ARE 656354 ED", "PCA n 0001273 - 63 . 2008 . 2 . 00 . 0000", "MS 33200", "PCA n 0001273 - 63 . 2008 . 2 . 00 . 0000", "MS 1168411 - 6", "PP 0000600 - 65 . 2011 . 2 . 00 . 0000", "MS 33200 ED / DF", "MS 1168411 - 6", "PP 0000600 - 65 . 2011 . 2", ". 00", ". 0000", "MS 33200 ED / DF no", "MS 33200 ED / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 543 - A , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C . 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"Rosa Weber", "Romão Otto Weiss", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "ROSA WEBER", "ROMÃO OTTO WEISS", "MELINA BRECKENFELD RECK", "Rosa Weber", "Romão Otto Weiss", "Rodrigo Janot Monteiro de Barros", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "CEZAR PELUSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Rosa Weber", "CEZAR PELUSO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "ROSA WEBER", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Sepúlveda Pertence", "LUIZ FUX", "ROSA WEBER MS", "Romão Otto Weiss", "Romão Otto Weiss", "ROSA WEBER", "Romão Otto Weiss", "Francisco Falcão", "Romão Otto Weiss", "Francisco Falcão", "ROSA WEBER", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "ROMÃO OTTO WEISS", "MELINA BRECKENFELD RECK", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ROMÃO OTTO WEISS", "MELINA BRECKENFELD RECK", "Marco Aurélio", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "01", "/", "09", "/", "2015", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "18", "/", "08", "/", "2011", "16", "-", "09", "-", "2011", "19", "-", "09", "-", "2011", "14", ".", "3", ".", "2011", "7", ".", "4", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "09", "/", "2015", "18", "/", "08", "/", "2011", "16", "-", "09", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública. Aposentadoria por invalidez. Reversão ao cargo público. Legislação local. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação local pertinente. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 894986 AGR / SC MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. DECISÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA QUE, ACOLHENDO O RELATÓRIO CONCLUSIVO DO IPREV, DETERMINOU A REVERSÃO E O IMEDIATO RETORNO ÀS ATIVIDADES. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL NESSA CASA LEGISLATIVA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. DECISÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA QUE, ACOLHENDO O RELATÓRIO CONCLUSIVO DO IPREV, DETERMINOU A REVERSÃO E O IMEDIATO RETORNO ÀS ATIVIDADES. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL NESSA CASA LEGISLATIVA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Opostos embargos de declaração pelo Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV, Estado de Santa Catarina e Ministério Público do Estado de Santa Catarina, foram parcialmente acolhidos somente os manejados pelo Ministério Público para retificar erro material apontado na ementa, a qual ‘na parte em que se afirma que teria havido determinação, pela Alesc, do retorno da impetrante às atividades, de fato não corresponde aos fatos subjacentes ao mandado de segurança’. A ementa do acórdão embargado passou a ter o seguinte teor: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REVERSÃO IMINENTE. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL PERANTE A ALESC. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Opostos embargos de declaração pelo Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV, Estado de Santa Catarina e Ministério Público do Estado de Santa Catarina, foram parcialmente acolhidos somente os manejados pelo Ministério Público para retificar erro material apontado na ementa, a qual ‘na parte em que se afirma que teria havido determinação, pela Alesc, do retorno da impetrante às atividades, de fato não corresponde aos fatos subjacentes ao mandado de segurança’. A ementa do acórdão embargado passou a ter o seguinte teor: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REVERSÃO IMINENTE. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL PERANTE A ALESC. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: ‘(...) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7- 1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1º, a e b, da Lei Estadual n. 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.’ Como visto, o Tribunal de origem concedeu a segurança impetrada pela ora recorrida amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 4.425/7). Asim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: ‘(...) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7- 1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1º, a e b, da Lei Estadual n. 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.’ Como visto, o Tribunal de origem concedeu a segurança impetrada pela ora recorrida amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei nº 4.425/7). Asim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Requisitos para a concessão de aposentadoria especial rural. Preenchimento de requisitos. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Óbice do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 788.456/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 806.029/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Para dissentir-se do acórdão recorrido seria necessário o reexame de legislação local e de fatos e provas, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. Sobre o tema: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Requisitos para a concessão de aposentadoria especial rural. Preenchimento de requisitos. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Óbice do Enunciado 279 da Súmula do STF. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 788.456/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 806.029/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Para dissentir-se do acórdão recorrido seria necessário o reexame de legislação local e de fatos e provas, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário, ante os óbices das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 590.477/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 17/10/08). Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Suprema Corte está consolidada no sentido de que o tema relativo à caracterização da decadência está restrito ao campo da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, destacam-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Revisão de benefício previdenciário. Decadência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 678.899/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 6/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. CONCURSO PÚBLICO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONFIGURAÇÃO DA DECADÊNCIA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Incidência da Súmula 282/STF. Agravo regimental desprovido’ (AI n] 645.219/RR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário, ante os óbices das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 590.477/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 17/10/08). Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Suprema Corte está consolidada no sentido de que o tema relativo à caracterização da decadência está restrito ao campo da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Sobre o tema, destacam-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Revisão de benefício previdenciário. Decadência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 678.899/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 6/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. CONCURSO PÚBLICO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONFIGURAÇÃO DA DECADÊNCIA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Incidência da Súmula 282/STF. Agravo regimental desprovido’ (AI n] 645.219/RR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO DE RETIFICAÇÃO DE APOSENTADORIA EM RAZÃO DE EVENTUAL DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. LEI 9.784/99. VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI E XL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A ausência de discussão, pelo acórdão recorrido, da matéria ventilada em sede de recurso extraordinário inviabiliza sua apreciação pelo STF, diante das Súmulas STF 282 e 356. 2. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 765.151/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o ora agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Afirma que não incidiria o óbice da Súmula nº 279/STF ao caso dos autos. Alega, ainda, que a questão constitucional discutida na presente controvérsia apresentaria repercussão geral. Por fim, aduz, in verbis, que “(...) é evidente que o acórdão atacado malferiu o disposto no art. 5, XXXVI, da Constituição da República e jurisprudência dominante desse colendo Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual merece o presente recurso ser provido para reconhecer a aplicabilidade das normas atinentes ao regime 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO DE RETIFICAÇÃO DE APOSENTADORIA EM RAZÃO DE EVENTUAL DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. LEI 9.784/99. VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI E XL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A ausência de discussão, pelo acórdão recorrido, da matéria ventilada em sede de recurso extraordinário inviabiliza sua apreciação pelo STF, diante das Súmulas STF 282 e 356. 2. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 765.151/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o ora agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Afirma que não incidiria o óbice da Súmula nº 279/STF ao caso dos autos. Alega, ainda, que a questão constitucional discutida na presente controvérsia apresentaria repercussão geral. Por fim, aduz, in verbis, que “(...) é evidente que o acórdão atacado malferiu o disposto no art. 5, XXXVI, da Constituição da República e jurisprudência dominante desse colendo Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual merece o presente recurso ser provido para reconhecer a aplicabilidade das normas atinentes ao regime 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC jurídico dos servidores públicos hoje vigentes, para as quais é inaplicável o princípio do direito adquirido (art. 5º, XXXVI, CF)”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC jurídico dos servidores públicos hoje vigentes, para as quais é inaplicável o princípio do direito adquirido (art. 5º, XXXVI, CF)”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Pretende a impetrante, servidora pública aposentada por invalidez pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em 1982, a concessão em definitivo da segurança para que seja anulado o ato administrativo expedido pela autoridade apontada como coatora em que se determinou a reversão da sua aposentadoria e o imediato retorno ao serviço público. (…) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7-1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1º, a e b, da Lei Estadual nº 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Pretende a impetrante, servidora pública aposentada por invalidez pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em 1982, a concessão em definitivo da segurança para que seja anulado o ato administrativo expedido pela autoridade apontada como coatora em que se determinou a reversão da sua aposentadoria e o imediato retorno ao serviço público. (…) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7-1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1º, a e b, da Lei Estadual nº 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, bem como na legislação local de regência, pela impossibilidade de reversão da servidora para o cargo público anteriormente ocupado, haja vista o não preenchimento dos requisitos necessários, nos termos do art. 79, § 1º, alíneas a e b, da Lei Estadual nº 4.425/1970. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação local pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Além dos precedentes citados na decisão ora agravada, colaciona-se o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. REDUÇÃO DE PROVENTOS. LEI ESTADUAL N. 10.460/88. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI 818.468- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 18/05/2011; RE 598.694-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 02/03/2011; e RE 583.568-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 21/09/2011. 2. A instância judicante de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal tampouco da Constituição Federal, circunstância que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário com supedâneo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA. PEDIDO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, bem como na legislação local de regência, pela impossibilidade de reversão da servidora para o cargo público anteriormente ocupado, haja vista o não preenchimento dos requisitos necessários, nos termos do art. 79, § 1º, alíneas a e b, da Lei Estadual nº 4.425/1970. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação local pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. Além dos precedentes citados na decisão ora agravada, colaciona-se o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. REDUÇÃO DE PROVENTOS. LEI ESTADUAL N. 10.460/88. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do STF). Precedentes: AI 818.468- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe de 18/05/2011; RE 598.694-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe de 02/03/2011; e RE 583.568-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe de 21/09/2011. 2. A instância judicante de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal tampouco da Constituição Federal, circunstância que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário com supedâneo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA. PEDIDO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC REVERSÃO AO CARGO PÚBLICO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. INOCORRÊNCIA. DOENÇA GRAVE. CONVERSÃO EM PROVENTOS INTEGRAIS. 1. Pendente julgamento de pedido de reversão ao cargo público, não se afigura inconciliável com o de revisão de proventos de aposentadoria, inexistindo, portanto, perda do objeto do mandamus. Improcede, destarte, tese de ausência do direito de agir, eis que presentes os requisitos da utilidade, necessidade e adequação. 2. Assegurado ao servidor público acometido de doença grave, especificada na alínea c, inciso I, artigo 264 do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Goiás (Lei nº 10.460/88), os proventos correspondentes ao vencimento integral do cargo, por força do dispositivo em questão, eis que não revogado pelas disposições contidas na Lei Federal nº 10.887/04 e Emenda Constitucional nº 41/03, sendo legítima, portanto, a conversão dos proventos proporcionais em integrais. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 786.328/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/3/12). No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática: ARE nº 763.766/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/10/13. Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Além disso, o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Sobre o tema, transcrevo o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Carlos Velloso no julgamento do RE nº 437.384/RS, Segunda 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC REVERSÃO AO CARGO PÚBLICO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. INOCORRÊNCIA. DOENÇA GRAVE. CONVERSÃO EM PROVENTOS INTEGRAIS. 1. Pendente julgamento de pedido de reversão ao cargo público, não se afigura inconciliável com o de revisão de proventos de aposentadoria, inexistindo, portanto, perda do objeto do mandamus. Improcede, destarte, tese de ausência do direito de agir, eis que presentes os requisitos da utilidade, necessidade e adequação. 2. Assegurado ao servidor público acometido de doença grave, especificada na alínea c, inciso I, artigo 264 do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Goiás (Lei nº 10.460/88), os proventos correspondentes ao vencimento integral do cargo, por força do dispositivo em questão, eis que não revogado pelas disposições contidas na Lei Federal nº 10.887/04 e Emenda Constitucional nº 41/03, sendo legítima, portanto, a conversão dos proventos proporcionais em integrais. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 786.328/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/3/12). No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática: ARE nº 763.766/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/10/13. Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Além disso, o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Sobre o tema, transcrevo o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Carlos Velloso no julgamento do RE nº 437.384/RS, Segunda 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC Turma, DJ de 8/4/05, que bem aborda a questão: “(...) Ademais, o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada encontram proteção em dois níveis: em nível infraconstitucional, na Lei de Introdução ao Cód. Civil, art. 6º, e em nível constitucional, art. 5º, XXXVI, C.F. Todavia, o conceito de tais institutos não se encontra na Constituição, art. 5º, XXXVI, mas na lei ordinária, art. 6º da LICC. Assim, a decisão que dá pela ocorrência, ou não, no caso concreto, de tais institutos situa-se no contencioso de direito comum, que não autoriza a admissão do RE.” Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC Turma, DJ de 8/4/05, que bem aborda a questão: “(...) Ademais, o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada encontram proteção em dois níveis: em nível infraconstitucional, na Lei de Introdução ao Cód. Civil, art. 6º, e em nível constitucional, art. 5º, XXXVI, C.F. Todavia, o conceito de tais institutos não se encontra na Constituição, art. 5º, XXXVI, mas na lei ordinária, art. 6º da LICC. Assim, a decisão que dá pela ocorrência, ou não, no caso concreto, de tais institutos situa-se no contencioso de direito comum, que não autoriza a admissão do RE.” Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9320032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9320032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9458064
2015-08-25T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública. Aposentadoria por invalidez. Reversão ao cargo público. Legislação local. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação local pertinente. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). 3. Agravo regimental não provido.
sjur321559
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA POR INVALIDEZ) AI 786328 AgR (1ªT). (DIREITO ADQUIRIDO, DO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA) RE 437384 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (APOSENTADORIA POR INVALIDEZ) ARE 763766. Número de páginas: 15. Análise: 01/10/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
894986
[ "LEG-FED DEL-004657 ANO-1942\n ART-00006\n LINDB-1942 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO (LICC-1942 LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL)\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-004425 ANO-1970\n ART-00079 PAR-00001 LET-A LET-B\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 894986 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Direito Administrativo. Servidora pública. Aposentadoria por invalidez. Reversão ao cargo público. Legislação local. Análise. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Inviável, em recurso extraordinário, o reexame dos fatos e das provas dos autos e a análise da legislação local pertinente. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. O conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 894986 AGR / SC MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438571. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. DECISÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA QUE, ACOLHENDO O RELATÓRIO CONCLUSIVO DO IPREV, DETERMINOU A REVERSÃO E O IMEDIATO RETORNO ÀS ATIVIDADES. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL NESSA CASA LEGISLATIVA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) :PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado de Santa Catarina interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Grupo de Câmaras de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, assim ementado: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. DECISÃO DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA QUE, ACOLHENDO O RELATÓRIO CONCLUSIVO DO IPREV, DETERMINOU A REVERSÃO E O IMEDIATO RETORNO ÀS ATIVIDADES. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL NESSA CASA LEGISLATIVA. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Opostos embargos de declaração pelo Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV, Estado de Santa Catarina e Ministério Público do Estado de Santa Catarina, foram parcialmente acolhidos somente os manejados pelo Ministério Público para retificar erro material apontado na ementa, a qual ‘na parte em que se afirma que teria havido determinação, pela Alesc, do retorno da impetrante às atividades, de fato não corresponde aos fatos subjacentes ao mandado de segurança’. A ementa do acórdão embargado passou a ter o seguinte teor: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REVERSÃO IMINENTE. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL PERANTE A ALESC. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ Opostos embargos de declaração pelo Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina – IPREV, Estado de Santa Catarina e Ministério Público do Estado de Santa Catarina, foram parcialmente acolhidos somente os manejados pelo Ministério Público para retificar erro material apontado na ementa, a qual ‘na parte em que se afirma que teria havido determinação, pela Alesc, do retorno da impetrante às atividades, de fato não corresponde aos fatos subjacentes ao mandado de segurança’. A ementa do acórdão embargado passou a ter o seguinte teor: ‘SERVIDORA DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. COMPETÊNCIA DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SANTA CATARINA PARA APURAR INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES. SUSPENSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. REVERSÃO IMINENTE. AUSÊNCIA, TODAVIA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL PERANTE A ALESC. GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DESRESPEITADAS. APLICABILIDADE DA LEI VIGENTE À DATA DA APOSENTAÇÃO (LEI N. 4.425/1970). TEMPUS REGIT ACTUM. INVIABILIDADE DO RETORNO AO SERVIÇO PÚBLICO. ADEMAIS, DECADÊNCIA QUE RESTOU CONFIGURADA, ANTE A AUSÊNCIA DE MÁ-FÉ DA IMPETRANTE. SEGURANÇA CONCEDIDA’ No recurso extraordinário, sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: ‘(...) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7- 1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1..., a e b, da Lei Estadual n. 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.’ Como visto, o Tribunal de origem concedeu a segurança impetrada pela ora recorrida amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 4.425/7). Asim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido a seguinte fundamentação: ‘(...) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7- 1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1..., a e b, da Lei Estadual n. 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.’ Como visto, o Tribunal de origem concedeu a segurança impetrada pela ora recorrida amparado na legislação infraconstitucional pertinente (Lei n 4.425/7). Asim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Requisitos para a concessão de aposentadoria especial rural. Preenchimento de requisitos. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Óbice do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 788.456/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 806.029/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Para dissentir-se do acórdão recorrido seria necessário o reexame de legislação local e de fatos e provas, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Previdenciário. Requisitos para a concessão de aposentadoria especial rural. Preenchimento de requisitos. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Necessidade de revolvimento de fatos e provas. Óbice do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 788.456/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 28/4/14). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 806.029/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. LEGISLAÇÃO LOCAL. FATOS E PROVAS. SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Para dissentir-se do acórdão recorrido seria necessário o reexame de legislação local e de fatos e provas, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário, ante os óbices das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 590.477/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 17/10/08). Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Suprema Corte está consolidada no sentido de que o tema relativo à caracterização da decadência está restrito ao campo da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, destacam-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Revisão de benefício previdenciário. Decadência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE n 678.899/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 6/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. CONCURSO PÚBLICO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONFIGURAÇÃO DA DECADÊNCIA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido’ (AI n] 645.219/RR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC circunstância que impede a admissão do recurso extraordinário, ante os óbices das Súmulas ns. 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 590.477/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 17/10/08). Ressalte-se, por fim, que a jurisprudência desta Suprema Corte está consolidada no sentido de que o tema relativo à caracterização da decadência está restrito ao campo da legislação infraconstitucional pertinente e dos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Sobre o tema, destacam-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Revisão de benefício previdenciário. Decadência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’ (ARE n 678.899/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 6/5/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1. CONCURSO PÚBLICO. MANDADO DE SEGURANÇA. CONFIGURAÇÃO DA DECADÊNCIA. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE EMINENTEMENTE INFRACONSTITUCIONAL. 2. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Questão restrita ao âmbito infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. 2. Incidência da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental desprovido’ (AI n] 645.219/RR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 21/3/11). 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO DE RETIFICAÇÃO DE APOSENTADORIA EM RAZÃO DE EVENTUAL DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. LEI 9.784/99. VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI E XL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A ausência de discussão, pelo acórdão recorrido, da matéria ventilada em sede de recurso extraordinário inviabiliza sua apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, diante das Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 765.151/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o ora agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Afirma que não incidiria o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos. Alega, ainda, que a questão constitucional discutida na presente controvérsia apresentaria repercussão geral. Por fim, aduz, in verbis, que “(...) é evidente que o acórdão atacado malferiu o disposto no art. 5, XXXVI, da Constituição da República e jurisprudência dominante desse colendo Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual merece o presente recurso ser provido para reconhecer a aplicabilidade das normas atinentes ao regime 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC ‘CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO DE RETIFICAÇÃO DE APOSENTADORIA EM RAZÃO DE EVENTUAL DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA. LEI 9.784/99. VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI E XL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. A ausência de discussão, pelo acórdão recorrido, da matéria ventilada em sede de recurso extraordinário inviabiliza sua apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, diante das Súmulas Supremo Tribunal Federal 282 e 356. 2. É pacífica a jurisprudência desta Corte ao não admitir, em sede extraordinária, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 765.151/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 21/5/10). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o ora agravante na alegação de que houve violação direta do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Afirma que não incidiria o óbice da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal ao caso dos autos. Alega, ainda, que a questão constitucional discutida na presente controvérsia apresentaria repercussão geral. Por fim, aduz, in verbis, que “(...) é evidente que o acórdão atacado malferiu o disposto no art. 5, XXXVI, da Constituição da República e jurisprudência dominante desse colendo Supremo Tribunal Federal, motivo pelo qual merece o presente recurso ser provido para reconhecer a aplicabilidade das normas atinentes ao regime 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório ARE 894986 AGR / SC jurídico dos servidores públicos hoje vigentes, para as quais é inaplicável o princípio do direito adquirido (art. 5..., XXXVI, Constituição Federal de 1988)”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC jurídico dos servidores públicos hoje vigentes, para as quais é inaplicável o princípio do direito adquirido (art. 5..., XXXVI, Constituição Federal de 1988)”. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Pretende a impetrante, servidora pública aposentada por invalidez pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em 1982, a concessão em definitivo da segurança para que seja anulado o ato administrativo expedido pela autoridade apontada como coatora em que se determinou a reversão da sua aposentadoria e o imediato retorno ao serviço público. (…) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7-1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1..., a e b, da Lei Estadual n 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 SANTA CATARINA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido o seguinte: “Pretende a impetrante, servidora pública aposentada por invalidez pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em 1982, a concessão em definitivo da segurança para que seja anulado o ato administrativo expedido pela autoridade apontada como coatora em que se determinou a reversão da sua aposentadoria e o imediato retorno ao serviço público. (…) Na espécie, a impetrante foi aposentada, em 22-7-1982, aos 35 (trinta e cinco) anos de idade, por padecer, supostamente, de cardiopatia grave, doença que a incapacitaria para o trabalho (fl. 42). Na perícia realizada pelo IPESC aos 24-8-2011, nos autos do referido processo administrativo, constatou-se ‘que a avaliada apresenta unicamente as limitações funcionais inerentes à idade’ (fl. 44). Não se disse - e isso era o principal - se ela, na época da aposentação, possuía a doença que teria gerado a limitação funcional. É cediço que, de acordo com o art. 79, § 1..., a e b, da Lei Estadual n 4.425/1970, vigente à época da concessão da aposentadoria da demandante, ‘para que a reversão possa efetivar-se, é necessário que o aposentado: a) não haja completado sessenta (60) anos de idade; b) seja julgado apto em inspeção de saúde’. A impetrante não preenche o requisito da alínea a, pois, nascida em 8-11-1947, hoje tem 65 (sessenta e cinco) anos, e, quanto à alínea b, a perícia é inconclusiva: não se sabe se ‘as limitações funcionais inerentes à idade’ a inabilitam para o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, bem como na legislação local de regência, pela impossibilidade de reversão da servidora para o cargo público anteriormente ocupado, haja vista o não preenchimento dos requisitos necessários, nos termos do art. 79, § 1..., alíneas a e b, da Lei Estadual n 4.425/1970. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação local pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Além dos precedentes citados na decisão ora agravada, colaciona-se o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. REDUÇÃO DE PROVENTOS. LEI ESTADUAL N. 10.460/88. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI 818.468- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe de 18/05/2011; Recurso Extraordinário 598.694-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe de 02/03/2011; e Recurso Extraordinário 583.568-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 21/09/2011. 2. A instância judicante de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal tampouco da Constituição Federal, circunstância que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário com supedâneo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA. PEDIDO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC serviço. Evidencia-se, nesses termos, o direito líquido e certo subjacente ao pleito inaugural.” Verifica-se, pelo excerto transcrito, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, bem como na legislação local de regência, pela impossibilidade de reversão da servidora para o cargo público anteriormente ocupado, haja vista o não preenchimento dos requisitos necessários, nos termos do art. 79, § 1..., alíneas a e b, da Lei Estadual n 4.425/1970. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos e analisar a legislação local pertinente, para o que não se presta o recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. Além dos precedentes citados na decisão ora agravada, colaciona-se o seguinte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. REDUÇÃO DE PROVENTOS. LEI ESTADUAL N. 10.460/88. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A ofensa ao direito local não viabiliza o apelo extremo (Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal). Precedentes: AI 818.468- AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe de 18/05/2011; Recurso Extraordinário 598.694-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe de 02/03/2011; e Recurso Extraordinário 583.568-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe de 21/09/2011. 2. A instância judicante de origem não julgou válida lei local contestada em face de lei federal tampouco da Constituição Federal, circunstância que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário com supedâneo nas alíneas ‘c’ e ‘d’ do inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘MANDADO DE SEGURANÇA. APOSENTADORIA. PEDIDO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC REVERSÃO AO CARGO PÚBLICO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. INOCORRÊNCIA. DOENÇA GRAVE. CONVERSÃO EM PROVENTOS INTEGRAIS. 1. Pendente julgamento de pedido de reversão ao cargo público, não se afigura inconciliável com o de revisão de proventos de aposentadoria, inexistindo, portanto, perda do objeto do mandamus. Improcede, destarte, tese de ausência do direito de agir, eis que presentes os requisitos da utilidade, necessidade e adequação. 2. Assegurado ao servidor público acometido de doença grave, especificada na alínea c, inciso I, artigo 264 do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Goiás (Lei n 10.460/88), os proventos correspondentes ao vencimento integral do cargo, por força do dispositivo em questão, eis que não revogado pelas disposições contidas na Lei Federal n 10.887/04 e Emenda Constitucional n 41/03, sendo legítima, portanto, a conversão dos proventos proporcionais em integrais. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 786.328/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/3/12). No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática: ARE n 763.766/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/10/13. Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Além disso, o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Sobre o tema, transcrevo o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Carlos Velloso no julgamento do Recurso Extraordinário n 437.384/RS, Segunda 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC REVERSÃO AO CARGO PÚBLICO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. INOCORRÊNCIA. DOENÇA GRAVE. CONVERSÃO EM PROVENTOS INTEGRAIS. 1. Pendente julgamento de pedido de reversão ao cargo público, não se afigura inconciliável com o de revisão de proventos de aposentadoria, inexistindo, portanto, perda do objeto do mandamus. Improcede, destarte, tese de ausência do direito de agir, eis que presentes os requisitos da utilidade, necessidade e adequação. 2. Assegurado ao servidor público acometido de doença grave, especificada na alínea c, inciso I, artigo 264 do Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado de Goiás (Lei n 10.460/88), os proventos correspondentes ao vencimento integral do cargo, por força do dispositivo em questão, eis que não revogado pelas disposições contidas na Lei Federal n 10.887/04 e Emenda Constitucional n 41/03, sendo legítima, portanto, a conversão dos proventos proporcionais em integrais. SEGURANÇA CONCEDIDA.’ 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 786.328/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 29/3/12). No mesmo sentido, a seguinte decisão monocrática: ARE n 763.766/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 7/10/13. Ademais, ressalte-se que a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Além disso, o conteúdo material dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada, considerados de forma isolada, não se encontra na Constituição Federal, mas sim na legislação ordinária (Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro). Sobre o tema, transcrevo o seguinte trecho do voto proferido pelo Ministro Carlos Velloso no julgamento do Recurso Extraordinário n 437.384/RS, Segunda 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 894986 AGR / SC Turma, DJ de 8/4/05, que bem aborda a questão: “(...) Ademais, o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada encontram proteção em dois níveis: em nível infraconstitucional, na Lei de Introdução ao Cód. Civil, art. 6..., e em nível constitucional, art. 5..., XXXVI, C.F. Todavia, o conceito de tais institutos não se encontra na Constituição, art. 5..., XXXVI, mas na lei ordinária, art. 6... da LICC. Assim, a decisão que dá pela ocorrência, ou não, no caso concreto, de tais institutos situa-se no contencioso de direito comum, que não autoriza a admissão do Recurso Extraordinário.” Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Supremo Tribunal Federal ARE 894986 AGR / SC Turma, DJ de 8/4/05, que bem aborda a questão: “(...) Ademais, o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada encontram proteção em dois níveis: em nível infraconstitucional, na Lei de Introdução ao Cód. Civil, art. 6..., e em nível constitucional, art. 5..., XXXVI, C.F. Todavia, o conceito de tais institutos não se encontra na Constituição, art. 5..., XXXVI, mas na lei ordinária, art. 6... da LICC. Assim, a decisão que dá pela ocorrência, ou não, no caso concreto, de tais institutos situa-se no contencioso de direito comum, que não autoriza a admissão do Recurso Extraordinário.” Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438569. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9320032 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.986 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : MARIA BERNADETE SIMAS RIBEIRO ADV.(A/S) : PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9320032 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 986", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 894986 AGR / SC", "ARE 894986 AGR / SC", "ARE 894986 AGR / SC", "ARE 894986 AGR / SC", "ARE 894986 AGR / SC", "ARE 894986 AGR", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 894986 AGR / SC", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 894986 AGR / SC", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 894986 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 788 . 456 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 806 . 029 / PR - AgR", "SÚMULAS 279", "ARE 894986 AGR / SC", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 788 . 456 / RS - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 806 . 029 / PR - AgR", "SÚMULAS 279", "ARE 894986 AGR / SC", "Súmulas ns . 279", "Recurso Extraordinário n 590 . 477 / SP - AgR", "Súmula n 279 desta Corte", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 678 . 899 / RS - 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SIMAS RIBEIRO", "PEDRO DE QUEIROZ CORDOVA SANTOS", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "22", "-", "7", "-", "1982", "24", "-", "8", "-", "2011", "8", "-", "11", "-", "1947", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "22", "-", "7", "-", "1982", "24", "-", "8", "-", "2011", "8", "-", "11", "-", "1947", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "14", "26", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "08", "6", "/", "5", "/", "13", "21", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "08", "6", "/", "5", "/", "13", "21", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "5", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "1982", "22", "-", "7", "-", "1982", "24", "-", "8", "-", "2011", "8", "-", "11", "-", "1947", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "1982", "22", "-", "7", "-", "1982", "24", "-", "8", "-", "2011", "8", "-", "11", "-", "1947", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "05", "/", "2011", "02", "/", "03", "/", "2011", "21", "/", "09", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416536. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) incidência do óbice constante da Súmula 279 desta Corte. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada no apelo extremo; (b) o exame do recurso extraordinário prescinde da análise de provas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416753. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) incidência do óbice constante da Súmula 279 desta Corte. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada no apelo extremo; (b) o exame do recurso extraordinário prescinde da análise de provas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 741736 AGR / CE Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, o aresto impugnado asseverou que “restou perfeitamente demonstrado o exercício e exposição perigosa do trabalho, a exsurgir o direito ao adicional de periculosidade requerido” (fl. 120, e-STJ). Assim, a reversão desse entendimento exigiria o reexame do conjunto probatório dos autos, medida vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3. Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do STF. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 531.863/RS-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, DJe de 20/11/2009). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal ARE 741736 AGR / CE Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, o aresto impugnado asseverou que “restou perfeitamente demonstrado o exercício e exposição perigosa do trabalho, a exsurgir o direito ao adicional de periculosidade requerido” (fl. 120, e-STJ). Assim, a reversão desse entendimento exigiria o reexame do conjunto probatório dos autos, medida vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/STF. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3. Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do STF. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 531.863/RS-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, DJe de 20/11/2009). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 741736 AGR / CE 1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à concessão de adicional de insalubridade decidida com base em legislação infraconstitucional e em laudo pericial, de reexame vedado no RE (Súmula 279): alegada ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Agravo regimental manifestamente infundado: aplicação da multa de 2% (dois por cento) sobre o valor corrigido da causa (C. Pr. Civil, art. 557, § 2º)” (AI 272.787/MG-AgR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 1°/4/05) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal ARE 741736 AGR / CE 1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à concessão de adicional de insalubridade decidida com base em legislação infraconstitucional e em laudo pericial, de reexame vedado no RE (Súmula 279): alegada ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Agravo regimental manifestamente infundado: aplicação da multa de 2% (dois por cento) sobre o valor corrigido da causa (C. Pr. Civil, art. 557, § 2º)” (AI 272.787/MG-AgR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 1°/4/05) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) : PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458552 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) : PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9466397
2015-09-15T00:00:00
2015-09-28T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur321884
Número de páginas: 6. Análise: 05/10/2015, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
741736
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 741736 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) : PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. REEXAME DE FATOS DA CAUSA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro CELSO DE MELLO, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416536. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) incidência do óbice constante da Súmula 279 desta Corte. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada no apelo extremo; (b) o exame do recurso extraordinário prescinde da análise de provas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416753. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) :PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; (b) incidência do óbice constante da Súmula 279 desta Corte. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada no apelo extremo; (b) o exame do recurso extraordinário prescinde da análise de provas. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: DECISÃO: 1. Trata-se de agravo contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto com base no art. 102, III, da Constituição Federal, em que o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria e aponta ofensa, pelo juízo recorrido, a dispositivos constitucionais. 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional discutida no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) há jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/2/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14/2/2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19/2/2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/8/2012. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 741736 AGR / CE Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, o aresto impugnado asseverou que “restou perfeitamente demonstrado o exercício e exposição perigosa do trabalho, a exsurgir o direito ao adicional de periculosidade requerido” (fl. 120, e-Superior Tribunal de Justiça). Assim, a reversão desse entendimento exigiria o reexame do conjunto probatório dos autos, medida vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3. Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 531.863/RS-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, DJe de 20/11/2009). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal ARE 741736 AGR / CE Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nos moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, o aresto impugnado asseverou que “restou perfeitamente demonstrado o exercício e exposição perigosa do trabalho, a exsurgir o direito ao adicional de periculosidade requerido” (fl. 120, e-Superior Tribunal de Justiça). Assim, a reversão desse entendimento exigiria o reexame do conjunto probatório dos autos, medida vedada no âmbito do recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. PAGAMENTO DE ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DESTA CORTE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS INCISOS XXXV, LIV E LV DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INSUBSISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo aresto impugnado demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância extraordinária. 2. No caso, a jurisdição foi prestada de forma completa, embora em sentido contrário aos interesses da parte recorrente, o que não configura cerceamento de defesa. 3. Incide, quanto ao mais, a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental desprovido” (AI 531.863/RS-AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, DJe de 20/11/2009). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 741736 AGR / CE 1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à concessão de adicional de insalubridade decidida com base em legislação infraconstitucional e em laudo pericial, de reexame vedado no Recurso Extraordinário (Súmula 279): alegada ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Agravo regimental manifestamente infundado: aplicação da multa de 2% (dois por cento) sobre o valor corrigido da causa (C. Pr. Civil, art. 557, § 2...)” (AI 272.787/MG-AgR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 1.../4/05) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Supremo Tribunal Federal ARE 741736 AGR / CE 1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à concessão de adicional de insalubridade decidida com base em legislação infraconstitucional e em laudo pericial, de reexame vedado no Recurso Extraordinário (Súmula 279): alegada ofensa reflexa à Constituição: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. 2. Agravo regimental manifestamente infundado: aplicação da multa de 2% (dois por cento) sobre o valor corrigido da causa (C. Pr. Civil, art. 557, § 2...)” (AI 272.787/MG-AgR, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE, DJ de 1.../4/05) O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9416754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) : PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458552 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741.736 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : CARLOS HENRIQUE VIEIRA DE PONTES MEDEIROS ADV.(A/S) : PATRICIO WILIAM ALMEIDA VIEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9458552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 741 . 736", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "ARE 741736 AGR / CE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 531 . 863 / RS - AgR", "ARE 741736 AGR / CE", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DESTA CORTE", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI 531 . 863 / RS - AgR", "ARE 741736 AGR", "Súmula 636", "AI 272 . 787 / MG - AgR", "ARE 741736 AGR /", "AI 272 . 787 / MG - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "INCISOS XXXV , LIV E LV DO ART . 5 . . . 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Nulidade do julgamento da apelação do agravante por falta de intimação da sessão. Nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para realizar sustentação oral. Enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. O regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Precedentes. 2. Consoante entendimento da Corte, “o adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído” (RHC nº 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 28/5/04). 3. Ausente qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 130366 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC nº 333.382/SP e no HC nº 334.563/SP. Os impetrantes sustentam, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto autorizam a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF. Asseveram, ademais, que o paciente estaria submetido a constrangimento ilegal, em razão de: “a) Ausência de intimação da nova inclusão na pauta do julgamento do recurso de apelação, adiado em razão de ‘falta justificada’ do relator, que está sendo discutido no bojo do HC 333.382/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. I – HC 333382/SP) – violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF), ao enunciado da Súmula 431/STF (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’) e à jurisprudência dominante (v.g., HC 124195/RS); b) Ausência de intimação, mesmo com pedido expresso da defesa, para a realização de sustentação oral no âmbito dos embargos declaratórios com efeitos infringentes, tema debatido nos autos do HC 334.563/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. 2 – HC 334563/SP) – violação aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC nº 333.382/SP e no HC nº 334.563/SP. Os impetrantes sustentam, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto autorizam a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF. Asseveram, ademais, que o paciente estaria submetido a constrangimento ilegal, em razão de: “a) Ausência de intimação da nova inclusão na pauta do julgamento do recurso de apelação, adiado em razão de ‘falta justificada’ do relator, que está sendo discutido no bojo do HC 333.382/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. I – HC 333382/SP) – violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF), ao enunciado da Súmula 431/STF (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’) e à jurisprudência dominante (v.g., HC 124195/RS); b) Ausência de intimação, mesmo com pedido expresso da defesa, para a realização de sustentação oral no âmbito dos embargos declaratórios com efeitos infringentes, tema debatido nos autos do HC 334.563/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. 2 – HC 334563/SP) – violação aos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 130366 AGR / SP princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF) e ao enunciado da Súmula 431/STF (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’’)” (fl. 4 da inicial – grifos dos autores). Requerem o deferimento da liminar para suspender o andamento “do processo (apelação criminal) nº 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11ª Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (...)” (fl. 11 da inicial) e, no mérito, pede a concessão da ordem para “anular os acórdãos proferidos no julgamento do recurso de apelação e do recurso de embargos de declaração com efeitos infringentes no processo n.º 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11ª Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em razão da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF)” (fls. 11/12 da inicial). Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual, basicamente, suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF) e ao enunciado da Súmula 431/STF (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’’)” (fl. 4 da inicial – grifos dos autores). Requerem o deferimento da liminar para suspender o andamento “do processo (apelação criminal) nº 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11ª Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (...)” (fl. 11 da inicial) e, no mérito, pede a concessão da ordem para “anular os acórdãos proferidos no julgamento do recurso de apelação e do recurso de embargos de declaração com efeitos infringentes no processo n.º 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11ª Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em razão da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF)” (fls. 11/12 da inicial). Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual, basicamente, suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula nº 691/STF, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra decisões do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC nº 333.382/SP e no HC nº 334.563/SP. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte. A decisões ora hostilizadas não merecem reparos, pois as questões foram resolvidas nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao STJ, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC nº 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra decisões do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC nº 333.382/SP e no HC nº 334.563/SP. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula nº 691 desta Suprema Corte. A decisões ora hostilizadas não merecem reparos, pois as questões foram resolvidas nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao STJ, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC nº 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP Peluso, DJ 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO STF. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC nº 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09). De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Em caso equivalente, o Supremo Tribunal assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP Peluso, DJ 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO STF. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC nº 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09). De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Em caso equivalente, o Supremo Tribunal assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. (...)” (RHC nº 124.155/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 23/9/15). No que tange à alegada nulidade decorrente da falta de intimação da sessão de julgamento da apelação do agravante, anoto que sua defesa foi intimada para seu julgamento, a ser realizado, inicialmente, na sessão prevista para 26/5/15 (fl. 14 do anexo 4). Em razão da ausência justificada do Relator naquela sessão, o feito foi adiado, conforme certidão daquele Tribunal Regional (fl. 14 do anexo 4). Todavia, consoante indicado nos autos, o processo foi a julgamento em 9/6/15, ou seja, na segunda sessão após aquela inicialmente prevista (fl. 14 do anexo 4). Nessas condições, considerado que o caso não cuida da retirada do processo da pauta de julgamentos, mas apenas de adiamento para uma das sessões subsequentes, não há que se falar na ocorrência da apontada nulidade. Perfilhando esse entendimento, destaco julgados da Corte: “HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. PAUTA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. ADIAMENTO DA SESSÃO PARA DATA PRÓXIMA. DESNECESSIDADE DE NOVA INTIMAÇÃO PESSOAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Defensor Público foi pessoalmente intimado da data provável de julgamento da apelação. 2. Possibilidade de julgamento do recurso em qualquer sessão seguinte à inicialmente fixada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. (...)” (RHC nº 124.155/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 23/9/15). No que tange à alegada nulidade decorrente da falta de intimação da sessão de julgamento da apelação do agravante, anoto que sua defesa foi intimada para seu julgamento, a ser realizado, inicialmente, na sessão prevista para 26/5/15 (fl. 14 do anexo 4). Em razão da ausência justificada do Relator naquela sessão, o feito foi adiado, conforme certidão daquele Tribunal Regional (fl. 14 do anexo 4). Todavia, consoante indicado nos autos, o processo foi a julgamento em 9/6/15, ou seja, na segunda sessão após aquela inicialmente prevista (fl. 14 do anexo 4). Nessas condições, considerado que o caso não cuida da retirada do processo da pauta de julgamentos, mas apenas de adiamento para uma das sessões subsequentes, não há que se falar na ocorrência da apontada nulidade. Perfilhando esse entendimento, destaco julgados da Corte: “HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. PAUTA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. ADIAMENTO DA SESSÃO PARA DATA PRÓXIMA. DESNECESSIDADE DE NOVA INTIMAÇÃO PESSOAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Defensor Público foi pessoalmente intimado da data provável de julgamento da apelação. 2. Possibilidade de julgamento do recurso em qualquer sessão seguinte à inicialmente fixada, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP independentemente de nova intimação, tendo em vista que o processo não foi retirado da pauta de julgamentos” (HC nº 101.486/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 1º/4/14); “RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ADIAMENTO DO JULGAMENTO DE RECURSO. NOVA INTIMAÇÃO DE ADVOGADO. DESNECESSIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído. 2. A impetração não cuida de retirada do julgamento de pauta, mas apenas de adiamento para a sessão subseqüente, por solicitação do relator. 3. Recurso conhecido mas desprovido” (RHC nº 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28/5/04); “Habeas Corpus. 2. Crime contra o Sistema Financeiro (art. 17 da Lei nº 7.492/86). 3. Alegação de nulidades no julgamento do recurso de Apelação Ministerial. 4. Sustentação de Cerceamento de Defesa. 5. Inocorrência 6. Regular intimação do advogado do Paciente na Imprensa Oficial. 7. Julgamento adiado. 8. Possibilidade de julgamento em qualquer sessão seguinte, independente de nova intimação. 9. Crime continuado. 10. Observância do Princípio da Correlação ou Congruência. Precedentes. 11. Ordem indeferida” (HC nº 83.675/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27/2/04). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP independentemente de nova intimação, tendo em vista que o processo não foi retirado da pauta de julgamentos” (HC nº 101.486/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 1º/4/14); “RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ADIAMENTO DO JULGAMENTO DE RECURSO. NOVA INTIMAÇÃO DE ADVOGADO. DESNECESSIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído. 2. A impetração não cuida de retirada do julgamento de pauta, mas apenas de adiamento para a sessão subseqüente, por solicitação do relator. 3. Recurso conhecido mas desprovido” (RHC nº 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28/5/04); “Habeas Corpus. 2. Crime contra o Sistema Financeiro (art. 17 da Lei nº 7.492/86). 3. Alegação de nulidades no julgamento do recurso de Apelação Ministerial. 4. Sustentação de Cerceamento de Defesa. 5. Inocorrência 6. Regular intimação do advogado do Paciente na Imprensa Oficial. 7. Julgamento adiado. 8. Possibilidade de julgamento em qualquer sessão seguinte, independente de nova intimação. 9. Crime continuado. 10. Observância do Princípio da Correlação ou Congruência. Precedentes. 11. Ordem indeferida” (HC nº 83.675/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27/2/04). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) : MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881890 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) : MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9984348
2015-11-17T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Nulidade do julgamento da apelação do agravante por falta de intimação da sessão. Nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para realizar sustentação oral. Enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. O regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Precedentes. 2. Consoante entendimento da Corte, “o adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído” (RHC nº 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 28/5/04). 3. Ausente qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula nº 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur333359
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 96992 (1ªT), HC 100600 (2ªT). (SUSTENTAÇÃO ORAL, INTIMAÇÃO ) RHC 124155 AgR (2ªT). (ADIAMENTO DE SESSÃO DE JULGAMENTO, INTIMAÇÃO) HC 83675 (2ªT), RHC 84084 (1ªT), HC 101486 (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 14/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
130366
[ "LEG-FED RGI ANO-2006\n ART-00143\n REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 3ª REGIAO - TRF3\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 130366 AgR
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AGTE.(S) : RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) : MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DOS HABEAS CORPUS Nº 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS n 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Agravo regimental em habeas corpus. Processual Penal. Nulidade do julgamento da apelação do agravante por falta de intimação da sessão. Nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para realizar sustentação oral. Enunciado da Súmula n 691 da Suprema Corte. Ausência de ilegalidade ou de ato que configure patente constrangimento ilegal capaz de justificar a mitigação do verbete em questão. Regimental não provido. 1. O regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Precedentes. 2. Consoante entendimento da Corte, “o adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3... Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído” (RHC n 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 28/5/04). 3. Ausente qualquer ilegalidade patente capaz de temperar o rigor do enunciado da Súmula n 691 da Suprema Corte, que, assim, deve ser aplicada. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 130366 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964120. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS n 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC n 333.382/SP e no HC n 334.563/SP. Os impetrantes sustentam, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto autorizam a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Asseveram, ademais, que o paciente estaria submetido a constrangimento ilegal, em razão de: “a) Ausência de intimação da nova inclusão na pauta do julgamento do recurso de apelação, adiado em razão de ‘falta justificada’ do relator, que está sendo discutido no bojo do HC 333.382/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. I – HC 333382/SP) – violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), ao enunciado da Súmula 431/Supremo Tribunal Federal (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’) e à jurisprudência dominante (v.g., HC 124195/RS); b) Ausência de intimação, mesmo com pedido expresso da defesa, para a realização de sustentação oral no âmbito dos embargos declaratórios com efeitos infringentes, tema debatido nos autos do HC 334.563/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. 2 – HC 334563/SP) – violação aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) :MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) :RELATOR DOS HABEAS CORPUS n 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em favor de Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara, apontando como autoridade coatora o Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC n 333.382/SP e no HC n 334.563/SP. Os impetrantes sustentam, inicialmente, que as circunstâncias do caso concreto autorizam a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal. Asseveram, ademais, que o paciente estaria submetido a constrangimento ilegal, em razão de: “a) Ausência de intimação da nova inclusão na pauta do julgamento do recurso de apelação, adiado em razão de ‘falta justificada’ do relator, que está sendo discutido no bojo do HC 333.382/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. I – HC 333382/SP) – violação aos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988), ao enunciado da Súmula 431/Supremo Tribunal Federal (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’) e à jurisprudência dominante (v.g., HC 124195/RS); b) Ausência de intimação, mesmo com pedido expresso da defesa, para a realização de sustentação oral no âmbito dos embargos declaratórios com efeitos infringentes, tema debatido nos autos do HC 334.563/SP que tramita perante o Superior Tribunal de Justiça (doc. 2 – HC 334563/SP) – violação aos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 130366 AGR / SP princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988) e ao enunciado da Súmula 431/Supremo Tribunal Federal (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’’)” (fl. 4 da inicial – grifos dos autores). Requerem o deferimento da liminar para suspender o andamento “do processo (apelação criminal) n 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11... Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3... Região (...)” (fl. 11 da inicial) e, no mérito, pede a concessão da ordem para “anular os acórdãos proferidos no julgamento do recurso de apelação e do recurso de embargos de declaração com efeitos infringentes no processo n. 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11... Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3... Região em razão da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988)” (fls. 11/12 da inicial). Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual, basicamente, suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988) e ao enunciado da Súmula 431/Supremo Tribunal Federal (‘é nulo o julgamento de recurso criminal, em segunda instância, sem prévia intimação, ou publicação da pauta, salvo em ‘habeas corpus’’)” (fl. 4 da inicial – grifos dos autores). Requerem o deferimento da liminar para suspender o andamento “do processo (apelação criminal) n 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11... Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3... Região (...)” (fl. 11 da inicial) e, no mérito, pede a concessão da ordem para “anular os acórdãos proferidos no julgamento do recurso de apelação e do recurso de embargos de declaração com efeitos infringentes no processo n. 0008678-27.2004.4.03.6181 que atualmente tramita perante a 11... Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3... Região em razão da violação dos princípios do contraditório e da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988)” (fls. 11/12 da inicial). Por entender ausente ilegalidade flagrante que justificasse a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, neguei seguimento ao habeas corpus. Contra essa decisão a defesa interpõe, tempestivamente, o presente agravo regimental, no qual, basicamente, suscita que a excepcionalidade do caso autoriza a mitigação do enunciado da Súmula n 691/Supremo Tribunal Federal, reiterando, ademais, as teses declinadas na inicial do habeas corpus. Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Dra. Deborah Duprat, opinou pelo não provimento do agravo regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra decisões do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC n 333.382/SP e no HC n 334.563/SP. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte. A decisões ora hostilizadas não merecem reparos, pois as questões foram resolvidas nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC n 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Como visto, volta-se este agravo contra a decisão pela qual neguei seguimento ao habeas corpus impetrado contra decisões do Ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, que indeferiu a liminar no HC n 333.382/SP e no HC n 334.563/SP. Tenho que a hipótese narrada nos autos não enseja a superação do enunciado da Súmula n 691 desta Suprema Corte. A decisões ora hostilizadas não merecem reparos, pois as questões foram resolvidas nos exatos termos da pacífica jurisprudência da Corte. Conforme consignado, não se configura constrangimento ilegal flagrante, abuso de poder ou teratologia, o poder-dever de o magistrado, ao apreciar o pedido inicial, pautar-se no poder geral de cautela para buscar, além daqueles trazidos pela impetração, outros elementos formadores das suas razões de decidir. Com efeito, o descontentamento pela falta de êxito no pleito submetido ao Superior Tribunal de Justiça, ainda em exame precário e inicial, não pode ensejar o conhecimento deste writ, sob pena de supressão de instância e de grave violação das regras de competência. Aliás, é firme a jurisprudência da Corte nesse sentido. Confira-se: “COMPETÊNCIA CRIMINAL. Habeas corpus. Impetração contra decisão monocrática que, em habeas corpus requerido ao Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminar. Não ocorrência de flagrante constrangimento ilegal. Não conhecimento. Aplicação da súmula 691. Em princípio, não compete ao Supremo Tribunal Federal, conhecer de habeas corpus contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a Tribunal Superior, indefere liminar, se o caso não é de flagrante constrangimento ilegal” (HC n 100.600/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Cezar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP Peluso, DJ 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC n 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09). De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Em caso equivalente, o Supremo Tribunal assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP Peluso, DJ 23/10/09); “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO DOMICILIAR. SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal. INADEQUAÇÃO. ILEGALIDADE MANIFESTA. INOCORRÊNCIA. NÃO CONHECIMENTO. I - O indeferimento de liminar em habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça encontra amparo na Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, que somente admite mitigação na presença de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. II - Incidência da mencionada Súmula, sob pena de dupla supressão de instância. III - Habeas corpus não conhecido” (HC n 96.992/SE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/10/09). De toda forma, deixo consignado, para efeito de registro, inexistir, na espécie, ato configurador de constrangimento ilegal flagrante. Conforme consignei na decisão agravada, o regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região prevê, no art. 143, que o julgamento de embargos de declaração não comporta sustentação oral. Logo, não há que se falar em nulidade do julgamento dos aclaratórios por ausência de intimação da defesa para essa finalidade. Em caso equivalente, o Supremo Tribunal assim decidiu: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. NULIDADE DA SESSÃO QUE ACOLHEU EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PARA, DESDE LOGO, JULGAR APELAÇÃO ANTES NÃO CONHECIDA. CERCEAMENTO DO DIREITO DE SUSTENTAÇÃO ORAL. IMPROCEDÊNCIA DA ALEGAÇÃO. DEFESA DEVIDAMENTE INTIMADA PARA A PRIMEIRA SESSÃO QUE NÃO CONHECEU DA APELAÇÃO, OPORTUNIDADE NA QUAL NÃO MANIFESTOU INTERESSE EM SUSTENTAR ORALMENTE AS RAZÕES RECURSAIS. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. (...)” (RHC n 124.155/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 23/9/15). No que tange à alegada nulidade decorrente da falta de intimação da sessão de julgamento da apelação do agravante, anoto que sua defesa foi intimada para seu julgamento, a ser realizado, inicialmente, na sessão prevista para 26/5/15 (fl. 14 do anexo 4). Em razão da ausência justificada do Relator naquela sessão, o feito foi adiado, conforme certidão daquele Tribunal Regional (fl. 14 do anexo 4). Todavia, consoante indicado nos autos, o processo foi a julgamento em 9/6/15, ou seja, na segunda sessão após aquela inicialmente prevista (fl. 14 do anexo 4). Nessas condições, considerado que o caso não cuida da retirada do processo da pauta de julgamentos, mas apenas de adiamento para uma das sessões subsequentes, não há que se falar na ocorrência da apontada nulidade. Perfilhando esse entendimento, destaco julgados da Corte: “HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. PAUTA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. ADIAMENTO DA SESSÃO PARA DATA PRÓXIMA. DESNECESSIDADE DE NOVA INTIMAÇÃO PESSOAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Defensor Público foi pessoalmente intimado da data provável de julgamento da apelação. 2. Possibilidade de julgamento do recurso em qualquer sessão seguinte à inicialmente fixada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP 2. O Regimento Interno da Corte de origem estabelece que no julgamento de embargos de declaração, que independe de pauta, não haverá sustentação oral (RI/TRF3, arts. 80, I, e 143). Assim, carece de plausibilidade jurídica a alegada nulidade do julgamento dos aclaratórios em razão da ausência de intimação para essa finalidade. Precedentes. (...)” (RHC n 124.155/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe 23/9/15). No que tange à alegada nulidade decorrente da falta de intimação da sessão de julgamento da apelação do agravante, anoto que sua defesa foi intimada para seu julgamento, a ser realizado, inicialmente, na sessão prevista para 26/5/15 (fl. 14 do anexo 4). Em razão da ausência justificada do Relator naquela sessão, o feito foi adiado, conforme certidão daquele Tribunal Regional (fl. 14 do anexo 4). Todavia, consoante indicado nos autos, o processo foi a julgamento em 9/6/15, ou seja, na segunda sessão após aquela inicialmente prevista (fl. 14 do anexo 4). Nessas condições, considerado que o caso não cuida da retirada do processo da pauta de julgamentos, mas apenas de adiamento para uma das sessões subsequentes, não há que se falar na ocorrência da apontada nulidade. Perfilhando esse entendimento, destaco julgados da Corte: “HABEAS CORPUS ORIGINÁRIO. HOMICÍDIO QUALIFICADO. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. INTIMAÇÃO PESSOAL DA DEFENSORIA PÚBLICA. PAUTA DE JULGAMENTO DA APELAÇÃO. ADIAMENTO DA SESSÃO PARA DATA PRÓXIMA. DESNECESSIDADE DE NOVA INTIMAÇÃO PESSOAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Defensor Público foi pessoalmente intimado da data provável de julgamento da apelação. 2. Possibilidade de julgamento do recurso em qualquer sessão seguinte à inicialmente fixada, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 130366 AGR / SP independentemente de nova intimação, tendo em vista que o processo não foi retirado da pauta de julgamentos” (HC n 101.486/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 1.../4/14); “RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ADIAMENTO DO JULGAMENTO DE RECURSO. NOVA INTIMAÇÃO DE ADVOGADO. DESNECESSIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3... Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído. 2. A impetração não cuida de retirada do julgamento de pauta, mas apenas de adiamento para a sessão subseqüente, por solicitação do relator. 3. Recurso conhecido mas desprovido” (RHC n 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28/5/04); “Habeas Corpus. 2. Crime contra o Sistema Financeiro (art. 17 da Lei n 7.492/86). 3. Alegação de nulidades no julgamento do recurso de Apelação Ministerial. 4. Sustentação de Cerceamento de Defesa. 5. Inocorrência 6. Regular intimação do advogado do Paciente na Imprensa Oficial. 7. Julgamento adiado. 8. Possibilidade de julgamento em qualquer sessão seguinte, independente de nova intimação. 9. Crime continuado. 10. Observância do Princípio da Correlação ou Congruência. Precedentes. 11. Ordem indeferida” (HC n 83.675/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27/2/04). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Supremo Tribunal Federal HC 130366 AGR / SP independentemente de nova intimação, tendo em vista que o processo não foi retirado da pauta de julgamentos” (HC n 101.486/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Roberto Barroso, DJe 1.../4/14); “RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ADIAMENTO DO JULGAMENTO DE RECURSO. NOVA INTIMAÇÃO DE ADVOGADO. DESNECESSIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O adiamento do julgamento de apelação interposta ao Tribunal Regional Federal da 3... Região não implica a exigência de nova intimação (rectius: notificação) do defensor constituído. 2. A impetração não cuida de retirada do julgamento de pauta, mas apenas de adiamento para a sessão subseqüente, por solicitação do relator. 3. Recurso conhecido mas desprovido” (RHC n 84.084/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 28/5/04); “Habeas Corpus. 2. Crime contra o Sistema Financeiro (art. 17 da Lei n 7.492/86). 3. Alegação de nulidades no julgamento do recurso de Apelação Ministerial. 4. Sustentação de Cerceamento de Defesa. 5. Inocorrência 6. Regular intimação do advogado do Paciente na Imprensa Oficial. 7. Julgamento adiado. 8. Possibilidade de julgamento em qualquer sessão seguinte, independente de nova intimação. 9. Crime continuado. 10. Observância do Princípio da Correlação ou Congruência. Precedentes. 11. Ordem indeferida” (HC n 83.675/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 27/2/04). Ante o exposto, sendo os argumentos do agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9964117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) : MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DOS HABEAS CORPUS n 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881890 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.366 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA ADV.(A/S) : MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA AGDO.(A/S) : RELATOR DOS HABEAS CORPUS n 333.382 E 334.563 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881890 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HABEAS CORPUS n 333 . 382", "Súmula n 691 da Suprema Corte", "RHC n 84 . 084 / SP", "Súmula n 691 da Suprema Corte", "HC 130366 AGR / SP", "HC 130366 AGR / SP", "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HABEAS CORPUS n 333 . 382", "HC n 333 . 382 / SP", "HC n 334 . 563 / SP", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 333 . 382 / SP", "HC 333382 / SP", "Súmula 431 / Supremo Tribunal Federal", "HC 124195 / RS", "HC 334 . 563 /", "HC 334563 / SP", "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HABEAS CORPUS n 333 . 382", "HC n 333 . 382 / SP", "HC n 334 . 563 / SP", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 333 . 382 / SP", "HC 333382 / SP", "Súmula 431 / Supremo Tribunal Federal", "HC 124195 / RS", "HC 334 . 563 / SP", "HC 334563 / SP", "HC 130366 AGR / SP", "Súmula 431 / Supremo Tribunal Federal", "apelação criminal", "processo n . 0008678 - 27 . 2004 .", ".", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 130366 AGR / SP", "Súmula 431 / Supremo Tribunal Federal", "2004", ".", "4", ".", "03", "processo n . 0008678 - 27 . 2004 . 4 . 03 . 6181", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "Súmula n 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 333 . 382 / SP", "HC n 334 . 563 / SP", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "HC n 100 . 600 / SP", "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HC n 333 . 382 / SP", "HC n 334 . 563 / SP", "Súmula n 691 desta Suprema Corte", "HC n 100 . 600 / SP", "HC 130366 AGR / SP", "SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC n 96 . 992 / SE", "HC 130366 AGR / SP", "SÚMULA 691 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal", "HC n 96 . 992 / SE", "HC 130366 AGR / SP", "RHC n 124 . 155 / SP - AgR", "HC 130366 AGR / SP", "RI", "/", "TRF3", "RHC n 124 . 155 / SP - AgR", "HC 130366 AGR / SP", "HC n 101 . 486 / ES", "RHC n 84 . 084 / SP", "HC n 83 . 675 / SP", "HC 130366 AGR / SP", "HC n 101 . 486 / ES", "RHC n 84 . 084 / SP", "HC n 83 . 675 / SP", "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HABEAS CORPUS 130 . 366", "HABEAS CORPUS n 333 . 382" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno", "RI", "/", "TRF3 , arts . 80 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei n 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei n 7 . 492 / 86", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Tribunal Regional Federal da", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "11", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3", "11", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Região", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA", "MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA", "MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA", "DIAS TOFFOLI", "Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara", "Félix Fischer", "DIAS TOFFOLI", "RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA", "MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA", "DIAS TOFFOLI", "Rodolfo Furtado de Carvalho Bullara", "Félix Fischer", "Deborah Duprat", "Deborah Duprat", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Félix Fischer", "Cezar", "DIAS TOFFOLI", "Félix Fischer", "Cezar", "DIAS TOFFOLI", "Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Peluso", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "Teori Zavascki", "DIAS TOFFOLI", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA", "MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "RODOLFO FURTADO DE CARVALHO BULLARA", "MATHEUS HERREN FALIVENE DE SOUSA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "28", "/", "5", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "16", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "10", "/", "09", "16", "/", "10", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "15", "26", "/", "5", "/", "15", "9", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "9", "/", "15", "26", "/", "5", "/", "15", "9", "/", "6", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "14", "28", "/", "5", "/", "04", "27", "/", "2", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "4", "/", "14", "28", "/", "5", "/", "04", "27", "/", "2", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: “DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR” – RELAÇÕES DESSA CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SUA DIMENSÃO MATERIAL COM OS PRINCÍPIOS DA FRAGMENTARIEDADE E DA INTERVENÇÃO MÍNIMA DO ESTADO EM MATÉRIA PENAL – NECESSIDADE DE CONCRETA IDENTIFICAÇÃO, EM CADA SITUAÇÃO OCORRENTE, DOS VETORES QUE LEGITIMAM O RECONHECIMENTO DO FATO INSIGNIFICANTE (HC 84.412/SP, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DOUTRINA – PRECEDENTES – FURTO QUALIFICADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – RESSALVA DA POSIÇÃO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 126732 AGR / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de julgamento emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que se acha assim ementado: “FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. CONCURSO DE PESSOAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Consoante já assentado pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Direito Penal, no sentido de excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta, examinada em seu caráter material, observando-se, ainda, a presença dos seguintes vetores: (I) mínima ofensividade da conduta do agente; (II) ausência total de periculosidade social da ação; (III) ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento e (IV) inexpressividade da lesão jurídica ocasionada (conforme decidido nos autos do HC n. 84.412/SP, de relatoria do Ministro Celso de Mello, DJU 19/4/2004). 2. A conduta perpetrada pelo réu, que, em concurso de pessoas, subtraiu um telefone celular avaliado em R$ 95,00 (25% do salário mínimo de janeiro de 2008), revela-se uma conduta de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de julgamento emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que se acha assim ementado: “FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. CONCURSO DE PESSOAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Consoante já assentado pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Direito Penal, no sentido de excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta, examinada em seu caráter material, observando-se, ainda, a presença dos seguintes vetores: (I) mínima ofensividade da conduta do agente; (II) ausência total de periculosidade social da ação; (III) ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento e (IV) inexpressividade da lesão jurídica ocasionada (conforme decidido nos autos do HC n. 84.412/SP, de relatoria do Ministro Celso de Mello, DJU 19/4/2004). 2. A conduta perpetrada pelo réu, que, em concurso de pessoas, subtraiu um telefone celular avaliado em R$ 95,00 (25% do salário mínimo de janeiro de 2008), revela-se uma conduta de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 126732 AGR / MG acentuada reprovabilidade do comportamento do réu e expressividade da lesão ao bem jurídico. 3. Agravo regimental não provido.” (REsp 1.445.876-AgRg/MG, Rel. Min. ROGERIO SCHIETTI CRUZ – grifei) O ora recorrente busca, na presente sede processual, a aplicação, no caso, do princípio da insignificância. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG acentuada reprovabilidade do comportamento do réu e expressividade da lesão ao bem jurídico. 3. Agravo regimental não provido.” (REsp 1.445.876-AgRg/MG, Rel. Min. ROGERIO SCHIETTI CRUZ – grifei) O ora recorrente busca, na presente sede processual, a aplicação, no caso, do princípio da insignificância. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora questionada, tenho assinalado nesta Suprema Corte, em diversos precedentes de que fui Relator (HC 115.246/MG, RHC 107.264/DF, RHC 122.464-AgR/BA, v.g.), que o princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário expendido na análise do tema em referência (FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, “Princípios Básicos de Direito Penal”, p. 133/134, item n. 131, 5ª ed., 2002, Saraiva; CEZAR ROBERTO BITENCOURT, “Código Penal Comentado”, p. 06, item n. 9, 2002, Saraiva; DAMÁSIO E. DE JESUS, “Direito Penal – Parte Geral”, vol. 1/10, item n. 11, “h”, 26ª ed., 2003, Saraiva; MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES, “Princípio da Insignificância no Direito Penal”, p. 113/118, item n. 8.2, 2ª ed., 2000, RT, v.g.). Cumpre salientar, por relevante, que o princípio da insignificância – como fator de descaracterização material da própria tipicidade penal – tem sido acolhido pelo magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (HC 87.478/PA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 88.393/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 92.463/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.505/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.772/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 95.957/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora questionada, tenho assinalado nesta Suprema Corte, em diversos precedentes de que fui Relator (HC 115.246/MG, RHC 107.264/DF, RHC 122.464-AgR/BA, v.g.), que o princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário expendido na análise do tema em referência (FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, “Princípios Básicos de Direito Penal”, p. 133/134, item n. 131, 5ª ed., 2002, Saraiva; CEZAR ROBERTO BITENCOURT, “Código Penal Comentado”, p. 06, item n. 9, 2002, Saraiva; DAMÁSIO E. DE JESUS, “Direito Penal – Parte Geral”, vol. 1/10, item n. 11, “h”, 26ª ed., 2003, Saraiva; MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES, “Princípio da Insignificância no Direito Penal”, p. 113/118, item n. 8.2, 2ª ed., 2000, RT, v.g.). Cumpre salientar, por relevante, que o princípio da insignificância – como fator de descaracterização material da própria tipicidade penal – tem sido acolhido pelo magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (HC 87.478/PA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 88.393/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 92.463/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.505/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.772/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 95.957/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), como Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG resulta claro de decisão que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – IDENTIFICAÇÃO DOS VETORES CUJA PRESENÇA LEGITIMA O RECONHECIMENTO DESSE POSTULADO DE POLÍTICA CRIMINAL – CONSEQUENTE DESCARACTERIZAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL – DELITO DE FURTO – CONDENAÇÃO IMPOSTA A JOVEM DESEMPREGADO, COM APENAS 19 ANOS DE IDADE – ‘RES FURTIVA’ NO VALOR DE R$ 25,00 (EQUIVALENTE A 9,61% DO SALÁRIO MÍNIMO ATUALMENTE EM VIGOR) – DOUTRINA – CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA JURISPRUDÊNCIA DO STF – PEDIDO DEFERIDO. O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUALIFICA-SE COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO MATERIAL DA TIPICIDADE PENAL. – O princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG resulta claro de decisão que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – IDENTIFICAÇÃO DOS VETORES CUJA PRESENÇA LEGITIMA O RECONHECIMENTO DESSE POSTULADO DE POLÍTICA CRIMINAL – CONSEQUENTE DESCARACTERIZAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL – DELITO DE FURTO – CONDENAÇÃO IMPOSTA A JOVEM DESEMPREGADO, COM APENAS 19 ANOS DE IDADE – ‘RES FURTIVA’ NO VALOR DE R$ 25,00 (EQUIVALENTE A 9,61% DO SALÁRIO MÍNIMO ATUALMENTE EM VIGOR) – DOUTRINA – CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA JURISPRUDÊNCIA DO STF – PEDIDO DEFERIDO. O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUALIFICA-SE COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO MATERIAL DA TIPICIDADE PENAL. – O princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. – O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado cujo desvalor – por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes – não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social.” (RTJ 192/963-964, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O postulado da insignificância – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público em matéria penal. Torna-se necessário analisar, portanto, em cada caso ocorrente, a presença de referidos vetores, cuja constatação mostra-se essencial à descaracterização material da tipicidade penal da conduta imputada ao agente, de tal maneira que a ausência de qualquer desses vetores tornará inaplicável o postulado da insignificância, como expressamente proclamado, pela colenda Segunda Turma desta Corte, no julgamento do HC 109.134/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. – O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado cujo desvalor – por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes – não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social.” (RTJ 192/963-964, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O postulado da insignificância – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público em matéria penal. Torna-se necessário analisar, portanto, em cada caso ocorrente, a presença de referidos vetores, cuja constatação mostra-se essencial à descaracterização material da tipicidade penal da conduta imputada ao agente, de tal maneira que a ausência de qualquer desses vetores tornará inaplicável o postulado da insignificância, como expressamente proclamado, pela colenda Segunda Turma desta Corte, no julgamento do HC 109.134/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG Pessoalmente, tenho adotado posição de respeitosa divergência em relação à nova diretriz jurisprudencial, mais restritiva, que vem se consolidando em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a propósito do reconhecimento do fato insignificante. Com efeito, entendo que o postulado da insignificância traduz causa supralegal de exclusão da tipicidade penal, analisada em perspectiva material. Isso significa, p. ex., que tenho por irrelevante, para efeito de configuração dessa causa de exclusão da tipicidade penal, eventual estado de reincidência do agente, uma vez que tal situação não deve repercutir, negativamente, no reconhecimento e aplicabilidade do princípio da insignificância. Destaco, entre outras decisões que refletem minha percepção do tema em referência, aquelas que proferi, v.g., no HC 94.653/RS, no HC 101.696/MG e no HC 102.921/MG, dos quais fui Relator. Devo reconhecer, no entanto, como precedentemente salientado, que esta Suprema Corte, em outros julgamentos (HC 117.272/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 117.003/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), vem adotando posição diversa, mais restritiva, daquela que tenho perfilhado. Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes já estabelecidos na prática jurisprudencial desta Corte. Assentadas tais premissas, passo a examinar o presente recurso de agravo. E, ao fazê-lo, observo que ambas as Turmas do Supremo Tribunal 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG Pessoalmente, tenho adotado posição de respeitosa divergência em relação à nova diretriz jurisprudencial, mais restritiva, que vem se consolidando em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a propósito do reconhecimento do fato insignificante. Com efeito, entendo que o postulado da insignificância traduz causa supralegal de exclusão da tipicidade penal, analisada em perspectiva material. Isso significa, p. ex., que tenho por irrelevante, para efeito de configuração dessa causa de exclusão da tipicidade penal, eventual estado de reincidência do agente, uma vez que tal situação não deve repercutir, negativamente, no reconhecimento e aplicabilidade do princípio da insignificância. Destaco, entre outras decisões que refletem minha percepção do tema em referência, aquelas que proferi, v.g., no HC 94.653/RS, no HC 101.696/MG e no HC 102.921/MG, dos quais fui Relator. Devo reconhecer, no entanto, como precedentemente salientado, que esta Suprema Corte, em outros julgamentos (HC 117.272/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 117.003/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), vem adotando posição diversa, mais restritiva, daquela que tenho perfilhado. Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes já estabelecidos na prática jurisprudencial desta Corte. Assentadas tais premissas, passo a examinar o presente recurso de agravo. E, ao fazê-lo, observo que ambas as Turmas do Supremo Tribunal 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG Federal (RHC 111.489/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.505/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.) firmaram orientação que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora recorrente, valendo referir, por expressivo desse entendimento, o seguinte julgado: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. FURTO QUALIFICADO (CP, ART. 155, § 4º, I). PEQUENO VALOR. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Código Penal, no artigo 155, § 2º, ao se referir ao pequeno valor da coisa furtada, disciplina critério de fixação da pena – e não de exclusão da tipicidade –, quando se tratar de furto simples. 2. O princípio da insignificância não há de ter como parâmetro tão só o valor da ‘res furtiva’, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato e o reflexo da conduta do agente no âmbito da sociedade, para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela. 3. O legislador ordinário, ao qualificar a conduta incriminada, apontou o grau de afetação social do crime, de sorte que a relação existente entre o texto e o contexto (círculo hermenêutico) não pode conduzir o intérprete à inserção de uma norma não abrangida pelos signos do texto legal. 4. ‘In casu’, o paciente, mediante rompimento de obstáculo, subtraiu o para-brisa de um veículo, avaliado em R$ 180,00 (cento e oitenta reais). Esse valor é equivalente a 47% (quarenta e sete por cento) do salário mínimo de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais) vigente à época do fato – agosto de 2007 –, razão por que foi denunciado pela prática do crime de furto qualificado. 4.1. Consectariamente, a conduta imputada ao agente não pode ser considerada como inexpressiva ou de menor afetação social, para fins penais, adotando-se a tese de atipicidade da conduta em razão do valor do bem subtraído – mesmo na hipótese de furto qualificado. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG Federal (RHC 111.489/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.505/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.) firmaram orientação que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora recorrente, valendo referir, por expressivo desse entendimento, o seguinte julgado: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. FURTO QUALIFICADO (CP, ART. 155, § 4º, I). PEQUENO VALOR. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Código Penal, no artigo 155, § 2º, ao se referir ao pequeno valor da coisa furtada, disciplina critério de fixação da pena – e não de exclusão da tipicidade –, quando se tratar de furto simples. 2. O princípio da insignificância não há de ter como parâmetro tão só o valor da ‘res furtiva’, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato e o reflexo da conduta do agente no âmbito da sociedade, para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela. 3. O legislador ordinário, ao qualificar a conduta incriminada, apontou o grau de afetação social do crime, de sorte que a relação existente entre o texto e o contexto (círculo hermenêutico) não pode conduzir o intérprete à inserção de uma norma não abrangida pelos signos do texto legal. 4. ‘In casu’, o paciente, mediante rompimento de obstáculo, subtraiu o para-brisa de um veículo, avaliado em R$ 180,00 (cento e oitenta reais). Esse valor é equivalente a 47% (quarenta e sete por cento) do salário mínimo de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais) vigente à época do fato – agosto de 2007 –, razão por que foi denunciado pela prática do crime de furto qualificado. 4.1. Consectariamente, a conduta imputada ao agente não pode ser considerada como inexpressiva ou de menor afetação social, para fins penais, adotando-se a tese de atipicidade da conduta em razão do valor do bem subtraído – mesmo na hipótese de furto qualificado. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG 5. Ordem denegada.” (HC 113.264/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) A análise objetiva do caso ora em exame conduz ao reconhecimento da inexistência do fato insignificante, por não se revelarem presentes, na espécie, os vetores capazes de descaracterizar, em seu aspecto material, a tipicidade penal da conduta atribuída ao paciente, ora agravante. Com efeito, a jurisprudência desta Suprema Corte tem assinalado, em relação ao delito de furto, que o pequeno valor do objeto subtraído não afeta nem exclui, só por si, o relevo jurídico-penal do comportamento transgressor do ordenamento jurídico (HC 109.739/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETROS E CRITÉRIOS. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA. AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste ‘writ’, consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2. Registro que não considero apenas e tão somente o valor subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes, como no próprio exemplo do furto simples, bem como desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto privilegiado (CP, art. 155, § 2º). Como já analisou o Min. Celso de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da insignificância tem como vetores ‘a mínima ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzido grau de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG 5. Ordem denegada.” (HC 113.264/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) A análise objetiva do caso ora em exame conduz ao reconhecimento da inexistência do fato insignificante, por não se revelarem presentes, na espécie, os vetores capazes de descaracterizar, em seu aspecto material, a tipicidade penal da conduta atribuída ao paciente, ora agravante. Com efeito, a jurisprudência desta Suprema Corte tem assinalado, em relação ao delito de furto, que o pequeno valor do objeto subtraído não afeta nem exclui, só por si, o relevo jurídico-penal do comportamento transgressor do ordenamento jurídico (HC 109.739/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETROS E CRITÉRIOS. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA. AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste ‘writ’, consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2. Registro que não considero apenas e tão somente o valor subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes, como no próprio exemplo do furto simples, bem como desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto privilegiado (CP, art. 155, § 2º). Como já analisou o Min. Celso de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da insignificância tem como vetores ‘a mínima ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzido grau de 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada’ (HC 84.412/SP). 3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da tipicidade material deverá levar em consideração a importância do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar que há informação nos autos de que o valor ‘subtraído representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência honesta.’ Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de ‘habeas corpus’.” (RHC 96.813/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Cabe registrar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Corte, tem entendido, em hipóteses como a destes autos, que a prática do delito de furto qualificado, na modalidade tentada ou consumada, revela-se impregnada de significativa lesividade, de modo a afastar a aplicação do princípio da insignificância, não obstante o pequeno valor da “res furtiva”, considerado, para tanto, o elevado grau de reprovabilidade da conduta, circunstância que tem provocado o indeferimento de pedidos de “habeas corpus” deduzidos neste Tribunal que versavam questões referentes a diversas situações, em casos nos quais o delito, por exemplo, veio a ser cometido com destruição ou rompimento de obstáculo para a subtração da coisa (HC 107.772/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 112.245/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 112.378/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), mediante escalada ou destreza (HC 109.081/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 109.733/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada’ (HC 84.412/SP). 3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da tipicidade material deverá levar em consideração a importância do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar que há informação nos autos de que o valor ‘subtraído representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência honesta.’ Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de ‘habeas corpus’.” (RHC 96.813/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Cabe registrar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Corte, tem entendido, em hipóteses como a destes autos, que a prática do delito de furto qualificado, na modalidade tentada ou consumada, revela-se impregnada de significativa lesividade, de modo a afastar a aplicação do princípio da insignificância, não obstante o pequeno valor da “res furtiva”, considerado, para tanto, o elevado grau de reprovabilidade da conduta, circunstância que tem provocado o indeferimento de pedidos de “habeas corpus” deduzidos neste Tribunal que versavam questões referentes a diversas situações, em casos nos quais o delito, por exemplo, veio a ser cometido com destruição ou rompimento de obstáculo para a subtração da coisa (HC 107.772/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 112.245/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 112.378/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), mediante escalada ou destreza (HC 109.081/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 109.733/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG com abuso de confiança (HC 111.749/RS, Rel. Min. LUIZ FUX), com emprego de chave falsa (HC 90.747/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 113.872/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), mediante concurso de agentes, como sucede na causa sob exame (HC 110.932/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 110.948/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), e, ainda, quando configurada a reiteração da prática delituosa (HC 113.782/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.702/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 116.197/MS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG com abuso de confiança (HC 111.749/RS, Rel. Min. LUIZ FUX), com emprego de chave falsa (HC 90.747/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 113.872/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), mediante concurso de agentes, como sucede na causa sob exame (HC 110.932/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 110.948/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), e, ainda, quando configurada a reiteração da prática delituosa (HC 113.782/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.702/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 116.197/MS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412483 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412483 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9793070
2015-09-15T00:00:00
2015-11-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: “DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR” – RELAÇÕES DESSA CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SUA DIMENSÃO MATERIAL COM OS PRINCÍPIOS DA FRAGMENTARIEDADE E DA INTERVENÇÃO MÍNIMA DO ESTADO EM MATÉRIA PENAL – NECESSIDADE DE CONCRETA IDENTIFICAÇÃO, EM CADA SITUAÇÃO OCORRENTE, DOS VETORES QUE LEGITIMAM O RECONHECIMENTO DO FATO INSIGNIFICANTE (HC 84.412/SP, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DOUTRINA – PRECEDENTES – FURTO QUALIFICADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – RESSALVA DA POSIÇÃO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur329385
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, FRAGMENTARIEDADE, INTERVENÇÃO MÍNIMA) RHC 107264 (2ªT), HC 115246 (2ªT), RHC 122464 AgR (2ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, EXCLUDENTE DE TIPICIDADE) HC 87478 (1ªT), HC 88393 (2ªT), HC 92463 (2ªT), HC 94505 (2ªT), HC 94772 (2ªT), HC 95957 (2ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, INAPLICABILIDADE) HC 109134 (2ªT), RHC 111489 (2ªT), RHC 115490 (2ªT), RHC 115505 (1ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, RESSALVA DO RELATOR) HC 94653 (2ªT), HC 101696 (2ªT), HC 102921 (2ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, APLICAÇÃO RESTRITIVA) RHC 117003 (2ªT), HC 117272 (2ªT). (PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA, FURTO) HC 90747 (2ªT), HC 107772 (2ªT), HC 109081 (2ªT), HC 109739 (1ªT), HC 110932 (1ªT), HC 111749 (1ªT), HC 112245 (2ªT), HC 112378 (2ªT), HC 113872 (2ªT), HC 114392 (2ªT), HC 114702 (2ªT), RHC 115490 (2ªT), RHC 116197 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 25/11/2015, BMP.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
126732
[ "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00037 INC-00002\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 126732 AgR
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AGTE.(S) : JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: “DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR” – RELAÇÕES DESSA CAUSA SUPRALEGAL DE EXCLUSÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SUA DIMENSÃO MATERIAL COM OS PRINCÍPIOS DA FRAGMENTARIEDADE E DA INTERVENÇÃO MÍNIMA DO ESTADO EM MATÉRIA PENAL – NECESSIDADE DE CONCRETA IDENTIFICAÇÃO, EM CADA SITUAÇÃO OCORRENTE, DOS VETORES QUE LEGITIMAM O RECONHECIMENTO DO FATO INSIGNIFICANTE (HC 84.412/SP, REL. MIN. CELSO DE MELLO, v.g.) – DOUTRINA – PRECEDENTES – FURTO QUALIFICADO – INOCORRÊNCIA, NO CASO, DOS REQUISITOS AUTORIZADORES DA INCIDÊNCIA DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL CONSOLIDADA QUANTO À MATÉRIA VERSADA NA IMPETRAÇÃO – RESSALVA DA POSIÇÃO PESSOAL DO RELATOR DESTA CAUSA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 126732 AGR / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de julgamento emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que se acha assim ementado: “FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. CONCURSO DE PESSOAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Consoante já assentado pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Direito Penal, no sentido de excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta, examinada em seu caráter material, observando-se, ainda, a presença dos seguintes vetores: (I) mínima ofensividade da conduta do agente; (II) ausência total de periculosidade social da ação; (III) ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento e (IV) inexpressividade da lesão jurídica ocasionada (conforme decidido nos autos do HC n. 84.412/SP, de relatoria do Ministro Celso de Mello, DJU 19/4/2004). 2. A conduta perpetrada pelo réu, que, em concurso de pessoas, subtraiu um telefone celular avaliado em R$ 95,00 (25% do salário mínimo de janeiro de 2008), revela-se uma conduta de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que, por mim proferida, indeferiu o pedido de “habeas corpus” deduzido em face de julgamento emanado do E. Superior Tribunal de Justiça que se acha assim ementado: “FURTO. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. CONCURSO DE PESSOAS. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Consoante já assentado pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio da insignificância deve ser analisado em correlação com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Direito Penal, no sentido de excluir ou afastar a própria tipicidade da conduta, examinada em seu caráter material, observando-se, ainda, a presença dos seguintes vetores: (I) mínima ofensividade da conduta do agente; (II) ausência total de periculosidade social da ação; (III) ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento e (IV) inexpressividade da lesão jurídica ocasionada (conforme decidido nos autos do HC n. 84.412/SP, de relatoria do Ministro Celso de Mello, DJU 19/4/2004). 2. A conduta perpetrada pelo réu, que, em concurso de pessoas, subtraiu um telefone celular avaliado em R$ 95,00 (25% do salário mínimo de janeiro de 2008), revela-se uma conduta de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 126732 AGR / MG acentuada reprovabilidade do comportamento do réu e expressividade da lesão ao bem jurídico. 3. Agravo regimental não provido.” (REsp 1.445.876-AgRg/MG, Rel. Min. ROGERIO SCHIETTI CRUZ – grifei) O ora recorrente busca, na presente sede processual, a aplicação, no caso, do princípio da insignificância. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG acentuada reprovabilidade do comportamento do réu e expressividade da lesão ao bem jurídico. 3. Agravo regimental não provido.” (REsp 1.445.876-AgRg/MG, Rel. Min. ROGERIO SCHIETTI CRUZ – grifei) O ora recorrente busca, na presente sede processual, a aplicação, no caso, do princípio da insignificância. Por não me convencer das razões expostas pela parte agravante, submeto à apreciação desta colenda Segunda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora questionada, tenho assinalado nesta Suprema Corte, em diversos precedentes de que fui Relator (HC 115.246/MG, RHC 107.264/DF, RHC 122.464-AgR/BA, v.g.), que o princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário expendido na análise do tema em referência (FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, “Princípios Básicos de Direito Penal”, p. 133/134, item n. 131, 5... ed., 2002, Saraiva; CEZAR ROBERTO BITENCOURT, “Código Penal Comentado”, p. 06, item n. 9, 2002, Saraiva; DAMÁSIO E. DE JESUS, “Direito Penal – Parte Geral”, vol. 1/10, item n. 11, “h”, 26... ed., 2003, Saraiva; MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES, “Princípio da Insignificância no Direito Penal”, p. 113/118, item n. 8.2, 2... ed., 2000, RT, v.g.). Cumpre salientar, por relevante, que o princípio da insignificância – como fator de descaracterização material da própria tipicidade penal – tem sido acolhido pelo magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (HC 87.478/PA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 88.393/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 92.463/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.505/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.772/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 95.957/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. Como já referido na decisão ora questionada, tenho assinalado nesta Suprema Corte, em diversos precedentes de que fui Relator (HC 115.246/MG, RHC 107.264/DF, RHC 122.464-AgR/BA, v.g.), que o princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material, consoante assinala expressivo magistério doutrinário expendido na análise do tema em referência (FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO, “Princípios Básicos de Direito Penal”, p. 133/134, item n. 131, 5... ed., 2002, Saraiva; CEZAR ROBERTO BITENCOURT, “Código Penal Comentado”, p. 06, item n. 9, 2002, Saraiva; DAMÁSIO E. DE JESUS, “Direito Penal – Parte Geral”, vol. 1/10, item n. 11, “h”, 26... ed., 2003, Saraiva; MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES, “Princípio da Insignificância no Direito Penal”, p. 113/118, item n. 8.2, 2... ed., 2000, RT, v.g.). Cumpre salientar, por relevante, que o princípio da insignificância – como fator de descaracterização material da própria tipicidade penal – tem sido acolhido pelo magistério jurisprudencial desta Suprema Corte (HC 87.478/PA, Rel. Min. EROS GRAU – HC 88.393/RJ, Rel. Min. CEZAR PELUSO – HC 92.463/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.505/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 94.772/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 95.957/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), como Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG resulta claro de decisão que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – IDENTIFICAÇÃO DOS VETORES CUJA PRESENÇA LEGITIMA O RECONHECIMENTO DESSE POSTULADO DE POLÍTICA CRIMINAL – CONSEQUENTE DESCARACTERIZAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL – DELITO DE FURTO – CONDENAÇÃO IMPOSTA A JOVEM DESEMPREGADO, COM APENAS 19 ANOS DE IDADE – ‘RES FURTIVA’ NO VALOR DE R$ 25,00 (EQUIVALENTE A 9,61% DO SALÁRIO MÍNIMO ATUALMENTE EM VIGOR) – DOUTRINA – CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal – PEDIDO DEFERIDO. O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUALIFICA-SE COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO MATERIAL DA TIPICIDADE PENAL. – O princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG resulta claro de decisão que restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA – IDENTIFICAÇÃO DOS VETORES CUJA PRESENÇA LEGITIMA O RECONHECIMENTO DESSE POSTULADO DE POLÍTICA CRIMINAL – CONSEQUENTE DESCARACTERIZAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL – DELITO DE FURTO – CONDENAÇÃO IMPOSTA A JOVEM DESEMPREGADO, COM APENAS 19 ANOS DE IDADE – ‘RES FURTIVA’ NO VALOR DE R$ 25,00 (EQUIVALENTE A 9,61% DO SALÁRIO MÍNIMO ATUALMENTE EM VIGOR) – DOUTRINA – CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal – PEDIDO DEFERIDO. O PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUALIFICA-SE COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO MATERIAL DA TIPICIDADE PENAL. – O princípio da insignificância – que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal – tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal, examinada na perspectiva de seu caráter material. Doutrina. Tal postulado – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. – O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado cujo desvalor – por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes – não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social.” (RTJ 192/963-964, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O postulado da insignificância – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público em matéria penal. Torna-se necessário analisar, portanto, em cada caso ocorrente, a presença de referidos vetores, cuja constatação mostra-se essencial à descaracterização material da tipicidade penal da conduta imputada ao agente, de tal maneira que a ausência de qualquer desses vetores tornará inaplicável o postulado da insignificância, como expressamente proclamado, pela colenda Segunda Turma desta Corte, no julgamento do HC 109.134/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: ‘DE MINIMIS, NON CURAT PRAETOR’. – O sistema jurídico há de considerar a relevantíssima circunstância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas, da sociedade e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais, notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano, efetivo ou potencial, impregnado de significativa lesividade. O direito penal não se deve ocupar de condutas que produzam resultado cujo desvalor – por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes – não represente, por isso mesmo, prejuízo importante, seja ao titular do bem jurídico tutelado, seja à integridade da própria ordem social.” (RTJ 192/963-964, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O postulado da insignificância – que considera necessária, na aferição do relevo material da tipicidade penal, a presença de certos vetores, tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente, (b) a nenhuma periculosidade social da ação, (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpressividade da lesão jurídica provocada – apoiou-se, em seu processo de formulação teórica, no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe, em função dos próprios objetivos por ele visados, a intervenção mínima do Poder Público em matéria penal. Torna-se necessário analisar, portanto, em cada caso ocorrente, a presença de referidos vetores, cuja constatação mostra-se essencial à descaracterização material da tipicidade penal da conduta imputada ao agente, de tal maneira que a ausência de qualquer desses vetores tornará inaplicável o postulado da insignificância, como expressamente proclamado, pela colenda Segunda Turma desta Corte, no julgamento do HC 109.134/RS, Rel. Min. AYRES BRITTO. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG Pessoalmente, tenho adotado posição de respeitosa divergência em relação à nova diretriz jurisprudencial, mais restritiva, que vem se consolidando em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a propósito do reconhecimento do fato insignificante. Com efeito, entendo que o postulado da insignificância traduz causa supralegal de exclusão da tipicidade penal, analisada em perspectiva material. Isso significa, p. ex., que tenho por irrelevante, para efeito de configuração dessa causa de exclusão da tipicidade penal, eventual estado de reincidência do agente, uma vez que tal situação não deve repercutir, negativamente, no reconhecimento e aplicabilidade do princípio da insignificância. Destaco, entre outras decisões que refletem minha percepção do tema em referência, aquelas que proferi, v.g., no HC 94.653/RS, no HC 101.696/MG e no HC 102.921/MG, dos quais fui Relator. Devo reconhecer, no entanto, como precedentemente salientado, que esta Suprema Corte, em outros julgamentos (HC 117.272/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 117.003/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), vem adotando posição diversa, mais restritiva, daquela que tenho perfilhado. Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes já estabelecidos na prática jurisprudencial desta Corte. Assentadas tais premissas, passo a examinar o presente recurso de agravo. E, ao fazê-lo, observo que ambas as Turmas do Supremo Tribunal 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG Pessoalmente, tenho adotado posição de respeitosa divergência em relação à nova diretriz jurisprudencial, mais restritiva, que vem se consolidando em ambas as Turmas do Supremo Tribunal Federal a propósito do reconhecimento do fato insignificante. Com efeito, entendo que o postulado da insignificância traduz causa supralegal de exclusão da tipicidade penal, analisada em perspectiva material. Isso significa, p. ex., que tenho por irrelevante, para efeito de configuração dessa causa de exclusão da tipicidade penal, eventual estado de reincidência do agente, uma vez que tal situação não deve repercutir, negativamente, no reconhecimento e aplicabilidade do princípio da insignificância. Destaco, entre outras decisões que refletem minha percepção do tema em referência, aquelas que proferi, v.g., no HC 94.653/RS, no HC 101.696/MG e no HC 102.921/MG, dos quais fui Relator. Devo reconhecer, no entanto, como precedentemente salientado, que esta Suprema Corte, em outros julgamentos (HC 117.272/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 117.003/RJ, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.), vem adotando posição diversa, mais restritiva, daquela que tenho perfilhado. Em consequência da orientação que tem prevalecido no Supremo Tribunal Federal, e embora reafirmando respeitosa divergência, devo ajustar a minha compreensão da matéria ao princípio da colegialidade, considerados os inúmeros precedentes já estabelecidos na prática jurisprudencial desta Corte. Assentadas tais premissas, passo a examinar o presente recurso de agravo. E, ao fazê-lo, observo que ambas as Turmas do Supremo Tribunal 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG Federal (RHC 111.489/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.505/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.) firmaram orientação que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora recorrente, valendo referir, por expressivo desse entendimento, o seguinte julgado: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. FURTO QUALIFICADO (Código Penal Brasileiro, ART. 155, § 4..., I). PEQUENO VALOR. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Código Penal, no artigo 155, § 2..., ao se referir ao pequeno valor da coisa furtada, disciplina critério de fixação da pena – e não de exclusão da tipicidade –, quando se tratar de furto simples. 2. O princípio da insignificância não há de ter como parâmetro tão só o valor da ‘res furtiva’, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato e o reflexo da conduta do agente no âmbito da sociedade, para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela. 3. O legislador ordinário, ao qualificar a conduta incriminada, apontou o grau de afetação social do crime, de sorte que a relação existente entre o texto e o contexto (círculo hermenêutico) não pode conduzir o intérprete à inserção de uma norma não abrangida pelos signos do texto legal. 4. ‘In casu’, o paciente, mediante rompimento de obstáculo, subtraiu o para-brisa de um veículo, avaliado em R$ 180,00 (cento e oitenta reais). Esse valor é equivalente a 47% (quarenta e sete por cento) do salário mínimo de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais) vigente à época do fato – agosto de 2007 –, razão por que foi denunciado pela prática do crime de furto qualificado. 4.1. Consectariamente, a conduta imputada ao agente não pode ser considerada como inexpressiva ou de menor afetação social, para fins penais, adotando-se a tese de atipicidade da conduta em razão do valor do bem subtraído – mesmo na hipótese de furto qualificado. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG Federal (RHC 111.489/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.505/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.) firmaram orientação que desautoriza a pretensão deduzida pela parte ora recorrente, valendo referir, por expressivo desse entendimento, o seguinte julgado: “PENAL E PROCESSUAL PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. FURTO QUALIFICADO (Código Penal Brasileiro, ART. 155, § 4..., I). PEQUENO VALOR. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O Código Penal, no artigo 155, § 2..., ao se referir ao pequeno valor da coisa furtada, disciplina critério de fixação da pena – e não de exclusão da tipicidade –, quando se tratar de furto simples. 2. O princípio da insignificância não há de ter como parâmetro tão só o valor da ‘res furtiva’, devendo ser analisadas as circunstâncias do fato e o reflexo da conduta do agente no âmbito da sociedade, para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela. 3. O legislador ordinário, ao qualificar a conduta incriminada, apontou o grau de afetação social do crime, de sorte que a relação existente entre o texto e o contexto (círculo hermenêutico) não pode conduzir o intérprete à inserção de uma norma não abrangida pelos signos do texto legal. 4. ‘In casu’, o paciente, mediante rompimento de obstáculo, subtraiu o para-brisa de um veículo, avaliado em R$ 180,00 (cento e oitenta reais). Esse valor é equivalente a 47% (quarenta e sete por cento) do salário mínimo de R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais) vigente à época do fato – agosto de 2007 –, razão por que foi denunciado pela prática do crime de furto qualificado. 4.1. Consectariamente, a conduta imputada ao agente não pode ser considerada como inexpressiva ou de menor afetação social, para fins penais, adotando-se a tese de atipicidade da conduta em razão do valor do bem subtraído – mesmo na hipótese de furto qualificado. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG 5. Ordem denegada.” (HC 113.264/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) A análise objetiva do caso ora em exame conduz ao reconhecimento da inexistência do fato insignificante, por não se revelarem presentes, na espécie, os vetores capazes de descaracterizar, em seu aspecto material, a tipicidade penal da conduta atribuída ao paciente, ora agravante. Com efeito, a jurisprudência desta Suprema Corte tem assinalado, em relação ao delito de furto, que o pequeno valor do objeto subtraído não afeta nem exclui, só por si, o relevo jurídico-penal do comportamento transgressor do ordenamento jurídico (HC 109.739/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETROS E CRITÉRIOS. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA. AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste ‘writ’, consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2. Registro que não considero apenas e tão somente o valor subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes, como no próprio exemplo do furto simples, bem como desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da insignificância tem como vetores ‘a mínima ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzido grau de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG 5. Ordem denegada.” (HC 113.264/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – grifei) A análise objetiva do caso ora em exame conduz ao reconhecimento da inexistência do fato insignificante, por não se revelarem presentes, na espécie, os vetores capazes de descaracterizar, em seu aspecto material, a tipicidade penal da conduta atribuída ao paciente, ora agravante. Com efeito, a jurisprudência desta Suprema Corte tem assinalado, em relação ao delito de furto, que o pequeno valor do objeto subtraído não afeta nem exclui, só por si, o relevo jurídico-penal do comportamento transgressor do ordenamento jurídico (HC 109.739/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.): “DIREITO PENAL. ATIPICIDADE. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. PARÂMETROS E CRITÉRIOS. INEXPRESSIVIDADE DA LESÃO JURÍDICA PROVOCADA. AUSÊNCIA. INAPLICABILIDADE. ‘HABEAS CORPUS’ DENEGADO. 1. A questão de direito tratada neste ‘writ’, consoante a tese exposta pelo recorrente na petição inicial, é a suposta atipicidade da conduta realizada pelo paciente com base na teoria da insignificância, por falta de lesividade ou ofensividade ao bem jurídico tutelado na norma penal. 2. Registro que não considero apenas e tão somente o valor subtraído (ou pretendido à subtração) como parâmetro para aplicação do princípio da insignificância. Do contrário, por óbvio, deixaria de haver a modalidade tentada de vários crimes, como no próprio exemplo do furto simples, bem como desapareceria do ordenamento jurídico a figura do furto privilegiado (Código Penal Brasileiro, art. 155, § 2...). Como já analisou o Min. Celso de Mello, no precedente acima apontado, o princípio da insignificância tem como vetores ‘a mínima ofensividade da conduta do agente, a nenhuma periculosidade social da ação, o reduzido grau de 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada’ (HC 84.412/SP). 3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da tipicidade material deverá levar em consideração a importância do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar que há informação nos autos de que o valor ‘subtraído representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência honesta.’ Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de ‘habeas corpus’.” (RHC 96.813/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Cabe registrar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Corte, tem entendido, em hipóteses como a destes autos, que a prática do delito de furto qualificado, na modalidade tentada ou consumada, revela-se impregnada de significativa lesividade, de modo a afastar a aplicação do princípio da insignificância, não obstante o pequeno valor da “res furtiva”, considerado, para tanto, o elevado grau de reprovabilidade da conduta, circunstância que tem provocado o indeferimento de pedidos de “habeas corpus” deduzidos neste Tribunal que versavam questões referentes a diversas situações, em casos nos quais o delito, por exemplo, veio a ser cometido com destruição ou rompimento de obstáculo para a subtração da coisa (HC 107.772/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 112.245/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 112.378/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), mediante escalada ou destreza (HC 109.081/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 109.733/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada’ (HC 84.412/SP). 3. No presente caso, considero que tais vetores não se fazem simultaneamente presentes. Consoante o critério da tipicidade material (e não apenas formal), excluem-se os fatos e comportamentos reconhecidos como de bagatela, nos quais têm perfeita aplicação o princípio da insignificância. O critério da tipicidade material deverá levar em consideração a importância do bem jurídico possivelmente atingido no caso concreto. 4. No caso em tela, a lesão se revelou significante não obstante o bem subtraído ser inferior ao valor do salário mínimo. Vale ressaltar que há informação nos autos de que o valor ‘subtraído representava todo o valor encontrado no caixa (fl. 11), sendo fruto do trabalho do lesado que, passada a meia-noite, ainda mantinha o trailer aberto para garantir uma sobrevivência honesta.’ Portanto, de acordo com a conclusão objetiva do caso concreto, entendo que não houve inexpressividade da lesão jurídica provocada. 5. Ante o exposto, denego a ordem de ‘habeas corpus’.” (RHC 96.813/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Cabe registrar, no ponto, que o Supremo Tribunal Federal, em sucessivos julgamentos proferidos por ambas as Turmas desta Corte, tem entendido, em hipóteses como a destes autos, que a prática do delito de furto qualificado, na modalidade tentada ou consumada, revela-se impregnada de significativa lesividade, de modo a afastar a aplicação do princípio da insignificância, não obstante o pequeno valor da “res furtiva”, considerado, para tanto, o elevado grau de reprovabilidade da conduta, circunstância que tem provocado o indeferimento de pedidos de “habeas corpus” deduzidos neste Tribunal que versavam questões referentes a diversas situações, em casos nos quais o delito, por exemplo, veio a ser cometido com destruição ou rompimento de obstáculo para a subtração da coisa (HC 107.772/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES – HC 112.245/DF, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 112.378/DF, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), mediante escalada ou destreza (HC 109.081/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 109.733/RS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 126732 AGR / MG com abuso de confiança (HC 111.749/RS, Rel. Min. LUIZ FUX), com emprego de chave falsa (HC 90.747/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 113.872/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), mediante concurso de agentes, como sucede na causa sob exame (HC 110.932/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 110.948/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), e, ainda, quando configurada a reiteração da prática delituosa (HC 113.782/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.702/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 116.197/MS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Supremo Tribunal Federal HC 126732 AGR / MG com abuso de confiança (HC 111.749/RS, Rel. Min. LUIZ FUX), com emprego de chave falsa (HC 90.747/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – HC 113.872/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), mediante concurso de agentes, como sucede na causa sob exame (HC 110.932/RS, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 110.948/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.392/RS, Rel. Min. GILMAR MENDES, v.g.), e, ainda, quando configurada a reiteração da prática delituosa (HC 113.782/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – HC 114.702/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 115.490/MG, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – RHC 116.197/MS, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.). Sendo assim, e pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9773214. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412483 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 126.732 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : JOSEPH FERREIRA HAIZER PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412483 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 126 . 732", "HC 84 . 412 / SP", "HC 126732 AGR / MG", "HC 126732 AGR / MG", "HABEAS CORPUS 126 . 732", "HC n . 84 . 412 / SP", "HABEAS CORPUS 126 . 732", "HC n . 84 . 412 / SP", "HC 126732 AGR / MG", "REsp 1 . 445 . 876 - AgRg / MG", "HC 126732 AGR / MG", "REsp 1 . 445 . 876 - AgRg / MG", "HABEAS CORPUS 126 . 732 MINAS", "HC 115 . 246 / MG", "RHC 107 . 264 / DF", "RHC 122 . 464 - AgR / BA", "HC 87 . 478 / PA", "HC 88 . 393 / RJ", "HC 92 . 463 / RS", "HC 94 . 505 / RS", "HC 94 . 772 / RS", "HC 95 . 957 / RS", "HABEAS CORPUS 126 . 732", "HC 115 . 246 / MG", "RHC 107 . 264 / DF", "RHC 122 . 464 - AgR / BA", "HC 87 . 478 / PA", "HC 88 . 393 / RJ", "HC 92 . 463 / RS", "HC 94 . 505 / RS", "HC 94 . 772 / RS", "HC 95 . 957 / RS", "HC 126732 AGR / MG", "HC 126732 AGR / MG", "HC 126732 AGR / MG", "RTJ 192 / 963 - 964", "HC 109 . 134 / RS", "HC 126732 AGR / MG", "RTJ 192 / 963 - 964", "HC 109 . 134 / RS", "HC 126732 AGR", "HC 94 . 653 / RS", "HC 101 . 696 / MG", "HC 102 . 921 / MG", "HC 117 . 272 / PR", "RHC 117 . 003 / RJ", "HC 126732 AGR / MG", "HC 94 . 653 / RS", "HC 101 . 696 / MG", "HC 102 . 921 / MG", "HC 117 . 272 / PR", "RHC 117 . 003 / RJ", "HC 126732 AGR /", "RHC 111 . 489 /", "RHC 115 . 490 / MG", "RHC 115 . 505 / MG", "HC 126732 AGR / MG Federal", "RHC 111 . 489 / DF", "RHC 115 . 490 / MG", "RHC 115 . 505 / MG", "HC 126732 AGR / MG", "HC 113 . 264 / RS", "HC 109 . 739 / SP", "HC 114 . 392 /", "HC 126732 AGR / MG", "HC 113 . 264 / RS", "HC 109 . 739 / SP", "HC 114 . 392 / RS", "HC 126732 AGR / MG", "HC 84 . 412 / SP", "RHC 96 . 813 / RJ", "HC 107 . 772 / RS", "HC 112 . 245 / DF", "HC 112 . 378 / DF", "HC 109 . 081 / RS", "HC 109 . 733 / RS", "HC 126732 AGR / MG", "HC 84 . 412 / SP", "RHC 96 . 813 / RJ", "HC 107 . 772 / RS", "HC 112 . 245 / DF", "HC 112 . 378 / DF", "HC 109 . 081 / RS", "HC 109 . 733 / RS", "HC 126732 AGR / MG", "HC 111 . 749 / RS", "HC 90 . 747 / PR", "HC 113 . 872 / MG", "HC 110 . 932 / RS", "HC 110 . 948 / MG", "HC 114 . 392 / RS", "HC 113 . 782 / RS", "HC 114 . 702 / RS", "RHC 115 . 490 / MG", "RHC 116 . 197 / MS", "HC 126732 AGR /", "HC 111 . 749 / RS", "HC 90 . 747 / PR", "HC 113 . 872 / MG", "HC 110 . 932 / RS", "HC 110 . 948 / MG", "HC 114 . 392 / RS", "HC 113 . 782 / RS", "HC 114 . 702 / RS", "RHC 115 . 490 / MG", "RHC 116 . 197 / MS", "HABEAS CORPUS 126 . 732", "HABEAS CORPUS 126 . 732" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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DE JESUS", "MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "FRANCISCO DE ASSIS TOLEDO", "CEZAR ROBERTO BITENCOURT", "DAMÁSIO E . DE JESUS", "MAURÍCIO ANTONIO RIBEIRO LOPES", "EROS GRAU", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "CELSO DE MELLO", "JOSEPH FERREIRA HAIZER", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "JOSEPH FERREIRA HAIZER", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "19", "/", "4", "/", "2004", "janeiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "19", "/", "4", "/", "2004", "janeiro de 2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "2002", "2002", "2003", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "2002", "2002", "2003", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "15", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – INOCORRÊNCIA – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do “habeas corpus” o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o “quantum” penal imposto ao réu condenado. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 128552 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou provimento ao recurso ordinário em “habeas corpus” interposto pelo ora agravante. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, assim resumiu e apreciou o presente recurso ordinário: “Trata-se de recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. DELITOS DE SONEGAÇÃO DE DOCUMENTO FISCAL (ART. 3º, I, DA LEI N. 8.137⁄90) E FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CULPABILIDADE ACENTUADA: PREMEDITAÇÃO E CONLUIO COM OUTRO RÉU. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME: PREJUÍZO CAUSADO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou provimento ao recurso ordinário em “habeas corpus” interposto pelo ora agravante. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, assim resumiu e apreciou o presente recurso ordinário: “Trata-se de recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. DELITOS DE SONEGAÇÃO DE DOCUMENTO FISCAL (ART. 3º, I, DA LEI N. 8.137⁄90) E FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CULPABILIDADE ACENTUADA: PREMEDITAÇÃO E CONLUIO COM OUTRO RÉU. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME: PREJUÍZO CAUSADO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF AO ERÁRIO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante ilegalidade (cf.: HC 109.956, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, PRIMEIRA TURMA, DJe 11/9/2012; HC 271.890/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe 03/09/2014). A sentença condenatória, mantida pelo Tribunal ‘a quo’, entendeu que a culpabilidade do paciente foi intensa, uma vez que agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia. Essa fundamentação encontra apoio na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual a premeditação e o conluio são elementos concretos suficientes para a valoração negativa da culpabilidade, que se apresenta mais acentuada (cf. HC 190.569/DF, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, Dje 12/09/2012; AgRg no AREsp 235.526/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, Dje 03/09/2013; HC 252.285/PR, Rel. Min. OG FERNANDES, SEXTA TURMA, DJe 26/11/2012) O valor de R$ 248.769,07 representa um prejuízo ao erário que ultrapassa o resultado normal do ilícito em tese praticado pelo paciente, sendo suficiente para valorar de forma negativa as consequências do crime. (cf.: HC 144.299/PR, Rel. Min. JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, DJe 26/9/2011; HC 127.609/PE, Rel. Min. LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, DJe 13/10/2011; AgRg no AREsp 387.973/MA, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, DJe 27/02/2014). A fundamentação apresentada pelo Juiz de primeiro grau, validada pelo acórdão, é idônea e suficiente para sustentar a valoração negativa da culpabilidade. O argumento agregado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF AO ERÁRIO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante ilegalidade (cf.: HC 109.956, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, PRIMEIRA TURMA, DJe 11/9/2012; HC 271.890/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe 03/09/2014). A sentença condenatória, mantida pelo Tribunal ‘a quo’, entendeu que a culpabilidade do paciente foi intensa, uma vez que agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia. Essa fundamentação encontra apoio na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual a premeditação e o conluio são elementos concretos suficientes para a valoração negativa da culpabilidade, que se apresenta mais acentuada (cf. HC 190.569/DF, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, Dje 12/09/2012; AgRg no AREsp 235.526/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, Dje 03/09/2013; HC 252.285/PR, Rel. Min. OG FERNANDES, SEXTA TURMA, DJe 26/11/2012) O valor de R$ 248.769,07 representa um prejuízo ao erário que ultrapassa o resultado normal do ilícito em tese praticado pelo paciente, sendo suficiente para valorar de forma negativa as consequências do crime. (cf.: HC 144.299/PR, Rel. Min. JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, DJe 26/9/2011; HC 127.609/PE, Rel. Min. LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, DJe 13/10/2011; AgRg no AREsp 387.973/MA, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, DJe 27/02/2014). A fundamentação apresentada pelo Juiz de primeiro grau, validada pelo acórdão, é idônea e suficiente para sustentar a valoração negativa da culpabilidade. O argumento agregado 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF pelo Tribunal ‘a quo’, em recurso da defesa, além de não ter alterado a pena-base, não é capaz de contaminar de ilegalidade a dosimetria da pena devidamente realizada na sentença condenatória. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ Pretende-se, no presente recurso, a fixação das penas no mínimo legal, ou, subsidiariamente, aplicado o mesmo percentual de aumento da pena-base para ambos os crimes. …................................................................................................... A individualização da pena resulta do imperativo de que cada conduta há de ter a resposta penal adequada. Daí porque, nesse processo, é preciso que se arrolem elementos distintivos que justifiquem o tratamento mais gravoso que se dá a cada uma das circunstâncias judiciais previstas no art. 59. Se nada há de excepcional, fica-se no piso. Tudo isso é decorrência da relação direta e imediata entre os princípios da individualização da pena e da igualdade. No caso, observa-se que duas circunstâncias judiciais foram tidas por desfavoráveis: a culpabilidade e as consequências do crime. E, ao contrário do alegado pelo recorrente, encontram-se devidamente fundamentadas e em sintonia com a jurisprudência. Como bem ponderado pelo acórdão recorrido, a culpabilidade do recorrente foi valorada negativamente, pois ‘agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia’. Foi também ressaltado ‘que o réu fazia parte de uma quadrilha integrada por vários auditores tributários do DF e contadores, tendo, inclusive contado com o auxílio direto da ré S.M.A.S. para a prática habitual de crimes contra a ordem tributária’, condutas, portanto, que impõem maior censurabilidade. Todos esses dados revelam a maior reprovabilidade do comportamento, sendo irrelevante a atecnia da sentença ou do acórdão que atribuiu tais elementos como pertinentes a potencial consciência da ilicitude. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF pelo Tribunal ‘a quo’, em recurso da defesa, além de não ter alterado a pena-base, não é capaz de contaminar de ilegalidade a dosimetria da pena devidamente realizada na sentença condenatória. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ Pretende-se, no presente recurso, a fixação das penas no mínimo legal, ou, subsidiariamente, aplicado o mesmo percentual de aumento da pena-base para ambos os crimes. …................................................................................................... A individualização da pena resulta do imperativo de que cada conduta há de ter a resposta penal adequada. Daí porque, nesse processo, é preciso que se arrolem elementos distintivos que justifiquem o tratamento mais gravoso que se dá a cada uma das circunstâncias judiciais previstas no art. 59. Se nada há de excepcional, fica-se no piso. Tudo isso é decorrência da relação direta e imediata entre os princípios da individualização da pena e da igualdade. No caso, observa-se que duas circunstâncias judiciais foram tidas por desfavoráveis: a culpabilidade e as consequências do crime. E, ao contrário do alegado pelo recorrente, encontram-se devidamente fundamentadas e em sintonia com a jurisprudência. Como bem ponderado pelo acórdão recorrido, a culpabilidade do recorrente foi valorada negativamente, pois ‘agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia’. Foi também ressaltado ‘que o réu fazia parte de uma quadrilha integrada por vários auditores tributários do DF e contadores, tendo, inclusive contado com o auxílio direto da ré S.M.A.S. para a prática habitual de crimes contra a ordem tributária’, condutas, portanto, que impõem maior censurabilidade. Todos esses dados revelam a maior reprovabilidade do comportamento, sendo irrelevante a atecnia da sentença ou do acórdão que atribuiu tais elementos como pertinentes a potencial consciência da ilicitude. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF De igual modo, as consequências do crime encontram-se devidamente fundamentadas. Ao contrário do alegado, não se pode cogitar como inexpressivo o prejuízo de R$ 248.769,07. A Constituição de 1988 apresentou um projeto ambicioso para o Estado brasileiro: erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais, construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional (art. 3º). O principal instrumento para tanto é a arrecadação de tributos. Em um País com tantas necessidades ainda não atendidas, com persistência de bolsões de miséria e grande desigualdade, seria incompreensível se considerar de pouca monta o referido valor para fins de exasperação da pena. De resto, o ‘quantum’ de aumento da pena-base em virtude das circunstâncias judiciais desfavoráveis é matéria sujeita à discricionariedade judicial, cujo controle deve se limitar à análise da legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados e correção de eventuais discrepâncias. (…). …................................................................................................... Considerando que o peso de cada circunstância judicial depende de sua gravidade aferida em cada caso concreto; que, na hipótese, a culpabilidade e as consequências do crime indicam reprovabilidade acentuada; e que as penas-base ficaram, respectivamente, em 4 e 2 anos, num intervalo que varia de 3 a 8 e 1 a 5 anos, não há ilegalidade alguma a ser corrigida. Por último, não se verifica o alegado ‘bis in idem’ decorrente do fato de o recorrente ser servidor público. Nesse ponto, a condição de auditor tributário ‘não se confunde com a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do mesmo Código, que leva em consideração, entre outras condicionantes, a circunstância de o agente ser funcionário público e ter cometido o crime prevalecendo-se do cargo’. O dever legal de executar procedimentos de fiscalização, arrecadação, cobrança, recolhimento dos impostos, dentre outros, ‘distancia-se, em termos de culpabilidade, da regra geral de moralidade e probidade administrativa imposta a todos os funcionários públicos, cujo conceito está inserido no art. 327 do Código Penal. Daí ser possível a elevação da pena-base em razão de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF De igual modo, as consequências do crime encontram-se devidamente fundamentadas. Ao contrário do alegado, não se pode cogitar como inexpressivo o prejuízo de R$ 248.769,07. A Constituição de 1988 apresentou um projeto ambicioso para o Estado brasileiro: erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais, construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional (art. 3º). O principal instrumento para tanto é a arrecadação de tributos. Em um País com tantas necessidades ainda não atendidas, com persistência de bolsões de miséria e grande desigualdade, seria incompreensível se considerar de pouca monta o referido valor para fins de exasperação da pena. De resto, o ‘quantum’ de aumento da pena-base em virtude das circunstâncias judiciais desfavoráveis é matéria sujeita à discricionariedade judicial, cujo controle deve se limitar à análise da legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados e correção de eventuais discrepâncias. (…). …................................................................................................... Considerando que o peso de cada circunstância judicial depende de sua gravidade aferida em cada caso concreto; que, na hipótese, a culpabilidade e as consequências do crime indicam reprovabilidade acentuada; e que as penas-base ficaram, respectivamente, em 4 e 2 anos, num intervalo que varia de 3 a 8 e 1 a 5 anos, não há ilegalidade alguma a ser corrigida. Por último, não se verifica o alegado ‘bis in idem’ decorrente do fato de o recorrente ser servidor público. Nesse ponto, a condição de auditor tributário ‘não se confunde com a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do mesmo Código, que leva em consideração, entre outras condicionantes, a circunstância de o agente ser funcionário público e ter cometido o crime prevalecendo-se do cargo’. O dever legal de executar procedimentos de fiscalização, arrecadação, cobrança, recolhimento dos impostos, dentre outros, ‘distancia-se, em termos de culpabilidade, da regra geral de moralidade e probidade administrativa imposta a todos os funcionários públicos, cujo conceito está inserido no art. 327 do Código Penal. Daí ser possível a elevação da pena-base em razão de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF uma condição particular do agente (1ª fase), acrescida de 1/6 em virtude da causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do Código Penal (3ª fase), sem que isso importe em ‘bis in idem’’. Assim, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” (grifei) Com fundamento nos poderes de que dispõe o Ministro Relator (RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei provimento ao recurso ordinário em questão. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo, postulando o provimento do recurso ordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF uma condição particular do agente (1ª fase), acrescida de 1/6 em virtude da causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do Código Penal (3ª fase), sem que isso importe em ‘bis in idem’’. Assim, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” (grifei) Com fundamento nos poderes de que dispõe o Ministro Relator (RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei provimento ao recurso ordinário em questão. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo, postulando o provimento do recurso ordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida, ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em análise. Com efeito, na linha de referido pronunciamento do Ministério Público, a fixação da pena, no caso, estabelecida em grau acima do mínimo legal e mantida pelo E. Tribunal de Justiça local, foi devida e adequadamente motivada pela autoridade judiciária sentenciante, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao recorrente, ora agravante. Cumpre destacar, por relevante, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida, ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em análise. Com efeito, na linha de referido pronunciamento do Ministério Público, a fixação da pena, no caso, estabelecida em grau acima do mínimo legal e mantida pelo E. Tribunal de Justiça local, foi devida e adequadamente motivada pela autoridade judiciária sentenciante, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao recorrente, ora agravante. Cumpre destacar, por relevante, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (CF, art. 5º, XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal Brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(...) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas consequências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal Brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(...) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas consequências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, portanto, que é da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal a possibilidade de fixação da pena-base acima do mínimo legal, desde que – tal como se registra no caso ora em exame – essa aplicação seja, a partir da análise das circunstâncias judiciais, devidamente fundamentada (RTJ 121/101), só se proclamando, nessa hipótese, a nulidade do ato decisório por falta de adequada motivação judicial, situação de todo inocorrente na espécie (RTJ 105/129 – RTJ 123/100). No mesmo sentido: HC 63.221/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – HC 67.873/RJ, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – HC 70.993/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 100.005/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.). Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Na espécie , tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, a sanção penal, embora fixada acima do mínimo legal, tem por suporte legitimador uma sentença condenatória plenamente motivada e mantida pelo Tribunal de Justiça local, na qual foram destacados, pela autoridade judiciária que a proferiu, fatores que, revestidos de existência concreta, justificam a quantificação mais gravosa da pena- -base aplicável ao caso. Devo salientar, ainda, que a postulação deduzida pelo ora agravante – que objetiva a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, portanto, que é da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal a possibilidade de fixação da pena-base acima do mínimo legal, desde que – tal como se registra no caso ora em exame – essa aplicação seja, a partir da análise das circunstâncias judiciais, devidamente fundamentada (RTJ 121/101), só se proclamando, nessa hipótese, a nulidade do ato decisório por falta de adequada motivação judicial, situação de todo inocorrente na espécie (RTJ 105/129 – RTJ 123/100). No mesmo sentido: HC 63.221/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – HC 67.873/RJ, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – HC 70.993/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 100.005/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.). Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Na espécie , tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, a sanção penal, embora fixada acima do mínimo legal, tem por suporte legitimador uma sentença condenatória plenamente motivada e mantida pelo Tribunal de Justiça local, na qual foram destacados, pela autoridade judiciária que a proferiu, fatores que, revestidos de existência concreta, justificam a quantificação mais gravosa da pena- -base aplicável ao caso. Devo salientar, ainda, que a postulação deduzida pelo ora agravante – que objetiva a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF convicção que levaram o magistrado a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao recorrente refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que, nele, se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que dêem concreção às circunstâncias 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF convicção que levaram o magistrado a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao recorrente refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que, nele, se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que dêem concreção às circunstâncias 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apóia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “3. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que ‘a via estreita do ‘habeas corpus’ não permite que se proceda à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apóia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “3. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que ‘a via estreita do ‘habeas corpus’ não permite que se proceda à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória’ (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 4. A consideração, nas circunstâncias judiciais, da expressão financeira do prejuízo causado à vítima não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente observada na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das consequências da infração, o que, a toda evidência, subsume o maior ou menor prejuízo que um crime de roubo venha a causar à vítima.” (RHC 117.108/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes ao presente recurso ordinário divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória’ (HC nº 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 4. A consideração, nas circunstâncias judiciais, da expressão financeira do prejuízo causado à vítima não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente observada na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das consequências da infração, o que, a toda evidência, subsume o maior ou menor prejuízo que um crime de roubo venha a causar à vítima.” (RHC 117.108/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes ao presente recurso ordinário divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) : RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412485 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) : RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412485 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9793112
2015-09-15T00:00:00
2015-11-16T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – INOCORRÊNCIA – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do “habeas corpus” o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o “quantum” penal imposto ao réu condenado. Precedentes.
sjur329387
- Acórdão(s) citado(s): (PRIMARIEDADE, FIXAÇÃO DE PENA, MÍNIMO LEGAL) HC 67873 (2ªT), HC 68737 (1ªT), HC 69765 (1ªT), HC 70993 (1ªT), HC 73408 (1ªT), HC 73430 (1ªT), HC 75740 (1ªT), HC 84200 (2ªT), HC 91350 (2ªT), HC 100005 (1ªT), RHC 115654 (1ªT), RHC 118620 (1ªT), HC 119679 (2ªT), RTJ 125/188, HC 63327 (2ªT), RTJ 121/101 (HC 64410), RTJ 105/129 (60382), RTJ 123/100 (RHC 65190), HC 63221 (1ªT). (HC, REEXAME, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL) HC 68926 (1ªT), HC 69141 (1ªT), HC 70762 (1ªT), HC 71528 (1ªT), HC 111381 (1ªT), RHC 117108 (1ªT), HC 118022 (1ªT), HC 119167 (1ªT), HC 61178 (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 18/11/2015, JRS.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
128552
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00046\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00059\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 128552 AgR
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AGTE.(S) : TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) : RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA E M E N T A: RECURSO ORDINÁRIO EM “HABEAS CORPUS” – FIXAÇÃO DA PENA BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – INOCORRÊNCIA – FUNDAMENTAÇÃO VÁLIDA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO “HABEAS CORPUS” – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do “habeas corpus” o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o “quantum” penal imposto ao réu condenado. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RHC 128552 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello (RISTF, art. 37, II), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou provimento ao recurso ordinário em “habeas corpus” interposto pelo ora agravante. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, assim resumiu e apreciou o presente recurso ordinário: “Trata-se de recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. DELITOS DE SONEGAÇÃO DE DOCUMENTO FISCAL (ART. 3..., I, DA LEI N. 8.137⁄90) E FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CULPABILIDADE ACENTUADA: PREMEDITAÇÃO E CONLUIO COM OUTRO RÉU. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME: PREJUÍZO CAUSADO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) :RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo interposto contra decisão que, por mim proferida, negou provimento ao recurso ordinário em “habeas corpus” interposto pelo ora agravante. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. DEBORAH MACEDO DUPRAT DE BRITTO PEREIRA, assim resumiu e apreciou o presente recurso ordinário: “Trata-se de recurso interposto contra acórdão assim ementado: ‘’HABEAS CORPUS’ SUBSTITUTIVO DE RECURSO. DESCABIMENTO. DELITOS DE SONEGAÇÃO DE DOCUMENTO FISCAL (ART. 3..., I, DA LEI N. 8.137⁄90) E FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO PENAL). PENA-BASE. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. CULPABILIDADE ACENTUADA: PREMEDITAÇÃO E CONLUIO COM OUTRO RÉU. CONSEQUÊNCIAS DO CRIME: PREJUÍZO CAUSADO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF AO ERÁRIO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante ilegalidade (cf.: HC 109.956, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, PRIMEIRA TURMA, DJe 11/9/2012; HC 271.890/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe 03/09/2014). A sentença condenatória, mantida pelo Tribunal ‘a quo’, entendeu que a culpabilidade do paciente foi intensa, uma vez que agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia. Essa fundamentação encontra apoio na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual a premeditação e o conluio são elementos concretos suficientes para a valoração negativa da culpabilidade, que se apresenta mais acentuada (cf. HC 190.569/DF, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, Dje 12/09/2012; AgRg no AREsp 235.526/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, Dje 03/09/2013; HC 252.285/PR, Rel. Min. OG FERNANDES, SEXTA TURMA, DJe 26/11/2012) O valor de R$ 248.769,07 representa um prejuízo ao erário que ultrapassa o resultado normal do ilícito em tese praticado pelo paciente, sendo suficiente para valorar de forma negativa as consequências do crime. (cf.: HC 144.299/PR, Rel. Min. JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, DJe 26/9/2011; HC 127.609/PE, Rel. Min. LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, DJe 13/10/2011; AgRg no AREsp 387.973/MA, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, DJe 27/02/2014). A fundamentação apresentada pelo Juiz de primeiro grau, validada pelo acórdão, é idônea e suficiente para sustentar a valoração negativa da culpabilidade. O argumento agregado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF AO ERÁRIO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitir ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, a possibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagrante ilegalidade (cf.: HC 109.956, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, PRIMEIRA TURMA, DJe 11/9/2012; HC 271.890/SP, Rel. Min. MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, DJe 03/09/2014). A sentença condenatória, mantida pelo Tribunal ‘a quo’, entendeu que a culpabilidade do paciente foi intensa, uma vez que agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia. Essa fundamentação encontra apoio na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual a premeditação e o conluio são elementos concretos suficientes para a valoração negativa da culpabilidade, que se apresenta mais acentuada (cf. HC 190.569/DF, Rel. Min. SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, Dje 12/09/2012; AgRg no AREsp 235.526/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, Dje 03/09/2013; HC 252.285/PR, Rel. Min. OG FERNANDES, SEXTA TURMA, DJe 26/11/2012) O valor de R$ 248.769,07 representa um prejuízo ao erário que ultrapassa o resultado normal do ilícito em tese praticado pelo paciente, sendo suficiente para valorar de forma negativa as consequências do crime. (cf.: HC 144.299/PR, Rel. Min. JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, DJe 26/9/2011; HC 127.609/PE, Rel. Min. LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, DJe 13/10/2011; AgRg no AREsp 387.973/MA, Rel. Min. MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, DJe 27/02/2014). A fundamentação apresentada pelo Juiz de primeiro grau, validada pelo acórdão, é idônea e suficiente para sustentar a valoração negativa da culpabilidade. O argumento agregado 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF pelo Tribunal ‘a quo’, em recurso da defesa, além de não ter alterado a pena-base, não é capaz de contaminar de ilegalidade a dosimetria da pena devidamente realizada na sentença condenatória. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ Pretende-se, no presente recurso, a fixação das penas no mínimo legal, ou, subsidiariamente, aplicado o mesmo percentual de aumento da pena-base para ambos os crimes. …................................................................................................... A individualização da pena resulta do imperativo de que cada conduta há de ter a resposta penal adequada. Daí porque, nesse processo, é preciso que se arrolem elementos distintivos que justifiquem o tratamento mais gravoso que se dá a cada uma das circunstâncias judiciais previstas no art. 59. Se nada há de excepcional, fica-se no piso. Tudo isso é decorrência da relação direta e imediata entre os princípios da individualização da pena e da igualdade. No caso, observa-se que duas circunstâncias judiciais foram tidas por desfavoráveis: a culpabilidade e as consequências do crime. E, ao contrário do alegado pelo recorrente, encontram-se devidamente fundamentadas e em sintonia com a jurisprudência. Como bem ponderado pelo acórdão recorrido, a culpabilidade do recorrente foi valorada negativamente, pois ‘agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia’. Foi também ressaltado ‘que o réu fazia parte de uma quadrilha integrada por vários auditores tributários do DF e contadores, tendo, inclusive contado com o auxílio direto da ré S.M.A.S. para a prática habitual de crimes contra a ordem tributária’, condutas, portanto, que impõem maior censurabilidade. Todos esses dados revelam a maior reprovabilidade do comportamento, sendo irrelevante a atecnia da sentença ou do acórdão que atribuiu tais elementos como pertinentes a potencial consciência da ilicitude. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF pelo Tribunal ‘a quo’, em recurso da defesa, além de não ter alterado a pena-base, não é capaz de contaminar de ilegalidade a dosimetria da pena devidamente realizada na sentença condenatória. ‘Habeas corpus’ não conhecido.’ Pretende-se, no presente recurso, a fixação das penas no mínimo legal, ou, subsidiariamente, aplicado o mesmo percentual de aumento da pena-base para ambos os crimes. …................................................................................................... A individualização da pena resulta do imperativo de que cada conduta há de ter a resposta penal adequada. Daí porque, nesse processo, é preciso que se arrolem elementos distintivos que justifiquem o tratamento mais gravoso que se dá a cada uma das circunstâncias judiciais previstas no art. 59. Se nada há de excepcional, fica-se no piso. Tudo isso é decorrência da relação direta e imediata entre os princípios da individualização da pena e da igualdade. No caso, observa-se que duas circunstâncias judiciais foram tidas por desfavoráveis: a culpabilidade e as consequências do crime. E, ao contrário do alegado pelo recorrente, encontram-se devidamente fundamentadas e em sintonia com a jurisprudência. Como bem ponderado pelo acórdão recorrido, a culpabilidade do recorrente foi valorada negativamente, pois ‘agiu com dolo premeditado e ostensivo e em conluio com a auditora Sônia’. Foi também ressaltado ‘que o réu fazia parte de uma quadrilha integrada por vários auditores tributários do DF e contadores, tendo, inclusive contado com o auxílio direto da ré S.M.A.S. para a prática habitual de crimes contra a ordem tributária’, condutas, portanto, que impõem maior censurabilidade. Todos esses dados revelam a maior reprovabilidade do comportamento, sendo irrelevante a atecnia da sentença ou do acórdão que atribuiu tais elementos como pertinentes a potencial consciência da ilicitude. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF De igual modo, as consequências do crime encontram-se devidamente fundamentadas. Ao contrário do alegado, não se pode cogitar como inexpressivo o prejuízo de R$ 248.769,07. A Constituição de 1988 apresentou um projeto ambicioso para o Estado brasileiro: erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais, construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional (art. 3...). O principal instrumento para tanto é a arrecadação de tributos. Em um País com tantas necessidades ainda não atendidas, com persistência de bolsões de miséria e grande desigualdade, seria incompreensível se considerar de pouca monta o referido valor para fins de exasperação da pena. De resto, o ‘quantum’ de aumento da pena-base em virtude das circunstâncias judiciais desfavoráveis é matéria sujeita à discricionariedade judicial, cujo controle deve se limitar à análise da legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados e correção de eventuais discrepâncias. (…). …................................................................................................... Considerando que o peso de cada circunstância judicial depende de sua gravidade aferida em cada caso concreto; que, na hipótese, a culpabilidade e as consequências do crime indicam reprovabilidade acentuada; e que as penas-base ficaram, respectivamente, em 4 e 2 anos, num intervalo que varia de 3 a 8 e 1 a 5 anos, não há ilegalidade alguma a ser corrigida. Por último, não se verifica o alegado ‘bis in idem’ decorrente do fato de o recorrente ser servidor público. Nesse ponto, a condição de auditor tributário ‘não se confunde com a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do mesmo Código, que leva em consideração, entre outras condicionantes, a circunstância de o agente ser funcionário público e ter cometido o crime prevalecendo-se do cargo’. O dever legal de executar procedimentos de fiscalização, arrecadação, cobrança, recolhimento dos impostos, dentre outros, ‘distancia-se, em termos de culpabilidade, da regra geral de moralidade e probidade administrativa imposta a todos os funcionários públicos, cujo conceito está inserido no art. 327 do Código Penal. Daí ser possível a elevação da pena-base em razão de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF De igual modo, as consequências do crime encontram-se devidamente fundamentadas. Ao contrário do alegado, não se pode cogitar como inexpressivo o prejuízo de R$ 248.769,07. A Constituição de 1988 apresentou um projeto ambicioso para o Estado brasileiro: erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais, construir uma sociedade livre, justa e solidária, e garantir o desenvolvimento nacional (art. 3...). O principal instrumento para tanto é a arrecadação de tributos. Em um País com tantas necessidades ainda não atendidas, com persistência de bolsões de miséria e grande desigualdade, seria incompreensível se considerar de pouca monta o referido valor para fins de exasperação da pena. De resto, o ‘quantum’ de aumento da pena-base em virtude das circunstâncias judiciais desfavoráveis é matéria sujeita à discricionariedade judicial, cujo controle deve se limitar à análise da legalidade e constitucionalidade dos critérios empregados e correção de eventuais discrepâncias. (…). …................................................................................................... Considerando que o peso de cada circunstância judicial depende de sua gravidade aferida em cada caso concreto; que, na hipótese, a culpabilidade e as consequências do crime indicam reprovabilidade acentuada; e que as penas-base ficaram, respectivamente, em 4 e 2 anos, num intervalo que varia de 3 a 8 e 1 a 5 anos, não há ilegalidade alguma a ser corrigida. Por último, não se verifica o alegado ‘bis in idem’ decorrente do fato de o recorrente ser servidor público. Nesse ponto, a condição de auditor tributário ‘não se confunde com a causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do mesmo Código, que leva em consideração, entre outras condicionantes, a circunstância de o agente ser funcionário público e ter cometido o crime prevalecendo-se do cargo’. O dever legal de executar procedimentos de fiscalização, arrecadação, cobrança, recolhimento dos impostos, dentre outros, ‘distancia-se, em termos de culpabilidade, da regra geral de moralidade e probidade administrativa imposta a todos os funcionários públicos, cujo conceito está inserido no art. 327 do Código Penal. Daí ser possível a elevação da pena-base em razão de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RHC 128552 AGR / DF uma condição particular do agente (1... fase), acrescida de 1/6 em virtude da causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do Código Penal (3... fase), sem que isso importe em ‘bis in idem’’. Assim, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” (grifei) Com fundamento nos poderes de que dispõe o Ministro Relator (RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei provimento ao recurso ordinário em questão. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo, postulando o provimento do recurso ordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF uma condição particular do agente (1... fase), acrescida de 1/6 em virtude da causa de aumento de pena prevista no parágrafo único do art. 299 do Código Penal (3... fase), sem que isso importe em ‘bis in idem’’. Assim, o parecer é pelo desprovimento do recurso.” (grifei) Com fundamento nos poderes de que dispõe o Ministro Relator (RTJ 139/53 – RTJ 168/174-175) e tendo em consideração a jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal sobre a matéria versada nesta causa, neguei provimento ao recurso ordinário em questão. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente agravo, postulando o provimento do recurso ordinário que deduziu. Por não me convencer das razões expostas pela parte recorrente, submeto à apreciação desta colenda Turma o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753800. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida, ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em análise. Com efeito, na linha de referido pronunciamento do Ministério Público, a fixação da pena, no caso, estabelecida em grau acima do mínimo legal e mantida pelo E. Tribunal de Justiça local, foi devida e adequadamente motivada pela autoridade judiciária sentenciante, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao recorrente, ora agravante. Cumpre destacar, por relevante, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte agravante, eis que a decisão ora recorrida, ajusta-se, com integral fidelidade, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou na matéria em análise. Com efeito, na linha de referido pronunciamento do Ministério Público, a fixação da pena, no caso, estabelecida em grau acima do mínimo legal e mantida pelo E. Tribunal de Justiça local, foi devida e adequadamente motivada pela autoridade judiciária sentenciante, que, com apoio em relevantes circunstâncias judiciais, indicou, com propriedade e inteira correção, a razão justificadora da especial exasperação da “sanctio juris” imposta ao recorrente, ora agravante. Cumpre destacar, por relevante, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal não repudia a possibilidade de a condenação penal de réu (ainda que primário) ser imposta em limite superior ao mínimo legal. Para tanto, torna-se exigível que o órgão julgador, ao proceder à dosimetria da pena, motive a sua decisão, fundamentando-a de modo adequado, como efetivamente sucedeu na espécie em exame. O art. 59 do Código Penal, que delineou as regras fundamentais que devem orientar o juiz na concretização do princípio constitucional da individualização das penas (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XLVI), define, de modo extremamente preciso, para efeito da fixação da pena-base, as normas pertinentes às circunstâncias judiciais. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal Brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(...) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas consequências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF Esse preceito, inscrito na Parte Geral do Código Penal Brasileiro, dispõe que, na fixação da pena-base, o magistrado deverá atender, entre outros fatores, à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e às consequências do crime. Foi por essa razão que o Supremo Tribunal Federal já deixou assentado que mesmo a primariedade do acusado não obriga o julgador a fixar a pena-base no mínimo legal, especialmente se a decisão judicial, após valorar as circunstâncias referidas no art. 59 do Código Penal, vier a considerá-las, em ato fundamentado, como sendo de extrema gravidade, em ordem a justificar a sua definição e quantificação em limites juridicamente mais gravosos (HC 63.327/RJ, Rel. Min. DJACI FALCÃO – HC 68.737/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 69.765/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 73.408/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 73.430/GO, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 75.740/RJ, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – HC 91.350/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – HC 119.679/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – RHC 115.654/BA, Rel. Min. ROSA WEBER – RHC 118.620/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “(...) na aplicação da pena dentro dos limites previstos, não está o Juiz obrigado a fixar o mínimo fixado na lei: pode ele, tendo em conta as circunstâncias judiciais, tais como a personalidade do agente, motivos determinantes do fato e suas consequências, fixar, dentro dos limites previstos, a pena-base acima do mínimo (RTJ 117/75).” (RTJ 125/188, Rel. Min. CARLOS MADEIRA – grifei) “– A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, portanto, que é da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal a possibilidade de fixação da pena-base acima do mínimo legal, desde que – tal como se registra no caso ora em exame – essa aplicação seja, a partir da análise das circunstâncias judiciais, devidamente fundamentada (RTJ 121/101), só se proclamando, nessa hipótese, a nulidade do ato decisório por falta de adequada motivação judicial, situação de todo inocorrente na espécie (RTJ 105/129 – RTJ 123/100). No mesmo sentido: HC 63.221/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – HC 67.873/RJ, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – HC 70.993/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 100.005/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.). Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Na espécie , tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, a sanção penal, embora fixada acima do mínimo legal, tem por suporte legitimador uma sentença condenatória plenamente motivada e mantida pelo Tribunal de Justiça local, na qual foram destacados, pela autoridade judiciária que a proferiu, fatores que, revestidos de existência concreta, justificam a quantificação mais gravosa da pena- -base aplicável ao caso. Devo salientar, ainda, que a postulação deduzida pelo ora agravante – que objetiva a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apoia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada.” (HC 84.200/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Vê-se, portanto, que é da orientação jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal a possibilidade de fixação da pena-base acima do mínimo legal, desde que – tal como se registra no caso ora em exame – essa aplicação seja, a partir da análise das circunstâncias judiciais, devidamente fundamentada (RTJ 121/101), só se proclamando, nessa hipótese, a nulidade do ato decisório por falta de adequada motivação judicial, situação de todo inocorrente na espécie (RTJ 105/129 – RTJ 123/100). No mesmo sentido: HC 63.221/RJ, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – HC 67.873/RJ, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – HC 70.993/RJ, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 100.005/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO, v.g.). Desse modo, a aplicação da pena em bases objetivamente mais gravosas revestir-se-á de legitimidade jurídica, sempre que o juiz que a impuser indicar os motivos, as circunstâncias e os elementos que o levaram a definir, com maior rigor, o “status poenalis” do sentenciado. Na espécie , tal como ressaltado pela douta Procuradoria-Geral da República, a sanção penal, embora fixada acima do mínimo legal, tem por suporte legitimador uma sentença condenatória plenamente motivada e mantida pelo Tribunal de Justiça local, na qual foram destacados, pela autoridade judiciária que a proferiu, fatores que, revestidos de existência concreta, justificam a quantificação mais gravosa da pena- -base aplicável ao caso. Devo salientar, ainda, que a postulação deduzida pelo ora agravante – que objetiva a pura e simples redução da pena que lhe foi imposta – não se revela passível de apreciação na via sumaríssima do “habeas corpus”, em cujo estreito âmbito não se reexaminam, uma vez observados os demais critérios estabelecidos pela lei, os elementos de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF convicção que levaram o magistrado a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao recorrente refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que, nele, se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que dêem concreção às circunstâncias 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF convicção que levaram o magistrado a definir o “quantum” penal. A ponderação dos fatores circunstanciais que culminaram por determinar a sanção penal aplicada ao recorrente refoge ao domínio temático do “writ” constitucional, por implicar inadmissível substituição de um juízo que, apoiado no conjunto probatório existente no processo penal de conhecimento, constitui a razão mesma da própria operação intelectual com que a autoridade judiciária sentenciante concretizou a imposição da pena. Nesse sentido – impõe-se ressaltar – orienta-se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (HC 61.178/SP, Rel. Min. RAFAEL MAYER – HC 69.141/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – HC 111.381/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – HC 118.022/GO, Rel. Min. LUIZ FUX – HC 119.167/MT, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “O caráter sumaríssimo do ‘habeas corpus’ não permite que, nele, se proceda à ponderação dos fatores referidos no art. 59 do Código Penal. O Tribunal que julga esse ‘writ’ constitucional não pode substituir-se ao juízo sentenciante na análise concreta das circunstâncias judiciais. O exame aprofundado dos elementos probatórios constitui matéria pré-excluída do âmbito do remédio jurídico-processual do ‘habeas corpus’.” (HC 68.926/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FURTO DUPLAMENTE QUALIFICADO – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO MOTIVADA – PRETENDIDA REDUÇÃO DA SANÇÃO PENAL – NECESSÁRIO REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO – INVIABILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A exacerbação da resposta penal do Estado pode justificar, em caráter excepcional, a imposição, ao sentenciado primário, de limites juridicamente mais gravosos, desde que o ato decisório se apresente suficientemente fundamentado e encontre suporte em dados da realidade que dêem concreção às circunstâncias 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apóia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “3. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que ‘a via estreita do ‘habeas corpus’ não permite que se proceda à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF judiciais abstratamente definidas no art. 59 do Código Penal. Precedentes. – O juízo sentenciante, ao estipular a pena-base e ao impor a condenação final, deve referir-se, de modo específico, aos elementos concretizadores das circunstâncias judiciais fixadas naquele preceito normativo. Decisão que, no caso, atendeu, plenamente, às exigências da lei e da jurisprudência dos Tribunais. Os elementos de convicção que motivaram o juízo sentenciante na fixação da pena-base, a partir da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, não se revelam suscetíveis de reexame em sede processual de ‘habeas corpus’. Precedentes.” (HC 70.762/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “‘HABEAS CORPUS’ – FIXAÇÃO DA PENA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL – POSSIBILIDADE – DECISÃO FUNDAMENTADA – NECESSÁRIO EXAME DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS – IMPOSSIBILIDADE NA VIA SUMARÍSSIMA DO ‘HABEAS CORPUS’ – PEDIDO INDEFERIDO. – A simples primariedade do acusado não obriga o magistrado sentenciante a fixar a pena-base no mínimo legal, desde que a decisão esteja devidamente fundamentada. Não se revela possível, desse modo, a redução da pena imposta quando a exacerbação penal, além de adequadamente motivada, apóia-se em fundamentação provida de conteúdo lógico-jurídico e em dados concretos justificadores da majoração efetivada. – Refoge ao âmbito estreito do ‘habeas corpus’ o exame dos critérios de índole pessoal que, subjacentes à formulação do juízo de valor atribuído pelo ordenamento legal ao magistrado sentenciante, permitiram-lhe, sem qualquer ilegalidade ou abuso de poder, exacerbar o ‘quantum’ penal imposto ao réu condenado. Precedentes.” (HC 71.528/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “3. É pacífica a jurisprudência da Corte no sentido de que ‘a via estreita do ‘habeas corpus’ não permite que se proceda à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RHC 128552 AGR / DF ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória’ (HC n 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 4. A consideração, nas circunstâncias judiciais, da expressão financeira do prejuízo causado à vítima não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente observada na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das consequências da infração, o que, a toda evidência, subsume o maior ou menor prejuízo que um crime de roubo venha a causar à vítima.” (RHC 117.108/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes ao presente recurso ordinário divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Supremo Tribunal Federal RHC 128552 AGR / DF ponderação e o reexame das circunstâncias judiciais referidas no art. 59 do Código Penal, consideradas na sentença condenatória’ (HC n 100.371/CE, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 21/5/10). 4. A consideração, nas circunstâncias judiciais, da expressão financeira do prejuízo causado à vítima não constitui elemento ínsito ao tipo, podendo ser validamente observada na fixação da pena-base imposta ao infrator. É o que, aliás, impõe o art. 59 do Código Penal, ao determinar que o juiz, na fixação da reprimenda, faça a valoração, entre outros elementos, das consequências da infração, o que, a toda evidência, subsume o maior ou menor prejuízo que um crime de roubo venha a causar à vítima.” (RHC 117.108/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – grifei) Em suma: tenho para mim que os fundamentos subjacentes ao presente recurso ordinário divergem dos critérios que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consagrou na matéria ora em exame. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida. É o meu voto. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9753801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) : RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412485 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 128.552 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : TOMAZ CANABRAVA JUNIOR ADV.(A/S) : RAINER SERRANO ROSA BARBOZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412485 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 128 . 552", "HABEAS CORPUS 128 . 552", "RHC 128552 AGR", "HC 109 . 956", "HC 271 . 890 / SP", "HC 190 . 569 / DF", "AgRg no AREsp 235 . 526 / SP", "HC 252 . 285 / PR", "HC 144 . 299 / PR", "HC 127 . 609 / PE", "AgRg no AREsp 387 . 973 / MA", "HC 109 . 956", "HC 271 . 890 / SP", "HC 190 . 569 / DF", "AgRg no AREsp 235 . 526 / SP", "HC 252 . 285 / PR", "HC 144 . 299 / PR", "HC 127 . 609 / PE", "AgRg no AREsp 387 . 973 / MA", "RTJ 139 / 53", "RTJ", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654 / BA", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 117 / 75", "RTJ 125 / 188", "RHC", "HC 63 . 327 / RJ", "HC 68 . 737 / DF", "HC 69 . 765 / SP", "HC 73 . 408 / RJ", "HC 73 . 430 / GO", "HC 75 . 740 / RJ", "HC 91 . 350 / SP", "HC 119 . 679 / MG", "RHC 115 . 654 / BA", "RHC 118 . 620 / DF", "RTJ 117 / 75", "RTJ 125 /", "RHC 128552 AGR / DF", "HC 84 . 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BELLIZZE", "MARCO AURÉLIO", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "Sônia", "SEBASTIÃO REIS JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO BELLIZZE", "OG", "FERNANDES", "JORGE MUSSI", "LAURITA VAZ", "MARCO AURÉLIO BELLIZZE", "’", "Sônia ’", "Sônia ’", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO RHC", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "DJACI FALCÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "ELLEN GRACIE", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS MADEIRA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "ALDIR PASSARINHO", "ILMAR GALVÃO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "NÉRI DA SILVEIRA", "ALDIR PASSARINHO", "ILMAR GALVÃO", "AYRES BRITTO", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "RAFAEL MAYER", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO RHC", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "CELSO DE MELLO", "TOMAZ CANABRAVA JUNIOR", "RAINER SERRANO ROSA BARBOZA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "TOMAZ CANABRAVA JUNIOR", "RAINER SERRANO ROSA BARBOZA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "2012", "03", "/", "09", "/", "2014", "12", "/", "09", "/", "2012", "03", "/", "09", "/", "2013", "26", "/", "11", "/", "2012", "26", "/", "9", "/", "2011", "13", "/", "10", "/", "2011", "27", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "2012", "03", "/", "09", "/", "2014", "12", "/", "09", "/", "2012", "03", "/", "09", "/", "2013", "26", "/", "11", "/", "2012", "26", "/", "9", "/", "2011", "13", "/", "10", "/", "2011", "27", "/", "02", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "128", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concessão de transporte público. Prorrogação do contrato sem licitação. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível a realização de licitação para a prorrogação dos contratos de concessão de serviço público. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estação Rodoviária Santo Ângelo Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Estação Rodoviária de Santo Angelo Ltda. interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Prescrição e decadência. Inocorrência. Prorrogação da concessão de serviço público sem licitação. Inviabilidade. Declaração Incidental de Inconstitucionalidade. Descabimento. Apelações parcialmente providas.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 37, inciso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estação Rodoviária Santo Ângelo Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Estação Rodoviária de Santo Angelo Ltda. interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Prescrição e decadência. Inocorrência. Prorrogação da concessão de serviço público sem licitação. Inviabilidade. Declaração Incidental de Inconstitucionalidade. Descabimento. Apelações parcialmente providas.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 37, inciso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS XXI, e 175, § 1º, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, não conheceu do agravo em recurso especial interposto simultaneamente ao extraordinário. O parecer do Ministério Púbico Federal é pelo ‘desprovimento do agravo’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, nos termos do artigo 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive as de contratos formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Nesse sentido: ‘CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL –PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS XXI, e 175, § 1º, da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, não conheceu do agravo em recurso especial interposto simultaneamente ao extraordinário. O parecer do Ministério Púbico Federal é pelo ‘desprovimento do agravo’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, nos termos do artigo 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive as de contratos formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Nesse sentido: ‘CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL –PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS invalidar a prorrogação de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988’ (RE nº 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido’ (RE nº 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS invalidar a prorrogação de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988’ (RE nº 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido’ (RE nº 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE DEU EFEITO SUSPENSIVO NA ORIGEM. PEDIDO DE CONTRACAUTELA PARA QUE SE PERMITA A OPERAÇÃO DE PROLONGAMENTO DE LINHA DE TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. ART. 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Decisão agravada que negou seguimento à ação cautelar, ao entendimento de que o Tribunal de origem não usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, ante as Súmulas 634 e 635. De toda forma, ainda que se considere inaugurada a jurisdição cautelar desta egrégia Corte, a decisão recorrida extraordinariamente está em sintonia com a jurisprudência da Casa, no sentido de que a exploração de transporte coletivo de passageiros há de ser precedida de processo licitatório. Precedentes: Recursos Extraordinários ns. 140.989, 214.383, 264.621 e 412.978. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AC nº 1.066/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 28/9/07). ‘SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO. TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. AÇÃO DECLARATÓRIA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE EMPRESA TRANSPORTADORA DE OPERAR PROLONGAMENTO DE TRECHO CONCEDIDO. AUSÊNCIA DE LICITAÇÃO. Afastada a alegação do recorrido de ausência de prequestionamento dos preceitos constitucionais invocados no recurso. Os princípios constitucionais que regem a administração pública exigem que a concessão de serviços públicos seja precedida de licitação pública. Contraria os arts. 37 e 175 da Constituição federal decisão judicial que, fundada em conceito genérico de interesse público, sequer fundamentada em fatos e a pretexto de suprir omissão do órgão administrativo competente, reconhece ao particular 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE DEU EFEITO SUSPENSIVO NA ORIGEM. PEDIDO DE CONTRACAUTELA PARA QUE SE PERMITA A OPERAÇÃO DE PROLONGAMENTO DE LINHA DE TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. ART. 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Decisão agravada que negou seguimento à ação cautelar, ao entendimento de que o Tribunal de origem não usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, ante as Súmulas 634 e 635. De toda forma, ainda que se considere inaugurada a jurisdição cautelar desta egrégia Corte, a decisão recorrida extraordinariamente está em sintonia com a jurisprudência da Casa, no sentido de que a exploração de transporte coletivo de passageiros há de ser precedida de processo licitatório. Precedentes: Recursos Extraordinários ns. 140.989, 214.383, 264.621 e 412.978. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AC nº 1.066/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 28/9/07). ‘SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO. TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. AÇÃO DECLARATÓRIA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE EMPRESA TRANSPORTADORA DE OPERAR PROLONGAMENTO DE TRECHO CONCEDIDO. AUSÊNCIA DE LICITAÇÃO. Afastada a alegação do recorrido de ausência de prequestionamento dos preceitos constitucionais invocados no recurso. Os princípios constitucionais que regem a administração pública exigem que a concessão de serviços públicos seja precedida de licitação pública. Contraria os arts. 37 e 175 da Constituição federal decisão judicial que, fundada em conceito genérico de interesse público, sequer fundamentada em fatos e a pretexto de suprir omissão do órgão administrativo competente, reconhece ao particular 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS o direito de exploração de serviço público sem a observância do procedimento de licitação. Precedentes. Recurso extraordinário conhecido e a que se dá provimento’ (RE nº 264.621/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 8/4/05).Colhe-se do voto condutor do acórdão: O acórdão recorrido está em consonância com essa orientação. Ressalte-se que, no mais, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO STF. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 26/6/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS o direito de exploração de serviço público sem a observância do procedimento de licitação. Precedentes. Recurso extraordinário conhecido e a que se dá provimento’ (RE nº 264.621/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 8/4/05).Colhe-se do voto condutor do acórdão: O acórdão recorrido está em consonância com essa orientação. Ressalte-se que, no mais, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO STF. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do STF. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 26/6/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). E, especificamente sobre o tema dos autos: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/STF - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/STF - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI nº 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). E, especificamente sobre o tema dos autos: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 811.212/RS-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) os arts. 37, XXI, e 175, caput, da Constituição Federal foram interpretados erroneamente, tendo em vista que a prorrogação de contrato já existente não ofenderia a regra da licitação, que diz respeito apenas às obrigações que envolvem pagamento por parte do Estado; (b) a prorrogação do contrato de concessão é um direito previsto inciso I do art. 175 da Carta Magna, o qual restou violado no acórdão recorrido. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 811.212/RS-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) os arts. 37, XXI, e 175, caput, da Constituição Federal foram interpretados erroneamente, tendo em vista que a prorrogação de contrato já existente não ofenderia a regra da licitação, que diz respeito apenas às obrigações que envolvem pagamento por parte do Estado; (b) a prorrogação do contrato de concessão é um direito previsto inciso I do art. 175 da Carta Magna, o qual restou violado no acórdão recorrido. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive aquelas cujo contratos foram formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Desse modo, não há como sustentar o argumento de que a obrigatoriedade de licitação se daria apenas nos casos de obrigações que envolvessem pagamento por parte do ente público, como quer levar a crer o agravante. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Transporte interestadual de passageiros. Concessão e permissão. Prorrogação. 3. Controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Possibilidade. Não configuração de ofensa ao Princípio da Separação de Poderes. 4. Necessidade de licitação prévia. Norma cogente. Artigo 175 da Constituição. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 807.715/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/15). “CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL – PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para invalidar a prorrogação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive aquelas cujo contratos foram formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Desse modo, não há como sustentar o argumento de que a obrigatoriedade de licitação se daria apenas nos casos de obrigações que envolvessem pagamento por parte do ente público, como quer levar a crer o agravante. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Transporte interestadual de passageiros. Concessão e permissão. Prorrogação. 3. Controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Possibilidade. Não configuração de ofensa ao Princípio da Separação de Poderes. 4. Necessidade de licitação prévia. Norma cogente. Artigo 175 da Constituição. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 807.715/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/15). “CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL – PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para invalidar a prorrogação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724396 AGR / RS de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988” (RE nº 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido” (RE nº 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988” (RE nº 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2º, da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido” (RE nº 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724396 AGR / RS CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI nº 811.212/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI nº 811.212/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319926 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319926 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9458652
2015-08-25T00:00:00
2015-09-25T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concessão de transporte público. Prorrogação do contrato sem licitação. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível a realização de licitação para a prorrogação dos contratos de concessão de serviço público. 2. Agravo regimental não provido.
sjur321519
- Acórdão(s) citado(s): (CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO, PRORROGAÇÃO) RE 412921 AgR (1ªT), AI 811212 AgR (1ªT), RE 603530 AgR (1ªT), ARE 805715 AgR (2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 01/10/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
724396
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00175 \"CAPUT\"\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 724396 AgR
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AGTE.(S) : ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Administrativo. Concessão de transporte público. Prorrogação do contrato sem licitação. Impossibilidade. Precedentes. 1. É pacífica a orientação da Corte de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível a realização de licitação para a prorrogação dos contratos de concessão de serviço público. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438708. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estação Rodoviária Santo Ângelo Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Estação Rodoviária de Santo Angelo Ltda. interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Prescrição e decadência. Inocorrência. Prorrogação da concessão de serviço público sem licitação. Inviabilidade. Declaração Incidental de Inconstitucionalidade. Descabimento. Apelações parcialmente providas.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 37, inciso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) :DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) :DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estação Rodoviária Santo Ângelo Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Estação Rodoviária de Santo Angelo Ltda. interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário contra acórdão da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘LICITAÇÃO E CONTRATO ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Prescrição e decadência. Inocorrência. Prorrogação da concessão de serviço público sem licitação. Inviabilidade. Declaração Incidental de Inconstitucionalidade. Descabimento. Apelações parcialmente providas.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega a recorrente contrariedade aos artigos 37, inciso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS XXI, e 175, § 1..., da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, não conheceu do agravo em recurso especial interposto simultaneamente ao extraordinário. O parecer do Ministério Púbico Federal é pelo ‘desprovimento do agravo’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, nos termos do artigo 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive as de contratos formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Nesse sentido: ‘CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL –PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS XXI, e 175, § 1..., da Constituição Federal. O Superior Tribunal de Justiça, em decisão transitada em julgado, não conheceu do agravo em recurso especial interposto simultaneamente ao extraordinário. O parecer do Ministério Púbico Federal é pelo ‘desprovimento do agravo’. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência da Corte firmou-se no sentido de que, nos termos do artigo 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive as de contratos formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Nesse sentido: ‘CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL –PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS invalidar a prorrogação de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988’ (Recurso Extraordinário n 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS invalidar a prorrogação de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988’ (Recurso Extraordinário n 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE DEU EFEITO SUSPENSIVO NA ORIGEM. PEDIDO DE CONTRACAUTELA PARA QUE SE PERMITA A OPERAÇÃO DE PROLONGAMENTO DE LINHA DE TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. ART. 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Decisão agravada que negou seguimento à ação cautelar, ao entendimento de que o Tribunal de origem não usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, ante as Súmulas 634 e 635. De toda forma, ainda que se considere inaugurada a jurisdição cautelar desta egrégia Corte, a decisão recorrida extraordinariamente está em sintonia com a jurisprudência da Casa, no sentido de que a exploração de transporte coletivo de passageiros há de ser precedida de processo licitatório. Precedentes: Recursos Extraordinários ns. 140.989, 214.383, 264.621 e 412.978. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AC n 1.066/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 28/9/07). ‘SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO. TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. AÇÃO DECLARATÓRIA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE EMPRESA TRANSPORTADORA DE OPERAR PROLONGAMENTO DE TRECHO CONCEDIDO. AUSÊNCIA DE LICITAÇÃO. Afastada a alegação do recorrido de ausência de prequestionamento dos preceitos constitucionais invocados no recurso. Os princípios constitucionais que regem a administração pública exigem que a concessão de serviços públicos seja precedida de licitação pública. Contraria os arts. 37 e 175 da Constituição federal decisão judicial que, fundada em conceito genérico de interesse público, sequer fundamentada em fatos e a pretexto de suprir omissão do órgão administrativo competente, reconhece ao particular 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE DEU EFEITO SUSPENSIVO NA ORIGEM. PEDIDO DE CONTRACAUTELA PARA QUE SE PERMITA A OPERAÇÃO DE PROLONGAMENTO DE LINHA DE TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. ART. 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Decisão agravada que negou seguimento à ação cautelar, ao entendimento de que o Tribunal de origem não usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal, ante as Súmulas 634 e 635. De toda forma, ainda que se considere inaugurada a jurisdição cautelar desta egrégia Corte, a decisão recorrida extraordinariamente está em sintonia com a jurisprudência da Casa, no sentido de que a exploração de transporte coletivo de passageiros há de ser precedida de processo licitatório. Precedentes: Recursos Extraordinários ns. 140.989, 214.383, 264.621 e 412.978. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AC n 1.066/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 28/9/07). ‘SERVIÇO PÚBLICO CONCEDIDO. TRANSPORTE INTERESTADUAL DE PASSAGEIROS. AÇÃO DECLARATÓRIA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DE DIREITO DE EMPRESA TRANSPORTADORA DE OPERAR PROLONGAMENTO DE TRECHO CONCEDIDO. AUSÊNCIA DE LICITAÇÃO. Afastada a alegação do recorrido de ausência de prequestionamento dos preceitos constitucionais invocados no recurso. Os princípios constitucionais que regem a administração pública exigem que a concessão de serviços públicos seja precedida de licitação pública. Contraria os arts. 37 e 175 da Constituição federal decisão judicial que, fundada em conceito genérico de interesse público, sequer fundamentada em fatos e a pretexto de suprir omissão do órgão administrativo competente, reconhece ao particular 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS o direito de exploração de serviço público sem a observância do procedimento de licitação. Precedentes. Recurso extraordinário conhecido e a que se dá provimento’ (Recurso Extraordinário n 264.621/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 8/4/05).Colhe-se do voto condutor do acórdão: O acórdão recorrido está em consonância com essa orientação. Ressalte-se que, no mais, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 26/6/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS o direito de exploração de serviço público sem a observância do procedimento de licitação. Precedentes. Recurso extraordinário conhecido e a que se dá provimento’ (Recurso Extraordinário n 264.621/CE, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 8/4/05).Colhe-se do voto condutor do acórdão: O acórdão recorrido está em consonância com essa orientação. Ressalte-se que, no mais, para divergir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem e analisar a pretensão da recorrente, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais invocadas pelo acórdão recorrido e das cláusulas do contrato firmado entre as partes, o que é inadmissível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 454 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LEGISLAÇÃO LOCAL. SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DE FATO E INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO SFT. RECURSO PROTELATÓRIO. MULTA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A apreciação do recurso extraordinário demanda a análise de normas locais, o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. II - Recurso protelatório. Aplicação de multa. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 744.230/CE-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski , DJe de 26/6/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). E, especificamente sobre o tema dos autos: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS - DIREITO LOCAL - SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal - INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL - SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal - RECURSO IMPROVIDO. - Revela-se inadmissível o recurso extraordinário, quando a alegação de ofensa resumir-se ao plano do direito meramente local (ordenamento positivo do Estado-membro ou do Município), sem qualquer repercussão direta sobre o âmbito normativo da Constituição da República. - Não cabe recurso extraordinário, quando interposto com o objetivo de interpretar cláusula contratual’ (AI n 735.156/SP-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello , DJe de 17/4/09). E, especificamente sobre o tema dos autos: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Relatório ARE 724396 AGR / RS RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 811.212/RS-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) os arts. 37, XXI, e 175, caput, da Constituição Federal foram interpretados erroneamente, tendo em vista que a prorrogação de contrato já existente não ofenderia a regra da licitação, que diz respeito apenas às obrigações que envolvem pagamento por parte do Estado; (b) a prorrogação do contrato de concessão é um direito previsto inciso I do art. 175 da Carta Magna, o qual restou violado no acórdão recorrido. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 811.212/RS-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Sustenta a parte agravante, em síntese, que (a) os arts. 37, XXI, e 175, caput, da Constituição Federal foram interpretados erroneamente, tendo em vista que a prorrogação de contrato já existente não ofenderia a regra da licitação, que diz respeito apenas às obrigações que envolvem pagamento por parte do Estado; (b) a prorrogação do contrato de concessão é um direito previsto inciso I do art. 175 da Carta Magna, o qual restou violado no acórdão recorrido. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438705. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive aquelas cujo contratos foram formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Desse modo, não há como sustentar o argumento de que a obrigatoriedade de licitação se daria apenas nos casos de obrigações que envolvessem pagamento por parte do ente público, como quer levar a crer o agravante. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Transporte interestadual de passageiros. Concessão e permissão. Prorrogação. 3. Controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Possibilidade. Não configuração de ofensa ao Princípio da Separação de Poderes. 4. Necessidade de licitação prévia. Norma cogente. Artigo 175 da Constituição. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 807.715/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/15). “CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL – PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para invalidar a prorrogação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que, nos termos do art. 175, caput, da Constituição Federal, é imprescindível prévia licitação para a concessão ou permissão da exploração de serviços públicos. Com efeito, mostram-se inegavelmente inconstitucionais as prorrogações de concessão e de permissão de serviços públicos que vão de encontro à referida premissa, inclusive aquelas cujo contratos foram formalizados antes de 5 de outubro de 1988. Desse modo, não há como sustentar o argumento de que a obrigatoriedade de licitação se daria apenas nos casos de obrigações que envolvessem pagamento por parte do ente público, como quer levar a crer o agravante. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Transporte interestadual de passageiros. Concessão e permissão. Prorrogação. 3. Controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário. Possibilidade. Não configuração de ofensa ao Princípio da Separação de Poderes. 4. Necessidade de licitação prévia. Norma cogente. Artigo 175 da Constituição. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 807.715/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/3/15). “CONCESSÃO – TRANSPORTE INTERMUNICIPAL – PRORROGAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE – LICITAÇÃO. O artigo 175 da Carta de República, ao preconizar o procedimento licitatório como requisito à concessão de serviços públicos, possui normatividade suficiente para invalidar a prorrogação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724396 AGR / RS de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988” (Recurso Extraordinário n 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS de contratos dessa natureza, formalizados antes de 5 de outubro de 1988” (Recurso Extraordinário n 603.350/MT-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/10/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS OU MUNICIPAIS. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE ATRIBUIR A LEGITIMAÇÃO PARA AGIR A UM ÚNICO ÓRGÃO. PARTIDO POLÍTICO SEM REPRESENTAÇÃO NO PODER LEGISLATIVO LOCAL. POSSIBILIDADE. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE. LEIS DE EFEITOS CONCRETOS. VIABILIDADE. CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO. PRORROGAÇÃO POR PERÍODO ALÉM DO PRAZO RAZOÁVEL PARA A REALIZAÇÃO DE NOVO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO. VIOLAÇÃO À EXIGÊNCIA CONSTITUCIONAL DE PRÉVIA LICITAÇÃO PÚBLICA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A exigência do art. 125, § 2..., da Constituição Federal, pertinente aos legitimados para a representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, é que a Carta Estadual não os restrinja a um único órgão legitimado. Precedente. II – No julgamento da ADI 4.048- MC/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, esta Corte admitiu o exercício de controle abstrato de leis de efeitos concretos. III – A prorrogação não razoável de concessão de serviço público ofende a exigência constitucional de que ela deve ser precedida de licitação pública. Precedentes. IV – Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 412.921/MG-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 15/3/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. 1. PRORROGAÇÃO DE CONTRATO DE CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO: NECESSIDADE DE LICITAÇÃO. 2. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724396 AGR / RS CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI n 811.212/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Supremo Tribunal Federal ARE 724396 AGR / RS CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 283 E 284 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO (AI n 811.212/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438706. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319926 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.396 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO LTDA ADV.(A/S) : DARCI NORTE REBELO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL INTDO.(A/S) : DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM - DAER Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319926 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724 . 396", "AGRAVO 724 . 396", "ARE 724396 AGR / RS", "ARE 724396 AGR / RS", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 603 . 350 / MT - AgR", "ADI 4 . 048 - MC / DF", "Recurso Extraordinário n 412 . 921 / MG - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 603 . 350 / MT - AgR", "ADI 4 . 048 - MC / DF", "Recurso Extraordinário n 412 . 921 / MG - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "Recursos Extraordinários ns . 140 . 989", "AC n 1 . 066 / RJ - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "AC n 1 . 066 / RJ - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 264 . 621 / CE", "Súmulas", "SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 DO SFT", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 744 . 230 / CE - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Extraordinário n 264 . 621 / CE", "SUMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 DO SFT", "Súmulas 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 744 . 230 / CE - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 724396 AGR / RS", "AI n 735 . 156 / SP - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 735 . 156 / SP - AgR", "ARE 724396", "AI n 735 . 156 / SP - AgR", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 735 . 156 / SP", "ARE 724396 AGR / RS", "SÚMULAS N . 283", "AI n 811 . 212 / RS - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "SÚMULAS N . 283", "AI n 811 . 212 / RS - AgR", "ARE n 807 . 715 / PE - AgR", "ARE n 807 . 715 / PE - AgR", "ARE 724396 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 603 . 350 / MT - AgR", "ADI 4 . 048 - MC / DF", "Recurso Extraordinário n 412 . 921 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário n 603 . 350 / MT - AgR", "ADI 4 . 048 - MC / DF", "Recurso Extraordinário n 412 . 921 / MG - AgR", "SÚMULAS N . 283", "AI n 811 . 212 / RS -", "ARE 724396 AGR / RS", "SÚMULAS N . 283", "AI n 811 . 212 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 175 , caput , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "XXI , e 175 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 175 , caput , da Constituição Federal", "artigo 175 da Carta de República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "175 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 175 , caput , da Constituição Federal", "artigo 175 da Carta de República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 125 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "arts . 37 e 175 da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 175 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "arts . 37 e 175 da Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , INC . LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição da República", "ART . 5 . . . , INC . 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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "DEPARTAMENTO AUTONOMO DE ESTRADAS DE RODAGEM", "DAER", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "DARCI NORTE REBELO", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DARCI NORTE REBELO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DARCI NORTE REBELO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DARCI NORTE REBELO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat .", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ESTACAO RODOVIARIA SANTO ANGELO", "DARCI NORTE REBELO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "5 de outubro de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "5 de outubro de 1988", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de outubro de 1988", "14", "/", "10", "/", "13", "15", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de outubro de 1988", "14", "/", "10", "/", "13", "15", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "4", "/", "05", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "4", "/", "05", "26", "/", "6", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "09", "17", "/", "4", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "4", "/", "09", "17", "/", "4", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "5 de outubro de 1988", "27", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "5 de outubro de 1988", "27", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de outubro de 1988", "14", "/", "10", "/", "13", "15", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de outubro de 1988", "14", "/", "10", "/", "13", "15", "/", "3", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. SESI. Imunidade Tributária. Artigo 195, § 7º. Lei nº 8.212/91. Lei nº 2.613/55. Requisitos. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui natureza infraconstitucional a discussão atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. Matéria sem repercussão geral (RE nº 642.442/RS). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 195, caput e § 7º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que restou assim ementando: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. IMUNIDADE. ART. 195, § 7º, CF. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI Nº 2.613/55. HONORÁRIOS. 1. O art. 195, § 7º, da CF cuida da imunidade das contribuições para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências previstas em lei ordinária, sendo desnecessária a via complementar para tal desiderato. 2. O art. 55 da Lei nº 8.212/91, como propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional para que uma entidade assistencial fosse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 195, caput e § 7º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que restou assim ementando: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. IMUNIDADE. ART. 195, § 7º, CF. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI Nº 2.613/55. HONORÁRIOS. 1. O art. 195, § 7º, da CF cuida da imunidade das contribuições para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências previstas em lei ordinária, sendo desnecessária a via complementar para tal desiderato. 2. O art. 55 da Lei nº 8.212/91, como propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional para que uma entidade assistencial fosse Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 853009 AGR / RS abrangida pelo benefício da imunidade, fiel a letra da lei, tratou de estabelecer em seu art. 55 as regras de uma isenção genérica, sem preocupar-se em alterar ou revogar outras isenções específicas porventura existentes. 3. O SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei nº 2.613, de 27/09/55, ainda em vigor, que ao dispor sobre o Serviço Social Rural, concedeu a seus serviços e bens "ampla isenção fiscal como se fossem da própria União", isenção que se estendeu, já em seguida, ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC. 4. Constituindo-se o SESI uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei nº 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir- lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente. 5. Não tendo sido revogada pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91 a isenção prevista na Lei nº 2.613/55, e estando ambas no mesmo universo normativo, aplica-se ao SESI a imunidade conferida pelo §7º do art. 195 da CF/88, devendo ser extinta a execução fiscal, porquanto, inexigíveis da executada as contribuições que embasam a CDA’ (fl. 273). Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o Plenário do STF no exame do RE nº 642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade tributária. Anote-se a ementa: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal RE 853009 AGR / RS abrangida pelo benefício da imunidade, fiel a letra da lei, tratou de estabelecer em seu art. 55 as regras de uma isenção genérica, sem preocupar-se em alterar ou revogar outras isenções específicas porventura existentes. 3. O SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei nº 2.613, de 27/09/55, ainda em vigor, que ao dispor sobre o Serviço Social Rural, concedeu a seus serviços e bens "ampla isenção fiscal como se fossem da própria União", isenção que se estendeu, já em seguida, ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC. 4. Constituindo-se o SESI uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei nº 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir- lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente. 5. Não tendo sido revogada pelo art. 55 da Lei nº 8.212/91 a isenção prevista na Lei nº 2.613/55, e estando ambas no mesmo universo normativo, aplica-se ao SESI a imunidade conferida pelo §7º do art. 195 da CF/88, devendo ser extinta a execução fiscal, porquanto, inexigíveis da executada as contribuições que embasam a CDA’ (fl. 273). Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o Plenário do STF no exame do RE nº 642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade tributária. Anote-se a ementa: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 853009 AGR / RS extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’. Anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA – SESI. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 771.001/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen, DJe de 11/11/13). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 596.024/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal RE 853009 AGR / RS extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’. Anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA – SESI. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 771.001/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen, DJe de 11/11/13). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 596.024/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 853009 AGR / RS Publique-se.“ Alega a agravante que o RE nº 642.442/RS, aplicável na decisão recorrida, não se compatibiliza com o caso concreto. Aduz que a lei aplicável nos autos seria a Lei nº 2.613/55 e não a Lei 8.212/91. Sustenta violação do artigo 195, § 7º, da Constituição Federal, haja vista que “o comando constitucional do dispositivo, se refere ao atendimento de requisitos estabelecidos em lei, e a lei nº 2.613/55 não traz qualquer requisito, ao contrário da lei nº 8.212/91. Por fim, requer que a decisão ora agravada seja reconsiderada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal RE 853009 AGR / RS Publique-se.“ Alega a agravante que o RE nº 642.442/RS, aplicável na decisão recorrida, não se compatibiliza com o caso concreto. Aduz que a lei aplicável nos autos seria a Lei nº 2.613/55 e não a Lei 8.212/91. Sustenta violação do artigo 195, § 7º, da Constituição Federal, haja vista que “o comando constitucional do dispositivo, se refere ao atendimento de requisitos estabelecidos em lei, e a lei nº 2.613/55 não traz qualquer requisito, ao contrário da lei nº 8.212/91. Por fim, requer que a decisão ora agravada seja reconsiderada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “De fato, em interpretação dada ao referido dispositivo constitucional, firmou-se o entendimento jurisprudencial no sentido de que as entidades que comprovassem o entendimento dos requisitos insculpidos no art. 55 da Lei nº 8.212/91, estariam abrangidas pelo benefício da imunidade em relação às contribuições sociais destinadas à seguridade social. (fl. 267) (…) o legislador, ao instituir o plano de custeio da seguridade social por meio da Lei 8.212/91, e com o propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional, ateve-se em estabelecer, no seu art. 55, as regras de uma isenção ampla e genérica, ditando os requisitos a serem cumpridos pelas entidades beneficentes a que se refere a regra imunizante”. (fl. 269) Como se vê, a questão é mesmo atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. O Tribunal de origem decidiu não se aplicarem ao SESI os requisitos gerais previstos no art. 55 da Lei nº 8.212/91, considerando que o SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei nº 2.613/75, ainda em vigor, a qual lhe teria conferido “ampla isenção fiscal” como se fosse a própria União. Para o Tribunal de origem, o SESI é “uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei nº 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “De fato, em interpretação dada ao referido dispositivo constitucional, firmou-se o entendimento jurisprudencial no sentido de que as entidades que comprovassem o entendimento dos requisitos insculpidos no art. 55 da Lei nº 8.212/91, estariam abrangidas pelo benefício da imunidade em relação às contribuições sociais destinadas à seguridade social. (fl. 267) (…) o legislador, ao instituir o plano de custeio da seguridade social por meio da Lei 8.212/91, e com o propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional, ateve-se em estabelecer, no seu art. 55, as regras de uma isenção ampla e genérica, ditando os requisitos a serem cumpridos pelas entidades beneficentes a que se refere a regra imunizante”. (fl. 269) Como se vê, a questão é mesmo atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. O Tribunal de origem decidiu não se aplicarem ao SESI os requisitos gerais previstos no art. 55 da Lei nº 8.212/91, considerando que o SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei nº 2.613/75, ainda em vigor, a qual lhe teria conferido “ampla isenção fiscal” como se fosse a própria União. Para o Tribunal de origem, o SESI é “uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei nº 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 853009 AGR / RS medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir-lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente”. Dessa forma, evidente que se aplica ao caso o precedente da repercussão geral consubstanciado no RE nº 642.442/RS, cuja orientação é no sentido de que a matéria envolvendo o preenchimento de requisitos legais para imunidade tributária é de natureza infraconstitucional. Para dissentir do julgado recorrido, seria necessária a análise da controvérsia à luz da Lei nº 2.613/55 (inclusive quanto à sua vigência); Lei nº 9.403/46 e Lei nº 8.212/91. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ainda nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. EXECUÇÃO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ARTIGO 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE 642.442-RG, TEMA Nº 459. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A controvérsia sobre o preenchimento de requisitos da Lei nº 8.212/1991, a fim de caracterizar a pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE 642.442-RG, Rel Min. Cezar Peluso, DJe de 8/9/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. PIS. IMUNIDADE. ART. 195, § 7º, DA CF/88. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI Nº 2.613/55.1. O parágrafo sétimo do art. 195 da Constituição de 1988, ao declarar isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal RE 853009 AGR / RS medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir-lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente”. Dessa forma, evidente que se aplica ao caso o precedente da repercussão geral consubstanciado no RE nº 642.442/RS, cuja orientação é no sentido de que a matéria envolvendo o preenchimento de requisitos legais para imunidade tributária é de natureza infraconstitucional. Para dissentir do julgado recorrido, seria necessária a análise da controvérsia à luz da Lei nº 2.613/55 (inclusive quanto à sua vigência); Lei nº 9.403/46 e Lei nº 8.212/91. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ainda nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. EXECUÇÃO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ARTIGO 195, § 7º DA CONSTITUIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO RE 642.442-RG, TEMA Nº 459. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A controvérsia sobre o preenchimento de requisitos da Lei nº 8.212/1991, a fim de caracterizar a pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do RE 642.442-RG, Rel Min. Cezar Peluso, DJe de 8/9/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. PIS. IMUNIDADE. ART. 195, § 7º, DA CF/88. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI Nº 2.613/55.1. O parágrafo sétimo do art. 195 da Constituição de 1988, ao declarar isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 853009 AGR / RS exigências estabelecidas em lei, instituiu verdadeira imunidade, e não mera isenção. 2. O art. 55 da Lei 8.212/91 instituiu e regulamentou uma isenção genérica, sem, contudo, revogar ou disciplinar as isenções específicas então em vigor, entre as quais a prevista na Lei nº 2.613, de 27/09/55, que se aplica ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC e foi, ainda recentemente (Lei nº 8.706, de 15/09/93), estendida ao SEST e ao SENAT. Essa lei se inclui no mesmo universo normativo da Lei 8.212/91, destinadas que são a regulamentar o tratamento tributário das entidades beneficentes de assistência social que a Constituição de 1988 passou da condição de isentas à de imunes. 3. O SESI é entidade privada de serviço social e de formação profissional, assim conceituada pelo art. 240 da própria Constituição, e nessa condição é mantido mediante contribuições sociais, de natureza tributária, a cargo das empresas industriais, estando caracterizado como entidade beneficente de assistência social pela própria lei que o criou (DL 9.403/46) e respectivo regulamento (Dec. 57.375/65), não sendo de se exigir, por sua natureza institucional, que seja portador de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para o gozo da imunidade do § 7º do art. 195 da Constituição. 4. A imunidade prevista no § 7º do art. 195 da CF/88 estende-se também à renda obtida pelo SESI nas atividades desenvolvidas em suas farmácias e empreendimentos congêneres, destinados ao atendimento de seus fins beneficentes.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 847.039/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,DJe de 26/3/15). Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal RE 853009 AGR / RS exigências estabelecidas em lei, instituiu verdadeira imunidade, e não mera isenção. 2. O art. 55 da Lei 8.212/91 instituiu e regulamentou uma isenção genérica, sem, contudo, revogar ou disciplinar as isenções específicas então em vigor, entre as quais a prevista na Lei nº 2.613, de 27/09/55, que se aplica ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC e foi, ainda recentemente (Lei nº 8.706, de 15/09/93), estendida ao SEST e ao SENAT. Essa lei se inclui no mesmo universo normativo da Lei 8.212/91, destinadas que são a regulamentar o tratamento tributário das entidades beneficentes de assistência social que a Constituição de 1988 passou da condição de isentas à de imunes. 3. O SESI é entidade privada de serviço social e de formação profissional, assim conceituada pelo art. 240 da própria Constituição, e nessa condição é mantido mediante contribuições sociais, de natureza tributária, a cargo das empresas industriais, estando caracterizado como entidade beneficente de assistência social pela própria lei que o criou (DL 9.403/46) e respectivo regulamento (Dec. 57.375/65), não sendo de se exigir, por sua natureza institucional, que seja portador de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para o gozo da imunidade do § 7º do art. 195 da Constituição. 4. A imunidade prevista no § 7º do art. 195 da CF/88 estende-se também à renda obtida pelo SESI nas atividades desenvolvidas em suas farmácias e empreendimentos congêneres, destinados ao atendimento de seus fins beneficentes.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (RE nº 847.039/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,DJe de 26/3/15). Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) : LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319981 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) : LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319981 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9449695
2015-08-25T00:00:00
2015-09-24T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 25.08.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. SESI. Imunidade Tributária. Artigo 195, § 7º. Lei nº 8.212/91. Lei nº 2.613/55. Requisitos. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui natureza infraconstitucional a discussão atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. Matéria sem repercussão geral (RE nº 642.442/RS). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido.
sjur321273
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, REQUISITOS) RE 642442 RG, RE 847039 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 30/09/2015, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
853009
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00195 PAR-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-002613 ANO-1955\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 853009 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) : LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. SESI. Imunidade Tributária. Artigo 195, § 7.... Lei n 8.212/91. Lei n 2.613/55. Requisitos. Matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta ou reflexa. 1. Possui natureza infraconstitucional a discussão atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. Matéria sem repercussão geral (Recurso Extraordinário n 642.442/RS). A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Precedentes. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de agosto de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438643. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 195, caput e § 7..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região que restou assim ementando: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. IMUNIDADE. ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI n 2.613/55. HONORÁRIOS. 1. O art. 195, § 7..., da Constituição Federal de 1988 cuida da imunidade das contribuições para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências previstas em lei ordinária, sendo desnecessária a via complementar para tal desiderato. 2. O art. 55 da Lei n 8.212/91, como propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional para que uma entidade assistencial fosse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) :LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 195, caput e § 7..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região que restou assim ementando: ‘TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. IMUNIDADE. ART. 195, § 7..., Constituição Federal de 1988. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI n 2.613/55. HONORÁRIOS. 1. O art. 195, § 7..., da Constituição Federal de 1988 cuida da imunidade das contribuições para a seguridade social às entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências previstas em lei ordinária, sendo desnecessária a via complementar para tal desiderato. 2. O art. 55 da Lei n 8.212/91, como propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional para que uma entidade assistencial fosse Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS abrangida pelo benefício da imunidade, fiel a letra da lei, tratou de estabelecer em seu art. 55 as regras de uma isenção genérica, sem preocupar-se em alterar ou revogar outras isenções específicas porventura existentes. 3. O SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei n 2.613, de 27/09/55, ainda em vigor, que ao dispor sobre o Serviço Social Rural, concedeu a seus serviços e bens "ampla isenção fiscal como se fossem da própria União", isenção que se estendeu, já em seguida, ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC. 4. Constituindo-se o SESI uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei n 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir- lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente. 5. Não tendo sido revogada pelo art. 55 da Lei n 8.212/91 a isenção prevista na Lei n 2.613/55, e estando ambas no mesmo universo normativo, aplica-se ao SESI a imunidade conferida pelo §7... do art. 195 da Constituição Federal de 1988/88, devendo ser extinta a execução fiscal, porquanto, inexigíveis da executada as contribuições que embasam a CDA’ (fl. 273). Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o Plenário do Supremo Tribunal Federal no exame do Recurso Extraordinário n 642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade tributária. Anote-se a ementa: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS abrangida pelo benefício da imunidade, fiel a letra da lei, tratou de estabelecer em seu art. 55 as regras de uma isenção genérica, sem preocupar-se em alterar ou revogar outras isenções específicas porventura existentes. 3. O SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei n 2.613, de 27/09/55, ainda em vigor, que ao dispor sobre o Serviço Social Rural, concedeu a seus serviços e bens "ampla isenção fiscal como se fossem da própria União", isenção que se estendeu, já em seguida, ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC. 4. Constituindo-se o SESI uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei n 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir- lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente. 5. Não tendo sido revogada pelo art. 55 da Lei n 8.212/91 a isenção prevista na Lei n 2.613/55, e estando ambas no mesmo universo normativo, aplica-se ao SESI a imunidade conferida pelo §7... do art. 195 da Constituição Federal de 1988/88, devendo ser extinta a execução fiscal, porquanto, inexigíveis da executada as contribuições que embasam a CDA’ (fl. 273). Decido. A irresignação não merece prosperar, haja vista que o Plenário do Supremo Tribunal Federal no exame do Recurso Extraordinário n 642.442/RS, Relator o Ministro Cesar Peluso, DJe de 8/9/11, decidiu pela ausência de repercussão geral da matéria atinente ao preenchimento dos requisitos legais para imunidade tributária. Anote-se a ementa: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Imunidade tributária. Entidade beneficente de assistência social. Requisitos legais. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’. Anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA – SESI. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 771.001/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen, DJe de 11/11/13). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 596.024/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto o preenchimento dos requisitos impostos pelo art. 55 da Lei 8.212/1991, aptos a caracterizar pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, para efeitos de reconhecimento de imunidade tributária, versa sobre tema infraconstitucional’. Anotem-se, ainda, os seguintes precedentes: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA – SESI. REQUISITOS LEGAIS PARA CONCESSÃO DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 771.001/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen, DJe de 11/11/13). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 596.024/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/11/09). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS Publique-se.“ Alega a agravante que o Recurso Extraordinário n 642.442/RS, aplicável na decisão recorrida, não se compatibiliza com o caso concreto. Aduz que a lei aplicável nos autos seria a Lei n 2.613/55 e não a Lei 8.212/91. Sustenta violação do artigo 195, § 7..., da Constituição Federal, haja vista que “o comando constitucional do dispositivo, se refere ao atendimento de requisitos estabelecidos em lei, e a lei n 2.613/55 não traz qualquer requisito, ao contrário da lei n 8.212/91. Por fim, requer que a decisão ora agravada seja reconsiderada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS Publique-se.“ Alega a agravante que o Recurso Extraordinário n 642.442/RS, aplicável na decisão recorrida, não se compatibiliza com o caso concreto. Aduz que a lei aplicável nos autos seria a Lei n 2.613/55 e não a Lei 8.212/91. Sustenta violação do artigo 195, § 7..., da Constituição Federal, haja vista que “o comando constitucional do dispositivo, se refere ao atendimento de requisitos estabelecidos em lei, e a lei n 2.613/55 não traz qualquer requisito, ao contrário da lei n 8.212/91. Por fim, requer que a decisão ora agravada seja reconsiderada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438641. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “De fato, em interpretação dada ao referido dispositivo constitucional, firmou-se o entendimento jurisprudencial no sentido de que as entidades que comprovassem o entendimento dos requisitos insculpidos no art. 55 da Lei n 8.212/91, estariam abrangidas pelo benefício da imunidade em relação às contribuições sociais destinadas à seguridade social. (fl. 267) (…) o legislador, ao instituir o plano de custeio da seguridade social por meio da Lei 8.212/91, e com o propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional, ateve-se em estabelecer, no seu art. 55, as regras de uma isenção ampla e genérica, ditando os requisitos a serem cumpridos pelas entidades beneficentes a que se refere a regra imunizante”. (fl. 269) Como se vê, a questão é mesmo atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. O Tribunal de origem decidiu não se aplicarem ao SESI os requisitos gerais previstos no art. 55 da Lei n 8.212/91, considerando que o SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei n 2.613/75, ainda em vigor, a qual lhe teria conferido “ampla isenção fiscal” como se fosse a própria União. Para o Tribunal de origem, o SESI é “uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei n 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal 25/08/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. A agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar o que restou decidido. Transcrevo trecho do acórdão recorrido: “De fato, em interpretação dada ao referido dispositivo constitucional, firmou-se o entendimento jurisprudencial no sentido de que as entidades que comprovassem o entendimento dos requisitos insculpidos no art. 55 da Lei n 8.212/91, estariam abrangidas pelo benefício da imunidade em relação às contribuições sociais destinadas à seguridade social. (fl. 267) (…) o legislador, ao instituir o plano de custeio da seguridade social por meio da Lei 8.212/91, e com o propósito de regulamentar as exigências impostas pela norma constitucional, ateve-se em estabelecer, no seu art. 55, as regras de uma isenção ampla e genérica, ditando os requisitos a serem cumpridos pelas entidades beneficentes a que se refere a regra imunizante”. (fl. 269) Como se vê, a questão é mesmo atinente ao preenchimento dos requisitos legais para a imunidade tributária. O Tribunal de origem decidiu não se aplicarem ao SESI os requisitos gerais previstos no art. 55 da Lei n 8.212/91, considerando que o SESI já gozava de isenção que lhe fora conferida pela Lei n 2.613/75, ainda em vigor, a qual lhe teria conferido “ampla isenção fiscal” como se fosse a própria União. Para o Tribunal de origem, o SESI é “uma entidade instituída por lei - Decreto-Lei n 9.403/46, cuja estrita finalidade é a de prestar serviços de caráter assistencial e de bem estar aos trabalhadores, nas áreas de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir-lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente”. Dessa forma, evidente que se aplica ao caso o precedente da repercussão geral consubstanciado no Recurso Extraordinário n 642.442/RS, cuja orientação é no sentido de que a matéria envolvendo o preenchimento de requisitos legais para imunidade tributária é de natureza infraconstitucional. Para dissentir do julgado recorrido, seria necessária a análise da controvérsia à luz da Lei n 2.613/55 (inclusive quanto à sua vigência); Lei n 9.403/46 e Lei n 8.212/91. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ainda nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. EXECUÇÃO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ARTIGO 195, § 7... DA CONSTITUIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário 642.442-RG, TEMA n 459. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A controvérsia sobre o preenchimento de requisitos da Lei n 8.212/1991, a fim de caracterizar a pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 642.442-RG, Rel Min. Cezar Peluso, DJe de 8/9/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. PIS. IMUNIDADE. ART. 195, § 7..., DA Constituição Federal de 1988/88. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI n 2.613/55.1. O parágrafo sétimo do art. 195 da Constituição de 1988, ao declarar isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS medicamentos, alimentação ou formação profissional, não há como exigir-lhe outros requisitos constantes em lei genérica, para que seja reconhecida sua natureza beneficente”. Dessa forma, evidente que se aplica ao caso o precedente da repercussão geral consubstanciado no Recurso Extraordinário n 642.442/RS, cuja orientação é no sentido de que a matéria envolvendo o preenchimento de requisitos legais para imunidade tributária é de natureza infraconstitucional. Para dissentir do julgado recorrido, seria necessária a análise da controvérsia à luz da Lei n 2.613/55 (inclusive quanto à sua vigência); Lei n 9.403/46 e Lei n 8.212/91. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ainda nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PIS. EXECUÇÃO FISCAL. CARACTERIZAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA COMO ENTIDADE BENEFICENTE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. ARTIGO 195, § 7... DA CONSTITUIÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO Recurso Extraordinário 642.442-RG, TEMA n 459. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A controvérsia sobre o preenchimento de requisitos da Lei n 8.212/1991, a fim de caracterizar a pessoa jurídica como entidade beneficente de assistência social, não revela repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do Recurso Extraordinário 642.442-RG, Rel Min. Cezar Peluso, DJe de 8/9/2011. 2. In casu, o acórdão recorrido assentou: ’EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. SESI. PIS. IMUNIDADE. ART. 195, § 7..., DA Constituição Federal de 1988/88. ART. 55 DA LEI 8.212/91. LEI n 2.613/55.1. O parágrafo sétimo do art. 195 da Constituição de 1988, ao declarar isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS exigências estabelecidas em lei, instituiu verdadeira imunidade, e não mera isenção. 2. O art. 55 da Lei 8.212/91 instituiu e regulamentou uma isenção genérica, sem, contudo, revogar ou disciplinar as isenções específicas então em vigor, entre as quais a prevista na Lei n 2.613, de 27/09/55, que se aplica ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC e foi, ainda recentemente (Lei n 8.706, de 15/09/93), estendida ao SEST e ao SENAT. Essa lei se inclui no mesmo universo normativo da Lei 8.212/91, destinadas que são a regulamentar o tratamento tributário das entidades beneficentes de assistência social que a Constituição de 1988 passou da condição de isentas à de imunes. 3. O SESI é entidade privada de serviço social e de formação profissional, assim conceituada pelo art. 240 da própria Constituição, e nessa condição é mantido mediante contribuições sociais, de natureza tributária, a cargo das empresas industriais, estando caracterizado como entidade beneficente de assistência social pela própria lei que o criou (DL 9.403/46) e respectivo regulamento (Dec. 57.375/65), não sendo de se exigir, por sua natureza institucional, que seja portador de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para o gozo da imunidade do § 7... do art. 195 da Constituição. 4. A imunidade prevista no § 7... do art. 195 da Constituição Federal de 1988/88 estende-se também à renda obtida pelo SESI nas atividades desenvolvidas em suas farmácias e empreendimentos congêneres, destinados ao atendimento de seus fins beneficentes.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 847.039/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,DJe de 26/3/15). Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS exigências estabelecidas em lei, instituiu verdadeira imunidade, e não mera isenção. 2. O art. 55 da Lei 8.212/91 instituiu e regulamentou uma isenção genérica, sem, contudo, revogar ou disciplinar as isenções específicas então em vigor, entre as quais a prevista na Lei n 2.613, de 27/09/55, que se aplica ao SESI, ao SESC, ao SENAI e ao SENAC e foi, ainda recentemente (Lei n 8.706, de 15/09/93), estendida ao SEST e ao SENAT. Essa lei se inclui no mesmo universo normativo da Lei 8.212/91, destinadas que são a regulamentar o tratamento tributário das entidades beneficentes de assistência social que a Constituição de 1988 passou da condição de isentas à de imunes. 3. O SESI é entidade privada de serviço social e de formação profissional, assim conceituada pelo art. 240 da própria Constituição, e nessa condição é mantido mediante contribuições sociais, de natureza tributária, a cargo das empresas industriais, estando caracterizado como entidade beneficente de assistência social pela própria lei que o criou (DL 9.403/46) e respectivo regulamento (Dec. 57.375/65), não sendo de se exigir, por sua natureza institucional, que seja portador de Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social para o gozo da imunidade do § 7... do art. 195 da Constituição. 4. A imunidade prevista no § 7... do art. 195 da Constituição Federal de 1988/88 estende-se também à renda obtida pelo SESI nas atividades desenvolvidas em suas farmácias e empreendimentos congêneres, destinados ao atendimento de seus fins beneficentes.’ 3. Agravo regimental DESPROVIDO” (Recurso Extraordinário n 847.039/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux,DJe de 26/3/15). Agravo regimental não provido. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9438640. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/08/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) : LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319981 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853.009 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA - SESI/RS ADV.(A/S) : LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 25.08.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Deborah Duprat. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9319981 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 009", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 009", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 853 . 009", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 771 . 001 / RS - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 596 . 024 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 771 . 001 / RS - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 596 . 024 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 853009 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 642 . 442 / RS", "Recurso Extraordinário 642 . 442 - RG", "Recurso Extraordinário 642 . 442 - 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Região", "SESI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SESI", "União", "SESI", "SESC", "SENAI", "SENAC", "SESI", "SESI", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SESI", "União", "SESI", "SESC", "SENAI", "SENAC", "SESI", "SESI", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA", "SESI", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SESI", "SESI", "União", "SESI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SESI", "SESI", "União", "SESI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "SESI", "PIS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "SESI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SESI", "SESC", "SENAI", "SENAC", "SEST", "SENAT", "SESI", "SESI", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SESI", "SESC", "SENAI", "SENAC", "SEST", "SENAT", "SESI", "SESI", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA", "SESI", "/", "RS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "SERVIÇO SOCIAL DA INDÚSTRIA", "SESI", "/", "RS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO", "DIAS TOFFOLI", "Cesar Peluso", "Cesar Peluso", "Cármen", "Cármen Lúcia", "Cármen", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Cezar Peluso", "Cezar Peluso", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGO SILVA TONICO", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Deborah Duprat", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "08", "/", "2015", "25 de agosto de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "09", "/", "55", "8", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "09", "/", "55", "8", "/", "9", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "13", "20", "/", "11", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "11", "/", "13", "20", "/", "11", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "9", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "09", "/", "55", "15", "/", "09", "/", "93", "26", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "09", "/", "55", "15", "/", "09", "/", "93", "26", "/", "3", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "08", "/", "2015", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "08", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DO ATO RECLAMADO, QUE NÃO TRATOU DO TEMA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO, E O DO ACÓRDÃO PARADIGMA (ADI 3.395 MC). INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852386. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao pedido pelo entendimento de que não há a indispensável correlação entre o decidido pelo ato questionado, que não tratou do tema da competência da Justiça do Trabalho para o julgamento da causa, e a ação direta apontada como parâmetro de confronto (ADI 3.395 MC). Alega o agravante que, por ser de ordem pública, o tema deveria ter sido conhecido de ofício no acórdão reclamado; assim, não é caso de negar seguimento ao pedido pelo fundamento da ausência de aderência estrita. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852506. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao pedido pelo entendimento de que não há a indispensável correlação entre o decidido pelo ato questionado, que não tratou do tema da competência da Justiça do Trabalho para o julgamento da causa, e a ação direta apontada como parâmetro de confronto (ADI 3.395 MC). Alega o agravante que, por ser de ordem pública, o tema deveria ter sido conhecido de ofício no acórdão reclamado; assim, não é caso de negar seguimento ao pedido pelo fundamento da ausência de aderência estrita. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, contra ato do Tribunal Superior do Trabalho que manteve acórdão que provera recurso ordinário para julgar procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de obter a anulação de determinados contratos de emprego firmados sem prévio concurso público de provas ou provas e título para “cargos em comissão” ou “função comissionada” na Companhia de Gás da Bahia (BAHIAGÁS). Sustenta o reclamante que houve afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI 3.395 MC (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/11/2006), uma vez que o Supremo Tribunal Federal assentou que a justiça especializada não é competente para examinar causas envolvendo contratações temporárias ou precárias, o mesmo acontecendo com as discussões que giram em torno de cargos comissionados, empregos públicos ou funções gratificadas. Requer o deferimento da medida liminar por entender presentes os requisitos necessários para o seu deferimento. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). É da jurisprudência da Corte, ainda, que os atos reclamados devem estrita aderência ao conteúdo das suas decisões: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, contra ato do Tribunal Superior do Trabalho que manteve acórdão que provera recurso ordinário para julgar procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de obter a anulação de determinados contratos de emprego firmados sem prévio concurso público de provas ou provas e título para “cargos em comissão” ou “função comissionada” na Companhia de Gás da Bahia (BAHIAGÁS). Sustenta o reclamante que houve afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI 3.395 MC (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/11/2006), uma vez que o Supremo Tribunal Federal assentou que a justiça especializada não é competente para examinar causas envolvendo contratações temporárias ou precárias, o mesmo acontecendo com as discussões que giram em torno de cargos comissionados, empregos públicos ou funções gratificadas. Requer o deferimento da medida liminar por entender presentes os requisitos necessários para o seu deferimento. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3º, CF/88). É da jurisprudência da Corte, ainda, que os atos reclamados devem estrita aderência ao conteúdo das suas decisões: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22051 AGR / BA (...) Os atos questionados em qualquer reclamação nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008, Ementário 2337-1). No caso, não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3.395 MC – em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo – e o ato reclamado, em que negado provimento aos agravos de instrumento em recurso de revista interpostos pelo reclamante e pela BAHIAGÁS pelo fundamento da efetiva necessidade de concurso público para o preenchimento de determinados cargos na referida sociedade de economia mista, com a rejeição das alegações de nulidade por (i) usurpação de competência do despacho de admissibilidade do recurso de revista (que teria indevidamente apreciado o mérito recursal) e por (ii) negativa de prestação jurisdicional, bem assim das preliminares de (a) ausência de interesse de agir e de (b) inépcia da petição inicial, sem que o tema da competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa fosse discutido. Nessa linha de consideração, cita-se precedente da Segunda Turma: Agravo regimental na reclamação. Perfil constitucional da reclamação. Reclamação utilizada como sucedâneo recursal. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso adequado para sanar omissão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal RCL 22051 AGR / BA (...) Os atos questionados em qualquer reclamação nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008, Ementário 2337-1). No caso, não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3.395 MC – em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo – e o ato reclamado, em que negado provimento aos agravos de instrumento em recurso de revista interpostos pelo reclamante e pela BAHIAGÁS pelo fundamento da efetiva necessidade de concurso público para o preenchimento de determinados cargos na referida sociedade de economia mista, com a rejeição das alegações de nulidade por (i) usurpação de competência do despacho de admissibilidade do recurso de revista (que teria indevidamente apreciado o mérito recursal) e por (ii) negativa de prestação jurisdicional, bem assim das preliminares de (a) ausência de interesse de agir e de (b) inépcia da petição inicial, sem que o tema da competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa fosse discutido. Nessa linha de consideração, cita-se precedente da Segunda Turma: Agravo regimental na reclamação. Perfil constitucional da reclamação. Reclamação utilizada como sucedâneo recursal. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso adequado para sanar omissão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22051 AGR / BA Tribunal a quo quanto à matéria constitucional controvertida nos autos originários. 2. É necessário haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido. (Rcl 19437 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe 21-08-2015) Do voto condutor, consta o seguinte trecho: (…) As razões apresentadas pela agravante não são suficientes para infirmar a conclusão de que a União deixou de suscitar a incompetência da Justiça do Trabalho nos autos originários, não havendo, na decisão reclamada, qualquer manifestação acerca da matéria passível de ser confrontada com o entendimento firmado na ADI nº 3.395/DF-MC, sendo inviável o conhecimento desta reclamatória. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Com efeito, o tema da competência não foi abordado no acórdão reclamado, daí a falta de aderência estrita em relação ao paradigma invocado pelo reclamante. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal RCL 22051 AGR / BA Tribunal a quo quanto à matéria constitucional controvertida nos autos originários. 2. É necessário haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido. (Rcl 19437 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe 21-08-2015) Do voto condutor, consta o seguinte trecho: (…) As razões apresentadas pela agravante não são suficientes para infirmar a conclusão de que a União deixou de suscitar a incompetência da Justiça do Trabalho nos autos originários, não havendo, na decisão reclamada, qualquer manifestação acerca da matéria passível de ser confrontada com o entendimento firmado na ADI nº 3.395/DF-MC, sendo inviável o conhecimento desta reclamatória. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Com efeito, o tema da competência não foi abordado no acórdão reclamado, daí a falta de aderência estrita em relação ao paradigma invocado pelo reclamante. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881867 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881867 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9908104
2015-11-17T00:00:00
2015-12-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DO ATO RECLAMADO, QUE NÃO TRATOU DO TEMA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO, E O DO ACÓRDÃO PARADIGMA (ADI 3.395 MC). INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO
sjur331463
- Veja ADI 3395 MC do STF. Número de páginas: 6. Análise: 09/12/2015, IMC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
22051
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 22051 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA ENTRE O CONTEÚDO DO ATO RECLAMADO, QUE NÃO TRATOU DO TEMA DA COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO, E O DO ACÓRDÃO PARADIGMA (ADI 3.395 MC). INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852386. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao pedido pelo entendimento de que não há a indispensável correlação entre o decidido pelo ato questionado, que não tratou do tema da competência da Justiça do Trabalho para o julgamento da causa, e a ação direta apontada como parâmetro de confronto (ADI 3.395 MC). Alega o agravante que, por ser de ordem pública, o tema deveria ter sido conhecido de ofício no acórdão reclamado; assim, não é caso de negar seguimento ao pedido pelo fundamento da ausência de aderência estrita. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852506. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao pedido pelo entendimento de que não há a indispensável correlação entre o decidido pelo ato questionado, que não tratou do tema da competência da Justiça do Trabalho para o julgamento da causa, e a ação direta apontada como parâmetro de confronto (ADI 3.395 MC). Alega o agravante que, por ser de ordem pública, o tema deveria ter sido conhecido de ofício no acórdão reclamado; assim, não é caso de negar seguimento ao pedido pelo fundamento da ausência de aderência estrita. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, contra ato do Tribunal Superior do Trabalho que manteve acórdão que provera recurso ordinário para julgar procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de obter a anulação de determinados contratos de emprego firmados sem prévio concurso público de provas ou provas e título para “cargos em comissão” ou “função comissionada” na Companhia de Gás da Bahia (BAHIAGÁS). Sustenta o reclamante que houve afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI 3.395 MC (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/11/2006), uma vez que o Supremo Tribunal Federal assentou que a justiça especializada não é competente para examinar causas envolvendo contratações temporárias ou precárias, o mesmo acontecendo com as discussões que giram em torno de cargos comissionados, empregos públicos ou funções gratificadas. Requer o deferimento da medida liminar por entender presentes os requisitos necessários para o seu deferimento. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). É da jurisprudência da Corte, ainda, que os atos reclamados devem estrita aderência ao conteúdo das suas decisões: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada tem o seguinte teor: 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, contra ato do Tribunal Superior do Trabalho que manteve acórdão que provera recurso ordinário para julgar procedente ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho com o objetivo de obter a anulação de determinados contratos de emprego firmados sem prévio concurso público de provas ou provas e título para “cargos em comissão” ou “função comissionada” na Companhia de Gás da Bahia (BAHIAGÁS). Sustenta o reclamante que houve afronta ao decidido pelo Plenário desta Corte no julgamento da ADI 3.395 MC (Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 10/11/2006), uma vez que o Supremo Tribunal Federal assentou que a justiça especializada não é competente para examinar causas envolvendo contratações temporárias ou precárias, o mesmo acontecendo com as discussões que giram em torno de cargos comissionados, empregos públicos ou funções gratificadas. Requer o deferimento da medida liminar por entender presentes os requisitos necessários para o seu deferimento. 2. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebem para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88), bem como contra atos que contrariem ou indevidamente apliquem súmula vinculante (art. 103-A, § 3..., Constituição Federal de 1988/88). É da jurisprudência da Corte, ainda, que os atos reclamados devem estrita aderência ao conteúdo das suas decisões: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22051 AGR / BA (...) Os atos questionados em qualquer reclamação nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008, Ementário 2337-1). No caso, não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3.395 MC – em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo – e o ato reclamado, em que negado provimento aos agravos de instrumento em recurso de revista interpostos pelo reclamante e pela BAHIAGÁS pelo fundamento da efetiva necessidade de concurso público para o preenchimento de determinados cargos na referida sociedade de economia mista, com a rejeição das alegações de nulidade por (i) usurpação de competência do despacho de admissibilidade do recurso de revista (que teria indevidamente apreciado o mérito recursal) e por (ii) negativa de prestação jurisdicional, bem assim das preliminares de (a) ausência de interesse de agir e de (b) inépcia da petição inicial, sem que o tema da competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa fosse discutido. Nessa linha de consideração, cita-se precedente da Segunda Turma: Agravo regimental na reclamação. Perfil constitucional da reclamação. Reclamação utilizada como sucedâneo recursal. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso adequado para sanar omissão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal RCL 22051 AGR / BA (...) Os atos questionados em qualquer reclamação nos casos em que se sustenta desrespeito à autoridade de decisão do Supremo Tribunal Federal hão de se ajustar, com exatidão e pertinência, aos julgamentos desta Suprema Corte invocados como paradigmas de confronto, em ordem a permitir, pela análise comparativa, a verificação da conformidade, ou não, da deliberação estatal impugnada em relação ao parâmetro de controle emanado deste Tribunal. (Rcl 6.534-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008, Ementário 2337-1). No caso, não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3.395 MC – em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo – e o ato reclamado, em que negado provimento aos agravos de instrumento em recurso de revista interpostos pelo reclamante e pela BAHIAGÁS pelo fundamento da efetiva necessidade de concurso público para o preenchimento de determinados cargos na referida sociedade de economia mista, com a rejeição das alegações de nulidade por (i) usurpação de competência do despacho de admissibilidade do recurso de revista (que teria indevidamente apreciado o mérito recursal) e por (ii) negativa de prestação jurisdicional, bem assim das preliminares de (a) ausência de interesse de agir e de (b) inépcia da petição inicial, sem que o tema da competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a causa fosse discutido. Nessa linha de consideração, cita-se precedente da Segunda Turma: Agravo regimental na reclamação. Perfil constitucional da reclamação. Reclamação utilizada como sucedâneo recursal. Agravo regimental ao qual se nega provimento. 1. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso adequado para sanar omissão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 22051 AGR / BA Tribunal a quo quanto à matéria constitucional controvertida nos autos originários. 2. É necessário haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido. (Rcl 19437 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe 21-08-2015) Do voto condutor, consta o seguinte trecho: (…) As razões apresentadas pela agravante não são suficientes para infirmar a conclusão de que a União deixou de suscitar a incompetência da Justiça do Trabalho nos autos originários, não havendo, na decisão reclamada, qualquer manifestação acerca da matéria passível de ser confrontada com o entendimento firmado na ADI n 3.395/DF-MC, sendo inviável o conhecimento desta reclamatória. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Com efeito, o tema da competência não foi abordado no acórdão reclamado, daí a falta de aderência estrita em relação ao paradigma invocado pelo reclamante. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Supremo Tribunal Federal RCL 22051 AGR / BA Tribunal a quo quanto à matéria constitucional controvertida nos autos originários. 2. É necessário haver aderência estrita do objeto do ato reclamado ao conteúdo das decisões paradigmas para que seja admitido o manejo da reclamatória constitucional. 3. Agravo regimental não provido. (Rcl 19437 AgR, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, DJe 21-08-2015) Do voto condutor, consta o seguinte trecho: (…) As razões apresentadas pela agravante não são suficientes para infirmar a conclusão de que a União deixou de suscitar a incompetência da Justiça do Trabalho nos autos originários, não havendo, na decisão reclamada, qualquer manifestação acerca da matéria passível de ser confrontada com o entendimento firmado na ADI n 3.395/DF-MC, sendo inviável o conhecimento desta reclamatória. As razões recursais não conseguem infirmar esses fundamentos. Com efeito, o tema da competência não foi abordado no acórdão reclamado, daí a falta de aderência estrita em relação ao paradigma invocado pelo reclamante. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881867 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 22.051 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881867 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 22 . 051", "ADI 3 . 395 MC", "RECLAMAÇÃO 22 . 051", "ADI 3 . 395 MC", "RECLAMAÇÃO 22 . 051", "ADI 3 . 395 MC", "ADI 3 . 395 MC", "RECLAMAÇÃO 22 . 051", "ADI 3 . 395 MC", "RCL 22051 AGR / BA", "Rcl 6 . 534 - AgR", "ADI 3 . 395 MC", "RCL 22051 AGR / BA", "Rcl 6 . 534 - AgR", "ADI 3 . 395 MC", "RCL 22051 AGR / BA", "Rcl 19437 AgR", "ADI n 3 . 395 / DF - MC", "RCL 22051 AGR", "Rcl 19437 AgR", "ADI n 3 . 395 / DF - MC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "art . 103 - A , § 3 . . . , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Companhia de Gás da Bahia", "BAHIAGÁS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Companhia de Gás da Bahia", "BAHIAGÁS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "BAHIAGÁS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "BAHIAGÁS", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "10", "/", "11", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "10", "/", "11", "/", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "-", "08", "-", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PORTARIA DE NOMEAÇÃO DE SERVIDORES PARA CARGO EFETIVO SEM CONCURSO PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988: NULIDADE. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM CASO DE MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cármen Helena Candida dos Reis e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que manteve hígida a Portaria n. 184/2007 pela qual revogou o ato de nomeação dos Agravantes. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Não houve demonstração articulada pelos Agravantes no recurso extraordinário a comprovar a repercussão geral da matéria quanto à contrariedade aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o que o torna inadmissível, conforme o disposto no § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (AI n. 703.114-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cármen Helena Candida dos Reis e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que manteve hígida a Portaria n. 184/2007 pela qual revogou o ato de nomeação dos Agravantes. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Não houve demonstração articulada pelos Agravantes no recurso extraordinário a comprovar a repercussão geral da matéria quanto à contrariedade aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o que o torna inadmissível, conforme o disposto no § 2º do art. 543-A do Código de Processo Civil e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (AI n. 703.114-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 888071 AGR / GO (...) 7. Quanto ao provimento dos cargos no Tribunal de Justiça de Goiás, consta do voto do Desembargador Relator da apelação: (...) No item específico referente ao momento de ingresso dos Agravantes no serviço público a apreciação do pleito recursal demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Quanto à revogação da portaria pela qual nomeados os Agravantes para exercerem cargos públicos, o Tribunal de origem assentou: “Na verdade, se a Portaria revogada fosse tão somente ilegal, poder-se-ia falar em prazo decadencial de 05 ( cinco) anos. Entretanto, a violação que dela decorreu foi de maior monta, ou seja, violou o topo da pirâmide, onde se situa a Constituição Federal. Diante de situações inconstitucionais, o então Diretor do Foro, Dr. Carlos Alberto França, hoje Desembargador desta Corte, exerceu legitimamente a sua função fiscalizatória, revogando as Portarias anteriores, flagrantemente inconstitucionais” (fl. 9, vol. 21). Este Supremo Tribunal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em casos de manifesta inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...)” (MS n. 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 29.4.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO (...) 7. Quanto ao provimento dos cargos no Tribunal de Justiça de Goiás, consta do voto do Desembargador Relator da apelação: (...) No item específico referente ao momento de ingresso dos Agravantes no serviço público a apreciação do pleito recursal demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Quanto à revogação da portaria pela qual nomeados os Agravantes para exercerem cargos públicos, o Tribunal de origem assentou: “Na verdade, se a Portaria revogada fosse tão somente ilegal, poder-se-ia falar em prazo decadencial de 05 ( cinco) anos. Entretanto, a violação que dela decorreu foi de maior monta, ou seja, violou o topo da pirâmide, onde se situa a Constituição Federal. Diante de situações inconstitucionais, o então Diretor do Foro, Dr. Carlos Alberto França, hoje Desembargador desta Corte, exerceu legitimamente a sua função fiscalizatória, revogando as Portarias anteriores, flagrantemente inconstitucionais” (fl. 9, vol. 21). Este Supremo Tribunal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em casos de manifesta inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...)” (MS n. 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 29.4.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 888071 AGR / GO Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Cármen Helena Candida dos Reis e outros interpõem, em 20.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que o “entendimento que subtrai o contraditório, como no caso em exame, fere as normas do topo de nosso ordenamento jurídico, ceifando a própria eficácia do direito fundamental, o que não se admite, sob pena de nulidade absoluta”. Asseveram que “o e. TJGO entendeu que para a anulação das nomeações dos agravantes não era necessário que se garantisse o contraditório e a ampla defesa, enquanto essa Corte entende que superado o prazo de cinco anos o cumprimento de tal garantia é uma obrigação”. Argumentam, ainda, que o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a inaplicabilidade do prazo prescricional previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando a inconstitucionalidade é manifesta não se aplica ao caso concreto, porque “não há manifesta inconstitucionalidade na nomeação, visto que durante os primeiros anos de vigência da CF/88 muito se questionou sobre o provimento derivado de cargo na Administração Pública, sendo que só após decisão do c. STF tal questão restou pacificada”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Cármen Helena Candida dos Reis e outros interpõem, em 20.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que o “entendimento que subtrai o contraditório, como no caso em exame, fere as normas do topo de nosso ordenamento jurídico, ceifando a própria eficácia do direito fundamental, o que não se admite, sob pena de nulidade absoluta”. Asseveram que “o e. TJGO entendeu que para a anulação das nomeações dos agravantes não era necessário que se garantisse o contraditório e a ampla defesa, enquanto essa Corte entende que superado o prazo de cinco anos o cumprimento de tal garantia é uma obrigação”. Argumentam, ainda, que o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a inaplicabilidade do prazo prescricional previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando a inconstitucionalidade é manifesta não se aplica ao caso concreto, porque “não há manifesta inconstitucionalidade na nomeação, visto que durante os primeiros anos de vigência da CF/88 muito se questionou sobre o provimento derivado de cargo na Administração Pública, sendo que só após decisão do c. STF tal questão restou pacificada”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando manifesta a inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém, circunstância evidenciada no caso vertente, no qual a exoneração dos Agravantes se deu em cumprimento de determinação do Conselho Nacional de Justiça em Procedimentos de Controle Administrativo. Assim, por exemplo: “AGRAVOS REGIMENTAIS NO MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS N. 861. CITAÇÃO POR EDITAL. ALEGADA E NÃO CONFIGURADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: REITERADAS TENTATIVAS DO CONSELHO. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO E DE AFASTAMENTO DE OFICIAIS DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTOS OU INTERINOS NA TITULARIDADE DE SERVENTIAS: AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL: INEXISTÊNCIA DE DIREITO FUNDAMENTADO NO ART. 208 DA CARTA DE 1967 (EC 22/1982). VACÂNCIA ANTERIOR A 5.10.1988, COM EFETIVAÇÃO NA TITULARIDADE EM DATA POSTERIOR. AUTOAPLICABILIDADE DO ART. 236, § 3º, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando manifesta a inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém, circunstância evidenciada no caso vertente, no qual a exoneração dos Agravantes se deu em cumprimento de determinação do Conselho Nacional de Justiça em Procedimentos de Controle Administrativo. Assim, por exemplo: “AGRAVOS REGIMENTAIS NO MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS N. 861. CITAÇÃO POR EDITAL. ALEGADA E NÃO CONFIGURADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: REITERADAS TENTATIVAS DO CONSELHO. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO E DE AFASTAMENTO DE OFICIAIS DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTOS OU INTERINOS NA TITULARIDADE DE SERVENTIAS: AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL: INEXISTÊNCIA DE DIREITO FUNDAMENTADO NO ART. 208 DA CARTA DE 1967 (EC 22/1982). VACÂNCIA ANTERIOR A 5.10.1988, COM EFETIVAÇÃO NA TITULARIDADE EM DATA POSTERIOR. AUTOAPLICABILIDADE DO ART. 236, § 3º, DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 888071 AGR / GO CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO E REMOÇÃO NA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVOS REGIMENTAIS AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO” (MS n. 27.307 AgR-segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.10.2014). 3. Ademais, no julgamento do Agravo nos autos do Recurso Extraordinário n. 748.371, este Supremo Tribunal decidiu não ter repercussão geral a alegação de afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa dependente da prévia análise da interpretação de normas infraconstitucionais, como no caso presente: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO E REMOÇÃO NA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVOS REGIMENTAIS AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO” (MS n. 27.307 AgR-segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.10.2014). 3. Ademais, no julgamento do Agravo nos autos do Recurso Extraordinário n. 748.371, este Supremo Tribunal decidiu não ter repercussão geral a alegação de afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa dependente da prévia análise da interpretação de normas infraconstitucionais, como no caso presente: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1º.8.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824400 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824400 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9917108
2015-11-17T00:00:00
2015-12-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PORTARIA DE NOMEAÇÃO DE SERVIDORES PARA CARGO EFETIVO SEM CONCURSO PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988: NULIDADE. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM CASO DE MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331658
- Acórdão(s) citado(s): (CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA, PEDIDO DE PROVIDÊNCIA) MS 27307 AgR-segundo (2ªT). (PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA) ARE 748371 RG. Número de páginas: 7. Análise: 09/12/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
888071
[ "LEG-FED LEI-009784 ANO-1999\n ART-00054\n LPA-1999 LEI DE PROCESSO ADMINISTRATIVO" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 888071 AgR
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AGTE.(S) : CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PORTARIA DE NOMEAÇÃO DE SERVIDORES PARA CARGO EFETIVO SEM CONCURSO PÚBLICO APÓS A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988: NULIDADE. ALEGADA AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM CASO DE MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cármen Helena Candida dos Reis e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que manteve hígida a Portaria n. 184/2007 pela qual revogou o ato de nomeação dos Agravantes. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Não houve demonstração articulada pelos Agravantes no recurso extraordinário a comprovar a repercussão geral da matéria quanto à contrariedade aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o que o torna inadmissível, conforme o disposto no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (AI n. 703.114-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 13.10.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Cármen Helena Candida dos Reis e outros contra julgado do Tribunal de Justiça de Goiás, que manteve hígida a Portaria n. 184/2007 pela qual revogou o ato de nomeação dos Agravantes. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Não houve demonstração articulada pelos Agravantes no recurso extraordinário a comprovar a repercussão geral da matéria quanto à contrariedade aos princípios do contraditório e da ampla defesa, o que o torna inadmissível, conforme o disposto no § 2... do art. 543-A do Código de Processo Civil e no art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Assim, por exemplo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ELEITORAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL: IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DO RECURSO. LEI N. 11.418/2006: NORMAS GERAIS APLICÁVEIS A TODOS OS RECURSOS EXTRAORDINÁRIOS. REPERCUSSÃO GERAL IMPLÍCITA: INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO” (AI n. 703.114-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 17.4.2009). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 888071 AGR / GO (...) 7. Quanto ao provimento dos cargos no Tribunal de Justiça de Goiás, consta do voto do Desembargador Relator da apelação: (...) No item específico referente ao momento de ingresso dos Agravantes no serviço público a apreciação do pleito recursal demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Quanto à revogação da portaria pela qual nomeados os Agravantes para exercerem cargos públicos, o Tribunal de origem assentou: “Na verdade, se a Portaria revogada fosse tão somente ilegal, poder-se-ia falar em prazo decadencial de 05 ( cinco) anos. Entretanto, a violação que dela decorreu foi de maior monta, ou seja, violou o topo da pirâmide, onde se situa a Constituição Federal. Diante de situações inconstitucionais, o então Diretor do Foro, Dr. Carlos Alberto França, hoje Desembargador desta Corte, exerceu legitimamente a sua função fiscalizatória, revogando as Portarias anteriores, flagrantemente inconstitucionais” (fl. 9, vol. 21). Este Supremo Tribunal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em casos de manifesta inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...)” (MS n. 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 29.4.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO (...) 7. Quanto ao provimento dos cargos no Tribunal de Justiça de Goiás, consta do voto do Desembargador Relator da apelação: (...) No item específico referente ao momento de ingresso dos Agravantes no serviço público a apreciação do pleito recursal demandaria reexame do conjunto fático-probatório dos autos, procedimento inviável em recurso extraordinário. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 8. Quanto à revogação da portaria pela qual nomeados os Agravantes para exercerem cargos públicos, o Tribunal de origem assentou: “Na verdade, se a Portaria revogada fosse tão somente ilegal, poder-se-ia falar em prazo decadencial de 05 ( cinco) anos. Entretanto, a violação que dela decorreu foi de maior monta, ou seja, violou o topo da pirâmide, onde se situa a Constituição Federal. Diante de situações inconstitucionais, o então Diretor do Foro, Dr. Carlos Alberto França, hoje Desembargador desta Corte, exerceu legitimamente a sua função fiscalizatória, revogando as Portarias anteriores, flagrantemente inconstitucionais” (fl. 9, vol. 21). Este Supremo Tribunal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 em casos de manifesta inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém: “MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. (...)” (MS n. 28.279/DF, Relatora a Ministra Ellen Gracie, Plenário, DJ 29.4.2011). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 888071 AGR / GO Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Cármen Helena Candida dos Reis e outros interpõem, em 20.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que o “entendimento que subtrai o contraditório, como no caso em exame, fere as normas do topo de nosso ordenamento jurídico, ceifando a própria eficácia do direito fundamental, o que não se admite, sob pena de nulidade absoluta”. Asseveram que “o e. TJGO entendeu que para a anulação das nomeações dos agravantes não era necessário que se garantisse o contraditório e a ampla defesa, enquanto essa Corte entende que superado o prazo de cinco anos o cumprimento de tal garantia é uma obrigação”. Argumentam, ainda, que o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a inaplicabilidade do prazo prescricional previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando a inconstitucionalidade é manifesta não se aplica ao caso concreto, porque “não há manifesta inconstitucionalidade na nomeação, visto que durante os primeiros anos de vigência da Constituição Federal de 1988/88 muito se questionou sobre o provimento derivado de cargo na Administração Pública, sendo que só após decisão do c. Supremo Tribunal Federal tal questão restou pacificada”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO Nada há a prover quanto às alegações dos Agravantes. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. b, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.10.2015, Cármen Helena Candida dos Reis e outros interpõem, em 20.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Os Agravantes afirmam que o “entendimento que subtrai o contraditório, como no caso em exame, fere as normas do topo de nosso ordenamento jurídico, ceifando a própria eficácia do direito fundamental, o que não se admite, sob pena de nulidade absoluta”. Asseveram que “o e. TJGO entendeu que para a anulação das nomeações dos agravantes não era necessário que se garantisse o contraditório e a ampla defesa, enquanto essa Corte entende que superado o prazo de cinco anos o cumprimento de tal garantia é uma obrigação”. Argumentam, ainda, que o entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a inaplicabilidade do prazo prescricional previsto no art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando a inconstitucionalidade é manifesta não se aplica ao caso concreto, porque “não há manifesta inconstitucionalidade na nomeação, visto que durante os primeiros anos de vigência da Constituição Federal de 1988/88 muito se questionou sobre o provimento derivado de cargo na Administração Pública, sendo que só após decisão do c. Supremo Tribunal Federal tal questão restou pacificada”. Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando manifesta a inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém, circunstância evidenciada no caso vertente, no qual a exoneração dos Agravantes se deu em cumprimento de determinação do Conselho Nacional de Justiça em Procedimentos de Controle Administrativo. Assim, por exemplo: “AGRAVOS REGIMENTAIS NO MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS N. 861. CITAÇÃO POR EDITAL. ALEGADA E NÃO CONFIGURADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: REITERADAS TENTATIVAS DO CONSELHO. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO E DE AFASTAMENTO DE OFICIAIS DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTOS OU INTERINOS NA TITULARIDADE DE SERVENTIAS: AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL: INEXISTÊNCIA DE DIREITO FUNDAMENTADO NO ART. 208 DA CARTA DE 1967 (EC 22/1982). VACÂNCIA ANTERIOR A 5.10.1988, COM EFETIVAÇÃO NA TITULARIDADE EM DATA POSTERIOR. AUTOAPLICABILIDADE DO ART. 236, § 3..., DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 GOIÁS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Como afirmado na decisão agravada, o Supremo Tribunal Federal afastou a aplicação do art. 54 da Lei n. 9.784/1999 quando manifesta a inconstitucionalidade do ato em que se baseie o interesse de alguém, circunstância evidenciada no caso vertente, no qual a exoneração dos Agravantes se deu em cumprimento de determinação do Conselho Nacional de Justiça em Procedimentos de Controle Administrativo. Assim, por exemplo: “AGRAVOS REGIMENTAIS NO MANDADO DE SEGURANÇA. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS N. 861. CITAÇÃO POR EDITAL. ALEGADA E NÃO CONFIGURADA CONTRARIEDADE AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA: REITERADAS TENTATIVAS DO CONSELHO. DETERMINAÇÃO DE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO E DE AFASTAMENTO DE OFICIAIS DE SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. EFETIVAÇÃO DE SUBSTITUTOS OU INTERINOS NA TITULARIDADE DE SERVENTIAS: AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPREMO TRIBUNAL: INEXISTÊNCIA DE DIREITO FUNDAMENTADO NO ART. 208 DA CARTA DE 1967 (EC 22/1982). VACÂNCIA ANTERIOR A 5.10.1988, COM EFETIVAÇÃO NA TITULARIDADE EM DATA POSTERIOR. AUTOAPLICABILIDADE DO ART. 236, § 3..., DA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 888071 AGR / GO CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO E REMOÇÃO NA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVOS REGIMENTAIS AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO” (MS n. 27.307 AgR-segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.10.2014). 3. Ademais, no julgamento do Agravo nos autos do Recurso Extraordinário n. 748.371, este Supremo Tribunal decidiu não ter repercussão geral a alegação de afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa dependente da prévia análise da interpretação de normas infraconstitucionais, como no caso presente: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Supremo Tribunal Federal ARE 888071 AGR / GO CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. EXIGÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO PARA INGRESSO E REMOÇÃO NA ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. DECADÊNCIA ADMINISTRATIVA: NÃO INCIDÊNCIA DO ART. 54 DA LEI N. 9.784/1999 EM MANIFESTA INCONSTITUCIONALIDADE. AGRAVOS REGIMENTAIS AOS QUAIS SE NEGA PROVIMENTO” (MS n. 27.307 AgR-segundo, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 9.10.2014). 3. Ademais, no julgamento do Agravo nos autos do Recurso Extraordinário n. 748.371, este Supremo Tribunal decidiu não ter repercussão geral a alegação de afronta aos princípios do contraditório e da ampla defesa dependente da prévia análise da interpretação de normas infraconstitucionais, como no caso presente: “Alegação de cerceamento do direito de defesa. Tema relativo à suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal. Julgamento da causa dependente de prévia análise da adequada aplicação das normas infraconstitucionais. Rejeição da repercussão geral” (Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe 1....8.2013). 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9849588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824400 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 888.071 PROCED. : GOIÁS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMEN HELENA CANDIDA DOS REIS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FELICÍSSIMO SENA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824400 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI n . 703 . 114 - AgR", "AI n . 703 . 114 - AgR", "ARE 888071 AGR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "MS n . 28 . 279 / DF", "ARE 888071 AGR / GO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "MS n . 28 . 279 / DF", "ARE 888071", "AGRAVO 888 . 071", "ARE 888071 AGR", "MS n . 27 . 307 AgR - segundo", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371", "ARE 888071", "MS n . 27 . 307 AgR - segundo", "Recurso Extraordinário n . 748 . 371" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DE 1988", "ART . 54 DA LEI N . 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 184 / 2007", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "LEI N . 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 184 / 2007", "§ 2 . . . do art . 543 - A do Código de Processo Civil", "art . 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "LEI N . 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999", "ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999", "ARTIGO 236 , PARÁGRAFO 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ARTIGO 54 DA LEI 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . 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II , al . b , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999", "ART . 208 DA CARTA DE 1967", "EC 22 / 1982", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 54 da Lei n . 9 . 784 / 1999", "ART . 208 DA CARTA DE 1967", "EC 22 / 1982", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI N . 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 54 DA LEI N . 9 . 784 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "Brasília", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", "GOIÁS", "ESTADO DE GOIÁS", 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. Duplo homicídio simples e lesão corporal leve na direção de veículo automotor. Pronúncia. 3. Alegação de inépcia da denúncia. Inocorrência. 4. Trancamento da ação penal. Excepcionalidade. Precedentes do STF. 5. Desclassificação. Necessidade do magistrado visualizar, de plano, a ausência do animus necandi, o que não se verificou no caso em apreço. 6. Presença de elementos suficientes (indícios de autoria e materialidade) aptos a submeter o acusado a julgamento pelo Juízo natural da causa (Júri). 7. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 129989 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no RHC 129.989. Segundo a denúncia, no dia 8 de março de 2010, na Rodovia Raposo Tavares, Km 28,5, na cidade de Cotia, o recorrente, na condução de seu veículo Renault Clio, EXP 10, expôs as vidas de Daniel Franquilin de Oliveira e de Simone Neves de Oliveira a perigo direto ou iminente. Consta, ainda, que nas mesmas circunstâncias de tempo e de lugar, Valdecir José Follmann, afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal que lhe pudesse atribuir. Consta, também, que no dia 8 de março de 2010, por volta de 04 h, o agente assumindo o risco da produção do resultado morte, além de considerá-lo como possível, colidiu o seu veículo Renault Clio, com o veículo VW Gol, placas (…), provocando, mediante meio cruel, consistente em carbonização, e recurso que dificultou a defesa das vítimas, as lesões descritas nos laudos de exame necroscópico, que foram a efetiva causa das mortes de João Luiz Montanheiro e de Euclydineia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no RHC 129.989. Segundo a denúncia, no dia 8 de março de 2010, na Rodovia Raposo Tavares, Km 28,5, na cidade de Cotia, o recorrente, na condução de seu veículo Renault Clio, EXP 10, expôs as vidas de Daniel Franquilin de Oliveira e de Simone Neves de Oliveira a perigo direto ou iminente. Consta, ainda, que nas mesmas circunstâncias de tempo e de lugar, Valdecir José Follmann, afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal que lhe pudesse atribuir. Consta, também, que no dia 8 de março de 2010, por volta de 04 h, o agente assumindo o risco da produção do resultado morte, além de considerá-lo como possível, colidiu o seu veículo Renault Clio, com o veículo VW Gol, placas (…), provocando, mediante meio cruel, consistente em carbonização, e recurso que dificultou a defesa das vítimas, as lesões descritas nos laudos de exame necroscópico, que foram a efetiva causa das mortes de João Luiz Montanheiro e de Euclydineia Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 129989 AGR / SP Pinto de Assumpção Montanheiro, bem como produzindo lesões corporais de natureza leve em Suellen Assumpção Montanheiro. Colhe-se dos autos que o recorrente conduzia veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool. Apurou-se, ademais, que Valdecir conduzia o veículo Clio em altíssima velocidade, sentido capital da Rodovia Raposo Tavares, pela contramão de direção e embriagado. Após instrução processual, o acusado foi pronunciado pela prática, em tese, dos crimes de homicídio simples, lesão corporal leve e perigo para a vida ou saúde de outrem [artigos 121, caput, (por duas vezes), 129, caput, e 132 (por 2 vezes), todos do CP]. A defesa, então, interpôs recurso em sentido estrito no TJ/SP, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para afastar a menção ao concurso formal e material de crimes, mantendo, no mais, a decisão de pronúncia. Opostos embargos infringentes, a fim de fazer prevalecer o voto vencido no sentido de se desclassificar os homicídios dolosos para a forma culposa prevista no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, foram rejeitados. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. A Sexta Turma do STJ não conheceu do writ. Contra o acórdão, a defesa interpôs recurso ordinário requerendo em síntese, o trancamento da ação penal ante a inépcia da inicial ou, subsidiariamente: a) desclassificação do delito de homicídio doloso (art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP Pinto de Assumpção Montanheiro, bem como produzindo lesões corporais de natureza leve em Suellen Assumpção Montanheiro. Colhe-se dos autos que o recorrente conduzia veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool. Apurou-se, ademais, que Valdecir conduzia o veículo Clio em altíssima velocidade, sentido capital da Rodovia Raposo Tavares, pela contramão de direção e embriagado. Após instrução processual, o acusado foi pronunciado pela prática, em tese, dos crimes de homicídio simples, lesão corporal leve e perigo para a vida ou saúde de outrem [artigos 121, caput, (por duas vezes), 129, caput, e 132 (por 2 vezes), todos do CP]. A defesa, então, interpôs recurso em sentido estrito no TJ/SP, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para afastar a menção ao concurso formal e material de crimes, mantendo, no mais, a decisão de pronúncia. Opostos embargos infringentes, a fim de fazer prevalecer o voto vencido no sentido de se desclassificar os homicídios dolosos para a forma culposa prevista no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, foram rejeitados. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. A Sexta Turma do STJ não conheceu do writ. Contra o acórdão, a defesa interpôs recurso ordinário requerendo em síntese, o trancamento da ação penal ante a inépcia da inicial ou, subsidiariamente: a) desclassificação do delito de homicídio doloso (art. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 129989 AGR / SP 121 do CP) para homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB); b) desclassificação do crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, do CP) para lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do CTB); c) declaração de atipicidade do fato capitulado no art. 132 do CP ante a ausência de previsão legal do tipo culposo. Nos termos do art. 192, caput, do RI/STF, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. No presente agravo regimental, a defesa insiste nos argumentos expostos anteriormente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP 121 do CP) para homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB); b) desclassificação do crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, do CP) para lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do CTB); c) declaração de atipicidade do fato capitulado no art. 132 do CP ante a ausência de previsão legal do tipo culposo. Nos termos do art. 192, caput, do RI/STF, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. No presente agravo regimental, a defesa insiste nos argumentos expostos anteriormente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, no que tange à alegação de inépcia da denúncia, como é cediço, o artigo 41 do Código de Processo Penal afirma serem necessários apenas indícios mínimos de autoria e de materialidade do delito para que se proceda à denúncia do acusado, sendo prescindível acervo probatório capaz de subsidiar um juízo de certeza, reservado para um eventual decreto condenatório. Assim, não comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, torna-se indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, no que tange à alegação de inépcia da denúncia, como é cediço, o artigo 41 do Código de Processo Penal afirma serem necessários apenas indícios mínimos de autoria e de materialidade do delito para que se proceda à denúncia do acusado, sendo prescindível acervo probatório capaz de subsidiar um juízo de certeza, reservado para um eventual decreto condenatório. Assim, não comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, torna-se indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Dessa forma, e conforme se extrai dos autos, não há que se falar em irregularidade procedimental, porquanto materializada a conduta e devidamente motivada a sua harmonização ao tipo penal. De outra banda, no que tange às demais alegações, não vislumbro qualquer ilegalidade nas razões proferidas pelo STJ. No voto condutor do Min. Sebastião Reis Júnior, a controvérsia restou devidamente apreciada. Colho trecho: “De início, observo que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em recentes decisões, não admitem mais a utilização do habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso próprio ou mesmo a revisão criminal, salvo em situações excepcionais. Busca a impetração o trancamento da ação penal que imputa ao paciente o crime de homicídio simples ou a desclassificação da conduta para a forma culposa, bem como seja reconhecida a atipicidade do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, que não admite forma culposa. Ao que se tem dos autos, ao paciente é imputada a conduta de conduzir veículo automotor na Rodovia Raposo Tavares, comarca de Cotia/SP, sob a influência de álcool, em alta velocidade e pela contramão de direção, ocasionando a morte de duas pessoas e lesão corporal em outra. No presente writ, o impetrante sustenta a tese de que não é possível inferir que uma única conduta foi praticada com dolo eventual, quando existentes dois resultados distintos, tendo em vista que a ação praticada com dolo eventual demanda a aceitação de um resultado específico. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça tem decidido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Dessa forma, e conforme se extrai dos autos, não há que se falar em irregularidade procedimental, porquanto materializada a conduta e devidamente motivada a sua harmonização ao tipo penal. De outra banda, no que tange às demais alegações, não vislumbro qualquer ilegalidade nas razões proferidas pelo STJ. No voto condutor do Min. Sebastião Reis Júnior, a controvérsia restou devidamente apreciada. Colho trecho: “De início, observo que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em recentes decisões, não admitem mais a utilização do habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso próprio ou mesmo a revisão criminal, salvo em situações excepcionais. Busca a impetração o trancamento da ação penal que imputa ao paciente o crime de homicídio simples ou a desclassificação da conduta para a forma culposa, bem como seja reconhecida a atipicidade do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, que não admite forma culposa. Ao que se tem dos autos, ao paciente é imputada a conduta de conduzir veículo automotor na Rodovia Raposo Tavares, comarca de Cotia/SP, sob a influência de álcool, em alta velocidade e pela contramão de direção, ocasionando a morte de duas pessoas e lesão corporal em outra. No presente writ, o impetrante sustenta a tese de que não é possível inferir que uma única conduta foi praticada com dolo eventual, quando existentes dois resultados distintos, tendo em vista que a ação praticada com dolo eventual demanda a aceitação de um resultado específico. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça tem decidido 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP que o dolo eventual não é extraído da ‘mente do agente’, mas das circunstâncias do fato, de modo que a ocorrência das duas mortes e da lesão corporal, ou seja, a ofensa à integridade física de três vítimas, faz parte do resultado assumido pelo agente, que, sob a influência de álcool e em alta velocidade, trafegou na contramão de direção. Tais elementos, bem delineados na denúncia, demonstram a antevisão do acusado a respeito do resultado assumido, sendo capaz, portanto, de justificar a imputação. A propósito: (...) Acrescente-se o fato de que o acusado não parou para prestar socorro às vítimas, tendo se evadido do local do acidente, circunstância capaz de demonstrar que ele ainda possuía a percepção, ainda que mínima, do caráter ilícito de sua conduta. Não se trata, e isso é importante ressaltar, de hipótese semelhante àquela decidida pelo Supremo por ocasião do HC n. 107.801/SP. Aqui, além da embriaguez, existem outras circunstâncias que foram consideradas: excesso de velocidade, direção na contramão por quase quinze quilômetros e recusa de socorro às vítimas. Tais circunstâncias autorizam o reconhecimento de dolo eventual: (…) Ademais, alcançar conclusão inversa da estampada pelas instâncias ordinárias, além de demandar reexame de provas, é tarefa que compete ao Conselho de Sentença, quando do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. A propósito: (…) Reconhecida a impossibilidade de desclassificação da conduta para a forma culposa, mostra inviável o pleito de declaração de atipicidade da conduta do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. Em face do exposto, não conheço da impetração.” Observo que cabe ao Tribunal do Júri auferir a existência do elemento subjetivo do tipo (dolo ou culpa), porquanto diretamente ligado ao contexto fático da prática delituosa. De maneira que, não pode o juízo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP que o dolo eventual não é extraído da ‘mente do agente’, mas das circunstâncias do fato, de modo que a ocorrência das duas mortes e da lesão corporal, ou seja, a ofensa à integridade física de três vítimas, faz parte do resultado assumido pelo agente, que, sob a influência de álcool e em alta velocidade, trafegou na contramão de direção. Tais elementos, bem delineados na denúncia, demonstram a antevisão do acusado a respeito do resultado assumido, sendo capaz, portanto, de justificar a imputação. A propósito: (...) Acrescente-se o fato de que o acusado não parou para prestar socorro às vítimas, tendo se evadido do local do acidente, circunstância capaz de demonstrar que ele ainda possuía a percepção, ainda que mínima, do caráter ilícito de sua conduta. Não se trata, e isso é importante ressaltar, de hipótese semelhante àquela decidida pelo Supremo por ocasião do HC n. 107.801/SP. Aqui, além da embriaguez, existem outras circunstâncias que foram consideradas: excesso de velocidade, direção na contramão por quase quinze quilômetros e recusa de socorro às vítimas. Tais circunstâncias autorizam o reconhecimento de dolo eventual: (…) Ademais, alcançar conclusão inversa da estampada pelas instâncias ordinárias, além de demandar reexame de provas, é tarefa que compete ao Conselho de Sentença, quando do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. A propósito: (…) Reconhecida a impossibilidade de desclassificação da conduta para a forma culposa, mostra inviável o pleito de declaração de atipicidade da conduta do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. Em face do exposto, não conheço da impetração.” Observo que cabe ao Tribunal do Júri auferir a existência do elemento subjetivo do tipo (dolo ou culpa), porquanto diretamente ligado ao contexto fático da prática delituosa. De maneira que, não pode o juízo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP de pronúncia afastar a possibilidade da existência do elemento do tipo dolo, simplesmente, pelo debate abstrato da controvérsia entre a culpa consciente e o dolo eventual sem levar a cabo as circunstâncias do evento. No mesmo sentido, cito o HC 115.352/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2013. Ainda, sabidamente, para que se opere a referida desclassificação, mister a certeza por parte do magistrado da ausência do animus necandi que, não sendo detectável, de plano, nesta fase procedimental (pronúncia), legitima a submissão do acusado ao julgamento pelo juízo natural da causa, ou seja, o Tribunal do Júri. A fundamentação adotada pelo magistrado de primeiro grau evidencia, com objetividade, a existência de crimes e de elementos suficientes de sua autoria, bastando para viabilizar o jus accusationis, até porque, na formação da culpa, a dúvida reverte em benefício da sociedade, cabendo ao Júri popular decidir se a prova que fundamentou a pronúncia é suficiente para embasar eventual condenação. Nesse contexto, portanto, o Tribunal do Júri é o competente para apreciar, oportunamente, todas as questões controvertidas trazidas pela defesa. Assim, não vislumbro qualquer ilegalidade a ser reparada na presente via. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP de pronúncia afastar a possibilidade da existência do elemento do tipo dolo, simplesmente, pelo debate abstrato da controvérsia entre a culpa consciente e o dolo eventual sem levar a cabo as circunstâncias do evento. No mesmo sentido, cito o HC 115.352/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2013. Ainda, sabidamente, para que se opere a referida desclassificação, mister a certeza por parte do magistrado da ausência do animus necandi que, não sendo detectável, de plano, nesta fase procedimental (pronúncia), legitima a submissão do acusado ao julgamento pelo juízo natural da causa, ou seja, o Tribunal do Júri. A fundamentação adotada pelo magistrado de primeiro grau evidencia, com objetividade, a existência de crimes e de elementos suficientes de sua autoria, bastando para viabilizar o jus accusationis, até porque, na formação da culpa, a dúvida reverte em benefício da sociedade, cabendo ao Júri popular decidir se a prova que fundamentou a pronúncia é suficiente para embasar eventual condenação. Nesse contexto, portanto, o Tribunal do Júri é o competente para apreciar, oportunamente, todas as questões controvertidas trazidas pela defesa. Assim, não vislumbro qualquer ilegalidade a ser reparada na presente via. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) : MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881889 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) : MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881889 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9909182
2015-11-17T00:00:00
2015-12-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. Duplo homicídio simples e lesão corporal leve na direção de veículo automotor. Pronúncia. 3. Alegação de inépcia da denúncia. Inocorrência. 4. Trancamento da ação penal. Excepcionalidade. Precedentes do STF. 5. Desclassificação. Necessidade do magistrado visualizar, de plano, a ausência do animus necandi, o que não se verificou no caso em apreço. 6. Presença de elementos suficientes (indícios de autoria e materialidade) aptos a submeter o acusado a julgamento pelo Juízo natural da causa (Júri). 7. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur331627
- Acórdão(s) citado(s): (INEXISTÊNCIA, DENÚNCIA INEPTA, CONTINUIDADE, AÇÃO PENAL) HC 91603 (2ªT), HC 93224 (2ªT), HC 95761 (2ªT), HC 98631 (1ªT). (TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) RHC 85530 (2ªT), RHC 86534 (1ªT), HC 87324 (1ªT), HC 89965 (2ªT), HC 91005 (1ªT). (COMPETÊNCIA, TRIBUNAL DO JÚRI, AFERIÇÃO, ELEMENTO SUBJETIVO, TIPO PENAL) HC 115352 (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 04/12/2015, AOR.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
129989
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00041\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
RHC-AgR
acordaos
RHC 129989 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) : MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Agravo regimental no recurso ordinário em habeas corpus. 2. Penal e Processual Penal. Duplo homicídio simples e lesão corporal leve na direção de veículo automotor. Pronúncia. 3. Alegação de inépcia da denúncia. Inocorrência. 4. Trancamento da ação penal. Excepcionalidade. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 5. Desclassificação. Necessidade do magistrado visualizar, de plano, a ausência do animus necandi, o que não se verificou no caso em apreço. 6. Presença de elementos suficientes (indícios de autoria e materialidade) aptos a submeter o acusado a julgamento pelo Juízo natural da causa (Júri). 7. Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RHC 129989 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884012. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no RHC 129.989. Segundo a denúncia, no dia 8 de março de 2010, na Rodovia Raposo Tavares, Km 28,5, na cidade de Cotia, o recorrente, na condução de seu veículo Renault Clio, EXP 10, expôs as vidas de Daniel Franquilin de Oliveira e de Simone Neves de Oliveira a perigo direto ou iminente. Consta, ainda, que nas mesmas circunstâncias de tempo e de lugar, Valdecir José Follmann, afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal que lhe pudesse atribuir. Consta, também, que no dia 8 de março de 2010, por volta de 04 h, o agente assumindo o risco da produção do resultado morte, além de considerá-lo como possível, colidiu o seu veículo Renault Clio, com o veículo VW Gol, placas (…), provocando, mediante meio cruel, consistente em carbonização, e recurso que dificultou a defesa das vítimas, as lesões descritas nos laudos de exame necroscópico, que foram a efetiva causa das mortes de João Luiz Montanheiro e de Euclydineia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) :MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão proferida no RHC 129.989. Segundo a denúncia, no dia 8 de março de 2010, na Rodovia Raposo Tavares, Km 28,5, na cidade de Cotia, o recorrente, na condução de seu veículo Renault Clio, EXP 10, expôs as vidas de Daniel Franquilin de Oliveira e de Simone Neves de Oliveira a perigo direto ou iminente. Consta, ainda, que nas mesmas circunstâncias de tempo e de lugar, Valdecir José Follmann, afastou-se do local do acidente para fugir à responsabilidade penal que lhe pudesse atribuir. Consta, também, que no dia 8 de março de 2010, por volta de 04 h, o agente assumindo o risco da produção do resultado morte, além de considerá-lo como possível, colidiu o seu veículo Renault Clio, com o veículo VW Gol, placas (…), provocando, mediante meio cruel, consistente em carbonização, e recurso que dificultou a defesa das vítimas, as lesões descritas nos laudos de exame necroscópico, que foram a efetiva causa das mortes de João Luiz Montanheiro e de Euclydineia Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RHC 129989 AGR / SP Pinto de Assumpção Montanheiro, bem como produzindo lesões corporais de natureza leve em Suellen Assumpção Montanheiro. Colhe-se dos autos que o recorrente conduzia veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool. Apurou-se, ademais, que Valdecir conduzia o veículo Clio em altíssima velocidade, sentido capital da Rodovia Raposo Tavares, pela contramão de direção e embriagado. Após instrução processual, o acusado foi pronunciado pela prática, em tese, dos crimes de homicídio simples, lesão corporal leve e perigo para a vida ou saúde de outrem [artigos 121, caput, (por duas vezes), 129, caput, e 132 (por 2 vezes), todos do Código Penal Brasileiro]. A defesa, então, interpôs recurso em sentido estrito no TJ/SP, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para afastar a menção ao concurso formal e material de crimes, mantendo, no mais, a decisão de pronúncia. Opostos embargos infringentes, a fim de fazer prevalecer o voto vencido no sentido de se desclassificar os homicídios dolosos para a forma culposa prevista no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, foram rejeitados. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do writ. Contra o acórdão, a defesa interpôs recurso ordinário requerendo em síntese, o trancamento da ação penal ante a inépcia da inicial ou, subsidiariamente: a) desclassificação do delito de homicídio doloso (art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP Pinto de Assumpção Montanheiro, bem como produzindo lesões corporais de natureza leve em Suellen Assumpção Montanheiro. Colhe-se dos autos que o recorrente conduzia veículo automotor, na via pública, sob a influência de álcool. Apurou-se, ademais, que Valdecir conduzia o veículo Clio em altíssima velocidade, sentido capital da Rodovia Raposo Tavares, pela contramão de direção e embriagado. Após instrução processual, o acusado foi pronunciado pela prática, em tese, dos crimes de homicídio simples, lesão corporal leve e perigo para a vida ou saúde de outrem [artigos 121, caput, (por duas vezes), 129, caput, e 132 (por 2 vezes), todos do Código Penal Brasileiro]. A defesa, então, interpôs recurso em sentido estrito no TJ/SP, que deu parcial provimento ao recurso, apenas para afastar a menção ao concurso formal e material de crimes, mantendo, no mais, a decisão de pronúncia. Opostos embargos infringentes, a fim de fazer prevalecer o voto vencido no sentido de se desclassificar os homicídios dolosos para a forma culposa prevista no art. 302 do Código de Trânsito Brasileiro, foram rejeitados. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça. A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do writ. Contra o acórdão, a defesa interpôs recurso ordinário requerendo em síntese, o trancamento da ação penal ante a inépcia da inicial ou, subsidiariamente: a) desclassificação do delito de homicídio doloso (art. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RHC 129989 AGR / SP 121 do Código Penal Brasileiro) para homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB); b) desclassificação do crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, do Código Penal Brasileiro) para lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do CTB); c) declaração de atipicidade do fato capitulado no art. 132 do Código Penal Brasileiro ante a ausência de previsão legal do tipo culposo. Nos termos do art. 192, caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. No presente agravo regimental, a defesa insiste nos argumentos expostos anteriormente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP 121 do Código Penal Brasileiro) para homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do CTB); b) desclassificação do crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, do Código Penal Brasileiro) para lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (art. 303 do CTB); c) declaração de atipicidade do fato capitulado no art. 132 do Código Penal Brasileiro ante a ausência de previsão legal do tipo culposo. Nos termos do art. 192, caput, do RI/Supremo Tribunal Federal, neguei provimento ao recurso ordinário em habeas corpus. No presente agravo regimental, a defesa insiste nos argumentos expostos anteriormente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, no que tange à alegação de inépcia da denúncia, como é cediço, o artigo 41 do Código de Processo Penal afirma serem necessários apenas indícios mínimos de autoria e de materialidade do delito para que se proceda à denúncia do acusado, sendo prescindível acervo probatório capaz de subsidiar um juízo de certeza, reservado para um eventual decreto condenatório. Assim, não comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, torna-se indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Conforme exposto na decisão agravada, no que tange à alegação de inépcia da denúncia, como é cediço, o artigo 41 do Código de Processo Penal afirma serem necessários apenas indícios mínimos de autoria e de materialidade do delito para que se proceda à denúncia do acusado, sendo prescindível acervo probatório capaz de subsidiar um juízo de certeza, reservado para um eventual decreto condenatório. Assim, não comprovada, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, torna-se indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Dessa forma, e conforme se extrai dos autos, não há que se falar em irregularidade procedimental, porquanto materializada a conduta e devidamente motivada a sua harmonização ao tipo penal. De outra banda, no que tange às demais alegações, não vislumbro qualquer ilegalidade nas razões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça. No voto condutor do Min. Sebastião Reis Júnior, a controvérsia restou devidamente apreciada. Colho trecho: “De início, observo que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em recentes decisões, não admitem mais a utilização do habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso próprio ou mesmo a revisão criminal, salvo em situações excepcionais. Busca a impetração o trancamento da ação penal que imputa ao paciente o crime de homicídio simples ou a desclassificação da conduta para a forma culposa, bem como seja reconhecida a atipicidade do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, que não admite forma culposa. Ao que se tem dos autos, ao paciente é imputada a conduta de conduzir veículo automotor na Rodovia Raposo Tavares, comarca de Cotia/SP, sob a influência de álcool, em alta velocidade e pela contramão de direção, ocasionando a morte de duas pessoas e lesão corporal em outra. No presente writ, o impetrante sustenta a tese de que não é possível inferir que uma única conduta foi praticada com dolo eventual, quando existentes dois resultados distintos, tendo em vista que a ação praticada com dolo eventual demanda a aceitação de um resultado específico. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça tem decidido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Dessa forma, e conforme se extrai dos autos, não há que se falar em irregularidade procedimental, porquanto materializada a conduta e devidamente motivada a sua harmonização ao tipo penal. De outra banda, no que tange às demais alegações, não vislumbro qualquer ilegalidade nas razões proferidas pelo Superior Tribunal de Justiça. No voto condutor do Min. Sebastião Reis Júnior, a controvérsia restou devidamente apreciada. Colho trecho: “De início, observo que o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça, em recentes decisões, não admitem mais a utilização do habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado, seja o recurso próprio ou mesmo a revisão criminal, salvo em situações excepcionais. Busca a impetração o trancamento da ação penal que imputa ao paciente o crime de homicídio simples ou a desclassificação da conduta para a forma culposa, bem como seja reconhecida a atipicidade do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem, que não admite forma culposa. Ao que se tem dos autos, ao paciente é imputada a conduta de conduzir veículo automotor na Rodovia Raposo Tavares, comarca de Cotia/SP, sob a influência de álcool, em alta velocidade e pela contramão de direção, ocasionando a morte de duas pessoas e lesão corporal em outra. No presente writ, o impetrante sustenta a tese de que não é possível inferir que uma única conduta foi praticada com dolo eventual, quando existentes dois resultados distintos, tendo em vista que a ação praticada com dolo eventual demanda a aceitação de um resultado específico. Ocorre que o Superior Tribunal de Justiça tem decidido 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP que o dolo eventual não é extraído da ‘mente do agente’, mas das circunstâncias do fato, de modo que a ocorrência das duas mortes e da lesão corporal, ou seja, a ofensa à integridade física de três vítimas, faz parte do resultado assumido pelo agente, que, sob a influência de álcool e em alta velocidade, trafegou na contramão de direção. Tais elementos, bem delineados na denúncia, demonstram a antevisão do acusado a respeito do resultado assumido, sendo capaz, portanto, de justificar a imputação. A propósito: (...) Acrescente-se o fato de que o acusado não parou para prestar socorro às vítimas, tendo se evadido do local do acidente, circunstância capaz de demonstrar que ele ainda possuía a percepção, ainda que mínima, do caráter ilícito de sua conduta. Não se trata, e isso é importante ressaltar, de hipótese semelhante àquela decidida pelo Supremo por ocasião do HC n. 107.801/SP. Aqui, além da embriaguez, existem outras circunstâncias que foram consideradas: excesso de velocidade, direção na contramão por quase quinze quilômetros e recusa de socorro às vítimas. Tais circunstâncias autorizam o reconhecimento de dolo eventual: (…) Ademais, alcançar conclusão inversa da estampada pelas instâncias ordinárias, além de demandar reexame de provas, é tarefa que compete ao Conselho de Sentença, quando do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. A propósito: (…) Reconhecida a impossibilidade de desclassificação da conduta para a forma culposa, mostra inviável o pleito de declaração de atipicidade da conduta do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. Em face do exposto, não conheço da impetração.” Observo que cabe ao Tribunal do Júri auferir a existência do elemento subjetivo do tipo (dolo ou culpa), porquanto diretamente ligado ao contexto fático da prática delituosa. De maneira que, não pode o juízo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP que o dolo eventual não é extraído da ‘mente do agente’, mas das circunstâncias do fato, de modo que a ocorrência das duas mortes e da lesão corporal, ou seja, a ofensa à integridade física de três vítimas, faz parte do resultado assumido pelo agente, que, sob a influência de álcool e em alta velocidade, trafegou na contramão de direção. Tais elementos, bem delineados na denúncia, demonstram a antevisão do acusado a respeito do resultado assumido, sendo capaz, portanto, de justificar a imputação. A propósito: (...) Acrescente-se o fato de que o acusado não parou para prestar socorro às vítimas, tendo se evadido do local do acidente, circunstância capaz de demonstrar que ele ainda possuía a percepção, ainda que mínima, do caráter ilícito de sua conduta. Não se trata, e isso é importante ressaltar, de hipótese semelhante àquela decidida pelo Supremo por ocasião do HC n. 107.801/SP. Aqui, além da embriaguez, existem outras circunstâncias que foram consideradas: excesso de velocidade, direção na contramão por quase quinze quilômetros e recusa de socorro às vítimas. Tais circunstâncias autorizam o reconhecimento de dolo eventual: (…) Ademais, alcançar conclusão inversa da estampada pelas instâncias ordinárias, além de demandar reexame de provas, é tarefa que compete ao Conselho de Sentença, quando do julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. A propósito: (…) Reconhecida a impossibilidade de desclassificação da conduta para a forma culposa, mostra inviável o pleito de declaração de atipicidade da conduta do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem. Em face do exposto, não conheço da impetração.” Observo que cabe ao Tribunal do Júri auferir a existência do elemento subjetivo do tipo (dolo ou culpa), porquanto diretamente ligado ao contexto fático da prática delituosa. De maneira que, não pode o juízo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 129989 AGR / SP de pronúncia afastar a possibilidade da existência do elemento do tipo dolo, simplesmente, pelo debate abstrato da controvérsia entre a culpa consciente e o dolo eventual sem levar a cabo as circunstâncias do evento. No mesmo sentido, cito o HC 115.352/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2013. Ainda, sabidamente, para que se opere a referida desclassificação, mister a certeza por parte do magistrado da ausência do animus necandi que, não sendo detectável, de plano, nesta fase procedimental (pronúncia), legitima a submissão do acusado ao julgamento pelo juízo natural da causa, ou seja, o Tribunal do Júri. A fundamentação adotada pelo magistrado de primeiro grau evidencia, com objetividade, a existência de crimes e de elementos suficientes de sua autoria, bastando para viabilizar o jus accusationis, até porque, na formação da culpa, a dúvida reverte em benefício da sociedade, cabendo ao Júri popular decidir se a prova que fundamentou a pronúncia é suficiente para embasar eventual condenação. Nesse contexto, portanto, o Tribunal do Júri é o competente para apreciar, oportunamente, todas as questões controvertidas trazidas pela defesa. Assim, não vislumbro qualquer ilegalidade a ser reparada na presente via. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Supremo Tribunal Federal RHC 129989 AGR / SP de pronúncia afastar a possibilidade da existência do elemento do tipo dolo, simplesmente, pelo debate abstrato da controvérsia entre a culpa consciente e o dolo eventual sem levar a cabo as circunstâncias do evento. No mesmo sentido, cito o HC 115.352/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 30.4.2013. Ainda, sabidamente, para que se opere a referida desclassificação, mister a certeza por parte do magistrado da ausência do animus necandi que, não sendo detectável, de plano, nesta fase procedimental (pronúncia), legitima a submissão do acusado ao julgamento pelo juízo natural da causa, ou seja, o Tribunal do Júri. A fundamentação adotada pelo magistrado de primeiro grau evidencia, com objetividade, a existência de crimes e de elementos suficientes de sua autoria, bastando para viabilizar o jus accusationis, até porque, na formação da culpa, a dúvida reverte em benefício da sociedade, cabendo ao Júri popular decidir se a prova que fundamentou a pronúncia é suficiente para embasar eventual condenação. Nesse contexto, portanto, o Tribunal do Júri é o competente para apreciar, oportunamente, todas as questões controvertidas trazidas pela defesa. Assim, não vislumbro qualquer ilegalidade a ser reparada na presente via. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) : MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881889 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129.989 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VALDECIR JOSE FOLLMANN ADV.(A/S) : MARCOS EBERHARDT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881889 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 129 . 989", "RHC 129 . 989", "HABEAS CORPUS 129 . 989", "RHC 129 . 989", "RHC 129989", "HABEAS CORPUS 129 . 989", "HC 93 . 224 / SP", "HC 91 . 603 / DF", "HC 98 . 631 / BA", "HC 95 . 761 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HABEAS CORPUS 129 . 989", "HC 93 . 224 / SP", "HC 91 . 603 / DF", "HC 98 . 631 / BA", "HC 95 . 761 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 87 . 324 / SP", "HC 91 . 005 / DF", "RHC 85 . 530 / PA", "RHC", "SP", "HC 87 . 324 / SP", "HC 91 . 005 / DF", "RHC 85 . 530 / PA", "RHC 129989 AGR / SP", "HC n . 107 . 801 / SP", "RHC 129989 AGR / SP", "HC n . 107 . 801 / SP", "RHC 129989 AGR / SP", "HC 115 . 352 / DF", "HC 115 . 352 / DF", "HABEAS CORPUS 129 . 989", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", ", 129 , caput , e 132 ( por 2 vezes ) , todos do Código Penal Brasileiro", "art . 302 do Código de Trânsito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 121 , caput , ( por", "art . 302 do Código de Trânsito Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "121 do Código Penal Brasileiro", "art . 302 do CTB", "art . 129 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 303 do CTB", "art . 132 do Código Penal Brasileiro", "art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RHC", "/", "SP", "121 do Código Penal Brasileiro", "art . 302 do CTB", "art . 129 , caput , do Código Penal Brasileiro", "art . 303 do CTB", "art . 132 do Código Penal Brasileiro", "art . 192 , caput , do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "Rodovia Raposo Tavares", "Cotia", "SÃO PAULO", "Rodovia Raposo Tavares", "Cotia", "Rodovia Raposo Tavares", "Rodovia Raposo Tavares", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Rodovia Raposo Tavares", "comarca de Cotia / SP", "Rodovia Raposo Tavares", "comarca de Cotia / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "VW", "Gol", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "VW", "Gol", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "TJ", "/", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "SP", "TJ", "/", "SP", "Superior Tribunal de Justiça", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VALDECIR JOSE FOLLMANN", "MARCOS EBERHARDT", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VALDECIR JOSE FOLLMANN", "MARCOS EBERHARDT", "GILMAR MENDES", "Daniel Franquilin de Oliveira", "Simone Neves de Oliveira", "Valdecir José Follmann", "João Luiz Montanheiro", "Euclydineia", "GILMAR MENDES", "VALDECIR JOSE FOLLMANN", "MARCOS EBERHARDT", "GILMAR MENDES", "Daniel Franquilin de Oliveira", "Simone Neves de Oliveira", "Valdecir José Follmann", "João Luiz Montanheiro", "Euclydineia", "Pinto de Assumpção Montanheiro", "Suellen Assumpção Montanheiro", "Valdecir", "Pinto de Assumpção Montanheiro", "Suellen Assumpção Montanheiro", "Valdecir", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "GILMAR MENDES", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Sebastião Reis Júnior", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Sebastião Reis Júnior", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "VALDECIR JOSE FOLLMANN", "MARCOS EBERHARDT", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "VALDECIR JOSE FOLLMANN", "MARCOS EBERHARDT", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "8 de março de 2010", "8 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "8 de março de 2010", "8 de março de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "5", ".", "9", ".", "2008", "26", ".", "9", ".", "2008", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2009", "18", ".", "9", ".", "2009", "25", ".", "11", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "5", ".", "9", ".", "2008", "26", ".", "9", ".", "2008", "1", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2009", "18", ".", "9", ".", "2009", "25", ".", "11", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "3", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "8", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "3", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "8", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. ESTORNO DE CRÉDITO. PERDA PRESUMIDA DE MERCADORIAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466060. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 20.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Makro Atacadista S/A contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que negou provimento ao recurso pelo qual a Agravante pretendia o estorno de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS “decorrentes de perdas presumidas de mercadorias”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório do processo, procedimento inviável nesta via recursal. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 20.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Makro Atacadista S/A contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que negou provimento ao recurso pelo qual a Agravante pretendia o estorno de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS “decorrentes de perdas presumidas de mercadorias”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório do processo, procedimento inviável nesta via recursal. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 902085 AGR / RJ questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. VERIFICAÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA. ALEGAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE BENS MÓVEIS SOB REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA COM OBJETIVO DE LOCAÇÃO, SEM TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURCIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF” (ARE 850.396-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 15.5.2015). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2015, Makro Atacadista S/A interpõe, em 31.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega pretender “o reconhecimento da improcedência total da cobrança pretendida pelo Agravado, com base apenas em questões jurídicas. É evidente, portanto, que (...) não visa rediscutir nenhum aspecto fático do caso. Cumpre ressaltar, inclusive, que a perícia requerida anteriormente (...) nos autos dos embargos à execução fiscal, relacionada ao seu pedido sucessivo de reconhecimento de excesso de execução, foi indeferida pelo MM. Juízo a quo, por entender que seria ‘prescindível para o julgamento’”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. VERIFICAÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA. ALEGAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE BENS MÓVEIS SOB REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA COM OBJETIVO DE LOCAÇÃO, SEM TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURCIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Nº 279 DO STF” (ARE 850.396-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 15.5.2015). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2015, Makro Atacadista S/A interpõe, em 31.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega pretender “o reconhecimento da improcedência total da cobrança pretendida pelo Agravado, com base apenas em questões jurídicas. É evidente, portanto, que (...) não visa rediscutir nenhum aspecto fático do caso. Cumpre ressaltar, inclusive, que a perícia requerida anteriormente (...) nos autos dos embargos à execução fiscal, relacionada ao seu pedido sucessivo de reconhecimento de excesso de execução, foi indeferida pelo MM. Juízo a quo, por entender que seria ‘prescindível para o julgamento’”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 902085 AGR / RJ Assevera “que não procede a afirmação da r. decisão agravada de que o julgamento do recurso extraordinário (...) demandaria o reexame de provas, sendo inaplicável ao caso concreto a Súmula STF nº 279, tendo em vista que o que se discute no presente recurso extraordinário é apenas e tão somente a violação perpetrada pelo v. acórdão recorrido ao princípio constitucional da não-cumulatividade do ICMS, questão puramente de direito”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ Assevera “que não procede a afirmação da r. decisão agravada de que o julgamento do recurso extraordinário (...) demandaria o reexame de provas, sendo inaplicável ao caso concreto a Súmula STF nº 279, tendo em vista que o que se discute no presente recurso extraordinário é apenas e tão somente a violação perpetrada pelo v. acórdão recorrido ao princípio constitucional da não-cumulatividade do ICMS, questão puramente de direito”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Quanto ao argumento no recurso acerca da violação ao princípio da não-cumulatividade e vedação ao enriquecimento ilícito do Agravado, também não merece guarida, vez que: ‘deixou de efetuar os estornos exigidos pelo Apelado por entender que a exigência de estorno de créditos de ICMS em hipóteses distintas das saídas isentas ou não tributadas - e as perdas de mercadorias não se incluem nessas hipóteses - viola o princípio da não-cumulatividade, previsto no artigo 155, parágrafo 2º, inciso I, da Constituição Federal de 1988 (“CF/1988)”, bem como nos artigos 19 e 20 da Lei Complementar nº 87/1996 (“LC nº87/1996”), não podendo ser vedado de qualquer forma restringido por legislação hierarquicamente inferior’ (…) Ora, no caso em comento há que se verificar que deverá haver compensação em valores cobrados nas operações e prestações anteriores a evitar o efeito ‘cascata’ em tributos sem natureza não-cumulativa, como bem asseverou o magistrado de piso. Merece consignar a inexistência de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade por hierarquia inferior vislumbrada pelo apelante, vez que a Lei Estadual nº 2.657/96, conferiu validade e executoriedade, ante o disposto no artigo 37, inciso IV, § 1º (…) Contudo, restou demonstrado que o Agravante não estornou os créditos recebidos, configurando enriquecimento ilícito, por inobservância ao princípio da não- cumulatividade referida. Note-se que não poderia o Juízo simplesmente acreditar nas afirmações da exordial e julgar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Quanto ao argumento no recurso acerca da violação ao princípio da não-cumulatividade e vedação ao enriquecimento ilícito do Agravado, também não merece guarida, vez que: ‘deixou de efetuar os estornos exigidos pelo Apelado por entender que a exigência de estorno de créditos de ICMS em hipóteses distintas das saídas isentas ou não tributadas - e as perdas de mercadorias não se incluem nessas hipóteses - viola o princípio da não-cumulatividade, previsto no artigo 155, parágrafo 2º, inciso I, da Constituição Federal de 1988 (“CF/1988)”, bem como nos artigos 19 e 20 da Lei Complementar nº 87/1996 (“LC nº87/1996”), não podendo ser vedado de qualquer forma restringido por legislação hierarquicamente inferior’ (…) Ora, no caso em comento há que se verificar que deverá haver compensação em valores cobrados nas operações e prestações anteriores a evitar o efeito ‘cascata’ em tributos sem natureza não-cumulativa, como bem asseverou o magistrado de piso. Merece consignar a inexistência de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade por hierarquia inferior vislumbrada pelo apelante, vez que a Lei Estadual nº 2.657/96, conferiu validade e executoriedade, ante o disposto no artigo 37, inciso IV, § 1º (…) Contudo, restou demonstrado que o Agravante não estornou os créditos recebidos, configurando enriquecimento ilícito, por inobservância ao princípio da não- cumulatividade referida. Note-se que não poderia o Juízo simplesmente acreditar nas afirmações da exordial e julgar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 902085 AGR / RJ procedentes os pedidos. Fazem-se necessárias provas para tanto, o que não se encontra. Mister se faz ressaltar que o julgador deve se ater aos fatos comprovados nos autos para justa solução dar à lide, e de forma irretocável foi proferida a sentença que pôs fim ao processo”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional e o reexame de provas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. REMESSA DE MERCADORIAS A OUTRO ESTABELECIMENTO: NATUREZA DA OPERAÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA DE REVALIDAÇÃO. PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E DA RAZOABILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA ISOLADA. AUSÊNCIA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ procedentes os pedidos. Fazem-se necessárias provas para tanto, o que não se encontra. Mister se faz ressaltar que o julgador deve se ater aos fatos comprovados nos autos para justa solução dar à lide, e de forma irretocável foi proferida a sentença que pôs fim ao processo”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional e o reexame de provas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/STF. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula nº 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. REMESSA DE MERCADORIAS A OUTRO ESTABELECIMENTO: NATUREZA DA OPERAÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA DE REVALIDAÇÃO. PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E DA RAZOABILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA ISOLADA. AUSÊNCIA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 902085 AGR / RJ OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 823.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 29.4.2015). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 823.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 29.4.2015). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) : MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412440 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) : MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20º Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9486160
2015-09-15T00:00:00
2015-09-30T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 15.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. ESTORNO DE CRÉDITO. PERDA PRESUMIDA DE MERCADORIAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur322337
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) RE 823886 AgR (2ªT), ARE 848862 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 07/10/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
902085
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 902085 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) : MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS – ICMS. ESTORNO DE CRÉDITO. PERDA PRESUMIDA DE MERCADORIAS. ACÓRDÃO FUNDAMENTADO NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO PROBATÓRIO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 15 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466060. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 20.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Makro Atacadista S/A contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que negou provimento ao recurso pelo qual a Agravante pretendia o estorno de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS “decorrentes de perdas presumidas de mercadorias”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório do processo, procedimento inviável nesta via recursal. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) :MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 20.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Makro Atacadista S/A contra julgado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que negou provimento ao recurso pelo qual a Agravante pretendia o estorno de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS “decorrentes de perdas presumidas de mercadorias”. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. A apreciação do pleito recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório do processo, procedimento inviável nesta via recursal. Incide, na espécie, a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 902085 AGR / RJ questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. VERIFICAÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA. ALEGAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE BENS MÓVEIS SOB REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA COM OBJETIVO DE LOCAÇÃO, SEM TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURCIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 850.396-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 15.5.2015). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2015, Makro Atacadista S/A interpõe, em 31.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega pretender “o reconhecimento da improcedência total da cobrança pretendida pelo Agravado, com base apenas em questões jurídicas. É evidente, portanto, que (...) não visa rediscutir nenhum aspecto fático do caso. Cumpre ressaltar, inclusive, que a perícia requerida anteriormente (...) nos autos dos embargos à execução fiscal, relacionada ao seu pedido sucessivo de reconhecimento de excesso de execução, foi indeferida pelo MM. Juízo a quo, por entender que seria ‘prescindível para o julgamento’”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. VERIFICAÇÃO DE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIA. ALEGAÇÃO DE IMPORTAÇÃO DE BENS MÓVEIS SOB REGIME DE ADMISSÃO TEMPORÁRIA COM OBJETIVO DE LOCAÇÃO, SEM TRANSFERÊNCIA DE TITULARIDADE. ANÁLISE DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCURCIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal” (ARE 850.396-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 15.5.2015). (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 27.8.2015, Makro Atacadista S/A interpõe, em 31.8.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. A Agravante alega pretender “o reconhecimento da improcedência total da cobrança pretendida pelo Agravado, com base apenas em questões jurídicas. É evidente, portanto, que (...) não visa rediscutir nenhum aspecto fático do caso. Cumpre ressaltar, inclusive, que a perícia requerida anteriormente (...) nos autos dos embargos à execução fiscal, relacionada ao seu pedido sucessivo de reconhecimento de excesso de execução, foi indeferida pelo MM. Juízo a quo, por entender que seria ‘prescindível para o julgamento’”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 902085 AGR / RJ Assevera “que não procede a afirmação da r. decisão agravada de que o julgamento do recurso extraordinário (...) demandaria o reexame de provas, sendo inaplicável ao caso concreto a Súmula Supremo Tribunal Federal n 279, tendo em vista que o que se discute no presente recurso extraordinário é apenas e tão somente a violação perpetrada pelo v. acórdão recorrido ao princípio constitucional da não-cumulatividade do ICMS, questão puramente de direito”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ Assevera “que não procede a afirmação da r. decisão agravada de que o julgamento do recurso extraordinário (...) demandaria o reexame de provas, sendo inaplicável ao caso concreto a Súmula Supremo Tribunal Federal n 279, tendo em vista que o que se discute no presente recurso extraordinário é apenas e tão somente a violação perpetrada pelo v. acórdão recorrido ao princípio constitucional da não-cumulatividade do ICMS, questão puramente de direito”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466061. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Quanto ao argumento no recurso acerca da violação ao princípio da não-cumulatividade e vedação ao enriquecimento ilícito do Agravado, também não merece guarida, vez que: ‘deixou de efetuar os estornos exigidos pelo Apelado por entender que a exigência de estorno de créditos de ICMS em hipóteses distintas das saídas isentas ou não tributadas - e as perdas de mercadorias não se incluem nessas hipóteses - viola o princípio da não-cumulatividade, previsto no artigo 155, parágrafo 2..., inciso I, da Constituição Federal de 1988 (“Constituição Federal de 1988/1988)”, bem como nos artigos 19 e 20 da Lei Complementar n 87/1996 (“Lei Complementar n87/1996”), não podendo ser vedado de qualquer forma restringido por legislação hierarquicamente inferior’ (…) Ora, no caso em comento há que se verificar que deverá haver compensação em valores cobrados nas operações e prestações anteriores a evitar o efeito ‘cascata’ em tributos sem natureza não-cumulativa, como bem asseverou o magistrado de piso. Merece consignar a inexistência de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade por hierarquia inferior vislumbrada pelo apelante, vez que a Lei Estadual n 2.657/96, conferiu validade e executoriedade, ante o disposto no artigo 37, inciso IV, § 1... (…) Contudo, restou demonstrado que o Agravante não estornou os créditos recebidos, configurando enriquecimento ilícito, por inobservância ao princípio da não- cumulatividade referida. Note-se que não poderia o Juízo simplesmente acreditar nas afirmações da exordial e julgar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal 15/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Desembargador Relator do recurso no Tribunal de origem fundamentou o voto nos termos seguintes: “Quanto ao argumento no recurso acerca da violação ao princípio da não-cumulatividade e vedação ao enriquecimento ilícito do Agravado, também não merece guarida, vez que: ‘deixou de efetuar os estornos exigidos pelo Apelado por entender que a exigência de estorno de créditos de ICMS em hipóteses distintas das saídas isentas ou não tributadas - e as perdas de mercadorias não se incluem nessas hipóteses - viola o princípio da não-cumulatividade, previsto no artigo 155, parágrafo 2..., inciso I, da Constituição Federal de 1988 (“Constituição Federal de 1988/1988)”, bem como nos artigos 19 e 20 da Lei Complementar n 87/1996 (“Lei Complementar n87/1996”), não podendo ser vedado de qualquer forma restringido por legislação hierarquicamente inferior’ (…) Ora, no caso em comento há que se verificar que deverá haver compensação em valores cobrados nas operações e prestações anteriores a evitar o efeito ‘cascata’ em tributos sem natureza não-cumulativa, como bem asseverou o magistrado de piso. Merece consignar a inexistência de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade por hierarquia inferior vislumbrada pelo apelante, vez que a Lei Estadual n 2.657/96, conferiu validade e executoriedade, ante o disposto no artigo 37, inciso IV, § 1... (…) Contudo, restou demonstrado que o Agravante não estornou os créditos recebidos, configurando enriquecimento ilícito, por inobservância ao princípio da não- cumulatividade referida. Note-se que não poderia o Juízo simplesmente acreditar nas afirmações da exordial e julgar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 902085 AGR / RJ procedentes os pedidos. Fazem-se necessárias provas para tanto, o que não se encontra. Mister se faz ressaltar que o julgador deve se ater aos fatos comprovados nos autos para justa solução dar à lide, e de forma irretocável foi proferida a sentença que pôs fim ao processo”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional e o reexame de provas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. REMESSA DE MERCADORIAS A OUTRO ESTABELECIMENTO: NATUREZA DA OPERAÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA DE REVALIDAÇÃO. PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E DA RAZOABILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA ISOLADA. AUSÊNCIA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ procedentes os pedidos. Fazem-se necessárias provas para tanto, o que não se encontra. Mister se faz ressaltar que o julgador deve se ater aos fatos comprovados nos autos para justa solução dar à lide, e de forma irretocável foi proferida a sentença que pôs fim ao processo”. 3. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal demandaria a prévia análise da legislação infraconstitucional e o reexame de provas. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. ICMS. Aproveitamento indevido de crédito. Lançamento fiscal. Compensação. Matéria infraconstitucional. Afronta reflexa. Multa. Efeito confiscatório. Ausência de demonstração. Incidência da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão da agravante, seria necessário analisar a controvérsia à luz da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. 2. A análise do eventual efeito confiscatório da multa somente seria aferível mediante exame do quadro fático-probatório, o que é vedado na via estreita do recurso extraordinário (Súmula n 279 da Corte). 3. Agravo regimental não provido” (ARE 848.862-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Segunda Turma, DJe 19.6.2015). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. REMESSA DE MERCADORIAS A OUTRO ESTABELECIMENTO: NATUREZA DA OPERAÇÃO. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA DE REVALIDAÇÃO. PRINCÍPIOS DO NÃO CONFISCO E DA RAZOABILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MULTA ISOLADA. AUSÊNCIA DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 902085 AGR / RJ OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 823.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 29.4.2015). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Supremo Tribunal Federal ARE 902085 AGR / RJ OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 823.886-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 29.4.2015). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9466062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 15/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) : MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412440 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.085 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MAKRO ATACADISTA S/A ADV.(A/S) : MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 15.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no Encontro do Conselho Ministerial dos Estados Membros e Sessão Comemorativa do 20... Aniversário do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (IDEA Internacional), realizado na Suécia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9412440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902 . 085", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 902085 AGR / RJ", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 850 . 396 - AgR", "ARE 902085 AGR / RJ", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 850 . 396 - AgR", "ARE 902085 AGR / RJ", "Súmula", "ARE 902085 AGR / RJ", "Súmula Supremo", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal .", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 902085 AGR / RJ", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 848 . 862 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 902085 AGR /", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 823 . 886 - AgR", "ARE", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "Recurso Extraordinário 823 . 886 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , parágrafo 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigos 19 e 20 da Lei Complementar n 87 / 1996", "Lei Complementar n87 / 1996", "Lei Estadual n 2 . 657 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 155 , parágrafo 2 . . . , inciso I , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal de 1988 / 1988", "artigos 19 e 20 da Lei Complementar n 87 / 1996", "Lei Complementar n87 / 1996", "Lei Estadual n 2 . 657 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Suécia", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MAKRO ATACADISTA S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MAKRO ATACADISTA S / A", "Makro Atacadista S / A", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MAKRO ATACADISTA S / A", "Makro Atacadista S / A", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Makro Atacadista S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Makro Atacadista S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA", "Internacional", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MAKRO ATACADISTA S / A", "Tribunal Superior Eleitoral", "Conselho Ministerial dos Estados Membros", "Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral", "IDEA", "Internacional", "Suécia", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA ARE", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MAKRO", "MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "MARCOS DE VICQ DE CUMPTICH", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "15", "/", "09", "/", "2015", "15 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "20", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "09", "/", "2015", "20", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2015", "15", ".", "5", ".", "2015", "27", ".", "8", ".", "2015", "31", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2015", "15", ".", 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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Desapropriação. Levantamento dos títulos da dívida agrária. Dúvida quanto ao domínio. 3. Controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554516. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. No agravo regimental, o recorrente sustenta que não há falar em reexame de fatos e provas. Além disso, reitera todos os fundamentos do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554517. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. No agravo regimental, o recorrente sustenta que não há falar em reexame de fatos e provas. Além disso, reitera todos os fundamentos do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554517. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Trata-se de ação de desapropriação que já se encontra em fase de execução. Após o trânsito em julgado da decisão que reconheceu o dever de a Fazenda Pública indenizar determinada área, o Tribunal de origem determinou a suspensão da execução a fim de dirimir dúvidas quanto ao domínio da propriedade. Verifica-se que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte de que a solução da controvérsia atinente aos limites da coisa julgada demanda a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE-ED 531.204, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 24.9.2010); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Trata-se de ação de desapropriação que já se encontra em fase de execução. Após o trânsito em julgado da decisão que reconheceu o dever de a Fazenda Pública indenizar determinada área, o Tribunal de origem determinou a suspensão da execução a fim de dirimir dúvidas quanto ao domínio da propriedade. Verifica-se que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte de que a solução da controvérsia atinente aos limites da coisa julgada demanda a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (RE-ED 531.204, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 24.9.2010); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 898751 AGR / MA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA. SÚMULA 279. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula 279. 3. Agravo regimental desprovido (ARE-AgR 642.716, rel. min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.2.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Supremo Tribunal Federal ARE 898751 AGR / MA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA. SÚMULA 279. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula 279. 3. Agravo regimental desprovido (ARE-AgR 642.716, rel. min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.2.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) : MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552826 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) : MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9583254
2015-09-29T00:00:00
2015-10-15T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Desapropriação. Levantamento dos títulos da dívida agrária. Dúvida quanto ao domínio. 3. Controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur324732
- Acórdão(s) citado(s): (DESAPROPRIAÇAO) RE 531204 ED (1ªT), ARE 642716 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 23/10/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
898751
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 898751 AgR
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AGTE.(S) : LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) : MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Desapropriação. Levantamento dos títulos da dívida agrária. Dúvida quanto ao domínio. 3. Controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada. Discussão de índole infraconstitucional. Necessidade do reexame do conjunto fático-probatório. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554516. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, o recorrente sustenta que não há falar em reexame de fatos e provas. Além disso, reitera todos os fundamentos do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554517. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) :ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) :MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) :JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão que negou provimento a recurso, ante a incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. No agravo regimental, o recorrente sustenta que não há falar em reexame de fatos e provas. Além disso, reitera todos os fundamentos do recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554517. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Trata-se de ação de desapropriação que já se encontra em fase de execução. Após o trânsito em julgado da decisão que reconheceu o dever de a Fazenda Pública indenizar determinada área, o Tribunal de origem determinou a suspensão da execução a fim de dirimir dúvidas quanto ao domínio da propriedade. Verifica-se que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte de que a solução da controvérsia atinente aos limites da coisa julgada demanda a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário-ED 531.204, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 24.9.2010); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 MARANHÃO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Trata-se de ação de desapropriação que já se encontra em fase de execução. Após o trânsito em julgado da decisão que reconheceu o dever de a Fazenda Pública indenizar determinada área, o Tribunal de origem determinou a suspensão da execução a fim de dirimir dúvidas quanto ao domínio da propriedade. Verifica-se que o agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte de que a solução da controvérsia atinente aos limites da coisa julgada demanda a análise da legislação infraconstitucional e o reexame do conjunto fático- probatório, providências vedadas no âmbito do recurso extraordinário. Nesse sentido, confiram-se os precedentes: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DESAPROPRIAÇÃO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (Recurso Extraordinário-ED 531.204, rel. min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 24.9.2010); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 898751 AGR / MA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA. SÚMULA 279. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula 279. 3. Agravo regimental desprovido (ARE-AgR 642.716, rel. min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.2.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Supremo Tribunal Federal ARE 898751 AGR / MA AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. CONTROVÉRSIA ALUSIVA AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA. SÚMULA 279. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes. 2. Incidência da Súmula 279. 3. Agravo regimental desprovido (ARE-AgR 642.716, rel. min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.2.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) : MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552826 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 898.751 PROCED. : MARANHÃO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : LÁZARO BEZERRA DUCANGES FILHO AGTE.(S) : ESPÓLIO DE LÁZARO BEZERRA DUCANGES AGTE.(S) : MANOEL ABENANTE DUCAGENS ADV.(A/S) : JOÃO CARLOS DUBOC JUNIOR E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Taxa de renovação de licenciamento de veículo. 3. Lei Estadual 14.136/2001. Inconstitucionalidade. 4. Modificação pela Lei Estadual 14.938/2003. Presunção de constitucionalidade. 5. Súmula 280 do STF. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884001. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação local aplicável ao caso, de tal forma que a suposta ofensa à Constituição, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. Nas razões recursais sustenta-se, em síntese, que a nova legislação apenas reorganizou os termos da antiga, declarada inconstitucional, alegando-se, ainda, a ofensa direta aos arts. 145 e 150, I, do texto constitucional. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884002. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação local aplicável ao caso, de tal forma que a suposta ofensa à Constituição, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso, nos termos da Súmula 280 do STF. Nas razões recursais sustenta-se, em síntese, que a nova legislação apenas reorganizou os termos da antiga, declarada inconstitucional, alegando-se, ainda, a ofensa direta aos arts. 145 e 150, I, do texto constitucional. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com base na legislação estadual aplicável à espécie (Leis Estaduais 14.136/2001 e 14.938/2003), entendendo que “o tributo cobrado a partir do exercício de 2004 não tem fundamento na Lei considerada inconstitucional, mas sim em Lei superveniente que não apresenta qualquer vício, devendo prevalecer a presunção de constitucionalidade das Leis.” (eDOC 1, p. 275-277). Nesse sentido, reitero que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, de tal forma que o recurso extraordinário não merece processamento, por óbice do disposto na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por oportuno, os julgados de ambas as turmas: “DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. TAXA DE RENOVAÇÃO DE LICENCIAMENTO ANUAL DE VEÍCULOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2013. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com base na legislação estadual aplicável à espécie (Leis Estaduais 14.136/2001 e 14.938/2003), entendendo que “o tributo cobrado a partir do exercício de 2004 não tem fundamento na Lei considerada inconstitucional, mas sim em Lei superveniente que não apresenta qualquer vício, devendo prevalecer a presunção de constitucionalidade das Leis.” (eDOC 1, p. 275-277). Nesse sentido, reitero que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, de tal forma que o recurso extraordinário não merece processamento, por óbice do disposto na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por oportuno, os julgados de ambas as turmas: “DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. TAXA DE RENOVAÇÃO DE LICENCIAMENTO ANUAL DE VEÍCULOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2013. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 920779 AGR / MG óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 822567 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 1.7.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO. FUNDOS DE INVESTIMENTO. AUSÊNCIA DE ESTABELECIMENTO. INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL N. 13.477/2003. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 816986 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 12.12.2014) Ante o exposto, mantenho o entendimento prolatado na decisão monocrática, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Supremo Tribunal Federal RE 920779 AGR / MG óbice da Súmula 280 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 822567 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 1.7.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO. FUNDOS DE INVESTIMENTO. AUSÊNCIA DE ESTABELECIMENTO. INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL N. 13.477/2003. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 816986 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 12.12.2014) Ante o exposto, mantenho o entendimento prolatado na decisão monocrática, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) : JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881994 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) : JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9909153
2015-11-17T00:00:00
2015-12-02T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Taxa de renovação de licenciamento de veículo. 3. Lei Estadual 14.136/2001. Inconstitucionalidade. 4. Modificação pela Lei Estadual 14.938/2003. Presunção de constitucionalidade. 5. Súmula 280 do STF. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur331626
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) ARE 822567 AgR (1ªT), ARE 816986 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 09/12/2015, BMP.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
920779
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-014136 ANO-2001\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST LEI-014938 ANO-2003\n LEI ORDINÁRIA, MG" ]
RE-AgR
acordaos
RE 920779 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) : JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Taxa de renovação de licenciamento de veículo. 3. Lei Estadual 14.136/2001. Inconstitucionalidade. 4. Modificação pela Lei Estadual 14.938/2003. Presunção de constitucionalidade. 5. Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. 6. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884001. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação local aplicável ao caso, de tal forma que a suposta ofensa à Constituição, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais sustenta-se, em síntese, que a nova legislação apenas reorganizou os termos da antiga, declarada inconstitucional, alegando-se, ainda, a ofensa direta aos arts. 145 e 150, I, do texto constitucional. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884002. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) :JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de minha lavra que negou seguimento ao recurso sob o fundamento de que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na legislação local aplicável ao caso, de tal forma que a suposta ofensa à Constituição, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso, nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nas razões recursais sustenta-se, em síntese, que a nova legislação apenas reorganizou os termos da antiga, declarada inconstitucional, alegando-se, ainda, a ofensa direta aos arts. 145 e 150, I, do texto constitucional. Por fim, requer o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para a reforma do acórdão recorrido. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com base na legislação estadual aplicável à espécie (Leis Estaduais 14.136/2001 e 14.938/2003), entendendo que “o tributo cobrado a partir do exercício de 2004 não tem fundamento na Lei considerada inconstitucional, mas sim em Lei superveniente que não apresenta qualquer vício, devendo prevalecer a presunção de constitucionalidade das Leis.” (eDOC 1, p. 275-277). Nesse sentido, reitero que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, de tal forma que o recurso extraordinário não merece processamento, por óbice do disposto na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por oportuno, os julgados de ambas as turmas: “DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. TAXA DE RENOVAÇÃO DE LICENCIAMENTO ANUAL DE VEÍCULOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2013. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Considero que as alegações do agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que este não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a controvérsia dos autos com base na legislação estadual aplicável à espécie (Leis Estaduais 14.136/2001 e 14.938/2003), entendendo que “o tributo cobrado a partir do exercício de 2004 não tem fundamento na Lei considerada inconstitucional, mas sim em Lei superveniente que não apresenta qualquer vício, devendo prevalecer a presunção de constitucionalidade das Leis.” (eDOC 1, p. 275-277). Nesse sentido, reitero que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso configurada, dar-se-ia de forma reflexa, de tal forma que o recurso extraordinário não merece processamento, por óbice do disposto na Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, por oportuno, os julgados de ambas as turmas: “DIREITO ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. TAXA DE RENOVAÇÃO DE LICENCIAMENTO ANUAL DE VEÍCULOS. EVENTUAL OFENSA REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO LOCAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.11.2013. 1. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 920779 AGR / MG óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 822567 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 1.7.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO. FUNDOS DE INVESTIMENTO. AUSÊNCIA DE ESTABELECIMENTO. INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL N. 13.477/2003. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 816986 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 12.12.2014) Ante o exposto, mantenho o entendimento prolatado na decisão monocrática, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 920779 AGR / MG óbice da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. 2. A suposta afronta aos postulados constitucionais invocados no apelo extremo somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, como tal, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.” (ARE 822567 AgR, Rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 1.7.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. TAXA DE FISCALIZAÇÃO. FUNDOS DE INVESTIMENTO. AUSÊNCIA DE ESTABELECIMENTO. INTERPRETAÇÃO DA LEI MUNICIPAL N. 13.477/2003. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULAS NS. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 816986 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 12.12.2014) Ante o exposto, mantenho o entendimento prolatado na decisão monocrática, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9884003. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) : JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881994 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920.779 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : COMERCIAL JABA LTDA ADV.(A/S) : JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881994 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 .", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 920779 AGR / MG", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 822567 AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 816986 AgR", "Recurso Extraordinário 920779 AGR / MG", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 822567 AgR", "SÚMULAS NS . 279", "ARE 816986 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 920 . 779" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Estadual 14 . 136 / 2001", "Lei Estadual 14 . 938 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "arts . 145 e 150 , I , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 14 . 136 / 2001", "14", ".", "938", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Estaduais 14 . 136 / 2001", "14", ".", "938", "/", "2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI MUNICIPAL N . 13 . 477 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMERCIAL JABA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMERCIAL JABA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMERCIAL JABA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMERCIAL", "JABA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMERCIAL JABA LTDA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMAR MENDES", "JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JANINE FERNANDA FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "JOÃO PAULO FANUCCHI DE ALMEIDA MELO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "2004", "13", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "2004", "13", ".", "11", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "7", ".", "2015", "12", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", "7", ".", "2015", "12", ".", "12", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ALEGADA SUSPENSÃO DO PRAZO. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852368. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que não conheceu de agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que foi interposto intempestivamente. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso é tempestivo, uma vez que “não houve expediente no TJBA entre os dias 19.06.2014 e 25.06.2015 em virtude do feriado nacional de Corpus Christi, conforme decretos judiciários nºs 113/2014 e 339/2014.” (fl. 3, vol. 4) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852451. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que não conheceu de agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que foi interposto intempestivamente. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso é tempestivo, uma vez que “não houve expediente no TJBA entre os dias 19.06.2014 e 25.06.2015 em virtude do feriado nacional de Corpus Christi, conforme decretos judiciários nºs 113/2014 e 339/2014.” (fl. 3, vol. 4) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. A intempestividade do agravo impede seu conhecimento. Publicado o acórdão recorrido em 2/6/2014 (segunda-feira, e-STJ, fl. 149), a contagem em dobro do prazo para a interposição do recurso (20 dias) iniciou-se em 3/6/2014 (terça-feira), findando-se em 23/6/2014 (segunda-feira). O recurso somente foi protocolado em 26/6/2014 (quinta-feira, e- STJ, fl. 175), fora, portanto, do prazo legal previsto no art. 508, c/c art. 188 do CPC. Acrescente-se que o prazo para o Estado recorrer tem início com a publicação da decisão no Diário Oficial, pois os procuradores estaduais, ordinariamente, não gozam da prerrogativa da intimação pessoal, nos termos do artigo 236 do Código de Processo Civil (No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial ) Nesse sentido: RECURSO - PRAZO - INTIMAÇÃO FICTA VERSUS PESSOAL. Não sendo pessoal, a intimação ocorre normalmente com a ciência a ser dada ao representante do Estado - um procurador. A expedição de mandado não tem o condão de reabrir o prazo recursal considerada a intimação ficta mediante a publicação do ato no Diário Oficial. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé (AI 590.561/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 23/2/2007). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. A intempestividade do agravo impede seu conhecimento. Publicado o acórdão recorrido em 2/6/2014 (segunda-feira, e-STJ, fl. 149), a contagem em dobro do prazo para a interposição do recurso (20 dias) iniciou-se em 3/6/2014 (terça-feira), findando-se em 23/6/2014 (segunda-feira). O recurso somente foi protocolado em 26/6/2014 (quinta-feira, e- STJ, fl. 175), fora, portanto, do prazo legal previsto no art. 508, c/c art. 188 do CPC. Acrescente-se que o prazo para o Estado recorrer tem início com a publicação da decisão no Diário Oficial, pois os procuradores estaduais, ordinariamente, não gozam da prerrogativa da intimação pessoal, nos termos do artigo 236 do Código de Processo Civil (No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial ) Nesse sentido: RECURSO - PRAZO - INTIMAÇÃO FICTA VERSUS PESSOAL. Não sendo pessoal, a intimação ocorre normalmente com a ciência a ser dada ao representante do Estado - um procurador. A expedição de mandado não tem o condão de reabrir o prazo recursal considerada a intimação ficta mediante a publicação do ato no Diário Oficial. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé (AI 590.561/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 23/2/2007). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 902778 AGR / BA 2. Diante do exposto, não conheço do agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se que, embora o Plenário desta Corte, no julgamento do RE 626.358-AgR (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/8/2012), tenha alterado a jurisprudência anteriormente majoritária para assentar o entendimento de que é cabível a comprovação, a posteriori, da suspensão do expediente forense do Tribunal a quo, para fim de aferição da tempestividade do recurso interposto, a parte recorrente não juntou os documentos apontados como comprobatórios da suspensão do prazo. Nesse sentido, em caso análogo, confiram-se julgados do Tribunal Pleno no ARE 722.046-AgR/DF, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2013; ARE 749.862-AgR/RS, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 21/11/2013, este último abaixo transcrito: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DA SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. De fato, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 626.358-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 23.08.2012), modificou entendimento anterior, possibilitando a juntada de documentos comprobatórios da suspensão do prazo e da consequente tempestividade do recurso no momento da interposição do agravo regimental. Contudo, esse documento não foi juntado. Agravo regimental a que se nega provimento. E ainda: AI 566.889-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Primeira Turma, DJe de 5/5/2006; AI 741.616-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/12/2013; ARE 825.791-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/10/2014; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal ARE 902778 AGR / BA 2. Diante do exposto, não conheço do agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se que, embora o Plenário desta Corte, no julgamento do RE 626.358-AgR (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/8/2012), tenha alterado a jurisprudência anteriormente majoritária para assentar o entendimento de que é cabível a comprovação, a posteriori, da suspensão do expediente forense do Tribunal a quo, para fim de aferição da tempestividade do recurso interposto, a parte recorrente não juntou os documentos apontados como comprobatórios da suspensão do prazo. Nesse sentido, em caso análogo, confiram-se julgados do Tribunal Pleno no ARE 722.046-AgR/DF, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2013; ARE 749.862-AgR/RS, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 21/11/2013, este último abaixo transcrito: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DA SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. De fato, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 626.358-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 23.08.2012), modificou entendimento anterior, possibilitando a juntada de documentos comprobatórios da suspensão do prazo e da consequente tempestividade do recurso no momento da interposição do agravo regimental. Contudo, esse documento não foi juntado. Agravo regimental a que se nega provimento. E ainda: AI 566.889-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Primeira Turma, DJe de 5/5/2006; AI 741.616-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/12/2013; ARE 825.791-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/10/2014; 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 902778 AGR / BA 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal ARE 902778 AGR / BA 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) : REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881961 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) : REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9907635
2015-11-17T00:00:00
2015-12-01T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ALEGADA SUSPENSÃO DO PRAZO. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331434
- Acórdão(s) citado(s): (TEMPESTIVIDADE, COMPROVAÇÃO) AI 566889 AgR (1ªT), AI 741616 AgR (1ªT), RE 626358 AgR (TP), ARE 722046 AgR (TP), ARE 749862 AgR (TP), ARE 825791 ED (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 14/12/2015, MAD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
902778
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 902778 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) : REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. ALEGADA SUSPENSÃO DO PRAZO. INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro DIAS TOFFOLI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852368. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que não conheceu de agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que foi interposto intempestivamente. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso é tempestivo, uma vez que “não houve expediente no TJBA entre os dias 19.06.2014 e 25.06.2015 em virtude do feriado nacional de Corpus Christi, conforme decretos judiciários ns 113/2014 e 339/2014.” (fl. 3, vol. 4) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852451. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) :REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que não conheceu de agravo em recurso extraordinário ao fundamento de que foi interposto intempestivamente. Sustenta a parte agravante, em suma, que o recurso é tempestivo, uma vez que “não houve expediente no TJBA entre os dias 19.06.2014 e 25.06.2015 em virtude do feriado nacional de Corpus Christi, conforme decretos judiciários ns 113/2014 e 339/2014.” (fl. 3, vol. 4) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. A intempestividade do agravo impede seu conhecimento. Publicado o acórdão recorrido em 2/6/2014 (segunda-feira, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 149), a contagem em dobro do prazo para a interposição do recurso (20 dias) iniciou-se em 3/6/2014 (terça-feira), findando-se em 23/6/2014 (segunda-feira). O recurso somente foi protocolado em 26/6/2014 (quinta-feira, e- Superior Tribunal de Justiça, fl. 175), fora, portanto, do prazo legal previsto no art. 508, c/c art. 188 do Código de Processo Civil. Acrescente-se que o prazo para o Estado recorrer tem início com a publicação da decisão no Diário Oficial, pois os procuradores estaduais, ordinariamente, não gozam da prerrogativa da intimação pessoal, nos termos do artigo 236 do Código de Processo Civil (No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial ) Nesse sentido: RECURSO - PRAZO - INTIMAÇÃO FICTA VERSUS PESSOAL. Não sendo pessoal, a intimação ocorre normalmente com a ciência a ser dada ao representante do Estado - um procurador. A expedição de mandado não tem o condão de reabrir o prazo recursal considerada a intimação ficta mediante a publicação do ato no Diário Oficial. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé (AI 590.561/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 23/2/2007). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. A intempestividade do agravo impede seu conhecimento. Publicado o acórdão recorrido em 2/6/2014 (segunda-feira, e-Superior Tribunal de Justiça, fl. 149), a contagem em dobro do prazo para a interposição do recurso (20 dias) iniciou-se em 3/6/2014 (terça-feira), findando-se em 23/6/2014 (segunda-feira). O recurso somente foi protocolado em 26/6/2014 (quinta-feira, e- Superior Tribunal de Justiça, fl. 175), fora, portanto, do prazo legal previsto no art. 508, c/c art. 188 do Código de Processo Civil. Acrescente-se que o prazo para o Estado recorrer tem início com a publicação da decisão no Diário Oficial, pois os procuradores estaduais, ordinariamente, não gozam da prerrogativa da intimação pessoal, nos termos do artigo 236 do Código de Processo Civil (No Distrito Federal e nas Capitais dos Estados e dos Territórios, consideram-se feitas as intimações pela só publicação dos atos no órgão oficial ) Nesse sentido: RECURSO - PRAZO - INTIMAÇÃO FICTA VERSUS PESSOAL. Não sendo pessoal, a intimação ocorre normalmente com a ciência a ser dada ao representante do Estado - um procurador. A expedição de mandado não tem o condão de reabrir o prazo recursal considerada a intimação ficta mediante a publicação do ato no Diário Oficial. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé (AI 590.561/SP-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, DJ de 23/2/2007). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 902778 AGR / BA 2. Diante do exposto, não conheço do agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se que, embora o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.358-AgR (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/8/2012), tenha alterado a jurisprudência anteriormente majoritária para assentar o entendimento de que é cabível a comprovação, a posteriori, da suspensão do expediente forense do Tribunal a quo, para fim de aferição da tempestividade do recurso interposto, a parte recorrente não juntou os documentos apontados como comprobatórios da suspensão do prazo. Nesse sentido, em caso análogo, confiram-se julgados do Tribunal Pleno no ARE 722.046-AgR/DF, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2013; ARE 749.862-AgR/RS, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 21/11/2013, este último abaixo transcrito: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DA SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. De fato, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 626.358-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 23.08.2012), modificou entendimento anterior, possibilitando a juntada de documentos comprobatórios da suspensão do prazo e da consequente tempestividade do recurso no momento da interposição do agravo regimental. Contudo, esse documento não foi juntado. Agravo regimental a que se nega provimento. E ainda: AI 566.889-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Primeira Turma, DJe de 5/5/2006; AI 741.616-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/12/2013; ARE 825.791-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/10/2014; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal ARE 902778 AGR / BA 2. Diante do exposto, não conheço do agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Saliente-se que, embora o Plenário desta Corte, no julgamento do Recurso Extraordinário 626.358-AgR (Rel. Min. CEZAR PELUSO, DJe de 23/8/2012), tenha alterado a jurisprudência anteriormente majoritária para assentar o entendimento de que é cabível a comprovação, a posteriori, da suspensão do expediente forense do Tribunal a quo, para fim de aferição da tempestividade do recurso interposto, a parte recorrente não juntou os documentos apontados como comprobatórios da suspensão do prazo. Nesse sentido, em caso análogo, confiram-se julgados do Tribunal Pleno no ARE 722.046-AgR/DF, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 18/11/2013; ARE 749.862-AgR/RS, Rel. Min. Presidente, Tribunal Pleno, DJe de 21/11/2013, este último abaixo transcrito: Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DA SUSPENSÃO DO PRAZO RECURSAL. De fato, o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 626.358-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 23.08.2012), modificou entendimento anterior, possibilitando a juntada de documentos comprobatórios da suspensão do prazo e da consequente tempestividade do recurso no momento da interposição do agravo regimental. Contudo, esse documento não foi juntado. Agravo regimental a que se nega provimento. E ainda: AI 566.889-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Primeira Turma, DJe de 5/5/2006; AI 741.616-AgR/RJ, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 4/12/2013; ARE 825.791-AgR/DF, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe de 22/10/2014; 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 902778 AGR / BA 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Supremo Tribunal Federal ARE 902778 AGR / BA 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9852452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) : REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881961 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 902.778 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : ADAILTON XAVIER DOS SANTOS ADV.(A/S) : REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA PROVIDÊNCIA RIGAUD PEDRÃO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881961 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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"MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "CEZAR PELUSO", "Cezar Peluso", "CARLOS BRITTO", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "CEZAR PELUSO", "Cezar Peluso", "CARLOS BRITTO", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTON XAVIER DOS SANTOS", "REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA", "RIGAUD PEDRÃO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ADAILTON XAVIER DOS SANTOS", "REGINA DAS CANDEIAS DA DIVINA", "RIGAUD PEDRÃO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", ".", "06", ".", "2014", "25", ".", "06", ".", "2015", "Corpus", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", ".", "06", ".", "2014", "25", ".", 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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823484. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro Silverio, Bruno Augusto Gonçalves Vianna e Rafaela Nunes Gehlen, advogados, em benefício de Edgar Everson Mendes de Souza, contra decisão do Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, pela qual, em 13.10.2015, foi indeferida a medida liminar no Habeas Corpus n. 338.915. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 10.11.2015, o presente agravo regimental por Edgar Everson Mendes de Souza. 3. O Agravante insiste em requerer o afastamento da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal e a pretendem sua transferência para unidade prisional para presos provisórios, pois não haveria trânsito em julgado da sentença condenatória. Afirma: “Como se vê, estado tem o dever de assegurar que acusado perigoso fique detido em local seguro, impedindo eventual fuga ou resgate. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro Silverio, Bruno Augusto Gonçalves Vianna e Rafaela Nunes Gehlen, advogados, em benefício de Edgar Everson Mendes de Souza, contra decisão do Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, pela qual, em 13.10.2015, foi indeferida a medida liminar no Habeas Corpus n. 338.915. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 10.11.2015, o presente agravo regimental por Edgar Everson Mendes de Souza. 3. O Agravante insiste em requerer o afastamento da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal e a pretendem sua transferência para unidade prisional para presos provisórios, pois não haveria trânsito em julgado da sentença condenatória. Afirma: “Como se vê, estado tem o dever de assegurar que acusado perigoso fique detido em local seguro, impedindo eventual fuga ou resgate. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 130976 AGR / PR Mas o [Agravante], enquanto preso provisório e nos termos do art. 84 da Lei de Execuções Penais, tem o direito – e o estado tem o dever – de lhe assegurar que o local de sua custódia seja compatível com o seu status de preso provisório”. Este o teor dos pedidos: “(...) requer-se o conhecimento e o provimento do agravo regimental, para o fim de dar trânsito à impetração, deferindo-se imediatamente a medida liminar, nos termos em que pleiteada na inicial”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR Mas o [Agravante], enquanto preso provisório e nos termos do art. 84 da Lei de Execuções Penais, tem o direito – e o estado tem o dever – de lhe assegurar que o local de sua custódia seja compatível com o seu status de preso provisório”. Este o teor dos pedidos: “(...) requer-se o conhecimento e o provimento do agravo regimental, para o fim de dar trânsito à impetração, deferindo-se imediatamente a medida liminar, nos termos em que pleiteada na inicial”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 21.5.2015, o Tribunal do Júri condenou o Agravante pela prática do delito do art. 121, § 2º, inc. IV, do Código Penal à pena de dezessete anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, sem suspensão condicional da pena nem substituição por pena restritiva de direito, sendo decretada a prisão cautelar e determinada a remoção para outra unidade prisional. 3. Foi impetrado pela defesa o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, no qual foi alegado “estar o paciente sofrendo manifesto constrangimento ilegal tendo em vista sua transferência para estabelecimento penitenciário estadual, em que pese a natureza cautelar da prisão que lhe foi imposta”. Em 24.9.2015, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: “HABEAS CORPUS CRIME. TRANSFERÊNCIA DE UNIDADE PROCESSUAL. REQUISITOS DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DEVIDAMENTE ANALISADOS E JUSTIFICADOS PELO JUÍZO ‘A QUO’. ART. 86, § 3º, DA LEI N. 7.210/84. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA”. 4. Foi impetrado o Habeas Corpus n. 338.915 e, em 13.10.2015, o Relator, Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar, requisitou informações e determinou vista ao Ministério Público Federal: “A concessão de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional, uma vez que somente pode ser deferida quando demonstrada, de modo claro e indiscutível, ilegalidade no ato judicial. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 21.5.2015, o Tribunal do Júri condenou o Agravante pela prática do delito do art. 121, § 2º, inc. IV, do Código Penal à pena de dezessete anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, sem suspensão condicional da pena nem substituição por pena restritiva de direito, sendo decretada a prisão cautelar e determinada a remoção para outra unidade prisional. 3. Foi impetrado pela defesa o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, no qual foi alegado “estar o paciente sofrendo manifesto constrangimento ilegal tendo em vista sua transferência para estabelecimento penitenciário estadual, em que pese a natureza cautelar da prisão que lhe foi imposta”. Em 24.9.2015, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: “HABEAS CORPUS CRIME. TRANSFERÊNCIA DE UNIDADE PROCESSUAL. REQUISITOS DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DEVIDAMENTE ANALISADOS E JUSTIFICADOS PELO JUÍZO ‘A QUO’. ART. 86, § 3º, DA LEI N. 7.210/84. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA”. 4. Foi impetrado o Habeas Corpus n. 338.915 e, em 13.10.2015, o Relator, Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar, requisitou informações e determinou vista ao Ministério Público Federal: “A concessão de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional, uma vez que somente pode ser deferida quando demonstrada, de modo claro e indiscutível, ilegalidade no ato judicial. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR Na espécie, sem qualquer adiantamento do mérito da demanda, não vislumbro, ao menos neste instante, a presença de pressuposto autorizativo da tutela de urgência pretendida. Assim, indefiro o pedido de liminar. Solicitem-se informações à autoridade apontada como coatora. Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público Federal para análise e parecer. Cumpridas as diligências acima referenciadas, tornem-me conclusos”. 5. Essa decisão (o objeto do habeas corpus neste Supremo Tribunal) é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo, pela qual o Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, julgando ausentes as condições para o acolhimento do pedido, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal, para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento ao habeas corpus até o julgamento, na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua no sentido de prestá-la na forma da lei. 6. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos nos quais se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre na espécie vertente. 7. Ao prestar as informações ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Juízo de origem afirmou: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR Na espécie, sem qualquer adiantamento do mérito da demanda, não vislumbro, ao menos neste instante, a presença de pressuposto autorizativo da tutela de urgência pretendida. Assim, indefiro o pedido de liminar. Solicitem-se informações à autoridade apontada como coatora. Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público Federal para análise e parecer. Cumpridas as diligências acima referenciadas, tornem-me conclusos”. 5. Essa decisão (o objeto do habeas corpus neste Supremo Tribunal) é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo, pela qual o Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, julgando ausentes as condições para o acolhimento do pedido, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal, para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento ao habeas corpus até o julgamento, na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua no sentido de prestá-la na forma da lei. 6. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos nos quais se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre na espécie vertente. 7. Ao prestar as informações ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Juízo de origem afirmou: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR “Informo que o paciente foi condenado, provisoriamente, à pena de 17 (dezessete) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado, na Ação Penal de Competência do Tribunal do Júri n. 0000142-75.2007.8.16.0086, da Vara Criminal da Comarca de Guaíra, pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal, cuja sentença condenatória transitou em julgado para a acusação em data de 26/05/2015, pendente de recurso manejado pela defesa. Na sentença, diante das informações colhidas na ação penal, o juízo decretou a prisão preventiva e determinou a remoção do paciente a outra unidade penal (alternativamente ao setor de carceragem da Delegacia de Polícia Federal de Guaíra ou à Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste – PECO, via COTRANSP), tendo em vista sua periculosidade e fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa (…). Diante do decreto de prisão preventiva e do trânsito em julgado para a acusação, e ainda de acordo com o entendimento dos Tribunais Superiores, expediu-se guia de recolhimento provisória, a qual fora autuada, instaurando-se processo de Execução Penal Provisória. Já em sede de Execução de Pena Provisória, elaborou-se os cálculos de pena, sobrevindo a informação de que o apenado fora transferido para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (…), deslocando consigo a competência para fiscalizar o cumprimento de sua pena (…). A redistribuição ocorreu em 31/07/2015 (…) e, recebidos os autos neste Juízo, atualizou-se as informações processuais obtidas via sistema oráculo, seguindo os autos com vistas às partes, para manifestação acerca da homologação dos cálculos de pena. (...) Saliento, por derradeiro, a fim de bem atender à solicitação de informações, que o apenado encontra-se recolhido na PECO – Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, consoante registro penitenciário extraído do sistema de pesquisa da SESP-PR”. 8. Ao julgar o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR “Informo que o paciente foi condenado, provisoriamente, à pena de 17 (dezessete) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado, na Ação Penal de Competência do Tribunal do Júri n. 0000142-75.2007.8.16.0086, da Vara Criminal da Comarca de Guaíra, pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, inciso IV, do Código Penal, cuja sentença condenatória transitou em julgado para a acusação em data de 26/05/2015, pendente de recurso manejado pela defesa. Na sentença, diante das informações colhidas na ação penal, o juízo decretou a prisão preventiva e determinou a remoção do paciente a outra unidade penal (alternativamente ao setor de carceragem da Delegacia de Polícia Federal de Guaíra ou à Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste – PECO, via COTRANSP), tendo em vista sua periculosidade e fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa (…). Diante do decreto de prisão preventiva e do trânsito em julgado para a acusação, e ainda de acordo com o entendimento dos Tribunais Superiores, expediu-se guia de recolhimento provisória, a qual fora autuada, instaurando-se processo de Execução Penal Provisória. Já em sede de Execução de Pena Provisória, elaborou-se os cálculos de pena, sobrevindo a informação de que o apenado fora transferido para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (…), deslocando consigo a competência para fiscalizar o cumprimento de sua pena (…). A redistribuição ocorreu em 31/07/2015 (…) e, recebidos os autos neste Juízo, atualizou-se as informações processuais obtidas via sistema oráculo, seguindo os autos com vistas às partes, para manifestação acerca da homologação dos cálculos de pena. (...) Saliento, por derradeiro, a fim de bem atender à solicitação de informações, que o apenado encontra-se recolhido na PECO – Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, consoante registro penitenciário extraído do sistema de pesquisa da SESP-PR”. 8. Ao julgar o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR “Cumpre consignar que a possibilidade de transferência de estabelecimento prisional não se constitui em direito subjetivo do réu, cabendo ao juiz de primeiro grau a análise da conveniência do deslocamento do acusado, observando, inclusive, o interesse e segurança da sociedade. (…) Neste mesmo sentido, verifica-se nos autos informações prestadas pela autoridade policial de que ‘esta Delegacia de Polícia vem recebendo denúncias anônimas, dando conta de uma possível fuga ou resgate do detento EDGAR EVERSON, Vulgo ‘Juca’, recolhido no X-3, ala ‘C’ do SECAT desta Unidade Policial’ (…). Ademais, consta da decisão do juiz da Comarca de Guaíra, verbis, ‘verifica-se que foi adotada a transferência do réu para a Polícia Federal desta Comarca por questão de segurança, com o fim de evitar eventual resgate ou fuga do Réu, tendo em vista os documentos de fls. 1022 e 1023, os quais narram as denúncias recebidas pela autoridade policial e Ministério Público. A determinação de recomendação do acusado foi dada de forma genérica, não prejudicando a transferência imediata à vista do imperativo da segurança em cotejo’ (…). Como se vê, a medida aqui atacada, longe de se mostrar ilegal ou arbitrária, encontra respaldo no art. 86, § 3º, da Lei n. 7.210/84 (‘Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa, definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos’), garantindo-se, inclusive, o direito constitucional do Paciente de respeito à sua integridade física e moral (art. 5º, XLIX)”. 9. A conclusão sobre a periculosidade do Agravante e o “fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa” conduziu sua transferência para Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste/PR, em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “HABEAS CORPUS. PRESÍDIOS FEDERAIS. TRANSFERÊNCIA E PERMANÊNCIA. EXCEPCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR “Cumpre consignar que a possibilidade de transferência de estabelecimento prisional não se constitui em direito subjetivo do réu, cabendo ao juiz de primeiro grau a análise da conveniência do deslocamento do acusado, observando, inclusive, o interesse e segurança da sociedade. (…) Neste mesmo sentido, verifica-se nos autos informações prestadas pela autoridade policial de que ‘esta Delegacia de Polícia vem recebendo denúncias anônimas, dando conta de uma possível fuga ou resgate do detento EDGAR EVERSON, Vulgo ‘Juca’, recolhido no X-3, ala ‘C’ do SECAT desta Unidade Policial’ (…). Ademais, consta da decisão do juiz da Comarca de Guaíra, verbis, ‘verifica-se que foi adotada a transferência do réu para a Polícia Federal desta Comarca por questão de segurança, com o fim de evitar eventual resgate ou fuga do Réu, tendo em vista os documentos de fls. 1022 e 1023, os quais narram as denúncias recebidas pela autoridade policial e Ministério Público. A determinação de recomendação do acusado foi dada de forma genérica, não prejudicando a transferência imediata à vista do imperativo da segurança em cotejo’ (…). Como se vê, a medida aqui atacada, longe de se mostrar ilegal ou arbitrária, encontra respaldo no art. 86, § 3º, da Lei n. 7.210/84 (‘Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa, definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos’), garantindo-se, inclusive, o direito constitucional do Paciente de respeito à sua integridade física e moral (art. 5º, XLIX)”. 9. A conclusão sobre a periculosidade do Agravante e o “fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa” conduziu sua transferência para Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste/PR, em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “HABEAS CORPUS. PRESÍDIOS FEDERAIS. TRANSFERÊNCIA E PERMANÊNCIA. EXCEPCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR CONTROLE COMPARTILHADO ENTRE O JUIZ DE ORIGEM E O JUIZ RESPONSÁVEL PELO PRESÍDIO. LIDERANÇA DE GRUPO CRIMINOSO ORGANIZADO. 1. Os presídios federais são destinados a isolar presos de elevada periculosidade, especialmente aqueles extremamente violentos ou líderes de grupos criminosos. 2. Considerado o contexto no qual se insere o sistema carcerário brasileiro, com graves indisciplinas, fugas, rebeliões e prática de crimes por reclusos, o regime prisional em vigor nos presídios federais, embora rigoroso, constitui remédio amargo, mas necessário e válido. 3. Como a transferência e a permanência no presídio federal envolvem a imposição ao preso de um regime prisional mais gravoso, pela maior restrição da liberdade, são elas excepcionais e transitórias. Em caso de necessidade, é possível, em princípio, que a permanência no presídio federal, embora excepcional, se prolongue significativamente, quer por fato novo ou pela persistência das razões ensejadoras da transferência inicial. 4. Cabe ao Poder Judiciário verificar se o preso tem ou não o perfil apropriado para a transferência ou a permanência nos presídios federais, em controle compartilhado entre o juízo de origem solicitante e o juízo responsável pelo presídio federal, prevista expressamente em lei forma hábil para a solução de eventual divergência, o conflito de competência (art. 9º e art. 10, § 5º, da Lei nº 11.671/2008). 5. Não há falar, na espécie, em obstáculo ao exercício do poder jurisdicional conferido pela Lei Federal nº 11.671/2008 nem em supressão da competência da Justiça Federal, da mesma forma que inocorrente ofensa ao contraditório e à ampla defesa. Histórico de condenações e informações de inteligência da Secretaria de Segurança Pública que revelam profundo envolvimento do paciente no mundo do crime e posição de liderança em grupo criminoso organizado, a justificar a transferência e a permanência em presídio federal de segurança máxima. 6. Ordem denegada” (HC n. 112.650, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 30.10.2014). Nesse sentido: HC n. 115.539, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 17.9.2013; HC n. 106.039, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.6.2012; e HC 88.508, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18.12.2013. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR CONTROLE COMPARTILHADO ENTRE O JUIZ DE ORIGEM E O JUIZ RESPONSÁVEL PELO PRESÍDIO. LIDERANÇA DE GRUPO CRIMINOSO ORGANIZADO. 1. Os presídios federais são destinados a isolar presos de elevada periculosidade, especialmente aqueles extremamente violentos ou líderes de grupos criminosos. 2. Considerado o contexto no qual se insere o sistema carcerário brasileiro, com graves indisciplinas, fugas, rebeliões e prática de crimes por reclusos, o regime prisional em vigor nos presídios federais, embora rigoroso, constitui remédio amargo, mas necessário e válido. 3. Como a transferência e a permanência no presídio federal envolvem a imposição ao preso de um regime prisional mais gravoso, pela maior restrição da liberdade, são elas excepcionais e transitórias. Em caso de necessidade, é possível, em princípio, que a permanência no presídio federal, embora excepcional, se prolongue significativamente, quer por fato novo ou pela persistência das razões ensejadoras da transferência inicial. 4. Cabe ao Poder Judiciário verificar se o preso tem ou não o perfil apropriado para a transferência ou a permanência nos presídios federais, em controle compartilhado entre o juízo de origem solicitante e o juízo responsável pelo presídio federal, prevista expressamente em lei forma hábil para a solução de eventual divergência, o conflito de competência (art. 9º e art. 10, § 5º, da Lei nº 11.671/2008). 5. Não há falar, na espécie, em obstáculo ao exercício do poder jurisdicional conferido pela Lei Federal nº 11.671/2008 nem em supressão da competência da Justiça Federal, da mesma forma que inocorrente ofensa ao contraditório e à ampla defesa. Histórico de condenações e informações de inteligência da Secretaria de Segurança Pública que revelam profundo envolvimento do paciente no mundo do crime e posição de liderança em grupo criminoso organizado, a justificar a transferência e a permanência em presídio federal de segurança máxima. 6. Ordem denegada” (HC n. 112.650, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 30.10.2014). Nesse sentido: HC n. 115.539, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 17.9.2013; HC n. 106.039, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.6.2012; e HC 88.508, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18.12.2013. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR 10. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na análise do pleito, por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pelo Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte: “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1º.6.2007). “HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA SÚMULA DO SUPREMO. A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado o indeferimento de liminar” (HC n. 90.602, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 22.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR 10. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na análise do pleito, por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pelo Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte: “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1º.6.2007). “HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA SÚMULA DO SUPREMO. A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado o indeferimento de liminar” (HC n. 90.602, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 22.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR 11. Pelo exposto, voto pelo não provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR 11. Pelo exposto, voto pelo não provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) : ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) : BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) : ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824392 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) : ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) : BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) : ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9927811
2015-11-17T00:00:00
2015-12-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331836
- Acórdão(s) citado(s): (TRANSFERÊNCIA, PRESO, PERICULOSIDADE) HC 106039 (2ªT), HC 112650 (1ªT), HC 115539 (1ªT), HC 88508 (2ªT). (SÚMULA 691/STF) HC 89970 (1ªT), HC 90232 (1ªT), HC 90602 (1ªT), HC 89675 AgR (2ªT), HC 90716 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/12/2015, AOR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
130976
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00121 PAR-00002 INC-00004\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 130976 AgR
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AGTE.(S) : EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) : ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) : BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) : ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823484. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro Silverio, Bruno Augusto Gonçalves Vianna e Rafaela Nunes Gehlen, advogados, em benefício de Edgar Everson Mendes de Souza, contra decisão do Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, pela qual, em 13.10.2015, foi indeferida a medida liminar no Habeas Corpus n. 338.915. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 10.11.2015, o presente agravo regimental por Edgar Everson Mendes de Souza. 3. O Agravante insiste em requerer o afastamento da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal e a pretendem sua transferência para unidade prisional para presos provisórios, pois não haveria trânsito em julgado da sentença condenatória. Afirma: “Como se vê, estado tem o dever de assegurar que acusado perigoso fique detido em local seguro, impedindo eventual fuga ou resgate. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) :ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) :BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) :ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 22.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alessandro Silverio, Bruno Augusto Gonçalves Vianna e Rafaela Nunes Gehlen, advogados, em benefício de Edgar Everson Mendes de Souza, contra decisão do Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, pela qual, em 13.10.2015, foi indeferida a medida liminar no Habeas Corpus n. 338.915. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 10.11.2015, o presente agravo regimental por Edgar Everson Mendes de Souza. 3. O Agravante insiste em requerer o afastamento da Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal e a pretendem sua transferência para unidade prisional para presos provisórios, pois não haveria trânsito em julgado da sentença condenatória. Afirma: “Como se vê, estado tem o dever de assegurar que acusado perigoso fique detido em local seguro, impedindo eventual fuga ou resgate. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 130976 AGR / PR Mas o [Agravante], enquanto preso provisório e nos termos do art. 84 da Lei de Execuções Penais, tem o direito – e o estado tem o dever – de lhe assegurar que o local de sua custódia seja compatível com o seu status de preso provisório”. Este o teor dos pedidos: “(...) requer-se o conhecimento e o provimento do agravo regimental, para o fim de dar trânsito à impetração, deferindo-se imediatamente a medida liminar, nos termos em que pleiteada na inicial”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR Mas o [Agravante], enquanto preso provisório e nos termos do art. 84 da Lei de Execuções Penais, tem o direito – e o estado tem o dever – de lhe assegurar que o local de sua custódia seja compatível com o seu status de preso provisório”. Este o teor dos pedidos: “(...) requer-se o conhecimento e o provimento do agravo regimental, para o fim de dar trânsito à impetração, deferindo-se imediatamente a medida liminar, nos termos em que pleiteada na inicial”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 21.5.2015, o Tribunal do Júri condenou o Agravante pela prática do delito do art. 121, § 2..., inc. IV, do Código Penal à pena de dezessete anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, sem suspensão condicional da pena nem substituição por pena restritiva de direito, sendo decretada a prisão cautelar e determinada a remoção para outra unidade prisional. 3. Foi impetrado pela defesa o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, no qual foi alegado “estar o paciente sofrendo manifesto constrangimento ilegal tendo em vista sua transferência para estabelecimento penitenciário estadual, em que pese a natureza cautelar da prisão que lhe foi imposta”. Em 24.9.2015, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: “HABEAS CORPUS CRIME. TRANSFERÊNCIA DE UNIDADE PROCESSUAL. REQUISITOS DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DEVIDAMENTE ANALISADOS E JUSTIFICADOS PELO JUÍZO ‘A QUO’. ART. 86, § 3..., DA LEI N. 7.210/84. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA”. 4. Foi impetrado o Habeas Corpus n. 338.915 e, em 13.10.2015, o Relator, Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar, requisitou informações e determinou vista ao Ministério Público Federal: “A concessão de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional, uma vez que somente pode ser deferida quando demonstrada, de modo claro e indiscutível, ilegalidade no ato judicial. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Em 21.5.2015, o Tribunal do Júri condenou o Agravante pela prática do delito do art. 121, § 2..., inc. IV, do Código Penal à pena de dezessete anos e seis meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, sem suspensão condicional da pena nem substituição por pena restritiva de direito, sendo decretada a prisão cautelar e determinada a remoção para outra unidade prisional. 3. Foi impetrado pela defesa o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, no qual foi alegado “estar o paciente sofrendo manifesto constrangimento ilegal tendo em vista sua transferência para estabelecimento penitenciário estadual, em que pese a natureza cautelar da prisão que lhe foi imposta”. Em 24.9.2015, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: “HABEAS CORPUS CRIME. TRANSFERÊNCIA DE UNIDADE PROCESSUAL. REQUISITOS DE CONVENIÊNCIA E OPORTUNIDADE DEVIDAMENTE ANALISADOS E JUSTIFICADOS PELO JUÍZO ‘A QUO’. ART. 86, § 3..., DA LEI N. 7.210/84. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA”. 4. Foi impetrado o Habeas Corpus n. 338.915 e, em 13.10.2015, o Relator, Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar, requisitou informações e determinou vista ao Ministério Público Federal: “A concessão de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional, uma vez que somente pode ser deferida quando demonstrada, de modo claro e indiscutível, ilegalidade no ato judicial. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR Na espécie, sem qualquer adiantamento do mérito da demanda, não vislumbro, ao menos neste instante, a presença de pressuposto autorizativo da tutela de urgência pretendida. Assim, indefiro o pedido de liminar. Solicitem-se informações à autoridade apontada como coatora. Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público Federal para análise e parecer. Cumpridas as diligências acima referenciadas, tornem-me conclusos”. 5. Essa decisão (o objeto do habeas corpus neste Supremo Tribunal) é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo, pela qual o Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, julgando ausentes as condições para o acolhimento do pedido, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal, para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento ao habeas corpus até o julgamento, na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua no sentido de prestá-la na forma da lei. 6. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos nos quais se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre na espécie vertente. 7. Ao prestar as informações ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Juízo de origem afirmou: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR Na espécie, sem qualquer adiantamento do mérito da demanda, não vislumbro, ao menos neste instante, a presença de pressuposto autorizativo da tutela de urgência pretendida. Assim, indefiro o pedido de liminar. Solicitem-se informações à autoridade apontada como coatora. Após, encaminhem-se os autos ao Ministério Público Federal para análise e parecer. Cumpridas as diligências acima referenciadas, tornem-me conclusos”. 5. Essa decisão (o objeto do habeas corpus neste Supremo Tribunal) é monocrática, de natureza precária e desprovida de conteúdo definitivo, pela qual o Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu a medida liminar requerida, julgando ausentes as condições para o acolhimento do pedido, requisitou informações e determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Federal, para, instruído o feito, dar-se o regular prosseguimento ao habeas corpus até o julgamento, na forma pleiteada. O exame do pedido formalizado naquele Superior Tribunal ainda não foi concluído. A jurisdição ali pedida está pendente e o órgão judicial atua no sentido de prestá-la na forma da lei. 6. Este Supremo Tribunal tem admitido, em casos excepcionais e em circunstâncias fora do ordinário, o temperamento na aplicação da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal (“Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar”). Essa excepcionalidade é demonstrada em casos nos quais se patenteie flagrante ilegalidade ou contrariedade a princípios constitucionais ou legais na decisão questionada, o que não ocorre na espécie vertente. 7. Ao prestar as informações ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Juízo de origem afirmou: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR “Informo que o paciente foi condenado, provisoriamente, à pena de 17 (dezessete) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado, na Ação Penal de Competência do Tribunal do Júri n. 0000142-75.2007.8.16.0086, da Vara Criminal da Comarca de Guaíra, pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2..., inciso IV, do Código Penal, cuja sentença condenatória transitou em julgado para a acusação em data de 26/05/2015, pendente de recurso manejado pela defesa. Na sentença, diante das informações colhidas na ação penal, o juízo decretou a prisão preventiva e determinou a remoção do paciente a outra unidade penal (alternativamente ao setor de carceragem da Delegacia de Polícia Federal de Guaíra ou à Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste – PECO, via COTRANSP), tendo em vista sua periculosidade e fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa (…). Diante do decreto de prisão preventiva e do trânsito em julgado para a acusação, e ainda de acordo com o entendimento dos Tribunais Superiores, expediu-se guia de recolhimento provisória, a qual fora autuada, instaurando-se processo de Execução Penal Provisória. Já em sede de Execução de Pena Provisória, elaborou-se os cálculos de pena, sobrevindo a informação de que o apenado fora transferido para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (…), deslocando consigo a competência para fiscalizar o cumprimento de sua pena (…). A redistribuição ocorreu em 31/07/2015 (…) e, recebidos os autos neste Juízo, atualizou-se as informações processuais obtidas via sistema oráculo, seguindo os autos com vistas às partes, para manifestação acerca da homologação dos cálculos de pena. (...) Saliento, por derradeiro, a fim de bem atender à solicitação de informações, que o apenado encontra-se recolhido na PECO – Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, consoante registro penitenciário extraído do sistema de pesquisa da SESP-PR”. 8. Ao julgar o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR “Informo que o paciente foi condenado, provisoriamente, à pena de 17 (dezessete) anos e 06 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado, na Ação Penal de Competência do Tribunal do Júri n. 0000142-75.2007.8.16.0086, da Vara Criminal da Comarca de Guaíra, pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2..., inciso IV, do Código Penal, cuja sentença condenatória transitou em julgado para a acusação em data de 26/05/2015, pendente de recurso manejado pela defesa. Na sentença, diante das informações colhidas na ação penal, o juízo decretou a prisão preventiva e determinou a remoção do paciente a outra unidade penal (alternativamente ao setor de carceragem da Delegacia de Polícia Federal de Guaíra ou à Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste – PECO, via COTRANSP), tendo em vista sua periculosidade e fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa (…). Diante do decreto de prisão preventiva e do trânsito em julgado para a acusação, e ainda de acordo com o entendimento dos Tribunais Superiores, expediu-se guia de recolhimento provisória, a qual fora autuada, instaurando-se processo de Execução Penal Provisória. Já em sede de Execução de Pena Provisória, elaborou-se os cálculos de pena, sobrevindo a informação de que o apenado fora transferido para a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (…), deslocando consigo a competência para fiscalizar o cumprimento de sua pena (…). A redistribuição ocorreu em 31/07/2015 (…) e, recebidos os autos neste Juízo, atualizou-se as informações processuais obtidas via sistema oráculo, seguindo os autos com vistas às partes, para manifestação acerca da homologação dos cálculos de pena. (...) Saliento, por derradeiro, a fim de bem atender à solicitação de informações, que o apenado encontra-se recolhido na PECO – Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste, consoante registro penitenciário extraído do sistema de pesquisa da SESP-PR”. 8. Ao julgar o Habeas Corpus n. 1.419.858-1, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná denegou a ordem: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR “Cumpre consignar que a possibilidade de transferência de estabelecimento prisional não se constitui em direito subjetivo do réu, cabendo ao juiz de primeiro grau a análise da conveniência do deslocamento do acusado, observando, inclusive, o interesse e segurança da sociedade. (…) Neste mesmo sentido, verifica-se nos autos informações prestadas pela autoridade policial de que ‘esta Delegacia de Polícia vem recebendo denúncias anônimas, dando conta de uma possível fuga ou resgate do detento EDGAR EVERSON, Vulgo ‘Juca’, recolhido no X-3, ala ‘C’ do SECAT desta Unidade Policial’ (…). Ademais, consta da decisão do juiz da Comarca de Guaíra, verbis, ‘verifica-se que foi adotada a transferência do réu para a Polícia Federal desta Comarca por questão de segurança, com o fim de evitar eventual resgate ou fuga do Réu, tendo em vista os documentos de fls. 1022 e 1023, os quais narram as denúncias recebidas pela autoridade policial e Ministério Público. A determinação de recomendação do acusado foi dada de forma genérica, não prejudicando a transferência imediata à vista do imperativo da segurança em cotejo’ (…). Como se vê, a medida aqui atacada, longe de se mostrar ilegal ou arbitrária, encontra respaldo no art. 86, § 3..., da Lei n. 7.210/84 (‘Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa, definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos’), garantindo-se, inclusive, o direito constitucional do Paciente de respeito à sua integridade física e moral (art. 5..., XLIX)”. 9. A conclusão sobre a periculosidade do Agravante e o “fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa” conduziu sua transferência para Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste/PR, em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “HABEAS CORPUS. PRESÍDIOS FEDERAIS. TRANSFERÊNCIA E PERMANÊNCIA. EXCEPCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR “Cumpre consignar que a possibilidade de transferência de estabelecimento prisional não se constitui em direito subjetivo do réu, cabendo ao juiz de primeiro grau a análise da conveniência do deslocamento do acusado, observando, inclusive, o interesse e segurança da sociedade. (…) Neste mesmo sentido, verifica-se nos autos informações prestadas pela autoridade policial de que ‘esta Delegacia de Polícia vem recebendo denúncias anônimas, dando conta de uma possível fuga ou resgate do detento EDGAR EVERSON, Vulgo ‘Juca’, recolhido no X-3, ala ‘C’ do SECAT desta Unidade Policial’ (…). Ademais, consta da decisão do juiz da Comarca de Guaíra, verbis, ‘verifica-se que foi adotada a transferência do réu para a Polícia Federal desta Comarca por questão de segurança, com o fim de evitar eventual resgate ou fuga do Réu, tendo em vista os documentos de fls. 1022 e 1023, os quais narram as denúncias recebidas pela autoridade policial e Ministério Público. A determinação de recomendação do acusado foi dada de forma genérica, não prejudicando a transferência imediata à vista do imperativo da segurança em cotejo’ (…). Como se vê, a medida aqui atacada, longe de se mostrar ilegal ou arbitrária, encontra respaldo no art. 86, § 3..., da Lei n. 7.210/84 (‘Caberá ao juiz competente, a requerimento da autoridade administrativa, definir o estabelecimento prisional adequado para abrigar o preso provisório ou condenado, em atenção ao regime e aos requisitos estabelecidos’), garantindo-se, inclusive, o direito constitucional do Paciente de respeito à sua integridade física e moral (art. 5..., XLIX)”. 9. A conclusão sobre a periculosidade do Agravante e o “fundado receio de fuga ou resgate deste por parte de integrantes de organização criminosa” conduziu sua transferência para Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste/PR, em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal: “HABEAS CORPUS. PRESÍDIOS FEDERAIS. TRANSFERÊNCIA E PERMANÊNCIA. EXCEPCIONALIDADE. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR CONTROLE COMPARTILHADO ENTRE O JUIZ DE ORIGEM E O JUIZ RESPONSÁVEL PELO PRESÍDIO. LIDERANÇA DE GRUPO CRIMINOSO ORGANIZADO. 1. Os presídios federais são destinados a isolar presos de elevada periculosidade, especialmente aqueles extremamente violentos ou líderes de grupos criminosos. 2. Considerado o contexto no qual se insere o sistema carcerário brasileiro, com graves indisciplinas, fugas, rebeliões e prática de crimes por reclusos, o regime prisional em vigor nos presídios federais, embora rigoroso, constitui remédio amargo, mas necessário e válido. 3. Como a transferência e a permanência no presídio federal envolvem a imposição ao preso de um regime prisional mais gravoso, pela maior restrição da liberdade, são elas excepcionais e transitórias. Em caso de necessidade, é possível, em princípio, que a permanência no presídio federal, embora excepcional, se prolongue significativamente, quer por fato novo ou pela persistência das razões ensejadoras da transferência inicial. 4. Cabe ao Poder Judiciário verificar se o preso tem ou não o perfil apropriado para a transferência ou a permanência nos presídios federais, em controle compartilhado entre o juízo de origem solicitante e o juízo responsável pelo presídio federal, prevista expressamente em lei forma hábil para a solução de eventual divergência, o conflito de competência (art. 9... e art. 10, § 5..., da Lei n 11.671/2008). 5. Não há falar, na espécie, em obstáculo ao exercício do poder jurisdicional conferido pela Lei Federal n 11.671/2008 nem em supressão da competência da Justiça Federal, da mesma forma que inocorrente ofensa ao contraditório e à ampla defesa. Histórico de condenações e informações de inteligência da Secretaria de Segurança Pública que revelam profundo envolvimento do paciente no mundo do crime e posição de liderança em grupo criminoso organizado, a justificar a transferência e a permanência em presídio federal de segurança máxima. 6. Ordem denegada” (HC n. 112.650, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 30.10.2014). Nesse sentido: HC n. 115.539, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 17.9.2013; HC n. 106.039, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.6.2012; e HC 88.508, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18.12.2013. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR CONTROLE COMPARTILHADO ENTRE O JUIZ DE ORIGEM E O JUIZ RESPONSÁVEL PELO PRESÍDIO. LIDERANÇA DE GRUPO CRIMINOSO ORGANIZADO. 1. Os presídios federais são destinados a isolar presos de elevada periculosidade, especialmente aqueles extremamente violentos ou líderes de grupos criminosos. 2. Considerado o contexto no qual se insere o sistema carcerário brasileiro, com graves indisciplinas, fugas, rebeliões e prática de crimes por reclusos, o regime prisional em vigor nos presídios federais, embora rigoroso, constitui remédio amargo, mas necessário e válido. 3. Como a transferência e a permanência no presídio federal envolvem a imposição ao preso de um regime prisional mais gravoso, pela maior restrição da liberdade, são elas excepcionais e transitórias. Em caso de necessidade, é possível, em princípio, que a permanência no presídio federal, embora excepcional, se prolongue significativamente, quer por fato novo ou pela persistência das razões ensejadoras da transferência inicial. 4. Cabe ao Poder Judiciário verificar se o preso tem ou não o perfil apropriado para a transferência ou a permanência nos presídios federais, em controle compartilhado entre o juízo de origem solicitante e o juízo responsável pelo presídio federal, prevista expressamente em lei forma hábil para a solução de eventual divergência, o conflito de competência (art. 9... e art. 10, § 5..., da Lei n 11.671/2008). 5. Não há falar, na espécie, em obstáculo ao exercício do poder jurisdicional conferido pela Lei Federal n 11.671/2008 nem em supressão da competência da Justiça Federal, da mesma forma que inocorrente ofensa ao contraditório e à ampla defesa. Histórico de condenações e informações de inteligência da Secretaria de Segurança Pública que revelam profundo envolvimento do paciente no mundo do crime e posição de liderança em grupo criminoso organizado, a justificar a transferência e a permanência em presídio federal de segurança máxima. 6. Ordem denegada” (HC n. 112.650, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 30.10.2014). Nesse sentido: HC n. 115.539, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 17.9.2013; HC n. 106.039, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 8.6.2012; e HC 88.508, Relator o Ministro Celso de Mello, DJe 18.12.2013. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR 10. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na análise do pleito, por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pelo Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte: “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1....6.2007). “HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA SÚMULA DO SUPREMO. A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado o indeferimento de liminar” (HC n. 90.602, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 22.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR 10. Na espécie vertente, as circunstâncias expostas na inicial e os documentos juntados comprovam ser imprescindível prudência na análise do pleito, por não se poder permitir, sem fundamentação suficiente, a supressão da instância a quo. A decisão liminar e precária proferida pelo Ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação ali em curso a aguardar julgamento definitivo, como pedido pela parte: “AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO QUE INDEFERIU LIMINAR NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. EXCEPCIONALIDADE NÃO DEMONSTRADA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A decisão questionada nesta ação é monocrática e tem natureza precária, desprovida, portanto, de conteúdo definitivo. Não vislumbrando a existência de manifesto constrangimento ilegal, incide, na espécie, a Súmula 691 deste Supremo Tribunal (‘Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar’). Precedentes. 2. Agravo regimental não provido” (HC n. 90.716-AgR, de minha relatoria, DJ 1....6.2007). “HABEAS CORPUS - OBJETO - INDEFERIMENTO DE LIMINAR EM IDÊNTICA MEDIDA - VERBETE N. 691 DA SÚMULA DO SUPREMO. A Súmula do Supremo revela, como regra, o não-cabimento do habeas contra ato de relator que, em idêntica medida, haja implicado o indeferimento de liminar” (HC n. 90.602, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ 22.6.2007). Assim também os seguintes precedentes: HC n. 89.970, de minha relatoria, DJ 22.6.2007; HC n. 90.232, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 2.3.2007; e HC n. 89.675-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 2.2.2007. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 130976 AGR / PR 11. Pelo exposto, voto pelo não provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Supremo Tribunal Federal HC 130976 AGR / PR 11. Pelo exposto, voto pelo não provimento ao agravo regimental. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823486. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) : ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) : BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) : ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824392 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 130.976 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : EDGAR EVERSON MENDES DE SOUZA AGTE.(S) : ALESSANDRO SILVERIO AGTE.(S) : BRUNO AUGUSTO GONÇALVES VIANNA ADV.(A/S) : ALESSSANDRO SILVERIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 338.915 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824392 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Processo administrativo disciplinar. Demissão. 3. Falta de defesa por advogado em processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante n. 5. 4. Proporcionalidade entre a infração praticada e a penalidade aplicada. Prova. 5. Julgamento do processo administrativo fora de prazo não acarreta nulidade. Art. 169, § 1º, da Lei 8.112/90. 6 Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 708-718, que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. Extrai-se dos autos que o ora agravante, ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social, foi demitido após a instauração de processo administrativo disciplinar por valer-se do cargo para lograr proveito próprio ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública. Em face do ato de demissão, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem (fls. 612-624). Inconformado, o ex-servidor interpôs recurso ordinário (fls. 652-671), o qual foi distribuído a minha relatoria. Após analisar detidamente a questão, neguei-lhe seguimento, aos seguintes fundamentos: a) falta de defesa por advogado no âmbito do processo administrativo disciplinar não viola o princípio da ampla defesa; b) aplicação da penalidade de demissão não ofendeu ao princípio da proporcionalidade, haja vista a comprovação da materialidade e da autoria da infração, bem como para chegar à conclusão diversa seria necessária dilação probatória; c) ausência de fundamentação válida não poderia ser solucionada na presente seara, uma vez que o impetrante ter- se-ia limitado a desqualificar as conclusões do ato coator; e d) o excesso de prazo para encerramento do processo administrativo disciplinar não acarreta nulidade. Daí, o presente agravo regimental, no qual se sustenta, em síntese, a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n. 5 ao caso; a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 708-718, que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. Extrai-se dos autos que o ora agravante, ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social, foi demitido após a instauração de processo administrativo disciplinar por valer-se do cargo para lograr proveito próprio ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública. Em face do ato de demissão, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem (fls. 612-624). Inconformado, o ex-servidor interpôs recurso ordinário (fls. 652-671), o qual foi distribuído a minha relatoria. Após analisar detidamente a questão, neguei-lhe seguimento, aos seguintes fundamentos: a) falta de defesa por advogado no âmbito do processo administrativo disciplinar não viola o princípio da ampla defesa; b) aplicação da penalidade de demissão não ofendeu ao princípio da proporcionalidade, haja vista a comprovação da materialidade e da autoria da infração, bem como para chegar à conclusão diversa seria necessária dilação probatória; c) ausência de fundamentação válida não poderia ser solucionada na presente seara, uma vez que o impetrante ter- se-ia limitado a desqualificar as conclusões do ato coator; e d) o excesso de prazo para encerramento do processo administrativo disciplinar não acarreta nulidade. Daí, o presente agravo regimental, no qual se sustenta, em síntese, a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n. 5 ao caso; a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RMS 29544 AGR / DF desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta; e a ilegalidade decorrente do excesso do prazo à análise do PAD. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta; e a ilegalidade decorrente do excesso do prazo à análise do PAD. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência deste Tribunal firmou-se em que a falta de defesa por advogado, no processo administrativo disciplinar, não ofende o princípio constitucional da ampla defesa. Isso porque a Suprema Corte, com base em reiterados julgados, determinou que a designação de defensor em processo administrativo é mera faculdade da parte. Nesse sentido, foi editada a Súmula Vinculante n. 5 que assim dispõe: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Seguindo essa orientação, cito os seguintes precedentes desta Corte: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante nº 5 da Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência deste Tribunal firmou-se em que a falta de defesa por advogado, no processo administrativo disciplinar, não ofende o princípio constitucional da ampla defesa. Isso porque a Suprema Corte, com base em reiterados julgados, determinou que a designação de defensor em processo administrativo é mera faculdade da parte. Nesse sentido, foi editada a Súmula Vinculante n. 5 que assim dispõe: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Seguindo essa orientação, cito os seguintes precedentes desta Corte: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante nº 5 da Súmula Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei nº 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2º, da Lei nº 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA DE DEFESA TÉCNICA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 5. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ADMINISTRATIVA. EXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. ANÁLISE DA LEI 8.112/1990. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 5. II – O exame da ocorrência de prescrição da pretensão punitiva administrativa demanda o reexame de fatos e provas, bem como a análise de matéria infraconstitucional. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 780.486, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 1.7.2014). No que se refere à alegação da desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta, também não assiste razão ao agravante. Registro que a conclusão do processo administrativo disciplinar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei nº 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2º, da Lei nº 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA DE DEFESA TÉCNICA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 5. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ADMINISTRATIVA. EXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. ANÁLISE DA LEI 8.112/1990. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 5. II – O exame da ocorrência de prescrição da pretensão punitiva administrativa demanda o reexame de fatos e provas, bem como a análise de matéria infraconstitucional. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (RE-AgR 780.486, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 1.7.2014). No que se refere à alegação da desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta, também não assiste razão ao agravante. Registro que a conclusão do processo administrativo disciplinar 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF comprovou a prática de conduta efetivamente passível de aplicação da pena de demissão. A esse propósito, cito trecho do Parecer emitido pela Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, a saber: “35. As provas documentais e testemunhais são suficientes para sustentar a aplicação da penalidade de demissão. 36. Consoante se extrai do próprio interrogatório de servidor e da oitiva da segurada, o servidor ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA habilitou e concedeu, em 20/08/2002, benefício de aposentadoria por tempo de contribuição NB n. 42/125.763.631-3, em favor de Elcy Marque Requia, sem a presença da segurada ou de procurador regularmente constituído, intermediado pela contabilista Marai do Rosário Fátima de Sousa, a quem o servidor entregava os requerimento de entrada dos beneficiários, devolvidos posteriormente com a assinatura da segurada, e que percebeu a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais) pela atuação na concessão indevida do benefício em tela. (…) 41. Não se trata de punir o servidor por um simples equívoco no desempenho de suas funções, mas de reprimir a conduta manifestamente dolosa do agente, em proveito da intermediária e da segurada Elcy Marques Requia. 42. Está, portanto, sobejamente demonstrado o dolo, a má- fé do servidor ao se valer da atribuições de seu cargo, para lograr proveito em favor de terceiro, em detrimento da dignidade da função pública” (fl. 287-288). Dessa forma, conforme já consignado na decisão agravada e pelo Superior Tribunal de Justiça e levando em conta as provas constantes dos autos, especialmente o Relatório Final da Comissão Processante (fls. 255- 277) e o Parecer elaborado pela Consultoria Jurídica do Ministério da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF comprovou a prática de conduta efetivamente passível de aplicação da pena de demissão. A esse propósito, cito trecho do Parecer emitido pela Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, a saber: “35. As provas documentais e testemunhais são suficientes para sustentar a aplicação da penalidade de demissão. 36. Consoante se extrai do próprio interrogatório de servidor e da oitiva da segurada, o servidor ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA habilitou e concedeu, em 20/08/2002, benefício de aposentadoria por tempo de contribuição NB n. 42/125.763.631-3, em favor de Elcy Marque Requia, sem a presença da segurada ou de procurador regularmente constituído, intermediado pela contabilista Marai do Rosário Fátima de Sousa, a quem o servidor entregava os requerimento de entrada dos beneficiários, devolvidos posteriormente com a assinatura da segurada, e que percebeu a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais) pela atuação na concessão indevida do benefício em tela. (…) 41. Não se trata de punir o servidor por um simples equívoco no desempenho de suas funções, mas de reprimir a conduta manifestamente dolosa do agente, em proveito da intermediária e da segurada Elcy Marques Requia. 42. Está, portanto, sobejamente demonstrado o dolo, a má- fé do servidor ao se valer da atribuições de seu cargo, para lograr proveito em favor de terceiro, em detrimento da dignidade da função pública” (fl. 287-288). Dessa forma, conforme já consignado na decisão agravada e pelo Superior Tribunal de Justiça e levando em conta as provas constantes dos autos, especialmente o Relatório Final da Comissão Processante (fls. 255- 277) e o Parecer elaborado pela Consultoria Jurídica do Ministério da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF Previdência Social (fls. 282-289), não há que se falar em desproporcionalidade entre a infração administrativa imputada ao servidor e a penalidade aplicada. Por fim, no que tange à alegação de nulidade do PAD em decorrência do excesso de prazo na conclusão, melhor sorte não ampara o agravante. Como já salientado na decisão agravada, esta Corte, considerando o disposto no § 1º do artigo 169 da 8.112/90, firmou orientação de que o julgamento do PAD fora de prazo não acarreta nulidade. A esse propósito, confira-se o seguinte julgado: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante nº 5 da Súmula do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei nº 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2º, da Lei nº 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF Previdência Social (fls. 282-289), não há que se falar em desproporcionalidade entre a infração administrativa imputada ao servidor e a penalidade aplicada. Por fim, no que tange à alegação de nulidade do PAD em decorrência do excesso de prazo na conclusão, melhor sorte não ampara o agravante. Como já salientado na decisão agravada, esta Corte, considerando o disposto no § 1º do artigo 169 da 8.112/90, firmou orientação de que o julgamento do PAD fora de prazo não acarreta nulidade. A esse propósito, confira-se o seguinte julgado: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante nº 5 da Súmula do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei nº 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2º, da Lei nº 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552759 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9628396
2015-09-29T00:00:00
2015-10-22T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Processo administrativo disciplinar. Demissão. 3. Falta de defesa por advogado em processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante n. 5. 4. Proporcionalidade entre a infração praticada e a penalidade aplicada. Prova. 5. Julgamento do processo administrativo fora de prazo não acarreta nulidade. Art. 169, § 1º, da Lei 8.112/90. 6 Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur325688
- Acórdão(s) citado(s): (PROCESSO ADMINISTRATIVO, DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO) RMS 28546 (1ªT), RE 780486 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 06/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
29544
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n ART-00169 PAR-00001\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS\n\n", "LEG-FED SUV-000005 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 29544 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança. 2. Processo administrativo disciplinar. Demissão. 3. Falta de defesa por advogado em processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante n. 5. 4. Proporcionalidade entre a infração praticada e a penalidade aplicada. Prova. 5. Julgamento do processo administrativo fora de prazo não acarreta nulidade. Art. 169, § 1..., da Lei 8.112/90. 6 Argumentos incapazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604007. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 708-718, que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. Extrai-se dos autos que o ora agravante, ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social, foi demitido após a instauração de processo administrativo disciplinar por valer-se do cargo para lograr proveito próprio ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública. Em face do ato de demissão, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem (fls. 612-624). Inconformado, o ex-servidor interpôs recurso ordinário (fls. 652-671), o qual foi distribuído a minha relatoria. Após analisar detidamente a questão, neguei-lhe seguimento, aos seguintes fundamentos: a) falta de defesa por advogado no âmbito do processo administrativo disciplinar não viola o princípio da ampla defesa; b) aplicação da penalidade de demissão não ofendeu ao princípio da proporcionalidade, haja vista a comprovação da materialidade e da autoria da infração, bem como para chegar à conclusão diversa seria necessária dilação probatória; c) ausência de fundamentação válida não poderia ser solucionada na presente seara, uma vez que o impetrante ter- se-ia limitado a desqualificar as conclusões do ato coator; e d) o excesso de prazo para encerramento do processo administrativo disciplinar não acarreta nulidade. Daí, o presente agravo regimental, no qual se sustenta, em síntese, a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n. 5 ao caso; a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 708-718, que negou seguimento a recurso ordinário em mandado de segurança. Extrai-se dos autos que o ora agravante, ex-servidor do Instituto Nacional do Seguro Social, foi demitido após a instauração de processo administrativo disciplinar por valer-se do cargo para lograr proveito próprio ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública. Em face do ato de demissão, foi impetrado mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem (fls. 612-624). Inconformado, o ex-servidor interpôs recurso ordinário (fls. 652-671), o qual foi distribuído a minha relatoria. Após analisar detidamente a questão, neguei-lhe seguimento, aos seguintes fundamentos: a) falta de defesa por advogado no âmbito do processo administrativo disciplinar não viola o princípio da ampla defesa; b) aplicação da penalidade de demissão não ofendeu ao princípio da proporcionalidade, haja vista a comprovação da materialidade e da autoria da infração, bem como para chegar à conclusão diversa seria necessária dilação probatória; c) ausência de fundamentação válida não poderia ser solucionada na presente seara, uma vez que o impetrante ter- se-ia limitado a desqualificar as conclusões do ato coator; e d) o excesso de prazo para encerramento do processo administrativo disciplinar não acarreta nulidade. Daí, o presente agravo regimental, no qual se sustenta, em síntese, a inaplicabilidade da Súmula Vinculante n. 5 ao caso; a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RMS 29544 AGR / DF desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta; e a ilegalidade decorrente do excesso do prazo à análise do PAD. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta; e a ilegalidade decorrente do excesso do prazo à análise do PAD. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência deste Tribunal firmou-se em que a falta de defesa por advogado, no processo administrativo disciplinar, não ofende o princípio constitucional da ampla defesa. Isso porque a Suprema Corte, com base em reiterados julgados, determinou que a designação de defensor em processo administrativo é mera faculdade da parte. Nesse sentido, foi editada a Súmula Vinculante n. 5 que assim dispõe: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Seguindo essa orientação, cito os seguintes precedentes desta Corte: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante n 5 da Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a jurisprudência deste Tribunal firmou-se em que a falta de defesa por advogado, no processo administrativo disciplinar, não ofende o princípio constitucional da ampla defesa. Isso porque a Suprema Corte, com base em reiterados julgados, determinou que a designação de defensor em processo administrativo é mera faculdade da parte. Nesse sentido, foi editada a Súmula Vinculante n. 5 que assim dispõe: “A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição”. Seguindo essa orientação, cito os seguintes precedentes desta Corte: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante n 5 da Súmula Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei n 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2..., da Lei n 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA DE DEFESA TÉCNICA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 5. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ADMINISTRATIVA. EXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. ANÁLISE DA LEI 8.112/1990. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 5. II – O exame da ocorrência de prescrição da pretensão punitiva administrativa demanda o reexame de fatos e provas, bem como a análise de matéria infraconstitucional. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 780.486, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 1.7.2014). No que se refere à alegação da desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta, também não assiste razão ao agravante. Registro que a conclusão do processo administrativo disciplinar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei n 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2..., da Lei n 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. FALTA DE DEFESA TÉCNICA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA VINCULANTE 5. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA ADMINISTRATIVA. EXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279. ANÁLISE DA LEI 8.112/1990. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I – A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição. Súmula Vinculante 5. II – O exame da ocorrência de prescrição da pretensão punitiva administrativa demanda o reexame de fatos e provas, bem como a análise de matéria infraconstitucional. III – Agravo regimental a que se nega provimento”. (Recurso Extraordinário-AgR 780.486, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 1.7.2014). No que se refere à alegação da desproporcionalidade entre a conduta praticada e a penalidade imposta, também não assiste razão ao agravante. Registro que a conclusão do processo administrativo disciplinar 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF comprovou a prática de conduta efetivamente passível de aplicação da pena de demissão. A esse propósito, cito trecho do Parecer emitido pela Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, a saber: “35. As provas documentais e testemunhais são suficientes para sustentar a aplicação da penalidade de demissão. 36. Consoante se extrai do próprio interrogatório de servidor e da oitiva da segurada, o servidor ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA habilitou e concedeu, em 20/08/2002, benefício de aposentadoria por tempo de contribuição NB n. 42/125.763.631-3, em favor de Elcy Marque Requia, sem a presença da segurada ou de procurador regularmente constituído, intermediado pela contabilista Marai do Rosário Fátima de Sousa, a quem o servidor entregava os requerimento de entrada dos beneficiários, devolvidos posteriormente com a assinatura da segurada, e que percebeu a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais) pela atuação na concessão indevida do benefício em tela. (…) 41. Não se trata de punir o servidor por um simples equívoco no desempenho de suas funções, mas de reprimir a conduta manifestamente dolosa do agente, em proveito da intermediária e da segurada Elcy Marques Requia. 42. Está, portanto, sobejamente demonstrado o dolo, a má- fé do servidor ao se valer da atribuições de seu cargo, para lograr proveito em favor de terceiro, em detrimento da dignidade da função pública” (fl. 287-288). Dessa forma, conforme já consignado na decisão agravada e pelo Superior Tribunal de Justiça e levando em conta as provas constantes dos autos, especialmente o Relatório Final da Comissão Processante (fls. 255- 277) e o Parecer elaborado pela Consultoria Jurídica do Ministério da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF comprovou a prática de conduta efetivamente passível de aplicação da pena de demissão. A esse propósito, cito trecho do Parecer emitido pela Consultoria Jurídica do Ministério da Previdência Social, a saber: “35. As provas documentais e testemunhais são suficientes para sustentar a aplicação da penalidade de demissão. 36. Consoante se extrai do próprio interrogatório de servidor e da oitiva da segurada, o servidor ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA habilitou e concedeu, em 20/08/2002, benefício de aposentadoria por tempo de contribuição NB n. 42/125.763.631-3, em favor de Elcy Marque Requia, sem a presença da segurada ou de procurador regularmente constituído, intermediado pela contabilista Marai do Rosário Fátima de Sousa, a quem o servidor entregava os requerimento de entrada dos beneficiários, devolvidos posteriormente com a assinatura da segurada, e que percebeu a quantia de R$ 8.000,00 (oito mil reais) pela atuação na concessão indevida do benefício em tela. (…) 41. Não se trata de punir o servidor por um simples equívoco no desempenho de suas funções, mas de reprimir a conduta manifestamente dolosa do agente, em proveito da intermediária e da segurada Elcy Marques Requia. 42. Está, portanto, sobejamente demonstrado o dolo, a má- fé do servidor ao se valer da atribuições de seu cargo, para lograr proveito em favor de terceiro, em detrimento da dignidade da função pública” (fl. 287-288). Dessa forma, conforme já consignado na decisão agravada e pelo Superior Tribunal de Justiça e levando em conta as provas constantes dos autos, especialmente o Relatório Final da Comissão Processante (fls. 255- 277) e o Parecer elaborado pela Consultoria Jurídica do Ministério da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RMS 29544 AGR / DF Previdência Social (fls. 282-289), não há que se falar em desproporcionalidade entre a infração administrativa imputada ao servidor e a penalidade aplicada. Por fim, no que tange à alegação de nulidade do PAD em decorrência do excesso de prazo na conclusão, melhor sorte não ampara o agravante. Como já salientado na decisão agravada, esta Corte, considerando o disposto no § 1... do artigo 169 da 8.112/90, firmou orientação de que o julgamento do PAD fora de prazo não acarreta nulidade. A esse propósito, confira-se o seguinte julgado: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante n 5 da Súmula do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei n 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2..., da Lei n 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Supremo Tribunal Federal RMS 29544 AGR / DF Previdência Social (fls. 282-289), não há que se falar em desproporcionalidade entre a infração administrativa imputada ao servidor e a penalidade aplicada. Por fim, no que tange à alegação de nulidade do PAD em decorrência do excesso de prazo na conclusão, melhor sorte não ampara o agravante. Como já salientado na decisão agravada, esta Corte, considerando o disposto no § 1... do artigo 169 da 8.112/90, firmou orientação de que o julgamento do PAD fora de prazo não acarreta nulidade. A esse propósito, confira-se o seguinte julgado: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL VERSUS PRONUNCIAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES. Mostra-se impróprio confundir ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com decisão contrária a interesses. PROCESSO ADMINISTRATIVO – PROFISSIONAL DA ADVOCACIA. Consoante o Verbete Vinculante n 5 da Súmula do Supremo, não ofende a Constituição a falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar. PROCESSO ADMINISTRATIVO – REVELIA – DEFESA. Observada a regra da Lei n 8.112/90 no sentido de dar-se defensor ao revel, descabe cogitar de nulidade. PROCESSO ADMINISTRATIVO – JULGAMENTO – PRAZO. O artigo 169, § 2..., da Lei n 8.112/90 preceitua não acarretar nulidade o julgamento do processo administrativo fora dos prazos previstos. SERVIDOR – INASSIDUIDADE HABITUAL – DEMISSÃO – DOLO – INADEQUAÇÃO. Em se tratando não de abandono do serviço, mas de desídia, é inviável perquirir o elemento subjetivo retratado no dolo”. (RMS 28.546, rel. min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 7.3.2013). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9604009. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552759 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 29.544 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires e realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9552759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante n . 5", "RMS 29544", "RMS 29544", "Súmula Vinculante n . 5", "Verbete Vinculante n 5 da Súmula", "RECURSO ORD", "RMS 29544", "RMS 28 . 546", "Súmula Vinculante", "Recurso Extraordinário - AgR 780 . 486", "RMS 29544 AGR", "RMS 28 . 546", "Recurso Extraordinário - AgR 780 . 486", "Verbete Vinculante n 5 da Súmula do Supremo", "RMS 28 . 546", "RMS 29544 AGR", "Verbete Vinculante n 5 da Súmula do Supremo", "RMS 28 . 546" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Art . 169 , § 1 . . . , da Lei 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 90", "artigo 169 , § 2 . . . , da Lei n 8 . 112 / 90", "LEI 8 . 112 / 1990", "Constituição", "Medida Provisória 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"UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", ".", "Procuradoria", "-", "Geral da Cidade de Buenos Aires", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "Elcy Marque Requia", "Marai do Rosário Fátima de Sousa", "Elcy Marques Requia", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "Elcy Marque Requia", "Marai do Rosário Fátima de Sousa", "Elcy Marques Requia", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANTÔNIO PEREIRA DA SILVA", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "29", "/", "09", "/", "2015", "29 de setembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "1", ".", "7", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "1", ".", "7", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR. ATO QUESTIONADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO SUBSTITUTIVO DA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823488. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alexandre Langaro e outro, advogados, em benefício de Erik Osório da Silva, contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 19.10.2015, negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 9.11.2015, o presente agravo regimental por Erik Osório da Silva. 3. O Agravante alega: “A eminente Ministra Relatora deixou de examinar a tese da obrigatoriedade de o juiz – antes de mandar prender preventivamente – aplicar as medidas cautelares diversas da prisão, nos termos dos arts. 282, §§ 4º e 6º e 319, CPP. A pretensa supressão de instância – elemento formal que não transige com o valor da dignidade da pessoa humana e com a liberdade [o bem maior] – não está previsto, na Constituição Federal, como óbice ao habeas (…). Em adição, surge, no ponto, a possibilidade de concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alexandre Langaro e outro, advogados, em benefício de Erik Osório da Silva, contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 19.10.2015, negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 9.11.2015, o presente agravo regimental por Erik Osório da Silva. 3. O Agravante alega: “A eminente Ministra Relatora deixou de examinar a tese da obrigatoriedade de o juiz – antes de mandar prender preventivamente – aplicar as medidas cautelares diversas da prisão, nos termos dos arts. 282, §§ 4º e 6º e 319, CPP. A pretensa supressão de instância – elemento formal que não transige com o valor da dignidade da pessoa humana e com a liberdade [o bem maior] – não está previsto, na Constituição Federal, como óbice ao habeas (…). Em adição, surge, no ponto, a possibilidade de concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 131049 AGR / AM ordem de ofício. Nesse sentido, o art. 654, § 2º, CPP. Precedentes inadequados [item 13 da decisão recorrida]. É que as duas decisões invocadas cuidam de hipóteses diferentes: uma, revela a apreensão de grande quantidade de droga – o que pode influenciar na fixação da pena, mas é elemento neutro no tocante à preventiva; a outra, trata de associação criminosa e financiamento ao tráfico [fls. 10/13]. No caso, porém, como constou da decisão recorrida, foi encontrada no bolso da bermuda do Recorrente, 46,5 gramas de pasta base de cocaína. Não se descarta, então, o porte de droga para consumo pessoal, incidindo o art. 28, Lei 11.343/2006, cuja inconstitucionalidade já está sendo declarada pelo Pleno deste Supremo Tribunal – RE 635659. O que torna o fato atípico e insustentável a preventiva”. Este o teor dos pedidos: “Prover o regimental; suprir a omissão; conceder a medida liminar”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM ordem de ofício. Nesse sentido, o art. 654, § 2º, CPP. Precedentes inadequados [item 13 da decisão recorrida]. É que as duas decisões invocadas cuidam de hipóteses diferentes: uma, revela a apreensão de grande quantidade de droga – o que pode influenciar na fixação da pena, mas é elemento neutro no tocante à preventiva; a outra, trata de associação criminosa e financiamento ao tráfico [fls. 10/13]. No caso, porém, como constou da decisão recorrida, foi encontrada no bolso da bermuda do Recorrente, 46,5 gramas de pasta base de cocaína. Não se descarta, então, o porte de droga para consumo pessoal, incidindo o art. 28, Lei 11.343/2006, cuja inconstitucionalidade já está sendo declarada pelo Pleno deste Supremo Tribunal – RE 635659. O que torna o fato atípico e insustentável a preventiva”. Este o teor dos pedidos: “Prover o regimental; suprir a omissão; conceder a medida liminar”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante foi denunciado pela suposta prática do delito do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se na inicial acusatória: “Consta do Auto de Prisão em Flagrante que serve de suporte à acusação que no dia 15/08/2015, por volta das 19:30 horas, na Vila Beca, s/n°, Bairro Nossa Senhora de Fátima, nesta cidade, o denunciado ÉRICK OZÓRIO DA SILVA trazia consigo e guardava oito porções de pasta base de cocaína, totalizando 46,5 gramas, substância de uso proscrito no Brasil, conforme a Portaria SVS/MS n° 344, de 12/05/1998. Segundo se infere do investigatório, uma guarnição da Polícia Militar recebeu denúncia de um cidadão dando conta de que o ora denunciado estaria vendendo drogas em sua residência, razão pela qual foram ao local averiguar a notitia criminis. Lá chegando, o denunciado avisou os policiais, tendo entrado em sua residência e voltado sem bermuda, apenas com suas roupas íntimas. Ato contínuo, a guarnição policial efetuou uma busca pessoal na residência de ÉRICK OZÓRIO DA SILVA, tendo encontrado o material entorpecente no bolso de uma bermuda que estava escondida no banheiro de sua residência, razão pela qual prenderam o denunciado em flagrante”. 3. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000 e, em 14.10.2015, o Relator, Desembargador Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, indeferiu a medida liminar. 4. Essa decisão foi objeto do Habeas Corpus n. 339.606. Em 19.10.2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante foi denunciado pela suposta prática do delito do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se na inicial acusatória: “Consta do Auto de Prisão em Flagrante que serve de suporte à acusação que no dia 15/08/2015, por volta das 19:30 horas, na Vila Beca, s/n°, Bairro Nossa Senhora de Fátima, nesta cidade, o denunciado ÉRICK OZÓRIO DA SILVA trazia consigo e guardava oito porções de pasta base de cocaína, totalizando 46,5 gramas, substância de uso proscrito no Brasil, conforme a Portaria SVS/MS n° 344, de 12/05/1998. Segundo se infere do investigatório, uma guarnição da Polícia Militar recebeu denúncia de um cidadão dando conta de que o ora denunciado estaria vendendo drogas em sua residência, razão pela qual foram ao local averiguar a notitia criminis. Lá chegando, o denunciado avisou os policiais, tendo entrado em sua residência e voltado sem bermuda, apenas com suas roupas íntimas. Ato contínuo, a guarnição policial efetuou uma busca pessoal na residência de ÉRICK OZÓRIO DA SILVA, tendo encontrado o material entorpecente no bolso de uma bermuda que estava escondida no banheiro de sua residência, razão pela qual prenderam o denunciado em flagrante”. 3. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000 e, em 14.10.2015, o Relator, Desembargador Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, indeferiu a medida liminar. 4. Essa decisão foi objeto do Habeas Corpus n. 339.606. Em 19.10.2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM a Relatora, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou seguimento a essa impetração, com base na Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Contra esse julgado, foi impetrado o habeas corpus neste Supremo Tribunal. 5. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão monocrática da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n. 339.606. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC n. 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Confiram-se também os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC n. 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM a Relatora, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou seguimento a essa impetração, com base na Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Contra esse julgado, foi impetrado o habeas corpus neste Supremo Tribunal. 5. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão monocrática da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n. 339.606. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no STJ – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC n. 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Confiram-se também os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO STJ. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no STJ e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC n. 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC n. 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014). 6. Ademais, consta do sítio do Tribunal de Justiça do Amazonas que, em 12.11.2015, houve o julgamento do mérito do Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça amazonense. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. A decisão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça foi substituída pelo julgamento de mérito no Tribunal de Justiça amazonense. 7. Sem adentrar o mérito, mas para afastar a declaração de ilegalidade afirmada, ao decretar a prisão preventiva do Agravante, o Juízo de origem afirmou: “Embora não tenha havido a observância estrita do período de 24h (vinte e quatro horas) imposto para a homologação da prisão em flagrante, há que se pontuar que a jurisprudência do STJ vem afastando a ocorrência de constrangimento ilegal sempre que o descumprimento da regra não se afigure excessivo. A par disso, deve ser decretada a prisão preventiva do flagranteado, posto que já responde por processo relativo ao mesmo delito,quando, além de estar provada a existência do crime e de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC n. 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014). 6. Ademais, consta do sítio do Tribunal de Justiça do Amazonas que, em 12.11.2015, houve o julgamento do mérito do Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça amazonense. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. A decisão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça foi substituída pelo julgamento de mérito no Tribunal de Justiça amazonense. 7. Sem adentrar o mérito, mas para afastar a declaração de ilegalidade afirmada, ao decretar a prisão preventiva do Agravante, o Juízo de origem afirmou: “Embora não tenha havido a observância estrita do período de 24h (vinte e quatro horas) imposto para a homologação da prisão em flagrante, há que se pontuar que a jurisprudência do STJ vem afastando a ocorrência de constrangimento ilegal sempre que o descumprimento da regra não se afigure excessivo. A par disso, deve ser decretada a prisão preventiva do flagranteado, posto que já responde por processo relativo ao mesmo delito,quando, além de estar provada a existência do crime e de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM indícios suficientes de autoria, a necessidade de garantia da ordem pública eclode da prova pré-constituída, a qual, no caso dos autos, sinaliza para a prática de tráfico ilícito de entorpecentes, crime capitulado no artigo 33 da Lei 11.343/06, mostrando ser descabida a substituição da segregação por medidas cautelares diversas. EX POSITIS Homologo o auto e converto a prisão em flagrante de ERICK OZÓRIO DA SILVA em preventiva, e o faço com fulcro no art. 310, inc. II, do Código de Processo Penal, uma vez presentes os requisitos constantes do art. 312 do CPP, e por se revelarem insuficientes as medidas cautelares previstas no art. 319, da Lei Adjetiva Penal. Serve a presente decisão como mandado de prisão. Registre-se no sistema nacional a cargo do Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 289-A, do Código de Processo Penal”. 8. Essa decisão foi mantida em segunda instância com o indeferimento da medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas: “Analiso a liminar requerida na petição inicial. De inicio, imperioso observar que constitui ônus da parte demonstrar que o ato praticado constitui coação ilegal, a ensejar o deferimento da medida, bem como necessário o preenchimento dos requisitos autorizadores para a concessão de liminar, quais sejam, o fumus boni iuris e o periculum in mora. (HABEAS CORPUS n.º 139.815/SP; HABEAS CORPUS n.º 139.283/SP). O fumus boni iuris, em situações como a presente, deve ser interpretado como sendo a plausibilidade jurídica do pleito almejado. Já o periculum in mora caracteriza-se pela possibilidade de perecimento do direito da parte, caso não seja proferida medida judicial urgente. A par dessa premissa, ao examinar as razões que fundamentam o presente remédio constitucional, não se vislumbra, em sede de cognição sumária, a plausibilidade jurídica do pedido de concessão de medida liminar. É que, de início, verifico que a alegação atinente ao excesso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM indícios suficientes de autoria, a necessidade de garantia da ordem pública eclode da prova pré-constituída, a qual, no caso dos autos, sinaliza para a prática de tráfico ilícito de entorpecentes, crime capitulado no artigo 33 da Lei 11.343/06, mostrando ser descabida a substituição da segregação por medidas cautelares diversas. EX POSITIS Homologo o auto e converto a prisão em flagrante de ERICK OZÓRIO DA SILVA em preventiva, e o faço com fulcro no art. 310, inc. II, do Código de Processo Penal, uma vez presentes os requisitos constantes do art. 312 do CPP, e por se revelarem insuficientes as medidas cautelares previstas no art. 319, da Lei Adjetiva Penal. Serve a presente decisão como mandado de prisão. Registre-se no sistema nacional a cargo do Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 289-A, do Código de Processo Penal”. 8. Essa decisão foi mantida em segunda instância com o indeferimento da medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas: “Analiso a liminar requerida na petição inicial. De inicio, imperioso observar que constitui ônus da parte demonstrar que o ato praticado constitui coação ilegal, a ensejar o deferimento da medida, bem como necessário o preenchimento dos requisitos autorizadores para a concessão de liminar, quais sejam, o fumus boni iuris e o periculum in mora. (HABEAS CORPUS n.º 139.815/SP; HABEAS CORPUS n.º 139.283/SP). O fumus boni iuris, em situações como a presente, deve ser interpretado como sendo a plausibilidade jurídica do pleito almejado. Já o periculum in mora caracteriza-se pela possibilidade de perecimento do direito da parte, caso não seja proferida medida judicial urgente. A par dessa premissa, ao examinar as razões que fundamentam o presente remédio constitucional, não se vislumbra, em sede de cognição sumária, a plausibilidade jurídica do pedido de concessão de medida liminar. É que, de início, verifico que a alegação atinente ao excesso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM prazo para a homologação da prisão em flagrante para a preventiva resta superada (…). Logo, eventuais questões sobre a ilegalidade da homologação do flagrante lavrado já se encontram superadas e preclusas por conta da decisão do Juízo a quo, que, invocando os requisitos do art. 312 da lei processual penal, decretou a custódia cautelar do paciente, conforme Decisão de fl. 46. Também mostra-se inviável, nesta via, a análise do alegado excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial, e o constrangimento ilegal por ausência de fundamentação da prisão preventiva, uma vez que, pelo que consta do ato coator de fl. 155, tais fundamentos ainda não foram objeto de análise pelo magistrado a quo. Com efeito, tendo em vista que a matéria não fora submetida à apreciação do Juízo de primeira instância, não cabe ao Tribunal dela conhecer de forma originária, sob pena de incorrer em intolerável supressão de instância, vez que o Juiz de primeiro grau aguarda a realização da audiência de instrução e julgamento. Em relação aos requisitos apontados pelo Juízo a quo para a manutenção da prisão preventiva do paciente, verifica-se, ainda em sede de cognição sumária, a existência de elementos e dados concretos que justificam o recolhimento do paciente a bem da ordem pública. Percebe-se que o juízo de piso, além da periculosidade in concreto do paciente, destacou o fundado receio de reiteração delitiva pelo paciente, visto que este também figura como réu em outra Ação Penal que versa sobre o mesmo crime. Destaque-se que, conforme precedentes do STJ, inquéritos policiais e ações penais em curso, embora não possam ser considerados para fins de dosimetria, são suficientes a gerar fundado receio de reiteração delitiva e, assim, autorizar a manutenção da segregação cautelar do paciente como forma de garantia da ordem pública (HC 293.281/DF, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014). Outrossim, é suficientemente reiterado pela jurisprudência dos tribunais superiores, que a existência de outras condições subjetivas favoráveis não autorizam o deferimento da liminar requerida, visto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM prazo para a homologação da prisão em flagrante para a preventiva resta superada (…). Logo, eventuais questões sobre a ilegalidade da homologação do flagrante lavrado já se encontram superadas e preclusas por conta da decisão do Juízo a quo, que, invocando os requisitos do art. 312 da lei processual penal, decretou a custódia cautelar do paciente, conforme Decisão de fl. 46. Também mostra-se inviável, nesta via, a análise do alegado excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial, e o constrangimento ilegal por ausência de fundamentação da prisão preventiva, uma vez que, pelo que consta do ato coator de fl. 155, tais fundamentos ainda não foram objeto de análise pelo magistrado a quo. Com efeito, tendo em vista que a matéria não fora submetida à apreciação do Juízo de primeira instância, não cabe ao Tribunal dela conhecer de forma originária, sob pena de incorrer em intolerável supressão de instância, vez que o Juiz de primeiro grau aguarda a realização da audiência de instrução e julgamento. Em relação aos requisitos apontados pelo Juízo a quo para a manutenção da prisão preventiva do paciente, verifica-se, ainda em sede de cognição sumária, a existência de elementos e dados concretos que justificam o recolhimento do paciente a bem da ordem pública. Percebe-se que o juízo de piso, além da periculosidade in concreto do paciente, destacou o fundado receio de reiteração delitiva pelo paciente, visto que este também figura como réu em outra Ação Penal que versa sobre o mesmo crime. Destaque-se que, conforme precedentes do STJ, inquéritos policiais e ações penais em curso, embora não possam ser considerados para fins de dosimetria, são suficientes a gerar fundado receio de reiteração delitiva e, assim, autorizar a manutenção da segregação cautelar do paciente como forma de garantia da ordem pública (HC 293.281/DF, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014). Outrossim, é suficientemente reiterado pela jurisprudência dos tribunais superiores, que a existência de outras condições subjetivas favoráveis não autorizam o deferimento da liminar requerida, visto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM que não se sobrepõem aos requisitos da prisão preventiva que, no caso em tela se encontram presentes de forma a autorizar a necessidade de manutenção da prisão (RHC 60.323/MA, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/08/2015, DJe 28/08/2015) Portanto, ausentes quaisquer ilegalidades patentes a justificar a concessão liminar da presente ordem, subsistem razões para conservar a segregação provisória do paciente, em sede de liminar, conforme entendimento sustentado pela autoridade impetrada. Ao exposto, sem prejuízo de análise mais aprofundada da questão no julgamento do mérito, indefiro o pedido de liminar. Considerando que o impetrante instruiu suficientemente o writ, deixo de solicitar as informações da autoridade dita coatora. Vista ao Graduado Órgão do Ministério Público”. 9. Ao proferir a decisão objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura afirmou: “No caso em apreço, ao menos em um juízo de cognição sumária, entendo que não se justifica a atuação desta Corte Superior antes do julgamento do mérito da impetração originária pelo Tribunal de origem. Com efeito, o relator do mandamus originário não vislumbrou, de plano, a presença dos pressupostos necessários à concessão da medida liminar tendo em vista a situação pessoal do paciente, sobretudo pelo fato de responder a outro processo pelo mesmo delito, fazendo-se alicerçar, inclusive, por jurisprudência consolidada nesta Corte”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, a constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada em ser a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva, motivo idôneo para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM que não se sobrepõem aos requisitos da prisão preventiva que, no caso em tela se encontram presentes de forma a autorizar a necessidade de manutenção da prisão (RHC 60.323/MA, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/08/2015, DJe 28/08/2015) Portanto, ausentes quaisquer ilegalidades patentes a justificar a concessão liminar da presente ordem, subsistem razões para conservar a segregação provisória do paciente, em sede de liminar, conforme entendimento sustentado pela autoridade impetrada. Ao exposto, sem prejuízo de análise mais aprofundada da questão no julgamento do mérito, indefiro o pedido de liminar. Considerando que o impetrante instruiu suficientemente o writ, deixo de solicitar as informações da autoridade dita coatora. Vista ao Graduado Órgão do Ministério Público”. 9. Ao proferir a decisão objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura afirmou: “No caso em apreço, ao menos em um juízo de cognição sumária, entendo que não se justifica a atuação desta Corte Superior antes do julgamento do mérito da impetração originária pelo Tribunal de origem. Com efeito, o relator do mandamus originário não vislumbrou, de plano, a presença dos pressupostos necessários à concessão da medida liminar tendo em vista a situação pessoal do paciente, sobretudo pelo fato de responder a outro processo pelo mesmo delito, fazendo-se alicerçar, inclusive, por jurisprudência consolidada nesta Corte”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, a constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada em ser a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva, motivo idôneo para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC n. 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC n. 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi, já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi, já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC n. 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC n. 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008). Na mesma linha: HC n. 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC n. 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC n. 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; e HC n. 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC n. 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC n. 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008). Na mesma linha: HC n. 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC n. 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC n. 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; e HC n. 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824393 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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2015-11-17T00:00:00
2015-12-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR. ATO QUESTIONADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO SUBSTITUTIVO DA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur331816
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, HC, DECISÃO MONOCRÁTICA) HC 116551 (1ªT), HC 119115 (2ªT), HC 120259 AgR (2ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PERICULOSIDADE, RÉU) HC 94872 (2ªT), HC 97462 (1ªT), HC 98130 (2ªT), HC 98754 (2ªT), HC 99447 (1ªT), HC 99929 (2ªT), HC 102119 (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 07/12/2015, AOR.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
131049
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\"\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 131049 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL. DESCABIMENTO DE IMPETRAÇÃO CONTRA DECISÃO MONOCRÁTICA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INDEFERIMENTO DE MEDIDA LIMINAR POR DESEMBARGADOR. ATO QUESTIONADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. JULGAMENTO DO MÉRITO DA IMPETRAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ACÓRDÃO SUBSTITUTIVO DA DECISÃO MONOCRÁTICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823488. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alexandre Langaro e outro, advogados, em benefício de Erik Osório da Silva, contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 19.10.2015, negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 9.11.2015, o presente agravo regimental por Erik Osório da Silva. 3. O Agravante alega: “A eminente Ministra Relatora deixou de examinar a tese da obrigatoriedade de o juiz – antes de mandar prender preventivamente – aplicar as medidas cautelares diversas da prisão, nos termos dos arts. 282, §§ 4... e 6... e 319, CPP. A pretensa supressão de instância – elemento formal que não transige com o valor da dignidade da pessoa humana e com a liberdade [o bem maior] – não está previsto, na Constituição Federal, como óbice ao habeas (…). Em adição, surge, no ponto, a possibilidade de concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) :ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.10.2015, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com requerimento de medida liminar, impetrado por Alexandre Langaro e outro, advogados, em benefício de Erik Osório da Silva, contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 19.10.2015, negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. 2. Publicada a decisão agravada em 5.11.2015, foi interposto, tempestivamente, em 9.11.2015, o presente agravo regimental por Erik Osório da Silva. 3. O Agravante alega: “A eminente Ministra Relatora deixou de examinar a tese da obrigatoriedade de o juiz – antes de mandar prender preventivamente – aplicar as medidas cautelares diversas da prisão, nos termos dos arts. 282, §§ 4... e 6... e 319, CPP. A pretensa supressão de instância – elemento formal que não transige com o valor da dignidade da pessoa humana e com a liberdade [o bem maior] – não está previsto, na Constituição Federal, como óbice ao habeas (…). Em adição, surge, no ponto, a possibilidade de concessão da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório HC 131049 AGR / AM ordem de ofício. Nesse sentido, o art. 654, § 2..., CPP. Precedentes inadequados [item 13 da decisão recorrida]. É que as duas decisões invocadas cuidam de hipóteses diferentes: uma, revela a apreensão de grande quantidade de droga – o que pode influenciar na fixação da pena, mas é elemento neutro no tocante à preventiva; a outra, trata de associação criminosa e financiamento ao tráfico [fls. 10/13]. No caso, porém, como constou da decisão recorrida, foi encontrada no bolso da bermuda do Recorrente, 46,5 gramas de pasta base de cocaína. Não se descarta, então, o porte de droga para consumo pessoal, incidindo o art. 28, Lei 11.343/2006, cuja inconstitucionalidade já está sendo declarada pelo Pleno deste Supremo Tribunal – Recurso Extraordinário 635659. O que torna o fato atípico e insustentável a preventiva”. Este o teor dos pedidos: “Prover o regimental; suprir a omissão; conceder a medida liminar”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM ordem de ofício. Nesse sentido, o art. 654, § 2..., CPP. Precedentes inadequados [item 13 da decisão recorrida]. É que as duas decisões invocadas cuidam de hipóteses diferentes: uma, revela a apreensão de grande quantidade de droga – o que pode influenciar na fixação da pena, mas é elemento neutro no tocante à preventiva; a outra, trata de associação criminosa e financiamento ao tráfico [fls. 10/13]. No caso, porém, como constou da decisão recorrida, foi encontrada no bolso da bermuda do Recorrente, 46,5 gramas de pasta base de cocaína. Não se descarta, então, o porte de droga para consumo pessoal, incidindo o art. 28, Lei 11.343/2006, cuja inconstitucionalidade já está sendo declarada pelo Pleno deste Supremo Tribunal – Recurso Extraordinário 635659. O que torna o fato atípico e insustentável a preventiva”. Este o teor dos pedidos: “Prover o regimental; suprir a omissão; conceder a medida liminar”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante foi denunciado pela suposta prática do delito do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se na inicial acusatória: “Consta do Auto de Prisão em Flagrante que serve de suporte à acusação que no dia 15/08/2015, por volta das 19:30 horas, na Vila Beca, s/n, Bairro Nossa Senhora de Fátima, nesta cidade, o denunciado ÉRICK OZÓRIO DA SILVA trazia consigo e guardava oito porções de pasta base de cocaína, totalizando 46,5 gramas, substância de uso proscrito no Brasil, conforme a Portaria SVS/MS n 344, de 12/05/1998. Segundo se infere do investigatório, uma guarnição da Polícia Militar recebeu denúncia de um cidadão dando conta de que o ora denunciado estaria vendendo drogas em sua residência, razão pela qual foram ao local averiguar a notitia criminis. Lá chegando, o denunciado avisou os policiais, tendo entrado em sua residência e voltado sem bermuda, apenas com suas roupas íntimas. Ato contínuo, a guarnição policial efetuou uma busca pessoal na residência de ÉRICK OZÓRIO DA SILVA, tendo encontrado o material entorpecente no bolso de uma bermuda que estava escondida no banheiro de sua residência, razão pela qual prenderam o denunciado em flagrante”. 3. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000 e, em 14.10.2015, o Relator, Desembargador Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, indeferiu a medida liminar. 4. Essa decisão foi objeto do Habeas Corpus n. 339.606. Em 19.10.2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 AMAZONAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O Agravante foi denunciado pela suposta prática do delito do art. 33, caput, da Lei n. 11.343/2006. Tem-se na inicial acusatória: “Consta do Auto de Prisão em Flagrante que serve de suporte à acusação que no dia 15/08/2015, por volta das 19:30 horas, na Vila Beca, s/n, Bairro Nossa Senhora de Fátima, nesta cidade, o denunciado ÉRICK OZÓRIO DA SILVA trazia consigo e guardava oito porções de pasta base de cocaína, totalizando 46,5 gramas, substância de uso proscrito no Brasil, conforme a Portaria SVS/MS n 344, de 12/05/1998. Segundo se infere do investigatório, uma guarnição da Polícia Militar recebeu denúncia de um cidadão dando conta de que o ora denunciado estaria vendendo drogas em sua residência, razão pela qual foram ao local averiguar a notitia criminis. Lá chegando, o denunciado avisou os policiais, tendo entrado em sua residência e voltado sem bermuda, apenas com suas roupas íntimas. Ato contínuo, a guarnição policial efetuou uma busca pessoal na residência de ÉRICK OZÓRIO DA SILVA, tendo encontrado o material entorpecente no bolso de uma bermuda que estava escondida no banheiro de sua residência, razão pela qual prenderam o denunciado em flagrante”. 3. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000 e, em 14.10.2015, o Relator, Desembargador Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas, indeferiu a medida liminar. 4. Essa decisão foi objeto do Habeas Corpus n. 339.606. Em 19.10.2015, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM a Relatora, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou seguimento a essa impetração, com base na Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Contra esse julgado, foi impetrado o habeas corpus neste Supremo Tribunal. 5. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão monocrática da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n. 339.606. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC n. 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Confiram-se também os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC n. 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM a Relatora, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, negou seguimento a essa impetração, com base na Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal. Contra esse julgado, foi impetrado o habeas corpus neste Supremo Tribunal. 5. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão monocrática da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n. 339.606. Nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal, a “não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça – e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado – impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte” (HC n. 120.259-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 12.2.2014). Confiram-se também os seguintes julgados: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE INDEFERE LIMINARMENTE WRIT MANEJADO NO Superior Tribunal de Justiça. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – No caso sob exame, verifica-se que a decisão impugnada foi proferida monocraticamente. Desse modo, o pleito não pode ser conhecido, sob pena de indevida supressão de instância e de extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal, que pressupõem seja a coação praticada por Tribunal Superior. II – A não interposição de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça e, portanto, a ausência da análise da decisão monocrática pelo colegiado, impede o conhecimento do habeas corpus por esta Corte. III – Writ não conhecido” (HC n. 119.115, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 13.2.2014). “HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO PREVENTIVA. INADEQUAÇÃO DA VIA PROCESSUAL. 1. O entendimento majoritário da Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC n. 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014). 6. Ademais, consta do sítio do Tribunal de Justiça do Amazonas que, em 12.11.2015, houve o julgamento do mérito do Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça amazonense. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. A decisão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça foi substituída pelo julgamento de mérito no Tribunal de Justiça amazonense. 7. Sem adentrar o mérito, mas para afastar a declaração de ilegalidade afirmada, ao decretar a prisão preventiva do Agravante, o Juízo de origem afirmou: “Embora não tenha havido a observância estrita do período de 24h (vinte e quatro horas) imposto para a homologação da prisão em flagrante, há que se pontuar que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça vem afastando a ocorrência de constrangimento ilegal sempre que o descumprimento da regra não se afigure excessivo. A par disso, deve ser decretada a prisão preventiva do flagranteado, posto que já responde por processo relativo ao mesmo delito,quando, além de estar provada a existência do crime e de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM Turma do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que ‘o habeas corpus é incabível quando endereçado em face de decisão monocrática que nega seguimento ao writ, sem a interposição de agravo regimental’ (HC 113.186, Rel. Min. Luiz Fux). 2. Inexistência de ilegalidade flagrante ou de abuso de poder na prisão preventiva. 3. Habeas Corpus extinto por inadequação da via processual, cassada a medida liminar deferida” (HC n. 116.551, Relator o Ministro Marco Aurélio, Redator para o acórdão o Ministro Roberto Barroso, DJe 3.2.2014). 6. Ademais, consta do sítio do Tribunal de Justiça do Amazonas que, em 12.11.2015, houve o julgamento do mérito do Habeas Corpus n. 4004197-20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça amazonense. A impetração neste Supremo Tribunal volta-se contra decisão da Ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 339.606, cujo objeto é o indeferimento de medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas. A decisão objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça foi substituída pelo julgamento de mérito no Tribunal de Justiça amazonense. 7. Sem adentrar o mérito, mas para afastar a declaração de ilegalidade afirmada, ao decretar a prisão preventiva do Agravante, o Juízo de origem afirmou: “Embora não tenha havido a observância estrita do período de 24h (vinte e quatro horas) imposto para a homologação da prisão em flagrante, há que se pontuar que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça vem afastando a ocorrência de constrangimento ilegal sempre que o descumprimento da regra não se afigure excessivo. A par disso, deve ser decretada a prisão preventiva do flagranteado, posto que já responde por processo relativo ao mesmo delito,quando, além de estar provada a existência do crime e de 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM indícios suficientes de autoria, a necessidade de garantia da ordem pública eclode da prova pré-constituída, a qual, no caso dos autos, sinaliza para a prática de tráfico ilícito de entorpecentes, crime capitulado no artigo 33 da Lei 11.343/06, mostrando ser descabida a substituição da segregação por medidas cautelares diversas. EX POSITIS Homologo o auto e converto a prisão em flagrante de ERICK OZÓRIO DA SILVA em preventiva, e o faço com fulcro no art. 310, inc. II, do Código de Processo Penal, uma vez presentes os requisitos constantes do art. 312 do CPP, e por se revelarem insuficientes as medidas cautelares previstas no art. 319, da Lei Adjetiva Penal. Serve a presente decisão como mandado de prisão. Registre-se no sistema nacional a cargo do Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 289-A, do Código de Processo Penal”. 8. Essa decisão foi mantida em segunda instância com o indeferimento da medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas: “Analiso a liminar requerida na petição inicial. De inicio, imperioso observar que constitui ônus da parte demonstrar que o ato praticado constitui coação ilegal, a ensejar o deferimento da medida, bem como necessário o preenchimento dos requisitos autorizadores para a concessão de liminar, quais sejam, o fumus boni iuris e o periculum in mora. (HABEAS CORPUS n. 139.815/SP; HABEAS CORPUS n. 139.283/SP). O fumus boni iuris, em situações como a presente, deve ser interpretado como sendo a plausibilidade jurídica do pleito almejado. Já o periculum in mora caracteriza-se pela possibilidade de perecimento do direito da parte, caso não seja proferida medida judicial urgente. A par dessa premissa, ao examinar as razões que fundamentam o presente remédio constitucional, não se vislumbra, em sede de cognição sumária, a plausibilidade jurídica do pedido de concessão de medida liminar. É que, de início, verifico que a alegação atinente ao excesso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM indícios suficientes de autoria, a necessidade de garantia da ordem pública eclode da prova pré-constituída, a qual, no caso dos autos, sinaliza para a prática de tráfico ilícito de entorpecentes, crime capitulado no artigo 33 da Lei 11.343/06, mostrando ser descabida a substituição da segregação por medidas cautelares diversas. EX POSITIS Homologo o auto e converto a prisão em flagrante de ERICK OZÓRIO DA SILVA em preventiva, e o faço com fulcro no art. 310, inc. II, do Código de Processo Penal, uma vez presentes os requisitos constantes do art. 312 do CPP, e por se revelarem insuficientes as medidas cautelares previstas no art. 319, da Lei Adjetiva Penal. Serve a presente decisão como mandado de prisão. Registre-se no sistema nacional a cargo do Conselho Nacional de Justiça, nos termos do art. 289-A, do Código de Processo Penal”. 8. Essa decisão foi mantida em segunda instância com o indeferimento da medida liminar no Habeas Corpus n. 4004197- 20.2015.8.04.0000, Relator o Desembargador João Mauro Bessa, do Tribunal de Justiça do Amazonas: “Analiso a liminar requerida na petição inicial. De inicio, imperioso observar que constitui ônus da parte demonstrar que o ato praticado constitui coação ilegal, a ensejar o deferimento da medida, bem como necessário o preenchimento dos requisitos autorizadores para a concessão de liminar, quais sejam, o fumus boni iuris e o periculum in mora. (HABEAS CORPUS n. 139.815/SP; HABEAS CORPUS n. 139.283/SP). O fumus boni iuris, em situações como a presente, deve ser interpretado como sendo a plausibilidade jurídica do pleito almejado. Já o periculum in mora caracteriza-se pela possibilidade de perecimento do direito da parte, caso não seja proferida medida judicial urgente. A par dessa premissa, ao examinar as razões que fundamentam o presente remédio constitucional, não se vislumbra, em sede de cognição sumária, a plausibilidade jurídica do pedido de concessão de medida liminar. É que, de início, verifico que a alegação atinente ao excesso de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM prazo para a homologação da prisão em flagrante para a preventiva resta superada (…). Logo, eventuais questões sobre a ilegalidade da homologação do flagrante lavrado já se encontram superadas e preclusas por conta da decisão do Juízo a quo, que, invocando os requisitos do art. 312 da lei processual penal, decretou a custódia cautelar do paciente, conforme Decisão de fl. 46. Também mostra-se inviável, nesta via, a análise do alegado excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial, e o constrangimento ilegal por ausência de fundamentação da prisão preventiva, uma vez que, pelo que consta do ato coator de fl. 155, tais fundamentos ainda não foram objeto de análise pelo magistrado a quo. Com efeito, tendo em vista que a matéria não fora submetida à apreciação do Juízo de primeira instância, não cabe ao Tribunal dela conhecer de forma originária, sob pena de incorrer em intolerável supressão de instância, vez que o Juiz de primeiro grau aguarda a realização da audiência de instrução e julgamento. Em relação aos requisitos apontados pelo Juízo a quo para a manutenção da prisão preventiva do paciente, verifica-se, ainda em sede de cognição sumária, a existência de elementos e dados concretos que justificam o recolhimento do paciente a bem da ordem pública. Percebe-se que o juízo de piso, além da periculosidade in concreto do paciente, destacou o fundado receio de reiteração delitiva pelo paciente, visto que este também figura como réu em outra Ação Penal que versa sobre o mesmo crime. Destaque-se que, conforme precedentes do Superior Tribunal de Justiça, inquéritos policiais e ações penais em curso, embora não possam ser considerados para fins de dosimetria, são suficientes a gerar fundado receio de reiteração delitiva e, assim, autorizar a manutenção da segregação cautelar do paciente como forma de garantia da ordem pública (HC 293.281/DF, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014). Outrossim, é suficientemente reiterado pela jurisprudência dos tribunais superiores, que a existência de outras condições subjetivas favoráveis não autorizam o deferimento da liminar requerida, visto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM prazo para a homologação da prisão em flagrante para a preventiva resta superada (…). Logo, eventuais questões sobre a ilegalidade da homologação do flagrante lavrado já se encontram superadas e preclusas por conta da decisão do Juízo a quo, que, invocando os requisitos do art. 312 da lei processual penal, decretou a custódia cautelar do paciente, conforme Decisão de fl. 46. Também mostra-se inviável, nesta via, a análise do alegado excesso de prazo para a conclusão do inquérito policial, e o constrangimento ilegal por ausência de fundamentação da prisão preventiva, uma vez que, pelo que consta do ato coator de fl. 155, tais fundamentos ainda não foram objeto de análise pelo magistrado a quo. Com efeito, tendo em vista que a matéria não fora submetida à apreciação do Juízo de primeira instância, não cabe ao Tribunal dela conhecer de forma originária, sob pena de incorrer em intolerável supressão de instância, vez que o Juiz de primeiro grau aguarda a realização da audiência de instrução e julgamento. Em relação aos requisitos apontados pelo Juízo a quo para a manutenção da prisão preventiva do paciente, verifica-se, ainda em sede de cognição sumária, a existência de elementos e dados concretos que justificam o recolhimento do paciente a bem da ordem pública. Percebe-se que o juízo de piso, além da periculosidade in concreto do paciente, destacou o fundado receio de reiteração delitiva pelo paciente, visto que este também figura como réu em outra Ação Penal que versa sobre o mesmo crime. Destaque-se que, conforme precedentes do Superior Tribunal de Justiça, inquéritos policiais e ações penais em curso, embora não possam ser considerados para fins de dosimetria, são suficientes a gerar fundado receio de reiteração delitiva e, assim, autorizar a manutenção da segregação cautelar do paciente como forma de garantia da ordem pública (HC 293.281/DF, Rel. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014). Outrossim, é suficientemente reiterado pela jurisprudência dos tribunais superiores, que a existência de outras condições subjetivas favoráveis não autorizam o deferimento da liminar requerida, visto 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM que não se sobrepõem aos requisitos da prisão preventiva que, no caso em tela se encontram presentes de forma a autorizar a necessidade de manutenção da prisão (RHC 60.323/MA, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/08/2015, DJe 28/08/2015) Portanto, ausentes quaisquer ilegalidades patentes a justificar a concessão liminar da presente ordem, subsistem razões para conservar a segregação provisória do paciente, em sede de liminar, conforme entendimento sustentado pela autoridade impetrada. Ao exposto, sem prejuízo de análise mais aprofundada da questão no julgamento do mérito, indefiro o pedido de liminar. Considerando que o impetrante instruiu suficientemente o writ, deixo de solicitar as informações da autoridade dita coatora. Vista ao Graduado Órgão do Ministério Público”. 9. Ao proferir a decisão objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura afirmou: “No caso em apreço, ao menos em um juízo de cognição sumária, entendo que não se justifica a atuação desta Corte Superior antes do julgamento do mérito da impetração originária pelo Tribunal de origem. Com efeito, o relator do mandamus originário não vislumbrou, de plano, a presença dos pressupostos necessários à concessão da medida liminar tendo em vista a situação pessoal do paciente, sobretudo pelo fato de responder a outro processo pelo mesmo delito, fazendo-se alicerçar, inclusive, por jurisprudência consolidada nesta Corte”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, a constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada em ser a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva, motivo idôneo para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM que não se sobrepõem aos requisitos da prisão preventiva que, no caso em tela se encontram presentes de forma a autorizar a necessidade de manutenção da prisão (RHC 60.323/MA, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/08/2015, DJe 28/08/2015) Portanto, ausentes quaisquer ilegalidades patentes a justificar a concessão liminar da presente ordem, subsistem razões para conservar a segregação provisória do paciente, em sede de liminar, conforme entendimento sustentado pela autoridade impetrada. Ao exposto, sem prejuízo de análise mais aprofundada da questão no julgamento do mérito, indefiro o pedido de liminar. Considerando que o impetrante instruiu suficientemente o writ, deixo de solicitar as informações da autoridade dita coatora. Vista ao Graduado Órgão do Ministério Público”. 9. Ao proferir a decisão objeto da impetração neste Supremo Tribunal, a Ministra Maria Thereza de Assis Moura afirmou: “No caso em apreço, ao menos em um juízo de cognição sumária, entendo que não se justifica a atuação desta Corte Superior antes do julgamento do mérito da impetração originária pelo Tribunal de origem. Com efeito, o relator do mandamus originário não vislumbrou, de plano, a presença dos pressupostos necessários à concessão da medida liminar tendo em vista a situação pessoal do paciente, sobretudo pelo fato de responder a outro processo pelo mesmo delito, fazendo-se alicerçar, inclusive, por jurisprudência consolidada nesta Corte”. 10. Consideradas as circunstâncias do ato praticado e os fundamentos apresentados nas instâncias antecedentes, mantidos pela autoridade apontada coatora, a constrição da liberdade do Agravante harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, assentada em ser a periculosidade do agente, evidenciada pelo modus operandi e pelo risco de reiteração delitiva, motivo idôneo para a custódia cautelar. Confiram-se, por exemplo, os seguintes julgados: 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC n. 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC n. 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi, já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi, já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 131049 AGR / AM paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC n. 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC n. 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008). Na mesma linha: HC n. 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC n. 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC n. 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; e HC n. 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Supremo Tribunal Federal HC 131049 AGR / AM paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC n. 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC n. 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008). Na mesma linha: HC n. 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC n. 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC n. 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; e HC n. 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010. 11. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9823490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824393 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 131.049 PROCED. : AMAZONAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ERIK OSÓRIO DA SILVA ADV.(A/S) : ALEXANDRE LANGARO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 339.606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9824393 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 131 . 049 AMAZONAS", "HC n 339 . 606 DO SUPERIOR", "SÚMULA N . 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HABEAS CORPUS 131 . 049", "HC n 339 . 606", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "HABEAS CORPUS 131 . 049 AMAZONAS", "HC n 339 . 606 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8", "HC 131049 AGR / AM", "Recurso", "HC 131049 AGR / AM", "Recurso Extraordinário 635659", "HABEAS CORPUS 131 . 049", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "HABEAS CORPUS 131 . 049", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "HC 131049 AGR / AM", "Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "HC n . 120 . 259 - AgR", "HC n . 119 . 115", "HC 131049 AGR / AM", "Súmula n . 691 do Supremo Tribunal Federal", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "HC n . 120 . 259 - AgR", "HC n . 119 . 115", "HC 131049 AGR / AM", "HC 113 . 186", "HC n . 116 . 551", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "HC 131049 AGR / AM", "HC 113 . 186", "HC n . 116 . 551", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "Habeas Corpus n . 339 . 606", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "HC 131049 AGR / AM", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "HABEAS CORPUS n . 139 . 815 / SP", "HABEAS CORPUS n . 139 . 283 / SP", "HC 131049 AGR / AM", "Habeas Corpus n . 4004197 - 20 . 2015 . 8 . 04 . 0000", "HABEAS CORPUS n . 139 . 815 / SP", "HABEAS CORPUS n . 139 . 283 / SP", "HC 131049 AGR / AM", "HC 293 . 281 / DF", "HC 131049 AGR / AM", "HC 293 . 281 / DF", "HC 131049 AGR / AM", "RHC 60 . 323 / MA", "HC 131049 AGR / AM", "RHC 60 . 323 / MA", "HC 131049 AGR / AM", "HC n . 99 . 447", "HC 131049 AGR / AM", "HC n . 99 . 447", "HC 131049 AGR / AM", "HC 84 . 658 / PE", "HC 90 . 398 / SP", "HC 83 . 148 / SP", "HC 131049 AGR / AM", "HC 84 . 658 / PE", "HC 90 . 398 / SP", "HC 83 . 148 / SP", "HC 131049 AGR / AM", "HC 89 . 877 / ES", "HC n . 98 . 754", "HC n . 94 . 872", "HC n . 102 . 119", "HC n . 99 . 929", "HC n . 97 . 462", "HC n . 98 . 130", "HC 131049 AGR / AM", "HC 89 . 877 / ES", "HC n . 98 . 754", "HC n . 94 . 872", "HC n . 102 . 119", "HC n . 99 . 929", "HC n . 97 . 462", "HC n . 98 . 130", "HC n 339 . 606", "HABEAS CORPUS 131 . 049", "HC n 339 . 606" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 282 , § § 4 . . . e 6 . . . e 319 , CPP", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 282 , § § 4 . . . e 6 . . . e 319 , CPP", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 2 . . . , CPP", "art . 28 , Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 654 , § 2 . . . , CPP", "art . 28 , Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Portaria SVS / MS n 344", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei n . 11 . 343 / 2006", "Portaria SVS / MS n 344", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 33 da Lei 11 . 343 / 06", "art . 310 , inc . 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Júnior", "Sebastião Reis Júnior", "CÁRMEN LÚCIA", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Maria Thereza de Assis Moura", "Reynaldo Soares da Fonseca", "Maria Thereza de Assis Moura", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIK OSÓRIO DA SILVA", "ALEXANDRE LANGARO", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ERIK OSÓRIO DA SILVA", "ALEXANDRE LANGARO", "Dias", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", 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"12", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "2", ".", "2014", "12", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "09", "/", "2014", "25", "/", "09", "/", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2015", "28", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "08", "/", "2015", "28", "/", "08", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "06", "/", "2005", "18", "/", "05", "/", "2007", "02", ".", "09", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "06", "/", "2005", "18", "/", "05", "/", "2007", "02", ".", "09", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2006", "11", ".", "12", ".", "2009", "19", ".", "12", ".", "2008", "25", ".", "6", ".", "2010", "4", ".", "6", ".", "2010", "23", ".", "4", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "2006", "11", ".", "12", ".", "2009", "19", ".", "12", ".", "2008", "25", ".", "6", ".", "2010", "4", ".", "6", ".", "2010", "23", ".", "4", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "11", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676194. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 392, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 392, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 894092 AGR / RS 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, no regimental de folha 398 a 400, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta aos artigos 146, inciso II, 155, inciso II e 156, inciso III, da Constituição Federal. Afirma tratar-se de hipótese de cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 404). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Supremo Tribunal Federal ARE 894092 AGR / RS 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, no regimental de folha 398 a 400, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta aos artigos 146, inciso II, 155, inciso II e 156, inciso III, da Constituição Federal. Afirma tratar-se de hipótese de cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 404). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 254): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPRESSÃO DE MATERIAL PUBLICITÁRIO. INCIDÊNCIA EXCLUSIVA DE ISS. As operações de composição gráfica, conquanto caracterizem atividade mista, pois envolvem prestação de serviços e circulação de mercadorias, sujeitam-se exclusivamente à incidência de ISS, por expressa previsão no item 13.05 da lista anexa à Lei Complementar 116/03. Súmula 156 do STJ. REsp 1.092.206/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC. APELO PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676196. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 254): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPRESSÃO DE MATERIAL PUBLICITÁRIO. INCIDÊNCIA EXCLUSIVA DE ISS. As operações de composição gráfica, conquanto caracterizem atividade mista, pois envolvem prestação de serviços e circulação de mercadorias, sujeitam-se exclusivamente à incidência de ISS, por expressa previsão no item 13.05 da lista anexa à Lei Complementar 116/03. Súmula 156 do STJ. REsp 1.092.206/SP, julgado na forma do art. 543-C do CPC. APELO PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) : REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686044 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) : REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686044 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9730716
2015-10-20T00:00:00
2015-11-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur328052
Número de páginas: 5. Análise: 13/11/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
894092
[ "LEG-FED LCP-000116 ANO-2003\n LEI COMPLEMENTAR" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 894092 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) : REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676194. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 392, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) :REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 392, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência deste Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 894092 AGR / RS 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, no regimental de folha 398 a 400, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta aos artigos 146, inciso II, 155, inciso II e 156, inciso III, da Constituição Federal. Afirma tratar-se de hipótese de cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 404). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Supremo Tribunal Federal ARE 894092 AGR / RS 3. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Sul, no regimental de folha 398 a 400, discorre acerca do tema de fundo, buscando demonstrar a existência de ofensa direta aos artigos 146, inciso II, 155, inciso II e 156, inciso III, da Constituição Federal. Afirma tratar-se de hipótese de cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A parte agravada, instada a pronunciar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 404). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676195. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 254): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPRESSÃO DE MATERIAL PUBLICITÁRIO. INCIDÊNCIA EXCLUSIVA DE ISS. As operações de composição gráfica, conquanto caracterizem atividade mista, pois envolvem prestação de serviços e circulação de mercadorias, sujeitam-se exclusivamente à incidência de ISS, por expressa previsão no item 13.05 da lista anexa à Lei Complementar 116/03. Súmula 156 do Superior Tribunal de Justiça. REsp 1.092.206/SP, julgado na forma do art. 543-C do Código de Processo Civil. APELO PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676196. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador estadual, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul consignou, em síntese (folha 254): APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO TRIBUTÁRIO. IMPRESSÃO DE MATERIAL PUBLICITÁRIO. INCIDÊNCIA EXCLUSIVA DE ISS. As operações de composição gráfica, conquanto caracterizem atividade mista, pois envolvem prestação de serviços e circulação de mercadorias, sujeitam-se exclusivamente à incidência de ISS, por expressa previsão no item 13.05 da lista anexa à Lei Complementar 116/03. Súmula 156 do Superior Tribunal de Justiça. REsp 1.092.206/SP, julgado na forma do art. 543-C do Código de Processo Civil. APELO PROVIDO. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9676196. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) : REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686044 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894.092 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : SEDENIS CARLOS LUPATINI - ME ADV.(A/S) : REMIAN ELIANDRO LEHNHARD E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR - GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686044 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 092", "RECURSO", "ARE 894092 AGR / RS", "ARE 894092 AGR / RS", "Súmula 156 do Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1 . 092 . 206 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 894 . 092", "Súmula 156 do Superior Tribunal de Justiça", "REsp 1 . 092 . 206 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 146 , inciso II , 155 , inciso II e 156 , inciso III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 146 , inciso II , 155 , inciso II e 156 , inciso III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 03", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar 116 / 03", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "MUNICÍPIO DE", "SANTO ÂNGELO", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO", "MUNICÍPIO DE SANTO ÂNGELO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "SEDENIS CARLOS LUPATINI", "REMIAN ELIANDRO LEHNHARD", "Rosa Weber", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEDENIS CARLOS LUPATINI", "REMIAN ELIANDRO LEHNHARD", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEDENIS CARLOS LUPATINI", "REMIAN ELIANDRO LEHNHARD", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "SEDENIS CARLOS LUPATINI", "REMIAN ELIANDRO LEHNHARD", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SEDENIS CARLOS LUPATINI", "REMIAN ELIANDRO LEHNHARD", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Abono de permanência. Impossibilidade de retroação ao ano de 2006 pela não implementação dos requisitos para concessão de aposentadoria. 3. Incidência da Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742097. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso com fundamento de que dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. A saber, o Tribunal a quo acordou que a ora agravante não reunia os requisitos para a concessão de aposentadoria no ano para o qual pretendia a retroação do abono de permanência. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a não incidência da Súmula 279 por alegado equívoco na leitura do acórdão recorrido, uma vez que este teria determinado que a interessada não reunia os requisitos para a aposentaria no ano de 2006 “já que ainda não havia averbado tempo de serviço prestado à advocacia autônoma” (fl. 306). Por fim, requer-se o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para conceder o direito à retroação do abono de permanência à data pleiteada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742098. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso com fundamento de que dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do STF. A saber, o Tribunal a quo acordou que a ora agravante não reunia os requisitos para a concessão de aposentadoria no ano para o qual pretendia a retroação do abono de permanência. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a não incidência da Súmula 279 por alegado equívoco na leitura do acórdão recorrido, uma vez que este teria determinado que a interessada não reunia os requisitos para a aposentaria no ano de 2006 “já que ainda não havia averbado tempo de serviço prestado à advocacia autônoma” (fl. 306). Por fim, requer-se o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para conceder o direito à retroação do abono de permanência à data pleiteada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que esta não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, avaliar se a interessada preenchia os requisitos para concessão da aposentadoria no ano de 2006, ou ainda, verificar questões referentes à averbação do tempo de serviço prestado a advocacia autônoma, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, demandaria o revolvimento do conjunto-fático probatório dos autos, o que é vedado por óbice da Súmula 279. Nesse sentido, confiram-se julgados de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 820887 – AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14.09.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que esta não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, avaliar se a interessada preenchia os requisitos para concessão da aposentadoria no ano de 2006, ou ainda, verificar questões referentes à averbação do tempo de serviço prestado a advocacia autônoma, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, demandaria o revolvimento do conjunto-fático probatório dos autos, o que é vedado por óbice da Súmula 279. Nesse sentido, confiram-se julgados de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA Nº 279 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 820887 – AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14.09.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 898684 AGR / RS PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 821439 – AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 02.10.2014). Diante do exposto, mantenho o que foi decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Supremo Tribunal Federal RE 898684 AGR / RS PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 821439 – AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 02.10.2014). Diante do exposto, mantenho o que foi decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) : IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687989 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) : IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9793301
2015-10-20T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Abono de permanência. Impossibilidade de retroação ao ano de 2006 pela não implementação dos requisitos para concessão de aposentadoria. 3. Incidência da Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329638
- Acórdão(s) citado(s): (ABONO DE PERMANÊNCIA, REQUISITOS) ARE 821439 AgR (2ªT), ARE 820887 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 26/11/2015, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
898684
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 898684 AgR
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AGTE.(S) : ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) : IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Abono de permanência. Impossibilidade de retroação ao ano de 2006 pela não implementação dos requisitos para concessão de aposentadoria. 3. Incidência da Súmula 279. 4. Ausência de argumentos suficientes a infirmar a decisão recorrida. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742097. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso com fundamento de que dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A saber, o Tribunal a quo acordou que a ora agravante não reunia os requisitos para a concessão de aposentadoria no ano para o qual pretendia a retroação do abono de permanência. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a não incidência da Súmula 279 por alegado equívoco na leitura do acórdão recorrido, uma vez que este teria determinado que a interessada não reunia os requisitos para a aposentaria no ano de 2006 “já que ainda não havia averbado tempo de serviço prestado à advocacia autônoma” (fl. 306). Por fim, requer-se o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para conceder o direito à retroação do abono de permanência à data pleiteada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742098. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) :IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria que negou seguimento ao recurso com fundamento de que dissentir do entendimento firmado no acórdão recorrido demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. A saber, o Tribunal a quo acordou que a ora agravante não reunia os requisitos para a concessão de aposentadoria no ano para o qual pretendia a retroação do abono de permanência. Nas razões recursais, sustenta-se, em síntese, a não incidência da Súmula 279 por alegado equívoco na leitura do acórdão recorrido, uma vez que este teria determinado que a interessada não reunia os requisitos para a aposentaria no ano de 2006 “já que ainda não havia averbado tempo de serviço prestado à advocacia autônoma” (fl. 306). Por fim, requer-se o provimento do agravo regimental, de modo a prover o recurso extraordinário para conceder o direito à retroação do abono de permanência à data pleiteada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que esta não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, avaliar se a interessada preenchia os requisitos para concessão da aposentadoria no ano de 2006, ou ainda, verificar questões referentes à averbação do tempo de serviço prestado a advocacia autônoma, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, demandaria o revolvimento do conjunto-fático probatório dos autos, o que é vedado por óbice da Súmula 279. Nesse sentido, confiram-se julgados de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 820887 – AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14.09.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Avalio que as alegações da agravante são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, dado que esta não trouxe argumentos suficientes para confrontá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência pacífica desta Corte. Conforme demonstrado na decisão agravada, avaliar se a interessada preenchia os requisitos para concessão da aposentadoria no ano de 2006, ou ainda, verificar questões referentes à averbação do tempo de serviço prestado a advocacia autônoma, para dissentir do entendimento do Tribunal de origem, demandaria o revolvimento do conjunto-fático probatório dos autos, o que é vedado por óbice da Súmula 279. Nesse sentido, confiram-se julgados de ambas as turmas: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. ABONO DE PERMANÊNCIA. DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL QUE COMPLETOU OS REQUISITOS PARA APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. INCURSIONAMENTO NO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.” (ARE 820887 – AgR, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe de 14.09.2015); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. ABONO DE PERMANÊNCIA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 898684 AGR / RS PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 821439 – AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 02.10.2014). Diante do exposto, mantenho o que foi decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 898684 AGR / RS PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS AO RECEBIMENTO DO ABONO DE PERMANÊNCIA. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 821439 – AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 02.10.2014). Diante do exposto, mantenho o que foi decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9742099. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) : IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687989 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898.684 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANA MARIA NEDEL SCALZILLI ADV.(A/S) : IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9687989 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684", "RECURSO", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 – AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684", "SÚMULA n 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 820887 – AgR", "Recurso Extraordinário 898684 AGR / RS", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO", "ARE 821439 – AgR", "Recurso Extraordinário 898684 AGR / RS", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 821439 – AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 898 . 684" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Tribunal Superior Eleitoral", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANA MARIA NEDEL SCALZILLI", "IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANA MARIA NEDEL SCALZILLI", "IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANA MARIA NEDEL SCALZILLI", "IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "ANA MARIA NEDEL SCALZILLI", "IVO GABRIEL", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANA MARIA NEDEL SCALZILLI", "IVO GABRIEL CORREA DA CUNHA", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Dias Toffoli", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "2006", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "2006", "14", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "2006", "14", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "10", ".", "2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL EM SENTENÇA COLETIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Paraná contra julgado da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, que decidiu ser possível o fracionamento das execuções de ações coletivas. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de execução individual de sentença proferida em ação coletiva: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO DISTRITO FEDERAL – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDIRETA – APLICABILIDADE IMEDIATA DO ARTIGO 1º-F, DA LEI Nº 9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA MP Nº 2.180/35 – MATÉRIA QUE FOI OBJETO DE TRANSAÇÃO ENTRE AS PARTES – CONCORDÂNCIA DO ENTE PÚBLICO – RECURSO DE AGRAVO DO DISTRITO FEDERAL IMPROVIDO E RECURSO DE AGRAVO DO SINDICATO PROVIDO” (RE 884.145-AgR- segundo, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Paraná contra julgado da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, que decidiu ser possível o fracionamento das execuções de ações coletivas. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de execução individual de sentença proferida em ação coletiva: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO DISTRITO FEDERAL – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDIRETA – APLICABILIDADE IMEDIATA DO ARTIGO 1º-F, DA LEI Nº 9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA MP Nº 2.180/35 – MATÉRIA QUE FOI OBJETO DE TRANSAÇÃO ENTRE AS PARTES – CONCORDÂNCIA DO ENTE PÚBLICO – RECURSO DE AGRAVO DO DISTRITO FEDERAL IMPROVIDO E RECURSO DE AGRAVO DO SINDICATO PROVIDO” (RE 884.145-AgR- segundo, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 907799 AGR / PR “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (RE 568.645/SP, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). (...) O julgado recorrido harmoniza-se com essa orientação jurisprudencial. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 376-380). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.9.2015 (fl. 381), o Paraná interpõe, em 10.9.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 384-387). 3. O Agravante afirma que, “in casu, trata-se de ação coletiva, não se fala em litisconsórcio ativo facultativo. (…) Nesse contexto, verifica-se a notória violação à sistemática de precatórios, notadamente ao § 8º do art. 100 da CF, não encontrando respaldo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) sendo inaplicáveis os julgados colacionados na r. Decisão monocrática” (fl. 385). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (RE 568.645/SP, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). (...) O julgado recorrido harmoniza-se com essa orientação jurisprudencial. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 376-380). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.9.2015 (fl. 381), o Paraná interpõe, em 10.9.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 384-387). 3. O Agravante afirma que, “in casu, trata-se de ação coletiva, não se fala em litisconsórcio ativo facultativo. (…) Nesse contexto, verifica-se a notória violação à sistemática de precatórios, notadamente ao § 8º do art. 100 da CF, não encontrando respaldo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) sendo inaplicáveis os julgados colacionados na r. Decisão monocrática” (fl. 385). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 907799 AGR / PR Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O acórdão proferido pela Turma Recursal harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que decidiu, pelo procedimento da repercussão geral, ser possível a execução individual de sentenças proferidas em ações coletivas: “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (RE n. 568.645- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O acórdão proferido pela Turma Recursal harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que decidiu, pelo procedimento da repercussão geral, ser possível a execução individual de sentenças proferidas em ações coletivas: “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8º (ORIGINARIAMENTE § 4º), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8º (originariamente § 4º) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (RE n. 568.645- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 907799 AGR / PR JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (CF, ART. 100, § 3º) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO RE 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (CPC, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO” (RE n. 861.030-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 26.8.2015). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97, NA REDAÇÃO DA MP 2.180-35/01. POSTERIOR ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES NO MESMO SENTIDO DO QUE DETERMINOU O TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 100, § 4º, DA CF/88 (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 62/09). PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA EM CASOS IDÊNTICOS. ENTENDIMENTO ASSENTADO NO RE 568.645, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, TEMA 148. AGRAVO REGIMENTAL DO SINDIRETA/DF PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DO DISTRITO FEDERAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.965-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 1º.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (CF, ART. 100, § 3º) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO RE 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (CPC, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO” (RE n. 861.030-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 26.8.2015). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 1º-F DA LEI 9.494/97, NA REDAÇÃO DA MP 2.180-35/01. POSTERIOR ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES NO MESMO SENTIDO DO QUE DETERMINOU O TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 100, § 4º, DA CF/88 (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 62/09). PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA EM CASOS IDÊNTICOS. ENTENDIMENTO ASSENTADO NO RE 568.645, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, TEMA 148. AGRAVO REGIMENTAL DO SINDIRETA/DF PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DO DISTRITO FEDERAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.965-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 1º.6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) : DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509426 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) : DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9551991
2015-09-29T00:00:00
2015-10-09T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 29.09.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL EM SENTENÇA COLETIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur323894
- Acórdão(s) citado(s): (SENTENÇA COLETIVA, EXECUÇÃO INDIVIDUAL) RE 568645 (TP), RE 861030 AgR (2ªT), RE 860965 AgR-segundo (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 15/10/2015, BMP.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
907799
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 907799 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) : DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL EM SENTENÇA COLETIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 29 de setembro de 2015. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Paraná contra julgado da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, que decidiu ser possível o fracionamento das execuções de ações coletivas. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de execução individual de sentença proferida em ação coletiva: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO DISTRITO FEDERAL – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDIRETA – APLICABILIDADE IMEDIATA DO ARTIGO 1...-F, DA LEI n 9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA Medida Provisória n 2.180/35 – MATÉRIA QUE FOI OBJETO DE TRANSAÇÃO ENTRE AS PARTES – CONCORDÂNCIA DO ENTE PÚBLICO – RECURSO DE AGRAVO DO DISTRITO FEDERAL IMPROVIDO E RECURSO DE AGRAVO DO SINDICATO PROVIDO” (Recurso Extraordinário 884.145-AgR- segundo, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) :GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) :DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 27.8.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Paraná contra julgado da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, que decidiu ser possível o fracionamento das execuções de ações coletivas. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste ao Agravante. Este Supremo Tribunal assentou a possibilidade de execução individual de sentença proferida em ação coletiva: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO DISTRITO FEDERAL – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO INTERPOSTO PELO SINDIRETA – APLICABILIDADE IMEDIATA DO ARTIGO 1...-F, DA LEI n 9.494/97, NA REDAÇÃO DADA PELA Medida Provisória n 2.180/35 – MATÉRIA QUE FOI OBJETO DE TRANSAÇÃO ENTRE AS PARTES – CONCORDÂNCIA DO ENTE PÚBLICO – RECURSO DE AGRAVO DO DISTRITO FEDERAL IMPROVIDO E RECURSO DE AGRAVO DO SINDICATO PROVIDO” (Recurso Extraordinário 884.145-AgR- segundo, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.6.2015). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 907799 AGR / PR “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 568.645/SP, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). (...) O julgado recorrido harmoniza-se com essa orientação jurisprudencial. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 376-380). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.9.2015 (fl. 381), o Paraná interpõe, em 10.9.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 384-387). 3. O Agravante afirma que, “in casu, trata-se de ação coletiva, não se fala em litisconsórcio ativo facultativo. (…) Nesse contexto, verifica-se a notória violação à sistemática de precatórios, notadamente ao § 8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988, não encontrando respaldo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) sendo inaplicáveis os julgados colacionados na r. Decisão monocrática” (fl. 385). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 568.645/SP, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). (...) O julgado recorrido harmoniza-se com essa orientação jurisprudencial. Nada há a prover quanto às alegações do Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 376-380). 2. Publicada essa decisão no DJe de 3.9.2015 (fl. 381), o Paraná interpõe, em 10.9.2015, tempestivamente, agravo regimental (fls. 384-387). 3. O Agravante afirma que, “in casu, trata-se de ação coletiva, não se fala em litisconsórcio ativo facultativo. (…) Nesse contexto, verifica-se a notória violação à sistemática de precatórios, notadamente ao § 8... do art. 100 da Constituição Federal de 1988, não encontrando respaldo na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (…) sendo inaplicáveis os julgados colacionados na r. Decisão monocrática” (fl. 385). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 907799 AGR / PR Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O acórdão proferido pela Turma Recursal harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que decidiu, pelo procedimento da repercussão geral, ser possível a execução individual de sentenças proferidas em ações coletivas: “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 568.645- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. O acórdão proferido pela Turma Recursal harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que decidiu, pelo procedimento da repercussão geral, ser possível a execução individual de sentenças proferidas em ações coletivas: “REPERCUSSÃO GERAL. DIREITO CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. VEDAÇÃO CONSTITUCIONAL DE FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO PARA FRAUDAR O PAGAMENTO POR PRECATÓRIO. ART. 100, § 8... (ORIGINARIAMENTE § 4...), DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO SIMPLES. CONSIDERAÇÃO INDIVIDUAL DOS LITISCONSORTES: CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Ausência de prequestionamento quanto à alegação de inconstitucionalidade da Resolução n. 199/2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo e quanto ao fracionamento dos honorários advocatícios. Incidência das Súmulas 282 e 356. 2. A execução ou o pagamento singularizado dos valores devidos a partes integrantes de litisconsórcio facultativo simples não contrariam o § 8... (originariamente § 4...) do art. 100 da Constituição da República. A forma de pagamento, por requisição de pequeno valor ou precatório, dependerá dos valores isoladamente considerados. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 568.645- AgR, de minha relatoria, Plenário, DJe 13.11.2014). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – TÍTULO JUDICIAL CONSUBSTANCIADOR DE SENTENÇA COLETIVA – EFETIVAÇÃO EXECUTÓRIA INDIVIDUAL – POSSIBILIDADE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 907799 AGR / PR JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (Constituição Federal de 1988, ART. 100, § 3...) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (Código de Processo Civil, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO” (Recurso Extraordinário n. 861.030-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 26.8.2015). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 1...-F DA LEI 9.494/97, NA REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35/01. POSTERIOR ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES NO MESMO SENTIDO DO QUE DETERMINOU O TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 100, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88 (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 62/09). PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA EM CASOS IDÊNTICOS. ENTENDIMENTO ASSENTADO NO Recurso Extraordinário 568.645, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, TEMA 148. AGRAVO REGIMENTAL DO SINDIRETA/DF PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DO DISTRITO FEDERAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.965-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 1....6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Supremo Tribunal Federal ARE 907799 AGR / PR JURÍDICA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO NESSE PONTO – LEGISLAÇÃO LOCAL QUE DEFINE OBRIGAÇÕES DE PEQUENO VALOR (Constituição Federal de 1988, ART. 100, § 3...) – APLICABILIDADE IMEDIATA – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VEIO A PROCLAMAR NA APRECIAÇÃO DO Recurso Extraordinário 729.107- -RG/DF – DECISÕES IMPUGNADAS TORNADAS SEM EFEITO, NESSE PONTO, PARA DETERMINAR A DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À ORIGEM (Código de Processo Civil, ART. 543-B) – RECURSO DE AGRAVO, NO PONTO, PREJUDICADO” (Recurso Extraordinário n. 861.030-AgR, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 26.8.2015). “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APLICAÇÃO DO ART. 1...-F DA LEI 9.494/97, NA REDAÇÃO DA Medida Provisória 2.180-35/01. POSTERIOR ACORDO FIRMADO ENTRE AS PARTES NO MESMO SENTIDO DO QUE DETERMINOU O TRIBUNAL DE ORIGEM. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PREJUDICADO. FRACIONAMENTO DE EXECUÇÃO. AÇÃO COLETIVA. LEGITIMIDADE. AUSÊNCIA DE OFENSA AO ART. 100, § 4..., DA Constituição Federal de 1988/88 (REDAÇÃO ANTERIOR À EC 62/09). PRECEDENTES DA SEGUNDA TURMA EM CASOS IDÊNTICOS. ENTENDIMENTO ASSENTADO NO Recurso Extraordinário 568.645, REL. MIN. CÁRMEN LÚCIA, TRIBUNAL PLENO, TEMA 148. AGRAVO REGIMENTAL DO SINDIRETA/DF PROVIDO. AGRAVO REGIMENTAL DO DISTRITO FEDERAL DESPROVIDO” (ARE n. 860.965-AgR-segundo, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 1....6.2015). 3. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9539387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 29/09/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) : DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509426 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907.799 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : GENESIA CAPETA DE SOUZA ADV.(A/S) : DENISE MARTINS AGOSTINI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 29.09.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação no III Congresso Internacional da Advocacia Estatal, Local e Federal, promovido pela Procuradoria- Geral da Cidade de Buenos Aires, realizado na Argentina. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9509426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907 . 799", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 907 . 799", "Recurso Extraordinário 884 . 145 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 884 . 145 - AgR - segundo", "Recurso Extraordinário 568 . 645 / SP", "ARE 907799 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 568 . 645 / SP", "ARE 907799 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n . 568 . 645 - AgR", "Recurso Extraordinário n . 568 . 645 - AgR", "ARE 907799 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 729 . 107 - - RG / DF", "Recurso Extraordinário n . 861 . 030 - AgR", "Recurso Extraordinário 568 . 645", "ARE n . 860 . 965 - AgR - segundo", "ARE 907799 AGR", "Recurso Extraordinário 729 . 107 - - RG / DF", "Recurso Extraordinário n . 861 . 030 - AgR", "Recurso Extraordinário 568 . 645", "ARE n . 860 . 965 - AgR - segundo" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . . . - F , DA", "LEI n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 180 / 35", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 1 . . . - F , DA LEI n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 180 / 35", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo", "§ 8 . . .", "§ 4 . . . ) do art . 100 da Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo", "100 da Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "§ 8 . . . do art . 100 da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO", "Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo", "§ 8 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Resolução n . 199 / 2005 do Tribunal de Justiça de São Paulo", "art . 100 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal de 1988 , ART . 100 , § 3 . . .", "Código de Processo Civil , ART . 543 - B", "ART . 1 . . . - F DA", "LEI 9 . 494 / 97", "Medida Provisória 2 . 180", "ART . 100 , § 4 . . . , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 62 / 09", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , ART . 100 , § 3 . . .", "Código de Processo Civil , ART . 543 - B", "ART . 1 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. OFENSA A DIREITO LOCAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É infraconstitucional a questão sobre progressão funcional, perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781918. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida por mim, em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 2, p. 29-30): “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. PROMOÇÃO VERTICAL, INDEPENDENTE DE EXISTÊNCIA DE VAGA. IMPOSSIBILIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.647/2000. CONDICIONAMENTO DA PROMOÇÃO VERTICAL À EXISTÊNCIA DE VAGA NA CATEGORIA A QUE O SERVIDOR SERIA PROMOVIDO. RESOLUÇÃO N. 367/2001 EDITADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS PARA REGULAMENTAR A LEI N. 13.647/2000. POSTERIOR PROMULGAÇÃO DA LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N. 16.645/2007. NÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida por mim, em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 2, p. 29-30): “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. PROMOÇÃO VERTICAL, INDEPENDENTE DE EXISTÊNCIA DE VAGA. IMPOSSIBILIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.647/2000. CONDICIONAMENTO DA PROMOÇÃO VERTICAL À EXISTÊNCIA DE VAGA NA CATEGORIA A QUE O SERVIDOR SERIA PROMOVIDO. RESOLUÇÃO N. 367/2001 EDITADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS PARA REGULAMENTAR A LEI N. 13.647/2000. POSTERIOR PROMULGAÇÃO DA LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N. 16.645/2007. NÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF REVOGAÇÃO, NEM MODIFICAÇÃO, DOS CRITÉRIOS E CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO VERTICAL. NECESSIDADE DE EXISTÊNCIA DE VAGA PARA A PROMOÇÃO MANTIDA. HIGIDEZ DO SUBSTRATO LEGAL QUE JUSTIFICOU A EDIÇÃO DA RESOLUÇÃO DO TJMG. EXERCÍCIO DO PODER REGULAMENTAR, FUNÇÃO ATÍPICA DO PODER JUDICIÁRIO MINEIRO, MANTIDO DENTRO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DE ATENDIMENTO DOS DITAMES DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N. 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). PRECEDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 78-86). No recurso extraordinário, com fulcro no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI; 37, caput, e 39, caput, § 1º, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que “se nem mesmo a Lei pode prejudicar direito adquirido, jamais poderia a autoridade coatora fazê-lo, muito menos invocando norma de resolução não mais respaldada na legislação de regência, em nítida, inequívoca e ilegal extrapolação do limite regulamentar imposto à Administração Pública.” (eDOC 2, p. 120). A Vice-Presidência do STJ inadmitiu o recurso com base no óbice da Súmulas 280/STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF REVOGAÇÃO, NEM MODIFICAÇÃO, DOS CRITÉRIOS E CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO VERTICAL. NECESSIDADE DE EXISTÊNCIA DE VAGA PARA A PROMOÇÃO MANTIDA. HIGIDEZ DO SUBSTRATO LEGAL QUE JUSTIFICOU A EDIÇÃO DA RESOLUÇÃO DO TJMG. EXERCÍCIO DO PODER REGULAMENTAR, FUNÇÃO ATÍPICA DO PODER JUDICIÁRIO MINEIRO, MANTIDO DENTRO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DE ATENDIMENTO DOS DITAMES DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N. 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). PRECEDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 78-86). No recurso extraordinário, com fulcro no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5º, XXXVI; 37, caput, e 39, caput, § 1º, I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que “se nem mesmo a Lei pode prejudicar direito adquirido, jamais poderia a autoridade coatora fazê-lo, muito menos invocando norma de resolução não mais respaldada na legislação de regência, em nítida, inequívoca e ilegal extrapolação do limite regulamentar imposto à Administração Pública.” (eDOC 2, p. 120). A Vice-Presidência do STJ inadmitiu o recurso com base no óbice da Súmulas 280/STF. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela LC Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela LC Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC e 21, §1º, RISTF. Publique-se. ”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, “que não se pretende o reexame de fatos e provas discutidos nos autos, uma vez que o suporte fático está bem delineado no v. acórdão ora recorrido, não encerrando controvérsia quanto ao quadro sobre o qual versa a discussão traçada no caso dos autos, ao obstar o direito à promoção vertical da recorrente, o v. acórdão recorrido está a negar vigência às diretivas acima citadas.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC e 21, §1º, RISTF. Publique-se. ”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, “que não se pretende o reexame de fatos e provas discutidos nos autos, uma vez que o suporte fático está bem delineado no v. acórdão ora recorrido, não encerrando controvérsia quanto ao quadro sobre o qual versa a discussão traçada no caso dos autos, ao obstar o direito à promoção vertical da recorrente, o v. acórdão recorrido está a negar vigência às diretivas acima citadas.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5º, XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 905171 AGR / DF responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela LC Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela LC Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do STF. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9801847
2015-10-20T00:00:00
2015-11-17T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. OFENSA A DIREITO LOCAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É infraconstitucional a questão sobre progressão funcional, perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/STF. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur329613
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO, DA AMPLA DEFESA, DO DEVIDO PROCESSO LEGAL) ARE 748371 RG. (PROMOÇÃO, SERVIDOR PÚBLICO) ARE 895158 AgR (2ªT), ARE 896115 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 26/11/2015, MAD.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
905171
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-013647 ANO-2000\n LEI ORDINÁRIA, MG\n\n", "LEG-EST LEI-016645 ANO-2007\n LEI ORDINÁRIA, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 905171 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROGRESSÃO FUNCIONAL. OFENSA A DIREITO LOCAL. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. 1. É infraconstitucional a questão sobre progressão funcional, perante os termos da legislação local que a disciplina. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781918. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida por mim, em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 2, p. 29-30): “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. PROMOÇÃO VERTICAL, INDEPENDENTE DE EXISTÊNCIA DE VAGA. IMPOSSIBILIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.647/2000. CONDICIONAMENTO DA PROMOÇÃO VERTICAL À EXISTÊNCIA DE VAGA NA CATEGORIA A QUE O SERVIDOR SERIA PROMOVIDO. RESOLUÇÃO N. 367/2001 EDITADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS PARA REGULAMENTAR A LEI N. 13.647/2000. POSTERIOR PROMULGAÇÃO DA LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N. 16.645/2007. NÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) :JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão monocrática proferida por mim, em que neguei provimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “DECISÃO: Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto em face do acórdão do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado (eDOC 2, p. 29-30): “ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS. PROMOÇÃO VERTICAL, INDEPENDENTE DE EXISTÊNCIA DE VAGA. IMPOSSIBILIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.647/2000. CONDICIONAMENTO DA PROMOÇÃO VERTICAL À EXISTÊNCIA DE VAGA NA CATEGORIA A QUE O SERVIDOR SERIA PROMOVIDO. RESOLUÇÃO N. 367/2001 EDITADA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS PARA REGULAMENTAR A LEI N. 13.647/2000. POSTERIOR PROMULGAÇÃO DA LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N. 16.645/2007. NÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF REVOGAÇÃO, NEM MODIFICAÇÃO, DOS CRITÉRIOS E CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO VERTICAL. NECESSIDADE DE EXISTÊNCIA DE VAGA PARA A PROMOÇÃO MANTIDA. HIGIDEZ DO SUBSTRATO LEGAL QUE JUSTIFICOU A EDIÇÃO DA RESOLUÇÃO DO TJMG. EXERCÍCIO DO PODER REGULAMENTAR, FUNÇÃO ATÍPICA DO PODER JUDICIÁRIO MINEIRO, MANTIDO DENTRO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DE ATENDIMENTO DOS DITAMES DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N. 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). PRECEDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 78-86). No recurso extraordinário, com fulcro no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI; 37, caput, e 39, caput, § 1..., I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que “se nem mesmo a Lei pode prejudicar direito adquirido, jamais poderia a autoridade coatora fazê-lo, muito menos invocando norma de resolução não mais respaldada na legislação de regência, em nítida, inequívoca e ilegal extrapolação do limite regulamentar imposto à Administração Pública.” (eDOC 2, p. 120). A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso com base no óbice da Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF REVOGAÇÃO, NEM MODIFICAÇÃO, DOS CRITÉRIOS E CONDIÇÕES PARA A PROMOÇÃO VERTICAL. NECESSIDADE DE EXISTÊNCIA DE VAGA PARA A PROMOÇÃO MANTIDA. HIGIDEZ DO SUBSTRATO LEGAL QUE JUSTIFICOU A EDIÇÃO DA RESOLUÇÃO DO TJMG. EXERCÍCIO DO PODER REGULAMENTAR, FUNÇÃO ATÍPICA DO PODER JUDICIÁRIO MINEIRO, MANTIDO DENTRO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. NECESSIDADE DE ATENDIMENTO DOS DITAMES DA LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N. 101/2000 (LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL). PRECEDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA A QUE SE NEGA PROVIMENTO”. Os embargos de declaração foram rejeitados (eDOC 2, p. 78-86). No recurso extraordinário, com fulcro no art. 102, III, “a”, do permissivo constitucional, aponta-se ofensa aos arts. 5..., XXXVI; 37, caput, e 39, caput, § 1..., I, da Constituição Federal. Sustenta-se, em suma, que “se nem mesmo a Lei pode prejudicar direito adquirido, jamais poderia a autoridade coatora fazê-lo, muito menos invocando norma de resolução não mais respaldada na legislação de regência, em nítida, inequívoca e ilegal extrapolação do limite regulamentar imposto à Administração Pública.” (eDOC 2, p. 120). A Vice-Presidência do Superior Tribunal de Justiça inadmitiu o recurso com base no óbice da Súmulas 280/Supremo Tribunal Federal. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela Lei Complementar Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela Lei Complementar Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 905171 AGR / DF Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil e 21, §1..., RISTF. Publique-se. ”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, “que não se pretende o reexame de fatos e provas discutidos nos autos, uma vez que o suporte fático está bem delineado no v. acórdão ora recorrido, não encerrando controvérsia quanto ao quadro sobre o qual versa a discussão traçada no caso dos autos, ao obstar o direito à promoção vertical da recorrente, o v. acórdão recorrido está a negar vigência às diretivas acima citadas.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil e 21, §1..., RISTF. Publique-se. ”(eDOC. 3) Sustenta-se, em síntese, “que não se pretende o reexame de fatos e provas discutidos nos autos, uma vez que o suporte fático está bem delineado no v. acórdão ora recorrido, não encerrando controvérsia quanto ao quadro sobre o qual versa a discussão traçada no caso dos autos, ao obstar o direito à promoção vertical da recorrente, o v. acórdão recorrido está a negar vigência às diretivas acima citadas.” (eDOC. 5, p. 4) É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781919. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte ora Agravante. A parte insurgente não trouxe argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão recorrida, no tocante à alegada contrariedade ao art. 5..., XXXVI, da Constituição, ressalto que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do ARE 748.371, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 6.6.2013, tema 660 da sistemática da repercussão geral, consignou que a análise de suposta violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e do devido processo legal, se exige o reexame prévio de normas infraconstitucionais, configura ofensa reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o prosseguimento do apelo extremo. Com efeito, no tocante ao mérito da questão trazida nos autos, o Superior Tribunal de Justiça assentou que (eDOC 2, p. 39 e 43): “A Lei n. 16.645/2007, posterior à Lei n. 13.647/2000, estabeleceu com relação a esta disposições especiais, não a declarou expressamente revogada, não é com ela incompatível (ao contrário, integra-lhe dispositivos), nem regulou inteiramente a matéria. Portanto, não há que se falar em revogação da Lei n. 13.647/2000 pela Lei n. 16.645/2007. Consequência lógica disso é que, subsistindo o substrato legal que ensejou o exercício do poder regulamentar do Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais, subsiste a Resolução n. 367/2001 e todo o sistema de promoção vertical aos servidores públicos por ela abarcados. (…) Ainda que visto o tema apenas pela óptica da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 905171 AGR / DF responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela Lei Complementar Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Supremo Tribunal Federal ARE 905171 AGR / DF responsabilidade fiscal imposta aos gestores públicos pela Lei Complementar Federal n. 101/2000, e concretizada na esfera estadual pelos diplomas normativos acima citado, também não há direito líquido e certo a amparar o pedido de promoção vertical independente de existência de vaga ” Sendo esses fundamentos acolhidos pelo acórdão recorrido, eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas e da legislação aplicável à espécie (Leis Estaduais 13.647/00 e 16.645/07), o que encontra óbice nas Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: ARE 896.115, Rel. Min. Dias Toffoli, Dje 21.8.2015; ARE 895.158, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje 19.6.2015; e ARE 795.834, Rel. Min. Roberto Barroso, Dje 5.3.2015. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9781920. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686058 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905.171 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : ROSILENE MARIA DA SILVA ADV.(A/S) : JOELSON DIAS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686058 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 905 . 171", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 905171 AGR", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 905171 AGR / DF", "Súmulas 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 748 . 371", "ARE 905171 AGR / DF", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896 . 115", "ARE 895 . 158", "ARE 905171 AGR / DF", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896 . 115", "ARE 895 . 158", "ARE 905171 AGR / DF", "ARE 795 . 834", "ARE 905171 AGR / DF", "ARE 795 . 834", "ARE 748 . 371", "ARE 748 . 371", "ARE 905171 AGR / DF", "Súmulas 279", "ARE 896 . 115", "ARE 895 . 158", "ARE 795 . 834", "ARE 905171 AGR / DF", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 896 . 115", "ARE 895 . 158", "ARE 795 . 834" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 13 . 647 / 2000", "RESOLUÇÃO N . 367 / 2001", "LEI N . 13 . 647 / 2000", "LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N . 16 . 645 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 13 . 647 / 2000", "RESOLUÇÃO N . 367 / 2001", "LEI N . 13 . 647 / 2000", "LEI DO ESTADO DE MINAS GERAIS N . 16 . 645 / 2007", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N . 101 / 2000", "LEI DE", "art . 102 , III , “ a ” ,", "arts . 5 . . . , XXXVI ; 37 , caput , e 39 , caput , § 1 . . . , I , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI COMPLEMENTAR FEDERAL N . 101 / 2000", "LEI DE RESPONSABILIDADE", "arts . 5 . . . , XXXVI ; 37 , caput , e 39 , caput , § 1 . . . , I , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Resolução n . 367 / 2001", "Lei Complementar Federal n . 101 / 2000", "Leis Estaduais 13 . 647 / 00", "16", ".", "645", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Resolução n . 367 / 2001", "Lei Complementar Federal n . 101 / 2000", "Leis Estaduais 13 . 647 / 00", "16", ".", "645", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , Código de Processo Civil e", "21 , § 1 . . . , RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "21 , § 1 . . . , RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Resolução n . 367 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 13 . 647 / 2000", "Lei n . 16 . 645 / 2007", "Resolução n . 367 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal n . 101 / 2000", "Leis Estaduais 13 . 647 / 00", "16", ".", "645", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal n . 101 /", "Leis Estaduais 13 . 647 / 00", "16", ".", "645", "/", "07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "DISTRITO FEDERAL", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJMG", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJMG", "CONSELHO NACIONAL DE", "Vice", "-", "Presidência do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "ROSILENE MARIA DA SILVA", "JOELSON DIAS", "Rosa Weber", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ROSILENE MARIA DA SILVA", "JOELSON DIAS", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "ROSILENE MARIA DA SILVA", "JOELSON DIAS", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Gilmar Mendes", "EDSON FACHIN", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Roberto Barroso", "EDSON FACHIN", "ROSILENE MARIA DA SILVA", "JOELSON DIAS", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "ROSILENE MARIA DA SILVA", "JOELSON DIAS", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "6", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "6", ".", "2013", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2015", "19", ".", "6", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "8", ".", "2015", "19", ".", "6", ".", "2015", "5", ".", "3", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 914859 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Nova América Agrícola Ltda. contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, pelo qual se manteve o adicional de insalubridade a trabalhador sujeito a raios solares e calor excessivo na atividade do corte da cana-de-açúcar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Desembargador Relator do processo no Tribunal de origem afirmou: ‘o despacho agravado foi vazado nos seguintes termos: ‘No tocante ao adicional de insalubridade, a pretensão recursal encontra-se superada pela jurisprudência iterativa e notória desta Corte, segundo a qual a exposição ao calor excessivo, ainda que decorrente da exposição a raios solares, atestada por laudo pericial, enseja o pagamento do adicional de insalubridade’. Quanto ao adicional de insalubridade, melhor sorte não assiste à Reclamada, tendo em vista que os arestos trazidos a cotejo albergam tese superada pela atual jurisprudência da SbDI-1 do TST, consoante salientado na decisão fustigada’. A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Nova América Agrícola Ltda. contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, pelo qual se manteve o adicional de insalubridade a trabalhador sujeito a raios solares e calor excessivo na atividade do corte da cana-de-açúcar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Desembargador Relator do processo no Tribunal de origem afirmou: ‘o despacho agravado foi vazado nos seguintes termos: ‘No tocante ao adicional de insalubridade, a pretensão recursal encontra-se superada pela jurisprudência iterativa e notória desta Corte, segundo a qual a exposição ao calor excessivo, ainda que decorrente da exposição a raios solares, atestada por laudo pericial, enseja o pagamento do adicional de insalubridade’. Quanto ao adicional de insalubridade, melhor sorte não assiste à Reclamada, tendo em vista que os arestos trazidos a cotejo albergam tese superada pela atual jurisprudência da SbDI-1 do TST, consoante salientado na decisão fustigada’. A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: ‘SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do STF, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 7. A alegada contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: ‘SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do STF, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 7. A alegada contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 8. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 8. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF NEGA PROVIMENTO’ (RE n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.10.2015, Nova América Agrícola Ltda. interpõe, em 13.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Afirma que, “pela análise do acórdão do C. TST, [ficou] delimitado que a condenação da recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade amparou-se na exposição do trabalhador ao calor gerado pelos raios solares, conforme medição de temperatura registrada no laudo pericial. Assim, é desnecessária a reapreciação dos fatos e provas produzidos nos autos, pois a tese da agravante no recurso extraordinário caminha no sentido de que o deferimento do adicional em virtude de atividade não especificada pelo Ministério do Trabalho (trabalho a céu aberto em lavoura de cana-de-açúcar: exposição ao calor) contraria o disposto na Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, e ofende os artigos 5º, inciso II e 7º, inciso XXIII da Constituição Federal” (fl. 5, doc. 62). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF NEGA PROVIMENTO’ (RE n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.10.2015, Nova América Agrícola Ltda. interpõe, em 13.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Afirma que, “pela análise do acórdão do C. TST, [ficou] delimitado que a condenação da recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade amparou-se na exposição do trabalhador ao calor gerado pelos raios solares, conforme medição de temperatura registrada no laudo pericial. Assim, é desnecessária a reapreciação dos fatos e provas produzidos nos autos, pois a tese da agravante no recurso extraordinário caminha no sentido de que o deferimento do adicional em virtude de atividade não especificada pelo Ministério do Trabalho (trabalho a céu aberto em lavoura de cana-de-açúcar: exposição ao calor) contraria o disposto na Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, e ofende os artigos 5º, inciso II e 7º, inciso XXIII da Constituição Federal” (fl. 5, doc. 62). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: “SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). “CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do STF, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: “SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). “CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do STF, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914859 AGR / DF extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 3. A alegada contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 3. A alegada contrariedade ao art. 5º, inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914859 AGR / DF INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 4. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 4. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/STF. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (RE n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) : THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645996 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) : THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645996 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9710350
2015-10-20T00:00:00
2015-11-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur327520
- Acórdão(s) citado(s): (ADICIONAL DE INSALUBRIDADE) AI 475568 AgR (1ªT), RE 783235 AgR (2ªT). (´PRINCÍPIO DA LEGALIDADE) RE 631736 ED (1ªT), AI 745965 AgR (2ªT). (RE, PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE) AI 808659 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (ADICIONAL DE INSALUBRIDADE) ARE 728642, ARE 783907, ARE 772685. Número de páginas: 11. Análise: 10/11/2015, MJC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
914859
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00003 LET-C\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED PRT-003214 ANO-1978\n PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO - MTE\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 914859 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) : THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXPOSIÇÃO EXCESSIVA AO CALOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AUSÊNCIA DE OFENSA CONSTITUCIONAL DIRETA. ALEGADA CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DESTE SUPREMO TRIBUNAL. INVIABILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM BASE NA AL. C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Dias Toffoli. Brasília, 20 de outubro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 914859 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666872. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Nova América Agrícola Ltda. contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, pelo qual se manteve o adicional de insalubridade a trabalhador sujeito a raios solares e calor excessivo na atividade do corte da cana-de-açúcar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Desembargador Relator do processo no Tribunal de origem afirmou: ‘o despacho agravado foi vazado nos seguintes termos: ‘No tocante ao adicional de insalubridade, a pretensão recursal encontra-se superada pela jurisprudência iterativa e notória desta Corte, segundo a qual a exposição ao calor excessivo, ainda que decorrente da exposição a raios solares, atestada por laudo pericial, enseja o pagamento do adicional de insalubridade’. Quanto ao adicional de insalubridade, melhor sorte não assiste à Reclamada, tendo em vista que os arestos trazidos a cotejo albergam tese superada pela atual jurisprudência da SbDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho, consoante salientado na decisão fustigada’. A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) :ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) :THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Em 30.9.2015, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Nova América Agrícola Ltda. contra julgado do Tribunal Superior do Trabalho, pelo qual se manteve o adicional de insalubridade a trabalhador sujeito a raios solares e calor excessivo na atividade do corte da cana-de-açúcar. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Razão jurídica não assiste à Agravante. O Desembargador Relator do processo no Tribunal de origem afirmou: ‘o despacho agravado foi vazado nos seguintes termos: ‘No tocante ao adicional de insalubridade, a pretensão recursal encontra-se superada pela jurisprudência iterativa e notória desta Corte, segundo a qual a exposição ao calor excessivo, ainda que decorrente da exposição a raios solares, atestada por laudo pericial, enseja o pagamento do adicional de insalubridade’. Quanto ao adicional de insalubridade, melhor sorte não assiste à Reclamada, tendo em vista que os arestos trazidos a cotejo albergam tese superada pela atual jurisprudência da SbDI-1 do Tribunal Superior do Trabalho, consoante salientado na decisão fustigada’. A apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: ‘SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 7. A alegada contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: ‘SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO’ (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). ‘CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 7. A alegada contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 8. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): ‘Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 8. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.10.2015, Nova América Agrícola Ltda. interpõe, em 13.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Afirma que, “pela análise do acórdão do C. Tribunal Superior do Trabalho, [ficou] delimitado que a condenação da recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade amparou-se na exposição do trabalhador ao calor gerado pelos raios solares, conforme medição de temperatura registrada no laudo pericial. Assim, é desnecessária a reapreciação dos fatos e provas produzidos nos autos, pois a tese da agravante no recurso extraordinário caminha no sentido de que o deferimento do adicional em virtude de atividade não especificada pelo Ministério do Trabalho (trabalho a céu aberto em lavoura de cana-de-açúcar: exposição ao calor) contraria o disposto na Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, e ofende os artigos 5..., inciso II e 7..., inciso XXIII da Constituição Federal” (fl. 5, doc. 62). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavaski, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). A decisão agravada, embasada nos dados constantes do acórdão recorrido, harmoniza-se com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, nada havendo a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, al. a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 5.10.2015, Nova América Agrícola Ltda. interpõe, em 13.10.2015, tempestivamente, agravo regimental. 3. Sustenta a Agravante ter havido ofensa direta a preceitos constitucionais e não incidir a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Afirma que, “pela análise do acórdão do C. Tribunal Superior do Trabalho, [ficou] delimitado que a condenação da recorrente ao pagamento do adicional de insalubridade amparou-se na exposição do trabalhador ao calor gerado pelos raios solares, conforme medição de temperatura registrada no laudo pericial. Assim, é desnecessária a reapreciação dos fatos e provas produzidos nos autos, pois a tese da agravante no recurso extraordinário caminha no sentido de que o deferimento do adicional em virtude de atividade não especificada pelo Ministério do Trabalho (trabalho a céu aberto em lavoura de cana-de-açúcar: exposição ao calor) contraria o disposto na Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal, e ofende os artigos 5..., inciso II e 7..., inciso XXIII da Constituição Federal” (fl. 5, doc. 62). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 914859 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666873. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: “SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). “CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. Como afirmado na decisão agravada, a apreciação do pleito recursal dependeria do reexame de provas, procedimento inviável em recurso extraordinário, nos termos da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Novo exame do julgado impugnado exigiria ainda a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego). A alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, a inviabilizar o processamento do recurso extraordinário: “SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. EXAME DE NORMA LOCAL E DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULAS 279 E 280 DESTE TRIBUNAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO” (AI n. 475.568-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJ 16.2.2007). “CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA ESPECIAL. USO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DA EFICÁCIA. ÔNUS DA PROVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO DESPROVIDO. 1. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o reexame da distribuição do ônus da prova é matéria infraconstitucional. Sendo assim, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914859 AGR / DF extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 3. A alegada contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF extraordinário não é o meio processual adequado para o exame dos pressupostos fáticos para a definição do ônus da prova da eficácia do equipamento de proteção individual, a teor do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário ). 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n. 783.235-AgR, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 19.8.2014). Confiram-se também as seguintes decisões monocráticas transitadas em julgado: ARE n. 783.907, de minha relatoria, DJe 2.12.2013; ARE n. 772.685, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe 6.2.2015; e ARE n. 728.642, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 20.2.2013. 3. A alegada contrariedade ao art. 5..., inc. II, da Constituição da República esbarra no óbice da Súmula n. 636 do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual não cabe “recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida”, como ocorre na espécie vertente (Portaria n. 3.214/1978 do Ministério do Trabalho e Emprego): “Inviável o prosseguimento do recurso extraordinário quando a averiguação da afronta ao princípio da legalidade demanda análise de legislação infraconstitucional. Verbete 636 da Súmula desta Corte. 3. Ausência de argumentos suficientes para infirmar a decisão recorrida. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n. 745.965-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 26.6.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE E DE JULGAMENTO EXTRA PETITA. NECESSIDADE DE EXAME PRÉVIO DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 914859 AGR / DF INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 4. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Supremo Tribunal Federal ARE 914859 AGR / DF INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 631.736-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 8.4.2011). 4. O recurso extraordinário também não se viabiliza pela al. c do inc. III do art. 102 da Constituição da República, pois o Tribunal de origem não julgou válidos lei ou ato de governo local contestados em face da Constituição da República: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL N. 7.730/89. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA N. 283/Supremo Tribunal Federal. INTERPOSIÇÃO PELA ALÍNEA C DO INCISO III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VALIDADE DE LEI LOCAL EM FACE DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n. 808.659, Relator o Ministro Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe 13.2.2013). 5. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9666874. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 20/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) : THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645996 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 914.859 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA ADV.(A/S) : ELIMARA APARECIDA ASSAD SALLUM E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : PEDRO MARCELO ALVES ADV.(A/S) : THAIS TAKAHASHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 20.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Dias Toffoli, em face da participação, na qualidade de Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, no programa de Acompanhamento Interjurisdicional, por ocasião das Eleições Gerais do Canadá. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9645996 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA N . 636 DESTE", "ARE 914859 AGR", "ARE", "ARE 914859 AGR / DF", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "AI n . 475 . 568 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 783 . 235 - AgR", "ARE n . 783 . 907", "ARE n . 772 . 685", "ARE n . 728 . 642", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal 2", "ARE 914859 AGR / DF", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS", "AI n . 475 . 568 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 783 . 235 - AgR", "ARE n . 783 . 907", "ARE n . 772 . 685", "ARE n . 728 . 642", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal 2", "ARE 914859 AGR / DF Federal", "AI n . 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n . 631 . 736 - ED", "SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n . 631 . 736 - ED", "SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 914859 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n . 808 . 659", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal", "ARE 914859 AGR / DF", "Recurso Extraordinário n . 808 . 659", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 194 desse Excelso Supremo Tribunal Federal", "ARE 914859 AGR", "ARE 914859 AGR / DF", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 475 . 568 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 475 . 568 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 783 . 235 - AgR", "ARE n . 783 . 907", "ARE n . 772 . 685", "ARE n . 728 . 642", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 745 . 965 - AgR", "ARE 914859 AGR / DF", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 783 . 235 - AgR", "ARE n . 783 . 907", "ARE n . 772 . 685", "ARE n . 728 . 642", "Súmula n . 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 745 . 965 - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n . 631 . 736 - ED", "SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 808 . 659", "ARE 914859 AGR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n . 631 . 736 - ED", "SÚMULA N . 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 808 . 659" ], "LEGISLACAO": [ "AL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "al . c do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "LEI FEDERAL N . 7 . 730 / 89", "ALÍNEA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "al", "Constituição da República", "LEI FEDERAL N . 7 . 730 / 89", "INCISO III DO ART . 102 DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigos 5 . . . , inciso II e 7 . . . , inciso XXIII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , al . a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "artigos 5 . . . , inciso II e 7 . . . , inciso XXIII da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "Portaria n . 3 . 214 / 1978", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . II , da Constituição da República", "Portaria n . 3 . 214 / 1978 do Ministério do Trabalho e Emprego", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "al . c do inc . 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III do art . 102 da Constituição da República", "Constituição da República", "LEI FEDERAL N . 7 . 730 / 89", "ALÍNEA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "cana", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasil" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "NOVA AMERICA AGRICOLA LTDA", "Nova América Agrícola Ltda .", "Tribunal Superior do 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Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA OFERECIMENTO DE ALEGAÇÕES FINAIS EM PAD. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO SOBRE AS CONCLUSÕES DO PAD. NÃO HOUVE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EFETIVO EM DECORRÊNCIA DO NÃO ACOMPANHAMENTO, PELO REPRESENTANTE LEGAL DO AGRAVANTE, DA OITIVA DOS DEPOIMENTOS DOS DEMAIS ACUSADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei nº 8.112/1990 não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. (Precedente: RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010). 2. Não há previsão legal para intimação pessoal do acusado sobre as conclusões do PAD. (Precedente: RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008). 3. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto em decorrência do não acompanhamento, pelo representante legal do agravante, da oitiva dos depoimentos dos demais acusados. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 28012 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança, interposto por Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EXTINTA SUDAM. PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEMISSÃO. DELEGAÇÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. ART. 84, XXV, DA CF. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PAD. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante sustenta que não seria possível o julgamento pelo relator, pois acarretou supressão indevida da competência do órgão colegiado. Reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança no que tange à restrição do contraditório e da ampla defesa, que teria lhe causado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança, interposto por Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EXTINTA SUDAM. PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEMISSÃO. DELEGAÇÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. ART. 84, XXV, DA CF. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PAD. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante sustenta que não seria possível o julgamento pelo relator, pois acarretou supressão indevida da competência do órgão colegiado. Reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança no que tange à restrição do contraditório e da ampla defesa, que teria lhe causado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 28012 AGR / DF efetivo prejuízo, qual seja, a sua demissão. Alega que a comissão processante não permitiu que apresentasse alegações finais, impedindo a síntese de sua defesa. Sustenta que a falta de intimação pessoal prejudicou a interposição de recurso administrativo, diminuindo as chances de reforma da decisão em sede administrativa. Argumenta que o seu representante legal não pôde acompanhar a oitiva dos depoimentos prestados pelos demais acusados, o que teria dificultado a obtenção da verdade dos fatos. Postula o provimento do agravo regimental e, por conseguinte, o seguimento do recurso ordinário em mandado de segurança. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF efetivo prejuízo, qual seja, a sua demissão. Alega que a comissão processante não permitiu que apresentasse alegações finais, impedindo a síntese de sua defesa. Sustenta que a falta de intimação pessoal prejudicou a interposição de recurso administrativo, diminuindo as chances de reforma da decisão em sede administrativa. Argumenta que o seu representante legal não pôde acompanhar a oitiva dos depoimentos prestados pelos demais acusados, o que teria dificultado a obtenção da verdade dos fatos. Postula o provimento do agravo regimental e, por conseguinte, o seguimento do recurso ordinário em mandado de segurança. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Inicialmente, a Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos federais, não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. Desse modo, não há que se falar em cerceamento de defesa por parte da Comissão Processante ao não admiti-las. Nesse sentido: “EMENTA: ADMINISTRATIVO. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. DEMISSÃO. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DE PROPINA PARA LIBERAÇÃO DE VEÍCULO. LEIS NºS 8.112/90 E 9.784/99. ALEGAÇÕES FINAIS. AMPLA DEFESA. Além da reportagem televisiva -- contida em videoteipe devidamente periciado --, a Comissão Processante valeu-se de prova testemunhal, a demonstrar que o servidor recebeu propina no desempenho de suas funções. Por outro lado, a Lei do Regime Jurídico Único não prevê oportunidade para oferecimento de alegações finais no processo administrativo disciplinar, pelo que não houve cerceamento de defesa. A instância penal somente repercute na administrativa quando conclui pela inexistência material do fato ou pela negativa de sua autoria, o que não é o caso. Recurso desprovido.” (RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010) (Grifamos) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Inicialmente, a Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos federais, não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. Desse modo, não há que se falar em cerceamento de defesa por parte da Comissão Processante ao não admiti-las. Nesse sentido: “EMENTA: ADMINISTRATIVO. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. DEMISSÃO. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DE PROPINA PARA LIBERAÇÃO DE VEÍCULO. LEIS NºS 8.112/90 E 9.784/99. ALEGAÇÕES FINAIS. AMPLA DEFESA. Além da reportagem televisiva -- contida em videoteipe devidamente periciado --, a Comissão Processante valeu-se de prova testemunhal, a demonstrar que o servidor recebeu propina no desempenho de suas funções. Por outro lado, a Lei do Regime Jurídico Único não prevê oportunidade para oferecimento de alegações finais no processo administrativo disciplinar, pelo que não houve cerceamento de defesa. A instância penal somente repercute na administrativa quando conclui pela inexistência material do fato ou pela negativa de sua autoria, o que não é o caso. Recurso desprovido.” (RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010) (Grifamos) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 28012 AGR / DF Em relação à falta de intimação pessoal do agravante sobre as conclusões do PAD, verifico não haver previsão legal para a intimação pessoal nessas circunstâncias. Nesse sentido: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. IRREGULARIDADES. INCLUSÃO DE NOVOS FATOS NA ACUSAÇÃO. RESPEITO AO CONTRADITÓRIO. POSSIBILIDADE DE ENCAMPAÇÃO DOS TERMOS DO PARECER CONSULTIVO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA SUPERIOR, SEM VINCULAR O ÓRGÃO JULGADOR. INTIMAÇÃO DOS SERVIDORES PELA IMPRENSA OFICIAL. LEGALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Não há ilegalidade na ampliação da acusação a servidor público, se durante o processo administrativo forem apurados fatos novos que constituam infração disciplinar. O princípio do contraditório e da ampla defesa deve ser rigorosamente observado. 2. É permitido ao agente administrativo, para complementar suas razões, encampar os termos de parecer exarado por autoridade de menor hierarquia. A autoridade julgadora não está vinculada às conclusões da comissão processante. Precedentes: [MS n. 23.201, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 19.08.2005 e MS n. 21.280, Relator o Ministro OCTAVIO GALLOTTI, DJ de 20.03.92]. 3. Não houve, no presente caso, ofensa ao art. 28 da lei n. 9.784/98, eis que os ora recorrentes tiveram pleno conhecimento da publicação oficial do ato que determinou suas demissões em tempo hábil para utilizar os recursos administrativos cabíveis. 4. Não há preceito legal que imponha a intimação pessoal dos acusados, ou permita a impugnação do relatório da Comissão processante, devendo os autos serem imediatamente remetidos à autoridade competente para julgamento [arts. 165 e 166 da Lei n. 8.112/90]. Precedente: [MS n. 23.268, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 07.06.2002]. Nego provimento ao recurso ordinário.” (RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008)(Grifamos) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF Em relação à falta de intimação pessoal do agravante sobre as conclusões do PAD, verifico não haver previsão legal para a intimação pessoal nessas circunstâncias. Nesse sentido: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. IRREGULARIDADES. INCLUSÃO DE NOVOS FATOS NA ACUSAÇÃO. RESPEITO AO CONTRADITÓRIO. POSSIBILIDADE DE ENCAMPAÇÃO DOS TERMOS DO PARECER CONSULTIVO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA SUPERIOR, SEM VINCULAR O ÓRGÃO JULGADOR. INTIMAÇÃO DOS SERVIDORES PELA IMPRENSA OFICIAL. LEGALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Não há ilegalidade na ampliação da acusação a servidor público, se durante o processo administrativo forem apurados fatos novos que constituam infração disciplinar. O princípio do contraditório e da ampla defesa deve ser rigorosamente observado. 2. É permitido ao agente administrativo, para complementar suas razões, encampar os termos de parecer exarado por autoridade de menor hierarquia. A autoridade julgadora não está vinculada às conclusões da comissão processante. Precedentes: [MS n. 23.201, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 19.08.2005 e MS n. 21.280, Relator o Ministro OCTAVIO GALLOTTI, DJ de 20.03.92]. 3. Não houve, no presente caso, ofensa ao art. 28 da lei n. 9.784/98, eis que os ora recorrentes tiveram pleno conhecimento da publicação oficial do ato que determinou suas demissões em tempo hábil para utilizar os recursos administrativos cabíveis. 4. Não há preceito legal que imponha a intimação pessoal dos acusados, ou permita a impugnação do relatório da Comissão processante, devendo os autos serem imediatamente remetidos à autoridade competente para julgamento [arts. 165 e 166 da Lei n. 8.112/90]. Precedente: [MS n. 23.268, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 07.06.2002]. Nego provimento ao recurso ordinário.” (RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008)(Grifamos) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 28012 AGR / DF No que tange ao acompanhamento dos depoimentos prestados durante o PAD pelo representante legal do agravante, verifico que não houve demonstração de prejuízo concreto advindo desse fato, sendo insuficiente alegar abstratamente que houve restrição à possibilidade de se desconstruir falsas verdades. Ademais, cabe mencionar que, em matéria análoga, esta Corte decidiu no seguinte sentido: “Mandado de Segurança. Servidor público. Processo Administrativo. Pena disciplinar de demissão. Alegação de violação à ampla defesa pela ausência de notificação quanto às conclusões do relatório final rejeitada, porquanto regular o exercício do contraditório ao longo do processo, tendo a servidora constituído advogado e apresentado defesa escrita. Não restou demonstrado, ademais, o prejuízo que teria sido causado pela falta da referida intimação. Mandado de segurança que se indefere” (MS 23.268, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 07/6/2002). Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF No que tange ao acompanhamento dos depoimentos prestados durante o PAD pelo representante legal do agravante, verifico que não houve demonstração de prejuízo concreto advindo desse fato, sendo insuficiente alegar abstratamente que houve restrição à possibilidade de se desconstruir falsas verdades. Ademais, cabe mencionar que, em matéria análoga, esta Corte decidiu no seguinte sentido: “Mandado de Segurança. Servidor público. Processo Administrativo. Pena disciplinar de demissão. Alegação de violação à ampla defesa pela ausência de notificação quanto às conclusões do relatório final rejeitada, porquanto regular o exercício do contraditório ao longo do processo, tendo a servidora constituído advogado e apresentado defesa escrita. Não restou demonstrado, ademais, o prejuízo que teria sido causado pela falta da referida intimação. Mandado de segurança que se indefere” (MS 23.268, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 07/6/2002). Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) : DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563075 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) : DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9576412
2015-09-29T00:00:00
2015-10-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 29.9.2015.
AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA OFERECIMENTO DE ALEGAÇÕES FINAIS EM PAD. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO SOBRE AS CONCLUSÕES DO PAD. NÃO HOUVE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EFETIVO EM DECORRÊNCIA DO NÃO ACOMPANHAMENTO, PELO REPRESENTANTE LEGAL DO AGRAVANTE, DA OITIVA DOS DEPOIMENTOS DOS DEMAIS ACUSADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei nº 8.112/1990 não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. (Precedente: RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010). 2. Não há previsão legal para intimação pessoal do acusado sobre as conclusões do PAD. (Precedente: RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008). 3. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto em decorrência do não acompanhamento, pelo representante legal do agravante, da oitiva dos depoimentos dos demais acusados. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur324399
- Acórdão(s) citado(s): (INTIMAÇÃO PESSOAL, ACUSADO, PAD) MS 23268 (TP), RMS 24526 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 27/10/2015, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
28012
[ "LEG-FED LEI-008112 ANO-1990\n RJU-1990 REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA UNIÃO, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDAÇÕES PÚBLICAS FEDERAIS" ]
RMS-AgR
acordaos
RMS 28012 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) : DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA OFERECIMENTO DE ALEGAÇÕES FINAIS EM PAD. DESNECESSIDADE DE INTIMAÇÃO PESSOAL DO ACUSADO SOBRE AS CONCLUSÕES DO PAD. NÃO HOUVE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO EFETIVO EM DECORRÊNCIA DO NÃO ACOMPANHAMENTO, PELO REPRESENTANTE LEGAL DO AGRAVANTE, DA OITIVA DOS DEPOIMENTOS DOS DEMAIS ACUSADOS. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A Lei n 8.112/1990 não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. (Precedente: RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010). 2. Não há previsão legal para intimação pessoal do acusado sobre as conclusões do PAD. (Precedente: RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008). 3. In casu, não restou demonstrado o prejuízo concreto em decorrência do não acompanhamento, pelo representante legal do agravante, da oitiva dos depoimentos dos demais acusados. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RMS 28012 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 29 de setembro de 2015. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança, interposto por Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EXTINTA SUDAM. PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEMISSÃO. DELEGAÇÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. ART. 84, XXV, DA Constituição Federal de 1988. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PAD. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante sustenta que não seria possível o julgamento pelo relator, pois acarretou supressão indevida da competência do órgão colegiado. Reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança no que tange à restrição do contraditório e da ampla defesa, que teria lhe causado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) :DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso ordinário em mandado de segurança, interposto por Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves, contra decisão que prolatei, assim ementada: “RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. EXTINTA SUDAM. PRÁTICA DE ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. DEMISSÃO. DELEGAÇÃO A MINISTRO DE ESTADO. POSSIBILIDADE. ART. 84, XXV, DA Constituição Federal de 1988. PEDIDO DE ANULAÇÃO DO PAD. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO DEVIDO PROCESSO LEGAL, DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. INOCORRÊNCIA. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO.” Inconformado com a referida decisão, o agravante sustenta que não seria possível o julgamento pelo relator, pois acarretou supressão indevida da competência do órgão colegiado. Reitera as razões expendidas no recurso ordinário em mandado de segurança no que tange à restrição do contraditório e da ampla defesa, que teria lhe causado Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RMS 28012 AGR / DF efetivo prejuízo, qual seja, a sua demissão. Alega que a comissão processante não permitiu que apresentasse alegações finais, impedindo a síntese de sua defesa. Sustenta que a falta de intimação pessoal prejudicou a interposição de recurso administrativo, diminuindo as chances de reforma da decisão em sede administrativa. Argumenta que o seu representante legal não pôde acompanhar a oitiva dos depoimentos prestados pelos demais acusados, o que teria dificultado a obtenção da verdade dos fatos. Postula o provimento do agravo regimental e, por conseguinte, o seguimento do recurso ordinário em mandado de segurança. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF efetivo prejuízo, qual seja, a sua demissão. Alega que a comissão processante não permitiu que apresentasse alegações finais, impedindo a síntese de sua defesa. Sustenta que a falta de intimação pessoal prejudicou a interposição de recurso administrativo, diminuindo as chances de reforma da decisão em sede administrativa. Argumenta que o seu representante legal não pôde acompanhar a oitiva dos depoimentos prestados pelos demais acusados, o que teria dificultado a obtenção da verdade dos fatos. Postula o provimento do agravo regimental e, por conseguinte, o seguimento do recurso ordinário em mandado de segurança. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543410. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Inicialmente, a Lei n 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos federais, não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. Desse modo, não há que se falar em cerceamento de defesa por parte da Comissão Processante ao não admiti-las. Nesse sentido: “EMENTA: ADMINISTRATIVO. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. DEMISSÃO. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DE PROPINA PARA LIBERAÇÃO DE VEÍCULO. LEIS nS 8.112/90 E 9.784/99. ALEGAÇÕES FINAIS. AMPLA DEFESA. Além da reportagem televisiva -- contida em videoteipe devidamente periciado --, a Comissão Processante valeu-se de prova testemunhal, a demonstrar que o servidor recebeu propina no desempenho de suas funções. Por outro lado, a Lei do Regime Jurídico Único não prevê oportunidade para oferecimento de alegações finais no processo administrativo disciplinar, pelo que não houve cerceamento de defesa. A instância penal somente repercute na administrativa quando conclui pela inexistência material do fato ou pela negativa de sua autoria, o que não é o caso. Recurso desprovido.” (RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010) (Grifamos) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O presente agravo regimental não merece ser provido. O agravante não traz argumentação capaz de desconstituir os fundamentos da decisão agravada. Inicialmente, a Lei n 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos federais, não prevê o oferecimento de alegações finais em processo administrativo disciplinar. Desse modo, não há que se falar em cerceamento de defesa por parte da Comissão Processante ao não admiti-las. Nesse sentido: “EMENTA: ADMINISTRATIVO. POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL. DEMISSÃO. ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. RECEBIMENTO DE PROPINA PARA LIBERAÇÃO DE VEÍCULO. LEIS nS 8.112/90 E 9.784/99. ALEGAÇÕES FINAIS. AMPLA DEFESA. Além da reportagem televisiva -- contida em videoteipe devidamente periciado --, a Comissão Processante valeu-se de prova testemunhal, a demonstrar que o servidor recebeu propina no desempenho de suas funções. Por outro lado, a Lei do Regime Jurídico Único não prevê oportunidade para oferecimento de alegações finais no processo administrativo disciplinar, pelo que não houve cerceamento de defesa. A instância penal somente repercute na administrativa quando conclui pela inexistência material do fato ou pela negativa de sua autoria, o que não é o caso. Recurso desprovido.” (RMS 26.226, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 01/07/2010) (Grifamos) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 28012 AGR / DF Em relação à falta de intimação pessoal do agravante sobre as conclusões do PAD, verifico não haver previsão legal para a intimação pessoal nessas circunstâncias. Nesse sentido: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. IRREGULARIDADES. INCLUSÃO DE NOVOS FATOS NA ACUSAÇÃO. RESPEITO AO CONTRADITÓRIO. POSSIBILIDADE DE ENCAMPAÇÃO DOS TERMOS DO PARECER CONSULTIVO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA SUPERIOR, SEM VINCULAR O ÓRGÃO JULGADOR. INTIMAÇÃO DOS SERVIDORES PELA IMPRENSA OFICIAL. LEGALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Não há ilegalidade na ampliação da acusação a servidor público, se durante o processo administrativo forem apurados fatos novos que constituam infração disciplinar. O princípio do contraditório e da ampla defesa deve ser rigorosamente observado. 2. É permitido ao agente administrativo, para complementar suas razões, encampar os termos de parecer exarado por autoridade de menor hierarquia. A autoridade julgadora não está vinculada às conclusões da comissão processante. Precedentes: [MS n. 23.201, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 19.08.2005 e MS n. 21.280, Relator o Ministro OCTAVIO GALLOTTI, DJ de 20.03.92]. 3. Não houve, no presente caso, ofensa ao art. 28 da lei n. 9.784/98, eis que os ora recorrentes tiveram pleno conhecimento da publicação oficial do ato que determinou suas demissões em tempo hábil para utilizar os recursos administrativos cabíveis. 4. Não há preceito legal que imponha a intimação pessoal dos acusados, ou permita a impugnação do relatório da Comissão processante, devendo os autos serem imediatamente remetidos à autoridade competente para julgamento [arts. 165 e 166 da Lei n. 8.112/90]. Precedente: [MS n. 23.268, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 07.06.2002]. Nego provimento ao recurso ordinário.” (RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008)(Grifamos) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF Em relação à falta de intimação pessoal do agravante sobre as conclusões do PAD, verifico não haver previsão legal para a intimação pessoal nessas circunstâncias. Nesse sentido: “EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. DEMISSÃO. IRREGULARIDADES. INCLUSÃO DE NOVOS FATOS NA ACUSAÇÃO. RESPEITO AO CONTRADITÓRIO. POSSIBILIDADE DE ENCAMPAÇÃO DOS TERMOS DO PARECER CONSULTIVO PELA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA SUPERIOR, SEM VINCULAR O ÓRGÃO JULGADOR. INTIMAÇÃO DOS SERVIDORES PELA IMPRENSA OFICIAL. LEGALIDADE. RECURSO IMPROVIDO. 1. Não há ilegalidade na ampliação da acusação a servidor público, se durante o processo administrativo forem apurados fatos novos que constituam infração disciplinar. O princípio do contraditório e da ampla defesa deve ser rigorosamente observado. 2. É permitido ao agente administrativo, para complementar suas razões, encampar os termos de parecer exarado por autoridade de menor hierarquia. A autoridade julgadora não está vinculada às conclusões da comissão processante. Precedentes: [MS n. 23.201, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 19.08.2005 e MS n. 21.280, Relator o Ministro OCTAVIO GALLOTTI, DJ de 20.03.92]. 3. Não houve, no presente caso, ofensa ao art. 28 da lei n. 9.784/98, eis que os ora recorrentes tiveram pleno conhecimento da publicação oficial do ato que determinou suas demissões em tempo hábil para utilizar os recursos administrativos cabíveis. 4. Não há preceito legal que imponha a intimação pessoal dos acusados, ou permita a impugnação do relatório da Comissão processante, devendo os autos serem imediatamente remetidos à autoridade competente para julgamento [arts. 165 e 166 da Lei n. 8.112/90]. Precedente: [MS n. 23.268, Relatora a Ministra ELLEN GRACIE, DJ de 07.06.2002]. Nego provimento ao recurso ordinário.” (RMS 24526, Rel. Min. Eros Grau, DJe 15/08/2008)(Grifamos) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. LUIZ FUX RMS 28012 AGR / DF No que tange ao acompanhamento dos depoimentos prestados durante o PAD pelo representante legal do agravante, verifico que não houve demonstração de prejuízo concreto advindo desse fato, sendo insuficiente alegar abstratamente que houve restrição à possibilidade de se desconstruir falsas verdades. Ademais, cabe mencionar que, em matéria análoga, esta Corte decidiu no seguinte sentido: “Mandado de Segurança. Servidor público. Processo Administrativo. Pena disciplinar de demissão. Alegação de violação à ampla defesa pela ausência de notificação quanto às conclusões do relatório final rejeitada, porquanto regular o exercício do contraditório ao longo do processo, tendo a servidora constituído advogado e apresentado defesa escrita. Não restou demonstrado, ademais, o prejuízo que teria sido causado pela falta da referida intimação. Mandado de segurança que se indefere” (MS 23.268, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 07/6/2002). Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Supremo Tribunal Federal RMS 28012 AGR / DF No que tange ao acompanhamento dos depoimentos prestados durante o PAD pelo representante legal do agravante, verifico que não houve demonstração de prejuízo concreto advindo desse fato, sendo insuficiente alegar abstratamente que houve restrição à possibilidade de se desconstruir falsas verdades. Ademais, cabe mencionar que, em matéria análoga, esta Corte decidiu no seguinte sentido: “Mandado de Segurança. Servidor público. Processo Administrativo. Pena disciplinar de demissão. Alegação de violação à ampla defesa pela ausência de notificação quanto às conclusões do relatório final rejeitada, porquanto regular o exercício do contraditório ao longo do processo, tendo a servidora constituído advogado e apresentado defesa escrita. Não restou demonstrado, ademais, o prejuízo que teria sido causado pela falta da referida intimação. Mandado de segurança que se indefere” (MS 23.268, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJ 07/6/2002). Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9543411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 29/09/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) : DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563075 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO ORD. EM MANDADO DE SEGURANÇA 28.012 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES ADV.(A/S) : DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 29.9.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9563075 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RMS 26 . 226", "RMS 24526", "RMS 28012", "RMS 28012 AGR / DF", "RMS 26 . 226", "RMS 26 . 226", "MS n . 23 . 201", "MS n . 21 . 280", "MS n . 23 . 268", "RMS 24526", "RMS 28012 AGR / DF", "MS n . 23 . 201", "MS n . 21 . 280", "MS n . 23 . 268", "RMS 24526", "MS 23 . 268", "RMS 28012 AGR / DF", "MS 23 . 268" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 8 . 112 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 84 , XXV , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 84 , XXV , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 1990", "LEIS nS 8 . 112 / 90", "9", ".", "784", "/", "99", "Lei do Regime Jurídico Único", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 112 / 1990", "LEIS nS 8 . 112 / 90", "9", ".", "784", "/", "99", "Lei do Regime Jurídico Único", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 da lei n . 9 . 784 / 98", "arts . 165 e 166 da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 da lei n . 9 . 784 / 98", "arts . 165 e 166 da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", 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Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES", "DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES", "DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA", "LUIZ FUX", "Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves", "LUIZ FUX", "REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES", "DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA", "LUIZ FUX", "Reginaldo Augusto Cavaleiro de Macêdo Alves", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "ELLEN GRACIE", "OCTAVIO GALLOTTI", "ELLEN GRACIE", "Eros Grau", "ELLEN GRACIE", "OCTAVIO GALLOTTI", "ELLEN GRACIE", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "LUIZ FUX", "DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "REGINALDO AUGUSTO CAVALEIRO DE MACÊDO ALVES", "DENISE DE FÁTIMA DE ALMEIDA E CUNHA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": 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"2001", "29", "/", "09", "/", "2015", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "9", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. Questão de Ordem no Agravo de Instrumento 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 3. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 4. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “16. No caso dos autos, observo que o agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante já foi convertido em agravo interno. Agravo desprovido pelo Órgão Especial do STJ. 17. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, o que faço com fundamento no § 1º do art. 21 do RI/STF. Deixo de determinar o envio dos autos ao tribunal de origem para seu processamento como agravo interno, porquanto a decisão reclamada já foi submetida à análise do Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça”. (eDOC 7) Nas razões recursais, sustenta-se que o recurso extraordinário interposto no STJ versava sobre a aplicabilidade da Súmula Vinculante 10 do STF, o que não foi apreciado em sede de repercussão geral e portanto, não se submete ao regramento regimental em detrimento do que fixa a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “16. No caso dos autos, observo que o agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante já foi convertido em agravo interno. Agravo desprovido pelo Órgão Especial do STJ. 17. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, o que faço com fundamento no § 1º do art. 21 do RI/STF. Deixo de determinar o envio dos autos ao tribunal de origem para seu processamento como agravo interno, porquanto a decisão reclamada já foi submetida à análise do Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça”. (eDOC 7) Nas razões recursais, sustenta-se que o recurso extraordinário interposto no STJ versava sobre a aplicabilidade da Súmula Vinculante 10 do STF, o que não foi apreciado em sede de repercussão geral e portanto, não se submete ao regramento regimental em detrimento do que fixa a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 12374 AGR / RS regra do art. 543-A, § 3, do CPC. Alega-se que a matéria versada no apelo extremo não trata do objeto do julgado em âmbito de repercussão geral, acerca dos critérios de correção monetária. Neste caso, nestes autos, aqui se discute se o STJ poderia afastar a legislação recepcionada. Afirma-se o cabimento desta reclamação, ao argumento de que, mesmo após a análise do agravo regimental e dos embargos, persiste a decisão que entende aplicável a repercussão geral a caso que não foi apreciado. Desse modo, não se aplica a caso o entendimento firmado no AI 760.358, bem como quanto nas Reclamações 7.569 e 7.547. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS regra do art. 543-A, § 3, do CPC. Alega-se que a matéria versada no apelo extremo não trata do objeto do julgado em âmbito de repercussão geral, acerca dos critérios de correção monetária. Neste caso, nestes autos, aqui se discute se o STJ poderia afastar a legislação recepcionada. Afirma-se o cabimento desta reclamação, ao argumento de que, mesmo após a análise do agravo regimental e dos embargos, persiste a decisão que entende aplicável a repercussão geral a caso que não foi apreciado. Desse modo, não se aplica a caso o entendimento firmado no AI 760.358, bem como quanto nas Reclamações 7.569 e 7.547. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, observo que o Superior Tribunal de Justiça, ao obstar a subida do recurso extraordinário a esta Corte, consignou o seguinte: “O e. Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do AI nº 735.933/RS (Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, pendente de publicação), decidiu que a questão relativa aos critérios de correção monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório incidente sobre consumo de energia elétrica carece de repercussão geral. Ante o exposto, indefiro liminarmente o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil”. (eDOC 4, p. 27) (Grifou-se) Verifica-se assim que o Tribunal de origem aplicou ao caso o disposto no art. 543-A, § 5º, do CPC. Nesse sentido, conforme consignado na decisão agravada, registro que esta Corte, na Sessão Plenária do dia 19.11.2009, por unanimidade, resolveu questão de ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, e nas Reclamações 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, no sentido de não conhecer de agravo de instrumento nem de reclamação contra decisões que aplicam a sistemática da repercussão geral na origem. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, observo que o Superior Tribunal de Justiça, ao obstar a subida do recurso extraordinário a esta Corte, consignou o seguinte: “O e. Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do AI nº 735.933/RS (Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, pendente de publicação), decidiu que a questão relativa aos critérios de correção monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório incidente sobre consumo de energia elétrica carece de repercussão geral. Ante o exposto, indefiro liminarmente o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil”. (eDOC 4, p. 27) (Grifou-se) Verifica-se assim que o Tribunal de origem aplicou ao caso o disposto no art. 543-A, § 5º, do CPC. Nesse sentido, conforme consignado na decisão agravada, registro que esta Corte, na Sessão Plenária do dia 19.11.2009, por unanimidade, resolveu questão de ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, e nas Reclamações 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, no sentido de não conhecer de agravo de instrumento nem de reclamação contra decisões que aplicam a sistemática da repercussão geral na origem. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO PELA CORTE DE ORIGEM. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Firmou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que incabível reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto nos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RCL-AgR 11.087, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 7.11.2014). Ressalte-se ainda que esta Corte, ao apreciar a Reclamação 10.793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011, firmou entendimento de que não é cabível reclamação que tenha por fundamento o descumprimento da autoridade de decisão proferida em processo- paradigma da repercussão geral. Eis a ementa desse julgado: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO STF PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO PELA CORTE DE ORIGEM. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Firmou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que incabível reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto nos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RCL-AgR 11.087, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 7.11.2014). Ressalte-se ainda que esta Corte, ao apreciar a Reclamação 10.793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011, firmou entendimento de que não é cabível reclamação que tenha por fundamento o descumprimento da autoridade de decisão proferida em processo- paradigma da repercussão geral. Eis a ementa desse julgado: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO STF PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo-lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo-lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4º, do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não-conhecimento da presente reclamação”. (Grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não-conhecimento da presente reclamação”. (Grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) : TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) : TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881859 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) : TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) : TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9926020
2015-11-17T00:00:00
2015-12-03T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 17.11.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. Questão de Ordem no Agravo de Instrumento 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 3. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 4. Agravo regimental a que se nega provimento
sjur331814
- Acórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, APLICAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) Rcl 7547 (TP), Rcl 7569 (TP), AI 760358 QO (TP), Rcl 10793 (TP), Rcl 11087 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/12/2015, JRS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
12374
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A PAR-00005\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 12374 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) : TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) : TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Agravo regimental em reclamação. 2. Reclamação contra decisão que aplica a sistemática da repercussão geral. Não cabimento. Questão de Ordem no Agravo de Instrumento 760.358 e Reclamações 7.569 e 7.547. 3. Ausência de argumentos ou provas que possam influenciar a convicção do julgador. 4. Agravo regimental a que se nega provimento A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 17 de novembro de 2015. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “16. No caso dos autos, observo que o agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante já foi convertido em agravo interno. Agravo desprovido pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça. 17. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, o que faço com fundamento no § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. Deixo de determinar o envio dos autos ao tribunal de origem para seu processamento como agravo interno, porquanto a decisão reclamada já foi submetida à análise do Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça”. (eDOC 7) Nas razões recursais, sustenta-se que o recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça versava sobre a aplicabilidade da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, o que não foi apreciado em sede de repercussão geral e portanto, não se submete ao regramento regimental em detrimento do que fixa a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) :CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) :TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) :TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Min. Ayres Britto que negou seguimento à reclamação. Eis um trecho desse julgado: “16. No caso dos autos, observo que o agravo em recurso extraordinário interposto pelo reclamante já foi convertido em agravo interno. Agravo desprovido pelo Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça. 17. Ante o exposto, nego seguimento à reclamação, o que faço com fundamento no § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal. Deixo de determinar o envio dos autos ao tribunal de origem para seu processamento como agravo interno, porquanto a decisão reclamada já foi submetida à análise do Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça”. (eDOC 7) Nas razões recursais, sustenta-se que o recurso extraordinário interposto no Superior Tribunal de Justiça versava sobre a aplicabilidade da Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal, o que não foi apreciado em sede de repercussão geral e portanto, não se submete ao regramento regimental em detrimento do que fixa a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RCL 12374 AGR / RS regra do art. 543-A, § 3, do Código de Processo Civil. Alega-se que a matéria versada no apelo extremo não trata do objeto do julgado em âmbito de repercussão geral, acerca dos critérios de correção monetária. Neste caso, nestes autos, aqui se discute se o Superior Tribunal de Justiça poderia afastar a legislação recepcionada. Afirma-se o cabimento desta reclamação, ao argumento de que, mesmo após a análise do agravo regimental e dos embargos, persiste a decisão que entende aplicável a repercussão geral a caso que não foi apreciado. Desse modo, não se aplica a caso o entendimento firmado no AI 760.358, bem como quanto nas Reclamações 7.569 e 7.547. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS regra do art. 543-A, § 3, do Código de Processo Civil. Alega-se que a matéria versada no apelo extremo não trata do objeto do julgado em âmbito de repercussão geral, acerca dos critérios de correção monetária. Neste caso, nestes autos, aqui se discute se o Superior Tribunal de Justiça poderia afastar a legislação recepcionada. Afirma-se o cabimento desta reclamação, ao argumento de que, mesmo após a análise do agravo regimental e dos embargos, persiste a decisão que entende aplicável a repercussão geral a caso que não foi apreciado. Desse modo, não se aplica a caso o entendimento firmado no AI 760.358, bem como quanto nas Reclamações 7.569 e 7.547. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, observo que o Superior Tribunal de Justiça, ao obstar a subida do recurso extraordinário a esta Corte, consignou o seguinte: “O e. Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do AI n 735.933/RS (Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, pendente de publicação), decidiu que a questão relativa aos critérios de correção monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório incidente sobre consumo de energia elétrica carece de repercussão geral. Ante o exposto, indefiro liminarmente o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil”. (eDOC 4, p. 27) (Grifou-se) Verifica-se assim que o Tribunal de origem aplicou ao caso o disposto no art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, conforme consignado na decisão agravada, registro que esta Corte, na Sessão Plenária do dia 19.11.2009, por unanimidade, resolveu questão de ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, e nas Reclamações 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, no sentido de não conhecer de agravo de instrumento nem de reclamação contra decisões que aplicam a sistemática da repercussão geral na origem. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal 17/11/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal, uma vez que a parte agravante não trouxe argumentos suficientes a infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida de acordo com a jurisprudência desta Corte. No caso, observo que o Superior Tribunal de Justiça, ao obstar a subida do recurso extraordinário a esta Corte, consignou o seguinte: “O e. Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento do AI n 735.933/RS (Pleno, Rel. Min. Gilmar Mendes, pendente de publicação), decidiu que a questão relativa aos critérios de correção monetária utilizados para a devolução do empréstimo compulsório incidente sobre consumo de energia elétrica carece de repercussão geral. Ante o exposto, indefiro liminarmente o processamento do recurso extraordinário, nos termos do art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil”. (eDOC 4, p. 27) (Grifou-se) Verifica-se assim que o Tribunal de origem aplicou ao caso o disposto no art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil. Nesse sentido, conforme consignado na decisão agravada, registro que esta Corte, na Sessão Plenária do dia 19.11.2009, por unanimidade, resolveu questão de ordem no AI 760.358, de minha relatoria, DJe 19.2.2010, e nas Reclamações 7.569 e 7.547, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, no sentido de não conhecer de agravo de instrumento nem de reclamação contra decisões que aplicam a sistemática da repercussão geral na origem. Confira-se, a propósito, o seguinte precedente: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO PELA CORTE DE ORIGEM. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Firmou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que incabível reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto nos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RCL-AgR 11.087, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 7.11.2014). Ressalte-se ainda que esta Corte, ao apreciar a Reclamação 10.793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011, firmou entendimento de que não é cabível reclamação que tenha por fundamento o descumprimento da autoridade de decisão proferida em processo- paradigma da repercussão geral. Eis a ementa desse julgado: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO Supremo Tribunal Federal PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. USURPAÇÃO DE COMPETÊNCIA NÃO CONFIGURADA. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO APELO EXTREMO PELA CORTE DE ORIGEM. OBSERVÂNCIA DA SISTEMÁTICA DA REPERCUSSÃO GERAL. Firmou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que incabível reclamação de decisão que, na origem, aplica o disposto nos arts. 543-A e 543-B do Código de Processo Civil. Contra decisão desse teor reputa-se admissível apenas agravo regimental no âmbito do próprio Tribunal a quo. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido”. (RCL-AgR 11.087, Rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 7.11.2014). Ressalte-se ainda que esta Corte, ao apreciar a Reclamação 10.793, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 6.6.2011, firmou entendimento de que não é cabível reclamação que tenha por fundamento o descumprimento da autoridade de decisão proferida em processo- paradigma da repercussão geral. Eis a ementa desse julgado: “RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE INOBSERVÂNCIA POR MAGISTRADO DE PRIMEIRA INSTÂNCIA DA DECISÃO PROFERIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL NO JULGAMENTO DO MÉRITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583.955-RG/RJ. INSTITUTO DA REPERCUSSÃO GERAL. COMPETÊNCIA DOS TRIBUNAIS DE ORIGEM PARA SOLUCIONAR CASOS CONCRETOS. CORREÇÃO DA EVENTUAL DESOBEDIÊNCIA À ORIENTAÇÃO ESTABELECIDA PELO Supremo Tribunal Federal PELA VIA RECURSAL PRÓPRIA, EM JULGADOS DE MÉRITO DE PROCESSOS COM REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. RECLAMAÇÃO NÃO CONHECIDA. 1. As decisões proferidas pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal quando do julgamento de recursos extraordinários com repercussão geral vinculam os demais órgãos do Poder Judiciário na solução, por estes, de outros 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo-lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS feitos sobre idêntica controvérsia. 2. Cabe aos juízes e desembargadores respeitar a autoridade da decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em sede de repercussão geral, assegurando racionalidade e eficiência ao Sistema Judiciário e concretizando a certeza jurídica sobre o tema. 3. O legislador não atribuiu ao Supremo Tribunal Federal o ônus de fazer aplicar diretamente a cada caso concreto seu entendimento. 4. A Lei 11.418/2006 evita que o Supremo Tribunal Federal seja sobrecarregado por recursos extraordinários fundados em idêntica controvérsia, pois atribuiu aos demais Tribunais a obrigação de os sobrestarem e a possibilidade de realizarem juízo de retratação para adequarem seus acórdãos à orientação de mérito firmada por esta Corte. 5. Apenas na rara hipótese de que algum Tribunal mantenha posição contrária à do Supremo Tribunal Federal, é que caberá a este se pronunciar, em sede de recurso extraordinário, sobre o caso particular idêntico para a cassação ou reforma do acórdão, nos termos do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 6. A competência é dos Tribunais de origem para a solução dos casos concretos, cabendo-lhes, no exercício deste mister, observar a orientação fixada em sede de repercussão geral. 7. A cassação ou revisão das decisões dos Juízes contrárias à orientação firmada em sede de repercussão geral há de ser feita pelo Tribunal a que estiverem vinculados, pela via recursal ordinária. 8. A atuação do Supremo Tribunal Federal, no ponto, deve ser subsidiária, só se manifesta quando o Tribunal a quo negasse observância ao leading case da repercussão geral, ensejando, então, a interposição e a subida de recurso extraordinário para cassação ou revisão do acórdão, conforme previsão legal específica constante do art. 543-B, § 4..., do Código de Processo Civil. 9. Nada autoriza ou aconselha que se substituam as vias 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES RCL 12374 AGR / RS recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não-conhecimento da presente reclamação”. (Grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Supremo Tribunal Federal RCL 12374 AGR / RS recursais ordinária e extraordinária pela reclamação. 10. A novidade processual que corresponde à repercussão geral e seus efeitos não deve desfavorecer as partes, nem permitir a perpetuação de decisão frontalmente contrária ao entendimento vinculante adotado pelo Supremo Tribunal Federal. Nesses casos o questionamento deve ser remetido ao Tribunal competente para a revisão das decisões do Juízo de primeiro grau a fim de que aquela Corte o aprecie como o recurso cabível, independentemente de considerações sobre sua tempestividade. 11. No caso presente tal medida não se mostra necessária. 12. Não-conhecimento da presente reclamação”. (Grifei). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9896781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 17/11/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) : TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) : TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881859 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.374 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S/A - ELETROBRÁS ADV.(A/S) : CLEBER MARQUES REIS AGDO.(A/S) : TRÊS PORTOS S/A INDÚSTRIA DE PAPEL ADV.(A/S) : TÂNIA REGINA PEREIRA AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : VICE-PRESIDENTE DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 17.11.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9881859 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Agravo de Instrumento 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "RECLAMAÇÃO 12 . 374", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 10 do Supremo Tribunal Federal", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 .", "RCL 12374 AGR / RS", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "RECLAMAÇÃO 12 . 374", "AI n 735 . 933 / RS", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "AI n 735 . 933 / RS", "AI 760 . 358", "Reclamações 7 . 569", "RCL 12374 AGR / RS", "RCL", "-", "AgR 11 . 087", "Reclamação 10 . 793", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583 . 955 - RG", "RCL 12374", "RCL", "-", "AgR 11 . 087", "Reclamação 10 . 793", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 583 . 955 - RG / RJ", "RCL 12374", "RCL 12374" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 3 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 3 , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - A e 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 543 - A e 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 418", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 418", "/", "2006", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 543 - B , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A", "ELETROBRÁS", "TRÊS PORTOS S / A INDÚSTRIA DE PAPEL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A", "ELETROBRÁS", "TRÊS PORTOS S / A INDÚSTRIA DE PAPEL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Órgão Especial do Superior Tribunal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "ELETROBRÁS", "TRÊS PORTOS S / A", "INDÚSTRIA DE PAPEL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça", "Órgão Especial do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Tribunal Pleno", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A", "ELETROBRÁS", "TRÊS PORTOS S / A INDÚSTRIA DE PAPEL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS S / A", "ELETROBRÁS", "TRÊS PORTOS S / A INDÚSTRIA DE PAPEL", "UNIÃO", "UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "UNIÃO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "CLEBER MARQUES REIS", "TÂNIA REGINA PEREIRA", "Dias Toffoli", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CLEBER MARQUES REIS", "TÂNIA REGINA PEREIRA", "GILMAR MENDES", "Ayres Britto", "GILMAR MENDES", "CLEBER MARQUES REIS", "TÂNIA REGINA PEREIRA", "GILMAR MENDES", "Ayres Britto", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CLEBER MARQUES REIS", "TÂNIA REGINA PEREIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "CLEBER MARQUES REIS", "TÂNIA REGINA PEREIRA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "17", "/", "11", "/", "2015", "17 de novembro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2015", "19", ".", "11", ".", "2009", "19", ".", "2", ".", "2010", "11", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", 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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Enquadramento dos serviços. Exceção legal. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86 da LC nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. 2. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 da Corte 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 908545 AGR / SP Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 150, VI, “d”, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que considerou não tributável o serviço de veiculação de propaganda e publicidade realizado pela parte recorrida. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico que a instância de origem, respaldando-se nos documentos juntados aos autos, dirimiu a controvérsia no sentido de que os serviços prestados pela parte ora recorrida trata de atividade de “inserção de páginas publicitárias em revistas especializadas”, não se enquadrando nos códigos que fundamentaram a cobrança, quais sejam, “2437- campanhas publicitárias – e 5444 – propaganda e publicidade”. Nesse contexto, concluiu o órgão julgador que o serviço Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 150, VI, “d”, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que considerou não tributável o serviço de veiculação de propaganda e publicidade realizado pela parte recorrida. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico que a instância de origem, respaldando-se nos documentos juntados aos autos, dirimiu a controvérsia no sentido de que os serviços prestados pela parte ora recorrida trata de atividade de “inserção de páginas publicitárias em revistas especializadas”, não se enquadrando nos códigos que fundamentaram a cobrança, quais sejam, “2437- campanhas publicitárias – e 5444 – propaganda e publicidade”. Nesse contexto, concluiu o órgão julgador que o serviço Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 908545 AGR / SP prestado pela recorrida de veiculação e divulgação dos materiais publicitários por meios impressos em jornais ou periódicos enquadra-se como exceção de cobrança de ISS, conforme previsão expressa no item 86 da lista anexa da Lei Complementar nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87. Desse modo, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso de competência de outro Tribunal. Análise de pressupostos de admissibilidade recursal. Ausência de repercussão geral. Tributário. ISS. Enquadramento das atividades. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Não se admite recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Para reformar o acórdão do Tribunal local e acolher as alegações da recorrente, especialmente no que tange ao real enquadramento de suas atividades nos itens da LC nº 116/03, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 835.424/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 28/4/15). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP prestado pela recorrida de veiculação e divulgação dos materiais publicitários por meios impressos em jornais ou periódicos enquadra-se como exceção de cobrança de ISS, conforme previsão expressa no item 86 da lista anexa da Lei Complementar nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87. Desse modo, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Acórdão do STJ. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso de competência de outro Tribunal. Análise de pressupostos de admissibilidade recursal. Ausência de repercussão geral. Tributário. ISS. Enquadramento das atividades. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Não se admite recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Para reformar o acórdão do Tribunal local e acolher as alegações da recorrente, especialmente no que tange ao real enquadramento de suas atividades nos itens da LC nº 116/03, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária. Incidência da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE nº 835.424/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 28/4/15). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 908545 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que a discussão gira em torno de saber se os serviços prestados pela agravada, envolvendo propaganda e publicidade em revistas e periódicos, estariam abrangidos pela imunidade tributária prevista no art. 150, VI, d, da Constituição Federal, independentemente do enquadramento dado pela lei complementar. Sustenta que a imunidade prevista no art. 150, VI, d, da Constituição seria objetiva e incondicionada, mas que, todavia, não se visava à tributação do periódico em si, mas da receita obtida pelos serviços de publicidade prestados pela editora aos seus anunciantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que a discussão gira em torno de saber se os serviços prestados pela agravada, envolvendo propaganda e publicidade em revistas e periódicos, estariam abrangidos pela imunidade tributária prevista no art. 150, VI, d, da Constituição Federal, independentemente do enquadramento dado pela lei complementar. Sustenta que a imunidade prevista no art. 150, VI, d, da Constituição seria objetiva e incondicionada, mas que, todavia, não se visava à tributação do periódico em si, mas da receita obtida pelos serviços de publicidade prestados pela editora aos seus anunciantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado, a conclusão do acórdão recorrido no sentido de que o serviço prestado pela agravada não teria sido o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas o de “veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade” por meio de periódicos, enquadrando-se, assim, na exceção do item 86 da lista anexa da Lei Complementar nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87. Destaco a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido: “O serviço prestado pela apelada não foi o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas sim o de veiculação e divulgação dos materiais publicitários. Tal veiculação, caso realizada pelo meio físico em papel de jornais, revistas, livros e periódicos, é, nos termos do art. 150, VI, d, da Constituição Federal, imune de tributos. Além disso, essa é a disposição expressa da Lei Complementar n. 56/87, em vigor na data do pagamento do tributo, em cuja lista anexa consta, no item 86, que é tributável por ISS a ‘veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade, por qualquer meio (exceto em jornais, periódicos, rádio e televisão)’. Percebe-se, portanto, a expressa exceção de publicidade veiculada e divulgada por meio impresso em jornais ou periódicos, de modo que sobre esse serviço prestado não pode incidir o ISS. Essa redação é repetida ipsis litteris na Lei Municipal n. 10.423/87, em seu artigo 1, item 85.” Como se vê, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado, a conclusão do acórdão recorrido no sentido de que o serviço prestado pela agravada não teria sido o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas o de “veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade” por meio de periódicos, enquadrando-se, assim, na exceção do item 86 da lista anexa da Lei Complementar nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87. Destaco a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido: “O serviço prestado pela apelada não foi o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas sim o de veiculação e divulgação dos materiais publicitários. Tal veiculação, caso realizada pelo meio físico em papel de jornais, revistas, livros e periódicos, é, nos termos do art. 150, VI, d, da Constituição Federal, imune de tributos. Além disso, essa é a disposição expressa da Lei Complementar n. 56/87, em vigor na data do pagamento do tributo, em cuja lista anexa consta, no item 86, que é tributável por ISS a ‘veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade, por qualquer meio (exceto em jornais, periódicos, rádio e televisão)’. Percebe-se, portanto, a expressa exceção de publicidade veiculada e divulgada por meio impresso em jornais ou periódicos, de modo que sobre esse serviço prestado não pode incidir o ISS. Essa redação é repetida ipsis litteris na Lei Municipal n. 10.423/87, em seu artigo 1, item 85.” Como se vê, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908545 AGR / SP e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86, da LC nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 da Corte. Nesse sentido, cito ainda os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. ISS. Incidência em atividade de hospedagem. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 743.669/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Natureza da atividade. Reexame de fatos e provas, da legislação infraconstitucional e do contrato social. Súmulas nºs 279 e 454/STF. 1. O Tribunal de origem consignou que prevalece, no caso, o serviço de guarda e proteção de veículos de terceiros, não constituindo a atividade da recorrente mera locação, razão pela qual estaria sujeita à incidência do ISS. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a alegação da recorrente, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 745.279/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14 – grifei). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86, da LC nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 da Corte. Nesse sentido, cito ainda os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. ISS. Incidência em atividade de hospedagem. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 743.669/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Natureza da atividade. Reexame de fatos e provas, da legislação infraconstitucional e do contrato social. Súmulas nºs 279 e 454/STF. 1. O Tribunal de origem consignou que prevalece, no caso, o serviço de guarda e proteção de veículos de terceiros, não constituindo a atividade da recorrente mera locação, razão pela qual estaria sujeita à incidência do ISS. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a alegação da recorrente, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas nºs 279 e 454/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 745.279/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14 – grifei). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720327 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720327 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9983096
2015-10-27T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Enquadramento dos serviços. Exceção legal. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86 da LC nº 56/87 e na Lei Municipal nº 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. 2. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula nº 279 da Corte 3. Agravo regimental não provido.
sjur333294
- Acórdão(s) citado(s): (ISS, NATUREZA DA ATIVIDADE) ARE 743669 AgR (2ªT), ARE 745279 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 14/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
908545
[ "LEG-FED LCP-000056 ANO-1987\n LEI COMPLEMENTAR\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-MUN LEI-010423 ANO-1987\n LEI ORDINÁRIA MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 908545 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Enquadramento dos serviços. Exceção legal. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86 da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. 2. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula n 279 da Corte 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 908545 AGR / SP Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 150, VI, “d”, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que considerou não tributável o serviço de veiculação de propaganda e publicidade realizado pela parte recorrida. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico que a instância de origem, respaldando-se nos documentos juntados aos autos, dirimiu a controvérsia no sentido de que os serviços prestados pela parte ora recorrida trata de atividade de “inserção de páginas publicitárias em revistas especializadas”, não se enquadrando nos códigos que fundamentaram a cobrança, quais sejam, “2437- campanhas publicitárias – e 5444 – propaganda e publicidade”. Nesse contexto, concluiu o órgão julgador que o serviço Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) :ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Município de São Paulo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade ao artigo 150, VI, “d”, da Constituição Federal. Insurge-se contra decisão que considerou não tributável o serviço de veiculação de propaganda e publicidade realizado pela parte recorrida. Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico que a instância de origem, respaldando-se nos documentos juntados aos autos, dirimiu a controvérsia no sentido de que os serviços prestados pela parte ora recorrida trata de atividade de “inserção de páginas publicitárias em revistas especializadas”, não se enquadrando nos códigos que fundamentaram a cobrança, quais sejam, “2437- campanhas publicitárias – e 5444 – propaganda e publicidade”. Nesse contexto, concluiu o órgão julgador que o serviço Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 908545 AGR / SP prestado pela recorrida de veiculação e divulgação dos materiais publicitários por meios impressos em jornais ou periódicos enquadra-se como exceção de cobrança de ISS, conforme previsão expressa no item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87. Desse modo, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso de competência de outro Tribunal. Análise de pressupostos de admissibilidade recursal. Ausência de repercussão geral. Tributário. ISS. Enquadramento das atividades. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Não se admite recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Para reformar o acórdão do Tribunal local e acolher as alegações da recorrente, especialmente no que tange ao real enquadramento de suas atividades nos itens da Lei Complementar n 116/03, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 835.424/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 28/4/15). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP prestado pela recorrida de veiculação e divulgação dos materiais publicitários por meios impressos em jornais ou periódicos enquadra-se como exceção de cobrança de ISS, conforme previsão expressa no item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87. Desse modo, para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência do enunciado da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual civil. Acórdão do Superior Tribunal de Justiça. Análise de questão decidida em segundo grau. Impossibilidade. Recurso de competência de outro Tribunal. Análise de pressupostos de admissibilidade recursal. Ausência de repercussão geral. Tributário. ISS. Enquadramento das atividades. Necessidade de reexame de fatos e provas e da legislação infraconstitucional. 1. Não se admite recurso extraordinário contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça no qual se suscite questão resolvida na decisão de segundo grau. 2. O Plenário da Corte, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 3. Para reformar o acórdão do Tribunal local e acolher as alegações da recorrente, especialmente no que tange ao real enquadramento de suas atividades nos itens da Lei Complementar n 116/03, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (ARE n 835.424/DF-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 28/4/15). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 908545 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que a discussão gira em torno de saber se os serviços prestados pela agravada, envolvendo propaganda e publicidade em revistas e periódicos, estariam abrangidos pela imunidade tributária prevista no art. 150, VI, d, da Constituição Federal, independentemente do enquadramento dado pela lei complementar. Sustenta que a imunidade prevista no art. 150, VI, d, da Constituição seria objetiva e incondicionada, mas que, todavia, não se visava à tributação do periódico em si, mas da receita obtida pelos serviços de publicidade prestados pela editora aos seus anunciantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que a discussão gira em torno de saber se os serviços prestados pela agravada, envolvendo propaganda e publicidade em revistas e periódicos, estariam abrangidos pela imunidade tributária prevista no art. 150, VI, d, da Constituição Federal, independentemente do enquadramento dado pela lei complementar. Sustenta que a imunidade prevista no art. 150, VI, d, da Constituição seria objetiva e incondicionada, mas que, todavia, não se visava à tributação do periódico em si, mas da receita obtida pelos serviços de publicidade prestados pela editora aos seus anunciantes. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado, a conclusão do acórdão recorrido no sentido de que o serviço prestado pela agravada não teria sido o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas o de “veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade” por meio de periódicos, enquadrando-se, assim, na exceção do item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87. Destaco a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido: “O serviço prestado pela apelada não foi o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas sim o de veiculação e divulgação dos materiais publicitários. Tal veiculação, caso realizada pelo meio físico em papel de jornais, revistas, livros e periódicos, é, nos termos do art. 150, VI, d, da Constituição Federal, imune de tributos. Além disso, essa é a disposição expressa da Lei Complementar n. 56/87, em vigor na data do pagamento do tributo, em cuja lista anexa consta, no item 86, que é tributável por ISS a ‘veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade, por qualquer meio (exceto em jornais, periódicos, rádio e televisão)’. Percebe-se, portanto, a expressa exceção de publicidade veiculada e divulgada por meio impresso em jornais ou periódicos, de modo que sobre esse serviço prestado não pode incidir o ISS. Essa redação é repetida ipsis litteris na Lei Municipal n. 10.423/87, em seu artigo 1, item 85.” Como se vê, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme consignado, a conclusão do acórdão recorrido no sentido de que o serviço prestado pela agravada não teria sido o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas o de “veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade” por meio de periódicos, enquadrando-se, assim, na exceção do item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87. Destaco a seguinte passagem do voto condutor do acórdão recorrido: “O serviço prestado pela apelada não foi o de produção de propaganda, publicidade ou campanhas publicitárias, mas sim o de veiculação e divulgação dos materiais publicitários. Tal veiculação, caso realizada pelo meio físico em papel de jornais, revistas, livros e periódicos, é, nos termos do art. 150, VI, d, da Constituição Federal, imune de tributos. Além disso, essa é a disposição expressa da Lei Complementar n. 56/87, em vigor na data do pagamento do tributo, em cuja lista anexa consta, no item 86, que é tributável por ISS a ‘veiculação e divulgação de textos, desenhos e outros materiais de publicidade, por qualquer meio (exceto em jornais, periódicos, rádio e televisão)’. Percebe-se, portanto, a expressa exceção de publicidade veiculada e divulgada por meio impresso em jornais ou periódicos, de modo que sobre esse serviço prestado não pode incidir o ISS. Essa redação é repetida ipsis litteris na Lei Municipal n. 10.423/87, em seu artigo 1, item 85.” Como se vê, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908545 AGR / SP e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86, da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula n 279 da Corte. Nesse sentido, cito ainda os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. ISS. Incidência em atividade de hospedagem. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 743.669/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Natureza da atividade. Reexame de fatos e provas, da legislação infraconstitucional e do contrato social. Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem consignou que prevalece, no caso, o serviço de guarda e proteção de veículos de terceiros, não constituindo a atividade da recorrente mera locação, razão pela qual estaria sujeita à incidência do ISS. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a alegação da recorrente, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 745.279/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14 – grifei). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Supremo Tribunal Federal ARE 908545 AGR / SP e acolher a pretensão recursal no que se refere ao enquadramento ou não do serviço prestado, na exceção prevista no item 86, da Lei Complementar n 56/87 e na Lei Municipal n 10.423/87, necessário seria o reexame da causa à luz da referida legislação infraconstitucional e dos fatos e provas dos autos. A ofensa ao texto constitucional seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Incidência, ademais, da Súmula n 279 da Corte. Nesse sentido, cito ainda os seguintes precedentes: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Tributário. ISS. Incidência em atividade de hospedagem. 3. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 743.669/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/5/14 – grifei). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Tributário. ISS. Natureza da atividade. Reexame de fatos e provas, da legislação infraconstitucional e do contrato social. Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 1. O Tribunal de origem consignou que prevalece, no caso, o serviço de guarda e proteção de veículos de terceiros, não constituindo a atividade da recorrente mera locação, razão pela qual estaria sujeita à incidência do ISS. 2. Para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo e acolher a alegação da recorrente, seria imprescindível o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação ordinária e das cláusulas contratuais. Incidência das Súmulas ns 279 e 454/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 745.279/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 24/6/14 – grifei). Agravo regimental não provido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720327 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.545 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : VERTE EDITORA LTDA - ME ADV.(A/S) : ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720327 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908 . 545", "Súmula n 279 da Corte", "ARE 908545 AGR / SP", "ARE 908545 AGR / SP", "AGRAVO 908 . 545", "ARE 908545 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 835 . 424 / DF - AgR", "ARE 908545 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 835 . 424 / DF - AgR", "ARE 908545 AGR / SP", "ARE 908545 AGR / SP", "ARE 908545 AGR / SP", "Súmula n 279 da Corte", "ARE n 743 . 669 / SC - AgR", "Súmulas ns 279", "Súmulas ns 279", "ARE n 745 . 279 / RS - AgR", "ARE 908545 AGR / SP", "Súmula n 279 da Corte", "ARE n 743 . 669 / SC - AgR", "Súmulas ns 279 e 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "ARE n 745 . 279 / RS - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "item 86 da Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , VI , “ d ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 150 , VI , “ d ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "Lei Complementar n 116 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item 86 da lista anexa da", "Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "Lei Complementar n 116 / 03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , d , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item 86 da lista anexa da Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal", "Lei Complementar n . 56 / 87", "Lei Municipal n . 10 . 423 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item", "Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "art . 150 , VI , d , da Constituição Federal", "Lei Complementar n . 56 / 87", "Lei Municipal n . 10 . 423 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item 86 , da Lei Complementar n 56 / 87", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "item 86 , da Lei Complementar n", "Lei Municipal n 10 . 423 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "Município de São Paulo", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "VERTE EDITORA LTDA - ME", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "VERTE EDITORA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VERTE EDITORA LTDA", "Município de", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário da Corte", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Plenário da Corte", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "VERTE EDITORA LTDA - ME", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "VERTE EDITORA LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "ANDRÉ KESSELRING DIAS GONÇALVES", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "4", "/", "15", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "5", "/", "14", "24", "/", "6", "/", "14", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/03. REDUÇÃO DOS PROVENTOS PROPORCIONAIS. INADMISSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.01.2011. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 726038 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Supremo Tribunal Federal RE 726038 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Distrito Federal, afirmando patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a compreensão desta Suprema Corte sobre a matéria, tida como amoldada ao caso. O agravante assevera que a tese versada no recurso extraordinário, em que apontada ofensa ao artigo 40, § 1º, da Constituição Federal, impõe, na verdade, aplicação do entendimento fixado no RE 575.089. A matéria de fundo diz, em síntese, com a redução dos proventos do autor, pela Administração, com o fito de excluir do cálculo do benefício “O período de contribuição posterior à vigência da Emenda Constitucional nº 41, de 31.12.2003. “ Acórdão recorrido publicado em 13.01.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663365. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Distrito Federal, afirmando patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a compreensão desta Suprema Corte sobre a matéria, tida como amoldada ao caso. O agravante assevera que a tese versada no recurso extraordinário, em que apontada ofensa ao artigo 40, § 1º, da Constituição Federal, impõe, na verdade, aplicação do entendimento fixado no RE 575.089. A matéria de fundo diz, em síntese, com a redução dos proventos do autor, pela Administração, com o fito de excluir do cálculo do benefício “O período de contribuição posterior à vigência da Emenda Constitucional nº 41, de 31.12.2003. “ Acórdão recorrido publicado em 13.01.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos de admissibilidade, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Ao julgamento do recurso extraordinário do Distrito Federal, neguei-lhe seguimento, assentando literalmente: “Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 727.091-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 1º.7.2013; e RE 548.189-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 26.11.2010, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EC 41/03. SÚMULA 359 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Os proventos regulam-se pela lei vigente ao tempo em que o servidor reuniu os requisitos da inatividade, ainda quando só requerida na vigência da lei posterior menos favorável. Súmula 359 do STF. II - Agravo regimental improvido. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos de admissibilidade, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Ao julgamento do recurso extraordinário do Distrito Federal, neguei-lhe seguimento, assentando literalmente: “Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: RE 727.091-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 1º.7.2013; e RE 548.189-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 26.11.2010, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EC 41/03. SÚMULA 359 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Os proventos regulam-se pela lei vigente ao tempo em que o servidor reuniu os requisitos da inatividade, ainda quando só requerida na vigência da lei posterior menos favorável. Súmula 359 do STF. II - Agravo regimental improvido. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (CPC, art. 557, caput).” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 726038 AGR / DF O agravante afirma patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Suprema Corte sobre a questão debatida no recurso extraordinário, fundado em ofensa ao artigo 40, § 1º, da Constituição Federal. Assevera que a questão discutida no apelo extremo refere-se à possibilidade de o aposentado “que havia implementado os requisitos para a fruição da aposentadoria proporcional por tempo de serviço prevista em regime anterior, poder computar o período posterior à entrada em vigor da EC 41/2003”. Sustenta que o caso atrai a aplicação do entendimento fixado no RE 575.089, literalmente: “INSS. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO. DIREITO ADQUIRIDO. ART. 3º DA EC 20/98. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16.12.1998. POSSIBILIDADE. BENEFÍCIO CALCULADO EM CONFORMIDADE COM NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA. INADMISSIBILIDADE. RE IMPROVIDO. I - Embora tenha o recorrente direito adquirido à aposentadoria, nos termos do art. 3º da EC 20/98, não pode computar tempo de serviço posterior a ela, valendo-se das regras vigentes antes de sua edição. II - Inexiste direito adquirido a determinado regime jurídico, razão pela qual não é lícito ao segurado conjugar as vantagens do novo sistema com aquelas aplicáveis ao anterior. III - A superposição de vantagens caracteriza sistema híbrido, incompatível com a sistemática de cálculo dos benefícios previdenciários. IV - Recurso extraordinário improvido.” (RE 575089, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 10/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-202 DIVULG 23-10-2008 PUBLIC 24-10-2008 EMENT VOL-02338-09 PP-01773 RB v. 20, n. 541, 2008, p. 23-26 RT v. 98, n. 880, 2009, p. 122-129) A hipótese, na verdade, não enseja, ao contrário do que defendido pelo agravante, a aplicação do entendimento fixado no RE 575.089. Nesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal RE 726038 AGR / DF O agravante afirma patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Suprema Corte sobre a questão debatida no recurso extraordinário, fundado em ofensa ao artigo 40, § 1º, da Constituição Federal. Assevera que a questão discutida no apelo extremo refere-se à possibilidade de o aposentado “que havia implementado os requisitos para a fruição da aposentadoria proporcional por tempo de serviço prevista em regime anterior, poder computar o período posterior à entrada em vigor da EC 41/2003”. Sustenta que o caso atrai a aplicação do entendimento fixado no RE 575.089, literalmente: “INSS. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO. DIREITO ADQUIRIDO. ART. 3º DA EC 20/98. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16.12.1998. POSSIBILIDADE. BENEFÍCIO CALCULADO EM CONFORMIDADE COM NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA. INADMISSIBILIDADE. RE IMPROVIDO. I - Embora tenha o recorrente direito adquirido à aposentadoria, nos termos do art. 3º da EC 20/98, não pode computar tempo de serviço posterior a ela, valendo-se das regras vigentes antes de sua edição. II - Inexiste direito adquirido a determinado regime jurídico, razão pela qual não é lícito ao segurado conjugar as vantagens do novo sistema com aquelas aplicáveis ao anterior. III - A superposição de vantagens caracteriza sistema híbrido, incompatível com a sistemática de cálculo dos benefícios previdenciários. IV - Recurso extraordinário improvido.” (RE 575089, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 10/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-202 DIVULG 23-10-2008 PUBLIC 24-10-2008 EMENT VOL-02338-09 PP-01773 RB v. 20, n. 541, 2008, p. 23-26 RT v. 98, n. 880, 2009, p. 122-129) A hipótese, na verdade, não enseja, ao contrário do que defendido pelo agravante, a aplicação do entendimento fixado no RE 575.089. Nesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 726038 AGR / DF precedente, a controvérsia referiu-se à ilicitude de superposição de vantagens inerentes a legislações distintas de previdência, capaz de gerar para o aposentado um sistema híbrido, o que não se verifica nestes autos, consoante se depreende da leitura do acórdão recorrido, cuja ementa tem o seguinte teor: “ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR. DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REDUÇÃO DE PROVENTOS. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. 1. A decisão do Tribunal de Contas somente tem caráter vinculante se observados os requisitos do art. 71, incisos IX e X, da Constituição da República. Não cumprido tal procedimento, a decisão daquele Tribunal não vincula. Por isso, deve ser rejeitada a preliminar que sustenta o não conhecimento do recurso de apelação ao argumento de que o TC decidira a matéria. 2. O art. 3º da Emenda Constitucional nº 41, confere ao servidor público o direito de se aposentar se reuniu os requisitos necessários para tanto ao tempo da publicação da Emenda. 3. O dispositivo não autoriza a desconsideração, para fins de aposentadoria, do tempo de serviço efetivamente prestado, após a publicação da Emenda Constitucional. Tal entendimento é contrário à intenção do legislador, que pretendia estimular a permanência na atividade, e não a inatividade. 4. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida.” (Acórdão n.470847, 20080110934738APC, Relator: JOÃO BATISTA TEIXEIRA, Revisor: MARIO-ZAM BELMIRO, 3ª Turma Cível, Data de Julgamento: 15/12/2010, Publicado no DJE: 13/01/2011. Pág.: 49) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, como visto, manteve a sentença de procedência do pedido de nulidade do ato administrativo pelo qual reduzidos os proventos do autor, por entender que a aposentadoria se rege “pela lei vigente à época em que o beneficiário autor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal RE 726038 AGR / DF precedente, a controvérsia referiu-se à ilicitude de superposição de vantagens inerentes a legislações distintas de previdência, capaz de gerar para o aposentado um sistema híbrido, o que não se verifica nestes autos, consoante se depreende da leitura do acórdão recorrido, cuja ementa tem o seguinte teor: “ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR. DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REDUÇÃO DE PROVENTOS. EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. 1. A decisão do Tribunal de Contas somente tem caráter vinculante se observados os requisitos do art. 71, incisos IX e X, da Constituição da República. Não cumprido tal procedimento, a decisão daquele Tribunal não vincula. Por isso, deve ser rejeitada a preliminar que sustenta o não conhecimento do recurso de apelação ao argumento de que o TC decidira a matéria. 2. O art. 3º da Emenda Constitucional nº 41, confere ao servidor público o direito de se aposentar se reuniu os requisitos necessários para tanto ao tempo da publicação da Emenda. 3. O dispositivo não autoriza a desconsideração, para fins de aposentadoria, do tempo de serviço efetivamente prestado, após a publicação da Emenda Constitucional. Tal entendimento é contrário à intenção do legislador, que pretendia estimular a permanência na atividade, e não a inatividade. 4. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida.” (Acórdão n.470847, 20080110934738APC, Relator: JOÃO BATISTA TEIXEIRA, Revisor: MARIO-ZAM BELMIRO, 3ª Turma Cível, Data de Julgamento: 15/12/2010, Publicado no DJE: 13/01/2011. Pág.: 49) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, como visto, manteve a sentença de procedência do pedido de nulidade do ato administrativo pelo qual reduzidos os proventos do autor, por entender que a aposentadoria se rege “pela lei vigente à época em que o beneficiário autor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER RE 726038 AGR / DF reuniu os requisitos para a inativação e, para tanto, contam-se todos os períodos de tempo de contribuição, restando nulo o ato administrativo que subtraiu do cálculo o período exercido após 31 de dezembro de 2003”. Asseverou o Tribunal a quo que a controvérsia se restringe à verificação da legitimidade da exclusão, para efeitos de aposentadoria proporcional, do período de tempo de contribuição posterior à edição da Emenda Constitucional nº 41/2003 para fins de concessão de aposentadoria proporcional, certo que, quando publicada a citada emenda, o servidor “já contava com 65 (sessenta e cinco) anos de idade e mais de 10 (dez) anos no serviço público, sendo 5 (cinco) no mesmo cargo da aposentadoria” (p. 298). Concluiu a Corte de origem pelo desacerto da desconsideração, por parte da Administração, desse tempo de serviço, porque o segurado já preenchia os requisitos para se aposentar pelas regras do art. 40, § 1º, III, “b”, da Constituição Federal, não autorizando o art. 3º da Emenda nº 41/2003 a redução dos proventos, por exclusão do período de contribuição posterior à sua edição. Incontroverso que já reunidos à ocasião da promulgação da citada emenda, que alterou o art. 40, § 1º, III, “b”, da Constituição Federal, os requisitos para aposentação pelas regras nesse inseridas, correto entender, na esteira dos precedentes citados, regulado pela norma vigente a essa ocasião, o benefício do ex-servidor. De outro lado, não consta dessa norma constitucional, como bem assentado no acórdão recorrido, a vedação pretendida pelo agravante, de desconsideração do tempo de serviço posterior à entrada em vigor da emenda em debate. Nesse contexto, o entendimento exteriorizado no acórdão recorrido não implica ofensa ao art. 40, § 1º, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal RE 726038 AGR / DF reuniu os requisitos para a inativação e, para tanto, contam-se todos os períodos de tempo de contribuição, restando nulo o ato administrativo que subtraiu do cálculo o período exercido após 31 de dezembro de 2003”. Asseverou o Tribunal a quo que a controvérsia se restringe à verificação da legitimidade da exclusão, para efeitos de aposentadoria proporcional, do período de tempo de contribuição posterior à edição da Emenda Constitucional nº 41/2003 para fins de concessão de aposentadoria proporcional, certo que, quando publicada a citada emenda, o servidor “já contava com 65 (sessenta e cinco) anos de idade e mais de 10 (dez) anos no serviço público, sendo 5 (cinco) no mesmo cargo da aposentadoria” (p. 298). Concluiu a Corte de origem pelo desacerto da desconsideração, por parte da Administração, desse tempo de serviço, porque o segurado já preenchia os requisitos para se aposentar pelas regras do art. 40, § 1º, III, “b”, da Constituição Federal, não autorizando o art. 3º da Emenda nº 41/2003 a redução dos proventos, por exclusão do período de contribuição posterior à sua edição. Incontroverso que já reunidos à ocasião da promulgação da citada emenda, que alterou o art. 40, § 1º, III, “b”, da Constituição Federal, os requisitos para aposentação pelas regras nesse inseridas, correto entender, na esteira dos precedentes citados, regulado pela norma vigente a essa ocasião, o benefício do ex-servidor. De outro lado, não consta dessa norma constitucional, como bem assentado no acórdão recorrido, a vedação pretendida pelo agravante, de desconsideração do tempo de serviço posterior à entrada em vigor da emenda em debate. Nesse contexto, o entendimento exteriorizado no acórdão recorrido não implica ofensa ao art. 40, § 1º, da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685999 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685999 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9718848
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 41/03. REDUÇÃO DOS PROVENTOS PROPORCIONAIS. INADMISSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.01.2011. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur327748
- Acórdão(s) citado(s): (ILICITUDE, SISTEMA HÍBRIDO, CÁLCULO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) RE 575089 (TP). Número de páginas: 8. Análise: 24/11/2015, AOR.
ROSA WEBER
Primeira Turma
726038
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00001 INC-00003 LET-B\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000041 ANO-2003\n ART-00003\n EMENDA CONSTITUCIONAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 726038 AgR
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AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EMENDA CONSTITUCIONAL n 41/03. REDUÇÃO DOS PROVENTOS PROPORCIONAIS. INADMISSIBILIDADE. CONSONÂNCIA DA DECISÃO RECORRIDA COM A JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO QUE NÃO MERECE TRÂNSITO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 13.01.2011. 1. O entendimento adotado pela Corte de origem, nos moldes do assinalado na decisão agravada, não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal. 2. As razões do agravo regimental não se mostram aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663364. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Distrito Federal, afirmando patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a compreensão desta Suprema Corte sobre a matéria, tida como amoldada ao caso. O agravante assevera que a tese versada no recurso extraordinário, em que apontada ofensa ao artigo 40, § 1..., da Constituição Federal, impõe, na verdade, aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089. A matéria de fundo diz, em síntese, com a redução dos proventos do autor, pela Administração, com o fito de excluir do cálculo do benefício “O período de contribuição posterior à vigência da Emenda Constitucional n 41, de 31.12.2003. “ Acórdão recorrido publicado em 13.01.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663365. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) :ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão por mim proferida, pela qual negado seguimento ao recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Distrito Federal, afirmando patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a compreensão desta Suprema Corte sobre a matéria, tida como amoldada ao caso. O agravante assevera que a tese versada no recurso extraordinário, em que apontada ofensa ao artigo 40, § 1..., da Constituição Federal, impõe, na verdade, aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089. A matéria de fundo diz, em síntese, com a redução dos proventos do autor, pela Administração, com o fito de excluir do cálculo do benefício “O período de contribuição posterior à vigência da Emenda Constitucional n 41, de 31.12.2003. “ Acórdão recorrido publicado em 13.01.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos de admissibilidade, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Ao julgamento do recurso extraordinário do Distrito Federal, neguei-lhe seguimento, assentando literalmente: “Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 727.091-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 1....7.2013; e Recurso Extraordinário 548.189-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 26.11.2010, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EC 41/03. SÚMULA 359 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Os proventos regulam-se pela lei vigente ao tempo em que o servidor reuniu os requisitos da inatividade, ainda quando só requerida na vigência da lei posterior menos favorável. Súmula 359 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos de admissibilidade, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Nada colhe o agravo. Ao julgamento do recurso extraordinário do Distrito Federal, neguei-lhe seguimento, assentando literalmente: “Da detida análise dos fundamentos adotados pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do apelo veiculado na instância ordinária, em confronto com as razões veiculadas no extraordinário, concluo que nada colhe o recurso. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 727.091-AgR/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 1....7.2013; e Recurso Extraordinário 548.189-AgR/SC, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 26.11.2010, cuja ementa transcrevo: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA REGULADA PELA EC 41/03. SÚMULA 359 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Os proventos regulam-se pela lei vigente ao tempo em que o servidor reuniu os requisitos da inatividade, ainda quando só requerida na vigência da lei posterior menos favorável. Súmula 359 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido. Nesse sentir, não merece seguimento o recurso extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 557, caput).” Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF O agravante afirma patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Suprema Corte sobre a questão debatida no recurso extraordinário, fundado em ofensa ao artigo 40, § 1..., da Constituição Federal. Assevera que a questão discutida no apelo extremo refere-se à possibilidade de o aposentado “que havia implementado os requisitos para a fruição da aposentadoria proporcional por tempo de serviço prevista em regime anterior, poder computar o período posterior à entrada em vigor da EC 41/2003”. Sustenta que o caso atrai a aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089, literalmente: “INSS. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO. DIREITO ADQUIRIDO. ART. 3... DA EC 20/98. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16.12.1998. POSSIBILIDADE. BENEFÍCIO CALCULADO EM CONFORMIDADE COM NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA. INADMISSIBILIDADE. Recurso Extraordinário IMPROVIDO. I - Embora tenha o recorrente direito adquirido à aposentadoria, nos termos do art. 3... da EC 20/98, não pode computar tempo de serviço posterior a ela, valendo-se das regras vigentes antes de sua edição. II - Inexiste direito adquirido a determinado regime jurídico, razão pela qual não é lícito ao segurado conjugar as vantagens do novo sistema com aquelas aplicáveis ao anterior. III - A superposição de vantagens caracteriza sistema híbrido, incompatível com a sistemática de cálculo dos benefícios previdenciários. IV - Recurso extraordinário improvido.” (Recurso Extraordinário 575089, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 10/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-202 DIVULG 23-10-2008 PUBLIC 24-10-2008 EMENT VOL-02338-09 PP-01773 RB v. 20, n. 541, 2008, p. 23-26 RT v. 98, n. 880, 2009, p. 122-129) A hipótese, na verdade, não enseja, ao contrário do que defendido pelo agravante, a aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089. Nesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF O agravante afirma patente dissonância entre o entendimento fixado no acórdão recorrido e a jurisprudência desta Suprema Corte sobre a questão debatida no recurso extraordinário, fundado em ofensa ao artigo 40, § 1..., da Constituição Federal. Assevera que a questão discutida no apelo extremo refere-se à possibilidade de o aposentado “que havia implementado os requisitos para a fruição da aposentadoria proporcional por tempo de serviço prevista em regime anterior, poder computar o período posterior à entrada em vigor da EC 41/2003”. Sustenta que o caso atrai a aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089, literalmente: “INSS. APOSENTADORIA. CONTAGEM DE TEMPO. DIREITO ADQUIRIDO. ART. 3... DA EC 20/98. CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO POSTERIOR A 16.12.1998. POSSIBILIDADE. BENEFÍCIO CALCULADO EM CONFORMIDADE COM NORMAS VIGENTES ANTES DO ADVENTO DA REFERIDA EMENDA. INADMISSIBILIDADE. Recurso Extraordinário IMPROVIDO. I - Embora tenha o recorrente direito adquirido à aposentadoria, nos termos do art. 3... da EC 20/98, não pode computar tempo de serviço posterior a ela, valendo-se das regras vigentes antes de sua edição. II - Inexiste direito adquirido a determinado regime jurídico, razão pela qual não é lícito ao segurado conjugar as vantagens do novo sistema com aquelas aplicáveis ao anterior. III - A superposição de vantagens caracteriza sistema híbrido, incompatível com a sistemática de cálculo dos benefícios previdenciários. IV - Recurso extraordinário improvido.” (Recurso Extraordinário 575089, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 10/09/2008, REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO DJe-202 DIVULG 23-10-2008 PUBLIC 24-10-2008 EMENT VOL-02338-09 PP-01773 RB v. 20, n. 541, 2008, p. 23-26 RT v. 98, n. 880, 2009, p. 122-129) A hipótese, na verdade, não enseja, ao contrário do que defendido pelo agravante, a aplicação do entendimento fixado no Recurso Extraordinário 575.089. Nesse 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF precedente, a controvérsia referiu-se à ilicitude de superposição de vantagens inerentes a legislações distintas de previdência, capaz de gerar para o aposentado um sistema híbrido, o que não se verifica nestes autos, consoante se depreende da leitura do acórdão recorrido, cuja ementa tem o seguinte teor: “ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR. DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REDUÇÃO DE PROVENTOS. EMENDA CONSTITUCIONAL n 41. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. 1. A decisão do Tribunal de Contas somente tem caráter vinculante se observados os requisitos do art. 71, incisos IX e X, da Constituição da República. Não cumprido tal procedimento, a decisão daquele Tribunal não vincula. Por isso, deve ser rejeitada a preliminar que sustenta o não conhecimento do recurso de apelação ao argumento de que o TC decidira a matéria. 2. O art. 3... da Emenda Constitucional n 41, confere ao servidor público o direito de se aposentar se reuniu os requisitos necessários para tanto ao tempo da publicação da Emenda. 3. O dispositivo não autoriza a desconsideração, para fins de aposentadoria, do tempo de serviço efetivamente prestado, após a publicação da Emenda Constitucional. Tal entendimento é contrário à intenção do legislador, que pretendia estimular a permanência na atividade, e não a inatividade. 4. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida.” (Acórdão n.470847, 20080110934738APC, Relator: JOÃO BATISTA TEIXEIRA, Revisor: MARIO-ZAM BELMIRO, 3... Turma Cível, Data de Julgamento: 15/12/2010, Publicado no DJE: 13/01/2011. Pág.: 49) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, como visto, manteve a sentença de procedência do pedido de nulidade do ato administrativo pelo qual reduzidos os proventos do autor, por entender que a aposentadoria se rege “pela lei vigente à época em que o beneficiário autor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF precedente, a controvérsia referiu-se à ilicitude de superposição de vantagens inerentes a legislações distintas de previdência, capaz de gerar para o aposentado um sistema híbrido, o que não se verifica nestes autos, consoante se depreende da leitura do acórdão recorrido, cuja ementa tem o seguinte teor: “ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. PRELIMINAR. DECISÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA VOLUNTÁRIA. REDUÇÃO DE PROVENTOS. EMENDA CONSTITUCIONAL n 41. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NORMATIVA. 1. A decisão do Tribunal de Contas somente tem caráter vinculante se observados os requisitos do art. 71, incisos IX e X, da Constituição da República. Não cumprido tal procedimento, a decisão daquele Tribunal não vincula. Por isso, deve ser rejeitada a preliminar que sustenta o não conhecimento do recurso de apelação ao argumento de que o TC decidira a matéria. 2. O art. 3... da Emenda Constitucional n 41, confere ao servidor público o direito de se aposentar se reuniu os requisitos necessários para tanto ao tempo da publicação da Emenda. 3. O dispositivo não autoriza a desconsideração, para fins de aposentadoria, do tempo de serviço efetivamente prestado, após a publicação da Emenda Constitucional. Tal entendimento é contrário à intenção do legislador, que pretendia estimular a permanência na atividade, e não a inatividade. 4. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida.” (Acórdão n.470847, 20080110934738APC, Relator: JOÃO BATISTA TEIXEIRA, Revisor: MARIO-ZAM BELMIRO, 3... Turma Cível, Data de Julgamento: 15/12/2010, Publicado no DJE: 13/01/2011. Pág.: 49) O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, como visto, manteve a sentença de procedência do pedido de nulidade do ato administrativo pelo qual reduzidos os proventos do autor, por entender que a aposentadoria se rege “pela lei vigente à época em que o beneficiário autor 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF reuniu os requisitos para a inativação e, para tanto, contam-se todos os períodos de tempo de contribuição, restando nulo o ato administrativo que subtraiu do cálculo o período exercido após 31 de dezembro de 2003”. Asseverou o Tribunal a quo que a controvérsia se restringe à verificação da legitimidade da exclusão, para efeitos de aposentadoria proporcional, do período de tempo de contribuição posterior à edição da Emenda Constitucional n 41/2003 para fins de concessão de aposentadoria proporcional, certo que, quando publicada a citada emenda, o servidor “já contava com 65 (sessenta e cinco) anos de idade e mais de 10 (dez) anos no serviço público, sendo 5 (cinco) no mesmo cargo da aposentadoria” (p. 298). Concluiu a Corte de origem pelo desacerto da desconsideração, por parte da Administração, desse tempo de serviço, porque o segurado já preenchia os requisitos para se aposentar pelas regras do art. 40, § 1..., III, “b”, da Constituição Federal, não autorizando o art. 3... da Emenda n 41/2003 a redução dos proventos, por exclusão do período de contribuição posterior à sua edição. Incontroverso que já reunidos à ocasião da promulgação da citada emenda, que alterou o art. 40, § 1..., III, “b”, da Constituição Federal, os requisitos para aposentação pelas regras nesse inseridas, correto entender, na esteira dos precedentes citados, regulado pela norma vigente a essa ocasião, o benefício do ex-servidor. De outro lado, não consta dessa norma constitucional, como bem assentado no acórdão recorrido, a vedação pretendida pelo agravante, de desconsideração do tempo de serviço posterior à entrada em vigor da emenda em debate. Nesse contexto, o entendimento exteriorizado no acórdão recorrido não implica ofensa ao art. 40, § 1..., da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726038 AGR / DF reuniu os requisitos para a inativação e, para tanto, contam-se todos os períodos de tempo de contribuição, restando nulo o ato administrativo que subtraiu do cálculo o período exercido após 31 de dezembro de 2003”. Asseverou o Tribunal a quo que a controvérsia se restringe à verificação da legitimidade da exclusão, para efeitos de aposentadoria proporcional, do período de tempo de contribuição posterior à edição da Emenda Constitucional n 41/2003 para fins de concessão de aposentadoria proporcional, certo que, quando publicada a citada emenda, o servidor “já contava com 65 (sessenta e cinco) anos de idade e mais de 10 (dez) anos no serviço público, sendo 5 (cinco) no mesmo cargo da aposentadoria” (p. 298). Concluiu a Corte de origem pelo desacerto da desconsideração, por parte da Administração, desse tempo de serviço, porque o segurado já preenchia os requisitos para se aposentar pelas regras do art. 40, § 1..., III, “b”, da Constituição Federal, não autorizando o art. 3... da Emenda n 41/2003 a redução dos proventos, por exclusão do período de contribuição posterior à sua edição. Incontroverso que já reunidos à ocasião da promulgação da citada emenda, que alterou o art. 40, § 1..., III, “b”, da Constituição Federal, os requisitos para aposentação pelas regras nesse inseridas, correto entender, na esteira dos precedentes citados, regulado pela norma vigente a essa ocasião, o benefício do ex-servidor. De outro lado, não consta dessa norma constitucional, como bem assentado no acórdão recorrido, a vedação pretendida pelo agravante, de desconsideração do tempo de serviço posterior à entrada em vigor da emenda em debate. Nesse contexto, o entendimento exteriorizado no acórdão recorrido não implica ofensa ao art. 40, § 1..., da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685999 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.038 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : DELDUQUE MOTA FERNANDES ADV.(A/S) : ULISSES RIEDEL DE RESENDE E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685999 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Penhora. Preferência. Nomeação de bens. Matéria Infraconstitucional. 1. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência à penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965062. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Breda Transportes e Serviços S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1º, IV, 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Anote-se a ementa referente ao julgado proferido pelo do Superior Tribunal de Justiça: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PREFERÊNCIA DA PENHORA EM DINHEIRO EM DESFAVOR DO IMÓVEL OFERTADO. ORDEM DE PREFERÊNCIA PREVISTA NO ART. 11 DA LEF. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES: RESP. 1.090.898/SP, REL. MIN. CASTRO MEIRA, DJU 12/08/2009. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Breda Transportes e Serviços S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1º, IV, 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Anote-se a ementa referente ao julgado proferido pelo do Superior Tribunal de Justiça: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PREFERÊNCIA DA PENHORA EM DINHEIRO EM DESFAVOR DO IMÓVEL OFERTADO. ORDEM DE PREFERÊNCIA PREVISTA NO ART. 11 DA LEF. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES: RESP. 1.090.898/SP, REL. MIN. CASTRO MEIRA, DJU 12/08/2009. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF PROVIMENTO. 1. A constrição de dinheiro da empresa representa um duro golpe nas suas operações normais, trazendo inegáveis prejuízos aos seus desempenhos, podendo acarretar, até mesmo, a sua estagnação; esse é o meu ponto de vista, porquanto privar-se o contribuinte do uso e/ou da aplicação dos seus recursos importa no impedimento da continuidade de suas atividades comuns, por meio das quais poderia, sem a sua cessação ou redução, obter meios para solver as suas dívidas, inclusive as fiscais. 2. No entanto, a 1a. Seção deste Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, da relatoria do eminente Ministro CASTRO MEIRA, julgado como representativo de controvérsia (DJe 31.08.2009), firmou-se no sentido de que a penhora deve ser efetuada conforme a ordem legal prevista no art. 655 do CPC e no art. 11 da Lei 6.830/80. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 1º, IV, e 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e ao princípio da segurança jurídica, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF PROVIMENTO. 1. A constrição de dinheiro da empresa representa um duro golpe nas suas operações normais, trazendo inegáveis prejuízos aos seus desempenhos, podendo acarretar, até mesmo, a sua estagnação; esse é o meu ponto de vista, porquanto privar-se o contribuinte do uso e/ou da aplicação dos seus recursos importa no impedimento da continuidade de suas atividades comuns, por meio das quais poderia, sem a sua cessação ou redução, obter meios para solver as suas dívidas, inclusive as fiscais. 2. No entanto, a 1a. Seção deste Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, da relatoria do eminente Ministro CASTRO MEIRA, julgado como representativo de controvérsia (DJe 31.08.2009), firmou-se no sentido de que a penhora deve ser efetuada conforme a ordem legal prevista no art. 655 do CPC e no art. 11 da Lei 6.830/80. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 1º, IV, e 5º, LIV e LV, da Constituição Federal e ao princípio da segurança jurídica, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a ofensa aos dispositivos constitucionais alegados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. penhora. ORDEM DE PREFERÊNCIA E PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DE NORMAS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI nº 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1º/2/11). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a ofensa aos dispositivos constitucionais alegados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. penhora. ORDEM DE PREFERÊNCIA E PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DE NORMAS 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 744.551/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/9/13). “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Execução fiscal. Penhora. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (AI nº 842.823/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/9/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. 1. O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 766.612/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 744.551/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/9/13). “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Execução fiscal. Penhora. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 4. Agravo regimental não provido’ (AI nº 842.823/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/9/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA STF 279. 1. O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (AI nº 766.612/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 740.001/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/7/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os dispositivos constitucionais estão prequestionados. Aduz que o Tribunal de Origem ao dar preferência à penhora em dinheiro, sem respeitar a nomeação de bens pelo devedor, feriu a Constituição Federal, notadamente os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada para que seja admitida a nomeação de bens à penhora pelo devedor. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 740.001/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/7/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os dispositivos constitucionais estão prequestionados. Aduz que o Tribunal de Origem ao dar preferência à penhora em dinheiro, sem respeitar a nomeação de bens pelo devedor, feriu a Constituição Federal, notadamente os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada para que seja admitida a nomeação de bens à penhora pelo devedor. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme expressamente consignado na decisão recorrida, o requisito do prequestionamento não foi suprido em relação à alegada violação da matéria contida nos arts. 1º, IV, 5º, LIV e LV, da Constituição Federal. O agravante não desafiou o Tribunal a quo a tratar da matéria em momento oportuno, a saber, no bojo dos embargos de declaração opostos. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência, portanto, das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: RE nº 358.309/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 27/6/03; AI nº 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10, esse último assim ementado: “PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS QUE NÃO TRATARAM DOS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS ALEGADOS COMO VIOLADOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Ausência de prequestionamento, pois os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram abordados pelo acórdão recorrido nem pelos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula STF 282. 2. Se a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme expressamente consignado na decisão recorrida, o requisito do prequestionamento não foi suprido em relação à alegada violação da matéria contida nos arts. 1º, IV, 5º, LIV e LV, da Constituição Federal. O agravante não desafiou o Tribunal a quo a tratar da matéria em momento oportuno, a saber, no bojo dos embargos de declaração opostos. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência, portanto, das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: RE nº 358.309/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 27/6/03; AI nº 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10, esse último assim ementado: “PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS QUE NÃO TRATARAM DOS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS ALEGADOS COMO VIOLADOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Ausência de prequestionamento, pois os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram abordados pelo acórdão recorrido nem pelos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula STF 282. 2. Se a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10 – grifei). Por fim, verifico que o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação ordinária aplicável à espécie. Por esclarecedor, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Nesse sentido, o art. 620 do Código de Processo Civil consagra o princípio de que a execução deve ser procedida de modo menos gravoso para o devedor. De outra parte, o art. 612 do mesmo diploma dispõe expressamente que a execução realiza-se no interesse do credor. Assim, os preceitos acima mencionados revelam valores que devem ser sopesados pelo julgador, a fim de se alcançar a finalidade do processo de execução, ou seja, a satisfação do crédito, com o mínimo sacrifício do devedor. É certo que o legislador estipulou uma ordem legal de penhora ou arresto de bens, ao teor do artigo 11, da lei 6.830/80. No entanto, ressalva-se que esta ordem não tem caráter rígido, absoluto, sem que atenda às exigências de cada caso específico. Infira-se, é forçoso que este preceito seja recebido com temperança, em conformidade aos aspectos e circunstâncias singulares envolvidas no feito, não podendo dela valer-se a exequente para exercício arbitrário, refutando imediata e meramente à nomeação de quaisquer bens.” Assim, reitero que, para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI nº 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10 – grifei). Por fim, verifico que o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação ordinária aplicável à espécie. Por esclarecedor, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Nesse sentido, o art. 620 do Código de Processo Civil consagra o princípio de que a execução deve ser procedida de modo menos gravoso para o devedor. De outra parte, o art. 612 do mesmo diploma dispõe expressamente que a execução realiza-se no interesse do credor. Assim, os preceitos acima mencionados revelam valores que devem ser sopesados pelo julgador, a fim de se alcançar a finalidade do processo de execução, ou seja, a satisfação do crédito, com o mínimo sacrifício do devedor. É certo que o legislador estipulou uma ordem legal de penhora ou arresto de bens, ao teor do artigo 11, da lei 6.830/80. No entanto, ressalva-se que esta ordem não tem caráter rígido, absoluto, sem que atenda às exigências de cada caso específico. Infira-se, é forçoso que este preceito seja recebido com temperança, em conformidade aos aspectos e circunstâncias singulares envolvidas no feito, não podendo dela valer-se a exequente para exercício arbitrário, refutando imediata e meramente à nomeação de quaisquer bens.” Assim, reitero que, para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, além dos precedentes já destacados, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. RECUSA DO CRÉDITO DE PRECATÓRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 782.952/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12 – grifei) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 853.035/RO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, além dos precedentes já destacados, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. RECUSA DO CRÉDITO DE PRECATÓRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 782.952/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12 – grifei) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei nº 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (ARE nº 853.035/RO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF 29/5/15). Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF 29/5/15). Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720326 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9983131
2015-10-27T00:00:00
2015-12-14T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2ª Turma, 27.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Penhora. Preferência. Nomeação de bens. Matéria Infraconstitucional. 1. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência à penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei nº 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido.
sjur333295
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 358309 AgR (1ªT), AI 746234 AgR (2ªT). (EXECUÇÃO FISCAL, PENHORA) AI 782952 AgR (2ªT), ARE 853035 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 13/01/2016, MJC.
DIAS TOFFOLI
Segunda Turma
908539
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED LEI-006830 ANO-1980\n LEF-1980 LEI DE EXECUÇÃO FISCAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 908539 AgR
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AGTE.(S) : BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Tributário. Penhora. Preferência. Nomeação de bens. Matéria Infraconstitucional. 1. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência à penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei n 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 27 de outubro de 2015. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965062. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Breda Transportes e Serviços S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1..., IV, 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Anote-se a ementa referente ao julgado proferido pelo do Superior Tribunal de Justiça: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PREFERÊNCIA DA PENHORA EM DINHEIRO EM DESFAVOR DO IMÓVEL OFERTADO. ORDEM DE PREFERÊNCIA PREVISTA NO ART. 11 DA LEF. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES: RESP. 1.090.898/SP, REL. MIN. CASTRO MEIRA, DJU 12/08/2009. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) :IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Breda Transportes e Serviços S/A interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 1..., IV, 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e aos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e segurança jurídica. Anote-se a ementa referente ao julgado proferido pelo do Superior Tribunal de Justiça: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PREFERÊNCIA DA PENHORA EM DINHEIRO EM DESFAVOR DO IMÓVEL OFERTADO. ORDEM DE PREFERÊNCIA PREVISTA NO ART. 11 DA LEF. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES: RESP. 1.090.898/SP, REL. MIN. CASTRO MEIRA, DJU 12/08/2009. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF PROVIMENTO. 1. A constrição de dinheiro da empresa representa um duro golpe nas suas operações normais, trazendo inegáveis prejuízos aos seus desempenhos, podendo acarretar, até mesmo, a sua estagnação; esse é o meu ponto de vista, porquanto privar-se o contribuinte do uso e/ou da aplicação dos seus recursos importa no impedimento da continuidade de suas atividades comuns, por meio das quais poderia, sem a sua cessação ou redução, obter meios para solver as suas dívidas, inclusive as fiscais. 2. No entanto, a 1a. Seção deste Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, da relatoria do eminente Ministro CASTRO MEIRA, julgado como representativo de controvérsia (DJe 31.08.2009), firmou-se no sentido de que a penhora deve ser efetuada conforme a ordem legal prevista no art. 655 do Código de Processo Civil e no art. 11 da Lei 6.830/80. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 1..., IV, e 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e ao princípio da segurança jurídica, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF PROVIMENTO. 1. A constrição de dinheiro da empresa representa um duro golpe nas suas operações normais, trazendo inegáveis prejuízos aos seus desempenhos, podendo acarretar, até mesmo, a sua estagnação; esse é o meu ponto de vista, porquanto privar-se o contribuinte do uso e/ou da aplicação dos seus recursos importa no impedimento da continuidade de suas atividades comuns, por meio das quais poderia, sem a sua cessação ou redução, obter meios para solver as suas dívidas, inclusive as fiscais. 2. No entanto, a 1a. Seção deste Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, da relatoria do eminente Ministro CASTRO MEIRA, julgado como representativo de controvérsia (DJe 31.08.2009), firmou-se no sentido de que a penhora deve ser efetuada conforme a ordem legal prevista no art. 655 do Código de Processo Civil e no art. 11 da Lei 6.830/80. 3. Agravo Regimental a que se nega provimento’. Decido. A irresignação não merece prosperar. No que se refere aos artigos 1..., IV, e 5..., LIV e LV, da Constituição Federal e ao princípio da segurança jurídica, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que os acórdãos proferidos pelo Tribunal de origem não cuidaram das referidas normas, as quais, também, não foram objetos dos embargos declaratórios opostos pela parte recorrente. Incidem na espécie os enunciados das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Mesmo que assim não fosse, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a ofensa aos dispositivos constitucionais alegados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. penhora. ORDEM DE PREFERÊNCIA E PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DE NORMAS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO TRABALHO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA MESMA CARTA. ACÓRDÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADO. AGRAVO IMPROVIDO. I - O Supremo Tribunal Federal possui entendimento pacífico no sentido de que a violação ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Magna Carta, pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. Precedentes. II - O art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, mas sim que o julgador informe de forma clara as razões de seu convencimento, tal como ocorreu. III – Agravo regimental improvido’ (AI n 812.481/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 1.../2/11). Ademais, para ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da legislação infraconstitucional pertinente. Desse modo, a ofensa aos dispositivos constitucionais alegados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. penhora. ORDEM DE PREFERÊNCIA E PRINCÍPIO DA MENOR ONEROSIDADE. NECESSIDADE DE ANÁLISE PRÉVIA DE NORMAS 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 744.551/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/9/13). “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Execução fiscal. Penhora. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (AI n 842.823/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/9/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 766.612/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 744.551/SC-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 6/9/13). “EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Execução fiscal. Penhora. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido’ (AI n 842.823/RS-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 14/9/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (AI n 766.612/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/2/10). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 908539 AGR / DF ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 740.001/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/7/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os dispositivos constitucionais estão prequestionados. Aduz que o Tribunal de Origem ao dar preferência à penhora em dinheiro, sem respeitar a nomeação de bens pelo devedor, feriu a Constituição Federal, notadamente os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada para que seja admitida a nomeação de bens à penhora pelo devedor. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. PENHORA. LEI N. 6.830/80. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 740.001/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 1/7/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que os dispositivos constitucionais estão prequestionados. Aduz que o Tribunal de Origem ao dar preferência à penhora em dinheiro, sem respeitar a nomeação de bens pelo devedor, feriu a Constituição Federal, notadamente os princípios do devido processo legal e da ampla defesa. Por fim, requer a reconsideração da decisão agravada para que seja admitida a nomeação de bens à penhora pelo devedor. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme expressamente consignado na decisão recorrida, o requisito do prequestionamento não foi suprido em relação à alegada violação da matéria contida nos arts. 1..., IV, 5..., LIV e LV, da Constituição Federal. O agravante não desafiou o Tribunal a quo a tratar da matéria em momento oportuno, a saber, no bojo dos embargos de declaração opostos. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência, portanto, das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n 358.309/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 27/6/03; AI n 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10, esse último assim ementado: “PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS QUE NÃO TRATARAM DOS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS ALEGADOS COMO VIOLADOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Ausência de prequestionamento, pois os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram abordados pelo acórdão recorrido nem pelos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 282. 2. Se a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal 27/10/2015 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. Conforme expressamente consignado na decisão recorrida, o requisito do prequestionamento não foi suprido em relação à alegada violação da matéria contida nos arts. 1..., IV, 5..., LIV e LV, da Constituição Federal. O agravante não desafiou o Tribunal a quo a tratar da matéria em momento oportuno, a saber, no bojo dos embargos de declaração opostos. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Se a suposta violação surgiu no julgamento dos embargos de declaração, fazia-se necessária a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de prequestionar a matéria, o que, de fato, não ocorreu. Incidência, portanto, das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n 358.309/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 27/6/03; AI n 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10, esse último assim ementado: “PROCESSO CIVIL. ACÓRDÃO RECORRIDO E EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS QUE NÃO TRATARAM DOS DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS ALEGADOS COMO VIOLADOS. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. 1. Ausência de prequestionamento, pois os dispositivos constitucionais tidos como violados não foram abordados pelo acórdão recorrido nem pelos embargos de declaração opostos. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 282. 2. Se a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10 – grifei). Por fim, verifico que o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação ordinária aplicável à espécie. Por esclarecedor, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Nesse sentido, o art. 620 do Código de Processo Civil consagra o princípio de que a execução deve ser procedida de modo menos gravoso para o devedor. De outra parte, o art. 612 do mesmo diploma dispõe expressamente que a execução realiza-se no interesse do credor. Assim, os preceitos acima mencionados revelam valores que devem ser sopesados pelo julgador, a fim de se alcançar a finalidade do processo de execução, ou seja, a satisfação do crédito, com o mínimo sacrifício do devedor. É certo que o legislador estipulou uma ordem legal de penhora ou arresto de bens, ao teor do artigo 11, da lei 6.830/80. No entanto, ressalva-se que esta ordem não tem caráter rígido, absoluto, sem que atenda às exigências de cada caso específico. Infira-se, é forçoso que este preceito seja recebido com temperança, em conformidade aos aspectos e circunstâncias singulares envolvidas no feito, não podendo dela valer-se a exequente para exercício arbitrário, refutando imediata e meramente à nomeação de quaisquer bens.” Assim, reitero que, para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei n 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF alegada ofensa à Constituição surge com a prolação do acórdão proferido em embargos de declaração, impõe-se a oposição de novos embargos declaratórios, a fim de que seja suprido o requisito do prequestionamento. 3. Agravo regimental improvido” (AI n 746.234/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 19/3/10 – grifei). Por fim, verifico que o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação ordinária aplicável à espécie. Por esclarecedor, transcrevo trecho do voto condutor do acórdão recorrido: “Nesse sentido, o art. 620 do Código de Processo Civil consagra o princípio de que a execução deve ser procedida de modo menos gravoso para o devedor. De outra parte, o art. 612 do mesmo diploma dispõe expressamente que a execução realiza-se no interesse do credor. Assim, os preceitos acima mencionados revelam valores que devem ser sopesados pelo julgador, a fim de se alcançar a finalidade do processo de execução, ou seja, a satisfação do crédito, com o mínimo sacrifício do devedor. É certo que o legislador estipulou uma ordem legal de penhora ou arresto de bens, ao teor do artigo 11, da lei 6.830/80. No entanto, ressalva-se que esta ordem não tem caráter rígido, absoluto, sem que atenda às exigências de cada caso específico. Infira-se, é forçoso que este preceito seja recebido com temperança, em conformidade aos aspectos e circunstâncias singulares envolvidas no feito, não podendo dela valer-se a exequente para exercício arbitrário, refutando imediata e meramente à nomeação de quaisquer bens.” Assim, reitero que, para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal a quo, especialmente acerca da preferência da penhora em dinheiro, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Código de Processo Civil e Lei n 6.830/1980). Eventual ofensa ao texto constitucional, seria, caso 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, além dos precedentes já destacados, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. RECUSA DO CRÉDITO DE PRECATÓRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 782.952/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12 – grifei) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 853.035/RO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF ocorresse, apenas indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Nesse sentido, além dos precedentes já destacados, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. RECUSA DO CRÉDITO DE PRECATÓRIO. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. REEXAME DE PROVA. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 782.952/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/11/12 – grifei) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Execução Fiscal. Princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional. Ofensa reflexa. Nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora. Indeferimento. Ordem legal de preferência. Certeza e liquidez dos títulos. Infraconstitucional. 1. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, dos limites da coisa julgada ou da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal. 2. Para acolher a pretensão recursal e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, especialmente acerca do indeferimento da nomeação de títulos emitidos pela Eletrobrás à penhora, em razão da inobservância da ordem legal de preferência e da ausência de liquidez e certeza, seria necessário o reexame da controvérsia à luz da legislação infraconstitucional de regência (Lei n 6.830/1980), o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. 3. Agravo regimental não provido” (ARE n 853.035/RO-AgR, Segunda Turma, de minha relatoria, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 908539 AGR / DF 29/5/15). Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Supremo Tribunal Federal ARE 908539 AGR / DF 29/5/15). Agravo regimental não provido. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9965060. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 27/10/2015 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720326 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908.539 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S/A ADV.(A/S) : IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 2... Turma, 27.10.2015. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9720326 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 908 . 539", "RESP . 1 . 090 . 898 / SP", "ARE 908539 AGR / DF", "REsp . 1 . 090 . 898 / SP", "ARE 908539 AGR / DF", "REsp . 1 . 090 . 898 /", "ARE 908539 AGR / DF", "AI n 812 . 481 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR /", "AI n 812 . 481 / RJ -", "ARE 908539 AGR / DF", "ARE n 744 . 551 / SC - AgR", "Súmulas ns 279", "AI n 842 . 823 / RS - AgR", "AI n 766 . 612 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "ARE n 744 . 551 / SC - AgR", "Súmulas ns 279", "AI n 842 . 823 / RS - AgR", "Súmula", "AI n 766 . 612 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "AI n 740 . 001 / SP - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "AI n 740 . 001 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 358 . 309 / DF - AgR", "AI n 746 . 234 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 358 . 309 / DF - AgR", "AI n 746 . 234 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "AI n 746 . 234 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "AI n 746 . 234 / RJ - AgR", "ARE 908539 AGR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 782 . 952 / RS - AgR", "ARE n 853 . 035 / RO - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 782 . 952 / RS - AgR", "ARE n 853 . 035 / RO - AgR", "ARE 908539 AGR / DF", "ARE 908539 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 830 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , IV , 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "ART", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 1 . . . , IV , 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "ART . 11 DA LEF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 655 do Código de Processo Civil", "art . 11 da Lei 6 . 830", "artigos 1 . . . , IV , e 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 655 do Código de Processo Civil", "art . 11 da Lei 6 . 830 / 80", "artigos 1 . . . , IV , e 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Magna Carta", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 6 . 830 / 80", "art . 557 , § 2 . . . , c / c", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI N . 6 . 830 / 80", "art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , IV , 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , IV , 5 . . . , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 .", "Constituição", "art . 620 do Código de Processo Civil", "artigo 11 , da lei 6 . 830 / 80", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 830 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 620 do Código de Processo Civil", "artigo 11 , da lei 6 . 830 / 80", "Código de Processo Civil", "Lei n 6 . 830 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 6 . 830 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 6 . 830 / 1980", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "SP", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S / A", "UNIÃO", "Segunda Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S / A", "UNIÃO", "Breda Transportes e Serviços S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BREDA TRANSPORTES E SERVIÇOS S / A", "UNIÃO", "Breda Transportes e Serviços S / A", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1a", ". Seção deste Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal 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Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira", "DIAS TOFFOLI", "IAGUI ANTONIO BERNARDES BASTOS", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Edson Oliveira de Almeida", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "27", "/", "10", "/", "2015", "27 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "12", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "10", "/", "2015", "12", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "08", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "08", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", 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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADC Nº 4. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei nº 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses descritas, impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 5476 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Gilmar Mendes, mediante a qual negado seguimento à reclamação, ao registro de que “(...) a jurisprudência desta Corte é no sentido do não cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação”, interpõe agravo regimental Muryllo José Salgado da Silva. Alega o agravante que a reclamação foi interposta com fundamento na afronta à decisão proferida na Ação Direta de Constitucionalidade nº 4 e não em virtude de descumprimento do acórdão prolatado na Reclamação 2.529, consoante registrado na decisão agravada. Narra que a autoridade reclamada, nos autos do processo nº 001.2007.021178-8, indeferiu pedido de tutela antecipada contra a Fazenda Pública, não obstante o litígio não versar sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas de restabelecimento de vantagem suprimida. Sustenta que a decisão impugnada infringiu o entendimento adotado pelo STF na ADC 4, à alegação de que é possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública quando respeitados os limites impostos pela Lei nº 9.494/97. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Gilmar Mendes, mediante a qual negado seguimento à reclamação, ao registro de que “(...) a jurisprudência desta Corte é no sentido do não cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação”, interpõe agravo regimental Muryllo José Salgado da Silva. Alega o agravante que a reclamação foi interposta com fundamento na afronta à decisão proferida na Ação Direta de Constitucionalidade nº 4 e não em virtude de descumprimento do acórdão prolatado na Reclamação 2.529, consoante registrado na decisão agravada. Narra que a autoridade reclamada, nos autos do processo nº 001.2007.021178-8, indeferiu pedido de tutela antecipada contra a Fazenda Pública, não obstante o litígio não versar sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas de restabelecimento de vantagem suprimida. Sustenta que a decisão impugnada infringiu o entendimento adotado pelo STF na ADC 4, à alegação de que é possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública quando respeitados os limites impostos pela Lei nº 9.494/97. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 5476 AGR / PE Requisitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada. O Procurador-Geral da República opina pelo não conhecimento da reclamação e prejudicialidade do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE Requisitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada. O Procurador-Geral da República opina pelo não conhecimento da reclamação e prejudicialidade do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Muryllo José Salgado da Silva, em face de decisão interlocutória proferida nos autos do Processo nº 001.2007.021178-8, pelo Juízo da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de Pernambuco, a qual indeferiu pedido de tutela antecipada em ação ordinária. O Reclamante alega afronta ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Agravo Regimental em Reclamação nº 2529/RN, Rel. Min. Cezar Peluso, 13/03/06, o qual teria firmado tese no sentido da não-incidência do comando da decisão tomada na ADC nº 04, quando a questão de fundo não versasse sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas, sim, tratasse de restabelecimento de vantagem ilegalmente suprimida. Sucede que, a jurisprudência desta Corte é no sentido do não-cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação. Nesse sentido o seguinte precedente do Plenário: “RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA - INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Muryllo José Salgado da Silva, em face de decisão interlocutória proferida nos autos do Processo nº 001.2007.021178-8, pelo Juízo da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de Pernambuco, a qual indeferiu pedido de tutela antecipada em ação ordinária. O Reclamante alega afronta ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Agravo Regimental em Reclamação nº 2529/RN, Rel. Min. Cezar Peluso, 13/03/06, o qual teria firmado tese no sentido da não-incidência do comando da decisão tomada na ADC nº 04, quando a questão de fundo não versasse sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas, sim, tratasse de restabelecimento de vantagem ilegalmente suprimida. Sucede que, a jurisprudência desta Corte é no sentido do não-cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação. Nesse sentido o seguinte precedente do Plenário: “RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA - INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE PRONUNCIAMENTO. Descabe adentrar o campo da busca da autoridade de pronunciamento quando a decisão final, em certo processo, foi pela negativa de seguimento do pedido e almeja-se tornar prevalecente o alcance deste último como se tivesse sido acolhido.” (STF-RCL- AgR2693/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ 01/04/05) No mesmo sentido, seguem outras decisões monocráticas da Corte: Rcl n° 4.545/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.12.2006; Rcl n° 4.767/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ 22.11.2006; Rcl n° 4.730/RJ, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 31.10.2006; Rcl n° 4.119/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 13.3.2006; Rcl n° 3.953/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 1.2.2006. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o pedido de liminar (art. 21, §1º, RI/STF).” Nada colhe o agravo. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei nº 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Observo que, na presente hipótese, a autoridade reclamada indeferiu o pedido de tutela antecipada deduzido pelo ora agravante contra o Estado de Pernambuco nos autos da Ação Ordinária nº 001.2007.021178-8, à consideração de que não foram atendidos os requisitos do art. 273 do Código de Processo Civil. Destaco trecho da decisão proferida ao julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão impugnada: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE PRONUNCIAMENTO. Descabe adentrar o campo da busca da autoridade de pronunciamento quando a decisão final, em certo processo, foi pela negativa de seguimento do pedido e almeja-se tornar prevalecente o alcance deste último como se tivesse sido acolhido.” (STF-RCL- AgR2693/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ 01/04/05) No mesmo sentido, seguem outras decisões monocráticas da Corte: Rcl n° 4.545/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.12.2006; Rcl n° 4.767/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ 22.11.2006; Rcl n° 4.730/RJ, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 31.10.2006; Rcl n° 4.119/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 13.3.2006; Rcl n° 3.953/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 1.2.2006. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o pedido de liminar (art. 21, §1º, RI/STF).” Nada colhe o agravo. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei nº 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Observo que, na presente hipótese, a autoridade reclamada indeferiu o pedido de tutela antecipada deduzido pelo ora agravante contra o Estado de Pernambuco nos autos da Ação Ordinária nº 001.2007.021178-8, à consideração de que não foram atendidos os requisitos do art. 273 do Código de Processo Civil. Destaco trecho da decisão proferida ao julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão impugnada: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE “A simples leitura da decisão embargada é suficiente para a constatação de que não ocorre a contradição indicada pelo embargante: A uma, porque o termo "restabelecimento" é consignado na decisão como argumento contido na inicial, pois é lá que se encontra empregado pelo embargante. Em nenhum momento a decisão conclui se tratar de questão de restabelecimento de vantagem, o que implicaria no reconhecimento de supressão indevida. Ao contrário, considerou ser admissível à Administração a alteração da forma de composição da remuneração de seus agentes, numa clara inferência de que não vislumbrou, ab initio litis, ilegalidade na instituição do subsídio aos Membros do Ministério Público com a incorporação das vantagens numa parcela única, conforme operou a lei local. A duas, porque, o trecho pinçado pelo embargante, ou seja: "entendendo incidir a vedação da Decisão do Plenário na ADC-4", não representa uma assertiva deste julgador na decisão, mas tão somente uma referência ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal na Medica Cautelar em Reclamação nº 3828-9/PERNAMBUCO) para justificar que mesmo na hipótese em que o direito à vantagem havia sido reconhecido administrativamente, a antecipação da tutela fora suspensa. O argumento sobre a omissão também não produz o efeito pretendido pelo embargante. Não está o juiz obrigado a lavrar suas decisões utilizando termos especificados pelas partes. A temática sobre a natureza da vantagem pretendida será oportunamente apreciada quando do julgamento do mérito. A pretensão do embargante nitidamente é revolver a matéria decidida, o que somente será possível na via recursal.” Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses vedadas pela Lei 9.494/97, de que tratou a ADC nº 4º, impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Destaco que a decisão proferida pela ADC nº 4 veda a antecipação de tutela contra a fazenda pública nas hipóteses previstas no art. 1º da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE “A simples leitura da decisão embargada é suficiente para a constatação de que não ocorre a contradição indicada pelo embargante: A uma, porque o termo "restabelecimento" é consignado na decisão como argumento contido na inicial, pois é lá que se encontra empregado pelo embargante. Em nenhum momento a decisão conclui se tratar de questão de restabelecimento de vantagem, o que implicaria no reconhecimento de supressão indevida. Ao contrário, considerou ser admissível à Administração a alteração da forma de composição da remuneração de seus agentes, numa clara inferência de que não vislumbrou, ab initio litis, ilegalidade na instituição do subsídio aos Membros do Ministério Público com a incorporação das vantagens numa parcela única, conforme operou a lei local. A duas, porque, o trecho pinçado pelo embargante, ou seja: "entendendo incidir a vedação da Decisão do Plenário na ADC-4", não representa uma assertiva deste julgador na decisão, mas tão somente uma referência ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal na Medica Cautelar em Reclamação nº 3828-9/PERNAMBUCO) para justificar que mesmo na hipótese em que o direito à vantagem havia sido reconhecido administrativamente, a antecipação da tutela fora suspensa. O argumento sobre a omissão também não produz o efeito pretendido pelo embargante. Não está o juiz obrigado a lavrar suas decisões utilizando termos especificados pelas partes. A temática sobre a natureza da vantagem pretendida será oportunamente apreciada quando do julgamento do mérito. A pretensão do embargante nitidamente é revolver a matéria decidida, o que somente será possível na via recursal.” Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses vedadas pela Lei 9.494/97, de que tratou a ADC nº 4º, impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Destaco que a decisão proferida pela ADC nº 4 veda a antecipação de tutela contra a fazenda pública nas hipóteses previstas no art. 1º da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE 9.494/97. Tal entendimento, no entanto, não impõe ao Poder Judiciário a obrigatoriedade de deferimento de medida liminar nos litígios que não se enquadram nas vedações ali descritas. A propósito, tendo em vista que a jurisprudência desta Suprema Corte chancela o uso da técnica da motivação per relationem , adoto, como razões de decidir, os fundamentos constantes do parecer do eminente Procurador-Geral da República: “(…) 6. Ainda que considerado como parâmetro de confronto com o ato questionado o decidido na ADC nº 4, conforme pretendido pelo agravante, não haveria como se dar seguimento à presente reclamação. 7. É que, na hipótese dos autos, o reclamante se volta contra o indeferimento de pedido de antecipação de tutela, sob o argumento de que o pleito - de restabelecimento do adicional por tempo de serviço - não se enquadra nas vedações à concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública previstas na Lei nº 9.494/97 de que tratou a ADC nº 4. 8. Conquanto tenha a decisão na ADC referida restringido a vedação aos limites impostos pela própria lei, não pode ser ela utilizada como forma de obrigar o juízo competente a deferir a antecipação de tutela buscada.” Assim, não se cogita, na espécie, de afronta à autoridade da decisão paradigma a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE 9.494/97. Tal entendimento, no entanto, não impõe ao Poder Judiciário a obrigatoriedade de deferimento de medida liminar nos litígios que não se enquadram nas vedações ali descritas. A propósito, tendo em vista que a jurisprudência desta Suprema Corte chancela o uso da técnica da motivação per relationem , adoto, como razões de decidir, os fundamentos constantes do parecer do eminente Procurador-Geral da República: “(…) 6. Ainda que considerado como parâmetro de confronto com o ato questionado o decidido na ADC nº 4, conforme pretendido pelo agravante, não haveria como se dar seguimento à presente reclamação. 7. É que, na hipótese dos autos, o reclamante se volta contra o indeferimento de pedido de antecipação de tutela, sob o argumento de que o pleito - de restabelecimento do adicional por tempo de serviço - não se enquadra nas vedações à concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública previstas na Lei nº 9.494/97 de que tratou a ADC nº 4. 8. Conquanto tenha a decisão na ADC referida restringido a vedação aos limites impostos pela própria lei, não pode ser ela utilizada como forma de obrigar o juízo competente a deferir a antecipação de tutela buscada.” Assim, não se cogita, na espécie, de afronta à autoridade da decisão paradigma a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) : PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685972 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) : PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685972 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9718747
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADC Nº 4. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei nº 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses descritas, impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur327749
Número de páginas: 9. Análise: 13/11/2015, AMS.
ROSA WEBER
Primeira Turma
5476
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00001 LET-L\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\n ART-00001\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 5476 AgR
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AGTE.(S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO Nº 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) : PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO n 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) EMENTA AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO QUE DECIDIDO NA ADC n 4. INDEFERIMENTO DE PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. AUSÊNCIA DE ESTRITA ADERÊNCIA. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei n 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses descritas, impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Agravo regimental conhecido e não provido. ACÓRDÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RCL 5476 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Brasília, 20 de outubro de 2015. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO n 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Gilmar Mendes, mediante a qual negado seguimento à reclamação, ao registro de que “(...) a jurisprudência desta Corte é no sentido do não cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação”, interpõe agravo regimental Muryllo José Salgado da Silva. Alega o agravante que a reclamação foi interposta com fundamento na afronta à decisão proferida na Ação Direta de Constitucionalidade n 4 e não em virtude de descumprimento do acórdão prolatado na Reclamação 2.529, consoante registrado na decisão agravada. Narra que a autoridade reclamada, nos autos do processo n 001.2007.021178-8, indeferiu pedido de tutela antecipada contra a Fazenda Pública, não obstante o litígio não versar sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas de restabelecimento de vantagem suprimida. Sustenta que a decisão impugnada infringiu o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC 4, à alegação de que é possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública quando respeitados os limites impostos pela Lei n 9.494/97. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) :MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DA 1... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO n 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) :ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) :PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão monocrática proferida pelo eminente Ministro Gilmar Mendes, mediante a qual negado seguimento à reclamação, ao registro de que “(...) a jurisprudência desta Corte é no sentido do não cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação”, interpõe agravo regimental Muryllo José Salgado da Silva. Alega o agravante que a reclamação foi interposta com fundamento na afronta à decisão proferida na Ação Direta de Constitucionalidade n 4 e não em virtude de descumprimento do acórdão prolatado na Reclamação 2.529, consoante registrado na decisão agravada. Narra que a autoridade reclamada, nos autos do processo n 001.2007.021178-8, indeferiu pedido de tutela antecipada contra a Fazenda Pública, não obstante o litígio não versar sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas de restabelecimento de vantagem suprimida. Sustenta que a decisão impugnada infringiu o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal na ADC 4, à alegação de que é possível a concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública quando respeitados os limites impostos pela Lei n 9.494/97. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RCL 5476 AGR / PE Requisitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada. O Procurador-Geral da República opina pelo não conhecimento da reclamação e prejudicialidade do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE Requisitadas informações, foram prestadas pela autoridade reclamada. O Procurador-Geral da República opina pelo não conhecimento da reclamação e prejudicialidade do agravo regimental. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Muryllo José Salgado da Silva, em face de decisão interlocutória proferida nos autos do Processo n 001.2007.021178-8, pelo Juízo da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de Pernambuco, a qual indeferiu pedido de tutela antecipada em ação ordinária. O Reclamante alega afronta ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Agravo Regimental em Reclamação n 2529/RN, Rel. Min. Cezar Peluso, 13/03/06, o qual teria firmado tese no sentido da não-incidência do comando da decisão tomada na ADC n 04, quando a questão de fundo não versasse sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas, sim, tratasse de restabelecimento de vantagem ilegalmente suprimida. Sucede que, a jurisprudência desta Corte é no sentido do não-cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação. Nesse sentido o seguinte precedente do Plenário: “RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA - INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PERNAMBUCO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Trata-se de reclamação, com pedido de medida liminar, proposta por Muryllo José Salgado da Silva, em face de decisão interlocutória proferida nos autos do Processo n 001.2007.021178-8, pelo Juízo da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de Pernambuco, a qual indeferiu pedido de tutela antecipada em ação ordinária. O Reclamante alega afronta ao decidido pelo Supremo Tribunal Federal nos autos do Agravo Regimental em Reclamação n 2529/RN, Rel. Min. Cezar Peluso, 13/03/06, o qual teria firmado tese no sentido da não-incidência do comando da decisão tomada na ADC n 04, quando a questão de fundo não versasse sobre reclassificação, equiparação, concessão de aumento ou extensão de vantagem, mas, sim, tratasse de restabelecimento de vantagem ilegalmente suprimida. Sucede que, a jurisprudência desta Corte é no sentido do não-cabimento de reclamação para alegar afronta de decisão proferida em outra reclamação. Nesse sentido o seguinte precedente do Plenário: “RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE PRONUNCIAMENTO EM IDÊNTICA MEDIDA - INADEQUAÇÃO. A reclamação não é meio hábil a pretender-se a observância de julgado formalizado em idêntica medida, sob pena de se admitir a sobreposição de atos. RECLAMAÇÃO - AUTORIDADE DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE PRONUNCIAMENTO. Descabe adentrar o campo da busca da autoridade de pronunciamento quando a decisão final, em certo processo, foi pela negativa de seguimento do pedido e almeja-se tornar prevalecente o alcance deste último como se tivesse sido acolhido.” (Supremo Tribunal Federal-RCL- AgR2693/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ 01/04/05) No mesmo sentido, seguem outras decisões monocráticas da Corte: Rcl n 4.545/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.12.2006; Rcl n 4.767/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ 22.11.2006; Rcl n 4.730/RJ, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 31.10.2006; Rcl n 4.119/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 13.3.2006; Rcl n 3.953/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 1.2.2006. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o pedido de liminar (art. 21, §1..., RI/Supremo Tribunal Federal).” Nada colhe o agravo. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei n 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Observo que, na presente hipótese, a autoridade reclamada indeferiu o pedido de tutela antecipada deduzido pelo ora agravante contra o Estado de Pernambuco nos autos da Ação Ordinária n 001.2007.021178-8, à consideração de que não foram atendidos os requisitos do art. 273 do Código de Processo Civil. Destaco trecho da decisão proferida ao julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão impugnada: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE PRONUNCIAMENTO. Descabe adentrar o campo da busca da autoridade de pronunciamento quando a decisão final, em certo processo, foi pela negativa de seguimento do pedido e almeja-se tornar prevalecente o alcance deste último como se tivesse sido acolhido.” (Supremo Tribunal Federal-RCL- AgR2693/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, Pleno, DJ 01/04/05) No mesmo sentido, seguem outras decisões monocráticas da Corte: Rcl n 4.545/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ 6.12.2006; Rcl n 4.767/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ 22.11.2006; Rcl n 4.730/RJ, Rel. Min. Carlos Britto, DJ 31.10.2006; Rcl n 4.119/BA, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ 13.3.2006; Rcl n 3.953/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 1.2.2006. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação, restando prejudicado o pedido de liminar (art. 21, §1..., RI/Supremo Tribunal Federal).” Nada colhe o agravo. Ao julgamento da medida cautelar na ADC 4, este Supremo Tribunal Federal assentou a legitimidade das restrições impostas pela Lei n 9.494/97 relativas ao não cabimento de antecipação de tutela contra o Poder Público nas hipóteses que importem em a) reclassificação ou equiparação de servidores públicos; (b) concessão de aumento ou extensão de vantagens pecuniárias; (c) outorga ou acréscimo de vencimentos; (d) pagamento de vencimentos e vantagens pecuniárias a servidor público ou (e) esgotamento , total ou parcial, do objeto da ação, desde que tal ação diga respeito, exclusivamente, a qualquer das matérias acima referidas. Observo que, na presente hipótese, a autoridade reclamada indeferiu o pedido de tutela antecipada deduzido pelo ora agravante contra o Estado de Pernambuco nos autos da Ação Ordinária n 001.2007.021178-8, à consideração de que não foram atendidos os requisitos do art. 273 do Código de Processo Civil. Destaco trecho da decisão proferida ao julgamento dos embargos de declaração opostos contra a decisão impugnada: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE “A simples leitura da decisão embargada é suficiente para a constatação de que não ocorre a contradição indicada pelo embargante: A uma, porque o termo "restabelecimento" é consignado na decisão como argumento contido na inicial, pois é lá que se encontra empregado pelo embargante. Em nenhum momento a decisão conclui se tratar de questão de restabelecimento de vantagem, o que implicaria no reconhecimento de supressão indevida. Ao contrário, considerou ser admissível à Administração a alteração da forma de composição da remuneração de seus agentes, numa clara inferência de que não vislumbrou, ab initio litis, ilegalidade na instituição do subsídio aos Membros do Ministério Público com a incorporação das vantagens numa parcela única, conforme operou a lei local. A duas, porque, o trecho pinçado pelo embargante, ou seja: "entendendo incidir a vedação da Decisão do Plenário na ADC-4", não representa uma assertiva deste julgador na decisão, mas tão somente uma referência ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal na Medica Cautelar em Reclamação n 3828-9/PERNAMBUCO) para justificar que mesmo na hipótese em que o direito à vantagem havia sido reconhecido administrativamente, a antecipação da tutela fora suspensa. O argumento sobre a omissão também não produz o efeito pretendido pelo embargante. Não está o juiz obrigado a lavrar suas decisões utilizando termos especificados pelas partes. A temática sobre a natureza da vantagem pretendida será oportunamente apreciada quando do julgamento do mérito. A pretensão do embargante nitidamente é revolver a matéria decidida, o que somente será possível na via recursal.” Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses vedadas pela Lei 9.494/97, de que tratou a ADC n 4..., impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Destaco que a decisão proferida pela ADC n 4 veda a antecipação de tutela contra a fazenda pública nas hipóteses previstas no art. 1... da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE “A simples leitura da decisão embargada é suficiente para a constatação de que não ocorre a contradição indicada pelo embargante: A uma, porque o termo "restabelecimento" é consignado na decisão como argumento contido na inicial, pois é lá que se encontra empregado pelo embargante. Em nenhum momento a decisão conclui se tratar de questão de restabelecimento de vantagem, o que implicaria no reconhecimento de supressão indevida. Ao contrário, considerou ser admissível à Administração a alteração da forma de composição da remuneração de seus agentes, numa clara inferência de que não vislumbrou, ab initio litis, ilegalidade na instituição do subsídio aos Membros do Ministério Público com a incorporação das vantagens numa parcela única, conforme operou a lei local. A duas, porque, o trecho pinçado pelo embargante, ou seja: "entendendo incidir a vedação da Decisão do Plenário na ADC-4", não representa uma assertiva deste julgador na decisão, mas tão somente uma referência ao posicionamento do Supremo Tribunal Federal na Medica Cautelar em Reclamação n 3828-9/PERNAMBUCO) para justificar que mesmo na hipótese em que o direito à vantagem havia sido reconhecido administrativamente, a antecipação da tutela fora suspensa. O argumento sobre a omissão também não produz o efeito pretendido pelo embargante. Não está o juiz obrigado a lavrar suas decisões utilizando termos especificados pelas partes. A temática sobre a natureza da vantagem pretendida será oportunamente apreciada quando do julgamento do mérito. A pretensão do embargante nitidamente é revolver a matéria decidida, o que somente será possível na via recursal.” Não se tratando de insurgência contra a concessão de medida liminar contra a Fazenda Pública nas hipóteses vedadas pela Lei 9.494/97, de que tratou a ADC n 4..., impõe-se reconhecer a ausência de estrita aderência entre o ato reclamado e o paradigma invocado. Destaco que a decisão proferida pela ADC n 4 veda a antecipação de tutela contra a fazenda pública nas hipóteses previstas no art. 1... da Lei 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER RCL 5476 AGR / PE 9.494/97. Tal entendimento, no entanto, não impõe ao Poder Judiciário a obrigatoriedade de deferimento de medida liminar nos litígios que não se enquadram nas vedações ali descritas. A propósito, tendo em vista que a jurisprudência desta Suprema Corte chancela o uso da técnica da motivação per relationem , adoto, como razões de decidir, os fundamentos constantes do parecer do eminente Procurador-Geral da República: “(…) 6. Ainda que considerado como parâmetro de confronto com o ato questionado o decidido na ADC n 4, conforme pretendido pelo agravante, não haveria como se dar seguimento à presente reclamação. 7. É que, na hipótese dos autos, o reclamante se volta contra o indeferimento de pedido de antecipação de tutela, sob o argumento de que o pleito - de restabelecimento do adicional por tempo de serviço - não se enquadra nas vedações à concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública previstas na Lei n 9.494/97 de que tratou a ADC n 4. 8. Conquanto tenha a decisão na ADC referida restringido a vedação aos limites impostos pela própria lei, não pode ser ela utilizada como forma de obrigar o juízo competente a deferir a antecipação de tutela buscada.” Assim, não se cogita, na espécie, de afronta à autoridade da decisão paradigma a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Supremo Tribunal Federal RCL 5476 AGR / PE 9.494/97. Tal entendimento, no entanto, não impõe ao Poder Judiciário a obrigatoriedade de deferimento de medida liminar nos litígios que não se enquadram nas vedações ali descritas. A propósito, tendo em vista que a jurisprudência desta Suprema Corte chancela o uso da técnica da motivação per relationem , adoto, como razões de decidir, os fundamentos constantes do parecer do eminente Procurador-Geral da República: “(…) 6. Ainda que considerado como parâmetro de confronto com o ato questionado o decidido na ADC n 4, conforme pretendido pelo agravante, não haveria como se dar seguimento à presente reclamação. 7. É que, na hipótese dos autos, o reclamante se volta contra o indeferimento de pedido de antecipação de tutela, sob o argumento de que o pleito - de restabelecimento do adicional por tempo de serviço - não se enquadra nas vedações à concessão de tutela antecipada contra a Fazenda Pública previstas na Lei n 9.494/97 de que tratou a ADC n 4. 8. Conquanto tenha a decisão na ADC referida restringido a vedação aos limites impostos pela própria lei, não pode ser ela utilizada como forma de obrigar o juízo competente a deferir a antecipação de tutela buscada.” Assim, não se cogita, na espécie, de afronta à autoridade da decisão paradigma a autorizar o cabimento da reclamação, nos moldes do art. 102, I, “l”, da Constituição da República. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9663345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 1... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO n 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) : PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685972 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 5.476 PROCED. : PERNAMBUCO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA ADV.(A/S) : MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DA 1... VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO (PROCESSO n 001.2007.021178-8) INTDO.(A/S) : ESTADO DE PERNAMBUCO ADV.(A/S) : PGE-PE - INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9685972 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "PROCESSO n 001 . 2007 . 021178 - 8", "ADC 4", "RCL 5476", "RCL 5476", "RECLAMAÇÃO 5 . 476", "Reclamação 2 . 529", "processo n 001 . 2007 . 021178 - 8", "ADC 4", "RECLAMAÇÃO 5 . 476", "PROCESSO n 001 . 2007 . 021178 - 8", "Ação Direta de Constitucionalidade n 4", "Reclamação 2 . 529", "processo n 001 . 2007 . 021178 - 8", "ADC 4", "RECLAMAÇÃO 5 . 476", "Processo n 001 . 2007 . 021178 - 8", "Agravo Regimental em Reclamação n 2529 / RN", "ADC n 04", "RECLAMAÇÃO 5 . 476", "Processo n 001 . 2007 . 021178 - 8", "Agravo Regimental em Reclamação n 2529 / RN", "ADC n 04", "RCL 5476 AGR / PE", "RCL", "-", "AgR2693", "/", "RS", "Rcl n 4 . 545 / RJ", "Rcl n 4 . 767 / CE", "Rcl n 4 . 730 / RJ", "Rcl n 4 . 119 / BA", "Rcl n 3 . 953 / SP", "ADC 4", "Ação Ordinária n 001 . 2007 . 021178 - 8", "RCL", "-", "AgR2693", "/", "RS", "Rcl n 4 . 545 / RJ", "Rcl n 4 . 767 / CE", "Rcl n 4 . 730 / RJ", "Rcl n 4 . 119 / BA", "Rcl n 3 . 953 / SP", "ADC 4", "Ação Ordinária n 001 . 2007 . 021178 - 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VARA DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO", "ALMEIDA MARTINS CANAVELLO", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Muryllo José Salgado da Silva", "ROSA WEBER", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Muryllo José Salgado da Silva", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Muryllo José Salgado da Silva", "Cezar Peluso", "Rosa Weber", "Muryllo José Salgado da Silva", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Carlos Britto", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Carlos Britto", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO", "INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA", "MURYLLO JOSÉ SALGADO DA SILVA FILHO", "INÊS ALMEIDA MARTINS CANAVELLO", "Roberto Barroso", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Edson Fachin", "Roberto Barroso", "Odim Brandão Ferreira", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "13", "/", "03", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "13", "/", "03", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "04", "/", "05", "6", ".", "12", ".", "2006", "22", ".", "11", ".", "2006", "31", ".", "10", ".", "2006", "13", ".", "3", ".", "2006", "1", ".", "2", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "04", "/", "05", "6", ".", "12", ".", "2006", "22", ".", "11", ".", "2006", "31", ".", "10", ".", "2006", "13", ".", "3", ".", "2006", "1", ".", "2", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2015", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido da inadmissibilidade de recurso extraordinário interposto sem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 06.09.2007. 2. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido, em decorrência da ausência do requisito processual do prequestionamento. Súmula 282 do STF. 3. É inviável o processamento do apelo extremo, quando o seu exame demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas. Súmulas 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 910117 AGR / MT Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE RURAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. ART. 55, § 3º, DA LEI 8.213/91. RECURSO PROVIDO. I – Para a concessão do benefício de pensão por morte de trabalhador rural, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: (I) qualidade de dependente, nos termos da legislação vigente à época do óbito e (II) início da prova documental, nos precisos termos do art. 55, § 3º, da Lei 8.2113/91, corroborada por prova testemunhal, objetivando caracterizar a qualidade de segurado especial em regime de economia familiar do de cujus. II – No caso concreto, o autor trouxe os seguintes documentos do de cujus como início de prova material: cópia da certidão de casamento, datada de 26.07.1980, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE RURAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. ART. 55, § 3º, DA LEI 8.213/91. RECURSO PROVIDO. I – Para a concessão do benefício de pensão por morte de trabalhador rural, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: (I) qualidade de dependente, nos termos da legislação vigente à época do óbito e (II) início da prova documental, nos precisos termos do art. 55, § 3º, da Lei 8.2113/91, corroborada por prova testemunhal, objetivando caracterizar a qualidade de segurado especial em regime de economia familiar do de cujus. II – No caso concreto, o autor trouxe os seguintes documentos do de cujus como início de prova material: cópia da certidão de casamento, datada de 26.07.1980, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT onde consta sua profissão como lavrador e está em branco o campo de profissão de sua falecida esposa (fls. 20); certidão de óbito em 31.12.1987 onde consta a profissão de doméstica (fls. 21); comunicação da decisão que indeferiu a concessão do benefício requerido em 26.07.2007 (fls. 23); cópia de seu CTPS onde consta registro como trabalhador braçal no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25); cópia de título definitivo de domínio e posse de área na zona suburbana do Município de Cáceres emitido pela Prefeitura Municipal em seu nome na data de 07.04.1980 (fls. 49); contrato de averbação do referido imóvel na data de 23.05.1983 (fls. 50). III – É certo que o esposo da autora exerceu atividade urbana no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25) na condição de empregado da Prefeitura de Cáceres, afastando a caracterização de regime de economia familiar. Por outro lado, o art. 11, CII, da Lei 8.213/94 também admite a pessoa física praticar a atividade rural de forma INDIVIDUAL. Portanto, o vínculo empregatício do marido do de cujus não afasta, necessariamente, a qualidade de segurada especial. IV – Contudo, as provas apresentadas são inaptas para comprovar a qualidade de segurado especial do de cujus, pois não há nos autos documentos em nome da autora que comprovem sua qualidade de trabalhadora rural, mas pelo contrário, a certidão de óbito apresentada registra a profissão da falecida como doméstica (fls. 21). V – Ademais, ressalto que a prova testemunhal, de forma isolada, é insuficiente para a comprovação do exercício de atividade rural, a teor da Súmula 149/STJ, in verbis: ‘A prova exclusivamente testemunhal não basta à comprovação da atividade rurícola, para efeito de obtenção de benefício previdenciário’. VI – Portanto, entendo que o autor não faz jus ao benefício de pensão por morte, eis que não preenchido requisito indispensável à sua concessão, qual seja, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT onde consta sua profissão como lavrador e está em branco o campo de profissão de sua falecida esposa (fls. 20); certidão de óbito em 31.12.1987 onde consta a profissão de doméstica (fls. 21); comunicação da decisão que indeferiu a concessão do benefício requerido em 26.07.2007 (fls. 23); cópia de seu CTPS onde consta registro como trabalhador braçal no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25); cópia de título definitivo de domínio e posse de área na zona suburbana do Município de Cáceres emitido pela Prefeitura Municipal em seu nome na data de 07.04.1980 (fls. 49); contrato de averbação do referido imóvel na data de 23.05.1983 (fls. 50). III – É certo que o esposo da autora exerceu atividade urbana no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25) na condição de empregado da Prefeitura de Cáceres, afastando a caracterização de regime de economia familiar. Por outro lado, o art. 11, CII, da Lei 8.213/94 também admite a pessoa física praticar a atividade rural de forma INDIVIDUAL. Portanto, o vínculo empregatício do marido do de cujus não afasta, necessariamente, a qualidade de segurada especial. IV – Contudo, as provas apresentadas são inaptas para comprovar a qualidade de segurado especial do de cujus, pois não há nos autos documentos em nome da autora que comprovem sua qualidade de trabalhadora rural, mas pelo contrário, a certidão de óbito apresentada registra a profissão da falecida como doméstica (fls. 21). V – Ademais, ressalto que a prova testemunhal, de forma isolada, é insuficiente para a comprovação do exercício de atividade rural, a teor da Súmula 149/STJ, in verbis: ‘A prova exclusivamente testemunhal não basta à comprovação da atividade rurícola, para efeito de obtenção de benefício previdenciário’. VI – Portanto, entendo que o autor não faz jus ao benefício de pensão por morte, eis que não preenchido requisito indispensável à sua concessão, qual seja, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT caracterização da qualidade de segurada especial na data do óbito de sua esposa. VII – Recurso provido.” (fls. 93-94) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, “b”, “c” e “d”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 1º, 3º, I e IV; 5º, I e LV; 195, § 8º, 201, I e V, §§ 2º e 9º, e 226 do Texto Constitucional. Alega-se, em suma, a condição de dependente previdenciário, com a finalidade de receber pensão por morte. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2º, do CPC). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do STF, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do CPC, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, observo que as questões referentes à violação dos dispositivos constitucionais apontados, não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do STF. Por fim, ressalta-se que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT caracterização da qualidade de segurada especial na data do óbito de sua esposa. VII – Recurso provido.” (fls. 93-94) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, “b”, “c” e “d”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 1º, 3º, I e IV; 5º, I e LV; 195, § 8º, 201, I e V, §§ 2º e 9º, e 226 do Texto Constitucional. Alega-se, em suma, a condição de dependente previdenciário, com a finalidade de receber pensão por morte. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2º, do CPC). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do STF, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do CPC, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, observo que as questões referentes à violação dos dispositivos constitucionais apontados, não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do STF. Por fim, ressalta-se que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se a desnecessidade de análise da prova pré-constituída, porquanto a própria legislação previdenciária o legitima, para aferir o direito de receber a pensão por morte de sua cônjuge. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do STF. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “a”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se a desnecessidade de análise da prova pré-constituída, porquanto a própria legislação previdenciária o legitima, para aferir o direito de receber a pensão por morte de sua cônjuge. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2º, do CPC). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do STF, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do CPC, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2º, do CPC). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do STF, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do CPC, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 849776 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 12.03.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal e fundamentada. Ausência. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal e devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais neles discutidas (AI nº 664.567/RS- QO). 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 891825 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 04.09.2015) Ademais, ressalta-se a ausência do prequestionamento em relação aos artigos constitucionais tido por violados. Nesse sentido, esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observa-se que o Tribunal de origem assentou que a parte Agravante não tem direito ao benefício de pensão por morte, uma vez que não foram preenchidos os requisitos necessário à sua concessão. Esse entendimento se pautou na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto fático-probatório aduzido nos autos. Incide, portanto, o Enunciado da Súmula 279 do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 849776 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 12.03.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal e fundamentada. Ausência. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal e devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais neles discutidas (AI nº 664.567/RS- QO). 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 891825 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 04.09.2015) Ademais, ressalta-se a ausência do prequestionamento em relação aos artigos constitucionais tido por violados. Nesse sentido, esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observa-se que o Tribunal de origem assentou que a parte Agravante não tem direito ao benefício de pensão por morte, uma vez que não foram preenchidos os requisitos necessário à sua concessão. Esse entendimento se pautou na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto fático-probatório aduzido nos autos. Incide, portanto, o Enunciado da Súmula 279 do STF. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT A esse respeito, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880137 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 03.06.2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 821.296-RG. OFENSA REFLEXA E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011; AI 547.827-ED, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 9/3/2011; RE 546.525-ED, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 5/4/2011). 2. O benefício previdenciário, nas hipóteses em que sub judice o preenchimento dos requisitos para sua concessão, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT A esse respeito, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880137 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 03.06.2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 821.296-RG. OFENSA REFLEXA E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO STF NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011; AI 547.827-ED, rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 9/3/2011; RE 546.525-ED, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJ de 5/4/2011). 2. O benefício previdenciário, nas hipóteses em que sub judice o preenchimento dos requisitos para sua concessão, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 821.296-RG, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/10/2014. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013. 5. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PREVIDENCIÁRIO - PENSÃO POR MORTE – SENTENÇA IMPROCEDENTE - RECURSO DO AUTOR – REQUISITOS AUSENTES – RECURSO IMPROVIDO.’ 7. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 855062 ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 1º.06.2015) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 821.296-RG, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/10/2014. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do STF, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013. 5. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PREVIDENCIÁRIO - PENSÃO POR MORTE – SENTENÇA IMPROCEDENTE - RECURSO DO AUTOR – REQUISITOS AUSENTES – RECURSO IMPROVIDO.’ 7. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 855062 ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 1º.06.2015) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) : RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601874 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) : RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9612166
2015-10-06T00:00:00
2015-10-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. 1. A jurisprudência do STF é firme no sentido da inadmissibilidade de recurso extraordinário interposto sem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 06.09.2007. 2. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido, em decorrência da ausência do requisito processual do prequestionamento. Súmula 282 do STF. 3. É inviável o processamento do apelo extremo, quando o seu exame demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas. Súmulas 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur325586
- Acórdão(s) citado(s): (PRELIMINAR FORMAL, REPERCUSSÃO GERAL) AI 664567 QO (TP), ARE 849776 AgR (1ªT), ARE 891825 AgR (2ªT). (PENSÃO POR MORTE) ARE 855062 ED (1ªT), ARE 880137 AgR (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 10/11/2015, AMS.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
910117
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-0543A\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 910117 AgR
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AGTE.(S) : JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) : RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da inadmissibilidade de recurso extraordinário interposto sem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral. Precedente: AI-QO 664.567, de relatoria do Ministro Sepúlveda Pertence, Tribunal Pleno, DJ 06.09.2007. 2. É inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido, em decorrência da ausência do requisito processual do prequestionamento. Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 3. É inviável o processamento do apelo extremo, quando o seu exame demanda o reexame da legislação aplicável à espécie e dos fatos e provas. Súmulas 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 910117 AGR / MT Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE RURAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. ART. 55, § 3..., DA LEI 8.213/91. RECURSO PROVIDO. I – Para a concessão do benefício de pensão por morte de trabalhador rural, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: (I) qualidade de dependente, nos termos da legislação vigente à época do óbito e (II) início da prova documental, nos precisos termos do art. 55, § 3..., da Lei 8.2113/91, corroborada por prova testemunhal, objetivando caracterizar a qualidade de segurado especial em regime de economia familiar do de cujus. II – No caso concreto, o autor trouxe os seguintes documentos do de cujus como início de prova material: cópia da certidão de casamento, datada de 26.07.1980, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) :RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão, em que neguei seguimento ao recurso extraordinário com agravo, nos seguintes termos: “Trata-se de agravo cujo objeto é a decisão que inadmitiu recurso extraordinário interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: “PROCESSUAL CIVIL E PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE RURAL. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADO DO DE CUJUS. ART. 55, § 3..., DA LEI 8.213/91. RECURSO PROVIDO. I – Para a concessão do benefício de pensão por morte de trabalhador rural, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos: (I) qualidade de dependente, nos termos da legislação vigente à época do óbito e (II) início da prova documental, nos precisos termos do art. 55, § 3..., da Lei 8.2113/91, corroborada por prova testemunhal, objetivando caracterizar a qualidade de segurado especial em regime de economia familiar do de cujus. II – No caso concreto, o autor trouxe os seguintes documentos do de cujus como início de prova material: cópia da certidão de casamento, datada de 26.07.1980, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT onde consta sua profissão como lavrador e está em branco o campo de profissão de sua falecida esposa (fls. 20); certidão de óbito em 31.12.1987 onde consta a profissão de doméstica (fls. 21); comunicação da decisão que indeferiu a concessão do benefício requerido em 26.07.2007 (fls. 23); cópia de seu CTPS onde consta registro como trabalhador braçal no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25); cópia de título definitivo de domínio e posse de área na zona suburbana do Município de Cáceres emitido pela Prefeitura Municipal em seu nome na data de 07.04.1980 (fls. 49); contrato de averbação do referido imóvel na data de 23.05.1983 (fls. 50). III – É certo que o esposo da autora exerceu atividade urbana no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25) na condição de empregado da Prefeitura de Cáceres, afastando a caracterização de regime de economia familiar. Por outro lado, o art. 11, CII, da Lei 8.213/94 também admite a pessoa física praticar a atividade rural de forma INDIVIDUAL. Portanto, o vínculo empregatício do marido do de cujus não afasta, necessariamente, a qualidade de segurada especial. IV – Contudo, as provas apresentadas são inaptas para comprovar a qualidade de segurado especial do de cujus, pois não há nos autos documentos em nome da autora que comprovem sua qualidade de trabalhadora rural, mas pelo contrário, a certidão de óbito apresentada registra a profissão da falecida como doméstica (fls. 21). V – Ademais, ressalto que a prova testemunhal, de forma isolada, é insuficiente para a comprovação do exercício de atividade rural, a teor da Súmula 149/Superior Tribunal de Justiça, in verbis: ‘A prova exclusivamente testemunhal não basta à comprovação da atividade rurícola, para efeito de obtenção de benefício previdenciário’. VI – Portanto, entendo que o autor não faz jus ao benefício de pensão por morte, eis que não preenchido requisito indispensável à sua concessão, qual seja, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT onde consta sua profissão como lavrador e está em branco o campo de profissão de sua falecida esposa (fls. 20); certidão de óbito em 31.12.1987 onde consta a profissão de doméstica (fls. 21); comunicação da decisão que indeferiu a concessão do benefício requerido em 26.07.2007 (fls. 23); cópia de seu CTPS onde consta registro como trabalhador braçal no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25); cópia de título definitivo de domínio e posse de área na zona suburbana do Município de Cáceres emitido pela Prefeitura Municipal em seu nome na data de 07.04.1980 (fls. 49); contrato de averbação do referido imóvel na data de 23.05.1983 (fls. 50). III – É certo que o esposo da autora exerceu atividade urbana no período de 08.10.1979 a 02.09.1995 (fls. 25) na condição de empregado da Prefeitura de Cáceres, afastando a caracterização de regime de economia familiar. Por outro lado, o art. 11, CII, da Lei 8.213/94 também admite a pessoa física praticar a atividade rural de forma INDIVIDUAL. Portanto, o vínculo empregatício do marido do de cujus não afasta, necessariamente, a qualidade de segurada especial. IV – Contudo, as provas apresentadas são inaptas para comprovar a qualidade de segurado especial do de cujus, pois não há nos autos documentos em nome da autora que comprovem sua qualidade de trabalhadora rural, mas pelo contrário, a certidão de óbito apresentada registra a profissão da falecida como doméstica (fls. 21). V – Ademais, ressalto que a prova testemunhal, de forma isolada, é insuficiente para a comprovação do exercício de atividade rural, a teor da Súmula 149/Superior Tribunal de Justiça, in verbis: ‘A prova exclusivamente testemunhal não basta à comprovação da atividade rurícola, para efeito de obtenção de benefício previdenciário’. VI – Portanto, entendo que o autor não faz jus ao benefício de pensão por morte, eis que não preenchido requisito indispensável à sua concessão, qual seja, a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT caracterização da qualidade de segurada especial na data do óbito de sua esposa. VII – Recurso provido.” (fls. 93-94) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, “b”, “c” e “d”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 1..., 3..., I e IV; 5..., I e LV; 195, § 8..., 201, I e V, §§ 2... e 9..., e 226 do Texto Constitucional. Alega-se, em suma, a condição de dependente previdenciário, com a finalidade de receber pensão por morte. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do Código de Processo Civil, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, observo que as questões referentes à violação dos dispositivos constitucionais apontados, não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, ressalta-se que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT caracterização da qualidade de segurada especial na data do óbito de sua esposa. VII – Recurso provido.” (fls. 93-94) Os embargos de declaração opostos foram rejeitados. No recurso extraordinário, interposto com base no art. 102, III, “a”, “b”, “c” e “d”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa aos arts. 1..., 3..., I e IV; 5..., I e LV; 195, § 8..., 201, I e V, §§ 2... e 9..., e 226 do Texto Constitucional. Alega-se, em suma, a condição de dependente previdenciário, com a finalidade de receber pensão por morte. É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. Inicialmente, ressalto a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do Código de Processo Civil, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, observo que as questões referentes à violação dos dispositivos constitucionais apontados, não foram objeto de debate no acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, ressalta-se que eventual divergência em relação ao entendimento adotado pelo juízo a quo demandaria o reexame de fatos e provas, o que inviabiliza 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 910117 AGR / MT o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se a desnecessidade de análise da prova pré-constituída, porquanto a própria legislação previdenciária o legitima, para aferir o direito de receber a pensão por morte de sua cônjuge. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT o processamento do apelo extremo, tendo em vista a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “a”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se a desnecessidade de análise da prova pré-constituída, porquanto a própria legislação previdenciária o legitima, para aferir o direito de receber a pensão por morte de sua cônjuge. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554673. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do Código de Processo Civil, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 MATO GROSSO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já posto na decisão agravada, verifica-se a ausência de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral na petição do recurso extraordinário, pressuposto de admissibilidade do recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil). Esta Corte, no julgamento do AI-QO 664.567, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Plenário, DJ 06.09.2007, decidiu que o requisito formal da repercussão geral será exigido quando a intimação do acórdão recorrido for posterior a 03.05.2007, data da publicação da Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal, o que ocorre no presente caso. Igualmente, importa destacar que alegações vagas e genéricas acerca da transcendência subjetiva da demanda não cumprem o preconizado no art. 543-A do Código de Processo Civil, à luz da função de Corte Constitucional desempenhada pelo Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes de ambas as Turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. CRIME DE DESCAMINHO. REITERAÇÃO DELITIVA. IMPOSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DA ATIPICIDADE PENAL. A petição de agravo regimental não impugnou todos os fundamentos da decisão agravada. Nesses Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 849776 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 12.03.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal e fundamentada. Ausência. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal e devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais neles discutidas (AI n 664.567/RS- QO). 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 891825 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 04.09.2015) Ademais, ressalta-se a ausência do prequestionamento em relação aos artigos constitucionais tido por violados. Nesse sentido, esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observa-se que o Tribunal de origem assentou que a parte Agravante não tem direito ao benefício de pensão por morte, uma vez que não foram preenchidos os requisitos necessário à sua concessão. Esse entendimento se pautou na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto fático-probatório aduzido nos autos. Incide, portanto, o Enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT casos é inadmissível o agravo, conforme orientação do Supremo Tribunal Federal. Precedente. Esta Corte reconheceu inexistir repercussão geral da questão relativa à aplicação do princípio da insignificância, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Precedentes. O acórdão impugnado está alinhado com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que a existência de diversos procedimentos administrativos inviabiliza o reconhecimento da atipicidade penal. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 849776 AgR, Rel. Min. ROBERTO BARROSO, Primeira Turma, DJe 12.03.2015) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Recurso extraordinário. Repercussão geral. Preliminar formal e fundamentada. Ausência. Precedentes. 1. Os recursos extraordinários interpostos contra acórdãos publicados a partir de 3/5/07 devem demonstrar, em preliminar formal e devidamente fundamentada, a existência da repercussão geral das questões constitucionais neles discutidas (AI n 664.567/RS- QO). 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 891825 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 04.09.2015) Ademais, ressalta-se a ausência do prequestionamento em relação aos artigos constitucionais tido por violados. Nesse sentido, esta Corte tem consignado ser inadmissível o recurso extraordinário, quando a matéria constitucional suscitada não tiver sido apreciada pelo acórdão recorrido. Incidem, portanto, as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, observa-se que o Tribunal de origem assentou que a parte Agravante não tem direito ao benefício de pensão por morte, uma vez que não foram preenchidos os requisitos necessário à sua concessão. Esse entendimento se pautou na legislação infraconstitucional aplicável à espécie e no conjunto fático-probatório aduzido nos autos. Incide, portanto, o Enunciado da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT A esse respeito, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880137 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 03.06.2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 821.296-RG. OFENSA REFLEXA E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011; AI 547.827-ED, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 9/3/2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 5/4/2011). 2. O benefício previdenciário, nas hipóteses em que sub judice o preenchimento dos requisitos para sua concessão, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT A esse respeito, vejam-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. 2. Direito Previdenciário. 3. União estável. Requisitos para concessão de pensão por morte de companheiro. Matéria infraconstitucional. Revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das súmulas 279 e 280. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 880137 AgR, Rel. Min. GILMAR MENDES, Segunda Turma, DJe 03.06.2015) “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 821.296-RG. OFENSA REFLEXA E NECESSIDADE DO REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO. MATÉRIA COM REPERCUSSÃO GERAL REJEITADA PELO PLENÁRIO DO Supremo Tribunal Federal NO ARE 748.371-RG. CONTROVÉRSIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando a reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 14/3/2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJ de 7/4/2011; AI 547.827-ED, rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 9/3/2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJ de 5/4/2011). 2. O benefício previdenciário, nas hipóteses em que sub judice o preenchimento dos requisitos para sua concessão, não revela repercussão geral apta a dar seguimento ao apelo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 910117 AGR / MT extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 821.296-RG, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/10/2014. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013. 5. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PREVIDENCIÁRIO - PENSÃO POR MORTE – SENTENÇA IMPROCEDENTE - RECURSO DO AUTOR – REQUISITOS AUSENTES – RECURSO IMPROVIDO.’ 7. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 855062 ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 1....06.2015) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Supremo Tribunal Federal ARE 910117 AGR / MT extremo, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 821.296-RG, Rel. Min. Roberto Barroso, DJe de 17/10/2014. 3. Os princípios da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e os limites da coisa julgada, quando debatidos sob a ótica infraconstitucional, não revelam repercussão geral apta a tornar o apelo extremo admissível, consoante decidido pelo Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal, na análise do ARE 748.371-RG, da Relatoria do Min. Gilmar Mendes. 4. A prestação jurisdicional resta configurada com a prolação de decisão devidamente fundamentada, embora contrária aos interesses da parte. Nesse sentido, ARE 740.877-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 4/6/2013. 5. A decisão judicial tem que ser fundamentada (art. 93, IX), ainda que sucintamente, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13/8/2010. 6. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘PREVIDENCIÁRIO - PENSÃO POR MORTE – SENTENÇA IMPROCEDENTE - RECURSO DO AUTOR – REQUISITOS AUSENTES – RECURSO IMPROVIDO.’ 7. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 855062 ED, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 1....06.2015) Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9554674. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) : RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601874 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 910.117 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : JOAQUIM HENRIQUE ADV.(A/S) : RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9601874 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "Súmula 149 / Superior Tribunal de Justiça", "ARE 910117 AGR / MT", "Súmula 149 / Superior Tribunal de Justiça", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "AI", "-", "QO 664 . 567", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "QO 664 . 567", "AGRAVO 910 . 117", "AI", "-", "QO 664 . 567", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 849776 AgR", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "ARE 891825 AgR", "Súmulas 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 849776 AgR", "AI n 664 . 567 / RS - QO", "ARE 891825 AgR", "Súmulas 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 880137 AgR", "ARE 821 . 296 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 880137 AgR", "ARE 821 . 296 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "Pet 4 . 837 - ED", "Rcl 11 . 022 - ED", "AI 547 . 827 - ED", "Recurso Extraordinário 546 . 525 - ED", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 821 . 296 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 855062 ED", "ARE 910117 AGR / MT", "ARE 821 . 296 - RG", "ARE 748 . 371 - RG", "ARE 740 . 877 - AgR / DF", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 855062 ED" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 55 , § 3 . . . , DA", "LEI 8 . 213 / 91", "art . 55 , § 3 . . . , da Lei 8 . 2113 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 55 , § 3 . . . , DA LEI 8 . 213 / 91", "art . 55 , § 3 . . . , da Lei 8 . 2113 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 11 , CII , da Lei 8 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 11 , CII , da Lei 8 . 213 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , “ b ” , “ c ” e “ d ” , da Constituição Federal", "arts", "195 , § 8 . . . , 201 , I e V , § § 2 . . . e 9 . . . , e 226 do Texto Constitucional", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , “ b ” , “ c ” e “ d ” , da Constituição Federal", "arts .", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , Código de Processo Civil", "21 , § 1 . . . , RISTF .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , Código de Processo Civil ,", "21 , § 1 . . . , RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental 21 do Supremo Tribunal Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MATO GROSSO", "Brasília", "Brasília", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "zona suburbana do Município de Cáceres", "Cáceres", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO", "MATO GROSSO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Tribunal Pleno", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Tribunal Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "EDSON FACHIN", "JOAQUIM HENRIQUE", "RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA", "Sepúlveda Pertence", "Rosa Weber", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM HENRIQUE", "RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM HENRIQUE", "RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "EDSON FACHIN", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "EDSON FACHIN", "Sepúlveda Pertence", "EDSON FACHIN", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "ROBERTO BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "EDSON FACHIN", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "EDSON FACHIN", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "Roberto Barroso", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "LUIZ FUX", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM HENRIQUE", "RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "EDSON FACHIN", "JOAQUIM HENRIQUE", "RENATA FARIA DE OLIVEIRA VILELA", "Rosa Weber", "Rosa", "Weber", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Roberto Barroso", "Edson Fachin", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "06", "/", "10", "/", "2015", "06", ".", "09", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de outubro de 2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "26", ".", "07", ".", "1980", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "26", ".", "07", ".", "1980", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "12", ".", "1987", "26", ".", "07", ".", "2007", "08", ".", "10", ".", "1979", "02", ".", "09", ".", "1995", "07", ".", "04", ".", "1980", "23", ".", "05", ".", "1983", "08", ".", "10", ".", "1979", "02", ".", "09", ".", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "31", ".", "12", ".", "1987", "26", ".", "07", ".", "2007", "08", ".", "10", ".", "1979", "02", ".", "09", ".", "1995", "07", ".", "04", ".", "1980", "23", ".", "05", ".", "1983", "08", ".", "10", ".", "1979", "02", ".", "09", ".", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "09", ".", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "09", ".", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "06", ".", "09", ".", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "06", ".", "09", ".", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "3", "/", "5", "/", "07", "04", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2015", "3", "/", "5", "/", "07", "04", ".", "09", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "06", ".", "2015", "14", "/", "3", "/", "2011", "7", "/", "4", "/", "2011", "9", "/", "3", "/", "2011", "5", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "06", ".", "2015", "14", "/", "3", "/", "2011", "7", "/", "4", "/", "2011", "9", "/", "3", "/", "2011", "5", "/", "4", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "2014", "4", "/", "6", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2010", ".", ".", ".", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "10", "/", "2014", "4", "/", "6", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "2010", ".", ".", ".", ".", "06", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "10", "/", "2015", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "10", ".", "2015", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 962 a 964, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a regularidade de termos de acordos administrativos de parcelamento de débitos celebrados entre o Município de Divinópolis – na qualidade de devedor – e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG – como credor –, admitindo a retenção de parcelas da receita advinda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, de titularidade do ente municipal, ante a inadimplência do último. Concluir de modo diverso quanto à exigibilidade dos créditos parcelados requer a reapreciação de matéria fática, hipótese estranha à atuação do Supremo neste estágio recursal. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 962 a 964, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a regularidade de termos de acordos administrativos de parcelamento de débitos celebrados entre o Município de Divinópolis – na qualidade de devedor – e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG – como credor –, admitindo a retenção de parcelas da receita advinda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, de titularidade do ente municipal, ante a inadimplência do último. Concluir de modo diverso quanto à exigibilidade dos créditos parcelados requer a reapreciação de matéria fática, hipótese estranha à atuação do Supremo neste estágio recursal. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 777465 AGR / MG revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o Tribunal reconheceu, por unanimidade, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.106/SE, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, apreciada em 5 de setembro de 2002, a possibilidade da retenção questionada em acórdão assim resumido: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇ ÃO DO ESTADO DE SERGIPE. ICMS. PARCELA DEVIDA AOS MUNICÍPIOS. BLOQUEIO DO REPASSE PELO ESTADO. POSSIBILIDADE. 1. É vedado ao Estado impor condições para entrega aos Municípios das parcelas que lhes compete na repartição das receitas tributárias, salvo como condição ao recebimento de seus créditos ou ao cumprimento dos limites de aplicação de recursos em serviços de saúde (CF, artigo 160, parágrafo único, I e II). 2. Município em débito com o recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas de seus servidores. Retenção do repasse da parcela do ICMS até a regularização do débito. Legitimidade da medida, em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal RE 777465 AGR / MG revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o Tribunal reconheceu, por unanimidade, na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.106/SE, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, apreciada em 5 de setembro de 2002, a possibilidade da retenção questionada em acórdão assim resumido: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇ ÃO DO ESTADO DE SERGIPE. ICMS. PARCELA DEVIDA AOS MUNICÍPIOS. BLOQUEIO DO REPASSE PELO ESTADO. POSSIBILIDADE. 1. É vedado ao Estado impor condições para entrega aos Municípios das parcelas que lhes compete na repartição das receitas tributárias, salvo como condição ao recebimento de seus créditos ou ao cumprimento dos limites de aplicação de recursos em serviços de saúde (CF, artigo 160, parágrafo único, I e II). 2. Município em débito com o recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas de seus servidores. Retenção do repasse da parcela do ICMS até a regularização do débito. Legitimidade da medida, em 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 777465 AGR / MG consonância com as exceções admitidas pela Constituição Federal. 3. Restrição prevista também nos casos de constatação, pelo Tribunal de Contas do Estado, de graves irregularidades na administração municipal. Inconstitucionalidade da limitação, por contrariar a regra geral ditada pela Carta da República, não estando a hipótese amparada, numerus clausus, pelas situações excepcionais previstas. Declaração de inconstitucionalidade dos §§ 1º e 2º do artigo 20 da Constituição do Estado de Sergipe. Ação julgada procedente em parte. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Município de Divinópolis, no regimental de folha 968 a 970, insiste na índole constitucional da controvérsia. Aponta a impertinência do precedente evocado e sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG, na contraminuta de folha 974 a 986, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal RE 777465 AGR / MG consonância com as exceções admitidas pela Constituição Federal. 3. Restrição prevista também nos casos de constatação, pelo Tribunal de Contas do Estado, de graves irregularidades na administração municipal. Inconstitucionalidade da limitação, por contrariar a regra geral ditada pela Carta da República, não estando a hipótese amparada, numerus clausus, pelas situações excepcionais previstas. Declaração de inconstitucionalidade dos §§ 1º e 2º do artigo 20 da Constituição do Estado de Sergipe. Ação julgada procedente em parte. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Município de Divinópolis, no regimental de folha 968 a 970, insiste na índole constitucional da controvérsia. Aponta a impertinência do precedente evocado e sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG, na contraminuta de folha 974 a 986, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais consignou, em síntese (folha 840): REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA PROPOSTA PELO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS. DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS. CONVÊNIO. VERBAS NÃO REPASSADAS AO IPSEMG. ACORDO CELEBRADO COM A AUTARQUIA. PERMISSIVO LEGAL. PROVA PERICIAL. VALORES JUSTIFICADOS. RETENÇÃO DE REPASSES DO ICMS. POSSIBILIDADE. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO A NORMAS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS ENTÃO VIGENTES. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO EX-PREFEITO MUNICIPAL. SENTENÇA CONFIRMADA. Inocorrente hipótese admitida de responsabilidade solidária, o ex-prefeito municipal não é parte legítima para figurar no pólo passivo da ação em que o Município pleiteia declaração de nulidade de termos de acordo administrativos de parcelamento de débito celebrados com o IPSEMG, bem como o ressarcimento de quantias pagas. Considerando o teor das provas produzidas, não se reconhece a alegada nulidade no acordo celebrado entre o MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS e o IPSEMG que, a exemplo de outros casos em Minas Gerais e consoante permissivo legal, destinou-se ao regular parcelamento de débitos previdenciários oriundos de atraso no repasse à autarquia estadual da contribuição previdenciária recolhida em razão de convênio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais consignou, em síntese (folha 840): REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA PROPOSTA PELO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS. DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS. CONVÊNIO. VERBAS NÃO REPASSADAS AO IPSEMG. ACORDO CELEBRADO COM A AUTARQUIA. PERMISSIVO LEGAL. PROVA PERICIAL. VALORES JUSTIFICADOS. RETENÇÃO DE REPASSES DO ICMS. POSSIBILIDADE. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO A NORMAS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS ENTÃO VIGENTES. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO EX-PREFEITO MUNICIPAL. SENTENÇA CONFIRMADA. Inocorrente hipótese admitida de responsabilidade solidária, o ex-prefeito municipal não é parte legítima para figurar no pólo passivo da ação em que o Município pleiteia declaração de nulidade de termos de acordo administrativos de parcelamento de débito celebrados com o IPSEMG, bem como o ressarcimento de quantias pagas. Considerando o teor das provas produzidas, não se reconhece a alegada nulidade no acordo celebrado entre o MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS e o IPSEMG que, a exemplo de outros casos em Minas Gerais e consoante permissivo legal, destinou-se ao regular parcelamento de débitos previdenciários oriundos de atraso no repasse à autarquia estadual da contribuição previdenciária recolhida em razão de convênio Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 777465 AGR / MG firmado em que se garantia aos servidores públicos municipais percepção de benefícios e/ou de serviços. Não assiste razão ao agravante. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tendo em vista o que decidido pelo Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.106/SE, impõe- se a observância no tocante à possibilidade da retenção de parcelas da receita proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Supremo Tribunal Federal RE 777465 AGR / MG firmado em que se garantia aos servidores públicos municipais percepção de benefícios e/ou de serviços. Não assiste razão ao agravante. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tendo em vista o que decidido pelo Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.106/SE, impõe- se a observância no tocante à possibilidade da retenção de parcelas da receita proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) : LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686006 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) : LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686006 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9719909
2015-10-20T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 20.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur327758
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, RETENÇÃO) ADI 1106 (TP). Número de páginas: 7. Análise: 11/11/2015, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
777465
null
RE-AgR
acordaos
RE 777465 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) : LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pela Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 20 de outubro de 2015. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 962 a 964, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a regularidade de termos de acordos administrativos de parcelamento de débitos celebrados entre o Município de Divinópolis – na qualidade de devedor – e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG – como credor –, admitindo a retenção de parcelas da receita advinda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, de titularidade do ente municipal, ante a inadimplência do último. Concluir de modo diverso quanto à exigibilidade dos créditos parcelados requer a reapreciação de matéria fática, hipótese estranha à atuação do Supremo neste estágio recursal. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) :LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 962 a 964, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O Tribunal de origem assentou a regularidade de termos de acordos administrativos de parcelamento de débitos celebrados entre o Município de Divinópolis – na qualidade de devedor – e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG – como credor –, admitindo a retenção de parcelas da receita advinda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, de titularidade do ente municipal, ante a inadimplência do último. Concluir de modo diverso quanto à exigibilidade dos créditos parcelados requer a reapreciação de matéria fática, hipótese estranha à atuação do Supremo neste estágio recursal. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o Tribunal reconheceu, por unanimidade, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.106/SE, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, apreciada em 5 de setembro de 2002, a possibilidade da retenção questionada em acórdão assim resumido: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇ ÃO DO ESTADO DE SERGIPE. ICMS. PARCELA DEVIDA AOS MUNICÍPIOS. BLOQUEIO DO REPASSE PELO ESTADO. POSSIBILIDADE. 1. É vedado ao Estado impor condições para entrega aos Municípios das parcelas que lhes compete na repartição das receitas tributárias, salvo como condição ao recebimento de seus créditos ou ao cumprimento dos limites de aplicação de recursos em serviços de saúde (Constituição Federal de 1988, artigo 160, parágrafo único, I e II). 2. Município em débito com o recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas de seus servidores. Retenção do repasse da parcela do ICMS até a regularização do débito. Legitimidade da medida, em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o Tribunal reconheceu, por unanimidade, na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.106/SE, da relatoria do ministro Maurício Corrêa, apreciada em 5 de setembro de 2002, a possibilidade da retenção questionada em acórdão assim resumido: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. CONSTITUIÇ ÃO DO ESTADO DE SERGIPE. ICMS. PARCELA DEVIDA AOS MUNICÍPIOS. BLOQUEIO DO REPASSE PELO ESTADO. POSSIBILIDADE. 1. É vedado ao Estado impor condições para entrega aos Municípios das parcelas que lhes compete na repartição das receitas tributárias, salvo como condição ao recebimento de seus créditos ou ao cumprimento dos limites de aplicação de recursos em serviços de saúde (Constituição Federal de 1988, artigo 160, parágrafo único, I e II). 2. Município em débito com o recolhimento de contribuições previdenciárias descontadas de seus servidores. Retenção do repasse da parcela do ICMS até a regularização do débito. Legitimidade da medida, em 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG consonância com as exceções admitidas pela Constituição Federal. 3. Restrição prevista também nos casos de constatação, pelo Tribunal de Contas do Estado, de graves irregularidades na administração municipal. Inconstitucionalidade da limitação, por contrariar a regra geral ditada pela Carta da República, não estando a hipótese amparada, numerus clausus, pelas situações excepcionais previstas. Declaração de inconstitucionalidade dos §§ 1... e 2... do artigo 20 da Constituição do Estado de Sergipe. Ação julgada procedente em parte. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Município de Divinópolis, no regimental de folha 968 a 970, insiste na índole constitucional da controvérsia. Aponta a impertinência do precedente evocado e sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG, na contraminuta de folha 974 a 986, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG consonância com as exceções admitidas pela Constituição Federal. 3. Restrição prevista também nos casos de constatação, pelo Tribunal de Contas do Estado, de graves irregularidades na administração municipal. Inconstitucionalidade da limitação, por contrariar a regra geral ditada pela Carta da República, não estando a hipótese amparada, numerus clausus, pelas situações excepcionais previstas. Declaração de inconstitucionalidade dos §§ 1... e 2... do artigo 20 da Constituição do Estado de Sergipe. Ação julgada procedente em parte. 2. Nego seguimento ao recurso. 3. Publiquem. O Município de Divinópolis, no regimental de folha 968 a 970, insiste na índole constitucional da controvérsia. Aponta a impertinência do precedente evocado e sustenta a desnecessidade do reexame de fatos e provas. O Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG, na contraminuta de folha 974 a 986, defende a manutenção do ato impugnado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais consignou, em síntese (folha 840): REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA PROPOSTA PELO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS. DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS. CONVÊNIO. VERBAS NÃO REPASSADAS AO IPSEMG. ACORDO CELEBRADO COM A AUTARQUIA. PERMISSIVO LEGAL. PROVA PERICIAL. VALORES JUSTIFICADOS. RETENÇÃO DE REPASSES DO ICMS. POSSIBILIDADE. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO A NORMAS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS ENTÃO VIGENTES. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO EX-PREFEITO MUNICIPAL. SENTENÇA CONFIRMADA. Inocorrente hipótese admitida de responsabilidade solidária, o ex-prefeito municipal não é parte legítima para figurar no pólo passivo da ação em que o Município pleiteia declaração de nulidade de termos de acordo administrativos de parcelamento de débito celebrados com o IPSEMG, bem como o ressarcimento de quantias pagas. Considerando o teor das provas produzidas, não se reconhece a alegada nulidade no acordo celebrado entre o MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS e o IPSEMG que, a exemplo de outros casos em Minas Gerais e consoante permissivo legal, destinou-se ao regular parcelamento de débitos previdenciários oriundos de atraso no repasse à autarquia estadual da contribuição previdenciária recolhida em razão de convênio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Supremo Tribunal Federal 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia devidamente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais consignou, em síntese (folha 840): REEXAME NECESSÁRIO. AÇÃO ORDINÁRIA PROPOSTA PELO MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS. DÉBITOS PREVIDENCIÁRIOS. CONVÊNIO. VERBAS NÃO REPASSADAS AO IPSEMG. ACORDO CELEBRADO COM A AUTARQUIA. PERMISSIVO LEGAL. PROVA PERICIAL. VALORES JUSTIFICADOS. RETENÇÃO DE REPASSES DO ICMS. POSSIBILIDADE. INOCORRÊNCIA DE VIOLAÇÃO A NORMAS LEGAIS E CONSTITUCIONAIS ENTÃO VIGENTES. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO EX-PREFEITO MUNICIPAL. SENTENÇA CONFIRMADA. Inocorrente hipótese admitida de responsabilidade solidária, o ex-prefeito municipal não é parte legítima para figurar no pólo passivo da ação em que o Município pleiteia declaração de nulidade de termos de acordo administrativos de parcelamento de débito celebrados com o IPSEMG, bem como o ressarcimento de quantias pagas. Considerando o teor das provas produzidas, não se reconhece a alegada nulidade no acordo celebrado entre o MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS e o IPSEMG que, a exemplo de outros casos em Minas Gerais e consoante permissivo legal, destinou-se ao regular parcelamento de débitos previdenciários oriundos de atraso no repasse à autarquia estadual da contribuição previdenciária recolhida em razão de convênio Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG firmado em que se garantia aos servidores públicos municipais percepção de benefícios e/ou de serviços. Não assiste razão ao agravante. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tendo em vista o que decidido pelo Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.106/SE, impõe- se a observância no tocante à possibilidade da retenção de parcelas da receita proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG firmado em que se garantia aos servidores públicos municipais percepção de benefícios e/ou de serviços. Não assiste razão ao agravante. O deslinde da demanda deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, tendo em vista o que decidido pelo Supremo no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.106/SE, impõe- se a observância no tocante à possibilidade da retenção de parcelas da receita proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9679225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 20/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) : LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686006 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777.465 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE DIVINÓPOLIS ADV.(A/S) : LUCIANO DE ARAÚJO FERRAZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES DO ESTADO DE MINAS GERAIS - IPSEMG PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 20.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Edson Fachin. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Roberto Barroso. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9686006 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 465", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 465", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 106 / SE", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 106 / SE", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 465", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 106 / SE", "Recurso Extraordinário 777465 AGR / MG", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 106 / SE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 465", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 777 . 465" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , artigo 160 , parágrafo", "Medida Provisória n 2", "Constituição Federal de 1988 , artigo 160 , parágrafo único , I e II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão por mim proferida, em que que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual determinou o prosseguimento da execução fiscal (eDOC 4, pp. 19-25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, XXXVI, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se a extinção do crédito tributário, em decorrência do transcurso do prazo prescricional. A Vice-Presidência do TRF da 3ª Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 281 do STF. Decido. De plano, verifico que é inadmissível o recurso extraordinário quando não esgotada as instâncias ordinárias, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão por mim proferida, em que que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual determinou o prosseguimento da execução fiscal (eDOC 4, pp. 19-25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5º, XXXVI, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se a extinção do crédito tributário, em decorrência do transcurso do prazo prescricional. A Vice-Presidência do TRF da 3ª Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 281 do STF. Decido. De plano, verifico que é inadmissível o recurso extraordinário quando não esgotada as instâncias ordinárias, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 897208 AGR / SP tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. No caso concreto, não foi interposto o recurso adequado contra a decisão monocrática proferida em Apelação para o órgão colegiado do Tribunal a quo. A esse respeito, confira-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “b”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se que “não há que se falar, no caso, em interposição de agravo legal (artigo 557, parágrafo 1º, do CPC), tendo se esgotado, na hipótese, as instâncias ordinárias, sendo portanto, correta a opção da Agravante de manejar sua irresignação pela via excepcional do Recurso Extraordinário, como procedido – em perfeita conformidade com o artigo 102, III, a, da Constituição Federal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. No caso concreto, não foi interposto o recurso adequado contra a decisão monocrática proferida em Apelação para o órgão colegiado do Tribunal a quo. A esse respeito, confira-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4º, II, “b”, CPC, e 21, §1º, RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se que “não há que se falar, no caso, em interposição de agravo legal (artigo 557, parágrafo 1º, do CPC), tendo se esgotado, na hipótese, as instâncias ordinárias, sendo portanto, correta a opção da Agravante de manejar sua irresignação pela via excepcional do Recurso Extraordinário, como procedido – em perfeita conformidade com o artigo 102, III, a, da Constituição Federal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já ressaltado na decisão agravada, torna-se inadmissível a cognição do recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Embargos declaratórios opostos na origem rejeitados monocraticamente pelo relator. Ausência de interposição do recurso cabível. Não esgotamento das instâncias ordinárias. Súmula nº 281/STF. Dano moral. Caracterização. Legitimidade ad causam. Quantum indenizatório. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já ressaltado na decisão agravada, torna-se inadmissível a cognição do recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO STF. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da CF/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Embargos declaratórios opostos na origem rejeitados monocraticamente pelo relator. Ausência de interposição do recurso cabível. Não esgotamento das instâncias ordinárias. Súmula nº 281/STF. Dano moral. Caracterização. Legitimidade ad causam. Quantum indenizatório. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 897208 AGR / SP Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula nº 281/STF. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. A análise das questões relativas à legitimidade ad causam, à existência de dano moral indenizável e ao quantum indenizatório encontra óbice nas Súmulas 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 866925 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 09.06.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. VERBAS RESCISÓRIAS. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL. DISPENSA ANTERIOR À LEI Nº 12.506/2011. NÃO EXAURIMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA Nº 281/STF. INCIDÊNCIA. 1. A decisão que desafia o recurso extraordinário deve provir de única ou última instância, por isso que o não esgotamento das mesmas conduz à inadmissão do apelo extremo. Precedente: ARE 731.916-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 11/11/2013. 2. A Súmula nº 281 do STF dispõe, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada”. 3. In casu, o relator, monocraticamente, manteve despacho que negou seguimento a recurso de revista em que se discute o direito à percepção do aviso prévio proporcional, nos termos da Lei 12.506/2011, a empregado dispensado antes do início da vigência da referida lei. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 841563 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16.12.2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula nº 281/STF. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 3. A análise das questões relativas à legitimidade ad causam, à existência de dano moral indenizável e ao quantum indenizatório encontra óbice nas Súmulas 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 866925 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 09.06.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. VERBAS RESCISÓRIAS. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL. DISPENSA ANTERIOR À LEI Nº 12.506/2011. NÃO EXAURIMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA Nº 281/STF. INCIDÊNCIA. 1. A decisão que desafia o recurso extraordinário deve provir de única ou última instância, por isso que o não esgotamento das mesmas conduz à inadmissão do apelo extremo. Precedente: ARE 731.916-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 11/11/2013. 2. A Súmula nº 281 do STF dispõe, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada”. 3. In casu, o relator, monocraticamente, manteve despacho que negou seguimento a recurso de revista em que se discute o direito à percepção do aviso prévio proporcional, nos termos da Lei 12.506/2011, a empregado dispensado antes do início da vigência da referida lei. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 841563 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16.12.2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 897208 AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) : RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) : JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) : CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) : ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) : ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9694382 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) : RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) : JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) : CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) : ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) : ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9694382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=9752383
2015-10-06T00:00:00
2015-11-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1ª Turma, 6.10.2015.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do STF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur327760
- Acórdão(s) citado(s): (EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA) ARE 750003 AgR (TP), ARE 841563 AgR (1ªT), ARE 866925 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 13/11/2015, AMS.
EDSON FACHIN
Primeira Turma
897208
[ "LEG-FED SUMSTF-000281 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 897208 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) : RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) : JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) : CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) : ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) : ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO TRIBUTÁRIO. CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PRESCRIÇÃO. 1. É inadmissível o recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 6 de outubro de 2015 Ministro EDSON FACHIN Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680073. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão por mim proferida, em que que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual determinou o prosseguimento da execução fiscal (eDOC 4, pp. 19-25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., XXXVI, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se a extinção do crédito tributário, em decorrência do transcurso do prazo prescricional. A Vice-Presidência do TRF da 3... Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. Decido. De plano, verifico que é inadmissível o recurso extraordinário quando não esgotada as instâncias ordinárias, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) :MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) :RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) :JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) :CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) :ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) :ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto em face de decisão por mim proferida, em que que neguei seguimento ao recurso extraordinário, nos seguintes termos: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo interposto em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual determinou o prosseguimento da execução fiscal (eDOC 4, pp. 19-25). No recurso extraordinário, com fundamento no art. 102, III, “a”, da Constituição Federal, aponta-se ofensa ao art. 5..., XXXVI, do Texto Constitucional. Nas razões recursais, sustenta-se a extinção do crédito tributário, em decorrência do transcurso do prazo prescricional. A Vice-Presidência do TRF da 3... Região inadmitiu o recurso com base na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. Decido. De plano, verifico que é inadmissível o recurso extraordinário quando não esgotada as instâncias ordinárias, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 897208 AGR / SP tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. No caso concreto, não foi interposto o recurso adequado contra a decisão monocrática proferida em Apelação para o órgão colegiado do Tribunal a quo. A esse respeito, confira-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “b”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se que “não há que se falar, no caso, em interposição de agravo legal (artigo 557, parágrafo 1..., do Código de Processo Civil), tendo se esgotado, na hipótese, as instâncias ordinárias, sendo portanto, correta a opção da Agravante de manejar sua irresignação pela via excepcional do Recurso Extraordinário, como procedido – em perfeita conformidade com o artigo 102, III, a, da Constituição Federal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. No caso concreto, não foi interposto o recurso adequado contra a decisão monocrática proferida em Apelação para o órgão colegiado do Tribunal a quo. A esse respeito, confira-se o seguinte precedente: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, nos termos dos arts. 544, § 4..., II, “b”, Código de Processo Civil, e 21, §1..., RISTF. Publique-se.” Nas razões recursais, sustenta-se que “não há que se falar, no caso, em interposição de agravo legal (artigo 557, parágrafo 1..., do Código de Processo Civil), tendo se esgotado, na hipótese, as instâncias ordinárias, sendo portanto, correta a opção da Agravante de manejar sua irresignação pela via excepcional do Recurso Extraordinário, como procedido – em perfeita conformidade com o artigo 102, III, a, da Constituição Federal.” É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já ressaltado na decisão agravada, torna-se inadmissível a cognição do recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Embargos declaratórios opostos na origem rejeitados monocraticamente pelo relator. Ausência de interposição do recurso cabível. Não esgotamento das instâncias ordinárias. Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. Dano moral. Caracterização. Legitimidade ad causam. Quantum indenizatório. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO EDSON FACHIN (RELATOR): Não assiste razão à parte Agravante. A parte insurgente não trouxe novos argumentos com aptidão para infirmar a decisão ora agravada. Conforme já ressaltado na decisão agravada, torna-se inadmissível a cognição do recurso extraordinário, quando não esgotadas as instâncias ordinárias, tendo em vista a vedação contida na Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal. Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO A QUE NEGA PROVIMENTO. I – A competência do Supremo Tribunal Federal (art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88) restringe-se às causas decididas em única ou última instância. II – A parte recorrente não esgotou as vias recursais ordinárias cabíveis, incidindo no óbice da Súmula 281 deste Tribunal. III – Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 750003 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, DJe 28.11.2014) “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Embargos declaratórios opostos na origem rejeitados monocraticamente pelo relator. Ausência de interposição do recurso cabível. Não esgotamento das instâncias ordinárias. Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. Dano moral. Caracterização. Legitimidade ad causam. Quantum indenizatório. Prequestionamento. Ausência. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 897208 AGR / SP Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. A análise das questões relativas à legitimidade ad causam, à existência de dano moral indenizável e ao quantum indenizatório encontra óbice nas Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 866925 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 09.06.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. VERBAS RESCISÓRIAS. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL. DISPENSA ANTERIOR À LEI n 12.506/2011. NÃO EXAURIMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA n 281/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A decisão que desafia o recurso extraordinário deve provir de única ou última instância, por isso que o não esgotamento das mesmas conduz à inadmissão do apelo extremo. Precedente: ARE 731.916-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 11/11/2013. 2. A Súmula n 281 do Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada”. 3. In casu, o relator, monocraticamente, manteve despacho que negou seguimento a recurso de revista em que se discute o direito à percepção do aviso prévio proporcional, nos termos da Lei 12.506/2011, a empregado dispensado antes do início da vigência da referida lei. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 841563 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16.12.2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 2. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais indicados como violados, carecem do necessário prequestionamento. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 3. A análise das questões relativas à legitimidade ad causam, à existência de dano moral indenizável e ao quantum indenizatório encontra óbice nas Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido.” (ARE 866925 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, DJe 09.06.2015) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRABALHISTA. RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO DE CONTRATO DE TRABALHO. VERBAS RESCISÓRIAS. AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL. DISPENSA ANTERIOR À LEI n 12.506/2011. NÃO EXAURIMENTO DAS VIAS ORDINÁRIAS. SÚMULA n 281/Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. 1. A decisão que desafia o recurso extraordinário deve provir de única ou última instância, por isso que o não esgotamento das mesmas conduz à inadmissão do apelo extremo. Precedente: ARE 731.916-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Plenário, DJe 11/11/2013. 2. A Súmula n 281 do Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber na justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada”. 3. In casu, o relator, monocraticamente, manteve despacho que negou seguimento a recurso de revista em que se discute o direito à percepção do aviso prévio proporcional, nos termos da Lei 12.506/2011, a empregado dispensado antes do início da vigência da referida lei. 4. Agravo regimental DESPROVIDO.” (ARE 841563 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe 16.12.2014) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. EDSON FACHIN ARE 897208 AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Supremo Tribunal Federal ARE 897208 AGR / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 9680075. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 06/10/2015 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) : RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) : JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) : CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) : ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) : ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9694382 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897.208 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. EDSON FACHIN AGTE.(S) : MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA AGTE.(S) : RAFAEL RIOS ESCALONA AGTE.(S) : JOSÉ MARIA RIOS ESCALONA AGTE.(S) : CARMEN RIOS ESCALONA AGTE.(S) : ISABEL RIOS ESCALONA CIRULLO ADV.(A/S) : ANNA LÚCIA DA MOTTA PACHECO CARDOSO DE MELLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. 1... Turma, 6.10.2015. Presidência da Senhora Ministra Rosa Weber. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux, Roberto Barroso e Edson Fachin. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza p/ Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 9694382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 897 . 208", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 897208 AGR / SP", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 897208 AGR / SP", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 281 deste Tribunal", "ARE 750003 AgR", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 750003 AgR", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 281 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 750003 AgR", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 897208 AGR", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 866925 AgR", "SÚMULA n 281 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 731 . 916 - AgR", "Súmula n 281 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 841563 AgR", "ARE 897208 AGR / SP", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 866925 AgR", "SÚMULA n 281 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 731 . 916 - AgR", "Súmula n 281 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 841563 AgR", "ARE 897208 AGR / SP", "ARE 897208 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXVI , do Texto Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "arts . 544 , § 4 . . . , II , “ b ” , Código de Processo Civil", "21 , § 1 . . . , RISTF", "artigo 557 , parágrafo 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "arts . 544 , § 4 . . . , II , “ b ” , Código de Processo Civil", "21 , § 1 . . . , RISTF", "artigo 557 , parágrafo 1 . . . , do Código de Processo Civil", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 506 / 2011", "Lei 12 . 506 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 12 . 506 / 2011", "Lei 12 . 506 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MARISQUERIA PLAYA GRANDE LTDA", "UNIÃO", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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